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Conheça os vencedores do 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

por: Cinevitor
Cais, de Safira Moreira: longa baiano consagrado com três prêmios

Foram anunciados nesta quarta-feira, 18/06, os vencedores da 14ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, um dos mais importantes eventos dedicados à sétima arte no Brasil. Reunindo mais de 92 produções de todo o mundo em sua ampla programação, o festival também contou com aguardadas estreias nacionais e internacionais. 

O júri que avaliou as produções das mostras competitivas brasileiras (curtas e longas) e os curtas-metragens da Competitiva Internacional foi formado pelo historiador, gestor audiovisual, produtor e diretor Rodrigo Antonio; a premiada atriz Bruna Linzmeyer; a gerente de departamento de programação e programadora na equipe de longas do Festival Sundance de Cinema e de Sun Valley, Ana Souza; a pesquisadora, programadora de festivais e também diretora do Berlinale Forum, Bárbara Wurm; e Pedro Freire, diretor de Malu

O baiano Cais, da diretora Safira Moreira, foi agraciado com três dos principais prêmios da noite, sendo o Prêmio Olhar de melhor filme, o de melhor longa pelo Voto do Público e o Prêmio da Crítica Abraccine. A produção aborda o delicado tema do luto e do tempo, em que a cineasta viaja, dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, em busca de encontrá-la em outras paisagens, percorrendo cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu (Bahia) e pelo Rio Alegre (Maranhão), para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.

Outro grande destaque da noite foi o goiano Apenas Coisas Boas, dirigido por Daniel Nolasco, um dos principais nomes do cinema queer brasileiro e internacional, que também levou três prêmios. O longa, que é o segundo de ficção do cineasta, é um romance rural LGBTQ+ com drama que parte do encontro entre dois homens no interior do Goiás, em 1984, apresentando uma narrativa marcada pela solidão e a tensão entre o desejo e a repressão.

O novo filme de Maria Clara Escobar, Explode São Paulo, Gil levou os prêmios de melhor atuação para Gildeane Leonina e de melhor direção. O longa-metragem gira em torno de Gil, que sempre teve o sonho de ser cantora e que se mudou para São Paulo com sua esposa quando tinha 20 e pouco anos. Agora, com 50 anos, trabalha como faxineira. Do encontro de Gil com Maria Clara, surgiu a possibilidade para fazer o filme acontecer, para transformar a sonhadora em uma cantora, trazendo reflexões sobre sonhos, trabalho, envelhecimento e esquecimento. 

Aurora, de João Vieira Torres, levou o prêmio de melhor fotografia para Wilssa Esser e Camila Freitas. A produção leva o nome da avó do diretor, que foi parteira e curandeira por mais de 40 anos no sertão profundo da Bahia. De um encontro a outro, entre os vivos e os mortos, o filme segue os rastros de Aurora, confrontando a violência estrutural de gênero e racial, presentes na formação histórica do Brasil.

A Voz de Deus, do diretor Miguel Antunes Ramos, ganhou o prêmio de melhor montagem para Yuri Amaral. O longa gira em torno de duas crianças pregadoras que buscam uma vida melhor através da fé, um de 17 anos que era a criança pregadora mais famosa do Brasil, mas à medida que cresce, enfrenta menos interesse por parte do público, e João, de 12 anos, que está no auge e possui um milhão de seguidores no Instagram, pregando para multidões.

Entre os curtas-metragens da Mostra Competitiva Brasileira, Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl, levou o Prêmio Olhar de melhor filme. A produção acompanha Lucca, uma jovem trans da periferia de São Paulo, que viaja até Foz do Iguaçu, no limite entre Brasil, Paraguai e Argentina, em busca do pai que nunca conheceu. Já Americana foi consagrado com o Prêmio Especial do Júri. Dirigido por Agarb Braga, o curta gira em torno de cinco amigas, que são detidas após uma briga em praça pública, motivada por uma traição. Na delegacia, durante os depoimentos, os segredos vêm à tona, com revelações inesperadas. 

Na Mostra Competitiva Internacional de longas-metragens, Ariel, coprodução entre Espanha e Portugal, levou o Prêmio Especial do Júri. Com direção de Lois Patinõ, o longa é um filme de teatro dentro do teatro, focando em uma atriz argentina que desembarca em uma ilha estranha e encantadora, onde os habitantes transcenderam em personagens shakespearianos. Já o Prêmio Olhar de melhor filme ficou com A Árvore da Autenticidade, de Sammy Baloji. A coprodução entre Bélgica e Congo se passa na floresta tropical do Congo, em que os restos de um centro de pesquisa dedicado à agricultura tropical revelam o peso do passado colonial e seus vínculos indissociáveis com as mudanças climáticas contemporâneas. 

Entre os curtas-metragens internacionais, o filme Conseguimos Fazer um Filme, de Tota Alves, levou o Prêmio Olhar de melhor filme. A produção de Portugal acompanha a jovem Maria Inês, que vive as primeiras brisas de amor nas férias de verão. Acompanhada das amigas, ela passeia pelo bairro onde vive passando o tempo entre missangas e a rodagem de um filme. O Reinado de Antoine, de José Luis Jiménez Gómez, ganhou uma Menção Honrosa da Mostra Competitiva Internacional. A produção cubana traz um jovem obcecado por fantasias históricas, que se refugia nelas para explorar a complexidade de seus laços familiares e seu ambiente social. Responsável pelo cuidado exclusivo de seu pai deficiente, ele se empenha em dar vida à sua narrativa épica, enfrentando adversidades diárias e buscando uma fuga em um mundo em ruínas;

As produções da mostra Novos Olhares, um espaço voltado a filmes ousados, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica, concorreram ao Prêmio Olhar de melhor filme. O título contemplado com o prêmio foi Voz Zov Vzo, do diretor Yhuri Cruz, seu primeiro longa-metragem, que oferece uma perspectiva racializada para as memórias da ditadura militar no Brasil. O time de jurados do 14º Olhar de Cinema completou-se com: Tomás Osten, Fernanda Lomba e Mercedes Martinez na mostra Novos Olhares e nos longas internacionais

Neste ano, as profissionais que fizeram parte do júri da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foram: Cecília Barroso, Nayara Reynaud e Luciana Melo. No Prêmio AVEC – Associação de Cinema e Vídeo do Paraná, que foi concedido a um curta da mostra Mirada Paranaense, e que homenageia o cineasta Cyro Matoso, o júri foi formado por: Bea Gerolin, Cristiane Senn e Waleska Antunes

Além do Prêmio Canal Brasil de Curtas, o Olhar de Cinema contou também com o Prêmio Canal Like, que valoriza e apoia a produção cinematográfica brasileira, oferecendo visibilidade e incentivo aos profissionais do setor audiovisual. O canal contemplará o produtor responsável pela produção do longa-metragem vencedor da Mostra Competitiva Brasileira com um apoio de mídia no valor de R$ 50 mil, destinado à divulgação da obra vencedora ou de um próximo projeto do produtor. 

Outra premiação inédita foi o Prêmio Cardume de Curtas, promovido pela plataforma de curtas Cardume, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de roteiros e a produção de curtas-metragens brasileiros independentes e diversos. O prêmio consiste em um contrato de licenciamento exclusivo de um ano e o valor de R$ 3 mil para o melhor curta-metragem da Mostra Competitiva Brasileira e da Mirada Paranaense.  

Conheça os vencedores do Olhar de Cinema 2025:

COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS

PRÊMIO OLHAR | MELHOR FILME
Cais, de Safira Moreira (BA)

MELHOR DIREÇÃO
Maria Clara Escobar, por Explode São Paulo, Gil

MELHOR ROTEIRO
Apenas Coisas Boas, escrito por Daniel Nolasco

MELHOR ATUAÇÃO
Gildeane Leonina, por Explode São Paulo, Gil

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Apenas Coisas Boas, por Marcus Takatsuka

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Aurora, por Wilssa Esser e Camila Freitas

MELHOR SOM
Apenas Coisas Boas, por Guile Martins, Jesse Marmo, Naja Sodré e Daniel Nolasco

MELHOR MONTAGEM
A Voz de Deus, por Yuri Amaral

COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS

PRÊMIO OLHAR | MELHOR FILME
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (Brasil/Paraguai)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | ELENCO
Americana, de Agarb Braga (PA)

COMPETITIVA INTERNACIONAL

PRÊMIO OLHAR | MELHOR LONGA-METRAGEM
A Árvore da Autenticidade (L’Arbre de l’authenticité), de Sammy Baloji (Bélgica/Congo)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Ariel, de Lois Patiño (Espanha/Portugal)

PRÊMIO OLHAR | MELHOR CURTA-METRAGEM
Conseguimos Fazer um Filme, de Tota Alves (Portugal)

MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM
O Reinado de Antoine (El Reinado de Antoine), de José Luis Jiménez Gómez (Cuba)

NOVOS OLHARES

PRÊMIO OLHAR | MELHOR LONGA
Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (Brasil)

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO DO PÚBLICO
Melhor longa: Cais, de Safira Moreira (BA)
Melhor curtaGirassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ)

PRÊMIO ABRACCINE
Melhor longa: Cais, de Safira Moreira (BA)
Melhor curta: Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (BA)

PRÊMIO AVEC-PR
Melhor Filme: Interior, Dia, de Luciano Carneiro e Paulo Abrão
Menção Honrosa: Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ)

PRÊMIO CARDUME | CURTAS
Americana, de Agarb Braga (PA)
Maira Porongyta: O Aviso do Céu, de Kujãesage Kaiabi (MT)
Seco, de Stefano Volp (RJ)

Foto: Walter Thoms.

32º Festival de Cinema de Vitória: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Edvana Carvalho no curta cearense Fenda, de Lis Paim

Foram anunciados nesta quarta-feira, 18/06, os filmes selecionados para as mostras competitivas da 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de julho no Sesc Glória.

Neste ano, entre 1.374 obras inscritas, 90 filmes foram selecionados, sendo 85 curtas e cinco longas-metragens, que apresentam um recorte da produção audiovisual brasileira contemporânea. Destas, 28 produções são do Espírito Santo. As obras foram escolhidas pela Comissão de Seleção e serão exibidas nas onze mostras competitivas que compõem a programação. 

Para Lucia Caus, diretora do 32º Festival de Cinema de Vitória, as obras selecionadas fomentam a grandiosidade da produção audiovisual brasileira: “Os filmes que compõem a edição deste ano do FCV, nos entregam olhares distintos da cultura brasileira. Nossa curadoria escolheu uma seleção especial entre os milhares de incríveis filmes que recebemos na inscrição, o que mostra o potencial criativo dos realizadores brasileiros. O público vai poder assistir gratuitamente a longas, curtas, videoclipes, com diferentes narrativas que prometem encantar pessoas de diversas idades”

Todas as produções concorrem ao Troféu Vitória, símbolo do evento. A escolha dos vencedores é feita pelo Júri Técnico do festival, composto por especialistas e profissionais ligados ao audiovisual brasileiro, além do Troféu Vitória de melhor filme pelo Júri Popular em todas as mostras competitivas. As produções selecionadas para a 29ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas também concorrem ao Prêmio Canal Brasil de Curtas.

Sobre as inscrições: ao todo foram 1.374 obras inscritas, sendo 1.197 curtas-metragens e 177 longas-metragens. Divididos por gêneros, foram 626 filmes de ficção, 442 documentários, 112 obras experimentais e 96 animações. Já na categoria videoclipes, foram 98 produções.

A Comissão de Seleção do 32º Festival de Cinema de Vitória é composta por profissionais que têm estreita relação com o audiovisual. São eles: a curadora, cineasta e produtora Flavia Candida, o mestre em Cinema e Artes do Vídeo, Waldir Segundo e a pesquisadora, roteirista, curadora, júri e crítica de cinema Viviane Pistache (29ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 15ª Mostra Quatro Estações, 14ª Mostra Foco Capixaba, 14ª Mostra Corsária e 12ª Mostra Outros Olhares). Flavia Candida também assina a curadoria da 10ª Mostra Cinema e Negritude e Waldir Segundo da 7ª Mostra Do Outro Lado | Cinema Fantástico. A jornalista e produtora cultural Leila Bourdoukan e o pesquisador e professor no Instituto de Artes da Unicamp, Gilberto Alexandre Sobrinho assinam a seleção da 15ª Mostra Competitiva Nacional de Longas.

