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CINEVITOR #388: Entrevistas com Arlete Salles, Rosi Campos e Homero Olivetto | Amigas de Sorte

por: Cinevitor
Diversão: Rosi Campos e Arlete Salles em cena.

Dirigido por Homero Olivetto, de Reza a Lenda, com roteiro de Lusa Silvestre, de Estômago e do inédito Medida Provisória, e argumento de Alexandre Machado e Fernanda Young, Amigas de Sorte estreia em VOD nesta segunda-feira, 17/05, nas plataformas Now, Sky, Vivo, Oi, Looke, iTunes e Google Play.

Protagonizado por Arlete Salles, Rosi Campos e Susana Vieira, a história é centrada em três personagens femininas da terceira idade: Nelita, Nina e Rita. Elas moram no bairro Bexiga, em São Paulo, e são amigas desde a juventude, cultivando sempre o sonho de um dia se tornarem ricas, pois vivem com o dinheiro contado de seus respectivos trabalhos: Nelita é dona de um antiquário, Nina tem uma cantina e Rita é professora aposentada.

Um dia a sorte chega com um valor suficiente para que as três tenham uma vida confortável. Mas, antes de pensar nesse futuro elas se dão o direito de embarcar numa aventura em um país não tão longe daqui, mas que lhes permite o descanso do cotidiano sempre dedicado aos maridos, filhos, sobrinhos e netos.

Produzido por Tatiana Quintella, da Popocon, com coprodução da Globo Filmes, o longa foi filmado em São Paulo, Montevidéu e Punta del Este. O elenco conta também com Klebber Toledo, Otávio Augusto, Luana Piovani, Julio Rocha e Bruno Fagundes.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais com entrevistas. Confira:

PARTE 1:
Entrevista com Arlete Salles

PARTE 2:
Entrevista com Rosi Campos e Homero Olivetto

Foto: Catarina Sousa.

Cine Tamoio 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Mateus Maia e Carlos Eduardo Ferraz em Os Últimos Românticos do Mundo.

Foram anunciados neste domingo, 16/05, em uma cerimônia virtual, os vencedores da sexta edição do Cine Tamoio – Festival de Cinema de São Gonçalo, que este ano aconteceu em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19. Os premiados foram contemplados com o Troféu Tupinambá.

Idealizado pelo cineasta Alberto Sena, o festival foi criado em 2016, com o intuito de fomentar a produção da sétima arte no município de São Gonçalo e adjacências, com isso, alimentar o interesse dos alunos de cinema e dos cinéfilos para a geração de um mercado regional, com produções de cinema independentes, visando atrair produtores e diretores de outras cidades, estados e países, além da formação de plateia para as produções independentes.

O Cine Tamoio tem fundamental importância no estado do Rio de Janeiro por ser o maior festival do leste fluminense envolvendo produtores e realizadores audiovisuais, teóricos, agentes culturais, professores, alunos e movimentos sociais. O evento é um encontro de exibições, debates e discussões da produção do audiovisual municipal e nacional.

Neste ano, o grande homenageado foi o ator, dublador, iluminador, cantor e compositor Wilson Rabelo. A seleção da sexta edição contou com 159 produções, entre 409 inscritos de 21 estados brasileiros, além de títulos de Cuba e Estados Unidos.

Conheça os vencedores do 6º Cine Tamoio:

MELHOR CURTA | ANIMAÇÃO
Peixinho, de Edson Silva Germinio (MG)

MELHOR CURTA | DOCUMENTÁRIO
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)

MELHOR CURTA | FICÇÃO
Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)

MELHOR CURTA | GONÇALENSE
Olha-te, de Anna Carolina Araújo Santos Otsuka (RJ)

MELHOR CURTA | INDÍGENA
Tupinambá Subiu a Serra, de Daniel Neves e Mario Cabral (SP)

MELHOR CURTA | LGBTQIA+
E Agora, Maria?, de Bruna Maria e Camila Gregório (BA)

MELHOR CURTA | NEGRO
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite (SP)

MELHOR CURTA | TERROR
Obscura, de Matheus Maltempi (SP)

MELHOR VIDEOCLIPE
Chato, de Jessica Lauane (MA)

JÚRI POPULAR
Sentido, de Johann Alekssander Amaral Silva (PR) (videoclipe)

Melhor Direção: Henrique Arruda, por Os Últimos Românticos do Mundo
Melhor Atriz: Cássia Damasceno, por Vai Melhorar
Melhor Atriz Coadjuvante: Valéria Monã, por Egum
Melhor Ator: Carlos Eduardo Ferraz, por Os Últimos Românticos do Mundo
Melhor Ator Coadjuvante: Ícaro Negroni, por Aperto, e Luiz Carlos Vasconcelos, por Menino Azul
Melhor Roteiro: Vai Melhorar, escrito por Pedro Fiuza
Melhor Fotografia: Obscura, por Rafael Ismael
Melhor Figurino: Os Últimos Românticos do Mundo, por Maria Esther Albuquerque
Melhor Direção de Arte: Aperto, por Luiz Áureo
Melhor Montagem: Os Últimos Românticos do Mundo, por Sylara Silvério
Melhor Trilha Sonora: A Vida é Coisa que Segue, por Rubinho Jacobina e Rodrigo Sá
Melhor Cartaz: Egum, por Simba e Yuri Costa

MENÇÃO HONROSA
A Única coisa que Entendo como Norte é a Liberdade, de Luciana Cezário (MG)
Lama, de Virgínia de Ferrante (SP)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)

Foto: Barbara Hostin.

Morre, aos 87 anos, a atriz Eva Wilma

por: Cinevitor
A atriz, em 2012, no Festival de Gramado: homenageada.

Morreu neste sábado, 15/05, aos 87 anos, a atriz Eva Wilma, considerada uma das maiores artistas do país. Ela estava internada há um mês no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por conta de problemas cardíacos e renais. Há uma semana foi diagnosticada com câncer de ovário e não resistiu devido a uma insuficiência respiratória ocasionada pela disseminação da doença pelo corpo.

Nascida em 14 de dezembro de 1933, na capital paulista, iniciou sua carreira artística aos quatorze anos como bailarina clássica. Fez parte do São Paulo Ballet e logo depois foi convidada por José Renato, produtor e diretor do Teatro Brasileiro de Comédia, para inaugurar a primeira turma de teatro de arena. Nessa época, se destacou em diversos espetáculos, como Judas em Sábado de Aleluia, A Megera Domada e Queridinha Mamãe.

