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Últimos Dias em Havana, de Fernando Pérez, é exibido no 27º Cine Ceará com a presença dos protagonistas

por: Cinevitor

ultimoshavanacearaEquipe do filme no palco.

Selecionado para o Festival de Berlim deste ano, Últimos Dias em Havana foi exibido no 27º Cine Ceará na quinta-feira, 10/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. O longa, dirigido por Fernando Pérez, fala sobre amizade, tendo a cidade de Havana como pano de fundo. É também uma história sobre como sobreviver à precariedade material de maneira positiva.

Patricio Wood interpreta Miguel, um morto vivo que, mesmo tendo saúde para se movimentar, está paralisado e prisioneiro de si próprio. Nunca converte seus desejos em ações. Jorge Martínez interpreta Diego, um moribundo cheio de vida e bom humor. Embora imobilizado sobre uma cama, o personagem se move o tempo todo: na imaginação, na atitude, no pensamento. Apesar da doença, quer continuar desfrutando dos prazeres da vida. Essa alegria de viver, mesmo na precariedade, é o que lhe dá energia para seguir.

No dia seguinte à exibição, a equipe do filme participou de uma coletiva de imprensa: “Fernando disse que esse filme é uma mistura de Morango e Chocolate, de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, com o seu documentário Suite Habana“, revelou Patricio. “Ele é um mistério na hora de dirigir e traz uma carga de humanidade que se abre para um espetáculo. Aos poucos, dá espaço para algo mais solidário, afetuoso e mais humano. Além disso, seus personagens possuem uma sensibilidade ímpar”, completou.

“Eu faço bastante TV e esse é meu primeiro protagonista nos cinemas. Só tenho que agradecer ao Fernando. Ele trabalha muito o elenco e para o meu papel, testou entre 20 e 30 atores. Na primeira vez, não gostou de mim. Eu estava muito tranquilo e ele queria algo mais eloquente. Me preocupava não ficar tão caricato”, disse Jorge.

“Fernando é uma continuidade do cinema cubano, desde seu começo. E o público espera um olhar crítico em relação aos nossos filmes”, finalizou Jorge.

Últimos Dias em Havana chega aos cinemas brasileiros no dia 24 de agosto.

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Foto: Chico Gadelha.

Com Fernando Alves Pinto, Pedro Sob a Cama, de Paulo Pons, é exibido no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

pedrosobcamacearaElenco e diretor no palco.

Na quarta-feira, 09/08, outro filme brasileiro foi exibido na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 27º Cine Ceará. Pedro Sob a Cama, de Paulo Pons, foi apresentado no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, com a presença do diretor e dos atores Fernando Alves Pinto e Suzana Castelo.

O filme conta a história de um filho que foi abandonado pelo pai e ao saber que ele voltou à cidade resolve se esconder debaixo da cama para descobrir um pouco mais sobre ele, criando um mundo paralelo para si.

No dia seguinte à exibição, a equipe participou de uma coletiva de imprensa: “Foi muito fácil escolher o Cine Ceará para exibir nosso filme pela primeira vez, por conta da importância desse evento e também pela seleção incrível desse ano“, disse o diretor.

Aperte o play e confira os melhores momentos da coletiva de imprensa:

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Foto: Rogerio Resende.

Diretor cubano Carlos Lechuga apresenta Santa e Andrés, com Lola Amores, no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

cubaceara2O diretor Carlos Lechuga com a atriz Lola Amores durante o debate.

Dirigido por Carlos Lechuga, o cubano Santa e Andrés narra a amizade improvável entre uma jovem camponesa revolucionária, encarregada de vigiar um escritor dissidente e homossexual. Isolados na região rural de Cuba, ainda comandado por Fidel Castro, no início dos anos 1980, os personagens, aos poucos, vão descobrindo que têm mais coisas em comum do que suspeitam.

Exibido na terça-feira, 08/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem do 27º Cine Ceará, o filme, que destaca o regime cubano daquela época, tem chamado atenção por onde passa por ter sido proibido em seu próprio país, mesmo filmado com autorização do Estado: “Nunca escondemos o roteiro, por isso, nunca foi algo clandestino. Foram três anos de pesquisa, entrevistando pessoas que passaram por isso. Eu soube de histórias parecidas com a do filme e assisti muitos documentários como referência. Os cubanos que me encontram no exterior sempre expressam muita gratidão. O filme agrada ao público, mas desagrada quem já tem opinião formada. É muito importante receber o feedback de pessoas que viveram naquela época”, contou o diretor durante a coletiva de imprensa realizada no dia seguinte à exibição do filme.

