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Festival do Rio 2025: conheça os títulos selecionados para a Première Brasil

por: Cinevitor
Bruna Linzmeyer no longa catarinense Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar

A 27ª edição do Festival do Rio, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de outubro, anunciou os títulos selecionados para as mostras da Première Brasil: somando longas, médias e curtas, serão 124 títulos exibidos na programação.

A cinematografia do país estará representada em sua diversidade, reunindo obras inéditas em circuito comercial, de diretores consagrados a novos expoentes. Esta será a Première com o maior número de longas-metragens da história do festival.

A seleção está dividida nas mostras competitivas: Competição Principal e Competição Novos Rumos, que concorrem ao Troféu Redentor; e nas seleções especiais Hors-Concours, Clássicos Restaurados, Retratos, Programa Geração, À Meia Noite, Especial Séries Brasileiras e O Estado das Coisas. Esta última, receberá ainda uma edição especial com uma curadoria de filmes com temas relacionados à COP-30.

Os números da Première Brasil 2025: foram 320 longas e 1.000 curtas inscritos. Com isso, somam 124 filmes selecionados: 48 títulos concorrem ao Troféu Redentor; 76 filmes hors-concours; 54 estreias mundiais; e 4 séries brasileiras.

Além dos longas e curtas, o Festival do Rio valoriza a presença do talento nacional também em outras telas, abrindo sua programação para receber, em noites de gala, quatro séries brasileiras. Será uma oportunidade única de assistir na tela grande aos primeiros episódios de produções aguardadas pelo público de diferentes plataformas de streaming. A seleção também compreende filmes internacionais em coprodução com o Brasil e clássicos restaurados.

A Première Brasil promove a formação de público com a realização de sessões e debates abertos para todos com elenco e equipe dos filmes, com ingressos a preços populares, além de sessões de gala para convidados e público. As sessões populares com debates serão realizadas no clássico Cine Odeon – CCLSR, localizado na Cinelândia, região central da cidade. 

Em sua 27ª edição, o Festival do Rio ocupará diversos espaços na cidade, além do tradicional circuito de cinemas comerciais. Os cinemas do circuito Carioca da Prefeitura e alguns Parques Municipais receberão uma programação especial do festival, que promete agradar aos mais variados gostos.

A sede do evento segue no Armazém da Utopia, no Cais do Porto do Rio de Janeiro, um espaço de cinco mil metros quadrados, onde será oferecida uma programação especial de encontros e debates para o público mediante inscrição prévia on-line, sempre divulgada no site do festival e em suas redes sociais. A sede do festival também abrigará o RioMarket, área de mercado e negócios, que receberá centenas de profissionais do audiovisual brasileiro e internacional.

Anunciado anteriormente, o longa Depois da Caçada (After the Hunt), novo trabalho do diretor Luca Guadagnino, será o filme de abertura desta edição. Exibido recentemente no Festival de Veneza, fora de competição, o título conta com Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield. Este será o terceiro filme de Guadagnino a ser exibido no Festival do Rio. Os anteriores foram: Me Chame Pelo Seu Nome, exibido na mostra Panorama Mundial em 2017; e 100 Escovadas Antes de Dormir, que fez parte da mesma seleção em 2006

Ilda Santiago, diretora-executiva e de programação do festival, comemora a escolha do Festival do Rio para a estreia de mais um filme do diretor italiano: “Luca Guadagnino é hoje um dos diretores mais completos e contemporâneos, com um olhar que entende o mundo para além do superficial, muito além. O cinema é isso: ir além. Fico extremamente feliz e honrada de que o Festival do Rio, mais uma vez, receba o talento e o olhar dele para o mundo, graças à nossa longa parceria e colaboração com Sony e também com Amazon MGM”

Distribuído pela Sony Pictures no Brasil e produzido pela Amazon MGM Studios, o filme é um drama psicológico sobre uma professora universitária, que se encontra em uma encruzilhada quando uma estudante faz uma acusação contra um professor e um segredo obscuro do seu próprio passado ameaça vir à tona. O elenco conta também com Chloë Sevigny e Michael Stuhlbarg

Conheça os títulos selecionados para a Première Brasil 2025:

PREMIÈRE BRASIL | FICÇÃO

#SalveRosa, de Susanna Lira
A Vida de Cada Um, de Murilo Salles
Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Coração das Trevas, de Rogério Nunes
Cyclone, de Flavia Castro
Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes
Love Kills, de Luiza Shelling Tubaldini
Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães
Quase Deserto, de José Eduardo Belmonte
Ruas da Glória, de Felipe Sholl
Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar

PREMIÈRE BRASIL | DOCUMENTÁRIO

Amuleto, de Igor Barradas e Heraldo HB
Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken
Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins
Honestino, de Aurélio Michiles
Massa Funkeira, de Ana Rieper
Meu Coração Neste Pedacinho Aqui: Dona Onete, de Mini Kerti

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS

Cartas Para…, de Vânia Lima
Criadas, de Carol Rodrigues
Espelho Cigano, de João Borges
Eu Não Te Ouço, de Caco Ciocler
Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias
Nada a Fazer, de Leandra Leal
Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa
Uma Baleia Pode Ser Destroçada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe Bragança (hors concours)
Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert

PREMIÈRE BRASIL | HORS CONCOURS

(Des)controle, de Rosane Svartman
90 Decibéis, de Fellipe Barbosa
A Conspiração Condor, de André Sturm
Anos 90: A Explosão do Pagode, de Emílio Domingos e Rafael Boucinha
As Vitrines, de Flavia Castro
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
O Homem de Ouro, de Mauro Lima
Para Vigo Me Voy!, de Karen Harley e Lírio Ferreira
Perrengue Fashion, de Flávia Lacerda
Perto do Sol é Mais Claro, de Régis Faria
Por Nossa Causa, de Sergio Rezende
Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien
Sexa, de Gloria Pires

PREMIÈRE BRASIL | RETRATOS

Ary, de André Weller
As Dores do Mundo: Hyldon, de Emílio Domingos e Felipe David Rodrigues
Fernanda Abreu: Da Lata, 30 anos, o documentário, de Paulo Severo
Fôlego: Até Depois do Fim, de Candé Salles
Gláucio Gill: Um Teatro em Construção, de Lea Van Steen e Rafael Cardoso
Meu Tempo é Agora, de Sandra Werneck
Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luís Antônio Pillar
Não Sei Viver Sem Palavras, de André Brandão
Ninguém Pode Provar Nada: A Inacreditável História de Ezequiel Neves, de Rodrigo Pinto
O Brasil que Não Houve: As Aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas, de Renato Terra e Arnaldo Branco
Rei da Noite, de Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans
Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira

PREMIÈRE BRASIL | O ESTADO DAS COISAS

Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo
Com Causa, de Belisario Franca
Do Outro Lado do Pavilhão, de Emilia Silveira
Invencíveis, de Vitor Leite e Clarice Saliby
Itacoatiaras, de Sergio Andrade e Patrícia Gouvêa
Minha Terra Estrangeira, de João Moreira Salles, Louise Botkay e Coletivo Lakapoy
Na Onda da Maré, de Lucia Murat
O Pai e o Pajé, de Felipe Tomazelli, Luis Villaça e Iwarete Kaiabi
Pau d’Arco, de Ana Aranha
Reconhecidos, de Fernanda Amim e Micael Hocherman
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz

PREMIÈRE BRASIL | MIDNIGHT MOVIES

A Própria Carne, de Ian SBF
Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro
Futuro Futuro, de Davi Pretto
Nosferatu, de Cristiano Burlan
Quarto do Pânico, de Gabriela Amaral Almeida

PREMIÈRE BRASIL | CLÁSSICOS

A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla
Gêmeas, de Andrucha Waddington
Hermeto Campeão, de Thomas Farkas
Nossa Escola de Samba, de Manuel Horácio Gimenez

PREMIÈRE BRASIL | GERAÇÃO

Aventuras de Makunáima: Histórias Encantadas da Amazônia, de Chico Faganello
Criaturas: Uma Aventura Entre Dois Mundos, de Juarez Precioso
Papaya, de Priscilla Kellen
Quatro Meninas, de Karen Suzane
Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul, de Alê Camargo e Jordan Nugem
Trago Seu Amor, de Claudia Castro

PREMIÈRE BRASIL | SÉRIES

Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, de Andrucha Waddington
Ayô, de Yasmin Thayná
De Menor, de Caru Alves de Souza
Tremembé, de Vera Egito

COPRODUÇÕES BRASILEIRAS

La Quinta, de Silvina Schnicer (Argentina/Brasil/Chile/Espanha)
O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (Portugal/Brasil/França/Romênia)
The Black Snake, de Aurélien Vernhes-Lermusiaux (França/Colômbia/Brasil)

PREMIÈRE BRASIL | CURTAS

Alice, de Gabriel Novis
DIU, de Camila Schincaglia
Final 99, de Frederico Ruas
Habitar o Tempo, de Cristiana Grumbach
Jacaré, de Victor Quintanilha
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini
Meu Amigo Satanás, de Aristeu Araújo e Carlos Segundo
Miranha, de Zahy Tentehar e Luiz Bolognesi
O Faz-Tudo, de Fabio Leal
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto
Peixe Morto, de João Fontenele
Quando Eu For Grande?, de Mano Cappu
Replika, de Piratá Waurá e Heloisa Passos
Safo, de Rosana Urbes
Sebastiana, de Pedro de Alencar

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS | CURTAS

Brasa, de Diane Maia
João-de-Barro, de Daniel Jaber e Lu Damasceno
Klaustrofobia, de João Londres
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique
Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán
Presépio, de Felipe Bibian
Sandra, de Camila Márdila
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin

PREMIÈRE BRASIL | O ESTADO DAS COISAS | CURTAS

A Tragédia do Lobo-Guará, de Kimberly Palermo
Entre nós, vive o rio, de Day Rodrigues
Réquiem para Moïse, de Susanna Lira e Caio Barretto Briso
São as Regras, de Flávia Vieira
Tia Morgana, de Athena Sofia
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda

PREMIÈRE BRASIL | PANORAMA CARIOCA DE CURTAS

Crônicas Marginais, de Marcos Braz da Cruz Eleoterio
Memória das Águas, de Catu Rizo
O Menino e as Borboletas Zumbis, de Pê Moreira e Thomas Argos
Teia, de Claudia Castro

PREMIÈRE BRASIL | HORS CONCOURS | CURTAS

Coração Bandeja, de Jonas Araújo
Memórias com Vista pro Mar, de Marton Olympio
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli
Transferências, de Gabriel Edel

PREMIÈRE BRASIL | RETRATOS | CURTAS

Eunice Gutman Tem Histórias, de Lucas Vasconcelos
Marina Colasanti, Entre a Sístole e a Diástole, de Alessandra Colasanti
Sem a Mida Não Dá, de Pedro Carvana e Raoni Seixas

Foto: Divulgação/Novelo Filmes.

FIPRESCI Grand Prix: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, é eleito o melhor filme do ano pela crítica internacional

por: Cinevitor
Selton Mello e Fernanda Torres no consagrado Ainda Estou Aqui

No ano em que completa seu centenário, a FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, mais antiga associação de críticos profissionais de cinema e jornalismo cinematográfico, revelou o vencedor do Grand Prix 2025 de melhor filme: o brasileiro Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

A votação contou com a participação de 739 críticos, de 75 países, que escolheram o vencedor entre os títulos lançados desde 1ª de julho de 2024. O diretor Walter Salles receberá o prêmio na cerimônia de abertura da 73ª edição do Festival de San Sebastián, no dia 19 de setembro; o filme também ganhará uma exibição especial. 

Além de Ainda Estou Aqui, outro brasileiro estava na disputa: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, consagrado recentemente em Cannes. Com isso, pela primeira vez, dois filmes brasileiros disputavam o prêmio de melhor filme do ano pela FIPRESCI. Os outros finalistas eram: O Brutalista, de Brady Corbet; Sirāt, de Oliver Laxe; e Pecadores, de Ryan Coogler.

Desde sua criação, em 1999, o Grande Prêmio FIPRESCI foi concedido a filmes de cineastas renomados, incluindo: Maren Ade, Pedro Almodóvar, Paul Thomas Anderson, Alfonso Cuarón, Jean-Luc Godard, Ryusuke Hamaguchi, Michael Haneke, Aki Kaurismäki, Yorgos Lanthimos, Richard Linklater, Terrence Malick, George Miller, Jafar Panahi e Chloé Zhao. Essa é a primeira vez que um título brasileiro vence esse prêmio. 

Com Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro, Ainda Estou Aqui estreou há um ano no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o prêmio de melhor roteiro para Murilo Hauser e Heitor Lorega. O primeiro de uma longa lista de prêmios que inclui o Oscar de melhor filme internacional, onde também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres; e o Goya de melhor filme ibero-americano.

Com mais de cinco milhões de espectadores, Ainda Estou Aqui é inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família. O relato começa no início dos anos 70, quando um ato de violência muda a história da família Paiva para sempre. O livro e o filme abraçam o ponto de vista daqueles que sofrem uma perda em um regime de exceção, mas não se dobram; o roteiro é de Murilo Hauser, de A Vida Invisível, e Heitor Lorega.

A sinopse diz: Rio de Janeiro, início dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice , cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.

O longa promoveu o reencontro entre Fernanda Torres e Walter Salles depois de Terra Estrangeira e O Primeiro Dia. Na última parte do filme, Eunice é interpretada por Fernanda Montenegro, que volta a trabalhar com Walter Salles depois do consagrado Central do Brasil.

O elenco principal reúne nomes como Valentina Herszage, Luiza Kosovski, Bárbara Luz, Guilherme Silveira e Cora Ramalho, como os filhos na primeira fase do filme; e Olivia Torres, Antonio Saboia, Marjorie Estiano, Maria Manoella e Gabriela Carneiro da Cunha integram a família no segundo momento. E mais: Guilherme Silveira, Pri Helena, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Dan Stulbach, Camila Márdila, Luiz Bertazzo, Lourinelson Vladmir, Thelmo Fernandes, Carla Ribas, Daniel Dantas, Charles Fricks, Helena Albergaria, Marcelo Varzea, Caio Horowicz, Maitê Padilha, Luana Nastas, Isadora Gupert, Alexandre Mello, Augusto Trainotti e Alan Rocha.

Foto: Alile Dara Onawale.

Curta Kinoforum 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Prêmio Especial para Leona Vingativa, do curta Americana, de Agarb Braga

Foram anunciados nesta sexta-feira, 29/08, na Sala Grande Otelo da Cinemateca Brasileira, os vencedores da 36ª edição do Curta Kinoforum, Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Neste ano, o evento exibiu 253 filmes, de 60 países e todos os continentes, em sua programação. 

Poucas semanas antes do início do Curta Kinoforum 2025, perdemos a produtora cultural Zita Carvalhosa, fundadora e diretora da Associação Cultural Kinoforum, que faleceu em 22/07, aos 65 anos: “Para honrar seu legado e memória, continuamos a realizar o festival com o compromisso e o entusiasmo que ela sempre nos inspirou, uma mulher admirável que dedicou mais de 40 anos ao cinema brasileiro, formando público, abrindo portas para novos realizadores e produzindo curtas e longas-metragens que marcaram a cinematografia nacional. É isso que ela esperava de nós”, disse o comunicado oficial. 

Na cerimônia, foi anunciado que, a partir de 2026, o Kinoforum oferecerá o Prêmio Zita Carvalhosa de melhor curta-metragem brasileiro em estreia nacional, com a intenção de seguir apoiando talentos do curta brasileiro, consolidar o evento como palco do lançamento de curtas e celebrar de forma contínua o legado da idealizadora e fundadora do festival. 

O Prêmio Revelação, para cineastas de filmes realizados em cursos e oficinas audiovisuais, exibidos nas mostras Brasil e Cinema em Curso, foi entregue para Malmequer, de Maria Julia Gonçalves. Esse prêmio tem como objetivo incentivar jovens talentos do audiovisual brasileiro em sua próxima produção, da filmagem à finalização de um curta de até 15 minutos. Para isso, o festival estabelece parcerias com empresas do setor e o curta-metragem viabilizado pelo Prêmio Revelação tem como compromisso estrear no Curta Kinoforum

O júri deste ano foi formado por: Amilton Pinheiro, jornalista, crítico, curador e agente literário; Carissa Vieira, roteirista, professora e curadora; e William Hinestrosa, pesquisador artístico na área de Talentos Artísticos dos Estúdios Globo

Como de costume, o público do festival escolhe seus filmes favoritos entre os exibidos nas mostras Limite, Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros. Os dez curtas brasileiros e os dez estrangeiros mais votados foram anunciados, em ordem alfabética, durante a cerimônia de premiação e serão reexibidos no último fim de semana do evento. 

Já o Prêmio API é concedido pela Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro a dois filmes: um da Mostra Limite e o outro da Mostra Latino-Americana. O Troféu Borboleta de Ouro reconhece três destaques (um brasileiro, um estrangeiro e um Prêmio Especial) para curtas que tratam da diversidade sexual selecionados pela equipe do Cineclube LGBTQIAP+. Por sua vez, o Troféu Kaiser Destaque ABCA, promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, elege o melhor filme animado exibido no evento.

Neste ano, entre os curtas da Mostra Brasil que se destaquem pela sua trilha sonora, foram concedidos ao filme vencedor um troféu e dez horas de supervisão musical no próximo projeto do realizador; aos cinco filmes finalistas foram concedidos um certificado e um workshop de supervisão musical. A escolha foi feita por um júri da Audiovibes e o vencedor foi Kabuki, de Tiago Minamisawa, que disputou com A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais; Bela LX-404, de Luiza Botelho; O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ; e Quase Trap, de Filipe Barbosa

João Fontenele, Fátima Macedo e Margot Leitão no curta Peixe Morto

Além disso, prêmios de aquisição, fruto de parcerias do evento com emissoras de TV e plataformas digitais de streaming, foram revelados. O Prêmio Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e um contrato de licenciamento para o melhor filme dos programas brasileiros, escolhido por um júri especializado, teve como vencedor Amarela, de André Hayato Saito

O Prêmio TV Cultura, no valor de R$ 5 mil e destinado a um curta produzido no estado de São Paulo a ser exibido na grade de programação da emissora, foi conquistado por Passa a Bola, de Guilherme Falchi. Além disso, duas menções honrosas foram concedidas a dois curtas-metragens produzidos em Oficinas de Realização Audiovisual, garantindo aos selecionados uma janela de exibição na grade da TV Cultura.

O Prêmio SescTV, destinado a diretores estreantes, contempla um filme brasileiro e um filme estrangeiro com R$ 6 mil cada, além de licenciamento pelo período de dois anos. O Prêmio Canal Curta!/Porta Curtas tem como proposta o licenciamento de três curtas-metragens da Mostra Brasil, que autorizarem a exibição e a votação on-line na plataforma Porta Curtas (disponível na Claro TV+) durante o período do evento.

Neste ano, um curta premiado entre os filmes da Mostra Brasil participará por um ano do circuito CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, que promove sessões gratuitas de cinema pelo país com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar. Pela participação não exclusiva, o curta receberá um prêmio de R$ 3.000,00; o escolhido foi Vozes do Mangue, de JP Resende. Além disso, a plataforma Todes Play também concedeu um prêmio de aquisição por três meses em caráter não exclusivo; o vencedor foi Americana, de Agarb Rocha

Além disso, o júri dos Kinoforum Labs escolheu dois projetos vencedores no pitching final. Os premiados receberão os seguintes prêmios: um representante do projeto ganhador do Lab Do Curta ao Longa, realizado em parceria com o Projeto Paradiso, ganhará uma passagem e credenciamento para o Ventana Sur 2025, a ser realizado em dezembro em Buenos Aires; já o projeto vencedor do Lab Incubadora Kino ganhará diversos apoios em produtos e serviços oferecidos pelas mesmas empresas parceiras no Prêmio Revelação.

Conheça os vencedores do Curta Kinoforum 2025:

PRÊMIO REVELAÇÃO
Malmequer, de Maria Julia Gonçalves (SP)

10+ BRASIL | FAVORITOS DO PÚBLICO

A Tragédia do Lobo-guará, de Kimberly Palermo (RJ)
Amarela, de André Hayato Saito (SP)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Dois Nilos, de Samuel Lobo (RJ)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi (SP)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Picumã, de Sladká Meduza (SP)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)

10+ ESTRANGEIROS | FAVORITOS DO PÚBLICO

Ascensão e Queda de Zara Zilverstein (El Ascenso y Caída de Zara Zilverstein), de Brian Kazez (Argentina/França/Espanha/EUA)
Autokar, de Sylwia Szkiladz (Bélgica)
Brincando de Deus (Playing God), de Matteo Burani (Itália/França)
E se uma Bomba Cair Hoje Aqui? (What If They Bomb Here Tonight?), de Samir Syriani (Líbano)
Kotowari, de Coralie Watanabe Prosper (França)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)
Petra e o Sol (Petra y el Sol), de Malu Furche e Stefania Malacchini (Chile)
Pulgas (Amazeze), de Jordy Sank (África do Sul)
Serviço Funerário para Você (Servicio Necrológico para Usted), de María Salafranca (Cuba)
Só Me Deixem Dançar (Laissez-Moi Danser), de Lou Zidi (França)

DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO
Brasileiro: Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (SP)
Estrangeiro: Um Dia Esse Menino (One Day This Kid), de Alexander Farah (Canadá)
Prêmio Especial: Leona Vingativa, por Americana

DESTAQUE ABCA | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER
Melhor Filme: Brincando de Deus (Playing God), de Matteo Burani (Itália/França)
Menção Honrosa: Safo, de Rosana Urbes (SP)

PRÊMIO API
Mostra Latino-Americana | Melhor Filme: Serviço Funerário Para Você (Servicio Necrológico Para Usted), de María Salafranca (Cuba)
Mostra Limite | Melhor Filme: Os Pomares (Al Basateen), de Antoine Chapon (França)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Amarela, de André Hayato Saito (SP)

PRÊMIO Audiovibes | MELHOR TRILHA SONORA
Kabuki, por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer Binho

PRÊMIO AQUISIÇÃO | PORTA CURTAS + CANAL CURTA!
A Cabana, de Barbara Sturm (SP)
A Carta de Mudan e as Oito Primaveras, de Pedro Nishi (SP)
Janete, de Rebecca Cerqueira (SP)

SELEÇÃO ESPECIAL SESC TV
Nacional: Benedita, de Cadu Azevedo e Lane Lopes (RJ)
Estrangeiro: MDB, de Milagros Aquilia (Argentina)

PRÊMIO AQUISIÇÃO TV CULTURA
Passa a Bola, de Guilherme Falchi (SP)
Menção Honrosa | Novos Olhares: Da Viela pra Cá, de Mayra Russo (SP)
Menção Honrosa | Novos Olhares: Devaneio, de Thomaz Zona (SP)

PRÊMIO AQUISIÇÃO CineSolar
Vozes do Mangue, de JP Resende (SP)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | Todes Play
Americana, de Agarb Braga (PA)

KINOFORUM LABS
Curta-metragem: O Vulcão, de Kimberly Palermo (RJ)
Longa-metragem: Peixes Artificiais, de Renato José Duque (SP)

WIPKINO | Laboratório de Montagem
Passado e Presente, de Filipe Barbosa (SP)

Fotos: Divulgação.

19º For Rainbow: conheça os vencedores do Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Lucas Drummond: melhor ator pelo longa Apenas Coisas Boas

Foram anunciados nesta sexta-feira, 29/08, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, no Ceará, os vencedores da 19ª edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero

Durante oito dias, foram exibidos 61 filmes, divididos em seis mostras. Também integraram a programação: lançamento de livros, oficinas, espetáculos teatrais e shows. O festival segue reafirmando-se como um dos mais importantes espaços de debate e difusão do respeito à pluralidade sexual e de gênero no Brasil

Dos sete longas-metragens em disputa na Mostra Competitiva Internacional, cinco foram premiados pelo Júri Oficial com dois troféus Elke Maravilha cada. O documentário paulista As Primeiras, de Adriana Yañez, se destacou com os prêmios de melhor filme e melhor direção. O pernambucano Salomé garantiu o prêmio de melhor direção para André Antônio e o de melhor fotografia para Linga Acácio.

O filme paulista Explode São Paulo, Gil dividiu o prêmio de melhor atriz para sua protagonista, Gil, com Agnes Geneva, protagonista do neerlandês Meu Nome é Agnes. Explode São Paulo, Gil também ficou com o troféu de melhor edição; já Meu Nome é Agnes levou o prêmio de melhor trilha sonora para S’yo Fang. Por fim, o goiano Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco, foi laureado nas categorias de melhor ator para Lucas Drummond e melhor direção de arte para Marcus Takatsuka. Correndo por fora, o colombiano Planeta B de Brigitte levou o prêmio de melhor direção de som.

Já na competição de curtas-metragens, o paulista VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas, acumulou três troféus: melhor filme, melhor direção e melhor atriz para Mavi Lucena. Em segundo lugar vem o carioca Carne Fresca, de Giovani Barros, com os troféus de melhor fotografia e melhor som.

Os prêmios das duas mostras competitivas oficiais (longas e curtas) ficaram a cargo da comissão julgadora formada pela diretora e produtora de cinema LGBTI+ Alice Chiappetta; pela bailarina, jornalista, cineasta e produtora cultural Elaine do Carmo; pelo cineasta e documentarista Luis Alejandro Yero; pela criadora, roteirista, diretora e produtora Roberta Marques; e pela cantora, compositora e atriz Verónica Valenttino.

O 19º For Rainbow também contou com duas mostras paralelas competitivas: a Feminino Plural, que concedeu o Troféu Elke Maravilha, e a Cearense, que premiou com o Troféu Paulo Diógenes. Para definir quem foram os vencedores de ambas as mostras, o júri foi composto pela dramaturga, diretora de cinema e de fotografia, Lilia Moema Santana; pela pesquisadora, roteirista, diretora e produtora de cinema, Magi do Carmo; e pela atriz, diretora, roteirista, curadora, produtora de cinema e artivista LGBTQIAPN+, Layla Sah.

Encerrando as premiações, o júri da Aceccine, Associação Cearense de Críticos de Cinema, formado por Soul Ray, estudante de análise crítica de literatura e de cinema, Cândido Mattos, crítico, diretor, roteirista e montador, e Eric Magda Lima, profissional do audiovisual e da cultura não binárie, escolheu As Primeiras, de Adriana Yañez, como o melhor longa-metragem e Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli, como o melhor curta-metragem.

Conheça os vencedores do For Rainbow 2025:

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: As Primeiras, de Adriana Yañez (Brasil/SP)
Melhor Direção: André Antônio, por Salomé
Melhor Roteiro: As Primeiras, escrito por Adriana Yañez
Melhor Atriz: Gil, por Explode São Paulo, Gil e Agnes Geneva, por Meu Nome é Agnes
Melhor Ator: Lucas Drummond, por Apenas Coisas Boas
Melhor Fotografia: Salomé, por Linga Acácio
Melhor Direção de Arte: Apenas Coisas Boas, por Marcus Takatsuka
Melhor Direção de Som: Planeta B de Brigitte (Brigitte’s Planet B)
Melhor Trilha Sonora: Meu Nome é Agnes (Call Me Agnes), por S’yo Fang
Melhor Edição: Explode São Paulo, Gil, por Ian Capillé, Maria Clara Escobar e Joana Luz

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)
Melhor Direção: Asaph Luccas, por VBP (Vacas Brancas Preguiçosas)
Melhor Roteiro: Peixe Morto, escrito por João Fontenele
Melhor Atriz: Mavi Lucena, por VBP (Vacas Brancas Preguiçosas)
Melhor Ator: Victor di Marco, por Zagêro
Melhor Fotografia: Carne Fresca, por Guilherme Tostes
Melhor Direção de Arte: Se Eu Tô Aqui é Por Mistério, por Fernanda Teixeira
Melhor Som: Carne Fresca, por Victor Quintanilha
Melhor Trilha Sonora: Ponto e Vírgula, por Fabio Carneiro Leão
Melhor Edição: Oi Mãe, Sou Eu, Lou Lou (Merhaba Anne, Benim, Lou Lou), por Tuvana Simin Günay

MOSTRA FEMININO PLURAL

Melhor Filme: Razão (Kotowari), de Coralie Watanabe Prosper (França)
Menção Honrosa: Anastácia, de Lilih Curi (BA)

MOSTRA CEARENSE

Melhor Filme: Quebramar, de Carol Honor e Lucas Ranyere (Fortaleza)
Menção Honrosa: Tiramisù, de Leônidas Oliveira (Aracati) 

JÚRI DA CRÍTICA

Melhor longa-metragem: As Primeiras, de Adriana Yañez (Brasil/SP)
Melhor curta-metragem: Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli (RS)

Foto: Vitória Hellen.

35° Cine Ceará anuncia longas-metragens ibero-americanos e curtas brasileiros

por: Cinevitor
Clarisse Abujamra e Marcélia Cartaxo no longa Gravidade, de Leo Tabosa

A 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro, em Fortaleza, divulgou os títulos em competição nas principais mostras do evento: ibero-americana de longa-metragem e curtas-metragens brasileiros.

Com curadoria de Bruno Carmelo, seis filmes inéditos no Brasil foram selecionados para a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem do 35° Cine Ceará. Dois deles são de diretores brasileiros: o pernambucano Leo Tabosa e a carioca Emília Silveira. Também na mostra estão longas do Equador, Porto Rico e coproduções entre Cuba, Espanha, Uruguai e Argentina que, antes de chegar ao Brasil, tiveram uma trajetória de sucesso em festivais internacionais de prestígio, como Veneza, Tribeca, IDFA e Guadalajara. Os filmes foram selecionados entre 329 inscritos na mostra este ano; para a competitiva brasileira de curta-metragem, foram escolhidas dez produções entre 1.172 inscritos

Entre os longas, o Brasil está representado com a ficção Gravidade, de Leo Tabosa, com Hermila Guedes, Clarisse Abujamra, Danny Barbosa, Marcélia Cartaxo e Helena Ignez no elenco; e o documentário Do Outro Lado do Pavilhão, de Emília Silveira. Ambos terão sua estreia mundial no festival. O filme de Leo aborda um drama familiar ambientado às vésperas do fim do mundo; o de Emília acompanha duas mulheres em liberdade condicional que compartilham relatos sobre a vida na prisão, enquanto enfrentam uma rotina cruel com coragem e humor.

Entre os outros longas da Mostra estão as ficções: Esta Isla, produção de Porto Rico, de Lorraine Jones e Cristian Carretero, vencedora de três prêmios no Festival de Tribeca, em Nova York; e Um Cabo Solto (Un cabo suelto), coprodução entre Uruguai, Argentina e Espanha, de Daniel Hendler, que vai estrear mundialmente na 82ª edição do Festival de Veneza. No filme da dupla Lorraine e Carretero, um adolescente e seu irmão vivem da pesca, mas acabam se envolvendo em negócios ilegais que prometem dinheiro fácil; no de Hendler, um cabo argentino fugitivo encontra refúgio no Uruguai e tem a chance de reconstruir a vida e encontrar o amor. 

Já no campo dos documentários, estão: Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata), coprodução entre Cuba e Espanha, de David Beltrán i Mari, vencedor do prêmio CineVision no Festival de Cinema de Munique, de dois prêmios no festival suiço Visions du Réel, além de ter sido exibido no DokuFest, em Kosovo, e no Festival de Lima, no Peru; e o equatoriano Eco de Luz, de Misha Vallejo, que terá sua premiére brasileira no Cine Ceará e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, e premiado no Festival de Cinema de Guadalajara.

O longa dirigido por Beltrán acompanha os desafios de uma família que vive em uma região pantanosa ao sul de Cuba enquanto o país passa por um mal-estar social e uma pandemia mundial. O de Misha é centrado na história da família do próprio diretor, que também é fotógrafo e usa a câmera do avô para tentar se conectar com esse homem que ele nunca conheceu.

Três produções cearenses estão na competitiva brasileira de curta-metragem, que teve curadoria assinada por Vicente Ferraz: o documentário Amores na pasajen, de Daniele Ellery; e as ficções Fogos de Artifício, de Andreia Pires, e Peixe Morto, de João Fontenele. De São Paulo, duas produções estão na mostra, as ficções Brincadeira de Criança, de João Toldi, e Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni, filme que em 2024 foi exibido na mostra competitiva Orizzonti, do Festival de Veneza, e já em 2025 conquistou o prêmio de melhor curta no BAFICI

João Fontenele e Margot Leitão no curta cearense Peixe Morto

Também estão entre os curtas brasileiros selecionados as ficções Canto, de Danilo Daher, Boi de Salto, de Tássia Araújo, e O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, filme premiado em vários festivais, como: Zinegoak, International LGTBIQ+ Film and Performing Arts Festival, Bogota Short Film Festival e Curta Cinema. Fechando a lista de curtas da mostra competitiva brasileira, foram selecionados os documentários Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira, recentemente premiado em Gramado, e Thayara, de Mila Leão

Os participantes da mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem disputam o Troféu Mucuripe em diversas categorias; o melhor filme, eleito pelo Júri Oficial, receberá um prêmio no valor de R$ 40 mil, pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil dentro dos critérios do regulamento. Na mostra competitiva brasileira de curta-metragem, o Troféu Mucuripe é concedido aos vencedores nas categorias de melhor curta-metragem, direção, roteiro e Prêmio da Crítica. Além disso, os curtas da mostra disputam também o Prêmio Canal Brasil de Curtas

O 35° Cine Ceará terá exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão, equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Além das mostras competitivas Ibero-americana de longa-metragem, brasileira de curta-metragem e Olhar do Ceará, o festival realizará exibições especiais, mostras sociais, debates e homenagens. Toda a programação tem acesso gratuito.

Na Mostra Exibições Especiais, o Cine Ceará 2025 traz os principais filmes que representaram o Brasil no circuito de festivais nacionais e internacionais deste ano: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, vencedor de dois prêmios no Festival de Cannes, entre eles, melhor ator para Wagner Moura; e o documentário Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, exibido na Cannes Classics e que faz uma viagem cinematográfica pela trajetória de Cacá Diegues.

Além disso, também serão exibidos os quatro curtas do projeto La Factory des Cinéastes Ceará Brasil, exibidos na Quinzena de Cineastas, em Cannes, e que teve Karim Aïnouz como mentor. As obras são: A Fera do Mangue, de Wara (Ceará) e Sivan Noam Shimon (Israel); A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro (Alagoas) e Ary Zara (Portugal); Ponto Cego, de Luciana Vieira (Ceará) e Marcel Beltrán (Cuba); e Como Ler o Vento, de Bernardo Ale Abinader (Amazonas) e Sharon Hakim (França).

Já o longa-metragem cearense Morte e Vida Madalena, dirigido por Guto Parente, que foi premiado no FIDMarseille, será o filme de encerramento desta 35ª edição. Protagonizado por Noá Bonoba, conhecida por seus trabalhos como atriz, diretora, roteirista e dramaturga, a comédia narra a história de Madalena, uma produtora de cinema que enfrenta, simultaneamente, a recente morte do pai, uma gravidez de oito meses e a produção de um filme de ficção científica B, no qual tudo parece dar errado.

O filme conta com um elenco majoritariamente cearense, formado também por Linga Acácio, Nataly Rocha, David Santos, Honório Félix, Jennifer Joingley, Rodrigo Fernandes, Souma, Armando Praça, Lui Fontenele, entre outros. 

Conheça os novos filmes selecionados para o 35º Cine Ceará:

LONGAS-METRAGENS | COMPETITIVA IBERO-AMERICANA

Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata), de David Beltrán i Mari (Cuba/Espanha)
Do Outro Lado do Pavilhão, de Emília Silveira (Brasil)
Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Esta Isla, de Lorraine Jones e Cristian Carretero (Porto Rico)
Gravidade, de Leo Tabosa (Brasil)
Um Cabo Solto (Un cabo suelto), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

CURTAS-METRAGENS | COMPETITIVA BRASILEIRA

Amores na pasajen, de Daniele Ellery (CE)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Brincadeira de Criança, de João Toldi (SP)
Canto, de Danilo Daher (GO)
Fogos de Artifício, de Andreia Pires (CE)
Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (MS/SP)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ)
Thayara, de Mila Leão (PR)

Fotos: Petrus Cariry/Divulgação.

CINEVITOR #487: Entrevista Edmilson Filho e Halder Gomes | C.I.C. – Central de Inteligência Cearense

por: Cinevitor
Edmilson Filho interpreta o 007 dos trópicos nas telonas

A comédia de ação C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, dirigida por Halder Gomes e estrelada por Edmilson Filho como o primeiro superespião brasileiro, o Agente Karkará, estreia no circuito comercial nesta quinta-feira, 28/08. O 007 dos trópicos encara missões arriscadas e criminosos perigosos com coragem, carisma, bom humor e sua poderosa mão biônica. 

O filme é resultado de mais uma parceria entre Halder Gomes e Edmilson Filho, que fizeram o público gargalhar com produções como Cine Holliúdy, O Shaolin do Sertão e Bem-vinda a Quixeramobim. Em C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, a dupla mistura suas grandes paixões: o cinema e as artes marciais com doses de comédia e ação. A amizade entre os dois começou nos tatames antes de ganhar as telonas; Halder é mestre em taekwondo e Edmilson é tricampeão brasileiro no esporte. 

A trama acompanha mais uma aventura do Agente Karkará, um espião da agência secreta Central de Inteligência Cearense. Enquanto se prepara para sair de férias, ele é chamado para investigar o assassinato de um cientista brasileiro no Centro de Cooperação Científica Iporã, coordenado por uma parceria entre Brasil, Argentina e Paraguai. Armado com seu braço biônico, ele embarca em uma missão para desvendar quem matou o cientista e quais eram suas motivações em tempo recorde para conseguir pegar o avião e aproveitar suas aguardadas férias. 

Para enfrentar os perigosos vilões Cortez (André Segatti) e Koorola (Tóia Ferraz), Karkará contará com o apoio dos agentes Romerito (Gustavo Falcão), do Paraguai, e Mikaela (Alana Ferri), da Argentina; além da incansável equipe da Central de Inteligência Cearense formada por Espírito Santo (Nill Marcondes), Divina (Monique Hortolani) e a inteligência artificial mais arretada de todas, Mazé (Valéria Vitoriano). O elenco conta também com Falcão, Fabio Goulart, Mateus Honori, Nataly Rocha, entre outros.

Apesar da história se passar em diferentes lugares no Brasil, no Paraguai e na África, todas as cenas foram rodadas no Ceará, em locações escolhidas para representar diversas partes do mundo. Além de protagonizar, Edmilson Filho também assina a coreografia das lutas como action designer da produção, o profissional responsável por planejar e dirigir cada movimento nos combates. Ao lado do diretor Halder Gomes, ele também ajudou na preparação do elenco, introduzindo os atores e atrizes no universo das artes marciais.

A sinopse diz: Wanderley (codinome: Agente Karkará) é um James Bond à brasileira que, com seu braço biônico capaz de resolver qualquer problema, combate os criminosos mais perigosos do Brasil a mando da Central de Inteligência Cearense. Quando um cientista brasileiro, trabalhando em um projeto junto com os governos argentino e paraguaio, é assassinado e tem as informações de sua pesquisa roubadas, Wanderlei precisará usar todas as suas habilidades para recuperar os dados antes que eles caiam em mãos erradas. Ao seu lado, terá aliados inesperados: um agente paraguaio e uma espiã argentina. 

Com roteiro de Marcio Wilson e história original de Edmilson Filho, o longa-metragem é uma produção da Paris Entretenimento, em coprodução com a Globo Filmes, Globoplay e o FSA, Fundo Setorial do Audiovisual, e conta com distribuição da Paris Filmes. A direção de fotografia é de Carina Sanginitto; Juliana Ribeiro assina a direção de arte e Chris Garrido é a responsável pelo figurino. A caracterização é de Emi Sato, a produção de elenco é assinada por Monice Mendes e a direção de produção é de Dayane Queiroz. O som direto é de Márcio Câmara, a edição de som e mixagem é de Érico Paiva Sapão e a trilha sonora original é de Herlon Robson Braz; Helgi Thor assina a montagem. 

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Halder Gomes e com o protagonista Edmilson Filho. No bate-papo, falaram sobre a vontade de realizar um filme com um agente secreto brasileiro e o flerte com gêneros cinematográficos, coordenação de coreografia das lutas, entrosamento do elenco e expectativa para o lançamento. 

Aperte o play e confira:

Foto: Arlan Elton e Gabriel Caetano.

Festival de San Sebastián 2025: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Carla Ribas em Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes

Considerado o mais importante festival de cinema da Espanha e um dos mais antigos da Europa, o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián é também um dos mais prestigiados do mundo. Seu principal prêmio, a Concha de Ouro, é entregue ao melhor filme em competição da Seleção Oficial.

Nesta 73ª edição, que acontecerá entre os dias 19 e 27 de setembro, o cinema brasileiro marca presença com alguns títulos, entre eles, Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, na mostra Horizontes Latinos, que traz longas inéditos na Espanha, produzidos totalmente ou parcialmente na América Latina, dirigidos por cineastas de origem latina ou que abordem temas sobre comunidades latinas no resto do mundo. O filme parte de um roteiro deixado pelo cineasta Chico Teixeira, falecido em 2019, que tinha no longa a conclusão de sua Trilogia dos Afetos, também, composta por A Casa de Alice (2007) e Ausência (2014).

Na trama, Dolores, interpretada por Carla Ribas (protagonista de A Casa de Alice), é uma mulher que acaba de completar 65 anos e teve um sonho premonitório: abrir um cassino. O problema é que ela já foi viciada em jogos e tem uma relação tensa com a única filha, Deborah (Naruna Costa), mas é próxima da neta, Duda (Ariane Aparecida), que trabalha numa loja de armas, e sonha em se mudar para os Estados Unidos.

Marcelo e Maria Clara, dois cineastas experientes, uniram forças para materializar essa obra e realizar o sonho de Chico: “Ao longo dos anos construímos uma amizade e uma parceria que nasceu antes de mais nada da vontade de fazer cinema. De falar de pessoas, imaginar sentimentos, inventar outras saídas. Me parece que quando as duas pessoas que estão ali querem muito fazer um filme, o trabalho vira um espaço de criação, de alimento, mesmo nas diferenças, de aprendizado. Acho que antes de mais nada nós temos muito respeito um pelo outro, pelo nosso trabalho, pelo trabalho do Chico, pelo cinema”, aponta Maria Clara.

Os diretores, que assinam o roteiro final, contam que Chico, para o filme, partiu de uma profunda pesquisa da realidade para a construção das personagens: “Dolores é uma mulher que transborda encantos e contradições, que enfrenta os desafios da velhice e aposta no tudo ou nada. Apesar da dura rotina na periferia de São Paulo, Dolores se recusa a deixar de sonhar com uma vida melhor. Esse é seu ato de rebeldia”, explica Marcelo.

A direção de fotografia é assinada por Joana Luz, cujo trabalho dá o tom do longa no qual a narrativa transita entre o real e o onírico: “São dois mundos sem barreiras no inconsciente de Dolores. A periferia vira palco de vitórias magnânimas e transformações de realidades. As três gerações, no entanto, terão que ajustar seus sonhos para transformarem juntas o mundo. Não há transformação solitária. Para a gente isso era muito importante, a questão da dialética, no filme”, dizem os diretores.

O elenco também é uma homenagem a Chico, trazendo além de Carla, também Gilda Nomacce (como melhor amiga de Dolores) e Matheus Fagundes (como namorado de Duda), ambos protagonistas de Ausência. Maria Clara e Marcelo comentam que Chico ainda não tinha pensado no elenco: “Ainda estávamos no processo de construção do projeto. Tanto em termos do roteiro quanto em termos de perfil das personagens. As atenções estavam voltadas para isso. Quando o roteiro ficou pronto, decidimos pela homenagem. E foi uma decisão muito feliz”.

Uma das questões mais interessantes em Dolores, é como o filme está diretamente ligado ao presente, tratando de questões como o vício em apostas, a venda de armas de fogo e sonho da imigração para os EUA: “Queríamos muito também pensar nessa diferença geracional, os imaginários distintos entre uma mulher de 65, uma de 45 e outra de 20 e poucos. Assim, naturalmente, fomos buscar os imaginários de cada época. E, desejando que nossas mulheres fossem singulares, trouxemos aquilo que achamos que daria emoção para elas. Os universos de cada uma, de acordo com o que a própria vida entrega como possibilidade de imaginação”, concluem os diretores. 

Wagner Moura em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

A produção de Dolores é assinada por Sara Silveira, Eliane Bandeira e Maria Ionescu. O longa é uma produção da Dezenove Som e Imagens, com produção associada da Misti Filmes e coprodução da GT Produções, e será distribuído pela California Filmes. Com roteiro original de Chico Teixeira e Sabina Anzuategui, a equipe conta também com: Juliana Lobo na direção de arte; Isabela Monteiro de Castro Araujo na montagem; e Felipe Botelho na música original. 

Além de Dolores, outro destaque brasileiro na seleção é o premiado O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, consagrado no Festival de Cannes. O filme, protagonizado por Wagner Moura, será exibido na mostra Perlak, que traz uma seleção com títulos inéditos na Espanha que se destacaram em festivais internacionais e foram aclamados pela crítica. Neste thriller ambientado no Brasil de 1977, Marcelo é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. O elenco conta também com Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho, entre muitos outros. 

Já na mostra Made in Spain, que traz um panorama do cinema espanhol com títulos exibidos fora de competição, vale destacar a comédia ¡Caigan las rosas blancas!, de Albertina Carri, uma coprodução entre Argentina, Brasil (pela Sancho & Punta) e Espanha. Com Carolina Alamino, Maru Marcet, Rocío Zuviria, Mijal Katzowicz e Luisa Gavasa no elenco, o filme conta a história de uma diretora de um filme pornô lésbico amador de sucesso que é convidada a fazer uma versão para o grande público. 

Na mostra Zabaltegi-Tabakalera não há normas nem limitações de estilo ou tempo: curtas, médias, longas, ficções, documentários, animações, séries, instalações audiovisuais, descobertas de futuro e clássicos contemporâneos inéditos na Espanha completam a lista. Aqui, o cineasta brasileiro Sergio Oksman aparece com Una película de miedo, uma coprodução entre Espanha e Portugal. A sinopse diz: durante as férias de verão, um diretor de documentário e seu filho de doze anos se hospedam em um hotel abandonado em Lisboa: um hotel vazio como o do filme O Iluminado

O cinema brasileiro também marcou presença no XIII Prêmio Sebastiane Latino, premiação paralela que antecede o festival com a exibição de filmes com a temática LGBTQIA+. Dos 26 inscritos, foram selecionados cinco títulos, entre eles, o brasileiro Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. O vencedor desta edição foi La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes; a entrega do prêmio acontecerá durante o Festival de San Sebastián no XI Encuentro de Festivales de Cine LGTBQIA+ Iberoamericanos.

Além dos filmes, na mostra Foro de Coproducción, projetos são apresentados em busca de potenciais parceiros para completarem seu financiamento e melhorarem seu acesso no mercado internacional. Aqui, o Brasil aparece com: Mãe do Ouro, de Madiano Marcheti, pela Multiverso Produções; e La piel del león, de Alvaro Brechner, uma coprodução entre Espanha, Uruguai e Brasil

O festival também anunciou uma retrospectiva dedicada ao trabalho da roteirista Lillian Hellman com 16 títulos em exibição, entre eles, Estrela do Norte, de Lewis Milestone, e Pérfida, de William Wyler, que lhe renderam indicações ao Oscar. E mais: a atriz Jennifer Lawrence será homenageada nesta 73ª edição com o Prêmio Donostia e a atriz espanhola Marisa Paredes, que faleceu em dezembro do ano passado, estampa o pôster oficial do festival. 

Conheça os filmes selecionados para o 73º Festival de San Sebastián:

SELEÇÃO OFICIAL

Balada de um Jogador (Ballad of a Small Player), de Edward Berger (Reino Unido)
Belén, de Dolores Fonzi (Argentina)
Couture, de Alice Winocour (França/EUA)
Deux pianos, de Arnaud Desplechin (França)
Franz (Franz Kafka), de Agnieszka Holland (República Checa/Alemanha/Polônia)
Historias del buen valle, de José Luis Guerin (Espanha/França)
Jianyu laide mama, de Qin Xiaoyu (China)
Las corrientes, de Milagros Mumenthaler (Suíça/Argentina)
Le Cri des Gardes, de Claire Denis (França)
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)
Los Tigres, de Alberto Rodríguez (Espanha/França)
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)
Nuremberg, de James Vanderbilt (EUA)
SAI: Disaster, de Yutaro Seki e Kentaro Hirase (Japão) 
Six jours ce printemps-là, de Joachim Lafosse (Bélgica/França/Luxemburgo)
Ungrateful Beings, de Olmo Omerzu (República Checa/Eslovênia/Polônia/Eslováquia/Croácia/França)

SELEÇÃO OFICIAL | EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Flores para Antonio, de Elena Molina e Isaki Lacuesta (Espanha)
In-I In Motion, de Juliette Binoche (França)
Karmele, de Asier Altuna (Espanha)
La suerte, de Paco Plaza e Pablo Guerrero (Espanha)
Teppen no mukou ni anata ga iru, de Junji Sakamoto (Japão)
Zeru ahoak (Bocas de cielo), de Koldo Almandoz (Espanha)

SELEÇÃO OFICIAL | FORA DE COMPETIÇÃO

Anatomía de un instante, de Alberto Rodríguez (Espanha)
Un fantasma en la batalla, de Agustín Díaz Yanes (Espanha)

NEW DIRECTORS

Aldığımız Nefes, de Seyhmus Altun (Turquia/Dinamarca)
Aro berria, de Irati Gorostidi Agirretxe (Espanha)
Bad Apples, de Jonatan Etzler (Reino Unido)
Chhora Jastai, de Tribeny Rai (Índia/Coreia do Sul)
Chuzhie zemli, de Anton Yarush e Sergey Borovkov (Rússia)
La lucha, de José Alayón (Espanha/Colômbia)
Nan fang shi guang, de Tsao Shih-Han (Taiwan)
Ni de yan jing bi tai yang ming liang, de Zhang Zhongchen (China)
Shiro no kajitsu, de Yukari Sakamoto (Japão)
Si no ardemos, cómo iluminar la noche, de Kim Torres (Costa Rica/México/França)
The Son and the Sea, de Stroma Cairns (Reino Unido)
Vaegtloes, de Emilie Thalund (Dinamarca)
Värn, de John Skoog (Suécia/Dinamarca/Holanda/Polônia/Finlândia)

HORIZONTES LATINOS

Cobre, de Nicolás Pereda (México/Canadá)
Cuerpo celeste, de Nayra Ilic García (Chile/Itália)
Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes (Brasil)
El mensaje, de Iván Fund (Argentina/Espanha/Uruguai)
Hiedra, de Ana Cristina Barragán (Equador/México/França/Espanha)
Hijo mayor, de Cecilia Kang (Argentina/França)
La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Bélgica/Espanha)
Limpia, de Dominga Sotomayor (Chile)
Nuestra tierra, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)
Olmo, de Fernando Eimbcke (EUA/México)
Un cabo suelto, de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)
Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)

ZABALTEGI-TABAKALERA

Bajo las banderas, el sol, de Juanjo Pereira (Paraguai/Argentina/EUA/França/Alemanha)
Bariazioak (Variaciones), de Lur Olaizola Lizarralde (Espanha)
Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)
Dieu est timide, de Jocelyn Charles (França)
Duas vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques (Portugal)
El último arrebato, de Marta Medina e Enrique López Lavigne (Espanha)
Estrany riu (Extraño río), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Fiume o morte!, de Igor Bezinović (Croácia/Itália/Eslovênia)
Jóhanna af Örk, de Hlynur Pálmason (Islândia/Dinamarca/França)
Kota, de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria)
La felicidad, de Paz Encina (Paraguai)
La grève, de Gabrielle Stemmer (França)
La tour de glace, de Lucile Hadzihalilovic (França/Alemanha)
Lurker, de Alex Russell (EUA)
Miharashi sedai, de Yuiga Danzuka (Japão)
No One Knows, de Bo Hanxiong (China)
Schwesterherz (La buena hermana), de Sarah Miro Fischer (Alemanha/Espanha)
Siempre es de noche, de Luis Ortega (Argentina)
Sol menor, de André Silva Santos (Portugal)
Tabi to hibi, de Sho Miyake (Japão)
The Spectacle, de Bálint Kenyeres (Hungria/França)
Una película de miedo, de Sergio Oksman (Espanha/Portugal)
Urchin, de Harris Dickinson (Reino Unido)

PERLAK

Affeksjonverdi (Sentimental Value), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha)
Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)
Ástin sem eftir er, de Hlynur Pálmason (Islândia/Dinamarca/Suécia/França)
Bugonia, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido)
Ciudad sin sueño, de Guillermo Galoe (Espanha/França)
Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália)
L’étranger, de François Ozon (França)
La grazia, de Paolo Sorrentino (Itália)
Le mage du Kremlin, de Olivier Assayas (França)
Mamlaket al-Qasab, de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Qatar)
Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França)
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)
Orwell: 2+2=5, de Raoul Peck (França/EUA)
The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
Un simple accident, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo)
Vie privée, de Rebecca Zlotowski (França)

NEST

A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes (Espanha/Portugal)
Ako počúvať fontány, de Eva Sajanová (Eslováquia)
Casa chica, de Lau Charles (México)
DARU/N, de Benjamin Hindrichs (Alemanha)
Habitat Hotel, de Marina Xarri (EUA/França)
Le continent somnambule, de Jules Vésigot-Wahl (França)
Ma mère dort, de Moana Son (Bélgica)
Maman danse, de Mégane Brügger (Suíça)
Ndhuk, de Hui Yin Koo (Malásia)
Only Making Out, de Marlon Weber (Alemanha)
So ist das Leben und nicht anders, de Lenia Friedrich (Alemanha)
Tem letom ja postupil, de Aleksandr Belov (Suécia)
The Old Bull Knows, Or Once Knew, de Milan Kumar (Índia)
When the Geese Flew, de Arthur Gay (Nova Zelândia)

MADE IN SPAIN

¡Caigan las rosas blancas!, de Albertina Carri (Argentina/Brasil/Espanha)
8, de Julio Medem (Espanha)
Abril, hoy no es invierno, de Mabel Lozano (Espanha)
Almudena, de Azucena Rodríguez (Espanha)
Amanece en Samaná, de Rafa Cortés (Espanha/República Dominicana)
En la alcoba del sultán, de Javier Rebollo (Espanha/França/Tunísia)
En silencio, de Sara Sálamo (Espanha)
Fragmentos, de Horacio Alcalá (Espanha)
L’edat imminent, de Col·lectiu Vigília (Espanha)
La buena letra, de Celia Rico Clavellino (Espanha)
La furia, de Gemma Blasco (Espanha)
La infiltrada, de Arantxa Echevarría (Espanha)
La Terra Negra, de Alberto Morais (Espanha/Panamá)
Las delicias del jardín, de Fernando Colomo (Espanha)
Los Tortuga, de Belén Funes (Espanha/Chile)
Mi amiga Eva, de Cesc Gay (Espanha)
Miss Carbón, de Agustina Macri (Espanha/Argentina)
Molt lluny, de Gerard Oms (Espanha/Holanda)
Nosotros, de Helena Taberna (Espanha)
Romería, de Carla Simón (Espanha)
San Simón, de Miguel Ángel Delgado (Espanha/Portugal)
Sirāt, de Oliver Laxe (Espanha/França)
Sorda, de Eva Libertad (Espanha)
The Designer Is Dead, de Gonzalo Hergueta (Espanha/EUA)
The Sleeper. El Caravaggio Perdido, de Álvaro Longoria (Espanha/Itália)
Todo lo que no sé, de Ana Lambarri Tellaeche (Espanha)
Un hombre libre, de Laura Hojman (Espanha)
Una quinta portuguesa, de Avelina Prat (Espanha/Portugal)

VELÓDROMO

Go!azen, de Itziar Gomez Sarasola (Espanha)
Hasta que me quede sin voz, de Mario Forniés e Lucas Nolla (Espanha)
Rondallas, de Daniel Sánchez Arévalo (Espanha)

XIII PRÊMIO SEBASTIANE LATINO

Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (Brasil)
La misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Bélgica/Espanha)
Llueve sobre Babel, de Gala del Sol (Colômbia/EUA/Espanha)
Los inocentes, de Germán Tejada (México)
Un mundo para mí, de Alejandro Zuno (México)

Fotos: Divulgação/Victor Jucá.

O Último Azul

por: Cinevitor

Direção: Gabriel Mascaro

Elenco: Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Adanilo, Miriam Socarrás, Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz, Isadora Gibson.

Ano: 2025

Sinopse: Tereza tem 77 anos, mora numa cidade industrializada na Amazônia e é convocada oficialmente pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional compulsória. Lá, os idosos desfrutam de seus últimos anos de vida, enquanto a juventude produtiva do país trabalha sem se preocupar com os mais velhos. Antes do exílio forçado, ela embarca numa jornada pelos rios e afluentes da região para realizar um último desejo, algo que pode mudar seu rumo para sempre.

*Clique aqui e assista ao nosso programa especial sobre o filme com entrevistas com o diretor Gabriel Mascaro e com a protagonista Denise Weinberg; e clique aqui e assista ao bate-papo com o ator Rodrigo Santoro

*Filme visto no 53º Festival de Cinema de Gramado

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #486: Entrevista com Bella Campos e Xamã | Cinco Tipos de Medo | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Bella Campos e Xamã: estreia nas telonas

Consagrado na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com quatro kikitos, entre eles, o de melhor filme, Cinco Tipos de Medo, dirigido por Bruno Bini, fez história ao ser o primeiro longa-metragem de Mato Grosso a participar e ser premiado no evento gaúcho.

A produção marca a estreia de Bella Campos e do rapper Xamã nos cinemas. Além disso, também apresenta como protagonistas João Vitor Silva, Rui Ricardo Diaz e Barbara Colen. O quinteto estrela uma trama inspirada em um caso verídico, ocorrido na periferia de Cuiabá, levando para as telonas uma história eletrizante que mistura tensão, afeto e escolhas morais; tudo ambientado em um Brasil que raramente é representado no audiovisual.

A narrativa apresenta Bella no papel de Marlene, uma enfermeira cuja vida é observada de perto e controlada pelo traficante Sapinho, interpretado por Xamã, com quem manteve relações. Depois de reencontrar um antigo paciente, Murilo, vivido por João Vitor Silva, Marlene teme que a nova paixão tenha consequências fatais. Apesar de liderar o movimento do crime local, Sapinho é considerado o responsável pela segurança da comunidade. A história é baseada em um episódio real, quando moradores do bairro do Jardim Novo Colorado se uniram para pagar a fiança do líder do tráfico, temendo que sua ausência deixasse o bairro vulnerável à violência de outras facções. Produzido pela mato-grossense Plano B Filmes e pela gaúcha Druzina Content, em coprodução com a Quanta, Cinco Tipos de Medo tem distribuição da Downtown Filmes.

Rodado em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, no estado de Mato Grosso, o filme envolveu mais de 180 profissionais, de nove estados brasileiros. Bruno Bini, que lançou o longa Loop no Festival de Brasília, em 2019, voltou a Gramado depois de ter participado em 2015 com o curta-metragem S2.

Bella Campos retornou à sua terra natal para as filmagens do longa, o que lhe proporcionou também uma experiência de reconexão com as suas raízes. Já Xamã, no papel de Sapinho, viu no projeto um gesto de transformação e Barbara Colen, que se destacou em Bacurau, disse que foi uma experiência visceral.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Bella Campos e Xamã no dia seguinte à exibição no Palácio dos Festivais. No bate-papo, Bella falou com orgulho de sua trajetória como uma atriz cuiabana e de sua estreia nas telonas; e destacou também sua personagem Maria de Fátima, sucesso na novela Vale Tudo, da Rede Globo. Xamã, que levou o kikito de melhor ator coadjuvante, se revelou um cinéfilo da época das locadoras, falou da relação entre música e cinema, destacou a repercussão do público no festival e também de sua estreia nas telonas.

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Foto: Gustavo Lima. 

CINEVITOR #485: Entrevista com Gabriel Mascaro e Denise Weinberg | O Último Azul | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em cena: protagonista

Depois de abrir a 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro, de Ventos de Agosto, Boi Neon e Divino Amor, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 28/08. 

O longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, e rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, que foi homenageado em Gramado, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Gabriel Mascaro e com a protagonista Denise Weinberg no dia seguinte à exibição no Festival de Gramado. No bate-papo, falaram sobre entrosamento do elenco e preparação, o encontro dos cinemas do Norte e Nordeste, carreira internacional do longa, expectativas para o lançamento e enalteceram o atual momento do cinema brasileiro.

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Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

8ª Poesia na Tela – Mostra Audiovisual de Tabira: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta cearense Faísca, de Bárbara Matias Kariri

A oitava edição da Poesia na Tela – Mostra Audiovisual de Tabira acontecerá entre os dia e 5 de setembro no Sertão Pernambucano com programação gratuita e diversa, com exibições de filmes, oficinas, lançamentos de livros, mesa de glosa feminina e ações ambientais.

Além de Tabira, escolas e praças dos distritos de Borborema e Brejinho também recebem ações, ampliando o acesso e celebrando a cultura no Sertão do Pajeú. Este ano, além do foco na produção audiovisual da região, a mostra celebra seu compromisso com a diversidade, a partir de mostras temáticas em parceria com Recifest, Mostra Mulher de Cinema, Cine Comunaty – Mostra de Cinema Indígena e o Festival Polo Sur Latinoamericano

Criada em 2014, a Poesia na Tela nasceu como uma celebração, através do audiovisual, da cultura e da tradição poética do Sertão do Pajeú. Ao longo dos anos, o projeto vem evidenciando a pluralidade da produção local, sempre em diálogo, também, com as criações de outros locais de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do mundo. Nesta oitava edição, a cidade de Tabira e distritos de sua Zona Rural recebem filmes de animação, documentários, ficção e outros gêneros.

“Quando idealizamos a mostra, buscávamos obras que retratavam vidas e obras de poetas aqui do Sertão do Pajeú, essas pessoas eram personagens. Hoje, graças aos incentivos públicos, editais vemos um número crescente de diretoras e diretores contando suas próprias histórias e isso nos impulsiona mais e mais a contribuir com o cenário”, afirma Devyd Santos, diretor artístico da Poesia na Tela.

Com destaque para o cinema produzido por mulheres, a edição celebra ainda a produção indígena, LGBTQIAPN+, da região do Pajeú e latino-americana, com curadorias especiais e uma mostra dedicada à LPG Pajeú e uma Sessão Especial. As mostras especiais serão exibidas em escolas, convidando os alunos ao debate e à reflexão.

O protagonismo e a visibilidade das mulheres é um eixo fundamental do projeto, tanto nos filmes quanto nas ações paralelas, como a mesa de glosa formada por mulheres, que historicamente eram excluídas da prática tradicional do Sertão do Pajeú. A iniciativa se mantém esse ano, reunindo poetisas para a criação de versos no improviso. Também mantendo seu compromisso com a conscientização ambiental, será realizada a ação Viveiro Itinerante, em parceria com S.O.S Poço Escrito, voltada para o reflorestamento da região.

Cena do curta Safo, de Rosana Urbes

Neste ano, a mostra homenageia Bruna Tavares (PE) e Rosana Urbes (SP). A cerimônia acontecerá no dia 5 de setembro, na noite de encerramento do projeto, em Tabira, e contará também com a exibição de curtas-metragens das realizadoras.

Bruna Tavares é produtora, curadora, roteirista e realizadora audiovisual. Diretora de Produção na Pajeú Filmes, integrante do Coletivo CineRuaPE e programadora do Cine São José, em Afogados da Ingazeira, dirigiu os curtas Carta para o Futuro (2020), Novo Mundo (2020), Carol (2024) e Salam (2025). É também diretora de produção da Mostra Pajeú de Cinema.

Rosana Urbes é diretora, animadora, ilustradora e storyboard artist. Desenvolve filmes de animação, livros e oficinas em sua produtora Planta Filmes, em São Paulo.  Dirigiu e animou Guida, vencedor de 70 prêmios nacionais e internacionais. Trabalhou em filmes como Mulan, Tarzan e Lilo & Stitch nos estúdios Disney. A produtora está em fase de desenvolvimento do longa de animação Nina, com apoio da Spcine e distribuição do curta-metragem Safo, com apoio do BNDES.

Dentro da programação da 8ª Poesia na Tela serão realizadas a oficina Outros sertões e o minuto, com Mila Nascimento, Uilma Queiroz e Alexandre Nascimento, e a atividade formativa O Cordel como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil, com Dulce Lima.

As homenageadas Bruna Tavares e Rosana Urbes irão ministrar, respectivamente, as masterclasses Cinema e História e Poesia Animada. Jefferson Sousa, jornalista e cineasta, também apresentará o jogo de ficção educativa sobre a história da poesia do Pajeú, intitulado As Aventuras do Pajeú Encantado. A mostra também sedia os lançamentos de três livros: Celeste Vidal: uma vida na ditadura militar brasileira, de Genildo Santana; Imagens de uma busca de si, organizado por Márcio Andrade; e Virada num mói de cuento, de Dayane Rocha.

Conheça os filmes selecionados para a 8ª Poesia na Tela:

SESSÃO INTERNACIONAL | Festival Polo Sur Latinoamericano

Estrellas Del Desierto, de Katherina Harder Sacre (Chile)
La Voz del huito, de Rita Sánchez Joaquina Izaguirre e Mara Corrales (Peru)
Un Cuarto de Bagagem, de Daniela Cuenca (Equador)

SESSÃO CINE COMUNATY

Encantarias do Sertão: Kaipora, de Seté Payayá (BA)
Faísca, de Bárbara Matias Kariri (CE)  
Javyju, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)

SESSÃO ESPECIAL

Carta para o Futuro, de Bruna Tavares e William Tenório (PE) 
Celeste Vidal: Metade Sol, Metade Sombra, de Maria Ruana Xavier (PE) 
Derlon: Uma Experiência visual, de Direção Coletiva (PE)
Guida, de Rosana Urbes (SP)
Moagem, de Odília Nunes (PE)
O Bem Virá, de Uilma Queiroz (PE)
O Globo Ativo, de José Ivan Dias (PE)
Reisado Domingos Amaro, de Dayane Rocha (PE)
Un Cuarto de Bagagem, de Daniela Cuenca (Equador)
Viva o Outro Mundo, de Katia Mesel (PE)  

SESSÃO RECIFEST

Crescer Onde Nasce o Sol, de Xulia Doxáqui (PE)
Iara, de Erika P. dos Santos e Cássio P. dos Santos (MG)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)

SESSÃO MOSTRA MULHER NO CINEMA

Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
Céu, de Valtyennya Pires (PB)
Neide, de Gabrielle Nunes (SP)
Wadja, de Narriman Kauane (PE)

SESSÃO ESPECIAL | LPG PAJEÚ

A Ponte, de Richard Soares (Afogados da Ingazeira)
A Torre de Itapetim, de Jefferson Souza (Itapetim) 
Cinza, de Direção Coletiva (Tabira)
Corpo Seco, de Flávio Rocha (Tuparetama) 
É Cantando que Eu me Liberto, de Talitha Farias (Triunfo)
Mistérios do Poço Escrito, de José Ivan Dias (Tabira) 
Um Balé de Raízes, de Diogo Marques (Tabira) 
Uma Passagem de Lua, de Kauã Silva (Tabira)

SESSÃO HOMENAGEM

Carol, de Bruna Tavares (PE)
Guida, de Rosana Urbes (SP)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Salam, de Bruna Tavares (PE)

Fotos: Divulgação.

Conheça os vencedores do 53º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Equipe do longa Papagaios no palco: quatro kikitos 

Foram anunciados neste sábado, 23/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que reuniu cineastas, artistas, jornalistas, estudantes e um público estimado em 40 mil pessoas ao longo de onze dias de evento. 

O maior festival de cinema do Brasil exibiu 74 filmes, entre curtas e longas-metragens, com destaque para as cinco mostras competitivas, além de produções universitárias, títulos fora de competição, pré-estreia de série e sessões especiais. Ao todo foram entregues 52 prêmios, sendo 40 kikitos. Com Marla Martins e Roger Lerina como mestres de cerimônia, a premiação teve transmissão ao vivo para todo o país no Canal Brasil, na TVE e no YouTube do festival.

O grande vencedor deste ano foi Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, que levou para casa quatro kikitos: melhor filme pelo Júri Oficial, melhor roteiro, melhor montagem e melhor ator coadjuvante para Xamã. O longa, o primeiro de Mato Grosso a ser exibido e premiado no festival, conta a história de cinco vidas que se conectam. Murilo, um jovem músico em luto, que se envolve com Marlene, enfermeira presa a um relacionamento abusivo com um traficante. Suas histórias cruzam as de Luciana, policial movida por vingança, e Ivan, advogado com intenções ocultas. 

A cineasta Laís Melo venceu o prêmio de melhor direção pelo paranaense , longa que também conquistou a estatueta de melhor fotografia e foi eleito o melhor longa-metragem brasileiro pelo Júri da Crítica. Já Papagaios, de Douglas Soares, conquistou o prêmio de melhor longa-metragem brasileiro pelo Júri Popular e também venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor desenho de som e melhor ator para Gero Camilo. O kikito de melhor atriz foi para Malu Galli, por Querido Mundo, de Miguel Falabella.

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, garantiu os prêmios de melhor atriz coadjuvante para Aline Marta Maria e melhor trilha musical para Alekos Vuskovic, além do Prêmio Especial do Júri. Já Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco, recebeu uma Menção Honrosa.

Na mostra competitiva de documentários, o grande vencedor foi o filme potiguar Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira. O documentário acompanha o início dos anos 1960 quando Paulo Freire liderou um projeto experimental no nordeste do Brasil permitindo que centenas de adultos lessem, escrevessem e votassem. A agitação política levou ao exílio de Freire, durante o qual ele se tornou um ícone global promovendo a democracia por meio da educação. O longa-metragem Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, conquistou uma Menção Honrosa.

Xamã, Bruno Bini e Luciana Druzina do longa Cinco Tipos de Medo

O Júri Oficial de longas-metragens de ficção foi composto pelo ator Edson Celulari, pela atriz Isabel Fillardis e pelos cineastas Sérgio Rezende, Fernanda Lomba e Petrus Cariry. Já na mostra de longas documentais, o professor e realizador Bertrand Lira, o ator Marcos Breda e a jornalista e cineasta Thais Fernandes formaram o júri

O Júri da Crítica, formado por profissionais integrantes da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, e da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foi composto por Arthur Gadelha (CE), Cristian Verardi (RS), Ivana Silva (RS), Paulo Henrique Silva (MG) e Raquel Carneiro (SP).

A programação do 53º Festival de Cinema de Gramado também promoveu a formação de novos talentos, com a estreia da 1ª Mostra Nacional de Cinema Estudantil e a tradicional Mostra Educavídeo, reunindo produções de estudantes do ensino fundamental, médio e superior. Paralelamente, o Conexões Gramado Film Market fortaleceu o mercado audiovisual por meio de painéis, encontros de negócios, debates e mostras universitárias. Atividades voltadas para crianças, como a Sessão Infantil e o projeto Cinema nos Bairros, ampliaram o acesso do público à tela grande.

O festival foi marcado por homenagens a grandes nomes do cinema brasileiro: Rodrigo Santoro recebeu o Kikito de Cristal; Mariza Leão foi laureada com o Troféu Eduardo Abelin; e a consagrada atriz paraibana Marcélia Cartaxo foi honrada com o Troféu Oscarito. A cerimônia de abertura contou com a Orquestra Sinfônica de Gramado e a exibição do premiado longa O Último Azul, de Gabriel Mascaro, enquanto a programação competitiva reuniu estreias de grandes longas nacionais.

Com uma programação diversa, o evento celebrou a produção audiovisual brasileira e gaúcha. A curadoria, assinada por Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario, reforçou o festival como a primeira janela para importantes lançamentos do cinema brasileiro. O evento reafirmou seu papel como um dos mais importantes palcos do audiovisual na América Latina e de maior festival de cinema do Brasil. A premiação dos longas-metragens gaúchos e dos curtas-metragens brasileiros foi na sexta-feira, 22/08, e a dos curtas gaúchos no dia 17/08. Além disso, o Festival de Cinema de Gramado confirmou a data de sua 54ª edição: entre os dias 12 e 22 de agosto de 2026.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Gramado 2025:

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini (MT)
Melhor Filme | Júri Popular: Papagaios, de Douglas Soares (RJ)
Melhor Filme | Júri da Crítica: , de Laís Melo (PR)
Prêmio Especial do Júri: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Melhor Direção: Laís Melo, por
Melhor Atriz: Malu Galli, por Querido Mundo
Melhor Ator: Gero Camilo, por Papagaios
Melhor Atriz Coadjuvante: Aline Marta Maia, por A Natureza das Coisas Invisíveis
Melhor Ator Coadjuvante: Xamã, por Cinco Tipos de Medo
Melhor Roteiro: Cinco Tipos de Medo, escrito por Bruno Bini
Melhor Fotografia: , por Renata Corrêa
Melhor Montagem: Cinco Tipos de Medo, por Bruno Bini
Melhor Trilha Musical: A Natureza das Coisas Invisíveis, por Alekos Vuskovic
Melhor Direção de Arte: Papagaios, por Elsa Romero
Melhor Desenho de Som: Papagaios, por Bernardo Uzeda, Thiago Sobral e Damião Lopes
Menção Honrosa: Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco (SP)

LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS

Melhor Filme: Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (RN)
Menção Honrosa: Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)

Fotos: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.