Seu primeiro trabalho nas telonas aconteceu em 1953 na comédia Uma Pulga na Balança, do cineasta italiano Luciano Salce, realizada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Dirigida por Armando Couto, atuou ao lado de Procópio Ferreira em O Homem dos Papagaios e A Sogra. Também participou de O Craque e O Cantor e o Milionário, ambos de José Carlos Burle, e protagonizou Chico Viola Não Morreu, cinebiografia do cantor Francisco Alves. Ganhou destaque em Cidade Ameaçada, de Roberto Faria; A Ilha, de Walter Hugo Khouri; O Quinto Poder, de Alberto Pieralisi; entre outros.

Em 1968, fez teste para participar do filme Topázio, de Alfred Hitchcock. Mesmo aplaudida pela equipe, perdeu o papel para uma atriz alemã. Porém, a carreira internacional aconteceu com outras produções, como: Noites Quentes em Copacabana e Convite ao Pecado, do cineasta alemão Horst Hächler.

No cinema brasileiro também se destacou em São Paulo, Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person; Jogo Perigoso, de Luis Alcoriza e Arturo Ripstein; A Arte de Amar Bem, baseado na peça homônima de Silveira Sampaio; Asa Branca: Um Sonho Brasileiro, de Djalma Limongi Batista; O Menino Arco-Íris, de Ricardo Bandeira; Feliz Ano Velho, de Roberto Gervitz; Veias e Vinhos – Uma História Brasileira, de João Batista de Andrade; O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli; A Guerra dos Vizinhos, de Rubens Xavier; e o curta Minha Mãe, Minha Filha, de Alexandre Estevanato.

Além do sucesso no teatro e no cinema, Eva Wilma se tornou uma das maiores atrizes da TV brasileira. Sua estreia nas telinhas aconteceu em 1953, no seriado Namorados de São Paulo. Posteriormente, Cassiano Gabus Mendes mudou o título da série para Alô, Doçura, que contava também com John Herbert, com quem foi casada por mais de vinte anos, no elenco. O seriado, que durou dez anos, entrou para o Guiness Book como o mais longo do país e rendeu o Troféu Imprensa, em 1964, de Destaque do Ano para Eva Wilma. O casal ainda trabalhou em outras diversas produções.

Vilã inesquecível na novela A Indomada: premiada.

Na década de 1970, já casada com Carlos Zara, participou de novelas de grande sucesso, entre elas, Meu Pé de Laranja Lima e Nossa Filha Gabriela, ambas de Ivani Ribeiro. Ganhou ainda mais destaque ao interpretar as gêmeas Ruth e Raquel, na primeira versão de Mulheres de Areia. Atuou também em A Barba Azul, A Viagem, O Julgamento, Roda de Fogo e no remake de O Direito de Nascer.

Depois de sua passagem pela TV Tupi, foi contratada pela Rede Globo e interpretou outros diversos personagens marcantes. Trabalhou em Plumas e Paetês, Elas por Elas, Que Rei Sou Eu?, Ciranda de Pedra, Transas e Caretas, Sassaricando, Pedra sobre Pedra, O Mapa da Mina, Pátria Minha, História de Amor, O Rei do Gado, Esperança, Fina Estampa, Verdades Secretas, entre outras. Em A Indomada, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, interpretou a cômica e perversa vilã Maria Altiva Pedreira Mendonça de Albuquerque, um de seus papéis mais marcantes.

Com tantos trabalhos de sucesso, Eva Wilma recebeu diversos prêmios. No teatro, foi consagrada com o Prêmio Shell, Prêmio Molière e Prêmio Sharp pela peça Queridinha Mamãe. Pela Associação Paulista de Críticos de Artes recebeu o Troféu APCA três vezes pelas novelas Mulheres de Areia, A Viagem e A Indomada. Sua trajetória inclui ainda: Prêmio Assis Chateaubriand, Prêmio Globo de TV, Troféu Roquette Pinto, Prêmio Saci, Prêmio Governador do Estado, Troféu Imprensa, Prêmio Aplauso Brasil, Troféu Mário Lago, entre muitos outros.

Foi homenageada no Festival de Cinema de Vitória, Curta Santos, Festival de Cinema de Maringá, Festival de Cinema da Lapa, CinEuphoria, em Portugal, Festival de Gramado com o Troféu Cidade de Gramado, entre outros. Ainda nas telonas, foi premiada no Cine PE e no Curta Caicó. Em 2020, recebeu o Prêmio Cesgranrio de Teatro de carreira honorária. Na década de 1960, por conta do seriado O Amor Tem Cara de Mulher, da TV Tupi, foi homenageada em Cuba. Além disso, também se destacou em importantes festivais internacionais, como Berlim e Veneza.

Na vida pessoal, um dos momentos marcantes foi sua participação, em 1968, na Passeata dos Cem Mil, uma manifestação popular contra a ditadura militar brasileira, ao lado das atrizes Eva Todor, Tônia Carrero, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Bengell. Além disso, em 2016, foi hospitalizada por conta de uma embolia pulmonar leve, permanecendo internada por três semanas.

Seu último trabalho na TV foi na novela O Tempo Não Para. No cinema, fez parte do elenco do inédito As Aparecidas, de Ivan Feijó.

Fotos: Edison Vara/Pressphoto e Rede Globo.

A Mulher na Janela

por: Cinevitor

The Woman in the Window

Direção: Joe Wright

Elenco: Amy Adams, Gary Oldman, Anthony Mackie, Fred Hechinger, Wyatt Russell, Brian Tyree Henry, Jennifer Jason Leigh, Jeanine Serralles, Mariah Bozeman, Julianne Moore, Daymien Valentino, Anna Cameron, Myers Bartlett, Haven Paschall, Ben Davis, Blake Morris, Donat Balaj, Liza Colón-Zayas, Rand Guerrero, Gigi Jones, Marcella Lentz-Pope, Tracy Letts, Ava Matlock, Amanda Rabinowitz, Arianna Santos.

Ano: 2021

Sinopse: A psicóloga infantil Anna Fox sofre de agorafobia. Confinada em casa, ela começa a observar pela janela a vida aparentemente perfeita dos vizinhos da frente. Um dia, ela acaba sendo testemunha de um crime violento, que vira sua vida de cabeça para baixo. Baseado no best-seller de Tracy Letts, este suspense psicológico revela segredos terríveis e mostra que ninguém é o que parece.

