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Antonio Pitanga é homenageado no 28º Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira

por: Cinevitor

pitangacearahomenagemEmoção: Rocco Pitanga entrega o troféu para o pai, Antonio Pitanga.

Na noite desta quinta-feira, 09/08, o Cineteatro São Luiz recebeu mais um convidado ilustre: o ator Antonio Pitanga foi homenageado com o troféu Eusélio Oliveira, entregue anualmente pelo Cine Ceará a grandes personalidades da cultura e do cinema.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1960, com Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto, e, desde lá, o ator participou de mais de 60 produções. A convivência com grandes diretores do Cinema Novo também despertou a vontade de dirigir filmes, concretizada em 1978, com Na Boca do Mundo.

Nascido em 1939, na cidade de Salvador, Pitanga, ainda estudante, exerceu diversas profissões: alfaiate, sapateiro, gráfico e carteiro, até chegar ao mundo das artes pelo movimento Cinema Novo, no qual se tornou um dos atores preferidos de Glauber Rocha, com quem trabalhou em Barravento, Câncer e A Idade da Terra. A partir de então, seu caminho estaria definitivamente vinculado aos movimentos culturais do Brasil e sua figura de ator estaria ligada a grandes diretores brasileiros.

pitangaroccocearaPai e filho em noite emocionante.

Teve uma longa carreira na televisão, em novelas e minisséries, além de atuar em curtas-metragens. Trabalhou na Europa, África, Ásia e América Latina. Recebeu diversos prêmios e troféus como o Candango de melhor ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por A Grande Cidade, em 1966, e o prêmio de melhor ator em filme colombiano no Festival de Bogotá, por La mansión de Araucaima, em 1986. No ano passado teve sua história retratada no documentário Pitanga, dirigido por Beto Brant e pela filha Camila Pitanga.

No palco do Cineteatro São Luiz recebeu o troféu das mãos do filho Rocco Pitanga, também ator. Em seu discurso, relembrou colegas com quem trabalhou, falou sobre cultura, elogiou o cinema brasileiro e se emocionou com o carinho da plateia: “Nessa noite generosa eu só quero agradecer. Obrigado pelo carinho”, disse.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem a Antonio Pitanga no 28º Cine Ceará:

Fotos: Thiago Gaspar.

Anjos de Ipanema: Conceição Senna leva o movimento hippie para o 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

anjosipanema1Equipe reunida durante a apresentação do filme no Cineteatro São Luiz.

A produção brasileira Anjos de Ipanema, de Conceição Senna, abriu a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem desta quinta-feira, 09/08, do 28º Cine Ceará. O documentário fez sua estreia mundial no festival e conta a história do Píer de Ipanema, ícone da contracultura e do surf no Rio de Janeiro dos anos 1970.

Anjos de Ipanema, segundo a sinopse, é um documentário memorialista sobre um verão mágico. Entre 1971 e 1972, enquanto o planeta se encontrava em convulsão, os jovens de Ipanema, felizes e gloriosos, dançam, saúdam o sol, se abraçam, se beijam e brincam. Hoje, mais de quatro décadas depois, essa geração está espalhada pelo mundo, alguns ainda fiéis ao poder da flor, alguns disfarçados com paletós executivos, mas todos marcados para sempre.

No dia seguinte à exibição, a diretora Conceição Senna participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Aída Marques, diretora de produção, e de seu marido, o cineasta Orlando Senna. Confira os melhores momentos:

A IDEIA:

“Eu fico assustada com esses momentos obscuros que estamos vivendo e a nossa geração, que já viveu um golpe, fica assustada. Então, resolvi buscar meus amigos, que viveram comigo lá nas dunas do píer. Quis encontrar as pessoas que mantinham esse mesmo sentimento, do amor, da paz, da solidariedade”, revelou Conceição.

“Eu não tenho nenhuma relação direta com a realização do filme; apenas incentivei a Conceição nesse projeto, que foi feito durante um tempo bastante longo. O filme começou sem nenhum edital”, contou Orlando Senna.

NOTAS DA PRODUÇÃO:

“Há uma particularidade muito honrosa da Conceição. Seus três filmes, nos quais eu trabalhei, são muito pessoais; mais do que isso, são amorosos com os assuntos que ela trata. Eu acho que isso transparece ainda mais nesse último filme. É uma forma muito particular, de se colocar no filme e falar da relação que ela estabelece com suas personagens”, disse Aída Marques.

anjosipanema2Orlando e Conceição Senna na coletiva de imprensa.

