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8ª Mostra de Cinema de Gostoso: inscrições abertas para longas e curtas

por: Cinevitor
A oitava edição pretende voltar ao formato presencial.

As inscrições para a oitava edição da Mostra de Cinema de Gostoso estão abertas e devem ser realizadas no site oficial do evento (clique aqui) até 26 de setembro. Poderão ser inscritos longas e curtas-metragens brasileiros de todos os gêneros (ficção, documentário e animação) desde que tenham sido finalizados a partir de 2020.

Com direção geral e curadoria de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, a mostra pretende retomar o formato presencial entre os dias 26 e 30 de novembro, trazendo de volta a experiência única das exibições ao ar livre na Praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, e outras atividades e vivências do evento com ampla participação da comunidade local.

Caso seja possível a realização presencial da 8ª Mostra de Cinema de Gostoso serão tomadas todas as medidas de segurança para adequação às restrições sanitárias vigentes por conta da pandemia de Covid-19. Em caso de impossibilidade de realização presencial, o evento será on-line.

O palco principal da mostra é a sala ao ar livre montada na Praia do Maceió, onde acontecem as sessões da Mostra Competitiva. Com 600 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 5.1, a sala propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia.

Ao longo de cinco dias, o público poderá assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão exibidos filmes de todo o país, entre as mostras Competitiva, Panorama, Infantil e Sessões Especiais. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Troféu da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes à Mostra.

Anualmente são realizados debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos e um seminário sobre o mercado audiovisual. Toda a programação é gratuita. Também será realizada a terceira edição do Gostoso Lab, laboratório para projetos de longa-metragem da região Nordeste em fase de desenvolvimento; uma parceria entre a Mostra de Cinema de Gostoso e o BrLab.

Antes do início da Mostra, serão oferecidos cursos de formação técnica e audiovisual para jovens de São Miguel do Gostoso. Desde 2013 foram ministradas 47 oficinas e produzidos 20 curtas-metragens, todos exibidos nas edições da Mostra de Cinema de Gostoso e em diversos festivais no país e no exterior. Como resultado dessa experiência, o grupo de alunos criou em 2015 o Coletivo Nós do Audiovisual com o objetivo de ampliar as possibilidades de realização de novos projetos, de forma autônoma, apontando para a profissionalização no setor audiovisual do estado.

O evento mobiliza os moradores da cidade, que participam ativamente da Mostra e que passaram a ter um contato mais próximo com a produção cultural de outras regiões do país. Com esse conjunto de ações, a Mostra de Cinema de Gostoso conquistou um espaço significativo no calendário cultural do Nordeste como uma importante referência de difusão audiovisual.

Foto: Divulgação.

Tempo

por: Cinevitor

Old

Direção: M. Night Shyamalan

Elenco: Vicky Krieps, Gael García Bernal, Rufus Sewell, Alex Wolff, Thomasin McKenzie, Abbey Lee, Nikki Amuka-Bird, Ken Leung, Eliza Scanlen, Aaron Pierre, Embeth Davidtz, Emun Elliott, Alexa Swinton, Gustaf Hammarsten, Kathleen Chalfant, Francesca Eastwood, Nolan River, Luca Faustino Rodriguez, Mikaya Fisher, Kailen Jude, M. Night Shyamalan, Matthew Shear, Daniel Ison, Jeffrey Holsman, Margaux Da Silva, John Twohy.

Ano: 2021

Sinopse: Uma família decide relaxar em uma praia isolada durante o feriado e acaba se envolvendo em um grande mistério: todos começam a envelhecer rapidamente, de modo que suas vidas inteiras se resumem a um único dia.

Nota do CINEVITOR:

Dirigido por Ridley Scott, Casa Gucci, com Lady Gaga e Adam Driver, ganha trailer

por: Cinevitor
Uma história de glamour, cobiça, loucura e morte.

Dirigido por Ridley Scott, de Thelma & Louise, Gladiador, Perdido em Marte, entre outros, Casa Gucci é baseado no livro The House of Gucci, escrito por Sara Gay Forden, que conta a história da família italiana que construiu um império da moda e artigos de luxo.

Com roteiro de Becky Johnston e Roberto Bentivegna, o longa é inspirado na chocante história real do clã por trás da italiana casa de moda Gucci. Abrangendo três décadas de amor, traição, decadência, vingança e em última instância, assassinato, vemos o que um nome significa, o que vale e quão longe uma família para se manter no controle.

A história começa com o fundador Guccio Gucci, que abriu a primeira loja em Florença, passando pelo apogeu nos anos 1950 e 1960, com seu filho Aldo, e terminando com o assassinato do último membro da família a dirigir a empresa, Maurizio Gucci. A biografia da família é marcada por luxo, glamour e sucesso, mas também por brigas, processos, cobiça e assassinato.

No livro, a autora reuniu essas histórias para contar a saga da dinastia Gucci, o assassinato de Maurizio e a condenação de sua ex-esposa, Patrizia, como mandante do crime. Ela traça, ainda, um paralelo com o mundo da moda, contando a trajetória de vários estilistas famosos, como Tom Ford, o responsável pelo renascimento da grife Gucci e a briga de dois gigantes do mercado de luxo pelo controle da empresa.

O elenco conta com Lady Gaga, no papel de Patrizia Reggiani; Adam Driver, como Maurizio Gucci; Al Pacino no papel de Aldo Gucci; Jared Leto, Mãdãlina Ghenea, Salma Hayek, Camille Cottin, Jeremy Irons, Jack Huston, Reeve Carney, entre outros.

Confira o primeiro trailer de Casa Gucci, que ainda não tem data de estreia definida:

Foto: Divulgação/Universal Pictures.

Festival de Toronto 2021: produções brasileiras são selecionadas

por: Cinevitor
Medusa, de Anita Rocha da Silveira: cinema brasileiro na programação.

Considerado um dos eventos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar, o Festival Internacional de Cinema de Toronto revelou nesta quarta-feira, 28/07, novos filmes selecionados para sua 46ª edição, que acontecerá entre os dias 9 e 18 de setembro.

O anúncio destaca títulos das mostras Contemporary World Cinema, que apresenta histórias convincentes e perspectivas globais; e Discovery, com obras de realizadores considerados o futuro do cinema mundial. Além disso, novos filmes das mostras Gala Presentations e Special Presentations foram adicionados; outros títulos serão revelados em breve: “Estamos muito entusiasmados em compartilhar a programação deste ano com o público nos cinemas. Esses filmes refletem paixão, criatividade e são inovadores para contar suas histórias. Alguns dos maiores filmes do ano serão exibidos no TIFF deste ano”, disse Joana Vicente, diretora executiva do festival.

