Cena de Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser
Criada em 2004, a Giornate degli Autori, mostra paralela ao Festival Internacional de Cinema de Veneza, foi inspirada na Quinzena dos Realizadores, de Cannes, com o objetivo de chamar a atenção para um cinema de alta qualidade, sem qualquer tipo de restrição, e com um cuidado especial em inovação, pesquisa, originalidade e independência.
Nesta 22ª edição, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, o cineasta norueguês Dag Johan Haugerud, que recentemente foi premiado em Berlim com o Urso de Ouro por Drømmer, será o presidente do júri. O diretor, que foi consagrado nesta mostra em 2019 com Nossas Crianças, disse em comunicado oficial: “Estou emocionado e entusiasmado por ter recebido a honrosa tarefa de presidir o júri deste ano da Giornate degli Autori, que é muito especial para mim com sua programação apaixonada e seletiva, e pelo fato de selecionar apenas dez filmes com especial cuidado pela inovação, originalidade e independência. Arte, literatura e cinema são mais importantes do que nunca, representam uma oportunidade para a reflexão intelectual e política e, com sorte, uma expansão dos sentidos. Dessa forma, o cinema tem a capacidade de promover mudanças, tanto no nível individual quanto na sociedade como um todo. Com isso em mente, é com grande expectativa que aguardo a programação deste ano”.
Gaia Furrer, diretora artística da Giornate degli Autori, comentou a parceria com Dag Johan Haugerud: “Estamos realmente felizes em anunciar Dag Johan Haugerud como nosso presidente do júri. Ao recebê-lo de volta, seis anos após a memorável estreia de Nossas Crianças, nos maravilhamos com a evolução de um cineasta cuja trilogia Sexo, Amor e Sonhos recebeu o reconhecimento do Urso de Ouro na Berlinale. Seu cinema é atemporal e, ainda assim, profundamente contemporâneo, enraizado em um profundo interesse filosófico por tudo o que nos torna humanos; nossas aspirações, vulnerabilidades e deficiências. O estilo distinto de Haugerud é de uma complexidade terna, que é a melhor resposta para remendar as arestas desgastadas da era em que vivemos”.
Francesco Ranieri Martinotti, presidente da Giornate degli Autori, e Giorgio Gosetti, coordenador geral, também se pronunciaram sobre o presidente do júri: “Estamos felizes em iniciar um novo ciclo que se baseia no espaço incomparável de liberdade e vitalidade criativa que, nos últimos anos, caracterizou a singularidade da nossa seção independente no Festival de Cinema de Veneza. Sua confirmação e fidelidade à nossa ideia de cinema demonstram claramente como a Giornate se tornou uma realidade compartilhada, onde cineastas se provam, reafirmam suas identidades e redescobrem a alegria de união em torno de uma paixão comum”. Além de Dag Johan Haugerud, o júri contará também com: Francesca Andreoli, Lina Soualem, Josh Siegel e Sofian El Fani.
A seleção oficial da 22ª edição da Giornate degli Autori apresenta filmes de sensibilidade artística com urgência de contar o tempo em que vivemos. Todos os títulos são estreias mundiais e, juntos, formam uma janela para o mundo que transportará os amantes do cinema para vinte países e culturas diferentes (incluindo a Itália) que podem se orgulhar de uma variedade notável de estilos e linguagens cinematográficas.
Conheça os filmes selecionados para a mostra Giornate degli Autori 2025:
SELEÇÃO OFICIAL
A Sad and Beautiful World, de Cyril Aris (Líbano/EUA/Alemanha/Arábia Saudita/Qatar) Anoche conquisté Tebas, de Gabriel Azorín (Espanha/Portugal) Arkoudotrypa, de Stergios Dinopoulos e Krysianna B. Papadakis (Grécia) Daroon-e Amir, de Amir Azizi (Irã) La gioia, de Nicolangelo Gelormini (Itália) Memory of Princess Mumbi, de Damien Hauser (Quênia/Suíça) Memory, de Vladlena Sandu (França/Holanda) (filme de abertura) Past Future Continuous, de Morteza Ahmadvand e Firouzeh Khosrovani (Irã/Noruega/Itália) Short Summer, de Nastia Korkia (Alemanha/França/Sérvia) Vainilla, de Mayra Hermosillo (México)
EVENTI SPECIALI
Come ti muovi, sbagli, de Gianni Di Gregorio (Itália) (filme de encerramento) Do You Love Me, de Lana Daher (França/Líbano/Alemanha/Qatar) Écrire la vie: Annie Ernaux racontée par des lycéennes et des lycéens, de Claire Simon (França) Il Quieto Vivere, de Gianluca Matarrese (Itália/Suíça) Lagūna, de Sharunas Bartas (Lituânia/França) Qui vit encore, de Nicolas Wadimoff (Suíça)
NOTTI VENEZIANE
6:06, de Tekla Taidelli (Itália/Portugal) Amata, de Elisa Amoruso (Itália) Confiteor: Come scoprii che non avrei fatto la Rivoluzione, de Bonifacio Angius (Itália/Polônia) Dom, de Massimiliano Battistella (Itália/Bósnia e Herzegovina) Film di Stato, de Roland Sejko (Itália) Indietro così!, de Antonio Morabito (Itália) Life beyond the Pine Curtain: l’America degli invisibili, de Giovanni Troilo (Itália) Toni, mio padre, de Anna Negri (Itália) Una cosa vicina, de Loris G. Nese (Itália)
MIU MIU WOMEN’S TALES Autobiografia di una Borsetta, de Joanna Hogg (Itália)
Maria Fernanda Cândido em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
A 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontecerá entre os dias 4 e 14 de setembro, divulgou os títulos selecionados para as mostras Galas, Special Presentations e Platform, que contará com nomes como Chloé Zhao, Edward Berger, Gus Van Sant, Scarlett Johansson, Baz Luhrmann, Guillermo del Toro, Jafar Panahi, Joachim Trier, Ildikó Enyedi, entre muitos outros.
Nesta edição comemorativa, que celebra os 50 anos do festival canadense, o cinema brasileiro ganha destaque com O Agente Secreto, sexto longa de Kleber Mendonça Filho, recentemente premiado em Cannes. O filme, que será exibido na mostra Special Presentations, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.
O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.
As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.
As mostras Galas e Special Presentations do Festival de Toronto celebram o melhor do cinema contemporâneo em todos os gêneros e estilos, de todos os cantos do mundo. Neste ano, o TIFF exibirá filmes de mais de 30 países que apresentam narrativas ousadas, perspectivas globais e o poder do cinema para conectar públicos de diferentes culturas.
