Os vencedores da segunda edição da Mostra Sumé de Cinema foram anunciados neste domingo, 04/09, em cerimônia apresentada por Ana Célia Gomes e Manu Dias, na Praça José Américo, em Sumé, no Cariri paraibano.
Com exibições de filmes e videoclipes, a curadoria foi assinada por Amanda Ramos, produtora e educadora; Virgínia Gualberto, cineasta, poetisa e professora; e Yanara Galvão, educadora audiovisual, cineclubista e professora.
O júri deste ano foi formado por: André Morais, Danny Barbosa e Lunara Vasconcelos na Mostra Brasil; Bruna Tavares, Raildon Lucena e Vitor Búrigo na Mostra Paraíba; e Jaime Guimarães, Verusa Guedes e Alysson Diferente na Mostra Ritmos.
Além dos filmes, a Mostra Sumé de Cinema, idealizada e coordenada por Ana Célia Gomes, contou com atividades paralelas como: debates; exposição Backpack4life, do cineasta e fotógrafo Marcelo Paes de Carvalho; e a oficina Documentando, ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles, que rendeu o curta Bento de Sumé, realizado pelos alunos.
Conheça os vencedores da 2ª Mostra Sumé de Cinema:
MOSTRA BRASIL
Melhor Filme: Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio (PE) Melhor Filme | Júri Popular: Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio Melhor Direção: Rodrigo Sena, por A Tradicional Família Brasileira Katu Melhor Roteiro: Vai Melhorar, escrito por Pedro Fiuza Melhor Ator: Wesley Guimarães e Heraldo de Deus, por Quanto Mais? Melhor Atriz: Eliana Figueiredo, por Joana Melhor Fotografia: Eu Sou Raiz, por Leticia Batista e Lílian de Alcântara Melhor Direção de Arte: Da Boca da Noite à Barra do Dia, por Lia Letícia Melhor Montagem: A Tradicional Família Brasileira Katu, por Rodrigo Fernandes Melhor Trilha Sonora: Vendo Boto, por Erik Solano e Armando de Paula Melhor Desenho de Som: Vai Melhorar, por Luiz Lepchak
MOSTRA PARAÍBA
Melhor Filme: Cercas, de Ismael Moura (Cuité) Melhor Filme | Júri Popular: Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola (Coxixola) Melhor Direção: Tiago A. Neves, por Remoinho Melhor Roteiro: Cercas, escrito por Ismael Moura Melhor Atriz: Bruna Castro, por Cercas Melhor Ator: Paulo Philippe, por Mais que 1000 palavras Melhor Fotografia: Cercas, por Breno César Melhor Direção de Arte: Confins, por Carlos Mosca Prêmio Especial Ely Marques de Montagem: Aluísio, o Silêncio e o Mar, por Peterson Almeida Melhor Desenho de Som: Aluísio, o Silêncio e o Mar Melhor Trilha Sonora: Nem Todas as Manhãs são Iguais, por Vinícius Mousinho Menção Honrosa: aos bacamarteiros e bacamarteiras do filme Um Som de Resistência, de Genilson de Coxixola, pela representatividade de gênero e por manterem viva uma tradição singular
MOSTRA RITMOS Melhor videoclipe: Aonde For Eu Vou, de Dom Pepo; direção: Matheus Gepeto e Bernardo Silvino (MG)
*O CINEVITOR esteve em Sumé e você acompanha a cobertura do evento por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
Cena do longa A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes.
A 32ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 7 e 13 de outubro, divulgou os títulos em competição nas principais mostras do evento: ibero-americana de longa-metragem e brasileira de curta-metragem, que serão exibidas no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.
A pandemia e a crise econômica afetaram o Brasil de diferentes maneiras e pontos de vista. E, diante dessa realidade que não é homogênea, a identidade brasileira pode inspirar sensações para muito além do que está posto. Por isso, buscar a unidade desses diferentes pedaços de país foi o fio condutor para a seleção dos filmes do Cine Ceará 2022.
Na mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem, procurou-se fazer uma seleção que privilegiasse a diversidade, tanto temática como estética. Dois dos oito longas são nacionais: A Filha do Palhaço, ficção do diretor Pedro Diógenes, que conta a história de Joana, uma adolescente de 14 anos que acompanha o pai, o humorista Renato, por seus shows em churrascarias, bares e casas noturnas de Fortaleza; e O Acidente, filme dirigido por Bruno Carboni, que narra um acidente com a ciclista Joana e o encontro dela com a família do motorista.
Também estão na competição de longas: Lo Invisible, de Javier Andrade, selecionado pelo Equador para representar o país no Oscar 2023; La Piedad, filme espanhol de Eduardo Casanovas, premiado pelo júri no Festival de Cine de Karlovy Vary e eleito o melhor filme internacional no 26º Festival Internacional Cine Fantasia, em Montreal; e Niños de Las Brisas, de Marianela Maldonado, documentário filmado ao longo de uma década que acompanha a trajetória de três jovens venezuelanos para se tornarem músicos profissionais no conceituado El Sistema, cujo modelo de ensino foi adotado por diversos países europeus, e que formou músicos como o renomado maestro Gustavo Dudamel.
E mais: Green Grass, coprodução entre Chile e Japão dirigida por Ignacio Ruiz; Vicenta B., do cubano Carlos Lechuga; e o argentino Las Cercanas, de María Alvarez, completam a seleção de longas-metragens. Sobre a curadoria: “Passamos por um período de pandemia e crise econômica que afetou ou refletiu nos filmes que serão apresentados. No Cine Ceará não há distinção de gênero, temos filmes de ficção, documentários e animações na competitiva de longas. Lá, estão propostas de impacto, alegorias, experimentais e outros mais intimistas. Claro que também, como em anos anteriores, privilegiamos o cinema do Nordeste, particularmente a atual produção do Ceará”, disse o cineasta Vicente Ferraz, curador da mostra competitiva de longas.
Para a mostra competitiva brasileira de curta-metragem foram selecionadas 10 produções de sete estados do Brasil, dentre as quase 800 inscrições. Arthur Gadelha, curador desta categoria, revela que esses filmes vão ao encontro de um país “de revolta e fantasia. Uns voltados para a realidade, outros para a fantasia e subversão”. Entre os escolhidos, está o premiado Big Bang, de Carlos Segundo, produzido em Minas Gerais, consagrado no Festival de Locarno deste ano; também de Minas está o suspense/terror Cemitério das Flores, de Rafael Toledo.
A seleção de curtas segue com: Celeste (Sobre Nós), dirigido por Natália Araújo e produzido em Pernambuco; Elusão, de Taís Augusto, do Ceará; Infantaria, de Laís Santos Araújo, representando Alagoas; e O Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão, recentemente premiado em Gramado.
Também estão na lista quatro curtas documentais: Alexandrina – Um Relâmpago, da artista visual e cineasta Keila Sankofa, sobre uma mulher preta da Amazônia filha de negros escravizados; Camaco, de Breno Alvarenga, sobre um dialeto secreto que surge como forma de resistência de mineradores numa cidade no interior de Minas Gerais; Contragolpe, de Victor Uchôa, sobre a importância do boxe na periferia de Salvador; e o pernambucano Filhos da Noite, de Henrique Arruda, que acompanha as memórias e vivências de oito homens gays entre 50 e 70 anos.
