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Morre, aos 85 anos, o cineasta Maurice Capovilla

por: Cinevitor
O cineasta na 24ª edição do Cine Ceará, em 2014.

Morreu neste sábado, 29/05, aos 85 anos, o cineasta, roteirista, ator e produtor Maurice Capovilla, também conhecido como Capô. Segundo informações divulgadas por familiares, ele faleceu em decorrência de uma doença pulmonar e o corpo será cremado no domingo, no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, a esposa Marilia Alvim, com quem era casado há 39 anos, publicou: “Hoje Capô foi dançar no infinito”. Em fevereiro do ano passado, o cineasta fez uma publicação comovente, em sua página no Facebook, falando sobre sua saúde: “Nesta quinta-feira vou me despedir para sempre, peço desculpas aos meus amigos e amigas. Aconteceu o que estava previsto há muito tempo, o Alzheimer que tomou conta da minha memória implacável assim para sempre. Vou sentir saudades, mas devo um grande abraço a todos vocês que me acompanharam”.

Nascido em 16 de janeiro de 1936, em Valinhos, São Paulo, Maurice Capovilla começou sua carreira na década de 1960 com curtas-metragens. Antes disso, participou de um dos primeiros cineclubes da capital paulista ao lado de Jean-Claude Bernardet e Gustavo Dahl. Também estudou Filosofia na USP, trabalhou em diversos jornais como repórter e também na Cinemateca Brasileira e foi professor na ECA, Escola de Comunicações e Artes

Seu primeiro trabalho como diretor, o curta União, foi lançado em 1962. Depois, dirigiu Meninos do Tietê, que foi premiado na Argentina. Em 1964, realizou o curta documental Subterrâneos do Futebol, produzido por Thomas Farkas.

Em 1968, lançou Bebel, Garota Propaganda, seu primeiro longa-metragem. Baseado em um conto de Ignácio de Loyola Brandão, o filme foi exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e rendeu o prêmio de melhor atriz para Rossana Ghessa.

Com seu segundo longa, o drama O Profeta da Fome, Capô disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim. O filme, com José Mojica Marins no elenco, foi premiado em quatro categorias no Festival de Brasília: melhor roteiro (Maurice Capovila e Fernando Peixoto), melhor montagem (Silvio Renoldi), melhor atriz coadjuvante (Julia Miranda) e melhor ator coadjuvante (Maurício do Valle). Também foi eleito o melhor filme no Prêmio Molière no Air France do Cinema. O longa, baseado no texto Estética da Fome, de Glauber Rocha, ganhou destaque por dialogar com o cinema marginal

Com o drama O Jogo da Vida, de 1977, participou do Festival de Cinema de Gramado. O filme, baseado no conto Malagueta, Perus e Bacanaço, do jornalista João Antônio, rendeu o kikito de melhor atriz coadjuvante para Myriam Muniz. No Festival de Brasília, em 2003, também exibiu Harmada, uma adaptação do romance de João Gilberto Noll, que garantiu o Candango de melhor ator para Paulo César Pereio.

Também dirigiu Noites de Iemanjá (1971), com Joana Fomm no elenco; Vozes do Medo (1972), com o segmento Julia Miranda; O Último Dia de Lampião (1975); O Princípio e o Fim (1980); O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino (1980); Crônica à Beira do Rio (1980); entre outros. Seu último filme, Nervos de Aço, foi exibido na 24ª edição do Cine Ceará.

Além do cinema, Capô também se destacou na TV. Na Rede Globo, na década de 1970, dirigiu a série Globo Shell e o programa Globo Repórter. Já na Rede Bandeirantes, participou como diretor de núcleo com a exibição dos primeiros telefilmes brasileiros.

Em 2005, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, do extinto Ministério da Cultura, que reconhece relevantes contribuições à cultura brasileira; naquele ano, a honraria celebrou a diversidade e cidadania. A condecoração no Palácio do Planalto contou com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Foto: Rogerio Resende.
Pesquisa: Enciclopédia Itaú Cultural.

Mostra América Negra exibirá 35 filmes; programação será on-line e gratuita

por: Cinevitor
Cena do filme Invazão Brazil, de Laryssa Machada.

A mostra América Negra: Conversas Entre as Negritudes Latino-americanas acontecerá entre os dias 4 e 13 de junho, em formato on-line, promovida pelo NICHO 54, instituto que atua no desenvolvimento de carreira de profissionais negros no audiovisual. Com acesso gratuito, a programação será formada por 35 filmes produzidos em dez países diferentes e divididos entre ficções, documentários e obras experimentais. A iniciativa tem o apoio da Open Society Foundations.

A curadoria da mostra propõe uma reflexão sobre a descentralização dos Estados Unidos como principal campo do olhar de produções audiovisuais que retratam as vivências pretas da diáspora. A seleção contempla filmes produzidos ao longo dos últimos 20 anos, que convidam o público a mergulhar num diferente imaginário cinematográfico e racial sobre esses territórios da América Latina.