“Não foi exibido em Cuba, mas passou em mais de quarenta festivais e foi premiado em alguns. As pessoas se emocionam, mas também há quem diga que isso não aconteceu. Porém, não me arrependo de ter feito esse filme e faria tudo de novo. Minha família é de revolucionários e recebi muito apoio“, completou o diretor.

cubaceara1Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

A produtora Claudia Calviño comentou sobre a situação atual do país: “As coisas estão piores hoje em dia para o cinema cubano. Tudo está difícil, não só para os cineastas independentes. Sinto que estamos no pior momento do nosso cinema. Eu era muito otimista, mas hoje estou mais pessimista por conta de tudo o que está acontecendo. Fazemos cinema porque somos malucos, visto que não há verba. Eu tento fazer coprodução para conseguir algum dinheiro, mas também há muitos obstáculos para isso“.

A protagonista Lola Amores, que faz sua estreia como atriz neste filme, falou sobre essa nova experiência e inspirações: “Eu fiz muita pesquisa dentro da minha própria família, principalmente com meus avós e bisavós, onde busquei inspiração, e isso me enriqueceu muito como atriz“.

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Fotos: Rogerio Resende.

Com Guillermo Pfening, filme argentino Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, é exibido no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

ninguemolha1Guillermo Pfening e Julia Solomonoff conversam com a imprensa.

Na segunda-feira, 07/08, foi dia de cinema argentino na Mostra Competitiva de longa-metragem do 27º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Dirigido por Julia Solomonoff, Ninguém Está Olhando, no original Nadie nos mira, foi exibido no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

O longa, que é uma coprodução entre Espanha, Brasil, Colômbia e Estados Unidos, conta a história de Nico, um ator argentino de televisão de sucesso em seu país, interpretado por Guillermo Pfening, que tenta a sorte em Nova York, mas logo descobre que não se encaixa no clichê de ator latino. Sua boa aparência o ajuda a esconder a solidão e a vida precária, e sobrevive de bicos e trabalhando como babá, cuidando do menino Theo.

No dia seguinte à exibição, a equipe de Ninguém Está Olhando participou de um debate com a imprensa. “A Argentina tem uma fascinação pelo exterior. Mas, depois da crise de 2001, sinto que essa dependência com algo de fora está muito menor. Há uma necessidade de colocar mais coisas regionais em nossas produções“, revelou a diretora. “Não deveríamos ter salas de cinema que só dependessem de pipoca e, sim, de arte também. Hoje, o cinema tem que propor um lugar de encontros“, completou.

diretoraninguemcearaA diretora durante o debate.

Guillermo Pfening, que começou sua carreira fazendo uma participação em Coração Iluminado, de Hector Babenco, falou sobre sua preparação para Ninguém Está Olhando: “Fiz muita leitura de roteiro com a Julia pelo Skype. Para a preparação do personagem, trabalhei em um bar, em Nova York, por exemplo. A diretora me propôs muitas atividades para que eu entendesse o papel que interpretaria. Eu também sugeri algumas ideias e juntos pensamos melhor sobre o filme“, contou. “Eu sou muito curioso e vivi em diversos lugares de Nova York. Estava sempre por todos os lados. Antes de filmar qualquer projeto gosto de conhecer o ambiente em que vou trabalhar e estar em contato com as pessoas locais. É sempre um trabalho antropológico profundo“, revelou Guillermo, que também atuou em A Viagem de Lucia, O Médico Alemão e em séries de TV e curtas-metragens.

equipeninguemcearaA equipe no palco do Cineteatro São Luiz.

No filme, há uma participação especial da atriz uruguaia Mirella Pascual, conhecido por seu trabalho em Whisky, de Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll: “Eu amo a Mirella Pascual. Sempre que for possível quero trabalhar com ela. Neste filme, sua personagem cresce ao desenrolar da narrativa“, disse a diretora. E finalizou: “Além disso, neste longa existem vários olhares e não só uma história. São tópicos diversos apresentados de diferentes lados e é interessante mostrar como esse artista vive por lá“.

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Fotos: Rogerio Resende.

Malasartes e o Duelo com a Morte é exibido no 27º Cine Ceará com a presença de Jesuíta Barbosa e Paulo Morelli

por: Cinevitor

malasartescearaPaulo Morelli e Jesuíta Barbosa no palco.