Além da competição oficial, os curtas-metragens concorrem ao Prêmio Canal Brasil de Curtas. Realizado nos principais festivais de cinema do país, o prêmio tem como objetivo incentivar a produção audiovisual. O júri, composto por jornalistas e críticos de cinema, escolhe o melhor filme em competição, que recebe o Troféu Canal Brasil e R$15 mil.
Conheça os primeiros filmes selecionados para o 32º Cine Ceará:
LONGAS-METRAGENS | COMPETITIVA IBERO-AMERICANA
A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes (Brasil) Green Grass, de Ignacio Ruiz (Chile/Japão) La Piedad (A Piedade), de Eduardo Casanovas (Espanha/Argentina) Las Cercanas (Inseparáveis), de María Alvarez (Argentina) Lo Invisible (O Invisível), de Javier Andrade (Equador/França) Niños de Las Brisas (Meninos de Las Brisas), de Marianela Maldonado (Venezuela/Reino Unido/França) O Acidente, de Bruno Carboni (Brasil) Vicenta B., de Carlos Lechuga (Cuba/França/EUA/Colômbia/Noruega)
CURTAS-METRAGENS | COMPETITIVA BRASILEIRA
Alexandrina – Um Relâmpago, de Keila Sankofa (AM) Big Bang, de Carlos Segundo (MG) Camaco, de Breno Alvarenga (MG) Celeste (Sobre Nós), de Natália Araújo (PE) Cemitério de Flores, de Rafael Toledo (MG) Contragolpe, de Victor Uchôa (BA) Elusão, de Taís Augusto (CE) Filhos da Noite, de Henrique Arruda (PE) Infantaria, de Laís Santos Araújo (AL) O Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão (RJ)
Cena do longa brasileiro Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal.
O Queer Lisboa tem como proposta exibir filmes de temática gay, lésbica, bissexual, transgênero, transexual, intersexo e de outras sexualidades e identidades não normativas. Com a expansão crescente do cinema queer em grandes festivais internacionais, o evento português, criado em 1997, cumpre seu objetivo de divulgar estéticas e narrativas mundiais que ainda possuem acesso limitado para o grande público.
Neste ano, em sua 26ª edição, que acontecerá entre os dias 16 e 24 de setembro, a programação contará com 87 títulos, de 27 países. O filme de abertura será o português Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues, exibido recentemente no Festival de Cannes; o documentário Esther Newton Made Me Gay, de Jean Carlomusto, encerrará o evento. Além disso, a comédia dramática argentina Los Agitadores, de Marco Berger, ganhará uma sessão especial e a retrospectiva deste ano será Notes on Camp: o Delírio Drag de Gay Girs Riding Club.
Como de costume, o cinema brasileiro ganha destaque na seleção. Na mostra competitiva de longas-metragens de ficção, filmes de Fábio Leal e Gustavo Vinagre aparecem na lista, além de Coração Errante (Errante Corazón), de Leonardo Brzezicki, uma coprodução entre Argentina, Brasil, Espanha, Chile e Holanda. Entre os documentários em competição, o Brasil aparece com Corpolítica, de Pedro Henrique França, que acompanha a candidatura de quatro pessoas LGBTQIA+ nas eleições de 2020; o filme é produzido pelo ator Marco Pigossi.
Já na competição de curtas-metragens, três produções nacionais, dirigidas por Maurício Chades, Elizabeth Rocha Salgado e Érica Sarmet, ganham destaque; o brasileiro Pedro Gonçalves Ribeiro aparece na mostra In My Shorts com a produção portuguesa Lugar Nenhum. A participação do Brasil no festival completa-se com títulos de Raphael Alvarez e Tatiana Issa, Breno Baptista e Caetano Gotardo.
O júri desta 26ª edição será formado por: Cláudia Lucas Chéu, Nuno Nolasco e Rita Azevedo Gomes na mostra competitiva de longas; Joana Frazão, Nathalie Mansoux e Rui Madruga nos documentários; Rodrigo Díaz, Rui Palma e Sandra de Almeida na competição de curtas-metragens e na mostra In My Shorts; e Jesse James, Luciana Fina e Vasco Araújo na competição Queer Art.
Conheça os filmes selecionados para o 26º Queer Lisboa:
COMPETIÇÃO | LONGAS
Coração Errante, de Leonardo Brzezicki (Argentina/Brasil/Espanha/Chile/Holanda) Girl Picture (Tytöt tytöt tytöt), de Alli Haapasalo (Finlândia) Joyland, de Saim Sadiq (Paquistão) Les meilleurs, de Marion Desseigne Ravel (França) Mi Vacío y Yo, de Adrián Silvestre (Espanha) Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal (Brasil) Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (Brasil) Wet Sand, de Elene Naveriani (Suíça/Geórgia)
COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Ardente·x·s/Fierce: a Porn Revolution, de Patrick Muroni (Suíça) C’è un Soffio di Vita Soltanto, de Matteo Butrugno e Daniele Coluccini (Itália/Alemanha) Corpolítica, de Pedro Henrique França (Brasil) Framing Agnes, de Chase Joynt (Canadá/EUA) Jimmy in Saigon, de Peter McDowell (EUA) Magaluf Ghost Town, de Miguel Ángel Blanca (Espanha) Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, de Isabelle Solas (Argentina/França) Soy Niño, de Lorena Zilleruelo (Chile/França)
COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS
a body is a body is a body, de Cat McClay e Éiméar McClay (Reino Unido) La belle et la bête, de Mathieu Morel (França) Billy Boy, de Sacha Amaral (Argentina) Colmeia, de Maurício Chades (Brasil) Dans le silence d’une mer abyssale, de Juliette Klinke (Bélgica) Des jeunes filles enterrent leur vie, de Maïté Sonnet (França) Dihya, de Lucia Martínez Garcia (Suíça) Insieme Insieme, de Bernardo Zanotta (França/Holanda) Isn’t It a Beautiful World, de Joseph Wilson (Reino Unido) Let My Body Speak, de Madonna Adib (Reino Unido/Líbano) Letters from St. Petersburg, de Lotte Nielsen (Dinamarca) Mars exalté, de Jean-Sébastien Chauvin (França) Ob Scena, de Paloma Orlandini Castro (Argentina/EUA) On Xerxes’ Throne, de Evi Kalogiropoulou (Grécia) The Pass, de Pepi Ginsberg (EUA) The Perpetrators, de Richard Squires (Reino Unido) São Paulo Ferida Aberta, de Elizabeth Rocha Salgado (Brasil/Holanda) Silent Heat, de Luciënne Venner (Holanda) Sob Influência, de Ricardo Branco (Portugal) Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui, de Érica Sarmet (Brasil) Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho (Portugal) Yon, de Bárbara Lago (Argentina)
COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS | ESCOLA EUROPEIA IN MY SHORTS
Ceux que l’on choisit, de Elora Bertrand (França) Ceux qui désirent se connaître, de Korlei Rochat e Léonard Vuilleumier (Suíça) Chute, de Nora Longatti (Suíça) Escames, de Katherina Harder Sacre (Espanha) Gangnam Beauty, de Yan Tomaszewski (França/Coreia do Sul) Le Variabili Dipendenti, de Lorenzo Tardella (Itália) Lugar Nenhum, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Portugal) Nina et les robots, de Cindy Coutant (França) Sad Cowboy Platonic Love, de Ciel Sourdeau (Suíça) Swimming Lesson, de Lisa Hürtgen (Alemanha) The Greatest Sin, de Gabriel B. Arrahnio (Alemanha) Yến, de Julia Diệp My Feige (Alemanha/Vietnã)
PANORAMA
Bambi, a French Woman, de Sébastien Lifshitz (França) Black as U R, de Micheal Rice (EUA) BR Trans, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa (Brasil) La Fracture, de Catherine Corsini (França) Hideous, de Yann Gonzalez (Reino Unido) Loving Highsmith, de Eva Vitija (Suíça/Alemanha) Manscaping, de Broderick Fox (EUA/Austrália/Canadá) Panteras, de Breno Baptista (Brasil) Viens je t’emmène, de Alain Guiraudie (França)
QUEER ART
First Time (the Time for All but Sunset – Violet), de Nicolaas Schmidt (Alemanha) Jerk, de Gisèle Vienne (França) Neptune Frost, de Anisia Uzeyman e Saul Williams (EUA/Ruanda) Queens of the Qing Dynasty, de Ashley Mckenzie (Canadá) Travesía Travesti, de Nicolás Videla (Chile/Argentina) Ultraviolette et le gang des cracheuses de sang, de Robin Hunzinger (França/Suíça) Une dernière fois, de Olympe de G. (França) Você Nos Queima, de Caetano Gotardo (Brasil)
Escrito e dirigido por Laís Bodanzky, A Viagem de Pedro, protagonizado por Cauã Reymond, é o primeiro longa histórico da diretora e chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 01/09.