Nota do CINEVITOR:

Com Manu Gavassi, Me Sinto Bem Com Você, de Matheus Souza, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Manu Gavassi: atriz e produtora associada.

Dirigido por Matheus Souza, de Apenas o Fim e Tamo Junto, Me Sinto Bem Com Você estreia no dia 20 de maio exclusivamente no Amazon Prime Video. Filmado durante a pandemia de Covid-19, em apenas um mês, o longa conta com a atriz e cantora Manu Gavassi no elenco, que assina também como produtora associada.

O filme apresenta cinco histórias de amor em tempos de quarentena. Um casal de ex-namorados troca mensagens pela primeira vez desde o término; duas jovens que acabaram de se apaixonar vivem o medo da relação esfriar pela distância; irmãs que se afastaram antes da pandemia tentam retomar a amizade e redescobrir a importância da família; dois ficantes em um relacionamento sem rótulos exploram meios de sobreviver à ausência do toque; e um casal que não se aguenta mais tenta lidar com a obrigação da convivência 24 horas por dia. Pessoas, em meio ao isolamento social, fazendo de tudo para se manterem próximas.

O elenco conta também com Matheus Souza, Richard Abelha, Amanda Benevides, Thuany Parente, Clarissa Müller, Gabz, Isabella Moreira, Victor Lamoglia e Thati Lopes. Produzido por Gustavo Baldoni e Mário Peixoto, da Delicatessen Filmes, o roteiro é assinado por Souza com a colaboração de Gavassi, Amanda Benevides e Gabz. Camila Cornelsen é responsável pela direção de fotografia, Ana Arietti pela direção de arte, Carol Roquete pelo figurino, Paula Vidal pela maquiagem e Rodrigo Daniel Melo pela edição.

Confira o trailer de Me Sinto Bem Com Você:

Foto: Divulgação.

Festival de Cinema de Gramado confirma 49ª edição em agosto e formato híbrido

por: Cinevitor
Gramado 2021: exibições on-line e na TV.

Programada para acontecer entre os dias 13 e 21 de agosto, a 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado seguirá os moldes implementados na edição anterior, que foi pioneira no Brasil ao mesclar o digital com a televisão.

O evento prepara para este ano uma edição on-line e com exibição oficial pelo Canal Brasil. A decisão parte do entendimento de que é necessário manter a realização, mas de forma segura, diante do cenário da pandemia de Covid-19, e como importante janela para o setor audiovisual, já bastante impactado: “Seja pela televisão, pelo computador, pelo celular ou pelo tablet. Vamos levar Gramado para a casa dos brasileiros. Enquanto ainda não podemos nos reunir nas salas de cinema, vamos aproveitar o melhor do audiovisual gaúcho, brasileiro e latino do conforto do sofá da nossa casa”, disse Diego Scariot, diretor de eventos da Gramadotur, autarquia municipal responsável pela realização do festival.

Exibidor oficial do evento, o Canal Brasil reforça sua parceria de décadas com Gramado que ganhou mais um capítulo na última edição. O canal será novamente a tela oficial das Mostras Competitivas: longas-metragens brasileiros e estrangeiros e curtas-metragens brasileiros. Como novidade, o Canal Brasil irá exibir, também na grade linear, os longas-metragens gaúchos, dando mais visibilidade às produções do Rio Grande do Sul. Os curtas-metragens gaúchos ficarão disponíveis no serviço de streaming Canal Brasil Play.

Além da exibição inédita, o Canal mantém sua cobertura jornalística e a transmissão ao vivo da cerimônia de premiação. O conteúdo terá espaço no canal de TV por assinatura, disponível pelas principais operadoras do país.

Outra parceira que retorna nesta 49ª edição é a TVE-RS. A emissora pública gaúcha será mais uma vez palco da coletiva de lançamento do evento e revelação dos filmes concorrentes, prevista para primeira quinzena de julho. A emissora irá exibir, também, os curtas-metragens produzidos no estado, os debates com realizadores gaúchos e as cerimônias de premiação. Uma das novidades da edição será a exibição dos filmes e debates em quatro programas. 

Para Caio Klein, diretor geral da TVE, firmar novamente essa parceria é um compromisso de respeito com os produtores e realizadores gaúchos: “O Festival de Gramado é um orgulho para o nosso estado. São quase 50 anos de uma história de resistência e amor pelo cinema. Poder ter a TVE como parceira desse evento e levar para nosso público o que está sendo produzido por cineastas gaúchos nos orgulha muito”, comentou.

Mesmo com a dificuldade enfrentada pelo setor audiovisual no Brasil e na América Latina, a 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado apresentou um aumento de 14% no número de filmes inscritos para as mostras de curtas-metragens brasileiros (CMB), longas-metragens brasileiros (LMB) e longas-metragens estrangeiros (LME). 

Produções de 23 estados e do Distrito Federal estão entre os inscritos. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná e Minas Gerais são os estados que concentram o maior número de produções. Entre os inscritos estrangeiros, estão produções de países como Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai.

Ao total, foram 760 filmes inscritos: 133 longas-metragens brasileiros, 45 longas-metragens estrangeiros e 582 curtas-metragens brasileiros participarão da seleção. Na série histórica, computada desde 2012, os números colocam a edição como a quarta com maior número de produções inscritas. 

A organização comemora os resultados positivos e agradece pela confiança dos realizadores no evento, ainda que em um cenário desafiador: “Sabemos que é um momento difícil para a cadeia do audiovisual. Ter recebido esse número de inscrições em um momento tão difícil reforça nosso compromisso com o setor e nos garante a confiança para realizar mais um Festival. Queremos agradecer a todos os realizadores que confiaram seus filmes a Gramado”, comenta a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk.

Vale lembrar que as inscrições para curtas e longas gaúchos seguem até o dia 25 de maio. Os regulamentos de cada mostra, bem como as fichas de inscrição, podem ser acessados no site oficial do evento.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Embaúba Play: plataforma estreia com mostra gratuita de filmes

por: Cinevitor
Cena do longa Canto dos Ossos, de Petrus de Bairros e Jorge Polo.

Para comemorar o lançamento da plataforma Embaúba Play, acontecerá, entre os dias 14 de maio e 12 de junho, a 1ª Mostra Embaúba Play, gratuita, com 80 produções entre longas, médias e curtas divididos em seis programas; todos com curadorias e temáticas específicas.

