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Isabelle Huppert presidirá o júri do Festival de Cinema de Veneza 2024

por: Cinevitor
A consagrada atriz francesa já foi premiada em Veneza

A 81ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro, acaba de anunciar que a atriz francesa Isabelle Huppert presidirá o Júri Internacional da Competição, que designará o Leão de Ouro e outros prêmios oficiais; a decisão foi tomada pela diretoria da Biennale di Venezia por recomendação de Alberto Barbera, diretor do festival.

Em comunicado oficial, Huppert disse: “Há uma longa e bela história entre o festival e eu. Tornar-se uma espectadora privilegiada é uma honra. Mais do que nunca, o cinema é uma promessa. A promessa de fugir, de perturbar, de surpreender, de olhar bem para o mundo, unidos nas diferenças dos nossos gostos e ideias”.

Alberto Barbera também comentou a escolha: “Isabelle Huppert é uma atriz imensa, exigente, curiosa e de grande generosidade. Musa de inúmeros grandes cineastas, nunca escapou ao convite de realizadores jovens ou não tão famosos que viram nela a intérprete ideal das suas histórias. A sua enorme vontade de se colocar constantemente em risco, sinal da sua inteligência incomum, aliada à sua capacidade de olhar o cinema para além das fronteiras geográficas e mentais, fazem dela uma Presidente do Júri ideal num festival aberto ao mundo inteiro como o Festival de Cinema de Veneza. Estamos muito gratos a ela por ter aceitado o cargo, cientes dos muitos compromissos no cinema e no teatro que enfrentará nos próximos meses”.

Considerada uma das maiores atrizes do cinema mundial, Isabelle Huppert desenvolveu interesse em atuar quando era adolescente e ingressou no Conservatoire de Versailles. Em 1978, ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por Violette, de Claude Chabrol. Trabalhou com Chabrol em outros sete filmes e ganhou duas vezes a Coppa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza com Um Assunto de Mulheres, em 1988, e Mulheres Diabólicas, em 1995, pelo qual também recebeu seu primeiro Prêmio César.

Em 2001, ganhou seu segundo prêmio de melhor atriz em Cannes por A Professora de Piano, de Michael Haneke. Em 2005, foi homenageado pelo Festival de Veneza com um Leão de Ouro Especial pela obra geral em Gabrielle, de Patrice Chéreau. Em 2017, recebeu sua primeira indicação ao Oscar por Elle, de Paul Verhoeven, pelo qual também ganhou o Globo de Ouro e o Spirit Awards. Em 2022, foi homenageada com o Urso de Ouro Honorário no Festival de Berlim.

Foto: Maria Moratti/Getty Images.

13º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Mayra Lucas no longa Greice, de Leonardo Mouramateus

Foram anunciados nesta terça-feira, 07/05, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados para a 13ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 12 e 20 de junho. A programação conta com títulos das mais diversas linguagens, formatos e temáticas, mantendo sua principal característica de instigar a curiosidade do espectador e propor novas abordagens cinematográficas.

O evento, que já havia divulgado algumas de suas mostras pelas redes sociais, agora anuncia os longas e curtas-metragens que disputam diversos prêmios pelo Júri Oficial. O público ainda tem parte essencial nas premiações, uma vez que definirá os vencedores por meio de votação popular.

A Mostra Competitiva Brasileira é composta por 16 produções inéditas, sendo oito curtas e oito longas-metragens. Já a Mostra Competitiva Internacional é composta por 14 produções de diferentes nacionalidades, como Suíça, Alemanha, Haiti, Palestina, Hungria, França, entre outros.

Em comunicado oficial, Antonio Gonçalves Junior, diretor do festival, disse: “O Olhar de Cinema de 2024 contará com estreias mundiais, reunindo produções vindas de diferentes países, além de filmes brasileiros que chegam às telonas pela primeira vez, e abordam diferentes temas, propondo um novo olhar direcionado à sétima arte”.

Neste ano, o filme de abertura, que será exibido na Ópera de Arame, será Retrato de um Certo Oriente, dirigido por Marcelo Gomes, que fez parte da programação do Festival de Roterdã. No longa, dois irmãos católicos, Emilie e Emir, em 1949 partem de um Líbano na iminência da guerra em busca de uma nova vida em território estrangeiro, numa viagem rumo a um Brasil desconhecido. Quando Emilie se apaixona por Omar, um comerciante muçulmano residente em Manaus, o ciúme do irmão terá graves consequências. Neste épico íntimo, baseado em romance de Milton Hatoum, o encontro entre culturas distantes entrelaça questões coletivas de memória, tradição e pertencimento, num relato ao rés da pele que lança um olhar cuidadoso às histórias fundacionais de imigrantes no país.

Já o encerramento contará com Salão de Baile, de Juru e Vitã. No clima ballroom, este vibrante documentário apresenta a cultura das Houses fluminenses, que se apropriam de influências estrangeiras e de elementos reconhecidamente brasileiros para construir um universo que mistura dança, música, moda e performance a partir das experiências queer periféricas e racializadas. Um mosaico de vozes, corpos, movimentos, poses e presenças nos mostra que, entre o baile e as vidas íntimas de algumas de suas importantes figuras.

A Mostra Foco do Olhar de Cinema 2024 se dedica pela primeira vez a um conceito norteador, ao invés de apresentar filmes de realizadores ou regiões de origem em específico. Sob o título Cinema de Luta, a seleção traz quatro longas brasileiros recentes que, através de uma relação imediata e frontal com a atuação de pessoas envolvidas em movimentos sociais, fazem de suas práticas audiovisuais partes integrantes de uma luta para produzir mudanças efetivas no seu entorno. Esta é uma mostra que diz respeito, portanto, ao que é representado nos filmes, mas também à maneira como representam: por uma forma de ação direta, tanto da parte de quem está na frente mas também de quem está atrás das câmeras, num movimento que se complementa e às vezes se confunde.

Sobre a mostra Olhar Retrospectivo desta edição: em outubro de 2023, a família de Hou Hsiao-Hsien confirmou a notícia de que o cineasta estava se afastando da direção cinematográfica aos 76 anos de idade devido ao avanço de sua condição com o Alzheimer. Com isso, foi interrompida ainda em vida a trajetória de um dos mais influentes cineastas que o mundo viu nos últimos 40 anos. Nascido na China continental em 1947, mas mudando com sua família para Taiwan já no ano seguinte, Hou Hsiao-Hsien é uma das principais vozes daquele que se convencionou chamar o Novo Cinema Taiwanês, movimento que tomou o cenário internacional dos festivais de cinema a partir dos anos 80.

Dentre os cineastas oriundos daquele momento, ele foi o que teve a carreira mais longeva e reconhecida, tendo todos os seus filmes a partir do final daquela década sido exibidos em algum dos principais festivais do mundo, e reconhecidos por prêmios como o Leão de Ouro em Veneza, melhor direção em Cannes, entre outros. O Olhar de Cinema aproveita essa oportunidade de celebrar, ainda em vida, a trajetória artística finalizada de um dos grandes mestres do cinema contemporâneo, e exibirá oito de seus dezoito longas, passando por três fases distintas de sua carreira: o estabelecimento de sua visão de mundo e cinema nos anos 1980, a consolidação de seu estilo e o reconhecimento mundial nos anos 1990, e algumas de suas “obras de maturidade”, já no século XXI.

Conheça os filmes selecionados para o Olhar de Cinema 2024:

FILME DE ABERTURA
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes (Brasil)

FILME DE ENCERRAMENTO
Salão de Baile, de Juru e Vitã (Brasil)

COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS

A Mensageira, de Cláudio Marques
Greice, de Leonardo Mouramateus
O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins
O Sol das Mariposas, de Fábio Allon
Praia Formosa, de Julia De Simone
Quem É Essa Mulher?, de Mariana Jaspe
Tijolo por Tijolo, de Victoria Alvares e Quentin Delaroche
Um Dia Antes de Todos os Outros, de Fernanda Bond e Valentina Homem

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS

Capturar o Fantasma, de Davi Mello
Caravana da Coragem, de Pedro B. Garcia
Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur
O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa
Povo do Coração da Terra (Ava Yvy Pyte Ygua), de Coletivo Guahu’i Guyra
Rinha, de Rita M. Pestana
Se Eu Tô Aqui é por Mistério, de Clari Ribeiro
Viventes, de Fabrício Basílio

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS

As Noites Ainda Cheiram a Pólvora, de Inadelso Cossa (Moçambique/França/Alemanha/Portugal)
Caminhos Cruzados (Crossing), de Levan Akin (Suécia/Dinamarca/França)
Eu Não Sou Tudo Aquilo que Quero Ser (Ještě Nejsem, Kým Chci Být), de Klára Tasovská (República Tcheca/Eslováquia/Áustria)
Ivo, de Eva Trobisch (Alemanha)
Os Paraísos de Diane (Les Paradis de Diane), de Carmen Jaquier e Jan Gassmann (Suíça)
Pepe, de Nelson Carlo De Los Santos Arias (República Dominicana/Namíbia/Alemanha/França)

COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS

Caindo (Falling), de Anna Gyimesi (Hungria/Bélgica/Portugal)
Contrações (Contractions), de Lynne Sachs (EUA)
Desde Então, Estou Voando (O Gün Bu Gündür, Uçuyorum), de Aylin Gökmen (Suíça)
Mamántula, de Ion de Sosa (Espanha/Alemanha)
Minha Pátria (Mawtini), de Tabarak Abbas (Suíça)
Nossas Ilhas (Nos Îles), de Aliha Thalien (França/Martinica)
Sonhos como Barcos de Papel (Des Rêves en Bateaux Papiers), de Samuel Suffren (Haiti)
Uma Pedra Atirada (رجح†ىمرم†ىلع†), de Razan AlSalah (Palestina/Líbano/Canadá)

NOVOS OLHARES

Caixa de Areia (Bac A Sable), de Lucas Azémar (França)
Entre Vênus e Marte, de Cris Ventura (Brasil)
Geração Ciborgue (Cyborg Generation), de Miguel Morillo Vega (Espanha)
Idade da Pedra, de Renan Rovida (Brasil)
Jean Genet Agora (Jean Genet Ahora), de Miguel Zeballos (Argentina)
Perdendo a Fé (Die Ängstliche Verkehrsteilnehmerin), de Martha Mechow (Áustria/Alemanha)

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

A Transformação de Canuto, de Ariel Ortega e Ernesto de Carvalho (Brasil)
Do Tempo que Eu Comia Pipoca, de Heloísa Passos e Catherine Agniez (2001) (Brasil)
Lista de Desejos para Superagüi, de Pedro Giongo (Brasil)
Mário, de Billy Woodberry (Portugal/França)
Mário de Andrade, O Turista Aprendiz, de Murilo Salles (Brasil)
O Patinador, a Vida, a Luta (The Roller, The Life, The Fight), de Elettra Bisogno e Hazem Alqaddi (Bélgica)
Osório, de Heloísa Passos e Tina Hardy (2008) (Brasil)
Viva Volta, de Heloísa Passos (2005) (Brasil)

MIRADA PARANAENSE | LONGA

A Cápsula, de Ribamar Nascimento

MIRADA PARANAENSE | CURTAS

Adam, de Ana Catarina
Baobab, de Bea Gerolin
Esse Navio Vai Afundar, de Luc da Silveira
Jacu Herói, de Pedro Carregã
Nada Ficou no Lugar, de Stefano Lopes
Prontuário Nº415361, de Vino Carvalho
Quarto Vazio, de Julia Vidal
Terra Incógnita, de Waleska Antunes

OLHAR RETROSPECTIVO

A Assassina (Cike Nie Yin Niang), de Hou Hsiao-Hsien (2015) (Taiwan)
Adeus, Ao Sul (Nan Guo Zai Jian, Nan Guo), de Hou Hsiao-Hsien (1996) (Taiwan)
Café Lumière (Kôhî Jikô), de Hou Hsiao-Hsien (2003) (Japão)
Cidade das Tristezas (Bei Qing Cheng Shi), de Hou Hsiao-Hsien (1989) (Taiwan)
Millennium Mambo (Qian Xi Man Bo), de Hou Hsiao-Hsien (2001) (Taiwan)
O Mestre das Marionetes (Xi Meng Ren Sheng), de Hou Hsiao-Hsien (1993) (Taiwan)
Poeira ao Vento (Liàn Liàn Fengchén), de Hou Hsiao-Hsien (1986) (Taiwan)
Tempo de Viver e Tempo de Morrer (Tóngnián Wangshì), de Hou Hsiao-Hsien (1985) (Taiwan)

OLHARES CLÁSSICOS

A Guerra do Pente, de Nivaldo Lopes (1986) (Brasil)
As Mulheres Palestinas (Les Femmes Palestiniennes), de Jocelyne Saab (1974) (Líbano)
Era Uma Vez Beirute (Kanya Ya Ma Kan, Beyrouth), de Jocelyne Saab (1994) (Líbano)
O Comboio do Medo (Sorcerer), de William Friedkin (1977) (EUA)
Sem Chão (Losing Ground), de Kathleen Collins (1982) (EUA)
Sherlock Jr., de Buster Keaton (1924) (EUA)
Um é Pouco, Dois é Bom, de Odilon Lopez (1970) (Brasil)

FOCO

Lagoa do Nado: A Festa de um Parque, de Arthur B. Senra (Brasil)
Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel (Brasil)
O Canto das Margaridas, de Mulheres no Audiovisual PE (Brasil)
Ouvidor, de Matias Borgström (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | LONGA

O Sonho de Clarice, de Fernando Gutierrez e Guto Bicalho (Brasil)

PEQUENOS OLHARES | CURTAS

Almadia, de Mariana Medina (Brasil)
Ana e As Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (Brasil)
Ária, de Arthur P. Motta (Brasil)
Camille, de Denise Roldán (México)
Casa na Árvore, de Guilherme Lepca (Brasil)
Lagrimar, de Paula Vanina (Brasil)
Os Defensores de Típota, de Caio Guerra (Brasil)
Pororoca, de Fernanda Roque e Francis Frank (Brasil)

Foto: Divulgação.

Cine PE 2024: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do longa pernambucano No Caminho Encontrei o Vento, de Antonio Fargoni

A organização do Cine PE – Festival do Audiovisual anunciou, nesta quinta-feira, 02/05 a lista completa dos filmes que farão parte da programação de sua 28ª edição, que acontecerá entre os dias 6 e 11 de junho; serão exibidos 38 títulos.

Com o tema Ver, Ouvir, Sentir, o festival, que acontece no Recife, faz uma homenagem à conexão profunda e multifacetada entre a música e o cinema. Na noite de 6 de junho, abertura do evento, o palco do Teatro do Parque receberá um concerto sinfônico da Orquestra Bravo, trazendo releituras de músicas famosas da sétima arte sob a batuta do maestro Dierson Torres.

Neste ano, o Cine PE, que é uma das maiores vitrines do audiovisual brasileiro, recebeu um número recorde de inscrições: foram 982 produções submetidas, superando a edição de 2023, que recebeu 752 propostas, entre curtas e longas-metragens. Dos quase mil inscritos, 5 foram selecionados para a Mostra Competitiva de longas-metragens, 8 filmes integram a Mostra Competitiva de curtas-metragens pernambucanos e 15 produções compõem a Mostra Competitiva de curtas-metragens nacionais.

Fora da competição, a Mostra Hors-Concours exibe, na noite de abertura do Cine PE 2024, o filme Grande Sertão, de Guel Arraes. Adaptação do clássico Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, o longa transpõe o universo da violência dos jagunços do sertão para o território das organizações criminosas de uma periferia urbana, cercada por muros gigantescos, em um tempo indeterminado. A história, narrada em tom épico, segue a trajetória de Riobaldo, interpretado por Caio Blat, professor que ingressou no bando por amor a Diadorim, papel de Luisa Arraes, uma das integrantes do grupo.

Também fora da competição, a Mostra Inquietações, programação paralela dentro do festival, ocupa o Cinema do Porto/Cinema da Fundação, no Bairro do Recife, nos dias 8 e 9 de junho. Ao longo dos dois dias serão exibidos 9 curtas-metragens; as sessões são gratuitas e começam às 14h.

Realizado por Sandra e Alfredo Bertini, o 28º Cine PE traz na curadoria dos filmes três profissionais ligados ao audiovisual: a crítica de cinema, jornalista, criadora e editora-chefe do site Nervos, Nayara Reynaud; o crítico e programador do circuito Cine Materna, Edu Fernandes; e, em sua primeira participação como curadora do Cine PE, a professora, consultora de roteiro e crítica de cinema Carissa Vieira, colunista do site Cinem(ação). De acordo com os curadores, dos 28 títulos selecionados para as mostras competitivas, 15 são inéditos no Brasil.

O Júri Oficial de cada categoria da competição será constituído por cineastas, críticos, pesquisadores e artistas com comprovada experiência, responsáveis por indicar os vencedores do Troféu Calunga. Além das categorias premiadas pelo Júri Oficial, cabe ao público selecionar os vencedores do Júri Popular. Ao final de cada noite de exibição, os espectadores poderão entrar no site oficial do festival para votar em seus favoritos. A plataforma servirá como um agregador de informações sobre o evento e contará com a ficha técnica de todos os filmes.

O Troféu Calunga é oferecido aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. A Calunga é a boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante a apresentação do maracatu. Ela faz parte das cerimônias religiosas, onde recebe o nome de uma princesa e representa uma divindade, expressando um objeto de força e proteção. O Troféu Calunga é uma criação da artista plástica Juliana Notari. Os homenageados do Cine PE são contemplados com a Calunga de Ouro e os filmes vencedores com a Calunga de Prata.

