Cineasta: Anna Muylaert, homenageada desta edição.
Com a cineasta Anna Muylaert sendo a grande homenageada do ano, a décima primeira edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que acontece entre os dias 20 e 27 de julho, apresenta uma programação que celebra a crescente presença feminina na atual cinematografia da região.
São 118 filmes na programação, dos quais 53 dirigidos por mulheres. Dos debatedores escalados para as mesas de discussão, 66% são do sexo feminino. Uma mostra especial focaliza as divas da Época de Ouro do cinema mexicano e uma seleção apresenta as novas cineastas daquele país, que em 2015 viu um ¼ de sua produção de longas-metragens assinados por diretoras.
Várias pré-estreias de longas-metragens brasileiros estão confirmadas. Entre elas, Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, filme de abertura do evento. Além disso, estão na programação 23 títulos dirigidos e/ou roteirizados pela cineasta. São longas-metragens (Durval Discos, É Proibido Fumar, Que Horas Ela Volta?), telefilmes (Para Aceitá-la Continue na Linha, E Além de Tudo Me Deixou Mudo o Violão) e séries televisivas (Mundo da Lua, Castelo Rá-Tim-Bum, As Canalhas), além de curtas-metragens, videoclipe e vídeos autorais de rara circulação. A realizadora apresentará em público, pela primeira vez, um dos chamados demo filmes que utiliza como preparação para seus longas-metragens. A exibição de Que Horas Ela Volta? – Demo Filme será comentada pela própria diretora.
Dani Nefussi em cena de Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert.
Outros títulos brasileiros em lançamento incluem: Estopô Balaio, de Cristiano Burlan, sobre o trabalho do coletivo homônimo na periferia leste paulistana; Linha de Fuga, de Alexandre Stockler, estrelado por Gustavo Machado, Maria Manoella e Martha Nowill; e Eu Te Levo, de Marcelo Müller, com Anderson Di Rizzi, Giovanni Gallo e Rosi Campos no elenco. Inéditos em São Paulo, três outros longas completam a seleção Contemporâneos: Planeta Escarlate, de Dellani Lima; Por Trás do Céu, de Caio Soh, estrelado por Nathalia Dill, Emilio Orciollo Netto e Paula Burlamaqui; e Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois, do diretor cearense Petrus Cariry.
Dos títulos internacionais da seção Contemporâneos, três são argentinos: Forasteiro, de Lucía Ferreyra, exibido com repercussão no Festival de Cinema Independente de Buenos Aires; A Geada Negra, de Maximiliano Schonfeld, lançado na seção Panorama do Festival de Berlim; e Paula, estreia do longa-metragem do premiado Eugenio Canevari.
A representação mexicana tem como destaque obras do diretor David Pablos, que tem presença confirmada no festival. Ela acompanhará as projeções de As Escolhidas, exibido no Festival de Cannes, e de Uma Fronteira, Todas as Fronteiras, documentário que integra a mostra DocTV Lartinoamérica 10 Anos. Também vindo do México, Yo, de Matías Meyer, que esteve no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam.
Nancy Talamantes em cena do filme As Escolhidas, de David Pablos.
Duas retrospectivas são dedicadas ao período conhecido como a Época de Ouro do cinema mexicano, ocorrida a partir da década de 1940. A programação contempla obras estreladas pelas chamadas divas María Félix, Ninón Sevilla, Marga López, Stella Inda e Dolores del Rio e uma seleção de filmes noir, como Na Palma de Tua Mão, Irmãs Malditas, Outro Amanhecer e A Riqueza do Diabo.
Reunindo produções realizadas em 2014 e 2015, a mostra Mulheres Atrás das Câmeras apresenta a nova geração feminina de cineastas mexicanas, composta por nomes como Alejandra Márquez Abella, Alicia Calderón, Betzabé García, Itziar Leemans, Katina Medina Mora e Teresa Camou.
A curadoria do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho, sendo estes dois últimos também diretores do evento.
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Fotos: Gleeson Paulino e Divulgação.