Enquanto isso, a mostra competitiva Platform preza pela visão ousada da direção e pela narrativa singular. A programação, organizada por Robyn Citizen, oferece ao público um primeiro vislumbre de algumas das vozes cinematográficas mais cativantes em ascensão. A edição deste ano apresenta dez filmes, de 19 países, de cineastas em início e meio de carreira prontos para a estreia mundial. O júri será presidido por Carlos Marqués-Marcet, cineasta espanhol, e contará também com: Marianne Jean-Baptiste, atriz britânica de origem santa-lucense; e Chloé Robichaud, cineasta canadense.
Conheça os primeiros filmes selecionados para o 50º Festival de Toronto:
GALAS 2025
Adulthood, de Alex Winter (EUA) Deux pianos (Two Pianos), de Arnaud Desplechin (França) Driver’s Ed, de Bobby Farrelly (EUA) Eleanor the Great, de Scarlett Johansson (EUA) Eternity, de David Freyne (EUA) Fuze, de David Mackenzie (Reino Unido) Glenrothan, de Brian Cox (Reino Unido) Good Fortune, de Aziz Ansari (EUA) Hamnet, de Chloé Zhao (Reino Unido) Homebound, de Neeraj Ghaywan (Índia) John Candy: I Like Me, de Colin Hanks (EUA) (filme de abertura) Lilith Fair: Building a Mystery, de Ally Pankiw (Canadá) Nuremberg, de James Vanderbilt (EUA) Palestine 36, de Annemarie Jacir (Palestina/Reino Unido/França/Dinamarca/Qatar/Arábia Saudita/Jordânia) Peak Everything (Amour Apocalypse), de Anne Émond (Canadá) (filme de encerramento) Roofman, de Derek Cianfrance (EUA) She Has No Name, de Peter Ho-Sun Chan (Hong Kong/China) Sholay, de Ramesh Sippy (50th Anniversary Restoration) (Índia) Swiped, de Rachel Lee Goldenberg (EUA) The Choral, de Nicholas Hytner (Reino Unido) Vie privée (A Private Life), de Rebecca Zlotowski (França)
SPECIAL PRESENTATIONS 2025
A Pale View of Hills (Tôi yama-nami no hikari), de Kei Ishikawa (Japão/Reino Unido/Polônia) A Poet, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia) Bad Apples, de Jonatan Etzler (Reino Unido) Ballad of a Small Player, de Edward Berger (Reino Unido) California Schemin’, de James McAvoy (Reino Unido/EUA) Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica) Charlie Harper, de Tom Dean e Mac Eldridge (EUA) Christy, de David Michôd (EUA) Couture, de Alice Winocour (EUA/França) Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA) Degrassi: Whatever It Takes, de Lisa Rideout (Canadá) Easy’s Waltz, de Nic Pizzolatto (EUA) El cautivo (The Captive), de Alejandro Amenábar (Espanha/Itália) EPiC: Elvis Presley in Concert, de Baz Luhrmann (Austrália/EUA) Eternal Return, de Yaniv Raz (Reino Unido/EUA) Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA) Franz, de Agnieszka Holland (República Tcheca/Alemanha/Polônia) Good News (Gut Nuiuseu), de Byun Sung-hyun (Coreia do Sul) Hedda, de Nia DaCosta (EUA) If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein (EUA) It Was Just an Accident (Yek tasadef sadeh), de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo) It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugás (México) Kokuho, de Lee Sang-il (Japão) Ky Nam Inn, de Leon Le (Vietnã) Lovely Day, de Philippe Falardeau (Canadá) Meadowlarks, de Tasha Hubbard (Canadá) Mile End Kicks, de Chandler Levack (Canadá) Monkey in a Cage, de Anurag Kashyap (Índia) Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França) O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha) Poetic License, de Maude Apatow (EUA) Primavera, de Damiano Michieletto (Itália/França) Project Y, de Lee Hwan (Coreia do Sul) Rental Family, de Hikari (EUA/Japão) Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido) Sacrifice, de Romain Gavras (Reino Unido/Grécia) Scarlet, de Mamoru Hosoda (Japão) Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia/Reino Unido) Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/Hungria/França) Sirāt, de Óliver Laxe (França/Espanha) Sound of Falling (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski (Alemanha) Steal Away, de Clement Virgo (Canadá/Bélgica) The Christophers, de Steven Soderbergh (Reino Unido) The Lost Bus, de Paul Greengrass (EUA) The Smashing Machine, de Benny Safdie (EUA) The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido) The Ugly, de Yeon Sang-ho (Coreia do Sul) Train Dreams, de Clint Bentley (EUA) Tre Ciotole (Three Goodbyes), de Isabel Coixet (Itália/Espanha) Tuner, de Daniel Roher (EUA) Uiksaringitara (Wrong Husband), de Zacharias Kunuk (Canadá) Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, de Rian Johnson (EUA) You Had to Be There: How the Toronto Godspell Ignited the Comedy Revolution…, de Nick Davis (EUA)
PLATFORM
Between Dreams and Hope, de Farnoosh Samadi (Irã) Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA) Hen, de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria) Las Corrientes (The Currents), de Milagros Mumenthaler (Suíça/Argentina) Nino, de Pauline Loquès (França) Sk+te’kmujue’katik (At the Place of Ghosts), de Bretten Hannam (Canadá/Bélgica) Steve, de Tim Mielants (Irlanda/Reino Unido) (filme de abertura) The World of Love, de Yoon Ga-eun (Coreia do Sul) To The Victory!, de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia/Lituânia) Winter of the Crow, de Kasia Adamik (Polônia/Luxemburgo/Reino Unido)
Oscar Isaac em Frankenstein, de Guillermo del Toro: filme em competição
A 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, revelou, nesta terça-feira, 22/07, em uma coletiva de imprensa comandada por Pietrangelo Buttafuoco e Alberto Barbera, a lista completa com os filmes selecionados para este ano.
Na Competição Internacional, que traz 21 títulos na disputa pelo Leão de Ouro, prêmio máximo do evento, nomes consagrados se destacam, como: Kathryn Bigelow, que já foi premiada com Guerra ao Terror; Yorgos Lanthimos, que foi consagrado com Pobres Criaturas e premiado com A Favorita e Alpes; Guillermo Del Toro, vencedor do Leão de Ouro com A Forma da Água; Noah Baumbach, que exibiuHistória de um Casamento e foi premiado com Ruído Branco; François Ozon, que já passou com O Amor em 5 Tempos, Potiche: Esposa Troféu e Frantz; entre muitos outros.