Além da premiação oficial, o Canal Brasil oferece o Prêmio Canal Brasil de Curtas, no qual um júri composto por jornalistas e críticos de cinema escolhe o melhor filme de curta-metragem em competição. O vencedor recebe o Troféu Canal Brasil e um prêmio de R$ 15 mil, além de ser exibido na grade de programação.

Seguindo a tradição desses 28 anos de jornada, o Cine PE rende homenagem a grandes nomes do audiovisual, que serão divulgados em breve. No âmbito educacional, como de costume, o festival reunirá alunos de escolas públicas municipais e estaduais para duas sessões especiais dentro da programação do evento. A Mostra Infantil, fora da competição, acontecerá entre os dias 13 e 14 de maio, no cinema do Teatro do Parque.

O educador e economista Cristovam Buarque traz para o Recife seu livro Conversa com Edmar Bacha. Em 2022, Buarque e Bacha participaram do seminário Cenários Econômicos, Políticos e Sociais para 2023: O que Será do Brasil?, que integrou a programação do 26º Cine PE; um dos resultados desse encontro foi a decisão de escrever este livro. Nesta edição, os dois economistas se reencontram para debater sobre a obra e os desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país.

Por mais um ano, a entrada em todas as sessões será gratuita. Em comum acordo com a Prefeitura do Recife, gestora do Cinema do Teatro do Parque, a realizadora Sandra Bertini optou mais uma vez pela gratuidade, para “demarcar o cinema como um espaço de todos e para todos”. Durante o festival, a bilheteria do cinema estará aberta diariamente, a partir das 17h, para retirada dos ingressos. A distribuição das entradas estará sujeita à lotação da sala.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2024:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS

Cordel do Amor Sem Fim, de Daniel Alvim (SP)
Geografia Afetiva, de Mari Moraga (SP)
Invisível, de Carolina Vilela e Rodrigo Hinrichsen (RJ)
Memórias de um Esclerosado, de Thaís Fernandes e Rafael Corrêa (RS)
No Caminho Encontrei o Vento, de Antonio Fargoni (PE)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Chuva Não Me Viu Passar, de Leonardo Gatti (SC)
Cacica: A Força da Mulher Xavante, de Jade Rainho e Carolina Rewaptu (MT)
Dentro de Mim, de Dayane Teles (AL)
Dependências, de Luisa Arraes (RJ)
Flores de Macambira, de Crianças Adolescentes da Comunidade de Macambira (ES)
Guaracy, de Eliete Della Violla e Daniel Bruson (SP)
Hoje Eu Só Volto Amanhã, de Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marila Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel de Moura e Rubens Caetano (PE)
Jogo de Classe, de Quico Meirelles (SP)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Resistência, de Juraci Júnior (RO)
Sempre o Mesmo, de João Folharini (SP)
Sertão América, de Marcela Ilha Bordin (ES/RS/PI)
Solange Não Veio Hoje, de Hilda Lopes e Klaus Hastenreiter (BA)
Vermelho-oliva, de Nina Tedesco (RJ)
Zagêro, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Chão, de Philippe Wollney
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Mastins Rêgo
Descarrego, de Joana Claude
Emocionado, de Pedro Melo
Mãe, de Natália Tavares
Moagem, de Odília Nunes
Náufrago, de Vitória Vasconcellos
Nova Aurora, de Victor Jiménez

MOSTRA PARALELA | INQUIETAÇÕES

Adam, de Ana Catarina (PR)
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovana Castellari (SP)
Destino Brasília, de Kalyne Almeida, Leandro Cunha e Sandro Alves de França (PB)
Dinho, de Leo Tabosa (PE)
Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (PB)
Estação Janga-Lua (O Segundo Mundo do Rádio), de Rui Mendonça (PE)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
Seu Adauto, de Edvaldo Santos (PE)
Utopia Muda, de Júlio Matos (SP)

MOSTRA INFANTIL DE CINEMA
A Fada do Dente, de Caroline Origer
Coração de Fogo, de Laurent Zeitoun e Theodore Ty

MOSTRA HORS-CONCOURS
Grande Sertão, de Guel Arraes (SP)

Foto: Divulgação.

O Auto da Compadecida 2, com Matheus Nachtergaele e Selton Mello, ganha primeiro teaser

por: Cinevitor
Um dos filmes brasileiros mais esperados do ano

Protagonizado por Matheus Nachtergaele e Selton Mello, com direção de Guel Arraes e Flavia Lacerda, o aguardado filme O Auto da Compadecida 2 acaba de ganhar seu primeiro teaser.

Na continuação de um dos maiores clássicos do cinema brasileiro, João Grilo (Matheus) e Chicó (Selton) se reencontram 20 anos depois do primeiro longa, na mítica cidade de Taperoá. Juntos, os personagens embarcam em novas aventuras, enquanto a trama é conduzida pela amizade entre os dois. Virginia Cavendish retorna como Rosinha e Enrique Diaz como Joaquim Brejeiro, e alguns dos novos personagens que movimentam a história são interpretados por Taís Araujo, Humberto Martins, Luis Miranda, Eduardo Sterblitch e Fabiula Nascimento.

O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 25 de dezembro. O roteiro original é de Guel Arraes e João Falcão, com colaboração de Adriana Falcão e de Jorge Furtado. Com aprovação da família de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida 2 tem produção da Conspiração, Guel Produções e H2O Films, que também assina a distribuição. A coprodução é da Claro, com patrocínios master do Instituto Cultural Vale e da Brahma, e patrocínios da Santa Helena, do Itaú Cultural e do TikTok.

O lançamento do teaser com as primeiras imagens do filme O Auto da Compadecida 2 é o pontapé inicial da gigantesca campanha planejada pela distribuidora H2O Films, que terá ações durante todos os meses até dezembro. O público poderá acompanhar João Grilo e Chicó em diferentes plataformas, inclusive em campanhas publicitárias dos seus patrocinadores, além de outras ativações ao longo do ano.

Para entrar no clima do novo filme, assista também (clique aqui) ao nosso programa especial gravado em Cabaceiras, na Paraíba, cidade que serviu de locação para O Auto da Compadecida, em 2000.

Confira o teaser de O Auto da Compadecida 2:

Foto: Laura Campanella.

Festival de Cannes 2024: conheça os integrantes do júri

por: Cinevitor
Lily Gladstone no tapete vermelho da edição passada

Presidido pela cineasta, roteirista e atriz americana Greta Gerwig, do sucesso mundial Barbie, o júri da 77ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta segunda-feira, 29/04, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os longas-metragens em competição.

O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro, entre 22 filmes selecionados, conta com: Ebru Ceylan, atriz, diretora, roteirista e fotógrafa turca, que passou pelo festival em 1998 com o curta-metragem Kiyida, além de assinar os roteiros de Ervas Secas e A Árvore dos Frutos Selvagens; Lily Gladstone, de Assassinos da Lua das Flores, a primeira atriz de origem indígena a ser indicada ao Oscar; Eva Green, atriz francesa que se destacou em diversos filmes, entre eles, Os Sonhadores.

E mais: Nadine Labaki, atriz e cineasta libanesa, que venceu o Prêmio do Júri em Cannes com Cafarnaum; o cineasta espanhol Juan Antonio Bayona, dos sucessos A Sociedade da Neve e O Impossível; o ator italiano Pierfrancesco Favino, que já passou por Cannes com O Traidor e Nostalgia; o consagrado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro com Assunto de Família e premiado também por Pais e Filhos, Broker: Uma Nova Chance e Monster; e o ator e produtor francês Omar Sy, do sucesso Os Intocáveis e da série Lupin.

Além disso, anteriormente o Festival de Cannes também anunciou os integrantes do júri da mostra Un Certain Regard, que será presidido pelo ator e cineasta canadense Xavier Dolan e contará com: Maïmouna Doucouré, cineasta e roteirista francesa; Asmae El Moudir, diretora marroquina; Vicky Krieps, atriz luxemburguesa; e Todd McCarthy, crítico de cinema e cineasta americano.

Em uma premiação paralela, a Queer Palm escolhe o melhor filme LGBTQ+ do Festival de Cannes. Neste ano, o júri será presidido pelo cineasta belga Lukas Dhont e contará com: Juliana Rojas, cineasta brasileira; Sophie Letourneur, diretora francesa; Paloma Hugo Bardin, drag performer francesa; e o jornalista Jad Salfiti.

Vale lembrar que entre os longas-metragens selecionados em competição, o cinema brasileiro está na disputa pela Palma de Ouro com Motel Destino, do cineasta cearense Karim Aïnouz. O Festival de Cannes 2024 acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio.

Foto: Patricia de Melo Moreira/Getty Images.

Festival Guarnicê de Cinema 2024 anuncia títulos selecionados para as mostras paralelas

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem potiguar Yby Katu: selecionado

Depois de divulgar os títulos em competição, a 47ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, o mais longevo festival de cinema do Norte e Nordeste e um dos mais relevantes do Brasil, anunciou os 116 filmes que compõem as tradicionais mostras paralelas do evento, realizadas desde a primeira edição do festival, em 1977.