O cinema brasileiro marca presença na mostra Contemporary World Cinema com 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, com Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, exibido recentemente em Veneza; e Medusa, terror dirigido por Anita Rocha da Silveira, que estreou na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela do Festival de Cannes. O elenco conta com Mari Oliveira, Lara Tremouroux, Joana Medeiros, Bruna G, Carol Romano, Inez Viana, Bruna Linzmeyer, Thiago Fragoso, Felipe Frazão e João Vithor Oliveira. Vania Catani assina a produção do longa, que foi 100% realizado no Brasil; a distribuição será da ArtHouse.

Na trama, há muitos e muitos anos, a bela Medusa foi severamente punida por Atena, a deusa virgem, por não ser mais pura. Hoje, a jovem Mariana pertence a um mundo onde deve se esforçar ao máximo para manter a aparência de uma mulher perfeita. Para não caírem em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Porém, há de chegar o dia em que a vontade de gritar será mais forte. 

Além disso, o Brasil também se destaca com outro título na mesma mostra: Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović, uma coprodução entre Croácia, Brasil, Estados Unidos e Eslovênia. O longa, premiado no Festival de Cannes deste ano, traz os brasileiros Rodrigo Teixeira e Lourenço Sant’ Anna, da RT Features, na produção, além de Martin Scorsese.

Já na mostra Discovery, o Brasil aparece com o suspense Matar a la Bestia (To Kill The Beast), dirigido pela cineasta argentina Agustina San Martín, em sua estreia na direção de um longa-metragem; uma coprodução entre Argentina, Brasil e Chile. Na trama, entre o real e o mitológico, o humano e o animal, a culpa e o sexual é que Emília procurará enfrentar o seu passado. A equipe traz o ator brasileiro João Miguel, além dos produtores Carlos Eduardo Valinoti, Aline Mazzarella e Matheus Peçanha do Estúdio Giz; a distribuição será da Vitrine Filmes.

Na mostra TIFF 2021 Industry Selects, filmes selecionados a dedo pela equipe de programação do festival terão exibições em uma plataforma digital especial, entre eles, o brasileiro A Nuvem Rosa, de Iuli Gerbase, selecionado para Sundance.

Neste ano, nomes importantes serão homenageados no Festival de Toronto: os atores Benedict Cumberbatch e Jessica Chastain receberão o TIFF Tribute Actor Award; o cineasta Denis Villeneuve, que receberá o TIFF Ebert Director Award e exibirá, em uma sessão especial, seu aguardado filme Duna; a cantora e ativista Dionne Warwick receberá o Special Tribute Award; a cineasta canadense Danis Goulet será homenageada com o TIFF Emerging Talent Award; e a cineasta, roteirista, cantora e ativista Alanis Obomsawin, que será honrada com o Jeff Skoll Award in Impact Media.

Conheça os filmes selecionados para o 46º Festival de Toronto:

CONTEMPORARY WORLD CINEMA

7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto (Brasil)
Are You Lonesome Tonight?, de Wen Shipei (China)
Compartment No. 6 (Hytti nro 6), de Juho Kuosmanen (Finlândia/Alemanha/Estônia/Rússia)
Costa Brava, Lebanon, de Mounia Akl (Líbano/Noruega/Suécia/França/Espanha/Dinamarca/Qatar)
Întregalde, de Radu Muntean (Romênia)
Jockey, de Clint Bentley (EUA)
Kicking Blood, de Blaine Thurier (Canadá)
La Soga 2, de Manny Perez (EUA)
Maria Chapdelaine, de Sébastien Pilote (Canadá)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (Brasil)
Murina, de Antoneta Alamat Kusijanović (Croácia/Brasil/EUA/Eslovênia)
Nobody Has to Know, de Bouli Lanners (França/Bélgica/Reino Unido)
OUT OF SYNC (Tres), de Juanjo Giménez (Espanha)
Small Body (Piccolo Corpo), de Laura Samani (Itália/França/Eslovênia)
Terrorizers, de Ho Wi Ding (Taiwan)
The Box (La Caja), de Lorenzo Vigas (EUA/México)
The Daughter (La Hija), de Manuel Martín Cuenca (Espanha)
The Gravedigger’s Wife, de Khadar Ayderus Ahmed (França/Somália/Alemanha/Finlândia)
The Hill Where the Lionesses Roar (Luaneshat e kodrës), de Luàna Bajrami (Kosovo/França)
The Odd-Job Men (Sis dies corrents), de Neus Ballús (Espanha)
The Other Tom (El otro Tom), de Rodrigo Plá e Laura Santullo (México/EUA)
The Wheel, de Steve Pink (EUA)
True Things, de Harry Wootliff (Reino Unido)
Unclenching The Fists, de Kira Kovalenko (Rússia)
Vengeance is Mine, All Others Pay Cash (Seperti Dendam, Rindu Harus Dibayar Tuntas), de Edwin (Indonésia/Singapura/Alemanha)
Whether the Weather is Fine (Kun Maupay Man It Panahon), de Carlo Francisco Manatad (Filipinas/França/Singapura/Indonésia/Alemanha/Qatar)

DISCOVERY

A Banquet, de Ruth Paxton (Reino Unido)
Aloners, de Hong Sung-eun (Coreia do Sul)
Anatolian Leopard (Anadolu Leoparı), de Emre Kayış (Alemanha/Dinamarca/Turquia/Polônia)
As In Heaven (Du som er i himlen), de Tea Lindeburg (Dinamarca)
Dug Dug, de Ritwik Pareek (Índia)
Farha, de Darin J. Sallam (Jordânia/Suécia/Arábia Saudita)
Learn To Swim, de Thyrone Tommy (Canadá)
Lo Invisible, de Javier Andrade (França/Equador)
Matar a la Bestia (To Kill The Beast), de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile)
Paka (River of Blood), de Nithin Lukose (Índia)
Quickening, de Haya Waseem (Canadá)
Scarborough, de Shasha Nakhai e Rich Williamson (Canadá)
Snakehead, de Evan Jackson Leong (EUA)
The Game, de Ana Lazarevic (Sérvia/EUA)
Tug of War (Vuta N’Kuvute), de Amil Shivji (Tanzânia/África do Sul/Alemanha/Qatar)
Wildhood, de Bretten Hannam (Canadá)