MULHERES:

“Eu tenho uma ligação maior com as mulheres. Mas o que estava acontecendo naquela época é que a mulher estava liberada de mil preconceitos. Éramos revolucionários e veio também a liberação sexual. Havia uma atuação política forte, não éramos alienados”, contou a diretora.

PAZ E AMOR:

“A violência não acontece só no Rio de Janeiro. Ela está em todos os lugares, no país inteiro. Além da idade, eu não posso mais andar tranquilamente na praia de Ipanema. A gente anda assustado. Estamos vivendo um momento muito terrível, então vir pra cá pra falar de amor e paz tem um interesse muito maior”, disse Conceição.

MOVIMENTO HIPPIE E O CINEMA:

“O movimento hippie se relacionou com todas as expressões artísticas que estavam sendo feitas na época. Em relação ao Cinema, temos o Cinema Marginal. É um movimento muito forte, único, que aparece nessa época e, inclusive, contesta o Cinema Novo e é basicamente filho do píer. Nascem aí os filmes realizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Estivemos relacionados com alguns destes filmes, como Caveira My Friend [de Álvaro Guimarães], que eu fui o produtor e a Conceição atuou. Também estivemos muito perto de outros filmes baianos, paulistas e cariocas que foram realizados nessa mesma linha de preocupação, ou seja, um cinema mais solto, aparentemente sem compromisso político, porém evidente. Basta pensar um pouco nesse filme com uma ingerência na política e todo um interesse forte em discutir aqueles momentos terríveis que o Brasil viveu naquela época”, refletiu Orlando.

anjosipanema4Cena do filme: imagem de arquivo.

MOVIMENTO HIPPIE E A POLÍTICA:

“O movimento hippie esteve sempre muito próximo da política tradicional, que era utilizada para circunstâncias e panoramas que já não cabiam naquele tipo de política. Daí nasce o hippieismo como um posicionamento absolutamente político, não só o brasileiro, mas também o europeu e o norte-americano. Foi uma geração política fortíssima que modificou muitas vidas. Aqui no Brasil houve uma palavra de ordem política que desfez o movimento”, relembrou Orlando.

“Mesmo vivendo aquela grande aventura existencial, a nossa intenção era nitidamente de mudar tudo e isso, naquela época, significava sair da ditadura militar violentíssima. A relação é muito próxima entre a guerrilha tradicional e a guerrilha lisérgica dos hippies”, comentou Orlando.

MOVIMENTO HIPPIE NO BRASIL:

“O tropicalismo faz parte desse movimento e é inspirador. O movimento hippie no Brasil é completamente diferente do europeu e do norte-americano, inclusive chega atrasado. Quando esse movimento tem um epicentro ali na praia de Ipanema, nos EUA e na Europa ele já estava indo pro brejo, enquanto a gente estava começando o movimento”, revelou Orlando.

O TÍTULO:

“A palavra anjos no título vem dos próprios entrevistados. Falávamos que éramos puros, pois não se cobrava para fazer sexo, por exemplo. Não fui eu que inventei esse termo, eles que me deram. Mas foi durante as entrevistas que surgiu essa ideia”, revelou Conceição.

anjosipanema3A equipe do filme conversa com os jornalistas.

AMOR E AMIZADE:

“Queria falar da estratégia que a Conceição usou para fazer esse filme. Ela era hippie, umas das primeiras. Viveu todo aquele movimento, aquela aventura. Mas, ao fazer o filme não se jogou naquela enorme comunidade que se encontrava diariamente em Ipanema. Ela procurou exatamente quem era de sua turma particular dentro do movimento hippie. Eram várias tribos dentro de uma grande tribo. E ela escolheu apenas a dela; ou seja, um grupo de pessoas que mantêm uma amizade e um tipo de comportamento e pensamento há quarenta e cinco anos. São amigos que nunca se afastaram um do outro e isso corresponde muito ao comportamento hippie da época, ou seja, todos juntos, com a mesma energia e a mesma percepção de mundo. Eu acho que essa estratégia é que oferece ao filme essa simpatia que ele tem, que são amigos de meio século que voltam a conversar agora diante da câmera, mas que nunca deixaram de se amar e se abraçar”, disse Orlando Senna.

