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Fest Aruanda 2022: Fausto Fawcett fala sobre documentário que narra sua trajetória musical

por: Cinevitor
Fausto Fawcett apresenta o filme em João Pessoa

Considerado um grande expoente do rap rock e da literatura cyberpunk no Brasil, o cantor, compositor, guitarrista rítmico, letrista, romancista, contista, dramaturgo, jornalista, ator, poeta e roteirista Fausto Fawcett marcou presença na 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro.

No documentário Fausto Fawcett na Cabeça, exibido na mostra competitiva nacional, o diretor Victor Lopes mostra o compositor de músicas ícones como Kátia Flávia, A Godiva do Irajá, Rio 40 Graus e Balada do Amor Inabalável, e também autor de cinco romances e diversas performances que desvendam um vasto e singular universo.

Partindo de signos reais e cotidianos com raízes em Copacabana, sua obra cruza fronteiras narrativas, filosóficas e temporais para instaurar visões futuristas e experiências sensoriais que chacoalham a aventura humana, nos carregando para outros mundos. O destino deste filme-transe é entrar nestes mundos que habitam a mente criativa, inquieta e desafiadora de um artista único. O longa, que também passou pelo Festival do Rio e Mostra de São Paulo, tem fotografia de Pedro Faerstein e montagem de Victor Lopes, Yan Motta e Ananda Banhatto.

O diretor do longa e seu protagonista

Nascido Fausto Borel Cardoso em maio de 1957, no Rio de Janeiro, formou-se em jornalismo na década de 1980 e em seu tempo livre encenava esquetes teatrais com música e poesia sob o nome artístico Fausto Fawcett, em homenagem a uma de suas atrizes favoritas, Farrah Fawcett, de As Panteras.

Começou a carreira musical em 1986 e lançou seu álbum de estreia, Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, no ano seguinte. Em 1990, publicou seu primeiro romance, Santa Clara Poltergeist, que foi seguido por Básico Instinto, uma antologia de contos. Grande entusiasta da cultura popular, também atuou nas telonas e sempre declarou suas influências no meio artístico, como: Rolling Stones, Sex Pistols, Jovem Guarda, Jean-Paul Sartre, Paulo Leminski, Clarice Lispector, Jorge Mautner, Rubem Fonseca, entre muitos outros.

Para falar mais sobre o documentário que narra sua carreira, conversamos com Fausto Fawcett logo depois do debate, que aconteceu no dia seguinte à exibição, no Best Western Hotel Caiçara. No bate-papo, o artista destacou sua trajetória pelas artes plásticas, literatura e música; também falou sobre a ideia do projeto, colaboração no filme e recepção do público em festivais. Além disso, relembrou parcerias de sucesso, trabalhos importantes, como Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, e algumas de suas musas, entre elas, Fernanda Abreu, Marinara, Regininha Poltergeist, Deborah Colker e Silvia Pfeifer.

Aperte o play e confira:

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Foto: Mano de Carvalho.

Oscar 2023: 92 países disputam o prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Tokinho, Rejane Faria e Matheus Will no brasileiro Marte Um

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta terça-feira, 06/12, a lista oficial com os títulos elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2023, categoria antes chamada de melhor filme estrangeiro.

Para esta 95ª edição, 92 países foram classificados, entre eles, Uganda, candidato pela primeira vez. A África do Sul ficou de fora da disputa pela primeira vez desde 2007 por não ter enviado um representante. A Rússia, por questões políticas, também não inscreveu um longa-metragem. A Zâmbia, que faria sua estreia na lista, montou um comitê de seleção, mas não enviou seu representante para a fase final.

Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A lista com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 21 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 24 de janeiro de 2023.

Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um longa-metragem (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.

A cerimônia acontecerá no dia 12 de março, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil está na disputa com Marte Um, de Gabriel Martins. O filme tem como um de seus temas centrais a realização de um sonho infantil. A trama apresenta o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais.

O garoto Deivid, interpretado por Cícero Lucas, o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet. O pai, Wellington, papel de Carlos Francisco, é porteiro em um prédio de elite e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia, vivida por Rejane Faria, é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.

Marte Um teve sua estreia mundial no Festival de Sundance, em janeiro passado, onde foi bem recebido pelo público. Depois disso, foi exibido em 35 festivais internacionais, ganhando prêmios de melhor longa no Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, no Black Star e no San Francisco Film Festival. Em Gramado, além do kikito de melhor filme pelo voto popular, foi consagrado também nas categorias de melhor roteiro, trilha musical por Daniel Simitan e Prêmio Especial do Júri.

Produzido pela Filmes de Plástico, o longa já tem distribuição garantida nos Estados Unidos pela ARRAY Releasing, empresa da cineasta Ava DuVernay. Marte Um será lançado simultaneamente nos cinemas americanos e na Netflix no dia 5 de janeiro. No Brasil, continua em cartaz e já fez mais de 85 mil espectadores, estando nos cinemas há 15 semanas.

Confira a lista completa com os 92 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2023:

