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Festival Biarritz Amérique Latine 2024: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta-metragem brasileiro Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos

O Festival Biarritz Amérique Latine é um evento realizado desde 1979 com o objetivo de promover o cinema latino-americano na França, além de oferecer oportunidades de distribuição e coprodução para os realizadores.

A seleção conta com três mostras competitivas, de longas de ficção, curtas e documentários, além de sessões especiais fora de competição. O festival também se propõe a descobrir a cultura latino-americana de outras formas, com exposições de fotografia, concertos, encontros literários e universitários em parceria com o IHEAL, Instituto de Estudos Avançados da América Latina, entre outras atividades.

Nesta 33ª edição, que acontecerá entre os dias 21 e 27 de setembro, o cinema brasileiro ganha destaque com diversas produções, entre elas: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que será o filme de abertura; o longa é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e estrelado por Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro.

Na mostra competitiva de longas-metragens, o cinema nacional apresenta: Baby, de Marcelo Caetano, premiado na Semana da Crítica, em Cannes; Senhoritas, da cineasta pernambucana Mykaela Plotkin, que narra a história de uma arquiteta aposentada de classe média alta que encara a busca pela perfeição como prioridade em sua vida e que também se reconecta com sua juventude e com os desejos que manteve reprimidos por anos; e Zafari, de Mariana Rondón, uma coprodução entre Peru, Venezuela, México, Brasil, França, Chile e República Dominicana.

Na seleção de documentários em competição, destaque para No Céu da Pátria Nesse Instante, de Sandra Kogut, que foi rodado ao longo do ano de 2022 e acompanha de perto os meses turbulentos do período eleitoral que culminaram na invasão do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, no dia 8 de janeiro de 2023.

Entre os curtas-metragens, o Brasil aparece com alguns títulos, entre eles: Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos, uma coprodução Delírio Filmes, Instituto Stanislavsky e Casa da Praia Filmes, que foi rodada nas ruas de São Paulo em película 16mm: “Nossa equipe pequena mas indomável foi pro meio da rua com alguns rolos de película e desenvolveu uma proposta visual provocadora para contar a história de duas irmãs nordestinas e um segredo que pode ser mortal. As conversas, entrevistas, pesquisas e experiências pessoais que inspiraram o roteiro do filme deixaram mais claro do que nunca que é perigoso ser mulher no Brasil. E é por isso que nosso filme precisou existir”, disse a diretora.

Os curtas brasileiros seguem com: A Visita, de Ivan Cordeiro, que utiliza imagens de arquivo restauradas em Super 8 da visita de campanha de Lula ao Recife, em 1982; Utopia Muda, de Julio Matos, que narra a luta pela democratização da mídia no Brasil pela história da Rádio Muda, a mais antiga estação de rádio livre, que desafiou o sistema para defender a liberdade de expressão; e Mala Facha, de Ilén Juambeltz, uma coprodução entre Uruguai e Brasil.

Neste ano, o consagrado cineasta mexicano Alfonso Cuarón, vencedor do Oscar por Gravidade e Roma, será o grande homenageado e receberá o Abrazo d’honneur: “O festival sempre admirou o trabalho excepcional de Alfonso Cuarón. Foi mesmo o primeiro festival europeu a convidá-lo, desde seu primeiro longa-metragem. Hoje, cada novo projeto de Alfonso traz um novo desafio, uma nova dimensão e confirma o seu talento inimitável. Foi natural atribuir a homenagem a esse artista, intelectual e homem excepcional que soube fazer brilhar e aplaudir a cultura latino-americana em todo o mundo. Ele é um dos maiores mestres do cinema contemporâneo”, disse Jean-Christophe Berjon, diretor geral do festival.

Conheça os selecionados para o Festival Biarritz Amérique Latine 2024:

LONGA-METRAGEM | FICÇÃO | COMPETIÇÃO

Baby, de Marcelo Caetano (Brasil/França)
Cuadrilátero, de Daniel Rodríguez Risco (Peru)
El aroma del pasto recién cortado, de Celina Murga (Argentina/Uruguai/Alemanha/México/EUA)
El ladrón de perros, de Vinko Tomicic (Bolívia/México/Chile/França)
La piel en primavera, de Yennifer Uribe Alzate (Colômbia/Chile)
Penal Cordillera, de Felipe Carmona (Chile)
Querido Trópico, de Ana Endara (Panamá/Colômbia)
Raíz, de Franco García Becerra (Peru)
Senhoritas, de Mykaela Plotkin (Brasil)
Zafari, de Mariana Rondón (Peru/Venezuela/México/Brasil/França/Chile/República Dominicana)

LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO

Amor Fantasma, de Marusia Estrada (México)
Imprenteros, de Lorena Vega e Gonzalo Javier Zapico (Argentina)
La Laguna del Soldado, de Pablo Álvarez Mesa (Colômbia/Canadá)
Los Últimos, de Sebastián Peña Escobar (Paraguai/Uruguai/França)
Luz de Obra, de Germán Tejeira (Uruguai)
No Céu da Pátria Nesse Instante, de Sandra Kogut (Brasil)
Oasis, de Tamara Uribe e Felipe Morgado (Chile)
Ozogoche, de Joe Houlberg Silva (Equador/Bélgica/Qatar)
Sapos, Momentos de infancia en dictadura, de Lucas Brunetto (Argentina)
Una canción para mi tierra, de Mauricio Albornoz Iniesta (Argentina/Alemanha/Colômbia)

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO

A Visita, de Ivan Cordeiro (Brasil/EUA)
Algo Nuevo, de Emilia Mark (Argentina)
Dos Menos, de Taroa Zúñiga Silva e Carlos Zerpa (Venezuela/Chile)
El Canon, de Martín Seeger (Chile)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (Brasil)
Fieras, de Andrés Felipe Ángel Machete (Colômbia/EUA)
La Marcha del Liquen, de Tania Ximena (México)
Mala Facha, de Ilén Juambeltz (Uruguai/Brasil)
Utopia Muda, de Julio Matos (Brasil)
Xquipi, de Juan Pablo Villalobos (México)

FILME DE ABERTURA
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil/França)

FILME DE ENCERRAMENTO
Mexico 86, de Cesar Díaz (Bélgica/México/França/Alemanha/Guatemala)

Foto: Divulgação.

Festival do Rio 2024: conheça os longas selecionados para a Première Brasil

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo em Lispectorante, de Renata Pinheiro

A 26ª edição do Festival do Rio, que acontecerá entre os dias 3 e 13 de outubro, anunciou os longas-metragens selecionados para as mostras da Première Brasil. Ao todo, foram 752 inscrições neste ano: 530 curtas e 222 longas.

A cinematografia do país estará representada em sua diversidade, reunindo obras inéditas de diretores consagrados e novos expoentes, nas mostras competitivas Competição Oficial e Novos Rumos, que concorrem ao Troféu Redentor, e nas seleções especiais Hors Concours, Retratos e O Estado das Coisas.

A Première Brasil promove a formação de público com a realização de sessões e debates com elenco e equipe dos filmes, com ingressos a preços populares, além de sessões de gala para convidados e público. As sessões populares com debates são realizadas no clássico Cine Odeon CCLSR, localizado na Cinelândia, região central da cidade e proporcionam uma troca com o público, para além das telas dos cinemas.

As cinco mostras dedicadas ao cinema brasileiro também reúnem coproduções com outros países, clássicos restaurados e curtas em competição, que serão anunciados nos próximos dias. São 31 estreias mundiais e inúmeras estreias nacionais, exibidas na Première Brasil, considerada a principal vitrine do cinema nacional.

Em sua 26ª edição, o Festival do Rio ocupará, como tradicionalmente acontece, diversos locais na cidade, entre cinemas e espaços de projeção alternativos com programação cultural intensa que promete agradar os mais variados gostos. Este ano, a sede do festival volta a ocupar o Armazém da Utopia, no Cais do Porto do Rio de Janeiro, um espaço de cinco mil metros quadrados onde será oferecida uma programação especial de encontros e debates para o público mediante inscrição prévia on-line, sempre divulgada no site do festival e em suas redes sociais. A sede do festival também abrigará o RioMarket, área de mercado e negócios do evento, e receberá centenas de profissionais do audiovisual brasileiro e internacional.

