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Cats é o grande vencedor do 40º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor

catsvenceframboesaRebel Wilson: pior atriz coadjuvante por Cats.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 16/03, os vencedores da 40ª edição do Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Cats, dirigido por Tom Hooper, que liderava a lista com oito indicações ao lado de Rambo: Até o Fim, se consagrou como o grande vencedor em seis categorias, entre elas, a de pior filme e pior direção. O musical é baseado em uma série de poemas de T. S. Eliot, assim como a peça da Broadway, e conta a história de uma tribo de gatos chamada jellicle, cujo significado só eles conhecem, que se reúne para que o líder escolha apenas um integrante para ir a um lugar melhor e ganhar uma nova vida.

O Prêmio Redenção, entregue para alguém que conseguiu dar a volta por cima depois de marcar presença constante entre os piores, foi para o ator Eddie Murphy por seu trabalho em Meu Nome é Dolemite.

Por conta da pandemia do coronavírus, a equipe da premiação não conseguiu realizar um vídeo completo, com shows de paródias, que seria transmitido para o mundo inteiro. “Estamos trazendo um vídeo um pouco mais íntimo, adequado para qualquer público, com uma versão sobre a atual crise mundial de saúde com a qual estamos lidando”, disse o comunicado oficial.

Conheça os vencedores do 40º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME:
Cats

PIOR DIREÇÃO:
Tom Hooper, por Cats

PIOR ATOR:
John Travolta, por The Fanatic e Trading Paint

PIOR ATOR COADJUVANTE:
James Corden, por Cats

PIOR ATRIZ:
Hilary Duff, por A Maldição de Sharon Tate

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:
Rebel Wilson, por Cats

PIOR ROTEIRO:
Cats, escrito por Lee Hall e Tom Hooper

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA:
Rambo: Até o Fim

PIOR COMBO EM CENA:
Quaisquer duas bolas de pelo meio felino e meio humano, em Cats

PIOR DESRESPEITO À VIDA HUMANA E À PROPRIEDADE PÚBLICA:
Rambo: Até o Fim

PRÊMIO REDENÇÃO:
Eddie Murphy, por Meu Nome é Dolemite

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Milagre na Cela 7

por: Cinevitor

milagrecela7posterYedinci Kogustaki Mucize

Direção: Mehmet Ada Öztekin

Elenco: Aras Bulut Iynemli, Nisa Sofiya Aksongur, Deniz Baysal, Celile Toyon Uysal, Ilker Aksum, Mesut Akusta, Yurdaer Okur, Sarp Akkaya, Yildiray Sahinler, Deniz Celiloglu, Gulcin Kultur Sahin, Ferit Kaya, Cankat Aydos, Hayal Köseoglu, Dogukan Polat, Serhan Onat, Emre Yetim, Serhat Üstündag, Nadi Güler, Özgür Dereli, Basri Albayrak, Özgür Avsar, Mert Zaim, Serdar Akülker.

Ano: 2019

Sinopse: Separado de sua filha, um homem com deficiência intelectual precisa provar sua inocência ao ser preso pela morte da filha de um comandante.

Crítica do CINEVITOR: É compreensível a comoção que Milagre na Cela 7 tem causado no público. Basta ler a sinopse para entender o que vem pela frente: uma história triste de superação, que envolve um pai, preso injustamente por um crime que não cometeu, e a relação carinhosa com sua filha. Assim que estreou na Netflix, a produção turca tornou-se um fenômeno com sua comovida história. É impossível não lembrar de outras narrativas semelhantes, como o premiado A Vida é Bela e o drama americano À Espera de um Milagre. Porém, a diferença destes dois para o filme turco é que eles emocionam naturalmente. Milagre na Cela 7 é repleto de clichês melodramáticos, que funcionariam muito bem na proposta do filme caso não fossem tão exagerados. A trilha sonora sentimental é constante; basta qualquer personagem começar um diálogo mais sensível que ela logo aparece. Há muitas imagens de belas paisagens também, embaladas, claro, pela mesma música. Os enquadramentos não fogem do padrão: close no rosto, nas lágrimas, plongée (quando a câmera filma de cima para baixo), câmera lenta e até um efeito visual que beira o cafona. E mais trilha sonora! Sem contar as frases de efeito. O maior problema de Milagre na Cela 7 é querer forçar o espectador a chorar a todo instante e, por isso, se perde na direção e na construção de seu arco dramático. Há momentos bonitos e comoventes no filme que tinham tudo para alcançar naturalmente o ápice da emoção, mas por conta do exagero de clichês, perde a sensibilidade. A manipulação do diretor, e também do roteiro, para atingir um alto grau de comoção no público é explícita e nada espontânea. O desenrolar da trama é pautado em mostrar desgraça atrás de desgraça e, por isso, deixa de se aprofundar na história e em outros personagens que, algumas vezes, aparecem deslocados. Até os pequenos mistérios que envolvem o filme perdem a vez por conta da afetação dramática. Vale destacar o trabalho da jovem atriz Nisa Sofiya Aksongur, que interpreta Ova, a filha do protagonista. Carismática, leva a história para um lado mais humano, ainda que protagonize diversos momentos piegas. Milagre na Cela 7 repete uma fórmula já vista muitas vezes no cinema (e tudo bem), mas derrapa ao deixar de se reinventar e preocupar-se, apenas, em fazer o espectador chorar em uma forçação de barra apoiada em um constante clima funesto sem ir muito além disso com mais profundidade. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

CINEVITOR #367: Entrevista com Regina Casé | Três Verões

por: Cinevitor

reginacase3veroescinevitorPremiada: Regina Casé em cena.

Dirigido por Sandra Kogut, de Mutum e Campo Grande, Três Verões teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido pela primeira vez no Brasil na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Também passou pelo Festival do Rio e no Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia, onde garantiu à Regina Casé dois prêmios de melhor atriz por seu papel como Madá.

O longa, que chega aos cinemas no dia 19 de março, faz um retrato do Brasil contemporâneo e das consequências da Operação Lava Jato. Através do olhar de Madá, uma caseira em um condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. A trama se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. A personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

O filme nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Além de Regina Casé, completam o elenco: Rogério Fróes, Otávio Müller, Gisele Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano VidigalJéssica Ellen e Daniel Rangel.

Para falar mais sobre Três Verões, conversamos com a protagonista Regina Casé, que relembrou bastidores das filmagens, entrosamento com o elenco, personagens marcantes de sua carreira, como a Val, de Que Horas Ela Volta?, e Lurdes, da novela Amor de Mãe, entre outros assuntos.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Disforia

por: Cinevitor

disforiaposterDireção: Lucas Cassales

Elenco: Rafael Sieg, Isabella Lima, Vinícius Ferreira, Ida Celina Weber, Raquel Zepka, Juliana Wolkmer, André Varela, Gabriel Borsatto, Janaína Kremer, Kaya Rodrigues, Manoela Wunderlich, Gabriela Poester, Roberto Salerno de Oliveira, Áurea Baptista, Viviana Schames, Ben Schames Caramori, Suzana Witt, Vinícius Petry, Silvana Silvia, Martha Brito, Maria Luiza Bufrem, Guilherme Carravetta De Carli, Gabriela Iablonovski, Felipe Machado, Martina Pilau, Mathiaca Trindade, Gabriel Hoerlle Pirotta.

Ano: 2019

Sinopse: Dário sofre pela dificuldade em se recuperar de um acontecimento assustador de seu passado. Ao se aproximar da menina Sofia, são despertadas memórias de um trauma. Atormentado, ele precisa encarar o passado e o mistério envolvendo a família dela.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Nóis por Nóis

por: Cinevitor

noispornoisposterDireção: Aly Muritiba, Jandir Santin.

Elenco: Ma Ry, Matheus Moura, Maicon Douglas, Otávio Linhares, Luiz Bertazzo, Matheus Correa, Stephanie Fernandes, Felipe Shat, Sol do Rosário, Patrícia Savary, Marcos Tonial, Regina Célia Razzolini.