A programação da mostra será aberta na sexta-feira, 04/06, com a exibição de três filmes que têm em comum a dança, a música e a ancestralidade como fios condutores das narrativas. São eles: o mexicano Diabinhos, diabinhas e alminhas, de Isis Violeta Contreras Pastrana; o uruguaio Tambores afro-uruguaios, de Naouel Laamiri e Rafael Ferreira; e, fechando a programação de estreia, o longa Del palenque de San Basilio, de Erwin Goggel, profundo documento visual e sonoro elaborado ao longo de 17 anos na cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia.  

A produção colombiana, inclusive, é um dos destaques da mostra e vem representada por oito títulos no total. Entre eles, o celebrado curta-metragem Palanque, de Sebastián Pinzón Silva; e o longa-metragem Saudó, Labirinto de Almas, de Jhonny Hendrix Hinestroza, diretor premiado no Festival de Veneza com Candelaria.

Outras obras internacionais de destaque são: o venezuelano Belén, la reina del quitiplá, de Adriana Vila Guevara; o mexicano Nana Dijo, do rapper Bocafloja; e Afroargentino, dirigido por Jorge Fortes e Diego Ceballos, que revela as contribuições da população negra para a cultura e a sociedade argentina. A mostra traz ainda filmes de Cuba, Equador, Peru e Bolívia.

Representada por onze títulos, a produção brasileira marca presença com obras de diferentes estilos e linguagens. Destaque para a estreia de Invazão Brazil, de Laryssa Machada, e (Outros) Fundamentos, da artista visual Aline Motta, que traz imagens captadas nas cidades de Lagos, na Nigéria, em Cachoeira, na Bahia, e no Rio de Janeiro, destinos que representam a jornada da diretora em busca de suas raízes. 

Cena do filme (Outros) Fundamentos, de Aline Motta.

Os 35 filmes que compõem a mostra serão exibidos por meio da plataforma de streaming exclusiva Sala 54, que abrigará todas as mostras on-line de filmes do NICHO 54. Cada título ficará disponível para acesso por um período de 43 horas a partir da data de estreia no site. 

“A programação convida o público a fazer um ‘mochilão’ cinematográfico pela América Latina, tendo a negritude como acompanhante privilegiada dessa jornada. Esta mostra possibilita ainda que a plateia acesse manifestações culturais da diáspora, descubra os diversos marcadores de racialização presentes nestes territórios e encontre paralelos entre as experiências de racismo e resistência à opressão na América Latina”, explica Heitor Augusto, codiretor do NICHO 54 e diretor curatorial da mostra, que contou também com aportes curatoriais de Bruno Galindo, Gabriel Araújo, Kariny Martins e Mariana Souza.

A mostra de cinema será antecedida pelo curso Discursos Acerca das Negritudes Latino-americanas, a ser realizado entre os dias 31 de maio e 03 de junho, sempre das 19h às 21h30. A atividade é composta por quatro encontros focados em um país diferente, com o objetivo de oferecer uma perspectiva da formação da identidade negra em diferentes territórios da região. 

O curso será aberto com o encontro da Colômbia Diálogos de fronteira: Perspectivas afro-colombianas e negro-brasileiras, conduzida pelas artista Stéphanie Moreira em conjunto com a artista plástica Liliana Angulo Cortés. Na aula seguinte, o público terá acesso à perspectiva argentina, com a masterclass Também somos negros! A Argentina e os aportes da população Afro, com a professora Miriam Cortez

No dia 2 de junho, será a vez da masterclass México: racialização e diálogos afro-indígenas, com o rapper Bocafloja. A formação será concluída com aula Lélia Gonzalez e a Améfrica Ladina: notas sobre racialização a partir do Brasil, ministrada por Flávia Rios, socióloga, professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coorganizadora do livro Por um feminismo latino-americano: Lélia Gonzalez

Dirigido por Fernanda Lomba e Heitor Augusto, o Instituto NICHO 54 visa fomentar a presença negra no audiovisual. Incorporando perspectivas de gênero, classe e orientação sexual, atua na estruturação de carreiras de pessoas negras com vistas a posições de liderança criativa, intelectual e econômica. 

Para conferir a programação completa e mais informações, clique aqui.

Fotos: Divulgação.

Cruella

por: Cinevitor

Direção: Craig Gillespie

Elenco: Emma Stone, Emma Thompson, Joel Fry, Paul Walter Hauser, John McCrea, Emily Beecham, Mark Strong, Kayvan Novak, Kirby Howell-Baptiste, Jamie Demetriou, Niamh Lynch, Andrew Leung, Ed Birch, Dylan Lowe, Paul Bazely, Abraham Popoola, Leo Bill, Ninette Finch, Sarah Crowden, Harrison Willmott, Jack Barry, Asmara Gabrielle, Tom Turner, Thomas Padden, Carl Rice, Chris Ryman, Javone Prince, Hannah Stokely, Haruka Abe, Steve Edge, Richard David-Caine, Waleed Akhtar, Janet Henfrey, Elizabeth Marcano-Mortlock, Camilla Roholm, Joey Akubeze, Linette Beaumont, Conor Moloney, Robert Cawsey, Ed Kear, Sid Sagar, Jacqueline Chan, Hermione Gulliford, Surinder Duhra, Peter Singh, Geoffrey Burton, Helena Dowling, Paul Chowdhry, Tim Steed, John Mackay, Nathan Amzi, Trevor Laird, Joshua Hill, Michelle Greenidge, Jane How, Angela Sims, Tipper Seifert-Cleveland, Maeve Chadwick, Nell Chadwick, Billie Gadsdon, Ziggy Gardner, Joseph MacDonald, Florisa Kamara, Bobby, Gizmo, Bluebell, Ralph, Roscoe Burr, Omar Alboukharey, Raj Awasti, Jeremy Azis, Pierre Bergman, Ross Carter, Kateryna Globa, Emilia Karlsson, Johnny Li Gotti, Rita Laker-Acaye, John Wolfe.