Como já anunciado anteriormente, o cineasta e roteirista americano Alexander Payne será o presidente do Júri Internacional da Competição, que contará também com a atriz brasileira Fernanda Torres, que passou pelo festival italiano no ano passado com o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
Para esta edição, 4.580 títulos foram inscritos; 1.936 longas-metragens e 2.353 curtas. Ao total, 66,35% eram filmes dirigidos por homens, 32,7% por mulheres e 1,38% de outros gêneros.
O cinema brasileiro, infelizmente, não aparece com nenhum filme em competição. Porém, na mostra Venice Immersive, a produção The Midnight Walk, de Klaus Lyngeled e Olov Redmalm, uma coprodução entre Suécia, Brasil e Índia, foi selecionada, fora de competição, para a seção Best of Experiences.
Conheça os filmes selecionados para o 82º Festival de Veneza:
VENEZIA 82 | COMPETIÇÃO
A House of Dynamite, de Kathryn Bigelow (EUA) À pied d’œuvre, de Valérie Donzelli (França) Bugonia, de Yorgos Lanthimos (Reino Unido) Duse, de Pietro Marcello (Itália) Elisa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça) Eojjeol suga eopda (No Other Choice), de Park Chan-wook (Coreia do Sul) Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch (EUA/Irlanda/França) Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA) Jay Kelly, de Noah Baumbach (EUA/Reino Unido/Itália) L’étranger (The Stranger), de François Ozon (França) La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália) (filme de abertura) Nühai (Girl), de Shu Qi (Taiwan) Orphan, de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França) Ri gua zhong tian (Sun rises on us all), de Cai Shangjun (China) Silent Friend, de Ildikó Enyedi (Alemanha/França/Hungria) Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi (Itália) The Smashing Machine, de Benny Safdie (Canadá/EUA/Japão) The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold (Reino Unido) The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França) The Wizard of the Kremlin, de Olivier Assayas (França) Un film fatto per Bene, de Franco Maresco (Itália)
ORIZZONTI | COMPETIÇÃO
Barrio triste, de Stillz (Colômbia/EUA) Dinți de lapte (Milk Teeth), de Mihai Mincan (Romênia/França/Dinamarca/Grécia/Bulgária) En el camino, de David Pablos (México/França) Estrany riu (Strange River), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha) Funeral Casino Blues, de Roderick Warich (Alemanha) Grand Ciel, de Akihiro Hata (França/Luxemburgo) Harà Watan (Lost Land), de Akio Fujimoto (Japão/França/Malásia/Alemanha) Hiedra, de Ana Cristina Barragan (Equador/México/França/Espanha) Human Resource, de Nawapol Thamrongrattanarit (Tailândia) Il rapimento di Arabella, de Carolina Cavalli (Itália) Komedie elahi (Divine Comedy), de Ali Asgari (Irã/Itália/França/Alemanha/Turquia) Late Fame, de Kent Jones (EUA) Mother, de Teona Strugar Mitevska (Bélgica/Macedônia do Norte/Suécia/Dinamarca/Bósnia e Herzegovina) Otec (Father), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia) Pin de Fartie, de Alejo Moguillansky (Argentina) Rose of Nevada, de Mark Jenkin (Reino Unido) Songs of Forgotten Trees, de Anuparna Roy (Índia) The Souffleur, de Gastón Solnicki (Áustria/Argentina) Un anno di scuola, de Laura Samani (Itália/França)
ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO
Coyotes, de Said Zagha (Palestina/França/Jordânia/Reino Unido) El origen del mundo (The origin of the world), de Jazmin Lopez (Argentina) Je crois entendre encore (I hear it still), de Constance Bonnot (França) Kushta Mayn, la mia Costantinopoli, de Nicolò Folin (Itália) La ligne de vie (The Lifeline), de Hugo Becker (França) Lion Rock, de Nick Mayow e Prisca Bouchet (Nova Zelândia) Merrimundi, de Niles Atallah (Chile) Nedostupni (Unavailable), de Kyrylo Zemlyanyi (Ucrânia/França/Bélgica/Bulgária/Holanda) Norheimsund, de Ana Alpizar (Cuba/EUA) Saint Siméon, de Olubunmi Ogunsola (Nigéria) Tang lang (Praying mantis), de Joe Hsieh e Yonfan (Taiwan/Hong Kong) The Curfew, de Shehrezad Maher (EUA) Utan Kelly (Without Kelly), de Lovisa Sirén (Suécia) You jian chui yan (A Soil A Culture A River A People), de Viv Li (Alemanha/Bélgica/China)
ORIZZONTI | CURTA-METRAGEM | FORA DE COMPETIÇÃO
Rukeli, de Alessandro Rak (Itália/Suécia)
ORIZZONTI | Cortometraggi Omaggio alla Scuola di Cinema | A Wave in the Ocean | AWITO
A Very Good Boy, de Samuel Te Kani (Nova Zelândia) Girl Time, de Eleanor Bishop (Nova Zelândia) In Conversation with Jack Maurer, de Hash Perambalam (Nova Zelândia) Kurī, de Ana Chaya Scotney (Nova Zelândia) Socks, de Todd Karehana (Nova Zelândia) The Brightness, de Freya Silas Finch (Nova Zelândia) The Girl Next Door, de Mingjian Cui (Nova Zelândia)
VENEZIA SPOTLIGHT
À bras-le-corps (Silent rebellion), de Marie-Elsa Sgualdo (Suíça/França/Bélgica) Ammazzare stanca, de Daniele Vicari (Itália) Calle Malaga, de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica) Hijra, de Shahad Ameen (Arábia Saudita/Iraque/Egito/Reino Unido) La hija de la española (It Would Be Night in Caracas), de Mariana Rondón e Marité Ugás (México/Venezuela) Made in EU, de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca) Motor City, de Potsy Ponciroli (EUA) Un cabo suelto (A Loose End), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)
FORA DE COMPETIÇÃO | FICÇÃO
After the Hunt, de Luca Guadagnino (EUA) Boşluğa xütbə (Sermon to the Void), de Hilal Baydarov (Azerbaijão/México/Turquia) Chien 51, de Cédric Jimenez (França) Dead Man’s Wire, de Gus Van Sant (EUA) Den Sidste Viking (The Last Viking), de Anders Thomas Jensen (Dinamarca/Suécia) Hateshinaki Scarlet, de Mamoro Hosoda (Japão) Il Maestro, de Andrea Di Stefano (Itália) In the Hand of Dante, de Julian Schnabel (EUA/Itália) L’isola di Andrea, de Antonio Capuano (Itália) La valle dei sorrisi, de Paolo Strippoli (Itália/Eslovênia) Orfeo, de Virgilio Villoresi (Itália)
FORA DE COMPETIÇÃO | DOCUMENTÁRIO
Baba wa al-Qadhafi (My Father and Qaddafi), de Jihan K (EUA/Líbia) Broken English, de Jane Pollard e Iain Forsyth (Reino Unido) Cover-up, de Laura Poitras e Mark Obenhaus (EUA) Director’s Diary, de Alexandr Sokurov (Rússia/Itália) Ferdinando Scianna: Il fotografo dell’ombra, de Roberto Andò (Itália) Ghost Elephants, de Werner Herzog (EUA) Hui jia (Back Home), de Tsai Ming-liang (Taiwan) I diari di Angela: Noi due cineasti. Capitolo terzo, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi (Itália) Kabul, Between Prayers, de Aboozar Amini (Holanda/Bélgica) Kim Novak’s Vertigo, de Alexandre Philippe (EUA) Marc by Sofia, de Sofia Coppola (EUA) Nuestra Tierra, de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca) Remake, de Ross McElwee (EUA) The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska (Macedônia do Norte) Zapiski Nastoyashego Prestupnika (Notes of a true criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA)
FORA DE COMPETIÇÃO | ESPECIAL | CINEMA & MÚSICA
Francesco De Gregori Nevergreen, de Stefano Pistolini (Itália) Newport and The Great Folk Dream, de Robert Gordon (EUA) Nino. 18 giorni, de Toni D’Angelo (Itália) Piero Pelù. Rumore dentro, de Francesco Fei (Itália)
FORA DE COMPETIÇÃO | SÉRIES
Etty, de Hagai Levi (França/Alemanha/Holanda) Il mostro, de Stefano Sollima (Itália) Portobello, de Marco Bellocchio (Itália/França) Un prophète: La série, de Enrico Maria Artale (França)
FORA DE COMPETIÇÃO | CURTA-METRAGEM
Boomerang Atomic, de Rachid Bouchareb (França) How to shoot a ghost, de Charlie Kaufman (EUA/Grécia) Origin, de Yann Arthus-Bertrand (França)
VENICE CLASSICS
Àiqíng wànsuì (Vive l’amour), de Tsai Ming-Liang (1994) (Taiwan) Alucinação Sensual (Kagi), de Kon Ichikawa (1959) (Japão) Aniki-Bóbó, de Manoel de Oliveira (1942) (Portugal) Bashu, O Pequeno Estrangeiro (Bashu gharibeh kouchak), de Bahram Beyzai (1989) (Irã) Cais das Sombras (Le quai des brumes), de Marcel Carné (1938) (França) Casei Contigo para Me Divertir (Ti ho sposato per allegria), de Luciano Salce (1967) (Itália) Dois Acres de Terra (Do bigha zamin), de Bimal Roy (1953) (Índia) Kwaidan: As Quatro Faces do Medo (Kaidan), de Masaki Kobayashi (1965) (Japão) Lolita, de Stanley Kubrick (1962) (EUA) Marca do Renegado (Mark of the Renegade), de Hugo Fregonese (1951) (EUA) Matador, de Pedro Almodóvar (1986) (Espanha) Minha Rainha (Queen Kelly), de Eric von Stroheim (1929) (EUA) O Delinquente Delicado (The Delicate Delinquent), de Don McGuire (1957) (EUA) O Demônio e o Dr. Hichcock (Lo spettro), de Riccardo Freda (1963) (Itália) O Magnífico Traído (Il magnifico cornuto), de Antonio Pietrangeli (1964) (Itália/França) Os Indomáveis (3:10 to Yuma), de Delmer Daves (1957) (EUA) Roma às 11 Horas (Roma ore 11), de Giuseppe De Santis (1952) (Itália) Sangue do Meu Sangue (House of Strangers), de Joseph L. Mankiewicz (1949) (EUA) Sorte Cega (Przypadek), de Krzysztof Kieślowski (1981) (Polônia)
VENICE CLASSICS | DOCUMENTÁRIOS
Boorman and the Devil, de David Kittredge (EUA) Elvira Notari: oltre il silenzio, de Valerio Ciriaci (Itália/EUA) Holofiction, de Michal Kosakowski (Alemanha/Áustria) Louis Malle, le révolté, de Claire Duguet (França) Mata Hari, de Joe Beshenkovsky e James A. Smith (EUA) Megadoc, de Mike Figgis (EUA) Memoria de los olvidados (Memory of the Forgotten), de Javier Espada (Espanha/México/EUA) Sangre Del Toro, de Yves Montmayeur (França/Reino Unido) The Ozu Diaries, de Daniel Raim (EUA)
Andrés Roca Rey no documentário Tardes de soledad, de Albert Serra
O Indie Festival foi criado em 2001, em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a missão de levar o cinema independente internacional ao maior público possível no Brasil. O festival visa fornecer uma alternativa cultural à experiência do cinema comercial, apoiar cineastas independentes e promover a arte do cinema.
A 22ª edição acontecerá na capital mineira entre os dias 7 e 13 de agosto em dois cinemas de rua da cidade: Cine Belas Artes e Centro Cultural Unimed-BH Minas. A programação exibirá 38 filmes, de 19 países, em 53 sessões de cinema, com entrada franca. O Indie quer celebrar o cinema, o contemporâneo, o cult, o clássico e, principalmente, sua história e seu público.
A mostra principal chamada apenas Cinema é como um guia que contém os filmes que deveríamos assistir (ou rever) para reafirmar nosso compromisso com o cinema, com o espaço das salas de exibição ou mesmo para formar nossa bagagem cinematográfica. Afinal, o que é o cinema para você? A mostra traz algumas obras-primas fundamentais, apostas em novos diretores, últimos filmes de cineastas já conhecidos, um pouco de curtas, um pouco de filmes brasileiros. O público vai poder ver: a obra-prima de Chantal Akerman, Jeanne Dielman; dois filmes do gênio David Lynch; uma obra seminal do cinema negro americano, O Matador de Ovelhas, de Charles Burnett; um filme que fez uma sessão histórica no Indie, O Cavalo de Turim, do Béla Tarr; do diretor Hong Sang-Soo, sempre presente no Indie, será exibido seu segundo filme, A Virgem Desnudada por seus Celibatários; e a cópia restaurada do cult japonês Linda Linda Linda, de Nobuhiro Yamashita, que completa 20 anos.