ALBÂNIA: A Cup of Coffee and New Shoes On, de Gentian Koçi
ALEMANHA: Nada de Novo no Front, de Edward Berger
ARGÉLIA: Our Brothers (Nos frangins), de Rachid Bouchareb
ARÁBIA SAUDITA: Raven Song (‘Ughniat alghurab), de Mohamed Al-Salman
ARGENTINA: Argentina, 1985, de Santiago Mitre
ARMÊNIA: Aurora’s Sunrise (Arshaluysi lusabats’y), de Inna Sahakyan
AUSTRÁLIA: You Won’t Be Alone, de Goran Stolevski
ÁUSTRIA: Corsage, de Marie Kreutzer
AZERBAIJÃO: Creators (Yaradanlar), de Shamil Aliyev
BANGLADESH: Hawa, de Mejbaur Rahman Sumon
BÉLGICA: Close, de Lukas Dhont
BOLÍVIA: Utama, de Alejandro Loayza Grisi
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Balada (A Ballad), de Aida Begić
BRASIL: Marte Um, de Gabriel Martins
BULGÁRIA: In the Heart of the Machine (V sŭrtseto na mashinata), de Martin Makariev
CAMARÕES: The Planter’s Plantation, de Dingha Young Eystein
CAMBOJA: Return to Seoul (Retour à Séoul), de Davy Chou
CANADÁ: Eternal Spring (Chángchūn), de Jason Loftus
CAZAQUISTÃO: Life (Zhizn’), de Emir Baigazin
CHILE: Blanquita, de Fernando Guzzoni
CHINA: Nice View (Qi ji ben xiao hai), de Wen Muye
COLÔMBIA: Los reyes del mundo, de Laura Mora Ortega
COREIA DO SUL: Decision to Leave (Heojil kyolshim), de Park Chan-wook
COSTA RICA: Domingo y la niebla, de Ariel Escalante
CROÁCIA: Sigurno mjesto (Safe Place), de Juraj Lerotić
DINAMARCA: Holy Spider, de Ali Abbasi
EQUADOR: Lo invisible, de Javier Andrade
ESLOVÁQUIA: Victim (Oběť), de Michal Blaško
ESLOVÊNIA: Orchestra (Orkester), de Matevž Luzar
ESPANHA: Alcarràs, de Carla Simón
ESTÔNIA: Kalev, de Ove Musting
FILIPINAS: On the Job: The Missing 8, de Erik Matti
FINLÂNDIA: Girl Picture (Tytöt tytöt tytöt), de Alli Haapasalo
FRANÇA: Saint Omer, de Alice Diop
GEÓRGIA: A Long Break (Didi shesveneba), de Davit Pirtskhalava
GRÉCIA: Magnetic Fields, de Yorgos Goussis
GUATEMALA: El silencio del topo (The Silence of the Mole), de Anäis Taracena
HONG KONG: Where the Wind Blows (Fung Zoi Hei Si), de Philip Yung
HOLANDA: Narcosis, de Martijn de Jong
HUNGRIA: Blockade (Blokád), de Ádám Tõsér
ÍNDIA: Last Film Show (Chhello Show), de Pan Nalin
INDONÉSIA: Missing Home (Ngeri-Ngeri Sedap), de Bene Dion Rajagukguk
IRÃ: Terceira Guerra Mundial (World War III/Jang-e jahāni-e sevvom), de Houman Seyyedi
IRAQUE: The Exam (Ezimûn), de Shawkat Amin Korki
IRLANDA: A Menina Silenciosa (An Cailín Ciúin/The Quiet Girl), de Colm Bairéad
ISLÂNDIA: Beautiful Beings (Berdreymi), de Guðmundur Arnar Guðmundsson
ISRAEL: Cinema Sabaya (Sinema Sabaya), de Orit Fouks Rotem
ITÁLIA: Nostalgia, de Mario Martone
JAPÃO: Plan 75, de Chie Hayakawa
JORDÂNIA: Farha, de Darin J. Sallam
KOSOVO: Looking for Venera (Në kërkim të Venerës), de Norika Sefa
LETÔNIA: January (Janvāris), de Viestur Kairish
LÍBANO: Memory Box (Dafatir maya), de Joana Hadjithomas e Khalil Joreige
LITUÂNIA: Pilgrims (Piligrimai), de Laurynas Bareiša
LUXEMBURGO: Icarus (Icare), de Carlo Vogele
MACEDÔNIA DO NORTE: The Happiest Man in the World, de Teona Strugar Mitevska
MARROCOS: Túnica Turquesa (The Blue Caftan/Le bleu du caftan), de Maryam Touzani
MÉXICO: Bardo, falsa crónica de unas cuantas verdades, de Alejandro González Iñárritu
MOLDÁVIA: Carbon, de Ion Borș
MONGÓLIA: Harvest Moon, de Amarsaikhan Baljinnyam
MONTENEGRO: The Elegy of Laurel (Elegija lovora), de Dušan Kasalica
NEPAL: Butterfly on the Windowpane (Ainaa Jhyal Ko Putali), de Sujit Bidari
NORUEGA: War Sailor (Krigsseileren), de Gunnar Vikene
NOVA ZELÂNDIA: Muru, de Tearepa Kahi
PALESTINA: Mediterranean Fever (Hamaa albahr almutawasit), de Maha Haj
PANAMÁ: Cumpleañero (Birthday Boy), de Arturo Montenegro
PAQUISTÃO: Joyland, de Saim Sadiq
PARAGUAI: Eami, de Paz Encina
PERU: El corazón de la luna, de Aldo Salvini
POLÔNIA: EO (IO), de Jerzy Skolimowski
PORTUGAL: Alma Viva, de Cristèle Alves Meira
QUÊNIA: TeraStorm, de Andrew Kaggia
QUIRGUISTÃO: Home for Sale (Prodayetsya dom), de Taalaibek Kulmendeev
REINO UNIDO: Winners, de Hassan Nazer
REPÚBLICA CHECA: Il Boemo, de Petr Václav
REPÚBLICA DOMINICANA: Bantú Mama, de Ivan Herrera
ROMÊNIA: Immaculate (Imaculat), de Monica Stan e George Chiper
SENEGAL: Xalé, de Moussa Sene Absa
SÉRVIA: Darkling (Mrak), de Dušan Milić
SINGAPURA: Ajoomma (Huā lù ā zhū mā), de He Shuming
SUÉCIA: Cairo Conspiracy (Boy from Heaven), de Tarik Saleh
SUÍÇA: A Piece of Sky (Drii Winter), de Michael Koch
TAIWAN: Goddamned Asura (Gāisǐ de Āxiūluó), de Lou Yi-an
TAILÂNDIA: One for the Road, de Nattawut Poonpiriya
TANZÂNIA: Tug of War (Vuta N’Kuvute), de Amil Shivji
TUNÍSIA: À Sombra das Figueiras (Under the Fig Trees/Taht alshajara), de Erige Sehiri
TURQUIA: Kerr, de Tayfun Pirselimoğlu
UCRÂNIA: Klondike: A Guerra na Ucrânia (Klondaik), de Maryna Er Gorbach
UGANDA: Tembele, de Morris Mugisha
URUGUAI: O Empregado e o Patrão, de Manolo Nieto
VENEZUELA: La caja, de Lorenzo Vigas
VIETNÃ: 578 Magnum (578: Phát đạn của kẻ điên), de Lương Đình Dũng

Foto: Divulgação/Embaúba Filmes.

23ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro exibirá mais de 60 títulos; Marcélia Cartaxo será homenageada

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo no longa A Mãe, de Cristiano Burlan 

A 23ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro, realizada no CineSesc, em São Paulo, acontecerá entre os dias 7 de dezembro e 11 de janeiro de 2023 com uma seleção da produção nacional lançada comercialmente entre dezembro de 2021 e novembro de 2022. A mostra acontece em formato híbrido, com sessões presenciais e programação on-line e gratuita para todo o Brasil na plataforma Sesc Digital.

Com 23 anos de existência, a Retrospectiva do Cinema Brasileiro já se consolidou no calendário cultural da cidade de São Paulo como um evento tradicional aguardado pelos cinéfilos e amantes do cinema. Desde sua primeira edição, a mostra dá visibilidade à produção cinematográfica brasileira contemporânea através de um recorte que prioriza a diversidade de estilos, estéticas e linguagens.

A edição de 2022 exibirá 68 títulos, entre longas e curtas-metragens. Além da programação presencial, as exibições virtuais começam no dia 8 de dezembro, com filmes exibidos gratuitamente para todo o país na plataforma Sesc Digital. Com estreias semanais, os títulos ficam disponíveis na série Cinema #EmCasaComSesc.

A 23ª Retrospectiva promove ainda uma homenagem à consagrada atriz Marcélia Cartaxo. Nascida em 1963, em Cajazeiras, na Paraíba, Marcélia estreou no cinema em 1985 como protagonista do filme A Hora da Estrela, dirigido por Suzana Amaral, baseado no romance de Clarice Lispector, pelo qual recebeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim. Atuou em produções aclamadas, como Madame Satã e O Céu de Suely, dirigidas por Karim Aïnouz; Baixio das Bestas, de Cláudio Assis; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; e Pacarrete, de Allan Deberton, que lhe rendeu diversos prêmios.

Por seu mais recente trabalho, o longa-metragem A Mãe, de Cristiano Burlan, também foi reconhecida por sua atuação ao receber seu segundo kikito de melhor atriz no Festival de Gramado. A programação especial da 23ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro traz diversos longas, uma exibição em 35mm de A Hora da Estrela, no CineSesc, além de curtas-metragens da atriz exibidos na plataforma.

A curadoria desta edição foi assinada por: Susana Schild, jornalista e crítica de cinema; Ivan Melo, produtor e distribuidor cinematográfico; Vitor Búrigo, crítico de cinema e editor-chefe do CineVitor; e pela equipe do CineSesc. Os ingressos para as sessões podem ser comprados nas bilheterias da rede Sesc SP e também no site do cinema: clique aqui para ver os horários disponíveis.

Conheça os filmes selecionados para a 23ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro:

LONGAS-METRAGENS

45 do Segundo Tempo, de Luiz Villaça
A Felicidade das Coisas, de Thais Fujinaga
A Jangada de Welles, de Firmino Holanda e Petrus Cariry
A Mesma Parte de um Homem, de Ana Johan
A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzki
Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã, de Tenille Bezerra
Amigo Secreto, de Maria Augusta Ramos
Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral
Carro Rei, de Renata Pinheiro
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda 
Curral, de Marcelo Brennand
Curtas Jornadas Noite Adentro, de Thiago B. Mendonça
Depois a Louca Sou Eu, de Julia Rezende
Deserto Particular, de Aly Muritiba
Desterro, de Maria Clara Escobar
Eduardo e Mônica, de René Sampaio
Fé e Fúria, de Marcos Pimentel
Fortaleza Hotel, de Armando Praça
Gyuri, de Mariana Lacerda
Jesus Kid, de Aly Muritiba
Madalena, de Madiano Marcheti 
Mar de Dentro, de Dainara Toffoli
Marighella, de Wagner Moura
Marte Um, de Gabriel Martins
Medida Provisória, de Lázaro Ramos
Meu Querido Supermercado, de Tali Yankelevich
Mirador, de Bruno Costa 
O Livro dos Prazeres, de Marcela Lordy
O Novelo, de Cláudia Pinheiro
O Território, de Alex Pritz
Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira
Pajeú, de Pedro Diógenes
Pixinguinha, Um Homem Carinhoso, de Denise Saraceni e Allan Fiterman
Platamama, de Alice Riff
Pureza, de Renato Barbieri
Quem Tem Medo?, de Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr.
Segredos do Putumayo, de Aurélio Michiles
Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal
Selvagem, de Diego da Costa

CURTAS-METRAGENS

Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo, de Guilherme Xavier Ribeiro
Big Bang, de Carlos Segundo
Chão de Fábrica, de Nina Kopko
Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
Curupira e a Máquina do Destino, de Janaina Wagner
Dossiê Rê Bordosa, de Cesar Cabral 
Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante
Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli 
Fogo Baixo, Alto Astral, de Helena Ignez
Mãe Solo, de Camila de Moraes 
Manhã de Domingo, de Bruno Ribeiro
Sideral, de Carlos Segundo
Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet

HOMENAGEM MARCÉLIA CARTAXO

A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante (2014)
A Hora da Estrela, de Suzana Amaral (1985)
A Mãe, de Cristiano Burlan (2022)
A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry (2021)
De Lua, de Marcélia Cartaxo (2013)
Helen, de André Meirelles Collazzo (2021)
Pacarrete, de Allan Deberton (2019)
Redemunho, de Marcélia Cartaxo (2016)

CINECLUBINHO

Ewé de Òsányìn: O Segredo das Folhas, de Pâmela Peregrino
Pluft, o Fantasminha, de Rosane Svartman
Rua Dinorá, de Natália Maia e Samuel Brasileiro
Tarsilinha, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo
Turma da Mônica – Lições, de Daniel Rezende

Foto: Divulgação/Cup Filmes.

Curta Coremas 2022: conheça os vencedores

por: Cinevitor
João Marcello e João de Cordeira, do curta Cabocolino, com a jurada Danny Barbosa

A sétima edição do Curta Coremas, que aconteceu na microrregião de Piancó, no alto sertão paraibano, entre os dias e 3 de dezembro, revelou seus vencedores em uma cerimônia apresentada por Izabelly Domingos, que contou também com a presença de Kennel Rogis, diretor geral do evento, e Islan Alves, representante da prefeitura.

Também estiveram presentes os alunos das oficinas realizadas na cidade e as facilitadoras Valtyennya Pires e Sara Andrade. Na sequência, foram exibidos os filmes realizados nas oficinas. O festival, que conta com direção de produção de Bianca Brunet, propõe democratizar a produção cinematográfica brasileira com a população de Coremas e regiões circunvizinhas, através de diversas atividades contribuindo para sua formação social com a intenção de impulsionar a produção artística e cultural da cidade, além de atrair o turismo e aquecer a economia local.

O time de jurados deste ano foi formado por: Danny Barbosa, Virgínia Gualberto e Veruza Guedes na Mostra Brasil; e Clarissa Kushnir, Raildon Lucena e Marco Antonio Pereira na Mostra Paraíba. A curadoria desta sétima edição foi assinada por: Vitor Búrigo na Mostra Brasil; Bruna Tavares e Priscila Urpia na Mostra Paraíba; e Fabi Melo na Mostra Infantojuvenil

Conheça os vencedores do 7º Curta Coremas:

MOSTRA BRASIL

Melhor Filme: Depois Quando, de Johnny Massaro (RJ)
Melhor Filme | Júri Popular: Nem Todas as Manhãs São Iguais, de Fabi Melo (PB)
Melhor Direção: Fabi Melo, por Nem Todas as Manhãs São Iguais
Melhor Roteiro: Depois Quando, escrito por Johnny Massaro
Melhor Ator: Diego Francisco, por Depois Quando
Melhor Atriz: Luciana Souza, por Inabitável
Melhores Personagens: Lúcia Batista dos Santos e Keisiane Santos Pereira, por Mãe Solo
Melhor Fotografia: Cabocolino, por Marlom Meirelles
Melhor Direção de Arte: Depois Quando, por Nathalia Siqueira
Melhor Desenho de Som: Cabocolino, por Pedro Melo

MOSTRA PARAÍBA

Melhor Filme: Cercas, de Ismael Moura (Cuité)
Melhor Filme | Júri Popular: Cercas, de Ismael Moura
Melhor Direção: Ismael Moura, por Cercas
Melhor Roteiro: Cercas, escrito por Ismael Moura
Melhor Ator: Paulo Philippe, por Mais que 1000 palavras
Melhor Atriz: Bruna Castro, por Cercas
Melhor Personagem: Almir do Cinema, por Gigantão do Prado
Melhor Fotografia: Cercas, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Confins, por Carlos Mosca
Melhor Desenho de Som: Cercas, por Guga Rocha
Menção Honrosa | Contribuição Artística: Anjos Cingidos, de Laercio Filho e Maria Tereza Azevedo; pela relevância da história, temática e a forma de abordá-la e pelo contexto social

Foto: Sara Andrade.

CINEVITOR #431: Entrevista com Zezé Motta + Homenagem 17º Fest Aruanda

por: Cinevitor
A homenageada na noite de abertura do festival

A abertura da 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro aconteceu nesta quinta-feira, 01/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, na Paraíba. Entre tantos momentos, a noite foi marcada pela homenagem à atriz e cantora Zezé Motta, que recebeu o Troféu Aruanda pelo conjunto da obra.

Para celebrar esse momento, foi exibido o premiadíssimo Xica da Silva, de Cacá Diegues e lançado em 1976, filme em que Zezé foi aclamada pela crítica por sua atuação e recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles: o Troféu Candango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Prêmio Coruja de Ouro de Cinema, Prêmio Air France de Cinema e Prêmio Governador do Estado de São Paulo.

Ao longo de sua carreira, foi homenageada no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, no Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Oscarito, no Troféu Raça Negra, no Festival de Cinema de Vitória, entre outros. Zezé Motta também se destacou pelo seu extenso trabalho na televisão, em especial nas novelas Corpo Dourado, A Próxima Vítima, Porto dos Milagres e O Beijo do Vampiro.

Nascida Maria José Motta de Oliveira em Campos dos Goytacazes, no interior fluminense, se mudou ainda criança para a cidade do Rio de Janeiro, no morro do Cantagalo. Sua mãe era costureira e seu pai motorista, mas ele tinha talento para música e praticava instrumentos no tempo vago, o que provavelmente influenciou Zezé a se interessar pelas artes.

Foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por Deserto Feliz, Gonzaga: De Pai pra Filho, M8 – Quando a Morte Socorre a Vida e venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante por Doutor Gama. Zezé Motta é considerada uma das maiores artistas do país e expoente da cultura afro-brasileira.

Para falar mais sobre esse momento especial no Fest Aruanda, conversamos com Zezé no dia seguinte à homenagem. No bate-papo, ela falou da emoção em receber tal honraria e revelou projetos futuros, entre eles, um show com músicas de Caetano Veloso. Além disso, registramos os melhores momentos da homenagem, na qual Zezé cantou, discursou e recebeu o troféu das mãos da premiada atriz Norma Goes.

Aperte o play e confira:

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Foto: Mano de Carvalho. 

Fest Aruanda 2022: longas-metragens pernambucanos abrem mostras competitivas

por: Cinevitor
Verônica Cavalcanti, Zezita Matos e Fernando Teixeira do longa Bia, de Taciano Valério

Depois da noite de abertura, com exibições especiais e homenagens a Eliézer Rolim, Jurandy Moura e Zezé Motta, a 17ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro deu início às mostras competitivas nesta sexta-feira, 02/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa.

Na mostra Sob o Céu Nordestino, foram exibidos os curtas-metragens Calunga Maior, de Thiago Costa, sobre uma escritora, recentemente órfã, que decide se aventurar pelos becos da memória e seu relacionamento rompido com a mãe e a avó; e O Rebanho de Quincas, de Hipolito Lucena e Rebeca Souza, que narra a história de Joaquim, um simples pastor de ovelhas habitante do Cariri paraibano, que depois de uma noite mal dormida toma uma decisão importante.

Ainda na mesma mostra, o pernambucano Fim de Semana no Paraíso Selvagem, de Severino, abriu a competição de longas. Na trama, entre a margem de uma praia marcada por coqueiros tropicais e a margem oposta cravada de usinas e cargueiros, há um território de disputas desleais entre tubarões e peixes pequenos. É nele que Rejane, interpretada por Ana Flavia Cavalcanti, chega para tentar entender o que aconteceu com seu irmão, um exímio mergulhador encontrado morto em um mar cercado de sombras por todos os lados.

Com roteiro de Juliana Soares, Luiz Otávio Pereira, Maria Cardozo, Pedro Severien e Yuri Lins, a fotografia é assinada por Beto Martins; o elenco conta também com Joana Medeiros, Edilson Silva, Eron Villar, Luciano Pedro Jr., Enio Cavalcante e Zezé Motta.

O diretor Severino apresenta o filme ao lado da equipe

No debate, mediado pelo crítico Marcus Mello e que aconteceu no dia seguinte à exibição no Best Western Hotel Caiçara, o diretor falou sobre diversos assuntos relacionados ao filme: “Essa dimensão da especulação imobiliária é uma força de produção e concentração de riqueza histórica. Na história recente do Brasil, das principais metrópoles e capitais, isso vem com um disfarce da modernidade. Seria o desenvolvimento; o mercado imobiliário seria uma forma de salvação, de gerar empregos e supostamente se conectar a um espaço contemporâneo. Mas na real, não é. São as forças mais retrógradas que operam dentro do mercado imobiliário se utilizando de formas criminosas, do uso desse poder financeiro para gerar vantagens, para produzir espaços de exclusão e privatizar espaços públicos”.

E completou: “Eu comecei a me interessar por isso a partir de algumas experiências políticas e pessoais ligadas ao movimento Ocupe Estelita, no Recife; um movimento de luta pelo direito à cidade e uma mobilização de vários setores”.

Depois da mostra Sob o Céu Nordestino, a noite seguiu com a competitiva nacional. Entre os curtas-metragens, foram exibidos: a animação paulista Saindo Com Estranhos da Internet, de Eduardo Wahshaftig; o mineiro Tiro de Misericórdia, de Augusto Barros, com Isabél Zuaa e Johnny Massaro; e o documentário Carta para Glauber, de Gregory Baltz, do Rio de Janeiro.

Na sequência, foi exibido, em competição, o longa-metragem pernambucano Bia, de Taciano Valério, protagonizado por Verônica Cavalcanti. Na trama, Bia é uma mulher não alheia aos ditames de uma sociedade patriarcal e sexista, e que enfrenta, como tantas outras mulheres, as dificuldades em dar um não às práticas heteronormativas, misóginas e sexistas da sociedade em que vive. Doutoranda, investiga o lugar da mulher no espaço da luta da camponesa, traduzida nas mulheres sem-terra, que são personagens reais no filme, através delas Bia busca forças para romper de vez com as estruturas fundacionais do patriarcado, como casamento, família, valorizando o seu trabalho e a sua liberdade.

Bia é um filme de ficção que dialoga de forma concreta com a realidade e temas pertinentes em nossa sociedade; é ambientado em vários momentos em situações reais, filmadas no acampamento Normandia do MST, em Caruaru, agreste pernambucano, num misto de ficção e documentário. O elenco conta também com Zezita Matos, Fernando Teixeira, Beto Aragão, Jean Claude Bernardet, Bruno Goya e Rosberg Adonay.

O debate contou com a presença de representantes dos dois longas

No debate, que aconteceu no dia seguinte à exibição, o diretor marcou presença ao lado de alguns integrantes da equipe, entre eles: Carla Francine, produtora; João Maria, montador; e os atores Fernando Teixeira, Zezita Matos e Verônica Cavalcanti.

Sobre a ideia do filme, Taciano contou: “Eu tenho uma amiga chamada Beatriz e ela me inspirou. O filme não tem nada a ver com ela. Mas aconteceram muitas coisas em sua vida que me tocaram. Fui construindo essa história junto com a Verônica, que foi se abrindo completamente”.

A protagonista Verônica Cavalcanti falou sobre sua parceria com o diretor: “Desde 2012, quando conheci Taciano e fizemos Onde Borges Tudo Vê [longa lançado em 2012], não deixamos de nos comunicar, de trocar ideias sobre cinema, o que ele pretendia fazer, o que tinha feito. Criamos outros laços. Desde a primeira experiência com ele, trabalhamos em um cinema sem grana, feito na vontade. Eu segui realizando outros trabalhos e no momento de fazer Bia, ele me contou dessa vontade de fazer um filme que retratasse o universo feminino; a mulher em diversas frentes de atuação, suas batalhas, suas angústias, os abusos escondidos atrás dos afetos”

Taciano Valério também falou sobre o assentamento Normandia, do MST, em Caruaru: “As pessoas constroem, infelizmente, uma imagem midiática do MST. Quando passamos a conviver com eles, começamos a ficar envergonhados pela maneira de existir e coabitar nesse mundo urbano, pois eles são abertos a uma perspectiva de agricultura familiar. Além disso, a comunidade é povoada por mulheres que estão dentro da causa e também fazem criticas sobre esta causa”. Verônica completou: “Taciano falava muito sobre isso e das guerreiras do MST. Fiquei encantada com a ideia e com a proposta. Eu já tinha essa vontade de saber mais sobre o movimento”.

Ao final do debate, o diretor comentou sobre o protagonismo feminino: “O filme é povoado pelo feminino, algo que foi muito singular pra mim. Ouvir o feminino, a mulher, é simplificar em outras questões também. Eu me desarmava completamente para fazer as cenas. Foi um exercício nesse lugar de intimidade que se abre a partir da câmera com o universo e com as pessoas que estão próximas”, finalizou.

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Fotos: Rizemberg e Mano de Carvalho.

Cine Terreiro 2022 anuncia filmes selecionados e programação on-line

por: Cinevitor
Cena do curta pernambucano Ìyá Dúdú, devoção e rExistência, de Renata Mesquita

Com exibições gratuitas em três mostras virtuais, a segunda edição do Cine Terreiro acontecerá entre os dias 5 e 11 de dezembro com o objetivo de fortalecer a preservação da memória e identidade das culturas de matriz afro-brasileira e indígena através da exibição de produções audiovisuais cinematográficas.

O evento começou suas atividades através da Mostra Retrospectiva, que aconteceu em novembro; agora serão realizadas as mostras principais: Grão e Mar, em caráter competitivo. A Mostra Grão é direcionada para realizadores iniciantes e a Mostra Mar é indicada para realizadores experientes.

Ainda haverá uma Mostra Especial não competitiva, com filmes convidados pela curadoria dentre os inscritos. Esta mostra, com caráter mais livre e que admite também outros formatos, inclui uma série e três longas-metragens. Todas as exibições são gratuitas e ocorrem em ambiente virtual, no site oficial utilizando a plataforma de streaming do festival.

O idealizador do projeto, Rodrigo Sena, compartilha que a iniciativa teve início em 2015, quando realizava exibições independentes em casas religiosas de matriz afro-indígena na Grande Natal, de forma bastante artesanal. Com o tempo foram chegando outros colaboradores, até que em 2021 houve a oportunidade de transformar essa mostra de filmes na primeira edição do festival, que contou com oficinas de capacitação e a participação de 10 casas religiosas da cidade, tendo apoio de editais públicos de incentivo à cultura.

O Cine Terreiro é um festival que procura enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, abraçando também vertentes como o neo xamanismo, e utiliza a exibição de filmes relacionados a essas temáticas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento a essas culturas. Dessa maneira, forma-se um público interessado em assistir e discutir filmes sobre esses assuntos, que envolvem mito, religiosidade e cultura de terreiros, podendo contribuir para diminuição da segregação e preconceito contra esses grupos.

João Paulo Diogo, também realizador do festival, ressaltou: “Queremos proporcionar aos espectadores não um ambiente acadêmico, mas, sim, de entretenimento e cultura; oferecendo, a todos que participem do festival, um lugar acolhedor”. Neste ano, por conta da dificuldade na captação de recursos através de incentivos públicos, o festival é realizado com recursos próprios de seus realizadores, que entenderam a necessidade de manter a continuidade anual do projeto para atender a importância de iniciativas voltadas às temáticas pautadas pelo evento.

Sobre isso, Arlindo Bezerra, produtor do festival, ressalta: “É importante que ações como esta não sejam descontinuadas e mantenham regularidade na sua realização anual, mesmo de maneira independente. Os realizadores e parceiros somam forças para conseguirem concretizar esta edição. Nosso propósito é que o investimento público possa acontecer na terceira edição, para de fato, o festival conseguir realizar ações diretas e presencial com seu público-alvo”.

A homenageada desta edição é atriz mossoroense Tony Silva, que desde 1980 já participou em mais de 50 espetáculos, além de filmes e documentários, e também atuou como oficineira de teatro, em palestras animadas e palhaça.

Conheça os filmes selecionados para o Cine Terreiro 2022:

MOSTRA GRÃO | COMPETITIVA

Atotô Babá, de Márcia Carvalho (MA)
Encruza, de Plínio Gomes (BA)
Ìyá Dúdú, devoção e rExistência, de Renata Mesquita (PE)
Luziaria, de Beatriz Tanabe (CE)
Mineiro de Mina, de Helder da Paixão (MG)
Osmildo, de Pedro Daldegan (AC)
Senhor da Terra, de Coletivo Ficcionalizar (PE)
Terra Fértil em Maré Cheia, de Karen Forbino (SP)

MOSTRA MAR | COMPETITIVA

Alágbedé, de Safira Moreira (BA)
Cantos Caboclos, de Bruno Saphira (BA)
O Pato, de Antônio Galdino (PB)
Onde Aprendo a Falar com o Vento, de André Anastácio e Victor Dias (MG)
Quando Chegar a Noite, Pise Devagar, de Gabriela Alcântara (PE)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (PE)
Santo de Casa, de André Pupo (MA)
Seu Salvador, de Plínio Gomes (BA)

MOSTRA ESPECIAL | LONGA-METRAGEM

A Rainha Nzinga Chegou, de Júnia Torres e Isabel Casimira (MG)
Salve a Malandragem, de Sérgio Rossini (RJ)
Toada para José Siqueira, de Eduardo Consonni e Rodrigo Marques (SP)

MOSTRA ESPECIAL | CURTA-METRAGEM

Abdução, de Marcelo Lin (MG)
Clara Esperança, de Diego Alexandre (RJ)
Paola, de Ziel Karapotó (PE)
Último Domingo, de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude (RJ)
Wherá Tupã e o Fogo Sagrado, de Rafael Coelho (SC)
Xocós, de Dayane Dantas (SE)

MOSTRA ESPECIAL | SÉRIE

Encantarias, de Rodrigo Sena e Julio Castro (RN)

O 2º Cine Terreiro é uma produção coletiva da Bobox Produções e tem como realizadores a Ori Audiovisual, Cruzeiro Filmes, Cirandas Coletivo de Assessorias e conta com o apoio da Onã Jóia de D´orisá e Acarajé da Jari.

Foto: Divulgação.

Prêmio Goya 2023: conheça os indicados ao Oscar espanhol

por: Cinevitor
Denis Ménochet em As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen: 17 indicações

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha realiza, desde 1987, o Prêmio Goya (ou Premios Goya, no original), evento que elege os melhores filmes e profissionais do cinema e é conhecido como o Oscar espanhol.

Nesta quinta-feira, 01/12, as atrizes Blanca Portillo e Nora Navas anunciaram os indicados da 37ª edição da premiação, que acontecerá no dia 11 de fevereiro de 2023, em Sevilha, em cerimônia que será apresentada por Antonio de la Torre e Clara Lago.

O suspense As Bestas, de Rodrigo Sorogoyen, com Marina Foïs e Denis Ménochet no elenco, lidera a lista com 17 indicações; Modelo 77, de Alberto Rodríguez, aparece na sequência com 16 indicações. Os longas Alcarràs e Cinco lobitos também se destacaram com onze nomeações cada.

O Brasil estava na disputa por uma vaga entre os cinco finalistas da categoria de melhor filme ibero-americano com Marighella, dirigido por Wagner Moura, mas ficou de fora da competição. Porém, o mexicano A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo, uma coprodução entre Alemanha, Brasil, Argentina, Suíça e Estados Unidos, garantiu uma vaga. 

Neste ano, o consagrado cineasta e roteirista espanhol Carlos Saura receberá o Goya de Honor por sua extensa contribuição criativa para a história do cinema espanhol desde o final dos anos 1950 até hoje. A atriz francesa Juliette Binoche será homenageada com o Goya Internacional, que destaca personalidades que contribuem para o cinema em todo o mundo, por sua carreira extraordinária e seu compromisso com autores arriscados, materializados em um bom número de atuações inesquecíveis.

Conheça os indicados ao Prêmio Goya 2023:

MELHOR FILME
Alcarràs
As Bestas
Cinco lobitos
La Maternal
Modelo 77

MELHOR DIREÇÃO
Alberto Rodríguez, por Modelo 77
Carla Simón, por Alcarràs
Carlos Vermut, por Mantícora
Pilar Palomero, por La Maternal 
Rodrigo Sorogoyen, por As Bestas

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
Alauda Ruiz de Azúa, por Cinco lobitos
Carlota Pereda, por Porquinha
Elena López Riera, por El agua
Juan Diego Botto, por En los márgenes
Mikel Gurrea, por Suro

MELHOR ATOR
Denis Ménochet, por As Bestas
Javier Gutiérrez, por Modelo 77
Luis Tosar, por En los márgenes
Miguel Herrán, por Modelo 77
Nacho Sánchez, por Mantícora

MELHOR ATRIZ
Anna Castillo, por Girasoles silvestres
Bárbara Lennie, por As Linhas Tortas de Deus
Laia Costa, por Cinco lobitos
Marina Foïs, por As Bestas
Vicky Luengo, por Suro

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Diego Anido, por As Bestas
Fernando Tejero, por Modelo 77
Jesús Carroza, por Modelo 77
Luis Zahera, por As Bestas
Ramón Barea, por Cinco lobitos

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ángela Cervantes, por La Maternal 
Carmen Machi, por Cerdita
Marie Colomb, por As Bestas
Penélope Cruz, por En los márgenes
Susi Sánchez, por Cinco lobitos

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Alcarràs, escrito por Arnau Vilaró e Carla Simón 
As Bestas, escrito por Isabel Peña e Rodrigo Sorogoyen 
Cinco lobitos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa 
Mantícora, escrito por Carlos Vermut
Modelo 77, escrito por Alberto Rodríguez e Rafael Cobos

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
As Linhas Tortas de Deus, escrito por Guillem Clua e Oriol Paulo 
Cerdita, escrito por Carlota Pereda
Irati, escrito por Paul Urkijo Alijo
No mires a los ojos, escrito por David Muñoz e Félix Viscarret
Un año, una noche, escrito por Fran Araújo, Isa Campo e Isaki Lacuesta 

ATOR REVELAÇÃO
Albert Bosch, por Alcarràs
Christian Checa, por En los márgenes
Jordi Pujol Dolcet, por Alcarràs
Mikel Bustamante, por Cinco lobitos
Telmo Irureta, por La consagración de la primavera

ATRIZ REVELAÇÃO
Anna Otín, por Alcarràs
Laura Galán, por Cerdita
Luna Pamies, por El agua
Valèria Sorolla, por La consagración de la primavera
Zoe Stein, por Mantícora

MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Alcarràs, por Elisa Sirvent
As Bestas, por Carmen Sánchez de la Vega 
Cerdita, por Sara García
Cinco lobitos, por María José Díez 
Modelo 77, por Manuela Ocón Aburto 

MELHOR FOTOGRAFIA
Alcarràs, por Daniela Cajías
As Bestas, por Álex de Pablo 
Cinco lobitos, por Jon D. Domínguez 
Concorrência Oficial, por Arnau Valls Colomer
Modelo 77, por Álex Catalán 

MELHOR MONTAGEM
Alcarràs, por Ana Pfaff 
As Bestas, por Alberto del Campo
Cinco lobitos, por Andrés Gil 
Modelo 77, por José M. G. Moyano 
Un año, una noche, por Fernando Franco e Sergi Díes 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Alcarràs, por Mónica Bernuy 
As Bestas, por José Tirado
As Linhas Tortas de Deus, por Sylvia Steinbrecht
La Piedad, por Melanie Antón
Modelo 77, por Pepe Domínguez del Olmo 

MELHOR FIGURINO
As Bestas, por Paola Torres
As Linhas Tortas de Deus, por Alberto Valcárcel 
Bastardoz, por Cristina Rodríguez 
Irati, por Nerea Torrijos
La Piedad, por Suevia Sampelayo 
Modelo 77, por Fernando García

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
As Bestas, por Irene Pedrosa e Jesús Gil 
As Linhas Tortas de Deus, por Montse Sanfeliu, Carolina Atxukarro e Pablo Perona 
Cerdita, por Paloma Lozano e Nacho Díaz 
La Piedad, por Sarai Rodríguez, Raquel González e Óscar del Monte 
Modelo 77, por Yolanda Piña e Félix Terrero 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
As Bestas, por Olivier Arson
As Garotas de Cristal, por Iván Palomares 
As Linhas Tortas de Deus, por Fernando Velázquez 
Irati, por Aránzazu Calleja e Maite Arroitajauregi “Mursego” 
Modelo 77, por Julio de la Rosa 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Batalla, por Joseba Beristain (Unicorn Wars)
En los márgenes, de Eduardo Cruz e María Rozalén (En los márgenes)
Izena duena bada, de Aránzazu Calleja, Maite Arroitajauregi “Mursego” e Paul Urkijo Alijo (Irati)
Sintiéndolo mucho, de Joaquín Sabina e Leiva (Sintiéndolo mucho)
Un paraíso en el sur, de Paloma Peñarrubia Ruiz e Vanesa Benítez Zamora (La vida chipén)

MELHOR SOM
Alcarràs, por Eva Valiño, Thomas Giorgi e Alejandro Castillo 
As Bestas, por Aitor Berenguer, Fabiola Ordoyo e Yasmina Praderas 
Cinco lobitos, por Asier González, Eva de la Fuente López e Roberto Fernández 
Modelo 77, por Daniel de Zayas, Miguel Huete, Pelayo Gutiérrez e Valeria Arcieri 
Un año, una noche, por Amanda Villavieja, Eva Valiño, Marc Orts e Alejandro Castillo

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
13 Exorcismos, por Mariano García Marty e Jordi Costa 
As Bestas, por Óscar Abades e Ana Rubio
Bastardoz, por Lluís Rivera e Laura Pedro 
Irati, por Jon Serrano e David Heras 
Modelo 77, por Esther Ballesteros e Ana Rubio 

MELHOR ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tadeo e a Tábua de Esmeralda
Black is Beltza II: Ainhoa
Inspetor Aranha
Los demonios de barro (Os demos de barro)
Unicorn Wars

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A las mujeres de España. María Lejárraga, de Laura Hojman
Labordeta, un hombre sin más, de Paula Labordeta e Gaizka Urresti
O Teto Amarelo, de Isabel Coixet
Oswald. El falsificador, de Kike Maíllo
Sintiéndolo mucho, de Fernando León de Aranoa

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
1976, de Manuela Martelli (Chile)
A Noite do Fogo, de Tatiana Huezo (México)
Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina)
La jauría, de Andrés Ramírez Pulido (Colômbia)
Utama, de Alejandro Loayza Grisi (Bolívia)

MELHOR FILME EUROPEU
A Mão de Deus, de Paolo Sorrentino (Itália)
A Pior Pessoa do Mundo, de Joachim Trier (Noruega)
Belfast, de Kenneth Branagh (Reino Unido)
Ilusões Perdidas, de Xavier Giannoli (França)
Un monde, de Laura Wandel (Bélgica)

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Arquitectura Emocional 1959, de León Siminiani
Chaval, de Jaime Olías
Cuerdas, de Estibaliz Urresola Solaguren
La entrega, de Pedro Díaz
Sorda, de Eva Libertad e Nuria Muñoz Ortín

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Dancing with Rosa, de Robert Muñoz Rupérez
La gàbia, de Adán Aliaga
Maldita. A Love Song to Sarajevo, de Amaia Remírez García e Raúl de la Fuente
Memoria, de Nerea Barros
Trazos del alma, de Rafa Arroyo

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Amanece la noche más larga, de Carlos Fernández de Vigo e Lorena Ares
Amarradas, de Carmen Córdoba González
La Prima Cosa, de Omar Al Abdul Razzak Martínez e Shira Ukrainitz
La primavera siempre vuelve, de Alicia Núñez Puerto
Loop, de Pablo Polledri

Foto: Divulgação.

O Menu

por: Cinevitor

The Menu

Direção: Mark Mylod

Elenco: Ralph Fiennes, Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Hong Chau, Janet McTeer, Paul Adelstein, John Leguizamo, Aimee Carrero, Reed Birney, Judith Light, Rebecca Koon, Rob Yang, Arturo Castro, Mark St. Cyr, Peter Grosz, Christina Brucato, Adam Aalderks, Jon Paul Allyn, Mel Fair, Cristian Gonzalez, Matthew Cornwell, John Wilkins III, John Cola, Michael A. Dean, Marcus Aveons Duncan, Alexander Goldstein, Grant Henley, Brandon Herron, Elbert Kim, Melisa Lopez, A. Jae Michele, Jay Shadix, Rachel Trautmann, Victor Zheng.

Ano: 2022

Sinopse: Um jovem casal viaja para uma ilha na costa do Noroeste do Pacífico para jantar no sofisticado restaurante Hawthorne, onde o recluso e renomado chef Julian Slowik prepara um menu luxuoso para um pequeno grupo de clientes especiais. Com o passar da noite, a tensão aumenta em todas as mesas enquanto segredos são revelados e pratos inesperados são servidos.

Nota do CINEVITOR:

Aftersun

por: Cinevitor

Direção: Charlotte Wells

Elenco: Paul Mescal, Frankie Corio, Celia Rowlson-Hall, Kayleigh Coleman, Sally Messham, Harry Perdios, Spike Fearn, Ethan James Smith, Ruby Thompson, Brooklyn Toulson, Ayse Parlak, Sophia Lamanova, Brooklyn Toulson, Frank Corio, Onur Eksioglu, Cafer Karahan, John Stuifzand, Tyler Mutlu, Kieran Burton, Nijat Gachayev, Sarah Makharine, Erol Cengizalp, Djamel Turner.

Ano: 2022

Sinopse: Em um resort decadente, Sophie, de 11 anos, aproveita o raro tempo com seu pai amoroso e idealista, Calum. Vinte anos depois, as lembranças de suas últimas férias se tornam um retrato poderoso e doloroso do relacionamento deles. Sophie reflete sobre a alegria compartilhada e a melancolia particular do feriado que passou com seu pai. Memórias reais e imaginárias preenchem lacunas entre as filmagens em MiniDV enquanto ela tenta reconciliar o pai que conheceu com o homem que não conhecia.

*Filme visto na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

Festival Curta Brasília 2022 divulga seleção com filmes inéditos em realidade virtual

por: Cinevitor
A cacica Raquel Tupinambá em Amazônia Viva, de Estevão Ciavatta

Consolidado como um dos principais festivais brasileiros de curta-metragem, o Curta Brasília realizará sua décima primeira edição entre os dias e 4 de dezembro com a Mostra CVR de Realidade Virtual. Neste ano, as exibições retomam ao modo presencial na Infinu Comunidade Criativa com programação totalmente gratuita.

Com curtas-metragens e experiências nacionais e internacionais, em sua maioria inéditas no Brasil até o momento, a Mostra CVR presencial permite que o público interaja e aproveite a programação de filmes em realidade virtual e imersiva.

Sobre a seleção, Ana Arruda, diretora do festival, disse: “O que une as experiências é o elo de assuntos urgentes: #questoesclimaticas #politicasdanatureza #corpo #mulher #ancestralidade e #futurismo. Terão obras que circularam importantes festivais e eventos no mundo todo, chegando de forma acessível e gratuita ao público na capital, encantando pelas suas narrativas e pela provocação reflexiva unida ao entretenimento e à tecnologia, fazendo da experiência virtual algo que conecta com a realidade em sua diversidade”.

Desde 2016, e sendo o primeiro festival da América Latina com programação de cinema de 360°, o Curta Brasília apresenta uma área exclusiva de cinema de realidade virtual. Com um histórico de parcerias internacionais, workshops e laboratórios voltados para as narrativas imersivas, o projeto vem criando uma ponte entre o público e as novas tecnologias.

A Holanda, referência em inovação, economia criativa e políticas em prol dos direitos humanos e resoluções na questão das mudanças climáticas, segue parceria com o Festival Curta Brasília trazendo reflexões ao grande público por meio do cinema e da realidade virtual. A programação dos curtas holandeses conta com as experiências inéditas Echoes of Silence, da premiada Tamara Shogaolu, uma experiência e jornada pelo espaço e pelo tempo; e CLOUDED, uma produção da UNI_VERSE Studios, que propõe o mergulho em férias virtuais distópicas em um hotel em uma nuvem.

O festival, desde 2015, conta com a parceria da Embaixada da Espanha, que neste ano convida o público para uma jornada interativa de exploração, com histórias como Memoria: Stories of La Garma, narrada por Geraldine Chaplin. Presente desde a segunda edição do Curta Brasília, a Embaixada da França exibe os curtas-metragens em realidade virtual Mutatis, dirigido por Mali Arun; e a obra interativa Battlescar, de Nico Casavecchia e Marin Allais. Ambos destacam a questão da representatividade e presença feminina seja em micro como macropolíticas, de um modo atemporal e imersivo, experiência essa que a realidade virtual permite e convida.

Um dos destaques vai para a participação brasileira na Mostra CVR, que conta com mais de cinco filmes produzidos no país e/ou por brasileiros: From The Main Square chega de maneira inédita no Brasil depois de ser premiado no Festival de Veneza; realizado na Alemanha, foi dirigido pelo brasileiro Pedro Harres. Terá também o lançamento da recente obra brasiliense Água de Beber, da CaixoteXR, que conta a história da criação da música de mesmo nome criada por Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

E mais: falando sobre a arte no Brasil, Mythica, da Oz Produtora, é um filme em animação que conta a história da Semana de Arte Moderna de 1922 para crianças; Tinta e o Fogo, do Studio KwO e VRXP, dirigido por Francisco Almendra e Nelson Porto, leva o público de volta no tempo para o universo e a arte dos primeiros habitantes das Américas.

Sobre localidades e pertencimento, a Mostra CVR conta com Rotas Afro, que apresenta três pontos turísticos importantes para a memória afro-brasileira. Produzida pela Pindorama Filmes e coproduzido pelo Studio Kwo, Amazônia Viva, por sua vez, é uma experiência imersiva pela região do rio Tapajós, que utiliza filmagens em 360º de forma que aproxima a floresta cada vez mais das pessoas.

Conheça os filmes selecionados para o Festival Curta Brasília 2022:

Água de Beber, de CaixoteXR (Brasil) (360)
Amazônia Viva, de Estevão Ciavatta (Brasil) (360)
Battlescar, de Nico Casavecchia e Martin Allais (França) (Interativo)
Clouded, de UNI_VERSE Studios (Holanda) (Interativo)
Conexão Brasília Amsterdam, de CaixoteXR (Brasil) (360)
Echoes of Silence, de Tamara Shogaolu (Holanda) (360)
From The Main Square, de Pedro Harres (Alemanha) (Interativo)
Heróis do Rio Madeira, de CaixoteXR (Brasil) (Interativo)
Memoria: Stories of La Garma, de Rafael Pavon (Espanha) (360)
Mutatis, de Mali Arun (França)  (360)
Mythica, de Oz Produtora (Brasil) (360)
Rotas Afro, de Rotas Afro, Grão Filmes e Olhar Através (Brasil) (360)
Tinta e o Fogo, de Francisco Almendra (Brasil) (Interativo)

Foto: Divulgação.

IV Curta na Serra: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Dudu Galvão no filme potiguar A Caixa de Lázaro, de Tereza Duarte e Júlio Castro

A quarta edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre acontecerá entre os dias 9 e 11 de dezembro no Anfiteatro de Serra Negra, em Bezerros, Pernambuco. Contemplando produções audiovisuais de todo o país, o festival exibirá filmes nas categorias curta-metragem nacional, curta-metragem pernambucano e videoclipe.

Além dos 46 títulos selecionados, entre mostras competitivas e especiais, a quarta edição contará também com atrações culturais e atividades de formação e fomento ao audiovisual no Estado. De acordo com o cineasta Marlom Meirelles, idealizador e produtor executivo do festival, o Curta na Serra inova ao transformar a Serra Negra em uma sala de cinema ao ar livre, com a proposta de ampliar as experiências culturais fora da capital pernambucana: “A quarta edição continua a preencher uma lacuna no campo da difusão na região do Agreste e inova ao proporcionar uma rica experiência de caráter multicultural (cinema, música, gastronomia, artes plásticas e artesanato), tudo isso em conexão com a natureza”, disse Marlom.

A principal novidade desta edição, para o produtor, é a estreia do Curta na Serra como festival: “Pela primeira vez vamos ter filmes concorrendo a prêmios nas mostras competitivas. Outra novidade é que retornamos ao Anfiteatro e ao Polo Cultural de Serra Negra, o que faz o Curta na Serra um evento tão único por estar imerso e em contato com a natureza”, explica Meirelles. Além disso, o Curta na Serra chega em sua quarta edição em formato híbrido, com atividades presenciais e virtuais.

Ao longo de um mês de inscrições, o IV Curta na Serra recebeu quase 500 trabalhos, entre obras de ficção, documentários, experimentais, animações e videoclipes. O cuidadoso trabalho de curadoria de Vitor Búrigo, editor-chefe do site CINEVITOR e membro da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, selecionou filmes de 18 estados, além do Distrito Federal, com representantes de todas as cinco regiões do país.

