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Conheça os filmes selecionados para o 10º Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú

por: Cinevitor

gildanomacceviajantesGilda Nomacce no curta As Viajantes, de Davi Mello.

O Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú apresenta o melhor do cinema brasileiro e estrangeiro para o público. A curadoria busca apresentar o trabalho de diretores estreantes ou consolidados, que estimulem diferentes tipos de sensibilidade, através de filmes exclusivos e inéditos de longa, média e curta-metragem, além de obras audiovisuais inovadoras realizadas em diferentes formatos de produção e destinadas às variadas formas de exibição.

Nesta edição comemorativa de dez anos do FICBC, o evento acontecerá entre os dias 26 de novembro e 6 de dezembro no espaço da Arthousebc e no Estaleiro Village, na praia do Estaleiro, com filmes de vários países, oficinas e debates. O festival seguirá todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19.

A programação é dividida em várias sessões: na Internacional, filmes brasileiros e estrangeiros fazem sua estreia internacional ou nacional; a sessão Vivo é aberta a novas manifestações da linguagem audiovisual através de novos meios de produção e diferentes suportes de exibição; já a sessão Catarina projeta filmes realizados por diretores catarinenses ou que possuam alguma relação (diretor, produtor, elenco, equipe, locação, outros) com o estado de Santa Catarina; a Noturna abre uma janela para o cinema fantástico em sessões noturnas; e a Corujinha traz filmes para todas as idades, formando jovens cinéfilos.

Os filmes selecionados são avaliados pelo Júri Oficial, que escolhe os vencedores da Coruja de Ouro em diversas categorias. O festival poderá contemplar uma produção de longa-metragem com o Prêmio de Distribuição, que garantirá a distribuição do filme no circuito comercial brasileiro de cinema. As produções também serão premiadas pelo Prêmio do Público e pelo Prêmio da Crítica.

Conheça os filmes selecionados para o 10º Festival Internacional de Cinema em Balneário Camboriú:

SESSÃO INTERNACIONAL | LONGA-METRAGEM

As Fúrias (Las Furias), de Tamae Garateguy (Argentina)
Cidade Pequena em Wisconsin (Small Town Wisconsin), de Niels Mueller (EUA)
Colômbia em Meus Braços (Colombia in My Arms), de Jenni Kivistö e Jussi Rastas (Noruega/Dinamarca/França/Colômbia)
De Olhos Fechados (Iz zavyazanymy ochyma), de Taras Dron (Ucrânia)
Desaparecer, de Gwai Lou (Espanha)
Nona – Se Me Molham Eu Os Queimo (Nona. Si me mojan, yo los quemo), de Camila José Donoso (Chile/França/Brasil)
O Nome das Flores (Los nombres de las flores), de Bahman Tavoosi (Bolívia)
Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil/França)
Um Burro Chamado Geronimo (Der Esel hieß Geronimo), de Arjun Talwar e Bigna Tomschin (Alemanha)
Um Crime em Comum (Un crimen común), de Francisco Marquez (Argentina/Brasil/Suíça)

SESSÃO INTERNACIONAL | MÉDIA-METRAGEM

Calor, de Martin Liji (Argentina)
Chuveiro (Sekt), de Eric M. Weglehner (Áustria)
Fabiu, de Stefan Langthaler (Áustria)
Flor Azul, de Saadi Constantine (Suíça)
Homens Pink, de Renato Turnes (Brasil)
Lar, e um Arquivo Distante (Home, and a Distant Archive), de Dorothy Cheung (Hong Kong)
Mulheres da Terra, de Isadora Carneiro, Katia Lund e Mayara Boaretto (Brasil)
Passeata (Parede), de Yohann Gloaguen (França)

SESSÃO INTERNACIONAL | CURTA-METRAGEM

Acabarei na Prisão (I’ll End Up in Jail), de Alexandre Dostie (Canadá)
Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro (Brasil)
Barroco (Baroque), de Chrysa Koutrakou (Grécia)
Cheito, de Alejandro Sandoval Bertín (Colômbia)
Cleo, de Arthur Ianckivicz (Brasil)
Gilson, de Vitoria Di Bonesso (Brasil)
Gosta de Poesia?, de Eduardo Mattos (Brasil)
Kini, de Hernan Olivera (Uruguai)
Leite de Limão (Lemon Milk), de Wylie Chan Wai Yee (Hong Kong)
O Eletricista e as Três Elfas (The Electrishman and the three Elves), de Fabian Joest (Espanha)
O Retratista (The Portraitist), de Roman Kosov (Rússia)
Troca por Troca, de Pedro M. Afonso (Portugal)

SESSÃO VIVO | LONGA-METRAGEM

Estamos Aqui Agora (Vi er her nå), de Mariken Halle (Noruega)
Fendas, de Carlos Segundo (Brasil)

SESSÃO VIVO | MÉDIA-METRAGEM

O que Acontece Quando Nada Acontece, de Alcimar Verissimo (Brasil)
O Velho Homem Sonhava Sobre Os Leões – Volume I (The Old Man Was Dreaming About The Lions – Volume Ⅰ), de Moojin Brothers (Coreia)

SESSÃO VIVO | CURTA-METRAGEM

Corações Delicados (Tender Hearts), de Lauren Jevnikar (EUA)
Haiku, de Martin Gerigk (Alemanha)
Leite Selecionado – Adicionado de Pó Reconstituído de Leite Totalmente Pasteurizado e Homogeneizado (Selected Milk Added from Reconstituted Milk Powder Whole Pasteurized Homogenized), de Jose Luis Ducid (Espanha)
Natureza. Prado. Céu. Plano Longo. (Nature. Meadow. Sky. Long Shot.), de Yannick Mosimann (Suíça)
Rebocando o Pavilhão Philips, de Filipe Maliska e Kauê Werner (Brasil)
Um Novo Normal (A New Normal), de Luzie Loose (Alemanha)

SESSÃO NOTURNA | LONGA-METRAGEM

Rio em Chamas (The Flaming River), de Dima Kosygin (Ucrânia)

SESSÃO NOTURNA | MÉDIA-METRAGEM

Animais Anônimos (Les Animaux Anonymes), de Baptiste Rouveure (França)
Mamãe têm um Demônio, de Demmerson Souza (Brasil)

SESSÃO NOTURNA | CURTA-METRAGEM

As Viajantes, de Davi Mello (Brasil)
Cuidado com os Australianos (Watch Out For Australians), de Steven Arriagada e Kuni Hashimoto (Austrália)
Estudos em Huningue/Basel ou a Árvore para Dormir (Etudes à Huningue/Bâle ou l’Arbre pour Dormir), de Lutz P. Kayser (Alemanha)
Fim da Rua (End Of The Road), de Ahmad Adnan Al-Sharif (Qatar)
Mar (Mare), de Guille Vásquez (Espanha)
Salgado e Doce (Salty, Sweet), de Péter Hajmási (Hungria)
Um Golpe de Sorte, de Antonia Baudouin (Argentina)

SESSÃO CATARINA | MÉDIA-METRAGEM

As Rendas de Dinho, de Adriane Canan (Florianópolis)
Desassossego, de Fabiana Pena (Florianópolis)

SESSÃO CATARINA | CURTA-METRAGEM

Chave Paraíso, de Marcos Pacheco (Garopaba)
Copi, de André Gevaerd (Balneário Camboriú)
Diálogo com a Morte, de Willian Bongiolo (Içara)
Estilhaços, de Julie de Oliveira (Florianópolis)
Estou a Contar Cerejas, de Gabriele Mendonça (Florianópolis)
Travesia, de Décio Gorini e Sander Hahn (Criciúma)

CORUJINHA | CURTA-METRAGEM

Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (Brasil)
Campo (Pastourelle), de Maria Giménez Cavallo (França)
Espírito das Garotas Afogadas (Spirit of the Drowning Girls), de Runze Cao (China)
Frágil (Fragille), de Kholood Al Ali (Qatar)
Glitter Model, de Angelo Nunes (Brasil)
Mimi Conhece Livros (Mimi Meets Books), de Yih-Fen Chou (Taiwan)
Mimi Diz Não (Mimi Says No), de Yih-Fen Chou (Taiwan)
Nano, de Christian Pincheira (Chile)
Narratal de Faz de Contos, de Diego Rezende (Brasil)
Padrões (Patterns), de Tomoko Inaba (Japão)
Um Homem, Uma Verdade (Un Homme, Un Vrai), de Aurélian Mathieu (França)
Uma Carta para Meu Amigo na França (A Letter To My Friend In France), de Akram Elbezzawy (Egito)

FOCO ARGENTINA
*Festival parceiro: FESAALP, Festival de cine latinoamericano de La Plata

As Fúrias, de Tamae Garateguy (Argentina)
Calor, de Martin Liji (Argentina)
Copi, de André Gevaerd (Balneário Camboriú)
Leite Selecionado – Adicionado de Pó Reconstituido de Leite Totalmente Pasteurizado e Homogeneizado, de Jose Luis Ducid (Espanha)
Um Crime em Comum, de Francisco Marquez (Argentina/Brasil/Suíça)
Um Golpe de Sorte, de Antonia Baudouin (Argentina)

Foto: Viktor Ximenes Ferraz.

Dias

por: Cinevitor

diasposter1Rizi

Direção: Tsai Ming-Liang

Elenco: Anong Houngheuangsy, Lee Kang-sheng.

Ano: 2020

Sinopse: Kang mora sozinho em uma casa grande. Através de uma fachada de vidro, ele olha para as copas das árvores açoitadas pelo vento e pela chuva. Sente uma dor estranha de origem desconhecida que mal consegue suportar e que se espalha por todo o seu corpo. Non vive em um pequeno apartamento em Bancoc, onde prepara metodicamente pratos tradicionais de sua aldeia natal. Quando Kang encontra Non em um quarto de hotel, os dois homens compartilham sua solidão. Ambos esquecem o lado duro da realidade por uma noite, e talvez até se aproximem da verdade, antes de retornarem ao seu cotidiano.

Crítica: O consagrado cineasta Tsai Ming-Liang, figurinha carimbada nos mais importantes festivais internacionais, segue sem decepcionar seus admiradores. Com Dias, premiado no Teddy Award do Festival de Berlim deste ano, ele continua a exercitar seu olhar observador. Entre planos longos, com pouquíssimos diálogos, o diretor posiciona sua câmera a fim de acompanhar a rotina de seus protagonistas sem cortes. Tal escolha leva o espectador para uma imersão naquele cotidiano, acompanhando lentamente cada movimento em cena. Aqui, qualquer plano, imediatamente, sugere uma reflexão; seja de um personagem sentado olhando através de uma janela ou preparando um prato tradicional. O silêncio, que por si só já diz muita coisa, só é quebrado por conta de sons habituais, como os pingos da chuva ou do chuveiro, por exemplo. Sem pressa, Tsai Ming-Liang convida o espectador para se debruçar naqueles costumes e tentar desvendar a vida daqueles dois homens, que vivem em realidades diferentes. Há também espaço para o externo: como a cidade e outros indivíduos se movimentam no dia a dia? Ainda que retrate a solidão, Dias traz uma certa sensibilidade quando cruza os caminhos de seus protagonistas. É nesse encontro, inicialmente tímido, que se constrói o afeto; sem muitas palavras, os corpos entrelaçados naquele quarto de hotel falam mais sobre aqueles dois do que qualquer diálogo verborrágico que poderia ser incluído para contar suas histórias e, até mesmo, angústias. Antes de finalizar sua narrativa, Tsai Ming-Liang ainda entrega um grand finale afável e, de certo modo, despretensioso, mas que deixa marcas em seus protagonistas. Dias é sobre solidão, mas também sobre ciclos que provavelmente se repetem e se completam em um vazio físico e sentimental. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Shirley

por: Cinevitor

shirleyposter1Direção: Josephine Decker

Elenco: Elisabeth Moss, Michael Stuhlbarg, Odessa Young, Logan Lerman, Victoria Pedretti, Robert Wuhl, Paul O’Brien, Orlagh Cassidy, Bisserat Tseggai, Allen McCullough, Tony Manna, Molly Fahey, Edward O’Blenis, Ryan Spahn, Vincent McCauley, Emily Decker, Kecia Lewis, Alexandria Sherman, Margarita Allen, Melissa Chanza, Mick Coleman, Lexa Hayes, Adelind Horan, Rosemary Howard, Ava Langford, Susan Nido, Thomas Racek, Louise Schoene, Steve Vinovich.

Ano: 2020

Sinopse: Duas personalidades imponentes estão no centro deste drama atmosférico: a escritora de terror Shirley Jackson e seu marido, Stanley Hyman, crítico literário e professor universitário. Quando o estudante de graduação Fred Nemser e sua esposa grávida, Rose, vão morar com os Hymans no outono de 1964, eles se veem envoltos sob o encanto e o magnetismo dos brilhantes e pouco convencionais anfitriões. Porém, a necessidade de Shirley de alimentar sua criatividade e escrita é uma força voraz que ameaça devorar o relacionamento do jovem casal.

Crítica: Shirley Jackson foi uma escritora americana conhecida por suas histórias de horror e suspense. Suas obras começaram a fazer sucesso no final da década de 1940 e são lembradas até hoje. Algumas ganharam adaptações cinematográficas, teatrais e televisivas; outras serviram para estudos acadêmicos. Em Shirley, de Josephine Decker, filme baseado no livro homônimo escrito por Susan Scarf Merrell, conhecemos um pouco mais sobre a intimidade da autora. Exibido em Berlim e premiado no Festival de Sundance, o longa não segue os moldes de uma cinebiografia clássica, que narra desde a infância até a morte. Aqui, o espectador é apresentado a um período específico da vida da escritora; muito interessante, diga-se de passagem. Casada com Stanley Hyman, crítico literário e professor universitário, passa a conviver com um jovem casal em sua casa: Fred e Rose; ele acompanhará Hyman em suas aulas, ela, grávida e admiradora dos livros de Shirley, terá que se adaptar a uma nova rotina caseira. Essa nova convivência diária gera, imediatamente, uma tensão entre os casais. Primeiro, de uma maneira até certo ponto agressiva com provocações e insultos. Depois, inicia-se um jogo de paciência entre algumas humilhações. E, por fim, uma tensão sexual que se espalha por todos os cômodos. Elisabeth Moss, no papel da personagem-título, entrega uma atuação magistral. A força de sua personagem começa pelo olhar sempre desconfiado e segue em uma crescente e excepcional transformação ao desenrolar da narrativa. Com a sensação de estar sempre à beira de um ataque de nervos, Shirley, fumante compulsiva e ansiosa por natureza, utiliza do deboche para testar seus inquilinos e, algumas vezes, o próprio marido, vivido brilhantemente por Michael Stuhlbarg. Sarcástica, aproveita a situação para tentar desbloquear seu processo criativo e, a partir daqui, embala em uma nova aventura. Uma nova história surge para um novo livro e a virada dramática de Shirley se torna ainda mais interessante e inquietante. Mais próxima de Rose, interpretada pela talentosa Odessa Young, enxerga na jovem moça uma provável fonte de inspiração para sua criatividade. A aproximação entre elas ganha mais intimidade e, Shirley, mesmo que egoísta, aos poucos, permite sentir tal conexão da maneira mais natural possível. O clima entra elas muda, as personalidades se misturam e a transformação de ambas as personagens potencializa a trama. Há uma certa inversão de papéis e uma integração entre as histórias: a da ficção com a realidade. O novo livro da autora praticamente se transforma em um filme dentro do próprio filme. Com a fotografia de Sturla Brandth Grøvlen, que insere com espontaneidade o espectador naquela intimidade, é possível sentir a transição física e mental dessas duas mulheres. Agora movida pela paixão, Shirley transcende, vai além do seu imaginário e embarca em uma viagem pessoal e avassaladora de emoções para concluir seu trabalho; nem que seja preciso arrastar para sua loucura os mais próximos. Assim, Josephine Decker mergulha na psique de suas protagonistas e cria um universo paralelo entre elas; sem as cobranças sociais machistas, sem crises conjugais, sem surtos constantes e sem preocupações domésticas. Shirley vai muito além de uma cinebiografia e se destaca por desbravar o instinto das personagens colocando em evidência seus desejos, loucuras, descontroles e aventuras; seja na ficção, na realidade ou em um jogo perigoso de sedução e vaidade. Resta saber quem suportará até o final. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição

por: Cinevitor

issonaoenterroposter1This Is Not a Burial, It’s a Resurrection

Direção: Lemohang Jeremiah Mosese

Elenco: Mary Twala, Jerry Mofokeng, Makhaola Ndebele, Tseko Monaheng, Siphiwe Nzima-Ntskhe, Thabiso Makoto, Thabo Letsie, Silas Taunyane Monyatsi, Mochesane Kotsoane, Shoaepane Joseph Sehahle, Matsoso Monyatsi, Ntsoaki Letsie, Molengoane Sello, Aleandro Florio, Sarah Weber, Tsele C. Sekoala, Kabelo Tlali, Lineo Shea, Matseliso Tschlo, Mohlominyana Hlauli, Sekasa Shea, Tamane Tamane, Malebecca Hlauli, Malehlohonolo Lechoba, Masentle Letsie, Masethabela Nnona.

Ano: 2019

Sinopse: Nas montanhas do Lesoto, uma viúva de 80 anos chamada Mantoa aguarda ansiosamente o retorno do filho, que trabalha nas minas da África do Sul, quando recebe a notícia de sua morte. Ávida pelo próprio fim após a perda do último membro remanescente da família, ela coloca seus negócios em ordem e toma providências para ser enterrada no cemitério local. Seus minuciosos planos são repentinamente perturbados pela notícia de que as autoridades pretendem inundar toda a região para construir uma barragem para um reservatório e, por consequência, reassentar a aldeia onde ela vive. Mantoa, então, resolve defender o patrimônio espiritual da comunidade. Na contraposição entre novo e antigo, entre nascimento e morte, o filme faz uma reverência à terra. Pelos olhos de Mantoa, vemos que há muita escuridão para enfrentar, mas, no final das contas, esta é uma história sobre a resiliência do espírito humano.

Crítica: Premiado em diversos festivais, entre eles, Sundance e Hong Kong, Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição, é, primeiramente, um espetáculo visual; pelas paisagens das montanhas de Lesoto, mas, principalmente, pelos belíssimos enquadramentos de Pierre de Villiers, que assina a direção de fotografia. O contraste deslumbrante entre as cores, seja dos figurinos ou da direção de arte, é apresentado em planos muito bem elaborados, cuja presença de cada objeto cênico ou personagem não aparece em vão. Tudo é muito bem pensado para construir uma atmosfera carregada de ancestralidade e apego emocional. Para isso, há também a forte presença de Mary Twala em cena, que interpreta a protagonista Mantoa. Depois de perder o filho, ela decide se entregar para a morte, que já lhe acompanha há um tempo. A morte, aliás, ronda aquele vilarejo constantemente em seus rituais, costumes e cotidiano. A história ganha um novo rumo com a notícia de que uma barragem será construída naquele local, sugerindo então, que os moradores sejam realocados e que deixem suas lembranças para trás. Imediatamente, Mantoa se posiciona contra e parte para uma guerra pessoal para manter o patrimônio espiritual de sua aldeia, respeitando, principalmente, cada cova cavada. Sua maior preocupação é o descaso com as memórias daqueles moradores; o cemitério, principal ligação material com os mortos, está prestes a desaparecer e com isso, também toda a simbologia que acompanha o rito de passagem daqueles que já se foram. Para Mantoa, isso é inadmissível; ainda mais no momento em que preparava seu próprio enterro. Tal desprezo lhe causa ainda mais a sensação de não pertencer a esse lugar, que não lhe acolhe mais e a deixou sozinha; Mantoa prefere estar ao lado de sua família e, para isso, precisa morrer, mesmo que seja necessário cavar sua própria cova. Sua determinação acaba lhe causando algumas consequências, assim como suas escolhas, mas o fato de imaginar que aquele lugar possa desaparecer sem deixar vestígios, faz com que a protagonista busque forças inimagináveis para impedir a catástrofe. Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição fala não só da morte de um ente querido, mas também do falecimento de uma cultura tomada pelo mundo exterior, que, por conta de interesses nada afetivos, tenta controlar sem compaixão alguma aquela aldeia. O cineasta Lemohang Jeremiah Mosese, que também assina o roteiro, constrói uma tensão narrativa que permeia o filme durante toda sua projeção; para isso, conta também com um elogiável trabalho de som e trilha sonora, que fortalece essa escolha diegética. Há uma força descomunal nessa protagonista tão bem interpretada, que dialoga com eficácia entre o luto e a resiliência. Não é à toa que Isso Não é um Enterro, é uma Ressurreição cita Gênesis, que antecede o Êxodo. Há uma busca pela paz e por conquistas. Nada aqui é por acaso, nem a morte; essa que convive diariamente com Mantoa. Em certo momento, logo no início, o narrador da história reflete: “os mortos enterram seus mortos”. Ao final, tudo se encaixa: Mantoa, que tem mais força que a própria morte, definitivamente não se encaixa mais naquele lugar. (Vitor Búrigo) 

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Fábulas Ruins

por: Cinevitor

fabulasruinsposter1Favolacce

Direção: Damiano D’Innocenzo e Fabio D’Innocenzo (Fratelli D’Innocenzo)

Elenco: Elio Germano, Tommaso Di Cola, Giulietta Rebeggiani, Gabriel Montesi, Justin Korovkin, Barbara Chichiarelli, Lino Musella, Ileana D’Ambra, Max Malatesta, Aldo Ottobrino, Cristina Pellegrino, Giulia Melillo, Laura Borgioli, Enrico Pittari, Sara Bertelà, Federico Majorana, Raquel Electra, Giulia Galiani, Massimiliano Tortora, Max Tortora.

Ano: 2020

Sinopse: Era uma vez, um pequeno subúrbio familiar nos arredores de Roma, onde o calor alegre do verão camufla uma atmosfera sufocante de alienação. À distância, as famílias parecem normais, mas é uma ilusão: nas casas, nos pátios e nos jardins, o silêncio envolve o sadismo sutil dos pais, a passividade das mães e a indiferença culpada dos adultos. Porém, é o desespero e a raiva reprimida das crianças que irá revelar essa fachada grotesca, com consequências devastadoras para toda a comunidade.

Crítica: O italiano Fábulas Ruins, vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim, começa com uma narração com o seguinte aviso: “Esse filme é baseado em uma história verídica. A história verídica é baseada em uma história fictícia. A história fictícia não é muito inspirada”. O recado já alerta o espectador para um tom irônico que acompanhará os próximos 98 minutos de projeção. Além disso, a estonteante fotografia de Paolo Carnera salta aos olhos ao apresentar aquele subúrbio. Aqui, tudo é muito bem alinhado e organizado esteticamente, como por exemplo os enquadramentos elaborados que conversam coerentemente com a direção de arte e figurino em cores escaldantes que remetem ao verão retratado na telona. Tal organização estética logo se contrapõem ao descontrole das personagens, algo que soa muito interessante na narrativa. Enquanto os objetos cênicos estão perfeitamente alocados e as paredes coloridas intactas, os moradores daquelas casas aparecem eufóricos e, em certos momentos, até desequilibrados. O nonsense transita sem interferência na narrativa em meio a conversas em voz alta e atitudes exaltadas, características marcantes do tal exagero italiano. Os irmãos Damiano e Fabio D’Innocenzo, que assinam a direção e o roteiro, criam uma atmosfera lunática com ótimas interpretações. Há também uma preocupação entre os integrantes daquelas famílias de transparecer uma vida perfeita para os outros e, assim, se exaltam em frivolidades cotidianas e escondem mentiras e falsidades debaixo do tapete. Porém, quando as luzes se apagam, tal felicidade se desmorona e uma outra realidade é revelada; com consequências, quase sempre desagradáveis, de certas atitudes grotescas e questionáveis. Fábulas Ruins lembra obras como o premiado Beleza Americana e a série Desperate Housewives, no sentido narrativo, e o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, em relação à estética. Há um exagero compreensível na trama, que funciona para a construção do arco dramático; vale destacar a cena da piscina de plástico (sem mais comentários para não dar spoiler). Os irmãos D’Innocenzo, por meio da ficção e com um toque de humor ácido, retratam uma sociedade bastante verossímil em relação aos dias de hoje, na qual o conflito de gerações desenvolve relações pouco afetuosas e até descartáveis. Fábulas Ruins traz uma perturbação que ronda aquele subúrbio e um desfecho, de certo modo, surpreendente. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Morre, aos 90 anos, o ator Sean Connery

por: Cinevitor

seanconnerymorreO eterno James Bond e mais de noventa filmes ao longo da carreira.

Morreu neste sábado, 31/10, aos 90 anos, o ator escocês Sean Connery, conhecido por ter sido o primeiro intérprete do agente secreto James Bond nos cinemas. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Connery estava doente há algum tempo e morreu enquanto dormia em sua casa em Nassau, capital das Bahamas.

Nascido em Edimburgo, na Escócia, Sean Connery trabalhou como motorista de caminhão, leiteiro, jogador de futebol e modelo vivo antes de ingressar no mundo artístico. Depois de ficar em terceiro lugar no concurso de Mister Universo, foi convencido por um amigo a fazer um teste para a peça musical South Pacific, que acabou lhe abrindo muitas portas para sua nova carreira.

Como ator, começou em curtas-metragens e pequenas participações em seriados de TV. Seu primeiro longa foi o policial No Road Back, de Montgomery Tully, lançado em 1957. Depois disso, atuou em diversas produções.

Porém, o reconhecimento mundial aconteceu em 1962 quando interpretou James Bond, pela primeira vez, em O Satânico Dr. No, de Terence Young. Com isso, foi indicado ao prêmio de melhor ator em filme de ação no Laurel Awards. Depois de inaugurar uma das mais bem sucedidas franquias cinematográficas, na qual atuou em seis filmes oficiais, Connery ganhou ainda mais destaque no cinema.

No papel do agente secreto mais famoso das telonas, criado pelo escritor Ian Fleming, também apareceu em: Moscou Contra 007, de Terence Young; 007 Contra Goldfinger, de Guy Hamilton, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator em filme de ação no Laurel Awards; 007 Contra a Chantagem Atômica, de Terence Young, que lhe rendeu outro prêmio no Laurel Awards; Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, de Lewis Gilbert; 007 – Os Diamantes São Eternos, de Guy Hamilton; e 007 – Nunca Mais Outra Vez, de Irvin Kershner, que não faz parte da saga original.

sean007Bond, James Bond: cena de 007 Contra Goldfinger, de 1964.

Além do personagem marcante, Sean Connery também atuou em diversas produções que fizeram sucesso, como: Os Intocáveis, de Brian De Palma, que lhe rendeu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante, em 1988, e uma indicação ao BAFTA. Ainda pelo papel de Jim Malone, foi eleito o ator do ano pelo London Critics Circle Film Awards e premiado na National Board of Review.

Dirigido por Jean-Jacques Annaud em O Nome da Rosa, Connery levou o prêmio de melhor ator no BAFTA, o Oscar britânico, e também no German Film Awards. Por sua atuação em Indiana Jones e a Última Cruzada, de Steven Spielberg, também foi indicado ao BAFTA e ao Globo de Ouro e premiado no Jupiter Award como melhor ator internacional.

Ao longo da carreira, se destacou em filmes como: A Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, que lhe rendeu outra indicação ao BAFTA; Outland: Comando Titânio, de Peter Hyams; Armadilha, de Jon Amiel, no qual foi indicado ao Framboesa de Ouro ao lado da parceira de cena Catherine Zeta-Jones; A Rocha, de Michael Bay; Os Bandidos do Tempo, de Terry Gilliam; A Colina dos Homens Perdidos, de Sidney Lumet; Encontrando Forrester, de Gus Van Sant, que também atuou como produtor e foi indicado ao Satellite Awards; Marnie, Confissões de uma Ladra, de Alfred Hitchcock; Ver-te-ei no Inferno, de Martin Ritt; Coração de Dragão, de Rob Cohen, que lhe rendeu uma indicação ao Annie Awards; entre muitos outros.

Outro momento marcante de sua trajetória foi quando protagonizou O Homem que Queria ser Rei, de John Huston, que foi indicado em diversas premiações. Além do elogiado trabalho como ator e produtor, também se arriscou na direção com o documentário The Bowler and the Bunnet.

seanintocaveisCom Andy Garcia, Kevin Costner e Charles Martin Smith em Os Intocáveis.

Sua carreira como ator conta também com: Na Rota do Inferno (1957), A Maior Aventura de Tarzan (1959), Até o Último Gangster (1961), A Colina dos Homens Perdidos (1965), Shalako (1968), O Golpe de John Anderson (1971), Assassinato no Expresso Oriente (1974), O Vento e o Leão (1975), Robin e Marian (1976), O Próximo Homem (1976), Highlander: O Guerreiro Imortal (1986), Mais Forte que o Ódio (1988), A Casa da Rússia (1990), Sol Nascente (1993), Lancelot, o Primeiro Cavaleiro (1995), A Liga Extraordinária (2003), entre outros. Seu último trabalho como ator foi na animação Sir Billi, de Sascha Hartmann, na qual dublou o protagonista.

Em 1991, recebeu a Legião de Honra do governo francês e, anos depois, foi agraciado com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II, em julho de 2000, em uma cerimônia realizada na Escócia, por sua contribuição às artes cinematográficas e ao Império Britânico.

Além dos prêmio que recebeu, Connery também foi homenageado diversas vezes, entre elas: no Globo de Ouro, em 1996, recebeu o Cecil B. DeMille Award; em 1998 foi honrado com o Academy Fellowship do BAFTA; foi consagrado pelo conjunto da obra pela National Board of Review, American Film Institute, Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, CinEuphoria Awards, David di Donatello Awards, European Film Awards, Film Society of Lincoln Center, Gold Derby Awards, Karlovy Vary International Film Festival, Palm Springs International Film Festival, Festival de Roma, entre outras.

Fotos: Frazer Harrison/Getty Images Entertainment.

Caminhando Contra o Vento

por: Cinevitor

caminhandocontraventoposter1Ye Ma Fen Zong

Direção: Wei Shujun

Elenco: Zhou You, Wang Ruiqi, Liu Yang, Ma Xu, Tong Linkai, Zhao Xiaodong, Zheng Yingchen, Lin Honghuizi, Li Kui, Wang Xiaomu, Liu Yuting, Zhao Duona, Ao Er, Hu Riwa, Zhang Xiao, Lin Wenbo, Hu Linna, Yan Xiao, Wang Xiaoyu, Sun Ruofei, Gao Linyang, Chang Tai, Zhang Lusheng, Li Xiang, Chen Bohan, Luo Na, Li Meng, Deng Haorong, Qian Geng, Wei Shujun, Tan Sen, Wang Jiehong, Chu Buhuajie, Du Xian, Guo Manyun, Wang Chao, Mai Zi, Bao Di, Cui Yanan, Kong Jinhai, Guan Qifan, A Siru, Ma Zenglin, Xu Litai.

Ano: 2020

Sinopse: Kun está no último ano da faculdade de cinema, mas sua vida parece ter desandado: ele não tem paciência para as aulas, não está ajudando seu colega a terminar o filme de graduação e o relacionamento com a namorada não anda bem. Kun acabou de tirar a habilitação de motorista e arranjou um jipe velho. O jovem, então, decide viajar por Pequim, com o objetivo de chegar até o interior da Mongólia. Inspirado na história do próprio diretor, Wei Shujun, o longa é um road movie contemplativo, com olhar atento para a China contemporânea.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Pai

por: Cinevitor

paifilmeposter1Otac

Direção: Srdan Golubovic

Elenco: Goran Bogdan, Boris Isakovic, Nada Sargin, Milica Janevski, Muharem Hamzic, Ajla Santic, Vahid Dzankovic, Milan Maric, Jovo Maksic, Ljubomir Bandovic, Marko Nikolic, Nikola Rakocevic, Izudin Bajrovic, Nikola Ilic, Igor Borojevic, Mirko Vlahovic, Slavisa Curovic, Ivan Djordjevic, Sasa Bjelic, Danijela Vranjes, Zeljko Radunovic, Hasan Cicic, Slobodan Ljubicic, Vujadin Milosevic, Nebojsa Djordjevic, Miodrag Dragicevic, Dragan Sekulic, Nikola Stankovic, Mariana Arandjelovic, Mihaela Stamenkovic, Vladislav Mihailovic, Samir Semsovic, Fehima Ibisbegovic, Milica Mandic, Nikola Markovic, Dejan Derajic, Violeta Cvijovic.

Ano: 2020

Sinopse: Em uma pequena cidade na Sérvia, vive Nikola, trabalhador temporário e pai de dois filhos. O homem se vê obrigado a entregar as crianças aos serviços sociais depois que a pobreza e a fome levam sua esposa a cometer um ato desesperado. Enquanto ele não conseguir fornecer condições adequadas para a educação das crianças, elas serão colocadas em um orfanato. Apesar dos esforços de Nikola e de constantes apelos, o chefe do centro de serviços sociais se recusa a devolver seus filhos e sua situação se torna desoladora. Quando Nikola descobre a corrupção da administração local, ele decide viajar pela Sérvia a pé e levar o caso diretamente às autoridades governamentais em Belgrado. Movido pelo amor e pelo desespero, ele se recusa a desistir da justiça e de seu direito de criar os filhos.

Crítica: Premiado no Festival de Berlim e dirigido pelo cineasta sérvio Srdan Golubovic, Pai narra a saga de Nikola, interpretado pelo talentoso Goran Bogdan, em busca de uma vida melhor para sua família. Lendo assim, parece mais uma história melodramática de superação. Porém, logo nos primeiros minutos de projeção, percebe-se que o filme caminhará para algo mais denso e não só afetivo. Com o desmoronamento estrutural da família, por conta de diversos fatores, entre eles, a fome e o desemprego, o protagonista se vê em uma situação crítica: aceitar que os filhos sejam entregues para um orfanato depois de um ato desesperador cometido pela mãe e também por não oferecer condições necessárias de educação para eles. A insistência de Nikola para recuperar a guarda das crianças é em vão; e é aqui que começa a saga do protagonista. Entre burocracias e corrupção da administração local, ele decide viajar a pé até à capital do país para pedir ajuda às autoridades. Com um semblante quase que atônito a maior parte do tempo, carregado de um olhar vagaroso que traz um desespero abafado, ele enfrenta diversos obstáculos para completar sua missão. A atuação de Goran Bogdan se destaca entre tantas adversidades no meio do caminho; sua transformação ao desenrolar da trama evidencia a engenhosa construção de seu personagem: um homem pacato que tenta manter a compostura diante das desigualdades sociais e econômicas que o atingem. O desespero desse pai é notório, mas não escancarado. Suas atitudes falam mais do que palavras grosseiras, que gerariam prováveis confusões e violência. Há, sim, um descontrole emocional, resquício de um desespero avassalador. Mas, é de maneira contundente que Srdan Golubovic retrata tais situações que potencializam a narrativa. Porém, Pai não fala só desse homem desolado. Fala também de uma sociedade tomada por interesses e sem compaixão ao próximo; um jogo de poder cruel e desumano revestido por uma falsa bondade. Não há empatia em certos personagens e muito menos preocupações socioeconômicas perante outros indivíduos que não sejam eles mesmos. Há maldade em tirar proveito daqueles mais necessitados, que, sequer, conseguem se defender honestamente. Mas há também esperança, principalmente em seu protagonista que, mesmo carregado por desventuras, enfrenta qualquer desafio (e pessoa) para atingir seu objetivo com dignidade e sem diferenças de tratamento, independente de quem for ou de qual cargo ocupa. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

4º Prêmio ABRA de Roteiro: conheça os vencedores

por: Cinevitor

bacuraupremioABRAThomás Aquino em Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

A ABRA, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, nasceu após a junção das duas principais associações de roteiristas brasileiros: a AR (Associação de Roteiristas) e a AC (Autores de Cinema). A união, oficializada em meados de 2016, visa unir a classe de roteiristas sob a mesma organização.

A Associação Brasileira de Autores Roteiristas tem como objetivo representar, exercer e defender os direitos dos autores de roteiros e argumentos de obras audiovisuais de qualquer natureza, televisão, cinema ou quaisquer meios eletrônicos de difusão de roteiros de obras audiovisuais, existentes ou a serem criadas, bem como aproximar os roteiristas de um modo geral.

O Prêmio ABRA surgiu em 2017 com a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual nacional. Na primeira edição, Kleber Mendonça Filho foi premiado por Aquarius na categoria de ficção e Di Moretti venceu pelo documentário Do Pó da Terra.

Neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia de premiação da quarta edição do Prêmio ABRA foi realizada nesta sexta-feira, 30/10, pelo YouTube com apresentação da atriz Nany People e da roteirista Nathália Cruz, do canal Porta dos Fundos. O evento virtual contou também com a participação de Carolina Kotscho, presidente da ABRA.

A vencedora da categoria Roteirista do Ano foi Rosane Svartman, que levou também o Prêmio Paradiso, que conta com o apoio, pelo segundo ano consecutivo, do Projeto Paradiso e oferece um encontro virtual com roteiristas em formação de carreira. Os outros indicados à categoria, que se destacaram em 2019, foram: Carol Rodrigues, Cleissa Regina Martins, Gabriel Martins e Luh Maza.

O cineasta, escritor, jornalista e roteirista Orlando Senna foi o homenageado desta edição. A cineasta e produtora Carla Esmeralda recebeu o Prêmio ABRA Parceria. Além disso, nesta edição, 440 obras que estrearam na TV e no cinema, em circuito comercial, no ano passado foram inscritas.

Conheça os vencedores do 4º Prêmio ABRA de Roteiro:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Bacurau, escrito por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
A Vida Invisível, escrito por Murilo Hauser, Inés Bortagaray e Karim Aïnouz; baseado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha

MELHOR ROTEIRO | LONGA-METRAGEM | COMÉDIA
A Primeira Tentação de Cristo, escrito por Fabio Porchat e Gustavo Martins (Porta dos Fundos)

MELHOR ROTEIRO | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Bixa Travesty, escrito por Claudia Priscilla, Linn da Quebrada e Kiko Goifman

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM
Sem Asas, escrito por Renata Martins

MELHOR ROTEIRO | TELENOVELA
Órfãos da Terra, criada por Duca Rachid e Thelma Guedes; escrita por Dora Castellar, Aimar Labaki, Carolina Ziskind e Cristina Biscaia (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | DRAMA
Segunda Chamada (1ª Temporada), criada por Carla Faour, Julia Spadaccini e Jo Bilac; escrita por Carla Faour, Julia Spadaccini, Victor Atherino, Giovana Moraes e Maira Motta (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE DE FICÇÃO | COMÉDIA
Tá no Ar: a TV na TV (6ª Temporada), redação final: Marcius Melhem e Marcelo Adnet; escrita por Alexandre Pimenta, Carolina Warchavski, Daniela Ocampo, Edu Krieger, Leonardo Lanna, Luiza Yabrudi, Marcelo Adnet, Marcelo Martinez, Marcius Melhem, Maurício Rizzo, Renata Corrêa, Thiago Gadelha e Wagner Pinto (Rede Globo)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE OU LONGA-METRAGEM INFANTIL/INFANTOJUVENIL
Turma da Mônica – Laços, escrito por Thiago Dottori; baseado nos personagens de Mauricio de Sousa e inspirado na HQ Laços, de Vitor e Lu Cafaggi

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE | REALITY OU VARIEDADES
Que História É Essa, Porchat? (1ª temporada), redação final: Paula Miller e Fabio Porchat; roteiro de Jô Hallack e Douglas Vieira (GNT)

MELHOR ROTEIRO | SÉRIE | DOCUMENTÁRIO
Bandidos na TV (1ª temporada), escrito por Daniel Bogado e Suemay Oram (Netflix)

ROTEIRISTA DO ANO
Rosane Svartman

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

As Veias do Mundo

por: Cinevitor

veiasdomundoposter1Die Adern der Welt

Direção: Byambasuren Davaa

Elenco: Bat-Ireedui Batmunkh, Enerel Tumen, Yalalt Namsrai, Algirchamin Baatarsuren, Ariunbyamba Sukhee, Manduul Baasansuren, Sukhbaatar Battuvshin, Purevragchaa Batzorig, Garamhand Bayanjargal, Dari Bayantungalag, Alimtsetseg Bolormaa, Gantumur Buryad, Tserenchimed Davaasuren, Amartuvshin Erdenebat, Ariunbaatar Ganbaatar, Unurjargal Jigjidsuren, Batbold Lkhagvajav, Baatartsogt Lkhagvasuren, Myagmar Mondoon, Sarantsetseg Myagmar, Tsend-Ayush Nyamsuren, Bayarsaikhan Odon, Dulamsuren Otgon, Munkh-Od Purev, Anujin Purev-Ochir, Davaasamba Sharaw, Batbold Shijirbold, Ravdandorj Shirchin, Batzorig Sukhbaatar, Dulguun Tsolmonsaikhan, Turbold Tumurbaatar, Gonchig Undarmaa, Purevdorj Uranchimeg, Batbaatar Uukhaan, Enerel Zorigtbaatar.

Ano: 2020

Sinopse: Amra mora nas estepes da Mongólia. Ele tem uma vida comum para um menino de 11 anos: seu pai o leva para a escola todas as manhãs, ele cuida das ovelhas e cabras da família à tarde e sonha em participar de um popular show de talentos. Mas a infância do garoto é brutalmente interrompida quando seu pai morre em um acidente. Amra decide honrar o legado deixado a ele e assume a luta do pai, que enfrentava as empresas mineradoras que exploram a sua região.

Crítica: Logo no começo de As Veias do Mundo, filme mongol exibido no Festival de Berlim e dirigido pela cineasta Byambasuren Davaa, a fotografia de Talal Khoury chama a atenção. Um belo cenário ao ar livre, formado por paisagens deslumbrantes, prometo ao espectador, no mínimo, um espetáculo visual. Tal promessa se cumpre ao longo dos 96 minutos de projeção e aí temos a história: um drama familiar que traz como pano de fundo a complicada situação da indústria de mineração que afeta a Mongólia. O jovem Bat-Ireedui Batmunkh interpreta Amra, um garoto que sonha participar do Mongolia’s Got Talent, um programa de televisão que funciona como um show de talentos. Seu maior desejo é cantar para um grande público e ser reconhecido por isso. Mas, antes, precisa se dedicar aos estudos e aos afazeres domésticos. Quando surge tal oportunidade, uma tragédia atravessa sua vida e novos planos terão que ser colocados em prática. Byambasuren Davaa, que assina o roteiro ao lado de Jiska Rickels, até constrói um arco dramático interessante, porém, acaba deixando de lado algumas situações que costurariam muito bem a narrativa ao desenrolar da trama. Com a missão de honrar o legado deixado pelo pai, Amra se coloca à frente da luta contra a exploração das empresas mineradoras; e isso rende ótimos momentos. Ao mesmo tempo, se prepara para uma apresentação em rede nacional no popular show de talentos. Porém, tal fato não ganha tanto destaque quanto a empolgação do menino em participar do programa. Talvez um realce maior nessa possível realização de um sonho fortaleceria o ritmo, ora lento, do filme. Há também, por exemplo, um encontro de nômades, como se fosse uma reunião de conselho para discutir a crítica situação da região, que não se desenvolve muito. Além do belo visual impresso na tela, As Veias do Mundo caminha pelas beiradas do melodrama, mas se sustenta com o carisma de seu protagonista que entrega um personagem determinado a cumprir novas funções, que não só as da infância. (Vitor Búrigo)

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

15º Comunicurtas UEPB: conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas

por: Cinevitor

faixadegazacomunicurtasMarcélia Cartaxo no curta paraibano Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os filmes selecionados para as mostras competitivas da 15ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB, que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, em formato híbrido por conta da pandemia de Covid-19.

Com o tema Reinvenções, a curadoria foi realizada por Hipólito Lucena, Nivaldo Rodrigues e Tiago A. Neves. Ao todo, foram 597 trabalhos inscritos e 77 filmes escolhidos para competição. Completando 15 anos, o Comunicurtas UEPB promete uma edição especial. A temática é uma proposta de lançar olhares para os novos caminhos que estão sendo construídos no cinema e na sociedade, extremamente afetados pela pandemia.

Além das mostras, integram a programação do festival oficinas, palestras, workshops, debates e o Fórum do Audiovisual Paraibano, espaço para discussão de políticas públicas voltadas para o incentivo de produções audiovisuais no estado. O Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB surgiu com a premissa de abrir um espaço para a democratização e o acesso ao cinema na Paraíba, visando socializar e aumentar a produção local e regional. Realizado desde 2006, na Rainha da Borborema, através da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Comunicurtas tem como prioridade oferecer aos profissionais envolvidos nas práticas audiovisuais como cinema, publicidade e telejornalismo, a abertura necessária para a divulgação de suas produções criativas.

Nesta 15ª edição, o filme de abertura será o alagoano Cavalo, de Rafhael Barbosa e Werner Salles. Para a noite de encerramento será exibido o documentário Ziraldo – Uma obra que pede Socorro, de Guga Dannemann. Além disso, o consagrado cartunista paraibano Fred Ozanan será homenageado.

Este ano, o evento vai enfatizar o debate em torno da questão dos festivais on-line e dos modos de consumo da produção audiovisual. A edição 2020 contará com o prêmio revelação de diretores em suas primeiras produções, incentivando coletivos e produtos de pesquisa de universidades, institutos federais e escolas públicas, com o Troféu Maria Bonita.

A premiação acontecerá na noite do dia 3 de dezembro e serão concedidos aos premiados, nas mostras competitivas, o Troféu Machado Bittencourt. O Júri Oficial poderá ainda conceder menções honrosas, se achar necessário.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Comunicurtas – Festival Audiovisual:

MOSTRA TROPEIROS

A Pontualidade dos Tubarões, de Raysa Prado (João Pessoa/PB)
Ameaça Comunista, de Yan Araujo (Campina Grande/PB)
Aquele Infindável Mês de Agosto, de R.B. Lima (São Bento/PB)
Banco de Dados, de Paulo Philippe e Raysa Prado (João Pessoa/PB)
Carne Seca, de Daniel Rizzi (João Pessoa/PB)
Dias Sombrios, de Michael de Andrade (Queimadas/PB)
Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes (João Pessoa/PB)
Fim, de Ana Isaura (João Pessoa/PB)
Grão de Areia, de Eduardo P. Moreira (Cabedelo/PB)
Isolamento Rural, de Leonardo Gonçalves (Alagoa Grande/PB)
Margaridas, de Luana Gregório e Valtyennya Pires (Remígio/PB)
Rocha, de Bianca Rocha (Campina Grande/PB)
Será que ele volta, de Roberto di Freitas (Guarabira/PB)
Súbito, de Dimas Carvalho (Campina Grande/PB)
Um dois um: crônicas de homicídios, de Ana Calline (Queimadas/PB)

MOSTRA BRASIL

A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)
Ana Terra, de Alunos do Curso de Produção de Documentário SESC Alagoas (AL)
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)
Aula de Hoje, de Dário Junior (AL)
Desassossego, de Fabi Penna (SC)
Em Cima do Muro, de Hilda Lopes Pontes (BA)
Em Quadro, de Luiza Campos (SP)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Naticorda, de Taciano Valério (PE)
Recôncavo, de Pedro Henrique Chaves (DF)
Ser Tão Nossa, de Antonio Fargoni (CE)
Sob o Olhar da Chuva, de Nalú Souza e Walklenguer Oliveira (SP)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Um Terço de Mim, de Sihan Felix (RN)
Vai Melhorar, de Pedro Fiuza (RN)

MOSTRA TROPIQUEERS

Aquele Casal, de William de Oliveira (PR)
Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)
Batom Vermelho Sangue, de R.B. Lima (PB)
Diriti de Bdè Burè, de Silvana Beline (GO)
Dôniara, de Kaco Olimpio (GO)
Endless Love, de Duda Gambogi (RJ)
Eu Vejo Névoas Coloridas, de Pedro Jorge (SP)
Filadelphia, de Dani Drumond (SP)
Invasão Drag, de Thiago da Silva Tavares (RJ)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Não Moro Mais em Mim, de Vitor Celso e Bruna Guido (PB)
O Fim é o Princípio, de Antonio Fargoni (SP)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)
Pronome Definido, de Giovanna Azevêdo (PB)
Vinde como estais, de Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ)

MOSTRA ESTALO

Campina Grande – O Maior São João do Mundo, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Campina Grande em um minuto, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Coronavírus e o Jornalismo – Fique em casa, de Gabriel Heitor (Patos/PB)
Cumplicidad Brasileña, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Experimento Líquido, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Mais Humanos, de Nelson Rossiter (João Pessoa/PB)
Nossa Vida é uma Canção, de Leonardo Pereira Tavares (Campina Grande/PB)
Prosa de Mercearia, de Erivan Lima (João Pessoa/PB)
São João: digitais do Povo Nordestino, de Gabriel Heitor de Morais Alves (Campina Grande/PB)
Ultimátum, de Alison Bernardes (João Pessoa/PB)

MOSTRA SOM DA SERRA

Black Bag – Baile do Lampião, de Renaly Oliveira (Campina Grande/PB)
Clipe Especial -#FiqueEmCasa, de Ana Calline (Queimadas/PB)
Flores Estereotipadas, de Luanna Alves de Oliveira (Campina Grande/PB)
Helrison – Feitiço, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Hoje eu ia terminar, de Saulo Emerson (Campina Grande/PB)
Noites, de Heloisa Araújo (João Pessoa/PB)
Pirando, de Arquiza (João Pessoa/PB)
Poet, de Yuri da Costa (João Pessoa/PB)
Trapped in Our Bones, de Eduardo P. Moreira (Cabedelo/João Pessoa, PB)

MOSTRA TROPEIROS DE TELEJORNALISMO

90 anos de Antônio Barros, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Barulho Branco -Memórias do Telejornalismo Campinense, de Taís Resende (Campina Grande/PB)
Central de Aulas da UEPB recebe exposição de arte com material reciclável, por Rafael Costa (Campina Grande/PB)
Cordel no Ônibus, de Anderson Santana (João Pessoa/PB)
É Preciso Falar Sobre HIV, de Anderson Santana (João Pessoa/PB)
Estudantes da UEPB aprendem técnicas de rapel na prática, por Rafael Costa (Campina Grande/PB)
Jackson sem Moderação: o início, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Jackson sem moderação: o legado, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
Jackson sem moderação: o sucesso, de Hebert Araújo (João Pessoa/PB)
No lume da fogueira, de Inaldete Almeida Oliveira (Campina Grande/PB)
O Abrigo, de Gustavo Camelo de Lima (Campina Grande/PB)
Temper Artes em Caiana dos Matias, de Paulo Ítalo Silva Araújo (Campina Grande/PB)

Foto: Divulgação.

30º Cine Ceará anuncia curtas e longas selecionados para a Mostra Olhar do Ceará

por: Cinevitor

noiteserestaolharcearaKatia Blander no curta Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/10, os filmes selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, que faz parte da programação da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro.

Entre longas e curtas foram 121 inscritos. Dentre os 26 selecionados, 30% têm direção de mulheres. Vale destacar que os longas da mostra serão exibidos presencialmente em Fortaleza e os curtas poderão ser conferidos pela TVC e pelo canal do festival no YouTube.

A seleção de curtas-metragens é, em sua maioria, composta por documentários e ficções, com dez produções de cada gênero; a lista se completa com um trabalho experimental e um drama com suspense. O melhor longa-metragem e o melhor curta da Mostra Olhar do Ceará, eleitos pelo júri oficial, recebem o Troféu Mucuripe.

Conheça os filmes da Mostra Olhar do Ceará 2020:

LONGAS-METRAGENS

Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso (CE)
Pajeú, de Pedro Diógenes (CE)
Rio de Vozes, de Andrea Santana e Jean-Pierre Duret (BA/PE)
Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula (CE/BA)

CURTAS-METRAGENS

A Fome que Devora o Coração, de Raiane Ferreira
A Gaiola, de Jaildo Oliveira
A Retirante, de Débora Ingrid e Henrique Oliveira
Aqui é Flamengo, de Rafael Luís Azevedo
Aqui Entre Nós, de Alexia Holanda e Daniel Sobral
Cacau, de Ton Martins
Cidade Pacata, de Ezequias Andrade
Doce Veneno, de Waleska Santiago
Futebol para Todos, de Rafael Luís Azevedo
Luna e Sol, de Dado Fernandes
Movimento, de Lucas Tomaz Neves
Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho
O Prisma, de Augusto Cesar dos Santos
Pequenas Considerações sobre o Espaço-Tempo, de Michelline Helena
Plástico, de João Paulo Duarte
Quando Vier a Primavera, Se Eu Já Estiver Morto…, de Robson Lima
Santa Mãe, de Thiago Barbosa
Scelus, de Edmilson Filho
Ser Tão Nossa, de Antonio Fargoni
Sombra do Tempo, de Naiana Magalhães
Terceiro Dia, de Jéssica Queiroz
Todos Nós Moramos na Rua, de Marcus Antonius Melo

Foto: Divulgação.