Junto aos clássicos, o cinema contemporâneo marca presença com o adorável Volvéreis, do espanhol Jonás Trueba, premiado na Quinzena de Cineastas, em Cannes; uma nova diretora argentina Silvina Schnicer, em uma coprodução com o Brasil em O Sítio; uma história baseada no genial fotógrafo japonês Masahisa Fukase em Corvos, de Mark Gill; o belíssimo Fogo do Vento da diretora portuguesa Marta Mateus e exibido em Locarno; e dois diretores que já tiveram retrospectiva no Indie: o último do catalão Albert Serra com Tardes de Solidão, grande vencedor da Concha de Ouro no Festival de San Sebastián; e do lituano Sharunas Bartas, De volta à Casa, exibido em Roterdã.
O cinema brasileiro completa a mostra Cinema com dois longas e quatro curtas de diretores mineiros. O teatro, a política e a luta em Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado, premiado na Mostra Tiradentes; e o documentário de Ursula Rösele com depoimentos de sete mulheres acerca do que calaram na vida em Abre Alas. E ainda mais quatro curtas: Mãe do Ouro, de Maick Hannder, exibido e premiado no Festival de Brasília; O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa, indicado ao Prêmio Grande Otelo; Você Lembra, de Victória Morais; e Quando disse adeus achei que tivesse ido, de Juliana Magalhães.
Os norte-americanos vistos pelo olhar estrangeiro de um italiano: o Indie Festival 2025 traz como retrospectiva a obra do diretor italiano Roberto Minervini. Com títulos que combinam elementos dramatizados e observacionais, é considerado um dos mais importantes documentaristas narrativos do cinema contemporâneo. Minervini durante sete anos realizou a trilogia texana: The Passage, Low Tide e Stop The Pounding Heart, com filmes centrados nas comunidades rurais do sul dos Estados Unidos. Em 2015, se muda para a Louisiana onde realiza The Other Side, que estreou no Festival de Cannes de 2015 na mostra Un Certain Regard, e What You Gonna Do When the World’s on Fire?, que disputou o Leão de Ouro em Veneza, abordando o domínio político da sociedade americana e a injustiça social. Já em 2024 realizou a ficção Os Malditos, que lhe rendeu o prêmio de melhor direção na Un Certain Regard em Cannes, sobre uma tropa de voluntários enviada para patrulhar uma região nunca antes explorada em plena Guerra Civil Americana.
A segunda retrospectiva é uma comemoração. Há 27 anos, a produtora mineira Zeta Filmes vem criando festivais como Fluxus, projetos de itinerância, instalações e distribuindo filmes nos cinemas comerciais, além de ser a realizadora do Indie. A criação dos festivais e o projeto de distribuição sempre foram complementares, ambos com o objetivo de formação de público e de apresentar e valorizar o cinema autoral. Nesta celebração, a Zeta escolheu 12 títulos consagrados para a retrospectiva. E mais: o Indie traz também dois filmes com recursos de acessibilidade com Libras, audiodescrição e legenda descritiva: O que está por vir, de Mia Hansen-Løve, e Tangerine, de Sean Baker.
Conheça os filmes selecionados para o Indie Festival 2025:
MOSTRA CINEMA
A Virgem Desnudada por seus Celibatários (Oh! Soo-jung), de Hong Sang-soo (2000) (Coreia do Sul) Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch (2001) (EUA) Corvos (Ravens), de Mark Gill (2024) (França/Japão/Espanha/Bélgica) De Volta à Casa (Back to the Family), de Sharunas Bartas (2025) (Lituânia/França/Polônia/Letônia) Felizes Juntos (Chun gwong ja sit), de Wong Kar-Wai (1997) (Hong Kong) Fogo do Vento, de Marta Mateus (2024) (Portugal/Suíça/França) Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de Chantal Akerman (1975) (Bélgica/França) Linda Linda Linda, de Nobuhiro Yamashita (2005) (Japão) O Cavalo de Turim (A torinói ló), de Béla Tarr (2011) (Hungria/França/Alemanha/Suíça/EUA) O Matador de Ovelhas (Killer of Sheep), de Charles Burnett (1977) (EUA) O Sítio (La quinta), de Silvina Schnicer (2024) (Argentina/Brasil/Chile/Espanha) Tardes de Solidão (Tardes de soledad), de Albert Serra (2024) (Espanha/França/Portugal) Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA) Volveréis, de Jonás Trueba (2024) (Espanha/França)
MOSTRA CINEMA INDIE MINAS | LONGAS
Abre Alas, de Ursula Rösele (MG) Deuses da Peste, de Gabriela Luíza e Tiago Mata Machado (SP/MG)
MOSTRA CINEMA INDIE MINAS | CURTAS
Mãe do Ouro, de Maick Hannder O Lado de Fora Fica Aqui Dentro, de Larissa Barbosa Quando Disse Adeus Achei que Tivesse Ido, de Juliana Magalhães Você Lembra, de Victória Morais
RETROSPECTIVA ROBERTO MINERVINI
A Passagem (The Passage), de Roberto Minervini (2011) (EUA/Bélgica) Acalme Esse Coração Inquieto (Stop The Pounding Heart), de Roberto Minervini (2013) (Itália/Bélgica/EUA) Maré Baixa (Low Tide), de Roberto Minervini (2012) (Itália/EUA) O Outro Lado (The Other Side), de Roberto Minervini (2015) (Itália/França) O Que Você Irá Fazer Quando o Mundo Estiver em Chamas? (What You Gonna Do When the World’s on Fire?), de Roberto Minervini (2019) (Itália/EUA/França) Os Malditos (The Damned), de Roberto Minervini (2024) (Itália/EUA/Bélgica/Canadá)
RETROSPECTIVA ZETA 27 anos
E Então Nós Dançamos (And Then We Danced), de Levan Akin (2019) (Suécia/Geórgia/Alemanha/França) EO, de Jerzy Skolimowski (2022) (Polônia/Itália) Ida, de Paweł Pawlikowski (2013) (Polônia/Dinamarca) Longa Jornada Noite Adentro (Diqiu zuihou de yewan), de Bi Gan (2018) (China/França) Misericórdia (Miséricorde), de Alain Guiraudie (2024) (França/Espanha/Portugal) Na Ventania (Risttuules), de Martti Helde (2014) (Estônia) O Acontecimento (L’événement), de Audrey Diwan (2021) (França) O que Está por Vir (L’avenir), de Mia Hansen-Løve (2016) (França) Tangerine, de Sean Baker (2015) (EUA) Tempo Suspenso (Hors du Temps), de Olivier Assayas (2024) (França) Um Elefante Sentado Quieto (Da xiang xidi erzuo), de Hu Bo (2018) (China) Vitalina Varela, de Pedro Costa (2019) (Portugal)
A 32ª edição do Festival de Cinema de Vitória, o maior evento de cinema e audiovisual do Espírito Santo, começou neste sábado, 19/07, no Teatro Sesc Glória, em cerimônia apresentada pelos atores Lucas Leto e Thardelly Lima.
Entre convidados especiais e discursos, Larissa Caus Delbone, diretora executiva do Festival de Cinema de Vitória, deu boas-vindas ao público: “É um imenso prazer começar essa 32ª edição do Festival do Cinema de Vitória em um momento tão maravilhoso para o cinema brasileiro. O momento em que a gente entende que a emoção que é exibida na tela também movimenta a economia. A emoção que é exibida na tela também faz parte de um ecossistema de produtos que o Brasil tem o maior orgulho de exportar”.
A programação seguiu com a exibição dos curtas-metragens em competição da mostra Foco Capixaba, dedicada a títulos produzidos no Espírito Santo. Foram exibidos: A Última Sala, de Gabriela Busato e Júlio Cesar; Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno; Nosso Tempo a Sós, de Júlio Costa; e Os Cravos, de Renan Amaral. Além disso, o também capixaba O Deserto de Akin, de Bernard Lessa, abriu a Mostra Competitiva Nacional de Longas.
A noite de abertura do Festival de Cinema de Vitória 2025 também foi marcada por emoções com a homenagem para a atriz diretora, produtora e ativista capixaba Verônica Gomes. Natural de Aracruz e com quase 40 anos de atuação artística, possui uma trajetória expressiva nos palcos e, nos últimos anos, no audiovisual, além de ser uma presença de destaque na militância cultural capixaba.
A dança, a poesia e o teatro estão presentes em sua vida desde a adolescência. Em 1986, estreou profissionalmente nos palcos com A Gang do Beijo, de José Louzeiro, mesmo período em que cursou Jornalismo. Verônica possui uma vasta carreira no teatro. Entre seus trabalhos, estão: Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte (1987); Auto de Frei Pedro Palácios (1987); O Riso (1988), dirigidos por César Huapaya; e Negritude (1988), com direção de Vera Viana. Além desses, atuou em Grades Suspensas (1996); Palhaço (1996); A Mulher que Matou os Peixes (1996); Caso Herzog (2000); Uma Casa Brasileira com Certeza (2001); Os Tipos Populares de Vitória (2013); O Mistério da Casa Amarela (2015 e 2017), entre várias outras peças.
A homenageada e seus familiares no palco do Sesc Glória
No cinema, a Homenageada Capixaba do Festival de Vitória atuou como uma das protagonistas do longa-metragem Margeado, de Diego Zon, que foi exibido na programação deste ano. Atrás das câmeras, foi produtora de elenco e figuração, além de segunda assistente de direção de Sérgio Rezende no longa-metragem Lamarca. Mas, Verônica estreou no audiovisual como atriz ainda nos anos 2000, no curta-metragem Ciclo da Paixão, de Luiz Tadeu Teixeira, e retornou aos sets de filmagem em 2004, interpretando a viúva Dona Ana, em Insurreição de Queimado, de João Carlos Coutinho. Atuou também em Cais dos Cães, de Marcos Veronese, Uma Faca só Lâmina, de Luiz Carlos Lacerda, Não Deixa Cair, de Luiz Will Gama, e deu vida à enfermeira Norma no premiado longa-metragem Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira.
No palco do Teatro Sesc Glória, recebeu o troféu das mãos de familiares, foi ovacionada pelo público e discursou: “Ai, que emoção, gente. Primeiro quero pedir a bênção ao meu pai Romualdo e minha mãe Ofélia, que onde estão, estão me abençoando aqui. Dele, um bisneto de escravizado e dela, uma bisneta de indígena, nasceu essa figura aqui, Verônica Gomes, juntamente com mais oito irmãos”.
E continuou seu discurso: “Agradeço a todos vocês que estão aqui. Estou muito honrada com essa homenagem. Eu tenho muito carinho por esse festival. Muito. Eu vi esse festival nascer desde a primeira edição e sempre acompanho e valorizo a cada ano”.
Aplaudida pelo público, Verônica finalizou: “As pessoas perguntam qual a importância desse reconhecimento para mim. Eu costumo falar: é um sentimento muito verdadeiro que eu trago comigo. Essa homenagem não é só minha. Não é demagogia nenhuma. Porque eu sempre procurei cuidar do artista. Além de ser atriz, eu também sou produtora. E eu sempre quis cuidar. Essa homenagem é porque eu sempre tive esses artistas perto de mim, trabalhando comigo”.
Além de ser essa prolífera artista, Verônica Gomes tem sua trajetória marcada pela constante luta pelos avanços das políticas públicas no setor das artes cênicas, com importante participação na fundação e gestão do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado no Espírito Santo (Sated) e integrando o Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo.
A programação do 32º Festival de Cinema de Vitória segue até 24 de julho com 90 filmes selecionados, sendo 85 curtas e cinco longas-metragens, que apresentam um recorte da produção audiovisual brasileira contemporânea.
Neste ano, 29 filmes foram selecionados para suas mostras competitivas internacionais. Entre curtas e longas-metragens, foram inscritos 1.508 títulos, originários de 90 países. Deste montante, a Comissão de Seleção escolheu sete longas e 22 curtas para disputarem o Troféu Elke Maravilha.
Dos longas-metragens selecionados, cinco são brasileiros; a seleção completa-se com produções da Colômbia e Líbano. Já entre os curtas, 14 são nacionais: Rio de Janeiro e São Paulo lideram o ranking de selecionados por estado, com quatro filmes cada. Em segundo lugar, um empate: Bahia e Ceará, com duas produções cada um. Um filme do Pará e outro do Rio Grande do Sul completam o time brasileiro. Já entre os concorrentes internacionais têm um filme argentino, um filipino, um hispano-alemão, um italiano, um francês e um turco.
