A décima edição do Festival de Cinema de Caruaru aconteceu entre os dias 21 e 26 de agosto, na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, com 66 filmes na programação.
Neste ano, o festival atingiu seu recorde de inscrições: 956 títulos. A curadoria foi realizada por uma equipe formada pelo cineasta e idealizador do evento Edvaldo Santos; o ator e produtor Luciano Torres; a pedagoga e psicanalista Ana Cristina; e as jornalistas Priscila Urpia e Stephanie Sá. O júri desta edição contou com: Mariana Granja, Beto Aragão e Carlos Antonio de França nas mostras Brasil e Agreste; e Davi Batista, Túlio Beat e Heitor Soares nas mostras Fantásticos e Latino-Americana.
A programação contou também com atividades paralelas, como: a oficina Construções Textuais de Júri e Crítica Cinematográfica, com Edvaldo Santos, que, ao final, organizou o Júri Jovem com os alunos; e a oficina Montagem: o que se torna filme, com César Caos. Os homenageados desta décima edição foram: Edson Santos, crítico de cinema e radialista; e Amanda Mansur, professora da área de audiovisual do Núcleo de Design e Comunicação, da UFPE/CAA.
Conheça os vencedores do 10º Festival de Cinema de Caruaru:
MOSTRA BRASIL
Melhor Filme: Big Bang, de Carlos Segundo (MG/RN) Melhor Filme | Júri Jovem: Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO) Melhor Direção: Renan Montenegro, por Nada se Perde Melhor Roteiro: Nada se Perde, escrito por Igor Cerqueira Melhor Atriz: Jéssica Ellen, por Último Domingo Melhor Ator: Chico de Assis, por Uievô Opará Melhor Fotografia: Último Domingo, por Fernando Macedo Melhor Direção de Arte: Fora do Domínio, por Chiara Sengberg e Rafaela Franco Melhor Desenho de Som: Big Bang, por Antoine Bertucci Melhor Pôster: Pescadoras em Rede: As Mulheres da Gamboa de Baixo
MOSTRA AGRESTE
Melhor Filme: Abrição de Portas, de Jaime Guimarães (Campina Grande, PB) Melhor Filme | Júri Jovem: Arte e Pólvora, de Emilly Eduarda Marques (Caruaru, PE) Melhor Direção: Jaime Guimarães, por Abrição de Portas Melhor Roteiro: Filhos Ausentes, escrito por Virgínia Guimarães Melhor Atriz: Joana Marques, por Confins Melhor Ator: Erick Marinho, por Em Algum Lugar do Tempo Melhor Fotografia: Abrição de Portas, por Breno César Melhor Direção de Arte: Filhos Ausentes, por Jansen Barros e Virgínia Guimarães Melhor Desenho de Som: Abrição de Portas, por Romero Coelho Melhor Pôster: Tudo o que Restou, por André Medeiros
MOSTRA LATINO-AMERICANA Melhor Filme: Elena, de Diana Muñoz (México)
MOSTRA FANTÁSTICOS Melhor Filme: Surpresa!, de Jorge Filho (PE)
MOSTRA ADOLESCINE Melhor Filme: Eu Youtuber, de Rodrigo Sena (RN)
MOSTRA INFANTIL Melhor Filme: Amei te Ver, de Ricardo Garcia (SP)
Dedicado às produções da Amazônia Legal em suas principais mostras, mas também aberto aos filmes de todos os estados brasileiros na Mostra Outros Nortes e infantojuvenis na Mostra Olhinho (não competitiva), o festival teve uma programação com 50 títulos e distribuiu 21 prêmios.
Pelo segundo ano consecutivo, a sala de espetáculos do Teatro Amazonas ganhou um telão para quatro dias de exibições de filmes amazônicos nas principais mostras competitivas: Amazônia e Olhar Panorâmico. A competição também ocorreu do lado de fora do espaço cultural, com fila do público para garantir um lugar, especialmente nas sessões noturnas: “Esta edição representa uma mudança de patamar do festival, tanto da quantidade de público, quanto entre os realizadores e cineastas, participantes da programação, parceiros e todos envolvidos direta e indiretamente. Sentimos o quanto as pessoas passaram a compartilhar do mesmo amor que a gente tem pelo festival, muita gente adotou o festival”, disse Diego Bauer, diretor artístico.
Entre os 21 prêmios distribuídos, 13 deles foram para a Mostra Amazônia, principal mostra competitiva somente com curtas-metragens da Amazônia Legal. Tanto a Mostra Outros Nortes quanto a Mostra Olhar Panorâmico tiveram quatro prêmios, cada uma das mostras.
O júri desta quinta edição foi formado por: Valentina Ricardo, Arnaldo Barreto, Augustto Gomes, Rosa Malagueta e Lucas Martins na Mostra Amazônia; Camila Henriques e Ivanildo Pereira, do site Cine Set, na Mostra Olhar Panorâmico; e Lucas Lopes-Aflitos, Pâmela Eurídice e Tom Zé na Mostra Outros Nortes.
