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Festival de Guadalajara 2025: filmes de Anna Muylaert e Gabriel Mascaro são premiados

por: Cinevitor
Shirley Cruz: melhor interpretação por A Melhor Mãe do Mundo

Foram anunciados neste sábado, 14/06, em cerimônia apresentada pelo ator mexicano Andrés Zuno, os vencedores da 40ª edição do Festival Internacional de Cine en Guadalajara, considerado um dos mais fortes da América Latina.

O longa Llamarse Olimpia, de Indira Cato, recebeu o Prêmio Mezcal de melhor filme, que destaca o cinema mexicano; a categoria de melhor interpretação consagrou o ator Emiliano Zurita por seu trabalho em Autos, mota y rocanrol

Neste ano, o cinema brasileiro, que marcou presença com diversos títulos na seleção, também se destacou na premiação: O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, foi eleito o melhor longa-metragem ibero-americano de ficção. O filme, que se passa na Amazônia, em um Brasil quase distópico, também foi consagrado com o Prêmio Maguey de melhor interpretação para Denise Weinberg; tal honraria divulga e promove um cinema que começa com histórias acompanhadas por uma orientação sexual aberta e diversa, celebrando o melhor da cinematografia LGBTQ do mundo.

Além disso, A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, se destacou com três prêmios: melhor interpretação para Shirley Cruz, melhor fotografia para Lílis Soares e melhor roteiro. O filme conta a história de uma mulher catadora de recicláveis que, ao fugir de seu marido abusivo, busca refazer sua vida pelas ruas de São Paulo com os filhos.

Emocionada, Shirley Cruz subiu ao palco para receber seu prêmio e discursou: “Não é justo que o mundo seja visto apenas por um ângulo. É preciso dar espaço para mulheres, para narrativas negras, trans, indígenas, PcDs. De fato, não é justo que o mundo, com tanta diversidade, seja visto só por um ângulo. Então, por mais mulheres na direção e por mais diversidade também nas narrativas. É incrível, mas eu não posso deixar de dizer que eu sou uma das únicas pessoas negras nesta sala e isso precisa mudar”. E finalizou: “Por fim, mais uma vez, todo o meu amor e carinho para Anna Muylaert, que conseguiu falar de coisas tão difíceis e tão urgentes de uma maneira tão leve, tão doce. Porque apesar da violência doméstica e do feminicídio, esse filme é sobre amor e vitória. É sobre inspirar. Dedico esse prêmio para minha mãe, minha filha de três anos, ao meu pai e aos meus ancestrais, que não tiveram a menor possibilidade de sonhar”

Conheça os vencedores do 40º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara:

PRÊMIO MEZCAL

Melhor Filme Mexicano: Llamarse Olimpia, de Indira Cato
Menção HonrosaBoca Vieja, de Yovegami Ascona Mora
Melhor Direção: Victoría Franco, por Doce lunas
Melhor Fotografia: Doce lunas, por Sergio Armstrong
Melhor InterpretaçãoEmiliano Zurita, por Autos, mota y rocanrol
Prêmio do Público: Boca Vieja, de Yovegami Ascona Mora
Prêmio do Júri Jovem: Boca Vieja, de Yovegami Ascona Mora

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO

Melhor Filme: O Último Azul, de Gabriel Mascaro (Brasil/México/Holanda/Chile)
Melhor Direção: Eva Libertad, por Sorda
Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert
Melhor Interpretação: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Fotografia: A Melhor Mãe do Mundo, por Lílis Soares
Melhor Filme de EstreiaMolt lluny, de Gerard Oms (Espanha/Holanda)

CURTA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

Melhor Curta: Las voces del despeñadero, de Irving Serrano e Victor Rejón (México)
Menção Honrosa: De Sucre, de Clàudia Cedó (Espanha)

PRÊMIO MAGUEY

Melhor Filme: Sabar Bonda, de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Menção Honrosa: Molt lluny, de Gerard Oms (Espanha/Holanda)
Prêmio do Júri: Lesbian Space Princess, de Leela Varghese e Emma Hough Hobbs (Austrália)
Menção Honrosa: Un mundo para mí, de Alejandro Zuno (México)
Melhor Interpretação: Denise Weinberg, por O Último Azul

LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO

Melhor Filme: Olivia & las nubes, de Tomás Pichardo Espaillat (República Dominicana)
Menção Honrosa: Endless Cookie, de Seth Scriver e Peter Scriver (Canadá)

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE DOCUMENTÁRIO

Melhor Filme: Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)
Melhor Direção: Misha Vallejo Prut, por Eco de luz
Melhor Direção de Fotografia: La guitarra flamenca de Yerai Cortés, por Oriol Barcelona, Nauzet Gaspar, Àlvar Riu, Diego Trenas e Arnau Valls Colomer

MOSTRA HECHO EN JALISCO

Melhor Longa: No, gracias, ya no fumo, de Diego Toussaint (México)
Menção Honrosa: Las hijas del viento, de José Camacho Cabrera (México)
Melhor Curta: La mosca en la pared, de Mar Novo (México)
Menção Honrosa: Hasta pronto, de Jennifer Skarbnik López (México)

CINE SOCIOAMBIENTAL

Melhor FilmeThe Mountain Won’t Move, de Petra Seliškar (Eslovênia/Macedônia/França)

PRÊMIO RIGO MORA

Melhor curta de animação: Luz Diabla, de Gervasio Canda, Patricio Patricio e Paula Boffo (Argentina/Canadá)
Menção Honrosa: Retirement Plan, de John Kelly (Irlanda)

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio FIPRESCI: At the End of the World (En el fin del mundo), de Abraham Escobedo-Salas (Bélgica/México)
Prêmio FEISAL: Patio de chacales, de Diego Figueroa (Chile)
Cine de Género | Melhor Filme: Los inocentes, de Germán Tejada (México/Peru)

Foto: Antonio Rubio/FICG.

14ª Mostra Ecofalante de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do documentário Pau D’Arco, de Ana Aranha: filme premiado

Foram anunciados os vencedores da 14ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, e o documentário brasileiro Pau D’Arco, de Ana Aranha, foi consagrado com o prêmio de melhor filme pelo Júri Oficial

Com sessões em mais de 40 locais, incluindo salas de cinema, espaços culturais e educacionais, foram exibidos 125 filmes, de 33 países diferentes, além da realização de oito debates, uma homenagem ao cineasta Hermano Penna, uma masterclass com o cineasta francês Cyril Dion e inúmeros bate-papos com diretores dos filmes exibidos.

Na Competição Territórios e Memória, que se dedicou a exibir produções que abordam diferentes visões e aspectos do Brasil, Pau D’Arco conquistou o prêmio máximo do Júri Oficial. Com direção de Ana Aranha, o filme, que receberá o Troféu Ecofalante e um prêmio de 20 mil reais, discorre sobre uma chacina em que a polícia matou 10 trabalhadores sem-terra, onde a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. A justificativa do júri, formado por Ana Maria Magalhães, Ana Paula Sousa e Rita Carelli, diz: “A produção nos coloca diante da rede de violências praticada pelos grandes proprietários rurais contra os pequenos lavradores. Embora trate de uma chacina ocorrida no Pará, oferece um retrato amplo da luta pela reforma agrária”

Ainda na categoria de longa-metragem da Competição Territórios e Memória, Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá, dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, recebeu uma Menção Honrosa. No filme, Sueli Maxakali e Maiza Maxakali partem em busca do pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. Mesclando narrativas pessoais e históricas, a produção acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida. O júri ressaltou que “com um estilo pessoal e autêntico, os diretores expõem, a partir dessa jornada íntima, a violência da ditadura contra os povos indígenas; uma história para a qual o Brasil ainda não olhou de verdade”

O Prêmio do Público entre os longas foi para São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji. O filme se dedica a explorar a pergunta: o que artistas africanos que chegaram ao Brasil nos últimos anos carregam consigo na travessia? O documentário apresenta a cidade de São Paulo como um meta-palco ocupado por artistas do Togo, Moçambique, República Democrática do Congo e Angola, entre outras nações africanas, em diálogo com a população brasileira e suas aberturas, contradições e tensões.

Já nas categorias de curtas-metragens da Competição Territórios e Memória, o prêmio do Júri Oficial de melhor filme foi para Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, por ser um “filme-denúncia que tem a poesia como matéria-prima”. A produção narra o avanço do agronegócio na terra do povo Kisêdjê; o filme ganhará o Troféu Ecofalante e R$ 7 mil de prêmio.

O curta Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi, um documentário ready media sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, que vandalizaram o Palácio do Planalto, recebeu uma Menção Honrosa pela forma como o “despudor, provocação e o desejo de quebrar o Estado de Direito são retratados de forma sagaz, revelando mais uma perspectiva daquele sinistro 8 de janeiro”

Já no Prêmio do Público para os curtas do Território e Memória foi para Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes. O filme aborda a construção da imagem de Benigna Cardoso, jovem sertaneja que, aos 13 anos, foi vítima de feminicídio no interior do Ceará em 1941. Diante da falta de qualquer registro fotográfico original da menina, o curta propõe uma jornada de reconstrução através de relatos orais e documentos históricos.