Na abertura e encerramento do festival será exibido o curta Sem Título #1: Dance of Leitfossil, de Carlos Adriano, que ficará disponível durante os três primeiros e os três últimos dias da mostra. O filme faz parte da série Apontamentos para uma AutoCineBiografia (em Regresso).

Entre os destaques da programação, a seleção apresentará dez longas do catálogo da distribuidora Embaúba Filmes, todos ainda não exibidos em circuito comercial, sendo dois deles totalmente inéditos: Aqui Jaz Teu Esquema, de Gabraz Sanna; e o documentário Brizolão, de Jéferson, que tem como tema a educação pública no Brasil, a partir da experiência dos CIEPs, projeto de Brizola e Darcy Ribeiro.

A estreia da plataforma também contará com uma exibição especial, em protesto contra o descaso com a Cinemateca Brasileira. O média A Grávida da Cinemateca, de Christian Saghaard, acompanha Isabel, funcionária e pesquisadora da instituição, que se descobre grávida ao mesmo tempo em que é informada de que Cinemateca Brasileira irá fechar, e todos serão demitidos. Indignada, ela resolve agir.

A plataforma traz uma proposta inédita no país: oferecer boa parte da produção nacional recente, a preço acessível, trazendo inclusive obras inéditas em circuito comercial, que foram exibidas apenas em festivais. Esta é uma plataforma especializada em cinema brasileiro contemporâneo, que organiza e facilita o acesso aos longas, médias e curtas, a partir de um recorte curatorial. Outra particularidade do serviço é que o aluguel será avulso, assim não será necessário fazer uma assinatura fixa.

Cena do filme Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo.

Daniel Queiroz, curador da plataforma, acredita que “as pessoas que se interessam por cinema reconhecerão, na Embaúba Play, um porto seguro para encontrar bons títulos, que fujam do óbvio, e que irão se dispor a pagar pelos conteúdos, por saberem que desta forma vão estar contribuindo de forma direta com os filmes (que ficam com 60% dos recursos arrecadados) e com a manutenção da própria plataforma”.

Já no seu lançamento, a Embaúba Play conta com mais de 300 títulos, trazendo obras de nomes de ponta do cinema independente nacional, como Adirley Queirós, Affonso Uchôa, André Novais Oliveira, Bruno Safadi, Felipe Bragança, Gabriel Mascaro, Guto Parente, Helena Ignez, Juliana Rojas, Kleber Mendonça Filho, Leonardo Mouramateus, Marcelo Caetano, Marcelo Pedroso, Marco Dutra, Marília Rocha, Maya Da-Rin, Paula Gaitán, Renata Pinheiro, Rodrigo de Oliveira, Sandra Kogut e Thiago Mendonça.

Traz também filmes de cineastas que se destacam pelos seus trabalhos em curta metragem, como Ana Carolina Soares, Fábio Leal, Distruktor, Karen Akerman, Marcellvs, Marco Antônio Pereira, Marcos Curvelo, Rafael Urban, Sávio Leite e Thais Fuginaga.

“O projeto surge de um incômodo antigo com a dificuldade de acesso a muitos filmes brasileiros incríveis que, depois de exibidos no circuito de mostras e festivais, por vezes somem do mapa. A plataforma começou a ser concebida em 2013, bem antes desse boom de plataformas que estamos vivendo”, explica Queiroz. “O diferencial da Embaúba Play é o seu acervo, o conjunto de obras reunidas, que dão a conhecer parte significativa da produção brasileira recente, em especial filmes de perfil mais independente, muitos dos quais ainda não estão disponíveis em nenhuma das grandes plataformas de streaming. Também haverá a disponibilização de filmografias de nomes importantes do cinema brasileiro contemporâneo, que muitas vezes são conhecidos apenas pelos longas-metragens ou pelos filmes mais recentes”.

Conheça os programas e os filmes da 1ª Mostra Embaúba Play:

PRÉ-ESTREIAS E LANÇAMENTOS DA EMBAÚBA FILMES

Aqui Jaz Teu Esquema, de Gabraz Sanna
Brizolão, de Jéferson
É Rocha e Rio, Negro Leo, de Paula Gaitán
Entre Nós Talvez Estejam Multidões, de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito
Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem, de Natara Ney
Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo
Fé e Fúria, de Marcos Pimentel
Kevin, de Joana Oliveira
Pajéu, de Pedro Diógenes
Rua Guaicurus, de João Borges

10+15 – PULSÕES DE UM CINEMA BRASILEIRO
*Com curadoria de Daniel Queiroz, da Embaúba Filmes, apresenta produções nacionais, sendo 10 longas e 15 curtas, todos produzidos entre 2010 e 2019. São filmes bastante autorais, cujo conjunto exacerba a força do cinema brasileiro recente. Vários deles foram premiados em festivais no Brasil e exterior.

LONGAS

A Cidade é uma Só?, de Adirley Queirós
A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchôa
Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira
Fakir, de Helena Ignez
Girimunho, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.
Martírio, de Vincent Carelli
O Clube dos Canibais, de Guto Parente
O que se Move, de Caetano Gotardo
Os Dias Com Ele, de Maria Clara Escobar
Retratos de Identificação, de Anita Leandro

CURTAS

A Maldição Tropical, de Luisa Marques e Darks Miranda
As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro
Casa Forte, de Rodrigo Almeida
Confidente, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes
El Meraya, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Mains Propres, de Louise Botkay
Mamata, de Mascus Curvelo
Na Missão, com Kadu, de Aiano Bemfinca, Kadu Dantas e Pedro Maia de Brito
Nada é, de Yuri Firmeza
Nova Dubai, de Gustavo Vinagre
O Duplo, de Juliana Rojas
O Porto, de Clarissa Campolina, Luiz Pretti, Ricardo Pretti e Julina de Simone
Retrato n.1 povo acordado e suas mil bandeiras, de Edy Yatri Ioschpe
Travessia, de Safira Moreira
Vando Vulgo Vedita, de Leonardo Mouramateus

TAMBÉM SOMOS RASCUNHOS
*Curadoria de Ewerton Belico

Cidade Desterro, de Gláucia Soares
Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan
Éramos 7 hoje 6, de Francisco Valença Pereira
La llamada, de Gustavao Vinagre
Mundo Incrível Remix, de Gabriel Martins
O Clube, de Allan Ribeiro
Pontes Sobre Abismos, de Aline Motta
Santos Dumont Pré-Cineasta?, de Carlos Adriano
Uma Noite Sem Lua, de Castiel Vitorino Brasileiro
Vida, sobre Maria Gladys, de Paula Gaitán

TESTEMUNHAR, FABULAR, EXISTIR – MODULAÇÕES DE UM QUILOMBOCINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
*Curadoria de Tatiana Carvalho Costa

(Outros) Fundamentos, de Aline Motta
A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues
Brooklin, de Coletivo CineLeblon
Estado de Neblina, de Bruno Ramos
Looping, de Maick Hannder
Obatala, de Sebastian Wiedemann
Pattaki, de Everlane Moraes
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira
Relatos Tecnopobres, de João Batista Silva
Tudo o que é apertado rasga, de Fábio Rodrigues Filho
Um Ensaio Sobre a Ausência, de David Aylan

ORGIA OU O CINEMA QUE DEU CRIA
*Curadoria de Victor Guimarães

Aluguel: o filme, de Lincoln Péricles
Antes da Encanteria, de Paula Soares, Elena Meirelles, Gabriela Pessoa, Jorge Polo e Lívia de Paiva
Batguano, de Tavinho Teixeira
Bom Dia Carlos, de Gurcius Gewdner
Canto dos Ossos, de Petrus de Bairros e Jorge Polo
Os anos 3000 eram feitos de lixo ou (quando a dignidade da raça humana se afogou no chorume estático da arte da hipocrisia), de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Ana All
Ossos, de Helena Ignez
Remixcracho, de Léo Pyrata
Rodson ou (Onde o Sol Não Tem Dó), de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra
Waleska Molotov, de Amanda Seraphico

A FLUIDEZ DA FORMA NO CINEMA INDÍGENA
*Curadoria de Júnia Torres

ATL: Acampamento Terra Livre, de Edgar Kanaykõ Xakriabá
Ava Yvy Vera – Terra do Povo do Raio, de Genito Gomes, Valmir Gonçalves Cabreira, Johnaton Gomes, Joilson Brites, Johnn Nara Gomes, Sarah Brites, Dulcídio Gomes e Edna Ximenes
Bimi, Shu Ikaya, de Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Zezinho Yube
Nhema’en Tenondere – Além do Olhar, de Alberto Alvares
O Verbo se fez Carne, de Ziel Karapotó
Teko Haxy – Ser Imperfeita, de Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro
Tekowe Nhepyrun – A origem da Alma, de Alberta Alvares
Topawa, de Kamikia Kisedje e Simone Giovine
Urihi Haromatipë – Curadores da terra-floresta, de Morzaniel Ɨramari Yanomami
Wai’a Rini, de Divino Tserewahú
Yãmîyhex: As Mulheres-Espírito, de Sueli Maxakali e Isael Maxakali
Yvy Pyte – Coração da Terra (Guaiviry), de Genito Gomes e Johnn Nara Gomes
ZAWXIPERKWER KA’A – Guardiões da Floresta, de Jocy Guajajara e Milson Guajajara

*A 1ª Mostra Embaúba Play foi viabilizada por meio da Lei Aldir Blanc/ Estado de Minas Gerais.

Fotos: Divulgação.

Hot Docs 2021: curta-metragem brasileiro é premiado

por: Cinevitor
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro: curta catarinense premiado.

O Hot Docs é considerado o maior festival, conferência e mercado de documentário da América do Norte. Com a missão de promover e celebrar a arte documental, sua programação destaca filmes canadenses e também internacionais.

Fundado em 1993, pela Documentary Organisation of Canada, o Hot Docs, Canadian International Documentary Festival, tornou-se uma entidade individual em 1996 com a intenção de ampliar e apoiar o trabalho de documentaristas canadenses e internacionais para promover a excelência na produção de seus filmes.

Neste ano, em sua 28ª edição, os vencedores do Júri Oficial foram anunciados na sexta-feira, 07/05. Já os premiados pelo voto popular foram revelados nesta segunda, 10/05. O curta brasileiro A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro, ficou entre os cinco melhores segundo o público; produzido pela catarinense Gata Maior Filmes, o filme aborda de modo singular o passado escravista e seus ecos, a partir de uma inédita história do período colonial brasileiro.

Além disso, o cinema brasileiro marcou presença na programação com outras produções, entre elas: Limiar, de Coraci Ruiz; A Última Floresta, de Luiz Bolognesi; Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles; Cercados, de Caio Cavechini; Você Não é um Soldado, de Maria Carolina Telles e Aleksei Abib; e as coproduções La Opción Cero, de Marcel Beltrán (Cuba/Brasil/Colômbia), e Amor Rebelde, de Alejandro Bernal (Colômbia/Canadá/Brasil).

O Júri Oficial foi formado por: Raul Niño Zambran, Michèle Stephenson e Patricia Rozema na mostra canadense de longa-metragem; Sheila Nevins, Kazuhiro Soda e Toni Kamau na mostra internacional de longas; Atom Egoyan, José F. Rodriguez e Rasha Salti na mostra de médias-metragens; e Miryam Charles, Poh Si Teng e Adriana Chartrand nas mostras de curtas.

A cada ano, o festival exibe mais de 200 documentários de vários países, entre mostras competitivas e programas temáticos; a programação conta também com o Hot Docs Forum e outras atividades paralelas. Além disso, o Hot Docs é reconhecido como um festival de qualificação para o Oscar nas categorias de melhor documentário e melhor curta documental.

Conheça os vencedores do Hot Docs 2021:

JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO CANADENSE | LONGA-METRAGEM
zo reken, de Emanuel Licha

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO CANADENSE
One of Ours, de Yasmine Mathurin

PRÊMIO CINEASTA CANADENSE EMERGENTE
Elle-Máijá Tailfeathers, por Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy

MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL
Ostrov – Lost Island, de Svetlana Rodina e Laurent Stoop (Suíça)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL
School of Hope, de Mohamed El Aboudi (Finlândia/França/Marrocos)

PRÊMIO CINEASTA EMERGENTE INTERNACIONAL
Annabel Verbeke, por Four Seasons in a Day (Bélgica/Noruega/Croácia)

MENÇÃO HONROSA | CINEASTA EMERGENTE INTERNACIONAL
Margaret Byrne, por Any Given Day (EUA)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | MÉDIA-METRAGEM
Silent Voice, de Reka Valerik (França/Bélgica)

MENÇÃO HONROSA | MÉDIA-METRAGEM
Sunny, de Keti Machavariani (Geórgia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
The Doll, de Elahe Esmaili (Irã)

PRÊMIO BETTY YOUSON | MELHOR CURTA-METRAGEM CANADENSE
Ain’t No Time for Women, de Sarra El Abed

PRÊMIO BETTY YOUSON | MENÇÃO HONROSA
The Hairdresser, de Lorraine Price

PRÊMIO LINDALEE TRACEY
Cailleah Scott-Grimes, por Between Us (Canadá)

PRÊMIO DON HAIG
Bangla Surf Girls, produzido por Lalita Krishna e dirigido por Elizabeth D. Costa (Canadá)

PRÊMIOS DO PÚBLICO | ROGERS AUDIENCE AWARD

TOP 5 | CANADÁ

FANNY: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart
Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy, de Elle-Máijá Tailfeathers
Someone Like Me, de Sean Horlor e Steve J. Adams
Still Max, de Katherine Knight
Hell or Clean Water, de Cody Westman

TOP 20

Dear Future Children, de Franz Böhm (Alemanha/Reino Unido/Áustria)
Writing with Fire, de Rintu Thomas e Sushmit Ghosh (Índia)
FANNY: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart (Canadá)
Kímmapiiyipitssini: The Meaning of Empathy, de Elle-Máijá Tailfeathers (Canadá)
Someone Like Me, de Sean Horlor e Steve J. Adams
Still Max, de Katherine Knight (Canadá)
Hell or Clean Water, de Cody Westman (Canadá)
Subjects of Desire, de Jennifer Holness (Canadá)
Street Gang: How We Got to Sesame Street, de Marilyn Agrelo (EUA)
One of Ours, de Yasmine Mathurin (Canadá)
A Once and Future Peace, de Eric Daniel Metzgar (EUA)
We Are the Thousand, de Anita Rivaroli (Itália)
Firestarter – The Story of Bangarra, de Wayne Blair e Nel Minchin (Austrália)
Imad’s Childhood, de Zahavi Sanjavi (Suécia/Letônia/Iraque)
It Is Not Over Yet, de Louise Detlefsen (Dinamarca)
Rebel Hearts, de Pedro Kos (EUA)
With Drawn Arms, de Glenn Kaino e Afshin Shahidi (EUA/México)
Spirit to Soar, de Tanya Talaga e Michelle Derosier (Canadá)
In the Same Breath, de Nanfu Wang (EUA/China)
Summer of Soul (…Or, When the Revolution Could Not Be Televised), de Ahmir “Questlove” Thompson (EUA)

TOP 5 | CURTAS

1º: A Concerto Is a Conversation, de Kris Bowers e Ben Proudfoot (EUA/Canadá)
2º: The Hairdresser, de Lorraine Price (Canadá)
3º: Mary Two-Axe Earley: I Am Indian Again, de Courtney Montour (Canadá)
4º: Recorder Queen, de Sophie Raymond (Austrália)
5º (empate): The Train Station, de Lyana Patrick (Canadá) e A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (Brasil)

TOP 5 | MÉDIA-METRAGEM

Spirit to Soar, de Tanya Talaga e Michelle Derosier (Canadá)
Becoming, de Isabel Vaca (México)
Holy Bread, de Rahim Zabihi (Irã)
Only I Can Hear, de Itaru Matsui (Japão/Canadá)
Dropstones, de Caitlin Durlak (Canadá)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do II AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+

por: Cinevitor
Dandara Fernandes e Débora Arruda em Abjetas 288: curta premiado.

Foram anunciados neste domingo, 09/05, em uma cerimônia virtual, os vencedores da segunda edição do AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+, que aconteceu em formato on-line. O evento teve o cuidado em representar a pluralidade da sigla LGBTQIAP+ na frente e atrás das telas, desta vez não apenas por profissionais que ocupam o cargo de direção, mas ampliando a representação para outros cargos chaves.

Neste ano, foram 227 filmes inscritos, das cinco regiões do Brasil, e 26 selecionados divididos em quatro mostras competitivas; a curadoria foi formada por André Santos, Ronaldo Melo, Rosy Nascimento, Tereza Duarte e Vitória Real.

O Júri Oficial contou com Anti Ribeiro, Helio Ronyvon, Julia Morais, Pipa Dantas, Fabíola Silva e Marlom Meirelles; o Júri da Crítica, formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, contou com Laisa Trojaike, Sihan Felix e Thales Azevedo.

O festival teve caráter competitivo e concedeu oito prêmios livres e três prêmios de melhor filme (premiação no valor de R$ 500,00) pelo Júri Oficial; além de quatro prêmios do Júri Popular, com votação pelo site.

O AFRONTE teve sua primeira edição em dezembro de 2019 e se preocupou em ser o primeiro festival de cinema do Rio Grande do Norte a trazer em sua programação apenas filmes dirigidos por profissionais LGBTQIAP+, priorizando as narrativas que dessem destaque ao protagonismo desse nicho.

Conheça os vencedores do II AFRONTE:

JÚRI OFICIAL | MELHOR FILME
Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

JÚRI DA CRÍTICA | MELHOR FILME
O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

JÚRI OFICIAL | PRÊMIOS LIVRES

Prêmio John Waters: Etruska Waters em: O Tombamento da Republiqueta, de Thiago Bezerra Benites (PR)
Prêmio Marsha P. Johnson: Tenebrosas?, de Jhonatan Bào (SP)
Prêmio Lilly Wachowski: Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
Prêmio Jorge Lafond: Agachem, Segurem, Formem, Arrasem, de Caio Baú (SP)
Prêmio Liberdade: Meninos Rimam, de Lucas Nunes (SP)
Prêmio Partes de Mim: À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
Prêmio Cartografia de Afetos: Acesso, de Julia Leite (SP)
Prêmio Memória Viva: Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME

Mostra Afetos: Meninos Rimam, de Lucas Nunes (SP)
Mostra O que Não Somos: Agachem, Segurem, Formem, Arrasem, de Caio Baú (SP)
Mostra Devires: Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Mostra Trajetórias: Encruza, de Bruna Andrade, Gleyser Ferreira, Maíra Oliveira e Uilton Oliveira (RJ)

Foto: Reprodução YouTube.

Conheça os vencedores do V ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games

por: Cinevitor
Cena do curta Corações Encouraçados, de Jamile Coelho e Cintia Maria.