Conheça os vencedores do 5º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte:
MOSTRA AMAZÔNIA
Melhor Filme | Júri Oficial: Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO) Melhor Filme | Voto Popular: Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO) Prêmio Especial do Júri: Cem Pillum: A História do Dilúvio, de Thiago Morais (AM) Melhor Direção: Keila Sankofa, por Alexandrina – Um Relâmpago Melhor Roteiro: Ela Mora Logo Ali, escrito por Fabiano Barros e Rafael Rogante Melhor Atuação: Agrael de Jesus, por Ela Mora Logo Ali Melhor Atuação: Rafael César, por Controle Melhor Direção de Fotografia: Controle, por Reginaldo Tyson Melhor Direção de Arte: Alexandrina – Um Relâmpago, por Francisco Ricardo Melhor Montagem: Maués, A Garça, por Lorena Ortiz Melhor Som: Revoada, por Héverton Batista (som direto) e Pablo Araújo (mixagem de som e trilha sonora) Menção Honrosa: Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami (RR) Menção Honrosa: Cabana, de Adriana de Faria (PA)
MOSTRA OUTROS NORTES
Melhor Filme | Júri Oficial: Big Bang, de Carlos Segundo (MG/RN) Melhor Filme | Voto Popular: Big Bang, de Carlos Segundo Menção Honrosa: Soberane, de Wara (CE) Menção Honrosa: Solos, de Pedro Vargas (SP)
MOSTRA OLHAR PANORÂMICO
Melhor Filme | Júri Oficial: La Creación, de Valentina Ricardo (AM) Melhor Filme | Voto Popular: Prazer, Ana, de Sarah Margarido (AM) Menção Honrosa: Yuri u xëatima thë: A Pesca com Timbó, de Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami (RR) Menção Honrosa: Prazer, Ana, de Sarah Margarido
Cícero Lucas: melhor ator coadjuvante por Marte Um
Foram anunciados nesta quarta-feira, 23/08, os vencedores da 22ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que consagrou o longa Marte Um, de Gabriel Martins, com oito troféus Grande Otelo, entre eles, o de melhor longa-metragem de ficção.
A cerimônia, que é realizada anualmente pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, aconteceu na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, e teve apresentação de Cláudia Abreu e Silvio Guindane. Foram anunciados 29 prêmios para longas-metragens, curtas e séries brasileiras, escolhidos pelo amplo júri formado por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, além do prêmio de melhor filme pelo Júri Popular, que teve votação pelo site da instituição.
Nesta 22ª edição, Medida Provisória, de Lázaro Ramos, liderava a lista com 15 indicações, e levou o troféu de melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves. Produzido pela Filmes de Plástico, em coprodução com o Canal Brasil, Marte Um recebeu 13 indicações e foi consagrado pela Academia.
O cineasta paraibano Vladimir Carvalho foi o grande homenageado desta edição. Aos 88 anos, Vladimir segue como referência do cinema verdade e inspiração para novas gerações de documentaristas. Suas produções, carregadas com elementos do Cinema Novo, contam a história da nossa gente, permitindo que o Brasil se reconheça diante da tela. Ainda em celebração ao documentário, a Academia também homenageou o crítico de cinema, escritor e jornalista Amir Labaki, idealizador do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.
Com direção de Batman Zavareze, roteiro de Bebeto Abrantes e performances do pianista, orquestrador e compositor pernambucano Vitor Araújo, a cerimônia foi transmitida ao vivo pelo YouTube da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais e pelo Canal Brasil, com sinal aberto para não assinantes no Globoplay. A transmissão teve apresentação de Simone Zuccolotto, com comentários da atriz Bárbara Paz e reportagem de Maria Clara Senra e Kiko Mollica.
Na cerimônia, Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, celebrou a nova retomada do cinema nacional e lembrou que a edição do ano passado se encerrou com uma performance de Silvero Pereira cantando Dias Melhores Virão, música de Rita Lee e Roberto Carvalho, composta para o filme de Cacá Diegues em 1989: “Dias melhores chegaram! Mas isso não significa que ainda não haja muito trabalho pela frente para garantir que dias melhores sejam constantes. Esse é um ano muito especial para o cinema brasileiro: são 125 anos de existência, valendo lembrar que o Brasil, o Rio de Janeiro especificamente, foi um dos primeiros lugares do mundo onde se filmou. Essa noite é uma celebração a toda essa história. Uma viagem através do tempo e dos olhares desses nossos grandes documentaristas”.
O secretário Municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, esteve na cerimônia e destacou a capacidade de resistência do setor audiovisual brasileiro: “Quando pegamos a prefeitura, encaramos um cenário muito hostil à cultura e ao audiovisual. Ainda na campanha, nós conversamos com muitos produtores que sinalizaram sobre a importância de se reconstruir a RioFilme. Às vezes, a sociedade até esmorece e nós provamos a resiliência que temos”, concluiu.
Conheça os vencedores do 22º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:
MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO Marte Um, de Gabriel Martins
MELHOR FILME | JÚRI POPULAR Bem-vinda a Quixeramobim, de Halder Gomes
MELHOR DIREÇÃO Gabriel Martins, por Marte Um
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM Carolina Markowicz, por Carvão
MELHOR ATRIZ Dira Paes, por Pureza
MELHOR ATOR Carlos Francisco, por Marte Um
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Adriana Esteves, por Medida Provisória
MELHOR ATOR COADJUVANTE Cícero Lucas, por Marte Um
MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO Kobra Auto Retrato, de Lina Chamie
MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO Tarsilinha, de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo
MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL Pluft, o Fantasminha, de Rosane Svartman
MELHOR FILME INTERNACIONAL Elvis, de Baz Luhrmann (EUA)
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO Argentina, 1985, de Santiago Mitre (Argentina)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Marte Um, escrito por Gabriel Martins
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO O Clube dos Anjos, escrito por Angelo Defanti; adaptado da obra de Luis Fernando Veríssimo
MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno
MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO Big Bang, de Carlos Segundo
MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO Território Pequi, de Takumã Kuikuro
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marte Um, por Leonardo Feliciano
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE A Viagem de Pedro, por Adrian Cooper
MELHOR MAQUIAGEM A Viagem de Pedro, por Tayce Vale e Blue
MELHOR FIGURINO A Viagem de Pedro, por Marjorie Gueller, Joana Porto e Patricia Dória
MELHOR MONTAGEM Marte Um, por Thiago Ricarte e Gabriel Martins
MELHOR EFEITO VISUAL Pluft, o Fantasminha, por Sandro Di Segni
MELHOR SOM Marte Um, por Marcos Lopes e Tiago Bello
MELHOR TRILHA SONORA Eduardo e Mônica, por Pedro Guedes, Fabiano Krieger e Lucas Marcier
MELHOR SÉRIE DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (1ª Temporada) (HBO Max)
MELHOR SÉRIE ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT Vamos Brincar com a Turma da Mônica (1ª Temporada) (Giga Gloob)
MELHOR SÉRIE FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV PAGA/OTT Manhãs de Setembro (2ª Temporada) (Amazon Prime Video)
A artista capixaba receberá o Troféu Vitória em setembro
Elisa Lucinda, uma artista plural, que transita com excelência por diversos gêneros e expressões artísticas, será a Homenageada Nacional da 30ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 18 e 23 de setembro.
Como parte da homenagem, a atriz receberá o Troféu Vitória e o Caderno da Homenageada, publicação inédita e biográfica, assinada pelos jornalistas Lais de Mello Rocio, Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos, que trata da sua vida e trajetória profissional. A cerimônia acontecerá no dia 21 de setembro no Teatro Glória, no Sesc Glória: “Estou me sentindo tão importante sendo homenageada no Festival de Cinema da minha terra. Sempre quis ser um orgulho capixaba. Não adianta nada fazer sucesso no mundo inteiro sem o aplauso da mãe da gente, sem o amor da aldeia”, afirmou a artista.
Poeta, atriz, intérprete, jornalista e professora, Elisa Lucinda é natural do município de Cariacica, cidade que integra a região Metropolitana da Grande Vitória, no Espírito Santo. Na infância, aos 11 anos, começa seus estudos de declamação de poemas, arte que a poetriz exerce até hoje. Artista múltipla e intensa, emprestou seu talento a inúmeros trabalhos em 35 anos de carreira. Formou-se em jornalismo em 1982 e começou a exercer a profissão como repórter e apresentadora na TV capixaba. Mas, seus desejos a conduziram para outros caminhos quando mesmo na Ufes, a artista foi convidada para integrar um grupo de teatro e participou de várias criações coletivas em mostras universitárias. Na segunda metade da década de 1980, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, com planos de seguir a carreira artística e iniciou os estudos na CAL, Curso de Interpretação Teatral da Casa de Artes de Laranjeiras.
No cinema, seus primeiros trabalhos foram A Fábula da Bella Palomeira (1987), de Ruy Guerra; Referência (1988), curta-metragem de Ricardo Bravo, onde Elisa foi premiada como Atriz Revelação no Festival de Cinema de Brasília, em 1989; Barrela (1990), premiado longa-metragem de Marco Antonio Cury, inspirado na obra do Plínio Marcos; e A Causa Secreta (1994), de Sérgio Bianchi. Também atuou em Seja o que Deus Quiser (2002) e O Fim e os Meios (2015), de Murilo Salles; As Alegres Comadres (2003), de Leila Hipólito; Maré, Nossa História de Amor (2008), de Lucia Murat. Em 2019, interpretou Deus no premiado curta-metragem Alfazema (2019), de Sabrina Fidalgo.
Seus trabalhos mais recentes nas telonas são: O Pai da Rita(2022), de Joel Zito Araújo, e Papai é Pop (2022), de Caito Ortiz. Em 2020, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Gramado com o filme Por que Você Não Chora?, de Cibele Amaral.
Elisa com a atriz Malu Aloise no filme Papai é Pop
Na televisão, Elisa Lucinda brilhou em Vai na Fé (2023), de Rosane Svartman. Na trama, interpretou Marlene, a matriarca da família de Sol, que ao longo da novela precisou superar os obstáculos e mudar a forma como encarava a vida. Com dezenas de atuações, participou de Kananga do Japão (1989), sua estreia na TV, na qual foi dirigida por Tizuka Yamasaki na extinta TV Manchete; Sangue do Meu Sangue (1995), remake da trama de Vicente Sesso, de 1969, no SBT; além de Araponga (1990), de Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar; Mulheres Apaixonadas (2003) e Páginas da Vida (2006), de Manoel Carlos; Insensato Coração (2011), de Gilberto Braga; Aquele Beijo(2012), de Miguel Falabella; Lado a Lado (2013), de João Ximenes Braga e Claudia Lage; e Tempo de Amar (2017), de Alcides Nogueira; todas na TV Globo. Recentemente, vive a voz da cantora Vanusa e Aparecida, mãe de Cassandra, protagonizada por Liniker, na série Manhãs de Setembro, do Prime Video.
Com 19 livros publicados, Lucinda se tornou uma das mais importantes poetas e autoras do Brasil. Entre os destaques da sua obra estão O Semelhante, Eu Te Amo e Suas Estreias, A Fúria da Beleza e Vozes Guardadas, além dos romances Fernando Pessoa: O Cavaleiro de Nada, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2015; e Quem me Leva para Passear, finalista ao Prêmio Jabuti 2022 na categoria romance de entretenimento. Também é autora da coleção infantil Amigo Oculto, pela qual ganhou o Prêmio Altamente Recomendável da FNLIJ, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Também no universo da literatura, a artista fundou, em parceria com a atriz Geovana Pires, a Casa Poema. A instituição cultural desenvolve projetos voltados para o fomento e a popularização da poesia. Com ações para todas as idades, um dos destaques é o Versos de Liberdade, projeto que ensina a palavra poética aos jovens que cumprem medidas socioeducativas, além de cursos de poesia falada para professores e profissionais de áreas diversas. Em 2021, Elisa Lucinda tomou posse na Academia Brasileira de Cultura, ocupando a cadeira de Olavo Bilac, ao lado de nomes como Zeca Pagodinho, Elza Soares, Christiane Torloni, Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus.
Com uma carreira ativa nos palcos, Elisa está na estrada há 21 anos com o solo Parem de Falar Mal da Rotina. O espetáculo de sua autoria, que deu origem a uma publicação homônima, já percorreu todos os estados brasileiros, além de ter realizado temporadas na Holanda, Espanha, Portugal, Moçambique e Cabo Verde. Ao falar sobre os encantos da rotina, a artista segue inspirando fãs e seguidores.
Primeira brasileira a receber o TIFF Emerging Talent Award
A 48ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 7 e 17 de setembro, acaba de revelar novos nomes que serão homenageados com o TIFF Tribute Award; entre eles, está a cineasta brasileira Carolina Markowicz, que receberá o TIFF Emerging Talent Award.
Prestes a realizar a estreia mundial de Pedágio em Toronto, Carolina Markowicz será agraciada com uma das principais honrarias do festival. A cineasta será a primeira brasileira da história a receber o troféu na categoria Emerging Talent em uma cerimônia de gala marcada para o dia 10 de setembro.
Em comunicado oficial, Markowicz disse: “É com imensa honra que recebi diretamente de Cameron Bailey a notícia incrível de que eu receberia o Emerging Talent Award neste ano no Festival de Toronto. O TIFF faz parte de minha história desde 2014, com meu segundo curta-metragem ‘Edifício Tatuapé Mahal’, passando por ‘Namoro à Distância’ e ‘O Órfão’, e depois como parte do Filmmakers Lab. Na edição de 2022, tive o orgulho de estrear meu primeiro longa, ‘Carvão’, e agora, em 2023, seguimos com ‘Pedágio’. Nesse sexto ano em que tenho a alegria de voltar a Toronto com meu segundo longa, esse prêmio me comove imensamente”.
Os outros homenageados desta edição serão: o diretor de fotografia polonês, duas vezes indicado ao Oscar, Łukasz Žal, que receberá o TIFF Variety Artisan Award; e Andy Lau, ator, cantor e produtor cinematográfico, de Hong Kong, que será honrado com o Special Tribute Award. Cameron Bailey, CEO do TIFF, disse: “Estamos entusiasmados em homenagear esses notáveis talentos. Um ícone da indústria e um artista multifacetado com uma filmografia impressionante, Lau abriu caminho para uma geração de performers. A homenageada Markowicz tem um futuro emocionante pela frente como uma das diretoras mais destemidas de sua geração e a cinematografia de Žal continua a evocar emoção em The Zone of Interest”.
Além da participação no festival canadense, considerado um termômetro dos títulos que estarão na disputa do Oscar, Pedágio também está entre os longas que serão avaliados pela comissão de seleção da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional da premiação. O longa-metragem protagonizado por Maeve Jinkings e Kauan Alvarenga também integra a seleção oficial do Festival de San Sebastián, na Espanha.
Produzido pela Biônica Filmes e O Som e a Fúria, coproduzido pela Globo Filmes e Paramount Pictures e distribuído pela Paris Filmes, o novo projeto conta a história de uma atendente de pedágio que, inconformada com a orientação sexual do filho, comete delitos na tentativa de financiar uma cura para a sua “doença”. Único longa brasileiro de ficção na programação do Festival de Toronto, Pedágio retrata a opressão e violência sofrida pela população LGBTQIA+, diante das incoerências e atrocidades promovidas de forma mais explícita nos últimos anos por alguns setores da sociedade.
O filme, que a diretora descreve como “um drama permeado por humor ácido”, participou de relevantes laboratórios de apoio ao desenvolvimento audiovisual, como o Tribeca All Access, Torino Film Lab e Berlinale Coproduction Market.
Anteriormente, dois diretores consagrados foram anunciados como homenageados do festival: Pedro Almodóvar receberá o Jeff Skoll Impact Media Award, que reconhece a liderança na criação de uma união entre impacto social e cinema; e Spike Lee será honrado com o TIFF Ebert Director Award, batizado em homenagem ao lendário crítico de cinema Roger Ebert e que reconhece cineastas que exemplificaram a grandeza em suas carreiras.
Wilson Rabelo no curta Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo
A sexta edição da Quelly, Mostra Internacional de Gênero e Sexualidade, acontecerá entre os dias 23 e 26 de agosto no Teatro da Cidade, em São Luís, no Maranhão. A programação contará com 12 produções, entre curtas e longas-metragens, que alcançaram destaque pelo mundo e chegarão inéditos ao evento.
O título, presente desde a primeira edição em 2019, é uma homenagem à Quelly da Silva, que faleceu em janeiro do mesmo ano, em Campinas, São Paulo. Neste ano, a curadoria contou com George Pedrosa, cineasta e produtor cultural, e Daniel Nolasco, bacharel em cinema e audiovisual pela Universidade Federal Fluminense, com produção de Josh Baconi e Gabriel Marques; a realização é da Kasarão Filmes.
A sexta edição da Mostra Quelly também será a sua primeira internacional. A primeira mostra de filmes LGBTQIA+ do Maranhão retorna com uma roupagem nova e uma programação de filmes de diversas partes do mundo que retratam a vivência e sexualidade queer anarquista, sem conservadorismo: “O Brasil está em uma nova fase em 2023, porém, os últimos anos deixaram uma herança conservadora que afeta muitas pessoas e, surpreendentemente, as mais jovens. A seleção da primeira edição internacional da Mostra Quelly retrata visões anarquistas sobre o sistema em que estamos inseridos, mostrando a luta de pessoas LGBTQIA+ de diversas partes do mundo, que usam o cinema para retratar a sua própria contracultura e vivência política, criando e explorando os seus desejos humanos”, ressaltou o curador da Mostra.
Também como um espaço de formação, a edição contará com oficinas gratuitas e discussões ao redor do universo audiovisual. Foram convidados profissionais como o diretor, roteirista e diretor de arte Henrique Arruda com a oficina Vou pintar um arco-íris de energia: As Cores e Texturas da Direção de Arte para o Cinema Queer Contemporâneo; e a atriz Luty Barteix com a oficina Corpo e Imagem Performática.
Com o objetivo de discutir, em especial, filmes independentes e autorais, Bruno Carmelo, crítico do site Meio Amargo, também estará presente na 1ª Quelly Internacional para escrever suas impressões sobre as obras em exibição na programação, que será gratuita.
A abertura da edição terá a exibição do clássico brasileiro A Rainha Diaba, lançado em 1973 e dirigido por Antônio Carlos da Fontoura. A história é inspirada em Madame Satã, personagem conhecida no Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, e interpretada nas telas pelo ator Milton Gonçalves. O longa teve sua cópia restaurada e exibida recentemente no Festival de Berlim, ganhando uma nova vida em festivais pelo mundo 50 anos após o seu lançamento.
Entre as obras internacionais, está o longa-metragem Anhell69, uma coprodução entre Colômbia, Romênia, França e Alemanha. Em uma mistura de ficção e realidade, o filme dirigido por Theo Montoya retrata a vida de um diretor que entrevista diversos amigos para montar o casting de um filme que nunca será produzido, por conta do momento perigoso e sem grandes horizontes para os jovens queer na cidade colombiana de Medellín.
A inclusão também estará presente na Mostra Quelly com sessões especiais com recursos de acessibilidade para surdos e ensurdecidos (LSE). Um intérprete de libras estará presente na abertura das sessões acessíveis e durante as oficinas.
Conheça os filmes selecionados para a 6ª Mostra Quelly:
A Rainha Diaba, de Antônio Carlos da Fontoura (1974) (filme de abertura) Anhell69, de Theo Montoya (Colômbia/Romênia/França/Alemanha) As Inesquecíveis, de La Conga Rosa (Brasil, DF) Blinded by Centuries, de Parinda Mai (Tailândia/EUA) Corpo sua Autobiografia, de Cibele Appes e Renata Carvalho (Brasil, SP) Fluidité, de La Fille Renne, Laure Giappiconi e Elisa Monteil (França) Godasses, Parte 03, de Jamal Phoenix (Alemanha) Mon CRS, de Marc Martin (França) Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (Brasil, SP) Panteras, de Breno Baptista (Brasil, CE) Progressive Touch, de Michael Portnoy (Áustria/Holanda/EUA) Quinze Primaveras, de Leão Neto (Brasil, CE)
Cena do curta goiano A Menina Atrás do Espelho, de Iuri Moreno: exibido na edição passada
O Lanterna Mágica – Festival Internacional de Animação, que tem o intuito de promover e difundir o mercado de animação brasileiro e mundial, realizará sua sexta edição entre os dias 8 e 12 de novembro na cidade de Goiânia, em Goiás.
O festival, que fez sua estreia no calendário mundial em 2017, atualmente é uma realização de Camila Nunes, que se destaca como uma figura influente na produção audiovisual e na educação cinematográfica; ela acredita que a animação é uma ferramenta única para transmitir mensagens complexas de maneira acessível, tornando-a uma escolha ideal para atingir as mentes jovens em formação.
Com um olhar atento para o futuro, Camila foca seus esforços em influenciar positivamente a próxima geração, por isso um dos pontos fortes do Lanterna Mágica são as trocas entre profissionais renomados da animação, com discussões e formações sobre cinema com crianças e jovens da rede pública de ensino.
As inscrições para o 6º Lanterna Mágica estão abertas até o dia 20 de setembro e os filmes inscritos, para as mostras competitivas, não competitivas e especiais, passam por uma curadoria formada por convidados que operam na área do mercado audiovisual de animação. As inscrições podem ser feitas pela plataforma FilmFreeway (clique aqui) e filmes do mundo e de todos os continentes podem participar.
As premiações são feitas a partir da escolha dos jurados e do público. A programação do festival conta também com diversas atividades paralelas, entre elas, oficinas, estudos de caso, palestras e algumas surpresas.
Cena do curta cearense Apocalypses Repentinos, de Pedrokas
Foram anunciados neste domingo, 20/08, os vencedores da segunda edição do Muído – Festival de Cinema de Campina Grande, mais uma janela da produção cinematográfica paraibana e nordestina, que aconteceu no Cineteatro São José.
Neste ano, a curadoria foi assinada por Amanda Ramos, Cris Lima, Juca Gonzaga e Dani Drumond. Já o time de jurados foi formado por: Veruza Guedes, Ricardo André e Fabiano Raposo; os vencedores receberam o Prêmio Faxexo.
O Muído é um festival genuinamente paraibano e que tem como um dos objetivos ser uma tela para a produção do estado, do litoral ao sertão, passando pelo Cariri, Curimataú, Brejo, Seridó, entre outros. Além dos filmes, a programação contou também com diversas atividades paralelas.
Conheça os vencedores do 2º Muído – Festival de Cinema de Campina Grande:
MELHOR FILME | MOSTRA MUNDARÉU Apocalypses Repentinos, de Pedrokas (Fortaleza, CE)
PRÊMIO ELY MARQUES | MELHOR FILME PARAIBANO Avôa, de Lucas Mendes (João Pessoa)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Muxima, de Juca Badaró (Lençóis, BA)
MELHOR DIREÇÃO Pedrokas, por Apocalypses Repentinos
MELHOR ROTEIRO Extinção, escrito por Maycon Carvalho
MELHOR ATRIZ Maria do Carmo, por Quebra Panela
MELHOR ATOR Chico Oliveira, por O Brilho Cega
PRÊMIO ALLAN VIDAL | MELHOR MONTAGEM O que os Machos Querem, por Joana Maia
MELHOR FOTOGRAFIA Sangue por Sangue, por Rodolpho de Barros
MELHOR DESENHO DE SOM Sucata Esperança, por Glauber Lacerda
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE O Brilho Cega, por Carlos Mosca
MENÇÃO HONROSA Céu, de Valtyennya Pires (Santa Luzia, PB) Peixinho, de Edson Germinio (Jataúba, PE)
Equipe de Mussum, o Filmis na premiação: seis kikitos
Foram anunciados neste sábado, 19/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores da 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Mussum, o Filmis, do diretor estreante Silvio Guindane, foi premiado com seis kikitos, entre eles, o de melhor longa brasileiro; a cinebiografia de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, também recebeu uma Menção Honrosa.
A noite de premiação ainda consagrou outros dois longas: Tia Virgínia, de Fabio Meira, com cinco prêmios; e o cearense Mais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry, que levou quatro troféus; o documentário Anhangabaú, de Lufe Bollini, e o longa-metragem gaúcho Hamlet, de Zeca Brito, foram os melhores filmes em suas mostras.
Premiados como melhor atriz e melhor ator, Vera Holtz, por Tia Virgínia, e Ailton Graça, por Mussum, o Filmis, trocaram elogios no palco e foram ovacionados pelo público. Vera agradeceu aos colegas de profissão e dedicou o prêmio às suas irmãs da ficção, Arlete Salles e Louise Cardoso, e às irmãs Regina, Rosa e Teresa; além disso, recitou um poema do gaúcho Mario Quintana no palco.
Emocionado, Ailton relembrou sua infância humilde: “Essa é a primeira vez que estou recebendo um prêmio. E isso começou quando eu era criança e minha mãe perguntou para mim e para meu irmão o que queríamos ser. Eu disse carroceiro, advogado, engenheiro agrônomo, cientista, professor… e sendo ator eu posso ser tudo isso”, celebrou.
O diretor Silvio Guindane, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em 1996 por sua atuação no filme Como Nascem os Anjos, de Murilo Salles, discursou: “O cinema me salvou. A arte salva, o cinema salva e hoje estou retornando a este festival”. Também presente na cerimônia, Mussunzinho, filho de Mussum, se emocionou com os prêmios para o filme que retrata a trajetória de seu pai.
A noite também contou com a entrega do Troféu Reverência Horst Volk para o Canal Brasil em celebração aos seus 25 anos. A honraria é um kikito de madeira esculpido pelo artista gramadense Xixo que, ao lado de Elisabeth Rosenfeld, cunharam os troféus entregues nas primeiras edições do evento. André Saddy, diretor geral do Canal Brasil, subiu ao palco para receber a homenagem: “Que honra receber este prêmio! Já falaram muito dessa relação do Canal Brasil com o Festival de Gramado. A importância é recíproca, a valorização é recíproca. Além da transmissão, cobrimos o festival e abrimos espaço para o cinema brasileiro a cada edição”.
Outro destaque da cerimônia foi a entrega do prêmio de melhor filme da IV Mostra Universitária, exibida dentro da programação do Conexões Gramado Film Market no Museu do Festival de Cinema de Gramado. Com votação interativa, que somou 6.210 votos, o curta-metragem pernambucano Cabocolino, de João Marcello, foi o grande vencedor com 2.168 votos.
Conheça os vencedores do 51º Festival de Cinema de Gramado:
LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
Melhor Filme: Mussum, o Filmis, de Silvio Guindane (RJ) Melhor Filme | Júri da Crítica: Tia Virgínia, de Fabio Meira (RJ) Melhor Filme | Júri Popular: Mussum, o Filmis, de Silvio Guindane Melhor Direção: Petrus Cariry, por Mais Pesado é o Céu Melhor Ator: Ailton Graça, por Mussum, o Filmis Melhor Atriz: Vera Holtz, por Tia Virgínia Melhor Atriz Coadjuvante: Neusa Borges, por Mussum, o Filmis Melhor Ator Coadjuvante: Yuri Marçal, por Mussum, o Filmis Melhor Roteiro: Tia Virgínia, escrito por Fabio Meira Melhor Fotografia: Mais Pesado é o Céu, por Petrus Cariry Melhor Direção de Arte: Tia Virgínia, por Ana Mara Abreu Melhor Montagem: Mais Pesado é o Céu, por Firmino Holanda e Petrus Cariry Melhor Trilha Musical: Mussum, o Filmis, por Max de Castro Melhor Desenho de Som: Tia Virgínia, por Rubem Valdés Prêmio Especial do Júri: Ana Luiza Rios, por Mais Pesado é o Céu Menção Honrosa: Vera Valdez, por Tia Virgínia Menção Honrosa: Martín Macías Trujillo, por Mussum, o Filmis
LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS | Prêmio SEDAC/IECINE
Melhor Filme: Hamlet, de Zeca Brito (Porto Alegre) Melhor Filme | Júri Popular: Sobreviventes do Pampa, de Rogério Rodrigues (Porto Alegre) Melhor Direção: Zeca Brito, por Hamlet Melhor Ator: Fredericco Restori, por Hamlet Melhor Atriz: Carol Martins, por O Acidente Melhor Roteiro: O Acidente, escrito por Marcela Ilha Bordin e Bruno Carboni Melhor Fotografia: Hamlet, por Bruno Polidoro, Joba Migliorin, Livia Pasqual e Zeca Brito Melhor Direção de Arte: O Acidente, por Richard Tavares Melhor Montagem: Hamlet, por Jardel Machado Hermes Melhor Desenho de Som: Céu Aberto, por Kiko Ferraz, Ricardo Costa e Cristian Vaz Melhor Trilha Musical: Céu Aberto, por Rita Zart e Bruno Mad
PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS Yãmî Yah-Pá: Fim da Noite, de Vladimir Seixas (RJ)
LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS Melhor Filme: Anhangabaú, de Lufe Bollini (SP)
MOSTRA UNIVERSITÁRIA | Conexões Gramado Film Market Melhor Filme: Cabocolino, de João Marcello (PE) (2.168 votos)
TROFÉU REVERÊNCIA HORST VOLK Canal Brasil
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Agrael de Jesus: melhor atriz por Ela Mora Logo Ali
Os primeiros kikitos da 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado começaram a ser entregues na noite desta sexta-feira, 18/08, no palco do Palácio dos Festivais. A cerimônia foi marcada pela premiação dos melhores filmes na mostra de curtas-metragens brasileiros.
O curta capixaba Remendo, de Roger Ghil, levou o kikito de melhor filme. A produção Ela Mora Logo Ali, dirigida por Fabiano Barros e Rafael Rogante, de Rondônia, recebeu três prêmios: melhor filme pelo Júri Popular, melhor roteiro e melhor atriz para Agrael de Jesus.
O público presente no Palácio dos Festivais ainda acompanhou a entrega de três homenagens. A produtora Lucy Barreto recebeu o Troféu Eduardo Abelin, que é uma homenagem concedida a diretores, cineastas e entidades de cinema pelo trabalho feito em benefício do cinema brasileiro: “Hoje, 18 de agosto, Luiz Carlos e eu comemoramos 69 anos de casados. Só tenho a agradecer ao festival e agradecer por estar viva, pois com 90 anos tem que agradecer todos os dias”, manifestou a homenageada.
Recebendo o Kikito de Cristal, dedicado a expoentes do cinema internacional, a atriz Alice Braga fez um discurso emocionante: “É muito simbólico ver Lucy, Laura e Ingrid aqui nesta noite. E também por estar no Rio Grande do Sul, que foi onde minha carreira começou, quando eu tinha 14 anos, com a Casa de Cinema: vocês são fundamentais, este festival é fundamental”, disse.
O público que preencheu os assentos do Palácio dos Festivais ficou de pé quando Lucy, Alice e Ingrid Guimarães, homenageada ontem com o Troféu Cidade de Gramado, foram convidadas ao palco para entregar o Troféu Oscarito para a atriz Laura Cardoso. Pioneira na TV brasileira, com mais de 30 longas-metragens na carreira, Laura manifestou que estava sem voz para falar: “De coração, obrigada por gostarem do meu trabalho, estou emocionada e não sei mais o que falar”, disse sendo ovacionada pela plateia.
Pela primeira vez, o Festival de Gramado terá sua premiação em dose dupla. Depois dos curtas, que já foram anunciados, a noite de sábado, 19/08, revelará os vencedores das mostras de longas brasileiros, documentais e gaúchos.
Conheça os vencedores da mostra de curtas-metragens brasileiros:
Melhor Filme: Remendo, de Roger Ghil (ES) Melhor Filme | Júri Popular: Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO) Melhor Filme | Júri da Crítica: Camaco, de Breno Alvarenga (MG) Prêmio Especial do Júri: Mãri hi: A Árvore do Sonho, de Morzaniel Ɨramari (RR) Melhor Direção: Mariana Jaspe, por Deixa Melhor Roteiro: Ela Mora Logo Ali, escrito por Fabiano Barros e Rafael Rogante Melhor Atriz: Agrael de Jesus, por Ela Mora Logo Ali Melhor Ator: Phillipe Coutinho, por Sabão Líquido Melhor Fotografia: Mãri hi: A Árvore do Sonho, por Morzanel Iramari Melhor Direção de Arte: Casa de Bonecas, por Felipe Spooka e Jacksciene Guedes Melhor Montagem: Camaco, por Luiza Garcia Melhor Desenho de Som: Sabão Líquido, por Kiko Ferraz Melhor Trilha Musical: Yãmî Yah-Pá, por Mano Teko e Aquahertz Menção Honrosa: Cama Vazia, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) Prêmio Canal Brasil de Curtas: Yãmî Yah-Pá: Fim da Noite, de Vladimir Seixas (RJ)
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A divertida amizade entre Chicó, interpretado por Selton Mello, e João Grilo, vivido por Matheus Nachtergaele, começa a ser filmada no próximo domingo, 20 de agosto. O Auto da Compadecida 2 é uma aventura que renova a já clássica adaptação da peça teatral do paraibano Ariano Suassuna, que foi dirigida para o cinema pelo pernambucano Guel Arraes e lançada no ano 2000.
Com estreia prevista para o ano que vem, o novo filme segue com Guel Arraes na direção, desta vez ao lado de Flávia Lacerda, e conta com a produção da Conspiração e da H2O Films, que também fará a distribuição. Quase 25 anos depois do estrondoso sucesso de O Auto da Compadecida, no cinema e na TV, a sequência reflete o prazer em ser brasileiro, um sentimento perdido por parte da sociedade nos últimos anos, como comenta o diretor: “Achamos interessante fazer um filme sobre amizade neste momento do Brasil”. Os diretores encontraram uma brecha durante os ensaios para gravar um vídeo especial para falar sobre a produção; clique aqui e assista.
Para Guel Arraes, o maior desafio da continuação foi o novo roteiro, uma história original, construída a partir de alguns personagens da peça O Auto da Compadecida. O roteiro é também assinado por João Falcão com a colaboração de Adriana Falcão e Jorge Furtado: “Não se passaram 25 anos somente na vida real, mas na própria narrativa fictícia. Mesmo que seja um filme de época, temos que falar de assuntos de hoje, assim como Ariano foi extremamente atual em 1955 ao escrever sobre a religião e a sobrevivência dos mais pobres”, disse Guel.
O reencontro de Chicó e João Grilo vem atualizado, com a aprovação e a bênção da família de Ariano. Como Flávia Lacerda reflete: “Nesses 25 anos, a história amadureceu, os atores amadureceram, os personagens amadureceram. Então, o público vai perceber que o novo filme tem muito mais camadas e temas”. Dessa maneira, O Auto 2 ganhou reforços de peso no elenco, como a já anunciadaTaís Araujo interpretando Nossa Senhora: “A gente precisava dar uma virada no que significava a Compadecida nessa nova versão, e Taís encaixou perfeitamente”, comentou a diretora.
Outras novidades são Eduardo Sterblitch no papel de Arlindo, um comerciante e radialista poderoso; Humberto Martins como Coronel Ernani; Fabiula Nascimento como Clarabela; Luis Miranda como Antônio do Amor; Juliano Cazarré como Omar; Luellem de Castro como Iracema; e Virginia Cavendish, que permanece como a icônica personagem Rosinha, e Enrique Diaz, que dará vida mais uma vez a Joaquim Brejeiro.