Ano: 2021

Sinopse: Londres, anos 1970. No meio da revolução do punk rock, uma jovem rebelde e vigarista chamada Estella é também uma garota inteligente e criativa determinada a fazer seu nome na moda com seus designs de roupas. Quando faz amizade com uma dupla de jovens ladrões, que apreciam seu apetite por travessuras, juntos conseguem construir uma vida nas ruas de Londres. Um dia, o talento de Estella chama a atenção da Baronesa von Hellman, a lenda da moda assustadoramente elegante e sofisticada. Mas, o relacionamento delas desencadeia uma série de eventos e revelações que farão Estella abraçar seu lado perverso e se tornar a dissonante, nervosa e faminta de vingança Cruella de Vil. Baseado no livro The Hundred and One Dalmatians, de Dodie Smith.

Nota do CINEVITOR:

Festival Guarnicê de Cinema 2021 abre inscrições para mostras competitivas

por: Cinevitor
Abertura da edição passada no drive-in: homenagem ao ator Othon Bastos.

Mais tradicional evento do audiovisual maranhense, o Guarnicê é também o quarto mais antigo festival de cinema do Brasil, realizado há 44 anos pela UFMA, Universidade Federal do Maranhão, via Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC). Além das mostras competitivas nacionais e locais, a programação conta também com ações formativas que incluem oficinas audiovisuais, workshops com especialistas em cinema e palestras.

As inscrições para a 44ª edição do Festival Guarnicê de Cinema começaram nesta quinta-feira, 27/05, por meio dos formulários disponíveis no site do festival (clique aqui). O Guarnicê será realizado, novamente, de maneira híbrida, com ações presenciais e virtuais, entre os dias 17 e 24 de setembro.

As mostras competitivas nacionais são de filmes de longa e curta-metragem. Os realizadores maranhenses concorrem nas categorias filme publicitário, reportagem televisiva e videoclipe, além de longa, curta e curtíssima-metragem. Podem se inscrever realizadores brasileiros, ibero-americanos e de países de língua portuguesa. O Guarnicê aceita obras audiovisuais finalizadas a partir de outubro de 2019; a participação é gratuita.

Entre os prêmios ofertados estão: melhor filme de longa-metragem nacional, que recebe R$ 20 mil; e melhor curta nacional, contemplado com R$ 12 mil. A Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) destina dez salários mínimos aos melhores filmes maranhenses. Outros detalhes sobre a premiação, assim como todas as informações do Guarnicê, se encontram no regulamento do festival.

Pelo segundo ano consecutivo, o Guarnicê acontecerá de maneira híbrida. No ano passado, neste mesmo formato, o festival promoveu a primeira sessão de cinema drive-in da história do Maranhão e bateu recorde de visualizações com sua programação on-line, apreciada por 14 mil espectadores de 20 países diferentes.

O caráter das ações presenciais do Guarnicê 2021 depende da situação da pandemia. A diretora de Assuntos Culturais da UFMA, Professora Dra. Roselis Barbosa Câmara, destaca: “Nossa equipe tem conversado bastante sobre esse assunto. É nosso desejo realizar algumas ações da 44ª edição de forma presencial, mas é claro que só vamos fazer se tivermos condições sanitárias adequadas para tanto”.

E mais: no dia 8 de setembro a cidade de São Luís, capital do Maranhão, completa 409 anos. Uma das atrações do aniversário será o Festival Guarnicê de Cinema.

Foto: Divulgação/UFMA.

Friends: The Reunion

por: Cinevitor

Direção: Ben Winston

Elenco: Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry, David Schwimmer, James Corden, Justin Bieber, Cindy Crawford, Cara Delevingne, Lady Gaga, Elliott Gould, Larry Hankin, Thomas Lennon, Christina Pickles, Tom Selleck, James Michael Tyler, Maggie Wheeler, David Beckham, BTS, Kit Harington, Mindy Kaling, Reese Witherspoon, Malala Yousafzai, Kevin Bright, Marta Kauffman, David Crane, Romy Teperson, Liz Trevi.

Ano: 2021

Sinopse: As estrelas Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer se reúnem no palco original da icônica comédia, localizado no estúdio da Warner Bros., em Burbank, para celebrar o amado e premiado seriado, transmitido em dezenas de países, que contou com um total de 236 episódios.