Foram anunciados neste sábado, 08/05, os vencedores da quinta edição do ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games. Foram dezenas de horas de webnários, palestras e workshops; e 51 trabalhos exibidos entre os entre os meses de abril e maio. A premiação contemplou filmes em curtas e longas metragens de animação, bem como jogos e rendeu menções honrosas.

Além de homenagear o designer e ilustrador Sandro Lopes, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), falecido em abril devido a complicações da Covid-19, o ANIMAÍ! rendeu também homenagens àquelas pessoas que levam para frente a animação brasileira. Junto com isso, o evento trouxe boas notícias como a criação do canal de streaming Nordestina Play, organizado pelos produtores Anderson Soares, Aline Cléa e Leonardo Silva, cujo foco em produções brasileiras permitirá uma maior divulgação do que é feito tanto no Nordeste quanto em outras regiões.

Com um alcance de visualizações dos filmes que chegou a mais de 500 transmissões pelos canais de streaming, além das presença de mais de 600 pessoas em palestras, workshops e webnarios, o ANIMAÍ!, após um hiato de dez anos, volta a se consolidar como um dos mais expressivos eventos da animação brasileira.

Conheça os vencedores do V ANIMAÍ!:

MOSTRA COMPETITIVA ANIMAÇÕES

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO BAIANO
Corações Encouraçados, de Jamile Coelho e Cintia Maria

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO NACIONAL
@disexta, de André Catoto (SP)

MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO
Icamiabas na Cidade Amazônia, de Otoniel Oliveira (PA)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO 
Ritos de Passagem, de Chico Liberato (BA)

MENÇÃO HONROSA DE CURTA DE ANIMAÇÃO BAIANO
Maria Quitéria – Honra e Glória, de Antonio Silva

MENÇÃO HONROSA DE CURTA DE ANIMAÇÃO NACIONAL
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues (SP)

MENÇÃO HONROSA PELO CONJUNTO DA OBRA
Wesley Rodrigues, por Viagem na Chuva e O Violeiro Fantasma

MENÇÃO HONROSA PELA TRAJETÓRIA HISTÓRICA NA ANIMAÇÃO  
Marcelo Marão, por O Muro Era Muito Alto e Até a China

MENÇÃO HONROSA | SÉRIE DE ANIMAÇÃO
Pixcodelics, de Marco Alemar (BA)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA DIRIGIDA POR MULHER
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA DIRIGIDA POR REALIZADORES NEGROS
Quando a Chuva Vem?, de Jeferson Batista (PE)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA JOVEM REALIZADOR/REALIZADORA
O Menino Cabeça de Flor, de Vanessa Heeger (BA)

MOSTRA COMPETITIVA DE GAMES

DESTAQUE DA DIVERSIDADE PARA JOVEM REALIZADOR
Nyanroo The Supercat, de Golden Shelves (BA)

MELHOR GAME DESIGNER
Nova Island, de Behemutt (SP)

MELHOR ÁUDIO
No Place for Bravery, de Glitch Factory (DF)

MELHOR ARTE
No Place for Bravery, de Glitch Factory (DF)

MELHOR GAME DA BAHIA
Spaceship for Newbies, de Molotov Estúdios (BA)

MELHOR JOGO
Nova Island, de Behemutt (SP)

Foto: Divulgação.

FESTCiMM 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Isabela Catão em Enterrado no Quintal, de Diego Bauer: curta premiado.

Foram anunciados neste sábado, 08/05, os vencedores da terceira edição do FESTCiMM, Festival de Cinema no Meio do Mundo, que aconteceu em formato totalmente on-line, por conta da pandemia de Covid-19, com caráter independente, cultural e educacional com filmes nacionais e internacionais.

A cerimônia virtual foi apresentada por Suzy Jardim e Alexandre Araújo e contou com uma apresentação especial de Levi Cintra. Neste ano, o ambientalista e documentarista Fernando Vitor, que produziu um legado de importantes registros que são atos de memória da luta ambiental e da história de Diadema, em São Paulo, foi o grande homenageado. Além dos filmes, divididos em categorias competitivas e não competitivas, a programação contou também com debates, oficinas e webnários.

O time de curadores para esta terceira edição foi formado por: João Paulo Campos e Gustavo Maan na Mostra Brasil; Oliver Stiller na Mostra Internacional; Augusto Bozzetti na Mostra Animação; Amanda Ramos na Mostra Foco: Pernambuco; Caio Luiz na Mostra No Meio da Noite; e Ricardo Peres na Mostra de longas-metragens

O Júri Oficial contou com Amanda Mansur, Breno César e Murilo Morais na Mostra Brasil; Thaiz Freitas, Georges Senga e Tommy Germain na Mostra Internacional; Gabi Etinger, Thais Scabio e Vinícius Neves na Mostra Animação; Fábio Rogério, Manuela Aguiar e Joel Caetano na Mostra No Meio da Noite; Clarissa Kuschnir, Diomédio Piskator e Cristiane Oliveira na Mostra Longa-metragem; Cely Farias, Dayane Teles e Raildon Lucena na Mostra Foco: Pernambuco; e Paula Valadares, Marcos Buccini e Renan Bal-Heitz no Prêmio Seu Zé de melhor cartaz.

O Prêmio da Crítica foi formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte: Arthur Zé, Beatriz Vaccari, Dênia Cruz, Gianfranco Marchi, Humberto Silva, Marcela Freire, Plínio Sá, Rômulo Sckaff, Sihan Felix e Tatiana Lima.

