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Festival Mix Brasil 2025: conheça os longas e curtas brasileiros selecionados

por: Cinevitor
Henrique Barreira e Gabriel Faryas em Ato Noturno: filme selecionado

A 33ª edição do Festival MixBrasil, um dos maiores eventos culturais LGBT+ da América Latina, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de novembro em São Paulo, acaba de divulgar a lista dos 71 filmes brasileiros selecionados entre os 542 títulos nacionais inscritos.

Com o tema A Gente Quer+, a edição de 2025 do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade irá celebrar as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, bem como formatos e linguagens. A seleção inclui longas, médias e curtas-metragens de 18 estados. Entre os filmes da programação, oito títulos concorrem na Mostra Competitiva Brasil de Longas, 17 na Mostra Competitiva Brasil de Curtas e oito na Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva.

O evento divulgará em breve sua programação completa que inclui cinema, música, exposições, literatura, games, festas, performances, experiências imersivas, workshops e o tradicional Show do Gongo, além dos filmes estrangeiros e da Mostra Competitiva de Inteligência Artificial.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o MixBrasil 2025:

COMPETITIVA BRASIL | LONGAS

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO)
Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP)
Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Ruas da Glória, de Felipe Sholl (RJ)
Torniquete, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Trago Seu Amor, de Cláudia Castro (RJ)

COMPETITIVA BRASIL | CURTAS

A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
Além da Culpa, de Israel Cordova (DF)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Eu Estou Aqui, de André Santos (RN)
Fardado, de Dan Biurrum (BA)
Feiura Comovente, de Ultra (SP)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP/PR)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SE/SP)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Sandra, de Camila Márdila (SP)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)
Vulkan, de Julia Zakia (SP)

MOSTRA REFRAME

A Artista Está Online, de Anna Talebi (SP)
Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE/PI)
Ecologia do Naufrágio, de bruCa TeiXeira (DF)
Gravidade, de Leo Tabosa (PE)
Iracema, de Yuri Célico (RS)
Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA/SP)
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (RJ)

MOSTRA QUEER.DOC

Bate Cabelo!, de Luís Knihs (SP)
Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Desejo de Viver (Mutatis Mutandis), de Giorgia Narciso (SP)
Drags, um Super Filme, de Luciano Oreggia (SP)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)

CURTAS MIXBRASIL

2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)
Agapornis, de Gustavo Vinagre (SP)
Ana Sofia, de Beto Besant e Mayara Magri (SP)
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE)
Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Cybersexo 19, de Chico Ludermir (PE)
Du Bist So Wunderbar (Paradise Europe), de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Alemanha/Brasil)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski (PR)
Euteamo, Euteamo, Euteamo (…), de Boy Princess (SP)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Jantar pra Seis, de Isabela Lisboa (SP)
Jurerê Internacional, de Luiz Fernando Marques Lubi (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Nesta Data Querida, de André Leão (SP)
Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Mais Profundo é a Pele: LGBT60+, de Rafael Medina (SP)
Picumã, de Sladká Meduza (SP)
Pocas pra Entender, de Stheffany Fernanda e Pedro Miosso (SP)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Rainha, de Raul de Lima (PA)
Rainha do Carnaval, de Rodrigo Pépe (SP)
Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal)
Sobre Nós, de Marina Maux (RJ)
Tigrezza, de Vinícius Eliziário (BA)
Tudo o que Quiser, de Mariana Machado (Brasil/Bélgica)
VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)

Foto: Divulgação/Avante Filmes.

49ª Mostra de São Paulo exibe mais de 80 títulos brasileiros na programação

por: Cinevitor
Danny Barbosa em Gravidade, de Leo Tabosa

Entre os 374 títulos selecionados para a 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o audiovisual brasileiro ganha destaque com 85 títulos na programação: são obras de novos diretores, de realizadores renomados, longas-metragens restaurados, entre outros.

A Mostra Brasil, um panorama contemporâneo da produção audiovisual no país, reúne 60 longas, enquanto seis filmes fazem parte da Competição Novos Diretores: Copinha, de Joaquim Salles; Eclipse, de Djin Sganzerla; Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti; Malaika, de André Morais; Pipas, de Walter Thompson-Hernandez; e Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios.

A seleção da Mostra Brasil traz também diversos títulos premiados e exibidos em importantes festivais, como: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, que levou os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Aline Marta Maria, melhor trilha musical e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado deste ano; o gaúcho Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Candango de melhor filme no Festival de Brasília; Cais, de Safira Moreira, consagrado no Olhar de Cinema; Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, premiado no For Rainbow; o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, com Noá Bonoba, vencedor do Prêmio da Crítica em Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que rendeu o kikito de melhor ator para Gero Camilo em Gramado e outros prêmios, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular; Ruas da Glória, de Felipe Sholl, que consagrou as atuações de Alejandro Claveaux e Diva Menner no Festival do Rio.

E mais: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, premiado no Festival do Rio e exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, com Bella Campos e Xamã, que levou o kikito de melhor filme em Gramado e outros prêmios; Quatro Meninas, de Karen Suzane, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Brasília; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Eu Não Te Ouço, de Caco Ciocler, que rendeu o prêmio de melhor ator para Márcio Vito no Festival do Rio; o documentário Para Vigo Me Voy!, de Karen Harley e Lírio Ferreira, exibido em Cannes e que destaca a trajetória de Cacá Diegues; Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, que levou o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília; entre muitos outros.

Luisa Arraes em O Homem de Ouro, de Mauro Lima

O cinema brasileiro segue na 49ª Mostra de São Paulo com outros destaques, como: 90 Decibéis, de Fellipe Barbosa, com Benedita Casé e exibido no Festival do Rio; o documentário Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira, sobre o cantor e compositor Odair José; Gravidade, de Leo Tabosa, com Clarisse Abujamra, Hermila Guedes, Danny Barbosa, Marcélia Cartaxo e Helena Ignez no elenco; Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar, protagonizado por Bruna Linzmeyer; o documentário Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; o maranhense Terra Devastada, de Frederico Machado; Honestino, de Aurélio Michiles, com Bruno Gagliasso no papel de Honestino Guimarães; o terror Love Kills, de Luiza Shelling Tubaldini; O Homem de Ouro, de Mauro Lima, com Renato Góes, Luisa Arraes e Orã Figueiredo no elenco; Sexa, que marca a estreia de Glória Pires na direção; o documentário Ary, de André Weller, sobre Ary Barroso.

A lista brasileira também destaca outros documentários, como: A Vida de Vlado: 50 Anos do Caso Herzog, de Simão Scholz; Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins; Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel; Nada a Fazer, de Leandra Leal; Massa Funkeira, de Ana Rieper; Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo; Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luiz Antonio Pilar; Com Causa, de Belisario Franca e Pedro Nóbrega; O Pai e o Pajé, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça; Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; Amora, de Ana Petta; Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez; entre outros.

Entre obras clássicas, redescobertas e filmes restaurados estão títulos como: Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.

Bruno Gagliasso em Honestino, de Aurélio Michiles

Nomes consagrados também marcam presença com mais de uma obra em exibição, como: Flávia Castro, que apresenta As Vitrines e Cyclone; Cristiano Burlan com Nosferatu e Um Espaço que se Move; e José Eduardo Belmonte com Assalto à Brasileira, Aurora 15 e Quase Deserto.

Também fazem parte da programação as séries: Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, que mergulha na trajetória apoteótica de um dos grupos mais revolucionários da MPB; Choque de Cultura: A Série, do Canal Brasil, dirigida por Fernando Fraiha; e Lona Preta, drama de Renato Ciasca e Francisco Garcia.

Há, ainda, apresentações especiais de longas como: O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do português Valter Hugo Mãe, dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro, que faz sua estreia mundial na Mostra; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026.

Já a produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a 2ª Mostrinha, seção dedicada à infância e à juventude. Títulos nacionais inéditos no país, como D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, e Aventuras de Makunáima, de Chico Faganello, também compõe a seleção.

*Clique aqui e confira a seleção brasileira completa da 49ª Mostra de São Paulo.

Fotos: Petrus Cariry/Helena Barreto/Divulgação.

49ª Mostra de São Paulo exibe filmes que disputam uma vaga no Oscar 2026

por: Cinevitor
Hanna Heckt no alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski

Como de costume, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo exibirá obras que podem concorrer à estatueta dourada do Oscar em 2026. Dentro da seleção da 49ª edição, estão confirmados 15 títulos indicados pelos seus países para disputar uma vaga na premiação americana na categoria de melhor filme internacional

Além do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, premiado no Festival de Cannes deste ano, a lista traz também: Foi Apenas um Acidente (Yek Tasadef Sadeh), do iraniano Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro e representante da França para o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas; o cineasta será homenageado na Mostra com o Prêmio Humanidade.

A programação conta também com o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook, exibido no Festival de Veneza e eleito o melhor filme internacional do Festival de Toronto; O Som da Queda (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e representante da Alemanha; o croata Fiume o Morte!, de Igor Bezinović, consagrado no Festival de Roterdã; Feliz Aniversário (Happy Birthday), de Sarah Goher, representante do Egito e grande vencedor do Festival de Tribeca; o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi, premiado na Quinzena de Cineastas em Cannes; Um Mundo Triste e Belo (A Sad and Beautiful World), de Cyril Aris, representante do Líbano, que se destacou na mostra Giornate degli Autori em Veneza; o sueco Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes

Nina Ye em Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou

O representante da Palestina à uma vaga no Oscar será o filme Palestina 36, da realizadora Annemarie Jacir, que retrata vilarejos por toda a região se insurgindo contra o domínio colonial britânico na primeira metade do século 20. Já os irmãos Dardenne, homenageados nesta edição da Mostra com o Prêmio Humanidade, representam a Bélgica com Jovens Mães (Jeunes Mères), vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes.

E mais: Sirât, de Oliver Laxe, filme de abertura da 49ª Mostra de São Paulo e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, representante da Espanha; o indiano Homebound, de Neeraj Ghaywan, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes; O Amor que Resta (Ástin sem eftir er), de Hlynur Pálmason, indicado pela Islândia e exibido em Cannes; e o representante de Taiwan, Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou, premiado na Semana da Crítica e que conta com Sean Baker, vencedor do Oscar por Anora, como produtor, coroteirista e montador. 

A 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles. A Mostra de São Paulo 2025 será realizada entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor. 

Fotos: Fabian Gamper/Divulgação/Netflix.

The Mastermind

por: Cinevitor

Direção: Kelly Reichardt

Elenco: Josh O’Connor, Sterling Thompson, Alana Haim, Jasper Thompson, Bill Camp, Hope Davis, Eli Gelb, Cole Doman, Carrie Lazar, Javion Allen, Reighan Bean, Katie Hubbard, Margot Anderson-Song, Avery Deutsch, Deb G. Girdler, Richard Hagerman, Juan Carlos Hernández, Ryan Homchick, Matthew Maher, Marc Ross, Rick Dutrow, Clark Harris, John Magaro, Gaby Hoffmann, Kevin Michael Walsh, Amanda Plummer, Mauricio Soliz, Rhenzy Feliz, Kade Clarks, Mark Antony Howard, Ashlyn Porter, Dale Hodges, Caleb Phillips, John E. Brownlee, Cliff Cash, Tom Cline, Wilson Conkwright, William Cross, Malika Dinan, Robert Gerding, Angel Kerns, Justin McCombs, Jenny McManus, Barry Mulholland, Alexis Nichole Neuenschwander, Max Schroeder, Greg Siewny, D.J. Stroud, Greg Violand, Ming Wang, Maria Wedding, Michael Wedding, Jean Zarzour.

Ano: 2025

Sinopse: Em um canto tranquilo de Massachusetts, por volta de 1970, James Blaine Mooney, um carpinteiro desempregado que se torna ladrão de arte amador, planeja seu primeiro grande assalto. Mas, quando tudo sai dos trilhos, sua vida começa a desmoronar.

Nota do CINEVITOR:

O Telefone Preto 2

por: Cinevitor

Black Phone 2

Direção: Scott Derrickson

Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Demián Bichir, Miguel Mora, Jeremy Davies, Arianna Rivas, Maev Beaty, Graham Abbey, James Ransone, Anna Lore, Simon Webster, Shepherd Munroe, Chase B. Robertson, Dexter Bolduc, Jazlyn Wong-lee, Julien Norman, Jacob Moran, Jacob Crespo, Sofia Quon.

Ano: 2025

Sinopse: A trama de O Telefone Preto 2 se passa quatro anos após a fuga de Finn e a morte do Sequestrador. Apesar do tempo, Finn ainda lida com os traumas do sequestro, enquanto Gwen começa a receber ligações em sonhos que a levam até um acampamento de inverno marcado por mistérios e visões de vítimas desconhecidas. Em meio a uma nevasca, os irmãos precisarão enfrentar uma presença ainda mais sombria: um inimigo que, mesmo após a morte, se mostra mais poderoso do que nunca.

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #492: Entrevista com Mariana Ximenes | Edição Especial | Cine Ceará

por: Cinevitor
Mariana Ximenes no Cine Ceará: homenagem

A consagrada atriz Mariana Ximenes, que vem conquistando o público e a crítica ao longo de sua trajetória, foi a grande homenageada da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira.

No palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na noite de abertura, foi ovacionada pelo público e enalteceu sua ancestralidade em seu discurso. Carismática e esbanjando simpatia, Ximenes começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, acumulou inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro.

Aos seis anos, Mariana Ximenes, que nasceu em São Paulo, fez sua primeira peça de teatro, na escola onde estudava, interpretando a personagem Cinderela do clássico conto de fadas. Estreou como atriz em 1998, aos dezessete anos, na telenovela Fascinação, do SBT. Em seguida, fez sua estreia na Rede Globo participando do episódio Dupla Traição, do Você Decide, do episódio piloto do seriado Sandy & Junior, e também no cinema, no filme Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg.

No ano seguinte, atuou em Andando nas Nuvens, sua primeira personagem em uma novela da Rede Globo. Depois fez uma participação especial em Força de um Desejo e ganhou destaque em Uga Uga, como Bionda, que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O sucesso seguiu em novelas, minisséries e seriados, como: A Padroeira, Os Normais, A Casa das Sete Mulheres, A Grande Família, As Brasileiras, Cobras & Lagartos, Paraíso Tropical, A Favorita, América, Guerra dos Sexos, Joia Rara, Haja Coração, Supermax, Nos Tempos do Imperador, Amor Perfeito, Mania de Você, entre outros. Em 2003, ganhou outro papel de grande destaque popular: Ana Francisca na novela Chocolate com Pimenta, assim como a vilã Clara, de Passione, em 2010, que lhe rendeu o Troféu Imprensa.

Além do sucesso nas telinhas, Mariana Ximenes também se dedicou ao teatro, apresentou o Superbonita, na GNT, e se destacou no cinema em diversos filmes, entre eles, O Invasor, de Beto Brant, que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de melhor atriz coadjuvante, além de ter sido premiada no Cine PE. Com Um Homem Só, de Claudia Jouvin, recebeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, em 2015.

Seu currículo na sétima arte conta ainda com: O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; A Máquina, de João Falcão; Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, de Daniel Filho; Os Penetras, de Andrucha Waddington; Zoom, de Pedro Morelli; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, de Claudia Jouvin; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane; Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva; o inédito Cacilda Becker em Cena Aberta, de Julia Moraes, no qual interpreta Tônia Carrero; entre muitos outros.

Para falar mais sobre a homenagem no festival e a trajetória artística de Mariana Ximenes, conversamos com a atriz no dia seguinte à cerimônia. No bate-papo, a recordista de entrevistas do CINEVITOR, falou sobre a emoção de receber tal honraria no Ceará, terra de sua mãe e familiares, ancestralidade, Eusélio Oliveira, cinema cearense e a vontade de filmar no Nordeste. Além disso, relembrou com carinho alguns de seus trabalhos mais marcantes.

Aperte o play e confira:

Foto: Guilherme Silva.

24º Curta-SE: conheça os filmes selecionados para o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe

por: Cinevitor
Samires Costa no curta A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon

A 24ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe acontecerá entre os dias 3 e 9 de novembro em Aracaju, com o tema Amor Fati: território do querer, reunindo realizadores, público e imprensa em um grande evento.

O Curta-SE 2025, considerado o maior festival de cinema de Sergipe, contará com mostras competitivas e uma programação especial, que será divulgada em breve, com mostras temáticas, apresentações artísticas e folclóricas, mesas-redondas, rodas de conversa, debates e lançamentos de livros, reforçando o caráter plural e formativo do festival.

Neste ano, as inscrições alcançaram o recorde de mais de mil filmes; este é um quantitativo excepcional na história do festival, especialmente considerando a exigência do edital atual de que os materiais fossem enviados no formato DCP (Digital Cinema Package), padrão de exibição digital em cinemas, garantindo maior qualidade técnica e estética durante as sessões.

Após criteriosa avaliação da comissão de seleção, foram escolhidas 48 produções que irão integrar as mostras competitivas do Curta-SE 24: 20 curtas ibero-americanos, 8 curtas sergipanos, 5 longas-metragens, 4 trailers, 5 vídeos de bolso, 4 videoclipes e 3 webséries. Além da premiação e troféu para os vencedores das diversas categorias, o festival também oferecerá uma premiação especial para o melhor curta iberoamericano e sergipano através do Júri Popular.

Segundo a produtora executiva Deyse Rocha, o trabalho da curadoria reforça a pluralidade do festival: “Todas as categorias contaram com três júris. Os filmes passaram por uma comissão avaliadora que analisou os conteúdos aptos a participar do festival. Foram dias intensos, maratonando e selecionando criteriosamente os filmes para chegar a essa lista espetacular. Parabéns a todos os realizadores e envolvidos nos filmes selecionados para mais uma edição especial do Curta-SE”, celebrou.

A diretora do festival, Rosângela Rocha, destacou o papel transformador do evento: “Receber mais de mil inscrições é um marco para o Curta-SE e para o audiovisual iberoamericano. Isso demonstra a potência criativa dos realizadores e a força do cinema como ferramenta de resistência, afeto e reflexão. O Curta-SE é, antes de tudo, um espaço de encontro, diversidade e valorização da arte”, afirmou.

Realizado pela AVBR Produções, o Curta-SE tem como missão ampliar o acesso à produção audiovisual iberoamericana, promover o intercâmbio entre realizadores brasileiros e estrangeiros e estimular a formação de público para o cinema brasileiro. O festival também fomenta a acessibilidade, a economia criativa, a cultura popular e a sustentabilidade.

A 24ª edição iniciará sua programação com uma noite memorável que une arte cinematográfica e música de alta qualidade. A abertura oficial será no dia 3 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, com a exibição do aguardado filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura. A atriz Suzy Lopes, que integra o elenco do filme, estará presente na sessão e também será a mestre de cerimônia da noite de abertura do festival. 

Encerrando a noite, a cantora Alice Caymmi apresentará o espetáculo Pra minha Tia Nana, um tributo emocionante à sua tia, Nana Caymmi, ícone da música brasileira. No repertório, clássicos como Resposta ao Tempo, Só Louco, Suave Veneno e Oração ao Tempo, além dos boleros Sabe de Mim e Se Queres Saber. Alice será acompanhada pelo pianista Eduardo Farias em uma performance que promete emocionar o público ao revisitar a obra de Nana com arranjos contemporâneos e interpretações carregadas de afeto e profundidade: “A ideia é que eu me torne o elo entre a eternidade e o presente”, afirma Alice.

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 24º Curta-SE:

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS IBEROAMERICANOS

A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon (CE)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
A Última Valsa, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)
Entre o Mar e o Sertão, de Elle Moon (PE)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ)
Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Más que el Mar (Mais que o Mar), de Marindia (Uruguai)
Mounir, de Javier Rúa e Xose Dopazo (Espanha)
My Ray of Sunshine, de Laís Andrade (Brasil/Portugal)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)
O que Vi, de Victor Gustavo Abreu (SP)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP)
Puzzleak, de Kote Camacho (Espanha)
Soledá, de Howi Álvarez (Espanha)
Yungay, de Marisa Bedoya (Espanha)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS SERGIPANOS

Aracaju: Uma Viagem no Tempo, de Fabio Jaciuk (Aracaju)
Cancioneiras: Embarcações Poéticas, de Elaine Regina Bomfim Gomes (Aracaju)
Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (Poço Redondo)
Donas da Cultura Popular: Madá, de Jonta Oliveira (São Cristóvão)
O Armário de Gisélia, de Eudaldo Monção (São Cristóvão)
Sergipe Way, de Gessica da Silva Lima (São Cristóvão)
Sobre Plantas, Mãos e Fé, de Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara (São Cristóvão)
Sonata Beladona, de Antônio Rafael Gomes Maia (Aracaju)

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS

Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Papagaios, de Douglas Soares (RJ)
Resurrexit, de Daniel Muchiut (Espanha/Argentina)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)
Vinchuca, de Luis Zorraquin (Argentina/Brasil)

TRAILER

Diz o Nome, de Anne Plein, Lau Graef e Mirela Kruel (RS)
Nevrose, de Ana do Carmo (BA)
Todo Amor do Mundo, de Caio Victor de Arruda (PE)
Tramas, de Júnia Teixeira e Marcus Faria Franco (MG)

VÍDEO DE BOLSO

Desperta, de Laura Becker (RS)
Encantados, de Jonas Sakamoto (MA)
Entre Linhas e Lutas, de Bruna Souza (SP)
Lampejo Cósmico, de Natali Brasil (SE)
LGBTQ+Cuba, de Alek Lean (RJ)

VIDEOCLIPE

Amigo, Amigo, de Flaira Ferro; direção: Amandine Goisbault (PE)
Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Movido à Água, de Vida Seca; direção: Ana Clara Gomes (GO)

WEBSÉRIE

Gugu Tecelã, de Dannyel Leite (SP)
Privilégios, de Raíssa Venâncio (RJ)
Trajetórias: Ofícios, Mulheres e Vidas, de Wagner Rodrigo da Silva (SP)

Foto: Divulgação/La Factory des Cinéastes Ceará Brasil.

Goiânia Mostra Curtas 2025: conheça os vencedores da 23ª edição

por: Cinevitor
Os vencedores da 23ª Goiânia Mostra Curtas

Foram anunciados neste domingo, 12/10, os vencedores da 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que celebrou o talento e a diversidade do cinema brasileiro. Realizada pela produtora Icumam, sob direção geral de Maria Abdalla, a mostra reuniu quase 5 mil pessoas ao longo da semana, consolidando-se como um dos principais eventos audiovisuais do Centro-Oeste.

O Júri Oficial foi composto por: Melina Bomfim, Diego Paulino e Márcia Deretti na Curta Mostra Brasil; e Mariana Queen Nwabasili, Gabriela Romeu e Luciana Damasceno nas mostras Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Origens (curtas universitários goianos). A 22ª Mostrinha contou com o Júri Popular formado por crianças do ensino básico.

Durante a manhã, o Teatro Goiânia recebeu a 22ª Mostrinha com o programa Céu das Infâncias, exibindo cinco curtas voltados ao público infantil. O evento contou com a presença dos curadores convidados Rafael de Almeida (Curta Mostra Brasil), Elinaldo Meira (Curta Mostra Origens) e Gabriela Romeu (22ª Mostrinha), que participaram de um encontro com realizadores; foram mais de duas horas de debate e troca entre criadores e público, fortalecendo o diálogo sobre produção audiovisual. À tarde, a Curta Mostra Origens exibiu mais 11 curtas universitários goianos, reafirmando o compromisso da Mostra com a valorização da produção local e acadêmica.

A noite de encerramento foi conduzida pelas apresentadoras Geórgia Cynara e Van Moraes, que anunciaram os vencedores das mostras competitivas em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento. 

Além das exibições, a programação da 23ª Goiânia Mostra Curtas contou com cursos, aulas e ações afirmativas que ampliaram o alcance e o impacto cultural do festival. Neste ano, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo e o produtor cultural, cineasta, quadrinista e músico Márcio Paixão Jr. foram homenageados

Conheça os vencedores da Goiânia Mostra Curtas 2025:

CURTA MOSTRA BRASIL

Melhor Filme: Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Melhor Direção: Vitória Vasconcellos, por Esconde-Esconde
Prêmio Especial do Júri: Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
Menção Honrosa: Wilson Rabelo pela atuação em Girassóis e Presépio
Menção Honrosa: Eloísa Ferreira pela atuação em Maremoto
Menção Honrosa: Gilson Ferreira e Durval Braga pelas atuações em O Amor Não Cabe na Sala
Prêmio Seleção Especial Sesc TV: Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)

CURTA MOSTRA GOIÁS

Melhor Filme: Canto, de Danilo Daher
Melhor Direção: Gabriel Newton, por A Tela
Prêmio Especial do Júri: Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco
Menção Honrosa: A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida
Prêmio Cardume: Canto, de Danilo Daher

CURTA MOSTRA ORIGENS | Curtas Universitários Goianos

Melhor Filme: Depois do Amém, de Hítallo Torquato
Melhor Direção: Pollyanna Marques, por Mulheres que Abrem Caminhos
Prêmio Especial do Júri: Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento
Menção Honrosa: Acorda, João, de João Dorneles
Menção Honrosa: Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende

22ª MOSTRINHA

Melhor Filme | Júri Popular: Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)

Foto: Diovanely Abreu.

Festival do Rio 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon: quatro prêmios

Foram anunciados neste domingo, 12/10, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, em cerimônia apresentada por Clayton Nascimento e Luisa Arraes, os vencedores do Festival do Rio 2025.

Neste ano, 48 filmes, entre longas e curtas-metragens, competiram nas mostras oficiais e disputaram o Troféu Redentor, da Première Brasil, e o Prêmio Felix; juntos consagraram o melhor do cinema nacional contemporâneo. O festival apresentou novidades, como a inclusão da categoria de melhor figurino na competição principal e o retorno do Prêmio do Público, que elegeu os favoritos em melhor filme de ficção e melhor documentário da Première Brasil, além de melhor filme na mostra Novos Rumos.

Em seu discurso no palco do Odeon, Ilda Santiago, diretora do festival, disse: “Foi um ano muito especial, com salas cheias, encontros importantes de mercado, encontros amorosos de novos projetos. Quero agradecer aos júris, agradecer a todos que participaram e estiveram conosco ao longo desses onze dias. É uma rede de paixão pelo cinema. E um agradecimento especial ao público”

A diretora do festival, Walkiria Barbosa, complementou: “O RioMarket este ano foi histórico porque a gente vem de um processo de incluir, pela primeira vez na história do audiovisual brasileiro, do nosso setor dentro do Ministério do Comércio, com o programa da nova indústria do Brasil. E culminou com a presença do Ministério no RioMarket”

O Festival do Rio ainda trouxe para este ano duas novas competições com o Voto Popular. Pela primeira vez, mostras internacionais são competitivas e os vencedores nas categorias Expectativas e Première Latina serão conhecidos no final desta semana, após o encerramento da votação, que segue durante o período do Chorinho, seleção de filmes que continuam sendo exibidos e votados até quarta-feira, 15/10.

Entre os discursos da noite, Fábio Leal, diretor do premiado curta O Faz-Tudo, emocionou: “Minha mãe sofreu um AVC e está muito limitada. Mas quando fui selecionado para o Festival do Rio, eu contei e ela falou ‘oooo’ e fez assim com a mão. Pode parecer pouco, mas é o mundo. Ela era artista e abdicou da arte para me criar. Os filmes que faço são pornochanchadas, talvez o mais brasileiro e o mais esculhambado de todos os gêneros. Precisamos reconhecer a importância do gênero e recuperar essa história”

A vencedora do Redentor de melhor atriz, Klara Castanho, por #SalveRosa, também discursou: “Já que foi citada aqui Fernanda Torres, quero dizer: a vida presta”. Outro momento marcante da noite foi o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Diva Menner, por Ruas da Glória: “Eu sou uma travesti preta e não poderia deixar de dedicar este prêmio às minhas trans-cestrais, que não estão mais aqui porque foram vítimas da sociedade e não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. E que a minha voz e a minha arte me façam percorrer a distância entre o dedo e a ferida. A arte me salvou!”.

Marcio Reolon, que divide com Filipe Matzembacher a direção de Ato Noturno, discursou ao receber os troféus de melhor filme brasileiro pelo Prêmio Felix e melhor roteiro na Première Brasil: “Hoje no nosso país as forças conservadoras estão organizadas e nós precisamos resistir a isso. E uma coisa que é muito importante, e guia nossos personagens, é o espírito de desobediência. Cabe a nós abraçar isso e usar como uma afirmação”. O filme também venceu nas categoria de melhor ator para Gabriel Faryas e melhor fotografia para Luciana Baseggio

Nesta 27ª edição, o time de jurados foi formado por: Eric Lagesse (presidente), Carolina Kotscho, Claudia Kopke, Elena Manrique, Javier Garcia Puerto, Luciana Bezerra e Paula Astorga na Competição Principal da Première Brasil; Beth Formaggini (presidente), Davi Pretto, Lucas H. Rossi, Rafael Sampaio e Thalita Carauta na Première Brasil Novos Rumo; e Franck Finance-Madureira (presidente), Carolina Durão, Chica Andrade e Hedu Carvalho (em drag, Dudakoo) no Prêmio Felix, que celebra os filmes de temática LGBTQIAP+

Conheça os vencedores do Festival do Rio 2025:

PREMIÈRE BRASIL

Melhor Filme | Ficção: Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ)
Melhor Filme | Ficção | Voto Popular: #SalveRosa, de Susanna Lira (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins (RJ)
Melhor Direção | Ficção: Rogério Nunes, por Coração das Trevas
Melhor Roteiro: Ato Noturno, escrito por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Melhor Curta: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ) e O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE)
Melhor Documentário: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SP)
Melhor Documentário | Voto Popular: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins
Melhor Direção | Documentário: Mini Kerti, por Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui
Melhor Atriz: Klara Castanho, por #SalveRosa
Melhor Ator: Gabriel Faryas, por Ato Noturno
Melhor Atriz Coadjuvante: Diva Menner, por Ruas da Glória
Melhor Ator Coadjuvante: Alejandro Claveaux, por Ruas da Glória
Melhor Fotografia: Ato Noturno, por Luciana Baseggio
Melhor Direção de Arte: Pequenas Criaturas, por Claudia Andrade
Melhor Figurino: #SalveRosa, por Renata Russo
Melhor Montagem: Honestino, por André Finotti
Melhor Som: Love Kills, por Ariel Henrique e Tales Manfrinato
Melhor Trilha Sonora Original: Apolo, por Plínio Profeta

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS 

Melhor Longa: Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RJ)
Melhor Filme | Voto Popular: Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ)
Melhor Direção: João Borges, por Espelho Cigano
Prêmio Especial do Júri: Ângela Leal e Leandra Leal, por Nada a Fazer
Melhor Atriz: Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani, por Criadas
Melhor Atriz | Menção Honrosa: Docy Moreira, por Espelho Cigano
Melhor Ator: Márcio Vito, por Eu Não Te Ouço
Melhor Curta: Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE)
Menção Honrosa | Curta: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)

PRÊMIO FELIX

Melhor Filme Brasileiro: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Melhor Filme Internacional: A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália)
Melhor Documentário: Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)

Foto: Rogério Resende.

Fest Aruanda 2025 anuncia exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

por: Cinevitor
Geraldo Vandré: 90 anos e homenagem no festival 

A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, anunciou as primeiras novidades para este ano: exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

Neste ano, o formato do festival terá programação dupla com exibição de filmes na rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, e na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré. O filme de abertura será o documentário musical Ary sobre o compositor, pianista, cantor e apresentador Ary Barroso. A sessão terá a presença do diretor do filme, André Weller, e o patrocínio do longa-metragem, exibido recentemente no Festival do Rio, é assinado pelo Grupo Energisa.

“Nos 20 anos do Fest Aruanda, o público será contemplado com uma programação diferenciada e sem precedentes nos festivais de cinema nordestinos: o evento sai do shopping durante duas noites e se instala nas areias de Tambaú, democratizando ainda mais o acesso a bons filmes e música de excelente qualidade”, disse Lúcio Vilar, fundador e diretor do festival, cuja ideia ele vem amadurecendo desde antes da pandemia.

Na manhã desta quinta-feira, 09/10, no Cine Bangüê, em João Pessoa, o governador João Azevêdo lançou a primeira edição do Fest Aruanda Praia, em comemoração aos vinte anos do mais antigo festival de cinema da Paraíba. O evento será celebrado na primeira semana do mês de dezembro com cinema e música na Praia de Tambaú

O governador destacou que o Fest Aruanda Praia é mais um evento que vai se consolidar e entrar no calendário de eventos de João Pessoa, oferecendo cinema e música em espaço aberto à população: “O Fest Aruanda tem história, já são 20 anos do festival, que hoje é referência nacional, e este ano nós vamos ter uma ampliação ao associar as telas à música, em que a população terá a oportunidade de assistir a vídeos, documentários, mas também a shows. Essa é uma ação extraordinária, reforçando os investimentos que temos feito na cultura que tem vivido um grande momento na Paraíba, dentro da compreensão que temos de que é preciso investir na saúde, na educação, mas também naquilo que nos forma como cidadão e a cultura faz isso”.

O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, falou sobre a importância de unir cinema e música na praia como iniciativa pioneira e ousada da gestão estadual: “O encontro de cinema e música em celebração aos vinte anos do festival é algo extraordinário no cenário artístico cultural da Paraíba. O Governo do Estado reconhece a potência do Fest Aruanda quando incentiva eventos dessa natureza, o que culmina em um desenvolvimento assertivo do fomento às artes e também proporciona visibilidade para o estado de uma maneira que é acessível para todos que vão prestigiar o novo formato do festival. Então, sem dúvida nenhuma, será um momento que ficará marcado na memória do povo paraibano”

Ary Barroso no documentário Ary, de André Weller: filme de abertura

Na programação, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, no dia 4 de dezembro, às 18h, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-X do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores.

Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza

Já no dia 5 de dezembro, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, o espectador acompanha a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Sidney Magal subirá ao palco Aruanda Praia com sua banda para um show que promete ser apoteótico.

Além disso, a 20ª edição do Fest Aruanda terá uma celebração especial: homenagear os 90 anos do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. Embora já tenha sido laureado em 2015, “a organização do festival não podia se furtar a registrar tão importante efeméride de um artista da estatura e renome nacional e internacional”, justificou Lúcio Vilar, fundador e diretor executivo do evento que chega esse ano ao vigésimo aniversário enquanto mais longevo festival de cinema da Paraíba. Por conta disso, o evento promete uma grande festa da arte e da cultura audiovisual brasileira, com uma programação rica e diversificada que vai contemplar todos os públicos.

