Kleber Mendonça Filho: cineasta pernambucano fará parte do júri
Depois de anunciar a atriz francesa Isabelle Huppert como presidente do Júri Internacional da Competição, a 81ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro, acaba de revelar os nomes que completam o time de jurados.
Neste ano, nove personalidades do cinema internacional terão a missão de escolher o grande vencedor do Leão de Ouro, além de outros prêmios. São eles: o diretor e roteirista brasileiro Kleber Mendonça Filho, que está rodando seu novo longa, O Agente Secreto; o diretor e roteirista americano James Gray, que exibiu em Veneza o longa Ad Astra: Rumo às Estrelas e foi premiado com Fuga para Odessa; a diretora, roteirista e produtora polonesa Agnieszka Holland, que foi premiada em Veneza no ano passado com Zona de Exclusão.
E mais: o diretor e roteirista britânico Andrew Haigh, que lançou recentemente Todos Nós Desconhecidos e foi premiado em Veneza com A Rota Selvagem; a diretora e roteirista alemã Julia von Heinz, que disputou o Leão de Ouro com E Amanhã… O Mundo Todo; o diretor, roteirista e produtor mauritano Abderrahmane Sissako, de Timbuktu; o diretor e roteirista italiano Giuseppe Tornatore, do consagrado Cinema Paradiso; e a atriz chinesa Zhang Ziyi, de O Tigre e o Dragão e Memórias de uma Gueixa.
Além disso, recentemente, o Festival de Veneza também anunciou os títulos da mostra Venice Classics, que apresentará 18 restaurações de filmes considerados obras-primas, entre eles, o brasileiro A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, protagonizado por Leonardo Villar, que foi restaurado pela LC Barreto Produções Cinematográficas. A seleção ainda traz títulos que destacam o centenário de nascimento de Marcello Mastroianni, os cinquenta anos desde a morte de Vittorio De Sica, os cem anos da Columbia Pictures, entre outros.
O cineasta e roteirista italiano Renato De Maria presidirá o Júri de Estudantes de Cinema, que atribuirá os prêmios de melhor filme restaurado e de melhor documentário sobre cinema. O time contará com 24 estudantes de diversas universidades italianas.
A mostra Venice Classics apresenta, desde 2012, uma seleção das melhores restaurações de clássicos do cinema. Com curadoria de Alberto Barbera e colaboração de Federico Gironi, também apresenta uma seleção de documentários sobre o cinema ou seus realizadores, que serão anunciados em breve.
Conheça os clássicos selecionados para a mostra Venice Classics 2024:
A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos (1965) (Brasil) A Noite (La notte), de Michelangelo Antonioni (1961) (Itália/França) Brinquedo Proibido (Jeux interdits), de René Clément (1952) (França) E o Sangue Semeou a Terra (Bend of the River), de Anthony Mann (1952) (EUA) Ecce bombo, de Nanni Moretti (1978) (Itália) Ghatashraddha, de Girish Kasaravalli (Índia) (1977) Goldflocken, de Werner Schroeter (1976) (Alemanha/França) Jejum de Amor (His Girl Friday), de Howard Hawks (1940) (EUA) Manji, de Yasuzô Masumura (1964) (Japão) Model, de Frederick Wiseman (1980) (EUA) O Homem que Deixou seu Testamento no Filme (Tôkyô sensô sengo hiwa), de Nagisa Ôshima (1970) (Japão) O Ouro de Nápoles (L’oro di Napoli), de Vittorio De Sica (1954) (Itália) Os Corruptos (The Big Heat), de Fritz Lang (1953) (EUA) Por um Destino Insólito (Travolti da un insolito destino nell’azzurro mare d’agosto), de Lina Wertmüller (1974) (Itália) Pusher, de Nicolas Winding Refn (1996) (Dinamarca) Sangue e Areia (Blood and Sand), de Rouben Mamoulian (1941) (EUA) The Mahabharata, de Peter Brook (1989) (França/Reino Unido/EUA) Um Só Pecado (La peau douce), de François Truffaut (1964) (França)
A atriz potiguar Titina Medeiros no longa Filhos do Mangue, de Eliane Caffé
Foram anunciados nesta terça-feira, 09/07, em uma coletiva de imprensa, os primeiros filmes selecionados para as mostras competitivas e detalhes da 52ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 9 e 17 de agosto.
Entre os mais de mil títulos inscritos, as curadorias e comissões de seleção escolheram sete longas-metragens brasileiros, cinco longas-metragens gaúchos e 16 curtas-metragens gaúchos. Mais uma vez, a diversidade e o ineditismo permeiam a seleção. Dentre os longas brasileiros, as sete produções terão premiére brasileira em Gramado. A lista conta com uma representação da diversidade do audiovisual brasileiro, trazendo visões de realizadores e realizadoras do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país. Vale ressaltar a pluralidade dos gêneros, englobando drama, ficção, comédia e documentários. A força do olhar feminino também se fará presente em Gramado: dos sete longas brasileiros em competição, quatro foram dirigidos por mulheres.
Os longas nacionais serão exibidos presencialmente em Gramado, entre os dias 10 e 16 de agosto, no tradicional Palácio dos Festivais. Ao total, serão entregues 33 kikitos e 11 troféusAssembleia Legislativa, além das tradicionais homenagens com os troféus Oscarito, Eduardo Abelin, Kikito de Cristal e Cidade de Gramado. Em parceria com a Sedac, Secretaria de Estado da Cultura, por meio do IECINE, Instituto Estadual de Cinema, o Festival de Gramado entregará ainda três prêmios: O Futuro nos Une e o Troféu Leonardo Machado, além do Troféu Sirmar Antunes, em parceria com a Assembleia Legislativa.
Durante o encontro com os jornalistas, a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, enfatizou que o evento ocorrerá normalmente, de forma presencial, e que a cidade aguarda a visita de quem gosta de cinema para prestigiar o festival: “Será muito mais democrático, com uma participação mais intensa de todos. Realizaremos mais uma vez um grande festival, como Gramado merece”.
Marcos Santuario, curador do festival, destacou o árduo trabalho que teve ao lado do ator e diretor Caio Blat na seleção dos filmes: “A qualidade dos filmes é grande e isso não é novidade para nós. As inscrições dos filmes para Gramado demonstram esse padrão já há vários anos, atestando o desejo dos grandes e novos realizadores de apresentar seus filmes aqui, como primeira tela no Brasil. Isso nos honra, nos desafia e também nos alegra em saber como o festival se mantém importante no universo cinematográfico nacional e acaba sendo a possibilidade de conhecer esses potentes e talentosos realizadores e realizadoras com suas novas produções. Gramado é um festival onde os filmes nascem em suas telas e seus debates. E esse ano não vai ser diferente”.
Ator, diretor, roteirista e autor, Matheus Nachtergaele é um dos maiores nomes das artes brasileiras. O multiartista de 56 anos, que está no ar como Norberto, na novela Renascer, após um hiato de dez anos sem atuar no segmento, receberá o troféu Oscarito na 52ª edição do Festival de Gramado.