E mais: a doutora em educação Bárbara Maia Cerqueira e a produtora e idealizadora do Cineclube Teresa de Benguela, Hegli Lotério foram responsáveis pela curadoria da 10ª Mostra Mulheres no Cinema. A mestra em educação, bacharel em Rádio e TV e professora de audiovisual, Suellen Vasconcelos e o crítico de cinema, criador do CINEVITOR e apresentador do podcast Plano Geral, Vitor Búrigo respondem pela curadoria da 9ª Mostra Nacional de Videoclipes. Fechando a lista: a cineclubista, roteirista, produtora e realizadora de audiovisual Margarete Taqueti e o cineasta, produtor audiovisual, roteirista e ambientalista Jefferson de Albuquerque Junior assinam a seleção da 8ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental

Além da intensa programação de exibições da safra recente do cinema brasileiro, o 32º Festival de Cinema de Vitória presta homenagens a duas importantes personalidades da cultura. O Homenageado Nacional desta edição é Ney Matogrosso. O célebre artista tem em seu currículo quase vinte filmes, entre curtas e longas-metragens, em que se destacam trabalhos experimentais e associados ao cinema autoral brasileiro. Já a Homenageada Capixaba é Verônica Gomes: uma das figuras mais emblemáticas da produção cultural no Espírito Santo, a artista tem uma trajetória expressiva nos palcos e, nos últimos anos, mantém uma relação de proximidade com o audiovisual. 

Além das exibições nas mostras competitivas, o Festival de Cinema de Vitória, realizado pela Galpão Produções e o IBCA, Instituto Brasil de Cultura e Arte, contará com sessões especiais, debates e homenagens que transformarão a cidade de Vitória na capital do cinema. Toda programação é gratuita.

Conheça os filmes selecionados para o 32º Festival de Cinema de Vitória:

29ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS-METRAGENS

A Invenção do Orum, de Paulo Sena (ES)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen de Morais (PB)
Aparição, de Camila Freitas (SP)
Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP)
Carne Fresca, de Giovani Barros (RJ)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Fenda, de Lis Paim (CE)
Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
O Panda e o Barão, de Melina Galante (ES)
O Tempo é um Pássaro, de Yasmin Thayná (RJ)
Sola, de Natália Dornelas (ES)
Waldo, de Fabrício Fernandez e Diego Nunes (ES)

15ª MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS-METRAGENS

Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Centro Ilusão, de Pedro Diogenes (CE)
Insubmissas, de Ana do Carmo, Carol Benjamin, Julia Katharine, Luh Maza e Tais Amordivino (RJ)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)

15ª MOSTRA QUATRO ESTAÇÕES

2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Kings, de Juliana Pamplona (RJ)
Lacraia vai Tremer, de Lá Baiano e Jadson Titanium (ES)
Queimando por Dentro, de Matheus Farias e Enock Carvalho (PE)
Raposa, de João Fontenele e Margot Leitão (CE)

14ª MOSTRA FOCO CAPIXABA

A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar (ES)
Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Nosso Tempo a Sós, de Júlio Costa (ES)
Os Cravos, de Renan Amaral (ES)

14ª MOSTRA CORSÁRIA

Cavaram uma Cova no Meu Coração, de Ulisses Arthur (AL)
Enxofre, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (RJ/Portugal)
Lagoa Armênia, de Leonardo da Rosa (RS)
O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES)
Sombras de Macumba na Luz da Memória, de Mysteryo (RJ)

12ª MOSTRA OUTROS OLHARES

BELA LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Desta Terra Viverei, de Lidiana Reis (GO)
Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)
Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ)
Manoel Loreno: Improviso e Paixão, de Enzo Rodrigues (ES)
Moti, de André Okuma (SP)
Nascida com a Manhã, de João Giry (ES)
Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite (ES)

10ª MOSTRA MULHERES NO CINEMA

Dalva da Rua Sete, de Gab Lourenzato e Nanda Ferreira (SP)
Mães, de Bruna Aguiar (RJ)
Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Rede Katahirine) (DF)
Ocorrência, de Daniela Diniz e Laura Diniz (DF)

10ª MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE 

A Sombra de um Futuro, de Gabriel Borges (PR) 
Babel, de Henrique do Carmo (ES)
Cabeça de Cabaças, de Keila Sankofa (PA/AM)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (BA)
Punhal, de Clementino Junior (RJ)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)

8ª MOSTRA NACIONAL DE CINEMA AMBIENTAL

Amazônia Azul, Tanto Mar, de Sérgio Gag (SP)
Correnteza, de Diego Müller e Pablo Müller (RS)
Insustentável: a Realidade do Petróleo na Amazônia, de André Borges e Fer Ligabue (DF)
Por que Morrem os Rios?, de Dandara Rust Raposo, Luiza Piroli, Maíra Fortuna, Maria Cecília Oliveira e Vanessa Baptista Simões (ES)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)

7ª MOSTRA DO OUTRO LADO | CINEMA FANTÁSTICO

Encontros Sobrenaturais, de Lucas Carvalho (ES)
Festa Infinita, de Ander Beça (PE)
Lança-Foguete, de William Oliveira (PE)
Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PE/PB)

9ª MOSTRA NACIONAL DE VIDEOCLIPES

Água pra Beber, de Lucía Santalices (Artista: Paulo Maciel e Lucía Santalices) (RJ)
Atemporal, de Gui Cavalcanti (Artista: Flávio Marciano) (GO)
Balanço do Mar, de André Leão (Artista: Gabriela CravíCanela) (AL)
Bigode, de Bianca Souza (Artista: Carulina) (SP)
Carta, de Enzo Rodrigues e Jessica Roberts (Artista: Jessica Roberts) (ES)
Cena de Cinema, de Luiza Grillo Rabello (Artista: Vitu e Luiza Dutra) (ES)
D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) 
Dialeto Marginal, de Luiz Eduardo Neves (Artista: JR Conceito) (ES)
Ensolarada, de Bruna Sozzi (Artista: Rachel Reis) (BA)
Filme Trash, de Lucas Sá (Artista: Frimes) (MA)
Foi Embora, de Zeca Vieira (Artista: César Soares) (RJ)
Gaveta, de Allef Velasco e Glenda Szlezinger (Artista: Flavie) (RJ)
Highway 262, de Klaus’Berg (Artista: Gustavo Macacko) (ES)
humanurbano: Nóis é eternidade, de Fredone Fone (Artista: MC Fredone) (ES)
Insustentável, de Pedro Baapz (Artista: Grisa) (MG)
Intuir, de Beatriz Nominato e Matheus Vinhas (Artista: João Donato e Donatinho) (AC)
João Bananeira, de Patrick Gomes e Hecthor Murilo (Artista: Gastação Infinita) (ES)
Kel Dia, de Luiza Botelho (Artista: Zubikilla Spencer) (SP/Cabo Verde)
Me Enganar, de GOMES e Pietra Couto (Artista: GOMES) (PE)
Me Proteja Orixá, de Fernanda Medeiros e Lucas Marinho (Artista: Marinho e Nébula78) (GO)
Menina Cacheada, de Lucas Almeida (Artista: Aldeia) (ES)
Mercenários do Amor, de Pedro Capello (Artista: Doce Delix) (RJ)
Meu Desenho, de Giovanni Venturini (Artista: Gio Elefante) (PR/RJ/SP)
Salve, de Antônio Carlos Jesus e Evelyn Vicente do Carmo (Artista: DoCarmo) (ES)
Santo Orixá Guerreiro, de Camila Calmon, Sabrina Repollez e Jeffão (Artista: Monique Rocha) (ES)
Sobre Dinheiro e Alma, de Luca Okido (Artista: Cassol) (PR)
Tempo, de Vanessa Yee (Artista: Victor Ramos) (ES)
To Stumble (Upon confusion), de Mooluscos (Artista: gabre) (SP/Portugal)
Ventos de Oyá, de Natália Vitral (Artista: Pôli Môräes) (GO)

Foto: Petrus Cariry.

O Último Azul, de Gabriel Mascaro, será o filme de abertura do 53º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em O Último Azul: filme de abertura em Gramado

Dirigido por Gabriel Mascaro, de Boi Neon e Divino Amor, O Último Azul será o filme de abertura da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, com exibição hors concours no dia 15 de agosto, no Palácio dos Festivais.

Inédito no Brasil e com lançamento nos cinemas brasileiros confirmado para 28 de agosto, o longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. O filme rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

O elenco conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme. 

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

A noite de abertura do Festival de Gramado, que nesta edição tem curadoria de Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario, é uma janela prestigiada de estreia de importantes títulos nacionais com carreira no exterior. Filmes que marcaram a cinematografia brasileira já passaram por lá, como Aquarius, Bacurau e Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho; Motel Destino, de Karim Aïnouz; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert; entre outros títulos de prestígio. 

O Festival de Cinema de Gramado 2025, mais antigo festival de cinema ininterrupto do Brasil, que faz parte do Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul, será realizado entre os dias 13 e 23 de agosto na serra gaúcha, com abertura oficial no dia 15. O festival é realizado pela Gramadotur, Autarquia Municipal de Turismo e Cultura.

Foto: Guillermo Garza.

12ª Mostra de Cinema de Gostoso: inscrições abertas para longas e curtas

por: Cinevitor
Inscrições gratuitas até 17 de agosto de 2025

As inscrições para a 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso, que acontecerá entre os dias 20 e 24 de novembro, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, abrem nesta quarta-feira, 18 de junho, e seguem até 17 de agosto no site oficial do evento de forma gratuita.

Poderão se inscrever filmes de todos os gêneros (obras ficcionais, não ficcionais e animações, exceto videoclipes) desde que tenham sido produzidos no Brasil e finalizados a partir do segundo semestre de 2024.

A Mostra de Cinema de Gostoso se consolidou como um evento único em todo o Brasil, ao promover a exibição de filmes a céu aberto em uma sala de cinema montada na paradisíaca Praia do Maceió em São Miguel do Gostoso, litoral potiguar, com uma programação totalmente gratuita, aliando conforto e alta qualidade de projeção.

Através da participação de filmes inscritos e convidados de todo o país, realização de cursos de formação para jovens, debates e seminários, a Mostra movimenta a cultura, o turismo e a economia no estado do Rio Grande do Norte, promovendo o acesso a bens culturais e a formação de público. Em 2025, a Mostra se prepara para mais uma edição, consolidando sua trajetória junto à cidade e à população de São Miguel do Gostoso.

Todas as sessões da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso serão realizadas na Praia do Maceió. A Mostra Competitiva e as Sessões Especiais ocorrerão na sala ao ar livre montada na areia da praia e contam com ampla participação da comunidade local. Com 700 cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 4K e som 7.1, a sala ao ar livre propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu do Júri Popular, concedido pelo voto do público ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Troféu da Imprensa, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema presentes à Mostra.

A Mostra de Cinema de Gostoso 2025 celebra, pelo terceiro ano consecutivo, a participação da Petrobras como patrocinadora master da 12ª edição do projeto, reafirmando o compromisso da empresa com a cultura e o audiovisual brasileiro. A parceria com a Petrobras viabiliza novamente a realização da Mostra Panorama na Sala Petrobras, uma tenda climatizada em formato geodésico localizada na Praia do Maceió, que chama a atenção do público por seu visual único e imponente. Com 7,5 metros de altura, equipada com projeção 4K, som 7.1 e capacidade para 130 pessoas, o espaço garante conforto e qualidade técnica, complementando a experiência do cinema ao ar livre. Sua estrutura singular e acolhedora torna-se um dos destaques do evento, proporcionando uma experiência cinematográfica diferenciada.

A Mostra de Cinema de Gostoso é uma sala popular de cinema a céu aberto que recebe um público de diversas regiões do país. O evento mobiliza os moradores da cidade, que participam ativamente da programação e que passaram a ter um contato mais próximo com a produção cultural de outras regiões do país. Serão realizados diariamente debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos, além de um seminário sobre a recente produção audiovisual brasileira. Com esse conjunto de ações, a Mostra de Cinema de Gostoso conquistou um espaço significativo no calendário cultural do Nordeste, tornando-se uma importante referência de difusão audiovisual na região.

Desde sua primeira edição, em 2013, a Mostra de Cinema de Gostoso oferece uma série de cursos de formação técnica e audiovisual para jovens a partir de 18 anos de São Miguel do Gostoso e distrito dos arredores. Os cursos de formação são a base do projeto da Mostra de Cinema de Gostoso. Realizados meses antes do início da Mostra, eles têm como objetivo proporcionar aos jovens o domínio de diversas áreas da produção cinematográfica. O conhecimento adquirido nas oficinas é colocado em prática com a realização de curtas-metragens e a participação na equipe de organização da Mostra. Os cursos de formação têm se mostrado capazes de promover transformações profundas. Com foco no desenvolvimento pessoal e na capacitação profissional, eles estimulam o estudo e a busca por novas oportunidades de trabalho pelos jovens que participam do projeto.