GALA PRESENTATIONS

Belfast, de Kenneth Branagh (Reino Unido)
Bergman Island, de Mia Hansen-Løve (França)
Clifford the Big Red Dog, de Walt Becker (EUA/Reino Unido/Canadá)
Dear Evan Hansen, de Stephen Chbosky (EUA) (filme de abertura)
Jagged, de Alison Klayman (EUA)
Lakewood, de Phillip Noyce (Canadá)
Last Night in Soho, de Edgar Wright (Reino Unido)
Night Raiders, de Danis Goulet (Canadá/Nova Zelândia)
One Second, de Zhang Yimou (China) (filme de encerramento)
Silent Night, de Camille Griffin (Reino Unido)
The Electrical Life of Louis Wain, de Will Sharpe (Reino Unido)
The Forgiven, de John Michael McDonagh (Reino Unido)
The Good House, de Maya Forbes e Wallace Wolodarsky (EUA)
The Mad Women’s Ball (Le Bal des folles), de Mélanie Laurent (França)
The Survivor, de Barry Levinson (EUA/Canadá/Hungria)
The Worst Person In The World (Verdens Verste Menneske), de Joachim Trier (Noruega/França/Suécia/Dinamarca)

SPECIAL PRESENTATIONS

Ahed’s Knee (Ha’berech), de Nadav Lapid (Israel/França/Alemanha)
Ali & Ava, de Clio Barnard (Reino Unido)
All My Puny Sorrows, de Michael McGowan (Canadá)
Benediction, de Terence Davies (Reino Unido)
Charlotte, de Eric Warin e Tahir Rana (Canadá/França/Bélgica)
Dionne Warwick: Don’t Make Me Over, de Dave Wooley e David Heilbroner (EUA)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
Encounter, de Michael Pearce (Reino Unido/EUA)
France, de Bruno Dumont (França/Alemanha/Itália/Bélgica)
I’m Your Man, de Maria Schrader (Alemanha)
Inexorable, de Fabrice du Welz (Bélgica/França)
Inu-Oh, de Masaaki Yuasa (Japão/China)
Lingui, The Sacred Bonds, de Mahamat-Saleh Haroun (Chade/França/Alemanha/Bélgica)
Mothering Sunday, de Eva Husson (Reino Unido)
Official Competition (Competencia Oficial), de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Espanha/Argentina)
Paris, 13th District (Les Olympiades), de Jacques Audiard (França)
Petite Maman, de Céline Sciamma (França)
Sundown, de Michel Franco (México)
The Box (La Caja), de Lorenzo Vigas (EUA/México)
The Eyes of Tammy Faye, de Michael Showalter (EUA)
The Falls (Pu Bu), de Chung Mong-Hong (Taiwan)
The Guilty, de Antoine Fuqua (EUA)
The Humans, de Stephen Karam (EUA)
The Middle Man, de Bent Hamer (Noruega/Canadá/Alemanha/Dinamarca)
The Power of the Dog, de Jane Campion (Austrália/Nova Zelândia)
The Starling, de Theodore Melfi (EUA)
The Story of My Wife, de Ildikó Enyedi (Hungria/Alemanha/Itália/França)
The Worst Person In The World (Verdens Verste Menneske), de Joachim Trier (Noruega/França/Suécia/Dinamarca)
Three Floors (Tre Piani), de Nanni Moretti (Itália/França)
Violet, de Justine Bateman (EUA)
Where is Anne Frank, de Ari Folman (Bélgica/França/Holanda/Luxemburgo/Israel)
Wolf, de Nathalie Biancheri (Reino Unido/Irlanda/Polônia)

SPECIAL EVENTS

A Hero (Ghahreman), de Asghar Farhadi (Irã)
Dune, de Denis Villeneuve (EUA/Hungria)
Memoria, de Apichatpong Weerasethakul (Colômbia/Tailândia/Reino Unido/França/Alemanha/México)
Memory Box: Echoes of 9/11, de David Belton e Bjørn Johnson (Reino Unido/EUA)
NBA Films For Fans created with OLG, de Romeo Candido, Shawn Gerrard, Kathleen S. Jayme, Thyrone Tommy e S.M. Turrell (Canadá)
Spencer, de Pablo Larraín (Reino Unido/Alemanha)
Triumph: Rock & Roll Machine, de Sam Dunn e Marc Ricciardelli (Canadá)

PLATFORM

Arthur Rambo, de Laurent Cantet (França)
Drunken Birds (Les oiseaux ivres), de Ivan Grbovic (Canadá)
Earwig, de Lucile Hadžihalilović (Reino Unido/França/Bélgica)
Huda’s Salon, de Hany Abu-Assad (Palestina/Egito/Holanda/Qatar)
Mlungu Wam (Good Madam) (Mlungu Wam), de Jenna Cato Bass (África do Sul)
Montana Story, de Scott McGehee e David Siegel (EUA)
Silent Land (Cicha Ziemia), de Aga Woszczyńska (Polônia/Itália/República Checa)
Yuni, de Kamila Andini (Singapura/França/Indonésia/Austrália)

MIDNIGHT MADNESS

After Blue (Paradis Sale), de Bertrand Mandico (França)
DASHCAM, de Rob Savage (Reino Unido/EUA)
Saloum, de Jean Luc Herbulot (Senegal)
Titane, de Julia Ducournau (França)
You Are Not My Mother, de Kate Dolan (Irlanda)
Zalava, de Arsalan Amiri (Irã)

TIFF DOCS

Attica, de Stanley Nelson (EUA)
BURNING, de Eva Orner (Austrália)
Beba, de Rebeca Huntt (EUA/México)
Becoming Cousteau, de Liz Garbus (EUA)
Comala, de Gian Cassini (México)
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca/França/Suécia/Noruega)
Hold Your Fire, de Stefan Forbes (EUA)
Julia, de Julie Cohen e Betsy West (EUA)
Listening to Kenny G, de Penny Lane (EUA)
Oscar Peterson: Black + White, de Barry Avrich (Canadá)
The Devil’s Drivers, de Mohammed Abugeth e Daniel Carsenty (Qatar/França/Líbano/Alemanha)
The Rescue, de E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (EUA/Reino Unido)
Three Minutes – A Lengthening, de Bianca Stigter (Holanda/Reino Unido)
Wochiigii lo: End of the Peace, de Heather Hatch (Canadá)

Foto: Divulgação/Bananeira Filmes.