ONTEM E HOJE:

“O píer era um centro de criação e havia também uma harmonia. Essa coisa do corpo era importante, cada encontro era um abraço, um afago, um carinho. Era um alimento muito grande para aquele mundo que a gente estava vivendo escondido atrás das dunas. Hoje, estamos vivendo um novo golpe terrível e não temos mais pernas pra correr. Eu sinto a juventude muito perdida e me assusta muito esses jovens de hoje. Onde eles estão?”, finalizou a diretora.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação/Cine Ceará.

Amália, a secretária é exibido no 28º Cine Ceará com a presença da atriz colombiana Marcela Benjumea

por: Cinevitor

amaliaceara1Diversão em cena: a comédia dramática agradou o público do festival.

O colombiano Amália, a secretária foi exibido na terça-feira, 07/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem da 28ª edição do Cine Ceará. Com direção de Andrés Burgos, a comédia dramática foi apresentada pela protagonista Marcela Benjumea, que marcou presença no palco do Cineteatro São Luiz.

No longa, Amália é uma secretária rigorosa e chata, que vê sua vida monótona virar de pernas para o ar ao conhecer Lazaro, papel de Enrique Carriazo, o novo responsável pela manutenção da empresa onde trabalha. Ela vive à procura de coisas que precisam de reparo só para passar o tempo com ele e, sem perceber, acaba se contagiando com o desembaraço do faz-tudo.

Marcela Benjumea, conhecida e premiada por seus trabalhos em telenovelas colombianas, fez um discurso antes da exibição do filme: “Quero agradecer ao festival pelo convite. É a primeira vez que venho ao Brasil e estou muito feliz de estar aqui com esse filme que me fez muito feliz”.

amaliaceara2Marcela Benjumea durante a coletiva de imprensa.

No dia seguinte à exibição, Marcela participou de uma coletiva de imprensa e falou sobre o processo de construção de sua personagem: “Visitei um bairro em Bogotá onde ficam todas as oficinas e encontrei muitas Amélias caminhando por lá. Conhecer essas pessoas anônimas foi muito enriquecedor para o meu trabalho. Todas essas mulheres merecem ter suas histórias contadas nas telonas”.

Além disso, falou sobre Lazaro, personagem interpretado por seu colega de cena, o colombiano Enrique Carriazo: “O Lazaro é um personagem masculino diferente e muito interessante, pois traz uma identidade do latino-americano”.

Escrito e dirigido por Andrés Burgos, Amália, a secretária é o terceiro longa do cineasta, que em 2012 foi premiado em diversos festivais com o drama Sofía y el Terco. “O roteiro estava muito bem escrito. Eu faço televisão também e nem sempre os textos chegam completos. Neste filme, as anotações estavam perfeitamente apresentadas de como o elenco tinha que se movimentar. Com o figurino foi diferente, fomos testando até encontrar o ponto certo, já que a mudança dessa personagem era interna”, finalizou a atriz.

Fotos: Divulgação.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto ganha exibição especial no 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

checineceara1A diretora Margarita Hernández apresenta o filme no palco do Cine Ceará.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto teve exibição especial durante o 28º Cine Ceará nesta quarta-feira, 08/08, no Cineteatro São Luiz. O documentário conta a história do misterioso desaparecimento de Ernesto Che Guevara em dezembro de 1965, no auge da Guerra Fria.

O guerrilheiro esconde-se em alguns lugares, aguardando que o serviço de inteligência cubano prepare seu próximo destino. Três ex-agentes secretos que o acompanharam nesse trajeto revelam pela primeira vez os detalhes da operação.

No dia seguinte à exibição, Margarita participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Enrique Hernández, que colaborou na pesquisa para a realização do documentário. Confira os melhores momentos da conversa:

O COMEÇO:

“A primeira ideia era fazer um filme sobre o dentista [um dos personagens do filme]. Quando teve uma mostra sobre o Che aqui no Cine Ceará, em 2009, eu vi todos os filmes. Inclusive o do Steven Soderbergh, Che 2: A Guerrilha, que abriu o festival. Logo, começaram a aparecer coisas interessantes que não estavam em outros filmes e acabei lendo todas as biografias. Com isso, Enrique [Hernández] fez a pesquisa”, revelou a diretora.