Para o curador, o alto número de obras inscritas revela a diversidade de produções realizadas no país ao longo dos últimos anos e aponta para uma maior pluralidade de narrativas: “Recebemos um número impressionante de quase 500 títulos inscritos, entre videoclipes e curtas-metragens. Foram títulos vindos de 25 dos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e acredito que isso mostra a potência da produção audiovisual no Brasil. Foram muitas histórias analisadas, personagens carismáticos e narrativas culturais, mostrando um pedacinho de cada região do Brasil. Recebemos filmes com temas muito relevantes, que merecem e devem ser abordados”, disse o curador Vitor Búrigo.

E complementou: “O processo de seleção foi um trabalho árduo, mas também muito gratificante. Porque você vai conhecendo realizadores, histórias e outras culturas. Acho que o cinema proporciona isso, ele nos leva para lugares que não conhecemos. Realizar essa curadoria foi um passeio pelo cinema brasileiro e pelo país”. Ele conta ainda que a escolha dos filmes para as mostras competitivas passou por uma reflexão acerca do diálogo que a obra estabeleceria com o público do festival: “Foi um processo de pensar a maneira com que os filmes iriam atravessar o espectador e fazer com que ele se encante com a magia do cinema”.

Cena do documentário Foi um Tempo de Dor, de Vinícius de Oliveira e Thiago Nunes

Para a primeira mostra competitiva do festival, Vitor Búrigo organizou os curtas-metragens selecionados em três recortes, de acordo com o formato e origem dos trabalhos. São eles: Panorama Nacional, com uma seleção de filmes realizados em diversas regiões do país, apresentando uma imensidão de possibilidades narrativas que retratam diversos Brasis; Panorama Pernambuco, que destaca as diversas narrativas ficcionais, documentais e animadas realizadas no Estado, da capital ao Sertão; e Videoclipes, que amplia a experiência audiovisual ao abraçar potentes narrativas de todo o país que se utilizam da música para contar uma história.

O grande volume de inscrições recebidas, que revela a ampla produção audiovisual contemporânea do país e a alta qualidade dos trabalhos apresentados, levou a curadoria a promover ainda uma Sessão Especial em caráter não competitivo e em formato on-line. Abarcando 14 filmes, a sessão estará disponível gratuitamente no site do festival durante os dias de evento, que continuarão disponíveis por mais 15 dias na plataforma.

A programação do IV Curta na Serra contará ainda com a Sessão Homenagem: Fernando Spencer, que celebra a vida e a obra do jornalista e cineasta pernambucano, considerado um dos mais antigos realizadores do Estado. Conhecido como o autor das três bitolas (Super-8, 16mm, e 35mm), que passou ainda pelo digital ganhando diversos prêmios nacionais e estrangeiros em sua carreira, Fernando Spencer é um dos homenageados desta edição do festival. O autor receberá a homenagem (in memoriam) ao lado da coreógrafa Mileide Santos e seu grupo Folcpopular, e do arte-educador Carlos Marques, do balé popular Papanguarte, que representam as tradições culturais da cidade de Bezerros.

A programação de filmes se completa com a Mostra VerOuvindo, realizada em parceria com o Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife. Abrigando filmes com recursos de acessibilidade comunicacional, a mostra exibirá três títulos pernambucanos vencedores do Prêmio VerOuvindo de Serviço de Acessibilidade, com duas animações e um documentário.

Visando fortalecer a construção da identidade cultural da sociedade, através do acesso ao cinema e do estímulo à realização de novos filmes, mostras e festivais independentes em todas as regiões do Estado, o IV Curta na Serra promoverá ainda ações de formação e fomento em sua programação.

O estímulo à participação de realizadores e produtores, sobretudo da região, acontecerá por meio de debates após as sessões e de duas mesas de diálogos: Interiorização e Visibilidade: O Audiovisual na Universidade Pública, realizada em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco – Campus Agreste e mediada pela professora Amanda Mansur; e Caminhos do Audiovisual em Pernambuco. Os encontros visam fortalecer a rede de contatos entre realizadores, produtores e demais integrantes das cadeias produtivas das diferentes regiões do Estado.

O segmento de formação também será contemplado com a Oficina de Produção Executiva, ministrada por Alexandre Soares, que é o idealizador do Curta Taquary e do Criancine. Com objetivo de fomentar novas realizações de projetos culturais no Agreste do estado, a oficina traz conteúdos teóricos, experiências do oficineiro e depoimentos de profissionais da área.

Conheça os filmes selecionados para o IV Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL 

A Caixa de Lázaro, de Tereza Duarte e Júlio Castro (RN)
Aqueles que Estamos Esquecendo, de R. B. Lima e Rebeca Linhares (PB)
Dádiva, de Evelyn Santos (SP)
Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO)
Foi um Tempo de Dor, de Vinícius de Oliveira e Thiago Nunes (DF)
Isso Sempre Acontece, de Lara Koer (SC)
Nazaré: do verde ao barro, de Juraci Júnior (RO)
Nicinha Não Vem, de Muriel Alves (RJ)
Pedro, de Leo Silva (CE)
Quinze Primaveras, de Leão Neto (CE)

PANORAMA PERNAMBUCO

Adeus, Carnaval de Olinda, de Igor Pimentel e Rosielle Machado (Olinda)
desAFETOS, de Marcos Medeiros e José Ruiz (Ipojuca)
Eu Faço a Minha Sambada, de Juliana Lima (Recife)
Jaguamérica, de Bako Machado (Arcoverde)
Lilith, de Nayane Nayse (Afogados da Ingazeira)
Mestre Walter: Minha Arte, Meu Ofício, de Luciano Torres (Caruaru)
Quebra Panela, de Rafael Anaroli (Condado)
Rio Mar, de Coletivo Cinema no Interior (Petrolina)

VIDEOCLIPES

Abaixa que é tiro, de Bloco do Caos e GOG; direção: Rodrigo Rímole (SP)
Chorar, de Karola Nunes & Pacha Ana feat. Curumin; direção: Juliana Segóvia (MT)
Claudio, de Nana Lacrima; direção: Calebe Lopes (BA)
Dorme Pretinho, de Lia de Itamaracá; direção: Lia Leticia (PE)
Kumbayá, de Skarimbó; direção: Babi Baracho (RN)
Lamento de Força Travesti, de Renna feat. Gabi Benedita; direção: Renna Costa (PE)
Não Pode Parar, de Platônicca feat. Barro; direção: Platônicca e Fábio Cavalcante (PE)
Nosso Trato, de Lia Paris; direção: Netrola (SP)
Terra (Remix), de Ciel & Radiola Serra Alta; direção: Paulinho Lima (PE)
Tudo Eu, de Amiri; direção: Elirone Rosa, Fernando Sá e Ione Maria (SP)

SESSÃO ESPECIAL

A Morte do Funcionário, de Guilherme Pau Y Biglia (PR)
Aguado, de Gabriela Miranda e Matheus Brant (AL/SP)
Ave Maria, de Pê Moreira (RJ)
Benzedeira, de Pedro Olaia e San Marcelo (PA)
Cem Pilum – A História do Dilúvio, de Thiago Morais (AM)
Cinemas de Rua de Aracaju, de Eudaldo Monção Jr. e Juliana Vila Nova (SE/BA)
Deus Não Deixa, de Marçal Vianna (RJ)
Essa Terra é Meu Quilombo, de Rayane Penha (AP)
Forrando a Vastidão, de Higor Gomes (MG)
Lado a Lado, de Gleison Mota (SP)
Memórias do Fogo, de Rita de Cássia Melo Santos, Leandro Olímpio e Irineu Cruzeiro Neto (ES/PB/SP)
Mutirão: O Filme, de Lincoln Péricles (LKT) (SP)
O Rio de Cada Um, de Pedro Marchiori (RJ)
Ytwã, de Kian Shaikhzadeh (BA)

SESSÃO HOMENAGEM | FERNANDO SPENCER
Capiba Ontem, Hoje e Sempre, de Fernando Spencer (1984)

MOSTRA VEROUVINDO

A Saga da Asa Branca, de Lula Gonzaga
Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio
Vivências, de Everton Amorim

Foto: Divulgação.