Ano: 2018

Sinopse: O baile rola solto e enquanto o rap ecoa das caixas de som, quatro amigos vagam pela pista com objetivos bem distintos. O que eles não sabem é que seus destinos estarão selados para sempre após esta noite.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

O Oficial e o Espião

por: Cinevitor

oficialespiaoposterJ’accuse

Direção: Roman Polanski

Elenco: Jean Dujardin, Louis Garrel, Emmanuelle Seigner, Grégory Gadebois, Hervé Pierre, Wladimir Yordanoff, Didier Sandre, Melvil Poupaud, Eric Ruf, Mathieu Amalric, Laurent Stocker, Vincent Perez, Michel Vuillermoz, Vincent Grass, Denis Podalydès, Damien Bonnard, Laurent Natrella, Bruno Raffaelli, Christophe Maratier, Pierre Poirot, Stéfan Godin, Yannik Landrein, Luca Barbareschi, Mohammed Lakhdar-Hamina, Kevin Garnichat, Vincent de Bouard, Luce Mouchel, Fabien Tucci, Fred Epaud, Nicolas Wanczycki, Franck Mercadal, Philippe Magnan, Pierre Forest, Édith Le Merdy, Jeanne Rosa, Benoît Allemane, Ludovic Paris, Gérard Chaillou, Nicolas Bridet, André Marcon, Pierre Aussedat, Rafaël de Ferran, Jean-Marie Frin, Swan Starosta, Jean-Gilles Barbier, Raphaël Caraty, Yves-Pol Deniélou, Brigitte Boucher, Michèle Clément, Nicolas de Lavergne, Benjamin Gouzien, Romain Lehnhoff, Pierre Léon Luneau, Roman Polanski.

Ano: 2019

Sinopse: Paris, final do século 19. O capitão francês Alfred Dreyfus é um dos poucos judeus que faz parte do exército. No dia 22 de dezembro de 1884, seus inimigos alcançam seu objetivo: conseguem fazer com que Dreyfus seja acusado de alta traição. Pelo crime, julgado a portas fechadas, o capitão é sentenciado à prisão perpétua no exílio. Intrigado com a evolução do caso, o investigador Picquart decide seguir as pistas para desvendar o mistério por trás da condenação de Dreyfus.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Technoboss

por: Cinevitor

technobossposterDireção: João Nicolau

Elenco: Miguel Lobo Antunes, Luísa Cruz, Américo Silva, Tiago Garrinhas, Sandra Faleiro, Duarte Guimarães, Matias Neves, Ana Tang, Jorge Andrade, José Raposo, Mick Greer, Bruno Lourenço, João Nunes Monteiro, Bob Taylor, Manuel Ramos, Rita M. Pestana, Alfredo Afonso Albino, Pedro da Silva Martins, Crista Alfaiate, Angela Cerveira, Manuel Mozos, Kikas Corricas, Mariana Ricardo, Tânia Afonso, Frederico Mesquita, Keith Harle, Paula Garcia.

Ano: 2019

Sinopse: O início da velhice de Luís Rovisco não se apresenta lá muito animador. Já sexagenário, continua a percorrer sozinho o país no exercício das funções, cada vez menos reais, de diretor comercial da empresa SegurVale. Tristeza, resignação? Não com as canções que Luís inventa ao volante e que invadem este filme de ponta a ponta.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Bloodshot

por: Cinevitor

bloodshotposterDireção: Dave Wilson

Elenco: Vin Diesel, Eiza González, Sam Heughan, Toby Kebbell, Talulah Riley, Lamorne Morris, Guy Pearce, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Alex Hernandez, Siddharth Dhananjay, Tamer Burjaq, Clyde Berning, David Dukas, Charlie Bouguenon, Tyrel Meyer, Alex Anlos, Frans Steyn, Nic Rasenti, Ryan Michael Sin, Michael Kirch, Jeremy Boado, Freyja Stern, Maarten Römer, Shelani Van Niekerk, Jason Goliath, Patrick Kerton.