“A Margarita fez uma grande busca na internet e descobriu muita coisa. Eu fiz uma cobertura no final. Tem muito arquivo fotográfico que apareceu bem disperso. Mas tínhamos que encontrar aquilo que fosse fundamental para contar a história”, disse Enrique.

checineceara2Enrique Hernández e Margarita Hernández na coletiva de imprensa.

ARQUIVO:

“As fotos até estão em outros filmes, mas com uma qualidade muito ruim. Então, o Instituto Che fez um livro sobre o Congo, restaurou as fotos e eu restaurei em cima da restaurada. Agora está muito boa [a foto no Congo], que não tem autor. Ninguém sabe quem fez”, revelou Margarita.

OS PERSONAGENS:

“Essas pessoas não têm acesso fácil. Eu só consegui acesso a duas pessoas, o resto dos personagens foi através de uma negociação oficial com o Itamaraty. Um coronel ou um comandante não vão me dar entrevista se eu chegar e bater na porta deles. Tive que fazer uma negociação demoradíssima com a Embaixada de Cuba, Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores de Havana e Comitê Central do Partido”, contou a diretora.

“O Benicio Del Toro [que interpretou Che Guevara nos filmes de Soderbergh] me deu uma entrevista muito boa, mas acabou não entrando no filme. Eu descartei tanta coisa boa! Por isso, quero fazer uma série, pois tem muita coisa, principalmente do Congo. Espero que alguma televisão tope”.

EQUIPE:

“A trilha sonora é do cubano José María Vitier, que tem uma brilhante carreira e formação clássica. Inclusive ele foi premiado no Festival de Veneza com o filme Un señor muy viejo con unas alas enormes [de Fernando Birri]. Ele é um grande músico”.

“Eu tive dois grandes montadores comigo: uma foi a Leyda Nápoles, que é formada em História, é cubana e é uma pessoa muito crítica. E tinha também o Mair Tavares, um dos melhores montadores do cinema brasileiro. Então, nós três ficávamos debatendo e exercendo esse trabalho de montador, que é tirar coisas, botar, enxergar e limar até chegar no ponto”, contou Margarita.

checineceara3A equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

FAMÍLIA:

“Se a Aleida [March, viúva de Che] desse entrevista pra mim, eu ficaria muito feliz. Mas ela não quis. Ela escreveu um livro e falou o que tinha que falar nesse livro e pronto. Ela também pediu pra eu não usar suas fotos porque fica com ciúmes dessa história e não aceita nenhuma outra coisa que saia da forma como ela vê tudo isso. A família precisa entender que o Che é do mundo. Então a relação com eles é delicada”, revelou a diretora.

LANÇAMENTO:

“A distribuidora do filme é a ArtHouse, do Rio de Janeiro, e ainda não temos o dinheiro para a distribuição. Agora que vamos entrar num edital de comercialização para fazer o lançamento. Porém, tudo demora muito. Eu gostaria muito que esse filme fosse pra Havana e tenho convite pra ir para dois festivais na República Checa”.

“Eu comecei a fazer qualquer coisa com o filme depois do É Tudo Verdade [festival de documentários] e agora que vamos pensar como vai ser lançado. Tomara que as pessoas assistam, não somente aquelas interessadas em política, em história. Quero que as pessoas possam se entreter com esse tipo de filme”, finalizou Margarita.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thiago Gaspar.

O Animal Cordial

por: Cinevitor

animalcordialposternovo1Direção: Gabriela Amaral Almeida

Elenco: Murilo Benício, Luciana Paes, Ernani Moraes, Jiddu Pinheiro, Camila Morgado, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Ariclenes Barroso, Thais Aguiar, Eduardo Gomes, Diego Avelino.

Ano: 2017

Sinopse: Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio, o homem pacato, o chefe amistoso e cordial, precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com a diretora e os atores Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes e Humberto Carrão.

*Filme assistido no 19º Festival do Rio.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Aparição

por: Cinevitor

aparicaoposterL’apparition

Direção: Xavier Giannoli

Elenco: Vincent Lindon, Galatéa Bellugi, Patrick d’Assumçao, Anatole Taubman, Elina Löwensohn, Claude Lévèque, Gérard Dessalles, Bruno Georis, Alicia Hava, Candice Bouchet, Marie-Hélène Aubert, Aurore Broutin, Geoffroy De La Taille, Sandrine Ferraro, Cidney Khosta, Marc Raffray, Axelle Simon, Philippe Garnier.