Sempre com o objetivo de apresentar um panorama da produção audiovisual brasileira e estimular discussões sobre temas importantes para a sociedade, o festival traz pela primeira vez no catálogo as mostras Para Não Esquecer, composta por filmes que fazem referência aos 60 anos do golpe militar de 1964; e Medo de Quê?, formada por obras dos gêneros drama, suspense e terror.

A programação segue com as mostras: Guarnicezinho, voltada ao público infantil com sessões destinadas às escolas de São Luís; Mostra Jovem, destinada ao público juvenil e composta por filmes que retratam a realidade e o universo desse coletivo com sessões destinadas a alunos da rede estadual de ensino; Cinema Não Tem Idade, na qual todos os públicos são contemplados; Cenário BR, que traz um panorama diverso, em forma e conteúdo, da produção audiovisual brasileira; Cenário MA, que apresenta um panorama da produção audiovisual maranhense que abrange diversos gêneros, formatos e narrativas; (Re)existência, com filmes documentais sobre resistir para continuar existindo e histórias da persistência de indígenas, de mulheres, de agentes do Estado, de ONGs e de comunidades inteiras desalojadas e desapropriadas. São filmes que retratam os desafios que o Brasil, de ontem e hoje, nos impõe. Falam de uma existência que incomoda e que é, por si só, uma manifestação de resistência.

E mais: a mostra Afroperspectivas, que reúne diferentes narrativas que convergem para um ponto em comum: a afirmação positiva da negritude. São filmes que trazem pontos de vista, estratégias, sistemas e modos de pensar e viver, afrocentrados. Histórias que falam de ancestralidade, do reconhecimento integral da cidadania da pessoa negra, da afirmação identitária e da luta antirracista. A programação segue com as mostras: Elas por Elas, que reúne filmes com diferentes narrativas sobre mulheres, todas contadas sob a perspectiva plural do olhar feminino; Faz Escuro Mas Eu Canto, com título inspirado no poema do amazonense Thiago de Mello, traz filmes que buscam um grito de liberdade, por meio da música, revelando lutas particulares e coletivas.

Além disso, a programação conta também com as seguintes mostras: Feito de Coisas Lembradas e Esquecidas, com título parafraseando o poeta maranhense Ferreira Gullar, reúne filmes que apresentam pessoas, festas e costumes em um mergulho em diferentes tradições populares; e a mostra Em Colapso o Planeta Gira, com título que faz referência ao rapper paulistano Emicida, composta por filmes que discutem a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade da vida na terra, de si e do povo.

O comitê de longas foi composto por Marcus Túlio (MA), Erika Cândido (RJ) e Flávia Abtibol (AM). Já o time de avaliadores dos curtas foi formado por Arthur Gadelha (CE), Taciano Brito (MA) e Flávia Cândida (RJ). As duas equipes foram coordenadas por Stella Lindoso (MA), responsável pela definição do cronograma de trabalho da curadoria e pela seleção dos videoclipes maranhenses, além da contribuição com a análise dos filmes.

Todas as mostras paralelas ficam disponíveis na plataforma de streaming do Guarnicê durante todo o festival. Algumas mostras, como a Guarnicezinho e Mostra Jovem, contam com exibições presenciais. Nos próximos dias, o festival divulgará os filmes selecionados para a Mostra Universitária, as ações formativas, a programação da mostra acessível Faz Todo Sentido, os homenageados desta edição, além de outras novidades.

O Festival Guarnicê de Cinema 2024 será realizado entre os dias 7 e 14 de junho em formato híbrido, com mostras presenciais em São Luís e programação on-line acessível em todo o Brasil.

Conheça os filmes selecionados para as mostras paralelas do 47º Festival Guarnicê de Cinema:

GUARNICEZINHO

Apenas uma Sacola de Plástico, de Luan Oliveira (CE)
As Aventuras de Tracajaré: O Filme, de Joaquim Haickel e Sergio Martinelli (MA)
Bênhëkié, de Jaiane Luna Kariú e Layo Amõkanewy Kariú (MA)
Causos de Domingos: O Corpo-Seco, de João Pedro Theodoro (MG)
De Dentro do Quarto, de Paula M. Urbinati (SP)
Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (PB)
Ester: O Sonho de uma Ginasta, de Waldemar Castro (MA)
Kwat Jai, de Clarice Cardell (DF)
Lucinéia, de Luah Garcia (RJ)
Menino Monstro, de Guilherme Alvernaz (SP)
Os Maluvidos, de Gislandia Barros e Josenildo Nascimento (CE)
Placa-Mãe, de Igor Bastos (MG)

MOSTRA JOVEM

Ana e as Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (GO)
As Melhores, de Renata Mizrahi (RJ)
Bonita de Rosto, de Ana Squilanti (SP)
Caboclo Manauara, de George Augusto (AM)
Dakobo, de Felipe dos Santos (PE)
Eu Queria Ter um Vans, de Caio de Paula Albuquerque (PA)
Fora da Caixa, de Giovana Padovani (MG)
O Último é Mulher do Padre, de Yasser Socarrás (SC)
Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni (RS)
Pororoca, de Fernanda Roque e Francis Frank (MG)
Vovô Joel, de Douglas Gomes (RJ)

CENÁRIO BR

A Trilha Sonora de um Bairro, de Betinho Celanex e Danilo Custódio (PR)
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Eu Não Vim aqui para Correr Trecho, de Felippy Damian (MT)
Mais um Dia, Zona Norte, de Allan Ribeiro (RJ)
Noke Koi, de Arthur Ribeiro (AC)
O Barulho da Noite, de Eva Pereira (TO)
O Último Livro, de Isadora Clemente (PE)
Onde as Ondas Quebram, de Inara Chayamiti (SP)
Tiranossaurus, de Fausto Prieto e Ingrid Gaigher (SP)
Yãmî Yah-Pá, de Vladimir Seixas (RJ)
Yby Katu, de Jessé Carlos, Ladivan Soares, Kaylany Cordeiro, Geyson Fernandes e Rodrigo Sena (RN)

CENÁRIO MA

Carroceiro, de Euclides Moreira Neto (MA)
Cazumbando, de Ingrid Barros (MA)
Chuva: Este Filme Não é Meu, de Antônio Fabrício (MA/GO)
Digital Originário, de Jesús Pérez (MA)
Divinéia: Tempo e Espaço, de Maycon Douglas (MA)
Dona Taquariana: Uma Cabocla Brasileira, de Abimaelson Santos (MA)
Fora do Ar, de Igor Nascimento (MA)
Itaperai, de Iagor Peres e Gê Viana (MA)
Kub, de Marcelo Cunha (MA)
Os Warao de Upaon-Açu, de Priscila Tapajowara (MA/SP)

CINEMA NÃO TEM IDADE

A Próxima Estação de Tabajara Ruas, de Boca Migotto (RS)
As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
Café Quente: Dona Ângela, de Heron Condor e Sophia Cabral (RN)
Dalva da Rua Sete, de Gab Lourenzato e Nanda Ferreira (SP)
daVIDAntônia, de Tassio Soares (TO)
Desiré, de Catarina Calungueira (RN)
Dona Irene, de Gustavo Campos (SP)
Ela Mora Logo Ali, de Fabiano Barros e Rafael Rogante (RO)
O Prazer é Todo Meu, de Vanessa Sandre (SC)
Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca (PE)

(RE)EXISTÊNCIA

A Estética da Luta, de Guillermo Planel (RJ)
A Invenção do Outro, de Bruno Jorge (AM)
Kunhã Karai e as Narrativas da Terra, de Paola Mallmann (RS/SC/PR/SP/DF/AC)
Memórias da Chuva, de Wolney Oliveira (CE)
Notas de Yakecan, de André Moura Lopes (CE)
Os 7 Campos, de Flávio Alves (CE)
Retomada, de Ricardo Martensen (SP)
Sede de Rio, de Marcelo Abreu Góis (BA)
Sociedade de Ferro: A Estrutura das Coisas, de Eduardo Rajabally (SP)

AFROPERSPECTIVAS

A Luta de Nzinga, de Eduardo Cunha Souza (CE)
À Noite Todos os Gatos São Pardos, de Matheus Moura (MG)
Afrofuturismo, de Antonio Filho e Jefferson Soares (PI)
Baobab, de Bea Gerolin (PR)
Black Rio! Black Power!, de Emilio Domingos (RJ)
Camorim, de Renan Barbosa Brandão (RJ)
Dessa Arte eu Sei um Pouco, de Cled Pereira (DF)
Hábito, de Fernando Santos (AL)
Matria Amada Kalunga, de Lak Shamra e Thassio Freire (GO)
Rio, Negro, de Fernando Sousa e Gabriel Barbosa (RJ)

ELAS POR ELAS

Casulo, de Aline Flores (SP)
Ficção Suburbana, de Rossandra Leone (RJ)
Mulheres Maratimbas, de Thais Helena Leite (ES)
Uma Mulher Comum, de Debora Diniz (DF)

