Verônica Cavalcanti no longa cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha
Depois dos primeiros anúncios, a 76ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de fevereiro, revelou os títulos selecionados para as mostras Forum e Forum Expanded; além da seleção da Berlinale Series Market.
A mostra Forum aguça o olhar para filmes de relevância social e como forma de reflexão estética. São filmes de pessoas que levam seu trabalho e seu impacto a sério: a maneira como ele afeta nossa convivência, nossas lutas, nossas reconciliações, nossa história e nossas narrativas; como a união, a beleza e a solidariedade são vivenciadas e como moldamos nosso presente e futuro social, cultural, ecológico e político.
Aqui, o cinema brasileiro marca presença com o filme cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, primeiro longa dirigido por Janaína Marques. Produzido pela Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual, o título se constrói como um road movie do inconsciente, uma travessia sensorial guiada pela imaginação como forma de cura.
A seleção foi recebida pela equipe como a coroação de um longo trabalho. Para a diretora, ter a première mundial na mostra Forum da Berlinale já é um prêmio; foi onde estrearam filmes de alguns de seus cineastas favoritos, como Aki Kaurismäki e Tsai Ming-Liang: “Eu sinto que é o lugar que o filme deveria estar”.
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha se desenvolve como um retrato íntimo de uma mulher convocada a revisitar sua própria história quando já não consegue se reconhecer nela. Diante da dificuldade de acessar uma memória feliz, a protagonista Rosa, vivida por Verônica Cavalcanti, mergulha numa busca interior que se torna a própria narrativa do longa. Entre o real e o imaginado, a realidade começa a ceder espaço ao sonho, ao delírio e à memória, uma jornada íntima em que Rosa reencontra a mãe, interpretada por Luciana Souza, e a transforma em parceira de estrada.
Para Marques, nascida em Brasília, mas criada no Ceará, essa jornada é, antes de tudo, um gesto de sobrevivência: “Eu acho que é um filme sobre a vontade de viver, sabe?”, afirma. Incapaz de acessar lembranças felizes, Rosa cria seus próprios caminhos, e a viagem com a mãe ganha um caráter íntimo e restaurador. A diretora afirma que se conecta à personagem a partir do reconhecimento do corpo feminino como território atravessado por imposições e silenciamentos. O delírio surge como gesto de autopreservação: “O nosso próprio corpo, como forma de sobrevivência, acaba buscando certos delírios”, diz Janaína. Ao decidir levar a mãe em sua viagem, o filme afirma uma dimensão de sororidade e memória compartilhada.
Iracema Pankararu no curta brasileiro Floresta do Fim do Mundo
Para o produtor cearense Maurício Macêdo, a Berlinale tem uma importância estratégica porque impulsiona a carreira internacional do longa e antecede um lançamento comercial já confirmado no Brasil, previsto para outubro de 2026, com patrocínio do BNDES. A estreia internacional marca um novo momento na trajetória do filme. A jornada de Rosa e Dalva, que nasceu de uma busca íntima e atravessou paisagens de sonho e delírio, agora se prepara para conquistar outras geografias, ampliando seu diálogo com públicos diversos. Entre o real e o imaginado, entre memória inventada e desejo de viver, o filme segue adiante como um gesto de reinvenção, afirmando a imaginação não como fuga, mas como forma possível de permanência no mundo.
O elenco conta também com Fabíola Líper, Christiane de Lavor, Ridson Reis, Pedro Domingues, Lua Arellano, Paulo Ess, Max Eluard, Jéssica Teixeira, Higor Fernandes, Graco Alves, Daniel Urano, Osiel Gomes e Marta Aurélia. Com roteiro assinado por Xenia Rivery, Pablo Arellano, Taís Monteiro e Pedro Cândido, a fotografia é de Ivo Lopes Araújo; a direção de arte é de Patrícia Passos e a trilha sonora de Clau Aniz. O som é assinado por Homer Mora, Moabe Filho e Pedrinho Moreira; a montagem é de Fred Benevides e Luísa Marques.
Já a mostra Forum Expanded, que tem como pano de fundo os atuais desenvolvimentos políticos em todo o mundo, a crescente incerteza e as guerras em curso, explora-se a questão de quem detém a autoridade para fazer avaliações e designações históricas, bem como a possibilidade de outras perspectivas. As instalações, filmes, vídeos e performances de 30 países trazem, assim, fissuras e rupturas à luz, apontando para coisas aparentemente esquecidas, cuja presença permanece palpável apesar de todas as tentativas de as negar. Muitas das obras cinematográficas selecionadas focam-se nas formas como indivíduos e Estados escrevem suas histórias.
Nesta seleção, o Brasil se destaca com Floresta do Fim do Mundo, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa. O curta-metragem mostra Suely, uma mulher indígena que vive em uma grande cidade brasileira e passa seus dias em um pequeno apartamento. Em seus sonhos, ela se comunica com uma floresta e se conecta aos segredos de um mundo em transformação radical. O filme conta com Iracema Pankararu, Ítalo Martins e Ywyzar Tentehar no elenco.
Enquanto isso, na Berlinale Series Market 2026, plataforma do European Film Market, que fornece uma prévia exclusiva das séries mais esperadas do mundo todo, o Brasil aparece com Emergência 53, série médica do Globoplay. A obra mergulha nos dramas e nas histórias dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. Profissionais brilhantes que, de alguma forma, foram marginalizados pelo sistema e vivem para evitar que outros morram.
A série foi criada por Claudio Torres, Márcio Maranhão e Andrucha Waddington, é escrita por Claudio Torres e Fábio Mendes e tem direção e produção de Andrucha Waddington e Claudio Torres. Com produção da Conspiração Filmes, o elenco conta com Fernanda Montenegro, Valentina Herszage, Yara de Novaes, Emílio de Mello, Heloísa Jorge, Ana Hikari, Raquel Villar, William Nascimento e Jaffar Bambirra.
Conheça os novos filmes selecionados para o 76º Festival de Berlim:
FORUM
AnyMart, de Yusuke Iwasaki (Japão) Auslandsreise, de Ted Fendt (Alemanha) Black Lions: Roman Wolves, de Haile Gerima (Etiópia/EUA) Cesarean Weekend, de Mohammad Schirvani (Irã) Chronos: Fluss der Zeit, de Volker Koepp (Alemanha) Crocodile, de The Critics e Pietra Brettkelly (Nova Zelândia/Nigéria) De capul nostru, de Tudor Cristian Jurgiu (Romênia/Itália) Doggerland, de Kim Ekberg (Suécia) Effondrement, de Anat Even (França) EIGHT BRIDGES, de James Benning (EUA) Einar Schleef: Ich habe kein Deutschland gefunden, de Sandra Prechtel (Alemanha) Everything Else Is Noise, de Nicolás Pereda (México/Alemanha/Canadá) Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques (Brasil) Flying Tigers, de Madhusree Dutta (Alemanha/Índia) Forest up in the Mountain, de Sofia Bordenave (Argentina) Ghost in the Cell, de Joko Anwar (Indonésia) Hear the Yellow, de Banu Sıvacı (Turquia) If Pigeons Turned to Gold, de Pepa Lubojacki (Tchéquia/Eslováquia) Joy Boy: A Tribute to Julius Eastman, de Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi e Anne Reijniers (Bélgica) Liebhaberinnen, de Koxi (Alemanha/Luxemburgo) Lust, de Ralitza Petrova (Bulgária/Dinamarca/Suécia) Masayume, de Nao Yoshigai (Japão) Members of the Problematic Family, de R Gowtham (Índia) My Name, de Chung Ji-young (Coreia do Sul) Nous sommes les fruits de la forêt, de Rithy Panh (Camboja/França) Panda, de Xinyang Zhang (Singapura/Hong Kong/China) Piedras preciosas, de Simón Vélez (Colômbia/Portugal) Prénoms, de Nurith Aviv (França) Szenario, de Marie Wilke (Alemanha) The Day of Wrath: Tales from Tripoli, de Rania Rafei (Líbano/Arábia Saudita/Qatar) The Moths & the Flame, de Kevin Contento (EUA) Was an Empfindsamkeit bleibt, de Daniela Magnani Hüller (Alemanha)
FORUM EXPANDED
A Circle as the Center of the Whole, de Utkarsh (EUA/Índia) Born of the Yam, de Mark Chua e Lam Li Shuen (Singapura) El León, de Diana Bustamante (Colômbia) Exprmntl 4 Knokke, de Claudia von Alemann e Reinold E. Thiel (Alemanha) Film No. 4 (Bottoms), de Yoko Ono (EUA) Filme Pin, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (La Vulcanizadora) (Colômbia/Portugal) Floresta do Fim do Mundo, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa (Brasil) Forever…Forever, de Johann Lurf (Áustria/França) Fruits of Despair, de Nima Nassaj (Irã) İki Laborantın Yorgun Saatleri, de Burak Çevik (Turquia/Alemanha/Reino Unido/Croácia) Katabasis, de Martin Moolhuijsen (Alemanha/Itália) Let There Be Whistleblowers, de Ken Jacobs e Flo Jacobs (EUA) Metanoia, de Bigum + Björge (Alemanha/Finlândia) MUSCLE, de Karimah Ashadu (Itália/Reino Unido/EUA/Alemanha/Nigéria) Narrative, de Anocha Suwichakornpong (Tailândia/Coreia do Sul/Japão) Nursery Rhymes. (Holy) Water, de Belinda Kazeem-Kamiński (Áustria/Itália) Oghneyet Touha Al Hazina, de Atteyat Al Abnoudy (Egito) Phi Pattana, de Komtouch Napattaloong (Tailândia) Pink Schlemmer, de Oliver Husain (Canadá) The Dislocation of Amber, de Hussein Shariffe (Sudão) The Recce, de Daniel Mann (Reino Unido/Alemanha) This Desirable Device, de Mina Simendić (Sérvia/Alemanha) This Suffocating Now, de Vika Kirchenbauer (Alemanha) Uchronia, de Fil Ieropoulos (Grécia/Holanda) Warnungen an die ferne Zukunft, de Juliane Jaschnow e Stefanie Schroeder (Alemanha) Yurugu: Invisible Lines, de Petna Ndaliko Katondolo e Laurent Van Lancker (República Democrática do Congo/Bélgica/EUA)
FORUM EXPANDED EXHIBITION
Butterfly Stories: Malaise II, de Laurence Favre (Suíça/Alemanha) Casting for a Film, Ihsan’s Diary, de Lamia Joreige (Líbano) Fanfictie: Volcanology, de Riar Rizaldi (Indonésia/Itália) Industries of Denial, Stage 10: From Musa Dagh to Port Saïd, de Angela Melitopoulos e Kerstin Schroedinger (Alemanha/Grécia/Finlândia) Land Invaders, de Cassandra Gardiner e Juan Mateo Menendez (EUA) The sun that fell into the water, de Lena Kocutar (Alemanha/Eslovênia) We Deh Here, de Maybelle Peters (Reino Unido)
Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal, Jacobi Jupe, Emily Watson, Joe Alwyn, Noah Jupe, Olivia Lynes, David Wilmot, Justine Mitchell, Freya Hannan-Mills, Zac Wishart, James Lintern, Eva Wishart, Effie Linnen, Dainton Anderson, James Skinner, Louisa Harland, Elliot Baxter, Faith Delaney, Smylie Bradwell, Laura Guest, John Mackay, Bodhi Rae Breathnach, Edward Anderson, El Simons, Sam Woolf, Hera Gibson, Jack Shalloo, Raphael Goold, Shaun Mason, Matthew Tennyson, Clay Milner Russell, Javier Marzan, Neil Dodgson-Hatto.
Ano: 2025
Sinopse: A trama acompanha Agnes, esposa de William Shakespeare, enquanto enfrenta a dor da perda de seu filho, Hamnet. O filme explora a força do luto e a capacidade de ressignificação ao mesmo tempo em que revela o pano de fundo para a criação de Hamlet, a obra mais famosa do dramaturgo inglês.
Yuri Gomes no longa cearense Feito Pipa, de Allan Deberton
Depois de anunciar os primeiros filmes, a 76ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de fevereiro, revelou novos títulos selecionados e o cinema brasileiro ganha destaque com diversas obras.
Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. Os títulos fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.
O Brasil marca presença na Generation Kplus com Feito Pipa, dirigido pelo cineasta cearense Allan Deberton, de Pacarrete e O Melhor Amigo. Com Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos no elenco, o longa acompanha a história de Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a avó fica frágil, Gugu tenta esconder essa situação a qualquer custo, com medo de ser separado dela e ser obrigado a morar com o pai, que não o aceita como ele é.
O diretor Allan Deberton comentou a seleção para o Festival de Berlim: “Um sonho acontecendo! A conquista da melhor vitrine que este filme poderia ter. Pessoalmente, é muito emocionante ver um filme que fala de desejo de pertencimento, de família e de coragem sendo acolhido num festival onde o olhar é exigente e afetuoso ao mesmo tempo. É como se a Berlinale dissesse: essa experiência importa. E isso dá ao filme um alcance simbólico e humano gigantesco”. Com roteiro de André Araújo e rodado em Quixadá e cidades vizinhas do interior do Ceará, o filme se passa às margens da barragem de Araújo Lima, onde após anos de seca revela uma antiga cidade submersa em ruínas. O longa conta ainda com Carlos Francisco, Georgina Castro, Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo no elenco.
A produção é assinada pela Deberton Filmes, produtora cearense liderada por Allan Deberton e pelo produtor Marcelo Pinheiro. A empresa divide a produção do filme com a Biônica Filmes, desde o desenvolvimento do projeto em uma parceria onde somam forças artísticas e executivas. O filme tem produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso através da Incubadora Paradiso. Em coprodução com a Warner Bros., a distribuição no Brasil é da Paris Filmes.
Já na Generation 14plus, o cinema nacional ganha destaque com Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane e produzido por Marcello Ludwig Maia. Premiado no Festival de Brasília, o elenco conta com Ágatha Marinho, Dhara Lopes, Maria Ibraim e Alana Cabral.
A sinopse diz: Encarregadas dos cuidados pessoais de quatro estudantes em um internato no interior, elas sobrevivem às suas circunstâncias sonhando com a liberdade. Quando um romance impensado põe a vida de Lena em perigo, os sonhos de fuga tornam-se necessidade e as quatro meninas decidem fugir. Para sua surpresa, suas sinhás descobrem o plano e exigem ir junto. Encontrando abrigo em um casarão abandonado, o grupo enfrenta desafios de convivência. Livres das estruturas de poder tradicionais, as moças negras experimentam o poder, o amor e a possibilidade de sonhar com o futuro, enquanto as brancas resistem a aprender a ajudar nas tarefas domésticas, cuidar de si mesmas e encarar seus erros. Quando uma velha ameaça ressurge, no entanto, todas precisam se unir para sobreviver.
Na mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional, o Brasil aparece com três produções, entre elas, Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira. Ambientado entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais, o filme acompanha a história de Gilberto e Jacira, um casal que atravessa cinco décadas de vida em comum. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores, numa espiral que atravessa o tempo e o espaço, e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor. O longa transita entre o drama íntimo, a comédia de costumes e elementos inesperados da ficção científica, mantendo o olhar sensível para o cotidiano, característica da obra do diretor.
Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira em Se eu fosse vivo… vivia
A obra marca a estreia da lendária escritora Conceição Evaristo no cinema, em uma atuação de forte presença e delicadeza, ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor e protagonista de diversos filmes recentes do cinema brasileiro. O elenco conta ainda com Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo, que interpretam o casal em sua juventude, além de participações de Wilson Rabelo, Aisha Brunno, Demétrio Nascimento, Suellen Sampaio e Zora Santos.
Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, e distribuído no Brasil pela Malute, o filme foi rodado em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem e Belo Horizonte, além de Itaúna, Matozinhos e Pedro Leopoldo. Na equipe, estão a diretora de fotografia Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro em Berlim pelo curta Balada de um Batráquio; o diretor de arte Diogo Hayashi; a figurinista Diana Moreira; o premiado desenhista de som Pablo Lamar; e a trilha sonora original assinada pelo grupo Metá Metá. A montagem é dividida entre Gabriel Martins e o próprio André Novais Oliveira.
Outro destaque nacional na mesma mostra é Isabel, de Gabe Klinger. Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, o longa é protagonizado por Marina Person, que interpreta a personagem-título: uma sommelière no cenário de alta gastronomia de São Paulo que sonha em escapar do seu chefe controlador e montar seu próprio bar de vinhos. O roteiro mistura experiências pessoais da própria atriz com histórias de mulheres reais dentro da cultura de vinhos artesanais brasileiros. O elenco conta também com Caio Horowicz, John Ortiz, Marat Descartes e Clarisse Abujamra.
Marina Person, que também assina o roteiro ao lado do diretor, não é apenas a atriz principal; ela vive um lado da personagem Isabel todos os dias de sua vida. Apaixonada por vinhos, Marina e seu parceiro, o cineasta Gustavo Rosa de Moura, estavam prestes a abrir uma loja de vinhos e outros produtos fermentados em São Paulo quando a crise da Covid-19 interrompeu os planos. Os desafios para retomar o projeto permanecem, mas o desejo efervescente de abrir sua loja não diminuiu: “Escrevi Isabel sem nunca ter conhecido Marina. Quando finalmente fomos apresentados, ela leu o roteiro com profunda afeição pela personagem e imediatamente consolidamos nossa parceria criativa. Ao continuar desenvolvendo a história de Isabel, nos inspiramos na biografia da própria Marina, bem como nas histórias de várias mulheres no mundo dos vinhos brasileiros”, disse Klinger.
Rodado em 16 mm e filmando exclusivamente em locações reais, Klinger se inspirou em obras como São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, que retrata a cidade de forma realista e espontânea. Sobre a seleção na Berlinale, Rodrigo Teixeira disse: “Isabel é um filme muito sensível e o Gabe é muito talentoso. Estamos ansiosos para mostrar este filme em Berlim”.
Além desses títulos, o Brasil aparece em coprodução de Narciso, por Julia Murat, do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi. Com Diro Romero, Manuel Cuenca, Mona Martinez e Nahuel Perez Biscayart no elenco, o longa se passa no Paraguai, em 1958. O carismático Narciso retorna de Buenos Aires com o rock ‘n’ roll correndo em suas veias. Sob o regime militar sufocante, ele se torna uma sensação musical e um símbolo de liberdade. Mas então, após seu último show, ele é encontrado morto.
Vale destacar que, anteriormente, outros dois filmes brasileiros já estavam confirmados na Berlinale: A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; e Papaya, de Priscilla Kellen. Clique aqui e saiba mais. E mais: depois de anunciar Michelle Yeoh como uma das homenageadas, o Festival de Berlim confirmou que o compositor e artista contemporâneo britânico-alemão Max Richter, de Valsa com Bashir e indicado ao Emmy pela série Taboo, será honrado com o Berlinale Camera 2026.
E mais: nesta 76ª edição, o Festival de Berlim exibirá uma mostra especial sobre o Teddy Award, prêmio paralelo que completa 40 anos e reconhece a importância cultural dos filmes e artistas queer, abrindo caminho para maior visibilidade e inclusão. A seleção de filmes com temática LGBTQIA+ conta com seis curtas e oito longas-metragens que se destacaram ao longo da história da premiação.
Conheça os novos filmes selecionados para o 76º Festival de Berlim:
BERLINALE SPECIAL GALA
Die Blutgräfin (The Blood Countess), de Ulrike Ottinger (Áustria/Luxemburgo/Alemanha) Good Luck, Have Fun, Don’t Die, de Gore Verbinski (Alemanha) Heysel 85, de Teodora Ana Mihai (Bélgica/Holanda/Alemanha) O Testamento de Ann Lee, de Mona Fastvold (EUA/Reino Unido) The Only Living Pickpocket in New York, de Noah Segan (EUA) The Weight, de Padraic McKinley (Alemanha/EUA)
BERLINALE SPECIAL PRESENTATION
TUTU, de Sam Pollard (Reino Unido) Un hijo propio, de Maite Alberdi (México) WAX & GOLD, de Ruth Beckermann (Áustria) Who Killed Alex Odeh?, de Jason Osder e William Lafi Youmans (EUA)
PANORAMA
Árru, de Elle Sofe Sara (Noruega/Suécia/Finlândia) El jardín que soñamos, de Joaquín del Paso (México) Enjoy Your Stay, de Dominik Locher e Honeylyn Joy Alipio (Suíça/França/Filipinas) Geunyeoga doraon nal (The Day She Returns), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul) Ich verstehe Ihren Unmut, de Kilian Armando Friedrich (Alemanha) Isabel, de Gabe Klinger (Brasil/França) Lady, de Olive Nwosu (Reino Unido) Lali, de Sarmad Sultan Khoosat (Paquistão) Narciso, de Marcelo Martinessi (Paraguai/Alemanha/Uruguai/Brasil/Portugal/Espanha/França) Paradise, de Jérémy Comte (Canadá/França/Gana) Roya, de Mahnaz Mohammadi (Alemanha/Luxemburgo/República Tcheca/Irã) Rumaragasa, de Ryan Machado (Filipinas) Safe Exit, de Mohammed Hammad (Egito/Líbia/Tunísia/Qatar/Alemanha) Se eu fosse vivo… vivia, de André Novais Oliveira (Brasil) Shanghai Daughter, de Agnis Shen Zhongmin (China) The Education of Jane Cumming, de Sophie Heldman (Alemanha/Suíça/Reino Unido) The Moment, de Aidan Zamiri (EUA/Reino Unido) Vier minus drei (Four Minus Three), de Adrian Goiginger (Áustria/Alemanha)
PANORAMA DOKUMENTE
Douglas Gordon by Douglas Gordon, de Finlay Pretsell (Reino Unido/França) Im Umkreis des Paradieses (Around Paradise), de Yulia Lokshina (Alemanha) La Face cachée de la Terre, de Arnaud Alain (França) Siri Hustvedt: Dance Around the Self, de Sabine Lidl (Alemanha/Suíça) The Other Side of the Sun, de Tawfik Sabouni (Bélgica/França/Arábia Saudita) Traces, de Alisa Kovalenko e Marysia Nikitiuk (Ucrânia/Polônia) Tristan Forever, de Tobias Nölle e Loran Bonnardot (Suíça)
GENERATION KPLUS
Abracadabra, de Amay Mehrishi (Reino Unido/Índia) Atlasul universului, de Paul Negoescu (Romênia/Bulgária) En, ten, týky!, de Andrea Szelesová (República Tcheca) Entotsumachi no Poupelle: Yakusoku no Tokeidai, de Hirota Yusuke (Japão) Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Imaginarni brojevi, de Jelica Jerinić (Sérvia/Croácia) Lángbogár a zsebemben, de Janka Feiner (Hungria) Not a Hero, de Rima Das (Índia/Singapura) Speedy!, de Oh Jiin (Coreia do Sul) Spî (White/Weiß), de Navroz Shaban (Curdistão iraquiano) Under The Wave off Little Dragon, de Jian Luo (Reino Unido) Whale 52: Suite for Man, Boy, and Whale, de Daniel Neiden (EUA) Yercekimi, de Dalya Keleş (Turquia)
GENERATION 14PLUS
A Family, de Mees Peijnenburg (Holanda/Bélgica) Allá en el cielo, de Roddy Dextre (Peru) C’est ma soeur, de Zoé Pelchat (Canadá) Chicas Tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França) Cuando llegue a casa, de Edgar Adrián (México) En Route To, de Yoo Jae-in (Coreia do Sul) Hotel Oblique, de Merlin Flügel (Alemanha) Jülapüin Yonna, de Luzbeidy Monterrosa Atencio (Colômbia) Mambo Kids, de Emanuele Tresca (Itália) Matapanki, de Diego “Mapache” Fuentes (Chile) No Salgas, de Victoria Linares Villegas (República Dominicana) Quatro Meninas, de Karen Suzane (Brasil/Holanda) Scorching, de Wang Beidi (China) Sunny Dancer, de George Jaques (Reino Unido) The lights, they fall, de Saša Vajda (Alemanha) What Will I Become?, de Lexie Bean e Logan Rozos (EUA)
BERLINALE SPECIAL SERIES
House of Yang, de Stefanie Ren e Mia Spengler (Alemanha) La casa de los espíritus, de Francisca Alegría e Andrés Wood (Chile) Lord of the Flies, de Marc Munden (Reino Unido) Mint, de Charlotte Regan (Reino Unido) Ravalear, de Pol Rodríguez e Isaki Lacuesta (Espanha) The Story of Documentary Film, de Mark Cousins (Reino Unido)
BERLINALE SPECIAL MIDNIGHT
Monster Pabrik Rambut, de Edwin (Indonésia/Singapura/Japão/Alemanha/França) Saccharine, de Natalie Erika James (Austrália) The Ballad of Judas Priest, de Sam Dunn e Tom Morello (EUA)
BERLINALE CLASSICS
Assarab, de Ahmed Bouanani (1979) (Marrocos) Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis (1995) (EUA) In Which Annie Gives It Those Ones, de Pradip Krishen (1989) (Índia) Jubei Ninpucho (Ninja Scroll), de Yoshiaki Kawajiri (1993) (Japão) Kryshtalevyi Palats (Crystal Palace), de Hryhori Hrycher (1934) (Ucrânia) O Hotel do Alpinista Morto (Hukkunud Alpinisti hotell), de Grigori Kromanov (1979) (Estônia) Os Pornógrafos: Introdução à Antropologia (Erogotoshi-tachi yori: Jinruigaku nyûmon), de Shōhei Imamura (1966) (Japão) Panelstory, aneb jak se rodí sídliště, de Věra Chytilová (1979) (Checoslováquia) Quermesse Heróica (La Kermesse héroïque), de Jacques Feyder (1935) (França/Alemanha) Segredos de uma Alma (Geheimnisse einer Seele), de Georg Wilhelm Pabst (1926) (Alemanha)
BERLINALE SHORTS
A Woman’s Place is Everywhere, de Fanny Texier (EUA) Chuuraa, de Evgenia Arbugaeva (Reino Unido) Cosmonauts, de Leo Černic (Eslovênia/Itália) Di san xian, de Jingkai Qu (China) Ein Unfall, de Angelika Spangel (Áustria) Flim Flam, de Siegfried A. Fruhauf (Áustria) Graft Versus Host, de Giorgi Gago Gagoshidze (Alemanha/Geórgia) Henry is a Girl Who Likes to Sleep, de Marthe Peters (Bélgica) Kontrewers, de Zuza Banasińska (Holanda/Polônia/França) La hora de irse, de Renzo Cozza (Argentina) Les âmes du Fouta, de Alpha Diallo (França/Senegal) Les juifs riches, de Yolande Zauberman (França) Miriam, de Karla Condado (México) Mit einem freundlichen Gruss, de Pavel Mozhar (Alemanha) Oupatevak het tam phnom, de Savunthara Seng (Camboja) Plan contraplan, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă (Romênia) Stallion y la bola de cristal, de Christian Avilés (Espanha) TAXI MOTO, de Gaël Kamilindi (Suíça/França) Unidentifizierte Unflugobjekte (UUO), de Sasha Svirsky (Alemanha) Yawman ma walad, de Marie-Rose Osta (França/Romênia/Líbano) Yuragim, de Varia Garib e Kirill Komar (Áustria/Uzbequistão)
FORUM SPECIAL
AI Realism: Qantar 2022, de Almagul Menlibayeva (Cazaquistão) Barbara Forever, de Brydie O’Connor (EUA) Beaucoup parler, de Pascale Bodet (França) Frauen in Berlin, de Chetna Vora (Alemanha) Istenmezején 1972–73-ban, de Judit Elek (Hungria) L’uomo più bello del mondo, de Paolo Baiguera (Itália) Love Your Nails!, de Narges Kalhor (Alemanha) MegatrashwannabebigstarXD, de Ava Leandra Kleber e Elisa Deutloff (Alemanha) My Brother’s Wedding, de Charles Burnett (EUA/Alemanha) Quand tu écouteras cette chanson, de Mona Achache (França) River Dreams, de Kristina Mikhailova (Cazaquistão/Suíça/Reino Unido) Találkozás, de Judit Elek (Hungria) The Valley where LOAB Lives, de Georg Tiller (Áustria)
TEDDY 40
575 Castro St., de Jenni Olson (2008) (EUA) Entropia, de Flóra Anna Buda (2018) (Hungria) Kokomo City, de D. Smith (2023) (EUA) Liebe, Eifersucht und Rache, de Michael Brynntrup (1991) (Alemanha) Mil nubes de paz cercan el cielo, amor, jamás acabarás de ser amor, de Julián Hernández (2003) (México) Mondial 2010, de Roy Dib (2014) (Líbano) O Desabrochar de Maximo Oliveros, de Kanakan-Balintagos (2005) (Filipinas) Playback. Ensayo de una despedida, de Agustina Comedi (2019) (Argentina) The Watermelon Woman, de Cheryl Dunye (1996) (EUA) To Write From Memory, de Emory Chao Johnson (2023) (EUA) Tomboy, de Céline Sciamma (2011) (França) Tunten lügen nicht, de Rosa von Praunheim (2002) (Alemanha) Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (2017) (Chile/EUA/Alemanha/Espanha) Verführung: Die grausame Frau, de Elfi Mikesch e Monika Treut (1985) (Alemanha)
Foram anunciados nesta terça-feira, 13/01, os indicados ao 24º VES Awards, prêmio realizado pela Visual Effects Society, que reconhece os melhores efeitos visuais e a inovação em filmes, animações, programas de TV, comerciais e videogames.
Com mais de 4.000 membros, de 40 países, a Visual Effects Society reúne profissionais de efeitos visuais, incluindo artistas, tecnólogos, modelistas, educadores, executivos de estúdio, supervisores, especialistas em marketing e produtores.
Neste ano, Avatar: Fogo e Cinzas, de James Cameron, lidera a lista da premiação com dez indicações; as animações Guerreiras do K-Pop, Elio e Zootopia 2 também se destacam. Os indicados foram selecionados pelos membros da VES em um evento especial, que aconteceu em formato presencial e virtual, com a presença de especialistas das sete regiões do mundo. Os vencedores serão anunciados no dia 25 de fevereiro no The Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, em cerimônia apresentada pelos Irmãos Sklar, dupla de comediantes formada por Jason Sklar e Randy Sklar.
Em comunicado oficial, Kim Davidson, presidente do Conselho da VES, disse: “Artistas e produtores de efeitos visuais estão na vanguarda da arte cinematográfica e da inovação tecnológica, seja seu trabalho exibido na telona de um cinema, no dispositivo que você carrega no bolso ou em um ambiente especial. Estamos muito felizes em celebrar todos os indicados deste ano e somos gratos aos nossos membros voluntários do mundo todo que tornam possível nosso rigoroso processo de avaliação”.
Além das categorias tradicionais, a lista traz também o Prêmio Emerging Technology, que celebra os criadores de tecnologia por trás dos visuais e homenageia os inventores de uma ferramenta, dispositivo, software ou metodologia inovadora e única de valor excepcional para a arte e a ciência dos efeitos visuais, jogos ou animação.
Os homenageados desta 24ª edição serão: o produtor Jerry Bruckheimer, indicado ao Oscar por Top Gun: Maverick e F1: O Filme, que receberá o VES Lifetime Achievement Award; e Richard Taylor, cofundador e diretor criativo da Wētā Workshop, que será honrado com o VES Visionary Award.