O filme aborda a vida privada de Dom Pedro I. Responsável por escrever em 1824 a primeira Constituição do Brasil imperial, considerada liberal e progressista para a época, o longa compreende o momento em que o ex-imperador retorna para Portugal, em 1831, fugindo de ser apedrejado pela população brasileira, nove anos depois de proclamar a Independência do país.
A produção mostra uma reflexão do personagem a bordo da nau inglesa Warspite sobre sua vida no Brasil, desde a chegada de Portugal ao lado dos pais, em 1808, até sua abdicação, motivada por desdobramentos do seu exercício do Poder Moderador, pela rixa entre políticos conservadores e liberais, bem como pela rivalidade entre brasileiros e portugueses que estavam radicados no Brasil. O filme retrata o personagem em sua intimidade, tentando compreender a série de acontecimentos e o porquê de tudo dar errado quando parecia que iria dar certo.
Em 1831, D. Pedro deixa o Brasil independente rumo à Europa, a fim de preparar a luta contra o irmão Miguel pelo trono de Portugal, onde é tido como traidor. No meio do Atlântico, a bordo de uma fragata inglesa, misturam-se membros da corte, oficiais, serviçais e negros escravizados, numa babel de línguas, culturas e posições sociais. Pedro tenta reunir forças para a guerra fratricida que se aproxima, mas a doença e o medo da morte lançam-no numa espiral de alucinações. Revive diversos momentos da sua vida, a infância, o casamento com Leopoldina, o romance com Domitila de Castro e imagina discussões com o irmão.
Além de abordar questões importantes de gênero e raça neste contexto, a leitura do episódio histórico pela perspectiva de Laís Bodanzky chega em um momento oportuno, quando o coração de Dom Pedro I foi solicitado para celebrar os 200 anos da Independência. A trama ainda desconstrói a imagem de herói do personagem histórico, responsável por tornar o Brasil um país continental às custas de muita opressão.
O elenco conta também com a artista plástica Rita Wainer, em sua estreia como atriz, no papel de Domitila; Luise Heyer como Leopoldina; Francis Magee vivendo o Comandante Talbot e Welket Bungué interpretando o Contra Almirante Lars. No elenco português estão Victória Guerra, como Amélia; Luísa Cruz no papel de Carlota Joaquina; João Lagarto interpretando Dom João VI; Isac Graça vivendo Miguel; e Isabél Zuaa como Dira. Celso Frateschi, Gustavo Machado, Luiza Gattai, Dirce Thomas, Marcial Mancome e Sergio Laurentino completam o elenco.
O diretor de arte inglês Adrian Cooper e o diretor de fotografia espanhol Pedro J. Márquez foram os responsáveis pelo trabalho de reconstrução de época. Produzido por Biônica Filmes, Buriti Filmes e O Som e a Fúria (Portugal), o filme conta com a coprodução da Globo Filmes. Bianca Villar, Cauã Reymond, Fernando Fraiha, Karen Castanho, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Luis Urbano e Mario Canivello são responsáveis pela produção. A Vitrine Filmes assina a distribuição.
A Viagem de Pedro estreou mundialmente no Brasil na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e foi exibido no Festival do Rio, no qual recebeu o Troféu Redentor de melhor ator coadjuvante para Sergio Laurentino e de melhor direção de ficção. Em Portugal, foi lançado em maio nos cinemas, além de ter sido exibido no IndieLisboa.
Em junho, o longa-metragem venceu o prêmio de melhor filme da América no Septimius Awards, em Amsterdã, foi exibido no Brooklyn Film Festival, que qualifica produções para concorrer ao BAFTA, Oscar e para o Canadian Screen Awards, participou do Latin American Film Festival, em Copenhague, e teve uma exibição gratuita na USP, em São Paulo, seguida de debate com a diretora; além de ter participado do Festival de Gramado em uma sessão especial e ter sido o filme de abertura do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.
Para falar mais sobre o filme, conversamos com o protagonista e produtor Cauã Reymond sobre a ideia do projeto, construção da personagem, contextualização histórica, recepção do público, entre outros assuntos.
Foram anunciados nesta terça-feira, 30/08, em cerimônia apresentada por Daniel Porpino e Danny Barbosa, os vencedores da primeira edição do FestincineJP, Festival Internacional de Cinema de João Pessoa, que contou com exibição de filmes em sessões gratuitas, encontros e oportunidades de negócios para o mercado audiovisual.
O festival, realizado pela Funjope, Fundação Cultural de João Pessoa, surgiu com a ideia de difundir o cinema mundial para a população de João Pessoa e incentivar o mercado audiovisual da Paraíba e arredores. A programação contou também com o momento de lançamento de políticas públicas estruturantes para o mercado audiovisual local como a Agência de Cinema e Audiovisual de João Pessoa e a JP Film Comission.