O Cinema Circulação traz uma novidade: agora fazem parte da programação as salas recém- reformadas do Circuito da Prefeitura do Rio: Cine Carioca Penha, Cine Carioca Nova Brasília (Complexo do Alemão) e Ponto Cine Guadalupe. Além disso, o Festival do Rio segue com o compromisso de avançar nas metas de inclusão de pessoas com deficiência, com a ampliação de exibição de conteúdos acessíveis em todas as linguagens, em parte da programação.

Conheça os longas selecionados para a Première Brasil 2024:

PREMIÈRE BRASIL | COMPETITIVAS

LONGAS-METRAGENS | FICÇÃO

Baby, de Marcelo Caetano (SP)
Betânia, de Marcelo Botta (SP)
Enterre Seus Mortos, de Marco Dutra (SP)
Kasa Branca, de Luciano Vidigal (RJ)
Lispectorante, de Renata Pinheiro (PE)
Malu, de Pedro Freire (RJ)
Manas, de Marianna Brennand (RJ)
O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel (MG)
Os Enforcados, de Fernando Coimbra (SP)
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes (RJ)
Serra das Almas, de Lírio Ferreira (PE)

LONGAS-METRAGENS | DOCUMENTÁRIO

3 Obás de Xangô, de Sergio Machado (RJ)
A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha (SP)
Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flavio Frederico (SP)
Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (SP)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
Quando Vira a Esquina, de Chris Alcazar (RJ)
Salão de Baile, de Juru e Vitã (RJ)

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS

COMPETIÇÃO LONGAS

A Procura de Martina, de Márcia Faria (RJ)
Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Avenida Beira-Mar, de Maju de Paiva e Bernardo Florim (RJ)
Centro Ilusão, de Pedro Diógenes (CE)
Continente, de Davi Pretto (RS)
Incondicional: O Mito da Maternidade, de Patrícia Fróes (RJ)
O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
Paradeiros, de Rita Piffer (RJ)

PREMIÈRE BRASIL: RETRATOS

Armando Costa: Televisão pra Mim Não é Bico, de Victor Vasconcellos (RJ)
Brizola, Anotações para uma História, de Silvio Tendler (RJ)
Carta a un viejo master, de Paz Encina (RJ)
Janis, Amores de Carnaval, de Ana Isabel Cunha (SP)
Moacyr Luz, O Embaixador Dessa Cidade, de Tarsilla Alves (RJ)
Noel Rosa, Um Espírito Circulante, de Joana Nin (PR)
O Nascimento de H. Teixeira, de Roberta Canuto (RJ)

PREMIÈRE BRASIL | HORS CONCOURS

A Vilã das Nove, de Teodoro Poppovic (RJ)
Câncer com Ascendente em Virgem, de Rosane Svartman (RJ)
Filhos do Mangue, de Eliane Caffé (RN)
Kopenawa, de Marco Altberg (RJ)
Malês, de Antonio Pitanga (RJ)
Os Afro-Sambas, o Brasil de Baden e Vinícius, de Emílio Domingos (RJ)
Precisamos Falar, de Pedro Waddington e Rebeca Diniz (RJ)
Virgínia e Adelaide, de Jorge Furtado e Yasmin Thayná (RS)

PREMIÈRE BRASIL | O ESTADO DAS COISAS

Alarme Silencioso, de Ricardo Favilla (RJ)
Eu Sou Neta dos Antigos, de Adriana Miranda (RJ)
Insubmissas, de Carol Benjamin, Tais Amordivino, Julia Katharine, Luh Maza e Ana do Carmo (RJ)
No Céu da Pátria Nesse Instante, de Sandra Kogut (RJ)
Pele de Vidro, de Denise Zmekhol (SP)
Sabores, de Claudia Calabi e Fernando Grostein (SP)

MIDNIGHT MOVIES

Abraço de Mãe, de Cristian Ponce (RJ)
A Herança, de João Cândido Zacharias (RJ)

COPRODUÇÕES COM O BRASIL | PREMIÈRE LATINA
Dormir de Olhos Abertos, de Nele Wohlatz (Brasil/Alemanha/Taiwan/Argentina)

COPRODUÇÕES COM O BRASIL | PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
Transamazonia, de Pia Marais (França/Alemanha/Suiça/Taiwan/Brasil)

Foto: Divulgação.

Oscar 2025: 12 longas estão habilitados e disputam indicação brasileira na categoria de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Fernanda Vianna em Cidade; Campo, de Juliana Rojas

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou a lista com todos os 12 longas-metragens brasileiros que estão habilitados e seguem na disputa por uma indicação à vaga na categoria melhor filme internacional no Oscar 2025.

As reuniões da Comissão de Seleção acontecerão em duas etapas: dia 16 de setembro de 2024, segunda-feira, quando serão selecionados seis títulos entre os inscritos, e a reunião final, no dia 23 de setembro, segunda-feira, para a escolha do título que representará o Brasil na disputa por uma vaga na categoria na categoria de melhor filme internacional na 97ª edição do Oscar, premiação realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que acontecerá no dia 2 de março de 2025.

O título escolhido será divulgado por meio de release para a imprensa e nas redes sociais da Academia Brasileira de Cinema. Neste ano, a Comissão de Seleção, presidida por Bárbara Paz, é composta por 25 membros titulares, sendo 21 eleitos em votação entre os sócios da Academia e outros quatro membros indicados pela diretoria, todos profissionais do ambiente cinematográfico brasileiro, mas não necessariamente associados.

Os integrantes da Comissão de Seleção do Oscar 2025 são: Allan Deberton (CE), Andre Pellenz (RJ), Bárbara Paz (RJ), Bernardo Uzeda (RJ), Bia Oliveira (RJ), Carol Bentes (RJ), Cíntia Domit Bittar (SC), Diogo Dahl (RJ), Edson Ferreira (ES), Eloisa Lopez-Gomez (SP), Flavio Tambellini (RJ), Gabriel Mellin (RJ), Gláucia Camargos (RJ), Ilana Brakarz (RJ), Leo M. Barros (RJ), Lô Politi (SP), Lucy Barreto (RJ), Malu Miranda (RJ), Marcelo Serrado (RJ), Monica Trigo (SP), Plinio Profeta (RJ), Renata Martins (SP), Sandra Kogut (RJ), Gal Buitoni (SP) e Alfredo Alves (MG).

Na última edição do prêmio da Academia, o Brasil estava representado por Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, mas, infelizmente, o longa não conseguiu uma vaga entre os 15 semifinalistas. Vale lembrar que a última vez que o Brasil concorreu na categoria de melhor filme internacional foi em 1999, com Central do Brasil; e em 2008, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, ficou entre os semifinalistas na shortlist.

Conheça os 12 longas-metragens brasileiros habilitados:

A Metade de Nós, de Flávio Botelho
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Cidade; Campo, de Juliana Rojas
Estômago 2: O Poderoso Chef, de Marcos Jorge
Levante, de Lillah Halla
Motel Destino, de Karim Aïnouz
Ninguém Sai Vivo Daqui, de André Ristum
O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini
Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges
Sem Coração, de Nara Normande e Tião
Vermelho Monet, de Halder Gomes
Votos, de Ângela Patrícia Reiniger

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

Mostra Sumé de Cinema 2024: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli

A Mostra Sumé de Cinema, realizada no Cariri paraibano, aconteceu pela última vez em setembro de 2022. Agora, duas novas edições serão realizadas ao mesmo tempo entre os dias 10 e 15 de setembro.

Sendo assim, o evento idealizado e coordenado por Ana Célia Gomes, divulgou duas listas de selecionados: os títulos da terceira edição, que aconteceria no ano passado mas foi adiada, e também da quarta edição.

Com exibições de filmes e videoclipes, além de diversas atividades paralelas, a Mostra Sumé de Cinema homenageará o cineasta paraibano André da Costa Pinto. Formado em Comunicação Social pela UEPB e Mestre em Cinema pela UFF, construiu uma trajetória brilhante como educador audiovisual, diretor, roteirista e produtor.

Conheça os títulos selecionados para a e 4ª Mostra Sumé de Cinema:

IV MOSTRA SUMÉ DE CINEMA

MOSTRA BRASIL

As Velas do Monte Castelo, de Lanna Carvalho (CE)
Big Bang, de Carlos Segundo (MG)
Coelhitos e Gambazitas, de Thomas Larson (SP)
Criaturas Celestiais, de Pedro Andrade e Pedro Stilo (PE)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (RJ)
Nós Duas, de Wéllima Kelly e Leandro Alves (AL)
Os Três Porquinhos, de Tamires Campos (PB)
Time de Dois, de André Santos (RN)
Trançando Afetos, de Igor Gomes e Ana Clara (RN)
Vai Ficar Tudo Bem, de Wescley Di Luna (RJ)

MOSTRA PARAÍBA

A Gente Tava Era com Saudade, de Vanessa Oliveira (Patos)
Aqueles que Estamos Esquecendo, de R.B. Lima (João Pessoa)
Aratu, de Firmino de Almeida (João Pessoa)
Brasiliana, de Sebastião Formiga (João Pessoa)
Céu, de Valtyennya Pires (Santa Luzia)
Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (Cabedelo)
Incúria, de Tiago A. Neves (Cabedelo)
Labuta, de Bruno Nogueira (São José da Lagoa Tapada)
Nem o Mar Tem Tanta Água, de Mayara Valentim (Cabedelo)
Querida Abayomi, de Sebastião Formiga (Pombal)

MOSTRA RITMOS

A Dança do Caos, de Sargaço Nightclub; direção: Vito Quintans (PE)
A Morte Nos Nivela, de RODRIC; direção: Rodrigo Amaro (MG)
Afago, de Caju; direção: Gabriel Freire (RS)
Amor ao Meu Sertão, de Carlos Cardozo e Elias Barros; direção: Luiz Rodrigues Jr. (PE)
Mola de Ratoeira, de Cláudio Rabeca; direção: Luiz Rodrigues (PE)
Uma Volta na Veneza Brasileira, de Carlos Cardozo; direção: Luiz Rodrigues Jr. (PE)

III MOSTRA SUMÉ DE CINEMA

MOSTRA BRASIL

Bicicleta Vermelha, de Rodolpho Pinotti (SP)
Bloco dos Corações Valentes, de Loli Menezes (SC)
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Elo, de Layla Sah (CE)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
Laguna Plena, de Carlos H. e Rimon Guimarães (PR)
Lilith, de Nayane Nayse (PE)
Luz, Câmera, Produção!, de Adriana Manolio e Charles Northrup (AL)
Mundo 1, de Pedro Fiuza e Rudá Almeida (RN)
Os Finais de Domingos, de Olavo Junior (CE)

MOSTRA PARAÍBA

Ao Redor de Casa, de Maisa P. e Virginia O. (Remígio)
Bom de Golpe, de Bruno Dantas (Pirpirituba)
Flor dos Canaviais, de Lucas Machado e Lívio Brandão (Santa Rita)
Jacu, de Ramon Batista (Nazarezinho)
Juremeiras, de Clayton Ferrer (João Pessoa)
Ladário, de Ed Junior (Catolé do Rocha)
Nascentes, de Raysa Prado (João Pessoa)
O Brilho Cega, de Carlos Mosca (Lagoa Seca)
O Rebanho de Quincas, de Rebeca Sousa (Boa Vista)
Um Sertão Profundo, de Vitor Daniel Cartaxo (Cachoeira dos Índios)

MOSTRA RITMOS

Abaixa que é Tiro, de Bloco do Caos e GOG; direção: Rodrigo Rímoli (SP)
Boy Magia, de Almério; direção: Marcos Castro (PE)
Depois de Mim, de Regiane Araújo; direção: Jessica Lauane (MA)
Liquidificador, de Bloco do Caos e Pelé MilFlows; direção: Rodrigo Rímoli (SE)
Meu Lugar, de Gutasso; direção: Igor Lira (PE)
O Futuro que me Alcance, de Reynaldo Bessa; direção: Nat Grego (SP)
Receita de Vó, de Renan Inquérito e Liah Vitória; direção: Carlos Hardt (PR)
Resumo da Ópera, de Dani Carmesim; direção: Nathaly Barreto (PE)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 11º Festival de Cinema de Caruaru

por: Cinevitor
Múcia Teixeira no curta potiguar Encruzilhada Bar: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 31/08, no Teatro João Lyra Filho, na região do Agreste Pernambucano, os vencedores da 11ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, que contou com mais de 50 filmes na programação. 

Na Mostra Brasil, Pequenas Insurreições, de William de Oliveira, foi escolhido como melhor filme pelo Júri Oficial: “De forma cirúrgica, o filme aborda, ironicamente, as relações perversas do trabalho doméstico num país que insiste em manter resquícios criminosos da escravização, com atuações brilhantes de suas protagonistas”, disse a justificativa. Já o Júri Jovem escolheu Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento: “Com identidade visual bem pensada, o curta é capaz de introduzir o espectador na rotina do protagonista que resiste aos percalços comuns à juventude negra periférica precoce e compulsoriamente operária, através de uma linguagem simples e próxima, escolha inteligente de figurino, utilização de efeitos visuais e cuidadosa direção de arte e fotografia. A partir disso, fomentando a reflexão do público sobre temas urgentes, como a possibilidade da construção de uma realidade em que Samuel foi sonhar”, disse a justificativa. 

Na Mostra Latino-Americana, o júri escolheu Doença do Sono, de Cristiano Paiz: “Em uma sociedade em que as cobranças por alto desempenho agravam as inseguranças dos indivíduos, tentando impor propósitos exagerados para o sucesso nas relações interpessoais, o ato de dormir torna-se uma fuga dessas pressões. Doença do Sono é uma animação de quatro minutos que nos envolve e nos leva a refletir sobre o modo como vivemos neste mundo, explorando a busca pelo desligamento das coisas que nos aprisionam aqui. Os devaneios de Cristiano Paiz colocam o espectador em uma posição de atenção em relação ao tema. O personagem, sem formas definidas, representar qualquer um de nós nesse cenário”, disse a justificativa. 

Na Mostra Agreste, Flor do Coco, de Vinicius Tavares, foi o escolhido pelo Júri Oficial, que disse: “Por apresentar uma personagem muito humana e sensível, subversiva, através da relação com a morte e com a natureza e também nos papéis sociais previsíveis para uma mulher preta e fazedora de cocada. O filme compartilha uma relação de honestidade e afeto entre a direção e a persona, contribuindo para a obra ser completa em sua intenção”. O mesmo filme também foi eleito pelo Júri Jovem, que justificou a escolha: “É um curta-metragem que oferece um retrato íntimo e afetuoso da vida de Dona Ozana, uma mulher cuja simplicidade e resiliência tocam profundamente o espectador. A narrativa vai além de contar uma história, ela nos imerge na rotina de Dona Ozana, destacando sua produção de cocada como um símbolo de sua força e fé. Com uma câmera que acompanha seus passos com respeito e admiração, o filme revela a beleza escondida nos pequenos gestos e na esperança de transformar as dificuldades em doçura. O uso do som ambiente e a delicadeza dos movimentos de câmera intensificam a conexão com a personagem, tornando cada cena uma experiência envolvente e inspiradora”

O filme potiguar Encruzilhada Bar, de Johann Jean, foi o grande vencedor da Mostra Fantásticos, que justificou: “A dinâmica entre Da Guia, Seu Miúdo e o cliente enigmático cria uma tensão palpável, explorando de forma original temas como dívida e destino. A direção magistral e a cinematografia sombria intensificam a atmosfera assombrosa, nos transportando para um universo fascinante em um bar falido. As atuações autênticas conferem profundidade e emoção aos personagens, tornando a narrativa ainda mais cativante. A edição cuidadosa cria um ritmo envolvente, mantendo a tensão, mistério e comédia no ponto certo. A montagem inteligente dá fluidez à narrativa, conduzindo o espectador de forma sutil entre os momentos de suspense e as revelações. A direção de fotografia, por sua vez, é espetacular, contribui de maneira significativa para a atmosfera sombria e enigmática do curta, utilizando luz e sombra de forma a amplificar a sensação de tensão. Esses elementos, combinados, elevam a qualidade da obra. Além disso, o trabalho técnico, como a iluminação e a trilha sonora, contribuem para a imersão completa na trama. Outrossim, o curta demonstra criatividade excepcional na construção de seu enredo e nas reviravoltas surpreendentes, consolidando sua excelência e merecimento para o prêmio de melhor filme”

O júri desta edição contou com: Bertrand Lira, Adson Alves e Jorge Baía na Mostra Brasil; Priscila Urpia, Rafael Anaroli e Heitor Soares na Mostra Agreste; Kennel Rógis, Ythalla Maraysa e Alexandre Soares na mostra Latino-Americana; e Mary Queiroz, Carlos Antonio de França e Maria Ferrera na mostra Fantásticos.

O homenageado deste ano foi Jô Albuquerque, mestre do teatro caruaruense, que iniciou sua carreira teatral aos 15 anos de idade como ator na peça A Incelência, de Luiz Marinho, no Teatro Experimental de Arte (TEA). Filiado ao SATED, Sindicato dos Artistas e Técnicos de Diversão de Pernambuco, com uma bagagem nas artes cênicas, atua, dirige e escreve há 49 anos. Participou de vários grupos de teatro de Caruaru: Teatro Experimental de Arte (TEA), Grupo SESC, Cia. Feira de Teatro Popular e Cena Viva. Fundou a Cia. Mambembe-Tô-Na-Rua-Tô-No-palco no ano de 1996 e é educador e formador de novos atores e técnicos nas artes cênicas.

Conheça os vencedores do 11º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL

Melhor Filme: Pequenas Insurreições, de William de Oliveira (PR)
Melhor Filme | Júri Jovem: Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)
Melhor Direção: Julie Ketlem, por Conexão
Melhor Roteiro: Pequenas Insurreições, escrito por William de Oliveira
Melhor Atriz: Gheusa, por Dente
Melhor Ator: Pedro Walisson, por Samuel Foi Trabalhar
Melhor Fotografia: Umbilina e Sua Grande Rival, por Beto Martins
Melhor Direção de Arte: Dinho, por Sérgio Silveira
Melhor Desenho de Som: Não Olhe para Mim, por Natasha Atab e Guto Franco
Melhor Pôster: Dinho, por Cata Preta

MOSTRA AGRESTE

Melhor Filme: Flor do Coco, de Vinicius Tavares (PE)
Melhor Filme | Júri Jovem: Flor do Coco, de Vinicius Tavares (PE)
Melhor Direção: Isa Magalhães e Izabella Vitório, por O Canto
Melhor Roteiro: Black Out: A História Apagada no Palco da Arte, escrito por Claudison José
Melhor Atriz: Maria Ozana, por Flor do Coco
Melhor Ator: Wizley Alexandre, por Ordenação
Melhor Fotografia: O Rebanho de Quincas, por Antonio Fargoni
Melhor Direção de Arte: Para Onde Eu Vou?, por Larissa Gabriel
Melhor Desenho de Som: O Canto, por Janu
Melhor Pôster: Flor do Coco, por Oficina Embuá

MOSTRA LATINO-AMERICANA
Melhor Filme: Doença do Sono, de Cristiano Paiz (Guatemala)

MOSTRA PERSONAGEM | VOTO POPULAR
Melhor Filme: Um Poeta no Meio dos Poetas, de Wescley Di Luna e Amanda Neves (PB)

MOSTRA FANTÁSTICOS
Melhor Filme: Encruzilhada Bar, de Johann Jean (RN)

MOSTRA ADOLESCINE | VOTO POPULAR
Melhor Filme: Café à La Vogue, de Henrique Bugarin (RJ)

MOSTRA PEGA LEVE | VOTO POPULAR
Melhor Filme: Operação Enjoei de Bingo, de Vinicius Damasceno (SP)

Foto: Divulgação.

Curta Kinoforum 2024: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Zagêro, de Márcio Picoli e Victor Di Marco: filme premiado

Foram anunciados nesta sexta-feira, 30/08, na Cinemateca Brasileira, os vencedores da 35ª edição do Curta Kinoforum, Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Neste ano, o evento, dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa, exibiu 287 filmes, representando 66 países.

O Prêmio Revelação, para cineastas de filmes realizados em cursos e oficinas audiovisuais, foi entregue para Carcinização, de Denis Souza. Esse prêmio tem como objetivo incentivar jovens talentos do audiovisual brasileiro em sua próxima produção, da gravação à finalização de um curta de até 15 minutos. Para isso, o festival estabelece parcerias com empresas do setor e o curta-metragem viabilizado pelo Prêmio Revelação tem como compromisso estrear no 36º Curta Kinoforum

O júri deste ano foi formado por: Juliano Gomes, crítico e professor; Lorenna Montenegro, jornalista, crítica de cinema, curadora, roteirista e professora; e Sophia Pinheiro, Doutoranda em Cinema e Audiovisual, mestre em Antropologia Social e graduada em Artes Visuais Bacharelado em Design Gráfico.

Além disso, prêmios de aquisição, fruto de parcerias do evento com emissoras de TV e plataformas digitais de streaming, foram revelados. O Prêmio Canal Brasil de Curtas, no valor de R$ 15 mil e um contrato de licenciamento para o melhor filme dos programas brasileiros, escolhido por um júri especializado, teve como vencedor o gaúcho Zagêro, de Márcio Picoli e Victor Di Marco.

O Prêmio TV Cultura, no valor de R$ 8 mil e destinado a um curta produzido no estado de São Paulo a ser exibido na grade de programação da emissora, foi conquistado por Bem-vinda de Volta, de Nicole Gullane. O Prêmio SescTV, destinado a diretores estreantes, contempla um filme brasileiro e um filme estrangeiro com R$ 6 mil cada, além de licenciamento pelo período de dois anos. O Prêmio Porta Curtas é um prêmio de aquisição no valor de R$ 5 mil oferecido pela plataforma para o filme brasileiro eleito de forma on-line pelos usuários do site.

Já o Prêmio API é concedido pela Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro. O Troféu Borboleta de Ouro reconhece três destaques (um brasileiro, um estrangeiro e um prêmio especial) para curtas que tratam da diversidade sexual. Por sua vez, o Troféu Kaiser Destaque ABCA, promovido pela Associação Brasileira de Cinema de Animação, elege o melhor filme animado exibido no evento.

Conheça os vencedores do Curta Kinoforum 2024:

PRÊMIO REVELAÇÃO
Carcinização, de Denis Souza (RS)

10+ BRASIL | FAVORITOS DO PÚBLICO

A Menina e o Pote, de Valentina Homem (PE)
Bonita de Rosto, de Ana Squilanti (SP)
Javyju, de Cunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)
Jogo de Classe, de Quico Meirelles (SP)
Km 100, de Lucas Ribeiro (SP)
Macaléia, de Rejane Zilles (RJ)
O que Fica de Quem Vai, de André Zamith e Vinícius Cerqueira (SP)
Rosa, de Pedro Murad (RJ)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
Zagêro, de Márcio Picoli e Victor Di Marco (RS)

10+ ESTRANGEIROS | FAVORITOS DO PÚBLICO

Apaixonando-se por Greta (Falling For Greta), de Gustavo Arteaga (Reino Unido)
Bailarina (بالرین/Ballerina), de Farima Khalili e Soheil Babaie (Irã)
Fique Quieto ou Te Amo (Quedate Quieto o Te Amo), de Federico Luis (Argentina/França)
Nado Borboleta (Papillon), de Florence Miailhe (França)
O Filé (The Steak), de Kiarash Dadgar Mohebi (Irã)
O Homem que Não se Calou (The Man Who Could Not Remain Silent), de Nebojša Slijepčević (Croácia/Bulgária/França/Eslovênia)
Sonhos como Barcos de Papel (Des Rêves en Bateaux Papiers), de Samuel Suffren (Haiti)
Uma Promessa para o Mar (A Promise To The Sea), de Hend Sohail (Egito/Suécia)
Win-Win, de Benjamin Clavel (França)
Yaya, de Leticia Akel Escarate (Chile)

DESTAQUE LGBTQIA+ | TROFÉU BORBOLETA DE OURO
Brasileiro: Carcinização, de Denis Souza (RS)
Estrangeiro: Merecemos un Imperio, de Mauricio Maldonado (Colômbia)
Prêmio Especial: Notas de Yakecan, de André Moura Lopes (CE)

DESTAQUE ABCA | MELHOR ANIMAÇÃO | TROFÉU KAISER
Melhor Filme: Wander To Wonder, de Nina Gantz (Holanda/França/Bélgica)

PRÊMIO API | ASSOCIAÇÃO DAS PRODUTORAS INDEPENDENTES DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Mostra Novos Horizontes | Melhor Filme: Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni (Brasil, RS)
Mostra Novos Horizontes | Menção Honrosa: Na Marei, de Léa-Jade Horlier (França)
Mostra Latino-Americana | Melhor Filme: A Cascata (La Cascada), de Pablo Delgado (México)
Mostra Latino-Americana | Menção Honrosa: Alien0089, de Valeria Hofmann (Chile/Argentina)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Zagêro, de Márcio Picoli e Victor Di Marco (RS)

PRÊMIO AQUISIÇÃO | PORTA CURTAS
Mandinga de Gorila, de Luzé Luzé e Juliana Gonçalves (RJ)

PRÊMIO AQUISIÇÃO SESC TV
Nacional: Desconserto, de Haniel Lucena (CE)
Estrangeiro: O Filé (The Steak), de Kiarash Dadgar Mohebi (Irã)

PRÊMIO AQUISIÇÃO TV CULTURA
Bem-vinda de Volta, de Nicole Gullane (SP)
Menção Honrosa: Nalua, de Isabelly Cristiny (Brasil, SP)
Menção Honrosa: Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN)
Menção Honrosa: Além do Impedimento, de Heloisa Lawanda (SP)

Foto: Divulgação.

Curta Caicó 2024: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta potiguar Lagrimar, de Paula Vanina

Foram anunciados nesta quinta-feira, 29/08, em uma live apresentada por Vitor Búrigo no YouTube, os selecionados para as mostras competitivas e paralelas da sétima edição do Curta Caicó, que acontecerá entre os dias 8 e 19 de outubro.

Ao todo, serão exibidos 65 curtas-metragens, além dos filmes produzidos pelo Curta Caicó durante suas ações ao longo do primeiro semestre de 2024. Essas ações incluem oficinas realizadas em seis escolas do Seridó e o 3º Laboratório de Roteiro (LAB RN), que resultou na produção de oito documentários abordando a temática do patrimônio material e imaterial.

Contando com programação totalmente gratuita, as mostras serão apresentadas na cidade de Caicó e em outros municípios do Seridó potiguar ocupando espaços diversos como universidades, escolas, praças públicas e outros ambientes culturais.

Segundo o coordenador curatorial do festival, Júlio Oliveira, a seleção levou em conta o trabalho crescente de formação do olhar cinematográfica do público seridoense, optando assim por uma diversidade de filmes de vários estados e gêneros, mas preservando a conexão com temáticas e abordagens que dialoguem com a região. Para isso ser possível, foi montada uma equipe diversa e multidisciplinar, com membros do Narrativa Clube, cineclube on-line organizado por Júlio Oliveira, formada pelos seguintes curadores: Luana Meira, Sthefaniy Henriques, Vitória Batalha, Guilherme Pereira, Bruno Tude e Caíque Henry.

Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o evento se consolida cada vez mais como uma importante vitrine de exibição e fomento ao cinema potiguar, nordestino e nacional. Para esta edição, o festival recebeu cerca de 1.131 inscrições de todo o país, acumulando mais de 5.400 filmes inscritos ao longo da história do evento que já soma sete edições.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Curta Caicó:

MOSTRA ACAUÃ | NACIONAL

Aquela Mulher, de Cristina Lago e Marina Erlanger (RJ)
As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
Bem-vinda de Volta, de Nicole Gullane (SP)
Corpo Cheio, de Fernando Marques (PE)
O que Nos Espera, de Bruno Xavier e Chico Bahia (SP)
Pensão Alimentícia, de Silvana Beline (GO)
Pequenas Insurreições, de William de Oliveira (PR)
Pulmão de Pedra, de Torquato Joel (PB)

MOSTRA SERIDÓ

Agora Eu Sou Negro, de Pedro Andrade (RN)
De Filha para Pai, de Dedé Carnaúba (RN)
Desiré, de Catarina Calungueira (RN)
Existencial, de Dynho Silva (RN)
Filarmônica Elino Julião e sua História, de Gabriel Medeiros (RN)
Memórias de Fé: O Roubo da Santa de Serra Negra do Norte, de Hyago de León (RN)
Na Descida da Avenida Martins, de Erick Medeiros (RN)
No Seridó, a Reza é Forte, de Santana Taciana (Akripe Yan) (RN)

MOSTRA POTIGUAR

Diga ao Povo que Avance, de Evelyn Freitas (RN)
Lagrimar, de Paula Vanina (RN)
Moventes, de Jefferson Cabral (RN)
Navio, de Alice Carvalho, Larinha R. Dantas e Vitória Real (RN)
No Batente, de Badu Morais e Humberto Bassanello (RN)
Queride Bowie, de Flora Valverde (RN)
Três Igrejas, de Wigna Ribeiro (RN)
Yby Katu, de Jessé Carlos, Ladivan Soares, Kaylany Cordeiro, Geyson Fernandes e Rodrigo Sena (RN)

MOSTRA NORDESTE

A Vida em Arte: Tiago Amorim, de Theo Grahl (PE)
Curacanga, de Mateus Di Mambro (BA)
Era uma Noite de São João, de Bruna Velden (PB)
Rei da Ciranda Pesada, de Cíntia Lima (PE)
Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento (AL)

MOSTRA RIO BRANCO

Alvará, de Fernando Abreu (PB)
Com Carinho, de Pablo Félix (RJ)
Juzé, de Raquel Garcia (CE)
Lia Ficou Sozinha em Casa, de Paula Pardillos (RN)
Maréu, de Nicole Schlegel (RJ)

MOSTRA PAX

Digital Originário, de Jesús Pérez (MA)
Emerenciana, de Larissa Nepomuceno (PR)
Nunca Pensei que Seria Assim, de Meibe Rodrigues (MG)
Ode, de Diego Lisboa (BA)
Pássaro Memória, de Leonardo Martinelli (RJ)

MOSTRA SÃO FRANCISCO

Ada, de Giulia Piacesi (DF)
Alienígena, de Ricardo Peres e Wagner Lima Mendes (CE)
Checkmates, de Cler Reizale (SP)
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)
Eu, Girassol, de Bruno Granata (RS)

MOSTRA ALVORADA

Como Chorar Sem Derreter, de Giulia Butler (RJ)
Convenium, de Allan Riggs e Murilo da Rosa (RS)
Farol Alto, de Brunno Bimbati (SP)
O Encontro de Cego Aderaldo e Robert Johnson, de Jesivan Ribeiro (DF)
Re-Éksodos, de Julia Horta Paiva (BA)

MOSTRA AMBIENTAL

A Fumaça e o Diamante, de Bruno Villela, Fábio Bardella e Juliana Almeida (DF)
Cores Queimam, de Felippy Damian (MS)
Maré Braba, de Pâmela Peregrino (CE)
Resistência, de Juraci Júnior (RO)
Sobre a Cabeça os Aviões, de Amanda Costa e Fausto Borges (GO)

MOSTRA VIDEOCLIPE

A Botija, de Fábio Xavier (PE)
Boca do Cais, de Murica feat. yung vegan; direção: Luna Colazante (DF)
Cobra Coral, de Julia K. Rojas (SC)
Forte, de Renata Voss (BA)
Natureza Curandeira, de Julhin de Tia Lica (RN)
Todo Santo Dia, de Paulo Philippe (PB)

SESSÃO ESPECIAL

A Edição do Nordeste, de Pedro Fiuza (RN)
Ana Rúbia, de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda (MS)
Elizabeth, de Alceu Luís Castilho, Luís Indriunas e Vanessa Nicolav (SP)
Margem, de Domingos Antonio e Flávio Ermírio (SP)
Nós do Audiovisual, de Clara Leal e Maisa Tavares (RN)

Foto: Divulgação.

Virtuosas, com Bruna Linzmeyer: terminam as filmagens do primeiro longa de Cíntia Domit Bittar

por: Cinevitor
O longa tem estreia prevista para 2025

Chegaram ao fim, neste domingo, 25/08, as filmagens de Virtuosas, primeiro longa-metragem de ficção da Novelo Filmes e de Cíntia Domit Bittar como diretora. Estrelado por Bruna Linzmeyer, Maria Galant e Juliana Lourenção no elenco principal, a obra explora o universo do movimento coach cristão em um retiro de empoderamento de mulheres virtuosas, com muito humor ácido, suspense e terror. 

A produção aconteceu inteiramente em Florianópolis e traz também entre o elenco principal as atrizes Sarah Motta e Brisa Marques; Nenê Borges e Fernando Bispo completam o elenco, que ainda conta com a participação especial de Gabriel Godoy

Cineasta e ativista, sócia da Novelo Filmes, com sede na capital catarinense, produtora independente de audiovisual e liderada por mulheres, Cíntia Domit Bittar já realizou diversos trabalhos, entre eles, os premiados curtas: Baile, que foi qualificado para o Oscar 2021, Qual Queijo Você Quer?, O Tempo que Leva e O Segredo da Família Urso. Em transição para formatos maiores, a cineasta está atualmente com outras obras em pós-produção, como o longa documental Gugie e a série Quero Ser Veg.

Virtuosas teve sua produção realizada com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema e será distribuído pela Olhar Filmes, com previsão de estreia para 2025. A direção de fotografia é assinada por Gabriel Rinaldi e a direção de som é de Daniel Becker; a direção de arte é de Dicezar Leandro e Tati Tanaka é a diretora de produção.

Foto: Divulgação/Novelo Filmes.

Prêmio Grande Otelo 2024: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Arlete Salles: melhor atriz coadjuvante por Tia Virgínia

Foram anunciados nesta quarta-feira, 28/08, os vencedores da 23ª edição do Prêmio Grande Otelo, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, conhecido como a mais importante festa do audiovisual brasileiro.

Neste ano, Pedágio, dirigido por Carolina Markowicz, se destacou com os prêmios de melhor longa-metragem de ficção, melhor direção e melhor roteiro original. O filme O Sequestro do Voo 375, de Marcus Baldini, levou o maior número de troféus Grande Otelo da noite: seis, entre eles, melhor roteiro adaptado.

Realizada anualmente pela Academia Brasileira de Cinema, a cerimônia aconteceu na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, com apresentação de Dira Paes e Toni Garrido. O evento foi transmitido ao vivo para todo o país pelo Canal Brasil e pelo YouTube da Academia.

Foram anunciados 30 prêmios para longas-metragens, curtas e séries brasileiras: 29 produções escolhidas por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, além do prêmio de melhor filme pelo Júri Popular, que teve votação do público pelo site da instituição. Como é tradição, a abertura dos envelopes foi ao vivo, auditada pela PwC Brasil. A lista de finalistas reuniu este ano mais de 200 profissionais, 39 longas-metragens brasileiros, 5 longas ibero-americanos e 15 curtas-metragens brasileiros.

O Cinema Novo foi o grande homenageado da edição de 2024, quando se comemora os 60 anos do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. Com projeções e performances musicais, a cerimônia, dirigida por Batman Zavareze e com roteiro de Bebeto Abrantes, levou o público a revisitar obras emblemáticas que marcaram a história do Brasil. Representantes do Cinema Novo, os cineastas Cacá Diegues, Ruy Guerra, Walter Lima Jr. e Zelito Viana, assim como a produtora Lucy Barreto, subiram ao palco para receber seus troféus Grande Otelo das mãos dos dois mais icônicos atores do Cinema Novo: Antonio Pitanga (o inesquecível Firmino, de Barravento) e Othon Bastos (o eterno Corisco, de Deus e o Diabo na Terra do Sol, ambos de Glauber Rocha). 

A noite de celebração ao movimento que renovou a linguagem cinematográfica brasileira nos anos 1960 e 1970 teve performances musicais dos compositores e instrumentistas Pedro Luis e Yuri Queiroga, que apresentaram temas marcantes e trilhas, como a composição de Sérgio Ricardo para Deus e o Diabo na Terra do Sol; e Joanna Francesa, canção de Chico Buarque para o filme homônimo de Cacá Diegues. A cerimônia também contou com a performance de Toni Garrido, Pedro Luis, Ava Rocha e Caio Prado interpretando Macunaíma (1975), samba-enredo da Portela, com a intervenção da guitarra de Yuri Queiroga.

Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema, falou sobre a mudança de nome da premiação, que até o ano passado se chamava Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e celebrou a importância histórica do Cinema Novo: “Esse ano, nosso Grande Prêmio do Cinema Brasileiro passou a se chamar Prêmio Grande Otelo: assim celebramos o nome do nosso troféu. Grande Otelo, nosso eterno Macunaíma, passeou das Chanchadas ao Cinema Novo, sem nenhum preconceito e sempre brilhante. E hoje a homenagem da Academia Brasileira de Cinema é ao Cinema Novo, que mudou definitivamente nosso cinema. Orgulho eterno e sempre um farol para que a gente jamais deixe de lembrar o que nosso cinema foi, é e ainda pode ser: aquele que só precisa de uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e, claro, muita liberdade”.

O secretário Municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, esteve na cerimônia e destacou a importância do audiovisual nacional na expressão da diversidade da cultura brasileira: “O Prêmio Grande Otelo é não só um tributo aos profissionais do cinema brasileiro, mas também um símbolo de resiliência de uma indústria que não se curva diante das adversidades”

Conheça os vencedores do 23º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Pedágio, de Carolina Markowicz

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA | VOTO POPULAR
Pérola, de Murilo Benício

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay

MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO
Perlimps, de Alê Abreu

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo, de Mauricio Eça

MELHOR DIREÇÃO
Carolina Markowicz, por Pedágio

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Silvio Guindane, por Mussum, o Filmis

MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM
Vera Holtz, por Tia Virgínia

MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM
Ailton Graça, por Mussum, o Filmis

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | LONGA-METRAGEM
Arlete Salles, por Tia Virgínia

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM
Jorge Paz, por O Sequestro do Voo 375

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Pedágio, escrito por Carolina Markowicz

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
O Sequestro do Voo 375, escrito por Lusa Silvestre e Mikael de Albuquerque; adaptado do documentário Sequestro do Voo 375, de Constâncio Viana

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
O Rio do Desejo, por Adrian Teijido

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Sequestro do Voo 375, por Rafael Ronconi

MELHOR FIGURINO
Mussum, o Filmis, por Cassio Brasil

MELHOR MAQUIAGEM
Mussum, o Filmis, por Mari Pin e Martín Macías Trujillo

MELHOR EFEITO VISUAL
O Sequestro do Voo 375, por Marcelo Cunha e Joaquim Moreno

MELHOR MONTAGEM
O Sequestro do Voo 375, por Lucas Gonzaga e Gustavo Vasconcelos

MELHOR SOM
O Sequestro do Voo 375, por Sérgio Scliar, Miriam Biderman e Ricardo Reis

MELHOR TRILHA SONORA
Aumenta que é Rock’n Roll, por Dado Villa-Lobos

MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO
A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
Thuë pihi kuuwi: Uma Mulher Pensando, de Aida Harikariyoma Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yanomami (RR)

MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO
Mulher Vestida de Sol, de Patrícia Moreira (BA)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
A Sociedade da Neve, de J.A. Bayona (Espanha/Uruguai/Argentina/Chile); indicação: Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España

MELHOR SÉRIE | FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Cangaço Novo (Prime Video)

MELHOR SÉRIE | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
O Caso Escola Base (Canal Brasil)

MELHOR SÉRIE | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Esquadrão do Mar Azul (TV Rá Tim Bum)

MELHOR ATRIZ | SÉRIE DE FICÇÃO
Alice Carvalho, por Cangaço Novo

MELHOR ATOR | SÉRIE DE FICÇÃO
Julio Andrade, por Betinho: No Fio da Navalha

Foto: Bruno de Lima.

Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro exibirá filmes paraibanos em Los Angeles e San Diego

por: Cinevitor
Cena da animação Era uma Noite de São João, de Bruna Velden

O cinema paraibano será celebrado em dois eventos programados para os dias 27 e 29 de agosto, respectivamente em Los Angeles e no campus da San Diego State University, na Califórnia. Tudo isso sob a chancela do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que esse ano chega à sua décima nona edição.

Convidado da instituição acadêmica estadunidense, o professor do Departamento de Mídias Digitais da UFPB, Universidade Federal da Paraíba, Lúcio Vilar, produtor e curador do mais antigo festival paraibano, estará presente neste intercâmbio para exibições especiais, debates e para oficializar uma política de cooperação entre as duas universidades. Ambas as ações têm o selo do Centro de Estudos Brasileiros Behner Stiefel, através da docente Kristal Bivona (Phd), da American Cinematheque, e do Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles nos Estados Unidos.

A Mostra Aruanda Los Angeles/San Diego ocorrerá no tradicional cinema de rua Los Feliz 3, fundado em 1934, em que serão exibidos os seguintes filmes: a premiada animação paraibana Era uma Noite de São João, da estreante Bruna Velden, e o longa-metragem Desvio, do cineasta e professor universitário Arthur Lins, vencedor do Fest Aruanda 2019. Depois das sessões, será realizado um debate sobre essas produções que são expressão do que ficou conhecido como primavera do cinema paraibano, dada a quantidade de filmes produzidos e lançados entre 2018/2019, sobretudo de longas ficcionais.

Em San Diego, serão exibidos fragmentos do primeiro longa-metragem produzido por Walfredo Rodriguez na Paraíba, Carnaval Paraibano e Pernambucano, de 1923, localizado na Cinemateca Brasileira em 2015 e telecinado a partir de pesquisa e tese de doutorado defendida pelo professor Lúcio Vilar na ECA-USP, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Além desse evento, Vilar deverá fechar parceria para que filmes de realizadores de curtas-metragens do curso de cinema da San Diego State University participem de uma mostra especial no Fest Aruanda deste ano, agendado para o período de 5 a 11 de dezembro: “Será o momento de coroamento e materialização de um protocolo de intenções que foi assinado em 2022 entre a UFPB, via Fest Aruanda, e a San Diego State University, através de ponte feita por Kristal Bivona. Abrimos uma nova janela no intercâmbio audiovisual que contará, em dezembro, com filmes da instituição estadunidense no Fest Aruanda, redimensionando seu caráter internacional”, sintetizou o produtor do Fest Aruanda.

Kristal Bivona, da San Diego State University, também se pronunciou: “Nós da Universidade Estadual de San Diego estamos muito empolgados com esses novos passos na parceria com a UFPB e o Fest Aruanda. O intercâmbio audiovisual é uma ferramenta importante na troca de culturas e saberes. Que incrível poder trazer o audiovisual da Paraíba para Califórnia e que oportunidade bela poder exibir cinema dos estudantes da SDSU na próxima edição do festival!”.

Em comunicado oficial, Mariana Benevides, Vice-cônsul do Brasil em Los Angeles, disse: “No dia 27 de agosto, em parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles e com o Behner Stiefel Center for Brazilian Studies da San Diego State University, a American Cinematheque exibirá a Mostra Festival Aruanda com filmes premiados no festival de cinema da Paraíba, que destaca produções cinematográficas regionais do nordeste brasileiro”.

Sobre os filmes que serão exibidos, Arthur Lins, diretor do longa Desvio, falou: “A exibição em um cinema de Los Angeles fortalece o processo de internacionalização do cinema paraibano. Motivados por políticas públicas e pelo fortalecimento profissional do setor, tivemos nos últimos anos um avanço nas produções audiovisuais do Estado. O próximo passo é este: de ampliarmos nossas janelas de exibição. Neste sentido, a sessão promovida pelo Fest Aruanda é importante também na medida em que fortalece o vínculo do festival com a produção local e abre uma nova perspectiva de intercâmbio cultural”.

Para finalizar, Bruna Velden, diretora da animação Era uma Noite de São João, comentou: “O Fest Aruanda conseguiu a façanha de levar uma animação paraibana independente para a terra dos maiores estúdios de animação do mundo… Muito ansiosa pra ver como vai ser essa troca cultural”.

Foto: Divulgação.

O Agente Secreto, com Wagner Moura: terminam as filmagens do novo longa de Kleber Mendonça Filho

por: Cinevitor
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nos bastidores

Diretor de longas nacionais premiados, como O Som ao Redor, Aquarius, Bacurau e Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho acaba de finalizar as filmagens de seu novo projeto: O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura e estrelado por Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa, Rubens Santos, Hermila Guedes e Alice Carvalho.

O longa também marca o reencontro de Kleber com Udo Kier, Thomás Aquino, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco e Wilson Rabelo, que participaram de Bacurau, codirigido com Juliano Dornelles, e foi visto por mais de 750 mil espectadores nos cinemas.

Rodado entre a capital pernambucana e São Paulo, O Agente Secreto, sexto longa de Kleber Mendonça Filho, teve dez semanas de filmagens. Com previsão de estreia nos cinemas em 2025 pela Vitrine Filmes, o filme é um suspense ambientado entre Recife e São Paulo dos anos 70.

Depois de dez anos, Wagner Moura volta a filmar no Brasil como ator, desta vez interpretando Marcelo, um especialista em tecnologia que chega no Recife em 1977 à procura de um pouco de paz, mas logo se torna um agente do caos na cidade. Para Wagner, filmar O Agente Secreto foi o resultado de uma longa espera para trabalhar com Kleber: “Foi uma das melhores experiências que tive. Artisticamente, Kleber é gênio, pessoalmente, um cara massa demais; ele e todos os seus, essa gente foda de Pernambuco. Recife é tão importante na minha vida… eu, Lázaro, Vladimir e Gustavo ali meninos fazendo A Máquina no Armazém 14. Fechou-se um ciclo e abriu-se, claro, outro. Porque essa relação, Kleber, Emilie, Recife, pra mim, é pra sempre”.

Kleber também comentou: “Concluir as filmagens é sempre uma conquista. Estamos nesse processo de produção desde janeiro e agora concluindo os dois meses de filmagem. Agradeço ao grande artista e pessoa que é Wagner Moura, para quem escrevi o papel principal durante os últimos três anos. A todo o elenco marcante de 70 atores e atrizes, à equipe espetacular, à grande produtora que é Emilie Lesclaux, aos amigos que apoiaram sempre todo o processo. Que experiência forte foi rodar O Agente Secreto”.

O filme é uma coprodução internacional com produção da CinemaScópio e tem como coprodutora a francesa mk2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa Lemming, com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

A sinopse diz: Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. 

O elenco conta também com Laura Lufési, Robério Diógenes, João Vitor Silva, Tânia Maria, Ítalo Martins, Igor de Araújo, Geane Albuquerque, Roney Villela e Luciano Chirolli. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova e a direção de arte é assinada por Thales Junqueira. O figurino é de Rita Azevedo com caracterização de Marisa Amenta; o som é assinado por Moabe Filho e Pedrinho Moreira.

Foto: Victor Jucá.

13ª Mostra Ecofalante de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel: premiado

Foram anunciados os vencedores da 13ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, e o documentário brasileiro Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, foi consagrado com o prêmio de melhor filme pelo público

A produção acompanha três mulheres que lideram uma das Cozinhas Solidárias do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em Sol Nascente, no Distrito Federal, considerada atualmente como a maior favela do Brasil. Para a posse do terceiro mandato do presidente Lula, elas foram encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia.