O grande vencedor do Concurso Curta Ecofalante foi Cartas a Tia Marcelina, de João Igor Macena, estudante da Universidade Federal de Alagoas. O filme retrata a história de Tia Marcelina, uma iyalorixá vítima do Quebra de Xangô de 1912, um dos mais agressivos episódios de intolerância religiosa no Brasil. O documentário reflete sobre as consequências dessa perseguição às religiões de matriz africana e destaca o papel do evento Xangô Rezado Alto como símbolo da resistência e da luta pela liberdade religiosa em Alagoas. Segundo o júri, o filme “merece reconhecimento por sua abordagem poderosa e multifacetada de temas cruciais. Ele tece com sensibilidade as complexas camadas da intolerância religiosa e do racismo ambiental, questões latentes e urgentes em nossa sociedade hoje”. Cartas a Tia Marcelina receberá o Troféu Ecofalante e R$ 7 mil de prêmio. 

A produção que recebeu Menção Honrosa nesta 14ª edição da Mostra foi Número Errado, de Leonardo Marcini, estudante da Universidade do Estado de Minas Gerais. O curta é uma animação onde o personagem principal, após sua rotina noturna ser interrompida por uma série de telefonemas e cartas endereçados por engano, descobre quem é esta pessoa misteriosa que promove intrigantes reflexões que vão alterar os rumos de sua vida para sempre. Segundo o júri, um dos grandes diferenciais desta obra é a sua natureza enquanto filme de animação, em “um formato que permite explorar a temática LGBTQIA+ de uma maneira sensível e inusitada, escapando de uma forma clichê”. O júri do Concurso Curta deste ano foi formado por César Leite, Letícia Abadia e Paula Sacchetta

Já o Prêmio do Público foi para Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas, estudante da AIC, Academia Internacional de Cinema. O curta conta a história de Lora, uma jovem bailarina de 17 anos, filha de um casal inter-racial, que se sente insegura ao se perceber a única garota negra durante uma audição para a personagem principal de um espetáculo. Ela conversa com sua avó Dora, também uma mulher negra, sobre o episódio, suas vivências e percepções, na busca de entender melhor seus sentimentos ao se conectar com suas raízes. Ao fortalecerem os laços, Lora descobre que, mais que seus traços, as duas compartilham um mesmo sonho.

Conheça os vencedores da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema:

COMPETIÇÃO TERRITÓRIOS E MEMÓRIA

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR LONGA-METRAGEM
Pau D’Arco, de Ana Aranha

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal

MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM
Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi

PRÊMIO DO PÚBLICO | LONGA-METRAGEM
São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji

PRÊMIO DO PÚBLICO | CURTA-METRAGEM
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

PRÊMIO DO JÚRI
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena

MENÇÃO HONROSA
Número Errado, de Leonardo Marcini

PRÊMIO DO PÚBLICO
Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas

Foto: Divulgação.

Festival Guarnicê de Cinema 2025 anuncia longas em competição e mostras paralelas

por: Cinevitor
Analu Prestes e Tania Alves no longa Senhoritas, de Mykaela Plotkin

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, em São Luís, no Maranhão, revelou novos títulos selecionados: os longas-metragens e videoclipes que farão parte das mostras competitivas; e os filmes das mostras paralelas

O mais antigo festival do Norte e do Nordeste, e um dos mais relevantes do país, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA (PROEC), por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), selecionou seis longas-metragens maranhenses, oito longas-metragens nacionais e 18 videoclipes. As obras foram escolhidas a partir de um universo de mais de 1.500 produções inscritas nesta edição. Os selecionados concorrem ao tradicional Troféu Guarnicê e outras premiações oferecidas pelo festival e instituições parceiras. A lista com os curtas-metragens foi anunciada anteriormente: clique aqui e conheça os selecionados.  

O processo de seleção foi dividido em dois núcleos especializados: um dedicado à avaliação de longas-metragens (nacionais e maranhenses) e outro à escolha de curtas. O comitê de longas foi formado por Leandro Guterres, Filippo Pitanga e Camila de Moraes. A coordenação geral ficou a cargo da jornalista e produtora cultural Stella Lindoso, que também foi responsável pela definição do cronograma de trabalho.

Já sobre as mostras paralelas, a seleção, que não é competitiva, traz obras de diferentes regiões do país e propõe olhares diversos sobre cultura, memória, afetos, juventude, ancestralidade e identidade. Ao todo, mais de 150 filmes foram selecionados em 10 mostras temáticas e 5 mostras tradicionais, em formatos que vão do documentário à animação, do experimental à ficção.

Entre os destaques das mostras de contexto, a curadoria propõe recortes potentes: Feito de coisas lembradas e esquecidas (9 filmes), Mundo em Movimento (7 animações), Toda forma de amor (15 produções LGBTQIAP+), Vozes da Terra (12 obras sobre povos originários) e Ancestralidades e Futuros (10 filmes que cruzam memória e imaginação).

Já as mostras tradicionais acolhem públicos variados: a Cinema Não Tem Idade (10 filmes) traz obras voltadas à terceira idade; a Cenário BR (20 selecionados) e a Cenário MA (12 selecionados) mapeiam a produção nacional e maranhense; enquanto a Faz Todo Sentido (13 títulos) e a Mostra Jovem (15 filmes) reúnem obras que dialogam com questões sensoriais e com o público adolescente. Para as crianças, a Mostra Guarnicezinho (18 filmes) oferece uma seleção de ficções, animações e documentários infantis de todo o país.

As mostras paralelas complementam a programação do Guarnicê com diversidade estética, cultural e temática, reafirmando o papel do festival como espaço de encontros, escuta e celebração do cinema brasileiro em sua pluralidade.

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será realizada em formato híbrido. As exibições presenciais acontecem em São Luís, enquanto parte da programação estará disponível on-line, por meio do site oficial e do aplicativo CineGuarnicê. Consolidado como um dos mais tradicionais do país, o festival reúne mostras competitivas e paralelas, além de debates, oficinas, homenagens e atividades acadêmicas. 

Conheça os novos filmes selecionados para o 48º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRAS COMPETITIVAS 

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Eu Sou Neta dos Antigos, de Adriana Miranda (RJ)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel (MG)
Pau d’Arco, de Ana Aranha (SP/RJ/PA)
Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe (BA)
Senhoritas, de Mykaela Plotkin (PE)
Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche (PE)

LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

A Cigana, de Thiago Furtado
A História do Início do Surf no Maranhão, de Marcelo Vasconcelos
Apollo, de Messias Saíssem
Fogo, Murro e Coice, de Denis Carlos
O Teatro te Xama: Família de Criação, de Dani Lopes
Se Não Houvesse o Divino?, de Paulo Fernando Barbosa Ribeiro

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Andamento, de Núbia; direção: Jonas Sakamoto
Atins Good Vibes, de Leo Wadie e Nairond; direção: Sunday James
Babadook, de Banda Alikia; direção: Allan Costa 
Baratinando pra Todo lado, Lá vem Ela, A Máquina de Descascar’alho, de Bloco Tradicional Os Baratas; direção: César Barata
Bye, de Lucca Truta, Deon e Kaminski; direção: Vitória Campos
Derreteu, de Socris; direção: Socris
Desce pro Samba, de Os Tropix; direção: Sunday James
Eh Fod@, de Yoongesu; direção: Thiago Dosaro
Filme Trash, de Frimes; direção: Lucas Sá e Frimes
Novas Danças, de Klicia; direção: Jessica Lauane
Particular, de Victor Cravin; direção: Vine Castro
Quem Eu Era, de Yoonguesu; direção: Thaynara Gomes
São Luís Havana, de Banda Criolinas; direção: Coletiva
Saudade com Dendê, de Camila Reis; direção: Nayra Albuquerque
Te Levo nos Lençóis, de Enme; direção: Walber Sousa
Tumalina, de ADH4RAA e GGi; direção: Sunday James
Vem de Lá, de Gugs e Mateus Fazeno Rock; direção: Sunday James
Vida é um $opro, de Neto Rozz; direção: Sunday James

MOSTRAS PARALELAS | Mostras de Contexto

MOSTRA SUBIU A CONSTRUÇÃO COMO SE FOSSE MÁQUINA

E Assim Aprendi a Voar, de Antonio Fargoni (RO)
Memórias da Desindustrialização, de Vivian Castro Villarroel (SP)
Nem Sempre, de Leandro Olimpio e Telmo Martins (SP)
Nicobé, de Jota Carmo (SP)
O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada, Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins (SP)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (PR)

MOSTRA FAZENDO ARTE

A Sílfide: O Processo – A Cada Ensaio uma Bolha Diferente, de Cleiton Maruhan (SP)
Anna Mariani: Anotações Fotográficas, de Alberto Renault (SP)
Antonio e Manoel, de Zeca Ferreira (RJ)
As Cores e os Amores de Lore, de Jorge Bodanzky (SP)
As Muitas Mortes de Antônio Parreiras, de Lucas Parente (CE/RJ)
Atos de Moisés, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Barrela, de Caue Angeli e Lucas Mayor (SP)
Chiquinho Brandão, de Taísa Luciano, Diogo Brandão e Caio Herdy (RJ)
Hudi-Fedegoso-Rocha, de Guilherme Telli (SP)
Laura Rosa, a Violeta do Campo, de Claudenice Goulart e Nicodemos Bezerras (MA)
O Pescador: A Cidade e um Corpo que Narra, de Gilson César e Jéssica Bellini (MA)
O Som Alcança o Sol, de Bruna Epiphanio (SP)
Pacto da Viola, de Guilherme Bacalhao (DF)
Ressaca, de Pedro Estrada (MG)
Sechiisland: A Vida como Obra de Arte, de Cláudia do Canto e João Paulo Miranda Maria (SP)

MOSTRA AFROPERSPECTIVAS

Coroas, de Márcio Coutinho (RJ)
Da Luz ao Vale, de Lufe Bollini (SP)
Escuta, de Izah Neiva (SP)
Fios Ancestrais, de Laís Nogueira (BA)
KM 100, de Lucas Ribeiro (SP)
Macoura, de Gilda Brasileiro e Rodrigo Pereira (SP)
Me Disseram que Sou Negra, de Alexsandra Felipe (MG)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Nicobé, de Jota Carmo (SP)
O Jogo, de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila (RS)
Onde a Maré Leva, de Luan Santos (BA)

MOSTRA AINDA ESTOU AQUI

A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR)
Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ)
Meu Superman, de Alexandre Estevanato (SP)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE)

MOSTRA ELAS POR ELAS

A Fita, de Camila Catarino, Júlia Menezes e UNA (RJ)
A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, de Patricia Yara Rocha (PE)
Aṣọ Ẹbí, de Luana Andrade (PA)
Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Corpos Invisíveis, de Quézia Lopes (RJ)
Donas da Terra, de Ana Marinho (SE)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (SP/PE/RN)
Eu me Lembro de Você em Lugar Nenhum, de Raíssa Teixeira Ewerton (SP)
Liberdade sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
Mulheres da Luz, de Lúcia Reis e Geovane Camargo (MA)
O Canto das Margaridas, de Mulheres no Audiovisual Pernambuco (PE)
Primeira Pessoa, de Jaciara Rocha (SP)
Sala de Reboco, de Cynara Thomaz (SP)
Silvia Teske Múltipla, de Ricardo Weschenfelder (SC)
Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges (MG)
Teias, de Camila Coradette (SP)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

MOSTRA EM COLAPSO O PLANETA GIRA

A Vida ao Ritmo do Sol, de Larissa Paixão (SE)
Anhangabaú, de Lufe Bollini (SP)
Barragens Entre Nós, de Rodrigo Guim (SP)
Gestão das Águas, de Fabrício Serrão (MA)
Lagoa do Nado: A Festa de um Parque, de Arthur B. Senra (MG/DF)
Maniva, de Wesley Prado (RJ)
Margeado, de Diego Zon (ES)
Na Artesania: Pele de Peixe, Couro é, de Thom Galiano (BA)
Néctar do Tempo, de Pedro Rodrigues (BA)
Pataxi Imamakã: Aldeia Mãe, de Mônica Bello e Theo Bueno (BA)
Projeto Tucumã: Retalhos da Amazônia, de Vanessa Marrocos (PA)
Topo, de Marcel Pires (SP)

MOSTRA FEITO DE COISAS LEMBRADAS E ESQUECIDAS

(Re)memorando o (re)encontro com a Cerâmica em Cambé, de Tayla Silla (PR)
Areia, Memória e Cinema, de Letícia Damasceno Barreto (PE)
Cariri 100 Carnavais, de Helder Lopes e Paulo de Sá Vieira (PE)
Dinamar: Uma Costeira de Alcântara, de Coletivo Meteorango (MA)
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Miola, de Wiliam Euller (MA)
Quando eu, Lia, o Congado, de Thiago Franco (MG)
Ruínas, de Guilherme Hairam (MA)
Terra de Ciganos, de Naji Sidki (DF)

MOSTRA MUNDO EM MOVIMENTO

A Rede, de Beatriz Lima (RJ)
Bicicleta Vermelha, de Rodolpho Pinotti (PR)
Déia e Dete, de Bruna Schelb Corrêa e Francis Frank (MG)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA)
Minha Velha São Luís, de Edízio Moura (MA)
Visagens e Visões, de Rod Rodrigues (PA)

MOSTRA TODA FORMA DE AMOR

Ainda Escuto o Céu Embaixo D’água, de Alice Lovelace, Céuva, Kalina Flor, Lua de Kendra, Marina Bonifácio, Morgana Neves, Nara dos Santos, Pérolla Negra e Samantha de Araújo (AL)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Corpo Aberto, de João Victor Borges e Will Domingos (RJ)
Devir, de Luma Lorenzon (RJ)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Era Uma Vez Diversiones, de Henrique Arruda e Sharlene Esse (PE)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Lunares, de Ana Mikoczak (RJ)
Pérola, de Anna Karoline (PB)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Sofia Tem que Dançar, de Gabriel Motta (RS)
Sua Parte de Mim, de Alícia Abe e Marcelo Meniquelli (SP)
Trânsfuga, de Ana Mendes (RN)
Uma Breve História da Imprensa LGBT+ no Brasil, de Lufe Steffen (SP)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

MOSTRA VOZES DA TERRA

A Travessia, de Sergio Matinelli (SP)
Aldeia Multiétnica: Território da Diversidade, de Juliano George Basso, Lappa Amary, Pedro Guimarães e Ester de Maria (GO)
Ayvu Mbaraete: A Força da Língua, de Giovana de Souza Borges (SP)
Baka Karii-Xocó, de André Leão (AL)
Caminhos do Peabiru, de Juliano de Paula Santos e Bruna Steudel (PR)
Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Marco Altberg e Tainá De Luccas (RJ)
Momat: Ritual da Tucandeira, de Jeane Morep’ei e Daniel Tavares (AM)
Nossa Querida Jabebiracica, de Elder Gomes Barbosa (RJ)
Pataxó Txihi Aponãhi, de Aline Valente e João Carlos (BA)
Pintados para Guerra Contra os Fora da Lei, de Dhiogo Rezende Gomes (MA)
Tremembé Indígenas Urbanos, de Francisco Torres Tremembé (MA)
Um Chamado de Cura, de Sandro Vox, Marcionila Loyola, Ester da Silva, Barum Siqueira Fulni-ô e Lorena Fernandes (RJ)

MOSTRA ANCESTRALIDADES E FUTUROS

Arruma um Pessoal pra Gente Botar uma Macumba num Disco, de Chico Serra (RJ)
Banho de Cheiro, de Eliana Barros (MA)
Benzedores e Puxadores, de Beatriz Fernandes Farias (PA)
Benzô, de Letícia Andra (SP)
Déia e Dete, de Bruna Schelb Corrêa e Francis Frank (MG)
DES conceito, de Iberê Pereira (SP)
Diaspóricas 2, de Ana Clara Gomes (GO)
Herança Real, de Marcos Prado (SP)
Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Rede Katahirine) (DF)

MOSTRAS PARALELAS | Mostras Tradicionais 

MOSTRA CENÁRIO BR

Bgirling, de Sathurzo (RN)
Bicho Monstro, de Germano de Oliveira (RS)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Como Matar um Rio, de Chicão Santos (RO)
Entretempos, Entremeios, de Luana Campos (SE)
Fenda, de Lis Paim (CE)
Manequim, de Danilo Borges e Diego Borges (DF)
Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Não Haverá Mais História Sem Nós, de Priscilla Brasil (PA)
Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM)
Noke Koi: A Festa de um Povo Verdadeiro, de Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros (AC)
O Carnaval é de Pelé, de Daniele Leite e Lucas Santos (PE)
O Cirurgião de Lázaro, de Frederico Machado, Helena Machado e Daniel Costa (MA)
O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Poemaria, de Davi Kinski (SP)
Tabajara, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
Uma Estrada que Corta o Território do Xerente, de Túlio de Melo (TO)
Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PB/PE)

MOSTRA CENÁRIO MA

A Festa do Caboclo do Olho D’Água, de Itaparandi Amorim
Apollo, de Messias Saíssem
El Pescador, de Tai Monteiro
Ghosts e Travessuras, de Cláudio Castro
iNTENSE, de Talysson Bastos 
Onça, de Keyci Martins 
Os Tremenbé da Raposa: 10 Anos Depois, de Alberto Cukier 
Papo de Cadeira, Arte Sem Limites, de Fábio Ferreira
Venezia mon amour, de Manlio Macchiavello

MOSTRA CINEMA NÃO TEM IDADE

Brizola: Notas para uma História, de Silvio Tendler (RJ)
Cine Globo: Uma Vida de Cinema, de Christian Jafas e Carlos Roberto Grün (RJ)
Madá e Bia, de Dagmar Talga (GO)
Mesa Posta, de Luiz Felipe Borges (MA)
O Artista Mãe, de Silvana Mariani e Thaís Aguiar (SC)
O Vô Tá On, de Clério Dornell (MG)
Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello (SP)
Rainha da Primavera, de Luiza Guerra (SP)
Rock de Galpão 15 anos: Pachamama Soul, de Tiago Ferraz e Anderson Farias (RS)
Saravá, Meu Avô, de Euselio Gadelha Oliveira e Gabriela Alencar Oliveira (CE)

