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Repescagem da 49ª Mostra de São Paulo: conheça os filmes que serão exibidos

por: Cinevitor
Cena do longa Galinha, de György Pálfi: destaque na repescagem

A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo realizará sessões extras de 53 títulos exibidos ao longo do evento. A programação da repescagem começa nesta sexta-feira, 31/10, e segue até a próxima quarta-feira, 05/11, no CineSesc e no Cine Satyros Bijou; o Cultura Artística abrigará exibições em dois dias: 31 de outubro e 1º de novembro.

Na seleção, vale destacar longas exibidos e premiados em festivais internacionais, como: A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr., que recebeu Menção Especial no prêmio Caméra d’Or, em Cannes; DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski, vencedor do Prêmio do Público e do Prêmio Especial do Júri da seção World Cinema Dramatic do Festival de Sundance; Galinha, de György Pálfi, que recebeu Menção Especial no Festival de Toronto; The President’s Cake, de Mamlaket Al-Qasab, ganhador do prêmio Caméra d’Or para melhor filme de cineasta estreante no Festival de Cannes e também consagrado na Quinzena de Cineastas; entre muitos outros.

Os ingressos estarão disponíveis para compra na bilheteria dos cinemas no dia da sessão de cada filme. As credenciais seguem válidas para a repescagem com trocas de ingressos diretamente pelo aplicativo da Mostra.

Conheça os filmes selecionados para a repescagem da 49ª Mostra de São Paulo:

CINE SATYROS BIJOU

31/10 (sexta-feira)
16h: The Bewilderment of Chile, de Lucía Seles (Argentina)
18h20: Tônica Dominante, de Lina Chamie (Brasil)
20h: Sholay, de Ramesh Sippy (Índia)

01/11 (sábado)
16h: Interior. Apartamento – Dia (Interior. Apartamento – Día), de Israel Cárdenas e Laura Amelia Guzmán (República Dominicana)
17h50: Sermão para o Abismo (Boşluğa Xütbə), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Turquia)
20h: Diversidade Primitiva (Primitive Diversity), de Alexander Kluge (Alemanha)
21h40: Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil/França)

02/11 (domingo)
16h: R. Roussil: A Liberdade da Imaginação (R. Roussil, Le Cul par Terre), de Maxime-Claude L’Écuyer (Canadá)
17h30: E Mais Alguém (En Iemand Anders), de Vincent Tilanus (Holanda)
19h15: Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (Brasil)
21h30: Spirit World: Uma Jornada Espiritual (Yokai Le Monde des Esprits), de Eric Khoo (França/Japão/Singapura)

03/11 (segunda-feira)
16h: Serendipidade à Beira-Mar (Umibe e Iku Michi), de Satoko Yokohama (Japão)
18h40: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (Brasil/Portugal)
20h20: Subsolo (Subsuelo), de Fernando Franco (Espanha/Uruguai)

04/11 (terça-feira)
16h: Riverstone, de Lalith Rathnayake (Sri Lanka)
18h15: Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed), de Sarah Goher (Egito)
20h05: A Incrível Mulher das Neves (L’Incroyable Femme des Neiges), de Sébastien Betbeder (França)

05/11 (quarta-feira)
16h: Maturidade (L’âge Mûr), de Jean-Benoît Ugeux (Bélgica)
17h40: Rosemead, de Eric Lin (EUA)
19h35: O Segredo do Canto dos Pássaros (Le Secret des Mésanges), de Antoine Lanciaux (França/Bélgica)
21h10: Comandante Fritz, de Pavel Giroud (Alemanha/Espanha)

CINESESC

31/10 (sexta-feira)
15h: Wolves, de Jonas Ulrich (Suíça)
17h10: Garota de Ipanema, de Leon Hirszman (Brasil)
19h10: Quatro Meninas, de Karen Suzane (Brasil)
21h10: Militantropos, de Yelizaveta Smith, Alina Gorlova e Simon Mozgovyi (Ucrânia/Áustria/França)

01/11 (sábado)
15h: Não Sei Viver Sem Palavras, de André Brandão (Brasil)
16h50: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile)
18h50: Depois dos Oitenta (Restitucija, Ili, San i Java Stare Garde), de Želimir Žilnik (Sérvia/Eslovênia)
21h20: 100 Sunset, de Kunsang Kyirong (Canadá)

02/11 (domingo)
15h: Yanuni, de Richard Ladkani (Áustria/Brasil/EUA/Canadá/Alemanha)
17h20: A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow), de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria)
19h20: Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar (Brasil)

03/11 (segunda-feira)
15h: A Luta (La Lucha), de José Alayón (Espanha/Colômbia)
17h: The President’s Cake (Mamlaket Al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Catar)
19h15: Criadas, de Carol Rodrigues (Brasil)
21h30: A Incrível Eleanor (Eleanor the Great), de Scarlett Johansson (EUA)

04/11 (terça-feira)
15h: À Paisana (Plainclothes), de Carmen Emmi (EUA)
17h15: DJ Ahmet, de Georgi Unkovski (Macedônia/República Tcheca/Sérvia/Croácia)
19h30: Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo (Brasil)
21h15: Queerpanorama, de Jun Li (EUA/Hong Kong/China)

05/11 (quarta-feira)
15h: Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido)
17h30: Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália)
20h15: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Noruega/Catar/Arábia Saudita/Jordânia)

CULTURA ARTÍSTICA

31/10 (sexta-feira)
12h: Yunan, de Ameer Fakher Eldin (Alemanha/Canadá/Itália/Palestina/Catar/Jordânia)
14h30: Galinha (Kota), de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria)
16h40: Lurker, de Alex Russell (EUA/Itália)
18h50: Cover-Up, de Laura Poitras e Mark Obenhaus (EUA)
21h20: Queen Kelly, de Erich von Stroheim (EUA)

01/11 (sábado)
12h: Nova ’78, de Rodrigo Areias e Aaron Brookner (Reino Unido/Portugal)
13h50: Maspalomas, de Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga (Espanha)
16h10: Resurrection (Kuang Ye Shi Dai), de Bi Gan (China/França)
19h20: Nova Paisagem (Miharashi Sedai), de Yuiga Danzuka (Japão)
21h45: O Desaparecimento de Josef Mengele (Das Verschwinden des Josef Mengele), de Kirill Serebrennikov (Alemanha/França)

Foto: Divulgação.

12ª Mostra de Cinema de Gostoso: conheça os filmes selecionados para a Mostra Potiguar

por: Cinevitor
Silvo Silva no curta Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena

Após 11 edições celebrando o cinema nacional, a Mostra de Cinema de Gostoso inaugura em 2025 a Mostra Potiguar, uma nova janela dedicada exclusivamente à produção audiovisual do Rio Grande do Norte. A iniciativa marca um momento histórico para o evento e para o audiovisual potiguar, que vem crescendo em qualidade, diversidade e representatividade.

A Mostra Potiguar apresenta uma seleção de nove curtas-metragens realizados por cineastas do estado, revelando narrativas que transitam entre ficção, documentário e animação, com temáticas que vão da memória cultural à experimentação estética. A estreia da mostra reforça o compromisso da Mostra de Cinema de Gostoso com o fortalecimento da produção regional e com a valorização de novos talentos.

Para compor a equipe de curadoria da Mostra Potiguar, foi convidado o curador e realizador potiguar Rosy Nascimento, que se soma à equipe formada por Carine Fuiza, Eugenio Puppo, Janaína Oliveira, Mariana Souza e Matheus Sundfeld.

A criação da Mostra Potiguar é resultado do amadurecimento da cena audiovisual do Rio Grande do Norte, que vem se consolidando com produções autorais, narrativas potentes e uma crescente presença em festivais nacionais. A nova mostra é um convite para que o público mergulhe nas histórias e olhares que nascem do território potiguar e ganham força no cenário cinematográfico brasileiro.

Neste ano, além dos filmes, a Heco Produções, o CDHEC e a Mostra de Cinema de Gostoso, em parceria com a O2 Pós e o apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, lançam dois prêmios de finalização para longas-metragens potiguares realizados a partir da Lei Paulo Gustavo.

O Prêmio de Finalização tem como objetivo apoiar a finalização de obras audiovisuais do Rio Grande do Norte, contribuindo para o fortalecimento da produção cinematográfica potiguar e para a difusão de novas narrativas e olhares no cinema brasileiro. A convocatória já está aberta: clique aqui e saiba mais.

A Mostra de Cinema de Gostoso, que realizará sua 12ª edição entre os dias 20 e 24 de novembro, se consolidou como um evento único em todo o Brasil, ao promover a exibição de filmes a céu aberto em uma sala de cinema montada na paradisíaca Praia do Maceió em São Miguel do Gostoso, litoral potiguar, com uma programação totalmente gratuita, aliando conforto e alta qualidade de projeção.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Potiguar da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso:

A Maré, de Jair Libanio
As Dançadeiras de São Gonçalo, de Jorge Andrade
Carnavaleska, de Hannah Carneiro e Cauã Brilhante
Entre o Céu e o Mar, de Lindenberg Oliveira e Vanda Mafra
Medo de Cachorro, de Italo Tapajós
O Nó do Diabo, de Igor Bezerra
Passagem Única, de Raquel de Queiroz
Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
Trajeto do Desmoronamento, de Helena Antunes

Foto: Wallace Santos.

O Filho de Mil Homens

por: Cinevitor

Direção: Daniel Rezende

Elenco: Rodrigo Santoro, Rebeca Jamir, Miguel Martines, Johnny Massaro, Marcello Escorel, Lívia Silva, Antonio Haddad, Juliana Caldas, Inez Viana, Tuna Dwek, Grace Passô, Carlos Francisco, Teka Romualdo, Duda Sampaio, Gabriel Corasini, Augusto Madeira, Fernão Zobaran, Enzo Ribeiro, Arthur Ladeira, Mateus Martines, Henrique Farias Braga, Rosana Maris, Pedro Sibas, Patricia Thomaz, Manuela Afonso, Tânia Soares, Osvan Costa Oliver, Calu Manhães, Amós Heber, Rony Cácio, Edu Porto, Eduardo Viana, Fernando Santana, Paulo Batalha, Bruna Marcatto, Zezé Motta.

Ano: 2025

Sinopse: O pescador solitário Crisóstomo sonha em ter um filho. Sua vida muda quando ele encontra Camilo, um menino órfão que passa a fazer parte da vida dele. Em uma tentativa de fugir de sua própria dor, Isaura cruza o caminho dos dois, e, em seguida, um jovem incompreendido chamado Antonino. Juntos, aprendem o significado verdadeiro de família e o propósito de compartilhar a vida. Adaptação do livro homônimo de Valter Hugo Mãe.

*Filme visto na 49ª Mostra de São Paulo

Nota do CINEVITOR:

Sonhos

por: Cinevitor

Dreams

Direção: Michel Franco

Elenco: Jessica Chastain, Isaac Hernández, Rupert Friend, Marshall Bell, Magali Hernández, Bobby August Jr., Wes Chapman, Mercedes Hernández, Eligio Meléndez, Martha Elena Trejo O’reilly, Hugo Costa Ramos, Nadia Flamenco, Ali Kiley, Areyla Faeron, Rafael Jiménez, Gabriela González, Jim Anderson, Sasha Desola, Nathaniel Remez, Tina Leblanc, Natalya Feygina, Aidan Rhys, Robert Reznikov, Shirley King, Sedrick Cabrera, Nessa Dougherty, Jayden Leavitt, Donn Andrew Simmons, Jason Hunter Roth, Octavio López, Mónica Del Carmen, Dario Yazbek Bernal, Moisés Chiver, Jon Roberts, Michael York, Andy Arness, Javier Chavarin, Anya Fuchs, Nicholas Gould, Cat Kim, Jon Michel Roberts, Tatiana Ronderos, David B. Schively, Rachel Thurow, Tracy Todd, Harris Warren.

Ano: 2025

Sinopse: Jennifer é uma influente socialite de São Francisco. Sua vida cuidadosamente construída entra em risco quando ela se envolve com Fernando, um jovem bailarino mexicano que sonha em atuar numa grande escola de balé. Impulsionado pelo amor e pela esperança de um recomeço, ele atravessa a fronteira para estar ao lado dela, uma decisão que ameaça desestabilizar o mundo que Jennifer tanto lutou para preservar. Determinada a manter seu império intacto, ela será capaz de tudo, mesmo que isso revele o lado mais obscuro desse romance.

Nota do CINEVITOR:

XVI Janela Internacional de Cinema do Recife: conheça os destaques da programação

por: Cinevitor
Lee Byung-hun em No Other Choice, de Park Chan-wook

O Janela Internacional de Cinema do Recife chega à sua 16ª edição, entre os dias e 5 de novembro, ocupando três dos mais emblemáticos espaços de exibição da capital pernambucana: o Cinema São Luiz, o Cinema do Parque e o Cinema da Fundação.

Reconhecido como um dos festivais mais importantes do país, o Janela reafirma em 2025 sua vocação de reunir o melhor da produção contemporânea e revisitar obras fundamentais da história do cinema. Entre longas inéditos, clássicos restaurados e curtas-metragens, a programação abrange o cinema internacional, brasileiro e pernambucano em sessões distribuídas pelas três salas do circuito do festival.

Entre os destaques internacionais desta edição estão: Sirât, de Oliver Laxe, e O Som da Queda, de Mascha Schilinski, vencedores do Prêmio do Júri no Festival de Cannes deste ano; No Other Choice, de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto e exibido em Veneza; Valor Sentimental, de Joachim Trier, que recebeu o Grand Prix em Cannes; Palestina 36, de Annemarie Jacir, representante da Palestina no Oscar 2026; Kontinental ’25, do cineasta romeno Radu Jude, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Berlim; Alpha, de Julia Ducournau, exibido em Cannes; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza deste ano; A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr, que recebeu Menção Especial no prêmio Caméra d’Or, em Cannes; o documentário With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari, premiado no Festival de Locarno; entre outros.  

Além das estreias internacionais, o festival dedica uma mostra especial aos filmes recém digitalizados de Jomard Muniz de Britto, em parceria com o Cinelimite, revisitando uma parte essencial da obra de um dos cineastas mais inventivos do Recife. A programação inclui ainda a exibição do clássico recém-restaurado São Paulo, Sociedade Anônima (1965), de Sérgio Person, com apresentação do cineasta Kleber Mendonça Filho e debate com a filha do diretor, Marina Person.

Gero Camilo no longa brasileiro Papagaios, de Douglas Soares

A programação contará também com longas brasileiros, como: Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva, exibido na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que levou quatro kikitos no Festival de Gramado, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular e melhor ator para Gero Camilo; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley, exibido na mostra Cannes Classics; e Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Tainá de Luccas e Marco Altebrg

A seleção também exibirá curtas-metragens, entre eles: O Faz-Tudo, de Fábio Leal; Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique; O Mapa Onde Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; e Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento

“A edição de 2025 do Janela será mais curta em duração, mas, reconhecendo a relevância do festival para o Recife e para a cena brasileira, fizemos questão de reunir alguns dos títulos mais expressivos do circuito internacional deste ano, combinando obras de grandes autores sem abrir mão de algumas apostas. Incluímos também uma seleção da recente produção de longas brasileiros e um conjunto de curtas que antecedem as sessões principais. Vale destacar ainda a primeira exibição pública de uma nova série de restaurações de filmes em super 8 do cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, reafirmando o compromisso do Janela com o cinema pernambucano, do passado ao presente”, destacou Pedro Azevedo Moreira, diretor de programação do Janela.

Além de Pedro, a curadoria do festival é formada pelos cineastas e escritores Felipe André Silva e Dodô Azevedo, pela multiartista Biarritzzz e pelo montador e crítico Montez.

Nesta edição, a identidade visual do XVI Janela, criada pela artista Clara Moreira, presta homenagem à paisagem urbana e afetiva do Recife. Inspirada nas varandas da Ponte Maurício de Nassau, uma das pontes que cruzam o Rio Capibaribe, a arte evoca a relação entre cidade e cinema, eixo simbólico que atravessa a história do festival e a própria experiência de ver filmes na capital pernambucana.

Fotos: Courtesy of Neon/Olhar Filmes.

Gotham Awards 2025: O Agente Secreto e Wagner Moura são indicados

por: Cinevitor
Wagner Moura em O Agente Secreto: ator brasileiro indicado

Foram anunciados nesta terça-feira, 28/10, os indicados ao 35º Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pelo Gotham Film & Media Institute, anteriormente IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.

Em comunicado oficial, Jeffrey Sharp, produtor cinematográfico e presidente do Gotham, disse: “Os indicados deste ano celebram um ano extraordinário de conquistas cinematográficas; um ano definido por narrativas ousadas e originais, filmes que se destacaram em festivais e cineastas cuja visão independente transcende estúdios e plataformas de streaming. Os indicados ao Gotham deste ano, e nossas homenagens, refletem os cineastas e artistas mais talentosos do ano e personificam a comunidade que define o Gotham há 35 anos”. A cerimônia de premiação desta 35ª edição acontecerá no dia 1º de dezembro, no Cipriani Wall Street, em Nova York.

Neste ano, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, lidera a lista com seis indicações, entre elas, melhor filme. O cinema brasileiro se destaca com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado a melhor roteiro original e melhor ator para Wagner Moura

Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro

Além da lista de indicados, também foram revelados os homenageados do Gotham Awards 2025: a atriz e cantora Tessa Thompson será honrada com o Spotlight Tribute; o elenco de Pecadores receberá o Ensemble Tribute; Guillermo del Toro, Oscar Isaac e Jacob Elordi, de Frankenstein, serão homenageados com o Vanguard Tribute; e o cineasta Noah Baumbach receberá o Director Tribute

Como a primeira grande cerimônia de premiação da temporada, o Gotham Awards reconhece e destaca filmes independentes, assim como seus roteiristas, diretores, produtores e atores. Os candidatos são selecionados por comitês de críticos de cinema, jornalistas e curadores de festivais. Júris distintos, compostos por roteiristas, diretores, atores, produtores e editores escolhem os vencedores.

Confira a lista completa com os indicados ao Gotham Awards 2025:

MELHOR FILME
Bugonia, de Yorgos Lanthimos
East of Wall, de Kate Beecroft
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao
If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein
Lurker, de Alex Russell
Sorry, Baby, de Eva Victor
The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold
Toque Familiar, de Sarah Friedland
Train Dreams, de Clint Bentley
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson

MELHOR DIREÇÃO
Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente
Kelly Reichardt, por The Mastermind
Mary Bronstein, por If I Had Legs I’d Kick You
Oliver Laxe, por Sirât
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR DOCUMENTÁRIO
2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov
A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir
BLKNWS: Terms & Conditions, de Kahlil Joseph
My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev
Put Your Soul on Your Hand and Walk, de Sepideh Farsi

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo)
No Other Choice, de Park Chan‑wook (Coreia do Sul)
Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França)
O Som da Queda, de Mascha Schilinski (Alemanha)
Resurrection, de Bi Gan (China/França)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO
Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow
Carson Lund, por Eephus
Constance Tsang, por Blue Sun Palace
Harris Dickinson, por Urchin 
Sarah Friedland, por Toque Familiar

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi
If I Had Legs I’d Kick You, escrito por Mary Bronstein
O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho
O Som da Queda, escrito por Louise Peter e Mascha Schilinski
Sorry, Baby, escrito por Eva Victor

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
No Other Choice, escrito por Park Chan-wook, Lee Kyoung-Mi, Jahye Lee e Don McKellar
Pillion, escrito por Harry Lighton
Preparation for the Next Life, escrito por Martyna Majok
Train Dreams, escrito por Clint Bentley e Greg Kwedar
Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson

MELHOR ATUAÇÃO
Amanda Seyfried, por The Testament of Ann Lee
Ethan Hawke, por Blue Moon
Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Josh O’Connor, por The Mastermind
Lee Byung-hun, por No Other Choice
Rose Byrne, por If I Had Legs I’d Kick You
Sopé Dìrísù, por My Father’s Shadow
Tessa Thompson, por Hedda
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE
Adam Sandler, por Jay Kelly
Alexander Skarsgård, por Pillion
Andrew Scott, por Blue Moon
Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
Indya Moore, por Pai Mãe Irmã Irmão
Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
Jacob Elordi, por Frankenstein
Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
Wunmi Mosaku, por Pecadores

ATUAÇÃO REVELAÇÃO
A$AP Rocky, por Luta de Classes
Abou Sangaré, por A História de Souleymane
Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
Sebiye Behtiyar, por Preparation for the Next Life
Tonatiuh, por O Beijo da Mulher Aranha

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

49ª Mostra de São Paulo: conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista

por: Cinevitor
Baneen Ahmad Nayyef em The President’s Cake, de Hasan Hadi

Foram anunciados nesta quinta-feira, 23/10, os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista da 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante a primeira semana de programação, foram computados os votos do público dos filmes que participam do evento.

Nesta edição, entre as 118 produções de cineastas de primeiro e segundo longa que concorreram ao prêmio, 12 filmes receberam as melhores classificações dos espectadores. As obras, que integram a Competição Novos Diretores, agora serão submetidas ao Júri Oficial, que avaliará e escolherá o grande vencedor do Troféu Bandeira Paulista, uma criação da artista plástica Tomie Ohtake, na categoria de melhor filme; os jurados também podem premiar em outras categorias.

Em 2025, o júri é formado pelo produtor sul-africano Atilla Salih Yücer, pelo produtor brasileiro Daniel Marc Dreifuss, pela cineasta portuguesa Denise Fernandes, pela realizadora colombiana Laura Mora e pelo crítico-chefe da revista Variety, o norte-americano Peter Debruge. Os vencedores serão anunciados no dia 30 de outubro durante a cerimônia de encerramento, na Sala Petrobras instalada na Cinemateca Brasileira. Vale lembrar que alguns títulos ainda podem ser vistos nos cinemas.

Conheça os finalistas ao Troféu Bandeira Paulista 2025 da Mostra de São Paulo:

A Luta (La Lucha), de José Alayón (Espanha/Colômbia)
À Paisana (Plainclothes), de Carmen Emmi (EUA)
A Sombra do Meu Pai (My Father’s Shadow), de Akinola Davies Jr. (Reino Unido/Nigéria)
Copinha, de Joaquim Salles (Brasil)
DJ Ahmet, de Georgi Unkovski (Macedônia/República Tcheca/Sérvia/Croácia)
De Onde Vem o Vento (Tunis-Djerba), de Amel Guellaty (Tunísia/França/Catar)
Eclipse, de Djin Sganzerla (Brasil)
Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed), de Sarah Goher (Egito)
Homebound, de Neeraj Ghaywan (Índia)
Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou (Taiwan/França/EUA/Reino Unido)
The President’s Cake (Mamlaket Al-Qasab), de Hasan Hadi (Iraque/EUA/Catar)
Vainilla, de Mayra Hermosillo (México)

Foto: Divulgação.

Frankenstein

por: Cinevitor

Direção: Guillermo del Toro

Elenco: Oscar Isaac, Jacob Elordi, Christoph Waltz, Mia Goth, Felix Kammerer, Charles Dance, David Bradley, Lars Mikkelsen, Christian Convery, Nikolaj Lie Kaas, Kyle Gatehouse, Lauren Collins, Sofia Galasso, Joachim Fjelstrup, Ralph Ineson, Peter Millard, Peter MacNeill, Burn Gorman, Sean Sullivan, Stuart Hughes, Gord Rand, Kenton Craig, Val Ovtcharov, Anders Yates, Adam Brown, Santiago Segura, Dexter Stokes-Mellor, Shian Denovan, Mark Steger, Rafe Harwood, Gregory Mann, Roberto Campanella, Rebecca Lawson-Turner, Warren Albert, Kim Morgan, William John Banks, Alex Henderson, Luke Watson, Liam Bell, Mark Burns, Sharon Canovas, Trevor Carter, Liubov Elkina, Ethan Keyes, Duff MacDonald, Cullen McFater, John McManus, Chris Morchain, Matt Schichter, Nathan Scott, Jason Alan Staines, Kitu Turcas, Mark Wilkinson.

Ano: 2025

Sinopse: O cientista Victor Frankenstein é um homem brilhante, mas consumido pela ambição de desafiar as leis da natureza. Em uma experiência sombria, ele dá vida a uma criatura que rapidamente se torna o reflexo mais assustador de sua própria obsessão.

Nota do CINEVITOR:

A Meia-Irmã Feia

por: Cinevitor

Den stygge stesøsteren
The Ugly Stepsister

Direção: Emilie Blichfeldt

Elenco: Lea Myren, Ane Dahl Torp, Thea Sofie Loch Næss, Flo Fagerli, Isac Calmroth, Malte Gårdinger, Ralph Carlsson, Isac Aspberg, Albin Weidenbladh, Oksana Czerkasyna, Katarzyna Herman, Adam Lundgren, Willy Ramnek Petri, Cecilia Forss, Kyrre Hellum, Agnieszka Żulewska, Staffan Kolhammar, Philip Lenkowsky, Paweł Browczuk, Stanisław Bukowski, Piotr Czarnecki, Richard Forsgren, Sebastian Greześkiewicz, Jan Hęś, Paweł Janyst, Julia Kozłowska, Filip Krzykała, Magdalena Kulpa, Mirek Maruszak, Gabriel Nowakowski, Lena Ogórkiewicz, Łukasz Olejnik, Olga Rayska, Anna Roźek, Natalia Ścibor, Marta Sobieraj, Grman Vatsik, Jakub Wojtas, Bartłomiej Wyczałkowski.

Ano: 2025

Sinopse: Nessa releitura da clássica história de Cinderela, Elvira luta contra sua linda meia-irmã em um reino onde a beleza suprema reina. Ela recorre a medidas extremas para cativar o príncipe em meio a uma competição implacável pela perfeição física.

Nota do CINEVITOR:

Festival Mix Brasil 2025: conheça os longas e curtas brasileiros selecionados

por: Cinevitor
Henrique Barreira e Gabriel Faryas em Ato Noturno: filme selecionado

A 33ª edição do Festival MixBrasil, um dos maiores eventos culturais LGBT+ da América Latina, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de novembro em São Paulo, acaba de divulgar a lista dos 71 filmes brasileiros selecionados entre os 542 títulos nacionais inscritos.

Com o tema A Gente Quer+, a edição de 2025 do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade irá celebrar as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, bem como formatos e linguagens. A seleção inclui longas, médias e curtas-metragens de 18 estados. Entre os filmes da programação, oito títulos concorrem na Mostra Competitiva Brasil de Longas, 17 na Mostra Competitiva Brasil de Curtas e oito na Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva.

O evento divulgará em breve sua programação completa que inclui cinema, música, exposições, literatura, games, festas, performances, experiências imersivas, workshops e o tradicional Show do Gongo, além dos filmes estrangeiros e da Mostra Competitiva de Inteligência Artificial.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o MixBrasil 2025:

COMPETITIVA BRASIL | LONGAS

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO)
Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP)
Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Ruas da Glória, de Felipe Sholl (RJ)
Torniquete, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Trago Seu Amor, de Cláudia Castro (RJ)

COMPETITIVA BRASIL | CURTAS

A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
Além da Culpa, de Israel Cordova (DF)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Eu Estou Aqui, de André Santos (RN)
Fardado, de Dan Biurrum (BA)
Feiura Comovente, de Ultra (SP)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP/PR)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SE/SP)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Sandra, de Camila Márdila (SP)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)
Vulkan, de Julia Zakia (SP)

MOSTRA REFRAME

A Artista Está Online, de Anna Talebi (SP)
Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE/PI)
Ecologia do Naufrágio, de bruCa TeiXeira (DF)
Gravidade, de Leo Tabosa (PE)
Iracema, de Yuri Célico (RS)
Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA/SP)
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (RJ)

MOSTRA QUEER.DOC

Bate Cabelo!, de Luís Knihs (SP)
Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Desejo de Viver (Mutatis Mutandis), de Giorgia Narciso (SP)
Drags, um Super Filme, de Luciano Oreggia (SP)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)

CURTAS MIXBRASIL

2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)
Agapornis, de Gustavo Vinagre (SP)
Ana Sofia, de Beto Besant e Mayara Magri (SP)
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE)
Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Cybersexo 19, de Chico Ludermir (PE)
Du Bist So Wunderbar (Paradise Europe), de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Alemanha/Brasil)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski (PR)
Euteamo, Euteamo, Euteamo (…), de Boy Princess (SP)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Jantar pra Seis, de Isabela Lisboa (SP)
Jurerê Internacional, de Luiz Fernando Marques Lubi (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Nesta Data Querida, de André Leão (SP)
Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Mais Profundo é a Pele: LGBT60+, de Rafael Medina (SP)
Picumã, de Sladká Meduza (SP)
Pocas pra Entender, de Stheffany Fernanda e Pedro Miosso (SP)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Rainha, de Raul de Lima (PA)
Rainha do Carnaval, de Rodrigo Pépe (SP)
Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal)
Sobre Nós, de Marina Maux (RJ)
Tigrezza, de Vinícius Eliziário (BA)
Tudo o que Quiser, de Mariana Machado (Brasil/Bélgica)
VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)

Foto: Divulgação/Avante Filmes.

49ª Mostra de São Paulo exibe mais de 80 títulos brasileiros na programação

por: Cinevitor
Danny Barbosa em Gravidade, de Leo Tabosa

Entre os 374 títulos selecionados para a 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o audiovisual brasileiro ganha destaque com 85 títulos na programação: são obras de novos diretores, de realizadores renomados, longas-metragens restaurados, entre outros.

A Mostra Brasil, um panorama contemporâneo da produção audiovisual no país, reúne 60 longas, enquanto seis filmes fazem parte da Competição Novos Diretores: Copinha, de Joaquim Salles; Eclipse, de Djin Sganzerla; Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti; Malaika, de André Morais; Pipas, de Walter Thompson-Hernandez; e Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios.

A seleção da Mostra Brasil traz também diversos títulos premiados e exibidos em importantes festivais, como: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, que levou os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Aline Marta Maria, melhor trilha musical e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado deste ano; o gaúcho Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Candango de melhor filme no Festival de Brasília; Cais, de Safira Moreira, consagrado no Olhar de Cinema; Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, premiado no For Rainbow; o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, com Noá Bonoba, vencedor do Prêmio da Crítica em Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que rendeu o kikito de melhor ator para Gero Camilo em Gramado e outros prêmios, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular; Ruas da Glória, de Felipe Sholl, que consagrou as atuações de Alejandro Claveaux e Diva Menner no Festival do Rio.

E mais: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, premiado no Festival do Rio e exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, com Bella Campos e Xamã, que levou o kikito de melhor filme em Gramado e outros prêmios; Quatro Meninas, de Karen Suzane, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Brasília; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Eu Não Te Ouço, de Caco Ciocler, que rendeu o prêmio de melhor ator para Márcio Vito no Festival do Rio; o documentário Para Vigo Me Voy!, de Karen Harley e Lírio Ferreira, exibido em Cannes e que destaca a trajetória de Cacá Diegues; Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, que levou o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília; entre muitos outros.

Luisa Arraes em O Homem de Ouro, de Mauro Lima

O cinema brasileiro segue na 49ª Mostra de São Paulo com outros destaques, como: 90 Decibéis, de Fellipe Barbosa, com Benedita Casé e exibido no Festival do Rio; o documentário Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira, sobre o cantor e compositor Odair José; Gravidade, de Leo Tabosa, com Clarisse Abujamra, Hermila Guedes, Danny Barbosa, Marcélia Cartaxo e Helena Ignez no elenco; Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar, protagonizado por Bruna Linzmeyer; o documentário Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; o maranhense Terra Devastada, de Frederico Machado; Honestino, de Aurélio Michiles, com Bruno Gagliasso no papel de Honestino Guimarães; o terror Love Kills, de Luiza Shelling Tubaldini; O Homem de Ouro, de Mauro Lima, com Renato Góes, Luisa Arraes e Orã Figueiredo no elenco; Sexa, que marca a estreia de Glória Pires na direção; o documentário Ary, de André Weller, sobre Ary Barroso.

A lista brasileira também destaca outros documentários, como: A Vida de Vlado: 50 Anos do Caso Herzog, de Simão Scholz; Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins; Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel; Nada a Fazer, de Leandra Leal; Massa Funkeira, de Ana Rieper; Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo; Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luiz Antonio Pilar; Com Causa, de Belisario Franca e Pedro Nóbrega; O Pai e o Pajé, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça; Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; Amora, de Ana Petta; Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez; entre outros.

Entre obras clássicas, redescobertas e filmes restaurados estão títulos como: Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.

Bruno Gagliasso em Honestino, de Aurélio Michiles

Nomes consagrados também marcam presença com mais de uma obra em exibição, como: Flávia Castro, que apresenta As Vitrines e Cyclone; Cristiano Burlan com Nosferatu e Um Espaço que se Move; e José Eduardo Belmonte com Assalto à Brasileira, Aurora 15 e Quase Deserto.

Também fazem parte da programação as séries: Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, que mergulha na trajetória apoteótica de um dos grupos mais revolucionários da MPB; Choque de Cultura: A Série, do Canal Brasil, dirigida por Fernando Fraiha; e Lona Preta, drama de Renato Ciasca e Francisco Garcia.

Há, ainda, apresentações especiais de longas como: O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do português Valter Hugo Mãe, dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro, que faz sua estreia mundial na Mostra; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026.

Já a produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a 2ª Mostrinha, seção dedicada à infância e à juventude. Títulos nacionais inéditos no país, como D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, e Aventuras de Makunáima, de Chico Faganello, também compõe a seleção.

*Clique aqui e confira a seleção brasileira completa da 49ª Mostra de São Paulo.

Fotos: Petrus Cariry/Helena Barreto/Divulgação.

49ª Mostra de São Paulo exibe filmes que disputam uma vaga no Oscar 2026

por: Cinevitor
Hanna Heckt no alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski

Como de costume, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo exibirá obras que podem concorrer à estatueta dourada do Oscar em 2026. Dentro da seleção da 49ª edição, estão confirmados 15 títulos indicados pelos seus países para disputar uma vaga na premiação americana na categoria de melhor filme internacional

Além do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, premiado no Festival de Cannes deste ano, a lista traz também: Foi Apenas um Acidente (Yek Tasadef Sadeh), do iraniano Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro e representante da França para o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas; o cineasta será homenageado na Mostra com o Prêmio Humanidade.

A programação conta também com o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook, exibido no Festival de Veneza e eleito o melhor filme internacional do Festival de Toronto; O Som da Queda (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e representante da Alemanha; o croata Fiume o Morte!, de Igor Bezinović, consagrado no Festival de Roterdã; Feliz Aniversário (Happy Birthday), de Sarah Goher, representante do Egito e grande vencedor do Festival de Tribeca; o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi, premiado na Quinzena de Cineastas em Cannes; Um Mundo Triste e Belo (A Sad and Beautiful World), de Cyril Aris, representante do Líbano, que se destacou na mostra Giornate degli Autori em Veneza; o sueco Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes

Nina Ye em Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou

O representante da Palestina à uma vaga no Oscar será o filme Palestina 36, da realizadora Annemarie Jacir, que retrata vilarejos por toda a região se insurgindo contra o domínio colonial britânico na primeira metade do século 20. Já os irmãos Dardenne, homenageados nesta edição da Mostra com o Prêmio Humanidade, representam a Bélgica com Jovens Mães (Jeunes Mères), vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes.

E mais: Sirât, de Oliver Laxe, filme de abertura da 49ª Mostra de São Paulo e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, representante da Espanha; o indiano Homebound, de Neeraj Ghaywan, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes; O Amor que Resta (Ástin sem eftir er), de Hlynur Pálmason, indicado pela Islândia e exibido em Cannes; e o representante de Taiwan, Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou, premiado na Semana da Crítica e que conta com Sean Baker, vencedor do Oscar por Anora, como produtor, coroteirista e montador. 

A 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles. A Mostra de São Paulo 2025 será realizada entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor. 

Fotos: Fabian Gamper/Divulgação/Netflix.