Neste ano, o Júri Oficial foi presidido pelo cineasta espanhol J.A. Bayona, que já foi premiado no festival com Sete Minutos Depois da Meia-Noite e A Sociedade da Neve. O time contou também com: Laura Carreira, cineasta portuguesa; Gia Coppola, diretora e roteirista estadunidense; Zhou Dongyu, atriz chinesa; Lali Espósito, atriz e cantora argentina; Mark Strong, ator britânico; e Anne-Dominique Toussaint, produtora francesa.
Além disso, o cinema brasileiro marcou presença com diversos títulos, entre eles, Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, na mostra Horizontes Latinos, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Neste ano, a atriz Jennifer Lawrence foi homenageada com o Prêmio Donostia.
O Brasil também se destacou no Foro de Coproducción de Documentales Lau Haizetara, no qual projetos são apresentados em busca de potenciais parceiros para completarem seu financiamento e melhorarem seu acesso no mercado internacional. O título Mariana x BHP, de Renan Flumian, produzido pela Droma Productions e Quijote Films, uma coprodução entre Brasil e Chile, recebeu o Prêmio Music Library & SFX.
Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2025:
CONCHA DE OURO | MELHOR FILME Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)
CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO Joachim Lafosse, por Six jours ce printemps-là
CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO José Ramón Soroiz, por Maspalomas Zhao Xiaohong, por Jianyu laide mama
CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE Camila Plaate, por Belén
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Historias del buen valle, de José Luis Guerin (Espanha/França)
PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO Six jours ce printemps-là, escrito por Joachim Lafosse, Chloé Duponchelle e Paul Ismaël
PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA Los Tigres, por Pau Esteve
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO NEW DIRECTORS Melhor Filme: Vaegtloes, de Emilie Thalund (Dinamarca) Menção Especial: Aro berria, de Irati Gorostidi Agirretxe (Espanha)
PRÊMIO HORIZONTES Melhor Filme: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Menção Especial: Hiedra, de Ana Cristina Barragán (Equador/México/França/Espanha) e Un cabo suelto, de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)
PRÊMIO ZABALTEGI-TABAKALERA Melhor Filme: La tour de glace, de Lucile Hadzihalilovic (França/Alemanha) e Duas vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques (Portugal) Menção Especial: Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)
JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CIUDAD DE DONOSTIA The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CIUDAD DE DONOSTIA Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)
PRÊMIO FIPRESCI Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)
PRÊMIO SIGNIS Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)
PRÊMIO SEBASTIANE 2025 Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)
*Clique aqui e confira a lista completa com os premiados em outras categorias paralelas
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 49ª edição, que acontecerá entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor.
Neste ano, o longa-metragem Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, vai abrir a 49ª edição. A cerimônia de abertura acontecerá na Sala São Paulo, na Praça Júlio Prestes, com apresentação de Renata de Almeida e Serginho Groisman. O evento contará com a presença de profissionais do setor audiovisual, autoridades e patrocinadores. As atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, que atuam no filme, também estarão presentes na sessão especial.
A produção, distribuída no Brasil pela Retrato Filmes, acompanha um pai e um filho que chegam a uma rave nas montanhas do Marrocos. Ambos estão em busca de Mar, filha e irmã, que desapareceu meses antes em uma dessas festas intermináveis. Cercados por música eletrônica e por uma sensação crua e desconhecida de liberdade, eles saem distribuindo a foto da jovem. A esperança vai se apagando, mas os dois persistem e seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto. À medida que avançam por um cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar os próprios limites.
Vale destacar que Sirât foi escolhido pela Espanha para disputar uma vaga no Oscar 2026 na categoria de melhor filme internacional. O diretor Oliver Laxe nasceu na França em 1982 em uma família de imigrantes espanhóis. Os longas anteriores do cineasta foram exibidos na Mostra: Todos são Capitães (2010), na 34ª edição; Mimosas (2016), na 40ª edição; e O que Arde (2019), na 43ª edição. Além da sessão de abertura, Sirât terá exibições comerciais durante o festival.
Outro destaque internacional da programação é Bugonia, do diretor grego Yorgos Lanthimos. Distribuída no Brasil pela Universal Pictures, a obra estreou mundialmente na competição do Festival de Veneza e acompanha dois jovens obcecados por teorias da conspiração que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena prestes a destruir o planeta Terra. No elenco estão Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbis, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.
A 49ª Mostra de São Paulo amplia sua programação com a exibição dos novos trabalhos de dois realizadores contemporâneos fundamentais, reforçando o papel do evento como ponto de encontro de diferentes cinematografias e olhares artísticos: Richard Linklater e Radu Jude.
Em Nouvelle Vague, exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián, Linklater homenageia Jean-Luc Godard e o movimento cinematográfico francês, recriando o processo de filmagem de Acossado (1960) no mesmo espírito inventivo que revolucionou o cinema. O longa será distribuído no Brasil pela Mares Filmes em parceria com a Alpha Filmes. Já em Blue Moon, Linklater retorna ao cinema de personagens em crise existencial, construindo um retrato do compositor Lorenz Hart (Ethan Hawke), da dupla Rodgers & Hart, em uma noite de 1943 marcada pelo contraste entre a glória de Richard Rodgers (Andrew Scott) e a derrocada pessoal de seu antigo parceiro artístico. Pela interpretação, Scottvenceu o prêmio de melhor ator coadjuvante do Festival de Berlim; a Sony é a distribuidora do filme no Brasil.
Jesse Plemons em Bugonia, de Yorgos Lanthimos
A Mostra também apresentará Dracula, do romeno Radu Jude, considerado um dos realizadores mais instigantes do cinema europeu atual. Dono de uma obra que articula experimentação estética e crítica social, ele coleciona prêmios em festivais internacionais. No longa, que estreou no Festival de Locarno, com produção da brasileira RT Features e da Saga Film, o cineasta revisita o mito do Drácula em uma colagem radical, que combina caça a vampiros, zumbis, ficção científica e histórias kitsch geradas por inteligência artificial. Ao mesclar gêneros e linguagens, Jude transforma uma das figuras mais icônicas do imaginário popular em ponto de partida para refletir sobre política, cultura e a própria história do cinema.
O outro título do diretor na Mostra, Kontinental ’25, também produzido pela RT e pela Saga, ganhou o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim. O filme acompanha Orsolya, oficial de justiça em Cluj, principal cidade da Transilvânia, que precisa desalojar um homem em situação de rua. Um acontecimento inesperado desencadeia um dilema moral que orienta o desenvolvimento da trama.
Outra novidade anunciada na Mostra SP: o cartaz conta com arte criada pelo escritor português Valter Hugo Mãe, autor de títulos célebres da literatura contemporânea como A Máquina de Fazer Espanhóis, O Filho de Mil Homens, A Desumanização e Homens Imprudentemente Poéticos (clique aqui e confira). Também artista plástico, Valter tem um trabalho visual que dialoga com o que escreve: é detalhista, cheio de repetições gráficas, obsessões e gestos quase caligráficos que lembram a sua cadência textual. Em desenhos e pinturas, ele explora linhas sinuosas, padrões acumulativos e imagens que evocam tanto o orgânico (plantas, corpos, cabelos, ondas) quanto o imaginário (criaturas, olhos, símbolos).
Renata de Almeida, diretora da Mostra, conta que ao ver o pôster pela primeira vez, de cara, pensou no processo curatorial: “Pensei no trabalho de curadoria como um mar de filmes com algumas pérolas. Porque é justamente esse o trabalho de curadoria que um festival como a Mostra faz”.
A 49ª edição da Mostra também vai exibir De Lugar Nenhum, realizado por Miguel Gonçalves Mendes (conhecido por filmes documentais como José e Pilar, de 2010, e O Sentido da Vida, de 2022), documentário que faz um retrato delicado de Valter Hugo Mãe. O longa-metragem foi filmado durante sete anos e acompanha os processos criativo e de escrita do livro A Desumanização, cuja história se passa na Islândia; Macau, Brasil e Portugal também são cenários da obra, que conta com participações especiais como Dona Antónia, mãe de Valter, e a cartunista Laerte.
Para celebrar Valter Hugo Mãe, a 49ª Mostra ainda vai exibir o longa-metragem O Filho de Mil Homens, da Netflix. Com direção de Daniel Rezende, de Bingo: O Rei das Manhãs e Turma da Mônica: Laços, e protagonizado por Rodrigo Santoro, o filme é uma adaptação do best-seller homônimo do português lançado em 2011 e a primeira obra do autor a ser adaptada para o cinema. A história acompanha Crisóstomo (Santoro), um pescador solitário que sonha em ter um filho. A vida desse homem muda quando ele encontra Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que decide acolher. Em uma tentativa de fugir da própria dor, Isaura (Rebeca Jamir) cruza o caminho dos dois, e, em seguida, Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, também se conecta a eles. Juntos, os quatro aprendem o significado de família e o propósito de compartilhar a vida.
A programação da 49ª Mostra segue com filmes inéditos no Brasil, muitos deles premiados nos principais festivais cinematográficos internacionais. Entre as obras já confirmadas para esta edição estão: Sound of Falling, de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes e selecionado pela Alemanha para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional; Living the Land, de Meng Huo, que venceu o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim; Urchin, ganhador do prêmio de melhor ator para Frank Dillane da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, além do Prêmio da Crítica (a produção marca a estreia na direção do ator Harris Dickinson, de Babygirl e Triângulo da Tristeza); Eddington, dirigido por Ari Aster, que foi exibido na Competição Oficial de Cannes e conta com Joaquin Phoenix, Pedro Pascal e Emma Stone no elenco; e La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, que levou o prêmio de melhor atriz para Nadia Melliti no Festival de Cannes, além da Palma Queer.
Josh O’Connor e Paul Mescal em A História do Som
Também integram a programação: No Other Choice (Eojjeol suga eopda), de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto; A História do Som (The History of Sound), de Oliver Hermanus, com Paul Mescal e Josh O’Connor, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Mirrors No. 3, novo trabalho do cineasta alemão Christian Petzold, exibido na Quinzena de Cineastas; Dead Souls, de Alex Cox; Eleanor the Great, exibido na mostra Un Certain Regard em Cannes, que marca a estreia da atriz Scarlett Johansson na direção, e conta com June Squibb como protagonista; Atropia, de Hailey Gates, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance; Dry Leaf, de Aleksandre Koberidze, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Locarno; It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugas, exibido no Festival de Veneza na mostra Venezia Spotlight e no Festival de Toronto; Palestine 36, de Annemarie Jacir, com Jeremy Irons no elenco; The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi, vencedor do prêmio Caméra d’Or em Cannes; e o romance White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter, premiado nos festivais de Berlim, Locarno e Sarajevo.
Como era de se esperar, a seleção da Mostra também inclui a preservação de grandes obras do cinema por meio de restaurações. Com o apoio de novas tecnologias, o evento preserva a longevidade desses filmes e mantém inúmeras memórias vivas. As obras são: Queen Kelly, de Erich von Stroheim, com Gloria Swanson no elenco; Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira; Crônica dos Anos de Fogo, de Mohammed Lakhdar-Hamina; Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Sholay, de Ramesh Sippy; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.
A programação documental da 49ª Mostra de São Paulo começa a ganhar forma com os primeiros títulos anunciados, entre eles: Ancestral Visions of the Future, de Lemohang Jeremiah Mosese, exibido na Berlinale; Back Home, de Tsai Ming-liang, que passou pelo Festival de Veneza; Director’s Diary (Zapisnaya knizhka rezhissera), de Aleksandr Sokurov, também exibido em Veneza; Fiume o morte!, de Igor Bezinovic, grande vencedor do Tiger Award e do Prêmio FIPRESCI no Festival de Roterdã e exibido em San Sebastián; Seeds, de Brittany Shyne, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance e exibido no Festival de Guadalajara; e Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi, vencedor do Prêmio Especial do Júri em Veneza.
Além disso, a Mostra de São Paulo 2025 celebra a trajetória de Charlie Kaufman, roteirista de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, que será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff. E mais: a exibição de seu novo curta-metragem, How to Shoot a Ghost, protagonizado por Jessie Buckley e Josef Akiki, está confirmada na programação e Kaufman participará de uma masterclass durante o festival.
A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também anunciou a segunda edição da Mostrinha, programa dedicado à infância e à juventude com o objetivo de aproximar crianças e adolescentes do cinema, formando uma nova geração de espectadores. A produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a seção voltada ao público infantojuvenil, com uma exibição especial na Sala São Paulo no dia 16 de outubro. Inspirado na série de livros de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar em uma viagem com Breno e o gato Samba pela floresta amazônica, onde eles fazem novos amigos, Maiara e Bira, e vivem várias aventuras. Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde e Thúlio Naab dão vida às crianças. No elenco adulto estão Nanda Costa, Marcelo Adnet, Emílio Dantas e Babu Santana.
Entre os longas-metragens internacionais estão o francês Maya, Me Dê um Título, que o cineasta Michel Gondry fez para a filha. Na obra animada, Maya e o pai, Michel, vivem em países diferentes. Para manter o contato, todas as noites o pai pede à garota: “Maya, me dê um título”. A partir da resposta, ele cria uma pequena animação em que Maya é a heroína. E também Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini, animação franco-canadense sobre a infância da artista plástica Frida Kahlo. A Mostrinha terá ainda um programa especial de curtas-metragens portugueses e britânicos.
Integram a programação da Mostrinha os títulos nacionais inéditos no país: D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, em que os aventureiros Detetives do Prédio Azul encaram mais uma grandiosa missão; e Colegas e o Herdeiro, de Marcelo Galvão, sequência do sucesso Colegas (2012) que segue um grupo de amigos com Síndrome de Down.
Cena da animação Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini
Os brasileiros Criaturas: Uma Aventura entre Dois Mundos, de Juarez Precioso, que acompanha Stela, uma garota que só acredita no que pode ver, ou nem nisso, e Miguel, o irmão, que acredita em tudo, principalmente no que não existe; Papaya, de Priscilla Kellen, animação sobre uma pequena semente de mamão; e Aventuras de Makunáima: Histórias Encantadas da Amazônia, de Chico Faganello, mistura de ficção com documentário sobre Makunáima, que se transforma em bicho e reencontra narrativas ancestrais vivenciadas por crianças; também serão exibidos.
A 2ª Mostrinhahomenageia o quadrinista Mauricio de Sousa, que assina o pôster da edição (clique aqui e confira), com a apresentação das obras: Turma da Mônica: Laços (2019), de Daniel Rezende, e Origens (2024), de Rezende e Marina Maria Iorio; além de Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025), de Fernando Fraiha e da cinebiografia inédita do criador dos moradores do bairro do Limoeiro, Mauricio de Sousa: O Filme, de Pedro Vasconcelos e Rafael Salgado. Sousa receberá da 49ª Mostra o Prêmio Leon Cakoff, que reconhece personalidades da cultura e do mercado audiovisual.
O mineiro A Família Dionti (2017), de Alan Minas, que narra as saudades e os amores do garotinho Kelton (Murilo Quirino), e a animação mexicana Viagem Gelada: O Resgate do Urso Polar (2022), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva Palacio Alatriste, sobre a missão de Toto, que deve devolver um filhote órfão de urso polar ao seu habitat natural, integram a programação.
Sobre o circuito exibidor desta 49ª edição: onze endereços abrigarão as sessões pagas do evento, totalizando 18 salas. Entre elas estão: Cine Segall, localizado no Museu Lasar Segall; Cinesala; a Sala Petrobras na Mostra e as duas salas da Cinemateca Brasileira; quatro salas do Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta; duas salas do Multiplex Marabá e do Reserva Cultural; CineSesc; IMS Paulista; Sato Cinema; Cine Satyros Bijou; e Cultura Artística.
A Mostra é um festival anual e, a cada ano, cinemas entram e saem da programação: “O princípio fundamental para essa parceria é a autonomia da Mostra na programação das salas. Se cada sala fizer exigências (que até prejudicam as outras salas do circuito), isso torna a realização da Mostra inviável. A liberdade curatorial é um princípio básico de qualquer festival. Afinal, um festival dura no máximo 15 dias, e o ano tem 365 dias!”, disse Renata de Almeida, diretora da Mostra.
Os locais com sessões a preços populares são: Biblioteca Roberto Santos, Centro Cultural São Paulo e Spcine Olido. Entre os espaços gratuitos estão 26 unidades dos Centros Educacionais Unificados, os CEUs, e o Centro de Formação Cultural Tiradentes, que exibirão títulos da 2ª Mostrinha. Além disso, a 49ª Mostra terá exibições especiais na Sala São Paulo e no Museu da Língua Portuguesa.
A seleção completa da 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo será anunciada no sábado, 04/10, em uma coletiva de imprensa.
Depois de passar pelo FIDMarseille, na França, e ser premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro como melhor filme pelo Júri da Crítica, Morte e Vida Madalena, escrito e dirigido por Guto Parente, encerrou a 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema nesta sexta-feira, 26/09.
Filmado no Ceará, o longa acompanha Madalena, uma produtora grávida de oito meses que busca concluir um filme de ficção científica escrito pelo pai recém-falecido, enquanto lida com o caos de sua vida pessoal e profissional. Protagonizado por Noá Bonoba, o elenco reúne nomes como Nataly Rocha, Tavinho Teixeira, Marcus Curvelo, David Santos, Carlos Francisco, Linga Acácio, Honório Félix, Jennifer Joingley, Rodrigo Fernandes, Souma, Tavares Neto, Armando Praça, Lui Fontenele, Tuan Fernandes e Raul Lôbo.
Para apresentar o filme na noite de encerramento do festival, depois da premiação, Guto Parente subiu ao palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, com grande parte da sua equipe: “Essa é a sessão mais esperada para mim, com certeza: passar o filme em casa com essa equipe foda que fez tudo isso acontecer. Esse é um filme movido pela paixão pelo cinema, é uma carta de amor ao cinema e para todas essas pessoas, toda essa equipe aqui. O cinema é uma arte coletiva e isso é muito bonito”, disse o cineasta cearense, que já dirigiu obras como A Misteriosa Morte de Pérola, Inferninho, O Clube dos Canibais, Estranho Caminho, entre outros.
Guto Parente e sua equipe no Cine Ceará: filme de encerramento
A protagonista Noá Bonoba, ovacionada pelo público, também discursou: “Eu vou quebrar um pouco o protocolo, já que tenho algumas coisas para falar. Nós temos profissionais trans maravilhosos nesse estado. Eu acabei de finalizar meu primeiro longa-metragem [Iguaraguá], junto com o izzi vitório, que está aqui na plateia também. É o primeiro longa-metragem dirigido por pessoas trans do estado do Ceará”. E continuou: “E aqui nesse filme, fizemos um esforço que eu acho que todas as produções do Brasil e do mundo precisam fazer: ter um percentual maior de pessoas trans em suas equipes. Além das reservas de vagas para pessoas trans em todos os editais, em todos os processos seletivos”.
E seguiu seu discurso: “Agora eu vou deixar um pouco a militância de lado. O Cine Ceará foi um festival muito importante para mim, para a minha formação. Eu acompanho desde os meus 17 anos de idade. Eu tenho 34 anos hoje. E tem uma pessoa que foi fundamental para esse processo, que é o meu pai, que tá aqui hoje. Sempre que tinha o Cine Ceará, ele vinha mais cedo, pegava os ingressos e vinha assistir junto comigo aos filmes. E isso era incrível. Então, queria agradecer a ele hoje, queria dedicar essa sessão ao meu pai”.
Produzido por Ticiana Augusto Lima, que também assina a produção executiva com Caroline Louise, Morte e Vida Madalena tem direção de fotografia de Ivo Lopes Araújo e direção de arte de Taís Augusto. O figurino é assinado por Thaís de Campos e a maquiagem por Elen Barbosa; Paulo Gama assina a música original e a mixagem. A montagem é de Guto Parente e Irmãs Augusto Lima; o som direto e a edição de som é de Lucas Coelho. Breno Baptista assina como assistente de direção. A produção é da Tardo Filmes, coprodução do Canal Brasil e C.R.I.M. e distribuição da Embaúba Filmes.
*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
O filme equatoriano Eco de Luz, dirigido por Misha Vallejo, foi eleito pelo Júri Oficial como melhor longa-metragem da mostra competitiva ibero-americana. Além disso, conquistou também o Troféu Mucuripe de melhor roteiro e melhor montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine/Aceccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema e Associação Cearense de Críticos de Cinema) de melhor longa. A obra é centrada na história da família do próprio diretor, que também é fotógrafo e usa a câmera do avô para tentar se conectar com esse homem que ele nunca conheceu. O filme foi exibido no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, no Festival de Cinema de Guadalajara e no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias.
Por ter sido eleito o melhor longa-metragem da competição ibero-americana, Eco de Luz também recebeu do festival um prêmio no valor de R$ 40 mil a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento. Também foi destaque entre os vencedores o longa Al oeste, en Zapata, de David Beltrán i Mari, coprodução entre Cuba e Espanha, agraciado em três categorias: melhor direção, melhor fotografia e melhor som.
Da mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni, coprodução entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, levou o Troféu Mucuripe de melhor curta. Na Mostra Olhar do Ceará, o longa Centro Ilusão, de Pedro Diogenes se destacou; o curta Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes foi consagrado e levou também o Prêmio Unifor de Cinema no valor de R$ 5 mil, concedido ao curta da mostra eleito pelo Júri Oficial.
O Troféu Samburá de melhor curta-metragem, prêmio especial da mostra concedido pelo jornal O Povo e o Vida & Arte, elegeu como melhor filme o curta paranaense Thayara, de Mila Leão, e como melhor direção o paulista João Toldi, por Brincadeira de Criança. O curta cearense Peixe Morto, de João Fontenele, venceu o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas; o vencedor, além de receber o troféu e um prêmio no valor de R$ 15 mil, entra na grade do canal, que há mais de 27 anos exibe curtas-metragens todos os dias.