Conheça os vencedores do 3º FESTCiMM:

MOSTRA BRASIL

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Enterrado no Quintal, de Diego Bauer (AM)
Melhor Direção: Marco Antônio Pereira, por 4 Bilhões de Infinitos
Menção Honrosa: Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi (RJ) e Último Gás, de Duda Gambogi (MG)

MOSTRA ANIMAÇÃO

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Melhor Direção: Marco Arruda, por Magnética
Melhor Roteiro: Missão Berço Esplêndido, escrito por Joel Caetano
Melhor Fotografia: Nimbus, por Ricardo Bicudo
Melhor Direção de Arte: Rasga Mortalha, por Raul Luna
Melhor Som: Exterminador, por Gustavo Hikaru e Pedro Jácome
Menção Honrosa: Maria Quitéria Honra e Glória, de Antonio Silva (BA)

MOSTRA LONGA-METRAGEM

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Selvagem, de Diego da Costa (SP)
Melhor Direção: Luan Cardoso e Milton Allencar Jr, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Roteiro: Selvagem, escrito por Vinícius Cabral, Vitor Drumond e Gabriela Gois
Melhor Atriz: Prisma da Mata, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Ator: Roberto Bomtempo, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Fotografia: Ménage, por Luan Cardoso e Vinícius Duran
Melhor Direção de Arte: Selvagem, por Patrícia Passos
Melhor Montagem: A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, por Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques
Melhor Música: Para Miguel, com Amor, por Evandro Correia, Lyon Autoestima, Nivaldo D’avila, Vitrola Mágica, Banda Pedra Roxa e Dois Imersos
Melhor Som: Selvagem, por Fernando Ianni, Joyce Brandão, Eduardo Barbosa, Rafael Ribeiro e Carolina Barranco
Menção Honrosa: Francisco Gaspar, por Ménage
Menção Honrosa: Luciene, de Juliana Curvo (MT)
Menção Honrosa: Para Miguel, com Amor, de Daniel Neves (SP)

MOSTRA FOCO: PERNAMBUCO

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Memórias Submersas, de William Tenório (Afogados da Ingazeira)
Melhor Direção: Djaelton Quirino, por D-20 Vermelha
Melhor Roteiro: Pega-se Facção, escrito por Thaís Braga
Melhor Atriz: Rosa Amorim, por Canudos em Minha Pele
Melhor Ator: Alex Pessoa, por D-20 Vermelha
Melhor Fotografia: Memórias Submersas, por Adalberto Oliveira
Melhor Direção de Arte: Canudos em Minha Pele, por Rosa Amorim
Melhor Montagem: Pega-se Facção, por Silara Silvério e Twany Moura
Melhor Música: D-20 Vermelha, por Alba Chalegre, Ju Vieira, Leandro Vaz, Luca Lemos, Tocha Ribeiro, Lula Calixto, Coco Raízes e Cícero Gomes
Melhor Som: Memórias Submersas, por Richard Soares
Menção Honrosa: Nhandesy, de Graciela Guarani (Jatobá)
Menção Honrosa: Vídeo-poema sobre Maternidade, de Amandine Goisbault (Paudalho)

MOSTRA NO MEIO DA NOITE

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (RJ)
Menção Honrosa: Miragem, de Bruna Guido (PB)
Menção Honrosa: Tumbaká, de Fabinho Santinho (SP)
Menção Honrosa: Antônia, de Flávio Carnielli (SP)

MOSTRA INTERNACIONAL

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh, de Saheer Abbas (Índia)
Melhor Direção: Kaan Orgunmat, por Stimuli
Melhor Roteiro: Anagnórisis, escrito por Laurentino J. Dueñas Herrero
Melhor Atriz: Dibyajyoti Marndi, por Kukli
Melhor Ator: Rashin Khan, por Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh
Melhor Fotografia: Snake Oil, por Remy Archer
Melhor Direção de Arte: Mariam, por Dana Durr
Melhor Montagem: Snake Oil, por Juanan Arasa
Melhor Música: Mariam
Melhor Som: Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh
Menção Honrosa: Letter to my mother, de Amin Maher (Irã)

PRÊMIO SEU ZÉ | MELHOR CARTAZ

1º: D-20 Vermelha, de Djaelton Quirino (PE)
2º: Snake Oil, de Remy Archer (Reino Unido)
3º: Ménage, de Luan Cardoso (SP)

PRÊMIO DA CRÍTICA

Mostra Brasil: 4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira (MG)
Mostra Animação: Magnética, de Marco Arruda (RS)
Mostra Longa-metragem: Luciene, de Juliana Curvo (MT)
Mostra Foco: Pernambuco: D-20 Vermelha, de Djaelton Quirino (Arcoverde)
Mostra No Meio da Noite: Antônia, de Flávio Carnielli (SP)
Mostra Internacional: Snake Oil, de Remy Archer (Reino Unido)

Foto: Larissa Martins.

Sala municipal de cinema na Galeria Olido, em São Paulo, homenageará Paulo Gustavo

por: Cinevitor

Paulo Gustavo em Minha Mãe é uma Peça 3: homenagem.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anunciou que renomeou a Sala Cine Olido, sala de cinema do Centro Cultural Olido, como Sala Paulo Gustavo, em homenagem ao ator e comediante que morreu nesta terça-feira.

Uma das principais salas de cinema do Circuito Spcine, na região central da cidade, o espaço foi renomeado por articulação do prefeito em exercício Ricardo Nunes, do Secretário Municipal de Cultura, Alê Youssef, e da presidente da Spcine, Viviane Ferreira. O Decreto Nº 60.225 foi publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 7 de maio de 2021.

A sala será reinaugurada com nova infraestrutura, o novo nome e uma mostra de filmes de Paulo Gustavo quando as obras de reforma na Galeria Olido forem concluídas. A previsão é que isso ocorra em julho de 2021. “Além da sua marcante contribuição à cultura brasileira por meio do teatro e do cinema, Paulo Gustavo foi um homem ativo na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e tolerante, e teve sua vida interrompida, ainda muito jovem, aos 42 anos, pela Covid-19”, diz o texto do decreto.

Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em Niterói em 30 de outubro de 1978 e estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio. A primeira peça da qual participou foi O Surto, codirigida com Fernando Caruso, em 2004. Foi no espetáculo que apresentou pela primeira vez Dona Hermínia. A personagem ganhou peça própria em 2006 e chegou ao cinema sete anos depois. Os três filmes da franquia Minha Mãe é uma Peça venderam mais de 26 milhões de ingressos entre 2013 e 2020. O terceiro filme teve a maior arrecadação da história do cinema brasileiro, com R$ 182 milhões de bilheteria.

Além do sucesso de Dona Hermínia, o ator fez os filmes Minha Vida em Marte e Os Homens São de Marte… e É Para Lá Que Eu Vou. Na TV, Paulo apresentou prêmios e programas no Multishow, inclusive a série Vai que Cola, um sucesso também na adaptação para o cinema, em 2015.

Paulo Gustavo se casou com o dermatologista Thales Bretas em 2015. Após um processo de barriga de aluguel nos Estados Unidos, eles se tornaram pais de Romeu e Gael. O ator morreu nesta terça-feira, aos 42 anos, por complicações de Covid-19.

Foto: Divulgação/Site Oficial.