Geraldo Vandré é cantor, compositor e violonista brasileiro, conhecido por suas canções engajadas e poéticas que marcaram a história da música brasileira. Nascido em 12 de setembro de 1935, Vandré completou 90 anos recentemente. Sua carreira é um testemunho de sua paixão pela música e seu compromisso com a arte, especialmente nos anos 1950, 60 e 70, sendo um dos principais nomes da música brasileira. A homenagem ao artista será uma forma de reconhecer sua contribuição para a cultura brasileira e celebrar sua obra. Sua música e sua história continuam a inspirar novas gerações de músicos e fãs.

A programação do Fest Aruanda será composta por uma variedade de atividades, incluindo: exibição de filmes brasileiros, mostras de curtas e longas-metragens, workshops e palestras sobre audiovisual, exibição de filmes internacionais e música ao vivo com artistas convidados.

Fotos: Mano de Carvalho/Divulgação.

Depois da Caçada

por: Cinevitor

After the Hunt

Direção: Luca Guadagnino

Elenco: Julia Roberts, Ayo Edebiri, Andrew Garfield, Michael Stuhlbarg, Chloë Sevigny, Lio Mehiel, David Leiber, Thaddea Graham, Will Price, Christine Dye, Lailani Olan, Nora Garrett, Frankie Ferrari, Burgess Byrd, Sadie Scott, Ariyan Kassam, Nigel Finnissy, Cesare Fraticelli, Bella Glanville, Summer Knox, Hugo Micheron, Cameron Krogh Stone, Zachary Vaughan.

Ano: 2025

Sinopse: Alma é uma professora universitária que se encontra em uma encruzilhada quando uma estudante faz uma acusação contra um professor e um segredo obscuro do seu próprio passado ameaça vir à tona.

Nota do CINEVITOR:

CINEVITOR #491: Perrengue Fashion | Ingrid Guimarães + Rafa Chalub + Filipe Bragança + Michel Noher

por: Cinevitor
Rafa Chalub e Ingrid Guimarães em cena: comédia nos cinemas

Conhecida pelos sucessos nas bilheterias, Ingrid Guimarães está de volta aos cinemas com Perrengue Fashion, comédia que estrela ao lado de Rafa Chalub, que interpreta seu primeiro protagonista nas telonas. O longa, que estreia nesta quinta-feira, 09/10, é dirigido por Flávia Lacerda, de O Auto da Compadecida 2.

Filmado na Amazônia e em São Paulo, o filme acompanha as aventuras da carismática influenciadora digital Paula Pratta, interpretada por Ingrid Guimarães, e seu fiel assistente e melhor amigo Taylor, vivido por Rafa Chalub, que tentam se tornar referência na criação de conteúdo de moda nas plataformas digitais. A dupla vê sua grande chance de bombar nas redes quando Paula recebe um convite para estrelar a campanha de Dia das Mães de uma de suas marcas favoritas: Gucci. Para fotografar as peças, ela aguarda ansiosamente pela chegada do filho Cadu, papel de Filipe Bragança, de Meu Sangue Ferve por Você, que mora nos Estados Unidos onde estuda em uma renomada universidade de business.

Paula vê seus planos irem por água abaixo quando o jovem não desembarca em São Paulo e se desespera em busca do paradeiro do filho. Com a ajuda de seu pai (Jonas Bloch), a influenciadora descobre que Cadu viajou para a Amazônia para viver seu sonho ambientalista de salvar o planeta. Determinada a conseguir fazer parte da campanha, a influenciadora viaja com Taylor até o Norte do Brasil para convencer Cadu a desistir do ativismo ambiental e ajudá-la no trabalho de seus sonhos. Ao chegarem na ecovila onde o jovem decidiu viver, Paula e Taylor tomam um choque de realidade e percebem que não estão mais em uma grande metrópole. Com a ajuda de Luciana (Késia Estácio) e Lorenzo (Michel Noher), os dois tentam se acostumar com a vida sustentável na floresta. 

Com roteiro assinado por Ingrid Guimarães, Marcelo Saback, Célio Porto e Edu Araújo, a produção é da Amazon MGM Studios e da Morena Filmes, com Mariza Leão, Tiago Rezende e Ingrid Guimarães como produtores. A fotografia é de Paulo Vainer e Gustavo Hadba, a direção de arte é de Fábio Goldfarb, o figurino de Marina Franco e a caracterização de Lu Moraes. Perrengue Fashion marca a primeira produção brasileira da Amazon MGM Studios para as salas de cinema, com distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes

Para falar mais sobre a comédia, conversamos com Ingrid Guimarães, Rafa Chalub, Filipe Bragança e Michel Noher sobre entrosamento do elenco, filmagens na Amazônia, bastidores e expectativa para o lançamento no atual momento do cinema brasileiro.

Aperte o play e confira:

Foto: Kelly Fuzaro.