Nota do CINEVITOR:

Olhar de Cinema abre inscrições para sua 10ª edição; festival acontecerá em outubro

por: Cinevitor
Festival recebe inscrições de 27 de maio a 30 de junho.

A décima edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 6 e 14 de outubro, em formato on-line, já está com inscrições abertas. Longas e curtas-metragens podem ser enviados, através de formulário disponível no site do evento (clique aqui), até o dia 30 de junho

Já estabelecido no cenário cultural brasileiro, o festival tem como objetivo destacar e celebrar o cinema independente, por meio da seleção de filmes com propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático. Sua programação privilegia filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, estão abertos ao experimentalismo e possuem potencial de comunicação.

A grande diversidade temática e estética, que não rejeita gêneros, formatos e durações é uma das marcas registradas do evento que, ainda, busca valorizar o cinema brasileiro e também paranaense, ao garimpar o que há de mais precioso e urgente nessas cinematografias.

Paralelamente, o Olhar de Cinema homenageia mestres do cinema mundial, com uma seleção de filmes clássicos restaurados e apresenta ao público novos diretores que, mesmo com uma curta filmografia, já possuem forte identidade artística. Dessa maneira, o evento tem a intenção não só de proporcionar ao público experiências cinematográficas singulares, mas também fomentar a reflexão acerca da linguagem e história do cinema.

Foto: Divulgação.

Com Gael García Bernal, Tempo, de M. Night Shyamalan, ganha trailer

por: Cinevitor
Thomasin McKenzie e Gael García Bernal em cena.

O visionário cineasta M. Night Shyamalan, de O Sexto Sentido e Fragmentado, revela um novo thriller misterioso e arrepiante sobre uma família que decide relaxar em uma praia isolada durante o feriado e acaba se envolvendo em um grande mistério: todos começam a envelhecer rapidamente, de modo que suas vidas inteiras se resumem a um único dia.

Estrelado por Gael García Bernal, Vicky Krieps e Rufus Sewell, Tempo, no original Old, é inspirado na história em quadrinhos Castelo de Areia, de Pierre Oscar Lévy e Frederik Peeters. O longa tem estreia prevista para o segundo semestre de 2021

O elenco conta também com Ken Leung, Nikki Amuka-Bird, Abbey Lee, Aaron Pierre, Alex Wolff, Embeth Davidtz, Eliza Scanlen, Emun Elliott, Kathleen Chalfant e Thomasin McKenzie.

Assista ao trailer de Tempo:

Foto: Phobymo/Universal.

Rio Festival de Cinema LGBTQIA+ 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Sophia William e Luciana Souza no curta Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho.

A décima edição do Rio Festival de Cinema LGBTQIA+ acontecerá em formato on-line entre os dias 8 e 18 de julho com filmes brasileiros e internacionais de longa, média e curta-metragem de ficção, documentário, animação e experimental.

Desde 2011, o festival, anteriormente conhecido como Rio Festival Gay de Cinema, é uma importante janela para a exibição de filmes LGBTQIA+ nacionais e internacionais na cidade do Rio de Janeiro. Sua relevância na cena cultural local tem agregado uma série de parcerias com distribuidoras, instituições culturais, empresas privadas e importantes salas de exibição no Estado.

Neste ano, entre os curtas nacionais, 24 produções concorrem aos prêmios de R$ 6.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria (Naymovie); empréstimo da câmera Black Magic e acessórios; serviço de mixagem (CTAv – Centro Técnico Audiovisual); e o troféu do festival.

Já os curtas de animação participam da mostra DIV.A – Diversidade em Animação; o júri será formado por membros da ABCA, Associação Brasileira de Cinema de Animação. Entre os curtas internacionais, 28 títulos foram selecionados. A programação conta também com mostras de longas e médias.

Conheça os filmes selecionados para o 10º Rio Festival de Cinema LGBTQIA+:

CURTA BRASILEIRO

A Mordida, de Pedro Neves Marques (Brasil/Portugal)
Acesso, de Julia Leite (SP)
Aonde Vão os Pés, de Débora Zanatta (PR)
Ar, de Marcelo Oliveira e William Oliveira (PE)
Bicha-Bomba, de Renan de Cillo (PR)
Colômbia, de Manuela Andrade (PE)
Conexões, de Rafael Jardim (RJ)
Debaixo do Guarda-Chuva pra Ser Resistência, de Vini Poffo (SP)
Dois Homens ao Mar, de Gabriel Motta (RS)
Em Caso de Fogo, Pegue o Elevador, de Fernanda Reis (RS)
Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
Inabitáveis, de Anderson Bardot (ES)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Leticia, Monte Bonito, 04, de Julia Regis (RS)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Memória de Quem (Não) Fui, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Odisseia, de William Mayer (RS)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)
SAPATÃO: uma racha/dura no sistema, de Dévora MC (MG)
Sereia, de Ronald Silva (AL)
Simples Assim, de Luciana Bitencourt (RJ)
Temporal, de Maíra Campos e Michel Ramos (MG)
Tia Iracy Futebol Clube, de Layla Rodrigues Costa (CE)
Time de Dois, de André Santos (RN)