EM COLAPSO O PLANETA GIRA

Amar a Ilha, de Isabela Alves (SP)
Aves Coloridas, de Angelo Pignaton (DF)
Cores Queimam, de Felippy Damian (MT)
Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo (PE)
De Onde Nasce o Sol, de Gabriele Stein (ES)
Eco das Pedra, de Pedro Célio Oliveira Nunes (CE)
Hélio Melo, de Leticia Rheingantz (SP)
Menina Semente, de Tulio Beat (PE)
Nosso Território, de Josenildo Nascimento (CE)
Seu Adauto, de Edvaldo Santos (PE)

FAZ ESCURO MAS EU CANTO

Canção ao Longe, de Clarissa Campolina (MG)
Macaléia, de Rejane Zilles (RJ)
Meu Amigo Lorenzo, de André Luiz de Oliveira (DF)
Miguel Damus, de Beto Matuck e Celso Borges (MA)
Nas Ondas de Dorival Caymmi, de Locca Faria (RJ)
Terruá-Pará, de Jorane Castro (PA)
Todo Mundo Morre Tentando, de Gustavo Von Ha (SP)

FEITO DE COISAS LEMBRADAS E ESQUECIDAS

A Chuva do Caju, de Alan Schvarsberg (GO)
Alumbrado, de Catarina Calungueira (RN)
Dulce, de Lucélia Benvinda (MG)
Micelial: Raízes em Conexão, de Sylvia Sanchez (SP)
O Canto, de Izabella Vitório e Isa Magalhães (AL)
Ògún, o Ferreiro do Mundo, de Marcia Salgueiro (RJ)
Pisa na Tradição, de Coraci Ruiz (SP)
Poetas do Tambor, de Ricardo Pereira e Roberto Pereira (PI)
Rei da Ciranda Pesada, de Cíntia Lima (PE)
Um Lugar Chamado Zumbi, de Carolina de Cássia (RN)

MEDO DE QUÊ?

A Sombra da Terra, de Marcelo Domingues (SP)
Atena, de Caco Souza (RS)
Caído, de Alexandre Estevanato (SP)
Cáustico, de Wesley Gondim (DF)
Eles Não São Estrangeiros, de Pedro Bughay Aceti (SC)
O Poético Fim das Mulheres que Amei, de Renan Amaral (RJ)
Procuro Teu Auxílio para Enterrar um Homem, de Anderson Bardot (ES)
Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF/GO)

PARA NÃO ESQUECER

A Portas Fechadas, de João Pedro Bim (SP)
Depois Deste Desterro, de Renan Amaral (ES)
Entrelinhas, de Guto Pasko (PR)
, de Rafael Conde (MG)

Foto: Rodrigo Sena.

Festival de Cinema Australiano exibirá cinco longas na Cinemateca Brasileira

por: Cinevitor
Priscilla, a Rainha do Deserto celebra 30 anos de seu lançamento

Pela primeira vez, o Brasil receberá o Australian Film Festival, Festival de Cinema Australiano, que acontecerá entre os dias 26 e 28 de abril, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Com entrada gratuita, o FCA 2024 terá exibição de obras australianas com a intenção de promover o intercâmbio cultural e profissional entre as duas nações.

O FCA 2024 representa uma celebração única da rica cinematografia da Austrália com o principal objetivo de proporcionar ao público brasileiro uma visão mais aprofundada da cultura australiana. O evento foi inspirado pelo sucesso da Brazil Week e é organizado com o apoio da Embaixada Australiana, a participação ativa da Cônsul Honorária do Brasil em Queensland e CEO da ABCC (Australia Brazil Chamber of Commerce), Val Noleto, criadora da Brazil Week, que empresta sua expertise para a produção do evento no Brasil.

Com a exibição de cinco longas-metragens, o evento visa não apenas enriquecer a experiência cultural do público, mas também criar oportunidades para parcerias e colaborações que possam perdurar além das fronteiras do cinema. A curadoria, assim como toda a produção do evento, conta com profissionais do Brasil e da Austrália.

“A criação do evento é um passo significativo para criar uma plataforma de intercâmbio cultural fortalecendo laços e promovendo a compreensão mútua. A nossa ideia é que através do networking no dia do coquetel nós possamos estimular futuras parcerias e acordos entre intuições e profissionais dos dois países”, explica Vitor L. Meyer, produtor executivo do festival.

Em contagem regressiva para o marco de 80 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Austrália, comemorado em 2025, o Festival de Cinema Australiano desperta o público e profissionais brasileiros para a cultura australiana através da sétima arte. Além da exibição de obras cinematográficas, o festival destaca aspectos culturais australianos, incluindo os povos originários, costumes e eventos simbólicos. Todas as atividades têm entrada gratuita

A abertura acontecerá na sexta-feira, 26/04, com a presença da Embaixadora da Austrália, Sophie Davies, e como mestre de cerimônias o ator Nelson Freitas, que tem residência na Austrália e realiza diversas ações entre os dois países. O filme que abrirá o evento será O País de Charlie, de Rolf de Heer. O longa foi exibido na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, em 2014, e rendeu o prêmio de melhor ator para David Gulpilil, que também foi premiado no Australian Film Critics Association Awards.

Anticristo: O Exorcismo de Lara: filme inédito no Brasil

No sábado, a programação começa com Vem Dançar Comigo, dirigido pelo consagrado cineasta Baz Luhrmann. No musical, um dançarino independente arrisca sua carreira diante dos tradicionais métodos e instituições que regulam a dança em seu país. Contrariando a todos, ele aposta em uma nova parceira e novas metodologias e passos de dança. Com Paul Mercurio, Tara Morice, Bill Hunter, Pat Thomson, Gia Carides, Peter Whitford, Barry Otto e John Hannan no elenco, o filme foi o grande vencedor do Festival de Toronto, em 1992; foi também premiado no Festival de Cannes e indicado ao Globo de Ouro. Além disso, venceu em três categorias no BAFTA: melhor figurino, trilha sonora e design de produção.

Priscilla, a Rainha do Deserto, vencedor de um Oscar de melhor figurino para Lizzy Gardiner e Tim Chappel, e ícone da comunidade LGBTQIAPN+, celebra 30 anos em 2024 em grande estilo: o filme vai ganhar uma sequência nos cinemas. O anúncio foi feito pelo próprio diretor, Stephan Elliott, na última semana em uma entrevista internacional. A expectativa da nova produção, assim como o marco da obra para a comunidade LGBTQIAP+ e o cinema estarão entre os temas da sessão especial que será realizada neste sábado, 27 de abril, durante o Festival de Cinema Australiano.

A exibição do longa-metragem será às 18h30 e seguirá com um bate-papo conduzido por Betina Polaroid, finalista do reality show brasileiro Drag Race Brasil, programa inspirado na série original americana, RuPaul’s Drag Race. O filme, também premiado no BAFTA e indicado ao Globo de Ouro, é uma comédia dramática sobre três drag queens que saem de Sydney e viajam por diversas cidades da Austrália para fazer um show em um resort. No caminho, o ônibus batizado de Priscilla quebra, gerando conflitos, reflexões e a vontade de não deixar o show parar: em meio ao deserto e outros lugares improváveis, as apresentações continuam. O elenco conta com Hugo Weaving, Guy Pearce e Terence Stamp como protagonistas.

No domingo, último dia de festival, a programação começa com o suspense Terras Perigosas, de Stephen Johnson. Protagonizado por Simon Bake, o longa é ambientado em 1930 na Austrália e traz fatos poucos conhecidos da história do país: conta a saga de um jovem aborígene Gutjuk, que, na tentativa de salvar o último membro de sua família, se une ao ex-soldado Travis para rastrear Baywara, o guerreiro mais perigoso do território, que também é seu tio.

Na sequência, o festival exibe, às 18h, o true criminal Anticristo: O Exorcismo de Lara (Godless: The Eastfield Exorcism), que terá participação do produtor executivo filme, o australiano Giuseppe Cassin. Inédito no Brasil, o terror é baseado em fatos reais e conta uma história famosa na Austrália. Lara é uma mulher atormentada, dividida entre a ciência e a fé. Seu marido a pressiona a procurar tratamento em uma congregação de fanáticos e um exorcista implacável tenta salvar sua alma fazendo uma mulher inocente passar pelo inferno.

Vale lembrar que o Festival de Cinema Australiano tem entrada gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes de cada sessão na Cinemateca. O evento também realiza uma campanha social, convidando o público para trazer uma peça de roupa para doação. A preferência é que seja um agasalho, mas pode ser qualquer peça. Importante lembrar que a contribuição é voluntária e não obrigatória, mas muito bem-vinda.  

Fotos: Divulgação.

Grande Sertão, de Guel Arraes, será o filme de abertura do Cine PE 2024

por: Cinevitor
Luisa Arraes e Caio Blat em cena: protagonistas

A 28ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 6 e 11 de junho, no Recife, acaba de anunciar seu filme de abertura: Grande Sertão, longa mais recente do diretor Guel Arraes, de O Auto da Compadecida. Adaptação do clássico Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, o título chega ao público pernambucano dentro da mostra Hors Concours.

Estrelado por Caio Blat (Riobaldo) e Luisa Arraes (Diadorim), o filme transpõe o universo da violência dos jagunços do sertão para o território das organizações criminosas de uma periferia urbana, cercada por muros gigantescos, em um tempo indeterminado. A história, narrada em tom épico, segue a trajetória de Riobaldo, professor que ingressou no bando por amor a Diadorim, um dos bandidos. O elenco conta também com: Rodrigo Lombardi (Joca Ramiro), Luis Miranda (Zé Bebelo), Eduardo Sterblitch (Hermógenes), Mariana Nunes (Otacília) e Luellem de Castro (Nhorinhá).

Grande Sertão, produzido por Manoel Rangel, Egisto Betti e Heitor Dhalia, já foi exibido na 27ª edição do Tallinn Black Nights Film Festival (PÖFF), na Estônia, em novembro de 2023, e recebeu o prêmio de melhor direção na categoria Critic’s Picks. Uma das grandes apostas do cinema brasileiro deste ano, o filme é produzido pela Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes e distribuição da Paris Filmes.

Para o diretor do festival, Alfredo Bertini, é uma honra contar com a estreia da produção na noite de abertura do Cine PE 2024: “Esse filme não apenas enriquece nosso festival com sua qualidade cinematográfica, mas também representa uma homenagem à rica cultura e à literatura brasileira. Estamos emocionados por compartilhar essa obra com nosso público e celebrar o talento e a criatividade de Guel e sua equipe”, comentou. Grande Sertão chega aos cinemas brasileiros no dia da abertura do festival.

O Cine PE deste ano acontecerá no Cine Teatro do Parque, no Recife, com sessões noturnas gratuitas. A programação completa e outros detalhes serão divulgados em breve.

Foto: Gustavo Adba.

Festival de Cannes: Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues, será exibido na mostra Cannes Classics 2024

por: Cinevitor
José Wilker em Bye Bye Brasil: cópia restaurada em Cannes

Desde o início dos anos 2000, o Festival de Cannes criou a mostra Cannes Classics, uma seleção que permite exibir o trabalho de valorização do cinema patrimonial realizado por produtoras, proprietários de direitos, cinematecas e arquivos nacionais de todo o mundo. Atualmente, faz parte da Seleção Oficial do evento e apresenta obras-primas e raridades do cinema em cópias restauradas, além de homenagens e títulos inéditos. 

Nesta edição de 2024, que completa 20 anos da mostra, o cinema brasileiro marca presença com Bye Bye Brasil, dirigido por Cacá Diegues e produzido pelo casal Luiz Carlos Barreto e Lucy Barreto. A cópia que será exibida foi restaurada pela L.C Barreto Produções Cinematográficas, que completa 60 anos de atividade, em parceria com a Quanta, Alexandre Rocha, Marcelo Pedrazzi e Rede D’Or. A projeção contará com a presença de Lucy e Luiz Carlos Barreto, e da filha do casal, a produtora Paula Barreto.

Em Bye Bye Brasil, que disputou a Palma de Ouro em 1980, Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas mambembes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A obra conta com interpretações memoráveis de José Wilker como Lorde Cigano; Betty Faria como Salomé; Joffre Soares, como Zé da Luz; Príncipe Nabor como Andorinha; e do jovem ator Fábio Jr. A música que dá título ao filme e compõe a trilha é de Chico Buarque e Roberto Menescal.

Outro destaque da seleção da Cannes Classics é a cópia restaurada de Gilda, dirigido por Charles Vidor, com a icônica atriz Rita Hayworth como protagonista; a exibição faz parte da comemoração dos 100 anos da Columbia Pictures. A programação celebra também os 40 anos de Paris, Texas, de Wim Wenders, vencedor da Palma de Ouro em 1984, que marcará presença no evento.

A lista traz também: um dos dez episódios da série Le Siècle de Costa-Gavras; Scénarios, de Jean-Luc Godard, que ganhou esse título um dia antes da morte do cineasta; a celebração dos 70 anos de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa; a restauração de Law and Order, de Frederick Wiseman, que marcará presença no festival; os 60 anos de Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy, vencedor da Palma de Ouro em 1964; documentários inéditos sobre Faye Dunaway, Elizabeth Taylor, François Truffaut e Michel Legrand; filmes restaurados de Steven Spielberg, Marco Bellocchio e Robert Bresson; entre outros.

Além da Cannes Classics, o festival também divulgou os primeiros títulos da mostra Cinéma de la Plage, que foi criada em 2001 com a proposta de exibir ao ar livre, na praia de Macé, filmes antológicos e também títulos em estreia mundial fora de competição; e mais duas animações que serão apresentadas ao público jovem.

Outra novidade desta edição: a consagrada atriz e diretora italiana Valeria Golino, que apresentou seus filmes Miele e Euforia na mostra Un Certain Regard, retorna ao festival com a série The Art of Joy, adaptação do romance de Goliarda Sapienza; o primeiro episódio será exibido na programação e contará com um debate depois da exibição. O elenco traz Jasmine Trinca, Tecla Insolia, Valeria Bruni Tedeschi, Alma Noce, Nika Perrone, Giuseppe Spata e Guido Caprino.

Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2024:

CANNES CLASSICS

Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues (Brasil) (1979)
Gilda, de Charles Vidor (EUA) (1946)
Jacques Demy, Le Rose et Le Noir, de Florence Platarets (França) (2024)
La Vérité est Révolutionnaire: L’Aveu, de Yannick Kergoat (França)
Law and Order, de Frederick Wiseman (EUA) (1969)
Les années déclic, de Raymond Depardon (França) (1984)
Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy (França) (1964)
Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa (Japão) (1954)
Paris, Texas, de Wim Wenders (Alemanha/França) (1984)
Scénarios, de Jean-Luc Godard (França/Japão) (2024)

DOCUMENTÁRIOS

Elizabeth Taylor: The Lost Tapes, de Nanette Burstein (EUA) (2024)
Faye, de Laurent Bouzereau (EUA) (2024)
François Truffaut, Le Scénario de Ma Vie, de David Teboul (França) (2024)
Il ÉTait Une Fois Michel Legrand, de David Hertzog Dessites (França) (2024)
Jacques Rozier, d’une vague à l’autre, de Emmanuel Barnault (França) (2024)
Jim Henson Idea Man, de Ron Howard (EUA) (2024)
Younghwa cheongnyeon dong-ho (Walking In The Movies), de Lyang Kim (Coreia do Sul) (2024)

CÓPIAS RESTAURADAS

A Louca Escapada (The Sugarland Express), de Steven Spielberg (EUA) (1974)
Bona, de Lino Brocka (Filipinas) (1980)
Camp de Thiaroye, de Ousmane Sembene e Thierno Faty Sow (Senegal/Argélia/Tunísia) (1988)
Johnny Vai à Guerra (Johnny Got His Gun), de Dalton Trumbo (EUA) (1971)
La rose de la mer, de Jacques de Baroncelli (França) (1947)
Manthan, de Shyam Benegal (Índia) (1976)
Napoleão, de Abel Gance (França) (1927) (filme de abertura)
O Exército das Sombras (L’armée des ombres), de Jean-Pierre Melville (França) (1969)
O Monstro na Primeira Página (Sbatti il mostro in prima pagina), de Marco Bellocchio (Itália/França) (1972)
Quatro Noites de um Sonhador (Quatre nuits d’un rêveur), de Robert Bresson (França/Itália) (1971)
Rosaura a las 10, de Mario Soffici (Argentina) (1958)
Shanghai Blues (Shang Hai zhi yen), de Tsui Hark (Hong Kong) (1984)
Tasio, de Montxo Armendáriz (Espanha) (1984)

LE CINÉMA DE LA PLAGE

My Way, de Thierry Teston e Lisa Azuelos (França)
Silex and the City, de Jul e Guigue (França)
Slocum et moi, de Jean-François Laguionie (França/Luxemburgo)
Transmitzvah, de Daniel Burman (Argentina)

SÉANCES JEUNE PUBLIC

Angelo dans la forêt mystérieuse, de Vincent Paronnaud e Alexis Ducord (França/Luxemburgo)
Sauvages, de Claude Barras (Suíça/França/Bélgica)

Foto: Divulgação/LC Barreto.

Festival Curta Cinema 2024: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Renato Novaes no curta-metragem Engole o Choro, de Fabio Rodrigo 

Foram anunciados nesta quarta-feira, 24/04, os vencedores da 33ª edição do Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que exibiu 153 filmes, de 31 países, em oito dias de evento presencial, com todas as sessões gratuitas no cinema Estação Net Botafogo.

Os grandes vencedores deste ano foram os filmes Engole o Choro, de Fabio Rodrigo, e o grego Pigeons Are Dying, When The City Is On Fire, de Stavros Markoulakis, que estão automaticamente qualificados a concorrerem a uma indicação no Oscar 2025 na categoria de melhor curta-metragem de ficção. Nesta edição, a organização comemorou o número recorde de inscrições (4.750 filmes) e o aumento de 40% do público em relação à última edição, totalizando 4 mil espectadores, que encheram as salas do tradicional cinema de Botafogo

“Foi um crescimento considerável, principalmente de um público novo, que não conhecia o festival nem sua história e trajetória. E isso se deve, principalmente, à entrada do patrocinador Itaú-Unibanco, que possibilitou um aumento na comunicação geral do evento”, disse o diretor geral do Festival Curta Cinema, Ailton Franco.

Neste ano, os jurados da Competição Nacional foram: Anaïs Colpin, coordenadora da distribuidora Manifest; Eva Randolph, cineasta; e Bruno F. Duarte, cineasta e pesquisador de filmes de não-ficção com foco em raça, gênero e sexualidades. Para a Competição Internacional, o júri foi composto por: Ángela López Ruiz, cineasta e curadora; Matheus Peçanha, produtor audiovisual e fundador do Estúdio Giz; e Luciano Pérez Fernández, diretor, fotógrafo e produtor. Já o júri do Prêmio Canal Brasil de Curtas foi formado por Beatriz Filippo, Caio Garritano, Carlos Helí de Almeida, Thayz Guimarães e Orlando Margarido.

Neste ano, a programação se estende para São Paulo, nos dias 26 e 27 de abril, no MIS, Museu da Imagem e do Som, com a exibição dos programas Especial Manifest, Especial Total Refusal, Especial Interfilm e Interzona Midnight.

O Festival Curta Cinema tem direção geral do produtor Ailton Franco Jr. A curadoria desta 33ª edição ficou a cargo de Gustavo Duarte, Karen Black, Marina Pessanha, Lucas Murari, Cristiana Giustino, Duda Leite e Carolina Alves, com a colaboração de Matheus Fortuna e sob coordenação de Paulo Roberto Jr

Conheça os vencedores do Festival Curta Cinema 2024:

COMPETIÇÃO NACIONAL
Grande Prêmio: Engole o Choro, de Fabio Rodrigo (SP)
Prêmio Especial do Júri: Das Águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo (PE)
Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Quinze Quase Dezesseis
Menção Honrosa: Ramal, de Higor Gomes (MG) e Mborairapé, de Roney Freitas (SP)
Prêmio do Público: Toró, de Clara Ferrer e Marcella C. De Finis (RJ)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prêmio: Pigeons Are Dying, When The City Is On Fire, de Stavros Markoulakis (Grécia)
Prêmio Especial do Júri: El Tercer Mundo Después Del Sol, de Tiagx Vélez e Analú Laferal (Colômbia)
Melhor Direção: Alicia Mendy, por Beutset e Sam Manacsa, por Cross My Heart and Hope To Die
Menção Honrosa: Incident, de Bill Morrison (EUA), Marica, de Anouk Chambaz (Suíça) e La Historia se Escribe de Noche, de Alejandro Alonso (Cuba)
Prêmio do Público: Cross My Heart and Hope To Die, de Sam Manacsa (Filipinas)

PRIMEIROS QUADROS
América, do Sul, de Maria Clara Bastos (SP)

PANORAMA LATINO AMERICANO | PRÊMIO DO PÚBLICO
As Marias, de Dannon Lacerda (Brasil, MS)

PANORAMA CARIOCA | PRÊMIO DO PÚBLICO
Macaleia, de Rejane Zilles

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Você, de Elisa Bessa (RJ)

PRÊMIO CANAL LIKE
Engole o Choro, de Fabio Rodrigo (SP)

PRÊMIO MELHOR PROJETO | 25º LABORATÓRIO DE PROJETOS DE CURTA-METRAGEM
1º lugar: Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (RO)
2º lugar: O Cadáver Perfumado, de Fabrício Basílio (RJ)

Foto: Divulgação.

Festival de Cannes 2024: curta brasileiro Amarela, de André Hayato Saito, é selecionado

por: Cinevitor
Cena do curta brasileiro Amarela, de André Hayato Saito

Depois de anunciar a seleção de longas, a 77ª edição do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio, revelou os curtas-metragens selecionados para a Competição Oficial e também para a mostra La Cinef, anteriormente conhecida como Cinéfondation, criada para inspirar e apoiar a próxima geração de cineastas.

Neste ano, o comitê de seleção assistiu 4.420 curtas; onze foram escolhidos, de dez países. Os filmes disputam a Palma de Ouro, que será entregue pelo Júri Oficial, presidido pela atriz belga Lubna Azabal e que contará também com: Marie-Castille Mention-Schaar, cineasta francesa; o italiano Paolo Moretti, curador de cinema; a produtora francesa Claudine Nougaret; e o diretor sérvio Vladimir Perišić. O grupo também será responsável pelos prêmios da mostra La Cinef.

O cinema brasileiro marca presença com Amarela, de André Hayato Saito. A trama se passa em julho de 1998, dia da final da Copa do Mundo entre Brasil e França, quando Erika Oguihara, interpretada por Melissa Uehara, uma adolescente nipo-brasileira de 14 anos que rejeita as tradições familiares, está ansiosa para comemorar um título mundial pelo seu país. Em meio a tensão que progride durante a partida, ela sofre com uma violência que parece invisível e adentra em um mar doloroso de sentimentos.

“Sempre me senti japonês demais pra ser brasileiro e brasileiro demais pra ser japonês. A busca por uma identidade que habita o entrelugar se tornou a parte mais sólida de quem eu sou. Amarela é uma ferida aberta não só do povo nipo-brasileiro, mas de todos os filhos das diásporas ao redor do globo que se conectam a esse sentimento de serem estrangeiros no próprio país. Erika, a protagonista, representa o desejo de encontrar nosso lugar no mundo”, disse André Hayato Saito, diretor do curta. Outro fato celebrado pelo autor é o de ter composto uma equipe e elenco majoritariamente amarelos, acontecimento raro no audiovisual brasileiro.

O elenco conta também com Ricardo Oshiro, Carolina Hamanaka, Kazue Akisue, Pedro Botine, Joana Amaral, Lorena Castro, Kadu Oliveira, Izah Neiva, Yuki Sugimoto, Bruno Dias, Naoki Takeda, Bernardo Antônio, Adriana Hideshima e Takao Yabu.

O roteiro de Amarela é escrito por André Hayato Saito, Luigi Madormo e Tati Wan; e a produção é da MyMama Entertainment. A direção de arte é de Luana Kawamura Demange e a fotografia é assinada por Hélcio Alemão Nagamine e Danilo Arenas Ireijo. O desenho de som é de Guile Martins e a montagem de Caroline Leone; Dudu Tsuda e Lilian Nakahodo assinam a trilha sonora. Com figurino de Yuri Kobayashi e preparação de elenco de Marina Medeiros, o filme é produzido por Mayra Faour Auad, Gabrielle Auad, André Hayato Saito e Tati Wan.

“Me lembro quando Saito chegou para mim em 2019 com um material que rodou todo no Japão com sua família e me disse que queria fazer algo de cinema com isso. Apesar das inúmeras falas e trocas com eles, não falo japonês e não tenho ideia do que está ali. Naquele momento, nos unimos nas linhas invisíveis de sua criação autoral e descobrimos juntos uma voz linda, sensível, potente e muito necessária”, relatou Mayra Faour Auad, produtora e fundadora da MyMama Entertainment.

Amarela é a terceira parte da trilogia de curtas da MyMama com Saito que investiga sua ancestralidade japonesa a partir de um olhar autoral e íntimo. Tal busca identitária teve início com o curta-metragem Kokoro to Kokoro, que abordou os laços de amizade entre sua avó paterna e sua melhor amiga japonesa; depois seguiu com Vento Dourado, obra que tem como personagem principal sua avó materna, Haruko Hirata, que aos 94 anos se encontra no limiar do existir. O cineasta explora a relação entre as gerações em um ensaio sobre a morte e a convivência íntima da matriarca com sua filha Sumiko, sua cuidadora por 18 anos.

Para a 27ª edição da La Cinef, 18 filmes foram selecionados, dentre os 2.263 inscritos por escolas e universidades de cinema do mundo todo. A lista conta com 14 ficções e 4 animações, de 13 países. Criada em 1998 por Gilles Jacob e dedicada à busca de novos talentos, a La Cinef, chamada anteriormente de Cinéfondation, proporciona uma oportunidade para que jovens realizadores vejam os melhores filmes do ano exibidos no festival e absorvam a atmosfera inspiradora na companhia de realizadores de renome; a seleção deste ano reflete a mobilidade geográfica dos estudantes de cinema.

Em comunicado oficial, Lubna Azabal, presidente do júri, disse: “O foco nos jovens cineastas que apresentam seus curtas-metragens e os caminhos que percorreram para chegar até lá me honram. Mal posso esperar para descobrir a riqueza de tudo isso. É uma jornada que quero ser exigente e gentil, curto após curto, passo após passo. Ser selecionado para este lugar mítico é uma mensagem de amor, um reconhecimento mundial, e presidi-lo é motivo de orgulho”.