MOSTRA FAZ TODO SENTIDO

A Bola, de Filipe Rafaeli (SP)
A Última Banda de Rock, de Lírio Ferreira (SP)
Aṣọ Ẹbí, de Luana Andrade (PA)
Atitudinal, de César Rodríguez Pulido (GO)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Feche os Olhos para me Ver, de Alessandro Yamada (PR)
Guia, de Tarcísio Ferreira (AL)
Meu Pai e Eu, de Thiago Moulin (ES)
Na Ponta dos Pés, de Giovanna Romano (SP)
Ninguém é Campeão Sozinho, de Elder Fraga (SP)
O Som da Pele, de Marcos Santos (PE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)

MOSTRA GUARNICÊZINHO

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
Abraços, de Barcabogante (SC)
Aquário, de Anna Lia (DF)
Aurora, de Bruna Lessa (SP)
Azul Marinho, de Stefhany Gabrielly e Paulo Conceição (PE)
Buraco de Minhoca, de Marília Hughes Guerreiro e Cláudio Marques (BA)
Dentro da Caixinha: Mundo de Papel, de Guilherme Reis (MG)
Dia de Chuva, de Alexandre Augusto, Sheila Rodrigues e Sidneia Silva (MG)
Imole Ina, de Ingrid Gonçalves (SC)
Menina Espoleta e os Super-Heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Tais Bichara (BA)
Monstro da Rejeição, de Antônio Carreira (RJ/SP)
Mundinho, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (SP)
Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)
O Gato, de Sheila Rodrigues e Sidneia Silva (MG)
Outro Lugar, de Perseu Azul (MT)
Para Onde Vão os Animais, de Rogério Borges (SP)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (PR)
Thiago e Ísis e Os Biomas do Brasil, de João Amorim (PE)

MOSTRA JOVEM

A Rua do Abismo e o Cinema da Luz, de Enzo Rodrigues (ES)
A Última Banda de Rock, de Lírio Ferreira (SP)
Ausente, de Ana Carolina Soares (MG)
Batalha das Quebradas, de Marcelo Saraiva e João Paulo Lima (PB)
Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger (RJ)
Courage, de Leonardy Sales e Victoria Nolasco (GO)
Descamar, de Nicolau (DF)
Enigmas no Rolê, de Ulísver Silva (MS)
IROKO: Caminhos que se (en)cruzam, de Jessica Lauane e Vitória Campos (MA)
Légua Tirana, de Diogo Fontes Ek’derô e Marcos Carvalho Xôlaka (PE)
O Graffiti Delas, de Ana Paula Lobato (MA)
Passa a Bola, de Guilherme Herrera Falchi (SP)
Primavera Preta, de Antonio Santos (PE)
Solanas Explicado às Crianças, de André Queiroz (RJ)
Te pego às 6, de Clara Anne (MA)
Zé da Cupira, de Beto Patriota (SE)

Foto: Cris Lyra.

Goiânia Mostra Curtas 2025 abre inscrições para sua 23ª edição

por: Cinevitor
Inscrições abertas até 23 de junho de 2025

A 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas está com inscrições abertas entre os dias 3 e 23 de junho para curtas-metragens de até 25 minutos, de todos os gêneros, finalizados a partir de janeiro de 2024. Um dos mais longevos e representativos festivais de curta-metragem do país, o evento será realizado de 7 a 12 de outubro, no Teatro Goiânia, com entrada gratuita.

Os filmes podem ser inscritos gratuitamente pelo site oficial do festival (clique aqui) e serão avaliados por uma curadoria especializada. O Regulamento Geral também pode ser conferido no site. As produções selecionadas irão compor as mostras competitivas desta edição: Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás, Curta Mostra Origens e 22ª Mostrinha. Sendo assim, concorrem a prêmios em serviços e produtos oferecidos por empresas do setor audiovisual: “A Goiânia Mostra Curtas é mais do que um festival: é uma plataforma de visibilidade, formação e articulação para o cinema brasileiro. Em duas décadas de existência, reunimos histórias de luta, resistência e criação coletiva. É um espaço que projeta Goiás no cenário nacional e fortalece toda a cadeia do audiovisual”, destaca Maria Abdalla, diretora-geral e idealizadora do festival.

Ao longo de mais de duas décadas, a Goiânia Mostra Curtas construiu uma sólida reputação como espaço de fomento, experimentação e encontro entre realizadores, críticos, estudantes e o público geral. Reconhecido nacionalmente como um dos festivais mais longevos e relevantes dedicados ao curta-metragem no Brasil, o evento já recebeu milhares de filmes e se consolidou pelo compromisso com a diversidade cultural, a valorização regional e a democratização do acesso ao audiovisual. Mais do que uma vitrine para produções de curta duração, o festival se firmou como um território fértil para o surgimento de novas linguagens, estéticas e formas de narrar o país.

“A Mostra tem papel decisivo na formação de novos cineastas e na criação de uma memória viva do cinema brasileiro contemporâneo. A cada ano, vemos o surgimento de vozes que desafiam narrativas hegemônicas e propõem novos olhares sobre o país”, afirma Rafael de Almeida, curador da Curta Mostra Brasil. Para ele, o festival não apenas acolhe, mas também estimula a ousadia criativa, abrindo espaço para que diferentes experiências de mundo sejam expressas pelas lentes do cinema.

Além das exibições, o festival oferece uma ampla programação formativa, com cursos, laboratórios de roteiro, masterclasses, palestras, debates, homenagens e ações de formação de plateia; tudo gratuito e aberto ao público. Essas atividades promovem o encontro entre gerações, fortalecem redes de colaboração e conhecimento e reafirmam a importância do curta-metragem como espaço legítimo de invenção artística e crítica social. Ao se reinventar a cada edição, a Goiânia Mostra Curtas segue como um dos principais motores do audiovisual independente no Brasil, sempre atenta às transformações do tempo presente.

Uma das grandes novidades desta edição é a Curta Mostra Origens, dedicada exclusivamente à produção universitária goiana. Criada para revelar o cinema que nasce dentro das instituições de ensino e pesquisa, a mostra abre espaço para a experimentação, a diversidade estética e a inovação narrativa: “A Curta Mostra Origens nasce do nosso desejo de valorizar e fortalecer o cinema produzido nas universidades goianas. Queremos intensificar a vozes das novas gerações, que trazem olhares frescos, inovadores e profundamente conectados com a pesquisa e a experimentação. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a diversidade estética e narrativa, além de fomentar a formação de futuros realizadores”, afirma Maria Abdalla, diretora-geral do festival.

“Essa mostra é uma janela para o que está sendo pensado e produzido nas universidades goianas. É o cinema das novas gerações, que mistura pesquisa, ousadia e a pulsação do presente”, complementa o curador Elinaldo Meira, professor da Universidade Federal de Goiás, artista visual e pesquisador com pós-doutorados pela UFC e UFRJ.

Além da estreia da Curta Mostra Origens, a programação traz a tradicional Curta Mostra Brasil, com curadoria de Rafael de Almeida, cineasta e artista visual, doutor em Multimeios pela Unicamp, pós-doutor pela UFG e professor da UEG. Rafael atua como curador em festivais como a Goiânia Mostra Curtas e o Pirenópolis Doc, com obras exibidas em diversos festivais e salões de arte no Brasil e no exterior.

A Curta Mostra Goiás será conduzida por Fábio Rodrigues Filho, realizador e pesquisador, doutorando em Comunicação pela UFMG. Fábio atua nas áreas de crítica, curadoria e programação de cinema. É diretor dos curtas Tudo que é apertado rasga e Não vim no mundo para ser pedra, além de coordenador do Fluxo-Fixo, festival de filmes independentes.

Completam a grade da programação, a 22ª Mostrinha, mostra competitiva avaliada por Júri Popular. Ela tem curadoria de Gabriela Romeu, escritora, jornalista e documentarista, que há mais de vinte anos desenvolve projetos que criam pontes entre realidades e infâncias. A mostra é dedicada ao público infantojuvenil e propõe uma seleção de curtas sensíveis e inventivos, pensados para estimular o imaginário das crianças e adolescentes. Com uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, narrativas e temas, a Mostrinha busca formar novas plateias e incentivar desde cedo o contato com o cinema como expressão artística e instrumento de reflexão.

Já a Curta Mostra Especial, mostra não competitiva, sob curadoria de Mariana Queen Nwabasili, destaca-se por reunir filmes que abordam temas urgentes da atualidade, como questões sociais, de gênero, raça e sexualidade, promovendo um espaço de diálogo e pensamento crítico. Com essa seleção, o festival reafirma seu compromisso com o cinema como ferramenta de escuta e transformação.

A identidade visual da 23ª Goiânia Mostra Curtas é assinada por Estevão Parreiras, artista visual bacharel em Artes Visuais pela FAV-UFG. Seu trabalho é guiado pela delicadeza do fazer, pelas relações afetivas e pela conexão íntima com o ambiente ao redor: “O que alimenta a minha pesquisa são as questões ligadas à intimidade e ao afeto, à religiosidade popular. O desenho é uma forma de agradecer e confessar, e também um retorno aos lugares afetivos. Para mim, ele carrega uma força de oração”, reflete Parreiras. A proposta visual dialoga com o espírito do festival: um espaço de encontros sensíveis, trocas simbólicas e transformação coletiva.

A 23ª edição será realizada no tradicional mês de outubro, reafirmando o Teatro Goiânia como palco central do festival. O espaço simbólico, situado no coração da cidade, receberá o público para a exibição dos filmes e atividades presenciais: “Estar novamente no Teatro Goiânia é celebrar nossa história e reafirmar o compromisso com a arte como experiência coletiva. Mais do que exibir filmes, queremos promover encontros, trocas e visões plurais sobre o mundo, facilitando o acesso ao público em geral”, reforça Maria Abdalla.

Foto: Divulgação.

35º Cine Ceará: inscrições abertas para as mostras competitivas

por: Cinevitor
Gero Camilo na telona do festival: homenageado na edição passada

A 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro, em Fortaleza, está com inscrições abertas para as mostras Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, brasileira de curta-metragem e Mostra Olhar do Ceará.

Considerado um dos mais longevos festivais de cinema do Brasil, os interessados em participar da seleção das três principais mostras poderão se inscrever entre os dias 2 de junho e 15 de julho de 2025, através do formulário que está disponível no site oficial (clique aqui), onde também consta o regulamento.

Com acesso gratuito em toda a programação, o Cine Ceará ocupa um dos principais equipamentos culturais públicos do estado, o Cineteatro São Luiz, da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), gerido pelo IDM, Instituto Dragão do Mar. Além de mostras competitivas, o festival realiza também exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades. 

A Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem é direcionada a filmes de países da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, nos gêneros de animação, ficção, documentário ou híbrido. Os longas inscritos devem ter sido concluídos a partir de 2024, com duração mínima de 60 minutos.

A Competitiva Brasileira de curta-metragem é aberta a filmes dos gêneros de ficção, documentário, animação ou híbrido, realizados por produtores e/ou diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos, com duração máxima de 25 minutos, concluídos a partir de 2024, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições do Cine Ceará.

A Mostra Olhar do Ceará é aberta a produtoras ou diretores cearenses, residentes ou não no Ceará. Podem ser inscritos filmes de curta-metragem, de até 25 minutos, e longa-metragem com duração mínima de 60 minutos, concluídos a partir de 2024, nos gêneros de ficção, documentário, animação ou híbrido, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições deste festival.

A exemplo das edições anteriores, a curadoria do Cine Ceará prioriza trabalhos inéditos e se identifica com ações de inclusão social, com isso reservará no mínimo 30% de participação para mulheres diretoras no conjunto das mostras competitivas. Todos os filmes selecionados deverão apresentar legenda descritiva para surdos e ensurdecidos, em idioma português, conforme determina o Ministério da Cultura.

Dentre os participantes da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, serão agraciados com o Troféu Mucuripe os vencedores em diversas categorias. O melhor longa, eleito pelo Júri Oficial da Competitiva Ibero-americana, receberá o prêmio no valor de R$ 40 mil, a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento.  

Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o Troféu Mucuripe será concedido aos vencedores nas seguintes categorias: melhor curta-metragem, direção, roteiro e Prêmio da Crítica. O Júri Oficial da Mostra Olhar do Ceará elegerá o melhor curta-metragem e o melhor longa-metragem, que receberão o Troféu Mucuripe.  

Realizado anualmente desde 1991, quando foi lançado como Festival Vídeo Mostra Fortaleza, o Cine Ceará acontece de forma ininterrupta. Desde 2006, adotou seu formato atual, voltado para a exibição de produções da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha

Foto: Luiz Alves. 

Festival Guarnicê de Cinema 2025: conheça os curtas-metragens selecionados

por: Cinevitor
Thiago Justino e Valéria Monã no curta Linda do Rosário, de Vladimir Seixas

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, em São Luís, no Maranhão, revelou os curtas-metragens que farão parte da mostra competitiva deste ano. 

Foram selecionados 28 títulos, entre produções maranhenses e nacionais. Escolhidas a partir de mais de 1.500 inscrições recebidas nesta edição, as obras concorrem ao tradicional Troféu Guarnicê e outras premiações oferecidas pelo festival e por instituições parceiras.

O processo de seleção foi dividido em núcleos especializados com uma equipe exclusiva para a avaliação dos curtas-metragens. Integraram o comitê: Ângela Gomes, Erly Vieira e Giselle Boussard, profissionais com reconhecida atuação no campo do audiovisual. A coordenação geral da curadoria foi assinada pela jornalista e produtora cultural Stella Lindoso, responsável pelo planejamento do cronograma de trabalho e pela articulação entre as equipes do festival.

Também foram anunciados os títulos selecionados para a Mostra Universitária, que tem como objetivo valorizar a produção audiovisual de estudantes universitários maranhenses, oferecendo visibilidade e reconhecimento aos novos talentos do cinema local.

A Mostra Universitária integra a programação competitiva do festival e reúne obras inscritas por estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino superior do Maranhão. Os trabalhos inscritos, curtas-metragens e videoclipes, finalizados a partir de julho de 2023, foram avaliados por uma comissão designada pela curadoria do Guarnicê.

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será realizada em formato híbrido. As exibições presenciais acontecem em São Luís, enquanto parte da programação estará disponível on-line, por meio do site oficial e do aplicativo CineGuarnicê. Consolidado como um dos mais tradicionais do país, o festival reúne mostras competitivas e paralelas, além de debates, oficinas, homenagens e atividades acadêmicas. 

A programação completa, com datas, horários, locais de exibição e sinopses, será divulgada em breve nos canais oficiais do festival e da UFMA, Universidade Federal do Maranhão. O Festival Guarnicê de Cinema é promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA (PROEC), por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC). 

Conheça os títulos selecionados para o 48º Festival Guarnicê de Cinema:

CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

A Mulher Invisível, de R.B. Lima, Jamila Facury e Édson Albuquerque (PB)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Boiuna, de Adriana de Faria (PA)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Javyju: Bom Dia, de Kunha Rete e Carlos Eduardo Magalhães (SP)
Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ)
Mala Preta, de Áurea Maranhão (MA)
Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento (BA/GO)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol Aó (SP/BA)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Ruído, de Gui Souza (PR)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Sola, de Natália Dornelas (ES)
Ver Céu no Chão, de Isabel Veiga e Adeciany Castro (CE/RJ)
Vípuxovuko – Aldeia, de Dannon Lacerda e Anderson Terena (MS)

CURTAS-METRAGENS MARANHENSES

A Casa Centenária, de Mayara Pereira e Geovane Camargo
A Coluna, de Joaquim Haickel
A Voz que me Conduz, de Eduardo Matos
Amor Veraneio, de Gabi Miguel
Aqui, de Raul de Lima
CATA, de Lucas Sá
Catty Bete, de Mariel Haickel
Faro, de Gustavo França
Piraí: Os Cantos da Encantaria Akoá Gamella, de Diego Janatã e Djuena Tikuna
Silêncio na Boiada, de Luiza Fernandes
Terecô: A Força que Vem da Raiz, de Eloy Abreu e Reinilda Oliveira
Um Pé de Cajú, de Eduardo Marques e Pablo Monteiro 

MOSTRA UNIVERSITÁRIA

Benzedores e Puxadores, de Beatriz Fernandes
Devoção, de Jacksiene Guedes, Stenio Maciel e Wesley Santos
Lolith, de Stenio Maciel e Jackesiene Guedes
Muros Invisíveis, de Dário Gilson, Lucas Matos e Edvaldo Goulart
O Centro da Dança: Cultura em Cada Rua, de Yasmin Viana, Amanda Quixa e Jah Produções 
O Graffiti Delas, de Paula Lobato
O Peso da Gota, de Joelma Baldez e Victor Cravin
Peleja do Amor em Verso, de Wenderson Abreu e Mateus Max
Pétalas e Cédulas, de Kamiski e Vitória Campos
Pra Onde Vou?, de Elisa Santos
Reflorescer Amazônida, de Ana Lakshmi Yasuke, Ricardo Yasuke e Sourrio Yasuke
Salve Meu São Gonçalo, de Iarley Lisboa e Inácio Araújo

Foto: Bento Marzo.

3º Bonito CineSur: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Shirley Cruz, Rihanna Barbosa e Benin Ayo em A Melhor Mãe do Mundo

A terceira edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano acontecerá entre os dias 25 de julho e 2 de agosto em Bonito, Mato Grosso do Sul, com cinco mostras competitivas e uma curadoria que busca consolidar o evento ainda mais como um espaço de encontro entre culturas, linguagens e territórios.

A programação contempla filmes de países como Brasil, Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Uruguai e Equador, além de coproduções com países fora da América do Sul. São obras que refletem a diversidade estética e temática do cinema sul-americano contemporâneo, de narrativas intimistas a reflexões sociais e ambientais, passando por experiências visuais marcantes e produções voltadas à infância e juventude.

Além das mostras competitivas de longas e curtas sul-americanos, o festival traz duas mostras específicas que abordam a temática ambiental, um dos pilares do festival. E mais: responsável por fomentar a economia criativa local desde sua primeira edição, o Bonito CineSur também dá destaque à produção sul-mato-grossense com uma mostra dedicada a obras realizadas no estado.