Ano: 2020

Sinopse: Ray Garrison é um soldado recentemente morto em combate que foi trazido de volta à vida pela corporação RST como o super-humano Bloodshot. Com um exército nanotecnológico correndo em suas veias, ele é uma força insuperável; mais forte do que nunca e com poder de cura instantâneo. Mas, ao controlar seu corpo, a corporação também toma controle de sua mente e memórias. Ray não sabe diferenciar o que é real do que não é. Mas ele está em uma missão para descobrir a verdade. Baseado no quadrinho best-seller.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Solteira Quase Surtando

por: Cinevitor

solteirasurtandoposterDireção: Caco Souza

Elenco: Mina Nercessian, Leandro Lima, Letícia Birkheuer, Stepan Nercessian, Tuna Dwek, Gui Agustini, Rafael Infante, William Vita, Beth Zalcman, Daniele Valente, Felipe Cunha, Leo Wainer, Babi Xavier, Dja Marthins, Carola Parmejano, Tania Khalill, Daniel Bertorelli, Cláudio Albuquerque, Marina Bianco, Lucas Biriolli, Paulo Campani, Zeca Carvalho, Carla Daniel, Angela Delphim, Bruno Fagundes, Amanda Felicori, Paulo Cesar Ferreira, Silmar Gobira, Nayara Homem, Herik Isak, Paulo Jordão, Fernanda Kallou, Jaqueline Macoeh, Miro Marques, Lui Mendes, Hadassa Nascimento, Raphael Nercessian, Lucia Paiva, Breno Pessurno, Pedro Augusto Putziger, Cassia Roberta, João Rocha, Victor Soares, Maya Vieira, Ivan Willig.

Ano: 2020

Sinopse: Bia, uma solteira convicta, estava plenamente realizada com seu trabalho e despreocupada em encontrar um amor. Até descobrir, aos 35 anos, o início de uma menopausa precoce. A partir daí, ela se aventura numa missão quase impossível: recuperar o tempo perdido e achar, em poucos meses, um parceiro para casar e ter filhos. O caminho da busca incessante por um par ideal lhe reservará grandes aventuras e situações embaraçosas.

*Filme visto no 12º LABRFF – Los Angeles Brazilian Film Festival.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Collective

por: Cinevitor

collectiveposter1Colectiv

Direção: Alexander Nanau

Elenco: Razvan Lutac, Mirela Neag, Catalin Tolontan, Tedy Ursuleanu, Vlad Voiculescu.

Ano: 2019

Sinopse: Em 2015, um incêndio na boate Colectiv, em Bucareste, na Romênia, matou 27 pessoas e feriu 180. Mais tarde, outras vítimas morreram nos hospitais. Quando um médico vaza informações, um grupo de jornalistas começa a revelar uma imensa fraude no sistema de saúde. Um novo ministro é nomeado e oferece a eles acesso sem precedentes aos bastidores de seus esforços para reformar um sistema corrupto. Um olhar firme sobre o impacto do melhor do jornalismo investigativo.

*Filme visto no 25º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

paoamargoETVCena do documentário libanês Pão Amargo, de Abbas Fahdel.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 09/03, em uma coletiva de imprensa, em São Paulo, os filmes selecionados para a 25ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Neste ano, a programação exibirá 83 títulos, em sessões gratuitas, entre os dias 26 de março e 5 de abril, em São Paulo, e 31 de março e 5 de abril, no Rio de Janeiro.

“Alcançar a marca de um quarto de século é uma alegria e uma responsabilidade. Desde a edição inaugural, em 1996, o vigor da produção documental não para de crescer no Brasil e mundo afora. A história do festival confunde-se com esta era de ouro do documentário”, afirma o diretor fundador do É Tudo Verdade, Amir Labaki.

Dirigido por Taghi Amirani, Golpe 53 será o filme de abertura em São Paulo da 25ª edição do É Tudo Verdade, em sessão especial para convidados. Um autêntico thriller documental, o longa investiga, na aurora da Guerra Fria, os envolvimentos da Grã-Bretanha e dos EUA no golpe de Estado que liquidou, em 1953, o regime democrático iraniano liderado pelo primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh. Golpe 53 conta com a participação do ator britânico Ralph Fiennes e o lendário montador americano Walter Murch, de Apocalypse Now, assina a edição e colabora com o roteiro.

No Rio, o festival será inaugurado com A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes do ano passado. Guzmán encerra a trilogia formada ainda por Nostalgia da Luz e O Botão de Pérola num ensaio entre o memorialístico e o político sobre os avanços sociais do governo Allende (1970-1973), a repressão brutal da ditadura Pinochet (1973-1990) e a dura herança atual da política econômica desenvolvida no período autoritário.

golpe53ETVCena do documentário Golpe 53, de Taghi Amirani: filme de abertura em São Paulo.