Ano: 2018

Sinopse: Jacques é jornalista em um grande jornal regional na França. Sua reputação como um investigador imparcial e talentoso atrai a atenção do Vaticano, que o recruta para uma tarefa especial: integrar uma comissão para investigar a veracidade de uma aparição santa em uma pequena vila francesa; uma verdadeira investigação canônica. Após sua chegada, ele conhece a jovem e sensível Anna, que afirma ter testemunhado pessoalmente a aparição da Virgem Maria. Uma profunda devota, ela conquistou um público impressionante na aldeia e está dividida entre sua fé e as muitas solicitações que recebe. Confrontado com visões opostas de membros do clero e céticos no grupo, Jacques gradualmente revela as motivações e pressões ocultas no trabalho e vê seu sistema de crenças ser profundamente abalado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Eduardo Galeano Vagamundo, de Felipe Nepomuceno, é exibido no 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

galeanocineceara1A produtora Tereza Álvarez, Florência Galeano e Felipe Nepomuceno no palco.

O documentário Eduardo Galeano Vagamundo, dirigido por Felipe Nepomuceno, fez sua estreia mundial na noite desta terça-feira, 07/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem da 28ª edição do Cine Ceará.

Em 2010, o escritor uruguaio Eduardo Galeano recebeu Felipe Nepomuceno em sua casa em Montevidéu para uma entrevista. Após sua morte, ocorrida em abril de 2015, amigos e leitores ao redor do mundo realizaram uma homenagem com leituras de sua obra que foram documentadas para este longa. Ricardo Darín, João Miguel, Joaquín Sabina, Lila Rodríguez, Helena Villagra, Paulo José, Walter Carvalho, Mia Couto e o poeta Armando Freitas Filho foram alguns dos convidados.

No dia seguinte à emocionante sessão, que aconteceu no Cineteatro São Luiz, o diretor participou de uma coletiva de imprensa ao lado da produtora Tereza Álvarez e de Florência Galeano, uma das filhas do escritor uruguaio: “A sessão de ontem foi muito linda. Eu conheci o Galeano na barriga da minha mãe. Morei com meus pais na Argentina, na Espanha e depois no México. Minha relação com a América Latina é longa e muito querida”, revelou o cineasta.

Confira os melhores momentos da coletiva de imprensa de Eduardo Galeano Vagamundo:

O FILME:

“Eu sinto muito falta do Galeano e a principal necessidade de fazer esse filme era a de continuar conversando com ele. O documentário foi uma forma de continuar nossas conversas sobre coisas que sempre falamos. Fazer esse filme foi uma experiência muito forte. Existem coisas que vão acontecendo durante as filmagens que acabam nos guiando durante o processo. Galeano é uma pessoa muito próxima e eu não tive a pretensão de fazer uma biografia ou um perfil sobre tal. Muitos filmes virão sobre ele com o papel de narrar sua interessante trajetória”, disse o diretor.

AS LEITURAS:

“Filmamos várias leituras que não entraram no filme. Não foi fácil fazer essa seleção. Muitas pessoas queriam participar. Porém, mais difícil do que fazer essa seleção foi editar esse filme sem o Galeano. Poucas vezes na vida eu me senti tão sozinho como nesse momento na ilha da edição, virando noite, na madrugada. Muitas vezes eu conversava com ele em voz alta, tentando imaginar o que ele faria e o que estaria pensando”, revelou Nepomuceno. “Eu escolhi os textos que mais me emocionavam. Basicamente eram os textos em que eu chorava; esse foi um dos critérios”, completou.

galeanocineceara3O ator argentino Ricardo Darín lê o texto Cerimônia no longa.

OS CONVIDADOS:

“O plano do Darín foi muito forte e emocionante. Depois que filmamos, eu chorei muito. Ele é uma potência como artista, não conhecia aquele texto e foi take único. Filmamos com uma câmera só, sem cortes. O [ator brasileiro] João Miguel também me comoveu muito. Todas essas emoções me guiavam”, disse o diretor.

POLÍTICA:

“Eu nunca conversei com o Galeano sobre política, nunca tive essa conversa com ele. Falamos muito de futebol e de questões pessoais. Por outro lado, as questões políticas do Galeano atraíram muitas pessoas a ele, mas também afastaram pessoas de sua literatura. Galeano é um grande escritor, a literatura dele é muito potente”, revela Felipe.

