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Com Karine Teles e Adriana Esteves, Benzinho é exibido no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

benzinhogramado18Equipe do filme no tapete vermelho de Gramado.

Estrelado por Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Müller e Konstantinos Sarris, Benzinho, de Gustavo Pizzi, foi exibido neste sábado, 18/08, na competição de longas brasileiros do 46º Festival de Cinema de Gramado.

Na história, Irene, vivida por Karine Teles, mora com o marido Klaus, papel de Otávio Müller, e seus quatro filhos nos arredores do Rio de Janeiro. Entre os empreendimentos sem sucesso do parceiro e os problemas da irmã, interpretada por Adriana Esteves, Irene se desdobra para ajudar a todos e dar atenção aos filhos. Mas é quando seu primogênito Fernando, vivido por Konstantinos Sarris, ator grego em sua estreia nos cinemas, é convidado para jogar handebol na Alemanha, que ela terá que lidar com o maior de seus problemas, a despedida antes do previsto.

Benzinho foi rodado em Petrópolis e Araruama, no Rio de Janeiro, e também traz no elenco o ator uruguaio César Troncoso, vivendo Alan, marido de Sônia e Vicente Demori como Thiago, filho do casal. Mateus Solano é Paçoca, e faz uma participação especial como o professor de handebol de Fernando. Luan Teles, interpreta Rodrigo, filho do meio de Irene; os gêmeos mais novos são vividos por Arthur e Francisco Teles Pizzi, filhos do diretor Gustavo Pizzi e da atriz Karine Teles, que foram casados e se inspiraram nessa experiência pessoal para criar a história do filme. A dupla volta a trabalhar em parceria depois do premiado longa Riscado, de 2010, que faturou os kikitos de melhor direção, atriz, roteiro e Júri da Crítica em Gramado.

O longa teve sua estreia mundial na competição do Festival de Sundance e participou da mostra Voices no Festival de Roterdã. Venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira. Também participou dos festivais de Gotemburgo, São Francisco, Washington DC, Berkshire, Provincetown, Edimburgo, Festival Internacional do Cinema Latino de Los Angeles, Festival de Karlovy Vary, na República Checa, e no Rooftop Films Summer Series.

benzinhotrailerAdriana Esteves e Karine Teles em cena: atuações brilhantes.

Benzinho foi vendido para diversos países, como França, China, Austrália, Nova Zelândia, República Checa, Portugal, México, Polônia, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Grécia, Espanha, Suíça, Áustria, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Sérvia e Eslovênia. Estreou no Uruguai em março, no México em julho e no Brasil no dia 23 de  agosto.

No palco do Palácio dos Festivais, a protagonista Karine Teles fez um discurso importante e comovente: “A Irene [personagem de Karine], em primeiro lugar, é uma mulher como protagonista e não como objeto de um filme. Eu acho isso revolucionário. Precisamos dar voz a outras histórias no nosso cinema, a gente precisa dar espaço para outros olhares”, falou.

No dia seguinte à exibição, o diretor Gustavo Pizzi participou de uma coletiva de imprensa ao lado dos atores Otávio Müller, Adriana Esteves, Karine Teles e dos filhos Arthur e Francisco Teles Pizzi. A produtora executiva Tatiana Leite e o coprodutor Roberto Berliner também fizeram parte da mesa.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação e do debate:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Carlos Saldanha recebe o Troféu Eduardo Abelin no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

saldanhatrofeugramadoHomenageado: reconhecimento no exterior e no Brasil.

O primeiro homenageado da 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado subiu ao palco do Palácio dos Festivais no sábado, 18/07: o cineasta Carlos Saldanha, mestre da animação brasileira e indicado duas vezes ao Oscar, recebeu o Troféu Eduardo Abelin, que destaca a trajetória e a contribuição de diretores brasileiros.

Nascido no Rio de Janeiro e morador de Nova Iorque desde os anos 1990, Carlos Saldanha é um dos principais nomes da Blue Sky Studios, responsável por animações como A Era do Gelo, Robôs, Rio e O Touro Ferdinando, que foi indicado recentemente ao Oscar de melhor animação. A obra é dirigida por Saldanha, que exerceu a mesma função em Rio, de 2011, filme que ele criou para ser uma carta de amor para sua cidade natal e que se tornou um sucesso mundial.