 Conheça os curtas-metragens selecionados para o Festival de Cannes 2024:

COMPETIÇÃO

Across the Waters, de Viv Li (China)
Amarela, de André Hayato Saito (Brasil)
Les Belles Cicatrices, de Raphaël Jouzeau (França)
Mau por um Momento, de Daniel Soares (Portugal)
Ootidė (Ootid), de Razumaitė Eglė (Lituânia)
Perfectly a Strangeness, de Alison Mcalpine (Canadá)
Rrugës (On The Way), de Samir Karahoda (Kosovo)
Sanki Yoxsan, de Azer Guliev (Azerbaijão)
Tea, de Blake Rice (Eua)
The Man Who Could Not Remain Silent, de Nebojša Slijepčević (Croácia)
Volcelest, de Éric Briche (França)

LA CINEF

Banished Love, de Xiwen Cong (China) (Beijing Film Academy)
Bunnyhood, de Mansi Maheshwari (Reino Unido) (NFTS)
Crow Man, de Yohann Abdelnour (Líbano) (Alba)
Echoes, de Robinson Drossos (França) (ENSAD)
Elevación, de Gabriel Esdras (México) (Universidad de Guadalajara)
Forest of Echoes, de Yoori Lim (Coreia do Sul) (Korea National University of Arts)
In Spirito, de Nicolò Folin (Itália) (Centro Sperimentale di Cinematografia)
It’s Not Time For Pop, de Amit Vaknin (Israel) (Tel Aviv University)
Mauvais Coton, de Nicolas Dumaret (França) (La Fémis)
Out The Window Through The Wall, de Asya Segalovich (EUA) (Columbia University)
Plevel (Weeds), de Pola Kazak (República Checa) (FAMO)
Praeis (It’ll Pass), de Dovydas Drakšas (Reino Unido) (London Film School)
Sunflowers Were The First Ones To Know…, de Chidananda S Naik (Índia) (FTII, Pune)
Terminal, de East Elliott (EUA) (NYU)
The Chaos She Left Behind, de Nikos Kolioukos (Grécia) (Aristotle University of Thessaloniki)
The Deer’s Tooth, de Saif Hammash (Palestina) (Dar Al-Kalima University)
Three, de Amie Song (EUA) (Columbia University)
Withered Blossoms, de Lionel Seah (Austrália) (AFTRS)

Foto: Divulgação.

Festival de Cannes 2024 exibirá Lula, documentário dirigido por Oliver Stone sobre presidente brasileiro

por: Cinevitor
O presidente e o cineasta em encontro no Brasil em 2016

Depois de anunciar os primeiros filmes de sua 77ª edição, que acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio, o Festival de Cannes revelou novos títulos que completam sua seleção. Como de costume, o evento acontecerá no Palais des Festivals com a tradicional disputa pela Palma de Ouro e mostras paralelas. 

Neste anúncio mais recente, divulgado nesta segunda-feira, 22/04, vale destacar a presença do documentário Lula, dirigido pelo cineasta americano Oliver Stone, de sucessos como Platoon, Nascido em 4 de Julho, JFK: A Pergunta que Não Quer Calar, Assassinos por Natureza, Alexandre, As Torres Gêmeas, entre outros.

O longa, que será exibido fora de competição na mostra Sessões Especiais, aborda a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2018 e 2019, e seu retorno ao poder. Lula também já participou de outros títulos do cineasta, como Ao Sul da Fronteira, documentário político exibido no Festival de Veneza. Sobre o filme Lula, Stone disse em entrevista recente: “É uma obra sobre a perseguição judicial. Sobre o que aconteceu quando ele havia sido um presidente de sucesso, e, então, foi preso por corrupção, que é como geralmente as coisas são feitas nesses países”

Em 2016, Oliver Stone e Lula se encontraram no Brasil quando o cineasta esteve por aqui para lançar o filme Snowden: Herói ou Traidor. Dois anos depois, assinou o manifesto Eleição sem Lula é fraude, pelo direito do candidato de participar das eleições daquele ano, que foi negado por decisão arbitrária da Justiça brasileira: “Como muitos de vocês, estou deprimido com o que está acontecendo no Brasil. Vocês devem ser firmes e resistir. Lula não pode continuar preso, precisamos tirá-lo da cadeia”, disse o diretor. E finalizou: “Por favor não percam a esperança. Muitas pessoas de todo o mundo estão com vocês. Nossa torcida e apoio estão com vocês”.

Não é a primeira vez que Stone dirige uma obra sobre a América Latina: em 1986 lançou Salvador: O Martírio de um Povo; o documentário Comandante, em 2003, sobre seu encontro com Fidel Castro; e Mi Amigo Hugo, em 2014, com Hugo Chávez.

Além dos filmes, outra novidade anunciada recentemente foi o pôster deste ano, inspirado no filme Rapsódia em Agosto, de Akira Kurosawa. Toda a beleza poética, magia hipnótica e aparente simplicidade do cinema emergem na cena retratada. O filme foi exibido fora de competição em Cannes em 1991. O comunicado oficial diz: “Espelhando a sala de cinema, este pôster celebra a sétima arte com ingenuidade e admiração. Porque dá voz a todos, permite a emancipação. Porque lembra as feridas, combate o esquecimento. Porque testemunha os perigos, apela à união. Porque acalma traumas, ajuda a reparar os vivos. Num mundo frágil que questiona constantemente a alteridade, o Festival de Cannes reafirma uma convicção: o cinema é um santuário universal de expressão e partilha. Um lugar onde está escrita a nossa humanidade tanto quanto a nossa liberdade”.

E mais: Napoleão, dirigido por Abel Gance e lançado em 1927, abrirá a mostra Cannes Classics deste ano. Considerada uma grande obra da era do cinema mudo e uma das restaurações mais monumentais da história do cinema, o filme passou por uma saga épica para recuperar sua integridade e glória. Várias fontes foram utilizadas para redescobrir o enredo original desta extraordinária reconstrução do filme de sete horas, dividido em duas épocas. Com isso, foi recortado e mutilado diversas vezes; com 22 versões diferentes conhecidas até o momento.

Além disso, nesta 77ª edição, a Palma de Ouro honorária será entregue para o Studio Ghibli. Ao lado dos grandes nomes de Hollywood, o estúdio japonês, representado por dois contadores de histórias, Hayao Miyazaki e Isao Takahata, e uma série de personagens cult, lançou um novo vento no cinema de animação nas últimas quatro décadas.

Em comunicado oficial, Toshio Suzuki, cofundador do Studio Ghibli, disse: “Estou verdadeiramente honrado e encantado que o estúdio receberá a Palma de Ouro Honorária. Gostaria de agradecer ao Festival de Cannes do fundo do meu coração. Há quarenta anos, Hayao Miyazaki, Isao Takahata e eu fundamos o Studio Ghibli com o desejo de levar animação de alto nível e qualidade para crianças e adultos de todas as idades. Hoje, os nossos filmes são vistos por pessoas de todo o mundo”. Com isso, o Studio Ghibli junta-se aos que inspiraram a cinematografia que o Festival de Cannes celebra todos os anos: “Pela primeira vez na nossa história não é uma pessoa, mas uma instituição que escolhemos para celebrar”, afirmaram Iris Knobloch, presidente do festival, e Thierry Frémaux, delegado geral.

Outro anúncio revelado recentemente foi a dupla de jurados do prêmio Caméra d’or: a atriz francesa Emmanuelle Béart, de Um Coração no Inverno, 8 Mulheres, A Vingança de Manon, A Bela Intrigante, Minha Secretária e Os Destinos Sentimentais; e Baloji, rapper e cineasta belga, que passou por Cannes no ano passado com o filme Augure.

Conheça os novos títulos selecionados para o Festival de Cannes 2024:

COMPETIÇÃO

La plus précieuse des marchandises, de Michel Hazanavicius (França/Bélgica)
The Seed of the Sacred Fig, de Mohammad Rasoulof (Irã)
Trei kilometri până la capătul lumii, de Emanuel Parvu (Romênia)

UN CERTAIN REGARD

Flow, de Gints Zilbalodis (Lituânia/Bélgica/França)
Niki, de Céline Sallette (França)
When the Light Breaks, de Rúnar Rúnarsson (Islândia/EUA/França/Croácia) (filme de abertura)

CANNES PREMIERE

Maria, de Jessica Palud (França)
Vivre, Mourir, renaître, de Gaël Morel (França)

SESSÕES ESPECIAIS

An Unfinished Film, de Lou Ye (China)
Lula, de Oliver Stone (EUA)
Nasty, de Tudor Giurgiu (Romênia)
Spectateurs, de Arnaud Desplechin (França)

FORA DE COMPETIÇÃO

Le Comte de Monte-Cristo, de Alexandre De La Patellière e Matthieu Delaporte (França)

Foto: Ricardo Stuckert.