“A curadoria desta edição acompanha nosso compromisso com filmes que dialogam com a diversidade cultural da América do Sul e com as urgências do nosso tempo, sempre em sintonia com o território de Bonito, que inspira e acolhe esse encontro entre cinema e natureza”, afirma o diretor Nilson Rodrigues.

Conheça os filmes selecionados para o Bonito CineSur 2025:

LONGA-METRAGEM SUL-AMERICANO

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (Brasil)
Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (Brasil)
Chuzalongo, de Diego Ortuño (Equador)
Oro Amargo, de Juan Olea (Chile/Uruguai/Alemanha)
Quinografía, de Federico Cardone e Mariano Donoso (Argentina)
Redención, de Miguel Barreda Delgado (Peru)

CURTA-METRAGEM SUL-AMERICANO

Amor en los tiempos de como sea que se llame el presente, de Valentina Qaszulxkef (Colômbia)
Ayahuanco, de Salvador Pariona Díaz (Peru)
Desvelo, de Inti Torres Mello (Venezuela)
La falta, de Carmela Sandberg (Argentina/Uruguai)
Lagrimar, de Paula Vanina (Brasil)
Revelación, de Emanuel Moreno Elgueta (Chile)

LONGA AMBIENTAL

Karuara, la gente del río, de Miguel Araoz Cartagena e Stephanie Boyd (Peru)
Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Tainá de Luccas e Marco Altebrg (Brasil)
La Cuenca, de Colectivo Left Hand Rotation (Chile)
Por el Paraná: la disputa por el río, de Alejo di Risio e Franco Gonzalez (Argentina)
Rua do Pescador, nº6, de Bárbara Paz (Brasil)
Sinfonia da Sobrevivência, de Michel Coeli (Brasil)

CURTA AMBIENTAL

Insustentável: A Realidade do Petróleo na Amazônia, de Andrés Borges e Fer Libague (Brasil)
Jichi: en busca del guardián de las aguas, de Paola Gabriela Quispe Quispe (Bolívia)
Por la tierra, de Irene Kuten (Argentina)
Sobre a Cabeça os Aviões, de Amanda Costa e Fausto Borges (Brasil)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (Brasil)
Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvares (Brasil)

FILMES SUL-MATO-GROSSENSES 

A Última Porteira, de Rodrigo Rezende (Campo Grande)
Eleonora, de Lígia Prieto (Campo Grande)
Enigmas no Rolê, de Ulísver Silva (Campo Grande)
Jardim de Pedra: Vida e Morte de Glauce Rocha, de Daphyne Schiffer Gonzaga (Campo Grande)
Koi e o Rio, de Maurício Copetti e Ricardo Pieretti Câmara (Campo Grande)
Tempestade Ocre, de Deivison Pedrê (Campo Grande)

MEMÓRIA BONITO CINESUR
Conceição dos Bugres, de Cândido Alberto da Fonseca (1979) (Brasil)

SESSÕES ESPECIAIS | MOSTRA PARALELA

Ainda Estou Aqui, de Walter Salles (Brasil)
Do Sul, A Vingança, de Fábio Flecha (Brasil)
El jockey, de Luis Ortega (Argentina)
Os Sonhos de Pepe (Los sueños de Pepe), de Pablo Trobo (Uruguai)
Manas, de Marianna Brennand (Brasil)

SESSÕES INFANTOJUVENIS | MOSTRA PARALELA

+Forte, de Ara Martins (Brasil)
A Menina e o Mar, de Gabriel Mellin (Brasil)
A Viagem de Tetê, de Betânia Furtado (Brasil)
Abá e sua Banda, de Humberto Avelar (Brasil)
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (Brasil)
Barra Nova, de Diego Maia (Brasil)
Bosquecito, de Paulina Muratore (Argentina)
Contos Mirabolantes: O Olho do Mapinguari, de Andrei Miralha e Petronio Medeiros (Brasil)
Ian, una historia que nos movilizará, de Abel Goldfarb (Argentina)
Keradó, de Andrés ‘Tuto’ Castillo e Diego Castillo Garzón (Colômbia)
La fuente, de Sebastian Fernández e Araceli Arévalos (Paraguai)
Malu e a Máquina, de Ana Luiza Meneses (Brasil)
Mamá Michi, de Bruno Cattebeke (Paraguai)
Menino Monstro, de Guilherme Alvernaz (Brasil)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (Brasil)
Por Amor, de Macarena Campos (Uruguai)
Pororoca, de Fernanda Roque (Brasil)
Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul, de Alê Camargo e Jordan Nugem (Brasil)
Tempo Trem, de Roberta Filizola e Guilherme Cavalcante (Brasil)
Todos os inscritos de Ness, de Bruna Steudel (Brasil)

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por estudantes da rede pública municipal durante a Oficina de Animação em Stop Motion, ministrada por Ara Martins no Bonito CineSur Educa

A Árvore e o Lenhador
A Onça Brava
Boneco de Neve e seu Amigo
Floresta e Transformação
O Leão e o Pato 
Pré-História

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por moradores de Bonito durante a Oficina Iniciação ao Cinema, ministrada por Dannon Lacerda no Bonito CineSur Educa

Da Aldeia ao Palco da Palavra
Festa de São Pedro
Mensagem Nunca Enviada

MOSTRA COMUNIDADE | MOSTRA PARALELA
*filmes produzidos por alunos do Sesc Lageado, de Campo Grande (MS)

A Arte de Cada Um, de Jhemerson Alonso Alves
Entre a Terra e o Tempo, de Mariana Cabral

Foto: Aline Arruda/+Galeria.

Marisa Orth será homenageada na 20ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

por: Cinevitor
Marisa Orth: carreira celebrada em Ouro Preto

A CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto celebra 20 anos de existência em 2025 e entre os dias 25 e 30 de junho, a cidade histórica mineira será palco de acontecimentos no campo da preservação, história e educação ao sediar o único evento realizado no país que trata cinema como patrimônio e traz como tema central a Preservação: A Alma do Cinema Brasileiro.

A programação está estruturada em três temáticas: preservação, história e educação e será realizada na Praça Tiradentes, no Centro de Artes e Convenções e no Cine-Museu da Inconfidência. Serão exibidos mais de 100 filmes em pré-estreias nacionais e retrospectivas, homenagens, debates, oficinas, sessões Cine-Escola, Mostrinha de Cinema, exposições, cortejo, shows musicais e atrações artísticas e, ainda, a realização do 20º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e do Encontro da Educação: XVII Fórum da Rede Kino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. Toda programação é oferecida gratuitamente para um público estimado em mais de 20 mil pessoas.

A temática histórica da 20ª CineOP propõe uma reflexão sobre o papel do humor no cinema, com foco na atuação das mulheres, tanto na frente quanto nos bastidores das produções audiovisuais. O humor enquanto linguagem cinematográfica sempre desempenhou papel importante no Brasil, e as mulheres historicamente enfrentaram desafios para se destacarem nesse território, marcado pelo protagonismo masculino. A Mostra de Ouro Preto pretende então destacar como o fazer rir foi sendo ocupado por vozes e presenças femininas, transformando estereótipos e ampliando as possibilidades narrativas.

Ao longo das últimas décadas, a presença das mulheres no humor brasileiro teve vários tipos de acréscimos e ofereceu novas perspectivas. Essa evolução foi acompanhada por mudanças culturais e sociais que permitiram a atrizes e comediantes se tornarem não apenas intérpretes, mas também criadoras de suas próprias narrativas cômicas. A CineOP 2025 revê esse processo e debate sobre a importância de revisitar diversos filmes à luz de um olhar contemporâneo para o humor e suas formas de realização a partir dessas perspectivas.

Para os curadores da Temática Histórica, Cleber Eduardo e Juliana Gusman, “o humor das mulheres no cinema brasileiro é uma expressão de resistência e de criatividade que desafia estereótipos de gênero e cria novas formas de representação”. Destacam: “o humor pode ser uma ferramenta poderosa de crítica e transformação social”.

Dentro do sentido amplo da Temática Histórica, a 20ª edição da CineOP homenageia a atriz Marisa Orth como um dos principais talentos do humor e das artes cênicas no país. Com carreira que transita entre o cômico e o dramático, a televisão e o teatro, o popular e o cult, ela se consolidou como figura multifacetada e autêntica. Sua mais icônica personagem, Magda Antibes, da sitcom Sai de Baixo, exibida na Rede Globo, é lembrada ainda hoje pela crítica irônica aos lugares-comuns da representação feminina, trazendo à tona questões profundas e sempre bem-humoradas sobre o tema.

Além de sua atuação em séries e novelas, Marisa Orth também participou de filmes como Doces Poderes (1997), Durval Discos (2002), De Onde Eu Te Vejo (2016) e É Proibido Fumar (2009), além de integrar musicais de grande destaque nos palcos brasileiros. Sua versatilidade é celebrada por público e crítica, ambos reconhecendo a capacidade de transitar entre diferentes linguagens e formatos artísticos. Para o curador Cléber Eduardo, “Marisa Orth é uma artista que sintetiza a elasticidade do humor e a força criativa das mulheres no audiovisual brasileiro”.