Malasartes e o Duelo com a Morte chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 10/08. Mas, antes de entrar em circuito comercial, o longa foi exibido no domingo, 06/08, na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem do 27º Cine Ceará.

O diretor Paulo Morelli subiu ao palco do Cineteatro São Luiz acompanhado pelo protagonista Jesuíta Barbosa e pelo preparador de elenco Chico Accioly: “Eu fui atrás de um personagem brasileiro, rural, dessa nossa tradição, que é esperto, malandro, mas tem um bom coração. E acho importante resgatar isso para mostrar aos jovens brasileiros”, disse o diretor.

“Malasartes é um espírito da cultura ibero-americana. É uma espécie de homem que quer se dar bem a qualquer custo. É um sobrevivente. E fiquei muito feliz de ter sido escolhido pelo Paulo para interpretá-lo”, disse o protagonista.

Aperte o play e confira a apresentação de Malasartes e o Duelo com a Morte no Cine Ceará 2017:

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Foto: Rogerio Resende.

Walter Carvalho é homenageado com o troféu Eusélio Oliveira no 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

waltercearaO homenageado recebe o troféu das mãos do irmão Vladimir Carvalho.

Considerado um dos principais fotógrafos e diretores da cinematografia brasileira, Walter Carvalho subiu ao palco do 27º Cine Ceará, no Cineteatro São Luiz, no domingo, 06/08, para receber o Troféu Eusélio Oliveira, que foi entregue por seu irmão, o também cineasta Vladimir Carvalho.

Como diretor de fotografia, já realizou mais de 70 longas, entre eles, trabalhos marcantes dos mais destacados diretores brasileiros, que alcançaram grande sucesso de crítica e público, além de numerosos prêmios, como: Terra Estrangeira, Central do Brasil e Abril Despedaçado, de Walter Salles; Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho; Carandiru, de Hector Babenco; O Céu de Suely e Madame Satã, de Karim Aïnouz; A Erva do Rato, Educação Sentimental e Cleópatra, de Julio Bressane; Baixio das Bestas, Febre do Rato e Amarelo Manga, de Cláudio Assis, entre outros. Dos trabalhos mais recentes, destacam-se: Redemoinho, de José Luiz Villamarim; e O Filme da Minha Vida, de Selton Mello.

Walter Carvalho já recebeu mais de 70 prêmios nacionais e internacionais ao longo de 45 anos de carreira. Como diretor, além de Um filme de Cinema, que estreia no dia 24 de agosto, realizou: Brincante, Raul – O Início, o Fim e o Meio, Budapeste, Moacir Arte Bruta e Lunário Perpétuo. Também codirigiu Cazuza – O Tempo Não Pára, com Sandra Werneck, e Janela da Alma, com João Jardim. Carvalho já tem outro documentário inédito a ser lançado em breve: Manter a Linha da Cordilheira sem o Desmaio da Planície, sobre o poeta Armando Freitas Filho.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem:

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Foto: Rogerio Resende.

Com Jennifer Lawrence e Javier Bardem, Mãe!, de Darren Aronofsky, ganha primeiro trailer

por: Cinevitor

mothertrailer1Jennifer Lawrence: revelações sobre um casal.

Dirigido por Darren Aronofsky, de Réquiem Para um Sonho, O Lutador, Cisne Negro e Noé, o suspense Mãe!, protagonizado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem, que será exibido no Festival de Veneza deste ano, acaba de ganhar seu primeiro trailer.

A menos de dois meses da estreia, apenas um teaser e dois cartazes foram apresentados ao público. Agora, o mistério ganha novos contornos. No trailer, um pouco mais da história do casal principal é revelada, além de dois novos personagens, interpretados por Ed Harris e Michelle Pfeiffer, que surgem para visitar os protagonistas. Todas as cenas do vídeo se passam dentro da mesma casa e o clima angustiante fica ainda mais intenso.

Domhnall Gleeson, Brian Gleeson, Stephen McHattie e Kristen Wiig também integram o elenco do longa, que tem estreia prevista para o dia 21 de setembro nos cinemas brasileiros.

Confira o primeiro trailer de Mãe!:

Foto: Divulgação/Paramount Pictures.

Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio, abre o 27º Cine Ceará

por: Cinevitor

cearanoite1Soledad Salfate no palco do festival: noite de abertura.

A 27ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou neste sábado, 05/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. Neste ano, as produções foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição, participam sete longas e 14 curtas.

O chileno Uma Mulher Fantástica, dirigido por Sebastián Lelio, premiado com o Urso de Prata de melhor roteiro e com o Prêmio Teddy no Festival de Berlim deste ano, foi o filme de abertura. A montadora Soledad Salfate subiu ao palco para apresentar o longa e no dia seguinte participou de uma coletiva de imprensa, ao lado de Jean-Thomas Bernardini, da Imovision, distribuidora do filme no Brasil.

Captura de Tela 2017-08-07 às 17.57.39Soledad e Jean-Thomas Bernardini no debate.

“O Chile está superando a Argentina, começando a se destacar. Há muitos diretores competentes por lá, com uma cinematografia particular”, disse Bernardini. Soledad, que já havia trabalhado com Sebastián Lelio em outros filmes, como Gloria, de 2013, afirmou: “Ele é um diretor especial. Nos conhecemos muito bem. E esse filme, que passa por diversos gêneros, é diferente. A novidade é que ele não se parece com os trabalhos anteriores do Sebastián”.

Confira os melhores momentos de Soledad Salfate na coletiva de imprensa:

EDIÇÃO E TRILHA SONORA:

Antes de começar a montar, Soledad analisa o roteiro e a maneira como ele se desenvolve para depois fazer um desenho dos personagens. Seu envolvimento também se dá na trilha sonora. “Faço uma maquete da história e dos personagens. A partir disso, começo a pensar nos efeitos e na música. Neste caso, tivemos referências de filmes noir dos anos 1950. E depois entra o trabalho de Matthew Herbert, um compositor de música eletrônica, que faz a junção desses elementos na trilha do filme”.

PROTAGONISTA:

“Daniela Vega tinha feito apenas um trabalho em cinema, uma participação no filme La Visita, de Mauricio López Fernández, em 2014. Na verdade, ela é uma cantora lírica, e em Uma Mulher Fantástica fez sua primeira protagonista. Assim como sua personagem, ela também é transexual e, inicialmente, tinha sido chamada apenas para contar sua história, como uma espécie de consultoria para o diretor. Com o filme, Daniela teve uma grande transformação social e passou a ser aceita pela sociedade chilena. A Variety a colocou em uma lista de possíveis indicadas ao Oscar”.

cinecearaselecaoDaniela Vega: protagonista em cena.

PÚBLICO:

“É importante separar crítica e público. São opiniões bem diferentes. Mas, depois do Festival de Berlim, o filme recebeu críticas muito acolhedoras e teve, aproximadamente, 50 mil espectadores no Chile. Esse número é muito positivo pra nós, levando em conta o tipo de filme que foi apresentado. Numa sociedade pós-Pinochet, pode ser considerado um fenômeno“.

REALIDADE:

“Há muita violência de gênero no Chile com homossexuais e transgêneros. Em Uma Mulher Fantástica, queríamos contar a história de um ser humano e não tratar somente da parte óbvia do assunto. Aqui, abordamos a violência social, que, consequentemente, leva para a violência física“.

cearanoite2Soledad conversa com a imprensa.

IDENTIDADE DE GÊNERO:

“Uma Mulher Fantástica abriu muitas portas e importantes discussões sobre identidade de gênero, assunto que não se falava antes no Chile, por ser considerado tabu. Pessoas de todas as idades foram aos cinemas para assistir, assim como minha vó, por exemplo, que adorou“.

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Fotos: Rogerio Resende/Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor

eraumavezfestbrasiliaCena do filme Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós: selecionado.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontecerá de 15 a 24 de setembro, anunciou nesta segunda-feira, 07/08, os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de sua 50ª edição. Na categoria longa-metragem, nove filmes concorrem ao Troféu Candango e outros 12 competem na categoria de curta-metragem. Neste ano, todos os selecionados receberão cachê de seleção, que soma R$ 340 mil.

Maior vitrine do cinema nacional e mais antigo evento do gênero no país, o Festival de Brasília mostra nesta edição a força da produção audiovisual brasileira, com nove longas de nove estados. Além disso, é importante notar a diversidade das obras em competição, reflexo de uma política de promoção cultural atenta à diversidade do país. “Há produções que abordam questões identitárias, raciais e de gênero, assim como os dilemas éticos do Brasil de hoje. O festival também mantém toda sua tradição, como centro de efervescência de debates estéticos e políticos, mas também se alinha às principais questões do mercado cinematográfico e das novas tendências“, avalia o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, presidente do festival.