Para esta primeira edição, 127 projetos foram inscritos para o ambiente de mercado, além de 379 filmes, sendo 55 longas-metragens e 324 curtas. Considerando os longas, o Brasil inscreveu 50 filmes, dos quais, nove da Paraíba. Porém, outros países também enviaram suas produções, como Chile, Argentina, Colômbia, Espanha, Portugal, Estados Unidos, Áustria, Bolívia e Paraguai. No ambiente de mercado, participaram projetos de ficção, documentário, animação e factual nos formatos de filmes de curta, média e longa-metragem, além de série, programa de TV e variedades.
Além dos prêmios, a noite de encerramento contou também com homenagens póstumas ao ator, encenador, dramaturgo, professor e cineasta Eliézer Rolim; ao cineasta e montador Ely Marques; e também ao diretor e fotógrafo Breno Silveira.
Conheça os vencedores do I Festival Internacional de Cinema de João Pessoa:
PRÊMIO CINEMA DO BRASIL Malaika, de André Morais (Brasil)
MELHOR LONGA-METRAGEM Se Dios Fuera Mujer, de Angélica Cervera Aguirre (Espanha)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | LONGA-METRAGEM Amparo, de Simón Mesa Soto (Colômbia)
MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira), de Bertrand Lira (Brasil)
MELHOR CURTA-METRAGEM Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (Brasil)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | CURTA-METRAGEM Mamapara, de Alberto Flores Vilca (Peru/Argentina/Bolívia)
MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR Calunga Maior, de Thiago Costa (Brasil)
MELHOR LONGA-METRAGEM PARAIBANO Pele Fina, de Arthur Lins
MELHOR CURTA-METRAGEM PARAIBANO Calunga Maior, de Thiago Costa
MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM Sangue por Sangue, de Ian Abé e Rodolpho de Barros
MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM Rebento, de André Morais
PRÊMIO PROJETO PARADISO Helô no Espaço, de Dennis Sabino
Kika Sena no longa pernambucano Paloma, de Marcelo Gomes.
O Festival do Rio 2022, que acontecerá entre os dias 6 e 16 de outubro, anunciou os títulos selecionados para a Première Brasil, considerada uma das principais vitrines do cinema brasileiro. Neste ano, foram selecionadas 70 produções nacionais, entre longas e curtas, de novos talentos e de realizadores consagrados, entre os mais de 450 curtas e 200 longas inscritos.
As obras estão divididas nas mostras competitivas (Competição Oficial e Novos Rumos) e nas mostras especiais (Hors Concours, Retratos e O Estado das Coisas). Além disso, a Première Brasil também realiza sessões e debates presenciais com as equipes dos filmes e oferece ao público o privilégio do voto popular para escolha do melhor filme de ficção, melhor documentário e melhor curta.
O Festival do Rio 2022 retorna ao seu mês tradicional e acontecerá em diversas salas de cinema, como as do Circuito Estação NET, entre outras. De volta ao circuito está o icônico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, na Cinelândia, que receberá as noites de gala de filmes internacionais e nacionais hors concours.
“A Première Brasil foi criada para ser uma grande janela para o cinema brasileiro. Nos interessa, mais que tudo, tornar nossos filmes acessíveis e conhecidos dentro do Brasil e para todos os públicos. O Festival do Rio também se consolidou como uma importante plataforma para o cinema brasileiro no exterior, projetando nosso prestígio e talento internacionalmente”, disse Ilda Santiago, diretora executiva de programação do Festival do Rio.
Conheça os filmes selecionados para a Première Brasil 2022:
PREMIÈRE BRASIL | COMPETITIVAS
LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO
Bem-vinda, Violeta, de Fernando Fraiha (RJ) Bocaina, de Ana Flávia Cavalcanti e Fellipe Barbosa (RJ) Carvão, de Carolina Markowicz (SP) Fogaréu, de Flávia Neves (RJ) Mato Seco em Chamas, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (DF) Paloma, de Marcelo Gomes (PE) Paterno, de Marcelo Lordello (PE) Perlimps, de Alê Abreu (SP) Propriedade, de Daniel Bandeira (PE) Regra 34, de Julia Murat (RJ) Transe, de Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães (RJ)
LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO
7 Cortes de Cabelo no Congo, de Luciana Bezerra, Gustavo Melo e Pedro Rossi (RJ) A Assembleia – Brasil, de Beatriz Sayad, Heloisa Passos e Juliana Jardim (SP) Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente (RJ) Exu e o Universo, de Thiago Zanato (SP) Fausto Fawcett na Cabeça, de Victor Lopes (SP) Kobra Auto Retrato, de Lina Chamie (SP) Não é a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor, de Luis Carlos de Alencar (RJ) Nossa Pátria Está Onde Somos Amados, de Felipe Hirsch (SP) Sociedade do Medo, de Adriana L. Dutra (RJ)
COMPETIÇÃO | CURTAS-METRAGENS
Abscesso, de Bianca Iatallese (SP) Big Bang, de Carlos Segundo (MG) Cinema Vivo, de Chris MN (RJ) Contando Aviões, de Fabio Rodrigo (SP) Escasso, de Gabriela Gaia Meirelles (RJ) Garotos Ingleses, de Marcus Curvelo (BA) Kokoro – de coração a coração, de André Hayato Saito (SP) Mulheres Árvore, de Wara (CE) Peixes não se afogam, de Anna Azevedo (RJ) O Senhor do Trem, de Aída Queiroz e Cesar Coelho (RJ) Último Domingo, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão (RJ) Selfie, de Alex Sernambi (RS) Solmatalua, de Rodrigo Ribeiro-Andrade (SC) Tiro de Misericórdia, de Augusto Barros (MG)
PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS
COMPETIÇÃO LONGAS
A Cozinha, de Johnny Massaro (RJ) A Filha do Caos, de Juan Posada (RJ) Canção ao Longe, de Clarissa Campolina (MG) Maputo Nakuzandza, de Ariadine Zaumpaulo (SP) O Acidente, de Bruno Carboni (RS) Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre (SP) Lilith, de Bruno Safadi (RJ) Ciclo, de Ian SBF (RJ)
COMPETIÇÃO CURTAS
Aluísio, o Silêncio e o Mar, de Luiz Carlos Vasconcellos (PB) Caminhos Afrodiaspóricos do Recôncavo da Guanabara, de Wagner Novais (RJ) Curupira e a Máquina do Destino, de Janaína Wagner (SP) e nada mais disse., de Júlia Menna Barreto (RJ) Entre a Colônia e as Estrelas, de Lorran Dias (RJ) Êra Punk, de Flávio Galvão (SP) Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ) Iceberg, de Will Domingos (RJ)
HORS CONCOURS
Abestalhados 2, de Marcos Jorge e Marcelo Botta (SP) Andança – Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, de Pedro Bronz (RJ) A Praga, de José Mojica Marins + A Última Praga de Mojica, de Cédric Fanti, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira (SP) Derrapada, de Pedro Amorim (RJ) Down Quixote, de Leonardo Cortez (SP) Miúcha, a Voz da Bossa Nova, de Daniel Zarvos e Liliane Mutti (RJ) O Pastor e o Guerrilheiro, de José Eduardo Belmonte (RJ) Pérola, de Murilo Benício (RJ)
NOVOS RUMOS | HORS CONCOURS Domingo à Noite, de André Bushatsky (SP)
PREMIÈRE BRASIL: O ESTADO DAS COISAS
Boicote, de Julia Bacha (RJ) Corpolítica, de Pedro Henrique França (SP) Direito de Sonhar, de Theresa Jessouroun (RJ) Fio do Afeto, de Bianca Lenti (RJ) Palco de Luta, de Iberê Carvalho (DF) Regenerar: caminhos possíveis em um planeta machucado, de Maria Clara Parente (RJ) Um Tiro no Escuro, de Paulo Ferreira (RJ)
CURTAS-METRAGENS
Romão, de Clementino Júnior (RJ) Socorro, de Susanna Lira (RJ) Sinfonia da Vacina, de Guilherme Coelho e Julia De Simoni (RJ) Tekoha, de Carlos Adriano (SP)
PREMIÈRE BRASIL: RETRATOS
Belchior – Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti (RJ) Daniel Senise – Nem tudo tem que ser sobre alguma coisa, de Bernardo Pinheiro (RJ) De Você Fiz Meu Samba, de Isabel Nascimento Silva (RJ) Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você, de Roberto de Oliveira (RJ) Elton Medeiros: o sol nascerá, de Pedro Murad (RJ) Luzes Mulheres Ação, de Eunice Gutman (RJ) Otto: de trás p/ diante, de Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro (RJ) Quando a Coisa Vira Outra, de Marcio de Andrade (DF)
PREMIÈRE BRASIL: ESPECIAL CLÁSSICOS
Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Farias (1962) O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte (1962)
OUTRAS MOSTRAS
MIDNIGHT O País da Pornochanchada, de Adolfo Lachtermacher (RJ)
Ao todo, foram 28 longas-metragens inscritos e habilitados a concorrer à vaga e, pela primeira vez, a eleição será realizada em dois turnos. No dia 5 de setembro será escolhido, entre os seis pré-selecionados, o filme que representará o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2023.