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

Festival Santa Cruz de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta gaúcho Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni

A oitava edição do Festival Santa Cruz de Cinema acontecerá entre os dias 9 e 13 de junho na cidade que fica localizada no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Neste ano, mais de 800 títulos foram inscritos. 

Os filmes selecionados refletem a produção audiovisual brasileira, com visões de realizadores e realizadoras de oito estados brasileiros e Distrito Federal, em gêneros como ficção e documentário: “A espera pelo anúncio dos curtas-metragens nacionais em competição da edição chegou ao fim. Com 814 produções inscritas, a curadoria teve muito trabalho até chegar aos selecionados”, revelou Diego Tafarel, um dos organizadores do festival. Os filmes que vão integrar a Mostra Olhares Daqui, para produções santacruzenses, serão anunciados em breve. 

O Festival Santa Cruz de Cinema é considerado um dos principais festivais de curta-metragem do Brasil e as produções selecionadas serão exibidos entre os dias 10 e 12 de junho, no Auditório Central da UNISC, em sessões abertas ao público. Na noite de 13 de junho, serão anunciados os vencedores das 14 categorias, que levam o tradicional Troféu Tipuana

Neste ano, a consagrada atriz gaúcha Araci Esteves será a grande homenageada. O reconhecimento ao trabalho da atriz realizado em prol do cinema brasileiro e gaúcho será entregue no dia 13 de junho, durante a cerimônia de premiação do festival. 

Araci Esteves: trajetória consagrada

Com mais de 60 anos de sólida carreira no teatro, cinema e televisão, Araci Esteves é uma emblemática personalidade da história do audiovisual gaúcho. Nascida em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, mudou-se para Porto Alegre ainda no começo dos anos de 1950, onde posteriormente viria a cursar artes dramáticas na UFRGS, Universidade Federal do Estado. Foi uma das fundadoras do Grupo de Teatro Independente, inspirado pelos paulistanos Teatro de Arena e Teatro Oficina. Durante a década de 1970, excursionou pela Europa com a Companhia de Comédias, onde atuou ao lado de nomes como Dercy Gonçalves no espetáculo A Dama das Camélias

Seu primeiro trabalho no cinema foi no filme Um é pouco, dois é bom, do diretor Odilon Lopez. Este seria apenas o primeiro das mais de duas dezenas de trabalhos da atriz nas telonas. A andarilha Anahy, do longa Anahy de las Misiones, de Sérgio Silva, seu mais simbólico papel, completa 28 anos em 2025. O  filme é considerado um marco para o cinema gaúcho e brasileiro.

Entre os últimos trabalhos de Araci para as telonas, estão: O Avental Rosa (2018), dirigido por Jayme Monjardim, e Casa Vazia (2023), de Giovani Borba, que foi rodado em Santana do Livramento e Rivera, no Uruguai. Em 2022, a atriz foi homenageada no 50º Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Cidade de Gramado.

O 8º Festival Santa Cruz de Cinema ainda vai entregar o Troféu Tuio Becker ao ator Allan Souza Lima, que entre os trabalhos mais recentes se destaca como protagonista da série Cangaço Novo, do Prime Video. A honraria foi criada para celebrar a significativa contribuição ao cinema do crítico santa-cruzense, reconhecido nacionalmente pelo seu trabalho.

Conheça os filmes selecionados para o 8º Festival Santa Cruz de Cinema

MOSTRA NACIONAL 

A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR)
Atentado ao Monegasco, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ)
Bença, de Mano Cappu (PR)
Borderô, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Dependências, de Luisa Arraes (RJ)
Dezesseis, de Hamsa Wood (MT)
Júpiter, de Carlos Segundo (MG)
Livre para Menstruar, de Ana Paula Anderson (SP)
Ruído, de Gui Souza (PR)
Soneca e Jupa, de Rodrigo R. Meireles (MG)
Vão das Almas, de Edileuza Penha de Souza e Santiago Dellape (DF)

MOSTRA GAÚCHA

À Borda da Vida, de Camila Bauer (Porto Alegre)
Ana Cecília, de Julia Regis (Pelotas)
Chibo, de Gabriela Poester e Henrique Lahude (Tiradentes do Sul)
Flor, de Joana Bernardes (Esteio)
Pastrana, de Gabriel Motta e Melissa Brogni (Novo Hamburgo)
Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (Pelotas)

Fotos: Divulgação/Edison Vara/Agência Pressphoto.

Makunaima XXI: começam as filmagens do longa inspirado no livro de Mário de Andrade

por: Cinevitor
Direção e elenco nos preparativos para as filmagens

Começa a ser rodado nesta semana o novo longa dirigido por Felipe M. Bragança e Zahỳ Tentehar, inspirado no clássico Macunaíma, O Herói Sem Nenhum Caráter, livro fundamental do movimento modernista brasileiro, escrito por Mário de Andrade.

Makunaima XXI, o filme, traz uma nova abordagem do personagem, numa história escrita por Felipe em diálogos com Zahỳ Tentehar e com o artista plástico Denilson Baniwa, tomando como ponto de partida narrativas indígenas dos povos Makuxi e Taurepang (Pemon), do extremo norte do país. O roteiro teve também acompanhamento do antropólogo Hermano Vianna.

Os diretores reuniram diferentes atores para incorporar o personagem ao longo de sua trajetória: Itallo Makuusi, Mario Jorgi, Gaby Amarantos e Bruno Gagliasso. Essa diversidade se reflete no restante do elenco e na equipe técnica e criativa, formados por pessoas negras, brancas e indígenas: “A gente costuma dizer que o filme será uma aventura cômica e cósmica brasileira, jogando com os estranhos caminhos que nos tornaram esse país tão afetivo, cruel e misterioso”, comentou o diretor Felipe M. Bragança, de Não Devore Meu Coração e Um Animal Amarelo.

“Antes de tudo, para mim, esse é um filme originário. Tanto na temática, como na forma de nascer. Já estava mais que na hora de termos uma versão dessa história que também nos contemplasse como indivíduos pensantes. Um filme também traquinado por mentes indígenas, por corações que carregam outros tempos, outras formas de ver o mundo. Filmar, para mim, é uma reza. Não é sobre repetir fórmulas, é sobre ouvir os espíritos e transformar escuta em linguagem. Meu cinema não quer explicar, quer fazer sentir”, afirma a diretora Zahỳ Tentehar, que recentemente venceu o Prêmio Shell de Teatro como melhor atriz pelo espetáculo Azira’i.

A direção de arte mistura elementos indígenas e futuristas, tendo à frente Denilson Baniwa, vencedor do Prêmio PIPA 2021 e curador do pavilhão brasileiro da Bienal de Veneza 2024, em parceria com a experiente diretora de arte Elsa Romero. O filme fará também uma homenagem ao artista plástico indígena Macuxi Jaider Esbell, falecido em 2021.

O longa terá cenas rodadas na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima; em Manaus; em Brasília e em estúdios e interiores no Rio de Janeiro. À frente da produção está Marina Meliande. As empresas envolvidas no projeto são: Duas Mariola Filmes como produtora, Globo Filmes, Promenades Films (França) e Foi Bonita a Festa (Portugal) como coprodutoras, e a Vitrine Filmes como distribuidora.

A sinopse oficial diz: Brasil, século XXI. Crise climática, guerras, pandemias. Um menino indígena nasce em uma aldeia isolada no norte da Amazônia. Sua mãe e seus irmãos acreditam que ele é a reencarnação de Makunaima, o Criador do mundo em que vivemos, e que teria voltado para salvar o planeta do apocalipse. Buscando entender sobre suas origens e sua identidade mítica, o jovem Makunaima conhece Ci, a mãe da floresta, por quem se apaixona. Quando Ci desaparece, Makunaima decide atravessar o país atrás do homem que levou com ele a última lembrança de seu grande amor: uma semente mágica com poderes misteriosos.

O longa conta também com Guilherme Tostes na direção de fotografia e Silvia Sobral na direção de produção. O figurino é assinado por Rosina Lobosco e caracterização de Cleber de Oliveira; Lucas Caminha assume a função de técnico de som. 

Foto: Guilherme Tostes.

FALA São Chico 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta potiguar Pupá, de Osani: filme selecionado

A quarta edição do Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul, o FALA São Chico, acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho no CineTeatro X de Novembro no terceiro território mais antigo do Brasil, a ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina.

A Associação Cultural Panvision anunciou os selecionados para a edição de 2025 e a diversidade do audiovisual contemporâneo da América Latina está entre as 29 obras que serão exibidas durante o festival. As produções vêm de 13 estados brasileiros mais o Distrito Federal, e de seis países incluindo Argentina, Brasil, Colômbia, Estados Unidos, Cuba e Uruguai. A seleção destaca novos realizadores e cineastas estreantes, reafirmando o compromisso do festival com a pluralidade de vozes e perspectivas.

A programação será composta por filmes convidados e três mostras competitivas: a Mostra Curtas Catarinenses e Latinos, onde competem 10 curtas latinos, 3 curtas catarinenses e 3 Especial Lei Paulo Gustavo (LPG); e a Mostra Infantojuvenil com cinco obras e os cinco filmes produzidos no Projeto Rally Panvision, realizado pela primeira vez no festival, e que serão exibidos na noite de premiação do 4º FALA São Chico. O projeto vai selecionar 25 participantes para vivenciarem uma imersão de 100 horas ininterruptas na produção audiovisual, que inclui palestras, monitorias, discussões e gravações de cinco curtas-metragens produzidos durante o evento.

A curadoria do FALA São Chico 2025 definiu Novas Perspectivas como eixo da seleção dos filmes para as mostras competitivas, reunindo obras que abordam temas já conhecidos sob novos olhares. Trabalho, senescência, questões sociais, presença feminina e narrativas indígenas aparecem com força nos títulos escolhidos. O festival destaca 14 filmes dirigidos por mulheres e um por uma pessoa com deficiência. O Selo Marias de Cinema está presente em 18 obras. Entre os títulos selecionados, estão quatro estreias mundiais, dois nacionais e cinco estreias estaduais; Santa Catarina, estado sede do evento, será representado por três filmes.

O 4º FALA São Chico se consolida como uma vitrine para o cinema independente latino-americano, promovendo novas narrativas e ampliando o acesso à produções que refletem realidades diversas: “É um convite para enxergar o mundo por outras lentes, mais plurais, sensíveis e transformadoras”, explica Marina Simioli, coordenadora de programação.

Uma das novidades desta edição do FALA São Chico é a escolha do Paulas como o Bairro Protagonista de 2025. A Panvision, organizadora do festival, presta assim uma homenagem sensível à comunidade, reconhecendo sua importância na história e na cultura de São Francisco do Sul. E este ano também marca o retorno do Palco Aberto, que será no sábado, 28 de junho. O espaço é dedicado aos artistas locais, que poderão compartilhar sua arte com o público por meio de contação de histórias, dança, música, Boi de Mamão, capoeira, entre outras expressões.

“Chegamos à 4ª edição do festival voltando nosso olhar para o Bairro Protagonista Paulas, valorizando seus moradores e tradições. E também retomamos o Palco Aberto, que foi tão bem acolhido por artistas e público em 2023, trazendo um brilho ainda mais especial ao FALA São Chico”, destaca Alissa Azambuja, diretora artística da Panvision.

Conheça os filmes selecionados para o FALA São Chico 2025:

MOSTRA CURTAS LATINOS

Estamos en el Mapa, de Santiago Rodríguez Cárdenas (Colômbia)
Fidèle, de Yorrana Maia (Brasil, GO)
Guarapari Revisitada, de Adriana Guimarães Jacobsen (Brasil, ES)
Herança Real, de Marcos Prado (Brasil, SP/EUA)
Luz Mala, de Carmen Lanzi e Martina Ocampo (Argentina)
Mira, de Julia Rizzo (Brasil, DF/Cuba)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (Brasil, MT)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (Brasil, SP/RJ/MG)
Pupá, de Osani (Brasil, RN)
Tinha uma Janela: Seu Dito, de Isadora Carneiro (Brasil, SP)

MOSTRA CURTAS | FILMES CATARINENSES

Acaraí, de Kenn Robert e Renan Koerich (São Francisco do Sul)
Mostra Cultural: São Chico, Histórias que Inspiram Arte, de Karoline Paiva (São Francisco do Sul)
Saberes Ancestrais, de Gustavo Zinder (Florianópolis)

ESPECIAL LEI PAULO GUSTAVO

A Mulher do Peso, de Mery Lemos (PE)
Velande, de Letícia Mamed, Altino Machado e Tiago Melo (AC/PE)
Wadja, de Narriman Kauane (PE)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

A História de Ayana, de Cristiana Giustino e Luana Dias (RJ)
A Luz do Pasto do Chico Amâncio é a Mula sem Cabeça?, de Héder Dias Godinho (MG)
Não Quero Citar Teóricos, de Eró Cunha e João Luciano (MA)
O Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro, de Uê Puauet (PR)
Tierra Compartida: Amanda y el Mar, de Alvaro Adib (Uruguai)

FILMES CONVIDADOS

Estamos Vivos e Atentos: Mutirão Payayá, de Edilene Payayá, Sarah Payayá e Alejandro Zywica (BA)
Kaimanepá, de Helena Corezomaé (MT)
Os Sonhos Guiam, de Natália Tupi (SP)

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 8º Prêmio ABRA de Roteiro

por: Cinevitor
Heitor Lorega e Murilo Hauser: roteiristas premiados por Ainda Estou Aqui

O Prêmio ABRA de Roteiro é produzido pela ABRA, Associação Brasileira de Autores Roteiristas, e tem a finalidade de valorizar os autores-roteiristas e ressaltar a importância do roteiro na cadeia de produção da indústria audiovisual do país.

A votação que determina indicados e vencedores é realizada pelas próprias pessoas associadas da ABRA em dois turnos; podem concorrer ao prêmio as produções cujos roteiros são de autoria ou coautoria de roteiristas brasileiros, associados à ABRA ou não.

Neste ano, em que a ABRA celebra 25 anos de luta dos autores-roteiristas, a escolha dos vencedores foi anunciada no dia 27 de maio dentro da programação do Rio2C. Nesta oitava edição da premiação, com o tema 25 anos da União dos Roteiristas, Doc Comparato foi o grande homenageado. Roteirista, dramaturgo, ator, escritor, script doctor, professor e autor de livros icônicos sobre a arte de escrever roteiro, Comparato é uma referência nacional e internacional. Escreveu tanto para cinema quanto para televisão e ganhou inúmeros prêmios.

A ABRA é fruto da fusão da ARTV, Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e Outros Veículos de Comunicação, com a AC, Autores de Cinema. Esta junção de forças se deu em 2016, quando o mercado audiovisual vivia um boom por conta da lei da TV paga, o aumento de investimentos do setor público e a chegada das plataformas digitais. Hoje, o mercado encontra novos desafios, como a regulação do VOD. A ABRA, hoje, já soma mais de mil roteiristas, sendo a instância legítima de representação da profissão de autor-roteirista no Brasil.

Confira a lista completa com os vencedores do 8º Prêmio ABRA de Roteiro:

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Malu, escrito por Pedro Freire

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega

MELHOR ROTEIRO | DOCUMENTÁRIO
Salão de Baile: This Is Ballroom, escrito por Vitã, Juru e Peterkino

MELHOR ROTEIRO | CURTA-METRAGEM
A Menina e o Pote, escrito por Valentina Homem, Francy Baniwa, Nara Normande, Tati Bond e Eva Randolph

MELHOR ROTEIRO DE COMÉDIA | PRÊMIO PAULO GUSTAVO
Câncer com Ascendente em Virgem, escrito por Martha Mendonça, Pedro Reinato, Suzana Pires, Rosane Svartman e Elisa Besa

MELHOR ROTEIRO | ANIMAÇÃO
Arca de Noé, escrito por Sérgio Machado

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DRAMA
Os Quatro da Candelária, escrito por Renata Di Carmo, Luh Maza, João Ademir, Luis Lomenha, Dodô Azevedo e Igor Verde

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | COMÉDIA
Encantado’s, escrito por Renata Andrade, Thais Pontes, Hela Santana, Antonio Prata e Chico Mattoso

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | DOCUMENTÁRIO
O Ninho: Futebol e Tragédia, escrito por Luana Rocha, Muriel Alves, Ligia Carriel e Arthur Warren

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE | ANIMAÇÃO
Irmão do Jorel (5ª temporada), escrito por Juliano Enrico, Lucas Pelegrineti, André Dahmer, Arnaldo Branco, Daniel Furlan, Felipe Berlinck, Juliano Enrico, Leo Brasil, Nigel Goodman, Raul Chequer, Valentina Castello Branco, Allan Matias, Allan Sieber, Cynthia Bonacossa, Emily Hozokawa, Lara Guilhermina, Luiz Tadeu Teixeira, Elena Altheman e Mariana Reis

MELHOR ROTEIRO | INFANTIL
Turma da Mônica: Origens, escrito por Marina Maria Iorio, Daniel Rezende, Fernanda De Capua, Yann Rodrigues, Verônica Honorato e Rose Caetano

MELHOR ROTEIRO | TELENOVELA
Garota do Momento, escrito por Alessandra Poggi, Aline Garbati, Adriana Chevalier, Mariani Ferreira, Pedro Alvarenga e Rita Lemgruber

MELHOR ROTEIRO | REALITY
Casamento às Cegas, escrito por Camila Cruz, Fabio Cruañes, Priscila Nicolielo Mengozzi, Thais Vila Nova Gomes, Ana Ono, Daniella Fernandes, Felipe Caetano, Jessica Siqueira, Ligya Angheben, Mayara Barros, Patrícia Sá, Raquel Cubarenco, Rebecca Araújo e Renan Teixeira

MELHOR ROTEIRO | VARIEDADES
Avisa Lá que Eu Vou, escrito por Luiza Yabrudi, Thales Felipe e Daniela Ocampo

PRÊMIO ABRAÇO | EXCELÊNCIA EM ROTEIRO
Eli Ramos

PRÊMIO ROTEIRISTA DO ANO | PRÊMIO PARADISO
Murilo Hauser e Heitor Lorega

Foto: Ana Raquel/Dragão do Mar.