Já na nova mostra competitiva, a Competição Territórios e Memória, que se dedicou a exibir produções que abordam diferentes visões e aspectos do Brasil, Rejeito foi o grande vencedor. Com direção de Pedro de Filippis, o filme discorre sobre um dos maiores rompimentos de barragem de rejeito da história, o desastre de Mariana, e explora como novas barragens ameaçam romper sobre milhões de pessoas em Minas Gerais

O júri responsável pela avaliação dos filmes da Competição Territórios e Memória foi composto por Carolina Canguçu, Nara Normande e Tatiana Toffoli. Rejeito receberá o Troféu Ecofalante e um prêmio de R$ 15 mil por “ser um filme corajoso e dramático que acompanha os atingidos pelo rompimento da barragem de Brumadinho e aqueles que ainda sofrem com a tortura psicológica diária de ameaça de novos rompimentos e de remoção de seus territórios pela empresa Vale”, na avaliação do júri

Ainda na categoria de longa-metragem da Competição Territórios e Memória, À Margem do Ouro, do diretor Sandro Kakabadze, recebeu uma Menção Honrosa. O filme focaliza na região do Rio Tapajós, a maior produtora de ouro do Brasil, que abriga histórias de homens e mulheres que têm suas vidas entrelaçadas pela exploração ilegal e predatória desse minério. O júri ressaltou: “As imagens impactantes e ainda pouco vistas no cinema, alternando entre planos intimistas que mostram o cotidiano de pessoas que vivem de diferentes formas em função do garimpo, e planos aéreos que denunciam a destruição da floresta causada por essa atividade ilegal e devastadora na bacia do rio Tapajós”.

Já nas categorias de curtas-metragens da Competição Territórios e Memória, o prêmio do júri foi para Ava Yvy Pyte Ygua: Povo do Coração da Terra, do Coletivo Guahuí Guyra Kuera, por “fazer cinema de dentro e de forma coletiva. Pela ousadia em sua forma fílmica ao apostar na ausência de luz enquanto potência de imaginação e na eloquência do silêncio e do cochichar da reza”. A produção focaliza a reza longa que protege os indígenas Kaiowá e os aproxima dos povos-raio e dos povos-trovão para rememorar a história do começo da terra que só esses povos sabem contar. O filme ganhará o Troféu Ecofalante e R$ 5 mil de prêmio.

O curta Nunca Pensei que Seria Assim, de Meibe Rodrigues, que propõe, através de memórias do próprio passado, uma reflexão sobre negritude e escrevivência, recebeu uma Menção Honrosa pela “força do depoimento da realizadora que encara a câmera convocando a espectadora e o espectador a mergulhar em memórias de uma vida inteira”.

Enquanto isso, na Competição Latino-Americana, Céu Aberto, de Felipe Esparza Pérez, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem pelo Júri Oficial, que foi composto por Lucas Bambozzi, Tatiana Lohmann e Mariana Jaspe. O filme observa um pai peruano que trabalha pacientemente quebrando a pedra branca vulcânica em uma paisagem extraordinária. Seu filho faz parte do mundo moderno: usa câmeras e drones para criar no computador a maquete digital de uma igreja. Seus caminhos se cruzam de maneira fantasmagórica: cada um a seu modo trabalha com texturas e volumes, sensações e percepções. O júri concedeu o prêmio pelo “caráter cinematográfico construído a partir de visões distintas da realidade peruana, atravessada por paisagens assombrosas de extração de pedra vulcânica branca (…) Por expressar, com economia de elementos, a herança nefasta da colonialidade”.

Duas Menções Honrosas foram concedidas aos longas-metragens desta edição. A Transformação de Canuto, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho, foi um dos escolhidos pelo “seu caráter articulador entre conhecimentos e visões de mundo. O filme aborda o fazer audiovisual em múltiplas camadas de informação, incorporando processos criativos de identidade comunitária, sociológicas e antropológicas ao mesmo tempo”. Já Ramona, de Victoria Linares Villegas, confunde as fronteiras entre ficção e não-ficção ao acompanhar uma jovem atriz que se prepara para assumir o papel de uma adolescente grávida que mora na periferia de Santo Domingo, na República Dominicana

Já na categoria de curtas da Competição Latino-Americana, o júri elegeu Concórdia, de Diego Véliz, como o grande vencedor pela “construção de uma obra concisa e precisa, visual e historicamente impactante, que reflete as reincidentes e arbitrárias intervenções em territórios sul-americanos”. A produção chilena é um ensaio sobre a fronteira entre o Peru e o Chile criado com materiais encontrados na internet.       

O mexicano Você Vai Me Esquecer?, da diretora Sofía Landgrave Barbosa, recebeu Menção Honrosa ao tratar da dualidade entre memória e esquecimento dos habitantes de Puerto Maldonado, cidade nos limites da selva amazônica do Peru. Segundo o júri, “o filme evoca reflexões sobre arquétipos a partir de lugares e presenças, em situações em que as memórias tendem ao esquecimento”

O grande vencedor do Concurso Curta Ecofalante foi Por Trás dos Prédios, de João Mendonça, estudante da Universidade Federal de Alagoas. O filme, que ganhará o Troféu Ecofalante e R$ 4 mil de prêmio, retrata como, desde 2021, a prefeitura de Maceió se aproveita das fortes chuvas locais para desmobilizar uma das maiores favelas de Alagoas. As pessoas que ainda resistem vivem presas e invisíveis à sombra do Parque da Lagoa. Segundo o júri, o filme “consegue nos conduzir por uma denúncia social sobre as condições de vida dos moradores que se cercam daquele espaço geográfico”. O time de jurados foi formado por Clarisse Alvarenga, Everlane Moraes, Letícia Rolim e Lucas H. Rossi.

Duas produções receberam Menção Honrosa nesta 13ª edição. Uma delas foi As Placas São Invisíveis, de Gabrielle Ferreira, estudante da Escola de Comunicações e Artes da USP, na qual cinco estudantes negras revelam como é estar dentro da USP no momento de ebulição da luta pró-cotas. Para o júri, a produção “nos leva a imaginar a força que o futuro deste país pode vir a ter a partir da presença de corpos e vozes negras no espaço público”. A segunda Menção Honrosa ficou com Deriva, de Hellen Nicolau, integrante do projeto É Nóis na Fita, por “conseguir trazer uma abordagem autoral e surpreendente que permite questionar a cidade de São Paulo com sua ideia de desenvolvimento e de aceleração, e o que essas perspectivas geram no passo apressado das pessoas que ali vivem”.

Conheça os vencedores da 13ª Mostra Ecofalante de Cinema:

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FILME DA 13ª MOSTRA ECOFALANTE
Não Existe Almoço Grátis, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR LONGA-METRAGEM
Céu Aberto (Cielo Abierto), de Felipe Esparza (Peru)

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM
A Transformação de Canuto, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho (Brasil)
Ramona, de Victoria Linares Villegas (República Dominicana)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR CURTA-METRAGEM
Concórdia (Concordia), de Diego Véliz (Chile)

MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM
Você Vai Me Esquecer? (¿Me Olvidarás?), de Sofía Landgrave Barbosa (México/Peru/Espanha)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR LONGA-METRAGEM
Histórias de Shipibos, de Omar Forero (Peru)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR CURTA-METRAGEM
A Menos que Bailemos, de Hanz Rippe Gabriel e Fernanda Pineda Palencia (Colômbia)

COMPETIÇÃO TERRITÓRIOS E MEMÓRIA

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR LONGA-METRAGEM
Rejeito, de Pedro de Filippis

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM
À Margem do Ouro, de Sandro Kakabadze

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR CURTA-METRAGEM
Ava Yvy Pyte Ygua: Povo do Coração da Terra, de Coletivo Guahuí Guyra Kuera

MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM
Nunca Pensei que Seria Assim, de Meibe Rodrigues

PRÊMIO DO PÚBLICO | LONGA-METRAGEM
O Bixiga é Nosso!, de Rubens Crispim

PRÊMIO DO PÚBLICO | CURTA-METRAGEM
A Bata do Milho, de Eduardo Liron e Renata Mattar
Nosso Terreiro, de Anna Rieper, Patrícia Medeiros, Ranyere Serra e Fernando Lucas Silva

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

PRÊMIO DO JÚRI
Por Trás dos Prédios, de João Mendonça (AL)

MENÇÃO HONROSA
As Placas São Invisíveis, de Gabrielle Ferreira (SP)
Deriva, de Hellen Nicolau (SP)

PRÊMIO DO PÚBLICO
Cida Tem Duas Sílabas, de Giovanna Castellari (SP)

Foto: Divulgação.