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Festival de Cannes 2026: curta-metragem Laser-Gato, do diretor brasileiro Lucas Acher, é selecionado

por: Cinevitor
Gilda Nomacce no curta Laser-Gato, dirigido pelo paulistano Lucas Acher

Depois de anunciar a seleção de longas, a 79ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, revelou os curtas-metragens selecionados para a Competição Oficial e também para a mostra La Cinef, criada para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, o comitê de seleção assistiu 3.184 curtas, de 136 países; dez foram escolhidos. Os filmes disputam a Palma de Ouro, que será entregue pelo Júri Oficial, que também será responsável pelos prêmios da mostra La Cinef.

Para a 29ª edição da La Cinef, 19 filmes foram selecionados entre os 2.750 inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, proporciona uma oportunidade para que jovens realizadores vejam os melhores filmes do ano exibidos no festival e absorvam a atmosfera inspiradora na companhia de realizadores de renome.

Neste ano, o cineasta paulistano Lucas Acher marca presença na mostra La Cinef com o curta-metragem Laser-Gato, que aparece como uma produção norte-americana pela New York University. A presença na seleção coloca Acher entre uma nova geração de cineastas acompanhados de perto pela indústria internacional. Mais do que uma vitrine, a La Cinef historicamente funciona como um espaço de descoberta de autores que, nos anos seguintes, passam a ocupar o circuito global: “É estranho porque é um filme muito íntimo, feito sob constante dúvida, e de repente ele está nesse lugar gigante. Cannes sempre foi uma coisa distante, quase abstrata. Quando acontece, parece um pouco irreal”, disse o diretor brasileiro.

Laser-Gato se constrói a partir de uma deriva noturna por São Paulo, acompanhando um adolescente que se vê obrigado a atravessar os bairros do centro em uma sucessão de encontros que alteram (e ampliam) irreversivelmente sua compreensão sobre a cidade. A narrativa evita progressões clássicas e aposta em uma estrutura fragmentada, em que o percurso importa mais do que qualquer resolução. Mesmo assim, a urgência e ironia do conflito principal carregam a tensão necessária para enquadrar o filme como um suspense cômico (ou uma comédia tensa, dependendo da perspectiva).

Produzido pela Balcão Filmes e Bruto Films, o elenco conta com Gabriel Brennecke, Gilda Nomacce, Renan Vilela, Fabi Pifer, Matheus Prestes, Helena Santana, Paula Mares Ruy, Adelino Costa, Jacqueline Rocha, Bárbaro Xavier, Rafael Furtado, Bruno Bianco e Mattias Erìsson

Filmado em São Paulo, com orçamento enxuto, o curta aposta em soluções formais precisas, em que limitações de produção se convertem em escolhas estéticas. O uso de locações reais, a valorização do tempo morto e a construção de cenas abertas contribuem para um cinema que privilegia a experiência sobre a explicação. A seleção em Cannes marca, segundo o próprio diretor, um ponto de inflexão: “Espero que seja um momento de transição, em que começo a estruturar projetos de maior escala”

Com trânsito entre Brasil e Estados Unidos, onde se formou, Acher passa a desenvolver projetos com coprodução internacional, sem abandonar São Paulo como palco de seus filmes. Seus próximos trabalhos devem continuar ancorados em São Paulo, mas com perspectiva de circulação global: “São Paulo é onde cresci e até hoje carrega muitos mistérios pra mim. É uma cidade magnética. Meio distópica, cheia de contradições. Não é um lugar fácil de explicar pra quem não conhece. A perspectiva de mostrar para o mundo que todos os tipos de história podem se passar aqui é animadora. Mas meu foco principal é poder mostrar isso para o público brasileiro. Trazer para as telas uma identificação regional e a vontade de fantasiar. Proporcionar ao espectador brasileiro a possibilidade de ver o bairro onde mora como palco de um suspense, terror ou comédia, de imaginar situações inusitadas em uma rua qualquer que vê todos os dias no seu cotidiano. Poder fazer longas-metragens com esse recorte me anima muito”

Conheça os curtas-metragens selecionados para o Festival de Cannes 2026:

CURTAS-METRAGENS | COMPETIÇÃO

Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio, de Daniel Soares (Portugal)
Dernier printemps, de Mathilde Bédouet (França)
Giấc mơ là ốc sên, de Thien An Nguyen (Vietnã)
La Fin, de Niki Lindroth Von Bahr (França/Suécia/Dinamarca)
Le Bain des sirènes, de Lola Degove (França)
Niko ništa nije rekao, de Tamara Todorović (Sérvia/França/Eslovênia/Croácia)
Nouvel Hair, de Hadrien Bels (França)
Para los contrincantes, de Federico Luis (Argentina)
Peloton tonnerre, de Theo Montoya (Colômbia)
Spiritus Sanctus, de Michal Toczek (Polônia)

LA CINEF

Aldrig nok, de Julius Lagoutte Larsen (França) (La Fémis)
Always Wanted to be God, Never Wanted to do Good, de Noa Epars e Marvin Merkel (Suíça) (HEAD)
Bird Rhapsody, de Wonjung Choi (Coreia do Sul) (Hongik University)
Growing Stones, Flying Papers, de Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi (Alemanha) (Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf)
Laser-Gato, de Lucas Acher (EUA) (NYU)
Left Behind, Still Standing, de Vida Skerk (Reino Unido) (NFTS)
Onde Nascem os Pirilampos, de Clara Vieira (Portugal) (ESTC)
Photograph of an Insane Woman to Show the Condition of Her Hair, de Arwen Aznag (Bélgica) (LUCA School of Arts Brussels)
Pickled, de Fanny Capu (Reino Unido) (NFTS)
Preko Praga, de Tara Gajović (Sérvia) (FDU)
Shadows of the Moonless Nights, de Mehar Malhotra (Índia) (FTII)
Silent Voices, de Nadine Misong Jin (EUA) (Columbia University)
Somewhere I Belong, de Youssef Handouse (Tunísia) (ISAMM)
Sunday’s Children, de Reuben Hamlyn (EUA) (NYU)
Tian tian de mi mi, de Lenti Liang (EUA) (USC Cinematic Arts)
TJ28, de Yasmin Najjar (Finlândia) (Aalto University)
Trakcje, de Jakub Krzyszpin (Polônia) (The Polish National Film School in Łódź)
Tú, yo y la vaca, de Aina Callejón (Espanha) (ESCAC)
Will It Rain Again Today, de Wong Chau-Hong (Japão) (Nihon University College of Art)

Foto: Divulgação.

Festival de Cinema de Cartagena 2026: filmes brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Yuri Gomes em Feito Pipa, de Allan Deberton: melhor interpretação

A 65ª edição do FICCI, Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias, que aconteceu entre os dias 14 e 19 de abril, revelou os vencedores de 2026. O evento, realizado na Colômbia, é conhecido como o festival cinematográfico mais antigo de América Latina e prioriza obras que promovem a identidade cultural dos países ibero-americanos.

Neste ano, o cinema brasileiro se destacou entre os premiados: o longa-metragem cearense Feito Pipa, de Allan Deberton, rendeu a Yuri Gomes o prêmio de melhor interpretação na seção Cine en los Barrios, uma iniciativa do FICCI que transforma praças, parques, universidades e espaços comunitários em cinemas ao ar livre.

Feito Pipa acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, papel de Teca Pereira, que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a saúde de Dilma se fragiliza, ele tenta esconder a situação para evitar ser separado dela e precisar ir morar com o pai, vivido por Lázaro Ramos. Rodado em Quixadá, no interior do Ceará, o longa constrói uma narrativa sensível sobre amadurecimento, pertencimento e afeto.

E mais: o curta-metragem alagoano O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr., ficou com o prêmio de melhor contribuição artística; o longa O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, uma coprodução entre Portugal, França, Brasil e Romênia, também recebeu o prêmio de contribuição artística com destaque para a montagem de Karen Akerman, Cláudia Rita Oliveira e Rita M. Pestana; e Flecha para um Coração de Pedra, de Luiza Calagian, recebeu dois prêmios na mostra Work in Progress

Além dos premiados, outros títulos brasileiros foram exibidos na programação do FICCI 2026, que contou com mais de 200 filmes, de 57 países: os longas Isabel, de Gabe Klinger; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; Dracula, de Radu Jude, uma coprodução entre Romênia, Brasil, Áustria, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça; O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, que foi exibido na mostra Retrospectiva FICCI Años 60; Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira; e Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães. E os curtas e médias-metragens: Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz; Como Nasce um Rio, de Luma Flôres; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; Fim de Rodovia, de Valentina Rosset; Quem se Move, de Stephanie Ricci; e Pequeno Jogo, de Sofia Tomic

Nesta 65ª edição do Festival de Cartagena, o Brasil foi o País Convidado de Honra da Indústria e contou com uma programação que transformou Cartagena em um ponto de encontro para trocas, alianças e novos caminhos para a produção audiovisual ibero-americana. Conversas, histórias de sucesso, encontros com profissionais do setor e oportunidades de networking fizeram parte de uma iniciativa que reuniu uma delegação diversa de produtores, festivais, instituições, comissões de cinema e plataformas do audiovisual brasileiro

Conheça os vencedores do 65º Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias:

COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Lo demás es ruido, de Nicolás Pereda (México/Alemanha/Canadá)
Melhor Direção: Milagros Mumenthaler, por Las corrientes
Grande Prêmio do Júri: Chicas tristes, de Fernanda Tovar (México/Espanha/França)
Melhor Interpretação: Teresita Sánchez, por Lo demás es ruido
Melhor Contribuição Artística | Edição: O Riso e a Faca, por Karen Akerman, Cláudia Rita Oliveira e Rita M. Pestana

COMPETIÇÃO IBERO-AMERICANA | CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Agua fría, de Meme Cabello e Antonia Martínez Valls (Chile)
Melhor Direção: Ruby Chasi, por Pajuyuk
Melhor Contribuição Artística: O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (Brasil)

COMPETIÇÃO CINE EN LOS BARRIOS

Melhor Filme: Si no ardemos cómo iluminar la noche, de Kim Torres (Costa Rica/México)
Melhor Interpretação: Yuri Gomes, por Feito Pipa

RECONOCIMIENTO A LA SOSTENIBILIDAD

Melhor Filme | Longa: El hogar fue sepultado en esa tierra que nunca pudimos encontrar, de Deimer Quintero (Colômbia)
Menção Especial: Bosque arriba en la montaña, de Sofía Bordenave (Argentina)
Melhor Filme | Curta: Agua fría, de Meme Cabello e Antonia Martínez Valls (Chile)
Menção Especial: Montaña luminosa, de Lony Welter (Colômbia)

COMPETIÇÃO COLÔMBIA | LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: El hogar fue sepultado en esa tierra que nunca pudimos encontrar, de Deimer Quintero
Prêmio do Público: El hogar fue sepultado en esa tierra que nunca pudimos encontrar, de Deimer Quintero
Grande Prêmio do Júri: Piedras preciosas, de Simón Vélez
Melhor Filme de Estreia: Piedras preciosas, de Simón Vélez
Melhor Direção: Canela Reyes e César Jaimes, por Las almas ni los ojos
Melhor Interpretação: Manual para invocar fantasmas, de Juliana Zuluaga
Melhor Contribuição Artística: El hogar fue sepultado en esa tierra que nunca pudimos encontrar, de Deimer Quintero

COMPETIÇÃO COLÔMBIA | CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Futuros luminosos, de Ismael García Ramírez
Menção Especial: Filme pin, de María Rojas e Andrés Jurado
Prêmio do Público: Sombras en la niebla, de Pedro Pablo Vega Reyes
Melhor Filme Universitário: Madres de nacimiento, de Gloria Isabel Gómez
Melhor Direção: Pedro Pablo Vega Reyes, por Sombras en la niebla
Melhor Contribuição Artística: Decaer, de Juan Camilo González

QUALIFICADO PARA O OSCAR | DOCUMENTÁRIO
Nuestra Tierra, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 31º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor
Rafael Saar e Baby do Brasil: prêmio para Apopcalipse Segundo Baby

Foram anunciados neste sábado, 18/04, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os vencedores da 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado ao audiovisual não ficcional na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

Neste ano, Sagrado, dirigido por Alice Riff, que mergulha na rotina de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, na Grande São Paulo, foi eleito o vencedor da Competição Brasileira de longas ou médias-metragens e recebeu como prêmio R$ 20.000,00 e o Troféu É Tudo Verdade, criado por Carlito Carvalhosa. A justificativa do júri, formado por Carol Benjamin, Eryk Rocha e Helena Tassara, diz: “Por afirmar, com rara precisão, um cinema em que a política se inscreve na forma, no gesto e nas relações do cotidiano. Sem recorrer a artifícios, o filme sustenta, do título ao último plano, uma direção segura, rigorosa e profundamente consciente de seus meios. Ao escolher uma estratégia narrativa fundada na escuta, na observação e no respeito radical aos seus personagens, constrói uma experiência em que o invisível se torna presença sensível. A partir de um material de arquivo que prescinde de explicação, o filme se organiza em espiral até alcançar um plano-sequência final de grande potência, conduzido pelas vozes das crianças. Nesse gesto, simples apenas na aparência, o filme se afirma como uma obra de rara integridade, em que elaboração estética e potência política são indissociáveis. E afirma, com delicadeza e rigor, um cinema onde invenção, poesia e luta se tornam indissociáveis”

Apopcalipse Segundo Baby, o retrato de Baby do Brasil dirigido por Rafael Saar, recebeu uma Menção Honrosa na mesma categoria: “Por articular, de forma visceral e autêntica, a personalidade da protagonista e sua persona performática, incorporando à própria forma do filme sua força, energia e pulsação. Ao evocar a memória da música popular brasileira, o filme constrói um retrato fiel e vibrante, que preserva a originalidade da personagem e revela um trabalho rigoroso de pesquisa e elaboração. No uso dos materiais de arquivo, evidencia-se o rigor, o cuidado e o profundo respeito do realizador”, diz a justificativa do júri

O filme pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, dirigido por Douglas Henrique, sobre o embate em torno da instalação de uma unidade da rede McDonald’s, foi escolhido o melhor curta-metragem brasileiro, com um prêmio de R$ 6.000. A justificativa do júri diz: “Pela irreverência e pelo humor na construção de uma narrativa lúdica que surpreende ao reinventar o uso do material de arquivo. Ao transfigurá-lo com liberdade e invenção, o filme constrói uma crítica ao imperialismo ao mesmo tempo afiada e desarmada, que assume sem receio o popular, o clichê e as contradições da própria identidade”. O filme ainda foi consagrado com outros três prêmios, entre eles, o Prêmio Canal Brasil de Curtas no valor de 15 mil reais.

Ainda nessa categoria, o júri concedeu Menção Honrosa a dois filmes: Filme-Copacabana, de Sofia Leão, “pela ousadia da proposta e pelo uso inventivo do som como eixo de montagem, articulando afetos e corpos na construção de um retrato sensível de um território múltiplo”; e Divino: Sua Alma, Sua Lente, dirigido por Clea Torres e Gilson Costta, “pela força singular de Divino em cena e pela maneira como transforma o gesto de filmar em um ato de memória e permanência. Ao incorporar o próprio processo à narrativa, o filme revela uma reflexão viva sobre imagem, tempo e continuidade”

Em um comunicado oficial, o júri escreveu um texto ao revelar os premiados: “O júri brasileiro destaca a força e a vitalidade dos filmes em competição na seleção de 2026, tanto nos longas quanto nos curtas. O conjunto das obras desenha um panorama pulsante do documentário brasileiro contemporâneo, em que formas e narrativas se reinventam com rigor, liberdade e risco. São filmes atravessados por gestos autorais contundentes, que afirmam, na pluralidade de perspectivas, a potência criadora de um cinema em permanente transformação. Desse campo de tensões emerge um cinema múltiplo, indisciplinado e profundamente comprometido com seu tempo”

Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique: destaque na premiação

O grande vencedor da Competição Internacional de longas ou médias-metragens foi Um Filme de Medo (Espanha/Portugal), do diretor brasileiro sediado na Espanha Sergio Oksman, que se hospedou com o filho de doze anos em um hotel em Lisboa parecido com aquele abandonado do clássico O Iluminado, de Stanley Kubrick; o título recebe um prêmio de R$ 12.000. A justificativa do júri diz: “Em um filme de terror, não há monstros, apenas a distância entre dois mundos, pai e filho. O pai tem medo de herdar os fantasmas do passado, e o filho caminha leve, quase sem sombra”

As articulações entre família e política propostas pela estreante Jihan em Meu Pai e Gaddafi receberam do júri uma Menção Honrosa: “A partir da busca da filha por seu pai, somos conduzidos a conhecer as tramas de poder em um país atravessado pelo conflito”. Entre os curtas internacionais, o premiado foi Sonhos de Apagão, de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini, sobre os blecautes em Cuba; o filme recebeu ainda R$ 6.000. A justificativa do júri diz: “Uma sociedade agredida através do tempo e como viver com infindáveis boicotes. A ausência de energia elétrica na ilha se transforma em um recurso expressivo e cinematográfico”

Na mesma categoria, o júri concedeu Menção Honrosa ao francês Se Não Gosta, Não Olhe, da diretora estreante Margaux Fournier: “Na areia, sob o céu aberto, mulheres aposentadas e irreverentes se encontram com frequência, transbordando amor pela vida. Falam sem filtro – sinceras, diretas, vivas. Um cinema da intimidade onde o corpo é político”, disse a justificativa. O júri da Competição Internacional deste ano foi composto pela produtora, realizadora e diretora de fotografia Heloisa Passos, pelo documentarista e produtor Ricardo Casas e pela cineasta Vivian Ostrovsky, homenageada pela retrospectiva desta edição do festival. 

O É Tudo Verdade 2026 apresentou 75 filmes, de 25 países, exibidos em sessões gratuitas em quatro salas em São Paulo e em três salas no Rio de Janeiro. Uma programação exclusiva em streaming no Itaú Cultural Play exibirá, entre 20 de abril e 5 de maio, dez destaques entre os curtas-metragens desta 31ª edição.

Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos como um festival classificatório para o Oscar, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de longas ou médias-metragens e de curtas-metragens para inscrição direta visando a disputa pela estatueta dourada.

Na cerimônia, também foram anunciados alguns prêmios paralelos, entre eles, o Prêmio Mistika, de R$ 15.000 em serviços de pós-produção de imagem ou som, com validade de um ano, para o melhor documentário da Competição Brasileira de curtas-metragens. Destaque também para o Prêmio Maria Rita Galvão (ABPA, Associação Brasileira de Preservação Audiovisual; PAVIC, Pesquisadores de Audiovisual Iconografia e Conteúdo; e REPIA, Rede de Pesquisa de Imagens de Arquivo) para a melhor pesquisa da Competição Brasileira; o escolhido foi Apopcalipse Segundo Baby, com direção e pesquisa de Rafael Saar, que recebe R$ 6.000 (PAVIC/Abrolhos Filmes) e gravação em LTO (ABPA/REPIA/Museu da Pessoa).

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2026:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Sagrado, de Alice Riff

MENÇÃO HONROSA
Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique

MENÇÃO HONROSA
Divino: Sua Alma, Sua Lente, de Clea Torres e Gilson Costta
Filme-Copacabana, de Sofia Leão

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM
Um Filme de Medo (Una Película de Miedo), de Sergio Oksman (Espanha/Portugal)

MENÇÃO HONROSA
Meu Pai e Gaddafi (بابا والقذافي), de Jihan (EUA/Líbia) 

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM
Sonhos de Apagão (Sueña Ahora), de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini (Cuba/Itália)

MENÇÃO HONROSA
Se Não Gosta, Não Olhe (Au Bain des Dames), de Margaux Fournier (França)

PREMIAÇÕES PARALELAS

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique

PRÊMIO EDT (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Melhor Montagem | Longa: Apopcalipse Segundo Baby, por Claudio Tammela e Rafael Saar (assistência de montagem: Mayara Proença e Vinícius Medeiros)
Melhor Montagem | Curta: Os Arcos Dourados de Olinda, por Douglas Henrique

PRÊMIO MARIA RITA GALVÃO | ABPA | PAVIC | REPIA
Melhor Pesquisa: Apopcalipse Segundo Baby, com direção e pesquisa de Rafael Saar

PRÊMIO APACI (Associação Paulista de Cineastas)
Melhor Direção | Longas: Alice Riff, por Sagrado
Melhor Direção | Curtas: Douglas Henrique, por Os Arcos Dourados de Olinda

Fotos: Marcos Finotti.

Festival Guarnicê de Cinema 2026: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
A Tragédia da Lobo-guará, de Kimberly Palermo: filme selecionado

A 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 9 e 16 de julho, em São Luís, no Maranhão, revelou novos títulos selecionados: os curtas-metragens (nacionais e maranhenses) que farão parte das mostras competitivas

Neste ano, o festival recebeu 1.212 inscrições de filmes de curtas-metragens vindas de todas as regiões do país, evidenciando a grandiosidade e a diversidade da produção audiovisual brasileira. Diante desses números, o processo de seleção exigiu uma curadoria rigorosa dos filmes. Ao final do processo curatorial, foram selecionados 18 curtas-metragens nacionais e 12 produções maranhenses, para integrar a programação competitiva do festival. As obras concorrem ao tradicional Troféu Guarnicê, além de outras premiações concedidas por instituições parceiras.

Em comunicado oficial, a diretora do festival, Prof.ª Drª Rosélis Barbosa Câmara, disse: “As obras selecionadas revelam a diversidade de narrativas do cinema nacional contemporâneo, ao mesmo tempo em que reafirmam o papel do Guarnicê como espaço de difusão e reconhecimento do audiovisual”

Conheça os curtas selecionados para o 49º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRA NACIONAL COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO)
A Tragédia da Lobo-guará, de Kimberly Palermo (RJ)
Aurora, de Bruna Lessa (SP)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Canto, de Danilo Daher (GO)
Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, de Lia Letícia e Pedro Severien (PE)
Eu Estou Aqui, de André Santos (RN)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (PR)
Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (RS)
Irmã, de Anderson Bardot (ES)
Magrela, de Gian Danton (AP)
Marimbã Está Acontecendo, de Maryn Marynho (CE)
Mopái Pjuta Ãkakje’y: A Roça e os Alimentos Myky, de Kamtinuwy Myky, Kojayru Myky, Mãnynu Myky, Njãkyru Myky, Njãwayru Myky, Takarauku Myky e Tipuu Myky (MT)
Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Pão Doce, de Wesley Gabriel (SP)
Replika, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (MT)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi (GO)

MOSTRA MARANHENSE COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS

Amo de Marés, de Nicolle Machado
Café com Cinema, de Mônica Rodrigues
Dona Cecília, de Ana Hortência Egito Macedo e Julia A. Rantigueri
Elevação, de Heide Cabral
Judas é Meu Avô, de Dudu Gehlen
Livramenta, de Acaique
Mercado Central, de Tássia Dhur
Miolo, de Daniel Moreno
O Crime que Abalou São Luís: O Caso Pontes Visgueiros, de Fernando Baima
Radiola de Promessa, de Gê Viana
Redemoinho do Tempo, de Fábio Barros e Lara Moura
Tukàn: A Semente Plantada, de Taciano Brito e Silvio Guajajara

*Clique aqui e conheça os longas e videoclipes em competição selecionados 

Foto: Divulgação.

Cannes 2026: coprodução brasileira com Selton Mello é selecionada para a 58ª Quinzena de Cineastas

por: Cinevitor
O ator brasileiro Selton Mello em La Perra, da chilena Dominga Sotomayor

Organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF), desde 1969, a Quinzena de Cineastas (Quinzaine des Cinéastes), antes chamada de Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao Festival de Cannes, colabora com a descoberta de novos cineastas independentes e contemporâneos.

Com o objetivo de ser eclética e receptiva a todas as formas de expressão cinematográfica, a Quinzena destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas, documentários e animações no cenário independente e também popular, com cineastas talentosos e originais.

Neste ano, em sua 58ª edição, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de maio, a seleção conta com 19 longas e 9 curtas-metragens; cinco continentes e 19 países representados com uma presença notável de indústrias cinematográficas menos conhecidas, como Nigéria, Sudão, Guatemala, Venezuela e Chipre

O comunicado oficial diz: “Estamos encantados com a significativa presença de documentários (3 longas e 2 curtas) e animações (também 3 longas e 2 curtas), com obras singulares que demonstram a excepcional riqueza e vitalidade do cinema documental e de animação. Esta seleção de 2026 reúne cineastas consagrados, talentos emergentes (incluindo 6 longas de estreia) e cineastas em desenvolvimento. Por fim, temos o prazer de apresentar o aguardado novo filme de Alain Cavalier. Alain foi um dos pioneiros do cinema e um dos talentos que deram origem à Quinzena de Cineastas. É com imensa honra que apresentamos o capítulo final de seu diário cinematográfico”

Vale destacar a presença do longa La Perra, dirigido pela cineasta chilena Dominga Sotomayor, uma coprodução entre Chile e Brasil (pela RT Features). O filme, produzido em parceria com a Planta (Chile), é uma adaptação do romance homônimo de Pilar Quintana. O elenco conta com o brasileiro Selton Mello, Manuela Oyarzún, David Gaete, Paula Luchsinger, Paula Dinamarca e Rafaella Grimberg.

A trama de La Perra é conduzida pela solitária Silvia, interpretada por Manuela Oyarzún, que vive em uma ilha remota no sul do Chile e resgata uma cachorra filhote e a chama de Yuri, o mesmo que escolheria para a filha que nunca teve. Esta união forma um vínculo improvável que força a protagonista a enfrentar ressentimentos profundos, relacionamentos rompidos e um trauma que se recusa a permanecer no passado.

La Perra retoma parcerias de sucesso da RT Features: direção de Dominga Sotomayor, que já trabalhou com a produtora em Tarde para Morrer Jovem e venceu o prêmio de melhor direção no Festival de Locarno em 2018; roteiro escrito por Inés Bortagaray, uma das roteiristas de A Vida Invisível; e conta com Selton Mello no elenco, ator de O Cheiro do Ralo, Enterre Seus Mortos e do vencedor do Oscar do ano passado, Ainda Estou Aqui. A última vez que a RT Features participou  da Quinzena de Cineastas foi há sete anos com O Farol, de Robert Eggers

Selton Mello comemora a seleção de La Perra no Festival de Cannes: “Participar da prestigiosa Quinzena de Cineastas é a cereja no bolo de um trabalho encantador desenvolvido com Dominga e Rodrigo. Minha primeira vez em Cannes, coroando um momento muito especial da minha trajetória. A talentosa Dominga desenvolveu especialmente para mim um personagem fundamental para a trama, uma espécie de pivô, que costura, de uma forma trágica, o passado da protagonista. Que seja o início de uma bela jornada para o filme!”

Rodrigo Teixeira, produtor e fundador da RT Features, valoriza a seleção do filme em Cannes: “Voltar à Quinzena de Cineastas depois de sete anos é uma realização. Eu vejo o quanto a produtora cresceu nesse período e como seguimos empenhados em trazer as melhores histórias para os cinemas. La Perra é um filme que o público vai se apaixonar, da mesma forma que eu”

O pôster desta 58ª edição da Quinzena é assinado pelo cineasta francês Alain Guiraudie, de Um Estranho no Lago e Misericórdia. A imagem traz um homem nu entre as árvores no coração de uma floresta bucólica. O cartaz é um convite a se perder em bosques misteriosos e ancestrais, onde um raio de sol atravessa a folhagem e parece traçar um caminho, em linha reta, até o amanhecer.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para a Quinzena de Cineastas 2026:

LONGA-METRAGEM

9 Temples to Heaven, de Sompot Chidgasornpongse (Tailândia/Singapura/França)
Atonement, de Reed Van Dyk (EUA)
Butterfly Jam, de Kantemir Balagov (França/EUA) (filme de abertura)
Carmen, l’oiseau rebelle, de Sébastien Laudenbach (França)
Clarissa, de Arie Esiri e Chuko Esiri (Reino Unido/Nigéria)
Dora, de July Jung (França/Coreia do Sul/Luxemburgo)
Gabin, de Maxence Voiseux (França/Alemanha/Suíça)
I See Buildings Fall Like Lightning, de Clio Barnard (Reino Unido)
Journal d’une femme de chambre, de Radu Jude (Romênia/França)
L’espèce explosive, de Sarah Arnold (França)
La libertad doble, de Lisandro Alonso (Argentina/Holanda/Reino Unido/Chile/Luxemburgo/Alemanha)
La muerte no tiene dueño, de Jorge Thielen Armand (Venezuela/Itália/Canadá/Luxemburgo/Espanha/México)
La Perra, de Dominga Sotomayor (Chile/Brasil)
Lave forventninger, de Eivind Landsvik (Noruega/Dinamarca)
Le Vertige, de Quentin Dupieux (França) (filme de encerramento)
Merci d’être venu, de Alain Cavalier (França)
Once Upon a Time in Harlem, de William Greaves e David Greaves (EUA)
Shana, de Lila Pinell (França)
We Are Aliens, de Kohei Kadowaki (Japão/França)

CURTA-METRAGEM

A la recherche de l’oiseau gris aux rayures vertes, de Saïd Hamich Benlarbi (França)
Daughters of the Late Colonel, de Elizabeth Hobbs (Reino Unido)
Eri, de Yano Honami (Japão)
Free Eliza (Notes on an anatomical imperfection), de Alexandra Matheou (Chipre)
Madrugada, de Sebastián Lojo (Guatemala)
Oh Boys, de Antonio Donato (Itália)
Pithead, de Wannes Vanspauwen e Pol De Plecker (Bélgica/França)
The Joyless Economy, de Marjorie Conrad (França)
لا شيءَ يحدثُ بعدَ غيابِكَ (Nothing Happens after your Absence), de Ibrahim Omar (Sudão)

Foto: Divulgação.

Cannes 2026: coprodução brasileira é selecionada para a 65ª Semana da Crítica

por: Cinevitor
Seis Meses no Prédio Rosa e Azul: coprodução brasileira selecionada

Foram anunciados nesta segunda-feira, 13/04, os longas-metragens selecionados para a Semana da Crítica 2026 (Semaine de la Critique), mostra paralela ao Festival de Cannes que concentra-se na descoberta de novos talentos. Desde que foi criada pelo Syndicat Français de la Critique de Cinéma, em 1962, busca explorar e revelar novos cineastas inovadores do mundo todo em suas primeiras obras.

Em sua 65ª edição, a Semana da Crítica, que acontecerá entre os dias 13 e 21 de maio, recebeu 1.050 longas e 2.400 curtas-metragens inscritos. A curadoria deste ano teve coordenação geral de Ava Cahen, que trabalhou com comitês formados por críticos e jornalistas. Para a seleção de longas-metragens, onze títulos foram selecionados; o grupo foi formado por Chloé Caye, Marilou Duponchel, Laurent Hérin, Laura Pertuy e Gautier Roos. Entre os curtas, 13 filmes farão parte da programação. 

Neste ano, vale destacar a presença de Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, do diretor mexicano Bruno Santamaría Razo, uma coprodução entre México (Ojos de Vaca), Brasil (Desvia) e Dinamarca (Snowglobe). O longa marca a terceira presença consecutiva da produtora brasileira Desvia em grandes festivais (O Último Azul e Nosso Segredo na Berlinale) e traz o ator cearense Demick Lopes, de A Filha do Palhaço, no elenco. Vale lembra que em 2024, o longa-metragem brasileiro Baby, de Marcelo Caetano, integrou a seleção e saiu com o prêmio de melhor ator revelação para Ricardo Teodoro.

Inspirado nas memórias do diretor, e rodado em 16mm, o filme leva o espectador para a Cidade do México no início da década de 1990. No dia em que Bruno completou 11 anos, percebeu sentimentos por seu melhor amigo, Vladimir. Os dois entram em conflito com o anúncio repentino de que seu pai foi diagnosticado com HIV. Como nas canções de salsa, a família canta e dança para se afastar da dor. Trinta anos depois, o diretor Bruno filma e reimagina a memória daquilo que não conseguiu compreender totalmente quando era criança. O elenco conta também com Jade Reyes, Sofia Espinosa, Lázaro Gabino, Eduardo Ayala, Valeria Vanegas, Anuar Vera, Teresa Sánchez, Valentina Cohen e Nara Carreira

A seleção de Seis Meses no Prédio Rosa e Azul assume um relevância política e histórica nesta edição: o longa é o único representante da América Latina na mostra competitiva de longas-metragens do programa; e é o terceiro filme mexicano selecionado para a seção. A coprodução brasileira é assinada pela Desvia, produtora sediada no Recife, com 15 filmes realizados, que marca sua volta para o Festival de Cannes com uma coprodução entre México, Brasil e Dinamarca. Em 2021, a coprodução com o México da Desvia, Noche de fuego, de Tatiana Huezo, foi premiada na mostra Un Certain Regard.

Seis Meses no Prédio Rosa e Azul conta com uma significativa participação brasileira liderada pelas produtoras Rachel Daisy Ellis e Camille Reis. Além de um papel como coadjuvante para o ator brasileiro Demick Lopes, grande parte da pós-produção do filme foi feita no Brasil. O filme conta com participação dos editores Eduardo Serrano e Marília Moraes; a desenhista de som Miriam Biderman; o compositor musical Leo Chermont; o estúdio de efeitos especiais Aberração Kromatica Filmes; a produtora executiva Amanda Luna; e as pós-produtoras Bia Baggio e Ivich. A produtora mexicana do filme, Bruna Haddad, também tem nacionalidade brasileira. No Brasil, a distribuição ficará a cargo da Fistaile. No cenário global, as vendas internacionais serão representadas pela Luxbox.

O pôster deste ano da 65ª Semana da Crítica destaca Manon Clavel e Makita Samba em cena do filme Kika, dirigido por Alexe Poukine, que foi exibido nesta mostra no ano passado.

Conheça os filmes selecionados para a Semana da Crítica 2026:

COMPETIÇÃO | LONGA-METRAGEM

Dua, de Blerta Basholli (Kosovo/Suíça/França)
La Gradiva, de Marine Atlan (França/Itália)
Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis meses en el edificio rosa con azul), de Bruno Santamaría Razo (México/Brasil/Dinamarca)
Tin Castle, de Alexander Murphy (Irlanda/França)
Viva, de Aina Clotet (Espanha)
Wu ming nü hai, de Jing Zou (China/França)
المحطّة (The Station/Al Mahattah), de Sara Ishaq (Iêmen/Jordânia/França/Alemanha/Holanda/Noruega/Qatar)

SESSÕES ESPECIAIS | LONGAS

Adieu monde cruel, de Felix De Givry (França/Bélgica) (filme de encerramento)
Du Fioul dans les artères, de Pierre Le Gall (França/Polônia)
In Waves, de Phuong Mai Nguyen (França/Bélgica) (filme de abertura)
La Frappe, de Julien Gaspar-Oliveri (França)

COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM

„Vaterland“ oder Ein Bule Namens Yanto, de Berthold Wahjudi (Alemanha/Indonésia)
À quoi rêvent les Maknines, de Sarra Ryma (Argélia/França)
Adgwa-Ata, de Zsuzsanna Kreif (Hungria/França)
City of Owls, de Zhenia Kazankina (França/Alemanha/Itália)
Klasės Nuotrauka, de Arnas Balčiūnas (Lituânia)
Man’mi, de Aude N’Guessan Forget (França)
Skinny Bottines, de Romain F. Dubois (Canadá)
Visite en terre irradiée, de Anne-Sophie Girault (França)
نفرون (Nafron), de Daood Alabdulaa (Síria/Alemanha)
หาอะไร? (What do you seek in the dark?), de Tossaphon Riantong (Tailândia)

SESSÕES ESPECIAIS | CURTAS

I Think you Should be Here, de Anna-Marija Adomaitytė e Élie Grappe (Suíça/França)
La Sentinelle, de Ali Cherri (França)
Love Story, de Laïs Decaster (França)

CONVIDADOS | Festival International du Film de Morelia

Al Borde del Volcán, de Jorge Granados Ross (México)
Casa Chica, de Lau Charles (México)
La Miel Inmaculada, de Mauricio Calderón Rico (México)
Una parvada de estruendo, de Mariana Mendivil (México)

CONVIDADOS | Next Step Studio 2026 | Indonésia

Anissa, de Reza Rahadian e Sam Manacsa (Indonésia/França)
Holy Crowd, de Reza Fahriyansyah e Ananth Subramaniam (Indonésia/França)
Mothers Are Mothering, de Khozy Rizal e Lam Li Shuen (Indonésia/França)
Original Wound, de Shelby Kho e Sein Lyan Tun (Indonésia/França)

Foto: Divulgação/Desvia.

Prêmio Grande Otelo 2026: curtas selecionados para o primeiro turno estão disponíveis no Porta Curtas

por: Cinevitor
Eduardo Magliano no curta O Faz-Tudo, de Fábio Leal

A Academia Brasileira de Cinema começou a divulgar os títulos inscritos para o primeiro turno do Prêmio Grande Otelo 2026, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que acontecerá no dia 4 de agosto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Os títulos inscritos divulgados estão elegíveis à votação e serão avaliados pelos membros da Academia, que depois escolherão os finalistas da 25ª edição em 32 categorias. No ano passado, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar, foi consagrado com treze prêmios. Os curtas premiados em 2025 foram: Helena de Guaratiba, de Karen Black; Você, de Elisa Bessa; e A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond

Neste ano, a Academia repete a parceria com o site Porta Curtas e os inscritos ao Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro nas categorias de curta-metragem neste primeiro turno estão disponíveis gratuitamente para o público (clique aqui) por tempo limitado após o anúncio final e oficial dos indicados. A seleção apresenta alguns dos filmes mais instigantes da última temporada, compondo um panorama diversificado da rica produção de curtas do ano que passou; são mais de 50 filmes brasileiros entre ficção (21 inscritos), documentário (26 inscritos) e animação (12 inscritos). Três títulos inscritos não estão disponíveis para exibição por questões contratuais: Amarela, de André Hayato Saito; Replikka, de Piratá Waura e Heloisa Passos; e Sem Título # 10 : ao re dor do amor, de Carlos Adriano

Vale destacar que o resultado da votação interna da comunidade do Porta Curtas não interfere no resultado final do Prêmio Grande Otelo. Paralelamente, os membros da Academia Brasileira de Cinema escolhem os finalistas em cada categoria entre todos os selecionados deste primeiro turno e, depois, elegem os vencedores.

Segundo o regulamento, os curtas-metragens elegíveis ao primeiro turno são pré-selecionados pelas associações ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), Canal Brasil, Festival Curta Cinema, Festival É Tudo Verdade, Fórum dos Festivais, Kinoforum e Porta Curtas. Os filmes de curta-metragem de ficção, documentário ou animação, que participaram e ganharam prêmios em festivais internacionais em 2025 fora do Brasil, reconhecidos pela FIAPF (Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos), em qualquer das sessões competitivas, serão considerados qualificados para o Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, mesmo que não constem nas listas de indicações das associações acima citadas, devendo sua inscrição ser efetuada pelo produtor. 

Conheça os curtas inscritos no primeiro turno de 2026 e disponíveis no Porta Curtas:

FICÇÃO

Ajude os Menor, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (PB/AL)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (PR/SP)
Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)
Klaustrofobia, de João Londres (RJ)
Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN)
Moti, de André Okuma (SP)
Núbia, de Barbara Bello (MG)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Presépio, de Felipe Bibian (RJ)
Tom de Ameaça, de Dalily Corrêa (GO)

DOCUMENTÁRIO

A Bolha, de Caio Baú (SP)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)
Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP)
Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger (RJ)
Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (RS)
Confluências, de Dácia Ibiapina (DF)
Conselho, de Alice Riff (SP)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles (SP)
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
Mascates de Sonhos, de Kristel Kardeal (SC)
Mergulho no Escuro, de Anna Costa e Silva e Isis Mello (RJ)
Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi (SP)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (RJ)
Palavra, de DF Fiuza (BA)
Ri, Bola, de Diego Bauer (AM)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Silvio Modesto, Confidências de um Sambista, de André Salerno e Lucas Fazzio (SP)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal (MT)
Video Connection, de Sérgio Rizzo (SP)

ANIMAÇÃO

A Tragédia da Lobo-Guará, de Kimberly Palermo (RJ)
Casca, de Bianca Toloi (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Mãe de Manhã, de Clara Trevisan Farret (RS)
Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão (PE)
Menina Espoleta e os Super-heróis secretos, de Pedro Perazzo, Paula Lice e Tais Bichara (BA)
Morto Não, de Alex Reis (SP)
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky (SP)
Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez (SP)

Foto: Divulgação/Casa Líquida. 

Festival de Cannes 2026 anuncia filmes; coprodução brasileira é selecionada

por: Cinevitor
Leonardo Sbaraglia em Natal Amargo, de Pedro Almodóvar

O Festival de Cannes 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, anunciou nesta quinta-feira, 09/04, em uma coletiva apresentada por Iris Knobloch, presidente do festival, e Thierry Frémaux, diretor geral, os filmes selecionados para sua 79ª edição.

A disputa pela Palma de Ouro, prêmio máximo do evento, segue com nomes já conhecidos do festival, como: Pedro Almodóvar, Ryûsuke Hamaguchi, Paweł Pawlikowski, Cristian Mungiu, Asghar Farhadi, Hirokazu Koreeda, László Nemes, Valeska Grisebach, Lukas Dhont, entre muitos outros. Vale destacar que, até agora, cinco filmes da Competição são dirigidos por mulheres

Segundo informações divulgadas na coletiva de imprensa, para este ano foram inscritos 2.541 longas-metragens, de 141 países. Como de costume, novos títulos serão anunciados em breve na programação. 

Na mostra paralela Un Certain Regard, destaque para Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, uma coprodução entre Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, e conta com a participação de importantes produtoras do audiovisual brasileiro, como a Bubbles Project, responsável por títulos como Malu e O Riso e a Faca, e a Enquadramento Produções, que assina obras como Los Silencios e A Febre. A seleção do longa reforça a potência do cinema brasileiro e o valor das coproduções internacionais, evidenciando, em um dos mais importantes eventos do mundo, como a troca criativa e técnica entre diferentes países contribui para o fortalecimento de cada projeto.

Ambientado em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, o filme acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais. “Em sua essência, o filme está enraizado nas realidades vividas pela comunidade Kinnar, pessoas que, embora empurradas para as margens, constroem famílias escolhidas resilientes e profundamente significativas. Fui atraído pela densidade emocional desses vínculos, pela forma como o parentesco é construído e sustentado muito além dos laços biológicos e das convenções sociais. Ainda assim, essas vidas permanecem em um constante e frágil cabo de guerra com uma sociedade dominante que exige conformidade. Ao trabalhar com um elenco que inclui atrizes da própria comunidade, encontramos uma verdade que eu não quis simplificar: uma verdade que fala de uma busca universal e profundamente humana por dignidade”, declarou o diretor. 

Dirigido pelo nepalês Abinash Bikram Shah, Elefantes na Névoa tem coprodução brasileira 

Elefantes na Névoa, que será distribuído pela Imovision no Brasil, é o primeiro longa-metragem do cineasta, que teve seu curta-metragem Lori premiado com uma Menção Especial na competição de Cannes em 2022; Abinash Bikram Shah também assinou o roteiro do longa Shambhala, exibido na competição da Berlinale em 2024.

Sobre a coprodução brasileira: “Li o roteiro de Elefantes em 2022 e fiquei encantada: pungente, urgente e inesperado e quando conheci o diretor Abinash na sequência tive ainda mais certeza de que queria coproduzi-lo. Junto com Leonardo Mecchi, grande amigo e parceiro, mergulhamos nesta aventura de filmar numa floresta no Nepal uma história que ressoa muito com o Brasil e o mundo”, disse a produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project. “Esse projeto nos conquistou de imediato pela força da história e pela singularidade do olhar do Abinash. Ao longo do processo, construímos uma troca criativa intensa, que revela o que há de mais potente nas coproduções internacionais: a aproximação de realidades distintas que transformam não só o filme, mas também quem o realiza. É especialmente significativo que essa trajetória tenha sido viabilizada pelo primeiro edital de coprodução do FSA, uma política pública que amplia a presença do Brasil no cinema internacional e torna possíveis encontros como este”, afirmou Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções.

E mais: neste ano, a consagrada atriz e cantora estadunidense Barbra Streisand e o cineasta neozelandês Peter Jackson, da trilogia O Senhor dos Anéis, serão homenageados com a Palma de Ouro honorária; a atriz francesa Eye Haïdara será a mestre de cerimônias. O 79º Festival de Cannes terá o cineasta sul-coreano Park Chan-wook, que já foi premiado com Decisão de Partir, Sede de Sangue e Oldboy, como presidente do júri

Dirigido pelo francês Pierre Salvadori, La Vénus électrique será o filme de abertura deste ano e será exibido fora de competição. Com ideia original de Robin Campillo e Rebecca Zlotowski, o roteiro foi escrito por Benjamin Charbit, Benoît Graffin e Pierre Salvadori. O elenco conta com Anaïs Demoustier, Gilles Lellouche, Pio Marmaï, Vimala Pons, Gustave Kervern, entre outros. 