Presidida por Bárbara Cariry, a Comissão de Seleção deste ano é formada por 19 membros: André Pellenz, Barbara Cariry, Cavi Borges, David França Mendes, Eduardo Ades, Guilherme Fiúza Zenha, Jeferson De, João Daniel Tikhomiroff, João Federici, José Geraldo Couto, Juliana Sakae, Marcelo Serrado, Maria Ceiça de Paula, Patricia Pillar, Petra Costa, Renata Almeida, Talize Sayegh, Waldemar Dalenogare Neto e Zelito Viana.
Na última edição do Oscar, o Brasil esteve na disputa com o drama Deserto Particular, de Aly Muritiba, mas não conseguiu uma vaga na premiação. Vale lembrar que a última vez que o país concorreu na categoria de melhor filme internacional (antes chamada de filme estrangeiro) foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os nove semifinalistas.
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é a única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.
Conheça os seis filmes pré-selecionados:
A Mãe, de Cristiano Burlan A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky Carvão, de Carolina Markowicz Marte Um, de Gabriel Martins Pacificado, de Paxton Winters Paloma, de Marcelo Gomes
Conheça os outros filmes que foram inscritos:
5 Casas, de Bruno Gularte Barreto A Espera de Liz, de Bruno Torres Amado, de Edu Felistoque e Erik de Castro A Mesma Parte de um Homem, de Ana Johann Aos Nossos Filhos, de Maria de Medeiros As Verdades, de José Eduardo Belmonte Assalto na Paulista, de Flavio Frederico Cano Serrado, de Erik de Castro Coisa Pública, de André Borelli Eduardo e Mônica, de René Sampaio Eike – Tudo ou Nada, de Andradina Azevedo e Dida Andrade Ela e Eu, de Gustavo Rosa de Moura Espero que esta te encontre e que estejas bem, de Natara Ney Ménage, de Luan Cardoso Mirador, de Bruno Costa O Segundo Homem, de Thiago Luciano Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira Papai é Pop, de Caito Ortiz Predestinado: Arigó e o Espírito de Dr. Fritz, de Gustavo Fernandez São Ateu, de Hiro Ishikawa Tarsilinha, de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo Transversais, de Émerson Maranhão
Cena do curta pernambucano Redoma, de Pedro Vitor Ferraz: premiado.
A sétima edição do festival VerOuvindo, que promove o cinema brasileiro com acessibilidade, aconteceu durante a Semana Estadual da Pessoa com Deficiência. Todas exibições de filmes de curta e de longa-metragem contaram com tradução em Libras (língua brasileira de sinais), audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos.
O 7º Festival VerOuvindo promoveu exibição de curtas e longas, atividades formativas bilíngues (português e Libras) como a Jornada VerOuvindo, masterclasses e debates sobre audiovisual e acessibilidade comunicacional. Além de exibir filmes, o VerOuvindo produz conteúdo acessível para as obras audiovisuais.
Neste ano, o júri de audiodescrição foi formado por: Cida Leite, Flávia Mayer e Lívia Motta; o time do júri da mostra competitiva de Libras contou com: Mirella Correia e Sá Cavalcanti, Mariana da Hora, Carlos di Oliveira e Angela Russo.
Conheça os vencedores do 7º VerOuvindo – Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife:
Melhor TALS de Animação Regionalização do Espaço Mundial, de Desenrolado (CE) Tradutor e intérprete de Libras: Gracy Kelly Amaral Barros Consultor de Libras: Narlya de Oliveira Santos
Melhor Audiodescrição de Ficção Redoma, de Pedro Vitor Ferraz (PE) Roteiro e narração: Danielle França Consultoria: Milton Carvalho
Melhor Audiodescrição de Documentários Por entre as frestas, de Luini Nerva (RS) Roteiro: Mimi Aragón e Letícia Schwartz Consultoria: Manoel Negraes e Rafael Braz Narração: Rodrigo Sacco Teixeira
Menção Honrosa do Júri de Audiodescrição O peixe: a pequena ponte entre a gula e a luxúria, de Natasha Jascalevich (RJ) Roteiro: Renato Calvet e Larissa Costa Consultoria: Alessandro Câmara Narração: Renato Calvet
Melhor TALS | Júri Popular Das Goiabeiras ao Iguape, de Diógenes Lopes (CE) Tradução e intérprete de Libras: Vinicius Scheffer Consultor de Libras: Rundesth Saboia
Melhor Audiodescrição pelo Júri Popular O Riso da Mata, de Priscila Jácomo e Melquior Brito (SP) Roteiro e Narração: Andréia Paiva Consultoria: Felipe Monteiro
O ator no palco do Palácio dos Festivais: homenageado.
Na 50ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o Troféu Oscarito, a mais tradicional honraria concedida desde 1990 pelo evento, foi entregue ao ator Marcos Palmeira, que atualmente está no ar na novela Pantanal.
Com mais de uma centena de trabalhos, incluindo cinema, televisão e teatro, Marcos é um dos nomes mais conhecidos e respeitados no Brasil; coleciona vitórias e indicações em alguns dos principais festivais de cinema do país e da Ibero-América.
Em Gramado, levou seu primeiro kikito pelo papel de Alpino em Dedé Mamata, em 1988, na categoria de coadjuvante. Dois anos depois, foi consagrado como melhor ator por Barrela: Escola de Crimes. Durante a 43° edição do festival, Palmeira subiu ao palco do Palácio dos Festivais para homenagear seu pai, o cineasta Zelito Viana, que recebeu o Troféu Eduardo Abelin (clique aqui e relembre a homenagem).
Em 2013, foi indicado ao Emmy Internacional pela série Mandrake; em 1997 foi consagrado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por sua atuação em Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, além de ter sido premiado no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro do ano passado por Boca de Ouro, de Daniel Filho.
Marcos Palmeira, que vem de uma família de artistas, iniciou sua trajetória em 1975 no especial O Menino Atrasado, da TVE Brasil. Depois, já na década de 1980, fez parte do humorístico Chico Anysio Show, na Rede Globo. Entre participações, ganhou destaque em 1990 ao interpretar Tadeu Aparecido Leôncio na telenovela Pantanal, da Rede Manchete; hoje interpreta Zé Leôncio na nova versão da novela, exibida na TV Globo.
Seu currículo televisivo conta com obras e personagens marcantes, como: Renascer, Memorial de Maria Moura, Irmãos Coragem, A Vida Como Ela é…, Torre de Babel, Porto dos Milagres, Esperança, Celebridade, Cheias de Charme, Babilônia, Velho Chico, entre muitos outras.
No cinema também atuou em diversas obras, entre elas, Um Trem para as Estrelas, Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, Villa-Lobos: Uma Vida de Paixão, O Casamento de Louise, Dom, Bela Noite para Voar, A Noite da Virada, Os Homens São de Marte… E É Pra Lá que Eu Vou, A Divisão, entre outros.
Para celebrar sua homenagem no Festival de Gramado, fizemos um programa especial com o ator. No bate-papo, Marcos Palmeira falou sobre a emoção de receber o Troféu Oscarito, reconhecimento e carinho do público, orgulho de ser um ator popular, relembrou a primeira versão de Pantanal e outros trabalhos marcantes, como Irmãos Coragem, Boca de Ouro e O Homem que Desafiou o Diabo, refletiu sobre sua trajetória e destacou outros assuntos. Além disso, também registramos os melhores momentos de seu discurso no Palácio dos Festivais.
Aperte o play e confira:
*O CINEVITOR esteve em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.
João de Cordeira no curta pernambucano Cabocolino, de João Marcelo.
A nona edição do Festival de Cinema de Caruaru aconteceu entre os dias 21 e 27 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho. Depois de dois anos de realização on-line, o festival retomou sua versão presencial com oito mostras competitivas, além de atividades educativas voltadas para o audiovisual.
A curadoria selecionou 74 obras, sendo 5 longas e 69 curtas; e foi assinada por: Edvaldo Santos, realizador e professor; Luciano Torres, ator e diretor; Priscila Urpia, jornalista, fotógrafa e produtora; e Stephanie Sá, jornalista.
Neste ano, a atriz, produtora, diretora, educadora e formada em Direito e Contabilidade, Arary Marrocos, um dos principais símbolos das Artes Cênicas em Caruaru, foi a grande homenageada. Natural de Belo Jardim, mudou-se para a capital do Agreste ainda no início da adolescência, quando, em 1952, iniciou suas atividades artísticas, fundando, junto aos amigos da época, o grupo Teatro Estudantil do Colégio Estadual de Caruaru.
Depois de atuar como professora, fundou o MTR, Movimento Teatral Renovador, que, depois de um tempo, recebeu uma nova nomenclatura que carrega até hoje: TEA, Teatro Experimental de Arte. A entidade, que é a segunda mais antiga em atividades ininterruptas no Brasil, é voltada para o desenvolvimento das Artes Cênicas entre a juventude caruaruense, principalmente para estudantes do Ensino Fundamental e Médio e já formou mais de mil atores em seus 60 anos de existência.
Para além do teatro, Arary também tem uma participação no cinema caruaruense, atuando em filmes independentes como o Dia do Caçador, exibido no Festival de Cinema de Caruaru, e contribuindo para a formação de atores que figuram diversas outras obras cinematográficas a nível regional e nacional.
O júri desta edição foi formado por: Amanda Mansur, Bertrand Lira e Juliana Leitão na mostra de longa-metragem; Carlos Kamara, Adelina Pontual e Maria Alves nas mostras de curtas-metragens; e Dayane Jeniffer, Gabriel Jeneci, Joane Isabel, Katherine Soares e Maria Ferreira no Júri Jovem, formado a partir da oficina de Introdução à Crítica Cinematográfica.
O prêmio de melhor longa-metragem brasileiro, segundo o Júri Oficial, foi para Ursa, de William de Oliveira. A justificativa diz: “O filme emociona do início ao fim. O roteiro parte de uma história que vemos diariamente nos jornais, mas com uma singularidade muito própria. O cuidado ao contar a trajetória de uma mãe que sofre uma realidade com a qual muitos podem se identificar é digno de todos os aplausos”.
Já o prêmio de melhor filme da Mostra Agreste foi para Cabocolino, de João Marcelo, com a seguinte justificativa: “O filme tem a retórica de manter viva a cultura popular, através de uma tradição popular que repassa a ancestralidade, que dá destaque a arte popular e a fé de um povo”.
O júri da Mostra Brasil concedeu o prêmio principal para o curta-metragemSideral, de Carlos Segundo. A justificativa diz: “O filme tratou o tema da relação familiar com bastante originalidade. A narrativa seguiu em um ritmo conciso e seguro, chegando ao clímax do inusitado, o que foi abordado de maneira trangicômica na narrativa do filme”.
Conheça os vencedores do 9º Festival de Cinema de Caruaru:
MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM
Melhor Filme: Ursa, de William de Oliveira (PR) Melhor Direção: William de Oliveira, por Ursa Melhor Roteiro: Ursa, escrito por William de Oliveira Melhor Ator: Enzo Gabriel, por Onde Fica a Nova Esperança? Melhor Atriz: Adriana Sottomaior, por Ursa Melhor Fotografia: Onde Fica a Nova Esperança?, por Alan Schvarsberg Melhor Direção de Arte: Onde Fica a Nova Esperança?, por Marcus Takatsuka Melhor Desenho de Som: Ursa, por Henrique Bertol Melhor Pôster: Achados Não Procurados Menção Honrosa: trilha sonora de Achados Não Procurados, por Zeca Baleiro
MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM
Melhor Filme: Sideral, de Carlos Segundo (RN) Melhor Direção: Arthur Gonzaga, por Filhos da Periferia Melhor Roteiro: Memória de Quem (Não) Fui, escrito por Thiago Kistenmacker Melhor Ator: Wesley Guimarães, por Quantos Mais? Melhor Atriz: Estela Nunes, por Lado a Lado Melhor Fotografia: Jamary, por Reginaldo Tyson Melhor Direção de Arte: Neila Albertina, por Desejo Melhor Desenho de Som: Lado a Lado, por Rafael Laurenti Melhor Pôster: Filhos da Noite
MOSTRA AGRESTE
Melhor Filme: Cabocolino, de João Marcelo (Surubim, PE) Melhor Direção: Fabi Melo, por Nem Todas as Manhãs São Iguais Melhor Roteiro: Essa Saudade, escrito por Samy Sah Melhor Fotografia: Cabocolino, por Marlom Meirelles Melhor Direção de Arte: O Peso do Ser, por Iomana Rocha Melhor Desenho de Som: Chiquinho da Rata, por Giancarlo Galdino Melhor Ator: Icaro Limeira, por Chiquinho da Rata Melhor Atriz: Maria Alice Santos, por Nem Todas as Manhãs São Iguais Melhor Pôster: Alto das Flores Menção Honrosa: Cine Aurélio, de Kennel Rógis; através da metalinguagem, o filme aborda o personagem principal para mostrar a força do cinema e sua resistência no interior do estado de Pernambuco. O protagonista personifica a luta de manter as portas abertas dos poucos cinemas de rua que ainda persistem e insistem em mostrar à população o cinema que, inclusive, é feito por pernambucanos.
MOSTRA LATINO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM Melhor Filme: Latente, de Clara Eva Faccioli (Argentina)
MOSTRA FANTÁSTICOS Melhor Filme: Mamãe, de Hilda Lopes Pontes (BA)
MOSTRA ADOLESCINE Melhor Filme: Miado, de Victória Silvestre (SP)
MOSTRA INFANTIL Melhor Filme: A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno (GO)
MOSTRA VIDEOCLIPE Chorar, de Karola Nunes, Pacha Ana e Curumin; dirigido por Juliana Segóvia (MT)
JÚRI JOVEM | MELHOR FILME
Mostra Brasil (longas): Achados Não Procurados, de Fabi Penna (SC) Justificativa: com uma construção narrativa excelente e subversiva, o filme satiriza mostrando possíveis e palpáveis absurdos. Esse passeio é conduzido com excelência por uma direção apaixonada, que faz um ótimo uso de seus planos sequência. Um dos protagonistas, interpretado por Roney Villela, tem uma presença marcante, que traz ainda mais dinamismo para o filme e potencializa o humor em diversas cenas, reforçando esse lado satírico retratado no longa. Sutilmente agressivo, o filme consegue ser extremamente provocativo, o que é consolidado a partir dos cenários criados por Carlos Mosca. Achados Não Procurados é um título que funciona para a excelente experiência de assisti-lo, já que Fabi Penna entrega um verdadeiro achado que não estávamos procurando.
Mostra Brasil (curtas): Sideral, de Carlos Segundo (RN) Justificativa: Sideral constrói sua narrativa distópica com uma brilhante sobriedade estética. Ao utilizar a fotografia em preto e branco, a obra consegue nos surpreender combinando a tensão sóbria das imagens e a comicidade dos diálogos construídos. O curta também nos apresenta a condição da mulher naquele ambiente e como isso está atrelado a realidade brasileira. O filme nos encanta pelo seu roteiro bem trabalhado, pelo uso da câmera estática e pela incrível atuação que consegue transpassar de forma espontânea o objetivo da obra. Ao destacar esses pontos, consideramos Sideralum filme impressionante.
Mostra Agreste: Cine Aurélio, de Kennel Rógis (Toritama, PE) Justificativa: com uma história bonita e singela, nos mostra como é se apaixonar genuinamente pelo cinema. Com esse recorte, Cine Aurélio demonstra não apenas como contar uma história, mas também como mostrá-la. A câmera intimista que passa pelo documentário, a narração pontual e a montagem básica, clara e precisa, passa a quem assiste toda a grandiosidade da história. A última cena, espetacular, fecha bem o curta, nos fazendo entender como o cinema, além de ser algo coletivo, é uma atividade individual. Diante disso, podemos observar a importância dessa obra para o cinema do agreste.
Livremente inspirado em fatos reais, o filme de ação Assalto na Paulista, dirigido por Flavio Frederico, do documentário Em um Mundo Interior, já está em cartaz nos cinemas. A trama tem como pano de fundo um dos maiores assaltos a bancos privados no Brasil: o assalto à agência 0262 do Banco Itaú, na Avenida Paulista, em São Paulo, centro financeiro do país.
Em um sábado à noite, sem ser incomodada, uma quadrilha passou quase dez horas dentro da agência e roubou 170 cofres particulares localizados no subsolo. Em apenas três deles, obteve cerca de R$ 10 milhões em joias e dinheiro. A estimativa é de que o assalto da Avenida Paulista tenha rendido mais de R$ 100 milhões aos assaltantes. O que chama atenção é que, após uma semana, pouquíssimos clientes prestaram queixa, num indicativo de que a maioria dos cofres continha bens não declarados oficialmente.
Para o longa, os personagens foram totalmente ficcionados, assim como os fatos e encadeamento das ações, porém o modus operandi, ou seja, como os bandidos conseguiram driblar o esquema de segurança do banco e a polícia foram inspirados nos eventos reais. O assalto acontece no presente da narrativa e o filme mostra os detalhes da preparação da ação: o planejamento, como se dá a articulação entre os assaltantes durante o processo de entrada no banco, como os cofres particulares vão sendo arrombados e, finalmente, como acontece a fuga. Na medida em que o conteúdo dos cofres se revela, aspectos da vida de Rubens, interpretado por Eriberto Leão, e de Leônia, papel de Bianca Bin, aparecem em flashbacks, que começam sempre ligando um objeto encontrado com o passado de um deles.
Com referências como Domingo Sangrento, de Paul Greengrass, a linha narrativa do filme revela os dramas pessoais e a deterioração das relações humanas deste grupo durante esta noite no interior do banco e nos dias subsequentes.
A trilha sonora original composta por BiD é climática, densa, mas também moderna e ágil nos momentos de ação, mesclando elementos de pop e rock e trazendo uma forte influência dos westerns de Sergio Leone. Ela é mesclada com diversos fonogramas de diferentes gêneros da música brasileira, escolhidos pela própria roteirista Mariana Pamplona; há desde um grande clássico sertanejo, assim como o auge do rock nacional dos anos 1980, como Plebe Rude e mestres da MPB como Belchior e Gal Costa.
Com fotografia de Carlos André Zalasik, o longa conta também com Adriano Bolshi, Daniela Nefussi, Kauê Telloli, Luciano Riso, Jefferson Brasil, Kiko Marques, Ademir Emboava e Helo Santos no elenco.
Em abril de 2019 visitamos o set de filmagem de Assalto na Paulista, que tem distribuição da Kinoscópio Cinematográfica e O2 Play, e conversamos com o protagonista Eriberto Leão, com a roteirista Mariana Pamplona e com o diretor Flavio Frederico.
Neste ano, o evento, dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa, exibiu 228 filmes, representando 41 países. Foram programados 119 títulos brasileiros, sendo 37 deles em pré-estreia mundial. Foram promovidos encontros, debates, masterclass, lançamento de livros, seminário Conexão USP Kinoforum e uma exposição de arte com NFT.