Deserto Particular, de Aly Muritiba, é selecionado para mostra paralela do Festival de Veneza 2021

por: Cinevitor
Filme brasileiro em competição!

Criada em 2004, a Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi inspirada na Quinzena dos Realizadores, de Cannes, com o objetivo de chamar a atenção para um cinema de alta qualidade, sem qualquer tipo de restrição, e com um cuidado especial em inovação, pesquisa, originalidade e independência.

Nesta 18ª edição, que acontecerá entre os dias e 11 de setembro, pela primeira vez duas mulheres dividirão a presidência do júri: as cineastas Mina Mileva e Vesela Kazakova; o time de jurados contará com 27 jovens cinéfilos que fazem parte do programa 27 Times Cinema.

O cinema brasileiro marca presença na Seleção Oficial com Deserto Particular, de Aly Muritiba, que será distribuído pela Pandora Filmes. O longa é protagonizado por Antonio Saboia, como Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco e sorri menos ainda. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor. 

Sobre o longa, Muritiba falou: “Deserto Particular é um filme de encontros. Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração, formada depois da Ditadura Militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência. O país afundou numa espiral de ódio que culminou com a eleição de um fascista como presidente. Depois da eleição de Jair Bolsonaro, todas as minorias, mulheres, indígenas, a comunidade LGBTQIA+, negros, entre outros, passaram a ser sistematicamente perseguidas e o país se dividiu entre o sul conservador e o norte e nordeste progressista. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor”.

Diretor dos premiados Para Minha Amada Morta e Ferrugem, e também da recente série da Globoplay, O Caso Evandro, entre outros documentários, Aly explica que essa experiência foi fundamental para Deserto Particular: “O modo como abordo os espaços e os corpos nos espaços vem do documentário de observação. Aqui, essa experiência foi determinante para o mise-en-scène, mas não só. O compromisso ético com o tema e os objetos (personagens) que tenho quando faço documentários está todo o tempo em pauta nas minhas ficções”. O elenco conta também com Pedro Fasanaro, Zezita Matos, Thomás AquinoLaila Garin e Cynthia Senek.

Neste ano, o filme de abertura será Welcome Venice, de Andrea Segre, que foi revelado na mostra, também conhecida como Venice Days, há dez anos. Além disso, o evento homenageará o consagrado cineasta italiano Francesco Maselli (Citto Maselli).

Conheça os filmes selecionados para a mostra Giornate degli Autori 2021:

SELEÇÃO OFICIAL

Al Garib, de Ameer Fakher Eldin (Síria/Alemanha/Palestina/Qatar)
Anatomia, de Aleksandra Jankowska (Polônia)
Californie, de Alessandro Cassigoli e Casey Kauffman (Itália)
Deserto Particular, de Aly Muritiba (Brasil/Portugal)
Imaculat, de George Chiper-Lillemark e Monica Stan (Romênia)
Lovely Boy, de Francesco Lettieri (Itália) (fora de competição)
Madeleine Collins, de Antoine Barraud (França)
Piedra Noche, de Iván Fund (Argentina/Chile/Espanha)
Shen Kong, de Chen Guan (Macau)
Tres, de Juanjo Giménez (Espanha/Lituânia)
Tu Me Ressembles, de Dina Amer (Egito/França/EUA)

Foto: Divulgação.

Morre, aos 101 anos, o ator e dublador Orlando Drummond

por: Cinevitor
O ator nos bastidores do filme De Perto Ela Não é Normal: seu último trabalho nas telonas.

Morreu nesta terça-feira, 27/07, aos 101 anos, o ator, dublador e comediante Orlando Drummond. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele chegou a ser internado em maio por conta de uma infecção urinária, mas recebeu alta em junho. O ator morreu em casa de falência múltipla dos órgãos.

Nascido no Rio de Janeiro, em 18 de outubro de 1919, Orlando Drummond Cardoso começou sua carreira na década de 1940 como contrarregra. Com a ajuda de Paulo Gracindo, tornou-se dublador. Em 1954, atuou em seu primeiro filme, a comédia musical Rei do Movimento, de Victor Lima e Hélio Barroso.

Nas telonas, trabalhou também em Angu de Caroço, de Euripides Ramos; Bonga, O Vagabundo, de Victor Lima, com Renato Aragão; O Doce Esporte do Sexo, de Zelito Viana; Um Lobisomem na Amazônia e O Sarcófago Macabro, de Ivan Cardoso; e De Perto Ela Não é Normal, de Cininha de Paula, com Suzana Pires.

Porém, o reconhecimento nacional aconteceu por conta de seu personagem mais famoso: Seu Peru, da Escolinha do Professor Raimundo, que foi criado na década de 1950 para a versão do programa ainda no rádio. Ao lado do amigo Chico Anysio, também brilhou na versão televisiva, que foi ao ar por muitos anos.

Personagem inesquecível: Seu Peru, na Escolinha do Professor Raimundo.

Ainda na TV, participou de diversos programas, séries e novelas, como: Sangue do Meu Sangue, Chico Anysio Show, Os Trapalhões, Caça Talentos, Zorra Total, A Turma do Didi, Ciranda de Pedra, entre outros. Em 2019, fez uma participação especial na nova versão da Escolinha do Professor Raimundo.

Consagrado como dublador, Orlando entrou para o Guinness World Records por mais de 35 anos por dublar o famoso personagem Scooby Doo. Entre outros trabalhos de dublagem, também se destacou com sua voz em Popeye; Alf, o ETeimoso; Caverna do Dragão, como Vingador; O Pirata do Espaço, como Marechal Doggus; Thundercats, como Rátaro; Smurfs, como Gargamel, além de dublar o Papai Smurf nos filmes; As Aventuras de Tintim; Alice no País das Maravilhas, como Lebre de Março; Mary Poppins; Branca de Neve e os Sete Anões, como Atchim; O Gordo e o Magro; Robocop; O Poderoso Chefão; As Tartarugas Ninjas; Mad Max – Além da Cúpula do Trovão; Rebelde, como Sr. Mendiola; entre muitos outros.

Em janeiro deste ano, Drummond foi um dos primeiros vacinados contra a Covid-19, no Rio de Janeiro. Era casado, desde 1951, com Glória Drummond, com quem teve dois filhos.

Fotos: Ellen Soares e Acervo Globo.

Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival 2021: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor

Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky: cinema brasileiro na programação.

A Outfest é uma organização LGBTQIA+ global de artes, mídia e entretenimento com programas que capacitam artistas, comunidades e cineastas que transformam o mundo com suas histórias. Com a missão de dar visibilidade aos profissionais LGBTQIA+, também abre caminhos que destacam trabalhos destes artistas.

O Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival é um dos eventos mais consagrados do mundo que aborda temáticas LGBTQIA+ e promove a igualdade por meio de narrativas criativas. Neste ano, o evento acontecerá entre os dias 13 e 22 de agosto com o retorno das exibições presenciais, já que no ano passado foi realizado em formato on-line por conta da pandemia de Covid-19.

Para esta 39ª edição, quase 200 títulos serão exibidos, incluindo 50 filmes internacionais de países como Coreia do Sul, Nigéria, México, Cuba, Palestina, Israel, Brasil, Bulgária e Croácia. O filme de abertura será o drama musical Todos Estão Falando Sobre Jamie, no original Everybody’s Talking About Jamie, dirigido por Jonathan Butterell. Já na noite de encerramento será exibido o documentário Fanny: The Right to Rock, de Bobbi Jo Hart, premiado no Hot Docs.

Neste ano, o cinema brasileiro se destaca com dois curtas-metragens na programação. O primeiro deles é o premiado Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, na mostra Shorts: Surrealness. Protagonizado por Luciana Souza, o filme narra a história de Marilene, que procura por sua filha, interpretada por Eduarda Lemos, desaparecida depois de não retornar de uma festa. Por meio de uma narrativa fantástica, a trama retrata de forma poética a violência rotineira do país que mais mata a população LGBTQIA+.  

Outro destaque brasileiro é o curta Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky, na mostra Shorts: Fellas That Were In The Mood. Na trama, o casal Rafa e Matheus precisa lidar com a excitação e o estranhamento diante da presença de um terceiro corpo em seu apartamento. O que cada um mostra ou esconde do outro revela diferentes formas de encarar os sentimentos. O elenco conta com Lucas Galvino, Vinicius Neri e Antonio Miano.

Cena do curta pernambucano Inabitável: destaque na seleção.

A programação conta também com estreias mundiais, entre elas: a comédia The Sixth Reel, de Carl Andress e Charles Busch; o documentário musical Boulevard! A Hollywood Story, de Jeffrey Schwarz; a comédia Homebody, de Joseph Sackett; o drama Death and Bowling, de Lyle Kash; o documentário Gemmel & Tim, de Michiel Thomas; o espanhóis LA QueenCiañera, de Pedro Peira, e Sedimentos, de Adrian Silvestre; além da série Bridesman produzida pelo Grindr.

A seleção deste ano traz também o terror We’re All Going to the World’s Fair, de Jane Schoenbrun, exibido no Festival de Sundance; o documentário Rebel Dykes, de Harri Shanahan e Siân A. Williams; e uma exibição especial de 2 Garotas in Love, de Maria Maggenti, premiado no GLAAD Media Awards em 1996.

Em comunicado oficial, Damien S. Navarro, diretor executivo do festival, disse: “Estamos entusiasmados por voltar pessoalmente com cuidado e com a intenção de celebrar esta comunidade incrível, suas histórias e sua resiliência e espírito com tantos filmes incríveis e eventos especiais. Mal podemos esperar para que todos vejam o festival que organizamos; acredito que a lista de programação não só vai ao encontro do momento, mas apresenta de forma distinta o trabalho de alguns dos mais talentosos contemporâneos do cinema queer”.

Além dos filmes, o Outfest 2021 realizará diversas atividades paralelas e homenageará dois nomes: o ator e diretor Ash Christian, premiado no evento por Fat Girls, em 2006, e que morreu no ano passado; e a atriz Cloris Leachman, vencedora do Oscar por A Última Sessão de Cinema, que morreu em janeiro deste ano.

Fotos: Gustavo Pessoa e Divulgação.

Festival do Rio anuncia selecionados para a Première Brasil 2020; evento acontecerá em formato híbrido

por: Cinevitor
Mariana Nunes e Roney Villela em A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó.

Depois de ter a edição de 2020 adiada por conta da pandemia de Covid-19, o Festival do Rio reformulou sua realização e apresentou programas especiais com algumas parcerias virtuais. A novidade é que entre os dias 5 e 15 de agosto acontecerá a Première Brasil 2020 com uma seleção de 45 filmes inscritos no ano passado.

Além disso, em setembro próximo, o festival realizará ações especiais em algumas Lonas e Arenas Culturais da cidade. Em novembro, acontecerá a edição completa em versão híbrida: “Realizar um evento híbrido, presencial e virtual, com a seleção que fizemos dos filmes inscritos no ano passado é uma forma de valorizar os profissionais envolvidos e dar uma plataforma de divulgação para os títulos. Será uma semana inteira dedicada exclusivamente à Première Brasil. As medidas para combate à pandemia de Covid-19 nos impediram de realizar o festival em 2020 e também suspenderam parcialmente a produção e o lançamento dos filmes brasileiros. Agora é o momento de reocuparmos os espaços da cidade e as telas dos cinemas e o Festival do Rio, mais uma vez, vai abraçar esta retomada”, comentou Ilda Santiago, diretora executiva e de programação do festival.

A Première Brasil 2020 acontecerá no Estação Net Botafogo, no Rio de Janeiro, e na plataforma InnSaei.tv, com a versão virtual dos filmes. A seleção traz 20 longas, 12 de ficção e 8 documentários, e 25 curtas. Cada longa terá uma sessão presencial e ficará disponível na plataforma a partir do dia seguinte por 48 horas; os curtas estarão reunidos em programas, também com sessões únicas e virtuais no mesmo dia. O acesso é gratuito, no cinema, com lugares limitados, e na plataforma.

Diretora de Marketing do Festival do Rio, Vilma Lustosa disse: “Com a reabertura dos cinemas, que estão operando com os protocolos sanitários necessários para a segurança e bem-estar, acreditamos que é uma oportunidade de oferecer esses filmes em tela grande e em uma plataforma importante para o mercado e para o público como é a Première Brasil”.

Conheça os filmes selecionados para a Première Brasil do Festival do Rio 2020:

LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO

A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (PE)
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria (Brasil/França)
Curral, de Marcelo Brennand (PE)
Desterro, de Maria Clara Escobar (Brasil/Portugal/Argentina)
Doutor Gama, de Jeferson De (SP)
King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante (PE)
Longe do Paraíso, de Orlando Senna (BA)
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza (SP)
O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho (RJ)
Pajeú, de Pedro Diógenes (CE)
Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança (RJ)
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos (MG/DF)

LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald (SP)
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (SP)
Depois da Primavera, de Isabel Joffily e Pedro Rossi (RJ)
Limiar, de Coraci Ruiz (SP)
Luz Acesa, de Guilherme Coelho (RJ)
Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral (SP)
Quadro Negro, de Bruno F. Duarte e Silvana Bahia (RJ)
Vil, Má, de Gustavo Vinagre (SP)

CURTAS-METRAGENS

4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira (MG)
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (SC)
Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro (SP)
Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Henrique Amud e Lucas H. Rossi dos Santos (RJ)
Blackout, de Rossandra Leone (RJ)
Célio’s Circle, de Diego Lisboa (BA/SP)
Ela que Mora no Andar de Cima, de Amarildo Martins (PR)
Enraizadas, de Gabriele Roza e Juliana Nascimento (RJ)
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky (RJ)
Gilson, de Vitória Di Bonesso (SP)
Lacrimosa, de Matheus Heinz (RS)
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader (AM)
O Ciclope, de Guilherme Cenzi e Pedro Achilles (SP)
O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (RJ)
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)
Rafameia, de Mariah Teixeira e Nanda Félix (PB)
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo (MA)
República, de Grace Passô (SP)
Rosário, de Igor Travassos e Juliana Soares (PE)
Terra Dormente, de Antônio Farias (RJ)
Um Filme de Quarentena, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ)
Vitória, de Ricardo Alves Jr (MG)
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite (SP)
Yaõkwa, Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli (PE)

Foto: Divulgação.

Homem com H, filme sobre Ney Matogrosso, será dirigido por Esmir Filho

por: Cinevitor
Em breve: vida e obra nas telonas!

A Paris Entretenimento, uma das produtoras de cinema mais atuantes do mercado nacional, anunciou nesta semana um novo projeto: Homem com H, longa-metragem sobre a vida e a obra de Ney Matogrosso. Figura icônica do cenário cultural brasileiro, o cantor coleciona fãs, sucessos e polêmicas desde a década de 1970 quando surgiu como vocalista do revolucionário grupo musical Secos & Molhados.

Mais do que relembrar as diversas fases da carreira do cantor, o roteiro de Homem com H pretende alternar as linhas narrativas da infância, adolescência, vida adulta e maturidade de Ney para que o espectador tenha uma visão ampla do ser humano por trás do artista.

O escolhido para levar a vida de Ney Matogrosso às telonas do cinema foi o premiado cineasta Esmir Filho, responsável por filmes como Os Famosos e os Duendes da Morte, Alguma Coisa Assim, Verlust e a série Boca a Boca, da Netflix: “Além de admirar Ney como pessoa e artista, me identifico muito com sua história de vida, sua postura frente ao mundo e seus pensamentos. Meu desafio agora é traduzir a poesia de Ney para a linguagem do cinema, criando uma jornada sobre liberdade e afeto. Fiquei muito feliz quando o projeto chegou até mim por convite e iluminou meus últimos meses isolados, em que estive imerso nos discos de Ney e livros que contam sua trajetória. Ri, chorei, dancei”, revelou Esmir.

Com o roteiro em fase de desenvolvimento, a Paris Entretenimento falou sobre a escolha do ator que viverá Ney Matogrosso nas telonas: “Representar um artista vivo é um grande desafio tanto para o ator quanto para a equipe técnica que precisa ter ainda mais atenção aos detalhes. Temos nomes em mente, estamos estudando a melhor opção para trazer esse presente para o espectador”, disse Mariana Marcondes, que assina a produção executiva em parceria com Jatir Eiró.

Ney Matogrosso, que completa 80 anos no próximo domingo, 01/08, já participou de diversos filmes, entre eles: Olho Nu, de Joel Pizzini, documentário que retrata sua vida e obra; Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro Martins; Primeiro Dia de um Ano Qualquer, de Domingos Oliveira; Caminhos Magnétykos, de Edgar Pêra; Boni Bonita, de Daniel Barosa; o documentário De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman; Ralé, de Helena Ignez; Sol Alegria, de Tavinho Teixeira; Sonho de Valsa, de Ana Carolina; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; entre outros.

Além disso, também atuou em curtas-metragens, como Dá Licença de Contar, de Pedro Soffer Serrano; Homem-Ave, de Rafael Saar; e Poder dos Afetos, de Helena Ignez; e nos inéditos longas Gosto de Fel, de Beto Besant, e Peixe, de Rafael Saar.

Homem com H é autorizado por Ney Matogrosso, que participa ativamente do desenvolvimento e das decisões artísticas do projeto. O longa deve ser rodado em 2022 e tem estreia prevista para 2023.

Foto: Marcia Hack.

L.O.C.A., comédia com Mariana Ximenes, Debora Lamm e Roberta Rodrigues, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Comédia: lançamento pelo selo Première Telecine.

Dirigida por Claudia Jouvin, de Um Homem Só, e produzido por Carolina Jabor, de Aos Teus Olhos e Boa Sorte, a comédia L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, terá lançamento exclusivo pelo selo Première Telecine.

O filme conta a história de três mulheres diferentes, mas que ficam amigas em uma reunião da L.O.C.A., Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor. Manuela, Elena e Rebeca são interpretadas por Mariana Ximenes, Debora Lamm e Roberta Rodrigues, respectivamente: três mulheres que vivem grandes paixões, mas não aguentam mais serem chamadas de loucas. As personagens decidem se unir, tomar as rédeas da situação e dar um fim a seus relacionamentos tóxicos.

O elenco conta também com Fabio Assunção, que interpreta Carlos, um professor que se envolve com a jornalista Manuela; Erico Brás como Jorge, que vive um romance com Rebeca; e Luis Miranda, que dá vida ao motorista Edson, marido de Elena.

Com distribuição da Imagem Filmes, L.O.C.A. é uma produção da Conspiração em coprodução com a Globo Filmes. O longa é um lançamento exclusivo do selo Première Telecine e estreia no dia 15 de agosto no streaming e no canal Telecine Premium.