Confira a lista com os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2026:

COMPETIÇÃO

All of a Sudden (Soudain), de Ryûsuke Hamaguchi (França/Japão/Alemanha/Bélgica)
Coward, de Lukas Dhont (Bélgica/França/Países Baixos)
Das geträumte Abenteuer, de Valeska Grisebach (Alemanha/França/Bulgária/Áustria)
El ser querido, de Rodrigo Sorogoyen (Espanha)
Fatherland, de Paweł Pawlikowski (Polônia/Itália/França/Alemanha)
Fjord, de Cristian Mungiu (Noruega/Romênia/Suécia/Finlândia/Dinamarca/França)
Garance (Another Day), de Jeanne Herry (França)
Gentle Monster, de Marie Kreutzer (Áustria/Alemanha)
Histoires de la nuit, de Léa Mysius (França/Bélgica)
Histoires parallèles, de Asghar Farhadi (França/EUA/Itália/Bélgica)
Hope, de Na Hong-jin (Coreia do Sul)
L’Inconnue, de Arthur Harari (França/Itália)
La bola negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo (Espanha/França)
La vie d’une femme, de Charline Bourgeois-Tacquet (França/Bélgica)
Minotaur, de Andrey Zvyagintsev (França/Alemanha/Letônia)
Moulin, de László Nemes (França)
Nagi Notes, de Hiroshi Fukada (Japão)
Natal Amargo (Amarga Navidad), de Pedro Almodóvar (Espanha)
Notre Salut, de Emmanuel Marre (França)
Sheep in the Box, de Hirokazu Koreeda (Japão)
The Man I Love, de Ira Sachs (EUA)

UN CERTAIN REGARD

All the Lovers in the Night, de Sode Yukiko (Japão)
Ben’imana, de Marie-Clémentine Dusabejambo (Ruanda)
Club Kid, de Jordan Firstman (EUA)
Congo Boy, de Rafiki Fariala (República Centro-Africana/Congo/França)
El deshielo (The Meltdown), de Manuela Martelli (Chile/EUA/Espanha/México)
Elefantes na Névoa (Elephants in the Fog), de Abinash Bikram Shah (Nepal/Alemanha/Brasil/França/Noruega)
Everytime, de Sandra Wollner (Áustria/Alemanha)
I’ll Be Gone in June, de Katharina Rivilis (Suíça/Alemanha)
Iron Boy, de Louis Clichy (França/Bélgica)
La más dulce, de Laïla Marrakchi (França/Espanha/Marrocos/Bélgica)
Quelques mots d’amour, de Rudi Rosenberg (França)
Siempre soy tu animal materno, de Valentina Maurel (Costa Rica)
Teenage Sex and Death at Camp Miasma, de Jane Schoenbrun (Reino Unido/Canadá/EUA) (filme de abertura)
Uļa, de Viesturs Kairišs (Letônia/Estônia/Polônia/Lituânia)
Yesterday the Eye Didn’t Sleep, de Rakan Mayasi (Território Palestino Ocupado/Líbano/Bélgica)

FORA DE COMPETIÇÃO

Diamond, de Andy Garcia (EUA)
Her Private Hell, de Nicolas Winding Refn (Dinamarca/EUA))
Karma, de Guillaume Canet (França)
L’Abandon, de Vincent Garenq (França)
L’objet du délit, de Agnès Jaoui (França)
La bataille de Gaulle: L’âge de fer, de Antonin Baudry (França)
La Vénus électrique, de Pierre Salvadori (França) (filme de abertura)

CANNES PREMIERE

Heimsuchung, de Volker Schlöndorff (Alemanha)
Kokurojo: The Samurai and the Prisoner, de Kiyoshi Kurosawa (Japão)
La Troisième nuit, de Daniel Auteuil (França)
Propeller One-Way Night Coach, de John Travolta (EUA)
The Match, de Juan Cabral e Santiago Franco (Argentina)

SESSÕES ESPECIAIS

Avedon, de Ron Howard (EUA)
Cantona, de David Tryhorn e Ben Nicholas (Reino Unido)
John Lennon: The Last Interview, de Steven Soderbergh (EUA)
L’Affaire Marie-Claire, de Lauriane Escaffre e Yvo Muller (França)
Les Matins Merveilleux, de Avril Besson (França)
Les Survivants du Che, de Christophe Réveille (França)
Rear Soul for the Revolution, de Pegah Ahangarani (Irã)

SESSÃO DA MEIA-NOITE

Full Phil, de Quentin Dupieux (França/EUA)
Gun-che (Colony), de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul)
Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athane (França)
Roma Elastica, de Bertrand Mandico (França/Itália)
Sanguine, de Marion Le Coroller (França/Bélgica)

Fotos: El Deseo/Divulgação.

Festival Guarnicê de Cinema 2026 anuncia longas em competição e videoclipes

por: Cinevitor
Sophia no longa A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai

A 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 9 e 16 de julho, em São Luís, no Maranhão, revelou os primeiros títulos selecionados: os longas-metragens (nacionais e maranhenses) e videoclipes que farão parte das mostras competitivas

O mais antigo festival do Norte e do Nordeste, e um dos mais relevantes do país, é promovido pela PROEC, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA, Universidade Federal do Maranhão, por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC). Neste ano, foram mais de 1.400 obras inscritas de todo o Brasil; as produções selecionadas concorrem ao Troféu Guarnicê, além de outras premiações paralelas.

Em comunicado oficial, a diretora do festival, Prof Drª Rosélis Barbosa Câmara afirma: “O Festival Guarnicê de Cinema alcança mais uma vez um marco expressivo, evidenciando-o a sua importância e credibilidade no cenário do audiovisual brasileiro, junto a realizadores, produtores e demais profissionais da área. Diante desse amplo universo, instituímos um comitê de seleção formado por profissionais de reconhecida atuação no cenário do audiovisual brasileiro, que conduziu um processo rigoroso de visionamento e curadoria, resultando na escolha das obras que apresentamos hoje”

Vale destacar que será divulgado até o final do mês de abril o resultado das mostras competitivas de curtas-metragens maranhenses e nacionais.

Conheça os primeiros títulos selecionados para o 49º Festival Guarnicê de Cinema:

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ)
A Mulher Sem Chão, de Auritha Tabajara e Débora McDowell (PA)
Coração das Trevas, de Rogério Nunes (SP)
Os Infiéis, de Tomás Fleck (SP)
Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (BA)
Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RS)

LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

Andanças, Fulgores e Vivas! – Um Filme da Companhia Barrica, de José Pereira Godão e Weber Bezerra
Irmãs Mínimas: Chegada e Trajetória no Brasil, de Marcos Lima
O Pau da Festa, de Denis Carlos
O Pitch, de Joaquim Haickel e Coi Belluzzo
Terra de Drag de Salto com Elas, de Marconi Franco

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Baião de Cazumbá, de Forró do Mel; direção: Fábio Barros
Calango Rei, de Banda Calango Rei; direção: Cayo Cezar Cruz
Coisa de Haole, de Sofre Mas Com Drive; direção: Sunday James
Deus Dará, de Gugs; direção: Sunday James
Ecos, de Alikia; direção: Dayvison Trindade
Enlouquece, de Helton Borges, MC Yuri da VN e RXBS; direção: Jota SF
Gira Meu Balaio, de Cacuriá Balaio de Rosas e Rosa Reis; direção: Thais Lima
Herança: Cypher LABMais Maranhão, de Wuk, Tsuni, Luma Pietra, Pedro Sarfatti, Sollamya, Bia Santos, Victor Cravin, YoongÈsú e O Shoock; direção: Micah Aguiar e Jonas Sakamoto
Ilha de Jah, de Paolo Ravley; direção: Paolo Ravley e Sunday James
Marcas da Tortura, de Unblooded; direção: André Bakka
Melhor pra Mim, de Arthur Santana; direção: Acaique
Melô de Infitético, de Criola Beat; direção: Amanda Bertrand e Failon Aletos
Mia Preta, de Paulão; direção: Ingrid Barros
OripurruC, de Casa Loca; direção: Hugo Rodrigues
Puto, de Victor Rivera; direção: Victor Rivera
Som da Liberdade, de Enme; direção: Andréia Rocha, Andressa de Castro e Tamires Reis
Substância, de Kaminski e L3NNI; direção: Kaminski
Vibrar, de Geoh Nolasco; direção: Hugo Rangel

Foto: Carol Quintanilha.

Prêmio ABC 2026: Associação Brasileira de Cinematografia anuncia finalistas

por: Cinevitor
Barbara Colen em O Silêncio das Ostras: filme indicado

A ABC, Associação Brasileira de Cinematografia, fundada em 2 de janeiro de 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores e diretoras de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Hoje são mais de 500 associados e uma série de atividades realizadas, como um fórum exclusivo para associados, Sessão ABC, Prêmio ABC, Semana ABC, entre outras. A ABC ainda atua na área do direito autoral, seguindo a tendência de reconhecimento dos direitos legais de coautoria nas obras audiovisuais nos moldes que já vêm ocorrendo em alguns países europeus. Aperfeiçoando-se no dia a dia da convivência entre os colegas, a Associação, hoje a maior do gênero no país, planeja um crescimento orgânico, com ênfase na qualidade dos seus quadros, para proporcionar uma melhor qualificação técnica, artística e ética para os profissionais da produção audiovisual brasileira.

O Prêmio ABC de Cinematografia, que encerra a programação da Semana ABC, teve sua primeira edição em 2001. Os vencedores deste ano serão anunciados no dia 16 de maio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Nesta edição, uma novidade: a criação do Prêmio Especial VFX ABC, que está com inscrições; a premiação nasce como uma articulação do setor para valorizar a excelência técnica e criativa em efeitos visuais (VFX), com reconhecimento para as categorias de longa-metragem e série de TV.

Os finalistas desta edição foram selecionados por comissões formadas por profissionais das categorias concorrentes. A próxima etapa, que acontecerá entre os dias 29 de abril e 8 de maio, contará com a votação das sócias e dos sócios da ABC, das categorias efetiva, ativa, aspirante, emérita e professora, que selecionarão os trabalhos vencedores de cada categoria. A única exceção é a categoria para filme estudantil, na qual os trabalhos finalistas e o vencedor são selecionados pela diretoria da ABC.

Conheça os finalistas ao Prêmio ABC 2026:

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ato Noturno, por Luciana Baseggio
Manas, por Pierre de Kerchove
, por Renata Corrêa
O Filho de Mil Homens, por Azul Serra
O Silêncio das Ostras, por Petrus Cariry

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Copan, por Carine Wallauer
Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, por Pablo Hoffmann e Pedro Serrão
Maré Viva Maré Morta, por Dani Azul
Passinho Foda: O Corre por Trás da Dança, por Bernardo Negri
Rua do Pescador, nº 6, por Bruno Polidoro

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM
A Caverna, por Elisa Ratts
Alice, por Bernardo Negri
Movimento é Resistência, por Milena Seta
O Caçador, por Michel Rautmann
Replika, por Piratá Waurá, Heloisa Passos e Fernanda Ligabue

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Dormir de Olhos Abertos, por Diogo Hayashi
O Agente Secreto, por Thales Junqueira
O Silêncio das Ostras, por Juliana Lobo
O Último Azul, por Dayse Barreto
Papagaios, por Elsa Romero

MELHOR FIGURINO | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Homem com H, por Gabriella Marra
Malês, por Rô Nascimento
O Homem de Ouro, por Valeria Stefani
Quatro Meninas, por Valeria Stefani
Suçuarana, por Marina Sandim

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Homem com H, por Germano de Oliveira
, por Dan Oliveira e Tomás von der Osten
Os Enforcados, por Karen Harley
Suçuarana, por Luiz Pretti
Virgínia e Adelaide, por Giba Assis Brasil e Jonatas Rubert

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, por André Finotti
Alma do Deserto, por Will Domingos
Neirud, por Yuri Amaral
No Céu da Pátria Nesse Instante, por Renata Baldi e Sandra Kogut
Ritas, por Karen Harley e Oswaldo Santana

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
A Cobra Negra, por Jocelyn Robert, Marcos Lopes e Tiago Bello
Homem com H, por Ana Luiza Penna, Armando Torres Jr. e Martin Grignaschi
Manas, por Armando Torres Jr., Miriam Biderman e Valéria Ferror
O Agente Secreto, por Cyril Holtz, Moabe Filho, Pedrinho Moreira e Tijn Hazen
O Filho de Mil Homens, por Alan Zilli, Guile Martins, Jaime Sainz, Lia Camargo e Toco Cerqueira

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, por André Finotti, Dudu Caribe, Guto Peixinho, Marcos Azambuja e Priscila Alves
Larissa: O Outro Lado de Anitta, por Davi Paes, Eduardo Hamerschlak, Guilherme Algarve, Israel Vieira e Luiz Felipe Hamerschlak
O Som Alcança o Sol, por Ariel Henrique, Isadora Maria Torres e Léo Bortolin
Ritas, por Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu
Sinfonia da Sobrevivência, por Bernardo Adeodato, Fernando Aranha e Michel Coeli

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV | FICÇÃO
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 5, temporada 1), por Fernando Young e Lula Cerri
Maria e o Cangaço (episódio 1, temporada 1), por Adrian Teijido e Rodrigo Carvalho
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (episódio 1, temporada 1), por Pierre de Kerchove
Pssica (episódio 1, temporada 1), por Glauco Firpo e Janice d’Avila
Raul Seixas: Eu Sou (episódio 3, temporada 1), por Lito Mendes da Rocha

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV | NÃO FICÇÃO
Cinéticas (episódio 8, temporada 1), por Clara Gouvêa
Congonhas: Tragédia Anunciada (episódio 1, temporada 1), por Daniel Klajmic
Maravilhas da Natureza (episódio 1, temporada 1), por Henrique Mourão
Neguinho da Beija-Flor: Soberano da Avenida (episódio 1, temporada 1), por Robson Bolsoni
One Take Show (episódio 4, temporada 1), por Leo Longo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | SÉRIE DE TV
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 4, temporada 1), por Claudio Amaral Peixoto
Dias Perfeitos (episódio 4, temporada 1), por Dina Salem Levy
Maria e o Cangaço (episódio 4, temporada 1), por Tulé Peake e Newber Machado
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (episódio 1, temporada 1), por Marcos Pedroso
Pssica (episódio 1, temporada 1), por Marcelo Escañuela

MELHOR SOM | SÉRIE DE TV | FICÇÃO
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (episódio 5, temporada 1), por Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima, Guilherme Marinho e Jorge Saldanha
Arcanjo Renegado (episódio 3, temporada 4), por Alvaro Correia, Ernesto Sena, Guilherme Farkas e Marcel Costa
Maria e o Cangaço (episódio 6, temporada 1), por Daniel Turini, Fred França, João Victor Coura e Vitor Moraes
Pssica (episódio 3, temporada 1), por Alan Zilli, Armando Torres Jr. e Evandro Lima
Raul Seixas: Eu Sou (episódio 3, temporada 1), por Alan Zilli, Jorge Rezende e Paulo Gama

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | VIDEOCLIPE
Apocalipse, de Luedji Luna feat. Seu Jorge e Arthur Verocai; por Caio Humb
Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, de Rubel; por Juliano Lopes
Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer, de BK’; por Adolpho Veloso
IRADOH – 3 Atos de Irmandade: A Música, o Crime e a Justiça, de Hodari; por Roberto Riva
Próxima Parada, de Terno Rei; por Lucas Oliveira

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME PUBLICITÁRIO
A Dama do Interior (Misci, Design Brasileiro), por Yuri Maranhão
Dia da Mulher (Pesquise Meu Corpo), por Milena Seta
New Balance, por Danilo Arenas Ireijo
Prologue (Bluff Bounce), por Nicholas Bluff
Sunset to Sunrise, por Daniel Venosa

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | FILME PUBLICITÁRIO
Globo 100 Anos, por Martino Piccinini
Minerva: Coming Home, por Karla Salvoni Moreira
Motorola Edge, por Marines Mencio
Pelos Bares da Cidade, por Fernanda Schelp Lopes
Pinterest, por Carol Ozzi

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL
Baixada: Nas Águas de Cubatão (FAAP), por Luiz Felipe Marnoff Aranha e Rodrigo Nelli
Filme-Copacabana (UFRJ), por Sofia Leão
Memórias de Nitrato (ECA/USP), por Gabriel Vignola
Óleo (UFS), por Alicia Mendes
Prazer e Devoção (Centro Universitário Belas Artes), por Lucas Marcarini

Foto: Petrus Cariry/Olhar Filmes.

Festival Curta Cinema 2026: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Leandro Gomes no curta gaúcho Grão, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa: filme premiado

Foram anunciados nesta quarta-feira, 01/04, os vencedores da 35ª edição do Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que exibiu mais de 130 filmes, de 33 países e 15 estados brasileiros, em sete dias de evento com todas as sessões gratuitas no cinema Estação NET Rio, que também foi palco da cerimônia de premiação.

Os vencedores do Grande Prêmio das mostras Competitiva Nacional e Internacional foram, respectivamente, o gaúcho Grão, ficção de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza, e Los Peces no se Ahogan, documentário de Lea Vidotto Labastie, uma coprodução entre Cuba, França e Itália, que estão automaticamente qualificados a concorrerem a uma indicação no Oscar 2027 nas categorias de curtas-metragens. Nesta edição, a organização comemorou o número recorde de inscrições: 5.686 produções de mais de 30 países.

Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza, do Rio Grande do Sul, conta a história de Leandro que ganha a vida informalmente recolhendo soja perdida durante o transporte. No entanto, a crise do país ameaça seu sustento. Em Los Peces No Se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie, Malelo vive sozinho após ter cuidado por anos de sua vizinha de origem burguesa, María Antonia. Por conta da experiência, ele acaba transformando sua casa em um refúgio para outras pessoas que também estão passando por dificuldades.

“Realizar e exibir curtas-metragens será sempre essencial, pois a cada ano o público cresce e se renova. Novos filmes e novos realizadores trazem o frescor que o festival tem desde sua criação, há 35 anos. Fazemos o festival para o público, que este ano participou intensamente, lotando as sessões”, comemora o diretor do Curta Cinema, Ailton Franco.  

Além disso, na Competição Nacional, Samba Infinito, de Leonardo Martinelli, também arrematou o prêmio de melhor direção, e o pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique, conquistou o Prêmio Especial do Júri. Na Competição Internacional, o belga Loynes, dirigido por Dorian Jespers, foi o vencedor na categoria de melhor direção. O Prêmio Especial do Júri foi para o israelense Widespread, de Paz Bernstein

Os melhores filmes das mostras Première Carioca e Panorama Latino-Americano foram, respectivamente, Poeira, de Mateus Lana, e Rosa dos Ventos, de Laura Paro. O curta pernambucano Trincheiras, dirigido por Lucas Rocha e Maria Clara Almeida, foi o vencedor do principal prêmio da mostra Primeiros Quadros

Já o Prêmio Canal Brasil de Curtas foi para o roraimense A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, que recebe R$ 15 mil. Além disso, o prêmio de melhor projeto do 28º Laboratório de Projetos de Curta-Metragem selecionou: na categoria nacional, O Motoboy da Kennedy, de Gabriel de Freitas e Guilherme de Freitas; e para a categoria regional, Aurora, de Vini Romadel

Neste ano, o júri foi formado por: Clara Vulpiani, John Canciani e Julia Murat na Competição Nacional; Clarissa Nanchery, Eduardo Ades e Lucie Canistro na Competição Internacional; e Kariny Martins, Nuno Rodrigues e Vincent Förester na mostra Primeiros Quadros

A plataforma de streaming gratuita de cinema brasileiro Itaú Cultural Play irá exibir, entre os dias 2 e 17 de abril, dez produções selecionados desta edição do Curta Cinema. Três filmes são de Minas Gerais: Pequeno B, de Lucas Borges; Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias; e Acho que Vivo uma Constante Saudade, de Bruna Simões (com libras). Dois vieram do Rio Grande do Sul: Um Corpo Sem Cavalo?, de Lara Fuke; e Trapo, de João Chimendes. Outros dois são de Goiás: Canto, de Danilo Daher; e Tião Personal Dancer, de Aristótelis Tothi. Completam a programação: Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE); Boiuna, de Adriana de Faria (PA) (com libras e audiodescrição); e Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP).

Conheça os vencedores do Festival Curta Cinema 2026:

COMPETIÇÃO NACIONAL
Grande Prêmio: Grão, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza (RS)
Prêmio Especial do Júri: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)
Melhor Direção: Leonardo Martinelli, por Samba Infinito
Menção Honrosa: Outros Santos, de Jorge Polo e Guilherme Souza (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prêmio: Los Peces no se Ahogan, de Lea Vidotto Labastie (Cuba)
Prêmio Especial do Júri: Widespread, de Paz Bernstein (Israel)
Melhor Direção: Dorian Jespers, por Loynes

PRIMEIROS QUADROS
Grande Prêmio: Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida (PE)
Prêmio Especial do Júri: Entressonho, de Leandro Luiz de Abreu Pimentel (GO)
Menção Honrosa: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)

PRÊMIOS DO PÚBLICO
Première Carioca: Poeira, de Mateus Lana (RJ)
Panorama Latino: Rosa dos Ventos, de Laura Paro (Brasil)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
A Pele do Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo (RR)

PRÊMIO MELHOR PROJETO | 28º LABORATÓRIO DE PROJETOS DE CURTA-METRAGEM
Nacional: O Motoboy da Kennedy, de Gabriel de Freitas e Guilherme de Freitas (RJ)
Regional: Aurora, de Vini Romadel (RJ)
Menção Honrosa: Domingo, de Louise Willner (RJ)

Foto: Eloisa Soares. 

VII Curta na Serra: conheça os vencedores

por: Cinevitor
William Oliveira: melhor ator pelo curta-metragem pernambucano Lança-Foguete

Foram anunciados neste domingo, 29/03, os vencedores da sétima edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre, que aconteceu em Serra Negra, distrito de Bezerros, agreste pernambucano. Durante três dias de programação intensa, o Anfiteatro de Serra Negra recebeu um público expressivo para sessões de cinema, atividades formativas, homenagens e apresentações culturais.

A edição deste ano foi marcada por um recorde de inscrições com 1.194 filmes enviados de todas as regiões do Brasil, evidenciando a potência e a diversidade da produção audiovisual independente contemporânea. A curadoria, assinada por Vitor Búrigo, membro da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, e editor do site CineVitor, selecionou obras que integraram as mostras Panorama Nacional, Panorama Pernambuco, Videoclipes e Sessão Especial, compondo uma programação plural em linguagens, estéticas e narrativas.

Ao longo do festival, o público vivenciou uma experiência que vai além da exibição de filmes. A programação contou com a Roda de Diálogo chamada Cartografias do interior: dados, arranjos regionais e ações afirmativas no audiovisual em Pernambuco, reunindo representantes da Secult-PE, Secretaria de Cultura de Pernambuco, e da Fundarpe em um espaço de reflexão sobre políticas públicas, territorialidade e o fortalecimento do audiovisual no interior do estado.

As homenagens também marcaram a edição com destaque para o reconhecimento ao filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, símbolo da projeção internacional do cinema pernambucano, que foi representado pelo ator Rubens Santos; e ao artista bezerrense Robeval Lima por sua contribuição à cultura popular e às artes visuais. Outro momento especial da programação foi a exibição do curta-metragem Recife Frio, também de Kleber Mendonça Filho, obra emblemática do cinema brasileiro contemporâneo.

Equipe e premiados reunidos na cerimônia de encerramento

As noites do festival foram embaladas por apresentações culturais e musicais reunindo diferentes expressões artísticas e fortalecendo o caráter multicultural do evento. Passaram pelo palco performances e atrações como o grupo Folc Popular, além de shows e discotecagens que garantiram o clima de celebração ao final de cada dia.

A cerimônia de premiação, apresentada pela atriz Lalá Vieira, consagrou 22 filmes, reconhecidos por sua excelência artística e técnica nas diferentes categorias competitivas. A diversidade de obras premiadas reflete a riqueza dos olhares presentes nesta edição e reafirma o compromisso do Curta na Serra com a valorização do cinema independente brasileiro.

O júri deste ano foi formado por: Nínive Caldas, Paulo Roque e Priscila Urpia na mostra Panorama Nacional; Erlene Melo, Janaína Guedes e Laura Castor nas mostras Panorama Pernambuco e Videoclipes; e Arthur Gadelha, Giovanna Araújo e Vivi Pistache na Sessão Especial

Realizado em um dos cenários mais singulares de Pernambuco, o Curta na Serra se destaca por integrar cinema, natureza, cultura popular e convivência comunitária, promovendo o acesso à arte e fortalecendo a cadeia produtiva do audiovisual, especialmente no interior do país.

Conheça os vencedores do 7° Curta na Serra:

PANORAMA NACIONAL

Melhor Filme: Farpa, de Thaís Olivier e Raphael Phields (MG) 
Melhor Direção: Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério, por Akaîutĩ
Melhor Roteiro: Ressonância, escrito por Anna Zêpa
Melhor Atriz: Sandra Emília, por Farpa
Melhor Ator: Alexandre Amador, por Samba Infinito
Melhor Fotografia: Pedra-Mar, por Breno César
Melhor Direção de Arte: Farpa, por Leandro Silveira
Melhor Montagem: Samba Infinito, por Lobo Mauro
Melhor Trilha Sonora: Samba Infinito, por Fabio Carneiro Leão e André Mendonça
Menção Honrosa: No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)

PANORAMA PERNAMBUCO

Melhor Filme: Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso
Melhor Direção: Valentina Homem e Tati Bond, por A Menina e o Pote
Melhor Roteiro: Babalu é Carne Forte, escrito por Xulia Doxágui
Melhor Atriz: Maria Emilia Santos, por Trincheiras
Melhor Ator: William Oliveira, por Lança-Foguete
Melhor Fotografia: Sertão 2138, por Gabriel Manes
Melhor Direção de Arte: Lança-Foguete, por Aura do Nascimento
Melhor Montagem: Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, por Adalberto Oliveira
Melhor Trilha Sonora: Dynamite Som: O Futuro é Lamento Negro, por Gilmar Bola 8
Menção Honrosa: Aqui é Longe de Lá, de Samuel Marinho

VIDEOCLIPES

Melhor Videoclipe: Alumeia, de Luana Flores e Juliana Linhares; direção: Luana Flores (PB)
Menção Honrosa: Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE)

SESSÃO ESPECIAL

Melhor Filme: Americana, de Agarb Braga (PA)
Melhor Direção: Ellen Morais, por A Nave que Nunca Pousa
Melhor Roteiro: Pupá, escrito por Osani e Pupá
Melhor Atriz: Vânia Maria, por Santo Graal
Melhor Ator: Miguel Brasilio, por Quando Eu For Grande?
Melhor Fotografia: Santo Graal, por Jeizon Novais
Melhor Direção de Arte: Tente Sua Sorte, por Fabíola Bonofiglio
Melhor Montagem: Tente Sua Sorte, por Victor Matos 
Melhor Trilha Sonora: O Bicho que Eu Tinha Medo, por Fernando Viana e Francisco Vasconcelos

Fotos: Domar.