Todos os posts de Cinevitor

VI DIGO: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Fora de Época, de Drica Czech e Laís Catalano Aranha.

O DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás tem como objetivo estimular e promover a conscientização do público, no que tange o respeito integral aos direitos humanos e a inclusão.

Por conta da pandemia de Covid-19, a sexta edição será realizada em formato on-line entre os dias 3 e 9 de junho. Neste ano, 612 filmes foram inscritos, sendo São Paulo o estado com maior número. No âmbito internacional, a Espanha foi campeã com 2,5% entre os filmes estrangeiros. Os melhores filmes escolhidos pelo júri e público serão contemplados com o Troféu DIGO e prêmios de parceiros. Os títulos estarão disponíveis no site oficial do evento (clique aqui).

Além da mostra convencional, este ano o DIGO exibe mostras especiais, como: Mulher LGBTI+ no Cinema, apenas com produções dirigidas por mulheres LGBTI+, que concorrem além do troféu, a um prêmio especial da Academia Internacional de Cinema; mostra A Pandemia é Política, direcionada a questões sociais e políticas do momento; e a mostra paralela Open Reel, composta por filmes premiados da distribuidora internacional.

Nesta sexta edição, os homenageades serão: André Fischer, que receberá o Troféu DIGO História LGBTI+; e Amanda Costa, que receberá o Troféu DIGO AMIGUE. O Júri Oficial será presidido por Francisco Carbone e contará também com Rosinha Assis, Ida Feldman e Rian Córdova.

Além dos filmes, a programação contará também com diversas atividades paralelas. Na equipe, Cristiano Sousa assina como diretor, curador e idealizador; Ricky Mastro é o programador do festival desde sua primeira edição.

Conheça os filmes selecionados para o DIGO 2021:

COMPETITIVA NACIONAL

De vez em quando eu ardo, de Carlos Segundo (RN)
E agora, Maria?, de Bruna Maria e Camila Gregório (BA)
Em caso de fogo pegue o elevador, de Fernanda Reis (RS)
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky (SP/RJ)
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Memória de quem (não fui), de Thiago Kistenmacker (RJ)
O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)
Queens Vs Zombies From Outer Space, de Danilo Morales (SP)
Vagalumes, de Léo Bittencourt (RJ)

COMPETITIVA MULHERES LGBTI+

Aonde vão os pés, de Débora Zanatta (PR)
Beatmakers, de Luciana Santos e Sabrina Emanuelly (SP)
Entre, de Ana Carolina Marinho e Luz Bárbara (SP)
Isolada, de Ana Domitila Rosa (GO)
Polifonia – Mulheres na Técnica, de Thais Robaina (SP)
Quem eles pensam que eu fui, de Débora Fiuza (RJ)
Reconexões, de Carolina Timoteo (SE)

COMPETITIVA A PANDEMIA É POLÍTICA

Café com Rebu, de Danny Barbosa (PB)
Cura-me, de Eduardo Varandas Araruna (PB)
DOIS, de Guilherme Jardim e Vinícius Fockiss (MG)
Eu, poesia para quem, de Gleig de Souza (GO)
Fora de Época, de Drica Czech e Laís Catalano Aranha (SP)
LGBTerroristas, de Rai Gandra (SP)

COMPETITIVA INTERNACIONAL

Água, de Santiago Zermeño (México)
Babtou Fragile, de Hakim Mao (França)
Dois Homens ao Mar, de Gabriel Motta (Brasil/Estônia)
Hugo: 18h30, de James Maciver (França)
It’s Just in My Head, de Marius Gabriel Stancu (Itália)
Mourn O Nature, de Nino Laisné e François Chaignaud (França)
Privilegiada, de Alex de la Croix (Espanha)
Pulsion, de Vincent Menjou-Cortès (França)

COMPETITIVA LONGA-METRAGEM

Mães do Derick, de Dê Kelm (PR)
Limiar, de Coraci Ruiz (SP)
Vento Seco, de Daniel Nolasco (GO)

MOSTRA NÃO COMPETITIVA | THE OPEN REEL

J’ador, de Simone Bozzelli (Itália)
Mani, de Ashkan Mehri (Irã)
Panthers, de Èrika Sánchez (Espanha)
Paradise, de Santiago Henao Vélez e Manuel Villa (Colômbia)
Pig for Pigs, de Benjamin Bodi (Espanha)
Screenshots for a Goodbye, de Ruth Caudeli (Colômbia)
Ten Times Love, de Manuel Billi e Benjamin Bodi (França)

Foto: Divulgação.

Globo de Ouro: polêmicas, boicote e novo código de conduta profissional e ética

por: Cinevitor
Nicole Kidman premiada em 2018 pela série Big Little Lies.

Entre tantos prêmios que consagram os melhores da TV e do cinema, o Globo de Ouro quase sempre foi questionado tanto pela escolha dos seus indicados, quanto dos vencedores. Realizado pela HFPA, Hollywood Foreign Press Association, sua edição mais recente aconteceu em março envolvida em polêmicas.

No começo deste ano, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood protagonizou uma denúncia feita pelo jornal Los Angeles Times sobre corrupção envolvendo a HFPA e a forte influência na escolha dos indicados por conta de regalias e brindes enviados pelas produtoras dos filmes e séries para membros votantes. E mais: o L.A. Times também apurou que não há jornalistas negros entre os 87 membros.

Por conta disso, a Associação prometeu mudanças internas. O cronograma do plano de reforma, anunciado em 10/05, prometia adicionar um novo consultor de diversidade, equidade e inclusão; treinamento obrigatório para os membros sobre assédio sexual; inclusão de novos membros até agosto de 2021; uma nova supervisão no processo de inscrição de membros e recadastramentos; novas políticas sobre brindes, viagens e coletivas de imprensa; entre outros.

Porém, dois meses depois da 78ª edição, a emissora americana NBC anunciou que não irá transmitir a próxima cerimônia do Globo de Ouro. A decisão tomada por um dos maiores canais dos Estados Unidos se dá por conta da falta de representatividade entre os membros: “Continuamos a acreditar que a HFPA está comprometida com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que a HFPA precisa de tempo para fazê-la da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023”, disse o comunicado oficial. 

O boicote ao evento também foi adotado por outros grandes nomes, como Netflix, Amazon Studios e WarnerMedia, que anunciaram que não irão mais inscrever suas produções na premiação: “Como muitos em nosso setor, esperamos por esse anúncio na esperança de que reconheçam a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e forneçam um roteiro claro para mudanças. No entanto, não acreditamos que essas novas políticas propostas, especialmente em relação ao tamanho e velocidade do aumento de sócios, vão enfrentar a diversidade sistêmica da HFPA e os desafios de inclusão; ou a falta de padrões claros de como seus membros devem operar. Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com a organização até que mudanças mais significativas sejam feitas”, disse Ted Sarandos, diretor executivo da Netflix.

Tina Tchen, presidente e CEO da Time’s Up, instituição que arrecada dinheiro para apoiar vítimas de assédio sexual, também se pronunciou sobre a decisão da NBC: “Este é um momento de definição para Hollywood. Hoje, temos a oportunidade de reconhecer que, ao nos pronunciarmos contra um sistema de premiação poderoso, mas profundamente falho, podemos começar a reimaginar uma indústria mais justa. Foram necessárias as vozes coletivas de atores individuais, criadores e uma frente unida de mais de 100 publicitários, junto com a liderança moral poderosa de empresas como Netflix, Amazon e WarnerMedia, para fazer isso acontecer. Juntos, exigimos uma cerimônia de premiação totalmente inclusiva, transparente e respeitosa. Coragem e liderança fizeram a diferença”.

Jane Fonda na edição deste ano: prêmio especial pela carreira.

Celebridades premiadas também se pronunciaram. Tom Cruise, por exemplo, vencedor de três estatuetas (Nascido em 4 de Julho, Jerry Maguire: A Grande Virada e Magnólia) devolveu os prêmios; Mark Ruffalo, premiado este ano pela minissérie I Know This Much Is True, declarou em sua conta no Twitter que não ficou feliz com o prêmio.

Na quinta-feira, 20/05, os membros da HFPA aprovaram de forma esmagadora um novo Código de Conduta Profissional e Ética estabelecendo os valores, expectativas e padrões da Hollywood Foreign Press Association: “Os membros se reuniram, consideraram e votaram de forma esmagadora para aprovar e implementar o plano do Conselho para uma mudança transformacional. A diretoria continua se reunindo com grupos de defesa para desenvolver iniciativas para cumprir o compromisso da HFPA de adicionar pelo menos 20 novos membros até agosto de 2021 e aumentar o número de membros em 50% em 18 meses”.

E continuou: “Independentemente da próxima data de transmissão do Globo de Ouro, a implementação de mudanças transformacionais tão rapidamente, e tão cuidadosamente, continua sendo a principal prioridade para nossa organização. Convidamos nossos parceiros do setor para trabalharem conosco nessa reforma sistêmica que está muito atrasada, tanto em nossa organização quanto no setor em geral. Queremos deixar claro que um pilar fundamental de nosso plano de reforma é a responsabilidade. A HFPA condena toda e qualquer forma de assédio, discriminação e abuso. Tal comportamento é inaceitável e ações disciplinares serão tomadas em caso de violações de nosso novo código. Todos os membros, novos e antigos, deverão seguir este novo código de conduta e serão responsabilizados se não o fizerem”

E mais: “Ficamos preocupados com relatos de que certos membros se envolveram em comportamentos inaceitáveis ​​no passado e estamos profundamente comprometidos em garantir que isso não aconteça novamente e que as interações com a HFPA e seus membros incorporem respeito mútuo. Nosso novo código de conduta e as políticas que serão lançadas nas próximas semanas foram elaborados para atingir esse objetivo fundamental e necessário”

Tom Hanks e Charlize Theron na cerimônia do ano passado.

O novo Código de Conduta Profissional e Ética aprovado recentemente diz: “Nosso compromisso é com a diversidade e inclusão. Devemos agir com a intenção de promover a diversidade, equidade e inclusão não apenas entre nossos membros e dentro de nossa Associação, mas devemos nos tornar líderes em nossas comunidades jornalísticas e de entretenimento para que incentivemos e celebremos as vozes, experiências e pontos de vista autênticos e variados daqueles que estão por trás e na frente da tela. Vamos estabelecer e manter um ambiente que reflita nossa comunidade global, capacitar membros e artistas que estão sub-representados na indústria do entretenimento e promover uma cultura que respeita e valoriza indivíduos de todos os gêneros, idades, raças, etnias, religiões, identidades e experiências”.

Outra questão em destaque é o compromisso com a responsabilidade e transparência: “Estamos comprometidos com a promoção de uma cultura de responsabilidade e transparência, tanto dentro da organização quanto com nossos constituintes externos. Nos comprometemos com os mais altos padrões de conduta profissional, inclusive por meio da aplicação deste Código de Conduta. Nossas ações enviarão uma mensagem clara à indústria de entretenimento e ao público em geral de que a HFPA está focada em promover sua missão e não tolerará conduta não profissional ou antiética”.

O novo código também destaca o profissionalismo e respeito: “Estamos comprometidos em criar uma cultura de boas-vindas para aqueles de fora de nossa Associação, agindo com respeito e profissionalismo em todos os eventos da HFPA e em outros eventos do setor, como coletivas de imprensa e exibições. Estamos comprometidos em promover um ambiente de respeito mútuo entre nossos membros, onde podemos participar de debates e conversas robustas baseados no respeito pelas diversas opiniões e experiências uns dos outros”.

Outro ponto importante do novo código fala sobre a votação e os famosos mimos recebidos pelos jornalistas: “Temos o compromisso de selecionar todos os indicados e vencedores com base em um processo irrepreensível. Portanto, os membros devem evitar quaisquer ações que possam levar à sua imparcialidade sendo razoavelmente questionadas. Os membros são proibidos de aceitar, concordar em aceitar, exigir ou solicitar qualquer coisa de valor em troca de uma ação tomada por um membro em sua capacidade na HFPA de forma corrupta”.

O código diz também que fica proibido: ameaçar, assediar ou abusar de terceiros, seja verbalmente, fisicamente ou por escrito; expressar opiniões em nome da HFPA sem autorização expressa do Conselho de Diretores; usar ou tentar usar a Associação para lucro pessoal; divulgar publicamente qualquer assunto da HFPA que seja confidencial; entre outros.

Laura Dern: melhor atriz coadjuvante por História de um Casamento.

Na terceira página do código, a HFPA esclarece que proíbe qualquer forma de assédio ou discriminação com base na raça, etnia, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou expressão, religião, idade, credo, cor, estado civil, nacionalidade, ancestralidade, gravidez ou condição relacionada à gravidez, condição médica, deficiência física ou mental, status militar e de veterano, status de cidadania ou qualquer outra característica legalmente protegida. Além disso, proíbe e não tolera assédio ou discriminação contra indivíduos que são percebidos como tendo qualquer uma dessas características ou que estão associados a uma pessoa que tem, ou parece ter, qualquer uma dessas características: “Como o assédio e a discriminação prejudicam a integridade de nossa organização e de nosso trabalho e destroem o moral de nossos membros, partes interessadas externas e parceiros da comunidade, a HFPA proíbe tal conduta”.

Sobre assédio sexual, o novo código também diz: “O assédio sexual não tem lugar dentro ou fora da HFPA, que tem o compromisso de fornecer um ambiente seguro para seus membros. Assédio sexual significa qualquer assédio baseado no sexo, orientação sexual ou identidade ou expressão de gênero”.

O futuro do Globo de Ouro ainda é incerto, mesmo com a promessa de mudanças na Associação. A luta pela igualdade pode ser um caminho longo dentro de uma poderosa e gigante indústria como Hollywood. Porém, a união de uma comunidade, que inclui nomes grandes, tem ganhado cada vez mais força para realizar mudanças necessárias. 

Não é de hoje que o Globo de Ouro acumula fatos duvidosos. Ao longo de sua história, muitos indicados, e até mesmo vencedores, não convenceram o público e a imprensa mundial sobre uma votação honesta. Ainda assim, a premiação era considerada uma das mais importantes da indústria; pelo marketing adotado por estúdios, campanhas e outras ações que enalteciam suas produções lembradas pelos membros da HFPA.

Porém, já faz um tempo que a premiação vem sendo questionada constantemente por diversas questões que levavam um filme ou uma série à lista final do prêmio. Neste ano, entre tantas polêmicas escancaradas, o Globo de Ouro perde, finalmente, seu brilho; e também aliados. Não tem mais como esconder o que se passava por trás de todo o glamour do tapete vermelho.

Fato é que muitas mudanças precisam ser feitas para que a premiação volte a ganhar credibilidade e seja novamente aceita pelo público e por membros da indústria. Para a HFPA, o caminho será longo. Já para aqueles que lutam por igualdade e diversidade, e que muitas vezes foram ignorados por conta de fortes alianças que privilegiavam outros interesses além das estatuetas, é possível enxergar uma luz no fim do túnel. Parece que o jogo virou e a justiça será feita. E isso é uma ótima notícia!

Clique aqui e leia, na íntegra, o novo Código de Conduta Profissional e Ética da Hollywood Foreign Press Association.

Texto: Vitor Búrigo
Fotos: Getty Images North America e Polk/NBC.

XI Festival Pachamama: conheça os filmes premiados

por: Cinevitor
Visão Noturna, de Carolina Moscoso Briceño: filme chileno premiado.

Foram anunciados neste sábado, 22/05, em uma cerimônia virtual apresentada por Sacha Alencar, os vencedores da 11ª edição do Festival Pachamama, que aconteceu em formato on-line. Em oito dias de programação, foram exibidos filmes latinos e brasileiros em pré-estreias nas mostras temáticas. Ainda no encerramento, o público foi presenteado com uma apresentação de Camila Cabeça com o Mini Concierto para ‘Bailar’.

Com a intenção de promover o cinema de toda a região amazônica, o festival contou também com atividades paralelas, como uma oficina ministrada pelo cineasta Camilo Cavalcante, que também exibiu seu filme King Kong en Asunción na noite de encerramento, debates e mesas com convidados especiais.

Neste ano, os homenageados foram: Geraldo Sarno, Fernando Ezequiel Solanas e Paul Léduc. O Júri Oficial foi formado por: Catalina Donoso Pinto, escritora chilena; Mary Carmen Molina Ergueta, crítica de cinema e pesquisadora boliviana; e a cineasta brasileira Jô Serfaty.

Na Mostra Competitiva, estavam na disputa: Las Ranas, de Nino Martínez (República Dominicana); Supa Layme, de Fumito Fujikawa (Peru); Subterrânea, de Pedro Urano (Brasil); Días de Invierno, de Jaiziel Hernández (México); Visão Noturna, de Carolina Moscoso Briceño (Chile); A Mesma Parte de um Homem, de Ana Johann (Brasil); Sirena, de Carlos E. Piñeiro P. (Bolívia); Rio Turbio, de Tatiana Mazú González (Argentina); Chaco, de Diego Mondaca (Bolívia/Argentina); La Chucha Perdida de Los Incas, de Fernando Gutiérrez (Peru); Harley Queen, de Carolina Adriazola e José Luis Sepúlveda (Chile); e Nosotros, Los Bárbaros, de Juan Alvarez-Durán (Bolívia).

Além de outras mostras, filmes como Sertânia, de Geraldo Sarno; A Última Floresta, de Luiz Bolognesi; Edna, de Eryk Rocha; e Libório, de Nino Martínez, foram exibidos em sessões especiais. 

Conheça os vencedores do XI Festival Pachamama – Cinema de Fronteira:

MELHOR FILME
Visão Noturna (Visión Nocturna), de Carolina Moscoso Briceño (Chile)

MELHOR DIREÇÃO
Tatiana Mazú González, por Rio Turbio

MENÇÃO HONROSA
Nosotros, Los Bárbaros, de Juan Alvarez-Durán (Bolívia)

Foto: Divulgação.

Anim!Arte 2021 exibirá 452 filmes na programação; festival será on-line

por: Cinevitor
Cena do curta catarinense Sonhos da Isah: O Baú do Papai, de João Ricardo Costa.

A 16ª edição do Festival Anim!Arte acontecerá entre os dias 24 de maio e 13 de junho com uma seleção de 452 filmes de mais de 60 países, que estarão disponíveis através da plataforma Kinow.

Pela primeira vez o festival será acessado de todo o Brasil. Estudantes e professores poderão se cadastrar por meio de um formulário na plataforma e obter acesso gratuito ao festival. Para o público em geral, o ingresso custará R$ 25,00, sendo válido para todos os dias do evento, e poderá ser adquirido no site oficial (clique aqui).

Na edição de 2021, o festival tem um recorde de mulheres: 58% dos filmes selecionados foram dirigidos ou codirigidos por animadoras. O evento também conta com animações que falam sobre a pandemia de Covid-19 pelo mundo, curtas com a temática LGBTQI+, diversidade racial e feminismo; além de filmes dedicados ao público infantil.   

Entre os curtas selecionados na categoria Filme Ambiental, destacam-se: Only a Child, criado por mais de 20 diretores de animação sob a supervisão artística de Simone Giampaolo. O filme dá forma e cor às palavras originais ditas pela canadense Severn Cullis-Suzuki, representante da ECO (Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente) na cúpula da ONU no Rio, em 1992; já Òpárá de Òsún: Quando Tudo Nasce, de Pamela Pelegrino, conta a história do Orixá das águas doces, Òsùn a deusa da fertilidade; o argentino El Árbol ya fue Plantado, de Irene Blei, também está entre os escolhidos.  

Na seleção de Culturas do Mundo Profissional um dos destaques é Girls talk about Football, da cineasta italiana Paola Sorrentino, que conta como é ser garota no mundo dos meninos. Seis meninas compartilham suas próprias experiências jogando futebol em um esporte dominado pelos homens e através de diferentes técnicas de animação exploram várias narrativas; a animação terá sua première mundial. Também na mostra aparece o mexicano El Desfile de los Ausentes, de Marcos Almada Rivero, que faz sua estreia no Brasil.  

Na categoria competitiva Estudantes Brasileiros Maxi destacam-se filmes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; vinte e sete dos 49 curtas terão sua première mundial. Em Estudantes Internacionais Maxi, 168 filmes terão estreia mundial, brasileira ou sul-americana na 16ª edição do Festival Anim!Arte. Já na categoria Estudantes Internacionais Mini, 51 dos 72 filmes terão sua première no país.

Nos filmes infantis destacam-se: o catarinense Sonhos da Isah: O Baú do Papai, de João Ricardo Costa; o chileno Los Fantásticos Viajes de Ruka: Pez Luna, de Julián Rosenblatt; e Nana & Nilo em Dia de Sol e Chuva, de Sandro Lopes. Além das mostras competitivas, o festival também apresentará sessões retrospectivas, com curtas produzidos por alunos da UVA (Universidade Veiga de Almeida) e da Escola Parque, do Rio de Janeiro.  

O Festival Anim!Arte foi criado em 2001 e há 20 anos vem realizando mostras de filmes feitos por estudantes e para os estudantes. Nas últimas edições, recebeu mais de 3.000 inscrições e apresentou para o seu público uma seleção de curtas-metragens de animação, muitas vezes inéditos no Brasil e na América do Sul. No ano de 2019, o evento contou com mais de 4000 espectadores em onze dias. O Anim!Arte foi o primeiro festival audiovisual da América Latina a integrar o Youth Cinema Network, a mais importante rede internacional de festivais de cinema juvenil.  

Clique aqui e confira a programação completa com todos os selecionados.

Foto: Divulgação.

Festival de Annecy 2021: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Meu Tio José: longa baiano, com voz de Wagner Moura, está entre os selecionados.

Criado em 1960, o Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy é considerado o maior e mais importante do setor no mundo. Todos os anos, o evento apresenta diversas animações, destacando o dinamismo e a riqueza criativa que este gênero representa.

Organizado pela Association d’International du Film d’Animation, a edição de 2021 recebeu mais de 2.700 filmes inscritos de quase cem países. De exibições exclusivas dos últimos trabalhos animados a manifestações das tendências mais recentes e futuras, via reuniões com diretores experientes e talentos emergentes, o festival é uma celebração emocionante em um ambiente excepcional.

Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com três títulos, entre elas, o curta ALIMA “AFRI-CAN”, uma coprodução com a França, de Daniel Bruson e Theo Gottlieb, na mostra Commissioned Films in Competition. A trama apresenta um imaginário popular, onde a África ainda precisa da ajuda dos ocidentais para superar suas várias crises humanitárias, de saúde e até climáticas. No entanto, a África é forte o suficiente para encontrar soluções para seus problemas. 

Outro destaque brasileiro é o longa Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral, na mostra Feature Films Contrechamp in Competition. No longa, Bob Spit, um personagem de quadrinhos, vive em um deserto pós-apocalíptico na mente de seu criador, o lendário cartunista Angeli. Quando Angeli decide matar Bob, o velho punk deixa este deserto e encara seu criador. O filme conta com a voz do ator e cantor Paulo Miklos.

O longa-metragem baiano Meu Tio José, escrito e dirigido por Ducca Rios, também se destaca na mesma mostra. Inspirado na história da família do diretor, narra o assassinato de José Sebastião de Moura, membro do grupo de esquerda Dissidência da Guanabara e que participou do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, sob o olhar de uma criança, Adonias.

“É uma obra importante, cíclica. Começa num golpe e vai ser lançada durante um outro golpe. Ela toca as pessoas porque faz essa revisita, lembrando esse evento trágico da minha infância, que remete a tantas lembranças com ele. Foi meu tio que me ensinou a nadar, ele brincava muito comigo e com meu irmão”, conta o diretor. Aliando essas boas memórias afetivas ao trabalho com cinema, Ducca decidiu homenageá-lo com seu primeiro longa-metragem chamando atenção para um crime até hoje sem resposta. “Tem muita coisa ficcional, usando a simbologia da época, como o próprio ato de ilustrar, de fazer um filme todo desenhado a mão, mas boa parte é baseada em fatos reais”, revela.

Historicamente, José permaneceu exilado durante dez anos, antes de retornar ao Brasil, onde foi morto em um crime com evidências fortes de motivação político-ideológica e que permanece sem solução. Na trama, o conflito principal se dá a partir de uma redação que Adonias tem que escrever na escola, mesmo dia em que seu tio sofre o atentado, em 1983, sendo depois levado ao hospital em estado grave. Daí em diante, Adonias tem que lidar com a tristeza de sua família, com as desavenças na escola e com a angústia de ter que cumprir a tarefa pedida pela professora.   

Com produção executiva de Maria Luiza Barros e distribuição no Brasil da Tucuman, o elenco conta com grandes nomes do cinema como Wagner Moura, dando voz a José; Lorena Comparato encarna a professora Adriana; e Tonico Pereira vive o diretor da escola. Na trilha sonora, cinco canções de Chico Buarque se apresentam desconstruídas e com uma roupagem rock’n’roll em versões totalmente instrumentais, a não ser Apesar de Você, que ganha interpretação de Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado.

O Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy acontecerá entre os dias 14 e 19 de junho

Foto: Divulgação.

Circuito Penedo de Cinema 2021 abre inscrições para mostras competitivas

por: Cinevitor
Os curtas-metragens podem ser inscritos gratuitamente até 11 de julho.

A 11ª edição do Circuito Penedo de Cinema está marcada para acontecer entre os dias 22 e 28 de novembro, em formato híbrido (on-line e presencial) e gratuito, consolidando-se como uma das iniciativas mais importantes de estímulo à produção e difusão do audiovisual brasileiro. O processo de inscrição dos curtas-metragens para as mostras competitivas inicia no dia 21 maio e vai até 11 de julho; para acessar o edital completo basta entrar no Instagram do Circuito (clique aqui).

Os realizadores devem se inscrever on-line exclusivamente através da plataforma FilmFreeway. As produções podem ser inscritas em uma das três mostras competitivas que compõem o Circuito: 14º Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, aberto para todos os realizadores, sem nenhuma restrição de abordagem, exceto filmes publicitários e institucionais; 11º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, direcionado para produções feitas nas instituições de ensino superior e escolas técnicas de cinema de qualquer parte do país; e 8º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental, que recebe curtas com temáticas direcionadas ao meio ambiente, com abordagem nos ambientes natural ou antrópico.

Para concorrer, os proponentes têm que ser diretores ou produtores dos filmes, que devem ter até 25 minutos de duração, incluindo os créditos, e não haver participado de seletivas em edições anteriores do Circuito Penedo. O resultado da seleção está programado para ser divulgado no dia 30 de agosto. 

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas serão avaliadas por um Júri Oficial convidado pelo festival, a ser divulgado posteriormente, e também por um Júri Popular, que será definido a partir da votação do público durante o evento. Os realizadores concorrerão ao Troféu Canoa de Tolda de melhor filme em cada categoria (brasileiro, universitário e ambiental).

Além das tradicionais Mostras Competitivas, o Circuito conta com a Mostra de Cinema Infantil, que também está recebendo propostas de curtas-metragens. A seleção da curadoria se dará a partir das inscrições voluntárias dos produtores, conforme o edital lançado nesta segunda-feira.

A última edição do Circuito trouxe o formato híbrido, inédito no cenário dos festivais de cinema no Brasil. Na ocasião, o evento recebeu mais de 800 filmes inscritos de toda parte do país.

Ano após ano, o Circuito se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo recebe uma programação intensa e gratuita. Com a execução também digital do Circuito, além dos filmes disponibilizados no site do evento, debates, rodas de conversa e oficinas passaram a acontecer em formato on-line. O programa engloba ainda a exibição de longas-metragens brasileiros e uma retrospectiva da Mostra Sururu de Cinema Alagoano.

O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor que o evento se faz ainda mais importante.

Foto: Kamylla Feitosa.

In-Edit Brasil 2021: conheça os filmes brasileiros selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta João Bosco e Aldir Blanc. Parceria é isso aí., de Pedro Pontes.

A 13ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical acontecerá entre os dias 16 e 27 de junho, com mais de 50 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial.

Pelo segundo ano consecutivo, o festival será on-line para todo território nacional. A programação completa estará disponível na plataforma do evento com filmes gratuitos e com limite de visualizações. Parte da seleção estará disponível também nas plataformas do Sesc Digital e Spcine Play, com acesso gratuito.

No Panorama Brasileiro, dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros, o festival celebra mais um ano com uma boa safra de documentários musicais, apesar da crise no setor, apresentando personagens como João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Chico Mário (irmão de Henfil e Betinho), Alzira Espíndola, o revolucionário maestro e compositor José Siqueira, o rapper Speedfreaks, a banda Made In Brazil, o road movie com Yamandu Costa e o guitarrista argentino Lúcio Yanel, Zeca Baleiro desvendo os sons do Maranhão, entre outros.

Além dos filmes, o In-Edit Brasil também apresentará uma mostra especial com um renomado diretor internacional, bate-papos e shows.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o In-Edit Brasil 2021:

COMPETIÇÃO NACIONAL

Alzira E. Aquilo que eu nunca perdi, de Marina Thomé
Canto de Família, de Paula Bessa Braz e Mihai Andrei Leaha
Chico Mário – A Melodia da Liberdade, de Silvio Tendler
Dois Tempos, de Pablo Francischelli
Jair Rodrigues – Deixem que Digam, de Rubens Rewald
Paulo César Pinheiro – Letra e Alma, de Andrea Prates e Cleisson Vidal
Secos & Molhados, de Otávio Juliano
Swingueira, de Bruno Xavier, Roger Pires, Yargo Gurjão e Felipe de Paula
Toada de José Siqueira, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques

MOSTRA BRASIL

Brincando com Maracatu, de Mike Felipov (Canadá/Brasil)
Esta é uma banda Made in Brazil, de Egler Cordeiro
Filme Hõkrepöj, de Carlos Nacimbeni
Gritando!, de Alexandre Mapa
Histórias e Rimas – O Filme, de Rodrigo Giannetto
Speedfreak$: Psicopata Camarada, de Rafa Porto
Ventos que Sopram Maranhão, de Neto Borges

CURTA UM SOM

A Viagem de Ebrima, de Iago Seoane e Rudá Rosa
Anti-corpos – pieces of queer tour, de Brunella Martina
Esse é o meu corre, de Arcelino Batista dos Santos
João Bosco e Aldir Blanc. Parceria é isso aí., de Pedro Pontes
Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho
Raízes – Um Piano na Amazônia, de Carla Ruaro, João Santos e Tatiana Cobbett
Shirá, de Ary Diesendruck
Tambor ou Bola, de Sérgio Onofre
Texas Carlos Massacre, de Gurcius Gewdner

*A seleção internacional será divulgada no começo de junho.

Foto: Divulgação.

Noites de Alface, com Marieta Severo e Everaldo Pontes, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Protagonistas em cena: estreia em junho.

Rodado em 2018, em Paquetá, no Rio de Janeiro, o drama Noites de Alface, protagonizado por Marieta Severo e Everaldo Pontes, marca a estreia do premiado diretor de curtas e documentarista carioca Zeca Ferreira na direção de um longa de ficção.

O cineasta, que também assina o roteiro, se inspirou no romance homônimo da escritora paulista Vanessa Bárbara: “Noites de Alface é um filme sobre como é envelhecer, comportando então uma série de subtemas dele derivados: a solidão, as perdas, o isolamento, as limitações físicas, o medo de perder a razão e a proximidade da morte. O que torna o projeto original é a forma leve com que se aproxima de assuntos tão densos e espinhosos”, disse o diretor.

Na pacata vila onde passaram toda sua vida, Ada, interpretada por Marieta Severo, e Otto, papel de Everaldo Pontes, se veem diante de um mistério: o sumiço repentino do carteiro Aidan, vivido por Pedro Monteiro. Enquanto devora livros de suspense, Otto vasculha suas lembranças para tentar encontrar alguma pista e espia pela janela a rotina dos vizinhos. Entre eles, o farmacêutico Nico (João Pedro Zappa), especialista em bulas de remédio e inconveniente nas horas vagas; a excêntrica Dona Iolanda (Teuda Bara); Teresa (Inês Peixoto) e seus cachorros barulhentos; Mayu (Lumi Kim) e seu avô, o velho Taniguchi (Antônio Sakatsume), um japonês ex-combatente de guerra que sofre do mal de Alzheimer; e do carteiro principal da cidade, Aníbal (Romeu Evaristo).

Produzido por Alexandre Rocha e Marcelo Pedrazzi, da Afinal Filmes, com coprodução do Canal Brasil e recursos geridos pelo FSA/BRDE, o longa tem distribuição da Pipa Pictures e conta com recursos do edital da Lei Aldir Blanc no lançamento comercial.

Assista ao trailer de Noites de Alface, que estreia no dia 24 de junho:

Foto: Divulgação/Afinal Filmes.

Tragam-me a Cabeça de Carmen M.

por: Cinevitor

Direção: Felipe Bragança, Catarina Wallenstein.

Elenco: Catarina Wallenstein, Helena Ignez, Higor Campagnaro, Marcos Sacramento, Lux Nègre, Luiz Alfredo Montenegro, Priscila Lima.

Ano: 2019

Sinopse: Ana, uma atriz portuguesa, vem ao Rio de Janeiro e mergulha no pesadelo cultural brasileiro atual, enquanto procura viver Carmen Miranda em um misterioso longa-metragem dirigido por uma diretora fantasma.

*Filme visto na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Nota do CINEVITOR:

Conheça os vencedores do MTV Movie & TV Awards 2021

por: Cinevitor
Pipoca dourada: Sacha Baron Cohen homenageado.

Considerado um dos prêmios mais divertidos do cinema e da TV, o MTV Movie & TV Awards foi realizado, este ano, em duas noites. No domingo, 16/05, em cerimônia apresentada por Leslie Jones, direto do Palladium, em Los Angeles, foram anunciados os melhores do cinema e da televisão. Na segunda-feira, 17/05, aconteceu o MTV Movie & TV Awards: UNSCRIPTED, uma celebração totalmente inédita que relembrou momentos marcantes de reality shows.

Nesta edição, a premiada atriz Scarlett Johansson foi homenageada com o Generation Award, prêmio que celebra artistas que deixaram seu nome na história do cinema e da televisão. Scarlett une-se a uma lista de artistas icônicos que já foram honrados, como: Sandra Bullock, Jim Carrey, Tom Cruise, Reese Witherspoon, Mike Myers, entre outros.

O ator e comediante britânico Sacha Baron Cohen, que estava indicado com Borat: Fita de Cinema Seguinte e Os 7 de Chicago, recebeu o prêmio Gênio da Comédia, honraria já entregue para nomes como Will Ferrell, Kevin Hart e Melissa McCarthy. O ator Chadwick Boseman, que morreu em agosto do ano passado, recebeu uma homenagem póstuma na categoria de Melhor Atuação em FIlme por seu trabalho em A Voz Suprema do Blues.

Neste ano, a série WandaVision, que liderava a lista com cinco indicações, foi a grande vencedora com quatro prêmios. Entre os filmes, Borat: Fita de Cinema Seguinte foi indicado em três categorias.

Vale lembrar que no ano passado, por conta da pandemia de Covid-19, a premiação teve uma edição diferente, sem suas tradicionais categorias, chamada MTV Movie & TV Awards: Greatest Of All Time, que celebrou momentos icônicos do cinema e da TV desde os anos 1980; o evento foi apresentado pela atriz e cantora Vanessa Hudgens.

Conheça os vencedores do MTV Movie & TV Awards 2021:

MELHOR FILME
Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre

MELHOR SÉRIE
WandaVision

MELHOR ATUAÇÃO | CINEMA
Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues

MELHOR ATUAÇÃO | SÉRIE
Elizabeth Olsen, por WandaVision

MELHOR HERÓI
Anthony Mackie, por Falcão e o Soldado Invernal

MELHOR VILÃ ou VILÃO
Kathryn Hahn, por WandaVision

MELHOR BEIJO
Chase Stokes e Madelyn Cline, em Outer Banks

MELHOR ATUAÇÃO ASSUSTADA
Victoria Pedretti, em A Maldição da Mansão Bly

ARTISTA REVELAÇÃO
Regé-Jean Page, por Bridgerton

MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
Leslie Jones, por Um Príncipe em Nova York 2

MELHOR LUTA
Wanda vs. Agatha, em WandaVision

MELHOR DUPLA
Anthony Mackie e Sebastian Stan, em Falcão e o Soldado Invernal

MELHOR MOMENTO MUSICAL
Edge Of Great, em Julie and the Phantoms

GÊNIO DA COMÉDIA
Sacha Baron Cohen

PRÊMIO MTV GENERATION
Scarlett Johansson

Movie & TV Awards: UNSCRIPTED

MELHOR REALITY SHOW | DOCUMENTÁRIO
Jersey Shore Family Vacation

MELHOR REALITY SHOW DE RELACIONAMENTO
The Bachelorette

MELHOR ELENCO DE REALITY SHOW
RuPaul’s Drag Race

MELHOR SÉRIE DE COMPETIÇÃO
RuPaul’s Drag Race

MELHOR REALITY SHOW DE LIFESTYLE
Nailed It!

MELHOR SÉRIE SEM ROTEIRO
Selena + Chef

BEST TALK SHOW
The Daily Show with Trevor Noah

MELHOR GAME SHOW DE COMÉDIA
Impractical Jokers

MELHOR APRESENTADOR
RuPaul, por RuPaul’s Drag Race

ESTRELA REVELAÇÃO REDES SOCIAIS
Bretman Rock

MELHOR PROGRAMA DE INVESTIGAÇÃO
Catfish: The TV Show

MELHOR BRIGA EM SÉRIE DE TV
Kourtney Kardashian vs. Kim Kardashian, em Keeping Up With The Kardashians

MELHOR REALITY SHOW INTERNACIONAL
Love Island

MELHOR DOCUMENTÁRIO MUSICAL
Break the Silence: The Movie

Foto: Reprodução YouTube.

Com Ary França e Cacau Protásio, Amarração do Amor, de Caroline Fioratti, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Ary França e Cacau Protásio em cena: disputa entre sogros.

Com direção de Caroline Fioratti, de Meus 15 Anos, a comédia Amarração do Amor, que tem estreia programada para o dia 24 de junho nos cinemas, narra a história de amor entre uma jovem judia e um umbandista, além de uma divertida disputa entre os futuros sogros.

Um folheto escrito Trago seu amor em 3 dias foi o que uniu de maneira despretensiosa o casal Bebel (Samya Pascotto) e Lucas (Bruno Suzano). Apaixonados e juntos há um ano, eles decidem se casar de maneira simples, numa cerimônia com o jeitinho dos dois. Mas não é bem assim que suas famílias idealizaram esse momento.

Pai de Bebel, Samuel, interpretado por Ary França, fará de tudo para que o casamento siga a tradição judaica, com direito a rupá e rabino. Mas, para isso, ele vai ter que enfrentar a determinação de Regina, vivida por Cacau Protásio, mãe de Lucas e dedicada mãe de santo, que já chega fazendo planos e pedindo que a união aconteça em seu terreiro. É a partir daí que os dois protagonizam uma divertida disputa para que o rito de suas religiões prevaleça, mesmo contra a vontade dos filhos.

“Essa mistura de religiões e tradições tem tudo a ver com a essência do povo brasileiro. Amarração do Amor é um filme original, inovador e que traz de volta às telonas o gênero que tanto faz sucesso aqui: a comédia romântica. O filme promete fazer o público rir e se emocionar com as diferenças culturais deste casamento para lá de inusitado”, adianta Márcio Fraccaroli, diretor geral da Paris Filmes.

A produtora Iafa Britz, da Midgal Filmes, destaca a consultoria de Mãe Nancy (umbanda) e de Michel Gherman (judaísmo) que os auxiliaram desde a concepção do roteiro até as filmagens: “É uma comédia divertidíssima, mas tivemos todo o cuidado ao abordar as tradições de cada uma das religiões. Todos temos alguma história para contar de embate com a própria sogra, ou o próprio sogro. Quisemos contar a história de um casamento como qualquer outro, mas uma união que possivelmente traria uma crise somente no Brasil. Logo neste país tão sincrético, o patriarca judeu e a matriarca umbandista travam uma disputa hilária de controle sobre os filhos. Eles vão descobrir que há mais coisas em comum que diferenças, mas são muito teimosos, e esse será o grande desafio para a celebração de amor”, conclui a produtora.

O elenco conta também com Malu Valle, Maurício de Barros, Lorena Comparato, Vinícius Wester, Ramon Francisco, Bel Kutner e Cassio Pandolfh. O longa conta ainda com a participação especial de Berta Loran, Clementino Kelé e Gilberto Marmorosh (in memoriam). Com roteiro de Carolina Castro, Marcelo Andrade e Caroline Fioratti, o filme tem produção da Migdal Filmes, coprodução da Fox Film do Brasil e distribuição da Paris Filmes/Downtown Filmes.

Assista ao trailer de Amarração do Amor:

Foto: Divulgação.

Amigas de Sorte

por: Cinevitor

Direção: Homero Olivetto

Elenco: Susana Vieira, Arlete Salles, Rosi Campos, Klebber Toledo, Otávio Augusto, Luana Piovani, Julio Rocha, Bruno Fagundes, Paulo Gabriel, Antônio Lima, Marina Diniz, Daniel Mendez, Luiz Gil, Noemi Marinho, Raimundo Moura, Andrea Di Maio, Marcelo Zorzeto, Thiago Carreira, Thais Medeiros, Laura Rodrigo, André Falcão, Fernando de Paula, Adriano Carmona, Daniel Siwek, Renato Chocair, Joca Andreazza, Alexandre Roit, Fábio Guará, Maria Fernanda Cirino Conceição, Raissa Czech Fernandes, Luiza de Mendonça Boueri Poroca, Bárbara Ferraz Cantão, Arthur José Luiz Lavigne Olivetto, Heitor Lavigne Olivetto, Isabela Stefani Quintella, Leonardo Freitas Vieira Roque, Maria Eduarda Monteiro Iasi, Mariah Morena Ruas Miranda, Nicholas Bryan Mendes Alkmim, Raphaella Vitoria Paro, Valentina Figueiredo Freire, Manuela da Silveira, Natalia Chiarelli, Victoria Cesperes, Paula Silva, Alejandro Jurado, Leandro Nunes, Rafael Soliwoda, Diego de Gregorio, Fede Guerra, Horacio Camandulle, Nestor Guzzini, Diego Dopico, Martina Carriquiry, Fede Capra, Robert Moré, Augusto Gordillo, Carlos Rompani, Pablo Robles, Gustavo Saffores, Agustin Perez, Luca Torraz, Santiago Magariños, Mario Fourcade, Fernando Ferrer, Anne Cobham, Daniel Romano, Pilar Rovira, Gabriel Cadimar, Alejandra Mendez, Alejandro Acosta, Maxi Arrieri, Jose Lopez, Hugo Paredes, Maria Drocco, Leticia Perez, Ivan Rezki, Andres Ferrara, Juan Martin Lopez, Magdalena Barrot, Violeta.

Ano: 2021

Sinopse: Nelita, Nina e Rita moram no Bairro Bexiga, têm pouco mais de setenta anos e são amigas desde a mais tenra idade. Financeiramente vivem uma vida modesta com seus respectivos trabalhos, mas nunca deixaram de sonhar com uma vida melhor, mais confortável, que possa lhes dar um pouco mais de liberdade. Até que a sorte chega.

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com as atrizes Arlete Salles e Rosi Campos e com o diretor.

Nota do CINEVITOR: