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A Livraria

por: Cinevitor

livrariaposterThe Bookshop

Direção: Isabel Coixet

Elenco: Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson, Hunter Tremayne, Honor Kneafsey, James Lance, Frances Barber, Reg Wilson, Michael Fitzgerald, Lucy Beckwith, Nigel O’Neill, Jorge Suquet, Harvey Bennett, Lana O’Kell, Adie Allen, Lucy Tillett, Toby Gibson, Gary Piquer, Alfie Rowland, Sophie Heydel, Mary O’Driscoll, Karen Ardiff, Charlotte Vega, Barry Barnes, Conor Smith, Rachel Gadd, James Murphy, Nick Devlin, Richard Felix, Franchesca McGill Perkins, Robbie Beggs, Reed Brody, Corey Millar, Max Mir, Julie Christie.

Ano: 2017

Sinopse: O ano é 1959. Florence Green é uma viúva de espírito livre, que deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria, o primeiro estabelecimento desse tipo na sonolenta cidade litorânea de Hardborough, na Inglaterra. Contra a umidade, o frio e a considerável apatia local, ela luta para se estabelecer, mas logo sua sorte muda para melhor. Baseado no romance homônimo de Penelope Fitzgerald.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Soldados do Araguaia

por: Cinevitor

soldadospostermostraDireção: Belisario Franca

Ano: 2017

Sinopse: O documentário se propõe a dar voz às memórias e traumas de soldados de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram a controversa Guerrilha do Araguaia. Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e pelo próprio Exército por suas denúncias contra a corporação, esses personagens encontram aqui uma oportunidade inédita de compartilhar sua versão dos fatos. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. No Vietnã brasileiro, os vencedores retornam apenas como fantasmas: mesmo aqueles capazes de ultrapassar a psicose, o alcoolismo, o desejo de suicídio e inúmeras manifestações de estresse pós-traumático precisam lutar até hoje para superar os episódios de abuso e violência que sofreram e testemunharam.

Crítica do CINEVITOR: Depois de lançar o premiado Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, Belisario Franca segue contando histórias de personagens brasileiros que vivem à margem da historiografia nacional. Em Soldados do Araguaia, ele coloca o dedo na ferida ao dar voz a soldados de baixa patente do Exército Brasileiro, que combateram a controversa Guerrilha do Araguaia e foram rejeitados pelos próprios militares por suas denúncias contra a corporação, em depoimentos tomados por dolorosas cicatrizes do passado, trazendo à tona memórias de horror. No final da década de 1960, estes homens foram enviados para o interior da selva amazônica com a missão de exterminar a Guerrilha do Araguaia, movimento de oposição à ditadura militar. Mas, por muito tempo, o outro lado dessa história foi abafado e agora, quarenta anos depois do fim da guerra, ex-soldados revelam seus dramas publicamente. No documentário, Belisario coloca seus protagonistas de frente para a câmera e entre fatos históricos narrados por eles, acompanhamos por meio de imagens de arquivo e até de uma reconstituição dos acontecimentos filmada em preto e branco, os depoimentos desses sobreviventes. Sozinhos em uma sala com fundo preto, eles narram histórias pessoais de dor e sofrimento, relembram o momento em que foram recrutados, a alegria e o orgulho que sentiram por estarem representando o Brasil e de como esse sonho se transformou em um pesadelo. Ao longo dos relatos sobre a violência que sofreram ou então quando citam colegas que não aguentaram a pressão, esses homens não escondem suas lágrimas e, ainda que comovidos por tais lembranças, revelam um sentimento de justiça em busca de paz e reconhecimento. Soldados do Araguaia se torna um filme necessário não só para o público, que terá a chance de conhecer verdadeiros heróis do nosso país, mas também para esses homens assombrados por fantasmas do passado que, corajosos, se libertam de um peso que por muitos anos causou consequências traumáticas em suas vidas. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Cinebiografia do rapper Emicida será dirigida por Aly Muritiba e produzida por Rodrigo Teixeira

por: Cinevitor

emicidafilme1Música nas telonas: trajetória do rapper vai virar filme.

Emicida, um dos músicos mais importantes do rap brasileiro, terá sua história pouco conhecida contada nos cinemas: a sua luta para chegar ao topo, ao lado do irmão e empresário, Evandro Fióti. A cinebiografia, ainda sem título definido, será produzida por Rodrigo Teixeira, da RT Features, em parceria com a Laboratório Fantasma. O longa terá direção de Aly Muritiba, de Para Minha Amada Morta e Ferrugem, exibido recentemente no Festival de Sundance.

Em fase de desenvolvimento, o roteiro escrito em parceria com o próprio Emicida, foca em alguns momentos-chave da vida do rapper, entre eles, a vitória na maior batalha de rimas do Brasil, aos 21 anos, a reprovação da mãe, Dona Jacira, que não queria o filho envolvido com a música, a relação com o irmão mais novo, Fióti, e seus dias como atendente no McDonald’s.

“Estou muito feliz e honrado em poder contar a história de um dos principais artistas da música da atualidade no Brasil. Levar a trajetória do Emicida para as telonas é de um orgulho e uma responsabilidade enormes. Mas, ao mesmo tempo, é muito prazeroso poder contar uma história de vida tão inspiradora quanto a dele”, revelou Rodrigo.

emicida2Evandro Fióti, Rodrigo Teixeira e Emicida: filme em pré-produção.

A perseverança e o amor pela música marcam a trajetória do rapper desde o começo da sua carreira até o reconhecimento e o sucesso: “Eu já tinha a ambição de invadir os cinemas, acho que construímos uma trajetória que, de alguma maneira, desaguaria nisso. A Laboratório Fantasma tem se aproximado lentamente do entretenimento e estendido seus tentáculos para além da música há algum tempo, tanto que participamos da SPFW, por exemplo. Estou bastante emocionado e empolgado, estamos no meio de uma pesquisa bastante profunda para batermos o martelo em qual recorte usaremos, pois tem bastante assunto, fizemos muitas coisas, ano que vem completa 10 anos de nossa primeira mix tape, é uma efeméride importantíssima. O Brasil carece de histórias de pretos bem sucedidos sendo contadas em grande escala e por nós mesmos, nesse sentido já nascemos revolucionários”, explicou Emicida.

Com filmagens previstas para o segundo semestre de 2018, o lançamento do filme está previsto para 2019.

Fotos: Divulgação/Reprodução do Facebook.

Filme sobre a trajetória de Marielle Franco será produzido por Paula Barreto

por: Cinevitor

mariellefilme2Eleita com 46.502 votos, Marielle buscava um modelo de cidade mais justo para todos.

Na quarta-feira, 14/03, a vereadora carioca Marielle Franco, a quinta mais votada na última eleição, foi assassinada no Rio de Janeiro a tiros quando retornava para casa depois de uma palestra. Seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, também foi atingido e não resistiu. O crime, que se trata de uma execução, ainda está sendo investigado e comoveu milhares de pessoas no Brasil e no mundo, resultando em diversas manifestações públicas.

Marielle, criada no Complexo da Maré, era socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela UFF. Sua dissertação de mestrado teve como tema: UPP: a redução da favela a três letras. Trabalhou em organizações da sociedade civil, como a BrazilFoundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré. Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida. Ao se tornar mãe aos 19 anos, começou a lutar pelos direitos das mulheres e debater essa temática na periferia.

Com mais de 46 mil votos, foi eleita vereadora e se tornou a segunda mulher mais votada neste cargo no país. Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ao lado de Marcelo Freixo. Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e atuava como relatora em outra comissão que monitorava a intervenção federal nas favelas.

mariellefilme1Mulher, negra, mãe, favelada: quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, em 2016.

Sua trajetória também ficou marcada pelas denúncias constantes em relação aos abusos policiais e a violação aos direitos humanos. Ficou conhecida por defender os direitos humanos, debater sobre as questões do feminismo e da violência contra as mulheres e apoiar os jovens, a comunidade LGBT e lutar contra o racismo. Aos 38 anos, Marielle seguia sua luta contra à violência nas comunidades cariocas. Mas, foi brutalmente silenciada.

Sua história agora será contada nas telonas. Segundo informações divulgadas na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, e confirmadas pela LC Barreto Produções, de Lucy e Luiz Carlos Barreto, em sua conta no Instagram, o longa será produzido por Paula Barreto, de Flores Raras e João, O Maestro: “Queremos contar onde ela foi criada, a influência da Maré nela e como se transformou nessa líder que perdemos. O que importa, agora, são seus ideais. Há milhares de Marielles no Brasil, precisamos contar essa história”, escreveu Paula no post.

O longa, que acabou de ser anunciado, ainda não tem elenco confirmado e nem data de lançamento. Porém, alguns nomes já foram anunciados: Jorge Mautner será responsável pela trilha sonora e o roteiro será escrito por João Paulo Reys e Flavia Guimarães. Além disso, a renda será destinada aos moradores do Complexo da Maré, que também farão parte da equipe.

*Fontes biográficas: Casa da Mãe Joanna.

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor

verdade1Cena do documentário americano Naila e o Levante, de Julia Bacha.

Foram anunciados nesta terça-feira, 20/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 23ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, a cineasta americana Pamela Yates será homenageada e marcará presença no evento.

De 12 a 22 de abril, o melhor da nova safra do documentário brasileiro e internacional será exibido em São Paulo e no Rio de Janeiro, com sessões gratuitas. Na capital paulista, o filme de abertura será Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, documentário dirigido por Pedro Serrano, que narra a vida e a obra de Adoniran Barbosa, o maior nome do samba paulista; na capital carioca, quem abre o evento é Carvana, de Lulu Corrêa, sobre o emblemático ator e diretor Hugo Carvana.

verdade4Cena de Espera, de Cao Guimarães: selecionada para a competição brasileira.

No Programa Especial, três produções ganham destaque: O Processo, de Maria Augusta Ramos, exibido no Festival de Berlim deste ano e que testemunha o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; Quando as Luzes das Marquises se Apagam – A História da Cinelândia Paulistana, de Renato Brandão, sobre as salas de cinema que se localizavam nas avenidas São João, Ipiranga e suas imediações; e 68, de Patrick Rotman, um documentário de arquivo sobre o mais agitado e transformador ano desde a Segunda Guerra Mundial.

verdade3O Processo, de Maria Augusta Ramos: documentário brasileiro exibido em Berlim.

Nesta edição, o Itaú Cultural apresentará, em parceria com o festival, exibições exclusivas on-line, destacando cineastas mulheres que tiveram participação em edições anteriores do É Tudo Verdade, como: Marília Rocha, com Aboio; Helena Solberg, com Carmen Miranda: Bananas is My Business; Tatiana Toffoli, com Dona Helena; Maria Ribeiro, com Domingos; e Andrea Pasquini, com Os Melhores Anos de Nossas Vidas.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2018 – 23º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho
Che, Memórias de um Ano Secreto, de Margarita Hernandez
Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan
Espera, de Cao Guimarães
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
Missão 115, de Silvio Da-Rin
Neville D’Almeida: Cronista da Beleza e do Caos, de Mario Abbade

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
A Batalha de Argel, um Filme Dentro da História (The Battle of Algiers, a Film Within History), de Malek Bensmaïl (França/Suíça)
Aquele Verão (That Summer), de Göran Hugo Olsson (Dinamarca/Finlândia)
As Crianças da Rua Saint-Maur, de Ruth Zylberman (França)
Amarra Seu Arado a uma Estrela (Ata tu arado a una estrella), de Carmen Guarini (Argentina)
Amor é Batatas (Love is Potatoes), de Aliona van der Horst (Holanda)
Canções em Pequim, de Milena de Moura Barba (China)
Filmmakers Unite: Uma Resposta Coletiva ao Governo dos Estados Unidos, de Ellen Bruno e Jay Rosenblatt (EUA)
Naila e o Levante (Naila and the Uprising), de Julia Bacha (EUA)
O Distante Latido dos Cães (The Distant Barking of Dogs), de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca/Finlândia)
Sammy Davis, Jr.: Eu Tenho que Ser Eu (Sammy Davis, Jr.: I’ve Gotta Be Me), de Samuel D. Pollard (EUA)
The Cleaners, de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/Brasil)
Zaatari – Memórias do Labirinto, de Paschoal Samora (Brasil/Alemanha)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA:
A Flor da Vida (La Flor de la Vida), de Claudia Abend e Adriana Loeff (Uruguai)
Amarra Seu Arado a uma Estrela (Ata tu arado a una estrella), de Carmen Guarini (Argentina)
Cartucho, de Andrés Chaves Sánchez (Colômbia)
Che, Memórias de um Ano Secreto, de Margarita Hernandez (Brasil)
Não Viajarei Escondida, de Pablo Zubizarreta (Argentina/Uruguai)
Regresso à Origem (Regreso al Origen), de María José Glender de Mucha (México)
Roubar Rodin (Robar a Rodin), de Cristóbal Valenzuela (Chile)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM:
A Casa de Catharina, de Felipe Arrojo Poroger (SP)
Arara: Um Filme Sobre um Filme Sobrevivente, de Lipe Canêdo (MG)
Catadora de Gente, de Mirela Kruel (RS)
Inconfissões, de Ana Galizia (RJ)
Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)
Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (PE)
Sem Título #4 : Apesar dos Pesares, na Chuva há de Cantares, de Carlos Adriano (SP)
Sobre Imagem e Semelhança, de Felipe Tomazelli e Ricardo Martensen (SP)
Tetê, de Clara Lazarim (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM:
A Boa Educação, de GuYu (China/França)
As Elegias do Kodachrome (The Kodachrome Elegies), de Jay Rosenblatt (EUA)
Las Nubes, de Juan Pablo González (México)
O Intérprete, de Reneé van der Ven (Holanda)
Poeira, de Jakub Radej (Polônia)
Por Fora: Paz; Por Dentro: Guerra, de Katja Berls (Alemanha)
Ressonâncias, de Nicolas Khoury (Líbano)
Sílica, de Pia Borg (Austrália)
Trainspotter, de Ignacio Masllorens (Argentina/República Checa)

PROGRAMA ESPECIAL:
68, de Patrick Rotman (França)
O Processo, de Maria Augusta Ramos (Brasil)
Quando as Luzes das Marquises se Apagam – A História da Cinelândia Paulistana, de Renato Brandão (Brasil)

Fotos: Divulgação.

CINEVITOR #273: Coletiva de imprensa com José Padilha | 7 Dias em Entebbe

por: Cinevitor

josepadilhacinevitorO diretor nos bastidores das filmagens.

Em 2008, o cineasta brasileiro José Padilha passou pelo Festival de Berlim com Tropa de Elite e saiu com o Urso de Ouro, prêmio máximo do evento. Depois disso, fez carreira internacional com RoboCop, em 2014, e com a série Narcos, da Netflix.

Agora, volta aos cinemas com 7 Dias em Entebbe, longa inspirado em fatos reais que tem a trama centrada no sequestro e no resgate dos passageiros do voo 139 da Air France, que viajava de Tel Aviv para Paris, em 1976. Com estreia marcada para o dia 12 de abril, o filme foi exibido na Berlinale este ano.

O elenco conta com Rosamund Pike, Daniel Brühl e Eddie Marsan; a trilha sonora é de Rodrigo Amarante, da banda Los Hermanos; Daniel Rezende é responsável pela montagem; e Lula Carvalho assume a direção de fotografia.

Para lançar o filme no Brasil, o diretor participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo e falou sobre diversos assuntos, entre eles: roteiro, viagens para pesquisa, a dança de Ohad Naharin, elenco, equipe brasileira, questões políticas, terrorismo, a morte da vereadora Marielle Franco, redes sociais, Yonatan Netanyahu, O Mecanismo, seu novo projeto em parceria com a Netflix, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira os melhores momentos:

Foto: Divulgação/Diamond Films.

Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, é premiado no Festival de Guadalajara 2018

por: Cinevitor

tintaguadalajaraProtagonista: Shico Menegat em cena de Tinta Bruta.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 16/03, os vencedores do 33º Festival Internacional de Cine en Guadalajara, um dos mais fortes da América Latina. O drama Restos de Viento, de Jimena Montemayor Loyo, levou o Prêmio Mezcal de melhor filme mexicano.

O cinema brasileiro, que marcou presença com doze produções na programação, entre curtas e longas, também foi premiado. Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, recebeu o Prêmio Maguey de melhor filme, que destaca o cinema LGBTTTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, transexuais, travestis e intersex).

O longa conta a história de Pedro, interpretado por Shico Menegat, um jovem que tenta sobreviver em meio a um processo criminal, à partida de irmã e única amiga e aos olhares que recebe sempre que sai na rua. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele realiza performances eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás do mesmo.

Vale lembrar que no ano passado este mesmo prêmio foi entregue para o brasileiro Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano; além disso, As Duas Irenes, de Fabio Meira, também foi premiado na edição passada.

O documentário Aqualoucos, de Victor Ribeiro, recebeu Menção Especial no Prêmio FEISAL (Federación Internacional de la Prensa Cinematográfica); os curtas-metragens Anderson, de Rodrigo Meireles e A Foreman, de Daniel Drummond também foram honrados pelo júri; o drama Eugenia, uma coprodução entre Bolívia e Brasil, levou o prêmio de melhor roteiro entre os longas ibero-americanos de ficção.

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara 2018:

PRÊMIO MEZCAL

Melhor Filme Mexicano: Restos de Viento, de Jimena Montemayor Loyo
Melhor Direção: Jimena Montemayor Loyo, por Restos de Viento
Menção Especial | Direção: Zita Erffa, por The Best Thing You Can Do with Your Life (Alemanha/México)
Melhor Fotografia: La Negrada, por César Gutiérrez Miranda
Melhor Ator: Noé Hernández, por 8 de cada 10
Melhor Atriz: Daniela Schmidt, por 8 de cada 10
Menção Especial | Atriz: Concepción Márquez, por Cría Puercos
Prêmio do Público: Ayotzinapa, el paso de la tortuga, de Enrique García Meza (México)

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO | FICÇÃO

Melhor Filme: Matar a Jesús, de Laura Mora Ortega (Colômbia/Argentina)
Prêmio Especial do Júri: Vivir y Otras Ficciones, de Jo Sol (Espanha)
Melhor Direção: Anahí Berneri, por Alanis (Argentina)
Melhor Primeiro Filme: Wiñaypacha, por Óscar Catacora (Peru)
Melhor Atriz: Sofia Gala Castiglione, por Alanis
Melhor Ator (empate): Luis Gerardo Méndez, por Tiempo Compartido e Giovanni Rodríguez, por Matar a Jesús
Melhor Fotografia: Wiñaypacha, por Óscar Catacora
Melhor Roteiro: Eugenia, escrito por Martín Boulocq (Bolívia/Brasil)

DOCUMENTÁRIO IBERO-AMERICANO

Melhor Filme: Alberto García-Alix: La Línea de la Sombra, de Nicolás Combarro García (Espanha)
Prêmio Especial do Júri: El Espanto, de Pablo Aparo e Martín Benchimol (Argentina)

CURTA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

Melhor Filme: El escarabajo al final de la calle, de Joan Vives (Espanha)
Prêmio Rigo Mora: 32-Rbit, de Víctor Orozco Ramírez (México/Alemanha)
Menção Especial: Anderson, de Rodrigo Meireles (Brasil), A Foreman, de Daniel Drummond (Brasil/EUA), Les Bones Nenes, de Clara Roquet (Espanha) e Flores, de Jorge Jácome (Portugal)

PRÊMIO MAGUEY

Melhor Filme: Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Brasil)
Menção Honrosa: Miss Rosewood, de Helle Jensen (Dinamarca/EUA)
Melhor Atuação: Ellen Page, por My Days of Mercy
Prêmio do Público: Miss Rosewood, de Helle Jensen

PRÊMIO FEISAL: Wiñaypacha, de Óscar Catacora
Menção Especial: Aqualoucos, de Victor Ribeiro (Brasil) e Robar a Rodin, de Cristóbal Valenzuela (Chile)

PRÊMIO FIPRESCI: Restos de Viento, de Jimena Montemayor Loyo

PRÊMIO GUERREROS DE LA PRENSA | DOCUMENTÁRIO: Ayotzinapa, el paso de la tortuga, de Enrique García Meza
PRÊMIO GUERREROS DE LA PRENSA | FICÇÃO: Ocho de cada diez, de Sergio Umansky Brener (México)

Foto: Reprodução YouTube.

Novo trailer de Vingadores: Guerra Infinita é divulgado; filme chega aos cinemas no dia 26 de abril

por: Cinevitor

vingatrailer2Super-heróis unidos em jornada histórica.

Dirigido por Anthony e Joe Russo e com roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, Vingadores: Guerra Infinita, que estreia no dia 26 de abril, acaba de ganhar um novo trailer.

No filme, que marca o início das comemorações do 10º aniversário da Marvel Studios, Os Vingadores e seus aliados super-heróis devem se dispor a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos antes que seu ataque de devastação e ruína dê um fim ao universo. Em uma jornada cinematográfica sem precedentes que está sendo elaborada há dez anos e abrange todo o Universo Cinematográfico Marvel, Vingadores: Guerra Infinita leva às telonas o maior e mais mortal confronto de todos os tempos.

O elenco conta com Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Chris Evans, Tom Hiddleston, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Elizabeth Olsen, Jeremy Renner, Tom Holland, Chadwick Boseman, Gwyneth Paltrow, Josh Brolin, Sebastian Stan, Chris Pratt, Benedict Cumberbatch, Zoe Saldana, Pom Klementieff, Benicio Del Toro, Paul Rudd, entre outros.

Confira o novo trailer de Vingadores: Guerra Infinita:

Foto: Marvel Studios.

Tomb Raider: A Origem

por: Cinevitor

tombraiderorigemposterTomb Raider

Direção: Roar Uthaug

Elenco: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins, Daniel Wu, Kristin Scott Thomas, Derek Jacobi, Alexandre Willaume, Adrian Collins, Keenan Arrison, Milton Schorr, Hannah John-Kamen, Samuel Mak, Sky Yang, Josef Altin, Billy Postlethwaite, Roger Jean Nsengiyumva, Jaime Winstone, Michael Obiora, Shekhar Varma, Rekha John-Cheriyan, Antonio Aakeel, Maisy De Freitas, Emily Carey, Duncan Airlie James, Jandre le Roux, Vere Tindale, Annabel Elizabeth Wood, Kenneth Fok, Nick Frost, Steve Broad, Gintare Beinoraviciute, Rowan Polonski, Bernardo Santos.

Ano: 2018

Sinopse: Lara Croft é a independente filha de um excêntrico aventureiro que desapareceu quando ela mal tinha chegado à adolescência. Agora, uma jovem de 21 anos sem nenhum foco ou propósito na vida, Lara faz entregas de bicicleta nas caóticas ruas de Londres, ganhando apenas o suficiente para pagar o aluguel. Determinada a forjar seu próprio caminho, ela se recusa a tomar as rédeas do império global de seu pai com a mesma convicção com que rejeita a ideia de que ele realmente se foi. Aconselhada a enfrentar os fatos e seguir em frente depois de sete anos sem seu pai, Lara busca resolver o misterioso quebra-cabeças de sua morte, mesmo que nem ela consiga entender a sua motivação. Deixando tudo para trás, ela parte em busca do último destino em que ele foi visto: um lendário túmulo em uma mítica ilha possivelmente localizada ao longo da costa do Japão. Mas sua missão não será fácil, já que a jornada para a ilha será traiçoeira. De repente, os riscos não podem ficar mais altos para Lara, que, contra todas as probabilidades e armada apenas com sua mente afiada, fé cega e espírito naturalmente obstinado, deve aprender a ultrapassar seus limites enquanto viaja para o desconhecido. Se sobreviver aos perigos dessa aventura, ela pode enfim encontrar um propósito para sua vida e tornar-se digna do nome Tomb Raider.

Crítica do CINEVITOR: Esqueça Angelina Jolie e todas as histórias contadas em Lara Croft: Tomb Raider (2001) e Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida (2003). Aqui, em Tomb Raider: A Origem,  protagonizado pela vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por A Garota Dinamarquesa, Alicia Vikander, vemos uma Lara Croft mais jovem e inexperiente no quesito aventura. Dirigido pelo cineasta norueguês Roar Uthaug, de A Onda, o longa é baseado no reboot do jogo que foi lançado em 2013. Obviamente isso explica o distanciamento dos filmes anteriores, também inspirados na personagem dos games. Se a proposta era realizar uma obra diferente por quê não criar algo novo ao invés de retomar com uma franquia do passado? É notório que para os grandes estúdios e seus produtores é menos arriscado investir em algo já conhecido pelo público do que apresentar uma história original que ninguém conheça. Nesse caso, há uma mistura de estratégias. O espectador já conhece a protagonista, só que dessa vez terá a chance de apreciar novas aventuras, começando do zero. É aqui que entra a maior novidade de Tomb Raider: A Origem. Começando por seu elenco. Alicia Vikander interpreta uma Lara Croft que se recusa a aceitar a herança do pai e segue vivendo entre trancos e barrancos, longe da mansão que passou sua infância. Aparentemente sem aptidões para se tornar uma espécie de Indiana Jones do sexo feminino, sua vida muda de uma hora para a outra quando decide investigar a misteriosa morte do pai em uma mítica ilha possivelmente localizada ao longo da costa do Japão. É nesse momento em que começa a parte aventureira do filme. Ou deveria. Sabe-se que Vikander passou meses se preparando e dispensou dublês em diversos momentos. Sua entrega em cena é notória e elogiável, tornando-se o ponto alto do filme. Mas, em produções como essa, espera-se muito mais do que uma boa atuação. Roar Uthaug não decepciona na direção, mas também não entrega aquela empolgação prazerosa causada por filmes de ação. Seu trabalho atrás das câmeras é muito mais cru do que eletrizante. Há também um excesso de melodrama na relação entre pai e filha, ainda que seja importante para a narrativa, mas que acaba arrastando o desenrolar da trama. Porém, Tomb Raider: A Origem acerta ao colocar uma super-heroína sem poderes sobrenaturais (leia-se: mais humanizada) como protagonista, mesmo com um roteiro fantasioso que envolve uma criatura milenar. Pode até demorar para o espectador embarcar nessa jornada da garota sem foco na vida que de repente se vê à frente de uma missão traiçoeira em outro lado mundo, mas as novas aventuras de Lara Croft devem empolgar os fãs do game que deu origem ao filme, apesar da história sem muita emoção. Tomb Raider: A Origem não tem força para marcar uma geração, mas deve causar um burburinho na bilheteria garantindo continuações com Vikander no papel principal. Até porque é ela quem carrega esse filme sozinha. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Luta do Século

por: Cinevitor

lutaseculoposterDireção: Sérgio Machado

Elenco: Luciano Todo Duro Torres, Reginaldo Holyfield Andrade.

Ano: 2018

Sinopse: O documentário narra a trajetória dos pugilistas Reginaldo Holyfield e Luciano Todo Duro, que encontraram no boxe uma maneira de escapar da miséria e tornaram-se dois dos maiores ídolos do esporte nordestino. A rivalidade entre eles colocou em pé de guerra Bahia e Pernambuco nos anos 1990. Durante mais de 20 anos, os dois se odiaram tanto que não podiam dividir o mesmo espaço sem se agredir. Eles se enfrentaram 6 vezes, com 3 vitórias para cada lado. Durante as filmagens, os inimigos, já com mais de 50 anos, resolveram se enfrentar pela última vez.

Crítica do CINEVITOR: Na década de 1990, os noticiários esportivos destacaram por muito tempo dois grandes nomes do boxe brasileiro: Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield. O pernambucano e o baiano somavam diversos títulos importantes, mas era a rivalidade entre eles que chamava mais atenção. Em A Luta do Século, documentário dirigido por Sérgio Machado e premiado no Festival do Rio, acompanhamos a trajetória dos pugilistas que encontraram no boxe uma maneira de escapar da miséria e tornaram-se dois dos maiores ídolos do esporte nordestino. Durante mais de vinte anos, esse pé de guerra entre eles causou tanto ódio que não podiam dividir o mesmo espaço sem se agredir. Com depoimentos de seus carismáticos protagonistas, imagens de arquivo e uma narração do próprio diretor, o documentário vai além da lendária rivalidade. Machado também presta uma homenagem aos boxeadores e os coloca, mais uma vez, em evidência. Hoje, fragilizados pelos obstáculos enfrentados ao longo da vida, Todo Duro e Holyfield prometem um novo duelo. Longe daquela realidade vivida em uma era de estrelato, marcada por provocações públicas onde se atracavam em programas de TV e viravam notícia, agora, os ídolos precisam lutar por sobrevivência. A Luta do Século destaca seus campeões em um documentário minucioso que honra o legado dessas lendas. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 102 (março/2018) da Revista Preview.

*Clique aqui e confira as entrevistas com Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield; e clique aqui para conferir o bate-papo com o diretor Sérgio Machado.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Maria Madalena

por: Cinevitor

mariamadalenaposterMary Magdalene

Direção: Garth Davis

Elenco: Rooney Mara, Joaquin Phoenix, Chiwetel Ejiofor, Tahar Rahim, Ariane Labed, Denis Ménochet, Lubna Azabal, Tchéky Karyo, Hadas Yaron, Ryan Corr, Irit Sheleg, Jacopo Olmo Antinori, Roy Assaf, Charles Babalola, Tawfeek Barhom, Sarah-Sofie Boussnina, Giorgio Caputo, Giovanni Cirfiera, Massimiliano Cutrera, Giacomo Fadda, Uri Gavriel, Shira Haas, Tsahi Halevi, Michael Moshonov, Lior Raz, David Schofield, Francesco Scianna, Zohar Shtrauss, Theo Theodoridis.

Ano: 2018

Sinopse: Contrariada pelas hierarquias, Maria Madalena desafia sua família tradicional ao decidir não aceitar um casamento arranjado e parte para uma jornada ao lado de Jesus de Nazaré. Ela logo encontra um lugar para si mesma dentro de um movimento que a levará para Jerusalém.

Crítica do CINEVITOR: Sempre se falou muito sobre Maria Madalena, uma figura bíblica que, por anos, foi incompreendida. Ficou conhecida como a primeira testemunha da ressurreição de Jesus Cristo e, recentemente, foi apresentada pelo Papa Francisco, Chefe de Estado do Vaticano, como a Apóstola da Esperança. Porém, muitos anos antes disso, teorias de todos os tipos surgiram sobre essa mulher: falou-se sobre os sete demônios que carregava, foi julgada como pecadora e prostituta, cogitaram sua presença na obra A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, suspeitaram sobre um possível relacionamento com Cristo, que teria gerado filhos, entre tantas outras especulações, baseadas em testamentos bíblicos ou em estudos de escritores contemporâneos. No cinema, diversas atrizes já interpretaram Maria Madalena, como: Barbara Hershey, em A Última Tentação de Cristo; Yvonne Elliman, em Jesus Cristo Superstar; Juliette Binoche, em Maria; Monica Bellucci em A Paixão de Cristo; María Botto, em Ressurreição; Charlotte Graham, em O Código da Vinci; entre outras. Agora, uma nova história sobre a mais dedicada discípula de Jesus chega aos cinemas. Dirigido por Garth Davis, de Lion – Uma Jornada Para Casa, o longa começa quando sua protagonista não aceita casar-se com um homem arranjado pela família e parte em uma jornada ao lado daquele em que acredita ser Messias. É quase impossível narrar a trajetória dessa mulher sem citar Jesus, aqui interpretado por Joaquin Phoenix. Porém, o que se espera de um filme chamado Maria Madalena é que acompanharemos com destaque a personagem título. De fato isso acontece, principalmente nos primeiros minutos, mas, não demora muito para que a narrativa criada pelas roteiristas Helen Edmundson e Philippa Goslett se perca no caminho desfocando-se de sua protagonista. Nesta versão de Garth Davis, vemos uma Maria Madalena encorajada em seguir seus propósitos sem medo de julgamentos ou até mesmo enfrentando seus colegas de jornada, como o apóstolo Pedro, interpretado por Chiwetel Ejiofor, que diz: “Não é certo que ele tenha criado você para nos liderar. Nunca mais fale em nome dele”; algo que bate muito com as discussões atuais sobre feminismo e empoderamento, mas, infelizmente, ao longo da projeção essa bandeira é pouco levantada. Com uma personagem cercada por misticismo, o longa perde força ao deixar de explorar ainda mais uma figura tão marcante. Entretanto, é preciso elogiar a atuação de Rooney Mara, que há algum tempo não interpretava uma personagem tão significante. Seu olhar sereno e suas atitudes consideradas ousadas para aquela época e contexto, realizadas sem extravagância, colaboram para seu desempenho cênico entre coadjuvantes talentosos. Em Maria Madalena também não faltam frases de efeito, como “O mundo só mudará quando nós mudarmos” ou “Eu não ficarei em silêncio. Eu serei ouvida” que quase despencam para um melodrama, mas Garth Davis consegue se reerguer ao mergulhar na intimidade de seus personagens propondo uma história ainda não contada, mesmo sem grandes surpresas. Maria Madalena passa longe de ser um filme bíblico e, um de seus méritos, é o de humanizar personagens históricos e também destacá-los em situações pouco narradas anteriormente. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

CINEVITOR #272: Entrevista com Sérgio Machado | A Luta do Século, parte 2

por: Cinevitor

sergioholyfieldSérgio Machado e Reginaldo Holyfield na 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Depois de ser premiado na Mostra de São Paulo, em 2015, com Tudo que Aprendemos Juntos, o cineasta Sérgio Machado volta aos cinemas com A Luta do Século, documentário premiado no Festival do Rio, em 2016, que narra a trajetória dos pugilistas Reginaldo Holyfield e Luciano Todo Duro, que encontraram no boxe uma maneira de escapar da miséria e tornaram-se dois dos maiores ídolos do esporte nordestino.

A rivalidade entre eles colocou em pé de guerra Bahia e Pernambuco nos anos 1990. Durante mais de 20 anos, os dois se odiaram tanto que não podiam dividir o mesmo espaço sem se agredir. Eles se enfrentaram 6 vezes, com 3 vitórias para cada lado. Durante as filmagens, os inimigos, já com mais de 50 anos, resolveram se enfrentar pela última vez.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Nesta segunda parte, você confere o bate-papo com o diretor Sérgio Machado, que fala sobre as filmagens, conta como surgiu a ideia do projeto e revela uma curiosidade que aconteceu nos bastidores da série Os Irmãos Freitas, que contará a história de Acelino Popó Freitas, envolvendo Holyfield e Todo Duro.

Aperte o play e confira:

*Clique aqui e confira a primeira parte do programa com as entrevistas com Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield.

Foto: Mario Miranda Filho/Agência Foto.