CURTA DE ANIMAÇÃO

A Primeira Vez de Luke, de Alan Regis Nóbrega (Brasil)
Camille, de Maël Nathanaël Sonn (França)
Carrousel, de Jasmine Elsen (França)
Cua de Sirena, de Alba Barbé i Serra (Espanha)
Cwch Deilen, de Efa Blosse-Mason (Reino Unido)
Eiko, de Colin Atthar (França)
Genius Loci, de Adrien Mérigeau (França)
House of [AS], de Leah Shore (EUA)
Kapaemahu, de Hinaleimoana Wong-Kalu, Dean Hamer e Joe Wilson (EUA)
Les Lèvres Gercées, de Fabien Corre e Kelsi Phung (França)
Los Patos, de Ángela Arregui (Espanha)
Muñeca Rota, de Román Sovrano e Gaspar Aguirre (Argentina)
Purpleboy, de Alexandre Siqueira (Portugal/França/Bélgica)
Queerer Than Thou, de Kate Jessop (Reino Unido)
To Be Two, de Lasse Persson/Lisa T (Suécia)
Zu A Menina Zumbi, de Alan Regis Nóbrega (Brasil)

CURTA INTERNACIONAL

Bodies of Desire, de Varsha Panikar e Saad Nawab (Índia)
Carmilla, de Piper de Palma (EUA)
Casarnos, de Bruno Montenegro (Peru)
Catfish Killer, de Gil Hizon e Seth Harrington (EUA)
Colada, de Ibon Hernando (Espanha)
Du Gamla, Du Fria, de Dawid Ullgren (Suécia)
Imelda y Luis, de Leonel Chee (México)
Isaac and the Ram, de Jason Bradbury (Reino Unido)
Itsy Bitsy Spider, de Brodi-Jo Scalise (Canadá)
Las Reinas de los Cuentos, de Paul Detwiler (EUA)
Lilac Lips, Dutchess County, de Tristan Scott-Behrends (EUA)
Listening In, de Omer Sterenberg (Israel)
Llamame Mateo, de Ángel Molina (Paraguai)
Lolo, de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Alemanha/Brasil)
Mort-Bois, Une Enfance de Jean Genet, de Frédéric Labonde e Frédéric Bonnet (França)
Naomi Replanksy at 100, de Megan Rossman (EUA)
New Flesh for the Old Ceremony, de Elizabeth Rakhilkina (EUA)
Of Hearts and Castles, de Rubén Navarro (EUA/Espanha)
Paternidad, de Vicente de Ramos (Espanha)
Persona, de Clarissa Rebouças (Peru)
Pure, de Natalie Jasmine Harris (EUA)
The Act, de Thomas Hescott (Reino Unido)
The Cruise, de Richard Louprasong (EUA)
The Unsure Masseur, de Reid Waterer (EUA)
Tres Veces, de Paco Ruiz (Espanha)
Underneath, de Kyle Mangione-Smith (EUA)
Victoria, de Daniel Toledo (Espanha)
Wings, de Jamie Weston (Reino Unido)

LONGA BRASILEIRO

Aconchego da Tua Mãe, de Adam Golub
Diga Meu Nome, de Juliana Chagas Gouveia
Homens Pink, de Renato Turnes
Limiar, de Coraci Ruiz
Mães do Derick, de Dê Kelm
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral
Prazer em Conhecer, de Susanna Lira

LONGA E MÉDIA INTERNACIONAL

Canela, de Cecilia del Valle (Argentina)
Iftah, de Moti Rachamim (Israel)
Noite de Verão em Barcelona, de Dani de la Orden (EUA/Espanha)
Transfinite, de Neelu Bhuman (EUA/Reino Unido/Índia)
Transkids, de Hilla Medalia (Israel)
Well Rounded, de Shana Myara (Canadá)

Foto: Gustavo Pessoa.

Alvorada

por: Cinevitor

Direção: Anna Muylaert, Lô Politi.

Elenco: Dilma Rousseff, Douglas Szefer, Daisy Barreta, Cleonice Dorneles, Rosemeire Duarte Ferreira, Marly Ponce, Mônica Beatriz Corrêa, Andreia Munhoz, Giles Azevedo, Jaques Wagner, Flávio Dino, Kátia Abreu, Jorge Messias, José Eduardo Cardozo, Carlos Galvez Argote, Ivan Teixeira, Alberto Filipe, Paulo Rocha, Roberto Requião, Bispo Raul Veras, Giani Tognoni, Almudema Barnabeu, Peres Esquivel, Wagner Caetano Oliveira, Tiago Cabral Falqueiro, Aloizio Mercadante, Ricardo Berzoini, Jandira Feghali, Rui Falcão, Dagoberto Nogueira, Afonso Florence, Alexandre Conceição, Luciana Santos, Vanessa Grazziotin, Carmem Helena, Esther Dweck, Gabriel Sampaio, Lúcia Rincon, Dulce Pereira, Carliene dos Santos Oliveira, Creuza Maria Oliveira, Emília Fernandes, Olímpio Cruz Neto, Germán Aranda Milán, Paula Zagotta, Carlos Gabas, Sandra Brandão, Dario Pignotti, Damian Wroclavsky, Maria Carolina Mendes, Anna Edgerton, Maria da Solidade Costa, Virgínia Satuf Vieira, Miguel Rossetto, Valdecir Ribeiro, João Paulo Rodrigues, Guilherme Boulos, Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Arilson Cavalcanti, Eleonora Menicucci, Raimundo Chagas, Vagner Freitas, Maria do Rosário, Nelson Barbosa, Lídice da Matta, Arlindo Chinaglia, Sergio Luiz, Sigmaringa Seixas, Tânia Oliveira.