Na trilogia de A Era do Gelo, dividiu a direção do primeiro filme e depois assumiu integralmente a condução das duas sequências, sendo que a última, A Era do Gelo 3, se tornou um dos maiores filmes de animação de todos os tempos, arrecadando quase 900 milhões de dólares em todo o mundo.

No palco do Palácio dos Festivais, o cineasta gaúcho Otto Guerra, que recebeu este mesmo troféu no ano passado e também é conhecido por suas animações, preparou uma sequência especial com imagens de seus filmes que foram projetadas no telão e brincavam com Saldanha. Depois, entregou o troféu ao homenageado: “Fiz minha carreira praticamente lá fora, mas ganhar um prêmio no Brasil tem um gostinho muito especial”, disse Carlos. E completou: “Todos nós queremos contar boas histórias, criar bons personagens e não importa como. O que importa é estar na telona para que possa ser apreciado“.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Com Marieta Severo, A Voz do Silêncio, de André Ristum, é exibido no 46º Festival de Gramado

por: Cinevitor

vozdosilenciogramadoEquipe do filme no tapete vermelho do Palácio dos Festivais.

Depois da exibição do filme de abertura na primeira noite do 46º Festival de Cinema de Gramado, o cineasta André Ristum subiu ao palco do Palácio dos Festivais na sexta-feira, 17/08, para abrir a competição de longas brasileiros com seu novo trabalho, o drama A Voz do Silêncio.

Baseado em experiências reais da vida do diretor, o filme traz um olhar atento que varre a cidade grande e suas pessoas anônimas que vivem em tensão pela sobrevivência, resignados com seus próprios destinos. Um eclipse lunar pontua as mudanças nas vidas dessas pessoas, que compõem um mosaico da cidade.

A Voz do Silêncio fez sua estreia mundial na competição oficial do Festival de Málaga deste ano e abriu o Festival de Tucuman, na Argentina, onde foi lançado comercialmente em junho. No Brasil, tem estreia prevista para novembro deste ano.

Primeira atriz a vencer o Troféu Oscarito, em 2002, Marieta Severo marcou presença no evento para apresentar o filme. Na história, ela interpreta uma mulher submersa em culpa depois de ter rejeitado o filho. O filme descortina as razões para a atitude e apresenta a personagem que, com problemas psíquicos, precisa lidar com um estado emocional e mental muito particular. A personagem integra um mosaico de histórias cotidianas onde o diretor André Ristum, premiado pelo júri popular em Gramado no ano de 2015 com O Outro Lado do Paraíso.

marietagramado18Marieta Severo nos bastidores do festival.

Em entrevista exclusiva ao CINEVITOR, Marieta disse: “É sempre muito especial estar em Gramado. Mostrar um filme aqui tem um sabor especial. Quando a gente sabe que foi selecionado para Gramado é uma alegria”. A atriz também falou sobre o público: “É um público com um olhar atento que vem absorver o que tem de melhor no nosso cinema. E, neste ano, a seleção está muito boa”.

O diretor André Ristum também falou ao CINEVITOR: “É meu terceiro filme em Gramado e a recepção foi incrível”, revelou. Questionado sobre o talento e o entrosamento do elenco, disse: “São atores que eu sempre quis trabalhar, alguns eu até escrevi o personagem pensando neles”. E completou: “Eu queria trabalhar com atores que tivessem o talento de comunicar sem falar, transmitindo algo pelo olhar de uma forma muito forte. Hoje eu assisto ao filme e realmente vejo que o trabalho do elenco ficou sensacional”, finalizou.

A Voz do Silêncio conta também com Ricardo Merkin, Arlindo Lopes, Claudio Jaborandy, Stephanie de Jongh, Marat Descartes, Tássia Cabanas, Nicola Siri, Marina Glezer, Milhem Cortaz e Augusto Madeira no elenco.

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Fotos: Cleiton Thiele e Edison Vara/Pressphoto.

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, abre o 46º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor

gramado46circoaberturaO diretor apresenta o filme no palco ao lado da equipe.

A 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou nesta sexta-feira, 17/08, com O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, como o filme de abertura. Inspirado no poema de Jorge de Lima, e com trilha sonora repleta de clássicos de Chico Buarque e Edu Lobo, o longa conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, do apogeu à decadência, passando por grandes amores e aventuras.

Diretor de filmes como Xica da Silva, Bye Bye Brasil, Quilombo, Um Trem para as Estrelas e Tieta do Agreste, Cacá Diegues participou recentemente do Festival de Cannes com a exibição de O Grande Circo Místico, seu 18º longa-metragem, fora de competição. O filme conta com Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Antonio Fagundes, Juliano Cazarré, Rafael Lozano, Marcos Frota, Mariana Ximenes e Vincent Cassel no elenco.

No palco do Palácio dos Festivais, o consagrado diretor revelou estar feliz e honrado em abrir o evento, sendo a primeira exibição pública do filme no Brasil: “O Festival de Gramado faz parte da história do cinema brasileiro e merece toda nossa atenção e respeito. Por aqui foram revelados grandes filmes”, disse Cacá.

No dia seguinte à exibição, o cineasta participou de uma coletiva de imprensa ao lado dos atores Jesuíta Barbosa, Mariana Ximenes, Marcos Frota e Bruna Linzmeyer e da produtora Renata Almeida Magalhães. Entre tantos assuntos, falaram sobre a preparação dos personagens, naturalismo no cinema brasileiro, referências e efeitos especiais.

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa de O Grande Circo Místico:

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Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto.

CINEVITOR #296: Entrevistas com Patricia Pillar, Lee Taylor e Eduardo Nunes | Unicórnio

por: Cinevitor

unicorniopgmcinevitorPatricia Pillar e Lee Taylor em cena.

Exibido na mostra Generation do Festival de Berlim deste ano, Unicórnio, de Eduardo Nunes, teve sua estreia mundial na Première Brasil no Festival do Rio do ano passado e agora chega aos cinemas nesta quinta-feira, 16/08, com distribuição da Vitrine Filmes, integrando o projeto Sessão Vitrine Petrobras.

Unicórnio é adaptado da obra da escritora brasileira Hilda Hilst e foi rodado em dezembro de 2016 na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. A equipe técnica foi a mesma do filme anterior de Nunes, Sudoeste, que recebeu 23 prêmios internacionais e foi exibido em mais de 30 países. A fotografia é assinada por Mauro Pinheiro Jr., ABC, e a direção de arte por André Weller. Zé Nogueira é responsável pela trilha sonora.

Na história, Maria, vivida por Barbara Luz, aguarda com a mãe, interpretada por Patricia Pillar, a volta de seu pai, papel de Zécarlos Machado. A relação das duas muda com a chegada de um outro homem, vivido por Lee Taylor, à rústica casa de campo em que moram.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Eduardo Nunes, com a protagonista Patricia Pillar e com o ator Lee Taylor. Aperte o play e confira:

Foto: Zeca Miranda.

Unicórnio

por: Cinevitor

unicornioposterDireção: Eduardo Nunes

Elenco: Patrícia Pillar, Barbara Luz, Zécarlos Machado, Lee Taylor, Inês Peixoto , Eduardo Moreira.

Ano: 2018

Sinopse: Maria, uma menina, está sentada num banco ao lado de seu pai. A conversa que eles têm ali, conduz a narrativa do filme: acompanhamos a história na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe, e aguardam a volta deste mesmo pai. A relação entre Maria e a sua mãe muda com a chegada de um outro homem.

*Clique aqui e confira o programa especial sobre o filme com entrevistas com o diretor e com os atores Patricia Pillar e Lee Taylor.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Filme brasileiro O Segredo de Davi é selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal

por: Cinevitor

osegredodedavimontrealNicolas Prattes em cena: estreia nas telonas.

Dirigido por Diego Freitas, O Segredo de Davi acaba de ser selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Montreal (Montreal World Film Festival, MWFF), que acontece entre os dias 23 de agosto e 3 de setembro. O evento é o único festival de cinema competitivo da América do Norte credenciado pela FIAPF, Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos. A ficção é o único longa brasileiro entre os 19 selecionados da mostra First Fiction Films World Competition.

“Estamos super felizes. O festival abriu espaço para um filme do gênero suspense e brasileiro na mostra competitiva junto com filmes de todo o mundo. A estreia em Montreal tem um gostinho especial porque é a primeira vez que o filme será exibido, ninguém o viu ainda. Estou ansioso pra ver a reação de um público diferente do nosso e com outra cultura. É uma forma de mostrar a universalidade da nossa história e do nosso tema. Estou honrado e orgulhoso da nossa equipe”, disse Diego Freitas.

Em sua estreia nos cinemas, Nicolas Prattes dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer. Com lançamento previsto para novembro de 2018 em todo o Brasil e distribuição da Elo Company, o longa traz também no elenco os atores João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Müller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, Tuna Dwek, André Hendges e Neusa Maria Faro.

O roteiro original foi criado pelo diretor Diego Freitas, internacionalmente premiado como melhor diretor pelo curta Sal, de 2016. Elisa Tolomelli, de Cidade de Deus e Central do Brasil, assina a coprodução juntamente com Luciano Reck, Amadeu Alban e Marcio Yatsuda, que são os produtores executivos.

Clique aqui e confira o teaser trailer de O Segredo de Davi.

Foto: Divulgação/Parakino Filmes.

Festival de Toronto 2018: novos filmes são anunciados na programação

por: Cinevitor

outlawkingtorontoChris Pine e Lorne MacFadyen, em Outlaw King, de David Mackenzie.

Considerado um dos eventos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar, o Festival Internacional de Cinema de Toronto anunciou novos filmes na programação de sua 43ª edição, que acontecerá entre os dias 6 e 16 de setembro.

Nesta nova leva de filmes anunciados, nomes premiados e consagrados da sétima arte se destacam com seus novos trabalhos, como: Peter Farrelly, Xavier Dolan, Paul GreengrassJoel Edgerton, Sebastián LelioSam Taylor-Johnson, Naomi Kawase, Errol Morris, Michael Moore, entre outros.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Toronto 2018:

GALA PRESENTATIONS:

Green Book, de Peter Farrelly (EUA)
Jeremiah Terminator LeRoy, de Justin Kelly (Canadá/EUA/Reino Unido) (filme de abertura)
The Lie, de Veena Sud (Canadá)
Outlaw King, de David Mackenzie (EUA/Reino Unido) (filme de encerramento)

SPECIAL PRESENTATIONS:

22 July, de Paul Greengrass (Noruega/Islândia)
American Woman, de Jake Scott (EUA)
Baby (Bao Bei Er), de Liu Jie (China)
Boy Erased, de Joel Edgerton (EUA)
Driven, de Nick Hamm (Porto Rico/Reino Unido/EUA)
Duelles (Mothers’ Instinct), de Olivier Masset-Depasse (Bélgica/França)
A Faithful Man (L’homme fidèle), de Louis Garrel (França)
Gloria Bell, de Sebastián Lelio (EUA/Chile)
Hold the Dark, de Jeremy Saulnier (EUA)
Kursk, de Thomas Vinterberg (Bélgica/Luxemburgo)
Legend of the Demon Cat – Director’s Cut, de Chen Kaige (China/Japão)
Mid90s, de Jonah Hill (EUA)
A Million Little Pieces, de Sam Taylor-Johnson (EUA)
Never Look Away (Werk ohne Autor), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
The Death and Life of John F. Donovan, de Xavier Dolan (Canadá/Reino Unido)
The Quietude (La Quietud), de Pablo Trapero (Argentina)
Skin, de Guy Nattiv (EUA)
Teen Spirit, de Max Minghella (EUA)
Tell It To The Bees, de Annabel Jankel (Reino Unido)
Viper Club, de Maryam Keshavarz (EUA)
Vision, de Naomi Kawase (Japão/França)
Vita & Virginia, de Chanya Button (Reino Unido/Irlanda)
Wild Rose, de Tom Harper (Reino Unido)

PLATFORM:

Angelo, de Markus Schleinzer (Áustria/Luxemburgo)
Cities of Last Things, de Ho Wi Ding (Taiwan/China/EUA/França)
Destroyer, de Karyn Kusama (EUA)
Donnybrook, de Tim Sutton (EUA) (filme de abertura)
The Good Girls (Las niñas bien), de Alejandra Márquez Abella (México)
Her Smell, de Alex Ross Perry (EUA)
The Innocent, de Simon Jaquemet (Suíça/Alemanha)
Jessica Forever, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (França) (filme de encerramento)
Mademoiselle de Joncquières, de Emmanuel Mouret (França)
Out of Blue, de Carol Morley (Reino Unido)
The River, de Emir Baigazin (Cazaquistão/Polônia/Noruega)
Rojo, de Benjamín Naishtat (Argentina/Brasil/França/Holanda/Alemanha)

TIFF DOCS:

American Dharma, de Errol Morris (EUA/Reino Unido)
Angels Are Made Of Light, de James Longley (EUA/Dinamarca/Noruega)
The Biggest Little Farm, de John Chester (EUA)
Carmine Street Guitars, de Ron Mann (Canadá)
Divide and Conquer: The Story of Roger Ailes, de Alexis Bloom (EUA)
The Elephant Queen, de Victoria Stone e Mark Deeble (Reino Unido/Quênia)
Fahrenheit 11/9, de Michael Moore (EUA) (filme de abertura)
Free Solo, de E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (EUA)
Freedom Fields, de Naziha Arebi (Líbia/Reino Unido/Holanda/EUA/Qatar/Líbano/Canadá)
Ghost Fleet, de Shannon Service e Jeffrey Waldron (EUA)
Graves Without a Name (Les tombeaux sans noms), de Rithy Panh (França/Camboja)
Heartbound (Hjertelandet), de Janus Metz e Sine Plambech (Dinamarca/Holanda/Suécia)
Maiden, de Alex Holmes (Reino Unido)
Maria by Callas, de Tom Volf (França)
Meeting Gorbachev, de Werner Herzog e André Singer (Reino Unido/EUA/Alemanha)
This Changes Everything, de Tom Donahue (EUA)
Monrovia, Indiana, de Frederick Wiseman (EUA)
Prosecuting Evil: The Extraordinary World of Ben Ferencz, de Barry Avrich (Canadá)
Putin’s Witnesses (Svideteli Putina), de Vitaly Mansky (Letônia/Suíça/República Checa)
Quincy, de Rashida Jones e Alan Hicks (EUA)
Screwball, de Billy Corben (EUA)
Searching for Ingmar Bergman, de Margarethe von Trotta (Alemanha/França) (filme de encerramento)
The Truth About Killer Robots, de Maxim Pozdorovkin (EUA)
Walking on Water, de Andrey Paounov (Itália/EUA)
What is Democracy?, de Astra Taylor (Canadá)
When Arabs Danced (Au temps où les Arabes dansaient), de Jawad Rhalib (Bélgica)
Women Make Film: A New Road Movie Through Cinema, de Mark Cousins (Reino Unido)

Foto: Divulgação/Netflix.

Desyrrê

por: Cinevitor

desyrreposter1Direção: Oficina Documentando

Elenco: Desyrrê Cândido de Lima

Ano: 2018

Sinopse: Dos caminhos, dos rumos, destinos e desatinos percorridos e das (re)existências pelo Sertão do Pajeú, a força de Desyrrê inspira. Mulher sertaneja de pulso firme se faz poesia entre nós, tem uma Vida & Morte Severina transgressora, com brilho nos olhos, vaidade para abraçar o melhor da vida e garra para enfrentar seus medos, preconceitos e as adversidades. Seu salto alto lhe empodera e do alto dele ela reina absoluta; é divina, diva apoteótica, prece subversiva, oração em forma de prosa. Ser um corpo dissidente, um corpo, um corpo marcado por territórios minados no Oásis do Sertão, é uma luta diária por reconhecimento e visibilidade mais assídua. Desyrrê vivencia na pele esse resistir e persistir em sua trajetória. Desyrrê é pele, derme, epiderme, carne sacra, carne viva que transborda, é fluxo, travessia, rio que corre em nossa aorta. Filme realizado por alunos da Oficina Documentando.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

por: Cinevitor

cineceara18vencedoresOs vencedores do Cine Ceará 2018 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 28ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O drama Petra, de Jaime Rosales, uma coprodução entre Espanha, França e Dinamarca, ganhou o Troféu Mucuripe em cinco categorias, entre elas, a de melhor longa-metragem.

Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, composto pelo júri da Abraccine formado por Daniel Oliveira, João Paulo Barreto, Marina Rossi, Bruno Carmelo e Jaime E. Manrique. O longa cearense O Barco, de Petrus Cariry foi agraciado com quatro prêmios.

O júri da mostra de longas foi composto por Belisario Franca (Brasil), Stephen Bocskay (Estados Unidos), Belisa Figueiró (Brasil), Gustavo Salmerón (Espanha) e Emilio Bustamante (Peru).

Na Competitiva Brasileira de curta-metragem, Nova Iorque, de Leo Tabosa, de Pernambuco, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta eleito pelo júri oficial da mostra. Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, concedido pelo júri da Abraccine. O melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Oficial recebeu ainda o Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços) e Prêmio CiaRio (R$ 27.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMAR).

A Mostra Olhar do Ceará, que apresentou 24 curtas-metragens cearenses, teve como vencedor Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis. O júri foi composto por Francisco Carbone, Robledo Milani e Rosane Gurgel. Além do Troféu Mucuripe, o vencedor ganhou: Prêmio Cineboutique (R$ 20.000, em serviços), Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços), Prêmio UNIFOR de Audiovisual (R$ 5.000,00) e Prêmio Cinecolor Brasil (16 horas de mixagem de som).

O Cine Ceará, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH) lançou este ano o Prêmio Cada Gota Conta voltado para filmes captados em aparelhos celulares. Os inscritos produziram curtas de até três minutos com o tema Preservação dos recursos hídricos: cada gota conta. O vencedor, escolhido pelo júri Olhar Universitário, foi Economize, de Igor Cândido.

Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Petra, de Jaime Rosales
Melhor Direção: Jaime Rosales, por Petra
Melhor Roteiro: Petra, escrito por Jaime Rosales, Clara Roquet e Michel Gaztambide
Melhor Atriz: Natalia Aragonese, por Cabras de Merda
Melhor Ator: Joan Botey, por Petra
Melhor Fotografia: O Barco, por Petrus Cariry
Melhor Montagem: Diamantino, por Raphaëlle Martin-Holger
Melhor Som: O Barco, por Yures Viana, Erico Paiva e Petrus Cariry
Melhor Trilha Sonora Original: O Barco, por João Victor Barroso
Melhor Direção de Arte: Cabras de Merda, por Carlos Garrido
Prêmio da Crítica: Petra, de Jaime Rosales
Olhar Universitário: O Barco, de Petrus Cariry

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Troféu Samburá | Melhor Direção: Guilherme Gehr, por Plantae
Troféu Samburá | Melhor curta-metragem: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Olhar Universitário: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio Aquisição Canal Brasil: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio da Crítica: Nova Iorque, de Leo Tabosa

JÚRI OFICIAL:

Melhor Produção Cearense: A Canção de Alice, de Barbara Cariry
Melhor Roteiro: Só por Hoje, escrito por Sabrina Garcia
Melhor Direção: Lucas Rossi, por O Vestido de Myriam
Melhor curta-metragem: Nova Iorque, de Leo Tabosa

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor Filme: Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis

MOSTRA CADA GOTA CONTA

Melhor Filme: Economize, de Igor Cândido

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Thiago Gaspar.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Locarno 2018

por: Cinevitor

locarno2018vencedoresA atriz Luna Kwok e o cineasta Yeo Siew Hua, de A Land Imagined: grande vencedor.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, os vencedores da 71ª edição do Festival de Cinema de Locarno. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o suspense A Land Imagined, de Yeo Siew Hua, uma coprodução entre Singapura, França e Holanda. O júri da Competição Internacional foi presidido pelo cineasta chinês Jia Zhangke.

Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com duas produções: Temporada, de André Novais Oliveira e protagonizado por Grace Passô, na mostra Concorso Cineasti del presente, dedicada aos primeiros filmes de jovens diretores de todo o mundo; e Sedução da Carne, de Júlio Bressane, na seção Signs of Life, que destaca a inovação da linguagem cinematográfica com a intenção de investigar novas formas narrativas.

Além disso, coproduções brasileiras também se destacaram na programação, como: Tarde para morir joven, da cineasta chilena Dominga Sotomayor, na Competição Internacional, que acabou premiado; e Familia Sumergida, da argentina María Alché, na seção Concorso Cineasti del presente.

Conheça os vencedores do 71º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)
Prêmio Especial do Júri: M, de Yolande Zauberman (França)
Melhor Direção: Dominga Sotomayor, por Tarde para morir joven (Too Late to Die Young) (Chile/Brasil/Argentina/Holanda/Qatar)
Melhor Atriz: Andra Guti, por Alice T.
Melhor Ator: Joo-Bong Ki, por Gangbyun Hotel (Hotel by the River)
Menção Especial: Ray & Liz, de Richard Billingham (Reino Unido)

MOSTRA CINEASTI DEL PRESENTE:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Chaos, de Sara Fattahi (Áustria/Síria/Líbano/Qatar)
Prêmio Especial do Júri: Closing Time, de Nicole Vögele (Suíça/Alemanha)
Melhor Direção Emergente: Tarık Aktaş, por Nebula (Dead Horse Nebula) (Turquia)
Menções Especiais: Fausto, de Andrea Bussmann (México/Canadá) e para a personagem Rose, do filme L’Époque (Young And Alive), de Matthieu Bareyre (França)

SIGNS OF LIFE:

Melhor Filme: Hai shang cheng shi (The Fragile House), de Zi Lin (China)
Prêmio Mantarraya: Le Discours d’acceptation glorieux de Nicolas Chauvin (The Glorious Acceptance of Nicolas Chauvin), de Benjamin Crotty (França)

PRIMEIRO FILME:

Melhor Primeiro Filme: Alles ist gut (All Good), de Eva Trobisch (Alemanha)
Prêmio Swatch Art Peace Hotel: Rūgštus miškas (Acid Forest), de Rugile Barzdziukaite (Lituânia)
Menção Especial: Tirss, rihlat alsoo’oud ila almar’i (Erased, Ascent of the Invisible), de Ghassan Halwani (Líbano)

PRÊMIO DO PÚBLICO: Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee (EUA)
PRÊMIO VARIETY PIAZZA GRANDE: Le vent tourne (With the Wind), de Bettina Oberli (Suíça/França)
PRÊMIO FIPRESCI: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti (França/Alemanha/Luxemburgo/Turquia)
PRÊMIO ECUMÊNICO: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti
PRÊMIO ECUMÊNICO | Menção Especial: Diane, de Kent Jones (EUA) e A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2018.

Foto: Divulgação.

Diamantino encerra a Mostra Competitiva de longas do 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

diamantinoceara2Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz.

Vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica deste ano no Festival de Cannes, Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, encerrou a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem do 28º Cine Ceará na noite desta sexta-feira, 10/08.

O filme, uma coprodução entre Portugal, Brasil e França, mostra um famoso jogador de futebol, interpretado por Carloto Cotta, que ao ver sua carreira em declínio entra numa odisseia delirante em que confronta o neofascismo, se envolve com a crise de refugiados, modificação genética, até a busca pela origem da genialidade.

As atrizes Maria Leite e Cleo Tavares marcaram presença no Cineteatro São Luiz e participaram da apresentação do longa no palco. No dia seguinte, conversaram com os jornalistas acompanhadas pelo produtor brasileiro Daniel van Hoogstraten e também por Ruan Canniza, representante da distribuidora Vitrine Filmes. Confira os melhores momentos da coletiva de imprensa:

O FILME:

“Fazer o Diamantino foi uma grande alegria pra mim. Eu já conhecia o trabalho do Gabriel Abrantes e do Daniel Schmidt por conta do curta A History of Mutual Respect, filmado no Brasil e o primeiro trabalho dos dois juntos. Fiquei muito fã e logo eles estavam no topo da minha lista de diretores com os quais eu gostaria de trabalhar”, revelou Maria Leite. E completou: “Esse filme aconteceu numa fase muito feliz pra mim, onde comecei a trabalhar com linguagens que me identifico e com pessoas com quem realmente gosto de trabalhar”.

“Eu fazia teatro amador na faculdade e meu primeiro longa foi Verão Danado [de Pedro Cabeleira], que foi premiado no Festival de Locarno. Depois disso, surgiu o teste para Diamantino e eu não conhecia nada do trabalho do Gabriel e do Daniel. Eu não queria fazer o teste, mas meus amigos me convenceram. Ao longo do processo, fui conhecendo melhor os dois”, contou Cleo Tavares.

diamantinoceara3Daniel van Hoogstraten, Cleo Tavares e Maria Leite na coletiva de imprensa.

ÍCONE:

“O filme nunca quis ser só sobre um jogador de futebol. A ideia era ter um ícone da cultura pop, que hoje em dia poderia ter sido um cantor, um ator. Os realizadores queriam falar sobre ícones. Diamantino mudou muito ao longo do processo. Quando entramos no filme, em 2012, era outra história. Inicialmente, o filme se passava 70% no Brasil e acabou sendo todo filmado em Portugal”, revelou o produtor Daniel van Hoogstraten.

“Resolvemos fazer essa parceria porque gostamos muito da proposta de tratar sobre temas sociais, políticos e contemporâneos. É um risco falar desses temas tão importantes de uma forma tão rápida. Não é um documentário que tenta se aprofundar. Mas, a essência, que é jogar luz sob temas complexos, está lá para abrir uma discussão para o público”.

TEMAS:

“É o público que vai escolher o tema mais tocante. Quando fazemos arte ou qualquer outra coisa, não conseguimos controlar o que vai nos tocar mais. E o filme aborda vários temas. A questão de gênero, por exemplo, está sempre presente no trabalho dos diretores e nesse roteiro também. E é necessário que isso seja discutido. Acho que o filme, mesmo não abordando profundamente todas as questões, aborda o suficiente para que as pessoas pensem depois. É um discurso universal”, disse Cleo.

Diamantino é também uma história de amor, muito mais do que uma história sobre gênero, transexualidade. No contexto biopolítico, pra mim, acrescenta-se uma outra camada que é a autodeterminação do indivíduo sob o seu corpo. E, na minha opinião, esse assunto é ainda mais global do que a transexualidade. É um tema que transparece mais sobre duas pessoas que estão perdidas e se encontram num momento bizarro de suas vida. A forma como o Carloto [Cotta] se relaciona com seu corpo é muito bem representada e emocionalmente profunda”, reflete Maria.

diamantinoceara1A equipe reunida ao final da coletiva.

ROTEIRO E LINGUAGENS:

“A primeira vez que eu li o roteiro gostei muito dessa mistura de gêneros. Porque o cinema que eu gosto de fazer não tem gênero. A maneira como os diretores trabalham dá uma certa abertura para que o ator não fique constrangido. Eu prefiro trabalhar com linguagens mistas”, disse Maria.

“Nós tínhamos um roteiro que não era estático. Os diretores nos deram abertura para discutirmos juntos as cena antes das filmagens. Não era um roteiro fechado, tínhamos liberdade de mudar e dar nossa contribuição”, revelou Cleo.

“Eles queriam contar uma história contemporânea e o roteiro acabou mudando diversas vezes porque algumas coisas já não estavam fazendo mais sentido para a época em que seria filmado”, disse Daniel.

PÚBLICO:

“Em cada lugar que o filme passa, o público recebe de uma maneira diferente. O espectador começa esperando uma coisa e aos poucos vai sendo surpreendido. Gosto de assistir ao filme em festivais para perceber as diferentes reações”, revelou Daniel.

DISTRIBUIÇÃO:

“A Vitrine Filmes tem trabalhado bastante, nesses últimos anos, com cinema de autor, algo mais independente, desviando o foco do cinema comercial e obtendo ótimos resultados. Temos trabalhado bastante nesse nicho e fomentando o mercado de cinema independente”, finalizou Ruan Canniza.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thiago Gaspar.