LIVROS:

“O Galeano tem muitos livros lindos e maravilhosos. E eu tive o prazer de reler esses livros. No filme tem uma frase dele que diz que escrever é uma festa. Eu acho que ler Galeano também é uma festa, é um grande prazer”.

galeanocineceara2O diretor durante a coletiva de imprensa no Hotel Oásis Atlântico, em Fortaleza.

PRODUÇÃO:

“Eu e o Felipe fizemos juntos o Sangue Latino, no Canal Brasil, onde fui coordenadora de produção por muitos anos. O programa foi a origem desse filme e o Galeano é a pedra fundamental do Sangue Latino; foi o primeiro convidado que moldou como seria o programa. Esse encontro com ele foi o que deu forma ao projeto”, revelou a produtora executiva Tereza Álvarez.

FAMÍLIA:

“Meu pai adorava o silêncio e isso está muito bem refletido no filme. As imagens fazem jus ao que ele era. Foi interessante ver meu pai como um personagem, ainda mais nesse filme feito de coração pelo Felipe”, disse Florência Galeano.

“É muita alegria ter a Florência aqui e saber que ela gostou do filme. É uma forma de imaginar que ele também gostou do filme”, finalizou o diretor.

Fotos: Thiago Gaspar e Divulgação.

Vidas à Deriva

por: Cinevitor

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Direção: Baltasar Kormákur

Elenco: Shailene Woodley, Sam Claflin, Jeffrey Thomas, Elizabeth Hawthorne, Grace Palmer, Tami Ashcraft, Siale Tunoka, Kael Damlamian, Lei-Ming Caine, Neil Andrea, Apakuki Nalawa, Tim Solomon.

Ano: 2018

Sinopse: Tami Oldham e Richard Sharp, namorados, partem em uma viagem do Taiti até a costa do Pacífico, a bordo de um veleiro, e enfrentam uma terrível tempestade ao serem surpreendidos por um dos piores furacões da história. Quando Tami acorda, encontra Richard gravemente ferido e seu barco em ruínas. Sem esperança de resgate, ela deve encontrar força e determinação para salvar a si mesma e o único homem a quem já amou. Adaptado do livro homônimo escrito por Tami Oldham Ashcraft.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Acrimônia – Ela Quer Vingança

por: Cinevitor

acrimoniaposterAcrimony

Direção: Tyler Perry

Elenco: Taraji P. Henson, Lyriq Bent, Crystle Stewart, Jazmyn Simon, Ptosha Storey, Danielle Nicolet, Nelson Estevez, Kendrick Cross, Jay Hunter, Ajiona Alexus, Antonio Madison, Shavon Kirksey, Racquel Bianca John, Bresha Webb, Angelique Valentine, Jarvis Shaffer, Moses Jones, Terayle Hill, Katie Carpenter, Shamea Morton, Douglas Dickerman, Bob Lanoue, Jason Vail, Alonzo Ward, Scott Deal, Leonard R. Butler, George Bryant, Karen Beyer, John Schmedes, Lela Dawn Barrett, Haley Goldman, Jill Ginsberg, Denise Woods, Remington Steele, CC Ice.

Ano: 2018

Sinopse: Uma esposa fiel e cansada de ficar ao lado de seu marido desonesto fica furiosa quando fica claro que ela foi traída. Por meio de flashbacks, acompanhamos a história de como ela conheceu seu marido e todos os abusos que silenciosamente sofreu ao longo dos anos, antes de se tornar cruel e vingativa.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas

Megatubarão

por: Cinevitor

The Meg

Direção: Jon Turteltaub

Elenco: Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson, Cliff Curtis, Winston Chao, Shuya Sophia Cai, Ruby Rose, Page Kennedy, Robert Taylor, Ólafur Darri Ólafsson, Jessica McNamee, Masi Oka, Raymond Vinten, Hongmei Mai, Wei Yi, Vithaya Pansringarm, Rob Kipa-Williams, Tawanda Manyimo, Mark Trotter, James Gaylyn, Andrew Grainger, Steven A. Davis, Glen Levy, Edwin Wright, Marc Copage, Ivy Tsui, Jeremy Tan, Teresa Lee, Douglas Lee, Tim Wong, Yoson An, Piroon Vongvaruj, Boaz Magege, Yao Yao, Kelly the Dog, Christian Hipolito, Dylan Thomas Knight, Leand Macadaan, Clarette Soh, Christian Tejada.