Ano: 2021

Sinopse: O filme narra de um ponto de vista íntimo, o dia a dia da presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, enquanto aguardava o veredito de impeachment que acabou afastando a primeira mulher presidenta do Brasil. Retratando os corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, vemos o vai e vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, sussurros e telefonemas sem fim. Sentimos a tensão crescente dos funcionários, assessores, ex-ministros, perplexos e quase sem ação. Um grupo ou outro chega para dar apoio à presidente que cai. Mas o naufrágio parece inevitável.

* Filme visto no 26º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevista com as diretoras.

Nota do CINEVITOR:

16ª CineOP: programação destaca o cinema brasileiro da década de 1990

por: Cinevitor
Marieta Severo em Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati.

A 16ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto acontecerá entre os dias 23 e 28 de junho em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19. Na sua vocação de olhar para o passado em busca de reflexões para o presente e de conjugar ineditamente três eixos de pensamentos no audiovisual (a história, a educação e a preservação), o evento apresentará filmes, debates, masterclasses internacionais, rodas de conversas, atrações artísticas e várias outras atividades que serão transmitidas gratuitamente no site oficial.

A programação é estruturada em três frentes temáticas: Preservação, História e Educação, que dialogam entre si, formando um painel de exibições, debates e apresentações que contam com a presença de convidados nacionais e internacionais que refletem as inquietações e proposições em voga na edição. Para 2021, as equipes de curadoria conjugaram propostas a partir dos impasses dos últimos anos no cenário audiovisual brasileiro, agravados pela pandemia e pelas dificuldades e desafios que os setores audiovisual, da cultura e educação estão enfrentando; o tema central é Memórias entre diferentes tempos.

“A CineOP é pioneira e atua, desde sua criação, para a salvaguarda do imenso patrimônio audiovisual brasileiro e, mais uma vez, renova seu compromisso com a memória e a história do nosso cinema em diálogo e com a participação da educação. Acreditamos que a preservação é ação estratégica para o desenvolvimento e identidade de um país. A CineOP é um convite para todos os cidadãos atuarem a favor do nosso patrimônio”, destaca Raquel Hallak, coordenadora geral do evento.

Na Temática Histórica, que busca refletir no ontem o que está acontecendo agora, a escolha dos curadores Francis Vogner dos Reis e Cléber Eduardo foi a de focar no cinema brasileiro da década de 1990, sob o título Memórias entre diferentes tempos. Em que sentido é importante para 2021 retornar, por meio de filmes e de reflexões, a um período marcado por alguns fins e outros recomeços no cinema e na sociedade? A ideia é justamente encontrar os paralelos e reconfigurar os sentidos de cada período, a partir da constatação de que, após mais de 30 anos do fim da Embrafilme e da eleição do primeiro presidente por voto direto depois do fim do regime militar, há muitas camadas do país e do cinema, hoje reposicionadas, que foram semeadas como espécie de gênese desde 1990.

“É uma década de transição cultural e política, mas também de reproposições. Em um mundo globalizado e de três governos brasileiros (Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso) com uma agenda interna menos ou mais neoliberal, que na cultura procura transferir para as empresas – em troca de abatimentos fiscais, marketing e possibilidade de lucro financeiro direto – as decisões sobre investimentos em cultura, a questão da identidade nacional, mais associada aos anos 1950 e 60, é recolocada nas discussões em termos paradoxais”, defendem os curadores.

Foi um período de extensa batalha por legitimação da produção local e pelas negociações com a iniciativa privada, a quem foi dado poderes (via leis de incentivo fiscal) de definir quais filmes seriam ou não feitos e com que orçamento. Foi uma época, por exemplo, de grandes produções históricas que tentavam pensar o Brasil do passado e de filmes que abordavam assuntos do tecido social, olhando para as nossas mazelas com um tipo de lente espetaculoso, de forma a renovar a visão que se tinha do cinema brasileiro depois de seu sucateamento, potencializado na segunda metade dos anos 1980. “Retomar o cinema era lidar com alguns fantasmas e senso comuns, como o hermetismo do Cinema Novo, a vulgaridade das pornochanchadas, a má qualidade técnica dos filmes da Boca do Lixo, os erotismos descabelados a partir de Nelson Rodrigues e a sensualidade tropical das adaptações de Jorge Amado”, afirma a curadoria.

Paulo Betti em Lamarca, de Sergio Rezende.

Alguns dos filmes da Temática Histórica vão ilustrar ao público esse recorte, como: Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camuratti (1995); Lamarca, de Sérgio Rezende (1994); Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de Helena Solberg (1995); Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira (1997); entre outros.