Nascido em São Paulo, iniciou sua trajetória no Centro de Pesquisa Teatral, de Antunes Filho, e na companhia Teatro da Vertigem, com o seu trabalho em O Livro de Jó, de 1995. A estreia nas telonas veio dois anos depois, com dois filmes antológicos: o clássico gaúcho Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, e O que é Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar de melhor filme internacional. Também em 1997, fez sua estreia na TV Globo, na minissérie Hilda Furacão. Dando vida à Cintura Fina, personagem que se identificava como mulher, embora tivesse nascido com um corpo masculino, Matheus desafiava as noções de gênero vigentes. Esse papel levou reconhecimento ao ator, que viria a protagonizar a minissérie O Auto da Compadecida (1999), posteriormente lançada, em formato reduzido, para os cinemas, rendendo-lhe o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como melhor ator.
No ano de 2002, participou de outro clássico do cinema nacional: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, que concorreu ao Oscar em quatro categorias. Atrás das câmeras, mostrou um novo talento ao dirigir A Festa da Menina Morta. O longa foi selecionado para a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e venceu os prêmios de melhor filme pelo Júri Popular e pela Crítica, melhor ator, fotografia e música no Festival de Gramado; a obra ainda arrematou os prêmios de melhor direção de ficção e melhor ator no Festival do Rio.
Ano passado, durante a 51ª edição do Festival de Gramado, na qual exibiuMais Pesado é o Céu, de Petrus Cariry, foi eternizado na Calçada da Fama da cidade. Matheus possui indicações e vitórias nos mais importantes festivais e premiações do cinema brasileiro e mundial: Festival de Cannes, Prêmio Platino, Festival de Cinema de Lisboa, Uruguay International Film Festival, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Festival do Rio, Festival de Brasília, Cine Ceará e Cine PE são alguns exemplos.
Nas telonas, Nachtergaele também é conhecido por trabalhos como Central do Brasil (1998), Amarelo Manga (2002) e Febre do Rato (2011), e muitos outros projetos para a TV, como Sob Pressão (2017), Cordel Encantado (2011) e Todas as Mulheres do Mundo (2020). Em 2024, Matheus retorna aos cinemas como João Grilo, personagem emblemático de sua carreira, para a continuação de O Auto da Compadecida, de Guel Arraes; a sequência estreia no dia 25 de dezembro. Matheus Nachtergaele se junta à Mariëtte Rissenbeek e Jorge Furtado, que serão homenageados com o Kikito de Cristal e Eduardo Abelin, respectivamente.
Matheus Nachtergaele em O Auto da Compadecida 2
Além disso, Gramado segue apostando nas diversas possibilidades do audiovisual brasileiro. Em sua 52ª edição, o evento exibirá o primeiro episódio da série Cidade de Deus: A Luta Não Para, de maneira hors concours.
Com produção da O2 Filmes, a nova série HBO Original é uma continuação adaptada da obra literária de Paulo Lins, e retrata a história de seus personagens tendo como ponto de partida o trabalho fotográfico de Buscapé. O enredo se passa no início dos anos 2000 e traz trechos do filme em flashbacks, para reconstrução de lembranças e memórias afetivas dos protagonistas.
O elenco conta com o retorno de nomes como Alexandre Rodrigues, Thiago Martins, Roberta Rodrigues, Sabrina Rosa, Kiko Marques e Edson Oliveira. Novos atores integram a trama, como Andréia Horta, Marcos Palmeira, Jefferson Brasil, Eli Ferreira, Luellem de Castro, Otávio Linhares, Rafael Lozano, Leandro Daniel e Luiz Bertazzo. Aly Muritiba assina a direção geral e Bruno Costa entra como segundo diretor. O roteiro é de Sérgio Machado, Renata Di Carmo, Armando Praça, Estevão Ribeiro, Rodrigo Felha e Muritiba.
Para Marcos Santuario, a sessão especial demonstra a força de Gramado: “Ano passado tivemos a premiére mundial de Cangaço Novo, do Prime Video, uma das séries de maior sucesso em 2023 e que já anunciou sua segunda temporada. Esse ano, junto ao HBO, vamos exibir mais uma série brasileira, uma continuação de um dos mais emblemáticos filmes nacionais de todos os tempos. Isso reforça Gramado como essa janela de lançamentos também para séries”.
Cidade de Deus: A Luta Não Para terá exibição em sessão especial, fora de competição, no dia 10 de agosto, sábado, no Palácio dos Festivais. A produção estreia ainda em agosto na plataforma de streaming Max e no canal HBO.
Como já anunciado anteriormente, o thriller erótico Motel Destino, novo longa-metragem de Karim Aïnouz, será o filme de abertura desta 52ª edição. E mais: Virgínia e Adelaide, nova produção da Casa de Cinema de Porto Alegre em coprodução com a Globo Filmes, terá exibição hors concours. O filme tem roteiro assinado por Jorge Furtado, que divide a direção com Yasmin Thayná; o elenco traz Gabriela Correa e Sophie Charlotte.
O Conexões Gramado Film Market, braço do Festival de Gramado dedicado ao mercado audiovisual, terá nova edição durante a programação do 52º Festival de Cinema de Gramado. Em seu oitavo ano, o CGFM manterá suas tradicionais atividades como palestras, workshops e rodadas de negócios. Nomes como o do cineasta Ansgar Ahlers e da produtora Mariëtte Rissenbeek estarão presentes na programação, que abordará coproduções germano-brasileiras; as inscrições abrem no dia 10 de julho no site do evento.
Como já é tradição, a noite que antecede a abertura do Festival de Cinema de Gramado é dedicada aos trabalhos do Programa Municipal Escola de Cinema, o Educavídeo. A iniciativa, que está em seu 14º ano, estimula a realização audiovisual aos alunos da rede municipal e de cidadãos gramadenses. No dia 8 de agosto, os curtas-metragens realizados pelos estudantes serão exibidos no Palácio dos Festivais em uma premiére que prestigia o potencial criativo dos jovens realizadores. Como no ano passado, os alunos serão premiados com um kikito simbólico em dez categorias.
Na próxima semana, a organização do Festival de Gramado realizará eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os encontros terão como objetivo apresentar a 52ª edição à imprensa, realizadores e parceiros. No dia 17 de julho, estarão presentes, no Hotel Laghetto Stilo São Paulo, Rosa Helena Volk, Tatiana Ferreira, Stefano Roldo, presidente, diretora e gerente de eventos da Gramadotur, respectivamente, e o curador Marcos Santuario. Na oportunidade, serão anunciados os curtas brasileiros e os documentários nacionais em competição. Já no Rio de Janeiro, dia 18, no Hotel Vila Galé, o curador Caio Blat se junta à delegação gramadense, onde será revelado o homenageado com o troféu Cidade de Gramado.