Ano: 2018

Sinopse: Um submarino de águas profundas, parte de um programa internacional de observação subaquática, foi atacado por uma criatura gigantesca, que se pensava estar extinta. Agora, ele se encontra incapacitado no fundo da fossa mais profunda do Oceano Pacífico com a tripulação presa dentro dele. Com o tempo se esgotando, o mergulhador especializado em resgates em águas profundas Jonas Taylor é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês, contra a vontade de sua filha Suyin, para salvar a tripulação, e o próprio oceano, desta ameaça incontrolável: um tubarão pré-histórico com mais de 20 metros de comprimento conhecido como Megalodon. O que ninguém poderia imaginar é que, anos antes, Taylor já havia encontrado esta mesma criatura aterrorizante. Agora, junto com Suyin, ele deve confrontar seus medos e arriscar sua própria vida para salvar todos os tripulantes ficando frente a frente com o maior e mais poderoso predador de todos os tempos.

Nota do CINEVITOR:

O Barco, de Petrus Cariry, abre a Mostra Competitiva de longas do 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

obarcocinecearaO diretor Petrus Cariry com sua equipe na coletiva de imprensa.

A Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 28º Cine Ceará começou no sábado, 04/08, com a exibição do filme O Barco, de Petrus Cariry, no Cineteatro São Luiz. Após finalizar a Trilogia da Morte, o cineasta cearense retorna ao circuito de festivais com o drama inspirado no conto homônimo do escritor Carlos Emílio Corrêa Lima.

A trama acompanha a vida de uma mulher que tem 26 filhos, cada um chamado por uma letra do alfabeto. Eles moram em uma vila de pescadores, levando uma vida pacata. Até que um deles, o filho mais velho, deseja partir e conhecer o mundo. As inquietações aumentam com a chegada de uma moça, que sobreviveu a um naufrágio.

Antes do Cine Ceará, o longa foi exibido nos festivais americanos Sunscreen International Film Festival e Interrobang Film Festival, além do espanhol Islantilla Cinefórum. Em setembro, participará do Rivne International Film Festival 2018, na Ucrânia, e do Oldenburg International Film Festival, na Alemanha.

obarcoromulobragaRômulo Braga em cena do filme.

O drama foi gravado durante quatro semanas no cenário paradisíaco da Praia das Fontes e contou com uma equipe técnica formada, em sua maioria, por profissionais do Ceará. O elenco mistura atores de diferentes gerações, como Rômulo Braga e Samya de Lavor, além de veteranos de outros trabalhos de Petrus, como Veronica Cavalcanti, Everaldo Pontes e Nanego Lira. Petrus assina a adaptação do roteiro ao lado dos cineastas Rosemberg Cariry e Firmino Holanda.

No dia seguinte à exibição, o diretor participou de uma coletiva de imprensa ao lado da produtora executiva Bárbara Cariry e dos atores Nanego Lira e Veronica Cavalcanti. “Meu cinema vem do inconsciente, eu trabalho muito com isso. É como se eu tivesse uma espécie de transe quando estou filmando. Ontem [na noite de abertura] que eu vi esse filme de verdade. Você nunca sabe qual filme que fez. Daqui dois ou três anos que você vai ter uma dimensão do filme, saber o que ele realmente significa. Mas ontem, ele bateu muito forte na tela do São Luiz, foi uma experiência boa e tive outras leituras”, revelou Petrus.

Aperte o play e confira os melhores momentos da apresentação do filme e entrevistas exclusivas com o diretor e com a atriz Veronica Cavalcanti:

Foto: Beto Skeff.

Petra

por: Cinevitor

petraposter1Direção: Jaime Rosales

Elenco: Bárbara Lennie, Alex Brendemühl, Joan Botey, Marisa Paredes, Petra Martínez, Carme Pla, Oriol Pla, Chema del Barco, Natalie Madueño.

Ano: 2018

Sinopse: Petra vive sem saber quem é seu pai. Após a morte de sua mãe ela começa uma busca que a leva até Jaume, um famoso artista plástico, poderoso e implacável. Em seu caminho para descobrir a verdade, ela conhece Lucas, filho de Jaume, e Marisa, mãe de Lucas. A história desses personagens começa a ser tecida em uma espiral do mal, segredos de família e violência, que leva todos ao limite.

*Filme visto no 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas