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Assalto na Paulista, com Bianca Bin e Eriberto Leão, ganha trailer e data de estreia

por: Cinevitor
Drama e ação nas telonas: inspirado em fatos reais.

Dirigido por Flavio Frederico, do documentário Em um Mundo Interior, o filme de ação Assalto na Paulista é livremente inspirado em um dos maiores assaltos a bancos privados no Brasil: o assalto à agência 0262 do Banco Itaú, na Avenida Paulista, em São Paulo, centro financeiro do país.

Em um sábado à noite, sem ser incomodada, uma quadrilha passou quase dez horas dentro da agência e roubou 170 cofres particulares localizados no subsolo. Em apenas três deles, obteve cerca de R$ 10 milhões em joias e dinheiro. A estimativa é de que o assalto da Avenida Paulista tenha rendido mais de R$ 100 milhões aos assaltantes. O que chama atenção é que, após uma semana, pouquíssimos clientes prestaram queixa, num indicativo de que a maioria dos cofres continha bens não declarados oficialmente.

Para o longa, os personagens foram totalmente ficcionados, assim como os fatos e encadeamento das ações, porém o modus operandi, ou seja, como os bandidos conseguiram driblar o esquema de segurança do banco e a polícia foram inspirados nos eventos reais. O assalto acontece no presente da narrativa e o filme mostra os detalhes da preparação da ação: o planejamento, como se dá a articulação entre os assaltantes durante o processo de entrada no banco, como os cofres particulares vão sendo arrombados e, finalmente, como acontece a fuga. Na medida em que o conteúdo dos cofres se revela, aspectos da vida de Rubens, interpretado por Eriberto Leão, e de Leônia, papel de Bianca Bin, aparecem em flashbacks, que começam sempre ligando um objeto encontrado com o passado de um deles.

Com referências como Domingo Sangrento, de Paul Greengrass, a linha narrativa do filme revela os dramas pessoais e a deterioração das relações humanas deste grupo durante esta noite no interior do banco e nos dias subsequentes.

A trilha sonora original composta por BiD é climática, densa, mas também moderna e ágil nos momentos de ação, mesclando elementos de pop e rock e trazendo uma forte influência dos westerns de Sergio Leone. Ela é mesclada com diversos fonogramas de diferentes gêneros da música brasileira, escolhidos pela própria roteirista Mariana Pamplona; há desde um grande clássico sertanejo, assim como o auge do rock nacional dos anos 1980, como Plebe Rude e mestres da MPB como Belchior e Gal Costa.

Com fotografia de Carlos André Zalasik, o longa conta também com Adriano Bolshi, Daniela Nefussi, Kauê Telloli, Luciano Riso, Jefferson Brasil, Kiko Marques, Ademir Emboava e Helo Santos no elenco.

Confira o trailer de Assalto na Paulista, que chega aos cinemas no dia 25 de agosto, com distribuição da Kinoscópio Cinematográfica e O2 Play:

Foto: Reprodução/YouTube.

CINEVITOR #420: Pacificado | Entrevista com o elenco, diretor e produtores

por: Cinevitor
Débora Nascimento em cena: atriz premiada.

Vencedor da Concha de Ouro no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián e premiado na 43ª Mostra de São Paulo, Pacificado, dirigido por Paxton Winters, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11/08.

Produzido por Darren Aronofsky e pelos brasileiros Marcos Tellechea e Paula Linhares, da Reagent Media, a história se passa no Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, na época dos Jogos Olímpicos, em 2016, enquanto as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) ocupam os morros para manter o controle durante o evento.

Tati, interpretada por Cássia Nascimento, é uma garota introvertida de 13 anos, que mantém uma relação problemática com a mãe dependente de drogas, papel de Débora Nascimento, e sonha em conhecer seu pai, Jaca, ex-chefe do tráfico local, vivido por Bukassa Kabengele, que está prestes a sair da prisão. Ao voltar para casa, Jaca sonha em começar uma nova vida, longe do tráfico. Quer encontrar um novo lugar para ele e sua família num morro agora comandado por Nelson, papel de José Loreto, um jovem traficante. Mas, encontrar a paz num mundo dominado pela violência não será tarefa fácil, pois a realidade se mostra mais dura do que ele imaginava.

Com história de Paxton Winters, que morou no Morro dos Prazeres por oito anos, o roteiro foi coescrito por Wellington Magalhães, morador da comunidade, e por Joseph Carter, que também morou lá por 12 anos. O elenco conta também com Léa Garcia, Raphael Logan, Shirley Cruz, Jefferson Brasil, Rayane Santos, Thiago Thomé, Murilo Sampaio, entre outros.

Além da Concha de Ouro de melhor filme, Pacificado ganhou outros dois prêmios no Festival de San Sebastián, em 2019: melhor fotografia para Laura Merians e melhor ator para Bukassa Kabengele. No EnergaCAMERIMAGE, International Film Festival of the Art of Cinematography, foi consagrado em duas categorias: melhor direção estreante e melhor direção de fotografia estreante. Na 42ª edição do Festival de Havana, foi premiado como melhor longa de ficção, melhor direção e melhor atriz para Cássia Nascimento. Já no Fest Aruanda, em João Pessoa, levou os prêmios de melhor fotografia, melhor atriz para Débora Nascimento, melhor ator para Bukassa Kabengele e uma Menção Honrosa para Léa Garcia.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Paxton Winters, com as atrizes Débora Nascimento e Cássia Nascimento, com os produtores Marcos Tellechea e Paula Linhares e com os atores Bukassa Kabengele e José Loreto.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Com Cauã Reymond, A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, será exibido em sessão especial no 50º Festival de Gramado

por: Cinevitor
Em cena: Cauã Reymond vive Dom Pedro I.

Dirigido por Laís Bodanzky, A Viagem de Pedro, primeiro longa histórico da diretora, será exibido em uma sessão especial na 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado, fora de competição. O filme retrata o retorno de Dom Pedro I a Portugal para recuperar seu trono, no Brasil.

Bodanzky retorna a Gramado com seu novo projeto após receber seis kikitos com o longa Como Nossos Pais, em 2017, e de ser homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, em 2020. Com direção e roteiro assinados por Laís, o filme é protagonizado por Cauã Reymond e aborda a vida privada de Dom Pedro I. Responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época, o longa compreende o momento em que o ex-imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.

A produção mostra uma reflexão do personagem a bordo da nau inglesa Warspite sobre sua vida no Brasil, desde a chegada de Portugal ao lado dos pais, em 1808, até sua abdicação, motivada por desdobramentos do seu exercício do Poder Moderador, pela rixa entre políticos conservadores e liberais, bem como pela rivalidade entre brasileiros e portugueses que estavam radicados no Brasil. O filme retrata o personagem em sua intimidade, tentando compreender a série de acontecimentos e o porquê de tudo dar errado quando parecia que iria dar certo.

O elenco conta também com a artista plástica Rita Wainer, em sua estreia como atriz, no papel de Domitila; Luise Heyer como Leopoldina; Francis Magee vivendo o Comandante Talbot e Welket Bungué interpretando o Contra Almirante Lars. No elenco português estão Victória Guerra, como Amélia; Luísa Cruz no papel de Carlota Joaquina; João Lagarto interpretando Dom João VI; Isac Graça vivendo Miguel; e Isabél Zuaa como Dira. Celso Frateschi, Gustavo Machado, Luiza Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino completam o elenco.

A mudança na programação ocorre após a desclassificação do longa-metragem franco-espanhol La Boda de Rosa, da diretora Icíar Bollaín, que descumpriu o regulamento do 50° Festival de Cinema de Gramado, que prevê a obrigatoriedade de ineditismo dos filmes selecionados em território nacional, configurando a não exibição comercial e/ou pública dos títulos no Brasil. Com a decisão, o filme deixa a competição de longas-metragens estrangeiros e não terá exibição na programação do evento.

Foto: Fabio Braga.

Morre, aos 73 anos, a atriz e cantora Olivia Newton-John

por: Cinevitor
Sucesso na música e no cinema.

Morreu nesta segunda-feira, 08/08, aos 73 anos, a atriz e cantora Olivia Newton-John. Segundo informações divulgadas pelo marido, John Easterling, em um comunicado oficial, ela faleceu em um rancho no sul da Califórnia ao lado de amigos e familiares.

Olivia foi diagnosticada com câncer de mama em 1992 e, depois, revelou em entrevistas que lutou três vezes contra a doença. Em 2017, a situação se agravou quando o câncer se espalhou para os ossos e progrediu para o estágio IV. Com dores por conta das lesões ósseas metastáticas, defendeu o uso de óleo de cannabis para aliviar os sintomas.

No Facebook, o marido escreveu: “Pedimos a todos que respeitem a privacidade da família durante esse momento tão difícil. Olivia tem sido um símbolo de triunfos e esperança durante anos ao compartilhar sua jornada com o câncer de mama. Sua inspiração de cura e experiência pioneira com plantas medicinais continua com a Olivia Newton-John Foundation Fund, dedicada à pesquisa. Em vez de flores, a família pede que qualquer doação seja feita em sua memória para a Olivia Newton-John Foundation Fund”.

Nascida em Cambridge, no Reino Unido, em 26 de setembro de 1948, começou sua carreira artística aos quatorze anos quando formou uma banda, a Sol Four, com três amigas. Na década de 1960, participou do Sing, Sing, Sing, um programa televisivo de concurso de talentos, e ganhou a competição ao cantar Anyone Who Had A Heart e Everything’s Coming Up Roses.

Depois de estrelar um telefilme australiano independente, o Funny Things Happen Down Under, ao lado do então namorado Ian Turpie, mudou-se para a Inglaterra e ao lado de Pat Carroll fez uma turnê em clubes noturnos da Europa. Em 1966, já em carreira solo, gravou seu primeiro single: Till You Say You’ll Be Mine/Forever; quatro anos mais tarde, entrou no grupo Tommorrow, que não fez muito sucesso.

Em 1971, lançou seu primeiro álbum, que foi destaque internacional. Em 1973, com a música Let Me Be There, se consagrou nos Estados Unidos e levou seu primeiro Grammy. No ano seguinte, representou o Reino Unido no famoso programa Eurovision com a música Long Live Love e ficou em quarto lugar. Todas as seis canções gravadas por Olivia para a seleção britânica fizeram parte do álbum If You Love Me, Let Me Know. Com isso, foi premiada novamente no Grammy em duas categorias.

Com John Travolta no consagrado musical Grease: Nos Tempos da Brilhantina.

Já considerada um sucesso na música, ainda que tenha enfrentado alguns fracassos, foi convidada a protagonizar a adaptação cinematográfica do musical Grease: Nos Tempos da Brilhantina, que se destacava na Broadway. Ao lado de John Travolta, interpretou Sandy, uma jovem australiana que estava de férias nos Estados Unidos.

O filme, dirigido por Randal Kleiser, se tornou a maior bilheteria de 1978 e projetou o talento de Olivia para o mundo todo. A trilha sonora, a mais vendida de todos os tempos, ficou 12 semanas consecutivas em primeiro lugar no ranking da Billboard e rendeu três singles de sucesso: You’re The One That I Want, Hopelessly Devoted To You e Summer Nights. Por conta do sucesso nas telonas, Olivia foi indica ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz de comédia ou musical; Hopelessly Devoted To You foi indicada ao Oscar na categoria de melhor canção original.

Com o sucesso de Grease, Olivia decidiu transformar sua carreira de cantora ao trocar o estilo country pelo pop. Em novembro de 1978, lançou o álbum Totally Hot. Depois disso, voltou aos cinemas no musical Xanadu, de Robert Greenwald, ao lado de Gene Kelly. Mesmo com o fracasso do filme, fez sucesso com três músicas que faziam parte da trilha sonora: Magic, Xanadu e Suddenly.

Em 1981, lançou o single Physical, que ocupou o topo das paradas por dez semanas, movimentando mais de 1 milhão de cópias. No ano seguinte, levou o Grammy de melhor videoclipe do ano. Depois de Xanadu, atuou em outros filmes, que também não fizeram muito sucesso, como: Embalos a Dois, novamente com John Travolta; Ela Vai Ter um Bebê, Uma Mãe pelo Natal, A Última Festa, The Christmas Angel: A Story on Ice, Uma Família e Tanto, The Wilde Girls, Score: A Hockey Musical, Depois dos 30, Sharknado 5: Voracidade Global, entre outros. 

Ao longo dos anos, conciliou as carreiras de atriz e cantora. Em 1981, ganhou sua estrela na Calçada da Fama, em Hollywood; foi premiada diversas vezes no American Music Awards e também no People’s Choice Awards.

Sobre a morte da artista, John Travolta escreveu em sua conta no Instagram: “Minha querida Olivia, você fez nossas vidas muito melhores. Seu impacto foi incrível. Eu te amo muito. Nos veremos na estrada e estaremos todos juntos novamente. Seu desde o primeiro momento em que te vi e para sempre! Seu Danny, seu John!”.

Fotos: Divulgação.

Maria – Ninguém Sabe Quem Sou Eu: documentário sobre Maria Bethânia ganha teaser e data de estreia

por: Cinevitor
Bethânia em um depoimento inédito e exclusivo.

Com imagens raras de ensaios e shows da cantora Maria Bethânia, o documentário Maria – Ninguém Sabe Quem Sou Eu, dirigido por Carlos Jardim, chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de setembro com distribuição da Arteplex Filmes.

São 57 anos de carreira, 76 de idade, muitos filmes, inúmeros discos e shows, uma quantidade incalculável de entrevistas. Ainda assim, a impressão é de que o público conhece muito pouco sobre Maria Bethânia. O jornalista e roteirista Carlos Jardim partiu desse ponto de vista para dirigir e fazer o roteiro do documentário.

No filme, quem desvenda essa personalidade única no cenário cultural brasileiro é a própria cantora: só Bethânia fala sobre Bethânia no longa, em um depoimento inédito e exclusivo gravado no teatro do Hotel Copacabana Palace. Entre as falas, imagens raras garimpadas nos arquivos da TV Globo e da TV Bahia, como ensaios do show antológico que Bethânia e Chico Buarque fizeram em 1975, e do espetáculo que a cantora e o irmão Caetano Veloso realizaram em 1978. Há ainda registros de A Hora da Estrela, de 1984, baseado na obra de Clarice Lispector.

Ao longo de 100 minutos, Bethânia fala sobre assuntos importantes na sua trajetória, como a paixão pelo palco, a força de sua presença em cena, fé e religiosidade, a ligação de amor com a mãe, Dona Canô, com o pai, Seu Zezinho, e com o irmão Caetano Veloso. A cantora fala ainda sobre a importância da literatura em seus trabalhos e sobre três escritores que admira e fazem parte de seu repertório: Fernando Pessoa, Clarice Lispector e Mia Couto; e aparece declamando textos destes três mestres.

Maria – Ninguém Sabe Quem Sou Eu conta com a participação mais que especial da atriz Fernanda Montenegro, que narra cinco textos marcantes sobre Bethânia, ilustrados com imagens registradas por fãs-fotógrafos da cantora, que o diretor do filme garimpou nas redes sociais de fã-clubes. São textos escritos por Ferreira Gullar, Nelson Motta, Fauzi Arap, Caio Fernando Abreu e Reynaldo Jardim, este último autor do livro Maria Bethânia Guerreira Guerrilha.

Entre as cenas de ensaios e shows da artista, grandes sucessos de sua carreira como Olhos nos Olhos (Chico Buarque), É o Amor (Zezé Di Camargo), Gita (Raul Seixas), Amor de Índio (Beto Guedes) e Álibi (Djavan).

Confira o teaser de Maria – Ninguém Sabe Quem Sou Eu:

Foto: Reprodução/YouTube.

CINEVITOR #419: O Palestrante | Entrevista com o elenco

por: Cinevitor
Dani Calabresa e Fabio Porchat em cena.

Com direção de Marcelo Antunez, de Qualquer Gato Vira-Lata 2 e Até que a Sorte nos Separe 3, e roteiro de Fabio Porchat e Claudia Jouvin, a comédia romântica O Palestrante chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 04/08.

Na trama, Guilherme, interpretado por Porchat, um contador sem perspectivas que acaba de ser demitido e abandonado pela noiva, viaja para o Rio de Janeiro com o objetivo de resolver pendências da empresa que o demitiu. Em um impulso de quem não tem nada a perder, assume o lugar de um tal Marcelo, sem saber que se trata de um palestrante motivacional contratado para animar os funcionários da empresa de Denise, papel de Dani Calabresa. Guilherme tem que colocar todos pra cima, mas talvez ele também precise desse novo Marcelo para mudar de vida.

O longa conta também com Antonio Tabet, Maria Clara Gueiros, Otávio Müller, Miá Mello, Paulo Vieira, Rodrigo Pandolfo, Debora Lamm e Ernani Moraes no elenco; com participações especiais de Evandro Mesquita e Letícia Lima. Produzido pela Camisa Listrada, em coprodução com Paramount Pictures, Telecine e Globo Filmes, a distribuição é da Downtown Filmes.

Para falar mais sobre a comédia romântica, gravamos três programas especiais e conversamos com os atores Fabio Porchat, Dani Calabresa, Paulo Vieira, Miá Mello, Antonio Tabet e Maria Clara Gueiros.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Dani Calabresa e Fabio Porchat

PARTE 2:
Entrevista com Miá Mello e Paulo Vieira

PARTE 3:
Entrevista com Antonio Tabet e Maria Clara Gueiros

Foto: Ique Esteves.

Festival de Toronto 2022 anuncia novos filmes; Carvão, de Carolina Markowicz, é selecionado

por: Cinevitor
Maeve Jinkings no longa Carvão, de Carolina Markowicz.

Depois de revelar os primeiros filmes de sua 47ª edição, o Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 8 e 18 de setembro, divulgou novos títulos selecionados; o evento é considerado um dos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar.

A mostra competitiva Platform apresenta cineastas cujas vozes estão surgindo no cenário cinematográfico. Com diretores estreantes e veteranos, a programação deste ano oferece uma gama diversificada de talentos e vozes de direção distintas que estão surgindo em todo o mundo: “Lançamos a Platform para iluminar alguns dos filmes mais originais e vozes distintas em nosso festival. Agora, no sétimo ano, tornou-se um verdadeiro lar para autores internacionais em ascensão”, disse Cameron Bailey, CEO do TIFF.

Entre as dez estreias mundiais anunciadas, o cinema brasileiro se destaca com Carvão, primeiro longa-metragem de Carolina Markowicz. A exibição marca a volta da cineasta ao Festival de Toronto, no qual já exibiu três curtas: O Órfão, Namoro à Distância e Edifício Tatuapé Mahal; ela também participou do TIFF Filmmaker Lab, em 2015.

No filme, Maeve Jinkings interpreta Irene que, com seu marido, Jairo, papel de Rômulo Braga, tem uma pequena carvoaria no quintal de casa. Eles têm um filho pequeno, Jean, vivido por Jean Costa, e o pai dela não sai mais da cama, não fala e não ouve. A família recebe uma boa proposta, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa, numa pequena cidade no interior. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar; nem sempre para melhor.

O longa foi rodado em Joanópolis, interior de São Paulo, uma cidade próxima à qual a diretora cresceu, e ela confessa conhecer bem esse ambiente rural e retrógrado: “Lá, vivenciei tudo o que uma pequena cidade conservadora pode oferecer: pessoas cuidando da vida umas das outras, famílias unidas pelo fato de que a família deve ficar unida, casamentos onde os casais quase se odiavam (mas como é vergonhoso ser solteiro, vamos manter o status quo!). E claro: você pode ser um assassino, mas por favor não seja gay”.

Carolina, que também assina o roteiro, conta que o desejo de fazer o filme veio da angústia de ver o Brasil cada dia mais imune aos absurdos: “Ouvimos nosso presidente dizer que preferiria ter um filho morto a um filho gay. Ouvimos o executivo da maior seguradora de saúde dizer que foram orientados por seus CEOs a deixar as pessoas morrerem durante a pandemia porque morte é alta hospitalar”.

A diretora passou, então, a prestar atenção nesse mundo ao seu redor, notando coisas que acabou trazendo para o filme: “Esse ambiente bucólico, mas ao mesmo tempo agitado, fez de mim uma observadora da natureza humana no seu melhor e no seu pior. E também uma admiradora de um senso de humor áspero, áspero e ácido, capaz de retratar todos os maiores desastres humanos e idiossincrasias de uma maneira bastante estranha”.

Produzido por Zita Carvalhosa, em coprodução de Karen Castanho e Alejandro Israel, o longa será lançado nos cinemas pela Pandora Filmes, com previsão de estreia para o primeiro trimestre de 2023. O elenco conta também com César Bordón, Camila Márdila, Aline Marta e Pedro Wagner.

Vale lembrar que os dez filmes selecionados concorrem ao Platform Prize, no valor de 20 mil dólares canadenses, que será concedido por um Júri Internacional.

Conheça os filmes selecionados para a mostra Platform do 47º Festival de Toronto:

Carvão (Charcoal), de Carolina Markowicz (Brasil/Argentina)
Emily, de Frances O’Connor (Reino Unido)
Hawa, de Maïmouna Doucouré (França)
How to Blow Up a Pipeline, de Daniel Goldhaber (EUA)
Riceboy Sleeps, de Anthony Shim (Canadá)
Subtraction (Tafrigh), de Mani Haghighi (Irã/França)
The Gravity (La Gravité), de Cédric Ido (França)
Thunder (Foudre), de Carmen Jaquier (Suíça)
Tora’s Husband, de Rima Das (Índia)
Viking, de Stéphane Lafleur (Canadá)

Foto: Divulgação.

Inffinito Brazilian Film Festival 2022: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Chandelly Braz, Max Petterson e Rossicléa no longa Bem-vinda a Quixeramobim.

O Inffinito Film Festival, importante festival de cinema brasileiro realizado no exterior, chega à sua 26ª edição, que acontecerá entre os dias 10 e 25 de setembro em formato híbrido. Serão exibidas nos Estados Unidos cerca de 70 produções brasileiras, todas inéditas no país.

O festival começa com um evento ao ar livre em Miami e marca a volta da mostra competitiva presencial, com exibições no MDC’s Tower Theater Miami, e show de Adriana Calcanhotto no Miami Beach Bandshell. As já tradicionais mostras virtuais, disponíveis para o público americano, reúnem 57 filmes, sendo 10 documentários e 19 curtas em competição, e 28 em mostras paralelas. De Porto Rico ao Alasca, os filmes serão exibidos através da primeira plataforma internacional de streaming dedicada exclusivamente ao audiovisual brasileiro.

A noite de abertura será no dia 10 de setembro, no New World Center, em Miami, com entrada gratuita e apresentação musical do Instituto Flauta Mágica, que ensina balé, canto e flauta doce a crianças da periferia de Cuiabá, Mato Grosso, há 24 anos. Após a apresentação, o público assistirá ao filme Pixinguinha, um Homem Carinhoso, dirigido por Denise Saraceni e Allan Fiterman e estrelado por Seu Jorge e Taís Araujo.

A curadoria de longas foi composta pela cineasta, documentarista e diretora do Circuito Inffinito, Adriana L. Dutra, e pelo crítico de cinema Ricardo Cota. A produtora audiovisual Malu de Martino assina a curadoria de documentários e a produtora Laura Fernandes a de curtas-metragens, junto com Adriana L. Dutra. O júri deste ano será formado por Joanne Butcher, Joel Zito Araújo, John Maass, Julia Priolli, Liliana Kawase e Suzana Pires

De 11 a 16 de setembro, a Mostra Competitiva de longas-metragens acontecerá no Tower Theater Miami. A diversidade de temas e estilos confere à seleção de longas em competição um ar de panorama do Brasil contemporâneo. São filmes que oferecem ao espectador uma oportunidade única de conhecer os problemas, mas sobretudo a riqueza cultural do Brasil, país que encontra na arte a sua mais completa tradução.

O tamanho do Brasil é proporcional à diversidade de temas que perpassam as histórias que os documentaristas submeteram a esta seleção. A multiplicidade foi tanta, que a curadoria resolveu propor recortes para poder levar, ao público, um panorama mais amplo do que compõe a safra recente de documentários de realizadores brasileiros. Junto com a consolidada mostra competitiva se somaram outras: a Ritmos do Brasil, que viaja pela pluralidade da música brasileira, e a Brasil Urgente, que ressalta tópicos que não podem sair da pauta nos nossos dias.

De 10 a 25 de setembro, a programação para todo o território americano acontecerá em uma plataforma especial. Em oito salas virtuais, serão exibidos 57 filmes, sendo 10 de competitiva de documentário, 19 de competitiva de curta-metragem, 28 de mostras paralelas.

A cerimônia de encerramento e entrega do Troféu Lente de Cristal ao melhor filme escolhido pelo público será no dia 17 de setembro, no Miami Beach Bandshell, com apresentação da banda Johnny’s, seguida do filme Amazônia, de Thierry Ragobert, e do show Adriana Calcanhotto In Concert.

O 26º Inffinito Brazilian Film Festival homenageará com uma mostra especial a produtora Débora Ivanov, responsável pela produção de mais de 60 filmes brasileiros. Advogada de formação, ela foi diretora do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e integrou o Conselho Consultivo da Spcine. Fundou o Instituto Querô, ONG voltada para jovens de baixa renda da região portuária de Santos que promove capacitação na indústria audiovisual. Em 2000, tornou-se sócia da produtora Gullane e produziu dezenas de filmes, entre eles Que Horas Ela Volta?, Até que a Sorte nos Separe, Uma História de Amor e Fúria, entre muitos outros. Foi nomeada diretora da ANCINE em 2015; em 2017 assumiu a presidência da Agência Nacional do Cinema até 2020.

Conheça os filmes selecionados para o 26º Inffinito Film Festival:

COMPETITIVA | LONGA-METRAGEM

A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky
Bem-vinda a Quixeramobim, de Halder Gomes
Eike – Tudo ou Nada, de Andradina Azevedo e Dida Andrade
Ela e Eu, de Gustavo Rosa de Moura
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Por que Você Não Chora?, de Cibele Amaral
Sol, de Lô Politi

COMPETITIVA | DOCUMENTÁRIO

Belchior – Apenas Um Coração Selvagem, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias
Direito de Sonhar, de Theresa Jessouroun
Eneida, de Heloisa Passos
Já que Ninguém me Tira pra Dançar, de Ana Maria Magalhães
Nunca Mais Serei a Mesma, de Alice Lanari
O Circo Voltou, de Paulo Caldas
O Melhor Lugar do Mundo é Agora, de Caco Ciocler
Rolê – Histórias dos Rolezinhos, de Vladimir Seixas
Sinfonia de um Homem Comum, de José Joffily
Você Não Sabia de Mim, de Alan Minas

COMPETITIVA | CURTA-METRAGEM

Abscesso, de Bianca Iatallese
Ato, de Bárbara Paz
Benzedeira, de San Marcelo e Pedro Olaia
Carta para Glauber, de Gregory Baltz
Chão de Fábrica, de Nina Kopko
Como Respirar Fora D’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Da Janela Vejo o Mundo, de Ana Catarina Lugarini
Enquanto Seu Lobo Não Vem, de Jorge Farjalla
Era uma Vez uma Princesa, de Lisiane Cohen
Fim do Dia, de Rafael Raposo
Ibeji ibeji, de Victor Rodrigues
Itinerário de Cicatrizes, de Gloria Albues
Liberdade, de João Manteufel
O Formoso, de Roberto Leite
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão
Romance, de Karine Teles
Só Mais uma Frase, de Giulia Bertolli
Trovão sem Chuva, de Bruno Bini
Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet

PARALELA | FICÇÃO

Antígona 442 A.C., de Maurício Farias
Doutor Gama, de Jeferson De
Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza
O Auto da Boa Mentira, de José Eduardo Belmonte
Rama Pankararu, de Pedro Sodré

RITMOS BRASIL

A Música Natureza de Léa Freire, de Lucas Weglinski
Aquilo que Eu Nunca Perdi, de Marina Thomé
Cantos Espirituais, de Andre Schultz, Eduardo Xocante, Denise Schultz, Lucas Margutti e Mauro Heitor
Dois Tempos, de Pablo Francischelli
Gilberto Gil Antologia Vol.1, de Lula Buarque de Hollanda
Manguebit, de Jura Capela
Uma Garota Chamada Marina, de Candé Salles

PANORAMA DOC

8 Presidentes 1 Juramento – A História de um Tempo Presente, de Carla Camurati
A Arte de Se Reinventar, de Pedro Garrido
A Quem Interessa a Ignorância?, de Alexandre Carvalho
Babenco – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou, de Bárbara Paz
Lobby do Batom, de Gabriela Gastal
O Presidente Improvável, de Belisário Franca
Voluntário****1864, de Sandra Kogut

HOMENAGEM DÉBORA IVANOV

4×100 – Correndo por um Sonho, de Tomas Portella
Amazônia, de Thierry Ragobert
As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky
Crianças Invisíveis, de Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso e John Woo
Geraldo Filme, de Carlos Cortez
O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
Querô, de Carlos Cortez
Seu Nenê da Vila Matilde, de Carlos Cortez
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi, Jean Cullen De Moura e Marcelo Fernandes De Moura

MOSTRA UNIVERSITÁRIA
Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida

HORS CONCOURS
Sociedade do Medo, de Adriana L. Dutra

Foto: Divulgação/Glaz Entretenimento.

IX Recifest: conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Sharlene Esse no curta pernambucano Amor by Night, de Henrique Arruda.

Foram anunciados nesta segunda-feira, 01/08, os filmes selecionados para as mostras competitivas da nona edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 21 de setembro e 7 de outubro nas cidades do Recife, Bezerros e Itamaracá.

Neste ano, foram quase 200 filmes inscritos, de 20 estados do Brasil além do Distrito Federal, entre ficções, documentais, experimentais e híbridos, que apresentam um retrato da rica produção audiovisual LGBTQIA+ em todo o país.

A seleção traz obras dirigidas por homens cis, mulheres cis, não binários, travestis e de gênero fluido, pessoas que se identificam como bissexuais, heterossexuais, homossexuais e pansexuais. A curadoria foi assinada por Anti Ribeiro, Felipe André Silva e Mariana Souza.

A 9ª edição do festival, considerado um dos mais importantes do segmento no Brasil, terá atividades virtuais e presenciais. As mostras competitivas serão realizadas entre 3 e 7 de outubro, no Cineteatro do Parque e no Cinema da Fundação, no Recife, em formato presencial. O Recifest é realizado pela Casa de Cinema de Olinda e Olinda Produções e conta com o incentivo do Funcultura PE.

Como de costume, nas mostras competitivas, os títulos selecionados concorrem ao prêmio de melhor filme em duas categorias. A primeira leva em consideração os filmes pernambucanos, realizados por produtoras sediadas no estado e/ou por diretor/a/e (es/as) domiciliado/a/e (s) em Pernambuco. A segunda categoria, de filme nacional, leva em consideração as obras realizadas em todo o território brasileiro, incluindo Pernambuco.

Os vencedores serão escolhidos por um júri oficial, formado por especialistas em cinematografia e/ou artes, recebendo o troféu Rutílio de Oliveira e uma premiação no valor de mil reais. O público do Recifest também poderá votar de forma on-line, com cadastramento prévio, e escolher o melhor filme pernambucano e o melhor filme nacional. O júri oficial ainda concederá troféus em outras categorias.

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do IX Recifest:

Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima (PB)
Amaro, de Otávio Conceição (BA)
Amor by Night, de Henrique Arruda (PE)
Anhangabaú, de Filipe Travanca (SP)
Bege Euforia, de Anália Alencar (RN)
Cabiluda, de aColleto e Dera Santos (PE)
Calunga Maior, de Thiago Costa (PB)
Cidade Entre Rios, de Leonardo Mendes e Weslley Oliveira (MA/PI)
Crescer Onde Nasce o Sol, de Xulia Doxágui (PE)
Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO)
Entreaberta, de Bruna Amorim (RJ)
Eu Te Amo é no Sol, de Yasmin Guimarães (MG)
Iceberg, de Will Domingos (RJ)
Indução ao processo de autodesconhecimento 00001, de aoruaura (PE)
Na Estrada Sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia (CE)
O dia em que Helena matou o presidente, de Fernanda Estevam (MG)
O Fundo dos Nossos Corações, de Letícia Leão (RJ)
Paola, de Ziel Karapotó (PE)
Paraquedas, de Meujaela Gonzaga (BA/PB)
Plutão Não é Tão Longe Daqui, de Augusto Borges e Nathalya Brum (DF)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (PE)
Simulação_231-h264.mov, de JEAN (PE)
Uma paciência selvagem me trouxe até aqui, de Érica Sarmet (RJ)

Foto: Divulgação/Filmes de Marte.

LABRFF 2022: Los Angeles Brazilian Film Festival anuncia retorno e abre inscrições

por: Cinevitor
Os vencedores da edição de 2019, que aconteceu presencialmente.

O Los Angeles Brazilian Film Festival, considerado um dos mais importantes festivais de cinema brasileiro no exterior, acaba de anunciar seu retorno. O LABRFF 2022 celebra 15 anos de existência do festival, desde a fundação em 2008.

Na última edição, realizada de forma remota em 2020, a fundadora Meire Fernandes anunciou que o festival estava fechando as portas, mas a necessidade de seguir apoiando e promovendo a cultura brasileira em Hollywood foi maior do que as dificuldades: “Acho muito importante pararmos, quando necessário. O LABRFF cresceu muito nos últimos 15 anos, mas financeiramente estávamos tendo muitos problemas para conseguir manter o festival, e foi preciso tomar essa atitude para rever tudo que de fato era importante em relação ao projeto. Eu acho que essa pausa foi, inclusive, uma forma de eu protestar contra todo o descaso que estavam fazendo com a nossa cultura. Agora é hora de retomar o trabalho, e continuar fazendo o que sempre fizemos: posicionar o cinema brasileiro na capital mundial do cinema. O LABRFF continua suas atividades normais e celebra seus 15 anos de muito trabalho, dedicação e contribuição ao cinema brasileiro”, disse Meire.

Para a realização do LABRFF 2022, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de novembro, a direção do festival traz como tema a Diversidade, por acreditar que é um momento muito importante para falar sobre o tema, inclusão e pertencimento.

A competição de videoclipes também está de volta: o Los Angeles International Music Video Festival chega em sua terceira edição. O LAMV é uma janela para diretores e diretoras de cinema e artistas da música mostrarem seus trabalhos: “Fazer cinema e música juntos é uma paixão que cresce a cada ano que passa. O projeto vem sendo um grande sucesso. Trazer o pessoal da música para o cinema foi uma decisão muito feliz e vamos com tudo esse ano”, explica Manoel Neto, diretor executivo do LABRFF e fundador do LAMV.

Ainda fazem parte do LABRFF: a feira de mercado de conteúdo, o BFM (Brazilian Film Market) e a organização do BWIE (Brazilian Women in Entertainment), que conta com 300 mulheres brasileiras do audiovisual que vivem em diversos países do mundo; o LABRFF 2022 integra todos esses projetos.

As inscrições começam nesta segunda-feira, 01/08, no FilmFreeway. Podem participar da Seleção Oficial 2022 filmes produzidos a partir de 2019 e que não tenham estreado nos Estados Unidos. Além das produções feitas no Brasil, o LABRFF também aceita filmes feitos por brasileiros que residem no exterior ou filmes que tenham talentos brasileiros envolvidos na produção.

O festival continua com a competição internacional de curtas, podendo participar filmes produzidos em qualquer lugar do planeta, além da mostra BWIE (Brazilian Women in Entertainment), no qual apenas filmes feitos por mulheres do audiovisual participam; as inscrições vão até 7 de outubro. O LABRFF tem o patrocínio do Consulado Geral do Brasil em Los Angeles.

Foto: Livia Photos.

Dirigido por Caio Blat, O Debate, com Debora Bloch e Paulo Betti, ganha trailer

por: Cinevitor
Os protagonistas em cena: em breve nos cinemas!

Escrito por Jorge Furtado e Guel Arraes, O Debate, protagonizado por Debora Bloch e Paulo Betti, marca a estreia de Caio Blat na direção de cinema; o lançamento está confirmado para o dia 25 de agosto com distribuição da Paris Filmes e produção da Giros Filmes e Sul Audiovisual.

Como se estivesse na redação de uma grande emissora de TV, no dia do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2022, o espectador acompanha os bastidores da produção do telejornal que vai ao ar logo depois do primeiro encontro entre os dois candidatos.

“Dirigir já era um desejo antigo e um caminho natural: nos últimos anos e trabalhos tenho me envolvido cada vez mais com a direção; na pandemia eu dirigi o especial Amor e Sorte, com a Luísa Arraes, que foi o primeiro programa remoto de ficção da Globo. O Debate juntou os dois temas mais importantes para mim: amor e política”, afirma o diretor Caio Blat.

Os jornalistas Paula, papel de Debora Bloch, e Marcos, interpretado por Paulo Betti, que acabaram de se separar depois de 20 anos juntos, discutem como devem conduzir a edição dos melhores momentos do debate que o canal vai exibir, e que pode interferir na escolha de centenas de milhares de eleitores indecisos.

Na história, Paulo e Marcos têm opiniões divergentes, mas continuam amigos e parceiros de trabalho. O filme invade a intimidade do casal que, em tempo real e em flashbacks, discute sobre amor, liberdade, política, democracia, jornalismo e a vida do país nos últimos anos, abordando temas como monogamia, sexo, desejo, ciúme, ética e ideologia.

Confira o trailer de O Debate:

Foto: Ricardo Brajterman.

Festival de Toronto 2022 anuncia os primeiros filmes da 47ª edição

por: Cinevitor
Hugh Jackman em The Son, de Florian Zeller.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 28/07, os primeiros filmes selecionados para a 47ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 8 e 18 de setembro; o evento é considerado um dos mais importantes do cinema mundial e conhecido como um termômetro para o Oscar.

Neste primeiro anúncio, foram apresentados 18 títulos na mostra Gala e 45 na Special Presentations: “Estamos empolgados em receber algumas das figuras mais célebres do cinema de volta a Toronto para apresentar seus filmes. Com histórias que abrangem seis continentes e apresentam performances que você precisa ver, essa programação oferece as experiências ricas pelas quais esperamos o ano todo. O cinema está vivo. Os tapetes vermelhos estão de volta. E o melhor público do mundo os espera em Toronto”, disse Cameron Bailey, CEO do TIFF.

O filme de abertura desta edição será o drama The Swimmers, dirigido por Sally El Hosaini. Baseado em uma história real, o longa acompanha a saga da Síria devastada pela guerra até as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Duas jovens irmãs embarcam em uma jornada angustiante como refugiadas, colocando seus corações e habilidades de campeãs da natação heroicamente. O elenco conta com Manal Issa, Nathalie Issa, Ahmed Malek, Matthias Schweighöfer, Ali Suliman, Kinda Alloush, James Krishna Floyd e Elmi Rashid Elmi.

Conheça os primeiros filmes selecionados para o 47º Festival de Toronto:

GALA PRESENTATIONS

A Jazzman’s Blues, de Tyler Perry (EUA)
A Mulher Rei (The Woman King), de Gina Prince-Bythewood (EUA)
Alice, Darling, de Mary Nighy (Canadá/EUA)
Black Ice, de Hubert Davis (Canadá)
Butcher’s Crossing, de Gabe Polsky (EUA)
Hunt (Heon-teu), de Lee Jung-jae (Coreia do Sul)
Kacchey Limbu, de Shubham Yogi (Índia)
Moving On, de Paul Weitz (EUA)
Paris Memories (Revoir Paris), de Alice Winocour (França)
Prisoner’s Daughter, de Catherine Hardwicke (EUA)
Raymond & Ray, de Rodrigo García (EUA)
Roost, de Amy Redford (EUA)
Sidney, de Reginald Hudlin (EUA)
The Greatest Beer Run Ever, de Peter Farrelly (EUA)
The Hummingbird, de Francesca Archibugi (Itália/França)
The Son, de Florian Zeller (Reino Unido)
The Swimmers, de Sally El Hosaini (Reino Unido) (filme de abertura)
What’s Love Got To Do With It?, de Shekhar Kapur (Reino Unido)

SPECIAL PRESENTATIONS

A Man of Reason, de Jung Woo-sung (Coreia do Sul)
All Quiet on the Western Front, de Edward Berger (EUA/Alemanha)
Allelujah, de Sir Richard Eyre (Reino Unido)
Blueback, de Robert Connolly (Austrália)
Broker, de Hirokazu Kore-eda (Coreia do Sul)
Brother, de Clement Virgo (Canadá)
Catherine Called Birdy, de Lena Dunham (Reino Unido)
Causeway, de Lila Neugebauer (EUA)
Chevalier, de Stephen Williams (EUA)
Corsage, de Marie Kreutzer (Áustria/França/Alemanha)
Decision to Leave, de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
Devotion, de JD Dillard (EUA)
Driving Madeleine (Une belle course), de Christian Carion (França)
El Suplente, de Diego Lerman (Argentina/Itália/México/Espanha/França)
Empire of Light, de Sam Mendes (Reino Unido/EUA)
Glass Onion: Um Mistério Entre Facas e Segredos (Glass Onion: A Knives Out Mystery), de Rian Johnson (EUA)
Good Night Oppy, de Ryan White (EUA)
Holy Spider, de Ali Abbasi (Dinamarca/Alemanha/Suécia/França)
Joyland, de Saim Sadiq (Paquistão)
Mais que Amigos, Friends (Bros), de Nicholas Stoller (EUA)
Moonage Daydream, de Brett Morgen (EUA)
My Policeman, de Michael Grandage (Reino Unido)
Nanny, de Nikyatu Jusu (EUA)
No Bears, de Jafar Panahi (Irã)
On the Come Up, de Sanaa Lathan (EUA)
One Fine Morning (Un beau matin), de Mia Hansen-Løve (França)
Other People’s Children (Les enfants des autres), de Rebecca Zlotowski (França)
Saint Omer, de Alice Diop (França)
Sanctuary, de Zachary Wigon (EUA)
Stories Not to be Told (Historias para no contar), de Cesc Gay (Espanha)
The Banshees Of Inisherin, de Martin McDonagh (Reino Unido/Irlanda/EUA)
The Blue Caftan, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Bélgica/Dinamarca)
The Eternal Daughter, de Joanna Hogg (Reino Unido)
The Fabelmans, de Steven Spielberg (EUA)
The Good Nurse, de Tobias Lindholm (EUA)
The King’s Horseman (Elesin Oba), de Biyi Bandele (Nigéria)
The Lost King, de Stephen Frears (Reino Unido)
The Menu, de Mark Mylod (EUA)
The Return of Tanya Tucker: Featuring Brandi Carlile, de Kathlyn Horan (EUA)
The Whale, de Darren Aronofsky (EUA)
The Wonder, de Sebastián Lelio (Reino Unido/Irlanda)
Triangle of Sadness, de Ruben Östlund (Suécia/Reino Unido/EUA/França/Grécia)
Walk Up, de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
Wendell & Wild, de Henry Selick (EUA)
Women Talking, de Sarah Polley (EUA)

Foto: Divulgação.