O anúncio dos filmes vencedores deu continuidade à programação do festival, iniciada no último sábado, 20/09. A direção do Cine Ceará dedicou a 35ª edição a dois grandes nomes do cinema latino-americano: o cineasta cearense Rosemberg Cariry, que celebra 50 anos de carreira no audiovisual; e o argentino Fernando Birri, que completaria 100 anos e foi um dos fundadores do cinema latino-americano e presidente de honra do festival.
Antes de iniciar a cerimônia de premiação, o Cineteatro São Luiz prestou uma homenagem especial pelos 35 anos do Cine Ceará, como um símbolo de gratidão e parceria. Para este momento, subiram ao palco o diretor do Cineteatro, José Alves Netto, e o diretor do Cine Ceará, o cineasta Wolney Oliveira. Além disso, o filme de encerramento deste ano foi o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente.
O Júri Oficial desta 35ª edição foi formado por: Alejandro Bazzano, Jorge Durán, Katia Adler, Marta Aurélia e Patricia Pérez na mostra ibero-americana de longa-metragem; Alfredo Calviño, Bianca Lenti, Julia Evangelista, Marcio Sallem e Roger Pires na mostra brasileira de curta-metragem; Joana Claude, João Batista Silva, Lucas Vitor Scalioni, Marcus Antonius e Rosy Lueji na Mostra Olhar do Ceará; Celso Sabadin, Eduarda Porfírio e Thiago Sena no Prêmio da Crítica; Arthur Gadelha, Marcos Tardin, Chico Marinho, Raquel Aquino e Guilherme Gonsalves no Troféu Samburá; e Diego Benevides, Lilianna Bernartt e Vitor Búrigo no Prêmio Canal Brasil de Curtas.
Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2025:
MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM
Melhor Filme: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador) Melhor Direção: David Beltrán i Mari, por Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata) Melhor Atuação Principal: Sergio Prina, por Um Cabo Solto (Un cabo suelto) Melhor Atuação Coadjuvante: Pilar Gamboa, por Um Cabo Solto Melhor Roteiro: Eco de Luz, escrito por Misha Vallejo e Mayfe Ortega Melhor Fotografia: Ao Oeste, em Zapata, por David Beltrán i Mari Melhor Montagem: Eco de Luz, por Andrés Cornejo Melhor Trilha Sonora Original: Esta Isla, por Alain Emile Melhor Som: Ao Oeste, em Zapata, por Jesús Bermúdez e David Beltrán Melhor Direção de Arte: Esta Isla, por Gerardo Veja
MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (MS/SP) Melhor Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira, por Réquiem para Moïse Melhor Roteiro: Boi de Salto, escrito por Tássia Araújo
MOSTRA OLHAR DO CEARÁ
Melhor longa-metragem: Centro Ilusão, de Pedro Diogenes Melhor curta-metragem: Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes
PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE
Melhor longa-metragem: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador) Melhor curta-metragem: Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
TROFÉU SAMBURÁ | O Povo e Vida & Arte Melhor Filme: Thayara, de Mila Leão (PR) Melhor Direção: João Toldi, por Brincadeira de Criança
Com ingressos esgotados em minutos, a sessão de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, lotou o Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na quarta-feira, 24/09.
Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro.
Para apresentar o longa no Cine Ceará, integrantes do elenco e da equipe subiram ao palco. O diretor Kleber Mendonça Filho, que estava em viagem internacional, mandou um recado em vídeo que foi exibido na telona para o público do Cineteatro São Luiz: “Queria muito estar com vocês no Cinema São Luiz, de Fortaleza. Durante esse tempo que eu tava fazendo O Agente Secreto, sempre imaginava como seria estar na sessão de première do filme no São Luiz de Fortaleza, que é uma das salas mais espetaculares do mundo. E eu adoro essa sala. Tenho até um histórico de ver filmes nos anos 1990 nesta sala, nas vezes que eu fui a Fortaleza muitos anos atrás. Eu lembro que em 1997 exibi Enjaulado no Cine Ceará. Foi o primeiro festival que exibiu esse meu curta. É muito curioso como festivais fazem parte da sua vida, né? E é muito incrível que O Agente Secreto esteja passando aí hoje”.
Kleber finalizou: “Estou na na Espanha e tô mandando um beijo para parte do meu elenco, que são monstros. E monstro significa que são pessoas incríveis, são artistas incríveis que entendem a lógica do nosso país. Eu acho que isso tá muito no filme O Agente Secreto. Vocês são incríveis! No mais, peço para a equipe de projeção que passe o filme com som forte para balançar os esqueletos. Espero que vocês tenham uma sessão eletrizante, incrível, massa, que vocês se divirtam e que vejam O Agente Secreto, que é um filme que eu estava há muito tempo querendo que fosse visto em Fortaleza. Um beijo para vocês! Boa sessão!”.
Na sequência, a atriz potiguar Alice Carvalho discursou: “Estou muito feliz de estar aqui. Soube da loucura que foi o esgotamento dos ingressos… Gente, que honra estar aqui apresentando esse filme no Ceará! É um filme de época, mas é um filme que também fala dos últimos dez anos do nosso país. É fundamental que esse filme encontre o público brasileiro nessa corrida que estamos fazendo”.
Wagner Moura em cena: na telona do São Luiz
Geane Albuquerque, atriz cearense, se emocionou ao falar com o público: “Eu não sei como começar a falar porque estou especialmente emocionada de estar aqui em casa. É o primeiro longa que eu faço e com um elenco que admiro tanto. É muito especial esse filme e também estar aqui. Ver meus amigos, ver minha mãe, minhas irmãs na plateia. Esperamos que vocês gostem, que celebrem o cinema nacional, o cinema nordestino”.
Outro representante do Ceará no elenco, Robério Diógenes também discursou: “É muito emocionante apresentar esse filme aqui no Cine São Luiz. É um cinema que eu frequentava na minha adolescência. O sonho do meu pai é que eu fosse um militar e eu fui fazer teatro. Nesse filme, eu faço um delegado. Então, dedico esse delegado ao meu pai, que está aqui na plateia”.
A apresentação do filme no Cine Ceará seguiu com mais discursos. Dessa vez, da atriz mineira Laura Lufési: “Estou muito honrada de estar aqui. É muito incrível tudo o que está acontecendo: filas dobrando a esquina, ingressos esgotados em segundos. Eu acho que isso já é um marco histórico para o nosso cinema. É um filme que se passa em 1977, mas vocês vão entender, né? As coisas se refletem. Aproveitando o momento: sem anistia!”.
Hermila Guedes, que exibiu Gravidade, de Leo Tabosa, na noite de abertura do Cine Ceará, voltou para apresentar O Agente Secreto: “Gostei tanto de ter recebido esse recado do Kleber Mendonça. Isso diz muito sobre como ele é respeitoso e generoso com todo o elenco. Estamos felizes de exibir o filme aqui em Fortaleza, nesse festival tão importante. Estar aqui só acende e reforça a força do filme de Kleber Mendonça, do seu trabalho e do cinema brasileiro. Viva o cinema!”.
Para finalizar, Joana Claude, da equipe de direção de arte, discursou: “Eu fui assistente do Thales Junqueira e, para mim, é uma honra estar de volta nesse Cineteatro que é incrível e irmão do nosso São Luiz do Recife. Queria falar que foi um trabalho realmente muito incrível de reconstituição, falando do ponto de vista da direção de arte. Thales Junqueira já é um grande mestre, uma grande referência. É um filme que foi feito por muitas mãos. Tem muito do Recife nesse projeto. Uma boa sessão!”.
Na mesma noite, antes da sessão de O Agente Secreto no Cine Ceará, foram exibidos três curtas-metragens da mostra competitiva: O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; Canto, de Danilo Daher; e Thayara, de Mila Leão.
*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Sean Penn, Benicio Del Toro, Regina Hall, Teyana Taylor, Chase Infiniti, Wood Harris, Alana Haim, Shayna McHayle, Starletta DuPois, Joe Silva, Tisha Sloan, Eric Schweig, Tony Goldwyn, James Downey, John Hoogenakker, Kevin Tighe, D.W. Moffett, Jeremy Boone, James Raterman, Travis Johnston, Jason Belford, Matthew McDonnell, Jose L Barreiro, Steve Knoll, Sam Hunter, Colton Gantt, Jena Malone, Dan Chariton, April Grace, Sherron Gassoway, Ron Bermudez Perea, Jon Beavers, Paul Grimstad, Dijon Duenas, Brooklyn Demme, Sachi Diserafino, Melissa Dueñas, Vanessa Ganter, Otillia Gupta, Nia Leon, Peter N. Lyas III, Jeffrey Massagli, Nicole J. Sunseri, Alberto Garcia, Antonio Tadeo Garcia, Patricia Ridgely Storm, Ted McCarthy, Bryan Pickens, Matthew Demildt, Quentin L. Carter, Brian Bishop, Daniel Zinoviev, Louis Hoffman, Steven P. Jacobson, Justin Millmore, Peter Sutherland, Carlos McFarland, Elisabeth Pease, Autumn Crosswhite, Mickey Giacomazzi, Omar Khattab, Stephanie Coker, Kayla Harvey, Kimberlyn Ramirez Moreno, Sydney Ann Taylor, Maria Fernanda Jimenez Nava, Sandra Iturbe, Marisela Borjas Ramirez, Derrick J. Saenz, Esperanza Rodarte De Santoyo, Hadasa Genesaret Palomares, Gilberto Martinez Jr., Luis Trejo, Julian Corral, Elijah Joseph Sambrano, Pearl Minnie Anderson, Bella Feinstein, Madison Feinstein, Tuesday Hansen, Zoe Herschlag, J. Izon, Joanna Scott Satterwhite, Robert Sherock, Lynette M. Telles, Sister Kate, Ann Limbaugh-Brouhard, Antonio Garcia, Emilio Carranza, Juan V. Ramirez, Edith Ascencion, David Reynoso, Timothy Cruz Kravitz, Anthony Weise, Jim Anderson, Raven Clausen, Enrique Covarrubias, Jeremy Ekalo, Anthony Xzavier Estrada, Christopher Jensen, Dirk Leatherman, Telles Alberto Rene, Raymond Ruiz, Jack Trout, Robin Tweed, Valerie Ybarra.
Ano: 2025
Sinopse: Bob Ferguson é um ex-revolucionário que precisa enfrentar um poderoso inimigo para resgatar sua filha Willa, ao mesmo tempo em que revisita eventos do passado.
Vencedor dos prêmios de melhor direção para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, O Agente Secreto foi exibido pela primeira vez para o público brasileiro no dia 10 de setembro em duas sessões especiais no Recife, Pernambuco: no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque (clique aqui e saiba mais).
O longa pernambucano, que também foi eleito o melhor filme da Competição de Cannes pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, e que recebeu o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.
Produzido por Emilie Lesclaux, as filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.
Presente em diversas listas de apostas internacionais para o Oscar 2026, O Agente Secreto abriu a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e seguirá com exibições especiais pelo país até sua estreia oficial no dia 6 de novembro. Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas previsões da temporada de premiações, a atriz potiguar Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, apareceu recentemente na lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante.
Para falar mais sobre o filme, conversamos com Wagner Moura no dia da exibição especial no Recife. No bate-papo, o ator revelou a alegria de exibir pela primeira vez para o público brasileiro na capital pernambucana e exaltou a importância do Cinema São Luiz. Além disso, elogiou o trabalho do diretor Kleber Mendonça Filho, falou de referências, relembrou das filmagens com entusiasmo e da importância do Recife em sua vida, destacou que não filmava em português há doze anos e enalteceu a força do cinema brasileiro e seu momento atual, citando filmes de sucesso como Ainda Estou Aqui, Manas e Homem com H. Wagner também falou da importância de políticas públicas, leis de incentivo, apoio do governo em produtos culturais e a potência da indústria da cultura no Brasil.
Danny Barbosa, Clarisse Abujamra, Leo Tabosa e Hermila Guedes no festival
Além da homenagem para a consagrada atriz Mariana Ximenes, a noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema contou também com a exibição do filme Gravidade, dirigido por Leo Tabosa, que abriu, neste sábado, 20/09, a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem.
O drama familiar é ambientado às vésperas do fim do mundo e a obra marca a estreia de Leo Tabosa como diretor de longas-metragens após uma trajetória premiada de curtas, entre eles, Cavalo Marinho (2024), Dinho (2023), Marie (2019), Nova Iorque(2018), Baunilha (2017) e Tubarão (2013).
No filme, Sydia, interpretada por Clarisse Abujamra, e Nina, vivida por Hermila Guedes, são mãe e filha que passam uma noite isoladas na antiga mansão da família. Enquanto enfrentam uma relação difícil, elas são surpreendidas com a chegada de uma desconhecida, Lara, papel de Danny Barbosa, e com o retorno de Joana, interpretada por Marcélia Cartaxo, uma funcionária da casa que havia sumido sem explicações e agora carrega notícias do mundo exterior. Diante de um colapso iminente, as quatro mulheres se deparam com traumas do passado e são confrontadas com o peso de suas escolhas.
Tabosa assina o roteiro do filme com o cineasta cearense Arthur Leite, amigo e colaborador de longa data. O argumento surgiu, inicialmente, como um espetáculo de teatro homônimo que não chegou a ser montado. Tabosa e Leite perceberam as potencialidades da história e decidiram adaptar para o formato cinematográfico, acentuando os conflitos familiares que se revelam aos poucos na vida de cada personagem. As realizadoras e roteiristas Renata Sofia e Julia Katharine participaram como consultoras do roteiro.
Profissionais que já colaboraram com Tabosa em trabalhos anteriores participaram das filmagens de Gravidade, entre eles, Petrus Cariry (direção de fotografia e montagem), Sérgio Silveira (direção de arte) e Bárbara Cariry (produção executiva). A equipe do filme é formada, em sua maioria, por profissionais nordestinos, principalmente de Pernambuco e do Ceará. Destacam-se, ainda, Guma Farias (som direto) e Érico Paiva (mixagem), que realizaram um trabalho expressivo na construção da atmosfera do filme.
Na telona: Hermila Guedes em cena
Hermila Guedes, que estrelou os curtas-metragens Dinho e Nova Iorque, assume mais um papel central na filmografia de Tabosa. Marcélia Cartaxo também retoma a parceria com Leo após Nova Iorque, enquanto Danny Barbosa, que trabalhou como assistente de direção em Cavalo Marinho, participa de Gravidade como atriz. O elenco ainda traz uma participação especial de Helena Ignez.
Para apresentar o filme no Cine Ceará 2025, Leo Tabosa subiu ao palco acompanhado por grande parte de sua equipe: “É nosso primeiro longa-metragem e o mais importante é que ele está sendo exibido aqui no Cine Ceará, numa estreia mundial. Eu sou pernambucano, mas meu coração é cearense. Segundo a Bete Jaguaribe, eu tenho até o green card cearense”, disse o diretor.
Tabosa continuou seu discurso: “Filmamos aqui no Ceará. Filmamos também neste cinema São Luiz, nesse templo. Cinema irmão do São Luiz lá do Recife. O cinema histórico, o cinema de rua, o cinema que resiste”. E seguiu: “O filme é de todos nós. Então, qualquer um aqui estaria habilitado a falar e apresentar o filme. Eu agradeço do fundo do meu coração a essa equipe maravilhosa, ao meu elenco de atrizes consagradas, de mulheres vibrantes, de atrizes que são ícones do cinema brasileiro. Atrizes potentes”.
Ao final de sua fala, Leo relembrou sua trajetória no festival cearense: “Eu quero agradecer ao Cine Ceará e agradecer ao Cinema São Luiz. Eu já subi algumas vezes aqui nesse palco para apresentar outras curtas, onde fui premiado. É um festival que sempre me acolheu muito bem, sempre foi muito receptivo, sempre foi muito carinhoso comigo. Então, tenho muito orgulho”.
A atriz Clarisse Abujamra também discursou: “Eu só tenho a desejar a vocês uma belíssima exibição. Eu tô tão curiosa, mas tão curiosa, que vocês não fazem ideia. Foi um prazer inenarrável participar dessa produção e contracenar com essas mulheres maravilhosas”.
Leo Tabosa e equipe no palco do Cineteatro São Luiz
Hermila Guedes também aproveitou o momento para falar com o público: “Tô bem feliz de voltar a Fortaleza para exibir o filme. Agradeço ao festival e a todos vocês que estão aqui. Agradeço toda a equipe do filme porque como o Leo falou, a gente realmente não faz cinema sozinho. E agradecer minhas colegas de cena e mandar um beijo para as duas deusas que não estão aqui: Marcélia Cartaxo e Helena Ignez”.
A atriz paraibana Danny Barbosa também discursou: “Estou muito ansiosa para saber como que o Leo Tabosa, que é um especialista e mestre em trabalhar questões de identidade de gênero e sexualidade, transformou essa história. Se borboletas no estômago representam alguma coisa ou representam vida, eu tô cheia de vida porque tem muita borboleta aqui dentro de ansiedade. Então, tenham uma excelente sessão e obrigada a todos que sonharam junto com o Leo Tabosa e acreditaram na gente”.
Ao final da apresentação, a produtora executiva Bárbara Cariry finalizou: “Estamos felizes com essa exibição. Como o Leo comentou, grande parte dessa equipe é cearense. O filme foi filmado aqui, então é uma alegria. Quero dizer que esse filme foi feito a partir de recursos do FSA, ou seja, dinheiro público. Filme feito por brasileiros para brasileiros, para o mundo. É o que foi dito aqui hoje sobre o retorno: investe-se um real e vem mais três reais. E isso é muito. Isso quer dizer que o nosso setor é uma indústria potente. Que bom que vocês estão aqui prestigiando esse momento”.
Gravidade é uma produção da Pontilhado Cinematográfico por meio de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O longa-metragem tem previsão de lançamento comercial para 2026 pela Sereia Filmes.
*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
A noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada pela emocionante homenagem, realizada no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, neste sábado, 20/09, para a consagrada atriz Mariana Ximenes.
A artista começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, vem conquistando o público, as marcas e a crítica ao longo de sua trajetória, acumulando inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro
Ovacionada pelo público, Ximenes subiu ao palco e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos do cineasta cearense Halder Gomes: “Que emoção ver esse teatro cheio. Que lindo! Eu tô profundamente emocionada”, disse a atriz.
Em seu discurso, enalteceu sua ancestralidade: “O Ceará é parte de mim. É a terra da minha mãe, Fátima, que está sentada com meus tios e meus primos aqui na plateia. E eu recebo essa homenagem como filha de uma cearense que me transmitiu, mesmo à distância, o orgulho de pertencer a esta terra. E sempre que retorno, eu transbordo de emoção”.
E seguiu: “É muito emocionante estar aqui hoje nesse palco, nessa terra e receber essa linda homenagem do 35º Cine Ceará, esse festival precioso. E levar esse troféu que carrega o nome de Eusélio Oliveira, que plantou a semente desse festival”. Ximenes também comentou a atual situação do cinema brasileiro: “Fizemos história com Ainda Estou Aqui, O Pagador de Promessas, O Quatrilho, Cidade de Deus, Central do Brasil e tantos outros. E já estou na torcida por O Agente Secreto”.
Em seu discurso, Mariana ainda citou a atriz e diretora norueguesa Liv Ullmann e a aclamada Fernanda Montenegro: “O cinema é uma arte coletiva. Estar num set me faz me faz sentir viva e em comunhão com tudo que eu acredito. É onde o meu ofício ganha sentido e onde a magia acontece. Como disse Liv Ullmann no livro Mutações, existe dentro de mim uma menina que se recusa a morrer. Eu diria que entusiasmo é a palavra. Eu conservo dentro de mim essa chama e o frio na barriga é um eterno companheiro. E como disse sabiamente nossa grande dama Fernanda Montenegro, sem isso não tem vida”.
Aplaudida pelo público e esbanjando simpatia, Ximenes finalizou: “Essa homenagem é um presente, mas também é um impulso, um estímulo para seguir adiante, para aprender, trocar e continuar transformando a minha arte e a mim mesma através dela. Eu gosto muito de estudar, eu gosto de buscar a origem, a originalidade. Muito obrigada, Ceará, por me acolher como filha e como atriz. Obrigada!”.
Depois da homenagem, a noite de abertura do Cine Ceará 2025 seguiu com a exibição do curta-metragem Cada um na sua Tomada, produzido por estudantes de escolas públicas de Fortaleza, que participaram do projeto Compartilha Animação. Na sequência, foi exibido o filme Gravidade, de Leo Tabosa, que abriu a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem.
*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Karol Maia: prêmio de melhor direção por Aqui Não Entra Luz
Foram anunciados neste sábado, 20/09, no Cine Brasília, os vencedores da 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento reuniu um público de 39 mil pessoas ao longo dos nove dias de atividades e distribuiu um total de 50 prêmios aos filmes e profissionais participantes da seleção.
Mais tradicional e longeva mostra cinematográfica do país, a edição que marca os 60 anos da fundação do festival premiou com o Troféu Candango na mostra competitiva nacional de longa-metragem, Futuro Futuro como melhor filme pelo Júri Oficial. A produção gaúcha do diretor Davi Pretto ainda levou os prêmios de melhor roteiro, montagem e Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador.
O paraibano Corpo da Paz, de Torquato Joel, arrematou os demais troféus técnicos de longas (melhor edição de som, fotografia, trilha sonora e direção de arte). Já o público preferiu Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte, eleito pelo Júri Popular, em votação ao final das sessões, como melhor longa.
Dentre os curtas, o grande vencedor foi Laudelina e a Felicidade Guerreira, que arrematou o Candango de melhor filme pelo Júri Oficial, além de melhor montagem e os prêmios Zózimo Bulbul e Abraccine (Júri da Crítica); Couraça foi o favorito do público. Também ganharam destaque os curtas Replika e A Pele do Ouro.
Na Mostra Brasília, em disputa pelo 27º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, os filmes vencedores dividiram os R$ 290 mil em prêmios oferecidos pela CLDF. O grande vencedor foi Maré Viva Maré Morta, de Cláudia Daibert, melhor longa tanto do Júri Oficial como do Júri Popular, além de ser lembrado por melhor edição de som e pelo Prêmio Sesc.
Julgados por um Júri Internacional, em parceria inédita com a FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, os filmes vencedores do Troféu Candango na Mostra Caleidoscópio foram: Uma Baleia Pode Ser Despedaçada como uma Escola de Samba, eleito o melhor longa; o Júri Jovem da UnB subiu ao palco para escolher o seu favorito da Caleidoscópio, que foi agraciado com o Prêmio Jean-Claude Bernardet: Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela.
Ao final da premiação, o Festival de Brasília concedeu o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra para Fernanda Montenegro, que foi a primeira a receber o prêmio de melhor atriz no festival, em 1965, com A Falecida. Dona Fernanda, aos 95 anos, não pôde vir e enviou um vídeo de agradecimento.
O júri deste ano foi formado por: Fabrício Boliveira, Vera Egito, Lúcia Murat, Alessandra Negrini e Jimi Figueiredo na mostra competitiva nacional de longas-metragens; Evaldo Mocarzel, Henrique Dantas, Fernanda Lomba, Cecilia Barroso e Alan Schvarsberg na mostra competitiva nacional de curtas-metragens; Alice Stefânia, Ewerton Belico e Bertrand Lira na Mostra Brasília; Flávia Guerra, Thierry Méranger e Valentina Giraldo Sánchez no Júri FIPRESCI da Mostra Caleidoscópio; Angelo Pignaton, Anna Lia, Cindy Abrantes, Helena Versiani e Luca Almeida no Júri Jovem UnB da Mostra Caleidoscópio; e Janaina Santos Oliveira, Maíra Brito e Marcela Lisboa no Prêmio Zózimo Bulbul.
Em 2025, a programação somou 80 filmes, entre curtas e longas-metragens, escolhidos de um total de 1.702 produções inscritas. Todas as sessões realizadas no festival tiveram 100% de acessibilidade, com recursos para inclusão de pessoas cegas, pessoas surdas e com adequação dos espaços físicos para acessibilidade motora.
Antes de anunciar os premiados, Bárbara Colen e Maeve Jinkings leram a Carta de Brasília, preparada como resultado das discussões sobre urgência da regulação do VoD, direitos autorais e políticas públicas realizadas durante a 5ª Conferência do Audiovisual do Festival de Brasília. A carta foi escrita pelos conferencistas, que pediram urgência e mobilização do setor e dos atores governamentais e empresariais do audiovisual. A carta destaca: “O audiovisual brasileiro vive um momento de conquistas e reconhecimentos internacionais, mas também de grande preocupação. Celebramos nossos prêmios e talentos, mas sabemos que colhemos frutos de políticas passadas. O que angustia é o futuro, diante da falta de políticas estruturantes no presente”.
Na edição comemorativa de 60 anos, que foi sua 58ª edição, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reuniu um público total de aproximadamente 40 mil pessoas em todas as suas atividades. Somente no Cine Brasília, foram 35 mil espectadores que prestigiaram o Festivalzinho, as mostras paralelas, a Mostra Brasília e a Mostra Competitiva Nacional.
Além disso, o festival registrou um número de quase 5 mil participantes nas exibições no Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural Samambaia e nos teatros do Sesc Paulo Gracindo (Gama), Newton Rossi (Ceilândia), Silvio Barbato (Setor Comercial Sul) e Ary Barroso (504 Sul). O total de empregos gerados direta e indiretamente pelo Festival de Brasília 2025 soma 571.
Para o próximo ano, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal já escolheu a data de realização do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: de 11 a 19 de setembro de 2026.
Conheça os vencedores do 58º Festival de Brasília:
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS
MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS)
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte (SP)
MELHOR DIREÇÃO Karol Maia, por Aqui Não Entra Luz
MELHOR ATOR Murilo Benício, por Assalto à Brasileira
MELHOR ATRIZ Dhara Lopes, por Quatro Meninas
MELHOR ATOR COADJUVANTE Christian Malheiros, por Assalto à Brasileira
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Maria Ibraim, por Quatro Meninas
MELHOR ROTEIRO Futuro Futuro, escrito por Davi Pretto
MELHOR FOTOGRAFIA Corpo da Paz, por Rodolpho de Barros
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Corpo da Paz, por Romero Sousa
MELHOR TRILHA SONORA Corpo da Paz, por Haley Guimarães
MELHOR EDIÇÃO DE SOM Corpo da Paz, por Bruno Alves
MELHOR MONTAGEM Futuro Futuro, por Bruno Carboni
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Quatro Meninas, de Karen Suzane (RJ)
MENÇÃO HONROSA Zé Maria Pescador, por Futuro Futuro
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS
MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
MELHOR DIREÇÃO Piratá Waurá e Heloisa Passos, por Replika
MELHOR ATOR Os 4 “Menor”, por Ajude os Menor
MELHOR ATRIZ Laís Machado, por Couraça
MELHOR ROTEIRO A Pele do Ouro, escrito por Patri, Marcela Ulhôa, Daniel Tancredi e Yare Perdomo
MELHOR FOTOGRAFIA A Pele do Ouro, por Daniel Tancredi
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Safo, por Rosana Urbes
MELHOR MONTAGEM Laudelina e a Felicidade Guerreira, por João Araió
MELHOR TRILHA SONORA Ajude os Menor, por Paulo Gama
MELHOR EDIÇÃO DE SOM Replika, por O Grivo
MOSTRA CALEIDOSCÓPIO
MELHOR FILME | JÚRI FIPRESCI Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)
MELHOR FILME | JÚRI JOVEM UnB | Prêmio Jean-Claude Bernardet Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela (GO)
MOSTRA BRASÍLIA | 27º Troféu Câmara Legislativa
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL Três, de Lila Foster
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Rainha, de Raul de Lima
MELHOR DIREÇÃO Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz, por Vozes e Vãos
MELHOR ATOR Leonardo Vieira Teles, por A Última Noite da Rádio
MELHOR ATRIZ Tuanny de Araújo, por Terra e Notas Sobre a Identidade
MELHOR ROTEIRO O Cheiro do Seu Cabelo, escrito por Clara Maria Matos
MELHOR FOTOGRAFIA Dois Turnos, por Elder Miranda Jr.
MELHOR MONTAGEM Rainha, por Raul de Lima
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE A Última Noite da Rádio, por Douglas Queiroz
MELHOR EDIÇÃO DE SOM Maré Viva Maré Morta, por Olivia Hernandez
MELHOR TRILHA SONORA Rainha, por C-Afrobrasil
PRÊMIO SESC-DF DE CINEMA Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert; Rainha, de Raul de Lima; Dois Turnos, de Pedro Leitão; e O Cheiro do Seu Cabelo, de Clara Maria Matos
OUTROS PRÊMIOS
PRÊMIO DE MELHOR FILME DE TEMÁTICA AFIRMATIVA Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
PRÊMIO ZÓZIMO BULBUL Melhor curta-metragem: Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ) Melhor longa-metragem: Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG) Menção Honrosa: Cantô Meu Alvará, de Marcelo Lin (MG)
PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel (SP)
PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira dos Críticos de Cinema Melhor longa-metragem: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE) Melhor curta-metragem: Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
TROFÉU SARUÊ | Correio Braziliense José Eduardo Belmonte
PRÊMIO CANAL LIKE Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS)
Titina Medeiros no curta Ladeira Abaixo, de Ismael Moura
Foram anunciados nesta segunda-feira, 15/09, em uma live apresentada por Vitor Búrigo no YouTube, os selecionados para as mostras competitivas e paralelas da oitava edição do Curta Caicó, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de novembro.
Ao todo, serão exibidos mais de 60 títulos, distribuídos entre mostras competitivas, paralelas e produções resultantes do 4º Laboratório de Roteiro do Curta Caicó. No primeiro semestre, o festival também promoveu oficinas de cinema em Caicó, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Ouro Branco, Santana do Seridó e Equador, que culminaram na produção de filmes orientados por profissionais convidados.
Com a temática Cinema, Educação e Sustentabilidade, a edição 2025 traz uma programação totalmente gratuita em Caicó e em outros municípios do Seridó potiguar. As exibições acontecerão em universidades, escolas, praças públicas e centros culturais, aproximando o cinema de diferentes públicos e territórios.
De acordo com o coordenador curatorial do festival, Júlio Oliveira, o processo de seleção teve como foco a diversidade de olhares e a potência transformadora da arte cinematográfica: “Buscamos filmes que apresentam um olhar próprio da linguagem do cinema e que dialoguem com o nosso público, sempre celebrando a pluralidade de culturas e abordagens. Trouxemos obras com coração, cérebro e alma, equilibrando desafios estéticos com a sensibilidade que só o cinema pode proporcionar”. A curadoria contou ainda com a participação de Leonardo Lima, Luana Meira, Sthefanyi Henriques, Caique Henry, Guilherme Pereira, Vitória Batalha, João Manoel de Lima e Benji Duma.
Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o Curta Caicó se consolida como uma das principais vitrines de exibição e fomento ao cinema potiguar, nordestino e nacional. Nesta edição, o festival recebeu 1.225 inscrições de títulos de todo o Brasil.
A edição contará ainda com um simpósio em parceria com o Centro de Ensino Superior do Seridó (SERES) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Campus Caicó. O evento ocorrerá dentro do XIII SEPE Seminário de Ensino Pesquisa e Extensão, no dia 22 de outubro de 2025, e terá como tema Cinema, Educação e Sustentabilidade contando com palestras e mostras de filmes.
Conheça os filmes selecionados para o 8º Curta Caicó:
MOSTRA POTIGUAR
Ando me Perguntando, de Clara Leal Canto de Acauã, de Jaya Pereira Divagar, de Lupa Silva Entre Dunas, de Manoel Batista Liberdade sem Conduta, de Dênia Cruz Lírico, de Bibia Não Olhe para Mim, de Mateus Barbosa e Sidenei da Silva Nilsão, de Nícolas de Sousa
MOSTRA SERIDÓ
Cinco Marias, de Bruno Cesar Cordões, de Adriano Dantas Corraveara, de Julhin de Tia Lica Maria Fulô e o Chafariz, de Andreza Edna e Anderson Bruno Mariana e Ludovina, de Lourival Andrade Pupá, de Osani Quanta Violência uma Cidade Tão Pequena Suporta?, de Maria Júlia Barbosa
MOSTRA NACIONAL
A Sombra de um Futuro, de Gabriel Borges (PR) Eu Tenho uma Voz, de Barbara Ramos e Juliana Albuquerque (SP) KM 100, de Lucas Ribeiro (SP) Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB) O Nome da Vida, de Amanda Pomar (MG) O Pintor, de Victor Castilhos (RS) Os Cravos, de Renan Amaral (ES) Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ) Via Sacra, de João Campos (DF)
MOSTRA ACAUÃ | AMBIENTAL
A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB) Correnteza, de Diego Muller e Pablo Muller (RS) Lendas Vivas, de Anna Karla Lima (PA) O Presente de Cecília, de Bruno Bask (RN) Queimatório, de Direção Coletiva (Alunos da Oficina Dulapis Lab) (PE)
MOSTRA SÃO FRANCISCO | NORDESTE
Marcado em Barro, de Monique Morais (PE) O Vento 2, de Kamilla Farias e Beissá (CE) Serão, de Caio Bernardo da Silva (PB) Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (PB) Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)
MOSTRA RIO BRANCO | INFANTOJUVENIL
Eu e o Boi, o Boi e Eu, de Jane Carmen Oliveira (MG) Jardim da Imagem, de Guilherme Amado (RS) PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF) Vovó Foi pro Céu, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA) Zé Lins e o Cangaceiro, de Eduardo P. Moreira (PB)
MOSTRA PAX | DIVERSIDADE
Fidèle, de Yorrana (GO) Fuji, de Kauê André (SP) Maral, de Julia K. Rojas (SC) O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB) Travessia, de Karol Felicio (ES)
MOSTRA ALVORADA | FILMES FANTÁSTICOS
Ataques Psicotrônicos, de Calebe Lopes (BA) Erva Daninha, de Fabio Salvador (SP) O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE) Quarto Vazio, de Julia Vidal (PR) Visagens e Visões, de Rod Rodrigues (PA)
VIDEOCLIPES
D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) Inferno Astral, de Ana Barbieri e João Augusto (Artista: Gracinha) (RN) Receita de Vó, de Carlon Hardt (Artista: Renan Inquérito e Liah Vitória) (PR) Timbete no Capim, de Julio Quinan (Artista: Caique Borges e Davi Jr.) (GO) Voguebike, de Lucas Sá (Artista: Getúlio Abelha) (MA)
Tânia Maria em cena: atriz potiguar interpreta Dona Sebastiana
A Academia Brasileira de Cinema anunciou na manhã desta segunda-feira, 15/09, o filme selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2026.
Escolhido pela Comissão de Seleção, em reunião virtual, o longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, vai disputar uma indicação na categoria de melhor filme internacional na 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles.
Presidida por Sara Silveira, a Comissão de Seleção deste ano foi composta por: Ailton Franco Junior (RJ), Cecilia Amado (BA), Cibele Amaral (DF), Eva Pereira (TO), Felipe Lopes (RJ), Hsu Chien Hsin (RJ), Jeferson De (RJ), Lázaro Ramos (BA), Maíra Oliveira (RS), Marcelo Serrado (RJ), Rodrigo Teixeira (SP), Simone Zuccolotto (RJ), Solange Moraes (BA) e Tatiana Issa (SP).
Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, além de ser eleito o melhor filme da Competição pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, e de ter recebido o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai, O Agente Secreto disputou a vaga com outros 16 longas inscritos e habilitados e, na semana passada, passou para o segundo turno com outros cinco títulos: Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; Manas, de Marianna Brennand; O Último Azul, de Gabriel Mascaro; e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi.
O filme pernambucano é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.
As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.
Presente em diversas listas de apostas internacionais para o Oscar 2026, O Agente Secreto foi exibido pela primeira vez para o público na semana passada em duas sessões especiais no Recife, Pernambuco: no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque (clique aqui e saiba mais). Além disso, abriu a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e seguirá com exibições especiais pelo país até sua estreia oficial no dia 6 de novembro. Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas apostas, a atriz potiguar Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, apareceu recentemente na lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante.
Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e levou o primeiro Oscar para o país; além disso, o longa também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres.
A Academia Brasileira de Cinema é a única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.