O Prêmio Revelação, para cineastas de filmes realizados em escolas e cursos audiovisuais, foi entregue para Cantareira, produção paulista assinada por Rodrigo Ribeyro. A obra, que se destacou no Festival de Cannes do ano passado, acompanha um jovem garçom em seu retorno ao lugar em que cresceu: a casa do avô na Serra da Cantareira. A premiação concede uma série de materiais e serviços, que permitem ao diretor a realização de um novo curta-metragem, oferecidos por empresas da área audiovisual, como locação de equipamentos e mixagem. O júri foi formado por Cecilia Barroso, Isabel Wittmann e Mariana Queen Nwabasili.
Além disso, quatro prêmios de aquisição, fruto de parcerias do evento com emissoras de TV e plataformas digitais de streaming, foram revelados. O Prêmio Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e um contrato de licenciamento para o melhor filme dos programas brasileiros, escolhido por um júri especializado, teve como vencedor Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo, de Guilherme Xavier Ribeiro, que se passa na periferia de uma cidade do interior paulista na qual um jovem tenta recuperar sua égua enquanto convive com o crime e o barulho ensurdecedor de uma sociedade conservadora.
O Prêmio TV Cultura, no valor de R$ 8 mil e destinado a um curta produzido no estado de São Paulo a ser exibido na grade de programação da emissora, foi conquistado por Tamo Junto, de Pedro Conti. Na trama, dois vizinhos passam a tornar cada momento de interação como grandes preciosidades; o trabalho conta com a voz do rapper Criolo e da atriz Luciana Silveira, com a participação de Emicida na trilha sonora. O júri, nomeado pelo canal, foi composto pela artista visual Claudia Colagrande e pelos cineastas Daniel Santiago e Toni Venturi.
Já a Menção TV Cultura para Novos Olhares, outorgada para curtas produzidos em oficinas de realização audiovisual, garantindo uma janela de exibição na grade da emissora, foi para Raízes do Mercado, de Jaime Santos, Daniel C. Souza, Samara Faustino e Francina F. de Lisboa; a obra é uma realização das Oficinas Querô.
O Prêmio SescTV, destinado a diretores estreantes, contempla um filme brasileiro e um filme estrangeiro com R$ 6 mil cada, além de licenciamento pelo período de dois anos. O Prêmio Porta Curtas e Canal Curta!, promovido, respectivamente, pelo portal e pelo canal a cabo, é destinado a um filme da Mostra Brasil, que recebe R$ 5 mil, e é eleito de forma on-line pelos usuários do portal.
Nova premiação no evento, o Prêmio API é concedido pela Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro para um para um filme da Mostra Limite e para um título da Mostra Latino-Americana. O Troféu Borboleta de Ouro reconhece três destaques (um brasileiro, um estrangeiro e um prêmio especial) para curtas que tratam da diversidade sexual, selecionados pela equipe do Cineclube LGBT+ entre os filmes de 2021 e 2022 programados no festival. Por sua vez, o Troféu Kaiser – Destaque ABCA para a melhor animação, promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, elege o melhor filme animado exibido no evento.
Vale lembrar que a programação do 33º Curta Kinoforum continua neste fim de semana, com sessões especiais. No Centro Cultural São Paulo serão exibidas, no sábado e domingo, programas infantis. No mesmo local, assim como no MIS e na Cinemateca Brasileira, estão programadas sessões com as obras favoritas do público e um programa com destaques brasileiros do festival este ano. Ainda no Centro Cultural São Paulo, no domingo estão programados a exibição de trabalhos realizados por oficinas de realização e um encontro reunindo coletivos audiovisuais.
Até domingo, 28/08, seguem disponíveis dezenas de títulos do festival nas plataformas digitais Itaú Cultural Play, Porta Curtas e Sesc Digital. O projeto Cinema na Comunidade apresenta curtas da programação na Casa de Cultura da Penha e no Cine Minhocão (ambos no sábado), no Cineclube ETEC Jornalista Roberto Marinho, em Cidade Monções (terça-feira, 30/08) e no Cine Taipas, no Jardim Alvina (quarta-feira, 31/08).
Já no blog Crítica Curta, acessível através do site oficial do festival, estão resenhas de filmes e programas do 33º Curta Kinoforum, resultado de oficina de crítica cinematográfica coordenada pelo jornalista e crítico Thiago Stivaletti.
Conheça os vencedores do Curta Kinoforum 2022:
PRÊMIO REVELAÇÃO Cantareira, de Rodrigo Ribeyro (SP)
10+ BRASIL | VOTO DO PÚBLICO
Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima (PB) Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo, de Guilherme Xavier Ribeiro (SP) Cantareira, de Rodrigo Ribeyro (SP) Chaguinhas, de Diego Hajjar e Fernando Martins (SP) Chão de Fábrica, de Nina Kopko (SP) Coletânea de Histórias Extremamente Curtas, de Pedro Fraga Villaça (SP) Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Tertuliano de Barros e Rafael Rogante (RO) Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ) Pedra Polida, de Danny Barbosa (PB) Tamo Junto, de Pedro Conti (SP)
10+ ESTRANGEIROS | VOTO DO PÚBLICO
Aéreo, de Andrzej Jobczyk (Polônia) Datsun, de Mark Albiston (Nova Zelândia) Frida, de Mohamed Bouhjar (Tunísia) Meu Tigre, de Jean-Jean Arnoux (França) O Marinheiro Voador, de Wendy Tilby (Canadá) O Nascimento de uma Mão, de Lucila Podestá (Argentina) O Sonho de um Cavalo, de Marjan Khosravi (Irã) Passageiro, de Juan Pablo Zaramella (Argentina) Sapatos Vermelhos, de Anna Paděrová (República Tcheca) Soldado, de Francisco Sánchez Solís (México)
DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO Brasileiro: Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B. Lima (PB) Internacional: A Vulvaláxia, de Sabrina Franco e Alejandra Gómez de la Torre (Peru) Prêmio Especial: Carla da Vitória, personagem de Transviar, de Maíra Tristão (ES/Alemanha)
DESTAQUE ABCA | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile) Menção Honrosa: O Teu Nome É, de Paulo Patrício (Portugal/Bélgica)
PRÊMIO API | ASSOCIAÇÃO DAS PRODUTORAS INDEPENDENTES DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO Mostra Limite: The Spiral, de María Silvia Esteve (Argentina) Mostra Latino-Americana: Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)
PRÊMIO AQUISIÇÃO
Prêmio Canal Brasil: Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo, de Guilherme Xavier Ribeiro (SP) Prêmio TV Cultura: Tamo Junto, de Pedro Conti (SP) Menção TV Cultura para Novos Olhares: Raízes do Mercado, de Jaime Santos, Daniel Calado Souza, Samara Faustino e Francina Ferreira de Lisboa (SP) Prêmio Sesc TV | Mostra Internacional: Yon, de Bárbara Lago (Argentina) Prêmio Sesc TV | Mostra Brasil: Através da Cidade Invisível, de Paulo Grangeiro (SP) Prêmio Porta Curtas e Canal Curta!: Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro (RJ)