Exemplo do trabalho de recuperação histórica realizado pelas retrospectivas do festival, Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil (1974), de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, documentava o estado das coisas do operariado fabril em duas conjunturas nacionais distintas, dialogando com o futuro das mesmas relações trabalhistas como estampado pelo vencedor do Oscar de melhor documentário deste ano, Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert.

Homenageada pela edição inaugural, a obra do mestre cubano Santiago Álvarez tem seu vigor e sua originalidade sintetizados exemplarmente por Silvio Tendler no ainda inédito Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo. Além disso, seis programas especiais celebram a efeméride de um quarto de século do É Tudo Verdade, o mais tradicional festival dedicado ao cinema não ficcional na América Latina.

Em 2003, Paulo Sacramento fez história no festival vencendo ambas as competições, brasileira e internacional, com O Prisioneiro da Grade de Ferro. Uma projeção especial celebra sua volta à circulação agora em versão restaurada. Vale destacar também a mostra Projeções Especiais com a Homenagem a José Mojica Marins, uma celebração póstuma de um dos mais originais criadores do cinema brasileiro, homenageado em 2000 pelo É Tudo Verdade com a estreia de Maldito.

santiagoamericasETVCena de Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo, de Silvio Tendler.

A programação conta também com a mostra Séries Inéditas: Marker & Cousins com a exibição de: A Herança da Coruja (1989), de Chris Marker, no qual o diretor discute em treze episódios, com mais de 50 convidados, o legado cultural e político da Grécia clássica para o mundo contemporâneo; e Women Make Film – Um Novo Road Movie Através do Cinema, de Mark Cousins, onde o diretor discute, em cinco capítulos, a história e a linguagem do cinema desenvolvidos pelas obras de cineastas como Àgnes Varda, Alice Guy Blaché, Heddy Honigmann, Jane Campion, Kinuyo Tanaka, Maya Deren, Petra Costa, Safi Faye, Sally Porter, Sumita Peries, entre outras.

A mostra O Estado das Coisas conta com cinco produções, entre elas, Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch, que foi exibido no Festival de Sundance e conta a história de Walter Mercado, o mais pop astrólogo da segunda metade do século 20; e Boa Noite, de Clarice Saliby, sobre Cid Moreira, a voz mais famosa do Brasil.

A programação, que comemora os 25 anos do É Tudo Verdade, conta também com atividades paralelas, como debates, seminários e a 17ª Conferência Internacional do Documentário. E mais: em parceria com o É Tudo Verdade, o Itaú Cultural apresentará um ciclo exclusivo de cinco título brasileiros dedicados à fruição cinematográfica, no site. Além disso, em parceria com o Spcine Play, o festival vai disponibilizar um ciclo inédito de dez documentários nacionais dirigidos por mulheres que marcaram a história do evento.

cidmoreiraETVAos 91 anos, Cid Moreira narra a sua própria história em Boa Noite.

Durante todo o mês de março, o Itaú Cultural dedica a sessão das 19h das terças-feiras a documentários selecionados entre os premiados nas primeiras edições do É Tudo Verdade.

No período de 01/06 a 05/07, seis filmes da seleção de 2020 serão exibidos em cinco unidades do Sesc no interior de São Paulo: Araraquara, Sorocaba, Santos, Ribeirão Preto e Jundiaí. Todas as sessões serão gratuitas.

Vale lembrar também que os filmes premiados no É Tudo Verdade 2020, nas competições brasileiras e internacionais de longas/médias-metragens e de curtas-metragens, estarão automaticamente classificados para serem examinados para a disputa do Oscar do ano que vem.