Conheça os indicados ao 24º Visual Effects Society Awards nas categorias de cinema:
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME FOTORREALISTA Avatar: Fogo e Cinzas Como Treinar o Seu Dragão F1: O Filme Jurassic World: Recomeço O Ônibus Perdido
MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO EM FILME FOTORREALISTA Casa de Dinamite Depois da Caçada Dong Ji Dao Pecadores Tempo de Guerra
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM ANIMAÇÃO Elio Guerreiras do K-Pop Nos Seus Sonhos Os Caras Malvados 2 Zootopia 2
MELHOR PERSONAGEM EM FILME FOTORREALISTA Krypto, o Supercão, em Superman Queen Malgosha, em Um Filme Minecraft Stitch, em Lilo & Stitch Varang: Líder do Clã das Cinzas, em Avatar: Fogo e Cinzas
MELHOR PERSONAGEM EM ANIMAÇÃO Gary De’Snake, em Zootopia 2 Glordon, em Elio Ooooo, o Supercomputador Líquido, em Elio Rumi, em Guerreiras do K-Pop
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM FILME FOTORREALISTA Bridgehead Industrial City, em Avatar: Fogo e Cinzas Cânion do Rio Feather pela Pulga Bridge, em O Ônibus Perdido Dillinger’s Grid City, em Tron: Ares Os incêndios florestais da Roe Road, em O Ônibus Perdido The Bodyweb, em Entre Montanhas
MELHOR AMBIENTE CRIADO EM ANIMAÇÃO Cairo, em Os Caras Malvados 2 Comuniverso, em Elio Marsh Market, em Zootopia 2 Seoul, em Guerreiras do K-Pop
MELHOR FOTOGRAFIA EM CG Avatar: Fogo e Cinzas Guerreiras do K-Pop Tron: Ares Zootopia 2
MELHOR MODELO EM PROJETO FOTORREALISTA ou ANIMADO Bisão, em Wicked: Parte II Fortaleza da Solidão, em Superman Gôndola dos Comerciantes do Vento, em Avatar: Fogo e Cinzas Nave Espacial de Niflheim, em Mickey 17
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME FOTORREALISTA Destruição da Metrópolis, em Superman Fuga do Inferno, em O Ônibus Perdido Juntos Simulando Pandora, em Avatar: Fogo e Cinzas
MELHOR SIMULAÇÃO DE EFEITOS EM FILME DE ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop Nos Seus Sonhos Os Caras Malvados 2 Zootopia 2
MELHOR COMPOSIÇÃO E ILUMINAÇÃO EM LONGA-METRAGEM Bridgehead Industrial City, em Avatar: Fogo e Cinzas Comerciantes do Vento, Bridgehead, rios e oceano, em Avatar: Fogo e Cinzas Lutas e destruição da Metrópolis, em Superman Modern Race e POV Footage, em F1: O Filme
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS PRÁTICOS EM PROJETO FOTORREALISTA Andor (episódio: Who Are You?) Gen V (episódio: Bags)
MELHORES EFEITOS VISUAIS EM PROJETO ESTUDANTIL A Sparrow’s Song Au Delà des Mots Azimuth Flying From War Two Kings
EMERGING TECHNOLOGY AWARD Avatar: Fogo e Cinzas (BodyOpt) Avatar: Fogo e Cinzas (Kora Fire Toolset) Elio Ganhar ou Perder Mickey 17
Nesta terça-feira, 13/01, a atriz Toni Acosta e o produtor e ator Arturo Valls anunciaram os indicados da 40ª edição da premiação, que acontecerá no dia 28 de fevereiro, em Barcelona, em cerimônia que será apresentada pelo ator Luis Tosar e pela cantora, compositora e atriz Rigoberta Bandini. O drama Los domingos, dirigido por Alauda Ruiz de Azúa, lidera a lista com 13 indicações; Sirât, de Oliver Laxe, aparece na sequência com 11 indicações.
O Brasil está na disputa com Manas, de Marianna Brennand, na categoria de melhor filme ibero-americano. Rodado na Amazônia e com produção executiva de Sean Penn, Irmãos Dardenne, Walter Salles e Maria Carlota Bruno, o longa conta com Jamilli Correa, Dira Paes, Fátima Macedo, Rômulo Braga, Ingrid Trigueiro, Clebia Sousa e Rodrigo Garcia no elenco. Vale lembrar que na edição passada, o cinema brasileiro foi premiado nesta mesma categoria com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
Manas narra a história de Marcielle/Tielle, uma jovem de 13 anos que vive na Ilha do Marajó, no Pará, junto ao pai, Marcílio, à mãe, Danielle, e os três irmãos. Ela cultua a imagem de Claudinha, sua irmã mais velha, que teria partido para bem longe após “arrumar um homem bom” nas balsas que passam pela região. Conforme amadurece, Tielle vê ruírem muitas das suas idealizações e se percebe presa entre dois ambientes abusivos. Preocupada com a irmã mais nova e ciente de que o futuro não lhe reserva muitas opções, ela decide confrontar a engrenagem violenta que rege a sua família e as mulheres à sua volta.
Nesta 40ª edição, o escritor, roteirista e cineasta espanhol Gonzalo Suárez será homenageado com o Goya de Honor. Premiado no Goya com A Verdadeira História de Frankenstein, também foi indicado por El detective y la muerte, El portero e Oviedo Express. No Festival de Berlim, exibiu El extraño caso del doctor Fausto; já em Cannes, foi premiado com o drama Epílogo.
Conheça os indicados ao Prêmio Goya 2026:
MELHOR FILME La cena Los Domingos Maspalomas Sirât Sorda
MELHOR DIREÇÃO Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, por Maspalomas Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos Albert Serra, por Tardes de soledad Carla Simón, por Romería Oliver Laxe, por Sirât
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE Eva Libertad, por Sorda Gemma Blasco, por La furia Gerard Oms, por Muy lejos Ion de Sosa, por Balearic Jaume Claret Muxart, por Estrany riu
MELHOR ATOR Alberto San Juan, por La cena Jose Ramon Soroiz, por Maspalomas Manolo Solo, por Una quinta portuguesa Mario Casas, por Muy lejos Miguel Garcés, por Los Domingos
MELHOR ATRIZ Ángela Cervantes, por La furia Antonia Zegers, por Los Tortuga Nora Navas, por Mi amiga Eva Patricia Lopez Arnaiz, por Los Domingos Susana Abaitua, por Um Fantasma na Batalha
MELHOR ATOR COADJUVANTE Álvaro Cervantes, por Sorda Juan Minujín, por Los Domingos Kandido Uranga, por Maspalomas Miguel Rellán, por El cautivo Tamar Novas, por Rondallas
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Elena Irureta, por Sorda Elvira Mínguez, por La cena Maria de Medeiros, por Una quinta portuguesa Miryam Gallego, por Romería Nagore Aranburu, por Los Domingos
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Los Domingos, escrito por Alauda Ruiz de Azúa Maspalomas, escrito por Jose Mari Goenaga Sirât, escrito por Oliver Laxe e Santiago Fillol Um Fantasma na Batalha, escrito por Agustín Díaz Yanes Una quinta portuguesa, escrito por Avelina Prat
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Ciudad sin sueño, escrito por Guillermo Galoe e Víctor Alonso-Berbel La buena letra, escrito por Celia Rico Clavellino La cena, escrito por Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García Serrano Romería, escrito por Carla Simón Sorda, escrito por Eva Libertad
ATOR REVELAÇÃO Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño Hugo Welzel, por Enemigos Jan Monter Palau, por Estrany riu Julio Peña, por El cautivo Mitch, por Romería
ATRIZ REVELAÇÃO Blanca Soroa, por Los Domingos Elvira Lara, por Los Tortuga Llúcia Garcia, por Romería Miriam Garlo, por Sorda Nora Hernández, por La cena
MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO Ciudad sin sueño, por Antonello Novellino El cautivo, por Sergio Díaz Bermejo Los Domingos, por Itziar García Zubiri Los Tigres, por Begoña Muñoz Corcuera Sirât, por Oriol Maymó
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Ciudad sin sueño, por Rui Poças Los Domingos, por Bet Rourich Los Tigres, por Pau Esteve Birba Maspalomas, por Javier Agirre Erauso Sirât, por Mauro Herce
MELHOR MONTAGEM Ciudad sin sueño, por Victoria Lammers Los Domingos, por Andrés Gil Los Tigres, por José M. G. Moyano Sirât, por Cristóbal Fernández Um Fantasma na Batalha, por Bernat Vilaplana
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE El cautivo, por Juan Pedro de Gaspar La cena, por Koldo Vallés Los Tigres, por Pepe Domínguez del Olmo Maspalomas, por Mikel Serrano Sirât, por Laia Ateca Font
MELHOR FIGURINO El cautivo, por Nicoletta Taranta Gaua, por Nerea Torrijos La cena, por Helena Sanchis Los Domingos, por Ana Martínez Fesser Romería, por Anna Aguilà
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO El cautivo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz Gaua, por Patricia López, Paco Rodríguez H. e Nacho Díaz La tregua, por Sarai Rodríguez, David Moreno e Óscar del Monte Maspalomas, por Karmele Soler e Sergio Pérez Berbel Sirât, por Zaira Eva Adén
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL El talento, por Carla F. Benedicto Leo & Lou, por Iván Palomares de la Encina Los Tigres, por Julio de la Rosa Maspalomas, por Aránzazu Calleja Sirât, por Kangding Ray
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Caminar el tiempo, por Blanca Paloma Ramos, Jose Pablo Polo e Luis Ivars (Parecido a un asesinato) Flores para Antonio, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio) Hasta que me quede sin voz, por Leiva (Hasta que me quede sin voz) La Arepera, por Paloma Peñarrubia Ruiz (Caiam as Rosas Brancas!) Y mientras tanto, canto, por Víctor Manuel (La cena)
MELHOR SOM El cautivo, por Aitor Berenguer, Gabriel Gutiérrez e Candela Palencia Los Domingos, por Andrea Sáenz Pereiro e Mayte Cabrera Los Tigres, por Daniel de Zayas, Gabriel Gutiérrez e Candela Palencia Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas Sorda, por Urko Garai, Enrique G. Bermejo e Alejandro Castillo
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS Enemigos, por César Moreno, Ana Rubio e Juanma Nogales Gaua, por Jon Serrano, Mariano García Marty, David Heras e Iñaki Gil “Ketxu” Los Tigres, por Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio Sirât, por Pep Claret e Benjamín Ageorges Um Fantasma na Batalha, por Jon Serrano, Mariano García Marty e Laura Pedro
MELHOR ANIMAÇÃO Bella, de Manuel H. Martín e Amparo Martínez Decorado, de Alberto Vázquez El tesoro de Barracuda, de Adrià García L’Olívia i el terratrèmol invisible, de Irene Iborra Norbert, de José Corral Llorente
MELHOR DOCUMENTÁRIO Eloy de la Iglesia, adicto al cine, de Gaizka Urresti Flores para Antonio, de Isaki Lacuesta e Elena Molina Tardes de soledad, de Albert Serra The Sleeper. El Caravaggio perdido, de Álvaro Longoria Todos somos Gaza, de Hernán Zin
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina) La piel del agua, de Patricia Velásquez (Costa Rica) Manas, de Marianna Brennand (Brasil) O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes (Chile) Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia)
MELHOR FILME EUROPEU A Garota da Agulha, de Magnus von Horn (Dinamarca) Conclave, de Edward Berger (Reino Unido) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França) On Falling, de Laura Carreira (Portugal) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO Ángulo muerto, de Cristian Beteta De sucre, de Clàudia Cedó El cuento de una noche de verano, de María Herrera Sexo a los 70, de Vanesa Romero Una cabeza en la pared, de Manuel Manrique
MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO Disonancia, de Raquel Larrosa El Santo, de Carlo D’Ursi La conversación que nunca tuvimos, de Cristina Urgel The painter’s room, de María Colomer Canyelles Zona Wao, de Nagore Eceiza Mugica
MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Buffet Paraíso, de Héctor Zafra e Santi Amézqueta Carmela, de Vicente Mallols El corto de Rubén, de Jose María Fernández de Vega El estado del Alma, de Sara Naves Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez
Guga Patriota no curta Cinema Moderno, de Felipe André Silva
A 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes abre o calendário audiovisual brasileiro entre os dias 23 e 31 de janeiro e reafirma seu papel como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e difusão do cinema brasileiro contemporâneo.
Em 2026, o evento conta com mais de 130 filmes, sendo 43 longas-metragens e 93 curtas-metragens, todos em pré-estreia, espalhados em 21 mostras ou sessões especiais. Os títulos, entre produções e coproduções estaduais, vêm de 23 estados, o que reflete a diversidade e vitalidade da produção nacional.
Ao longo de nove dias, a programação da Mostra reunirá realizadores, críticos, estudantes, profissionais do audiovisual e público em geral em uma agenda intensa e inteiramente gratuita, que articula exibições, debates, encontros formativos e atividades de mercado. A 29ª edição mantém o compromisso histórico do evento com a renovação estética, o pensamento crítico e o fortalecimento das redes do cinema brasileiro contemporâneo. Em 2026, a Mostra se organiza em torno da temática Soberania Imaginativa, eixo curatorial que atravessa filmes, debates e atividades formativas.
A curadoria da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes é coordenada por Francis Vogner dos Reis e composta ainda por Juliano Gomes e Juliana Costa (longas-metragens); Camila Vieira, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha, Mariana Queen e Rubens Anzolin (curtas-metragens); com assistências de Barbara Bello (longas) e João Rego (curtas).
A sessão de abertura acontecerá na noite de 23 de janeiro, no Cine-Tenda, com a exibição inédita do filme O Fantasma da Ópera, curta-metragem de Julio Bressane e Rodrigo Lima. Com 25 minutos de duração, o filme foi construído a partir de imagens captadas durante os intervalos de filmagem do longa-metragem inédito Pitico, estrelado por Paulo Betti. Embora dialogue com a tradição do making of, o curta se desloca para uma reflexão especulativa sobre a própria construção da imagem cinematográfica, traço central da estética de Bressane e de seu fascínio pela metalinguagem do processo de criação. A escolha do filme para a abertura ganha significado adicional por coincidir com a celebração dos 80 anos do cineasta, a serem completados em fevereiro.
Como já anunciado, em 2026 a Mostra homenageará a atriz, roteirista e diretora fluminense Karine Teles, uma das figuras centrais do cinema brasileiro contemporâneo. Com trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e o audiovisual de grande alcance, Karine construiu uma carreira que articula o autoral e inventivo com produções de ampla circulação, sem se afastar do núcleo mais experimental e criativo do cinema nacional. A homenagem destaca como sua trajetória traduz a pluralidade do campo audiovisual brasileiro.
Silvo Silva no curta Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena
Os 140 filmes da programação da 29ª Mostra Tiradentes, entre curtas e longas-metragens, estão distribuídos nas seguintes mostras: Olhos Livres, Aurora, Homenagem, Autorias, Soberania Imaginativa, Vertentes, Clássicos de Tiradentes, Praça, Foco, Formação, Panorama, Invenção, CineEmbraturLab, Debate, Território Mineiro e Conexão BCM, além das sessões de abertura, encerramento e exibições especiais. Diversos títulos ou conjuntos de filmes contam com debates nos Encontros com os Filmes, realizados no Cine-Teatro, com a presença de diretores, equipes de produção e convidados.
A Mostra Olhos Livres mantém-se como um espaço dedicado a abordagens estéticas arrojadas e às possibilidades lúdicas e criativas da linguagem cinematográfica, desenvolvidas por realizadores com circulação em festivais. Desde o ano passado, a mostra reforçou seu perfil voltado à investigação de novos caminhos da produção autoral, acompanhando cineastas que seguem apostando na radicalidade inventiva mesmo após trajetórias consolidadas. Clique aqui e saiba mais.
Em seu 19º ano, a Mostra Aurora segue, pela segunda edição consecutiva, dedicada exclusivamente a primeiros longas-metragens. A seção permanece como um dos principais espaços de revelação do cinema brasileiro, reunindo obras de diferentes territórios, contextos e formas de produção, que contribuem para redesenhar o mapa da produção nacional a partir de realizadores em início de carreira na direção. Clique aqui e confira a seleção completa.
Na Mostra Autorias, realizadores de trajetória consolidada assumem novos riscos e aprofundam suas marcas inventivas em filmes que prometem instigar o público. Integram a seleção: Aurora, de João Vieira Torres (RJ); Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande (RJ); Estopim, de Tiago A. Neves (PB); Antes do Nome, de Luiz Pretti (MG); e Atravessa Minha Carne, de Marcela Aguiar Borela (GO/DF).
Já a Mostra Invenção reafirma a aposta em um cinema que se constrói como aventura coletiva da criação, entendida como gesto vivo e contemporâneo. Nesta edição, a seção apresenta: Amuleto, de Heraldo HB e Igor Barradas (RJ) e Noites sem Diálogo, de João Pedro Faro, Bruno Lisboa, Miguel Clark, Hannah Maia, Joana Liberato, Vinícius Romero e Pio Drummond (RJ/SP), filme composto por múltiplos fragmentos, imagens de arquivo, colagens, cromatismos e performances.
A Mostra Praça, especialmente fortalecida em 2026, evidencia o caráter coletivo e comunitário da Mostra Tiradentes e reúne trabalhos de comunicação direta com o público, muitos deles assinados por nomes conhecidos da televisão e do cinema de maior alcance.
Este ano, a programação de longas e curtas-metragens da Praça inclui:
LONGAS-METRAGENS Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar (SP) Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ) Ladeiras da Memória: Paisagens do Clube da Esquina, de Raabe Andrade e Daniel Caetano (MG/RJ) O Último Episódio, de Maurílio Martins (MG) Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ) Querido Mundo, de Miguel Falabella (RJ)
CURTAS-METRAGENS Americana, de Agarb Braga (PA) Banzeiro e Maresia, de Pablo Monteiro (MA) Boca, de Giuliana Zamprogno (ES/RJ) Confluência dos Olhos D’Água, de Keila Sankofa (AM) Eu Volto pra Te Buscar, de Roger Bravo (SP) Faísca, de Barbara Matias Kariri (CE) Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP) Gilson de Souza: Na Corda Bamba, de Brunno Alexandre (SP) Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele Dourado (DF) Nosso Amigo Romário, de Antonio Pedroni (MG) Os Ursos e Nós, de Maria Acselrad (PE) Para Não ser Levada por Qualquer Ventania, de Eleonora Loner (RS) Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena (RN) Roteiro para uma Fuga, de Priscila Nascimento (PE) Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE)
Na terceira edição dos Clássicos de Tiradentes, a preservação da memória e a reavaliação crítica da história recente do cinema brasileiro promovem o encontro entre gerações, repertórios e modos de criação que ajudaram a redefinir a paisagem audiovisual do país. Em 2026, a seção revisita dois filmes fundamentais de uma virada estética e imaginativa consolidada a partir dos anos 2000: A Fuga, a Raiva, a Dança, a Bunda, a Boca, a Calma, a Vida da Mulher Gorila, de Felipe Bragança e Marina Meliande, e Ocidente, de Leonardo Sette. O longa de Bragança e Meliande, vencedor da Mostra Aurora em 2009, é hoje reconhecido como marco de uma geração que recusou os modelos normativos da chamada Retomada e apostou em uma liberdade poética, sensorial e fabulatória. Já o curta de Sette, realizado na França, propõe uma investigação pictórica e temporal a partir do reflexo e da luz em um único plano sequência de trem, inscrevendo-se na linhagem do chamado cinema de fluxo, que marcou a sensibilidade audiovisual da virada do século.
Paolla Oliveira no longa Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias
A Mostra Vertentes configura-se como um campo de encontro entre cinema, teatro, memória e fabulação, reunindo obras atravessadas pela alegria como força inventiva, compartilhada e vital, e afirmando modos de criação que se constroem sempre em relação com o outro. Em 2026, a seção apresenta Palco-Cama, de Jura Capela, sobre José Celso Martinez Corrêa, e Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel, dois filmes centrados em figuras decisivas da cultura brasileira, cujas presenças se expandem para além do palco em experiências sensíveis e coletivas do cinema; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura.
A sessão WIP – Corte Final, integrada ao programa itinerante Conexão Brasil CineMundi, apresenta longas-metragens brasileiros em estágio avançado de realização, afirmando a diversidade estética, temática e regional do cinema nacional contemporâneo, com a presença de convidados internacionais. Em 2026, a seleção inclui: A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans; Bate e Volta Copacabana, de Juliana Antunes e Camila Matos; Dragões, de Miguel Antunes Ramos; Paisagem de Inverno, de Marco Antonio Pereira; Pedra de Raio, de Lucas Parente e Pedro Lessa; e Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco.
Entre os curtas-metragens, a Mostra apresenta 93 filmes, distribuídos nas mostras Foco (13), Formação (15), Panorama (14), Praça (15), Soberania Imaginativa (9), Homenagem (4), Valores (4), CineEmbraturLab (5), Mostrinha (5), Clássicos de Tiradentes (1) e Território Mineiro (8).
A Mostra Foco conta com avaliação do Júri da Crítica e mantém o perfil de pluralidade e radicalidade, atenta tanto a realizadores em início de trajetória quanto a cineastas experientes que seguem explorando o curta como espaço de experimentação.
Este ano, a programação de curtas-metragens da Foco inclui:
A Praga do Resíduo Verde, de Ramon Coutinho (BA) Caldeirão, de Oliveira Júnior, Weslley Oliveira e Milena Rocha (PI) Cavalo Serpente, de Priscila Smiths (CE) Cinema Moderno, de Felipe André Silva (PE/RJ) CRASH, de Gabriela Mureb (RJ) Entrevista com Fantasmas, de Lincoln Péricles (LK) (RS/SP) Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS) Kakxop pahok: as crianças cegas, de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho (MG) Lendas da Noite, de Olavo Toledo (SP) Matanga, de Rebeca Francoff (RS) O Ponto do Mel, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa (PB/CE/RJ) Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ) Sem Título # 10 : ao re dor do amor, de Carlos Adriano (SP)
Já a Mostra Formação, em seu segundo ano no formato competitivo, reúne obras que desafiam narrativas clássicas e se afirmam como criações livres, atravessadas por reflexões sobre o tempo vivido e imaginado, memórias, sonhos e perspectivas de futuro.
A programação de curtas-metragens da Formação inclui:
Agulha, de Luisa Maciel (BA) Ballena, de Ricardo Monteiro (PR) Cafezinho, de João Bonfim e Pedro Augusto de Oliveira e Silva (RJ) CRASH, de João Eduardo, Josaniel, Acaique, Idiandra Nunes e JOA1 (MA) De Barriga pra Cima, de Equipe IMA (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima) e Moradores da Comunidade Quilombola de Monte Alegre (Cachoeiro do Itapemirim, Projeto Cine Quilombola/Instituto Marlin Azul) (ES) Diálogo Bulbul, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (SP/RJ/ES/BA) Hipo Campo, de Caco Tavaris (SP) Mande me avisar se é em casa ou na igreja, de Rafael Waltrick (PR) Na estação das mangas, ela alimenta o bairro inteiro, de Carlos Dias Oliveira, Lino Fly, Tiago Coutinho e Yan Tavares (CE) O Tempo que me Resta, de Chico Tales e Mariana Camurça (CE) Saudades Perdularia, de Manu Zilveti (SP) Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE) Urticária Incandescente, de Augusto A. Sauandaj (SP) Vampiro, de Emilly Guilherme e Nolí Levi (CE) Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri (DF)
A programação de curtas-metragens da Panorama exibirá:
Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL) Comunhão, de Pétala Lopes (SP) Curva Acentuada, de Leon Sampaio (BA) Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE) E o Futuro, Como Sempre, Aquele Mistério, de Fabricio Ferreira (MG) Lomba do Pinheiro, de Iuri Minfroy (RS) Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (RJ/MT) Nevrose, de Ana do Carmo (BA) Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO) Trem da Onze, de Izabelli Campanelli (SP) Um Oceano Inteiro, de Bruna Dias e Carine Fiúza (PB) Windows 51, de Sandro Garcia (RJ/PE) Yvy Mbyte: Em Busca do Centro da Terra, de Gildo Gomes e Araci da Silva (RS)
A seleção de curtas da mostra Soberania Imaginativa inclui:
A Morte da Aparição, de Lila S. (RJ) Mãe Santíssima, de Buca Dantas (RN) Memorial dos Metacarpos, de Maria Rita Moreira (RJ) Mydzé, de Memorial Isú-Kariri & Unides contra a colonização: muitos olhos, um só coração (CE) Pânico na Praia Vermelha, de Marcos Gabriel Faria (RJ) Pequeno Jogo, de Sofia Tomic (SP) Vigília Noturna, de Diego Robert (GO) Vim e irei como uma profecia, de Fábio Rogério (SE) Vulto Sagrado, de Daniel Caetano (RJ)
O filme de encerramento, exibido na noite de 31 de janeiro, será Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro, cineasta com trajetória marcante no festival, que revisita o show histórico de Madonna, realizado no Rio de Janeiro em 2024, como um acontecimento catalisador de paixões, memórias e liberdades de existência.
Cena do curta cearense Cavalo Serpente, de Priscila Smiths
Com parte de sua programação voltada às crianças e com objetivo de promover entretenimento e educação em atenção à comunidade, a Mostra Tiradentes exibe em 2026 na Mostrinha dois longas e cinco curtas-metragens, que buscam conectar ou reconectar as crianças aos temas e questão do mundo à sua volta, mostrando aos novos olhares a diversidade da produção cinematográfica no Brasil. Um dos destaques desta edição é o filme Papaya, de Priscilla Kellen, que também foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano, sendo o primeiro longa brasileiro de animação exibido na Berlinale.
O 29º Seminário do Cinema Brasileiro integra a programação como um espaço central de reflexão crítica sobre o audiovisual, reunindo mesas de debate que articulam curadoria, criação, pensamento político e experimentação estética. A abertura acontece no dia 24/01 com o debate Soberania Imaginativa: Perspectivas das Curadorias, que aproxima as visões dos curadores da Mostra ao discutir critérios, inquietações e apostas que estruturam a edição de 2026. Na sequência, acontece a sessão de abertura da 4ª edição do Fórum de Tiradentes e na parte da tarde, a roda de conversa O percurso de Karine Teles dedica-se à carreira da homenageada, explorando sua trajetória e parcerias de trabalho.
O seminário se desdobra ainda em dois debates que aprofundam o eixo curatorial da edição: Soberania Imaginativa: questões para um debate, que discute a relação entre autonomia cultural, produção de imagens e os impactos da concentração de poder das grandes plataformas digitais; e A imaginação como experimentação, que investiga a imaginação como força de invenção estética e política.
Além dessas atividades, várias seções incluem rodas de conversa e encontros, em especial a Mostra Olhos Livres, que retoma o formato do ano passado dos Encontros com os Filmes, reunindo cinco articuladores para discutir cada título ao longo da semana. Em 2026, os participantes são os críticos e pesquisadores Maria Chiaretti, Ewerton Belico, Hernani Heffner, Alana Falcão, Helena Elias e Bernardo Oliveira.
Em sua quarta edição, o Fórum de Tiradentes reafirma o audiovisual brasileiro como vetor estratégico de desenvolvimento, expressão cultural e soberania nacional, ao propor como tema central Convergências de políticas públicas para o fortalecimento do audiovisual brasileiro. Em um contexto marcado por profundas transformações tecnológicas, econômicas e culturais, o Fórum se consolida como um espaço de diálogo, articulação e construção coletiva de diretrizes para a criação de um Sistema Nacional do Audiovisual, capaz de sustentar a diversidade cultural, ampliar a presença das produções brasileiras nos circuitos nacionais e internacionais e assegurar condições equitativas de produção, distribuição e acesso em todo o país.
O processo envolve reuniões preparatórias on-line, debates e painéis abertos ao público, encontros presenciais dos Grupos de Trabalho em Tiradentes e momentos de convergência para formulação de propostas, culminando na Carta de Tiradentes 2026, documento-síntese que reúne prioridades e recomendações para o fortalecimento das políticas públicas do setor.
O Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting é o principal evento de mercado do cinema brasileiro, realizado anualmente desde 2010 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Consolidado como plataforma de negócios e rede de contatos, o encontro conecta a produção nacional à indústria audiovisual, promovendo cooperação, intercâmbio e oportunidades de parcerias. O Conexão Brasil CineMundi, versão itinerante do programa, leva a Tiradentes encontros estratégicos entre realizadores, produtores, distribuidores, programadores e agentes do setor. A iniciativa apresenta filmes brasileiros em estágio de work in progress, sessões de WIP – Corte Final, além dos laboratórios CineMundiLab, Lab Imersão Doc e ProjetoLab, que apoiam o desenvolvimento criativo, estrutural e de mercado de projetos de longa-metragem em diferentes fases de realização.
Papaya: longa de animação dirigido por Priscilla Kellen
O Programa de Formação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes reafirma a vocação histórica do evento como espaço de aprendizado, experimentação e reflexão crítica sobre o fazer cinematográfico. Em 2026, o programa oferece 16 atividades formativas com 505 vagas gratuitas, distribuídas entre 10 oficinas, 2 workshops, 2 laboratórios de desenvolvimento de projetos (8 de ficção e 6 documentais) e 2 masterclasses, voltadas a profissionais do audiovisual, jovens realizadores, estudantes e público interessado.
As ruas tricentenárias de Tiradentes serão embaladas por cores, música, artes cênicas, sons e imagens durante a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Serão três exposições temáticas, cinco lançamentos de livros, dois teatros de rua, um cortejo da arte, performance audiovisual e shows musicais fazendo a conexão do cinema com as outras artes, expressões artísticas da cultura brasileira. Dentre os destaques está o show da cantora Luiza Lian; da cantora Nath Rodrigues; e do DJ Cabra Guaraná.
A Universo Produção e a Embratur, Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, renovam sua parceria institucional na 29ª Mostra e anunciam a criação de dois Prêmios Embratur, voltados ao reconhecimento e à valorização do cinema brasileiro contemporâneo. Os prêmios contemplam as duas mostras competitivas de longas do festival (Aurora e Olhos Livres) e reforçam o compromisso das instituições com a pluralidade cultural, a diversidade de linguagens e a renovação do audiovisual nacional. O Prêmio Embratur: Melhor Longa da Mostra Aurora, no valor de R$ 20.000,00, destaca diretores e diretoras estreantes em longas de ficção ou documentário. Já o Prêmio Embratur: Melhor Longa da Mostra Olhos Livres, também no valor de R$ 20.000,00, celebra obras marcadas pela liberdade estética, pelo risco criativo e pela experimentação narrativa.
Em sua terceira edição, a mostra #EuFaçoaMostra reúne filmes de um minuto enviados a partir de uma chamada nas redes sociais do evento. A proposta é estimular a participação ativa da comunidade da Mostra Tiradentes na criação audiovisual, proporcionando a oportunidade de expressar interpretações sobre a temática deste ano por meio de vídeos curtos na vertical.
Diversos títulos da Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 integrarão a programação on-line do evento, que vai reunir títulos, alguns exibidos apenas neste formato, na plataforma do evento. A seleção inclui títulos da Mostra Panorama e da Mostra Homenagem e serão disponibilizados para visualização simultaneamente à realização da programação presencial. Também um recorte especial da Mostra estará disponível na plataforma Itaú Cultural Play. Além disso, os debates conceituais, a abertura e o encerramento serão disponibilizados na plataforma do evento e no canal do YouTube da Universo Produção.
Maior evento do cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país, a Mostra de Cinema de Tiradentes apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais; uma trajetória rica e abrangente que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no Brasil.
Leonardo DiCaprio em Uma Batalha Após a Outra: filme indicado
Fundada em 1953, a MPSE, Motion Picture Sound Editors, é uma organização dedicada a elevar a arte do som, reconhecer o papel indispensável que os artistas de som desempenham nas narrativas e educar o público quanto ao mérito artístico da edição sonora.
Os membros da MPSE criam os efeitos sonoros dramáticos e inventam novos sons para mundos imaginários. Além dos editores de efeitos de som, a organização conta também com: editores de Foley, que reproduzem efeitos sonoros complementares para um filme (também conhecido como sonoplastia), como por exemplo, barulho de um vidro quebrando ou de um zíper sendo aberto; editores de diálogos, que são os artesãos que suavizam meticulosamente o som da produção gravado no local; editores de ADR, que ajudam a tecer o diálogo recriado e substituem faixas problemáticas; e editores de música, que trabalham com compositores e supervisores musicais que detectam pontos capazes de coser uma tapeçaria sônica da partitura original e da música pré-gravada em várias fontes.
Anualmente, a Motion Picture Sound Editors realiza o Golden Reel Awards, premiação que elege os melhores trabalhos nas áreas de edição de som na TV, cinema, games e produções estudantis. Os vencedores desta 73ª edição serão anunciados no dia 8 de março no Wilshire Ebell Theatre, em Los Angeles.
Os homenageados deste ano serão: a produtora Kathleen Kennedy, ex-presidente da Lucasfilm e indicada ao Oscar por Lincoln, Cavalo de Guerra, O Curioso Caso de Benjamin Button, Munique, Seabiscuit: Alma de Herói, O Sexto Sentido, A Cor Púrpura e E.T.: O Extraterrestre, que receberá o MPSE Filmmaker Award; e o editor supervisor de som Mark Mangini, vencedor do Oscar por Duna e Mad Max: Estrada da Fúria, que será honrado com o MPSE Career Achievement Award.
Conheça os indicados ao 73º MPSE Golden Reel Awards nas categorias de cinema:
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | DIÁLOGOS/ADR Bugonia F1: O Filme Frankenstein Pecadores Uma Batalha Após a Outra
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | LONGA-METRAGEM | EFEITOS/FOLEY Anêmona F1: O Filme Frankenstein Pecadores Uma Batalha Após a Outra
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO Elio Guerreiras do K-Pop Os Caras Malvados 2 Zootopia 2
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO Becoming Led Zeppelin I Was Born This Way It’s Never Over, Jeff Buckley O Presidente Surdo Viktor
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME INTERNACIONAL Belén: Uma História de Injustiça Dong Ji Dao O Som da Queda Sirât
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | FICÇÃO Guerreiras do K-Pop Missão: Impossível – O Acerto Final Pecadores Uma Batalha Após a Outra Wicked: Parte II
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | MÚSICA | DOCUMENTÁRIO Becoming Led Zeppelin Billy Joel: And So It Goes (Parte 1) It’s Never Over, Jeff Buckley Stans The Beatles: Antologia (episódio 9)
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | FILME | STREAMING A Mão que Balança o Berço Beast of War Entre Montanhas Star Trek: Seção 31
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | DOCUMENTÁRIO | STREAMING Amor + Guerra Billy Joel: And So It Goes (Parte 1) John Candy: Eu Me Amo Onda de 100 Pés (episódio: O Eddie) The Beatles: Antologia (episódio 9)
MELHOR EDIÇÃO DE SOM | ANIMAÇÃO | STREAMING Diário de um Banana: A Gota D’Água Invencível (episódio: Achei que Nunca Fosse Calar a Boca) Predador: Assassino de Assassinos Transformers: A Centelha da Terra (episódio: Legacy of Hope)
STUDENT FILM | VERNA FIELDS AWARD A Darker Place: Cases from the DCA (Chapman University) Crab Pot (Beijing Film Academy) Damned (Savannah College of Art and Design) Dancing Spiders Play Jazz in Nooks (University of Michigan) El Corazón (National Film & Television School) Moksha (The Netherlands Film Academy) Oneiros (National Film & Television School) They Made You Into a Weapon and Told You to Find Peace (National Film & Television School)
Wagner Moura: ator brasileiro premiado por O Agente Secreto
Foram anunciados neste domingo, 11/01, em cerimônia comandada pela comediante Nikki Glaser, no Hotel The Beverly Hilton, em Beverly Hills, os vencedores da 83ª edição do Globo de Ouro, prêmio que elege os melhores da TV e do cinema.
Neste ano, o cinema brasileiro fez história e foi consagrado com dois prêmios: melhor filme em língua não inglesa para O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho; e melhor ator para Wagner Moura, sendo o primeiro brasileiro a vencer nesta categoria.
O cineasta pernambucano subiu ao palco ao lado de integrantes do elenco e equipe: Alice Carvalho, Wagner Moura, Gabriel Leone, Leonardo Lacca e Emilie Lesclaux. Ovacionado pelo público, Kleber discursou: “Muito obrigado! Eu queria mandar um olá para todos que estão assistindo no Brasil: [em português] Alô, Brasil! Obrigado à Neon. Obrigado ao Festival de Cannes. Eu também queria agradecer à Vitrine Filmes no Brasil, que fez de O Agente Secreto um blockbuster muito incomum em nosso país”. E continuou: “Gostaria de agradecer nossa equipe e ao grande elenco de O Agente Secreto. Aqui está uma pequena parte desse elenco e equipe incríveis. Obrigado, Wagner Moura! Que ator! A melhor coisa acontece quando um grande ator e um grande amigo se encontram. Essa combinação é explosiva! Obrigado, Emilie [Lesclaux], minha produtora, minha parceira de vida. E Martin e Tomás [os filhos], espero que estejam assistindo agora. Estaremos com vocês em breve!”.
E finalizou: “Estou muito honrado por estar neste grupo de filmes internacionais e também ao lado de grandes filmes dos Estados Unidos. Eu dedico aos jovens cineastas. Este é um momento muito importante na história para se fazer cinema. Aqui nos Estados Unidos, no Brasil… jovens cineastas: façam filmes! Muito obrigado!”. Vale lembrar que, até então, Central do Brasil, de Walter Salles, era o último filme brasileiro a vencer nesta categoria, em 1999.
Na sequência, Diane Lane e Colman Domingo subiram ao palco para anunciar o vencedor do prêmio de melhor ator em drama, que foi entregue para o brasileiroWagner Moura. Aplaudido, o ator baiano discursou: “Obrigado, Globo de Ouro! Meus colegas indicados, vocês são atores extraordinários! Eu compartilho isso com vocês. Kleber Mendonça Filho, você é um gênio e é meu irmão! Agradeço por isso e por muitas outras coisas. Muito obrigado! O Agente Secreto é um filme sobre memória, ou a falta dela, e um trauma geracional. Acho que se o trauma pode ser transmitido de geração em geração, os valores também podem. Então, esta estatueta é para aqueles que se mantém fiéis aos seus valores em momentos difíceis. Dedico para San [a esposa Sandra Delgado], para nossos filhos e para nossa vida juntos. Eu amo muito vocês!”.
E encerrou o discurso em português: “Para todo mundo no Brasil, que está assistindo isso agora: viva o Brasil e viva a cultura brasileira!”. Vale lembrar que, em 2016, Wagner foi indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor ator em série dramática por Narcos.
Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux: premiados
Ainda no tapete vermelho, antes da premiação, a equipe do filme brasileiro exibiu, em tom descontraído, um santinho com a imagem de Fernanda Torres, premiada no ano passado por Ainda Estou Aqui, com a frase A Vida Presta. Em entrevistas para a imprensa, falaram do atual momento do cinema brasileiro e da campanha do longa na temporada de premiações. No red carpet, a atriz potiguar Alice Carvalho prestou uma homenagem para a diretora e atriz Titina Medeiros, sua amiga e conterrânea, que faleceu neste domingo: “Viva o cinema nacional, salve Titina Medeiros!”.
Protagonizado por Wagner Moura, O Agente Secreto é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de um milhão de espectadores nos cinemas.
Além disso, Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com nove indicações, foi premiado em quatro categorias, entre elas, melhor filme de comédia ou musical. Chloé Zhao também fez história com Hamnet: A Vida Antes de Hamlet: em 83 anos de premiação, foi a terceira vez que um longa dirigido por uma mulher venceu na categoria de melhor filme dramático; as outras foram em 2021 com Nomadland, também de Chloé Zhao, e em 2022 com Ataque dos Cães, de Jane Campion.
Nas categorias televisivas, O Estúdio, Adolescência, The Pitt, Pluribus, Morrendo por Sexo e Hacks se destacaram. O Globo de Ouro, ou Golden Globes, conta com 399 votantes, de 95 países, entre eles, diversos brasileiros.
Neste ano, as homenageadas foram: a atriz e produtora Sarah Jessica Parker, premiada por Sex and the City, com o Carol Burnett Award; e a consagrada atriz britânica Helen Mirren, que já levou a estatueta por Losing Chase, Elizabeth I e A Rainha, com o Cecil B. DeMille Award. A categoria Cinematic and Box Office Achievement, criada recentemente e que reconhece as conquistas cinematográficas e de bilheteria dos filmes mais lucrativos e/ou mais vistos do ano, destacou Pecadores, de Ryan Coogler. Já a categoria de melhor podcast, criada nesta edição, premiou Good Hang with Amy Poehler.
Conheça os vencedores do Globo de Ouro 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR FILME | DRAMA Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao
MELHOR FILME | COMÉDIA ou MUSICAL Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO INGLESA O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang
MELHOR ATOR | DRAMA Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ | DRAMA Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR ATOR | COMÉDIA ou MUSICAL Timothée Chalamet, por Marty Supreme
MELHOR ATRIZ | COMÉDIA ou MUSICAL Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATOR COADJUVANTE Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
MELHOR ROTEIRO Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Pecadores, por Ludwig Göransson
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Golden, por Ejae, Mark Sonnenblick, Ido, 24 e Teddy (Guerreiras do K-Pop)
CINEMATIC AND BOX OFFICE ACHIEVEMENT Pecadores, de Ryan Coogler
Titina Medeiros: trajetória de sucesso no teatro, na TV e no cinema
Morreu neste domingo, 11/01, aos 49 anos, em Natal, no Rio Grande do Norte, a atriz e diretora Titina Medeiros por complicações devido a um câncer no pâncreas. Uma artista completa, de múltiplos talentos, deixa um legado imensurável nas artes.
Nascida Izabel Cristina de Medeiros, natural de Currais Novos, Seridó potiguar, foi criada em Acari e iniciou os estudos cênicos aos 19 anos de idade. Sua estreia no teatro foi como uma fada em A Bela Adormecida, em 1992, dirigida por Jesiel Figueiredo. Entre 1996 e 1998 fez parte do Grupo Tambor de Teatro, de João Marcelino, com quem encenou O Príncipe do Barro Branco. Formou-se em jornalismo pela UFRN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Com mais de 30 anos de carreira artística, grande parte deste período atuou em peças teatrais na companhia Clowns de Shakespeare, em Natal, onde representou diversos personagens em peças premiadas como Sua Incelência, Ricardo III, de Gabriel Villela, em que fazia o papel de rainha Elizabeth e foi consagrada com o Troféu Cultura e o Troféu Ademilde Fonseca; além de Dos Prazeres e dos Pedaços, Muito Barulho por Quase Nada, Roda Chico, entre muitas outras. Em 2007, no dia 11 de janeiro, criou ao lado de Quitéria Kelly, o Grupo Carmin, que resultou na montagem da peça Pobres de Marré.
Em 2011, ainda encenou em Brasília e no Rio de Janeiro a peça A Mulher Revoltada, com texto do jornalista Xico Sá e direção de Fernando Yamamoto. Em 2013, interpretou Ofélia em Hamlet: Um Relato Dramático Medieval, com direção de Marcio Aurelio. Já em 2015, atuou em Dois Amores y Um Bicho, com César Ferrário e João Júnior e direção de Renato Carrera.
O reconhecimento além dos palcos, para o grande público, começou em 2003 quando participou do quadro Brasil Total do Fantástico, na TV Globo. Atriz com experiência em teatro, TV, música e produção, Titina teve sua formação dentro dos grupos de teatro de Natal. Foi no seio desses coletivos, construindo espetáculos e investigando processos criativos junto a outros artistas que construiu caminhos para a investigação cênica e o fazer teatral.
Titina Medeiros na peça Clenyldes e Clenôrys
Em 2017, criou a Casa de Zoé, produtora cultural com o objetivo de promover a construção de obras teatrais populares e instigantes ao grande público. Em sete anos, realizaram três espetáculos: Meu Seridó (com dramaturgia de Filipe Miguez, no qual recebeu o Prêmio Cenym de Teatro); Sinapse Darwin e Clenyldes e Clenôrys, ambas com dramaturgia e direção de César Ferrario, companheiro de Titina. Ainda nos palcos, estreou na direção de um espetáculo em 2022 com Candeia, encenado pelo Grupo Estação de Teatro e que foi indicado ao Prêmio Shell.
Em 2012, alcançou o sucesso nacional e popular ao ser convidada pelos autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira para participar do elenco de Cheias de Charme, novela da Rede Globo. Na trama, se destacou ao interpretar a destrambelhada Socorro, assistente de Chayene, vivida por Cláudia Abreu, com quem criou um laço afetivo de amizade. A personagem Socorro Cordeiro de Jesus lhe rendeu alguns prêmios, entre eles, o de Atriz Revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. Seguiu carreira na TV e participou de outros trabalhos, como: as novelas Geração Brasil e A Lei do Amor; a supersérie Onde Nascem os Fortes; o humorístico Os Roni; e as séries Chão de Estrelas e Cangaço Novo.
Em 2023 fez uma participação especial na novela Amor Perfeito, da Rede Globo, ao interpretar Alzira Soriano, política potiguar, conterrânea de Titina, que foi a primeira mulher a ser eleita prefeita de um município na América Latina. Em Mar do Sertão, novela de sucesso da Rede Globo, interpretou Nivalda Menezes; personagem que voltou em No Rancho Fundo, novela exibida em 2024, sendo seu último trabalho nas telinhas.
Titina Medeiros também se dedicou ao cinema. Entre diversos trabalhos, se destacou no longa Filhos do Mangue, de Eliane Caffé, que foi exibido no Festival de Cinema de Gramado, em 2024, e rodado em Barra do Cunhaú, no Rio Grande do Norte. Com o curta-metragem Ladeira Abaixo, de Ismael Moura, recebeu diversos prêmios, entre eles, melhor atriz no Curta Caicó e Fest Aruanda. No audiovisual, também participou do episódio piloto das séries As Primas e Kombinando Por Aí, ainda inéditas, e dos curtas: Dionísia, poema além da floresta, de Nilson Eloy; Pegaleve, de Paulo Henrique Borges; e Meu Tempo é Quando?, de Rosália Figueirêdo e Buca Dantas. Seu último trabalho nas telonas foi no longa inédito Leite em Pó, de Carlos Segundo, que ainda será lançado.
A morte de Titina Medeiros causou comoção nas redes sociais. Alice Carvalho, atriz potiguar, que está em Los Angeles para participar do Globo de Ouro com O Agente Secreto, postou o seguinte texto: “Conheci Titina aos 8 anos de idade na casa dos meus tios. Vi todas as suas peças, menos Pobres de Marré. Minha mestra encantada, beleza alada. Pessoa minha, amiga de todas as horas, grandes conselhos. Incentivou, financiou, comprou todos os ingressos, deu todas as dicas, foi minha professora de voz e corpo. Um dia disse pra ela que ia embora, desistir de ser atriz. Doía demais, não dava, era muita agonia. Ela ouviu calada minhas queixas tantas. Me disse pra ter calma. Eu queria ser igual Titina. Eu via Titina na TV e falava: eu vou ser igual Titina. Eu via Titina no teatro, eu imitava Titina. Eu imito Titina atuando quando digo que atuo, até hoje”.
No cinema: Titina Medeiros no curta Ladeira Abaixo
E continuou: “Titina pagou a gasolina do meu último teste quando eu disse que faria o último teste pra ouvir o último não da nossa profissão. Fomos juntas: eu, ela e Marcílio. Ela disse pra eu ter calma. Fiz o teste para um papel, ela pra outro. Passamos as duas. Minha vida mudou pra sempre. Na TV, nossa única contracena pública: Cangaço Novo. Eternizou minha admiração. 20 anos de amor. Doce, companheira, verdadeira, humilde, carinhosa, engraçada, forte, linda, iluminada. Única. Para toda vida. Minha amiga, minha mestra, abriu as portas pra mim. Não me deixou desistir porque ela nunca desistiu. Hoje o céu se abre em flor porque Isabel se encantou. Isabel Cristina, eu te amo! Que sorte ter seu bem querer”.
A atriz Cláudia Abreu, grande amiga de Titina, também prestou homenagem: “Titina, minha amiga, você é única. Nunca vai ter alguém como você. Te amei desde o primeiro momento. Viramos uma dupla, ficamos irmãs, rimos, nos divertimos muito dentro e fora de cena. Tínhamos tantos planos juntas… Celebro sua existência com todo o amor e com a alegria que você merece. Nunca vou te esquecer. Nunca. César, Arlindo, Vitor, Tiquinha, Nara e todos os amigos de Natal, queria muito estar aí com vocês. Mando todo o meu amor”.
César Ferrario, companheiro de Titina Medeiros, também a homenageou nas redes sociais: “Com o coração apertado e imensa saudade, comunico que ela partiu hoje deste plano. A dor da despedida é profunda, mas Titina sempre foi luz, alegria e presença inteira. Por isso, mesmo em meio ao luto, escolho lembrar quem ela foi: uma mulher generosa, positiva, apaixonada pela vida e pela arte, que acreditava que a existência não termina aqui. Titina deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias e construiu uma trajetória feita de entrega, verdade e amor pelo que fazia. Cada trabalho, cada personagem, cada encontro, foi uma extensão da sua alma. Seguiremos honrando sua história, sua força e sua alegria de viver. Ela permanece viva em sua obra, nas memórias que construiu e no amor que espalhou por onde passou. Obrigada por tanto, Titina!”. O corpo da atriz será velado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, e seguirá para Acari, sua cidade.
Considerada percursora e uma representante do Rio Grande do Norte no mundo das artes, Titina Medeiros brilhou por onde passou: nos palcos, na TV, no cinema e na vida de todos que tiveram a oportunidade de conviver ao seu lado. Encantou-se. Agora ficam as lembranças mais lindas de uma mulher guerreira, forte, cheia de alegria e talento. Uma grande artista! Sua estrela e seu brilho serão eternos.
Timothée Chalamet em Marty Supreme: filme indicado
O Sindicato dos Produtores da América, Producers Guild of America, conta com mais de 8.500 membros e realiza, desde 1990, uma premiação anual, conhecida como PGA Awards, Producers Guild Awards, que elege os melhores produtores e produtoras da TV e do cinema.
Considerado uma prévia do Oscar, geralmente seus vencedores coincidem com os premiados pela Academia na categoria de melhor filme; no ano passado, Anora foi consagrado pelo Sindicato e também com a estatueta dourada. A cerimônia de premiação da 37ª edição acontecerá no dia 28 de fevereiro no Fairmont Century Plaza, em Los Angeles.
Os homenageados deste ano serão: a produtora cinematográfica Amy Pascal, indicada ao Oscar por The Post: A Guerra Secreta, Adoráveis Mulheres e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, que receberá o David O. Selznick Achievement Award; o produtor Jason Blum, fundador da Blumhouse Productions e indicado ao Oscar por Whiplash: Em Busca da Perfeição, Corra! e Infiltrado na Klan, que será honrado com o Milestone Award; e a roteirista e produtora Mara Brock Akil, indicada ao Emmy por Marcados: A História do Racismo nos EUA, que será homenageada com o Norman Lear Achievement Award.
Conheça os indicados ao PGA Awards 2026 nas categorias de cinema:
LONGA-METRAGEM | PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK A Hora do Mal Bugonia F1: O Filme Frankenstein Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Marty Supreme Pecadores Sonhos de Trem Uma Batalha Após a Outra Valor Sentimental
LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito Elio Guerreiras do K-Pop Os Caras Malvados 2 Zootopia 2
LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO A Vizinha Perfeita Alabama: Presos do Sistema Mr. Nobody Against Putin My Mom Jayne: A Film by Mariska Hargitay Oceanos com David Attenborough Seymour Hersh: Em Busca da Verdade The Tale of Silyan
FILME TELEVISIVO ou STREAMING Bridget Jones: Louca pelo Garoto Entre Montanhas John Candy: Eu me Amo Mountainhead Nonnas
O ator Vinícius de Oliveira e o diretor Allan Deberton
A Deberton Filmes acaba de anunciar o elenco de A Adoção, novo projeto do premiado diretor cearense Allan Deberton, de Pacarrete e O Melhor Amigo. Prestes a começar as filmagens em Fortaleza, no Ceará, o longa terá Vinícius de Oliveira, de Central do Brasil e da série Tremembé, no papel do protagonista Tiago, um homem que, depois de anos na fila de adoção, finalmente recebe a notícia de que será pai. Agora, ele terá que aprender a conquistar o amor da criança, enquanto vive o luto da mãe e uma relação complicada com o pai.
Além de Oliveira, o longa conta com outros nomes de peso do audiovisual brasileiro, a começar pela participação de Tânia Maria, que conquistou o público com sua performance em O Agente Secreto. O elenco principal também é composto por Claudio Jaborandy, Hermila Guedes, Aline Marta Maia, Fátima Macêdo, Thainá Duarte, Georgette Fadel e Maya de Paiva.
Produzido por Allan Deberton e Marcelo Pinheiro, A Adoção é uma coprodução entre Paramount Pictures no Brasil e a alemã Arthood Films. O roteiro é assinado por Allan Deberton, Raul Damasceno, Daniel Tavares, Natália Maia e Samuel Brasileiro; o filme já tem distribuição garantida nos cinemas pela Califórnia Filmes.
Vale destacar que, em 2024, Allan Deberton filmou o ainda inédito Feito Pipa, longa protagonizado por Lázaro Ramos, em diversas localidades de Quixadá, no interior cearense. O elenco conta também com Teca Pereira, Yuri Gomes, Georgina Castro, Carlos Francisco, Alda Pessoa, David Santos, Neidinha Castelo e os atores mirins Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Pablo Vinicius, Nathyel Martins, Manuela Paulino e Enzo Takeshi.
Adolpho Veloso: brasileiro indicado por Sonhos de Trem
Fundada em 1919, a American Society of Cinematographers é uma organização, e não um sindicato, que reúne diretores e diretoras de fotografia com a intenção de discutir técnicas e promover o cinema como uma forma de arte. Desde 1986 realiza um prêmio anual, o American Society of Cinematographers Awards, que elege a melhor direção de fotografia em TV e cinema.
Neste ano, vale destacar a presença do brasileiroAdolpho Veloso entre os indicados pela direção de fotografia de Sonhos de Trem, da Netflix. Natural de São Paulo, Veloso, que recentemente foi premiado no Critics Choice Awards, já foi indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers por seu trabalho em Jockey e conta com diversas obras em seu currículo, como: Mosquito, On Yoga: Arquitetura da Paz, Tungstênio, Rodantes, Becoming Elizabeth, entre outros. O fotógrafo, que também é membro da Associação Brasileira de Cinematografia, já está confirmado na equipe de Remain, novo filme de M. Night Shyamalan.
Como de costume, a premiação homenageará nomes importantes: o diretor de fotografia Robert Yeoman, indicado ao Oscar por O Grande Hotel Budapeste, receberá o Lifetime Achievement Award; o fotógrafo M. David Mullen, vencedor do Emmy por Maravilhosa Sra. Maisel e How Do You Get to Carnegie Hall?, será honrado com o Career Achievement in Television Award; a diretora de fotografia Cynthia Pusheck, da série Revenge, será homenageada com o Presidents Award; e o diretor e ator Stephen Pizzello receberá o Award of Distinction.
Os vencedores desta 40ª edição serão anunciados no dia 8 de março em cerimônia realizada no The Beverly Hilton, em Beverly Hills.
Conheça os indicados ao ASC Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Frankenstein, por Dan Laustsen Marty Supreme, por Darius Khondji Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR FOTOGRAFIA | DOCUMENTÁRIO 2000 Meters from Andriivka, por Mstyslav Chernov e Alex Babenko Embaixo da Luz de Neon, por Brandon Somerhalder Folktales, por Lars Erlend Tubaas Øymo e Tor Edvin Eliassen
MELHOR FOTOGRAFIA | FILME PARA TV OU SÉRIE LIMITADA Adolescência (episódio 2), por Matthew Lewis Black Rabbit (episódio: Attaf**kinboy), por Igor Martinović Black Rabbit (episódio: Isle of Joy), por Pete Konczal Monstro: A História de Ed Gein (episódio: Buxum Bird), por Michael Bauman O Caminho Estreito para os Confins do Norte (episódio 1), por Sam Chiplin
PRÊMIO SPOTLIGHT Karl Walter Lindenlaub, por Amrum Mátyás Erdély, por Árva (Orphan) Steven Breckon, por The Plague