Em sua 50ª edição, 778 produções foram inscritas na Mostra Competitiva, um recorde. Do número total, 608 produções são de curta-metragem; os longas correspondem a 170 filmes.

Confira os filmes selecionados para o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS:

Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans (MG)
Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA)
Construindo Pontes, de Heloisa Passos (PR)
Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós (DF)
Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Cannepele (RS)
O Nó do Diabo, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhesus Tribuzi (PB)
Pendular, de Julia Murat (RJ)
Por Trás da Linha de Escudos, de Marcelo Pedroso (PE)
Vazante, de Daniela Thomas (SP)

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS:

A Passagem do Cometa, de Juliana Rojas (SP)
As Melhores Noites de Veroni, de Ulisses Arthur (AL)
Baunilha, de Leo Tabosa (PE)
Carneiro de Ouro, de Dácia Ibiapina (DF)
Chico, de Irmãos Carvalho (RJ)
Inocentes, de Douglas Soares (RJ)
Mamata, de Marcus Curvelo (BA)
Nada, de Gabriel Martins (MG)
O Peixe, de Jonathas de Andrade (PE)
Peripatético, de Jessica Queiroz (SP)
Tentei, de Laís Melo (PR)
Torre, de Nadia Mangolini (SP)

Foto: Divulgação.

Música pelos Poros, de Marcelo Machado, é o grande vencedor do 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

por: Cinevitor

marcelolatinoO cineasta Marcelo Machado: premiado.

Foram anunciados na noite desta quarta-feira, 02/08, no Memorial da América Latina, os vencedores do 12º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. O brasileiro Música pelos Poros, dirigido por Marcelo Machado, que mostra um encontro de músicos vindos de diferentes regiões do Brasil e também da Colômbia, Cabo Verde, Azerbaijão e Coreia do Sul, recebeu o prêmio de melhor filme desta edição segundo o público.

O júri da Mostra Escolas de Cinema CIBA-CILECT, composto pela produtora Diana Almeida e pelos cineastas Dellani Lima e Marcelo Caetano, escolheu o curta-metragem argentino Dear Renzo como vencedor pela “mise-en-scène eficiente que imprime nos corpos os altos e baixos da vida de jovens latino-americanos tentando a vida no exterior; pelos diálogos e situações muito bem desenhadas por um roteiro habilidoso; e pelo trabalho bastante original da atriz Laila Maltz“.

Confira os vencedores do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2017:

MELHOR FILME | PRÊMIO DO PÚBLICO:
Música pelos Poros, de Marcelo Machado (Brasil)

MELHOR COPRODUÇÃO INTERNACIONAL:
O Candidato (El Candidato), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina)

MELHOR FILME | MOSTRA ESCOLAS DE CINEMA CIBA-CILECT:
Dear Renzo, de Agostina Gálvez e Francisco Lezama (Argetina/EUA)

MENÇÃO ESPECIAL | MOSTRA ESCOLAS DE CINEMA CIBA-CILECT:
Prisão de Cores, de Daniel Reascos (Equador)

TROFÉU FUNDAÇÃO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA:
Beto Brant

Foto: Aline Arruda.

Morre, aos 89 anos, a atriz francesa Jeanne Moreau

por: Cinevitor

jeannemoreaumorreJeanne Moreau em Ascensor para o Cadafalso, de Louis Malle.

Morreu nesta segunda-feira, 31/07, em Paris, aos 89 anos, a atriz francesa Jeanne Moreau, que atuou em mais de 100 filmes e trabalhou com grandes cineastas, como: Michelangelo Antonioni, François Truffaut, Orson Welles, Luis Buñuel, Agnès Varda, Jacques Demy, François Ozon, Louis Malle, entre outros.

Considerada um ícone do cinema francês e musa da Nouvelle Vague, Moreau começou sua carreira em 1949, no drama Dernier amour, de Jean Stelli. Ao longo dos anos, seu talento foi reconhecido diversas vezes em importantes premiações. Em 1960, levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por Duas Almas em Suplício, de Peter Brook. No mesmo festival, em 2003, foi homenageada com a Palma de Ouro Honorária.

No Festival de Berlim, Jeanne concorreu ao Urso de Ouro, em 1979, pelo drama L’adolescente, seu segundo longa como diretora; o primeiro foi No Coração, a Chama, de 1976, além do documentário Lillian Gish, de 1983. Em 2000, recebeu o Urso de Ouro Honorário pelo conjunto da obra. No BAFTA, conhecido como o Oscar britânico, foi indicada em 1963 por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois, de François Truffaut, filme que marcou sua carreira. Em 1967, a Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão lhe consagrou como melhor atriz estrangeira por seu trabalho na comédia romântica Viva Maria!, de Louis Malle, na qual atuou com Brigitte Bardot.

No prêmio César, o Oscar francês, Jeanne Moreau foi indicada em 1987 por Le paltoquet, e em 1988 por Ladrão de Milagres. Em 1992, recebeu o prêmio de melhor atriz por La vieille qui marchait dans la mer e foi homenageada com o César Honorário em 1995 e 2008. No Festival de Veneza, foi eleita a melhor atriz por Amantes, de Louis Malle, em 1958 e, em 1992, recebeu o Leão de Ouro Honorário.

O cineasta americano Orson Welles destacava Jeanne Moreau como “a melhor atriz do mundo“. Os dois trabalharam juntos em quatro filmes: O Processo (1962), Falstaff – O Toque da Meia Noite (1965), História Imortal (1968) e The Deep (1970). Em 1973, Jeanne Moreau protagonizou o longa Joanna Francesa, dirigido pelo brasileiro Cacá Diegues.

Jeanne Moreau também trabalhou na TV e no teatro, mas foi no cinema que ganhou destaque, em obras como: Os Incompreendidos (1959) e A Noiva Estava de Preto (1968), de François Truffaut; Ascensor para o Cadafalso (1958) e Trinta Anos Esta Noite (1963), de Louis Malle; Ligações Amorosas (1959), de Roger Vadim; A Noite (1961), de Michelangelo Antonioni; Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard; Eva (1962), de Joseph Losey; A Baía dos Anjos (1963), de Jacques Demy; O Diário de uma Camareira (1964), de Luis Buñuel; O Marinheiro de Gibraltar (1967), de Tony Richardson; Catarina da Rússia (1968), de Gordon Flemyng; Querelle (1982), de Rainer Werner Fassbinder; Nikita – Criada Para Matar (1990), de Luc Besson; Alberto Express (1990), de Arthur Joffé; Até o Fim do Mundo (1991), de Wim Wenders; As Cento e Uma Noites (1995), de Agnès Varda; Além das Nuvens (1995), de Michelangelo Antonioni e Wim Wenders; Para Sempre Cinderela (1998), de Andy Tennant; O Tempo que Resta (2005), de François Ozon; La mauvaise rencontre (2011), de Josée Dayan; Uma Dama em Paris (2012), de Ilmar Raag; O Gebo e a Sombra (2012), de Manoel de Oliveira; Le talent de mes amis (2015), de Alex Lutz; entre outros.

O presidente da França, Emmanuel Macron, postou em sua conta no Twitter: “Lenda do cinema e do teatro, Jeanne Moreau era uma artista envolvida no turbilhão da vida com liberdade absoluta”.

Foto: Divulgação.

Confira o trailer de LEGO Ninjago – O Filme, com Dave Franco e Jackie Chan

por: Cinevitor

ninjalegotrailerO filme marca a estreia de Charlie Bean na direção de longas-metragens.

LEGO Ninjago – O Filme, nova aventura de animação da franquia de filmes LEGO®, da Warner Bros. Pictures, é estrelada por Dave Franco, Justin Theroux, Fred Armisen, Abbi Jacobson, Olivia Munn, Kumail Nanjiani, Michael Peña, Zach Woods e o lendário Jackie Chan.

Na telona, a batalha por Ninjago City põe em ação o jovem Mestre-Construtor Lloyd, também conhecido como Ninja Verde, ao lado de seus amigos, que são todos guerreiros ninjas secretos. Guiados pelo Mestre Wu, que é tão rabugento quanto sábio, eles precisam derrotar o vil senhor de guerra, Lorde Garmadon, conhecido como “O Pior Cara de Todos”, que também é pai de Lloyd.

Com duelos de habilidades e poderes, de pai e filho, o confronto épico vai colocar em jogo o futuro deste corajoso, mas também indisciplinado grupo de ninjas modernos, que terão que aprender a deixar de lado seus egos e se unir para encontrar e libertar seus reais poderes de Spinjitzu.

Confira o trailer de LEGO Ninjago – O Filme, que chega aos cinemas no dia 28 de setembro:

Foto: Divulgação/Warner Bros. Pictures.