Desde 2013, 153 alunos se formaram nos cursos, resultando na realização de 30 curtas-metragens e 58 oficinas. Muitos destes alunos se encontram cursando ensino técnico/superior e trabalhando com audiovisual e outras áreas. Os curtas produzidos pelos alunos têm proporcionado a esse grupo de jovens uma visibilidade em âmbito nacional e internacional, tendo sido exibidos em dezenas de festivais de cinema e comercializados para canais de TV aberta e a cabo.

A Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções e do CDHEC, Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, e apresentada pelo Ministério da Cultura e Petrobras. A direção geral é de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld

Foto: Divulgação.

20ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto exibirá 143 títulos na programação

por: Cinevitor
Sonia Braga no curta Atenção: Perigo, de José Rubens Siqueira

A 20ª edição da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto acontecerá entre os dias 25 e 30 de junho na cidade mineira de Ouro Preto, Patrimônio Histórico da Humanidade, celebrando duas décadas de trajetória e consolidada como o único evento do país voltado à preservação, história e educação.

Reafirmando seu compromisso com a salvaguarda do patrimônio audiovisual como pilar de memória, cidadania e transformação social, a programação gratuita será presencial e on-line, na qual a CineOP promove uma conexão entre passado, presente e futuro, tendo o cinema brasileiro como eixo de reflexão crítica e fortalecimento democrático. Os espaços que receberão o público em Ouro Preto incluem a Praça Tiradentes, o Centro de Artes e Convenções da UFOP e o Cine-Museu da Inconfidência. No ambiente digital, parte das sessões e atividades poderá ser acompanhada pelo site oficial (clique aqui).

Ao longo de seis dias, o público poderá assistir 143 filmes (25 longas, 2 médias e 116 curtas-metragens), produzidos em 17 estados brasileiros e seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e Estados Unidos). As exibições estão organizadas em 12 mostras: Histórica, Competitiva, Contemporânea Longas, Contemporânea Curtas, Educação, Valores, TV UFOP, Preservação, Mostrinha, Cine-Escola, Cine Concerto e Itaú Cultural Play.

A sessão de abertura, na quinta-feira, 26/06, às 19h30 na Praça Tiradentes, exibirá curtas emblemáticos como: A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal, de Carla Camurati; A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti, de Anna Muylaert; A Má Criada, de Sung Sfai; Esconde-Esconde, de Eliana Fonseca; e Lá e Cá, de Sandra Kogut. Entre filmes programados na Mostra Histórica e Preservação, está A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla (1969), em cópia restaurada, com todo seu humor tropicalista e atuação marcante de Helena Ignez.

Com a Temática Histórica: O Humor das Mulheres no Cinema Brasileiro, a 20ª CineOP propõe uma reflexão sobre o papel do humor no cinema brasileiro a partir da perspectiva das mulheres, destacando suas trajetórias tanto na atuação quanto nos bastidores das produções. A mostra evidencia a evolução que permitiu às artistas não apenas interpretar, mas também criar suas próprias narrativas cômicas com autonomia e inovação. Para os curadores Cleber Eduardo e Juliana Gusman, o humor feminino é uma expressão criativa que desafia normas de gênero e promove reflexão crítica e transformação social.

Ícone do humor brasileiro, reconhecida pela versatilidade e por personagens que criticam ironicamente as representações femininas no audiovisual, Marisa Orth, que será homenageada nesta edição, conta com uma carreira multifacetada, que transita entre o cômico e dramático, televisão, teatro e cinema. Para o curador Cleber Eduardo, Marisa sintetiza a elasticidade e força do humor feminino no audiovisual brasileiro.

Jean-Claude Bernardet no longa Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Melo

Na temática da Preservação, a 20ª CineOP reafirma seu pioneirismo como espaço de reflexão, articulação e visibilidade para as práticas e os profissionais da preservação audiovisual brasileira. Destaca a urgência de enfrentar os desafios contemporâneos da área, como a adoção de novas tecnologias, o fortalecimento de políticas públicas e a ampliação do acesso aos acervos. A curadoria enfatiza a pluralidade e a complexidade do campo da preservação, valorizando o trabalho técnico, artístico e político das instituições e agentes que atuam, muitas vezes nos bastidores, para garantir a salvaguarda da memória audiovisual do país. Ao promover a circulação de filmes do passado para novos públicos, a CineOP reforça seu papel como elo entre a história do cinema e os debates atuais sobre identidade, cultura e pertencimento.

Como parte das comemorações pelos 20 anos da CineOP, a Mostra cria o Prêmio Preservação, voltado a reconhecer iniciativas e trajetórias de destaque na salvaguarda do patrimônio audiovisual brasileiro. Em sua primeira edição, o prêmio será concedido ao professor João Luiz Vieira, referência nacional na área, por sua atuação incansável na formação de profissionais, no fortalecimento de redes colaborativas e na defesa de políticas públicas para a preservação audiovisual. Coordenador do LUPA, Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual, pioneiro na valorização de acervos amadores e regionais, e integrante ativo da Rede Universitária de Acervos Audiovisuais (RUAAv), João Luiz Vieira será homenageado por sua contribuição fundamental à consolidação de uma cultura de preservação no Brasil.

Na temática da Educação, a CineOP 2025 propõe um amplo debate sobre o uso dos acervos audiovisuais como ferramentas pedagógicas e lugares de memória fundamentais para a construção do conhecimento. A mostra destaca a importância dos acervos pessoais, familiares, escolares e de cineastas como fontes vivas para práticas educativas que promovem diversidade, inclusão e múltiplas vozes; especialmente de mulheres, povos indígenas, população negra e LGBTQIA+. Mais do que exibir filmes, a proposta é trabalhá-los em sala de aula com curadoria e metodologias que estimulem a reflexão crítica e o diálogo. A CineOP também reforça a defesa de políticas públicas que garantam o acesso aos acervos e a efetiva implementação da Lei 13.006/2014, que estabelece a obrigatoriedade da exibição de obras do cinema brasileiro nas escolas.

Também dentro das homenagens aos 20 anos da CineOP, será concedido o Prêmio Cinema e Educação à socióloga e educadora Maria Angélica Santos, em reconhecimento à sua trajetória marcada pelo compromisso com a formação de uma geração crítica e criativa por meio do cinema nas escolas. Referência nacional na área da alfabetização audiovisual, Maria Angélica coordenou o Programa de Alfabetização Audiovisual da Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, e é membro ativo do GT Cinema-Escola, grupo que atua na formulação de políticas públicas para garantir o acesso ao cinema no ambiente escolar. Sua atuação inclui ainda a participação em debates fundamentais sobre a implementação da Lei 13.006/2014 e sobre a construção do Plano Nacional de Cinema na Escola, contribuindo de forma decisiva para consolidar o cinema como linguagem e ferramenta pedagógica.

Uma das grandes inovações desta edição é a criação da Mostra Competitiva, com uma seleção de cinco longas-metragens que têm em comum o uso criativo de imagens de arquivo; daí a mostra estar intitulada Arquivos em Questão. São obras que ressignificam registros históricos, pessoais e culturais para construir novas narrativas audiovisuais e reafirmam o papel da montagem, da curadoria e da memória na criação cinematográfica.

Entre os cinco filmes programados na competição, dois deles são centrados em figuras históricas do cinema brasileiro: Luiz Sérgio Person e Jean-Claude Bernardet, com Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Melo; e Jorge Bodanzky por ele mesmo, em parceria com Liliane Maia, em Um Olhar Inquieto, ambos documentários nos quais a memória de hoje em relação ao passado estão carregadas de afeto e de informações. Os outros três incluem fenômenos culturais e sobrenaturais em Itatira, de André Luís Garcia; fenômenos sociais com Paraíso, de Ana Rieper; e uma investigação sobre vida e morte em família em Meu Pai e Eu, de Thiago Boulin.

Cena do curta Dercy Gonçalves, de Abrão Berman e Rosina Leser Schwarz (Ro Black)

A proposta é ampliar o debate sobre como o cinema pode reinterpretar o passado com sensibilidade estética, crítica política e inovação formal. A Mostra Competitiva valoriza o trabalho de realizadores que usam o arquivo não apenas como registro, mas como linguagem artística para contar novas possibilidades de história dentro e fora das telas. Um júri composto por Alex Moura, diretor do Museu da InconfidênciaMarcus Mello, pesquisador e programador de cinema (Cinemateca Capitólio), e Sheila Schvarzman, historiadora e professora na Universidade Anhembi Morumbi, vai escolher o filme mais destacado da seleção para receber o Troféu Vila Rica no encerramento do evento.

Além da competitiva, a curadoria de longas-metragens de Cleber Eduardo e Rubens Fabricio Anzolin criou a mostra Construindo Memórias, também com filmes contemporâneos que, com ou sem arquivos, contribuem para a promoção da cultura cinematográfica brasileira e com a cultura brasileira de qualquer área. Os filmes 3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado, O Silêncio de Eva, de Elza Cataldo, e Brasilianas: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo, promovem reflexões sobre memória, identidade e criatividade a partir de figuras emblemáticas, entre elas, Jorge Amado, Dorival Caymmi, Carybé, Eva Nill e a companhia musical Brasilianas.

Entre os curtas-metragens, a mostra Contemporânea, com o tema Retratos, Paisagens e Arquivos de Família, traz: A Carta de Mudan e as Oito Primaveras, de Pedro Nishi; A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais; Afluente, de Frederico Benevides; Este Cinema Tão Augusta, de Fábio Rogério; Fortaleza Liberta, de Natália Maia e Samuel Brasileiro; Homenagem à Hollis Frampton (ou Thiago), de Pedro Kalil; Mandinga de Gorila, de Luzé e Juliana Gonçalves; Memórias da Desindustrialização, de Vivian Castro Villarroel; Natureza Morta, de Diran Serafim; O que Fica, de Daniel Edu Mayer e Fabiane Bardemaker; Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite; Um Breve Respiro Democrático, de Rafael de Luna Freire; e Zizi (ou Oração da Jaca Fabulosa), de Felipe M. Bragança

Considerando a importância da CineOP em tratar o cinema como patrimônio, filmes com cópias restauradas têm destaque grande na programação, dentro da temática Preservação. O recorte chama atenção à importância dos arquivos audiovisuais como repositórios vivos de memória cultural. A curadoria de José Quental e Vivian Malusá buscou enfatizar a memória como patrimônio dinâmico, construído por meio da digitalização, restauração e recontextualização de obras.

A programação homenageia instituições fundamentais para a preservação audiovisual: os 95 anos do estúdio Cinédia, os 50 anos da Cinemateca de Curitiba, os 40 anos do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv) e os 10 anos da Cinemateca Capitólio de Porto Alegre. Entre os destaques, estão: o longa restaurado Alô Alô Carnaval (1936), de Adhemar Gonzaga e protagonizado por Carmen Miranda; curtas de Annibal Requião (Cinemateca de Curitiba); o curta do projeto Digitalização Viajante (CTAv); e Crônica de um Rio, de Antônio Carlos Textor (Cinemateca Capitólio). Essas obras, provenientes de acervos históricos, exemplificam a reutilização de arquivos para resgatar contextos e memórias.

A Mostra também apresenta uma seleção de obras brasileiras recentemente digitalizadas ou restauradas, inscritas via chamada pública, refletindo o crescimento e a diversidade dos projetos de restauração no Brasil impulsionados por iniciativas como a Lei Paulo Gustavo. Entre os filmes, há os curtas: Na realidade…, de Jorge Abranches; Eunice, Clarice, Thereza, de Joatan Vilela Berbel; Atenção: Perigo, de José Rubens Siqueira; e Dercy Gonçalves, de Abrão Berman e Rosina Leser Schwarz (Ro Black). Além dos longas: O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil (1971), de Antônio Calmon, que explora o tropicalismo, a crítica ao consumismo e a alienação cultural como alegorias de desconforto social da ditadura militar num tom satírico; e A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla, que segue a vida e as escolhas da personagem principal, vivida por Helena Ignez, e a forma como ela desafia as normas sociais da época.