Conheça os primeiros filmes anunciados para o Festival de Gramado 2024:
LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
Barba Ensopada de Sangue, de Aly Muritiba (SP) Cidade; Campo, de Juliana Rojas (MS/SP) Estômago 2: O Poderoso Chef, de Marcos Jorge (PR) Filhos do Mangue, de Eliane Caffé (RN) O Clube das Mulheres de Negócios, de Anna Muylaert (SP) Oeste Outra Vez, de Erico Rassi (GO) Pasárgada, de Dira Paes (RJ)
LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS
A Transformação de Canuto, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho (São Miguel das Missões) Até que a Música Pare, de Cristiane Oliveira (Antônio Prado/Nova Roma do Sul/Nova Bassano/Veranópolis) Infinimundo, de Bruno Martins e Diego Müller (Lajeado/Santa Cruz do Sul/Sinimbu) Memórias de um Esclerosado, de Thais Fernandes e Rafael Corrêa (Porto Alegre) Um Corpo Só, de Cacá Nazario (Porto Alegre)
CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS
A um Gole da Eternidade, de Camila de Moraes e Paulo Ricardo de Moraes (Novo Hamburgo) Cassino, de Gianluca Cozza (Rio Grande) Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (Tiradentes do Sul) Correnteza, de Diego Müller e Pablo Müller (Porto Alegre) Entrega, de Luiz Azambuja e Pedro Presser (Porto Alegre) Envergo mas Não Quebro, de Tatiana Sager (Porto Alegre) Está Tudo Bem, de Rodrigo Herzog (Porto Alegre) Flor, de Joana Bernardes (Esteio) Janeiro, de Boca Migotto (Porto Alegre) Não Tem Mar Nessa Cidade, de Manu Zilveti (Pelotas) Natal, de Alan Orlando (Santa Maria) Noz Pecã, de Aline Gutierres (Itaqui/Porto Alegre) Pastrana, de Melissa Brogni e Gabriel Motta (Novo Hamburgo) Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (Pelotas) Viagem para Salvador, de João Pedro Fiuza (São Leopoldo/Porto Alegre) Zagêro, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Bagé/Porto Alegre)
Ailton Graça: indicado a melhor ator por Mussum, o Filmis
Foram divulgados nesta sexta-feira, 05/07, os finalistas ao Prêmio Grande Otelo 2024, que é realizado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais e considerada a maior premiação do setor audiovisual nacional.
Nesta 23ª edição, Mussum, o Filmis, de Silvio Guindane, e O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini, lideram a lista com 12 indicações cada. A cerimônia, que acontecerá no dia 28 de agosto, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, homenageará o Cinema Novo e será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil e pelo canal do YouTube da Academia.
A partir deste ano, a Academia Brasileira de Cinema renomeia o evento, que até 2023 chamava-se Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e lança uma nova marca para ampliar a homenagem ao ator e comediante que é um dos maiores ícones do nosso cinema e já dava nome ao Troféu Grande Otelo. Nesta edição, a Academia apresenta também um novo site exclusivamente dedicado ao Prêmio que reúne todos os detalhes da premiação, que terá direção do artista visual Batman Zavareze e roteiro de Bebeto Abrantes.
“Chegamos à 23ª edição do Prêmio do Cinema Brasileiro, agora rebatizado de Prêmio Grande Otelo, com um recorde de obras inscritas. Uma alegria ver a potência do nosso audiovisual num ano em que homenagearemos o Cinema Novo, movimento essencial para entendermos que somos protagonistas das histórias que só a gente pode contar”, disse a produtora Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema.
Votado pelos sócios da Academia, o Prêmio Grande Otelo vem passando por atualizações desde que foi criado, sempre acompanhando as mudanças do mercado audiovisual. Com o objetivo de abranger a multiplicidade de formatos narrativos, a Academia criou este ano duas novas categorias: melhor atriz e melhor ator de série de ficção. No total, são 30 categorias, incluindo a de filmes ibero-americanos com produções indicadas pelas academias de cinema dos 13 países associados à FIACINE, Federação Ibero-americana de Cinema; a categoria de melhor longa-metragem de comédia concorrerá exclusivamente ao Voto Popular.
A lista de finalistas de 2024 reúne mais de 200 profissionais indicados em 39 diferentes longas-metragens brasileiros e 5 longas ibero-americanos. Também estão na disputa 15 curtas brasileiros (5 de ficção, 5 documentários e 5 de animação); e 16 séries (4 de animação, 5 documentários e 5 de ficção).
O Prêmio Grande Otelo é votado por profissionais das mais diversas áreas do setor que são associados à Academia, entidade aberta a toda a classe. E, como acontece todos os anos, a abertura dos envelopes e os resultados são apurados, acompanhados e auditados pela PwC Brasil. Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, entre os dias 12 e 22 de julho, com votação entre os sócios da Academia. A votação popular pela internet, para que o público eleja seu filme favorito entre os longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário, acontecerá entre 26 de julho a 27 de agosto.
Em 2024, foram inscritos mais de 3 mil profissionais nas diferentes categorias, 94 longas de ficção, 67 longas documentários, 13 longas infantis, 7 longas de animação, 32 séries de ficção, 33 séries documentais, 4 séries de animação, 24 curtas-metragens animação, 38 curtas documentários, 22 curtas ficção, 9 filmes ibero-americanos.
Conheça os indicados ao 23º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:
MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO Mussum, o Filmis, de Silvio Guindane Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini Pedágio, de Carolina Markowicz
MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA | VOTO POPULAR Desapega!, de Hsu Chien Minha Irmã e Eu, de Susana Garcia Os Farofeiros 2, de Roberto Santucci Pérola, de Murilo Benício Saudosa Maloca, de Pedro Serrano Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre
MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO Andança: Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, de Pedro Bronz Belchior: Apenas um Coração Selvagem, de Natália Dias e Camilo Cavalcanti Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay Nada Será Como Antes: A Música do Clube da Esquina, de Ana Rieper Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho
MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO A Ilha dos Ilus, de Paulo G. C. Miranda Bizarros Peixes das Fossas Abissais, de Marão Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro, de Guilherme Fiuza Zenha Perlimps, de Alê Abreu Uma Noite Antes do Natal, de Nelson Botter Jr.
MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL As Aventuras de Poliana: O Filme, de Claudio Boeckel Dois é Demais em Orlando, de Rodrigo Van Der Put Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo, de Mauricio Eça Uma Carta para Papai Noel, de Gustavo Spolidoro Uma Fada Veio Me Visitar, de Viviane Jundi
MELHOR DIREÇÃO Anita Rocha da Silveira, por Medusa Carolina Markowicz, por Pedágio Kleber Mendonça Filho, por Retratos Fantasmas Marcus Baldini, por O Sequestro do Voo 375 Tomás Portella, por Aumenta que é Rock’n Roll
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM Ana Petta e Helena Petta, por Quando Falta o Ar Lillah Halla, por Levante Nara Normande e Tião, por Sem Coração Natália Dias e Camilo Cavalcanti, por Belchior: Apenas um Coração Selvagem Silvio Guindane, por Mussum, o Filmis
MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM Bárbara Paz, por A Porta ao Lado Débora Falabella, por Bem-Vinda, Violeta! Drica Moraes, por Pérola Maeve Jinkings, por Pedágio Vera Holtz, por Tia Virgínia
MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM Ailton Graça, por Mussum, o Filmis Chico Diaz, por Noites Alienígenas Johnny Massaro, por Aumenta que é Rock’n Roll Juan Paiva, por Nosso Sonho Paulo Miklos, por Saudosa Maloca
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | LONGA-METRAGEM Alice Carvalho, por Angela Aline Marta Maia, por Pedágio Arlete Salles, por Tia Virgínia Cacau Protasio, por Mussum, o Filmis Grace Passô, por Levante
MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM Antonio Pitanga, por Tia Virgínia Gabriel Leone, por O Rio do Desejo George Sauma, por Aumenta que é Rock’n Roll Gero Camilo, por Saudosa Maloca Jorge Paz, por O Sequestro do Voo 375 Yuri Marçal, por Mussum, o Filmis
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Mato Seco em Chamas, escrito por Adirley Queirós e Joana Pimenta Medusa, escrito por Anita Rocha da Silveira Pedágio, escrito por Carolina Markowicz Propriedade, escrito por Daniel Bandeira Tia Virgínia, escrito por Fabio Meira
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Mussum, o Filmis, escrito por Paulo Cursino; adaptado do livro Mussum, uma história de humor e samba, de Juliano Barreto Noites Alienígenas, escrito por Camilo Cavalcanti, Rodolfo Minari e Sérgio de Carvalho; adaptado do livro Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho O Rio do Desejo, escrito por Sergio Machado, George Walker Torres, Maria Camargo e Milton Hatoum; adaptado da obra O Adeus do Comandante, de Milton Hatoum O Sequestro do Voo 375, escrito por Lusa Silvestre e Mikael de Albuquerque; adaptado do documentário Sequestro do Voo 375, de Constâncio Viana Pérola, escrito por Adriana Falcão, Marcelo Saback e Jô Abdu; adaptado da peça teatral Pérola, de Mauro Rasi
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Bem-Vinda, Violeta!, por Gustavo Hadba Mussum, o Filmis, por Nonato Estrela O Rio do Desejo, por Adrian Teijido O Sequestro do Voo 375, por Rhebling Junior Pérola, por Kika Cunha Sem Coração, por Evgenia Alexandrova
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Aumenta que é Rock’n Roll, por Cláudio Amaral Peixoto Nosso Sonho, por Karen Araujo O Rio do Desejo, por Adrian Cooper O Sequestro do Voo 375, por Rafael Ronconi Tia Virgínia, por Ana Mara Abreu
MELHOR FIGURINO Aumenta que é Rock’n Roll, por Ana Avelar e Joanna Ribas Mussum, o Filmis, por Cassio Brasil Nosso Sonho, por Alex Brollo O Sequestro do Voo 375, por Letícia Barbieri Pérola, por Bia Salgado
MELHOR MAQUIAGEM Aumenta que é Rock’n Roll, por Irandê Costa Mussum, o Filmis, por Mari Pin e Martín Macías Trujillo Noites Alienígenas, por Zé Lucas O Sequestro do Voo 375, por Simone Batata Tia Virgínia, por Marcos Freire
MELHOR EFEITO VISUAL Aumenta que é Rock’n Roll, por Marcelo Siqueira Mamonas Assassinas, o Filme, por Marcelo Siqueira Mussum, o Filmis, por José Francisco Neto O Sequestro do Voo 375, por Marcelo Cunha e Joaquim Moreno Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo, por Marcelo Siqueira e Alexandre Cruz
MELHOR MONTAGEM Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você, por João Wainer Mussum, o Filmis, por André Simões Noites Alienígenas, por André Sampaio Nosso Sonho, por Eduardo Albergaria e Waldir Xavier O Sequestro do Voo 375, por Lucas Gonzaga e Gustavo Vasconcelos Tia Virgínia, por Karen Akerman e Virgínia Flores
MELHOR SOM Aumenta que é Rock’n Roll, por Valéria Ferro, Renato Calaça, Simone Petrillo e Paulo Gama Medusa, por Bernardo Uzeda, Evandro Lima e Gustavo Loureiro Mussum, o Filmis, por Evandro Lima, Acácia Lima, Tomás Alem, Gustavo Loureiro e Rodrigo Noronha O Sequestro do Voo 375, por Sérgio Scliar, Miriam Biderman e Ricardo Reis Pedágio, por André Bellentani, Filipe Derado e Toco Cerqueira
MELHOR TRILHA SONORA Aumenta que é Rock’n Roll, por Dado Villa-Lobos Medusa, por Bernardo Uzeda e Anita Rocha da Silveira Noites Alienígenas, por Bernardo Gebara Nosso Sonho, por Plínio Profeta O Rio do Desejo, por Beto Villares O Sequestro do Voo 375, por Plínio Profeta
MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin (RJ) Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli (SP) Quinze Quase Dezesseis, de Thais Fujinaga (SP) Se Precisar de Algo, de Mariana Cobra (SP) Yãmî Yah-Pá: Fim da Noite, de Vladimir Seixas (RJ)
MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO As Marias, de Dannon Lacerda (MS) Cama Vazia, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) Eu, Negra, de Juh Almeida (BA) Macaléia, de Rejane Zilles (RJ) Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harikariyoma Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yanomami (RR)
MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (PB) Jussara, de Camila Cordeiro Ribeiro (BA) Lapso, de Mônica Moura (SP) Mulher Vestida de Sol, de Patrícia Moreira (BA) Quintal, de Mariana Netto (BA)
MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona (Espanha/Uruguai/Argentina/Chile); indicação: Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España Al otro lado de la niebla, de Sebastián Cordero (Equador); indicação: Academia de las Artes Audiovisuales y Cinematográficas del Equador El otro hijo, de Juán Sebastián Quebrada (Colômbia/Argentina/França); indicação: Academia Colombiana de Artes y Ciencias Cinematográficas Os Colonos, de Felipe Gálvez (Chile/Argentina/Reino Unido/Taiwan/EUA); indicação: Academia de Cine de Chile Puan, de María Alché e Benjamín Naishtat (Argentina/Brasil/Itália/França/Alemanha); indicação: Academia de las Artes y Ciencias Cinematográficas de la Argentina
MELHOR SÉRIE | FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING A Vida pela Frente (Globoplay) Betinho: No Fio da Navalha (Globoplay e Globo) Cangaço Novo (Prime Video) DOM (Prime Video) Fim (Globoplay)
MELHOR SÉRIE | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING Diretores de Arte (Canal Curta!) Línguas da Nossa Língua (HBO Max) Massacre na Escola: A Tragédia das Meninas de Realengo (HBO Max) O Caso Escola Base (Canal Brasil) Viajando com os Gil (Prime Video)
MELHOR SÉRIE | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING Esquadrão do Mar Azul (TV Rá Tim Bum) O Hotel Silvestre de Ana Flor (Discovery Kids e HBO Max) Tronik (TV Rá Tim Bum) Zoopedia (EBC-TV Brasil)
MELHOR ATRIZ | SÉRIE DE FICÇÃO Alessandra Negrini, por Cidade Invisível Alice Carvalho, por Cangaço Novo Bianca Comparato, por João Sem Deus: A Queda de Abadiânia Marjorie Estiano, por Fim Thainá Duarte, por Cangaço Novo
MELHOR ATOR | SÉRIE DE FICÇÃO Allan Souza Lima, por Cangaço Novo Bruno Mazzeo, por Fim Fabio Assunção, por Fim Gabriel Leone, por Dom Julio Andrade, por Betinho: No Fio da Navalha Marco Nanini, por João Sem Deus: A Queda de Abadiânia
A 49ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 5 e 15 de setembro, acaba de anunciar que a consagrada atriz australiana Cate Blanchett será homenageada no TIFF Tribute Award e receberá o TIFF Share Her Journey Groundbreaker Award.
Pioneira na defesa de maior representação e igualdade na indústria cinematográfica e uma das artistas mais reverenciadas do cinema moderno, Cate é uma mulher líder na indústria cinematográfica que defendeu a trajetória de colegas e pavimentou o caminho para a próxima geração. O prêmio TIFF Share Her Journey Groundbreaker é inspirado na iniciativa Share Her Journey do TIFF, criada para abordar a paridade de gênero na indústria cinematográfica, para defender as mulheres em todas as fases de sua jornada criativa e para destacar as mulheres criadoras que fazem uma diferença significativa na indústria. Anteriormente, Patricia Arquette e Michelle Yeoh foram honradas.
Em comunicado oficial, Cameron Bailey, CEO do TIFF, disse: “Cate Blanchett é maravilhosa. Uma das melhores atrizes da história do cinema. Ela sempre demonstrou alcance, profundidade e audácia na tela. Fora das telas, tem sido uma defensora incansável do aumento da equidade e da justiça em muitos setores. A paixão de Cate pelo poder transformador da narrativa e o seu compromisso em quebrar barreiras para as mulheres alinham-se com os objetivos da nossa iniciativa Share Her Journey”.
Em homenagem aos contribuidores notáveis da indústria cinematográfica e às suas conquistas, o TIFF Tribute Awards é um evento de arrecadação de fundos com recursos destinados ao Every Story Fund do TIFF, que defende a diversidade, a equidade, a inclusão e pertencente ao cinema.
Neste ano, Blanchett se junta ao cineasta e roteirista canadense David Cronenberg, que será reconhecido com o Norman Jewison Career Achievement Award; e a atriz Amy Adams, que receberá o TIFF Tribute Performer Award. A premiada atriz e produtora coreano-canadense Sandra Oh será honrada com o TIFF Tribute Awards Honorary Chair.
Além dos homenageados, o Festival de Toronto 2024 já anunciou os primeiros títulos selecionados para esta 49ª edição. São eles:
Elton John: Never Too Late, de R.J. Cutler e David Furnish (EUA) Harbin, de Woo Min-ho (Coreia do Sul) Nightbitch, de Marielle Heller (EUA) Rez Ball, de Sydney Freeland (EUA) The Life of Chuck, de Mike Flanagan (EUA) The Wild Robot, de Chris Sanders (EUA)
Ane Oliva no curta alagoano Infantaria, de Laís Santos Araújo: exibido na edição passada
A MSDC, Mostra Sesc de Cinema, uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, está com inscrições abertas para sua sétima edição até o dia 22 de julho. Podem concorrer curtas, médias e longas-metragens ficcionais, documentais e animações, finalizados a partir de 1º de janeiro de 2022, que não tenham sido exibidos em circuito comercial.
As obras selecionadas serão divulgadas em setembro. Além da oportunidade de exibição por todo o país, a Mostra concederá prêmios em um valor total de até R$ 280 mil em licenciamentos: “No ano passado, recebemos mais de 1.500 produções, o que comprova a importância desse projeto para fortalecer e dar visibilidade ao audiovisual brasileiro. A Mostra Sesc de Cinema é uma iniciativa de valorização da produção cinematográfica nacional, que conta com representantes de todas as regiões do país e amplia o acesso da população a uma filmografia que expressa a diversidade contemporânea. Dessa forma, o Sesc cumpre uma missão essencial da sua atuação na área cultural, que é democratizar o acesso ao cinema e proporcionar a artistas e cineastas de todo o Brasil a possibilidade de apresentar seus trabalhos ao grande público”, destaca Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.
Podem ser inscritos (clique aqui) filmes do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. As obras serão avaliadas por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados.
Serão selecionados 24 filmes, que farão parte do Panorama Nacional, além de 10 produções voltadas para infância e juventude, que integrarão o Panorama Infantojuvenil. Essas produções serão exibidas no evento de premiação, realizado no mês de novembro em Belém, no Pará. Os demais filmes selecionados serão exibidos nos âmbitos de seus respectivos estados, com exceção da Região Norte, que realizará o Panorama Regional, composto pelas obras selecionadas nos estados participantes da região.
Lançada em 2017, a Mostra Sesc de Cinema se consolida como um dos principais canais de incentivo e fomento ao cinema independente do país. O projeto reúne produções que não conseguem encontrar espaço nos circuitos comerciais de cinema, dando visibilidade à produção cinematográfica brasileira e contribuindo para a promoção de novos talentos no setor do audiovisual.
Winona Ryder e Michael Keaton em cena: eles estão de volta!
A diretoria da Biennale di Venezia anunciou nesta terça-feira, 02/07, que a comédia de fantasia e terror Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice, dirigido pelo consagrado cineasta Tim Burton, será o filme de abertura da 81ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro.
A sequência do longa Os Fantasmas se Divertem, lançado em 1988, conta com Michael Keaton, Winona Ryder, Catherine O’Hara, Justin Theroux, Monica Bellucci, Jenna Ortega e Willem Dafoe no elenco: “Estou muito animado com isso. Significa muito para mim ter a estreia mundial deste filme no Festival de Cinema de Veneza”, disse o cineasta.
Alberto Barbera, diretor do festival, também comentou: “Beetlejuice Beetlejuice marca o tão esperado retorno de um dos personagens mais icônicos do cinema de Tim Burton, mas também a feliz confirmação do extraordinário talento visionário e da realização magistral de um dos autores mais fascinantes de seu tempo. A Biennale di Venezia tem a honra e o orgulho de sediar a estreia mundial de uma obra que apresenta um balanço surpreendente de imaginação criativa e um ritmo alucinatório”.
No filme, que será exibido fora de competição, Keaton retorna ao seu papel icônico ao lado de Winona Ryder como Lydia Deetz e de Catherine O’Hara como Delia Deetz, com os novos membros do elenco: Justin Theroux, Monica Bellucci, Arthur Conti, em sua estreia no cinema, Jenna Ortega como a filha de Lydia e Willem Dafoe.
A sinopse diz: após uma inesperada tragédia familiar, três gerações da família Deetz voltam para casa em Winter River. Ainda assombrada por Beetlejuice, a vida de Lydia vira de cabeça para baixo quando sua filha adolescente rebelde, Astrid, descobre a misteriosa maquete da cidade no sótão e o portal para a vida após a morte é acidentalmente aberto. Com problemas surgindo em ambos os reinos, é apenas uma questão de tempo até que alguém diga o nome de Beetlejuice três vezes e o demônio travesso retorne para desencadear sua própria marca de caos.
Com roteiro de Alfred Gough, Miles Millar e Seth Grahame-Smith, o filme é baseado nos personagens criados por Michael McDowell e Larry Wilson. A direção de fotografia é de Haris Zambarloukos, de Belfast, e o designer de produção é assinado por Mark Scruton, vencedor do Emmy por Wandinha; a edição é de Jay Prychidny e o figurino é de Colleen Atwood, vencedora do Oscar por Animais Fantásticos e Onde Habitam, Alice no País das Maravilhas, Memórias de uma Gueixa e Chicago. A trilha sonora é de Danny Elfman, indicado ao Oscar por Gênio Indomável, MIB: Homens de Preto, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas e Milk: A Voz da Igualdade.
Amplamente conhecido como um dos artistas mais imaginativos e como um realizador capaz de criar os mais bizarros efeitos visuais, Tim Burton reinventou o cinema de gênero hollywoodiano de acordo com a sua visão muito pessoal, conquistando uma base de fãs internacionais e influenciando uma geração de jovens artistas. Sua filmografia icônica nas últimas três décadas inclui Os Fantasmas se Divertem (1988), Batman (1989), Edward Mãos de Tesoura (1990), O Estranho Mundo de Jack (1993), Ed Wood (1994), Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (2003), A Noiva Cadáver (2005), Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), Alice no País das Maravilhas (2010), Dumbo (2019) e Wandinha, no qual atuou como produtor executivo, entre outros.
Fabio Assunção, Iago Xavier e Nataly Rocha em cena: filme aplaudido em Cannes
Depois de disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, o thriller erótico Motel Destino, novo longa-metragem do cineasta cearense Karim Aïnouz, terá sua estreia no Brasil na abertura do 52º Festival de Cinema de Gramado.
Motel Destino carrega o nome de um local numa beira de estrada do litoral cearense, palco de jogos perigosos de desejo, poder e violência. Uma noite, a chegada de um jovem transforma em definitivo o cotidiano do motel. O rapaz em fuga, totalmente vulnerável, cruza seu caminho com o de uma mulher aprisionada pelas dinâmicas de um casamento abusivo.
Elemento recorrente na filmografia de Aïnouz, o erotismo é o pano de fundo de Motel Destino. As cores fortes e vibrantes do litoral nordestino dão a tônica visual-narrativa da nova obra, o primeiro projeto do diretor rodado inteiramente no Ceará desde O Céu de Suely (2006). O estabelecimento de beira de estrada que dá título ao filme é, segundo ele, “o principal personagem do enredo e o local onde se entrecruzam questões crônicas da realidade brasileira“. O longa é um retrato íntimo de uma juventude que teve seu futuro roubado por uma elite tóxica e esmagadora, contra a qual a insubordinação e revoltas são, não raramente, a saída possível.
Em comunicado oficial, Karim disse: “É uma grande alegria apresentar Motel Destino em Gramado. Depois de tantos anos longe do Brasil, ainda mais tempo longe do Ceará, colocar esse filme no mundo é, para mim, uma felicidade imensa. Os últimos anos foram muito difíceis, nos quais sobrevivemos a uma pandemia e a um governo fascista. Motel Destino é uma ode ao desejo como motor da vida”, celebra o diretor.
Estrelado por Iago Xavier, Fabio Assunção e Nataly Rocha, a coprodução entre Brasil, França e Alemanha tem roteiro assinado por Karim Aïnouz, Mauricio Zacharias e Wislan Esmeraldo. O elenco conta também com Renan Capivara, Yuri Yamamoto, Fabíola Líper, Isabela Catão, Jupyra Carvalho, David Santos e Bruna Beserra.
Por trás das câmeras, a diretora de fotografia Hélène Louvart, renomada por seus trabalhos em A Vida Invisível e Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre, captura com sutileza as nuances visuais do filme. A montadora Nelly Quettier, reconhecida por Beau Travail e Lazzaro Felice, imprime uma precisão rítmica à narrativa. O diretor de arte Marcos Pedroso, de Madame Satã e Praia do Futuro, agrega uma rica expressão artística à obra. A produção foi liderada por Janaina Bernardes (Cinema Inflamável) e Fabiano Gullane e Caio Gullane (Gullane).
Para o curador Marcos Santuario, a escolha reafirma Gramado como vitrine nacional de obras brasileiras consagradas no exterior: “Karim dispensa apresentações. Com seus trabalhos, esse potente realizador deixa sua marca no audiovisual brasileiro desde os anos 1990 e leva o melhor do nosso cinema para as telas do mundo. Madame Satã, O Céu de Suely, Praia do Futuro e A Vida Invisível são apenas alguns registros da extensa filmografia de Aïnouz. Motel Destino é um filme que causou um furor no exterior, em Cannes, e repete um pouco aquilo que temos feito em anos anteriores, abrindo Gramado com filmes brasileiros que têm sido expoentes no exterior”.
Santuario comenta, também, sobre a felicidade de ter um dos maiores realizadores brasileiros trazendo seu novo projeto para abrir Gramado: “Karim, com seu filme, mostra um pouco do que o mundo está vendo a respeito do cinema brasileiro. Aplaudindo e premiando. Para nós, é uma honra enorme ter o filme de um dos maiores realizadores brasileiros da contemporaneidade, que é aplaudido e reverenciado em outros festivais importantíssimos pelo mundo, abrindo essa edição do Festival de Gramado”, afirma.
O longa-metragem terá única exibição na noite de abertura do 52º Festival de Cinema de Gramado, 9 de agosto, fora de competição; a programação do evento se estende até 17 de agosto. Nos cinemas, Motel Destino estreia no dia 22 de agosto, distribuído pela Pandora Filmes.
Neste ano, o longa brasileiro Tudo o que Você Podia Ser, de Ricardo Alves Jr., foi consagrado com quatro prêmios, entre eles, melhor filme: “É um filme que centra na amizade como um ato político, nossas personagens não precisam justificar suas existências, elas são o que querem ser. É uma alegria receber esses prêmios no For Rainbow por reafirmar a importância de construir outros imaginários da nossa comunidade LGBTQIA+, e afirmar a potência da existência e a possibilidade de sonhar sem medo”, disse o diretor.
O júri desta edição foi formado por: Ana Mogli Saura, Andreia Pires, Diego Hoefel e Fabíola Aquino nos longas-metragens; Ella Monstra, Jéssica Teixeira e Nívia Uchôa nos curtas-metragens; e na Mostra Cearense contou com Fabíola Aquino, Isaac Martins e Verónica Valenttino.
O Prêmio da Crítica, avaliado por Dani Duarte, Mylena Gadelha e Raiane Ferreira, justificou suas escolhas: “Como pensar a expressão do cinema enquanto lugar para criação de mundos possíveis? Os filmes premiados pelo júri da crítica trazem esta reflexão em suas espinhas dorsais. Por quebrar expectativas, utilizando uma narrativa pautada na potência do jogo da dramatização, e propor ao espectador uma experiência empática e reflexiva sobre uma realidade possível, o Júri da Crítica da 18ª edição do For Rainbow premia Xavier e Miguel, de Ricky Mastro, como melhor curta-metragem. Por abordar a religiosidade e o meio ambiente na vida de pessoas trans, colocando em perspectiva vivências que valorizam as conquistas, superações e reflexões desses grupos sociais, o Júri da Crítica premia Capim Navalha, de Michel Queiroz, como melhor longa-metragem”.
Conheça os vencedores do For Rainbow 2024:
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Melhor Filme: Tudo o que Você Podia Ser, de Ricardo Alves Jr. (Brasil) Melhor Direção: Ricardo Alves Jr., por Tudo o que Você Podia Ser Melhor Roteiro: Orlando, Minha Biografia Política, escrito por Paul B. Preciado Melhor Atuação: Aisha Brunno, por Tudo o que Você Podia Ser Melhor Fotografia: Orlando, Minha Biografia Política, por Victor Zebo Melhor Direção de Arte: Orlando, Minha Biografia Política, por Anna Le Mouël Melhor Som: Eu Não Sou Ninguém (Io Non Sono Nessuno), por Geraldine Otter Melhor Trilha Sonora: Capim Navalha, por Michel Queiroz Melhor Edição: Tudo o que Você Podia Ser, por Lorena Ortiz Menção Honrosa: Capim Navalha, de Michel Queiroz (Brasil)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS
Melhor Filme: Ferro’s Bar, de Cine Sapatão (Aline A. Assis, Fernanda Elias, Nayla Guerra e Rita Quadros) (Brasil) Melhor Direção: Leo Tabosa, por Dinho Melhor Roteiro: Trânsito (Transit), escrito por Hyein Moon Melhor Ator: Gustavo Batista, por Peixe Vivo Melhor Atriz: Margot Leitão, por Raposa Melhor Fotografia: Lolo, por Ana Gabriela Gutiérrez Melhor Direção de Arte: Pedagogias da Navalha: Se a palavra é um feitiço, minha língua é uma encruzilhada, por Alma Flora, Colle Christine e Larissa Oliveira Melhor Som: Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, por Juliana Santana e Nicolau Domingues Melhor Trilha Sonora: De Noite, Na Cama, por Malu Rizzo Melhor Edição: Bem-Vinda de Volta, por Duda Casoni
PRÊMIO DA CRÍTICA Melhor curta-metragem: Xavier e Miguel, de Ricky Mastro (Brasil) Melhor longa-metragem: Capim Navalha, de Michel Queiroz (Brasil)
MOSTRA CEARENSE Melhor Filme: Kila & Mauna, de Ella Monstra
A diretoria da Biennale di Venezia anunciou nesta sexta-feira, 28/06, que a icônica atriz americana Sigourney Weaver receberá o Leão de Ouro honorário na 81ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro. A homenagem foi proposta por Alberto Barbera, diretor do festival.
Em comunicado oficial, Sigourney Weaver disse: “Estou verdadeiramente honrada em receber o Leão de Ouro pelo conjunto da obra em Veneza. Receber este prêmio é um privilégio que compartilho com todos os cineastas e colaboradores com quem trabalhei ao longo dos anos. Aceito com orgulho este prêmio em homenagem a todos que ajudaram a dar vida a esses filmes”.
Sobre as homenagem, Alberto Barbera disse: “Uma atriz do calibre de Sigourney Weaver tem poucos rivais. Fortalecida por sua significativa formação teatral, conquistou o grande público cinematográfico com Alien, dirigido por Ridley Scott, tornando-se logo uma figura emblemática da década de 1980. Ao longo daquela década, ela forjou a imagem de uma heroína inédita no gênero de filmes de ação, capaz de rivalizar vitoriosamente com os modelos masculinos que, até então, dominavam os filmes épicos e de aventura. Não satisfeita por ter aberto caminho para atrizes poderosas, a atriz continuou incessantemente sua busca por uma identidade pessoal. Ela constantemente desafiava sua personalidade por meio de escolhas que variavam de filmes de gênero a comédias, filmes de arte e filmes infantis, evitando rótulos que procuravam restringi-la ao papel de um ícone triunfante da era Reagan”.
E continuou: “Como autêntica colaboradora, e não simplesmente como um instrumento maleável nas mãos de um diretor, ela contribuiu para o sucesso de filmes de James Cameron, Paul Schrader, Peter Weir, Michael Apted, Roman Polanski, Ivan Reitman, Mike Nichols, Ang Lee e muitos outros, impondo cada vez a marca de uma personalidade complexa, às vezes contraditória, mas sempre autêntica, à sua própria presença carismática. Dotada de um temperamento notável, capaz de se movimentar com delicadeza mas sem fragilidade, criou a imagem de uma mulher segura de si e determinada, dinâmica e decidida; ao mesmo tempo, com matizes infinitamente diferentes, ela permite que sua sensibilidade feminina intensamente magnética seja filtrada. O Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra é apenas um reconhecimento para uma estrela que construiu pontes entre o mais sofisticado cinema de arte e filmes que envolvem o público de uma forma franca e original, permanecendo ao mesmo tempo fiel a si mesma”.
Três vezes indicada ao Oscar e vencedora do BAFTA e do Globo de Ouro, Sigourney Weaver criou uma série de personagens memoráveis, tanto dramáticos quanto cômicos, em filmes como Alien, o Oitavo Passageiro, Nas Montanhas dos Gorilas e Heróis Fora de Órbita. Ao longo dos anos, cativou o público e foi aclamada como uma das atrizes mais versáteis no palco e na tela.
Nascido e educada na cidade de Nova York, Weaver se formou na Universidade de Stanford e fez mestrado na Yale School of Drama. Seu primeiro trabalho profissional foi na peça The Constant Wife, de John Gielgud, com Ingrid Bergman.
Sigourney Weaver em Avatar
Depois de algumas participações nas telonas, inclusive em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, fez sua grande estreia no cinema no sucesso de bilheteria de Ridley Scott, Alien, o Oitavo Passageiro, em 1979. Mais tarde, em 1986, reprisou o papel em Aliens, O Resgate, de James Cameron; seu desempenho lhe rendeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor atriz. Em 1992, ela trouxe Ripley de volta à vida em Alien 3, de David Fincher, que também coproduziu; e em 1997, estrelou e coproduziu Alien: A Ressurreição, de Jean-Pierre Jeunet.
Em 1989, foi indicada ao Oscar em duas categorias: melhor atriz por Nas Montanhas dos Gorilas e melhor atriz coadjuvante por Uma Secretária de Futuro; acabou sendo premiada pelas duas atuações no Globo de Ouro. Em seguida, estrelou o sucesso Os Caça-Fantasmas 2 e seguiu carreira com: O Ano que Vivemos em Perigo, Testemunha Fatal, Uma Intriga Internacional, 1492: A Conquista do Paraíso, Une femme ou deux, A Morte e a Donzela, Copycat: A Vida Imita a Morte, Jeffrey: De Caso Com a Vida; e Branca de Neve: Um Conto de Fadas de Terror, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Emmy e ao SAG Awards.
Com Tempestade de Gelo, de Ang Lee, foi premiada no BAFTA em 1998; em 1999, com o O Mapa do Mundo, de Scott Elliott, foi indicada ao Globo de Ouro e ao Satellite Awards. No mesmo ano apareceu na comédia de ficção científica Heróis Fora de Órbita, de Dean Parisot, e em 2001 em Doce Trapaça, dirigida por Dean Parisot. Em 2002, Weaver estrelou a versão cinematográfica de Os Heróis e em 2003 atuou em O Mistério dos Escavadores. No ano seguinte, apareceu em A Vila, de M. Night Shyamalan, e recebeu ótimas críticas por sua atuação em Heróis Imaginários, escrito e dirigido por Dan Harris.
Outros destaques nas telonas foram: Confidencial, Um Elenco do Barulho, Um Certo Olhar, Wall-E, O Corajoso Ratinho Despereaux, Uma Mãe para o Meu Bebê, Você de Novo, O Segredo da Cabana, Um Negócio Nada Seguro, Paul: O Alien Fugitivo, Vampiras, Chappie, Sete Minutos Depois da Meia-Noite, Vingança, Regresso ao Amor, entre outros. Em dezembro de 2009, protagonizou o filme inovador de James Cameron, Avatar, que se tornou a maior bilheteria de todos os tempos.
Além dos créditos no cinema, Sigourney também brilhou nos palcos e recebeu, em 1984, uma indicação ao Tony Awards por seu papel principal em Hurlyburly, na Broadway, dirigida por Mike Nichols. Na televisão, se destacou por seus trabalhos em Orações para Bobby, Animais Políticos, Os Defensores e Dix pour cent.
Em 2020, atuou em Meu Ano em Nova York, de Philippe Falardeau, que abriu o Festival de Berlim. No ano seguinte, narrou o documentário Segredos das Baleias. Em 2022, também em Berlim, exibiuDisque Jane, de Phyllis Nagy; no mesmo ano, lançou Avatar: O Caminho da Água. Em 2023, atuou em Jardim dos Desejos, de Paul Schrader, e na série As Flores Perdidas de Alice Hart, na qual também assinou a produção executiva.
Sigourney Weaver, que foi homenageada no Festival de San Sebastián, em 2016, em breve estará no terror Dust Bunny, de Bryan Fuller, com Mads Mikkelsen; e na ficção científica The Gorge, de Scott Derrickson, com Anya Taylor-Joy e Miles Teller.
Fotos: Corey Nickols/Getty Images for IMDb/Mark Fellman/Twentieth Century Fox.
Após a análise da curadoria, entre os mais de 250 filmes inscritos, de diversos estados do Brasil, o AFRONTE montou a programação das suas cinco mostras com a seleção de 24 filmes, com foco em obras realizadas por mulheres, pessoas negras e indígenas e/ou pertencentes à comunidade LGBTQIAP+. A intenção da curadoria foi compor diferentes mostras com uma diversidade de realizadores e/ou temáticas que contemplassem a diversidade de gênero, racial e sexual, reforçando nossa multiplicidade de vivências e a constante necessidade da representatividade dentro e fora das telas.
O júri desta terceira edição será formado por: Dênia Cruz, Judson Andrade Takará e Janvita nas mostras Potiguar e Laços; e Priscilla Vilela, Rodrigo Almeida e Stephanie Moreira nas mostras Nacional e Identidade. O Júri da Crítica contará com Marcela Freire, Igor Gomes e Aryanne Queiroz, que fazem parte da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte.
Além das exibições dos curtas-metragens, a programação do festival será composta também por atividades formativas como palestras, masterclass e oficinas. Toda a programação será oferecida à população de forma gratuita.
Conheça os filmes selecionados para o III AFRONTE:
MOSTRA POTIGUAR
Bati da Vila, de Raquel Cardozo BOYCAM, de Arlindo Bezerra, Ernani Silveira e Rodrigo Sena Feito o Vento, de Julhin de Tia Lica Luzidas, de Jaya Pereira e Stephanie Bittencourt Sinais Vermelhos, de Vânia Maria e Márcia Lohss
MOSTRA NACIONAL
Castanho, de Adanilo (AM) Fluxo, de Filipe Barbosa (SP) Instante, de Paola Veiga (DF) Lagrimar, de Paula Vanina (RN) Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli (RJ)
MOSTRA IDENTIDADE
Cartas pra Mim, de Marina Vergueiro (SP) Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG) Encruzilhada, de Silvio Guedes (RN) Quando a Noite Ainda Não Existia, de Gabriel Coelho (PE) Yabá, de Rodrigo Sena (RN)
MOSTRA LAÇOS
Bege Euforia, de Anália Alencar (RN) Concha de Água Doce, de Lau Azevedo e João Pires (RS) Faísca, de Gabriela Monteiro (BA) Morro do Cemitério, de Rodrigo R. Meireles (MG) Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
MOSTRA AMOR NA TERCEIRA IDADE
Busco-me, de Maria Camila Ortiz, Suelen Rodrigues, Felipe Chiaretti e Santiago Mendez (PR) Desiré, de Catarina Calungueira (RN) Nação Comprimido, de Bruno Tadeu (MG) O Prazer é Todo Meu, de Vanessa Sandre (SC)
O festival é dedicado ao documentário e à celebração do vínculo entre Cinema e História, com sua realização no Centro Histórico do terceiro território mais antigo do Brasil. Na Mostra Curtas Catarinenses e Latinos o melhor filme escolhido pelo Júri Oficial foi A Trilha Sonora de um Bairro, de Betinho Celanex e Danilo Custódio, que traça o retrato do bairro Cidade Industrial de Curitiba a partir da cena rapper. O filme também recebeu o prêmio do Júri Popular da Mostra Infantojuvenil, na escolha de mais de 600 crianças e adolescentes participantes.
Os filmes premiados irão receber R$ 27 mil em prêmios oferecidos pelas empresas parceiras da Associação Cultural Panvision. Tiago Santos, Diretor Executivo da Panvision, lembrou o pai, Antonio Celso dos Santos, falecido em 2023, que sempre agradecia à equipe incansável, assim como agradeceu à prefeitura e a todos os parceiros e apoiadores. Com isso, convidou toda a equipe do FALA São Chico 2024 ao palco, como uma forma de agradecer a quem faz o festival e mostrar ao público todos os envolvidos.
No palco, foi também entregue o Troféu Amigo do FALA à intérprete de Libras Adriane Klug, pelo seu envolvimento nas atividades e por integrar cada vez mais na missão de acessibilidade. Marilha Naccari, diretora-presidente da Associação Cultural Panvision e diretora de programação do FALA, dando continuidade ao legado do pai, também agradeceu à equipe incansável, “que colabora para completar aqui os sonhos compartilhados e continuar construindo mudanças sociais e mudanças na nossa história”.
O júri deste ano foi formado por: Carol Marins, Fahya Kury Cassins, Icaro Bittencourt, Meibe Rodrigues e Mikael de Melo Pereira. A noite de encerramento contou também com a exibição de dois filmes: O Primeiro Telefone da Cidade, de Marina Simioli, e Trilhos Históricos II: Ferrovia Dona Francisca, de Antonio Celso dos Santos, idealizador da Associação Cultural Panvision, que faleceu no ano passado, sendo esta a primeira grande homenagem a ele nos festivais da Panvision.
Conheça os vencedores do 3º FALA São Chico:
MELHOR CURTA | JÚRI OFICIAL A Trilha Sonora de um Bairro, de Betinho Celane e Danilo Custódio (Brasil, PR)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI A Menos que Bailemos, de Fernanda Pineda Palencia e Hanz Rippe Gabriel (Colômbia)
MENÇÃO HONROSA Mientras Todo Iba Pasando, de Sandra Rodríguez e Arón Núnez Curto (Peru)
JÚRI POPULAR Marta: Consertadora de Guarda Chuva, de Dannyel Leite (Brasil, SP)
MOSTRA INFANTOJUVENIL | JÚRI POPULAR A Trilha Sonora de um Bairro, de Betinho Celane e Danilo Custódio (Brasil, PR)
AMIGO DO 3º FALA SÃO CHICO Adriane Klug, intérprete de Libras
Luiz Melodia, no Coração do Brasil: filme vencedor
Foram anunciados nesta sexta-feira, 21/06, os vencedores da 16ª edição do In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical. Entre longas e curtas, nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial, a programação apresentou filmes com personalidades como Cyndi Lauper, Carlos Santana, Peter Doherty, Black Future, entre outros.
O longa Luiz Melodia, no Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan, foi o grande vencedor deste ano e será exibido na edição do In-Edit Barcelona 2024. Através de diversas imagens de arquivo, o documentário é narrado pelo próprio Melodia sobre sua trajetória, desde a infância nos morros do Rio de Janeiro, até ser descoberto por artistas como Wally Salomão e Gal Costa, passando pelo sucesso radiofônico, os conflitos com gravadoras e com o showbiz.
O júri, formado por Tila Chitunda, Bia Abramo e Claudinei Ferreira, concedeu ainda uma Menção Especial para Black Rio! Black Power!, de Emílio Domingos, sobre a cena dos bailes black surgida no Rio de Janeiro nos anos 1970. Tendo à frente Dom Filó, figura fundamental no surgimento da cena, e com depoimentos de outros personagens, o espectador é convidado a conhecer uma história de afirmação e que levava milhares de jovens pretos prontos para dançar, exibir suas roupas blaxploitation, seus penteados black power e cantar.
Além disso, entre os dias 24 e 26 de junho, no CineSesc, o In-Edit Brasil realizará sessões extras, exibindo alguns destaques desta edição; o ingresso para cada sessão terá valor único de dez reais.
Conheça os vencedores do 16º In-Edit Brasil:
MELHOR FILME Luiz Melodia, no Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan (SP)
MENÇÃO ESPECIAL Black Rio! Black Power!, de Emílio Domingos (RJ)