Conheça os filmes selecionados para o É Tudo Verdade 2020 – 25º Festival Internacional de Documentários:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
A Ponte de Bambu, de Marcelo Machado (SP)
Atravessa a Vida, de João Jardim (RJ)
Dentro da Minha Pele, de Toni Venturi (SP)
Fico te Devendo uma Carta Sobre o Brasil, de Carol Benjamin (RJ)
Jair Rodrigues – Deixa que Digam, de Rubens Rewald (SP)
Libelu – Abaixo a Ditadura, de Diógenes Muniz (SP)
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich (SP)
Não Nasci para Deixar Meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes (DF)
Os Paralamas do Sucesso – Os Quatro, de Roberto Berliner e Paschoal Samora (RJ)
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles (SP)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Cidade dos Sonhos (Cheng Shi Meng), de Weijun Chen (China)
Collective (Colectiv), de Alexander Nanau (Romênia)
Dick Johnson está Morto (Dick Johnson is Dead), de Kirsten Johnson (EUA)
O Espião (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)
O Fator Humano (The Human Factor), de Dror Moreh (Reino Unido)
Ficção Privada (Ficción privada), de Andrés Di Tella (Argentina)
Forman vs. Forman, de Helena Třěštíková e Jakub Hejna (República Checa/França)
Influência (Influence), de Richard Poplak e Diana Neille (África do Sul/Canadá)
Pão Amargo (Bitter Bread), de Abbas Fahdel (Líbano)
O Rei Nu (Der Nackte König – 18 Fragmente Über Revolution), de Andreas Hoessli (Alemanha/Polônia/Suíça)
O Rolo Proibido (The Forbidden Reel), de Ariel Nasr (Canadá)
Silêncio de Rádio (Silence Radio), de Juliana Fanjul (Suíça/México)

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | CURTA-METRAGEM
ChoVer, de Guga Millet (RJ)
Filhas de Lavadeiras, de Edileuza Penha de Souza (DF)
Lora, de Mari Moraga (SP)
Metroréquiem, de Adalberto Oliveira (PE)
Movimento, de Lucas Tomaz Neves (SP)
Ouro para o Bem do Brasil, de Gregory Baltz (RJ)
Recoding Art, de Bruno Moreschi e Gabriel Pereira (SP)
Sem Título # 6: O Inquietanto, de Carlos Adriano (SP)
Ver a China, de Amanda Carvalho (SP/China)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM
3 Saídas Lógicas (3 Logical Exits), de Banpark Jieun (Dinamarca/Reino Unido/Líbano)
Algo Mais (This Means More), de Nicolas Gourault (França)
Asho, de Fereydoun Najafi (Irã)
Uma Longa Distância (Larga Distancia), de Juan Manuel Calisto (Peru)
Meu País Tão Lindo (Moj Kraj Taki Piekny), de Grzegorz Paprzycki (Polônia)
Notícias da Capital do Antimônio (Nouvelles de la Capitale d`Antimoine), de Guangli Liu (França)
Saudade, de Denize Galiao (Alemanha)
Sem Choro na Mesa de Jantar (No Crying at the Dinner Table), de Carol Nguyen (Canadá)
Seu Canto (Her Song), de Laura Taillefer Viñas (Portugal)

FOCO LATINO-AMERICANO
1982, de Lucas Gallo (Argentina/Brasil)
Brouwer, A Origem da Sombra (Brouwer, El Origen de La Sombra), de Katherine Gavilan e Lisandra Lopez Fabe (Cuba)
Suspensão (Suspensión), de Simón Uribe (Colômbia)

O ESTADO DAS COISAS
Boa Noite, de Clarice Saliby (Brasil)
Filmfarsi, de Ehsan Khoshbakht (Reino Unido)
Gyuri, de Mariana Lacerda (Brasil)
Mucho Mucho Amor, de Cristina Costantini e Kareem Tabsch (EUA)
O Segundo Encontro (Le Deuxième Rencontre), de Veronique Ballot (França)

PROJEÇÕES ESPECIAIS
Eu Caminho (I Walk), de Jørgen Leth (Dinamarca)
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo (Brasil)
Maldito – O Estranho Mundo de José Mojica Marins, de André Barcinski e Ivan Finotti (Brasil)

Clique aqui e confira a programação completa do É Tudo Verdade 2020.

Fotos: Divulgação.

Sitara: Sonhando com as Estrelas

por: Cinevitor

sitaraposter1Sitara: Let Girls Dream

Direção: Sharmeen Obaid-Chinoy

Ano: 2019

Sinopse: Neste curta-metragem ambientado no Paquistão dos anos 1970, Pari é uma adolescente que sonha em pilotar aviões sem saber que seu pai quer casá-la com um homem mais velho.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas