Amy Madigan em A Hora do Mal, de Zach Cregger: três indicações
O Sindicato de Maquiadores e Cabeleireiros, Make-Up Artists and Hair Stylists Guild, foi fundado em novembro de 1937 e hoje conta com mais de 2.300 membros da indústria do entretenimento de todo o mundo.
Como de costume, anualmente realiza o Make-Up Artists and Hair Stylists Guild Awards, prêmio que elege as melhores maquiagens e estilos de penteados em diversas plataformas de entretenimento, como: cinema, TV, streaming, videoclipes e teatro. Os indicados da 13ª edição foram anunciados nesta segunda-feira, 29/12, pela presidente Julie Socash. Os vencedores serão revelados no dia 14 de fevereiro de 2026, no Westin Bonaventure Hotel and Suites, em Los Angeles.
Neste ano, o Lifetime Achievement Award, que homenageia um maquiador e um cabeleireiro que possuem um conjunto extraordinário de trabalhos aclamados, contribuições excepcionais para a indústria do entretenimento e serviços notáveis prestados ao seu sindicato ou à sua profissão, será entregue para: Greg Nelson, indicado ao Oscar pela maquiagem de Meu Pai, uma Lição de Vida e vencedor do Emmy por Star Trek: Voyager e The Tracey Ullman Show; e a cabeleireira Judy Alexander Cory, indicada ao Oscar por A Lista de Schindler e Forrest Gump: O Contador de Histórias. O maquiador Michael Johnston, indicado ao Emmy por American Horror Stories, Brilhante Victória e iCarly, também será homenageado e receberá o Vanguard Award.
Conheça os indicados ao MUAHS Awards 2026 nas categorias de cinema:
MELHOR MAQUIAGEM | FILME CONTEMPORÂNEO Bugonia, por Torsten Witte Eddington, por Colin Penman e Lisa Hansell Jurassic World: Recomeço, por Jana Carboni, Charlie Hounslow, Nik Buck, Aisling Nairn e Lauren Baldwin Superman, por Alexei Dmitriew, LuAndra Whitehurst, Nicole Sortillon Amos e Amanda Sprunger Uma Batalha Após a Outra, por Heba Thorisdottir e Mandy Artusato
MELHOR MAQUIAGEM | FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO A Hora do Mal, por Leo Satkovich, Mark Ross, Jason Collins, Kaylee Kehne-Swisher e Brie Bastianson Coração de Lutador: The Smashing Machine, por Felix Fox, Darah Wyant, Amanda Imeson, Harlow MacFarlane e Maiko Gomyo Frankenstein, por Jordan Samuel, Oriana Rossi, Kristin Wayne, Patricia Keighran e Lizzi Lawson Zeiss Pecadores, por Ken Diaz, Siân Richards, Ned Neidhardt, Allison laCour e Lana Mora Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Alice Jones, Nuria Mbomio e Sarah Nuth
MELHOR MAQUIAGEM DE EFEITOS ESPECIAIS A Hora do Mal, por Jason Collins, Leo Satkovich, Mike McCarty, Mark Ross e Kaylee Kehne-Swisher Frankenstein, por Mike Hill e Megan Many Pecadores, por Mike Fontaine, Bailey Domke, Kelsey Berk, Kevin Wasner e Cristina Patterson Uma Batalha Após a Outra, por Arjen Tuiten e Jessica Nelson Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Mark Coulier, Stephen Murphy e Susie Redfern
MELHOR PENTEADO | FILME CONTEMPORÂNEO Balada de um Jogador, por Heike Merker e Alex Kwan Bugonia, por Torsten Witte Corra que a Polícia Vem Aí!, por Joyce M. Gilliard, Nadia Sobh e Tomica Sarver Superman, por Peter Swords King, Lindsay McAllister e Magnolia Lowe Uma Batalha Após a Outra, por Ahou Mofid, Gina Maria DeAngelis e Sacha Quarles
MELHOR PENTEADO EM FILME DE ÉPOCA e/ou CARACTERIZAÇÃO A Hora do Mal, por Melizah Wheat, Monty Schuth e Nashi Tumlinson Frankenstein, por Cliona Furey, Tim Nolan, Laura Solari, Tori Binns e Katarina Chovanec Marty Supreme, por Kay Georgiou, Jimmy Goode, Michael Buonincontro e Mitchell Beck Pecadores, por Shunika Terry-Jennings, Elizabeth Robinson, Tene Wilder, Jove Edmond e Sherri B. Hamilton Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Sim Camps, Gabor Kerekes e Laura Blount
Brigitte Bardot em O Desprezo, de Jean-Luc Godard: ícone mundial
Morreu neste domingo, 28/12, aos 91 anos, a atriz, cantora, modelo e ativista francesa Brigitte Bardot. Considerada uma estrela mundial, foi uma figura feminina de destaque nas décadas de 1950 e 1960, atuou em mais de 45 filmes, virou referência na moda, gravou diversas músicas, foi eleita uma das mulheres mais bonitas do mundo e se dedicou à defesa dos animais.
A morte foi confirmada pela Fondation Brigitte Bardot em comunicado oficial nas redes sociais: “A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento de sua fundadora e presidente, Brigitte Bardot, a mundialmente famosa atriz e cantora, que optou por renunciar à sua prestigiosa carreira para dedicar sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua Fundação. Uma verdadeira pioneira: aos 39 anos abdicou dos holofotes e do mundo do entretenimento para dedicar sua fama e determinação inabalável ao serviço dos animais e dos mais vulneráveis, como os idosos. Em 1977, ela viajou para as geleiras do Ártico para ajudar filhotes de foca, um ato emblemático de sua luta pela proteção de espécies vulneráveis. Sob sua liderança, a Fundação Brigitte Bardot, criada em 1986, tornou-se uma referência na proteção animal na França e no mundo”.
E segue o comunicado: “A Fundação Brigitte Bardot deseja honrar a memória de uma mulher excepcional que deu tudo e se sacrificou por um mundo mais respeitoso com os animais. Seu legado continua vivo por meio das ações e campanhas que a Fundação realiza com a mesma paixão e compromisso inabalável com seus ideais. Expressamos nossas mais profundas condolências à família, aos entes queridos, ao município de Saint-Tropez e seus moradores, e a todos que compartilham dessa dor. A Fundação continuará, agora mais do que nunca, a defender o legado de Brigitte Bardot”.
Nascida em 28 de setembro de 1934, começou a participar de aulas de dança ainda criança. Em 1947, foi aceita no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris e cursou aulas de balé por três anos ministradas pelo coreógrafo russo Boris Knyazev. Dois anos depois, iniciou sua carreira como modelo e, aos quinze anos, foi contratada pela revista francesa Elle. Em 1950, foi capa da publicação e chamou a atenção do jovem cineasta Roger Vadim, que a convidou para um teste; Bardot foi aprovada, mas o filme não aconteceu.
Não demorou muito para que Brigitte Bardot se tornasse atriz: em 1952 fez sua primeira participação nas telonas em Le Trou normand, de Jean Boyer. Depois disso, vieram outros trabalhos no cinema, como: Manina, la fille sans voiles, de Willy Rozier; Les dents longues, de Daniel Gélin; A Noite de Núpcias, de Mario Bonnard; A Mais Linda Vedete, de Marc Allégret; A Noiva do Comandante, de Ralph Thomas; Mademoiselle Pigalle, de Michel Boisrond; Brotinho do Outro Mundo, de Pierre Gaspard-Huit; entre muitos outros.
Brigitte Bardot em A Verdade, de Henri-Georges Clouzot
Mas foi em 1956 que Bardot ganhou destaque mundial ao protagonizar E Deus Criou a Mulher (Et Dieu… créa la femme), dirigido por Roger Vadim, seu então marido. Entre diversas polêmicas, o filme sofreu censura e chegou a ser proibido em alguns países. Quando foi exibido nos Estados Unidos, Brigitte transformou-se em um fenômeno da noite para o dia. Já na década de 1960, a atriz voltou aos holofotes do mundo da moda e foi eleita a deusa sexual da década.
Com o cineasta Henri-Georges Clouzot, se destacou em A Verdade (La vérité), que lhe rendeu uma indicação de melhor atriz estrangeira no David di Donatello, mais importante prêmio cinematográfico da Itália; o longa também foi indicado ao Oscar de melhor filme internacional. Na sequência, filmou Torneio de Amor (La bride sur le cou), de Roger Vadim e Jean Aurel; Amores Célebres (Amours célèbres), de Michel Boisrond; e Vida Privada (Vie privée), de Louis Malle, ao lado de Marcello Mastroianni.
Já em 1963, sob o comando de Jean-Luc Godard, filmou O Desprezo (Le mépris), outro grande sucesso de sua carreira. Foi nessa época que Bardot se encantou pelo Brasil e morou quatro meses em Búzios, no Rio de Janeiro, com o então namorado Bob Zagury, marroquino que vivia no país como jogador de basquete do Flamengo.
Depois dessa passagem brasileira, voltou às telonas em Viva Maria!, novamente dirigida por Louis Malle. Aqui, dividiu a telona com Jeanne Moreau e foi indicada ao BAFTA, o Oscar britânico, de melhor atriz estrangeira. Seguiu na sétima arte em outros sucessos, como: Histórias Extraordinárias, de Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim, ao lado de Alain Delon; Shalako, de Edward Dmytryk, com Sean Connery; As Mulheres, de Jean Aurel; O Urso e a Boneca, de Michel Deville; As Noviças, de Guy Casaril e Claude Chabrol; Boulevard do Rum, de Robert Enrico; As Petroleiras, de Christian-Jaque e Guy Casaril; Se Don Juan Fosse Mulher, de Roger Vadim; e L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, de Nina Companeez, seu último filme. Além disso, também gravou diversas músicas, como La Madrague, entre as décadas de 1960 e 1970.
Cansada da indústria cinematográfica, Bardot anunciou o fim definitivo de sua carreira de atriz em meados de 1974, pouco antes de completar 40 anos. Na sequência, recusou inúmeros convites para voltar a atuar e resolveu se dedicar aos direitos dos animais. Já em sua trajetória humanitária, fundou a Fondation Brigitte Bardot, em 1986, e participou de diversos protestos.
Além de ser a responsável pela popularização de Saint-Tropez, na França, ao se mudar para lá no começo dos anos 1960, foi considerada ícone pop, símbolo sexual, musa e influenciou a moda mundial. Porém, sua vida também foi marcada por polêmicas: apoiou a extrema direita francesa e foi condenada por incitação ao ódio racial, entre tantas outras declarações questionáveis.
Fotos: Divulgação/Kingsley International Pictures Corporation.
Karine Teles: destaque no cinema brasileiro contemporâneo
A Mostra de Cinema de Tiradentes, que será realizada entre os dias 23 e 31 de janeiro de 2026, abre o calendário audiovisual brasileiro como o primeiro grande encontro do setor no ano. Consolidado como uma das principais plataformas de lançamento, reflexão e debate do cinema nacional, o evento reúne centenas de espectadores, pesquisadores, jornalistas e profissionais em torno de uma programação gratuita e diversificada, com pré-estreias, mostras temáticas, atividades formativas e encontros do audiovisual.
Para 2026, a Mostra propõe como eixo curatorial a temática Soberania imaginativa. O conceito surge a partir do debate contemporâneo sobre autonomia, independência e protagonismo cultural do Brasil, fruto de reflexões da curadoria coordenada pelo crítico de cinema Francis Vogner dos Reis. Para ele, a escolha desse tema justamente agora responde a um momento histórico específico: “A palavra soberania voltou a organizar o debate público, e ela não diz respeito apenas à política ou à economia, mas também à capacidade de imaginar, criar e sustentar projetos próprios no campo simbólico e cultural”.
Junto com Francis Vogner, assinam a curadoria da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Juliano Gomes e Juliana Costa (longas-metragens); Camila Vieira, Leonardo Amaral, Lorenna Rocha, Mariana Queen e Rubens Anzolin (curtas-metragens); e as assistências de Barbara Bello (longas) e João Rego (curtas).
A temática, que envolve todo um pensamento em torno dos debates que devem ocupar algumas das mesas durante a Mostra, parte de uma leitura retrospectiva do cinema brasileiro das últimas duas décadas ao reconhecer que a emergência de obras, artistas, coletivos e produtoras inovadoras não ocorreu de forma isolada: “Não se trata apenas de identificar filmes ou artistas originais, mas de compreender as dinâmicas profundas de criação que permitiram o surgimento de um cinema diverso, arriscado e inventivo”, afirma Francis. Com isso, a Mostra reforça seu papel histórico de mapear, reconhecer e dar visibilidade a forças criativas em pleno e constante movimento de reconfiguração das práticas artísticas no país.
Num cenário marcado pela retomada das políticas públicas, pela reorganização do setor audiovisual e pela urgência da regulação das plataformas, a Mostra propõe avançar no pensamento: “O cinema brasileiro revelou tecnologias, modos de produção e imaginações que respondem a contextos, territórios e sujeitos muito distintos. Essa imaginação, vasta e muitas vezes ainda sem nome, pode ser um laboratório de futuro para o país”, diz o curador. A soberania imaginativa, assim, carrega a ideia de um canal para garantir condições de continuidade a uma produção plural e ousada.
Dentro desse contexto, a Mostra de Cinema de Tiradentes 2026 homenageará a atriz fluminense Karine Teles, uma das figuras centrais do cinema brasileiro contemporâneo. Com trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e o audiovisual de grande alcance, Karine construiu uma carreira que dialoga diretamente com os valores defendidos pela temática desta edição. Para Francis Vogner, a escolha da atriz evidencia um ponto de intersecção fundamental de hoje: “A Karine é uma atriz que se formou na relação entre um cinema independente, de fatura autoral e inventiva, e as incursões no mainstream, em filmes e novelas voltados a um público mais amplo”. A versatilidade fez dela um rosto amplamente reconhecido, sem que isso a afastasse do núcleo mais experimental e criativo da produção nacional, defende o curador.
A homenagem para a atriz, roteirista e diretora Karine Teles destaca ainda como sua carreira traduz a pluralidade do próprio campo audiovisual autônomo: “O cinema brasileiro nunca foi uma coisa só. Ele é múltiplo, diverso, e a trajetória da Karine prova isso”, observa Francis. A atriz, assim, sintetiza o desejo da Mostra de aproximar inventividade estética e diálogo com o público: “Ela é uma figura reconhecida pelo grande público e, ao mesmo tempo, profundamente respeitada no cinema independente. É um caso muito expressivo desse nosso desejo”. Inclusive, a atriz teve seu primeiro grande papel num filme exibido na Mostra Aurora, Riscado, de Gustavo Pizzi, em 2010, no Cine-Tenda, em Tiradentes.
Karine Teles no longa Riscado, de Gustavo Pizzi
Em sua trajetória, a atriz de 47 anos fez diversos trabalhos com a produtora mineira Filmes de Plástico, como os curtas-metragens Quinze, de Maurílio Martins (2014) e Nada, de Gabriel Martins (2017) e o longa-metragem No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins (2019); esteve em sucessos de repercussão internacional, como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (2015), Benzinho, de Gustavo Pizzi (2018) e Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (2019); e participou de séries e telenovelas, entre elas, o remake de Vale Tudo, na Rede Globo.
A 29ª Mostra Tiradentes é também um grande encontro de exibição, formação e debate que acontece no cenário audiovisual no primeiro mês do ano. A programação reúne mais de 100 filmes brasileiros entre longas e curtas-metragens inéditos divididos em diversas mostras de filmes, entre elas: Aurora, Olhos Livres, Autorias, Panorama, Praça, Foco, Foco Minas, Formação, Temática, Homenagem, Clássicos de Tiradentes, Mostrinha, Jovem, Regional e Valores.
O evento também se constrói em calorosas atividades formativas e de reflexão, com o Seminário do Cinema Brasileiro, debates, Encontros com os Filmes, rodas de conversa e sessões comentadas. Isso amplia a experiência cinematográfica para além das salas de exibição e promove o encontro direto entre público, realizadores e pesquisadores, expandindo o impacto dos filmes e da própria ideia do que é o cinema brasileiro de agora.
Outro eixo central da programação é o Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual Brasileiro, espaço dedicado à discussão de políticas públicas, diagnóstico do setor e à articulação entre diferentes agentes da cadeia audiovisual. Em 2026, será realizada a 4ª edição do Fórum, que se tornou oportunidade de escuta, debate e proposições, com a presença de gestores públicos, pesquisadores, produtores, realizadores e representantes de instituições e áreas específicas do ecossistema audiovisual que se encontram para refletir os rumos do cinema e do audiovisual no país. Ao fim, propõem-se documentos a serem encaminhados para o poder público, com balanços e reivindicações do setor.
A Mostra conta ainda com a Conexão Brasil CineMundi, iniciativa voltada ao mercado e à circulação internacional de projetos brasileiros, que prepara a produção do futuro a partir de olhares de convidados do meio que tomam contato pela primeira vez com obras em fase de finalização; e o Programa de Formação Audiovisual, com oficinas, laboratórios e atividades educativas. Nisso, a Mostra promove atividades variadas para todo tipo de público, do infantil e juvenil ao adulto, performances, exposições, lançamentos de livros e intervenções artísticas. Por nove dias, Tiradentes, em Minas Gerais, se transforma num vasto território de criação, encontros e imaginação coletiva, bem dentro do conceito inclusive de soberania que mobiliza o evento este ano.
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes amplia seu papel formativo com um programa que reúne laboratórios e oficinas voltados a públicos adulto e jovem. Ao todo, serão mais de dez atividades, com oferta superior a 200 vagas, reforçando o compromisso do evento com a qualificação profissional e o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro.
Com arte por toda parte, a Mostra ainda ocupa a cidade com várias manifestações criativas e populares, com intuito de ser também um grande evento para toda a família. Isso inclui atividades lúdicas e circenses no Largo das Fôrras, sessões da Mostrinha e do Cine-Escola, com filmes infantis e infantojuvenis, cortejo da arte para celebrar o aniversário do município, shows de mágica e apresentações musicais interativas.
Taís Araujo e Lázaro Ramos: primeiro casal a receber homenagem máxima do festival
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris anunciou que os grandes homenageados de sua 28ª edição serão Lázaro Ramos e Taís Araujo. Juntos como casal desde 2004 e pais de dois filhos, eles se tornaram uma das duplas mais admiradas do país pela força de suas trajetórias individuais e pela relevância de sua atuação conjunta no audiovisual.
Taís, que em 2025 celebrou 30 anos de carreira, soma mais de 30 produções na televisão e 10 filmes no cinema; Lázaro, com 27 anos de trajetória, participou de mais de 30 produções na TV e mais de 40 longas-metragens. A consistência, a amplitude e o impacto das trajetórias de ambos fazem com que, pela primeira vez, um casal receba a homenagem máxima do festival, reconhecendo sua contribuição decisiva para o teatro, cinema e televisão. A mostra acontecerá entre os dias 7 e 14 de abril de 2026, no histórico cinema L’Arlequin, em Saint-Germain-des-Prés, e a programação completa será anunciada em breve.
A curadora e diretora da mostra, Katia Adler, preparou uma seleção especial de filmes que celebram diferentes momentos da trajetória dos dois artistas. Entre os destaques está Medida Provisória, longa que marcou a estreia de Lázaro Ramos na direção de ficção e que também traz Taís Araujo em um dos papéis centrais. A homenagem inclui ainda títulos emblemáticos de suas filmografias: de Lázaro, Madame Satã, de Karim Aïnouz e Tudo que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado; e de Taís, Pixinguinha: Um Homem Carinhoso, de Denise Saraceni e Allan Fiterman, e Garrincha: Estrela Solitária, de Milton Alencar.
Segundo Katia Adler, a escolha dos homenageados reflete a importância simbólica e artística da dupla para o país: “A escolha de homenagear Lázaro Ramos e Taís Araujo é porque eles representam, de forma rara e complementar, a força, a inteligência e a diversidade do cinema e da cultura brasileira contemporânea. Ao longo de suas trajetórias, ambos construíram personagens marcantes, ampliaram espaços de representação e usaram sua visibilidade para dialogar com a sociedade, dentro e fora das telas. Como artistas e como cidadãos, Lázaro e Taís ajudam a contar um Brasil plural, complexo e em constante transformação; um Brasil que queremos celebrar, refletir e compartilhar com o público”.
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris é a principal vitrine da cultura brasileira na Europa e todo ano reúne mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Realizado pela Jangada, o evento exibe uma seleção das melhores produções do cinema nacional, entre ficções e documentários, além de realizar workshops e debates sobre os filmes apresentados com a presença dos criadores.
Foram anunciados neste sábado, 20/12, os vencedores da 16ª edição do Festival de Cinema de Triunfo em cerimônia realizada no Theatro Cinema Guarany, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco.
Ao longo de seis dias de programação, o evento promoveu mostras competitivas, sessões especiais, oficinas, ações educativas e encontros formativos, consolidando-se como um importante espaço de difusão, formação e valorização do cinema, especialmente no Sertão do estado.
Os homenageados deste ano foram: a diretora Uilma Queiroz, que exibiu o curta-metragem Presente de Aniversário; a atriz, realizadora e curadora Cíntia Lima; o guardião da tradição dos Caretas, Nino Abraão; e o realizador Marcos Carvalho, reconhecido por sua contribuição ao cinema produzido no Sertão do Pajeú, em carta lida pelo artista local Teco de Agamenon.
Um dos momentos de destaque da noite foi a entrega de uma bolsa integral para o curso on-line de Cinema da AIC, Academia Internacional de Cinema, ao estudante Jesus Cabral, do EREM Alfredo de Carvalho. A premiação reconheceu sua participação de destaque em oficina formativa realizada durante o festival, marcada por escuta atenta, iniciativa e criatividade. A ação é fruto de parceria entre a Secult-PE e a Academia Internacional de Cinema, reforçando o investimento na formação de jovens talentos e no estímulo à criação audiovisual.
A noite de encerramento também celebrou a quarta edição da Mostra Judith Quinto, dedicada à valorização da produção audiovisual local. A mostra leva o nome de Judith Quinto, conhecida carinhosamente como Ju ou Juju, que trabalhou durante muitos anos na bilheteria do Theatro Cinema Guarany. Figura marcante da história do espaço, Judith contribuiu de forma afetiva para a construção da memória do cinema em Triunfo, ao lado de seu irmão Bau, que atuava como maquinista.
O Troféu Caretas é concedido aos filmes escolhidos pelos júris oficial e popular, uma referência às tradicionais figuras dos Caretas, manifestação da cultura popular triunfense. O time de jurados desta edição foi formado por: Leonardo Lemos, Danielle Valentim, Yane Mendes e Chico Ludermir nas mostras de curtas e médias-metragens e filmes experimentais; Pedro Severien, Nayane Nayse e Priscila Nascimento na mostra de longa-metragem; Gildenice Ferreira Tenório Maia, Lucyle Araújo da Silva e Victor Douglas da Silva Ramos no Júri Popular das mostras de curtas, médias-metragens e filmes experimentais; João Diniz ou Zinid, Janaina Alencar de Araújo e Teco de Agamenon no Júri Popular da mostra de longa-metragem; Felipe dos Santos, Montez e Rafa Montteiro no Júri Especial Fepec; e Antônio Carrilho e Marcos Carvalho Xolaká Xuku Xunuã (o Curupira) no Júri Especial Apeci/ABD-PE.
Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Triunfo 2025:
JÚRI OFICIAL | LONGA-METRAGEM
MELHOR FILME Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (RJ)
MELHOR DIREÇÃO Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa, por Timidez
MELHOR ROTEIRO Timidez, escrito por Susan Kalik, Claudia Barral e Marcos Barbosa
MELHOR ATRIZ Danny Barbosa, por Gravidade
MELHOR ATOR Antônio Marcelo, por Timidez
MELHOR PERSONAGEM | TROFÉU FERNANDO SPENCER Olinda Tupinambá, por Originárias
MELHOR PRODUÇÃO Gravidade, por Priscila Lima e Teta Maia
MELHOR FOTOGRAFIA Gravidade, por Petrus Cariry
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Timidez, por Carol Tanajura
MELHOR TRILHA SONORA Gravidade, por João Victor Barroso
MELHOR SOM Gravidade, por Guma Farias e Érico Paiva
MELHOR MONTAGEM Timidez, por Lucilo Jota e Quito Ribeiro
JÚRI OFICIAL | CURTAS, MÉDIAS E EXPERIMENTAL
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM NACIONAL O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol Aó (BA/SP)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM INFANTOJUVENIL Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM PERNAMBUCANO Mar de Dentro, de Lia Letícia (Recife)
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM DOS SERTÕES Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (Petrolina)
MELHOR FILME EXPERIMENTAL Ecos do Tempo, de Renato Izaias (PE)
MELHOR PERSONAGEM | PRÊMIO FERNANDO SPENCER Biu Neguinho, por Ô Celina, Ô Celina: Biu Neguinho
Melhor Direção: Fábio Narciso, por Um Dia de Todos os Dias Melhor Roteiro: Pé de Chinelo, escrito por Cátia Cardoso Melhor Ator: Pedro Lucas, por Queimando por Dentro Melhor Atriz: Lacerda, por Mal Sagrado Melhor Fotografia: Akaîutĩ, por Sylara Silvério Melhor Direção de Arte: Mal Sagrado, por Gustavo Costa Melhor Trilha Sonora: Ecos do Tempo, por Renato Izaias e Lucas Oliveira Melhor Som: Boiuna, por Lucas Coelho Melhor Montagem: Queimando por Dentro, por Matheus Farias Melhor Produção: Boiuna, por Luis Fernando Pontes Menção Honrosa: Encruza, de Guilherme Cavalcante e Rafael Costa (PE)
JÚRI POPULAR
LONGA-METRAGEM NACIONAL Originárias (Native Worldviews), de Marcilia Cavalcante Barros (BA)
LONGA-METRAGEM NACIONAL | MENÇÃO HONROSA Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa (RJ)
CURTA OU MÉDIA NACIONAL Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE)
CURTA OU MÉDIA INFANTOJUVENIL Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
CURTA OU MÉDIA PERNAMBUCANO Ô Celina, Ô Celina: Biu Neguinho, de Jadson André e Sheilla Moreno (Arcoverde)
CURTA OU MÉDIA PERNAMBUCANO | MENÇÃO HONROSA Noé da Ciranda, de João Marcelo (Surubim)
CURTA OU MÉDIA DOS SERTÕES Pé de Chinelo, de Cátia Cardoso (Petrolina)
FILME EXPERIMENTAL Recife: Enquanto os Monstros Dormem, de Widio Joffre (PE)
OUTROS PRÊMIOS
TROFÉU APECI/ABD Troféu do Júri Especial: Sertão 2138, de Deuilton B Junior (Recife) Menção Honrosa: Mar de Dentro, de Lia Letícia (Recife) Menção Honrosa: Iluminação Especial 7.0, de Mayara Bezerra (PE)
PRÊMIO FEPEC Prêmio Cineclubista | Melhor Filme para Reflexão: Um Dia de Todos os Dias, de Fábio Narciso (MG) Menção Honrosa: Areias do Céu, de Virgínia Guimarães (PE)
Sophia em A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
A 76ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de fevereiro de 2026, acaba de anunciar os primeiros filmes selecionados para as mostras Panorama e Generation; outros títulos serão revelados em breve.
Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que exploram as vidas e os mundos de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora de um cinema jovem que quebra convenções. As obras fazem parte das mostras Generation Kplus e Generation 14plus, dois programas de competição que exibem um cinema internacional de última geração para o público jovem e para todos os outros.
O comunicado oficial diz: “A Generation cria um espaço central no festival para vozes jovens: na tela e além do cinema. Curiosidade, raiva e esperança, tristeza e terna solidariedade; do Brasil a Taiwan, a programação mergulha nas realidades vividas por jovens protagonistas. O espectro varia de trabalhos documentais colaborativos a reinos de fantasia cativantes, convidando o público a reivindicar seu lugar no mundo”.
O cinema brasileiro marca presença na Generation Kplus com dois títulos, entre eles, o documentário A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai. A sinopse diz: no árido interior brasileiro, meninas brincam em equilíbrio entre o passado difícil de suas mães e sonhos fantásticos para o futuro. Em um lugar onde os homens ainda são vistos como gigantes em comparação às mulheres, as meninas cruzam o limiar da infância para a adolescência.
Com produção da Amana Cine, coprodução da Globo Filmes e GloboNews, apoio da RioFilme e distribuição da Descoloniza Filmes, o longa foi rodado em Guaribas, uma pequena cidade do sertão do Piauí. Em comunicado nas redes sociais, a equipe do filme disse: “Esta estreia em Berlim vem sendo sonhada há anos. E saber que ela se realizará, que o filme desta primeira geração de meninas que nasceu com o direito de comer e sonhar será recebido em salas de cinema lotadas na cidade que traz em suas ruas e arquitetura a divisão do comunismo e capitalismo é de encher o coração. Comemoramos este belo momento do cinema nacional, ontem com cinco filmes na shortlist do Oscar, hoje com duas diretoras mulheres na primeira lista de filmes selecionados pela Berlinale. Este filme é fruto de políticas públicas, de muito trabalho e de muita troca. Ele nos ensina sobre empatia e projetará no Brasil e no mundo a alegria, resiliência e história destas crianças do sertão – e de nosso país. Viva o cinema brasileiro!”.
O outro título que representa o Brasil é Papaya, de Priscilla Kellen, primeiro longa de animação brasileiro selecionado para a Berlinale. O filme acompanha uma pequena semente de mamão que, apaixonada pela ideia de voar, precisa seguir em movimento para evitar enraizar-se. Ao longo da jornada, a semente descobre a força transformadora de suas raízes, capazes de conectar vidas por caminhos profundos e misteriosos e provocar uma verdadeira revolução em seu ambiente.
Cena do longa de animação Papaya, de Priscilla Kellen
Produzido pela Boulevard Filmes, em coprodução com Birdo Studio, Priscilla Kellen e Alê Abreu, diretor de O Menino e o Mundo, o longa tem participação especial da cantora Tulipa Ruiz e combina formas bidimensionais, colagens e uma paleta visual inspirada em grafismos latino-americanos e nas obras paper-cutout do pintor francês Henri Matisse. Um estilo que Priscilla Kellen define como tropicalismo pós-apocalíptico e que reforça a singularidade estética do filme agora reconhecido por um dos maiores festivais de cinema do mundo.
Em comunicado oficial, a diretora disse: “A ideia do filme nasceu de uma conexão profunda com a natureza e das transformações provocadas pela maternidade. Quis contar uma história sobre movimento, crescimento e a coragem de criar raízes. Estar na seleção oficial do Festival de Berlim me dá confiança de que Papaya tocará corações ao redor do mundo”. Letícia Friedrich, produtora da Boulevard Filmes, completou: “A presença de Papaya no Festival de Berlim é histórica para a animação brasileira. Essa colaboração internacional reforça nossa crença na força universal das nossas histórias e na capacidade da animação de conectar culturas e gerações”.
Além disso, também foram revelados os primeiros filmes da mostra Panorama, que destaca o cinema internacional contemporâneo, ousado e não convencional. Neste ano, a seleção apresenta um cinema independente impactante, documentários que equilibram poesia e urgência e o ousado cinema jovem de língua alemã.
Neste ano, o consagrado cineasta alemão Wim Wenders, premiado em Berlim com O Hotel de Um Milhão de Dólares e homenageado em 2015, será o presidente do júri da 76ª edição: “Nunca me passou pela cabeça, nem remotamente, ser presidente do júri na minha cidade natal até que Tricia Tuttle me convidou. E então percebi: Uau! Será uma maneira totalmente nova de assistir filmes na Berlinale, finalmente ver todos os filmes da competição e discuti-los a fundo com um grupo de pessoas inteligentes e apaixonadas por cinema. Tem coisa melhor? Sou grato a Tricia por me convidar para essa experiência única”, disse o diretor.
E mais: a atriz malaia Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, será homenageada com o Urso de Ouro honorário: “Berlim sempre ocupou um lugar especial no meu coração. Foi um dos primeiros festivais a acolher meu trabalho com tanto carinho e generosidade. Voltar depois de todos esses anos, em reconhecimento à minha trajetória no cinema, é algo verdadeiramente significativo”.
Conheça os primeiros filmes selecionados para o 76º Festival de Berlim:
PANORAMA
Allegro Pastell, de Anna Roller (Alemanha) Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha/Alemanha/Bélgica) London, de Sebastian Brameshuber (Áustria) Mouse, de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson (EUA) Only Rebels Win, de Danielle Arbid (França/Líbano/Qatar) Shibire (Numb), de Takuya Uchiyama (Japão) Staatsschutz (Prosecution), de Faraz Shariat (Alemanha)
PANORAMA DOKUMENTE
Bucks Harbor, de Pete Muller (EUA) Jaripeo, de Efraín Mojica e Rebecca Zweig (México/EUA/França) Trop c’est trop (Enough is Enough), de Elisé Sawasawa (França/Congo) Two Mountains Weighing Down My Chest, de Viv Li (Alemanha/Holanda) Un hiver russe (A Russian Winter), de Patric Chiha (França)
GENERATION KPLUS
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (Brasil) Bats & Bugs (Nachtschwärmer), de Lena von Döhren (Suíça) Ghost School, de Seemab Gul (Paquistão/Alemanha/Arábia Saudita) Ni Chui Do Wo Chui Si (Tutti), de Zhuang Rong Zuo (Taiwan) ÖÖmõtted (A Serious Thought), de Jonas Taul (Estônia) Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil) Riding Time, de Roopa Gogineni e Farhaan Mumtaz (Reino Unido/França) Tegenwoordig heet iedereen Sorry (Everyone’s Sorry Nowadays), de Frederike Migom (Bélgica/Holanda/Alemanha)
GENERATION 14PLUS
Black Burns Fast, de Sanduela Asanda (África do Sul) Memories of a Window, de Mehraneh Salimian e Amin Pakparvar (EUA) Ni’er (The Girl/Das Mädchen), de Yucheng Tan (China) The Thread, de Fenn O’Meally (Reino Unido)
A APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, existe desde 1973. Sua base surgiu em 1951, contando exclusivamente como uma premiação teatral. Mais de 20 anos depois, uma reestruturação redefiniu seu alcance para todas as formas de arte.
Cada grupo de críticos se reúne para escolher os melhores de cada ano e a Comissão de Cinema da APCA revelou nesta quarta-feira, 17/12, os indicados para a temporada 2025 em seis categorias: melhor filme de ficção, melhor filme documental, melhor direção, melhor roteiro, melhor ator e melhor atriz. Fizeram parte da comissão: André Rossi, Cecilia Barroso, Chico Fireman, Flávia Guerra, Francisco Carbone, Luiz Carlos Merten, Natália Bocanera, Orlando Margarido e Viviane Pistache.
Os campeões de indicações deste ano foram O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi, ambos com cinco citações. O primeiro é a maior bilheteria de um filme nacional lançado em 2025, já tendo ultrapassado o milhão de espectadores, e um dos filmes mais premiados do ano, e não apenas no Brasil. O segundo foi o grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado, mas estreou somente em março deste ano; trata-se de uma das produções mais elogiadas da temporada, e que esteve junto a O Agente Secreto na lista do Brasil para a vaga de filme internacional no Oscar.
Além deles, Baby, de Marcelo Caetano recebeu quatro indicações e A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, se destacou com três. Completam os indicados a melhor longa de ficção: Manas, de Mariana Brennand, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Os vencedores serão anunciados em data a ser marcada pela direção da entidade.
Conheça os finalistas ao Prêmio APCA 2025 nas categorias de Cinema:
MELHOR FILME | FICÇÃO A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo Baby, de Marcelo Caetano Manas, de Marianna Brennand O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho O Último Azul, de Gabriel Mascaro Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
MELHOR FILME | DOCUMENTÁRIO 3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche
MELHOR DIREÇÃO Erico Rassi, por Oeste Outra Vez Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por A Queda do Céu Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto Luciano Vidigal, por Kasa Branca Marcelo Caetano, por Baby Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis
MELHOR ROTEIRO A Natureza das Coisas Invisíveis, escrito por Rafaela Camelo Baby, escrito por Gabriel Domingues e Marcelo Caetano Homem com H, escrito por Esmir Filho O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho O Último Episódio, escrito por Maurílio Martins e Thiago Macêdo Correia Oeste Outra Vez, escrito por Erico Rassi
MELHOR ATOR Ângelo Antônio, por Oeste Outra Vez Big Jaum, por Kasa Branca Jesuíta Barbosa, por Homem com H Ricardo Teodoro, por Baby Rodger Rogério, por Oeste Outra Vez Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ Alice Carvalho, por O Agente Secreto Denise Weinberg, por O Último Azul Gilda Nomacce, por Prédio Vazio Jamilli Correa, por Manas Leandra Leal, por Os Enforcados Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho: em busca da estatueta dourada
A AMPAS, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, divulgou, nesta terça-feira, 16/12, uma lista com os pré-selecionados para o Oscar 2026 em doze categorias, entre elas, melhor filme internacional, antes conhecida como melhor filme estrangeiro.
Neste ano, o Brasil, que venceu com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na última edição, segue na disputa pela estatueta dourada com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que se destaca entre os 15 semifinalistas. Para esta 98ª edição, 86 países foram classificados.
Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de um milhão de espectadores nos cinemas.
Além disso, uma nova categoria será entregue pela primeira vez: melhor elenco (best casting) para filmes lançados em 2025, que consagrará os diretores de elenco. Na shortlistrevelada pela Academia, o brasileiro Gabriel Domingues está na disputa por uma vaga por seu trabalho em O Agente Secreto.
Na categoria de melhor documentário, outro título brasileiro ganha destaque: Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, que já disputou a estatueta dourada com Democracia em Vertigem, em 2020. O filme, que investiga a crescente influência exercida por líderes religiosos na política no Brasil, entrelaça passado e presente, mergulhando nas contradições de uma jovem democracia, e, ao fazê-lo, oferece um reflexo para o resto do mundo.
Presidente Lula no documentário brasileiro Apocalipse nos Trópicos
O longa, premiado recentemente no IDA Documentary Awards e disponível na Netflix, oferece um acesso inédito aos bastidores do poder, acompanhando figuras centrais da política brasileira, como o presidente Lula, o ex-presidente Bolsonaro e o televangelista Silas Malafaia, que exerce enorme influência no cenário. Ao expor o papel crucial do movimento evangélico na recente turbulência política do Brasil, Petra também revela a ideologia apocalíptica que motiva esses líderes. O documentário captura ainda as consequências dessa guerra ideológica, deixando claro que o fundamentalismo religioso não será facilmente suprimido, e ignorá-lo pode ter consequências ainda mais drásticas.
E mais: o curta-metragem brasileiroAmarela, de André Hayato Saito, que disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado, está na disputa pela estatueta dourada na categoria de melhor curta-metragem de ficção; o brasileiro Adolpho Veloso também se destaca pela fotografia de Sonhos de Trem, da Netflix. O longa documental Yanuni, de Richard Ladkani, uma coprodução entre Alemanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Austrália, também segue na corrida por uma vaga; o filme é um retrato de Juma Xipaia, liderança indígena da Amazônia brasileira, que sai de uma aldeia distante para a linha de frente da luta pela justiça climática.
Em novembro deste ano, a Academia promoveu o Governors Awards, cerimônia que entrega o Oscar honorário para personalidades lendárias cujas carreiras extraordinárias e compromisso com a comunidade cinematográfica continuam a deixar um legado duradouro. Os homenageados foram: Debbie Allen, Tom Cruise e Wynn Thomas; Dolly Parton recebeu o Jean Hersholt Humanitarian Award.
Como de costume, todos os anos, a Academia convida novos membros para participarem de suas atividades, entre elas, votar no Oscar. Neste ano, 534 nomes (que serão divididos entre 19 setores) receberam o convite, entre eles, nove brasileiros: Fernanda Torres, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui; Adrian Teijido, diretor de fotografia; Claudia Kopke, figurinista; Maria Carlota Bruno, produtora; Murilo Hauser, roteirista; Heitor Lorega, roteirista; Daniela Thomas, diretora; Gabriel Mascaro, diretor; Daniel Filho, diretor; e Eliza Capai, documentarista.
Os finalistas serão revelados no dia 22 de janeiro de 2026 e a cerimônia acontecerá no dia 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Hollywood.
Confira os semifinalistas ao Oscar 2026:
FILME INTERNACIONAL
ALEMANHA: O Som da Queda (In Die Sonne Schauen), de Mascha Schilinski ARGENTINA: Belén, de Dolores Fonzi BRASIL: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho COREIA DO SUL: No Other Choice (Eojjeol Suga Eopda), de Park Chan‑wook ESPANHA: Sirât, de Oliver Laxe FRANÇA: Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi ÍNDIA: Homebound, de Neeraj Ghaywan IRAQUE: The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi JAPÃO: Kokuho: O Mestre Kabuki (Kokuhô), de Sang-il Lee JORDÂNIA: Allly baqi mink (All That’s Left of You), de Cherien Dabis NORUEGA: Valor Sentimental, de Joachim Trier PALESTINA: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir SUÍÇA: Heldin (Late Shift), de Petra Biondina Volpe TAIWAN: A Garota Canhota, de Shih-Ching Tsou TUNÍSIA: A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania
DOCUMENTÁRIO | LONGA-METRAGEM
2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir Alabama: Presos do Sistema, de Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa Coexistence, My Ass!, de Amber Fares Cover-Up, de Mark Obenhaus e Laura Poitras Cutting through Rocks, de Mohammadreza Eyni e Sara Khaki Embaixo da Luz de Neon, de Ryan White Folktales, de Heidi Ewing e Rachel Grady Holding Liat, de Brandon Kramer Mistress Dispeller, de Elizabeth Lo Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev Seeds, de Brittany Shyne Yanuni, de Richard Ladkani
DIREÇÃO DE ELENCO
A Hora do Mal, por Allison Jones Frankenstein, por Robin D. Cook Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Nina Gold Marty Supreme, por Jennifer Venditti O Agente Secreto, por Gabriel Domingues Pecadores, por Francine Maisler Sirât, por Nadia Acimi, Luís Bértolo e María Rodrigo Uma Batalha Após a Outra, por Cassandra Kulukundis Valor Sentimental, por Yngvill Kolset Haga e Avy Kaufman Wicked: Parte II, por Tiffany Little Canfield e Bernard Telsey
FOTOGRAFIA
Balada de um Jogador, por James Friend Bugonia, por Robbie Ryan F1: O Filme, por Claudio Miranda Frankenstein, por Dan Laustsen Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Łukasz Żal Marty Supreme, por Darius Khondji Morra, Amor, por Seamus McGarvey Nouvelle Vague, por David Chambille O Som da Queda, por Fabian Gamper Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw Sirât, por Mauro Herce Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, por Amy Vincent Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman Valor Sentimental, por Kasper Tuxen Wicked: Parte II, por Alice Brooks
*Clique aqui e confira as listas completas com os pré-selecionados nas categorias: melhor maquiagem e penteado, melhor trilha sonora, melhor canção original, melhor som, melhores efeitos visuais, melhor curta de animação, melhor curta documental e melhor curta de ficção
Fundada em 1996, a International Press Academy é uma associação de mídia de entretenimento com membros votantes do mundo todo que atuam em jornais, TV, rádio, blogs e novas plataformas de mais de vinte países.
Com a intenção de honrar as excelências artísticas dos filmes, seriados, rádio e novas mídias, a IPA criou o Satellite Awards, antes conhecido como The Golden Satellite Awards, prêmio que elege os melhores da indústria do entretenimento em diversas áreas. As indicações, em 35 categorias (23 de cinema e 12 de televisão), são derivadas de exibições antecipadas em festivais de cinema em todo o mundo, bem como cópias de avaliação enviadas a jornalistas.
Neste ano, em sua 30ª edição, o Brasil se destaca com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em duas categorias: melhor ator em drama para Wagner Moura e melhor filme internacional. Além disso, outros brasileiros completam a lista: Adolpho Veloso pela fotografia de Sonhos de Trem; e Affonso Gonçalves pela edição de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet.
E mais: Pecadores, de Ryan Coogler, lidera a lista com 14 indicações, entre elas, melhor filme dramático; Marty Supreme, dirigido por Josh Safdie, aparece na sequência com sete indicações. Nas categorias televisivas, The White Lotus e Adolescência se destacam.
Um dos principais objetivos do Satellite Awards é celebrar novos trabalhos de realizadores independentes estabelecidos e em desenvolvimento, dando-lhes acesso a um público maior no mundo todo. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de março de 2026 em Los Angeles.
Conheça os indicados nas categorias de cinema do 30º Satellite Awards:
MELHOR FILME | DRAMA Avatar: Fogo e Cinzas Frankenstein Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Pecadores Sonhos de Trem Uma Batalha Após a Outra Valor Sentimental
MELHOR FILME | COMÉDIA OU MUSICAL Bugonia Marty Supreme Nouvelle Vague Novocaine: À Prova de Dor Pai Mãe Irmã Irmão Sorry, Baby
MELHOR FILME INTERNACIONAL A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia) Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França) Heldin (Late Shift), de Petra Biondina Volpe (Suíça) Little Trouble Girls (Kaj ti je deklica), de Urska Djukic (Eslovênia) No Other Choice (Eojjeolsuga eobsda), de Park Chan-wook (Coreia do Sul) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR ANIMAÇÃO Amélie et la métaphysique des tubes, de Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade Arco, de Ugo Bienvenu Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang Zootopia 2, de Jared Bush e Byron Howard
MELHOR DOCUMENTÁRIO 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir Alabama: Presos do Sistema, de Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman Becoming Led Zeppelin, de Bernard MacMahon Cover-Up, de Mark Obenhaus e Laura Poitras Embaixo da Luz de Neon, de Ryan White O Presidente Surdo, de Nyle DiMarco e Davis Guggenheim Oceanos com David Attenborough, de Colin Butfield, Toby Nowlan e Keith Scholey Orwell: 2+2=5, de Raoul Peck The Librarians, de Kim A. Snyder
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Guillermo del Toro, por Frankenstein Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente James Cameron, por Avatar: Fogo e Cinzas Joachim Trier, por Valor Sentimental Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra Ryan Coogler, por Pecadores
MELHOR ATRIZ | DRAMA Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra Diane Lane, por Anniversary Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Leonie Benesch, por Heldin Renate Reinsve, por Valor Sentimental
MELHOR ATOR | DRAMA Joel Edgerton, por Sonhos de Trem Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra Michael B. Jordan, por Pecadores Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ | COMÉDIA OU MUSICAL Cynthia Erivo, por Wicked: Parte II Emma Stone, por Bugonia Eva Victor, por Sorry, Baby Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
MELHOR ATOR | COMÉDIA OU MUSICAL Ethan Hawke, por Blue Moon George Clooney, por Jay Kelly Jesse Plemons, por Bugonia Liam Neeson, por Corra que a Polícia Vem Aí! Timothée Chalamet, por Marty Supreme
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan, por A Hora do Mal Ariana Grande, por Wicked: Parte II Elle Fanning, por Valor Sentimental Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra Wunmi Mosaku, por Pecadores
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra Jacob Elordi, por Frankenstein Paul Mescal, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi Jay Kelly, escrito por Noah Baumbach e Emily Mortimer Marty Supreme, escrito por Ronald Bronstein e Josh Safdie Pecadores, escrito por Ryan Coogler Valor Sentimental, escrito por Eskil Vogt e Joachim Trier
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Bugonia, escrito por Will Tracy Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, escrito por Chloé Zhao e Maggie O’Farrell No Other Choice, escrito por Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Don Mckellar e Jahye Lee Sonhos de Trem, escrito por Clint Bentley e Greg Kwedar Uma Batalha Após a Outra, escrito por Paul Thomas Anderson
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Avatar: Fogo e Cinzas, por Dylan Cole e Ben Procter Frankenstein, por Tamara Deverell e Shane Vieau Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Fiona Crombie e Alice Felton Marty Supreme, por Jack Fisk e Adam Willis Pecadores, por Hannah Beachler e Monique Champagne Wicked: Parte II, por Nathan Crowley e Lee Sandales
MELHOR FOTOGRAFIA F1: O Filme, por Claudio Miranda Frankenstein, por Dan Laustsen Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Łukasz Żal Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso Uma Batalha Após a Outra, por Michael Bauman
MELHOR FIGURINO Frankenstein, por Kate Hawley Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Malgosia Turzanska Marty Supreme, por Miyako Bellizzi Pecadores, por Ruth E. Carter Wicked: Parte II, por Paul Tazewell
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO Bugonia, por Torsten Witte, Liz Phillips e Albert Elizondo Coração de Lutador: The Smashing Machine, por Kazu Hiro, Felix Fox e Mia Neal Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey Pecadores, por Siân Richards, Ken Diaz, Mike Fontaine e Shunika Terry Tron: Ares, por Donald Mowat Wicked: Parte II, por Frances Hannon, Mark Coulier e Laura Blount
MELHOR EDIÇÃO Casa de Dinamite, por Kirk Baxter F1: O Filme, por Stephen Mirrione Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Affonso Gonçalves e Chloé Zhao Marty Supreme, por Ronald Bronstein e Josh Safdie Pecadores, por Michael P. Shawver Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL Casa de Dinamite, por Volker Bertelmann F1: O Filme, por Hans Zimmer Frankenstein, por Alexandre Desplat Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, por Max Richter Pecadores, por Ludwig Göransson Uma Batalha Após a Outra, por Jonny Greenwood
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Dreams as One, por Miley Cyrus, Andrew Wyatt, Mark Ronson e Simon Franglen (Avatar: Fogo e Cinzas) Golden, por Ejae, Mark Sonnenblick, Ido, 24 e Teddy (Guerreiras do K-Pop) I Lied to You, por Raphael Saadiq e Ludwig Göransson (Pecadores) No Place Like Home, por Stephen Schwartz (Wicked: Parte II) The Girl in the Bubble, por Stephen Schwartz (Wicked: Parte II) Train Dreams, por Nick Cave e Bryce Dessner (Sonhos de Trem)
MELHOR SOM | EDIÇÃO E MIXAGEM Avatar: Fogo e Cinzas, por Brent Burge, Alexis Feodoroff, Michael Hedges, Julian Howarth, Gary Summers e Gwendolyn Yates Whittle F1: O Filme, por Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo, Juan Peralta e Gareth John Missão: Impossível – O Acerto Final, por Chris Burdon, Lloyd Dudley, James H. Mather, Mark Taylor e Cécile Tournesac Pecadores, por Chris Welcker, Benny Burtt, Brandon Proctor, Steve Boeddeker, Felipe Pacheco e David V. Butler Uma Batalha Após a Outra, por Jose Antonio Garcia, Christopher Scarabosio e Tony Villaflor Wicked: Parte II, por Jack Dolman, Simon Hayes, John Marquis, Andy Nelson e Nancy Nugent Title
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas, por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett F1: O Filme, por Ryan Tudhope, Nikeah Forde, Robert Harrington, Nicolas Chevallier, Eric Leven, Edward Price e Keith Dawson Frankenstein, por Dennis Berardi, Ayo Burgess, Ivan Busquets e José Granell Missão: Impossível – O Acerto Final, por Alex Wuttke, Ian Lowe, Jeff Sutherland e Kirstin Hall Pecadores, por Michael Ralla, Espen Nordahl, Guido Wolter e Donnie Dean Superman, por Stephane Ceretti, Enrico Damm, Stéphane Nazé e Guy Williams
MELHOR ELENCO | FILME Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
Tânia Maria no longa brasileiro Yellow Cake, de Tiago Melo
O Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR, International Film Festival Rotterdam), que acontece na Holanda, é considerado um dos maiores do mundo e destaca obras cinematográficas dirigidas por novos cineastas. Além das seções oficiais em sua programação, há também espaço para nomes consagrados, retrospectivas e programas temáticos.
A 55ª edição acontecerá entre os dias 29 de janeiro e 8 de fevereiro de 2026 e o filme de abertura será o drama A Providência e a Guitarra, do diretor português João Nicolau, inspirado em um conto de Robert Louis Stevenson, que marca a estreia do cantor Salvador Sobral como ator; o encerramento será com o francês Bazaar, de Rémi Bezançon, com Laetitia Casta, Gilles Lellouche e Guillaume Gallienne no elenco.
Em comunicado oficial, Vanja Kaludjercic, diretora do festival, disse: “A edição de 2026 do IFFR reúne novas vozes e artistas consagrados cujas obras exploram temas como pertencimento, reinvenção, humor, medo, beleza e o esforço humano persistente para compreender nosso lugar em um mundo em constante transformação. O anúncio de hoje destaca as competições, o coração pulsante do festival, com uma seleção de títulos que refletem nossa missão de descoberta pelo público e apoio a cineastas que trilham novos caminhos no cinema. Em toda a programação, esperamos que cada espectador encontre um filme que fale com ele, ou o desafie, de forma significativa”.
Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque com diversos títulos. Na Tiger Competition, principal mostra do evento, aparece com Yellow Cake, de Tiago Melo. O longa é estrelado por Rejane Faria, de Marte Um, e traz a volta de Tânia Maria, de O Agente Secreto, às telas, além de reeditar a parceria do diretor com Valmir do Côco. A trama acompanha Rúbia Ribeiro, uma cientista nuclear envolvida em um projeto secreto para erradicar o Aedes aegypti utilizando urânio extraído da região.
O filme marca o retorno de Tiago Melo ao Festival de Roterdã, onde recebeu o prêmio Bright Future por Azougue Nazaré, em 2018. O evento, uma das vitrines mais importantes do cinema mundial, tem como característica a seleção de obras de talentos emergentes, com filmes de estética arrojada e temáticas ousadas: “Estar de volta a Roterdã, agora participando da Tiger, é muito especial. Acreditamos estar no lugar certo para mostrar o filme pela primeira vez porque nos identificamos com o tipo de cinema que o universo fantástico explorado no longa”, disse o diretor.
Rejane Faria: protagonista de Yellow Cake
Ambientado em Picuí, situada em uma região conhecida por ter terras raras, na Paraíba, Yellow Cake leva ao cinema o universo particular desta cidade marcada por garimpos e histórias envolvendo minerais como tântalo, nióbio e urânio. A presença da mineração também faz parte do imaginário da cidade, dando origem a histórias sobre mutações e contaminações por esses elementos, que, por sua vez, contribuem para o universo fantástico explorado no longa.
A sinopse oficial diz: na cidade de Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas tenta erradicar o mortal mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, por meio de um experimento secreto intitulado Yellow Cake. Utilizando o urânio extraído da região, o projeto pretende esterilizar os mosquitos e assim conter a disseminação da doença. A física nuclear Rúbia Ribeiro, papel de Rejane Faria, integra o experimento. Yellow Cake é uma produção da Lucinda Filmes, Urânio Filmes e Jaraguá Produções, com coprodução da Cinemascópio e Olhar Filmes. A distribuição nos cinemas brasileiros ficará por conta da Olhar Filmes.
O elenco conta também com Spencer Callahan, Wolfgang Pannek, Alli Willow, Rosa Malagueta, Galeguinho Zé Matias e Severino Dadá. Com roteiro escrito por Amanda Guimarães, Anna Carolina Francisco, Gabriel Domingues, Jeronimo Lemos e Tiago Melo, o filme conta com Gustavo Pessoa na direção de fotografia e Ivo Lopes Araújo na fotografia adicional. A direção de arte é de Ananias de Caldas e Avelino los Reis, com figurino de Mariana Braga, Gabriella Marra e Rodrigo Rosa. A montagem é assinada por André Sampaio, o som direto é de Danilo Carvalho, a caracterização de efeitos é de Anita Tagliavini e o casting de Gabriel Domingues. A produção é de Carol Ferreira, Leonardo Sette, Luiz Barbosa e Tiago Melo.
Já na mostra Short & Mid-length, o Brasil apresenta os curtas: Natimorto, de Ibrahem Hasan e Leandro HBL; a animação Lodo, de Joseph Specker Nys, uma coprodução com Uruguai; Statues Also Die?, de Thais Fernandes, coprodução com Hungria, Portugal e Bélgica; e Trivakra, de Sofia Angst. Vale destacar também o filme paraguaio Bolero rojo, de Ángel Molina, que conta com fotografia do brasileiro Bruno Polidoro.
Martha Nowill em Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner
Na mostra Harbour, o diretor Gustavo Vinagre ganha destaque com dois longas: Privadas de Suas Vidas, codirigido por Gurcius Gewdner, produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, e com Martha Nowill, Chandelly Braz, Otávio Muller, Marco Pigossi, Regina Braga, Olívia Torres, Maria Gladys, Benjamin Damini, Fábio Marx, Miguel Navarro, Rodrigo Apresentador, Nilceia Vicente e Julia Katharine no elenco; e a história queer de realismo mágico A Paixão Segundo G.H.B., codireção de Vinicius Couto, com Igor Mo, Luciano Falcão, Rodrigo Campos, Jessé Jorge e Christiane Tricerri no elenco.
O Brasil segue na programação com o aclamado O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura, na mostra Limelight; Vento Norte, de Salomão Scliar (1951), na mostra Cinema Regained, que oferece clássicos restaurados, documentários sobre a cultura cinematográfica e explorações do patrimônio do cinema; e na Focus: Tetsuya Maruyama, dedicada ao artista multidisciplinar japonês radicado no Rio de Janeiro.
E mais: o curta-metragem brasileiro Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho, faz parte da seleção da mostra Education Selection a convite do festival. Como parte do programa, no próximo ano o curta entra em circuito dentro de um material de ensino cinematográfico distribuído à escolas de todo o país a fim de ensinar cinema para crianças e adolescentes holandeses.
Além disso, o diretor de fotografia Yorick Le Saux, de Acima das Nuvens, Personal Shopper, Um Sonho de Amor, Adoráveis Mulheres, Amantes Eternos, Pai Mãe Irmã Irmão e Le mage du Kremlin, será homenageado com o Robby Müller Award, que destaca anualmente um excelente criador de imagens no estilo do falecido diretor de fotografia holandês que dá nome ao prêmio.
O time de jurados desta 55ª edição será formado por: Soheila Golestani, Ariane Labed, Kristy Matheson, Jurica Pavičić e o cineasta brasileiro Marcelo Gomes na Tiger Competition; Jan-Willem van Ewijk, Sara Ishaq, Loes Luca, Chris Oosterom e Mila Schlingemann na Big Screen Competition; e Sammy Baloji, Anka Gujabidze e Jukka-Pekka Laakso na Tiger Short Competition.
Conheça os filmes selecionados para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã 2026:
TIGER COMPETITION
A Fading Man, de Welf Reinhart (Alemanha) A Messy Tribute to Motherly Love, de Dan Geesin (Holanda/Alemanha/Bélgica) La belle année, de Angelica Ruffier (Suécia/Noruega) My Semba, de Hugo Salvaterra (Angola) Nangong Cheng, de Shao Pan (China) O Profeta, de Ique Langa (Moçambique/África do Sul/Qatar) Roid, de Mejbaur Rahman Sumon (Bangladesh) Supporting Role, de Ana Urushadze (Geórgia/Estônia/Turquia/Suíça/EUA) The Gymnast, de Charlotte Glynn (EUA) Unerasable!, de Socrates Saint-Wulfstan Drakos (Bélgica/Tailândia/Suécia) Variations on a Theme, de Jason Jacobs e Devon Delmar (África do Sul/Holanda/Qatar) Yellow Cake, de Tiago Melo (Brasil)
BIG SCREEN COMPETITION
2m², de Volkan Üce (Bélgica/Alemanha/Turquia) Butterfly, de Itonje Søimer Guttormsen (Noruega/Suécia/Reino Unido/Alemanha) Cyclone, de Philip Yung (Hong Kong) Home, de Marijana Janković (Dinamarca/Sérvia) Master, de Rezwan Shahriar Sumit (Bangladesh) Moonglow, de Isabel Sandoval (Filipinas/Taiwan/Japão) Now I Met Her, de Xiao Luxi (China) Projecto Global, de Ivo M. Ferreira (Portugal/Luxemburgo) Talking to a Stranger, de Adrián García Bogliano (México) Tell Me What You Feel, de Łukasz Ronduda (Polônia) The Arab, de Malek Bensmail (Argélia/França/Suíça/Emirados Árabes Unidos/Bélgica) The Fall of Sir Douglas Weatherford, de Sean Dunn (Reino Unido)
TIGER SHORT COMPETITION
A donde nos lleva la fe de José Gerónimo, de Juliano Kunert (República Dominicana) Acid City, de Jack Wedge e Will Freudenheim (EUA) Body, remember…, de Matthew Berka (Reino Unido) CUL-DE-SAC !, de Clyde Gates e Gabriel Sanson (Bélgica/França) Deep Cobalt, de Petna Ndaliko Katondolo (Congo/EUA) DISSONANCE*, de Jordan Strafer (Alemanha) Domestic Demon, de Anahid Yahjian (EUA/Portugal) Futuros luminosos, de Ismael García Ramírez (Colômbia) Golden Island, de Arief Budiman (Indonésia/Singapura) Home is where the heart is, de Timothée Engasser (França) I am a River, de Heidi Piiroinen (Finlândia/França) Last Shot, de Parham Rahimzadeh (Holanda) Like moths to light, de Gala Hernández López (Espanha/Itália/França) Mirror Martyr Mirror Moon, de Jesse Jones (Irlanda) Objet d’énigme, de Chiara Caterina (Itália/Bélgica) Orla, de Marie Lukáčová (República Checa/Eslováquia) RELUCESCO, de Shannon Lynn Harris (Canadá) Smriti~, de Shahi A J (Índia) The Apple Doesn’t Fall…, de Dean Wei (China) The Next World, de Grau Del Grau (EUA) The Second Skin, de Mariia Lapidus (EUA/México) The Tragic Movement of the Spheres, de Simon Rieth (França)
Fundada em 1913, a associação The Critics’ Circle conta com os principais críticos do Reino Unido que se dividem entre teatro, música, filme, dança, artes visuais e livros. Desde 1980, acontece o London Critics’ Circle Film Awards, prêmio que elege os melhores da sétima arte.
Os indicados desta 46ª edição foram anunciados nesta segunda-feira, 15/12, e Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, lidera a lista com nove indicações; Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, aparece na sequência com oito indicações. Os vencedores serão anunciados no dia 1º de fevereiro de 2026, no May Fair Hotel, em Londres, em cerimônia apresentada pelo crítico de cinema Mark Kermode.
Neste ano, o cinema brasileiro marca presença com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em duas categorias: melhor filme estrangeiro e melhor ator para Wagner Moura. Além disso, vale destacar a presença do brasileiroAdolpho Veloso, indicado pela fotografia de Sonhos de Trem, da Netflix, na categoria Technical Achievement Award.
Em comunicado oficial, Jane Crowther, presidente da London Critics’ Circle na seção de cinema, disse: “Numa época em que a inteligência artificial e a homogeneidade parecem ser a resposta simplista para tudo, é animador ver que os filmes votados pelos nossos membros estão repletos de vida humana, criatividade e perspectivas únicas. Com histórias ousadas e essenciais, experiências reais e arte, esses filmes e suas equipes criativas são a prova de que nem tudo pode ser feito por um algoritmo”.
