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Festival de Berlim 2022: Fogaréu, de Flávia Neves, é premiado pelo público

por: Cinevitor
Bárbara Colen em cena: primeiro longa de Flávia Neves.

Foram anunciados neste sábado, 19/02, os vencedores do Prêmio do Público da Mostra Panorama da 72ª edição do Festival de Berlim. O longa brasileiro Fogaréu, dirigido pela goiana Flávia Neves, ganhou destaque ao conquistar o terceiro lugar em votação popular.

Na trama, a jovem Fernanda, interpretada por Bárbara Colen, retorna para casa após a morte de sua mãe adotiva. O processo de volta ao lar é marcado por questionamentos sobre o seu próprio passado e pela descoberta de raízes. Situado em Goiás Velho, antiga capital goiana, o filme utiliza de elementos que estão entre o real e o fantástico. Ao mesmo tempo, coloca em contraste o passado colonial da cidade e a atual modernidade do agronegócio.

Fogaréu marca a estreia de Flávia na direção de um longa-metragem e é baseado em uma história pessoal da cineasta. A goiana, que já havia dirigido a série Amanajé, o Mensageiro do Futuro e o curta Liberdade, agora trabalha no desenvolvimento de seu segundo filme, Tempo de Poder, com apoio do Ibermedia.

O longa conta com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment. Com fotografia de Luciana Basseggio e montagem de Will Domingos, o filme também traz Melanie Dimantas no roteiro, em conjunto com Flávia. Tarcila Jacob e Elaine Azevedo e Silva assinam a produção executiva; a distribuição é da ArtHouse. O elenco conta também com Nena Inoue, Eucir de Souza, Fernanda Vianna, Vilminha Chaves, Kelly Crifer, Timothy Wilson, Fernanda Pimenta, Allan Jacinto Santana e Typyire Ãwa.

O Prêmio do Público da Mostra Panorama, realizado desde 1999, contou com cerca de 8 mil votos entre 29 longas-metragens, de 33 países, sendo dez deles da mostra Panorama Dokumente. No ano passado, o documentário brasileiro A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, ficou em primeiro lugar.

Conheça os vencedores do voto popular do Festival de Berlim 2022:

PRÊMIOS DO PÚBLICO

MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA
1º lugar: Baqyt (Happiness), de Askar Uzabayev (Cazaquistão)
2º lugar: Klondike, de Maryna Er Gorbach (Ucrânia/Turquia)
3º lugar: Fogaréu, de Flávia Neves (Brasil/França)

MELHOR FILME | MOSTRA PANORAMA DOKUMENTE
1º lugar: Aşk, Mark ve Ölüm (Love, Deutschmarks and Death), de Cem Kaya (Alemanha)
2º lugar: Nel mio nome (Into My Name), de Nicolò Bassetti (Itália)
3º lugar: Myanmar Diaries, de The Myanmar Film Collective (Holanda/Mianmar/Noruega)

Foto: Divulgação.

Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, é o grande vencedor do 36º Teddy Award

por: Cinevitor
Isabella Pereira e Jonata Vieira em Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 18/02, os vencedores da 36ª edição do Teddy Award, prêmio paralelo à Competição Oficial do Festival de Berlim, que elege os melhores filmes com temática LGBTQIA+.

A cerimônia, apresentada por Brix Schaumburg, contou com performances de Rasha Nahas e Georgette Dee. O longa brasileiro Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, exibido na mostra Forum da Berlinale, foi consagrado e levou o prêmio de melhor filme de ficção.

A trama mostra jovens queer em São Paulo desafiando tanto o vírus quanto o fracasso político de seu governo. O elenco conta com Pedro Ribeiro, Jonata Vieira e Isabella Pereira; com participações especiais de Cida Moreira, Carlos Escher, Víctor Ivanon, Julia Katharine, Gilda Nomacce, Majeca Angelucci, Nilceia Vicente, Everaldo Pontes, Gabriel Stippe, Inês Brasil, Filipe Rossato e Lizette Negreiros.

Neste ano, o júri foi composto por: Faridah Gbadamosi, Joanna Ostrowska, Pepe Ruiloba e Robert Moussa. Além disso, outra produção brasileira estava na disputa: Fogaréu, de Flávia Neves, que foi exibida na mostra Panorama.

Mas, como funciona o Teddy Award? Todos os filmes selecionados para as mostras do Festival de Berlim são analisados por um júri independente. Aqueles que preencherem os critérios relacionados à temática queer já são indicados automaticamente.

Vale lembrar que o cinema brasileiro já foi premiado outras vezes: com o curta-metragem , de Felipe Sholl; com os longas Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon e Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman; e com a coprodução entre Argentina, Alemanha, Brasil e Espanha, Breve História do Planeta Verde, de Santiago Loza.

Conheça os vencedores do Teddy Award 2022:

MELHOR FILME | FICÇÃO
Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (Brasil)

MELHOR FILME | DOCUMENTÁRIO
Alis, de Clare Weiskopf e Nicolás van Hemelryck (Colômbia/Romênia/Chile)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Nelly & Nadine, de Magnus Gertten (Suécia/Bélgica/Noruega)

MELHOR CURTA-METRAGEM
Mars Exalté (Exalted Mars), de Jean-Sébastien Chauvin (França)

Foto: Cris Lyra.