Confira o trailer de L.O.C.A.:

Foto: SerendipityInc.

Festival de Veneza 2021: conheça os filmes selecionados; cinema brasileiro marca presença

por: Cinevitor
Rodrigo Santoro e Christian Malheiros em 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto.

A 78ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 1 e 11 de setembro, acaba de anunciar a lista completa com os filmes selecionados para este ano.

Na Competição Internacional, títulos de Jane Campion, Paolo Sorrentino, Lorenzo Vigas, Pedro Almodóvar, Pablo Larraín, Michel Franco, Paul Schrader, Maggie Gyllenhaal, Stéphane Brizé, entre outros, estão na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento.

Neste ano, o cinema brasileiro está representado com três obras, entre elas, o curta-metragem Ato, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Orizzonti. A cineasta, premiada no festival em 2019 com o documentário Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, exibirá seu novo filme fora de competição.

Com Alessandra Maestrini e Eduardo Moreira no elenco, a trama se passa em um mundo suspenso e solitário, no qual Dante se encontra em um processo de travessia. Sua única companhia é Ava, uma profissional do afeto. Produzido pela Rubim Produções e BP Filmes, com assinatura de Tatyana Rubim e Bárbara Paz, o roteiro é de Cao Guimarães, a montagem de Renato Vallone e a fotografia de Azul Serra.

“Em um mundo onde a solidão foi a maior protagonista, com palcos vazios e o medo constante da morte, o afeto é o Ato, a fuga, o desejo fundamental da sobrevivência. É um honra tão grande voltar ao Festival de Veneza com meu primeiro filme de ficção. Um pequeno ato de silêncio e solidão”, disse a diretora. A produtora Tatyana Rubim completou: “Ato estar presente no Festival de Veneza representa, neste momento tão adverso mundialmente, a força da arte e da cultura e a capacidade do diálogo existente entre o teatro e o audiovisual”.

Alessandra Maestrini no curta Ato, de Bárbara Paz.

Outro destaque nacional na seleção é 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, diretor de Sócrates. Com Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o longa, original Netflix, faz parte da mostra Orizzonti Extra, criada este ano e que foca nas novas tendências do cinema mundial. Como uma extensão da já conhecida mostra Orizzonti, a nova seção irá propor uma seleção de filmes sem quaisquer restrições em termos de gênero, duração ou destino, desde que tenham pelo menos 60 minutos de duração; os filmes concorrem ao Prêmio do Público.

Na trama, o jovem Mateus sai do interior em busca de uma oportunidade de trabalho em um ferro velho de São Paulo comandado por Luca. Chegando lá, acaba se tornando vítima de um sistema de trabalho análogo à escravidão. Produzido por Ramin Bahrani, de O Tigre Branco, e o brasileiro Fernando Meirelles, de Cidade de Deus, o roteiro é assinado por Thayná Mantesso e pelo diretor Alexandre Moratto.

Além disso, o Brasil também aparece com Lavrynthos, de Fabito Rychter e Amir Admoni, na mostra Biennale College Cinema: Virtual Reality. Uma coprodução com o Peru, o curta em realidade virtual conta com Alice Braga e Louis Ozawa no elenco.

Em uma mostra paralela e independente do festival, anunciada anteriormente, a Semana Internacional da Crítica de Cinema de Veneza, organizada pelo SNCCI, Sindacato Nazionale Critici Cinematografici Italiani, apresenta sete filmes em competição, entre eles, o brasileiro A Salamandra, do cineasta pernambucano Alex Carvalho. O longa é baseado em um romance do médico e escritor francês Jean-Christophe Rufin, que foi adido cultural do Consulado Geral da França no Recife de 1989 a 1990. Uma coprodução entre Brasil, França e Alemanha, o longa foi rodado inteiramente no Recife e conta com Marina Foïs, Bruno Garcia, Anna Mouglalis, Maicon Rodrigues, Allan Souza Lima e Buda Lira no elenco. 

Nesta 78ª edição, o júri da Competição Internacional será presidido pelo premiado cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho, de Parasita, e contará também com: Saverio Costanzo, diretor e roteirista italiano; Virginie Efira, atriz belga; Cynthia Erivo, cantora e atriz britânica; Sarah Gadon, atriz e produtora canadense; Alexander Nanau, cineasta romeno; e Chloé Zhao, premiada diretora de Nomadland.

Já na mostra Orizzonti, o júri será presidido pela cineasta Jasmila Žbanić, de Quo Vadis, Aida?, e contará também com: Mona Fastvold, diretora e roteirista norueguesa; Shahram Mokri, cineasta iraniano; Josh Siegel, curador de filmes do MoMA; e Nadia Terranova, escritora italiana.

O filme de abertura deste ano será o drama Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar, que está em competição. O cineasta, ator e roteirista italiano Roberto Benigni será homenageado com o Leão de Ouro honorário.

Conheça os filmes selecionados para o 78º Festival de Veneza:

VENEZIA 78 | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

America Latina, de Fabio D’Innocenzo e Damiano D’Innocenzo (Itália/França)
Competencia Oficial, de Gastón Duprat (Espanha/Argentina)
È stata la mano di Dio, de Paolo Sorrentino (Itália)
Freaks Out, de Gabriele Mainetti (Itália/Bélgica)
Il buco, de Michelangelo Frammartino (Itália/França/Alemanha)
Illusions perdues, de Xavier Giannoli (França)
Kapitan Volkonogov bezhal (Captain Volkonogov Escaped), de Natasha Merkulova (Rússia/Estônia/França)
L’événement, de Audrey Diwan (França)
La Caja, de Lorenzo Vigas (México/EUA)
Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar (Espanha)
Mona Lisa and the Blood Moon, de Ana Lily Amirpour (EUA)
On The Job: The Missing 8, de Erik Matti (Filipinas)
Qui rido io, de Mario Martone (Itália/Espanha)
Spencer, de Pablo Larraín (Alemanha/Reino Unido)
Sundown, de Michel Franco (México/França/Suécia)
The Card Counter, de Paul Schrader (EUA/Reino Unido/China)
The Lost Daughter, de Maggie Gyllenhaal (Grécia/EUA/Reino Unido/Israel)
The Power of the Dog, de Jane Campion (Nova Zelândia/Austrália)
Un autre monde, de Stéphane Brizé (França)
Vidblysk (Reflection), de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia)
Żeby nie było śladów (Leave no traces), de Jan P. Matuszyński (Polônia/França/República Checa)

FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO

Ariaferma, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Dune, de Denis Villeneuve (EUA/Hungria/Jordânia/Emirados Árabes Unidos/Norugea/Canadá)
Halloween Kills, de David Gordon Green (EUA)
Il bambino nascosto, de Roberto Andò (Itália/França)
La scuola cattolica, de Stefano Mordini (Itália)
Last Night in Soho, de Edgar Wright (Reino Unido)
Les choses humaines, de Yvan Attal (França)
Old Henry, de Potsy Ponciroli (EUA)
The Last Duel, de Ridley Scott (EUA/Reino Unido)

FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO

DeAndré#DeAndré. Storia di un impiegato, de Roberta Lena (Itália)
Django & Django, de Luca Rea (Itália)
Ezio Bosso. Le cose che restano, de Giorgio Verdelli (Itália)
Hallelujah: Leonard Cohen, A Journey, A Song, de Daniel Geller e Dayna Goldfine (EUA)
Life of Crime 1984-2020, de Jon Alpert (EUA)
Republic of Silence, de Diana El Jeiroudi (Alemanha/França/Síria/Qatar)
Tranchées, de Loup Bureau (França)
Viaggio nel crepuscolo, de Augusto Contento (França/Itália)

FORA DE COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS

Liang ye bu neng liu (The Night), de Tsai Ming-liang (Taiwan)
Plastic Semiotic, de Radu Jude (Romênia)
Sad Film, de Vasili (Myanmar/Holanda)

FORA DE COMPETIÇÃO | SÉRIE

Scenes from a Marriage (Episodes 1-5), de Hagai Levi (EUA)

ORIZZONTI

À plein temps, de Eric Gravel (Canadá)
Amira, de Mohamed Diab (Egito/Jordânia)
Atlantide, de Yuri Ancarani (Itália)
Bodeng sar (White Building), de Kavich Neang (Camboja/França/China/Qatar)
Cenzorka (107 Mothers), de Peter Kerekes (Eslováquia)
El gran movimiento, de Kiro Russo (Bolívia/Qatar/França/Suíça)
El hoyo en la cerca, de Joaquin Alejandro del Paso Puente (México)
El otro Tom, de Rodrigo Plá (Uruguai)
Il paradiso del pavone, de Laura Bispuri (Itália)
Inu-oh, de Masaaki Yuasa (Japão/EUA)
Les promesses, de Thomas Kruithof (França)
Miracol, de Bogdan George Apetri (Romênia/República Checa/Letônia)
Nosorih (Rhino), de Oleh Sentsov (Ucrânia)
Once upon a time in Calcutta, de Aditya Vikram Sengupta (Índia/França/Noruega)
Piligrimai, de Laurynas Bareisa (Lituânia)
Pu bu (The Falls), de Mong-hong Chung (Taiwan)
True Things, de Harry Wootliff (Reino Unido)
Vera andrron detin (Vera dreams of the sea), de Kaltrina Krasniqi (Kosovo)
Wela (Anatomy of Time), de Jakrawal Nilthamrong (Tailândia)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

Descente (4 am), de Mehdi Fikri (França)
Don’t get too comfortable, de Shaima Al Tamimi (Iêmen/Qatar/Emirados Árabes Unidos/EUA/Holanda)
Fall of the Ibis King, de Josh O’Caoimh e Mikai Geronimo (Irlanda)
Heltzear, de Mikel Gurrea (Espanha)
Il turno, de Chiara Marotta e Loris Giuseppe Nese (Itália)
Kanoyama (The Last Day), de Momi Yamashita (Japão)
La fée des Roberts, de Léahn Vivier-Chapas (França)
Los huesos, de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)
Mulaqat (Sandstorm), de Seemab Gul (Paquistão)
Pid pokati mai (New abnormal), de Sorayos Prapapan (Tailândia/Coreia do Sul/Singapura)
Techno, Mama, de Saulius Baradinskas (Lituânia)
Tou sheng, ji dan, zuo ye ben (Hair tie, egg, homework books), de Runxiao Luo (China)

ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO

Ato, de Bárbara Paz (Brasil)
Preghiera della sera (Diario di una passeggiata), de Giuseppe Piccioni (Itália)

ORIZZONTI | EXTRA

7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto (Brasil)
Costa Brava, de Mounia Akl (Líbano/França/Espanha/Suécia/Dinamarca/Noruega/Qatar)
La macchina delle immagini di Alfredo C., de Roland Sejko (Itália)
La ragazza ha volato, de Wilma Labate (Itália/Eslovênia)
Land of Dreams, de Shirin Neshat e Shoja Azari (EUA/Alemanha/Qatar)
Ma nuit, de Antoinette Boulat (França/Bélgica)
Mama, ya doma (Mama, I’m Home), de Vladimir Bitokov (Rússia)
Sokea mies, joka ei halunnut nähdä Titanicia (The blind man who did not want to see Titanic), de Teemu Nikki (Finlândia)

Foto: Aline Arruda/Netflix.

Um Dia com Jerusa

por: Cinevitor

Direção: Viviane Ferreira

Elenco: Léa Garcia, Débora Marçal, Antonio Pitanga, Tássia Reis, Kizzi Sakile, Valdecir Nascimento, Adriana Paixão, Dirce Thomaz, Heliana Hemetério, Majó Sesan, Pitchou Luambo, Rafael Garcia, Flávia Rosa, Priscila Obaci, Victor Augusto, Yan Gabriel, Kiluanji Santos, Joseph Henrique, Dário Negritude, Heg Carvalho, Joel Silva, Boni Tao, Valdinéia Soriano, Akins Kinté, André Luís Patrício, Kiluanji Cruz, Matheus Carvalho, Mestre André, Thaís Cabral, Luciane Ramos, Paulo Cardoso, Renan Ferreira, Gabriel Aparecido Albano, Luis Henrique Albano, Ketelyn Diego Albano.

Ano: 2020

Sinopse: No bairro do Bixiga, em São Paulo, uma mulher abre as portas de sua casa para uma jovem desconhecida e as duas passam a dividir suas histórias de vida.

*Filme visto na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

*Clique aqui e assista ao programa especial com entrevista com a atriz Léa Garcia.

*Clique aqui e leia a matéria sobre o filme em Tiradentes.

Nota do CINEVITOR: