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Filme Filme: conheça a nova plataforma de streaming com curadoria especial

por: Cinevitor

centraldobrasilfilmefilmeFernanda Montenegro em Central do Brasil, de Walter Salles.

A Filme Filme é uma nova plataforma de streaming que traz curadoria especial e uma comunidade para apaixonados por cinema. A programação será dividida em três categorias: Filmes de Festivais, com títulos que passaram pelos principais eventos cinematográficos do mundo; Documentários, repleto de longas relevantes do gênero; e Populares, que inclui filmes que fizeram sucesso em diferentes cantos do mundo.

A plataforma é dividida em dois ambientes: Filmes em Cartaz, com apenas 12 filmes e estreias semanais, para que o público passe mais tempo assistindo do que procurando um filme; e Catálogo, com muitas opções de títulos, para quando eles tiverem mais tempo para procurar um filme. O ambiente é amplificado, de fácil navegação e os filmes poderão ser alugados de forma individual por R$ 6, tanto nos Filmes em Cartaz quanto no Catálogo. A locação dura sete dias, diferente do que acontece no mercado hoje em dia, em que o usuário, geralmente, fica com o filme por apenas 48 horas.

Outro destaque será uma curadoria especial, com filmes selecionados semanalmente pelos Embaixadores Filme Filme, como: Carolina Jabor, Eryk Rocha, Mariana Aydar, Heitor Dhalia, Lina Chamie, Fernando Ceylão, Leonardo Eddy, Maytê Piragibe, Roberta Estrela D’Alva, entre outros, que sempre participam da seleção em destaque dos filmes em cartaz. Além disso, em breve, o público da plataforma poderá votar nos filmes que quer assistir e compartilhar experiências. O conceito de comunidade irá além da plataforma e o espectador poderá ganhar descontos, participar de lives, ser convidado para eventos exclusivos fora do ambiente digital, ganhar ingressos de cinemas parceiros e muito mais.

Idealizada e fundada por Bruno Beauchamp, Ilda Santiago e Mayra Auad, que também são sócios da Pagu Pictures, a Filme Filme chega com o propósito de ser a comunidade de filmes mais adorada do mundo e transformar a vida das pessoas num lugar mais legal.

Confira os primeiro títulos que estarão na plataforma:

EM CARTAZ
120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa
Central do Brasil, de Walter Salles

CATÁLOGO
Los Silencios, de Beatriz Seigner
As Montanhas Se Separam, de Zhangke Jia
Lunchbox, de Ritesh Batra
Testemunha Invisível, de Stefano Mordini

DOCUMENTÁRIOS
Em Cartaz
Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck
De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli
Divinas Divas, de Leandra Leal
Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras, de Tom Volf

Catálogo
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Tsé, de Fabio Kow
SLAM – Voz de Levante, de Roberta Estrela D’Alva e Tatiana Lohmann
Amazônia Groove, de Bruno Murtinho

POPULARES
Em Cartaz
Um Banho de Vida, de Gilles Lellouche
O Grande Circo Místico, de Carlos Diegues
Morto Não Fala, de Dennison Ramalho
Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral

Catálogo
O Auto da Compadecida, de Guel Arraes
Tô Ryca, de Pedro Antônio
O Homem que Desafiou o Diabo, de Moacyr Góes
Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily

Para saber mais informações, clique aqui.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #366: Entrevistas com Irandhir Santos + Hilton Lacerda + Suzy Lopes | Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestapgmcinevitorArthur Canavarro e Irandhir Santos em cena.

Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor roteiro na última edição do Festival do Rio, Fim de Festa chega aos cinemas no dia 5 de março. Com direção e roteiro do cineasta pernambucano Hilton Lacerda, de Tatuagem, o filme é o segundo longa do diretor, que se inspirou num caso real para apresentar as mudanças que ocorrem no Brasil de hoje. Clique aqui e leia a crítica.

Irandhir Santos é o protagonista do drama em que vive um investigador de polícia encarregado de desvendar o assassinato de uma turista francesa durante o carnaval de Recife. O exibidor e distribuidor Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, faz uma participação especial no longa de Hilton, autor várias vezes premiado como roteirista de mais de 20 títulos, entre eles, Corpo Elétrico, Big Jato, Febre do Rato, Baixio das Bestas, Amarelo Manga, entre outros.