Mães Paralelas

por: Cinevitor

Madres paralelas

Direção: Pedro Almodóvar

Elenco: Penélope Cruz, Milena Smit, Israel Elejalde, Aitana Sánchez-Gijón, Rossy de Palma, Julieta Serrano, Auria Contreras, Carmen Flores, Alice Davies, Ainhoa Santamaría, Adelfa Calvo, Arantxa Aranguren, Inma Ochoa, Trinidad Iglesias, Julio Manrique, María Jesús Hoyos, Chema Adeva, Mar Vidal, Daniela Santiago, Ana Peleteiro, Lorenzo Profilio, Edy Pérez, Amets Iriondo, Adrián Navas, Yohana Yara, Pedro Casablanc, Carlotta Castro Bohórquez, Eira Rey Enríquez, José Javier Domínguez.

Ano: 2021

Sinopse: Duas mulheres, Janis e Ana, dividem um quarto de hospital onde vão dar à luz. Ambas são solteiras e engravidaram por acidente. Janis, uma mulher de meia-idade, não se arrepende e está exultante. Já Ana, adolescente, está assustada, arrependida e traumatizada. Janis tenta encorajá-la enquanto elas conversam pelos corredores do hospital. As poucas palavras que trocam nestas horas vão criar um vínculo estreito entre elas e mudar suas vidas de forma decisiva.

Nota do CINEVITOR:

Licorice Pizza

por: Cinevitor

Direção: Paul Thomas Anderson

Elenco: Alana Haim, Cooper Hoffman, Sean Penn, Tom Waits, Bradley Cooper, Benny Safdie, Harriet Sansom Harris, Maya Rudolph, John C. Reilly, James Kelley, Moti Haim, Donna Haim, Este Haim, Danielle Haim, John Michael Higgins, Joseph Cross, Yumi Mizui, Mary Elizabeth Ellis, Emma Dumont, Skyler Gisondo, Christine Ebersole, Andrew C. Eure, Joshua Zev Nathan, Will Angarola, Griff Giacchino, Sasha Spielberg, Anna Cordell, Patrick Hoelck, Lucy Lopez, Milo Herschlag, Phil Bray, Mia Bruno, Trevor Tavares, Kathy Trinh, Greg Goetzman, Delaina Hlavin, Liz Cackowski, Tyler Young, Josh Monkarsh, Max Mitchell, Tim Conway Jr., Erica Sullivan, Iyana Halley, George DiCaprio, Emily Althaus, Brian Kehew, Bottara Angele, Laura Louise, Lakin Valdez, Allegra Clark, Craig Stark, Ray Chase, Ingrid Sophie Schram, Megumi Anjo, Ted McCarthy, Lori Killam, Isabelle Kusman, Ray Nicholson, Austin Anderson, Thomas John Rudolph, Dan Chariton, Nathan M. Hadden, Zoe Herschlag, Pearl Minnie Anderson, Henri Abergel, Rogelio Camarillo, Eloy Perez, Mark Wolfson, Ryan Heffington, Benjamin Barrett, Nate Mann, Dennis McCarthy, Mary Eileen O’Donnell, Karen Kilgariff, Alex Herschlag, Jonathan Goetzman, Jon Beavers, Luigi Della Ripa, Aj Carr, Mick Giacchino, Louis Delavenne, Joann Coleman, Joe Don Harris, Steven Herrera, Anthony Molinari, Jeff Willy.

Ano: 2021

Sinopse: Ambientado no Vale de San Fernando, em 1973, a história narra a trajetória de Alana Kane e Gary Valentine crescendo e se apaixonando. O filme acompanha a complexidade traiçoeira de um primeiro amor irreverente e contagiante.

Nota do CINEVITOR:

Festival de Berlim 2022: curta-metragem brasileiro é premiado com o Urso de Prata

por: Cinevitor
O cineasta brasileiro Bruno Ribeiro, do curta Manhã de Domingo: Urso de Prata.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 16/02, os vencedores do 72º Festival de Berlim. O Urso de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o drama espanhol Alcarràs, da cineasta Carla Simón, que já tinha sido premiada no evento, em 2017, com Verão 1993.

Ao total, dezoito filmes, de 15 países, foram selecionados para a Competição Oficial. O diretor M. Night Shyamalan presidiu o Júri Internacional, que contou também com o cineasta brasileiro Karim Aïnouz; a atriz francesa Isabelle Huppert foi homenageada com o Urso de Ouro honorário, porém, não compareceu à cerimônia por ter testado positivo para Covid-19.

O cinema brasileiro, que estava representado com diversas obras, se destacou com o curta-metragem Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro, que recebeu o Urso de Prata do júri formado por Rosa Barba, Payal Kapadia e Reinhard W. Wolf. Na trama, Gabriela é uma jovem pianista negra que irá se apresentar em seu primeiro grande recital. No entanto, um sonho com sua falecida mãe desestabiliza a mente e o coração de Gabriela, colocando em risco a sua apresentação. A partir de uma série de encontros ao longo de um dia, Gabriela irá se jogar em uma jornada de reconciliação com suas memórias e sua mãe. O elenco conta com Raquel Paixão, Leonardo Castro, Silvana Stein, André Pacheco, Indira Nascimento e Valéria Lima.

A justificativa do júri diz: “Em capítulos aparentemente não relacionados, o filme passa da ansiedade de uma performance musical para a experiência de aceitar a perda. O drama vem de momentos sutis vivenciados pela protagonista, tanto na realidade quanto em suas reminiscências imaginárias. Com um domínio extraordinário sobre a imagem cinematográfica, Bruno Ribeiro pinta o retrato de uma artista que enfrenta a perda enquanto luta entre o medo e o desejo de vencer”.

No palco da cerimônia de premiação, Bruno, que subiu ao lado da produtora Laís Diel e da atriz Raquel Paixão, fez um discurso emocionante: “Obrigado, Berlinale pela experiência. Obrigado também aos integrantes das equipes dos outros filmes, que eu conheci durante esses dias maravilhosos. Gostaria de dedicar esse prêmio para minha mãe que, infelizmente, faleceu durante a pandemia. Ela foi a pessoa que sempre esteve ao meu lado e apoiou o meu sonho de fazer cinema. Obrigado, mãe!”.

Por conta da pandemia, o festival adotou um novo formato. A organização resolveu reduzir as exibições presenciais em competição para seis dias, além de limitar a capacidade de assentos nos cinemas. Agora, o evento, que segue até o dia 20 de fevereiro, contará com reprises dos vencedores para o público; os mais votados serão anunciados em breve. 

Conheça os vencedores do Festival de Berlim 2022:

COMPETIÇÃO OFICIAL | LONGA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR FILME:
Alcarràs, de Carla Simón (Espanha/Itália)

URSO DE PRATA | GRANDE PRÊMIO DO JÚRI:
So-seol-ga-ui Yeong-hwa (The Novelist’s Film), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)

URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI:
Robe of Gems, de Natalia López Gallardo (México/Argentina/EUA)

URSO DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO:
Claire Denis, por Avec amour et acharnement (Both Sides of the Blade)

URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO:
Meltem Kaptan, por Rabiye Kurnaz gegen George W. Bush (Rabiye Kurnaz vs. George W. Bush)

URSO DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE:
Laura Basuki, por Nana (Before, Now & Then)

URSO DE PRATA | MELHOR ROTEIRO:
Rabiye Kurnaz gegen George W. Bush, escrito por Laila Stieler

URSO DE PRATA | MELHOR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA:
Rithy Panh e Sarit Mang, por Everything Will Be Ok

MENÇÃO ESPECIAL:
Drii Winter (A Piece of Sky), de Michael Koch (Suíça/Alemanha)

COMPETIÇÃO OFICIAL | CURTA-METRAGEM

URSO DE OURO | MELHOR CURTA: Trap, de Anastasia Veber (Rússia/Lituânia)
URSO DE PRATA | PRÊMIO DO JÚRI: Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (Brasil)
Menção Especial: Bird in the Peninsula, de Atsushi Wada (França/Japão)
Curta-metragem indicado ao European Film Awards: El sembrador de estrellas, de Lois Patiño (Espanha)

MOSTRA GENERATION | JÚRI INTERNACIONAL

MELHOR FILME | GRANDE PRÊMIO | 14PLUS (empate): Kind Hearts, de Olivia Rochette e Gerard-Jan Claes (Bélgica) e Skhema (Scheme), de Farkhat Sharipov (Cazaquistão)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Au revoir Jérôme!, de Adam Sillard, Gabrielle Selnet e Chloé Farr (França)
MENÇÃO ESPECIAL: Blaues Rauschen, de Simon Maria Kubiena (Alemanha/Áustria) e Tinashé, de Tig Terera (Austrália)

MELHOR FILME | GRANDE PRÊMIO | KPLUS: An Cailín Ciúin, de Colm Bairéad (Irlanda)
MENÇÃO ESPECIAL: Shabu, de Shamira Raphaëla (Holanda)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Gavazn, de Hadi Babaeifar (Irã)
MENÇÃO ESPECIAL: To Vancouver, de Artemis Anastasiadou (Grécia)

MOSTRA GENERATION | JÚRI JOVEM

MELHOR FILME | URSO DE CRISTAL | 14PLUS: Alis, de Clare Weiskopf e Nicolas van Hemelryck (Colômbia/Chile/Romênia)
MENÇÃO ESPECIAL | 14PLUS: Stay Awake, de Jamie Sisley (EUA)
MELHOR CURTA-METRAGEM | 14PLUS: Born in Damascus, de Laura Wadha (Reino Unido)
MENÇÃO ESPECIAL | CURTA-METRAGEM | 14PLUS: Nada para ver aqui, de Nicolas Bouchez (Portugal/Bélgica/Hungria)

MOSTRA GENERATION | JÚRI INFANTIL

MELHOR FILME | URSO DE CRISTAL | KPLUS: Comedy Queen, de Sanna Lenken (Suécia)
MENÇÃO ESPECIAL: An Cailín Ciúin, de Colm Bairéad (Irlanda)
MELHOR CURTA-METRAGEM | URSO DE CRISTAL | KPLUS: Vlekkeloos, de Emma Branderhorst (Holanda)

MOSTRA ENCOUNTERS

MELHOR FILME: MUTZENBACHER, de Ruth Beckermann (Áustria)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: À vendredi, Robinson, de Mitra Farahani (França/Suíça/Irã/Líbano)
MELHOR DIREÇÃO: Cyril Schäublin, por Unrueh (Unrest)
MENÇÃO ESPECIAL: Rock Bottom Riser, de Fern Silva (EUA)

PRÊMIO FIPRESCI

Competição Oficial: Leonora addio, de Paolo Taviani (Itália)
Panorama: Bettina, de Lutz Pehnert (Alemanha)
Forum: Super Natural, de Jorge Jácome (Portugal)
Encounters: Coma, de Bertrand Bonello (França)

OUTROS PRÊMIOS

GWFF Best First Feature Award: Sonne, de Kurdwin Ayub (Áustria)
Berlinale Documentary Award: Myanmar Diaries, de The Myanmar Film Collective (Holanda/Mianmar/Noruega)
Berlinale Documentary Award | Menção Especial: No U-Turn, de Ike Nnaebue (Nigéria/África do Sul/França/Alemanha)

*Para conferir a lista completa com os vencedores, clique aqui.

Foto: Alexander Janetzko.

Medida Provisória, dirigido por Lázaro Ramos, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Taís Araujo e Alfred Enoch em cena.

Dirigido por Lázaro Ramos, o longa Medida Provisória, que chega aos cinemas no dia 14 de abril, conta com Taís Araujo, Seu Jorge e Alfred Enoch, da franquia Harry Potter e da série How to Get Away with Murder, no elenco.

O filme se passa em um futuro distópico em que o governo brasileiro decreta uma medida que obriga os cidadãos negros a voltarem à África como forma de reparar os tempos da escravidão. Diante do cenário, o advogado Antônio, sua companheira, a médica Capitú e seu primo, o jornalista André, decidem resistir. O conflito e o amor vivido pelos personagens principais, então, viram plano de fundo para uma obra que mistura humor, drama e thriller e debate questões sociais.

O roteiro é baseado na peça teatral Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação, e foi escrito originalmente em 2011. Lázaro se apaixonou pelo texto e o adaptou para o cinema em 2015, iniciando as filmagens em 2019, em diversas locações na cidade do Rio de Janeiro. Medida Provisória conta com um grande elenco de 77 atores, entre eles: Adriana Esteves, Renata Sorrah, Mariana Xavier, Emicida, Pablo Sanábio, Jéssica Ellen, Tia Má, Flávio Bauraqui e Paulo Chun.

A trilha sonora conta com direção musical de Plínio Profeta, conhecido pelo trabalho de composição em O Palhaço e O Filme da Minha Vida, que trouxe toda a carga cinematográfica para a obra. Já Rincon Sapiência e Kiko Souza, que também assinam a direção musical, trazem a sonoridade do hip hop paulista contemporâneo, com canções nas vozes de Elza Soares, Xênia França e Liniker.

Estreia de Lázaro Ramos na direção de um longa-metragem, Medida Provisória passou por diversos festivais internacionais, entre eles o SWSX, South by Southwest, e foi bem recebido pela crítica estrangeira. Ainda em 2020, o filme recebeu o troféu de melhor roteiro no Indie Memphis Film Festival, nos Estados Unidos. Em 2021, o longa venceu os prêmios de melhor direção e melhor ator, para Alfred Enoch, no Pan African Film, Festival de Huelva e no  FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Lisboa. No Brasil, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio.

Lázaro afirma que espera sensibilizar as pessoas com entretenimento, em um filme que alerta sobre “as coisas que a gente não quer que aconteça”. O diretor ainda destaca a comparação do longa com o cenário mundial: “É uma distopia assim como tantas outras do audiovisual, entre elas The Handmaid’s Tale e Black Mirror. É um texto que veio do teatro, em 2011, pensando em um futuro impossível de acontecer. Infelizmente de lá para cá muito se assemelha a pontos da história contemporânea e, aí, a ficção, mais uma vez, se confunde com a realidade”.

Medida Provisória conta com produção de Lereby e Lata Filmes, coprodução da Globo Filmes e Melanina Acentuada, apoio do Telecine e distribuição da Elo Company e H20 Filmes.

Confira o trailer:

Foto: Divulgação/Elo Company.

8ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo terá clássicos restaurados e filme inédito

por: Cinevitor
Cena do filme Vladivostok, de Anton Bormatov: inédito na programação.

A oitava edição da Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo acontecerá entre os dias 10 e 23 de março no CineSesc, em São Paulo. A programação contará com exibições de 16 longas, entre obras restauradas de cineastas consagrados e um filme inédito.

A abertura será com Vladivostok, último lançamento do Estúdio Mosfilm nos cinemas. Dirigido por Anton Bormatov, conhecido pela série de TV russa Olga, e com roteiro e produção executiva de Karen Shakhanazarov, diretor geral do estúdio, o longa é um thriller dramático e contemporâneo que aborda uma tentativa de fuga após um crime.

Além disso, duas datas de destaque para o cinema mundial serão celebradas na programação do evento: o aniversário de 200 anos do famoso escritor russo Fiódor Dostoiévski, pensador e romancista autor de livros como Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov, e os 100 anos do premiado diretor e roteirista Yuri Ozerov, realizador de mais de 20 filmes.

Dostoiévski será celebrado com o longa O Idiota, baseado na primeira parte de seu romance homônimo. Lançado em 1958 e dirigido por Ivan Pyryev, cineasta premiado nas décadas de 1940 e 1950, a obra se destaca pela fidelidade ao texto original e pela atuação de Yuri Yakovlev.

A celebração ao cineasta Yuri Ozerov acontecerá com a exibição completa da série Libertação, composta por cinco filmes. As obras foram recentemente restauradas pelo Estúdio Mosfilm em 4K e são consideradas uma referência entre os filmes de guerra. Realizados entre os anos de 1967 e 1971, em coprodução com a União Soviética, Itália, Alemanha Oriental, Iugoslávia e Polônia, os filmes retratam momentos históricos da Segunda Guerra Mundial como, por exemplo, a travessia de Dnieper, a libertação de Kiev, a rendição da Alemanha nazista e as intensas batalhas por Berlim.

Outro nome do cinema russo que ganha destaque na programação é o ator e diretor Vladimir Menshov, conhecido pela representação do homem comum e da vida da classe trabalhadora na Rússia em seus longas e que faleceu em julho de 2021 por complicações da Covid-19. Duas obras do cineasta estarão no evento: Amor e Pombos, de 1984, e Moscou Não Acredita em Lágrimas, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.

A 8ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo terá também uma exibição especial de Rua Mercantil Nº 3 (1927), de Abraham Room, considerada uma das obras primas do cinema silencioso soviético. O longa será exibido com trilha sonora composta e executada ao vivo pela pianista Dudah Lopes.

Completam a programação: Uma Banda Divertida (1934), de Grigory Aleksandrov, com música de Isaac Dunaevsky; Ilia Muromets (1956), de Aleksandr Ptushko; Andrei Rublev (1966), de Andrei Tarkovsky; Os Ciganos Vão Para o Céu (1976), de Emil Loteanu, recentemente restaurado em 4K; o drama autobiográfico Os Órfãos (1977), de Nikolai Gubenko, e Enfermaria Nº 6 (2009), de Karen Shakhnazarov, com roteiro baseado no romance de Anton Chekhov.

A Mostra é uma realização do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (CPC-UMES), em parceria com o CineSesc São Paulo e a Embaixada da Rússia no Brasil. Dos 16 filmes da programação deste ano, 9 estão em 4K, sendo 8 recentemente restaurados, além do lançamento, Vladivostok,; todas as exibições serão no formato DCP.

Foto: Divulgação.

Morre, aos 81 anos, o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor

por: Cinevitor
O cineasta exibiu seus filmes em festivais como Cannes, Berlim, Gramado, Rio e Brasília.

Morreu na manhã desta terça-feira, 15/02, aos 81 anos, o cineasta, dramaturgo, crítico, jornalista e escritor Arnaldo Jabor. Ele estava internado desde dezembro onde tratava de complicações sofridas por um acidente vascular cerebral.

Nascido no Rio de Janeiro, em dezembro de 1940, cursou direito na PUC e logo começou a escrever para o jornal O Metropolitano. Em seguida, se envolveu com a sétima arte. Formado no ambiente do Cinema Novo, trabalhou como assistente de Cacá Diegues, Leon Hirszman e Paulo César Saraceni. Durante o golpe militar, fez o curso de cinema do Itamaraty-Unesco.

Seus primeiros trabalhos como diretor foram os curtas-metragens Rio Capital Mundial do Cinema e O Circo, lançados em 1965. Dois anos depois, dirigiu o longa documental A Opinião Pública. Já na década de 1970, exibiu na Competição Oficial do Festival de Cannes o drama Pindorama com Maurício do Valle e Ítala Nandi no elenco.

Em 1973, com Toda Nudez Será Castigada, recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim. O drama também foi premiado no Festival de Cinema de Gramado e levou os kikitos de melhor filme e melhor atriz para Darlene Glória. Além disso, recebeu o Troféu APCA de melhor direção de arte para Régis Monteiro.

Ainda na década de 1970, lançou O Casamento, também premiado em Gramado. A comédia Tudo Bem, de 1978, recebeu o troféu Candango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de melhor filme e melhor ator coadjuvante para Paulo César Peréio. Consagrado no Sesc Melhores Filmes, o longa também foi premiado no Taormina Film Fest na categoria de melhor atriz para Fernanda Montenegro e Zezé Motta.

Com Sonia Braga, Paulo César Peréio, Vera Fischer, Tarcísio Meira e Regina Casé no elenco, Eu Te Amo recebeu quatro kikitos no Festival de Gramado, em 1981; o filme também foi premiado pela APCA nas categorias de melhor direção e melhor fotografia para Murilo Salles.

Já em 1986, lançou Eu Sei que Vou Te Amar, um dos maiores sucessos de sua carreira. Exibido no Festival de Cannes, o filme rendeu o prêmio de melhor atriz para Fernanda Torres. Em 1990, lançou o curta-metragem Carnaval. Depois disso, por conta do fim do fomento estatal para a produção cinematográfica nacional no governo Collor, Jabor deixou o cinema e começou a assinar uma coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo. Nesse período também lançou livros e, em 1995, assumiu como cronista do jornal O Globo; logo migrou para a TV onde atuou como comentarista de telejornais da Rede Globo.

Voltou ao cinema em 2010 com A Suprema Felicidade, que recebeu o Prêmio ABC de melhor direção de arte para Tulé Peak e também se destacou no Prêmio Guarani; além de ter sido indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Depois disso, não realizou mais nenhum filme. Porém, sua filha, Carolina Jabor seguiu os passos do pai e segue com uma carreira de destaque como diretora.

Foto: Divulgação/Festival do Rio.

CINEVITOR #404: Entrevistas com Chay Suede, Alexandre Nero e João Wainer | A Jaula

por: Cinevitor
Chay Suede em cena: momentos de tensão.

Com estreia marcada para o dia 17 de fevereiro, o thriller psicológico A Jaula, dirigido por João Wainer, chega aos cinemas com Chay Suede, Alexandre Nero e Mariana Lima no elenco.

Na trama, Djalma, papel de Chay, vê um veículo de luxo estacionado numa rua tranquila e resolve roubar o rádio. Ele entra com facilidade, mas ao tentar sair descobre que está preso, incomunicável e sem água ou comida. Com o passar das horas, o ladrão descobre que caiu numa armadilha arquitetada por um famoso médico, interpretado por Alexandre Nero, com quem luta pela sua liberdade e sobrevivência. Vingança, justiça e banalização da violência estão entre os temas que o filme levanta, em meio a um embate de tirar o fôlego.

A Jaula é o primeiro longa de ficção dirigido pelo fotógrafo e jornalista João Wainer, diretor dos documentários Pixo e Junho – O Mês que Abalou o Brasil. Baseado no filme argentino 4×4, o longa tem roteiro original assinado por Mariano Cohn e Gastón Duprat, a partir de adaptação de João Candido Zacharias. A produção é da Tx Filmes, em coprodução com a Star Original Productions.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor e com os atores Chay Suede e Alexandre Nero sobre bastidores, preparação, elenco, relação do Brasil atual com o roteiro, entre outros tantos assuntos.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Chay Suede

PARTE 2:
Entrevista com Alexandre Nero e João Wainer

Foto: Divulgação/Star Distributions.

Prêmio Goya 2022: conheça os vencedores do Oscar espanhol; Cate Blanchett é homenageada

por: Cinevitor
Cate Blanchett: homenageada e ovacionada na Espanha.

Foram anunciados neste sábado, 12/02, no Palau de les Arts Reina Sofía, em Valência, no sudeste da Espanha, os vencedores do Prêmio Goya (ou Premios Goya), evento realizado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

A comédia El buen patrón, de Fernando León de Aranoa, que liderava a lista com 20 indicações, foi premiada em seis categorias desta 36ª edição, entre elas, melhor filme, melhor direção e melhor ator para Javier Bardem.

Neste ano, o ator José Sacristán recebeu o Goya honorário por suas brilhantes atuações em diversos filmes inesquecíveis. A atriz australiana Cate Blanchett foi homenageada com o Goya Internacional, honraria criada este ano que destaca personalidades que contribuem para o cinema em todo o mundo; o prêmio foi entregue pela atriz Penélope Cruz e pelo cineasta Pedro Almodóvar, que terá Blanchett no elenco de A Manual for Cleaning Women, seu primeiro filme falado em inglês e adaptado da obra homônima de Lucia Berlin.

Em seu discurso, Cate disse: “Estou muito emocionada por estar aqui não só porque este prêmio vem de uma cultura cinematográfica tão rica, cuja influência atinge todo o mundo, mas também por recebê-lo dessas duas pessoas que são lendas do cinema.É uma honra, uma inspiração. Quando eu estava no ensino médio, vi o trabalho de Buñuel e isso mudou completamente a forma como eu via o mundo. Desde então, senti uma forte atração pela linguagem visual do cinema espanhol. Quero prestar homenagem a todo o mundo do cinema espanhol porque, como todo o setor, continuamos apesar da pandemia. Quando você trabalha nesse ambiente, você divide a vida com a incerteza, mas entendemos a responsabilidade que temos de incentivar os espectadores”.

Conheça os vencedores do Prêmio Goya 2022:

MELHOR FILME
El buen patrón

MELHOR DIREÇÃO
Fernando León de Aranoa, por El buen patrón

MELHOR ATOR
Javier Bardem, por El buen patrón

MELHOR ATRIZ
Blanca Portillo, por Maixabel

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Urko Olazabal, por Maixabel

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Nora Navas, por Libertad

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Clara Roquet, por Libertad

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
El buen patrón, escrito por Fernando León de Aranoa

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
As Leis da Fronteira, escrito por Daniel Monzón e Jorge Guerricaechevarría

ATOR REVELAÇÃO
Chechu Salgado, por As Leis da Fronteira

ATRIZ REVELAÇÃO
María Cerezuela, por Maixabel

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Mediterráneo, por Albert Espel e Kostas Seakianakis

MELHOR FOTOGRAFIA
Mediterráneo, por Kiko de la Rica

MELHOR MONTAGEM
El buen patrón, por Vanessa L. Marimbert

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
As Leis da Fronteira, por Balter Gallart

MELHOR FIGURINO
As Leis da Fronteira, por Vinyet Escobar

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
As Leis da Fronteira, por Sarai Rodríguez, Benjamín Pérez e Nacho Díaz

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
El buen patrón, por Zeltia Montes

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Te espera el mar, de Maria José Llergo (Mediterráneo)

MELHOR SOM
Tres, por Daniel Fontrodona, Oriol Tarragó, Marc Bech e Marc Orts

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Assalto ao Banco da Espanha, por Pau Costa e Laura Pedro

MELHOR ANIMAÇÃO
Valentina, de Chelo Loureiro

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Quién lo impide, de Jonás Trueba

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
A Cordilheira dos Sonhos, de Patricio Guzmán (Chile)

MELHOR FILME EUROPEU
Druk – Mais Uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Tótem Loba, de Verónica Echegui

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Mama, de Pablo de la Chica

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
The Monkey, de Lorenzo Degl’ Innocenti e Xosé Zapata

Foto: Miguel Córdoba.

Oscar 2022: conheça os indicados

por: Cinevitor
Kristen Stewart em Spencer, de Pablo Larraín: na disputa!

Foram divulgados na manhã desta terça-feira, 08/02, os indicados ao Oscar 2022. O anúncio, transmitido ao vivo pelo site e pelas redes sociais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foi apresentado pelo ator Leslie Jordan e pela atriz e produtora Tracee Ellis Ross.

Dirigido por Jane Campion, Ataque dos Cães lidera a lista com doze indicações, entre elas, a de melhor filme e melhor direção. Na sequência, Duna, de Denis Villeneuve, aparece com dez indicações. Amor, Sublime Amor e Belfast também se destacaram com sete indicações cada.

Neste ano, 276 longas-metragens estavam elegíveis para o prêmio, entre eles, o brasileiro 7 Prisioneiros, de Alexandre Moratto, com destaque para Rodrigo Santoro e Christian Malheiros nas categorias de atuação, e o drama Silencio, de Diego Estteve.

Entre os indicados, vale destacar a presença do cineasta brasileiro Pedro Kos, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Los Angeles, na categoria de melhor curta-metragem documental com Onde Eu Moro, no qual divide a direção com Jon Shenk. O filme, uma produção americana e disponível na Netflix, mostra histórias comoventes de moradores de rua dos Estados Unidos, que compõem um retrato cinematográfico sobre uma imensa e urgente crise humanitária.

Além disso, o cinema brasileiro também estava na disputa por uma estatueta dourada na categoria de melhor curta-metragem de ficção com Seiva Bruta, de Gustavo Milan, mas, infelizmente não ficou entre os finalistas. Vale lembrar que o Brasil já teve um curta-metragem de ficção indicado pela Academia: Uma História de Futebol, de Paulo Machline, que disputou a estatueta dourada em 2001. E mais: o brasileiro Carlos Saldanha foi indicado na categoria de melhor curta de animação, em 2004, com A Aventura Perdida de Scrat.

O longa brasileiro Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, animação dirigida por Cesar Cabral, também estava entre os pré-selecionados, mas infelizmente ficou de fora. No filme, Bob, um personagem de quadrinhos, vive em um deserto pós-apocalíptico na mente de seu criador, o lendário cartunista Angeli. Quando Angeli decide matar Bob, o velho punk deixa este deserto e encara seu criador.

A 94ª edição do Oscar acontecerá no dia 27 de março no Dolby Theatre, em Hollywood. O apresentador da cerimônia, que será dirigida por Glenn Weiss, será revelado em breve.

Confira a lista completa com os indicados ao Oscar 2022:

MELHOR FILME
Amor, Sublime Amor
Ataque dos Cães
Belfast
Drive My Car
Duna
King Richard: Criando Campeãs
Licorice Pizza
Não Olhe para Cima
No Ritmo do Coração
O Beco do Pesadelo

MELHOR DIREÇÃO
Jane Campion, por Ataque dos Cães
Kenneth Branagh, por Belfast
Paul Thomas Anderson, por Licorice Pizza
Ryûsuke Hamaguchi, por Drive My Car
Steven Spielberg, por Amor, Sublime Amor

MELHOR ATRIZ
Jessica Chastain, por Os Olhos de Tammy Faye
Kristen Stewart, por Spencer
Nicole Kidman, por Apresentando os Ricardos
Olivia Colman, por A Filha Perdida
Penélope Cruz, por Mães Paralelas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariana DeBose, por Amor, Sublime Amor
Aunjanue Ellis, por King Richard: Criando Campeãs
Jessie Buckley, por A Filha Perdida
Judi Dench, por Belfast
Kirsten Dunst, por Ataque dos Cães

MELHOR ATOR
Andrew Garfield, por tick, tick… Boom!
Benedict Cumberbatch, por Ataque dos Cães
Denzel Washington, por A Tragédia de Macbeth 
Javier Bardem, por Apresentando os Ricardos
Will Smith, por King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ciarán Hinds, por Belfast
J.K. Simmons, por Apresentando os Ricardos
Jesse Plemons, por Ataque dos Cães
Kodi Smit-McPhee, por Ataque dos Cães
Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Belfast, escrito por Kenneth Branagh
King Richard: Criando Campeãs, escrito por Zach Baylin
Licorice Pizza, escrito por Paul Thomas Anderson
Não Olhe para Cima, escrito por Adam McKay e David Sirota
The Worst Person in the World, escrito por Joachim Trier e Eskil Vogt

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Filha Perdida, escrito por Maggie Gyllenhaal
Ataque dos Cães, escrito por Jane Campion
Drive My Car, escrito por Ryusuke Hamaguchi e Takamasa Oe
Duna, escrito por Denis Villeneuve, Eric Roth e Jon Spaihts
No Ritmo do Coração, escrito por Sian Heder

MELHOR FILME INTERNACIONAL
A Felicidade das Pequenas Coisas, de Pawo Choyning Dorji (Butão)
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (Japão)
Fuga (Flee), de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
The Worst Person in the World, de Joachim Trier (Noruega)

MELHOR ANIMAÇÃO
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de Michael Rianda e Jeff Rowe
Encanto, de Byron Howard e Jared Bush
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
Luca, de Enrico Casarosa
Raya e o Último Dragão, de Carlos López Estrada e Don Hall

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ascension, de Jessica Kingdon
Attica, de Traci Curry e Stanley Nelson
Fuga, de Jonas Poher Rasmussen
Summer of Soul (…ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada), de Ahmir “Questlove” Thompson
Writing with Fire, de Sushmit Ghosh e Rintu Thomas

MELHOR FOTOGRAFIA
A Tragédia de Macbeth, por Bruno Delbonnel
Amor, Sublime Amor, por Janusz Kaminski
Ataque dos Cães, por Ari Wegner
Duna, por Greig Fraser
O Beco do Pesadelo, por Dan Laustsen

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Tragédia de Macbeth, por Stefan Dechant
Amor, Sublime Amor, por Adam Stockhausen e Rena DeAngelo
Ataque dos Cães, por Grant Major
Duna, por Patrice Vermette e Zsuzsanna Sipos
O Beco do Pesadelo, por Tamara Deverell e Shane Vieau

MELHOR FIGURINO
Amor, Sublime Amor, por Paul Tazewell
Cruella, por Jenny Beavan
Cyrano, por Massimo Cantini Parrini e Jacqueline Durran
Duna, por Jacqueline West e Robert Morgan
O Beco do Pesadelo, por Luis Sequeira

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Casa Gucci, por Göran Lundström, Anna Carin Lock e Frederic Aspiras
Cruella, por Nadia Stacey, Naomi Donne e Julia Vernon
Duna, por Donald Mowat, Love Larson e Eva von Bahr
Os Olhos de Tammy Faye, por Linda Dowds, Stephanie Ingram e Justin Raleigh
Um Príncipe em Nova York 2, por Mike Marino, Stacey Morris e Carla Farmer

MELHOR EDIÇÃO
Ataque dos Cães, por Peter Sciberras
Duna, por Joe Walker
King Richard: Criando Campeãs, por Pamela Martin
Não Olhe para Cima, por Hank Corwin
tick, tick…BOOM!, por Myron Kerstein e Andrew Weisblum

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Ataque dos Cães, por Jonny Greenwood
Duna, por Hans Zimmer
Encanto, por Germaine Franco
Mães Paralelas, por Alberto Iglesias
Não Olhe para Cima, por Nicholas Britell

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Be Alive, por Beyoncé Knowles-Carter e Dixson (King Richard: Criando Campeãs)
Dos Oruguitas, por Sebastián Yatra (Encanto)
Down to Joy, por Van Morrison (Belfast)
No Time to Die, por Billie Eilish e Finneas O’Connell (007 – Sem Tempo para Morrer)
Somehow You Do, por Reba McEntire (Four Good Days)

MELHOR SOM
007 – Sem Tempo para Morrer
Amor, Sublime Amor
Ataque dos Cães
Belfast
Duna

MELHORES EFEITOS VISUAIS
007 – Sem Tempo para Morrer
Duna
Free Guy: Assumindo o Controle
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Ala Kachuu – Take and Run, de Maria Brendle
On My Mind, de Martin Strange-Hansen
Please Hold, de KD Davila
The Dress (Sukienka), de Tadeusz Lysiak
The Long Goodbye, de Aneil Karia

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Audible, por Matthew Ogens
Onde Eu Moro, de Pedro Kos e Jon Shenk
The Queen of Basketball, de Ben Proudfoot
Três Canções para Benazir, de Elizabeth Mirzaei e Gulistan Mirzaei
When We Were Bullies, de Jay Rosenblatt

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
A Sabiá Sabiazinha, de Daniel Ojari e Michael Please
Affairs of the Art, de Joanna Quinn
Bestia, de Hugo Covarrubias e Tevo Díaz
Boxballet, de Anton Dyakov
The Windshield Wiper, de Alberto Mielgo e Leo Sanchez

Foto: Divulgação/Diamond Films.

Conheça os indicados ao 42º Framboesa de Ouro, prêmio que elege os piores do cinema

por: Cinevitor
Bruce Willis em Apex: categoria especial.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 07/02, os indicados ao 42º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson, que elege os piores da sétima arte, conhecido também como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, Diana: O Musical, disponível na Netflix, lidera a lista com nove indicações. A obra acompanha a vida breve e fascinante da Princesa Diana e foi filmada antes da estreia oficial na Broadway. O suspense Karen, de Coke Daniels, aparece na sequência com cinco indicações. Além disso, o ator Bruce Willis ganhou uma categoria especial por suas piores atuações em oito filmes lançados em 2021.

Os votantes do já tradicional prêmio somam 1.128 membros de 49 estados americanos e mais algumas pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria. Os piores do cinema serão anunciados no dia 26 de março.

Conheça os indicados ao 42º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
A Mulher na Janela
Diana: O Musical
Infinito
Karen
Space Jam: Um Novo Legado

PIOR DIREÇÃO
Christopher Ashley, por Diana: O Musical
Coke Daniels, por Karen
Joe Wright, por A Mulher na Janela
Renny Harlin, por The Misfits
Stephen Chbosky, por Querido Evan Hansen

PIOR ATOR
Ben Platt, por Querido Evan Hansen
LeBron James, por Space Jam: Um Novo Legado
Mark Wahlberg, por Infinito
Roe Hartrampf, por Diana: O Musical
Scott Eastwood, por Dangerous

PIOR ATOR COADJUVANTE
Ben Affleck, por O Último Duelo
Gareth Keegan, por Diana: O Musical
Jared Leto, por Casa Gucci
Mel Gibson, por Dangerous
Nick Cannon, por The Misfits

PIOR ATRIZ
Amy Adams, por A Mulher na Janela
Jeanna de Waal, por Diana: O Musical
Megan Fox, por Meia-Noite no Switchgrass
Ruby Rose, por Conquista
Taryn Manning, por Karen

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams, por Querido Evan Hansen
Erin Davie, por Diana: O Musical
Judy Kaye, por Diana: O Musical
Sophie Cookson, por Infinito
Taryn Manning, por Every Last One of Them

PIOR ATUAÇÃO DO BRUCE WILLIS EM 2021 | CATEGORIA ESPECIAL
A Fortaleza
Apex
Deadlock
Emboscada
Invasão Cósmica
Meia-Noite no Switchgrass
Out of Death
Sobreviva ao Jogo

PIOR ROTEIRO
A Mulher na Janela
Diana: O Musical
Karen
The Misfits
Twist

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
A Mulher na Janela (fraude de Janela Indiscreta)
Karen (remake não intencional de Cruella)
Space Jam: Um Novo Legado
Tom & Jerry: O Filme
Twist (remake de rap de Oliver Twist)

PIOR CASAL EM CENA
Ben Platt e qualquer outro personagem que acha que cantar 24 horas é normal, em Querido Evan Hansen
Jared Leto e seu rosto de látex de 17 libras, suas roupas de nerd ou seu sotaque ridículo, em Casa Gucci
LeBron James e qualquer personagem animado que ele tenta driblar, em Space Jam: Um Novo Legado
Qualquer integrante do elenco em números musicais, em Diana: O Musical
Tom & Jerry, em Tom & Jerry: O Filme

Foto: RLJE Films.