As escolhas estéticas da direção também se modernizaram. Assim como a obra de Ariano é extremamente visual, a escolha dos diretores para a nova versão é levar o universo de Suassuna de forma ainda mais fabular para as telonas: “O cinema andou, a tecnologia andou, então a gente tem a possibilidade de trazer um Nordeste ainda mais encantador”, pontua Guel. A produção virtual vai recriar a cidade de Taperoá nos anos 1950, 25 anos depois da história original.
Mas a essência dos personagens e do mundo ao mesmo tempo real e farsesco criado por Ariano Suassuna permanecem intactas. Ou melhor, vão ganhar ainda mais força por causa do reencontro dessa amizade e do reencontro dos criadores do filme original tanto tempo depois, como comenta Virginia Cavendish: “As pessoas estão muito curiosas com o que aconteceu com o casal Rosinha e Chicó e acho que a história vai surpreender a todos. Na nova versão, a Rosinha virou uma mulher avançada para época”. E Selton Mello celebra: “Fazer o Chicó de novo é uma emoção gigante, que nunca imaginei reviver. Nosso time é de craques, faremos ‘O Auto 2’ à altura da grandeza do nosso filme do peito e celebrando a memória de Ariano Suassuna. O Brasil esperava e merecia este presente”.
Para Matheus Nachtergaele, o envelhecimento dos personagens provoca algumas mudanças em seus arquétipos, mas a trama não perde a delicadeza: “Há uma homenagem ao primeiro, muita coisa vai ser revisitada e o público quer isso, mas há novidades. Éramos trintões, jovens atores, agora somos cinquentões. No que isso vai atingir e transformar os personagens, não sei, mas alguma coisa deve acontecer. O novo roteiro é muito bonito”.
Para entrar no clima do novo filme, assista também (clique aqui) ao nosso programa especial gravado em Cabaceiras, na Paraíba, cidade que serviu de locação para O Auto da Compadecida, em 2000.
O tapete vermelho da 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado desta quarta-feira, 16/08, causou alvoroço com a presença de Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, que chegaram ao evento para a estreia de Uma Família Feliz, novo filme de José Eduardo Belmonte.
Exibido em competição, o thriller psicológico, rodado em Curitiba, no Paraná, é o 15º longa da carreira do diretor. Na trama, Grazi é Eva, uma mulher acusada pela sociedade de ser a principal suspeita dos estranhos acontecimentos que envolvem suas duas filhas gêmeas e seu filho recém-nascido. Para provar sua inocência e ter seu marido, interpretado por Gianecchini, e sua família feliz de volta, ela começa a investigar a situação.
No palco do Palácio dos Festivais, Belmonte subiu ao lado de vários integrantes da equipe e discursou: “Eu admiro esse festival há muito tempo desde quando era estudante de cinema. Hoje é um dia de reencontro com essa equipe incrível. Agradeço também ao festival por ter acolhido um filme de gênero, que mostra a diversidade da produção brasileira. É um thriller intenso que traz um pouco do horror que nasce em nosso cotidiano, dentro de casa e da gente”.
Uma Família Feliz marca o reencontro entre o diretor e a atriz Grazi Massafera nas telonas depois de Billi Pig, lançado comercialmente em 2012: “É minha primeira vez no Festival de Gramado. Obrigada, Zé, por abrir mais uma vez as portas do cinema para mim. Sou de televisão e estou nessa função há um tempo. Aqui, é um espaço muito importante que renova meu desejo de atuar. Eva, minha personagem, é fenomenal, cheia de camadas, sutilezas. O Zé me deixou quase louca… no bom sentido da criatividade. A personagem é racional com uma grande parte intuitiva”, disse a protagonista no palco.
Reynaldo Gianecchini também discursou: “Eu adoro esse festival, que é uma celebração do audiovisual. O cinema é magia e é algo que eu fiz pouco. Então, é sempre especial. Além disso, esse time é demais! Foi um processo intenso e delicioso. Belmonte nos colocou fora da zona de conforto”. O autor Raphael Montes, que assina o roteiro e também estreia como diretor assistente, disse: “Estou emocionado por estar aqui. Venho da literatura e escrevo histórias de suspense. Há sete anos tive a ideia de fazer esse filme, um suspense psicológico”.
A equipe do filme no tapete vermelho
No dia seguinte à exibição, a equipe do filme, que será lançado comercialmente no primeiro semestre de 2024, participou de um debate com a imprensa e com o público, que foi realizado na Sociedade Recreio Gramadense e mediado pelo jornalista Roger Lerina: “Eu comecei nessa carreira sem saber o que estava fazendo, mas sempre me dediquei e estudei. Hoje, acredito que posso fazer outro tipo de interpretação e me jogar no escuro. Já trabalhei por dinheiro e por vaidade. Hoje, trabalho por prazer”, disse Grazi Massafera.
A atriz também falou sobre sua entrega: “É uma personagem feita em grupo. O olhar do outro constrói essa mulher. Eu gosto de conquistar a empatia do público e isso é muito importante para TV. No caso da Eva, era ao contrário. Eu não podia estar tão disposta a defendê-la. É sentir tudo e esconder o que está sentindo o tempo inteiro. Meu maior desafio foi deixar as pistas e ao mesmo tempo se colocar nesse lugar de condenada ou não”. Uma Família Feliz é produzido pela Barry Company, coproduzido pela Globo Filmes e pelo Telecine e tem distribuição da Pandora Filmes.
Ainda na noite de quarta-feira, também foram exibidos os curtas-metragens Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli, e Casa de Bonecas, de George Pedrosa; além do longa documental Roberto Farias: Memórias de um Cineasta, de Marise Farias.
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Fotos: Edison Vara e Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.