Na Temática Preservação, sob o título-pergunta Preservação audiovisual: Que caminhos trilhar?, os anos 1990 aparecem como uma rememoração de tempos de transição. Não foi uma década de crise nem de pujança, mas de maturação das condições que propiciaram a reconhecida consolidação do campo no Brasil, na década seguinte, em todas as suas contradições e complexidades. Um dos elementos desse processo, conforme aponta a dupla de curadores Ines Aisengart Menezes e José Quental, é a transformação e o crescimento pelos quais passam as instituições de patrimônio audiovisual, como a Cinemateca Brasileira, a Cinemateca do MAM, o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro e a Cinemateca de Curitiba.

É ainda um tempo de aprimoramento do ensino e aprendizado audiovisual, o que propiciou mais pensamento e qualidade no trato com o material fílmico. A própria potência e popularidade do cinema brasileiro, sobretudo na Retomada, possivelmente influenciou e atraiu jovens para cursos de cinema que aos poucos também foram se multiplicando. A geração de profissionais que entraram no campo da preservação audiovisual na década seguinte são majoritariamente egressos de tais cursos de cinema, e trabalhos acadêmicos em torno da preservação oriundos dessa época hoje são referências técnica e historiográfica do setor.

Foi ainda um tempo de mudanças de tecnologia, da película para o vídeo e o digital, o que propiciou novos desafios. “A restauração de filmes foi o elemento mais expressivo na década de 1990, em particular os trabalhos realizados em dois laboratórios de restauração fotoquímica no país, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e a Labocine, no Rio de Janeiro”, afirmam os curadores. “O digital foi ganhando espaço nas restaurações ao final da década, e os produtos derivados das primeiras restaurações necessitam de uma revisão em relação ao resultado final, sobretudo considerando a tecnologia disponível à época, que hoje percebe-se como defasada tecnicamente em relação às qualidades e características da película”.

O Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais, principal fórum de discussões sobre preservação no Brasil, volta a acontecer na CineOP sob a égide do distanciamento e da crise no setor, o que fez a curadoria se voltar à reflexão sobre os desafios do momento: a crise pode ser ensejo para a mudança? Qual pode ser o papel do campo da preservação audiovisual?

Na Temática Educação, o título definido pelas curadoras Adriana Fresquet e Clarisse Alvarenga é Das ruínas às utopias: processos de criação audiovisual e metodologias de ensino. A proposta é discutir, através das mesas e fóruns a reunir educadores de todo o Brasil e alguns convidados internacionais, formas possíveis de aprendizado audiovisual em tempos de pandemia e ensino a distância. Para tal, o recuo aos anos 1990 se mostra importante, pois foi nessa década que surgiram câmeras de filmar suficientemente leves e acessíveis e que, associadas ao contexto social e político da época, possibilitaram uma série de propostas formativas envolvendo o cinema e os movimentos sociais no Brasil, entre elas o Cecip (Centro de Criação de Imagem Popular), no Rio de Janeiro, e a ABVP (Associação Brasileira de Vídeo Popular), em São Paulo.

O aprimoramento das metodologias é também enfoque pensado pelas curadoras para a CineOP em 2021: “Temos notado, nos novos processos educativos elaborados para o desenvolvimento do Ensino Remoto Emergencial, a força pedagógica dos filmes e outros produtos audiovisuais em aulas remotas síncronas e assíncronas”, afirmam. “Mas, ao mesmo tempo, se faz perceptível também a maneira como o contato remoto, envolvendo mais do que nunca a imagem e o som, aponta para uma série de limites aos processos de aprendizado quando realizados à distância. Justamente por isso persiste a necessidade de aprofundar o debate sobre as mediações, especialmente pretendemos apontar para o problema curatorial, que é fundamental para atender às necessidades e decisões pedagógicas atuais”.

Algumas das atividades já definidas são as mesas Oficinas de vídeo: tradições e transformações e Pedagogias do cinema e curadoria, além de um estudo de caso envolvendo as formas de trabalho educacional no Chile, país exemplar no uso do audiovisual como deflagrador de processos educacionais, inclusive na pandemia.

Nesse eixo triplo, a 16ª edição da CineOP, ainda que remotamente, volta a ser espaço de harmonia e encontros, tendo a cidade de Ouro Preto como marco histórico da importância de se pensar a história, a educação e a preservação como ações orgânicas de desenvolvimento cultural num país.

Pioneira desde sua criação, em 2006, a enfocar a preservação audiovisual, história, educação e a tratar o cinema como patrimônio, a CineOP reafirma seu propósito de ser um empreendimento cultural de reflexão e luta pela salvaguarda do rico e vasto patrimônio audiovisual brasileiro em diálogo com a educação e em intercâmbio com o mundo.

Foto: Divulgação.

Eternos, dirigido por Chloé Zhao, ganha trailer oficial

por: Cinevitor
Angelina Jolie interpreta Thena no filme da Marvel.

Baseado na série de quadrinhos da Marvel e dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland, Eternos narra as aventuras de uma raça de seres imortais que viveram na Terra e moldaram sua história e civilizações.