Regina Casé em Lá e Cá, de Sandra Kogut

A seleção da Mostra História conta com outros diversos títulos, entre eles: Alfazema, de Sabrina Fidalgo; Das Tripas Coração, de Ana Carolina; Célia & Rosita, de Gisella de Mello; Demônia: Melodrama em 3 Atos, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet; Doces Poderes, de Lucia Murat; Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles; Linda de Morrer, de Cris D’Amato; Não Quero Falar Sobre Isso Agora, de Mauro Farias; O Casamento de Louise, de Betse De Paula; Onde Está Mymye Mastroiagnne?, de biarritzzz; Os Homens que Eu Tive, de Tereza Trautman; Plano Controle, de Juliana Antunes; Ritas, de Oswaldo Santana; Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas; De Perto Ela Não é Normal, de Cininha de Paula; e Na Rédea Curta, de Ary Rosa e Glenda Nicácio

Além destes, a Temática Preservação exibe curtas da cineasta norte-americana Abigail Child, que exploram identidade, gênero e memória por meio de imagens de acervos variados. Como complemento à mostra presencial, uma pequena mostra on-line composta por três obras inclui dois episódios da série /lost+found, concebida pelo preservador Hernani Heffner, com o primeiro dedicado ao ex-diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa, e o segundo sobre Raquel Hallak, CEO da Universo Produção e idealizadora da CineOP; e o curta Os Cinemas Estão Fechando, parte do projeto de restauração das obras de Abrão Berman pelo Museu da Imagem e Som de São Paulo.

Com o tema Lugares de Memória: Acervos e Acessos, a programação da Mostra Educação destaca a relação inventiva entre audiovisual, educação e memória. Com foco em escolas e suas comunidades, a curadoria, assinada pela Rede Kino, enfatiza experimentações sonoras e imagéticas que recriam memórias individuais e coletivas, conectando arquivos, acervos e práticas pedagógicas. A convocatória aberta recebeu 115 filmes de diversas regiões do Brasil e da América Latina, todos realizados em contextos educacionais com participação de estudantes, educadores e cineastas, com até três minutos de duração.

A curadoria priorizou obras que exploram as escolas e seus territórios como espaços de produção e reflexão sobre memórias. Inspirada pelo tema Alquimia dos Arquivos, dos Seminários Latino-Americanos da Rede Kino, a seleção valoriza a tensão entre o arquivo como documento duradouro e a performance efêmera, ligada a gestos, oralidades e sonhos. Filmes que promovem colaboração e protagonismo de estudantes e professores foram destacados, independentemente do gênero ou grau de formalização, evidenciando processos criativos coletivos.

A Mostrinha encantará crianças e famílias com o filme A Mensagem de Jequi, de Igor Amin, longa-metragem de Minas Gerais que narra as aventuras de um menino quilombola pelos rios de sua imaginação. A Sessão Cine-Escola, um programa educativo gratuito da 20ª CineOP, destinado a escolas de Ouro Preto, reúne sessões de curtas-metragens para diferentes faixas etárias entre 25 e 30 de junho de 2025. Além dos filmes, inclui debates e material pedagógico para uso em sala de aula.

A CineOP realiza dois encontros de grande importância para o setor audiovisual: 20º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e Encontro da Educação: XVII Fórum da Rede Kino. Ambos são espaços estratégicos para articulação de políticas públicas, definição de ações para o setor e promoção do cinema como ferramenta de transformação social e reafirmam a missão da CineOP de ser mais que um festival de cinema: um espaço de memória, formação, articulação de políticas públicas, troca de experiências e formulação de diretrizes para o setor e transformação para o audiovisual brasileiro. Além disso, mais de 137 profissionais e convidados estarão no centro de 34 debates e rodas de conversa, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir os eixos temáticos desta edição.

Nomes como Durval Ângelo, Jandira Feghali, Joelma Gonzaga, Paulo Alcoforado, Anna Muylaert, Betse de Paula, Cris D’Amato, entre outros, farão parte das discussões da CineOP. E mais: serão oferecidas sete oficinas gratuitas, presenças internacionais e diversas masterclasses, que vão explorar a relação entre arquivos audiovisuais. O Cortejo da Arte, marcado para sábado, 28/06, às 11h30, percorrerá as ruas tricentenárias de Ouro Preto com grupos folclóricos e performances teatrais, celebrando a cultura mineira. A Festa Junina: Arraiá da CineOP, no domingo, 29/06, às 18h, no Centro de Convenções, reunirá quadrilhas, barraquinhas, comida e bebida. O Sesc Cine Lounge Show animará as noites com shows de músicos mineiros, performances de DJs e intervenções artísticas, como: Xênia França, Ana Cañas cantando Rita Lee, Baile da Amandona convida Tacy e Tutu com Tacacá

A CineOP abrigará ainda lançamentos de livros, com 20 publicações, e uma exposição temática no hall de entrada do Centro de Convenções de Ouro Preto, destacando os 20 anos do evento e os conceitos de cada eixo em 2025.

Diversos títulos da 20ª CineOP integrarão a programação on-line do evento, que vai reunir títulos, alguns exibidos apenas neste formato, na plataforma do evento. A seleção inclui títulos da mostra Preservação, História e Educação e serão disponibilizados para visualização na plataforma, simultaneamente à realização da programação presencial da Mostra na cidade mineira. Também um recorte especial estará disponível na plataforma IC Play, do dia 27 de junho ao dia 13 de julho (clique aqui). Além disso, os debates conceituais e a abertura e encerramento do evento serão disponibilizados na plataforma do evento e no YouTube da Universo Produção.

Fotos: Divulgação.

Prêmio Grande Otelo 2025: Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, lidera indicações 

por: Cinevitor
Ainda Estou Aqui: 16 indicações para o filme de Walter Salles

Foram divulgados nesta segunda-feira, 16/07, os finalistas ao Prêmio Grande Otelo 2025, que é realizado pela Academia Brasileira de Cinema e considerada a maior premiação do setor audiovisual nacional.

Nesta 24ª edição, que será celebrado o cinema brasileiro no mundo, o consagrado Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, lidera a lista com 16 indicações, entre elas, melhor atriz para Fernanda Torres, que interpreta Eunice Paiva no longa vencedor do Oscar de melhor filme internacional. A cerimônia, que acontecerá no dia 30 de julho, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil e pelo canal do YouTube da Academia.

Votado por profissionais das mais diversas áreas do setor, o Prêmio Grande Otelo, antes chamado de Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, conta com 30 prêmios no total, sendo 29 produções escolhidas pelo amplo júri formado por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, e o disputado Grande Otelo de melhor filme pelo Júri Popular, escolhido pelo público por meio de votação aberta realizada no site da Academia.

Os vencedores serão escolhidos no segundo turno, de 23 a 30 de junho, com votação entre os sócios da Academia. A votação popular pela internet, para que o público eleja seu filme favorito entre os longas brasileiros finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário, acontecerá entre os dias e 29 de julho

Em 2025, foram inscritos mais de 2 mil profissionais nas diferentes categorias: 185 filmes de longa-metragem (114 filmes de ficção, 9 de animação, 59 documentários e 3 infantis); 90 séries brasileiras (31 de ficção, 45 documentais e 14 de animação); 62 curtas-metragens (24 de ficção, 24 documentários e 14 de animação) e 8 filmes ibero-americanos.

Conheça os indicados ao 24º Prêmio Grande Otelo

MELHOR LONGA-METRAGEM | FICÇÃO
Ainda Estou Aqui, de Walter Salles
Baby, de Marcelo Caetano
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
Malu, de Pedro Freire
Motel Destino, de Karim Aïnouz

MELHOR LONGA-METRAGEM | COMÉDIA | VOTO POPULAR
Câncer com Ascendente em Virgem, de Rosane Svartman
Estômago 2: O Poderoso Chef, de Marcos Jorge
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
O Auto da Compadecida 2, de Flávia Lacerda e Guel Arraes
O Dia que te Conheci, de André Novais Oliveira

MELHOR LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
3 Obás de Xangô, de Sérgio Machado
Assexybilidade, de Daniel Gonçalves
Fernanda Young: Foge-me ao Controle, de Susanna Lira
Luiz Melodia: No Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes
Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi dos Santos

MELHOR LONGA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Abá e Sua Banda, de Humberto Avelar
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo
O Sonho de Clarice, de Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho
Placa-Mãe, de Igor Bastos
Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca, de Eduardo Perdido, Tiago Mal e Diego M. Doimo

MELHOR LONGA-METRAGEM | INFANTIL
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, de Fernando Fraiha
Princesa Adormecida, de Claudio Boeckel
Tudo por um Pop Star 2, de Marco Antonio de Carvalho

MELHOR DIREÇÃO
Andrucha Waddington, por Vitória
Erico Rassi, por Oeste Outra Vez
Karim Aïnouz, por Motel Destino
Marcelo Caetano, por Baby
Walter Salles, por Ainda Estou Aqui

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
Alessandra Dorgan, por Luiz Melodia: No Coração do Brasil
Dira Paes, por Pasárgada
João Cândido Zacharias, por A Herança
Lucas H. Rossi dos Santos, por Othelo, o Grande
Pedro Freire, por Malu

MELHOR ATRIZ | LONGA-METRAGEM
Andrea Beltrão, por Avenida Beira-Mar
Dira Paes, por Pasárgada
Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui
Grace Passô, por O Dia que te Conheci
Yara de Novaes, por Malu

MELHOR ATOR | LONGA-METRAGEM
Ângelo Antônio, por Oeste Outra Vez
Caio Blat, por Grande Sertão
Fabio Assunção, por Motel Destino
João Pedro Mariano, por Baby
Matheus Nachtergaele, por O Auto da Compadecida 2
Selton Mello, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | LONGA-METRAGEM
Bárbara Luz, por Ainda Estou Aqui
Carol Duarte, por Malu
Juliana Carneiro da Cunha, por Malu
Linn da Quebrada, por Vitória
Valentina Herszage, por Ainda Estou Aqui

MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM
Antonio Pitanga, por Oeste Outra Vez
Átila Bee, por Malu
Babu Santana, or Oeste Outra Vez
Humberto Carrão, por Ainda Estou Aqui
Ricardo Teodoro, por Baby 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Baby, escrito por Marcelo Caetano e Gabriel Domingues
Kasa Branca, escrito por Luciano Vidigal
Malu, escrito por Pedro Freire
O Dia que te Conheci, escrito por André Novais Oliveira
Oeste Outra Vez, escrito por Erico Rassi

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui, escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega; baseado no livro Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva
Arca de Noé, escrito por Sérgio Machado; inspirado na obra Arca de Noé, de Vinicius de Moraes
Grande Sertão, escrito por Guel Arraes e Jorge Furtado; adaptado da obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
O Diabo na Rua no Meio do Redemunho, escrito por Bia Lessa; adaptado da obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
Retrato de um Certo Oriente, escrito por Marcelo Gomes, Maria Camargo e Gustavo Campos; adaptado da obra Relato de um Certo Oriente, de Milton Hatoum

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ainda Estou Aqui, por Adrian Teijido
Baby, por Joana Luz e Pedro Sotero
Grande Sertão, por Gustavo Hadba
Malu, por Mauro Pinheiro Jr. 
Motel Destino, por Hélène Louvart
O Auto da Compadecida 2, por Gustavo Hadba
Oeste Outra Vez, por André Carvalheira

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Ainda Estou Aqui, por Carlos Conti
As Polacas, por Camila Moussallem
Malu, por Elsa Romero
Motel Destino, por Marcos Pedroso
Oeste Outra Vez, por Carol Tanajura

MELHOR FIGURINO
A Batalha da Rua Maria Antônia, por Aline Canella 
Ainda Estou Aqui, por Claudia Kopke
Baby, por Gabriela Campos 
Grande Sertão, por Cao Albuquerque e Diana Leste
Motel Destino, por Kika Lopes e Ananda Frazão
O Auto Da Compadecida 2, por Emilia Duncan

MELHOR MAQUIAGEM
Ainda Estou Aqui, por Marisa Amenta
Grande Sertão, por Rosemary Paiva 
Malu, por Marcos Freire
O Auto Da Compadecida 2, por Rosemary Paiva
Oeste Outra Vez, por Ana Pieroni

MELHOR EFEITO VISUAL
Ainda Estou Aqui, por Claudio Peralta
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, por Guilherme Ramalho, Hugo Gurgel e François Puren
Grande Sertão, por Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel
O Auto Da Compadecida 2, por Claudio Peralta
Retrato de um Certo Oriente, por Ailton Piuí e João Paulo Geraldo
Vitória, por Claudio Peralta

MELHOR MONTAGEM
3 Obás de Xangô, por André Finotti
Ainda Estou Aqui, por Affonso Gonçalves
Baby, por Fabian Remy 
Cidade; Campo, por Cristina Amaral
Malu, por Marilia Moraes
O Auto Da Compadecida 2, por Fabio Jordão