Conheça os indicados do 46º London Critics’ Circle Film Awards:
FILME DO ANO A Hora do Mal Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Marty Supreme Pecadores Sirât Sonhos de Trem Sorry, Baby The Mastermind Uma Batalha Após a Outra Valor Sentimental
FILME ESTRANGEIRO DO ANO Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA) No Other Choice, de Park Chan-wook (Coreia do Sul) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil) Sirât, de Oliver Laxe (Espanha) Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
DOCUMENTÁRIO DO ANO A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir Cover-Up, de Mark Obenhaus e Laura Poitras One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edwards Orwell: 2+2=5, de Raoul Peck Riefenstahl, de Andres Veiel
ANIMAÇÃO DO ANO Amélie et la métaphysique des tubes, de Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade Arco, de Ugo Bienvenu Elio, de Adrian Molina, Madeline Sharafian e Domee Shi Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang Zootopia 2, de Jared Bush e Byron Howard
FILME BRITÂNICO OU IRLANDÊS DO ANO Bugonia, de Yorgos Lanthimos Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao I Swear, de Kirk Jones Pillion, de Harry Lighton The Ballad of Wallis Island, de James Griffiths
DIREÇÃO DO ANO Chloé Zhao, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Josh Safdie, por Marty Supreme Oliver Laxe, por Sirât Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra Ryan Coogler, por Pecadores
ROTEIRISTA DO ANO Chloé Zhao e Maggie O’Farrell, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Eva Victor, por Sorry, Baby Josh Safdie e Ronald Bronstein, por Marty Supreme Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra Ryan Coogler, por Pecadores
ATRIZ DO ANO Eva Victor, por Sorry, Baby Jennifer Lawrence, por Morra, Amor Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Renate Reinsve, por Valor Sentimental Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
ATOR DO ANO Ethan Hawke, por Blue Moon Josh O’Connor, por The Mastermind Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra Timothée Chalamet, por Marty Supreme Wagner Moura, por O Agente Secreto
ATRIZ COADJUVANTE DO ANO Amy Madigan, por A Hora do Mal Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental Odessa A’zion, por Marty Supreme Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra Wunmi Mosaku, por Pecadores
ATOR COADJUVANTE DO ANO Alexander Skarsgård, por Pillion Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra Delroy Lindo, por Pecadores Jacob Elordi, por Frankenstein Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
REVELAÇÃO DO ANO Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra Eva Victor, por Sorry, Baby Frank Dillane, por Urchin e A Colheita Miles Caton, por Pecadores Robert Aramayo, por I Swear e Palestine 36
INTERPRETAÇÃO DO ANO | ATOR ou ATRIZ BRITÂNICO/IRLANDÊS David Jonsson, por Wasteman e A Longa Marcha: Caminhe ou Morra Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Josh O’Connor, por The Mastermind, A História do Som e Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out Naomi Ackie, por Sorry, Baby, Mickey 17 e O Clube do Crime das Quintas-Feiras Robert Aramayo, por I Swear e Palestine 36
ATOR/ATRIZ JOVEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO Alfie Williams, por Extermínio: A Evolução Ebada Hassan, por Brides Jacobi Jupe, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Noah Jupe, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet e Sombras no Deserto Scott Ellis Watson, por I Swear
REVELAÇÃO DO ANO | CINEASTA BRITÂNICO ou IRLANDÊS Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow Harris Dickinson, por Urchin Harry Lighton, por Pillion Laura Carreira, por On Falling Tom Basden e Tim Key, por The Ballad of Wallis Island
CURTA-METRAGEM BRITÂNICO ou IRLANDÊS DO ANO I Saw The Face Of God In The Jet Wash, de Mark Jenkin Leaving Ikorodu in 1999, de Rashida Seriki Milk, de Naomi Waring Neil Armstrong and the Langholmites, de Duncan Cowles Two Black Boys in Paradise, de Baz Sells
TECHNICAL ACHIEVEMENT AWARD A Hora do Mal, por Leo Satkovich, Melizah Wheat e Jason Collins (maquiagem e penteado) La tour de glace, por Julia Irribarria (design de produção) Marty Supreme, por Jennifer Venditti (elenco) Morra, Amor, por Toni Froschhammer (edição) O Som da Queda, por Sabrina Krämer (figurino) Pecadores, por Ludwig Göransson (trilha sonora) Sirât, por Laia Casanovas (design de som) Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso (fotografia) The Mastermind, por Rob Mazurek (trilha sonora) Uma Batalha Após a Outra, por Andy Jurgensen (edição)
Ítalo Martins, Robério Diógenes, Wagner Moura e Igor de Araújo em O Agente Secreto
Foram anunciados nesta sexta-feira, 12/12, os vencedores da 46ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, também conhecido como Festival de Havana, realizado pelo ICAIC, Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos.
O evento, que acontece desde 1979, surgiu com a intenção de se tornar uma continuação dos festivais de Viña del Mar, Mérida e Caracas, reunindo filmes e cineastas que representam as tendências cinematográficas mais inovadoras da América Latina.
Os filmes em competição, que concorrem ao Prêmio Coral, são divididos em diversas categorias. O cinema brasileiro se destacou com diversas premiações: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, foi consagrado em cinco categorias, entre elas, melhor direção; e Denise Weinberg recebeu o prêmio de melhor atriz por seu trabalho em O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Entre os curtas-metragens, o Brasil foi honrado com O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova, coprodução com Bélgica e Suíça; e Sukande Kasáká | Terra Doente, de Fred Rahal e Kamikia Kisedje.
As animações brasileiras também se destacaram: o longa Coração das Trevas, de Rogério Nunes, e o curta Safo, de Rosana Urbes, foram premiados. Na mostra que apresenta os primeiros filmes de seus realizadores, o Brasil venceu com A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, e Precisamos Falar, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz. Já o título Ainda Hoje Marimbás, de Diego Quinderé de Carvalho e Lourenço Parente, ganhou um prêmio de pós-produção.
Além dos premiados, o Brasil também marcou presença com diversos títulos na programação: (Des)controle, de Carol Minêm e Rosane Svartman, com Carolina Dieckmmann; A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert; A Noite é uma Farsa, de Lucas Weglinski; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar; La marca del jaguar: El despertar del fuego, de Víctor Mayorga, coprodução com México; A Fidai Film, de Kamal Aljafari, coprodução com Palestina, Alemanha, Qatar e França; o documentário Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira; Los pozos del diablo, de Jairo Boisier Olave, coprodução com Chile, Argentina e França; Minha Terra Estrangeira, de Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles; Múltiplos: Os Percursos Literários de Frei Betto, de Evanize Sydow e Américo Freire; Notas Sobre um Desterro, de Gustavo Castro; Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios; Torniquete, de Ana Catarina Lugarini; Caiam As Rosas Brancas!, de Albertina Carri, coprodução com Argentina e Espanha; e Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley.
O cinema brasileiro também marcou presença com curtas-metragens: A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon; Alice, de Gabriel Novis; Anba Dlo, de Rosa Caldeira e Luiza Calagian, coprodução com Cuba e Haiti; Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho; Atardecer en América, de Matías Rojas Valencia, coprodução com Chile e Colômbia; Braço Forte, de Rubens Fabricio Anzolin e João Fernando Chagas; a animação Como Nasce um Rio, de Luma Flôres; Cultivando Resistência, de Clara Albinati; Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio; Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles; O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique; Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán; e Samba Infinito, de Leonardo Martinelli.
O júri do Festival de Havana 2025 contou com: o ator brasileiro Thiago Lacerda, Jean Christophe Berjon, Diego Corsini, Jorge Perugorría, Elena Villardel, Elena Vilardell Escot e Jorge A. Fernández nas ficções; Maritza Ceballos, Ignacio Catoggio e Patricia Ramos nos filmes de estreia; Elizabeth Rodriguez Lira, Martín Albertergo e Gloria Rolando nos documentários; Lourdes de los Santos, Ariagna Fajardo Nuviola, Fernando Madedo, Milena Fiore e Raydel Ricardo Araoz Valdés nos curtas-metragens; o diretor brasileiro Cesar Luiz Cabral, Darwin Yaney Mendoza, Adanoe Lima e Guillermo Ochoa Sierra; entre outros (clique aqui e saiba mais).
Neste ano, o ator, produtor e diretor mexicano Gael García Bernal foi o grande homenageado com o Coral de Honor: “Quero agradecer a Cuba, que me deu tanto, e muitas dessas coisas eu guardo com carinho”, disse em seu discurso relembrando a época em que foi estudante da EICTV, Escuela Internacional de Cine y Televisión.
Conheça os vencedores da 46ª edição do Festival de Havana:
FICÇÃO | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Prêmio Especial do Júri: Cuerpo Celeste, de Nayra Ilic García (Chile/Itália) Melhor Atriz: Denise Weinberg, por O Último Azul e Helen Mrugalski, por Cuerpo Celeste Melhor Ator: Ubeimar Rios, por Un poeta Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto Melhor Roteiro: O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho Melhor Fotografia: Cuerpo Celeste, por Sergio Armstrong Melhor Direção de Arte: O Agente Secreto, por Thales Junqueira Melhor Montagem: O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias Melhor Som: Belén: Uma História de Injustiça, por Leandro de Loredo Melhor Trilha Sonora Original: O Agente Secreto, por Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
DOCUMENTÁRIO | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme: El príncipe de Nanawa, de Clarisa Navas (Argentina/Paraguai) Prêmio Especial do Júri: Hijo de tigre y mula, de Annie Canavaggio (Panamá/Colômbia) Menção Especial: Mijaín, de Rolando Almirante, Ángel Alderete e Héctor Villar (Cuba)
CURTAS e MÉDIAS-METRAGENS | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme | Ficção: Domingo familiar, de Gerardo Del Razo (México) Prêmio Especial do Júri | Ficção: O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça) Melhor Filme | Documentário: Sukande Kasáká | Terra Doente, de Fred Rahal e Kamikia Kisedje (Brasil) Prêmio Especial do Júri | Documentário: Sueña ahora, de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini (Cuba/Itália)
PRIMEIRO FILME | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme de Estreia: O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Espanha/Bélgica) Prêmio Especial do Júri: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (Brasil/Chile) Prêmio Contribuição Artística: Precisamos Falar, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz (Brasil)
ANIMAÇÃO | PRÊMIO CORAL
Melhor longa-metragem: Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil) Melhor curta-metragem: Raptus, de Ivette Ávila (Cuba) Prêmio Especial do Júri: Safo, de Rosana Urbes (Brasil)
OTROS TERRITORIOS | PRÊMIO CORAL
Melhor Filme: Croma, de Manuel Abramovich (Argentina/Alemanha/Áustria) Prêmio Especial do Júri: El origen del mundo, de Jazmín López (Argentina)
OUTROS PRÊMIOS
Melhor Pôster: Para vivir, por Edel Rodríguez Prêmio La Burbuja Sonido | Edição de Som: La lengua del agua, por Jay Trompiz (Venezuela) Prêmio Coral de pós-produção: Los pozos del diablo, de Jairo Boisier (Chile) Prêmio de Asesoría de Tráiler | BoogieMan: La lengua del agua, por Jay Trompiz Prêmio BoogieMan | Pôster: Los pozos del diablo Melhor Roteiro Inédito: Noche buena, escrito por Dailyn Sucel Lage Barroso Prêmio SIGNIS: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Prêmio FIPRESCI: En el camino, de David Pablos (México) Prêmio Arrecife: Dos veces bestia, de Luis Esguerra Cifuentes Prêmio Don Quijote: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Prêmio Estudios Churubusco: Ainda Hoje Marimbás, de Diego Quinderé de Carvalho e Lourenço Parente (Brasil)