Na trama, o carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife, em Pernambuco. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Com fotografia de Ivo Lopes Araújo e trilha sonora de DJ Dolores, o longa conta também com Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Arthur Canavarro, Geyson Luiz, Nash Laila, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso e uma participação especial de Hermila Guedes no elenco.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Na primeira parte você confere um bate-papo com o protagonista Irandhir Santos, que, além de falar sobre o longa, também relembrou alguns sucessos de sua carreira. No segundo programa, conversamos com o diretor e com a atriz Suzy Lopes.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Irandhir Santos

PARTE 2:
Entrevistas com Hilton Lacerda e Suzy Lopes

Foto: Victor Jucá.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, comédia protagonizada por Samantha Schmütz

por: Cinevitor

naovamospagarnadatrailerSamantha Schmütz e Edmilson Filho em cena.

Dirigido por João Fonseca e escrito por Renato Fagundes, Não Vamos Pagar Nada traz Samantha Schmütz como protagonista da comédia que chega aos cinemas em maio. Quando a grana tá curta e a barriga vazia, vale tudo para colocar comida na mesa! Esse é um dos lemas da dona de casa Antônia, personagem de Samantha. O longa mostra com irreverência como ela e seus vizinhos fazem malabarismos para viver com pouco dinheiro sem perder o bom humor.

No filme, Samantha Schmütz contracena com alguns dos maiores comediantes brasileiros, como Edmilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flavio Bauraqui. O longa foi rodado em cinco semanas no Polo Rio Cine Vídeo e em locações na Zona Oeste da cidade.

A história retrata o Brasil atual, com um olhar ácido e hilariante, mas esperançoso, sobre moral, desigualdade e relações de poder nas sociedades contemporâneas. Antônia está desempregada e administra a casa simples em que mora com o marido, João, um sujeito honesto, religioso e de valores inflexíveis. A história começa quando ela vai ao mercado e percebe que seu dinheiro não vai dar nem para comprar o básico. Tudo aumentou e, pra piorar, o novo dono do único mercado do bairro é um sujeito sem coração, que não aceita fiado.

Quando reclama com o funcionário do mercado, o músico Criolo em participação especial, Antônia acaba contagiando os outros clientes, que também não aceitam os reajustes. Todos se revoltam contra o insensível e mercenário dono do mercado e decidem: então ninguém vai pagar nada! No corre-corre, Antônia acaba levando o que encontra pela frente, mas quando chega em casa tem que esconder as sacolas não só do marido, como dos policiais que aparecem para investigar o caso. E ainda envolve a melhor amiga, Margarida, na confusão.

Confira o trailer de Não Vamos Pagar Nada, que estreia no dia 7 de maio:

Foto: Helena Barreto.

Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019: confira a programação em São Paulo

por: Cinevitor

swinguerraabraccineCurta pernambucano: Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

No dia 12 de março acontecerá a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019, no IMS Paulista, com sessões às 18h e às 20h. Os títulos foram escolhidos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como os destaques do ano de 2019 juntamente com o vencedor da categoria Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, que terá sua estreia nos cinemas no dia 19 de março.

Como os demais filmes não têm previsão de exibição fora do circuito dos festivais, a iniciativa da Abraccine visa possibilitar que o público de diversos estados possa conferir as produções. Para isso, foram montadas duas sessões conjuntas com as obras. Assim será possível conhecer melhor o universo do curta-metragem brasileiro em 2019 e o que esperar do formato nos próximos anos.

A programação da mostra também inclui debates com a participação de profissionais da Abraccine. No IMS Paulista, ele também ocorre no dia 12 de março, após a sessão das 20h, e terá a presença do crítico Adriano Garrett e da pesquisadora Mariana Queen Nwabasili. No dia 22 de março, os paulistas terão mais uma chance de conferir os títulos. As atividades são gratuitas.

Além de São Paulo, a Mostra Abraccine – 9 Curtas de 2019 acontecerá no Rio de Janeiro, Goiânia, Salvador, Manaus, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Pelotas.

Confira a programação das sessões:

12/03 (quinta-feira)
18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

20h – Sessão 2 (seguida de debate)

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

22/03 (domingo)
16h – Sessão 2

Carne, de Camila Kater (SP)
Tea for Two, de Julia Katharine (SP)
Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE)
Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues (BA)
A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR)

18h – Sessão 1

Teoria sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
Joderismo, de Marcus Curvelo (BA)
Quebramar, de Cris Lyra (SP)
Negrum3, de Diego Paulino (SP)

Foto: Divulgação/Ponte Produtoras.

Meio Irmão

por: Cinevitor

meioirmaoposterDireção: Eliane Coster

Elenco: Natália Molina, Diego Avelino, Francisco Gomes, Dico Oliveira, Eduarda Andrade, André Andrade, Pedro Basílio, Ana Maria Souto de Oliveira, Atílio Beline Vaz, Luciana da Silva Fernandes, Daniela Aparecida Santos Fonteles, Renata Lemes, Nani de Oliveira, Marli da Costa Moreira, Aury Porto, Robson Vieira de Souza, Clayton Mariano, Gema Giavara, Luiz Eduardo Frin, José Magalhães, Rudfran Pompeu, Nara Sakarê, Cris Lopes, João Luiz Vieira, Paulinho Faria, Jennifer Glass, Paulo Faria, Kiara Felippe, Diogo Cintra, Daniele Cristina Oliveira, Thiago Freitas, Beatriz Rezende, Luisa Coelho, Laúcia Almeida, Vinícius Ribeiro, Lucas Oranmian.

Ano: 2018

Sinopse: Sandra tem dezesseis anos e sua mãe está desaparecida há dias. Desorientada e sem dinheiro, ela se vê obrigada a procurar seu meio irmão Jorge, com quem tem pouco contato. Porém, no momento em que Sandra o procura, ele está diante de uma situação difícil: Jorge gravou com seu celular, uma agressão homofóbica a um casal de namorados, acreditando não ter sido visto. No entanto, dias depois ele passa a sofrer ameaças para não divulgar as imagens. Nesta jornada, Sandra e Jorge enfrentam seus terrores e resgatam um afeto que havia se perdido.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica

por: Cinevitor

doisirmaosjornadaposterOnward

Direção: Dan Scanlon

Elenco: Tom Holland, Chris Pratt, Julia Louis-Dreyfus, Octavia Spencer, Mel Rodriguez, Kyle Bornheimer, Lena Waithe, Ali Wong, Tracey Ullman, Wilmer Valderrama, George Psarras, John Ratzenberger, Wirley Contaifer, Raphael Rossatto, Mabel Cezar, Alessandra Araujo, Mauro Ramos, César Marchetti, Adriana Pissardini, Carol Valença, Márcia Regina, Lucia Helena, Márcio Araújo, Nestor Chiesse, César Emilio.

Ano: 2020

Sinopse: Ambientada em um subúrbio de um mundo de fantasia, a animação da Disney e Pixar apresenta dois irmãos elfos adolescentes que embarcam em uma missão extraordinária para descobrir se ainda há um pouco de mágica por aí.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Fim de Festa

por: Cinevitor

fimdefestaposterDireção: Hilton Lacerda

Elenco: Irandhir Santos, Suzy Lopes, Gustavo Patriota, Amanda Beça, Safira Moreira, Leandro Vila, Ariclenes Barroso, Arthur Canavarro, Nash Laila, Hermila Guedes, Jean Thomas Bernardini, Maria Barreira, Geyson Luiz, Nínive Caldas.

Ano: 2020

Sinopse: O carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.

Crítica do CINEVITOR: Como roteirista, Hilton Lacerda escreveu diversos filmes brasileiros aclamados pela crítica, entre eles, Amarelo Manga e Febre do Rato, ambos de Cláudio Assis. Em 2013, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, o premiado Tatuagem. Com Fim de Festa, seu segundo filme de ficção na direção, já chega com os prêmios de melhor filme e roteiro no Festival do Rio do ano passado. Protagonizado pelo talentoso Irandhir Santos, a história tem como pano de fundo a festa mais alegre do ano: o carnaval. Com gostinho de ressaca, Fim de Festa apresenta uma investigação sobre uma jovem francesa que foi brutalmente assassinada no Recife. O policial Breno, papel de Irandhir, precisa investigar o crime e, para isso, interrompe suas férias. Quando chega em casa, encontra seu filho e mais alguns amigos que estão hospedados por lá. Enquanto nos revela pistas desse quebra-cabeça, Hilton constrói com maestria uma narrativa que transita por diversas camadas: além do crime, o espectador também passa a conhecer um pouco mais sobre a vida pessoal desses personagens de forma natural e instigante. É interessante também analisar a maneira como o diretor e roteirista traz o carnaval no contexto da violência; apesar de ser uma festa que celebra a alegria, é possível se deparar com um número alto de homicídios durante os festejos. Com isso, Fim de Festa traça um arco dramático que passa pelas relações afetivas e profissionais e ainda consegue construir um olhar contundente sobre o Brasil atual, que condiz muito à nossa realidade. Com um elenco talentoso, que imprime com naturalidade o texto de Lacerda, somos surpreendidos a todo instante com o desenrolar dos acontecimentos. O entrosamento entre classes e gerações é também um ponto alto de Fim de Festa e Hilton consegue expressar com empatia essas conexões sociais. Aqui, vemos jovens engajados politicamente (e virtualmente) e desprovidos de preconceito. Fala-se do amor livre, do corpo, de retrocesso, da força da tecnologia (como as notícias repercutem e são desvendadas na internet) e da luta contra o conservadorismo. Ao mesmo tempo, conecta a liberdade dessa geração com personagens mais complexos e retraídos. O roteiro segue um fluxo dinâmico por conta da costura narrativa que Hilton faz muito bem: soa natural a forma como ele cria uma situação com um determinado diálogo e, de repente, insere elementos de fora daquele assunto que se conectam. É possível conhecer um pouco mais desses personagens, mesmo sem saber muito deles, apenas com informações pontuais reveladas. Ainda que seja uma ficção, Fim de Festa é verossímil com a realidade. Muito por conta de seus personagens, suas questões emocionais e a maneira como se relacionam com o ambiente em que estão. Suzy Lopes, por exemplo, interpreta muito bem Alice, uma mulher caricata e afetada que precisa chamar atenção o tempo todo, mesmo que opte por difamar alguém por conta de sua condição financeira ou classe social: status quo. Irandhir, que transborda talento em cena, vive um pai disponível a se reinventar, porém melancólico, que carrega um passado que ainda o atormenta. Suas cenas com o filho, interpretado pelo ótimo ator Gustavo Patriota, são sempre carregadas de afeto e com diálogos interpretados com espontaneidade. Vale destacar também a cena com Hermila Guedes: um deleite de atuações. Apesar dos mistérios de um assassinato na narrativa, Fim de Festa não é um filme de suspense. O crime é mais um dos motes do roteiro, assim como as relações pessoais, profissionais, sociais e familiares. Essa mistura de acontecimentos possibilita diversas camadas de leitura do filme de Hilton Lacerda, o que o torna ainda mais interessante: enxerga-se pelo lado político e de como o Estado não dá conta de suas funções; percebe-se o impacto do carnaval na vida de seus personagens; e introduz uma certa melancolia acompanhada de uma ressaca física e moral. Fim de Festa é uma coletânea de situações e assuntos diversos muito bem orquestrada, que retrata circunstâncias atuais da nossa sociedade com verossimilhança e naturalidade. Todo carnaval tem seu fim e consequências. (Vitor Búrigo)

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com os atores Irandhir Santos e Suzy Lopes e com o diretor.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Vou Nadar Até Você

por: Cinevitor

vounadaratevoceposterDireção: Klaus Mitteldorf

Elenco: Bruna Marquezine, Peter Ketnath, Fernando Alves Pinto, Ondina Clais, Marcelo Szpektor, Fabio Audi, Eliseu Paranhos, Cristina Prochaska, Dan Stulbach, Clara Gallo.

Ano: 2019

Sinopse: A jovem fotógrafa Ophelia acredita ter descoberto quem é seu pai e, determinada, sai de Santos, a nado, rumo a Ubatuba, onde espera encontrá-lo. Antes de partir, envia-lhe uma carta avisando que está a caminho.

*Filme visto no 47º Festival de Cinema de Gramado.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com a atriz Bruna Marquezine.

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da coletiva de imprensa do filme em Gramado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Jexi, um Celular sem Filtro

por: Cinevitor

jexicelularposterJexi

Direção: Jon Lucas, Scott Moore.

Elenco: Adam Devine, Alexandra Shipp, Rose Byrne, Ron Funches, Charlyne Yi, Michael Peña, Wanda Sykes, Kid Cudi, Justin Hartley, Gavin Root, Blake Grunder, Richard Harder, Ray Reinhardt, Diana Jackson, Aaron Wilton, Kenny Lorenzetti, A.J. Kirsch, Cj Stuart, Kobee Byrd, AnnaCorey, Yianni Apostolopolous, Jamie Taylor Ballesta, Natalie Barnet, James Bumatai, Tiffany Chen, Baily Hopkins, Dawayne Jordan, Michelle Elise Shock, Joseph Zinsman.

Ano: 2019

Sinopse: Phil é viciado em seu celular, não tem amigos e sua vida amorosa é inexistente. Mas isso está prestes a mudar. Quando ele é forçado a atualizar o aparelho, o modelo mais recente vem com um recurso inesperado: Jexi, um sistema de inteligência artificial que se torna companheiro e orientador de Phil. Com sua ajuda, ele começa a viver a vida real. Mas, à medida que se torna menos dependente de seu telefone, Jexi se transforma em um pesadelo tecnológico, determinado a manter Phil sozinho, mesmo que isso signifique arruinar suas chances de encontrar o sucesso.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas 2020: conheça os finalistas

por: Cinevitor

novaiorquecanalbrasilJuan Calado e Marcélia Cartaxo no curta Nova Iorque, de Leo Tabosa.

Foi dada a largada para a 14ª edição do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas, a principal premiação dedicada a curtas-metragens no país. Onze produções vencedoras do Prêmio Canal Brasil de Curtas, honraria concedida pelo Canal Brasil nos principais festivais de cinema brasileiro no valor de R$ 15 mil, estão no páreo pelo prêmio de R$ 50 mil.

Em mais de uma década de estímulo à produção audiovisual brasileira, o Canal Brasil tornou-se um grande parceiro de novos realizadores da sétima arte nacional. Com R$ 350 mil concedidos em premiações ao longo de 14 edições, além de mais de R$ 500 mil na aquisição de curtas-metragens, o canal consagrou cineastas ainda em início de carreira e que vieram a encantar crítica e público; destaque para as premiações concedidas a Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio (2010), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006) e Eletrodoméstica (2005); André Ristum, por Nello’s (2009); Gabriel Mascaro, por A Onda Traz, o Vento Leva (2013); e Juliana Rojas, por O Duplo (2012).

A votação já está aberta (clique aqui) e o ganhador será escolhido por voto popular. O encerramento será no dia 23 de março, às 18h, e o resultado vai ser anunciado no dia 24, às 18h30, ao vivo no Instagram e no Facebook do Canal Brasil, com a repórter Maria Clara Senra e o (a) diretor (a) do curta vencedor.

Conheça os finalistas:

Outras, de Ana Julia Travia (Mostra de Cinema de Tiradentes)
Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários)
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro (Cine PE)
Guaxuma, de Nara Normande (Anima Mundi)
O Vestido de Myriam, de Lucas H. Rossi (Cine Ceará)
Nova Iorque, de Leo Tabosa (Festival de Cinema de Gramado)
O Órfão, de Carolina Markowicz (Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum)
Mesmo Com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
Um Corpo Feminino, de Thais Fernandes (Curta Cinema)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade)
Plano Controle, de Juliana Antunes (Janela Internacional de Cinema do Recife)

Os filmes podem ser assistidos no Canal Brasil Play, clique aqui.

Foto: Alex Costa.

Mostra Manifestos para Adiar o Fim do Mundo: programação conta com exibições de documentários e debates

por: Cinevitor

fransdoccinemaFrans Krajcberg: Manifesto reestreia no dia 12 de março.

Muito se fala sobre o Antropoceno, período ecológico chamado de Era da Humanidade. A ação humana está provocando intensas mudanças e alterando drasticamente o funcionamento do fluxo natural do planeta, causando impactos em cascata a ponto de se tornarem irreversíveis. Os cientistas alertam que o fim desta era irá provocar a sexta extinção em massa das espécies. Neste caso, nossa própria espécie, o homo sapiens seria atingido em cheio.

Cada um dos diretores dos filmes que participam da Mostra Manifestos para Adiar o Fim do Mundo, cada qual à sua maneira, escreveu seu próprio Manifesto, seja abordando a questão da ocupação desordenada da terra pelo homem desperdiçando os recursos naturais, patrimônio de toda a humanidade; seja a questão do direito ancestral à terra, o respeito pelos direitos humanos e pela diversidade cultural da humanidade; seja a denúncia sobre o cruel processo de genocídio de um grupo indígena no Brasil.

O objetivo desta Mostra de filmes é conscientizar as pessoas de que precisamos nos reinventar como espécie compartilhando do mesmo propósito, o de viver em harmonia com a natureza.

Nesta primeira edição, Regina Jehá conversa com seus convidados após a exibição de cada filme, que acontecerá no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca, sempre às 19h30. Seu filme Frans Krajcberg: Manifesto reestreia na semana seguinte à Mostra, dia 12 de março.

PROGRAMAÇÃO:

Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra (Brasil, 2019)
Direção: Jorge Bodanzky e João Farkas
Sinopse: Fazendeiro no Pantanal do Mato Grosso, Ruivaldo Nery de Andrade ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário aborda as consequências do assoreamento do Rio Taquari.
Dia e horário: 5/3, 19h30
Sessão seguida de debate com os diretores e Regina Jehá

500 Almas
Direção: Joel Pizzini (Brasil, 2005)
Sinopse: O delicado processo de reconstrução da memória e da identidade dos índios Guatós através de depoimentos dos próprios membros da comunidade e de reconstituições de crimes realizados por homens brancos contra eles; uma tribo indígena da região do Pantanal mato-grossense que foi descoberta muitos e muitos anos após ter sido considerada extinta e que atualmente se encontra disperso pela área.
Dia e horário: 6/3, 19h30
Sessão seguida de debate com o diretor e Regina Jehá

Martírio
Direção: Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida (Brasil, 2016)
Sinopse: Uma análise da violência sofrida pelo grupo Guarani Kaiowá, uma das maiores populações indígenas do Brasil nos dias de hoje e que habita as terras do centro-oeste brasileiro, entrando constantemente em conflito com as forças de repressão e opressão organizadas pelos latifundiários, pecuaristas e fazendeiros locais, que desejam exterminar os índios e tomar as terras para si.
Dia e horário: 7/3, 19h30
Sessão terá abertura com a presença da Regina Jehá

Frans Krajcberg: Manifesto
Direção: Regina Jehá (Brasil, 2019)
Sinopse: Frans Krajcberg se prepara para expor suas obras e receber a grande homenagem da 32ª Bienal de Arte de São Paulo, enquanto desvela suas memórias e reflexões. Recentemente falecido, a vida do artista foi uma luta implacável contra a loucura destrutiva do homem, desde o fogo da 2ª Guerra Mundial às queimadas na Região Amazônica. O destino de um homem extraordinário inserido na história do seu tempo, comprometido com sua arte e profundamente vivo para sempre.
Dia e horário: 8/3, 19h30
Sessão seguida de debate com a diretora Regina Jehá e Sonia Guarany

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2020

por: Cinevitor

hongsangsooberlim2020O cineasta sul-coreano Hong Sang-soo na premiação: melhor direção.

Foram anunciados neste sábado, 29/02, os vencedores do 70º Festival de Berlim. Neste ano, o júri foi presidido pelo ator Jeremy Irons e contou com a presença do cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho entre os integrantes. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o drama Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof.

O cinema brasileiro estava na disputa pelo Urso de Ouro com Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra, que, infelizmente não foi premiado. Porém, o drama Los conductos, de Camilo Restrepo, uma coprodução entre França, Colômbia e Brasil, ficou com o prêmio de melhor filme de estreia.

Além dos grandes vencedores, também foram anunciados, anteriormente, os premiados pelo júri independente, como o Teddy Award, que elege os melhores filmes com temática LGBTQ+. O Prêmio Amnesty, que tem como objetivo chamar a atenção do público e representantes do setor cinematográfico para o tema dos direitos humanos e encorajar os cineastas a abordá-lo, foi entregue para o documentário americano Welcome to Chechnya, de David France.

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2020:

COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR FILME:
Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof (Alemanha/República Checa/Irã)

URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI:
Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman (EUA)

URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Hong Sang-soo, por Domangchin yeoja (The Woman Who Ran)

URSO DE PRATA | MELHOR ATRIZ:
Paula Beer, por Undine

URSO DE PRATA | MELHOR ATOR:
Elio Germano, por Volevo nascondermi (Hidden Away)

URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO:
Favolacce (Bad Tales), escrito por D’Innocenzo Brothers

URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
Jürgen Jürges pela direção de fotografia de DAU. Natasha

URSO DE PRATA | 70th BERLINALE:
Effacer l’historique (Delete History), de Benoît Delépine e Gustave Kervern (França/Bélgica)

COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM:

URSO DE OURO | MELHOR CURTA: T, de Keisha Rae Witherspoon (EUA)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI: Filipiñana, de Rafael Manuel (Filipinas/Reino Unido)
PRÊMIO AUDI: Genius Loci, de Adrien Mérigeau (França)
Curta-metragem indicado ao European Film Awards: It Wasn’t the Right Mountain, Mohammad, de Mili Pecherer (França)

PRÊMIO GWFF | MELHOR FILME DE ESTREIA: Los conductos, de Camilo Restrepo (França/Colômbia/Brasil)
PRÊMIO GWFF | MENÇÃO ESPECIAL: Nackte Tiere (Naked Animals), de Melanie Waelde (Alemanha)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD: Irradiés (Irradiated), de Rithy Panh (Camboja/França)
BERLINALE DOCUMENTARY AWARD | MENÇÃO ESPECIAL: Aufzeichnungen aus der Unterwelt (Notes from the Underworld), de Tizza Covi e Rainer Frimmel (Áustria)

MOSTRA PANORAMA | PRÊMIO DO PÚBLICO:

MELHOR FILME DE FICÇÃO: Otac (Father), de Srdan Golubović (Sérvia/França/Alemanha/Croácia/Eslovênia/Bósnia e Herzegovina)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)

JÚRI ECUMÊNICO:

Competição Oficial: Sheytan vojud nadarad (There Is No Evil), de Mohammad Rasoulof (Alemanha/República Checa/Irã)
Panorama: Otac (Father), de Srdan Golubović (Sérvia/França/Alemanha/Croácia/Eslovênia/Bósnia e Herzegovina)
Panorama | Menção Especial: Saudi Runaway, de Susanne Regina Meures (Suíça)
Forum: Seishin 0 (Zero), de Kazuhiro Soda (Japão/EUA)

PRÊMIO FIPRESCI:

Competição Oficial: Undine, de Christian Petzold (Alemanha/França)
Panorama: Mogul Mowgli, de Bassam Tariq (Reino Unido)
Panorama | Menção Especial: A l’abordage, de Guillaume Brac (França)
Forum: The Twentieth Century, de Matthew Rankin (Canadá)
Forum | Menção Especial: Ouvertures, de Louis Henderson, Olivier Marboeuf e The Living and the Dead Ensemble (Reino Unido/França)
Encounters: A metamorfose dos pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)

PRÊMIO AMNESTY | FILME INTERNACIONAL: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)
URSO DE OURO HONORÁRIO: Helen Mirren

Para conhecer outros vencedores dos prêmios entregues pelo júri independente, clique aqui.

Foto: Getty Images Europe.