MELHOR SOM
Ainda Estou Aqui, por Laura Zimmerman e Stéphane Thiébaut
Arca de Noé, por Caio Gox, André Tadeu e Carlos Paes
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, por Abrão Antunes, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira 
Malu, por Marcel Costa e Daniel Turini 
Meu Sangue Ferve por Você, por Jorge Rezende, Jorge Vaz, Miriam Birderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira
Motel Destino, por Moabe Filho, Pedro Moreira, Waldir Xavier e Adrian Baumeister
Vitória, por Jorge Saldanha, Alessandro Laroca e Eduardo Virmond Lima 

MELHOR TRILHA SONORA
A Batalha da Rua Maria Antônia, por Antonio Pinto
Ainda Estou Aqui, por Warren Ellis 
Grande Sertão, por Beto Villares
Motel Destino, por Amine Bouhafa 
O Clube das Mulheres de Negócios, por André Abujamra e Mateus Alves 
Oeste Outra Vez, por Guilherme Garbato 
Vitória, por Antonio Pinto 

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Helena de Guaratiba, de Karen Black (RJ)
O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa (MG)
Quando Aqui, de André Novais Oliveira (MG)
Zagêro, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
A Noite de Garrafadas, de Eder Gomes Barbosa (RJ)
Eu Fui Assistente do Eduardo Coutinho, de Allan Ribeiro (RJ)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
Vento Dourado, de André Hayato Saito (SP)
Você, de Elisa Bessa (RJ)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
A Menina e o Pote, de Valentina Homem (PE)
Eu e o Boi, o Boi e Eu, de Jane Carmen Oliveira (MG)
Eu Sou um Pastor Alemão, de Angelo Defanti (RJ)
Hoje Eu Só Volto Amanhã, de Diego Lacerda (PE)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SC/SP)
Menino Monstro, de Guilherme Alvernaz (SP)
Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski (RS)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (PR)

MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
El jockey, de Luis Ortega (Argentina); indicação: Academia de las Artes y Ciencias Cinematográficas de la Argentina
Estimados Señores, de Patricia Castañeda (Colômbia); indicação: Academia Colombiana de Artes y Ciencias Cinematográficas
Grand Tour, de Miguel Gomes (Portugal); indicação: Academia Portuguesa de Cinema
La infiltrada, de Arantxa Echevarría (Espanha); indicação: Academia de las Artes y las Ciencias Cinematográficas de España
Sujo, de Astrid Rondero e Fernanda Valades (México); indicação: Academia Mexicana de Artes y Ciencias Cinematográficas

MELHOR SÉRIE | FICÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Cidade de Deus: A Luta Não Para (1ª temporada) (HBO/Max)
Impuros (5ª temporada) (Star+)
Os Outros (2ª temporada) (Globoplay)
Os Quatro da Candelária (1ª temporada) (Netflix)
Senna (Netflix)

MELHOR SÉRIE | DOCUMENTÁRIO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça (Max/HBO)
Falas Negras (4ª temporada) (TV Globo)
Maníaco do Parque: A História Não Contada (1ª temporada) (Amazon Prime)
Romário, o Cara (1ª temporada) (Max)
Viva o Cinema! Uma História da Mostra de São Paulo (HBO/Max)

MELHOR SÉRIE | ANIMAÇÃO | PRODUÇÃO INDEPENDENTE | TV ABERTA, PAGA OU STREAMING
Astronauta (1ª temporada) (HBO/Max)
Cosmo, o Cosmonauta (1ª temporada) (Cartoonito)
Gildo (1ª temporada) (TV Brasil)
Irmão do Jorel (5ª temporada) (Max/Cartoon Network Latin America)
Lino: Meu Pai é Fera (1ª temporada) (Disney+)
O Show da Luna! (8ª temporada) (Discovery Kids)
Vovó Tatá (1ª temporada) (Gloobinho/Globoplay)

MELHOR ATRIZ | SÉRIE DE FICÇÃO
Adriana Esteves, por Os Outros
Alice Wegmann, por Rensga Hits
Andréia Horta, por Cidade de Deus: A Luta Não Para
Leticia Colin, por Os Outros
Roberto Rodrigues, por Cidade de Deus: A Luta Não Para

MELHOR ATOR | SÉRIE DE FICÇÃO
Andrei Marques, por Os Quatro da Candelária
Eduardo Sterblitch, por Os Outros
Gabriel Leone, por Dom
Gabriel Leone, por Senna
Matheus Nachtergaele, por Chabadabadá

Foto: Divulgação/Sony Pictures Classics.

Cine PE 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Vitória Vasconcellos, diretora de Esconde-Esconde: três prêmios

Foram anunciados neste domingo, 15/06, no Teatro do Parque, no Recife, em cerimônia apresentada pela atriz pernambucana Nínive Caldas, os vencedores da 29ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual.

O drama A Melhor Mãe do Mundo, dirigido por Anna Muylaert, foi consagrado com a Calunga de Prata de melhor filme e mais quatro prêmios, entre eles, melhor atriz para Shirley Cruz. O paranaense Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa, foi o escolhido pelo público

Entre os curtas-metragens nacionais, a animação Kabuki, de Tiago Minamisawa, se destacou com quatro prêmios. Já nos curtas pernambucanos, Esconde-Esconde, dirigido por Vitória Vasconcellos, foi consagrado em três categorias, entre elas, melhor filme

O Júri Oficial da mostra Curtas Pernambucanos concedeu uma Menção Honrosa para o filme Lança-Foguete, de William Oliveira, pela iniciativa de buscar uma representação diferenciada e criativa da comunidade trans por meio do exercício da ficção científica. Já o Júri Oficial da mostra Curtas Nacionais decidiu conceder uma Menção Honrosa para a atriz Divina Valéria, pela ousadia e brilhantismo na sua interpretação no filme Cavalo Marinho, do diretor Leo Tabosa

Neste ano, o Júri Oficial de longas-metragens contou com: Daniel Bandeira, David Schurmann, Helga Nemeczyk, Rosemberg Cariry e Vânia Lima. Entre os curtas, o time de jurados foi formado por: Elias Oliveira, José Araripe Jr., Marcos Pierry, Renata Boldrini e Viviane Pistache

Composto por Neusa Barbosa, Roger Lerina e Laura Machado, o júri do Prêmio da Crítica, formado pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, concedeu a Calunga de melhor longa-metragem para o pernambucano Senhoritas, de Mykaela Plotkin. O prêmio de melhor curta nacional foi para Casulo, de Aline Flores.

Conheça os vencedores do 29º Cine PE – Festival do Audiovisual:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (SP)
Melhor Direção: Mykaela Plotkin, por Senhoritas
Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert 
Melhor Atriz: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Atriz Coadjuvante: Rejane Faria, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Ator: Octavio Camargo, por Nem Toda História de Amor Acaba em Morte
Melhor Ator Coadjuvante: Genézio de Barros, por Senhoritas
Melhor Fotografia: Senhoritas, por Cris Lyra
Melhor Direção de Arte: Senhoritas, por Ana Mara Abreu
Melhor Montagem: A Melhor Mãe do Mundo, por Fernando Stutz
Melhor Trilha Sonora: O Ano em que o Frevo Não Foi pra Rua, por Diogo Felipe
Melhor Edição de Som: Itatira, por Rosana Stefanoni

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

Melhor Filme: Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Melhor Direção: Tiago Minamisawa, por Kabuki
Melhor Roteiro: Casulo, escrito por Aline Flores
Melhor Ator: Rafael Lozano, por Depois do Fim
Melhor Atriz: Aline Flores, por Casulo
Melhor Fotografia: A Caverna, por Elisa Ratts
Melhor Direção de Arte: Kabuki, por Guilherme Petreca
Melhor Montagem: Liberdade Sem Conduta, por Marília Albuquerque
Melhor Trilha Sonora: Kabuki, por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer
Melhor Edição de Som: O Último Varredor, por Augusto Krebs

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

Melhor Filme: Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos
Melhor Direção: Vitória Vasconcellos, por Esconde-Esconde
Melhor Roteiro: Babalu é Carne Forte, escrito por Xulia Doxágui
Melhor Ator: Asaías Rodrigues, por Sertão 2138
Melhor Atriz: Clau Barros, por Sertão 2138
Melhor Fotografia: Esconde-Esconde, por João Rubio Rubinato
Melhor Direção de Arte: Babalu é Carne Forte, por Alex Ferreira
Melhor Montagem: Sonho em Ruínas, por Priscila Nascimento
Melhor Trilha Sonora: O Carnaval é de Pelé, por Grupo Boi Tira-Teima
Melhor Edição de Som: Sonho em Ruínas, de Priscila Nascimento

OUTROS PRÊMIOS

JÚRI POPULAR
Melhor Curta Pernambucano: O Carnaval é de Pelé, de Lucas Santos
Melhor Curta Nacional: Depois do Fim, de Pedro Maciel (SP)
Melhor longa-metragem: Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (PR)

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE
Melhor Curta Nacional: Casulo, de Aline Flores (SP)
Melhor longa-metragem: Senhoritas, de Mykaela Plotkin (PE)

Foto: Felipe Souto Maior.

Festival de Guadalajara 2025: filmes de Anna Muylaert e Gabriel Mascaro são premiados

por: Cinevitor
Shirley Cruz: melhor interpretação por A Melhor Mãe do Mundo

Foram anunciados neste sábado, 14/06, em cerimônia apresentada pelo ator mexicano Andrés Zuno, os vencedores da 40ª edição do Festival Internacional de Cine en Guadalajara, considerado um dos mais fortes da América Latina.

O longa Llamarse Olimpia, de Indira Cato, recebeu o Prêmio Mezcal de melhor filme, que destaca o cinema mexicano; a categoria de melhor interpretação consagrou o ator Emiliano Zurita por seu trabalho em Autos, mota y rocanrol

Neste ano, o cinema brasileiro, que marcou presença com diversos títulos na seleção, também se destacou na premiação: O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, foi eleito o melhor longa-metragem ibero-americano de ficção. O filme, que se passa na Amazônia, em um Brasil quase distópico, também foi consagrado com o Prêmio Maguey de melhor interpretação para Denise Weinberg; tal honraria divulga e promove um cinema que começa com histórias acompanhadas por uma orientação sexual aberta e diversa, celebrando o melhor da cinematografia LGBTQ do mundo.

Além disso, A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, se destacou com três prêmios: melhor interpretação para Shirley Cruz, melhor fotografia para Lílis Soares e melhor roteiro. O filme conta a história de uma mulher catadora de recicláveis que, ao fugir de seu marido abusivo, busca refazer sua vida pelas ruas de São Paulo com os filhos.

Emocionada, Shirley Cruz subiu ao palco para receber seu prêmio e discursou: “Não é justo que o mundo seja visto apenas por um ângulo. É preciso dar espaço para mulheres, para narrativas negras, trans, indígenas, PcDs. De fato, não é justo que o mundo, com tanta diversidade, seja visto só por um ângulo. Então, por mais mulheres na direção e por mais diversidade também nas narrativas. É incrível, mas eu não posso deixar de dizer que eu sou uma das únicas pessoas negras nesta sala e isso precisa mudar”. E finalizou: “Por fim, mais uma vez, todo o meu amor e carinho para Anna Muylaert, que conseguiu falar de coisas tão difíceis e tão urgentes de uma maneira tão leve, tão doce. Porque apesar da violência doméstica e do feminicídio, esse filme é sobre amor e vitória. É sobre inspirar. Dedico esse prêmio para minha mãe, minha filha de três anos, ao meu pai e aos meus ancestrais, que não tiveram a menor possibilidade de sonhar”

Conheça os vencedores do 40º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara:

PRÊMIO MEZCAL

Melhor Filme Mexicano: Llamarse Olimpia, de Indira Cato
Menção HonrosaBoca Vieja, de Yovegami Ascona Mora
Melhor Direção: Victoría Franco, por Doce lunas
Melhor Fotografia: Doce lunas, por Sergio Armstrong
Melhor InterpretaçãoEmiliano Zurita, por Autos, mota y rocanrol
Prêmio do Público: Boca Vieja, de Yovegami Ascona Mora
Prêmio do Júri Jovem: Boca Vieja, de Yovegami Ascona Mora

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO

Melhor Filme: O Último Azul, de Gabriel Mascaro (Brasil/México/Holanda/Chile)
Melhor Direção: Eva Libertad, por Sorda
Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert
Melhor Interpretação: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
Melhor Fotografia: A Melhor Mãe do Mundo, por Lílis Soares
Melhor Filme de EstreiaMolt lluny, de Gerard Oms (Espanha/Holanda)

CURTA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

Melhor Curta: Las voces del despeñadero, de Irving Serrano e Victor Rejón (México)
Menção Honrosa: De Sucre, de Clàudia Cedó (Espanha)

PRÊMIO MAGUEY

Melhor Filme: Sabar Bonda, de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Menção Honrosa: Molt lluny, de Gerard Oms (Espanha/Holanda)
Prêmio do Júri: Lesbian Space Princess, de Leela Varghese e Emma Hough Hobbs (Austrália)
Menção Honrosa: Un mundo para mí, de Alejandro Zuno (México)
Melhor Interpretação: Denise Weinberg, por O Último Azul

LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO

Melhor Filme: Olivia & las nubes, de Tomás Pichardo Espaillat (República Dominicana)
Menção Honrosa: Endless Cookie, de Seth Scriver e Peter Scriver (Canadá)

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE DOCUMENTÁRIO

Melhor Filme: Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)
Melhor Direção: Misha Vallejo Prut, por Eco de luz
Melhor Direção de Fotografia: La guitarra flamenca de Yerai Cortés, por Oriol Barcelona, Nauzet Gaspar, Àlvar Riu, Diego Trenas e Arnau Valls Colomer

MOSTRA HECHO EN JALISCO

Melhor Longa: No, gracias, ya no fumo, de Diego Toussaint (México)
Menção Honrosa: Las hijas del viento, de José Camacho Cabrera (México)
Melhor Curta: La mosca en la pared, de Mar Novo (México)
Menção Honrosa: Hasta pronto, de Jennifer Skarbnik López (México)

CINE SOCIOAMBIENTAL

Melhor FilmeThe Mountain Won’t Move, de Petra Seliškar (Eslovênia/Macedônia/França)

PRÊMIO RIGO MORA

Melhor curta de animação: Luz Diabla, de Gervasio Canda, Patricio Patricio e Paula Boffo (Argentina/Canadá)
Menção Honrosa: Retirement Plan, de John Kelly (Irlanda)

OUTROS PRÊMIOS

Prêmio FIPRESCI: At the End of the World (En el fin del mundo), de Abraham Escobedo-Salas (Bélgica/México)
Prêmio FEISAL: Patio de chacales, de Diego Figueroa (Chile)
Cine de Género | Melhor Filme: Los inocentes, de Germán Tejada (México/Peru)

Foto: Antonio Rubio/FICG.

14ª Mostra Ecofalante de Cinema: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Cena do documentário Pau D’Arco, de Ana Aranha: filme premiado

Foram anunciados os vencedores da 14ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, e o documentário brasileiro Pau D’Arco, de Ana Aranha, foi consagrado com o prêmio de melhor filme pelo Júri Oficial

Com sessões em mais de 40 locais, incluindo salas de cinema, espaços culturais e educacionais, foram exibidos 125 filmes, de 33 países diferentes, além da realização de oito debates, uma homenagem ao cineasta Hermano Penna, uma masterclass com o cineasta francês Cyril Dion e inúmeros bate-papos com diretores dos filmes exibidos.

Na Competição Territórios e Memória, que se dedicou a exibir produções que abordam diferentes visões e aspectos do Brasil, Pau D’Arco conquistou o prêmio máximo do Júri Oficial. Com direção de Ana Aranha, o filme, que receberá o Troféu Ecofalante e um prêmio de 20 mil reais, discorre sobre uma chacina em que a polícia matou 10 trabalhadores sem-terra, onde a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. A justificativa do júri, formado por Ana Maria Magalhães, Ana Paula Sousa e Rita Carelli, diz: “A produção nos coloca diante da rede de violências praticada pelos grandes proprietários rurais contra os pequenos lavradores. Embora trate de uma chacina ocorrida no Pará, oferece um retrato amplo da luta pela reforma agrária”

Ainda na categoria de longa-metragem da Competição Territórios e Memória, Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá, dirigido por Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, recebeu uma Menção Honrosa. No filme, Sueli Maxakali e Maiza Maxakali partem em busca do pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. Mesclando narrativas pessoais e históricas, a produção acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida. O júri ressaltou que “com um estilo pessoal e autêntico, os diretores expõem, a partir dessa jornada íntima, a violência da ditadura contra os povos indígenas; uma história para a qual o Brasil ainda não olhou de verdade”

O Prêmio do Público entre os longas foi para São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji. O filme se dedica a explorar a pergunta: o que artistas africanos que chegaram ao Brasil nos últimos anos carregam consigo na travessia? O documentário apresenta a cidade de São Paulo como um meta-palco ocupado por artistas do Togo, Moçambique, República Democrática do Congo e Angola, entre outras nações africanas, em diálogo com a população brasileira e suas aberturas, contradições e tensões.

Já nas categorias de curtas-metragens da Competição Territórios e Memória, o prêmio do Júri Oficial de melhor filme foi para Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, por ser um “filme-denúncia que tem a poesia como matéria-prima”. A produção narra o avanço do agronegócio na terra do povo Kisêdjê; o filme ganhará o Troféu Ecofalante e R$ 7 mil de prêmio.

O curta Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi, um documentário ready media sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, que vandalizaram o Palácio do Planalto, recebeu uma Menção Honrosa pela forma como o “despudor, provocação e o desejo de quebrar o Estado de Direito são retratados de forma sagaz, revelando mais uma perspectiva daquele sinistro 8 de janeiro”

Já no Prêmio do Público para os curtas do Território e Memória foi para Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes. O filme aborda a construção da imagem de Benigna Cardoso, jovem sertaneja que, aos 13 anos, foi vítima de feminicídio no interior do Ceará em 1941. Diante da falta de qualquer registro fotográfico original da menina, o curta propõe uma jornada de reconstrução através de relatos orais e documentos históricos.

O grande vencedor do Concurso Curta Ecofalante foi Cartas a Tia Marcelina, de João Igor Macena, estudante da Universidade Federal de Alagoas. O filme retrata a história de Tia Marcelina, uma iyalorixá vítima do Quebra de Xangô de 1912, um dos mais agressivos episódios de intolerância religiosa no Brasil. O documentário reflete sobre as consequências dessa perseguição às religiões de matriz africana e destaca o papel do evento Xangô Rezado Alto como símbolo da resistência e da luta pela liberdade religiosa em Alagoas. Segundo o júri, o filme “merece reconhecimento por sua abordagem poderosa e multifacetada de temas cruciais. Ele tece com sensibilidade as complexas camadas da intolerância religiosa e do racismo ambiental, questões latentes e urgentes em nossa sociedade hoje”. Cartas a Tia Marcelina receberá o Troféu Ecofalante e R$ 7 mil de prêmio. 

A produção que recebeu Menção Honrosa nesta 14ª edição da Mostra foi Número Errado, de Leonardo Marcini, estudante da Universidade do Estado de Minas Gerais. O curta é uma animação onde o personagem principal, após sua rotina noturna ser interrompida por uma série de telefonemas e cartas endereçados por engano, descobre quem é esta pessoa misteriosa que promove intrigantes reflexões que vão alterar os rumos de sua vida para sempre. Segundo o júri, um dos grandes diferenciais desta obra é a sua natureza enquanto filme de animação, em “um formato que permite explorar a temática LGBTQIA+ de uma maneira sensível e inusitada, escapando de uma forma clichê”. O júri do Concurso Curta deste ano foi formado por César Leite, Letícia Abadia e Paula Sacchetta

Já o Prêmio do Público foi para Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas, estudante da AIC, Academia Internacional de Cinema. O curta conta a história de Lora, uma jovem bailarina de 17 anos, filha de um casal inter-racial, que se sente insegura ao se perceber a única garota negra durante uma audição para a personagem principal de um espetáculo. Ela conversa com sua avó Dora, também uma mulher negra, sobre o episódio, suas vivências e percepções, na busca de entender melhor seus sentimentos ao se conectar com suas raízes. Ao fortalecerem os laços, Lora descobre que, mais que seus traços, as duas compartilham um mesmo sonho.

Conheça os vencedores da 14ª Mostra Ecofalante de Cinema:

COMPETIÇÃO TERRITÓRIOS E MEMÓRIA

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR LONGA-METRAGEM
Pau D’Arco, de Ana Aranha

MENÇÃO HONROSA | LONGA-METRAGEM
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá, de Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR CURTA-METRAGEM
Sukande Kasáká | Terra Doente, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal

MENÇÃO HONROSA | CURTA-METRAGEM
Domingo no Golpe, de Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi

PRÊMIO DO PÚBLICO | LONGA-METRAGEM
São Palco: Cidade Afropolitana, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Gitirana Hikiji

PRÊMIO DO PÚBLICO | CURTA-METRAGEM
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

PRÊMIO DO JÚRI
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena

MENÇÃO HONROSA
Número Errado, de Leonardo Marcini

PRÊMIO DO PÚBLICO
Na Ponta do Laço, de Carolina Huertas

Foto: Divulgação.

Festival Guarnicê de Cinema 2025 anuncia longas em competição e mostras paralelas

por: Cinevitor
Analu Prestes e Tania Alves no longa Senhoritas, de Mykaela Plotkin

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontecerá entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, em São Luís, no Maranhão, revelou novos títulos selecionados: os longas-metragens e videoclipes que farão parte das mostras competitivas; e os filmes das mostras paralelas

O mais antigo festival do Norte e do Nordeste, e um dos mais relevantes do país, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFMA (PROEC), por meio da sua Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), selecionou seis longas-metragens maranhenses, oito longas-metragens nacionais e 18 videoclipes. As obras foram escolhidas a partir de um universo de mais de 1.500 produções inscritas nesta edição. Os selecionados concorrem ao tradicional Troféu Guarnicê e outras premiações oferecidas pelo festival e instituições parceiras. A lista com os curtas-metragens foi anunciada anteriormente: clique aqui e conheça os selecionados.  

O processo de seleção foi dividido em dois núcleos especializados: um dedicado à avaliação de longas-metragens (nacionais e maranhenses) e outro à escolha de curtas. O comitê de longas foi formado por Leandro Guterres, Filippo Pitanga e Camila de Moraes. A coordenação geral ficou a cargo da jornalista e produtora cultural Stella Lindoso, que também foi responsável pela definição do cronograma de trabalho.

Já sobre as mostras paralelas, a seleção, que não é competitiva, traz obras de diferentes regiões do país e propõe olhares diversos sobre cultura, memória, afetos, juventude, ancestralidade e identidade. Ao todo, mais de 150 filmes foram selecionados em 10 mostras temáticas e 5 mostras tradicionais, em formatos que vão do documentário à animação, do experimental à ficção.

Entre os destaques das mostras de contexto, a curadoria propõe recortes potentes: Feito de coisas lembradas e esquecidas (9 filmes), Mundo em Movimento (7 animações), Toda forma de amor (15 produções LGBTQIAP+), Vozes da Terra (12 obras sobre povos originários) e Ancestralidades e Futuros (10 filmes que cruzam memória e imaginação).

Já as mostras tradicionais acolhem públicos variados: a Cinema Não Tem Idade (10 filmes) traz obras voltadas à terceira idade; a Cenário BR (20 selecionados) e a Cenário MA (12 selecionados) mapeiam a produção nacional e maranhense; enquanto a Faz Todo Sentido (13 títulos) e a Mostra Jovem (15 filmes) reúnem obras que dialogam com questões sensoriais e com o público adolescente. Para as crianças, a Mostra Guarnicezinho (18 filmes) oferece uma seleção de ficções, animações e documentários infantis de todo o país.

As mostras paralelas complementam a programação do Guarnicê com diversidade estética, cultural e temática, reafirmando o papel do festival como espaço de encontros, escuta e celebração do cinema brasileiro em sua pluralidade.

A 48ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será realizada em formato híbrido. As exibições presenciais acontecem em São Luís, enquanto parte da programação estará disponível on-line, por meio do site oficial e do aplicativo CineGuarnicê. Consolidado como um dos mais tradicionais do país, o festival reúne mostras competitivas e paralelas, além de debates, oficinas, homenagens e atividades acadêmicas. 