O longa, que teve a estreia adiada por conta da pandemia de Covid-19, se passa depois de Vingadores: Ultimato e marca uma transição para os novos filmes do Universo Cinematográfico Marvel. Na trama, uma tragédia afeta a antiga raça de seres superpoderosos, que terá que enfrentar os mais antigos inimigos da humanidade.

O elenco conta com Angelina Jolie, Salma Hayek, Richard Madden, Gemma Chan, Ma Dong-seok, Brian Tyree Henry, Kumail Nanjiani, Lauren Ridloff, Barry Keoghan, Lia McHugh, Kit Harington, entre outros.

Confira o primeiro trailer oficial de Eternos, que estreia em novembro deste ano:

Foto: Reprodução/YouTube.

VII Mostra Curta Vazantes: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo em Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins.

A sétima edição da Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade acontecerá entre os dias 14 e 30 de junho, com programação de filmes e atividades de formação abertas ao público. Devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o evento será realizado inteiramente de forma remota para todo o Brasil.

As exibições acontecerão tanto no site oficial do evento quanto na plataforma Cardume, especializada em curtas-metragens nacionais. O evento também realizará oficinas de formação em roteiro e em crítica de cinema, além de palestra voltada aos profissionais da rede pública de ensino.

A mostra recebeu 631 curtas-metragens, dos quais 23 foram selecionados para a competição, entre ficções, animações e documentários, realizados em dez estados brasileiros, além de produções da Espanha, México e França.

Para Leo Tabosa, cineasta e produtor da Mostra, o intuito do evento sempre foi aproximar a comunidade de Vazantes e localidades vizinhas, que não possuem circuito exibidor de filmes, da produção audiovisual contemporânea. As exibições aconteciam ao ar livre na praça do distrito e agregavam pessoas de todas as idades: “A Mostra surgiu em 2013 como iniciativa de inclusão e capacitação de moradores do interior cearense no setor cinematográfico. O desafio agora é nos adaptar ao formato remoto para dar continuidade às atividades que foram interrompidas em 2020 por conta da pandemia”, disse o produtor.

Neste ano, o Júri Oficial será formado por Alexandre Figueiroa, André Antônio e Priscila Urpia; além da votação on-line do júri popular. O Júri da Crítica, com membros da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema, contará com Arthur Gadelha, Rafael M. Vasconcelos e Thiago Henrique Sena. E mais: a programação apresentará também atividades paralelas, como: Oficina Introdução à Crítica de Cinema, com Diego Benevides; e Oficina Roteiro de curta-metragem de ficção para iniciantes, com Cíntia Domit Bittar.

Criada em 2013, a Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade pretende contribuir para a inclusão e a promoção social e cultural dos moradores da Comunidade de Vazantes e localidades vizinhas a partir da exibição de filmes produzidos em qualquer parte do mundo com a ideia de compreender, observar e fazer visível os processos sociais e culturais que se desenvolvem tanto no sul como no norte do planeta. Além da variedade de filmes, o evento promove oficinas, palestras e encontros que reflitam, discutam e divulguem a cultura presente na região. O Distrito de Vazantes é uma pequena porção administrativa que, juntamente com outros sete Distritos, compõem o município de Aracoiaba, situado na microrregião do maciço de Baturité, no Ceará.

Conheça os filmes selecionados para a VII Mostra Curta Vazantes:

MOSTRA VAZANTES PULSANTE

Antes de La Erupción, de Roberto Toledo (Espanha)
De Vez em Quando Eu Ardo, de Carlos Segundo (SP)
Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Manaus Hot City, de Rafael Ramos (AM)
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (BA)

MOSTRA VAZANTES RESISTÊNCIA

Cadeia Alimentar, de Raphael Medeiros (RJ)
Écocide, de Liliane Mutti (Brasil/França)
Marcianos, de David Del Aguila (Espanha)
Reexisto, de Lethicia Galo e Rodrigo Campos (SP)
Trazo Crítico – Contaminación, de Vicente Mallols (Espanha)

MOSTRA VAZANTES INFÂNCIA

4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira (MG)
Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)
O Quintal de João, de João Marcos Maia (CE)
Roberto, de Carmen Córdoba González (Espanha)

MOSTRA VAZANTES ESPERANÇA

A Barca, de Nilton Resende (AL)
Neguinho, de Marçal Vianna (RJ)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
Terceiro Dia, de Jéssica Queiroz (CE)

MOSTRA VAZANTES DESCOBERTAS

Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
La Última y nos Vamos
, de Susy López P. (México)
Piccolino – Una Aventura En La Ciudad, de Giovanni Maccelli (Espanha)
Polter, de Álvaro Vicario (Espanha)
S13p15a, de Jesús Loniego (Espanha)

*A VII Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade é uma realização da Pontilhado Cinematográfico, da Universidade Católica de Pernambuco, através da Pró-Reitoria Comunitária, e do Instituto Humanitas da Unicap. O evento conta com parcerias da Fundação Antônio dos Santos Abranches (FASA), da Fundação Fé e Alegria Vazantes e do Armazém Coral Acha Aqui, além de diversos voluntários que participam na construção e execução desse projeto.

Foto: Isabella Lanave.