Conheça os novos filmes selecionados para o 48º Festival Guarnicê de Cinema:

MOSTRAS COMPETITIVAS 

LONGAS-METRAGENS NACIONAIS

Ainda Não é Amanhã, de Milena Times (PE)
Eu Sou Neta dos Antigos, de Adriana Miranda (RJ)
Mambembe, de Fabio Meira (GO)
O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel (MG)
Pau d’Arco, de Ana Aranha (SP/RJ/PA)
Quem é Essa Mulher?, de Mariana Jaspe (BA)
Senhoritas, de Mykaela Plotkin (PE)
Tijolo por Tijolo, de Victoria Álvares e Quentin Delaroche (PE)

LONGAS-METRAGENS MARANHENSES

A Cigana, de Thiago Furtado
A História do Início do Surf no Maranhão, de Marcelo Vasconcelos
Apollo, de Messias Saíssem
Fogo, Murro e Coice, de Denis Carlos
O Teatro te Xama: Família de Criação, de Dani Lopes
Se Não Houvesse o Divino?, de Paulo Fernando Barbosa Ribeiro

VIDEOCLIPES MARANHENSES

Andamento, de Núbia; direção: Jonas Sakamoto
Atins Good Vibes, de Leo Wadie e Nairond; direção: Sunday James
Babadook, de Banda Alikia; direção: Allan Costa 
Baratinando pra Todo lado, Lá vem Ela, A Máquina de Descascar’alho, de Bloco Tradicional Os Baratas; direção: César Barata
Bye, de Lucca Truta, Deon e Kaminski; direção: Vitória Campos
Derreteu, de Socris; direção: Socris
Desce pro Samba, de Os Tropix; direção: Sunday James
Eh Fod@, de Yoongesu; direção: Thiago Dosaro
Filme Trash, de Frimes; direção: Lucas Sá e Frimes
Novas Danças, de Klicia; direção: Jessica Lauane
Particular, de Victor Cravin; direção: Vine Castro
Quem Eu Era, de Yoonguesu; direção: Thaynara Gomes
São Luís Havana, de Banda Criolinas; direção: Coletiva
Saudade com Dendê, de Camila Reis; direção: Nayra Albuquerque
Te Levo nos Lençóis, de Enme; direção: Walber Sousa
Tumalina, de ADH4RAA e GGi; direção: Sunday James
Vem de Lá, de Gugs e Mateus Fazeno Rock; direção: Sunday James
Vida é um $opro, de Neto Rozz; direção: Sunday James

MOSTRAS PARALELAS | Mostras de Contexto

MOSTRA SUBIU A CONSTRUÇÃO COMO SE FOSSE MÁQUINA

E Assim Aprendi a Voar, de Antonio Fargoni (RO)
Memórias da Desindustrialização, de Vivian Castro Villarroel (SP)
Nem Sempre, de Leandro Olimpio e Telmo Martins (SP)
Nicobé, de Jota Carmo (SP)
O Rancho da Goiabada, ou Pois é Meu Camarada, Fácil, Fácil Não é a Vida, de Guilherme Martins (SP)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (PR)

MOSTRA FAZENDO ARTE

A Sílfide: O Processo – A Cada Ensaio uma Bolha Diferente, de Cleiton Maruhan (SP)
Anna Mariani: Anotações Fotográficas, de Alberto Renault (SP)
Antonio e Manoel, de Zeca Ferreira (RJ)
As Cores e os Amores de Lore, de Jorge Bodanzky (SP)
As Muitas Mortes de Antônio Parreiras, de Lucas Parente (CE/RJ)
Atos de Moisés, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Barrela, de Caue Angeli e Lucas Mayor (SP)
Chiquinho Brandão, de Taísa Luciano, Diogo Brandão e Caio Herdy (RJ)
Hudi-Fedegoso-Rocha, de Guilherme Telli (SP)
Laura Rosa, a Violeta do Campo, de Claudenice Goulart e Nicodemos Bezerras (MA)
O Pescador: A Cidade e um Corpo que Narra, de Gilson César e Jéssica Bellini (MA)
O Som Alcança o Sol, de Bruna Epiphanio (SP)
Pacto da Viola, de Guilherme Bacalhao (DF)
Ressaca, de Pedro Estrada (MG)
Sechiisland: A Vida como Obra de Arte, de Cláudia do Canto e João Paulo Miranda Maria (SP)

MOSTRA AFROPERSPECTIVAS

Coroas, de Márcio Coutinho (RJ)
Da Luz ao Vale, de Lufe Bollini (SP)
Escuta, de Izah Neiva (SP)
Fios Ancestrais, de Laís Nogueira (BA)
KM 100, de Lucas Ribeiro (SP)
Macoura, de Gilda Brasileiro e Rodrigo Pereira (SP)
Me Disseram que Sou Negra, de Alexsandra Felipe (MG)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Nicobé, de Jota Carmo (SP)
O Jogo, de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila (RS)
Onde a Maré Leva, de Luan Santos (BA)

MOSTRA AINDA ESTOU AQUI

A Casa Amarela, de Adriel Nizer (PR)
Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ)
Meu Superman, de Alexandre Estevanato (SP)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE)

MOSTRA ELAS POR ELAS

A Fita, de Camila Catarino, Júlia Menezes e UNA (RJ)
A Pisada é Delas: Mulheres do Coração Nazareno, de Patricia Yara Rocha (PE)
Aṣọ Ẹbí, de Luana Andrade (PA)
Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ)
Corpos Invisíveis, de Quézia Lopes (RJ)
Donas da Terra, de Ana Marinho (SE)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (SP/PE/RN)
Eu me Lembro de Você em Lugar Nenhum, de Raíssa Teixeira Ewerton (SP)
Liberdade sem Conduta, de Dênia Cruz (RN)
Mulheres da Luz, de Lúcia Reis e Geovane Camargo (MA)
O Canto das Margaridas, de Mulheres no Audiovisual Pernambuco (PE)
Primeira Pessoa, de Jaciara Rocha (SP)
Sala de Reboco, de Cynara Thomaz (SP)
Silvia Teske Múltipla, de Ricardo Weschenfelder (SC)
Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges (MG)
Teias, de Camila Coradette (SP)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

MOSTRA EM COLAPSO O PLANETA GIRA

A Vida ao Ritmo do Sol, de Larissa Paixão (SE)
Anhangabaú, de Lufe Bollini (SP)
Barragens Entre Nós, de Rodrigo Guim (SP)
Gestão das Águas, de Fabrício Serrão (MA)
Lagoa do Nado: A Festa de um Parque, de Arthur B. Senra (MG/DF)
Maniva, de Wesley Prado (RJ)
Margeado, de Diego Zon (ES)
Na Artesania: Pele de Peixe, Couro é, de Thom Galiano (BA)
Néctar do Tempo, de Pedro Rodrigues (BA)
Pataxi Imamakã: Aldeia Mãe, de Mônica Bello e Theo Bueno (BA)
Projeto Tucumã: Retalhos da Amazônia, de Vanessa Marrocos (PA)
Topo, de Marcel Pires (SP)

MOSTRA FEITO DE COISAS LEMBRADAS E ESQUECIDAS

(Re)memorando o (re)encontro com a Cerâmica em Cambé, de Tayla Silla (PR)
Areia, Memória e Cinema, de Letícia Damasceno Barreto (PE)
Cariri 100 Carnavais, de Helder Lopes e Paulo de Sá Vieira (PE)
Dinamar: Uma Costeira de Alcântara, de Coletivo Meteorango (MA)
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Miola, de Wiliam Euller (MA)
Quando eu, Lia, o Congado, de Thiago Franco (MG)
Ruínas, de Guilherme Hairam (MA)
Terra de Ciganos, de Naji Sidki (DF)

MOSTRA MUNDO EM MOVIMENTO

A Rede, de Beatriz Lima (RJ)
Bicicleta Vermelha, de Rodolpho Pinotti (PR)
Déia e Dete, de Bruna Schelb Corrêa e Francis Frank (MG)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA)
Minha Velha São Luís, de Edízio Moura (MA)
Visagens e Visões, de Rod Rodrigues (PA)

MOSTRA TODA FORMA DE AMOR

Ainda Escuto o Céu Embaixo D’água, de Alice Lovelace, Céuva, Kalina Flor, Lua de Kendra, Marina Bonifácio, Morgana Neves, Nara dos Santos, Pérolla Negra e Samantha de Araújo (AL)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Corpo Aberto, de João Victor Borges e Will Domingos (RJ)
Devir, de Luma Lorenzon (RJ)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Era Uma Vez Diversiones, de Henrique Arruda e Sharlene Esse (PE)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Lunares, de Ana Mikoczak (RJ)
Pérola, de Anna Karoline (PB)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Sofia Tem que Dançar, de Gabriel Motta (RS)
Sua Parte de Mim, de Alícia Abe e Marcelo Meniquelli (SP)
Trânsfuga, de Ana Mendes (RN)
Uma Breve História da Imprensa LGBT+ no Brasil, de Lufe Steffen (SP)
Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)

MOSTRA VOZES DA TERRA

A Travessia, de Sergio Matinelli (SP)
Aldeia Multiétnica: Território da Diversidade, de Juliano George Basso, Lappa Amary, Pedro Guimarães e Ester de Maria (GO)
Ayvu Mbaraete: A Força da Língua, de Giovana de Souza Borges (SP)
Baka Karii-Xocó, de André Leão (AL)
Caminhos do Peabiru, de Juliano de Paula Santos e Bruna Steudel (PR)
Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta, de Marco Altberg e Tainá De Luccas (RJ)
Momat: Ritual da Tucandeira, de Jeane Morep’ei e Daniel Tavares (AM)
Nossa Querida Jabebiracica, de Elder Gomes Barbosa (RJ)
Pataxó Txihi Aponãhi, de Aline Valente e João Carlos (BA)
Pintados para Guerra Contra os Fora da Lei, de Dhiogo Rezende Gomes (MA)
Tremembé Indígenas Urbanos, de Francisco Torres Tremembé (MA)
Um Chamado de Cura, de Sandro Vox, Marcionila Loyola, Ester da Silva, Barum Siqueira Fulni-ô e Lorena Fernandes (RJ)

MOSTRA ANCESTRALIDADES E FUTUROS

Arruma um Pessoal pra Gente Botar uma Macumba num Disco, de Chico Serra (RJ)
Banho de Cheiro, de Eliana Barros (MA)
Benzedores e Puxadores, de Beatriz Fernandes Farias (PA)
Benzô, de Letícia Andra (SP)
Déia e Dete, de Bruna Schelb Corrêa e Francis Frank (MG)
DES conceito, de Iberê Pereira (SP)
Diaspóricas 2, de Ana Clara Gomes (GO)
Herança Real, de Marcos Prado (SP)
Nosso Modo de Lutar, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (Rede Katahirine) (DF)

MOSTRAS PARALELAS | Mostras Tradicionais 

MOSTRA CENÁRIO BR

Bgirling, de Sathurzo (RN)
Bicho Monstro, de Germano de Oliveira (RS)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Brasiliana: O Musical Negro que Apresentou o Brasil ao Mundo, de Joel Zito Araújo (MG)
Como Matar um Rio, de Chicão Santos (RO)
Entretempos, Entremeios, de Luana Campos (SE)
Fenda, de Lis Paim (CE)
Manequim, de Danilo Borges e Diego Borges (DF)
Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Não Haverá Mais História Sem Nós, de Priscilla Brasil (PA)
Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM)
Noke Koi: A Festa de um Povo Verdadeiro, de Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros (AC)
O Carnaval é de Pelé, de Daniele Leite e Lucas Santos (PE)
O Cirurgião de Lázaro, de Frederico Machado, Helena Machado e Daniel Costa (MA)
O Deserto de Akin, de Bernard Lessa (ES)
O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio (MT)
Poemaria, de Davi Kinski (SP)
Tabajara, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI)
Uma Estrada que Corta o Território do Xerente, de Túlio de Melo (TO)
Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles (PB/PE)

MOSTRA CENÁRIO MA

A Festa do Caboclo do Olho D’Água, de Itaparandi Amorim
Apollo, de Messias Saíssem
El Pescador, de Tai Monteiro
Ghosts e Travessuras, de Cláudio Castro
iNTENSE, de Talysson Bastos 
Onça, de Keyci Martins 
Os Tremenbé da Raposa: 10 Anos Depois, de Alberto Cukier 
Papo de Cadeira, Arte Sem Limites, de Fábio Ferreira
Venezia mon amour, de Manlio Macchiavello

MOSTRA CINEMA NÃO TEM IDADE

Brizola: Notas para uma História, de Silvio Tendler (RJ)
Cine Globo: Uma Vida de Cinema, de Christian Jafas e Carlos Roberto Grün (RJ)
Madá e Bia, de Dagmar Talga (GO)
Mesa Posta, de Luiz Felipe Borges (MA)
O Artista Mãe, de Silvana Mariani e Thaís Aguiar (SC)
O Vô Tá On, de Clério Dornell (MG)
Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello (SP)
Rainha da Primavera, de Luiza Guerra (SP)
Rock de Galpão 15 anos: Pachamama Soul, de Tiago Ferraz e Anderson Farias (RS)
Saravá, Meu Avô, de Euselio Gadelha Oliveira e Gabriela Alencar Oliveira (CE)

MOSTRA FAZ TODO SENTIDO

A Bola, de Filipe Rafaeli (SP)
A Última Banda de Rock, de Lírio Ferreira (SP)
Aṣọ Ẹbí, de Luana Andrade (PA)
Atitudinal, de César Rodríguez Pulido (GO)
Cavalo Marinho, de Leo Tabosa (PE)
Feche os Olhos para me Ver, de Alessandro Yamada (PR)
Guia, de Tarcísio Ferreira (AL)
Meu Pai e Eu, de Thiago Moulin (ES)
Na Ponta dos Pés, de Giovanna Romano (SP)
Ninguém é Campeão Sozinho, de Elder Fraga (SP)
O Som da Pele, de Marcos Santos (PE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)

MOSTRA GUARNICÊZINHO

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
Abraços, de Barcabogante (SC)
Aquário, de Anna Lia (DF)
Aurora, de Bruna Lessa (SP)
Azul Marinho, de Stefhany Gabrielly e Paulo Conceição (PE)
Buraco de Minhoca, de Marília Hughes Guerreiro e Cláudio Marques (BA)
Dentro da Caixinha: Mundo de Papel, de Guilherme Reis (MG)
Dia de Chuva, de Alexandre Augusto, Sheila Rodrigues e Sidneia Silva (MG)
Imole Ina, de Ingrid Gonçalves (SC)
Menina Espoleta e os Super-Heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Tais Bichara (BA)
Monstro da Rejeição, de Antônio Carreira (RJ/SP)
Mundinho, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (SP)
Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)
O Gato, de Sheila Rodrigues e Sidneia Silva (MG)
Outro Lugar, de Perseu Azul (MT)
Para Onde Vão os Animais, de Rogério Borges (SP)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (PR)
Thiago e Ísis e Os Biomas do Brasil, de João Amorim (PE)

MOSTRA JOVEM

A Rua do Abismo e o Cinema da Luz, de Enzo Rodrigues (ES)
A Última Banda de Rock, de Lírio Ferreira (SP)
Ausente, de Ana Carolina Soares (MG)
Batalha das Quebradas, de Marcelo Saraiva e João Paulo Lima (PB)
Cartas pela Paz, de Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger (RJ)
Courage, de Leonardy Sales e Victoria Nolasco (GO)
Descamar, de Nicolau (DF)
Enigmas no Rolê, de Ulísver Silva (MS)
IROKO: Caminhos que se (en)cruzam, de Jessica Lauane e Vitória Campos (MA)
Légua Tirana, de Diogo Fontes Ek’derô e Marcos Carvalho Xôlaka (PE)
O Graffiti Delas, de Ana Paula Lobato (MA)
Passa a Bola, de Guilherme Herrera Falchi (SP)
Primavera Preta, de Antonio Santos (PE)
Solanas Explicado às Crianças, de André Queiroz (RJ)
Te pego às 6, de Clara Anne (MA)
Zé da Cupira, de Beto Patriota (SE)

Foto: Cris Lyra.

Goiânia Mostra Curtas 2025 abre inscrições para sua 23ª edição

por: Cinevitor
Inscrições abertas até 23 de junho de 2025

A 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas está com inscrições abertas entre os dias 3 e 23 de junho para curtas-metragens de até 25 minutos, de todos os gêneros, finalizados a partir de janeiro de 2024. Um dos mais longevos e representativos festivais de curta-metragem do país, o evento será realizado de 7 a 12 de outubro, no Teatro Goiânia, com entrada gratuita.

Os filmes podem ser inscritos gratuitamente pelo site oficial do festival (clique aqui) e serão avaliados por uma curadoria especializada. O Regulamento Geral também pode ser conferido no site. As produções selecionadas irão compor as mostras competitivas desta edição: Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás, Curta Mostra Origens e 22ª Mostrinha. Sendo assim, concorrem a prêmios em serviços e produtos oferecidos por empresas do setor audiovisual: “A Goiânia Mostra Curtas é mais do que um festival: é uma plataforma de visibilidade, formação e articulação para o cinema brasileiro. Em duas décadas de existência, reunimos histórias de luta, resistência e criação coletiva. É um espaço que projeta Goiás no cenário nacional e fortalece toda a cadeia do audiovisual”, destaca Maria Abdalla, diretora-geral e idealizadora do festival.

Ao longo de mais de duas décadas, a Goiânia Mostra Curtas construiu uma sólida reputação como espaço de fomento, experimentação e encontro entre realizadores, críticos, estudantes e o público geral. Reconhecido nacionalmente como um dos festivais mais longevos e relevantes dedicados ao curta-metragem no Brasil, o evento já recebeu milhares de filmes e se consolidou pelo compromisso com a diversidade cultural, a valorização regional e a democratização do acesso ao audiovisual. Mais do que uma vitrine para produções de curta duração, o festival se firmou como um território fértil para o surgimento de novas linguagens, estéticas e formas de narrar o país.

“A Mostra tem papel decisivo na formação de novos cineastas e na criação de uma memória viva do cinema brasileiro contemporâneo. A cada ano, vemos o surgimento de vozes que desafiam narrativas hegemônicas e propõem novos olhares sobre o país”, afirma Rafael de Almeida, curador da Curta Mostra Brasil. Para ele, o festival não apenas acolhe, mas também estimula a ousadia criativa, abrindo espaço para que diferentes experiências de mundo sejam expressas pelas lentes do cinema.

Além das exibições, o festival oferece uma ampla programação formativa, com cursos, laboratórios de roteiro, masterclasses, palestras, debates, homenagens e ações de formação de plateia; tudo gratuito e aberto ao público. Essas atividades promovem o encontro entre gerações, fortalecem redes de colaboração e conhecimento e reafirmam a importância do curta-metragem como espaço legítimo de invenção artística e crítica social. Ao se reinventar a cada edição, a Goiânia Mostra Curtas segue como um dos principais motores do audiovisual independente no Brasil, sempre atenta às transformações do tempo presente.

Uma das grandes novidades desta edição é a Curta Mostra Origens, dedicada exclusivamente à produção universitária goiana. Criada para revelar o cinema que nasce dentro das instituições de ensino e pesquisa, a mostra abre espaço para a experimentação, a diversidade estética e a inovação narrativa: “A Curta Mostra Origens nasce do nosso desejo de valorizar e fortalecer o cinema produzido nas universidades goianas. Queremos intensificar a vozes das novas gerações, que trazem olhares frescos, inovadores e profundamente conectados com a pesquisa e a experimentação. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a diversidade estética e narrativa, além de fomentar a formação de futuros realizadores”, afirma Maria Abdalla, diretora-geral do festival.

“Essa mostra é uma janela para o que está sendo pensado e produzido nas universidades goianas. É o cinema das novas gerações, que mistura pesquisa, ousadia e a pulsação do presente”, complementa o curador Elinaldo Meira, professor da Universidade Federal de Goiás, artista visual e pesquisador com pós-doutorados pela UFC e UFRJ.

Além da estreia da Curta Mostra Origens, a programação traz a tradicional Curta Mostra Brasil, com curadoria de Rafael de Almeida, cineasta e artista visual, doutor em Multimeios pela Unicamp, pós-doutor pela UFG e professor da UEG. Rafael atua como curador em festivais como a Goiânia Mostra Curtas e o Pirenópolis Doc, com obras exibidas em diversos festivais e salões de arte no Brasil e no exterior.

A Curta Mostra Goiás será conduzida por Fábio Rodrigues Filho, realizador e pesquisador, doutorando em Comunicação pela UFMG. Fábio atua nas áreas de crítica, curadoria e programação de cinema. É diretor dos curtas Tudo que é apertado rasga e Não vim no mundo para ser pedra, além de coordenador do Fluxo-Fixo, festival de filmes independentes.

Completam a grade da programação, a 22ª Mostrinha, mostra competitiva avaliada por Júri Popular. Ela tem curadoria de Gabriela Romeu, escritora, jornalista e documentarista, que há mais de vinte anos desenvolve projetos que criam pontes entre realidades e infâncias. A mostra é dedicada ao público infantojuvenil e propõe uma seleção de curtas sensíveis e inventivos, pensados para estimular o imaginário das crianças e adolescentes. Com uma curadoria atenta à diversidade de linguagens, narrativas e temas, a Mostrinha busca formar novas plateias e incentivar desde cedo o contato com o cinema como expressão artística e instrumento de reflexão.

Já a Curta Mostra Especial, mostra não competitiva, sob curadoria de Mariana Queen Nwabasili, destaca-se por reunir filmes que abordam temas urgentes da atualidade, como questões sociais, de gênero, raça e sexualidade, promovendo um espaço de diálogo e pensamento crítico. Com essa seleção, o festival reafirma seu compromisso com o cinema como ferramenta de escuta e transformação.

A identidade visual da 23ª Goiânia Mostra Curtas é assinada por Estevão Parreiras, artista visual bacharel em Artes Visuais pela FAV-UFG. Seu trabalho é guiado pela delicadeza do fazer, pelas relações afetivas e pela conexão íntima com o ambiente ao redor: “O que alimenta a minha pesquisa são as questões ligadas à intimidade e ao afeto, à religiosidade popular. O desenho é uma forma de agradecer e confessar, e também um retorno aos lugares afetivos. Para mim, ele carrega uma força de oração”, reflete Parreiras. A proposta visual dialoga com o espírito do festival: um espaço de encontros sensíveis, trocas simbólicas e transformação coletiva.

A 23ª edição será realizada no tradicional mês de outubro, reafirmando o Teatro Goiânia como palco central do festival. O espaço simbólico, situado no coração da cidade, receberá o público para a exibição dos filmes e atividades presenciais: “Estar novamente no Teatro Goiânia é celebrar nossa história e reafirmar o compromisso com a arte como experiência coletiva. Mais do que exibir filmes, queremos promover encontros, trocas e visões plurais sobre o mundo, facilitando o acesso ao público em geral”, reforça Maria Abdalla.

Foto: Divulgação.

35º Cine Ceará: inscrições abertas para as mostras competitivas

por: Cinevitor
Gero Camilo na telona do festival: homenageado na edição passada

A 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro, em Fortaleza, está com inscrições abertas para as mostras Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, brasileira de curta-metragem e Mostra Olhar do Ceará.

Considerado um dos mais longevos festivais de cinema do Brasil, os interessados em participar da seleção das três principais mostras poderão se inscrever entre os dias 2 de junho e 15 de julho de 2025, através do formulário que está disponível no site oficial (clique aqui), onde também consta o regulamento.

Com acesso gratuito em toda a programação, o Cine Ceará ocupa um dos principais equipamentos culturais públicos do estado, o Cineteatro São Luiz, da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult/CE), gerido pelo IDM, Instituto Dragão do Mar. Além de mostras competitivas, o festival realiza também exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades. 

A Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem é direcionada a filmes de países da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, nos gêneros de animação, ficção, documentário ou híbrido. Os longas inscritos devem ter sido concluídos a partir de 2024, com duração mínima de 60 minutos.

A Competitiva Brasileira de curta-metragem é aberta a filmes dos gêneros de ficção, documentário, animação ou híbrido, realizados por produtores e/ou diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos, com duração máxima de 25 minutos, concluídos a partir de 2024, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições do Cine Ceará.

A Mostra Olhar do Ceará é aberta a produtoras ou diretores cearenses, residentes ou não no Ceará. Podem ser inscritos filmes de curta-metragem, de até 25 minutos, e longa-metragem com duração mínima de 60 minutos, concluídos a partir de 2024, nos gêneros de ficção, documentário, animação ou híbrido, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições deste festival.

A exemplo das edições anteriores, a curadoria do Cine Ceará prioriza trabalhos inéditos e se identifica com ações de inclusão social, com isso reservará no mínimo 30% de participação para mulheres diretoras no conjunto das mostras competitivas. Todos os filmes selecionados deverão apresentar legenda descritiva para surdos e ensurdecidos, em idioma português, conforme determina o Ministério da Cultura.

Dentre os participantes da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem, serão agraciados com o Troféu Mucuripe os vencedores em diversas categorias. O melhor longa, eleito pelo Júri Oficial da Competitiva Ibero-americana, receberá o prêmio no valor de R$ 40 mil, a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento.  

Na Mostra Competitiva Brasileira de curta-metragem, o Troféu Mucuripe será concedido aos vencedores nas seguintes categorias: melhor curta-metragem, direção, roteiro e Prêmio da Crítica. O Júri Oficial da Mostra Olhar do Ceará elegerá o melhor curta-metragem e o melhor longa-metragem, que receberão o Troféu Mucuripe.  

Realizado anualmente desde 1991, quando foi lançado como Festival Vídeo Mostra Fortaleza, o Cine Ceará acontece de forma ininterrupta. Desde 2006, adotou seu formato atual, voltado para a exibição de produções da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha

Foto: Luiz Alves.