A Comissão de Seleção foi formada por: Galba Gogóia, roteirista, atriz e diretora pernambucana radicada no Rio de Janeiro; Layla Braz, produtora, produtora executiva e curadora de mostras e festivais de cinema; e Sunny Maia, roteirista, realizador audiovisual, diretor de fotografia e montador cearense.
Além da competição, o For Rainbow, que acontecerá no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, exibirá também mostras especiais e realizará diversas atividades formativas. Toda a programação será gratuita e com acessibilidade garantida.
Conheça os filmes selecionados para o For Rainbow 2025:
MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS-METRAGENS
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (Brasil/GO) As Primeiras, de Adriana Yañez (Brasil/SP) Brigitte’s Planet B, de Santiago Posada (Colômbia) Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar (Brasil/SP) Meu Nome é Agnes (Call Me Agnes), de Daniel Donato (Holanda) Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, de Bruno Costa (Brasil/PR) Salomé, de André Antônio (Brasil/PE) Tripoli/A Tale of Three Cities, de Raed Rafei (Líbano)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS BRASIL
Americana, de Agarb Braga (PA) Carne Fresca, de Giovani Barros (RJ) Cidade by Motoboy, de Mariana Vita (SP) Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA) Corpo Aberto, de João Victor Borges e Will Domingos (RJ) Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP) Noroeste: Quem Nasce Tempestade, Não Tem Medo de Vento Forte, de Cibele Appes (SP) Peixe Morto, de João Fontenele (CE) Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ) Rose e Maria, de Magi do Carmo (CE) Se Eu Tô Aqui é Por Mistério, de Clari Ribeiro (RJ) Tigrezza, de Vinicius Eliziário (BA) VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP) Zagêro, de Victor Di Marco e Marcio Picoli (RS)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS MUNDO
Billi il Cowboy, de Fede Gianni (Itália) Buena Vida Y Poca Vergüenza, de Ana Colato e Guadalupe Sanz (Argentina) El Mártir, de Alejandro Mathé (Alemanha/Espanha) Gigi, de Cynthia Calvi (França) Merhaba Anne, Benim, Lou Lou, de Atakan Yilmaz (Turquia) Mlekołak, de Jakub Kostewicz (Polônia) Prom Queer, de Dylan Margerette Fiona De Asis Cerio (Filipinas) Unfulfilled Dreams, de Shwe Yee Oo (Myanmar)
MOSTRA CEARENSE
Arcad’água, de Paulo Carter (Fortaleza) Estrangeiro, de Edigar Martins (Caucaia) Ninguém na Família Nunca Morreu de Amor, de Mayra Sena Fernandes (Fortaleza) Olho Vivo, de Jéssica Teixeira e João Fontenele (Fortaleza) Para Além do Banco Rosa, de Idell Andrade (Itapipoca) Poesia no Vinho de Seus Lábios, de Matheus Monteiro (Fortaleza) Ponte Metálica, de Felipe Bruno e Wes Maria (Fortaleza) Que a Morte Esteja Convosco, de Cézanne Bertrand Cance (Fortaleza) Quebramar, de Carol Honor e Lucas Ranyere (Fortaleza) Rainha do Milho, de Eduardo Bruno (Fortaleza) Só de Calcinha, de Luiza Nobel; dirigido por Amorfas (Fortaleza) Tiramisù, de Leônidas Oliveira (Aracati) Transdermal, de Garu Pirani (Fortaleza)
MOSTRA FEMININO PLURAL
Anastácia, de Lilih Curi (BA) Busco-me, de Maria C. Ortiz, Suelen Rodrigues, Felipe Chiaretti e Santiago Mendez (PR) Fizzing, de Eleanor Capaldi (Reino Unido) Kotowari, de Coralie Watanabe Prosper (França) Lucía Quema el Puente, de Marcia Roldán (Colômbia) Sappho, de Rosana Urbes (SP) Se Precisar de Algo, de Mariana Cabra (SP) The Art of Making The Simple, Complicated, de Karla Enriquieta Noriega e Maria Jose Noriega (México) Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)
MOSTRA DUPLO ORGULHO
Amma’s Pride, de Shiva Krish (Índia) Being Mon, de May Thyn Kyi (Myanmar) In Nilè, de Jener Mendes e Deko Alves (BA) Inithey Aarambam (Sweet Beginning), de Amal Allesse (Índia) Nhandê, de Begê Muniz e Elisa Telles (AM) Rainha, de Raul de Lima (PA)
FILMES CONVIDADOS
Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP) Secundária, de Amanda Pontes e Michelline Helena (CE)
Depois de anunciar o cineasta e roteirista americano Alexander Payne como presidente do Júri Internacional da Competição, a 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, acaba de revelar os nomes que completam o time de jurados.
Como de costume, personalidades do cinema internacional terão a missão de escolher o grande vencedor do Leão de Ouro, além de outros prêmios. São eles: a atriz brasileira Fernanda Torres, indicada ao Oscar e que no ano passado exibiu no evento o consagrado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que levou o prêmio de melhor roteiro; Stéphane Brizé, diretor e roteirista francês; Maura Delpero, cineasta italiana, que na edição passada recebeu o Grande Prêmio do Júri por Vermiglio: A Noiva da Montanha; Cristian Mungiu, diretor romeno; Mohammad Rasoulof, cineasta iraniano, que foi indicado ao Oscar neste ano com A Semente do Fruto Sagrado; e Zhao Tao, consagrada atriz chinesa.
Além disso, o Festival de Veneza também anunciou que a cineasta francesa Julia Ducournau será presidente do júri da mostra Orizzonti. O time se completa com: Yuri Ancarani, videoartista italiano; Fernando Enrique Juan Lima, crítico de cinema argentino; Shannon Murphy, diretora australiana de TV, teatro e cinema, que passou por Veneza com Babyteeth; e RaMell Ross, cineasta americano, que foi indicado ao Oscar por O Reformatório Nickel e Hale County This Morning, This Evening.
Já o Prêmio Luigi De Laurentiis, Leão do Futuro, que será entregue a um filme de estreia, contará com a cineasta escocesa Charlotte Wells, de Aftersun, como presidente do júri. O time de jurados será formado por: Erige Sehiri, cineasta franco-tunisiana; e Silvio Soldini, diretor italiano.
Gilberto Gil no curta Samba Infinito, de Leonardo Martinelli
A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, acaba de anunciar dezesseis novos títulos na disputa pelos kikitos: são filmes que farão parte das mostras competitivas de longas-metragens documentais e de curtas-metragens brasileiros.
A divulgação aconteceu na tarde desta quinta-feira, 17/07, em coletiva de imprensa na cidade de São Paulo. Além dos novos concorrentes, que serão exibidos dentro da programação do Palácio dos Festivais, o festival anunciou que no dia 20 de julho começam as inscrições para as rodadas de negócios e capacitações do Conexões Gramado Film Market.
Os curadores Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario trazem, em competição, documentários que vão do Amazonas ao litoral potiguar, passando pelo urbano denso do Rio de Janeiro e pelos campos de São Paulo. Todos são inéditos no Brasil: “São filmes que não se contentam em observar: elaboram. Não apenas registram realidades, mas propõem formas de vê-las, escutá-las e, por vezes, resisti-las. Cada um deles carrega em sua essência um pertencimento, ao território, à história, à linguagem, e, juntos, constroem uma cartografia sensível de um país continental em movimento. Em tempos de apagamentos e ruídos, esta seleção aposta no cinema como um ato de escavação e de presença”, contou o curador Marcos Santuario.
Em Até Onde a Vista Alcança, de São Paulo, os diretores Alice Villela e Hidalgo Romero acompanham um guerreiro indígena Kariri-Xocó que desenha no chão o território memorial de seu povo, planejando uma nova retomada. O filme percorre este território e retoma um modo de ser adormecido, conectando terra, política e espiritualidade.
Já Os Avós representa o Amazonas com um mergulho na rotina de avôs e avós jovens, entre 30 e 35 anos. No documentário, Ana Lígia Pimentel radiografa uma realidade profundamente complexa, onde as funções sociais e familiares são assumidas prematuramente, gerando conflitos geracionais, estruturais e culturais.
Voltando ao início dos anos 1960, as diretoras Catherine Murphy e Iris de Oliveira mostram, em Lendo o Mundo, do Rio Grande do Norte, o período em que Paulo Freire liderou um projeto experimental no Nordeste, permitindo que centenas de adultos lessem, escrevessem e votassem. A agitação política levou ao exílio de Freire, durante o qual ele se tornou um ícone global, promovendo a democracia por meio da educação.
Do Rio de Janeiro, Para Vigo Me Voy!, sobre Cacá Diegues, desembarca em Gramado após estreia mundial no Festival de Cannes. O documentário de Lírio Ferreira e Karen Harley apresenta a obra do cineasta passeando entre os filmes e a trajetória pessoal do diretor. O filme traz imagens inéditas, como as dos bastidores de seu último filme como diretor, Deus Ainda é Brasileiro, e de uma sessão especial de Bye Bye Brasil na Favela do Vidigal.
Cacá Diegues no documentário Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
A partir de um número recorde de inscritos, doze produções de oito estados diferentes integram a mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros do 53º Festival de Cinema de Gramado. Os finalistas foram selecionados pela jornalista e crítica de cinema Adriana Androvandi; pelo jornalista, pesquisador e crítico de cinema Diego Benevides; pela produtora executiva Graziella Ferst; pela cineasta Renata Diniz; e pelo professor e realizador Wagner Rosa.
Segundo os integrantes da comissão: “A imensidão de curtas-metragens inscritos reflete o vigor de uma produção que se movimenta e se transforma a todo instante com ficções, documentários e animação que se unem para explorar as profundezas de um Brasil belo, mas marcado por suas fraturas. Os doze filmes selecionados para a programação deste ano evidenciam um cinema nacional que é brasileiro de muitas formas. É brasileiríssimo, e é totalmente nosso”, afirmou o quinteto.
Desde 2017 criando um território vivo de trocas, experimentações e reinvenções do campo audiovisual dentro da programação do Festival de Cinema de Gramado, o Conexões Gramado Film Market abre no próximo dia 20 de julho as inscrições para seus painéis, rodadas de negócios e capacitações, por meio do formulário que estará disponível no site oficial (clique aqui).
Para a edição de 2025, o Conexões reserva um espaço especial em sua programação para a discussão da internacionalização de projetos brasileiros, em busca de impulsionar novos negócios e ampliar espaços de escuta e troca entre criadores do Brasil e do mundo. O destaque se dá quando o Brasil celebra 200 anos de relações diplomáticas com a França. No último mês de maio, o Festival de Cinema de Gramado também foi homenageado no Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
Importantes players como Globo, Disney, O2 Play e Urban já confirmaram presença, além do produtor colombiano David Herrera, do realizador francês Yann Le Quellec e do Adido Audiovisual da Embaixada da França no Brasil, Nicolas Piccato: “Os painéis e as capacitações foram as conexões de Gramado. Essas são atividades basilares na aproximação do nosso mercado com o exterior. O cinema brasileiro tem se tornado cada vez mais internacional, e é por isso que precisamos de uma escuta atenta para fomentar e capacitar novos talentos para essa empreitada que avança fronteiras”, comenta Gisele Hiltl, coordenadora do Conexões Gramado Film Market.
Paralelamente, até o próximo dia 30/07, o Conexões Gramado Film Market também segue com inscrições abertas para a mostra de filmes gerados por Inteligência Artificial e para o Concurso Interativo de Melhor Trailer ou Teaser.
Conheça os novos filmes selecionados para o 53º Festival de Cinema de Gramado:
CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário (RS) As Musas, de Rosa Fernan (PE) Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias (SP) FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno (SP) Jacaré, de Victor Quintanilha (BA) Jeguatá Xirê, de Ana Moura e Marcelo Freire (RS) Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA) O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL) Quando Eu For Grande, de Mano Cappu (PR) Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
LONGAS-METRAGENS DOCUMENTAIS
Até Onde a Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero (SP) Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (RN) Os Avós, de Ana Ligia Pimentel (AM) Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley (RJ)
Marcélia Cartaxo homenageada: vencedora de dois kikitos
O Festival de Cinema de Gramado anunciou nesta terça, 15/07, durante um evento oficial no Rio de Janeiro, três homenageados de sua 53ª edição, que será realizada entre os dias 13 e 23 de agosto: a atriz Marcélia Cartaxo, a produtora Mariza Leão e o ator Rodrigo Santoro, que receberão, respectivamente, os troféus Oscarito, Eduardo Abelin e Kikito de Cristal.
Os curadores Caio Blat e Marcos Santuario, e a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, também revelaram a série brasileira que será lançada durante o evento na Serra Gaúcha: Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente.
Com direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm, Máscaras de Oxigênio (Não) Cairão Automaticamente terá seu primeiro episódio exibido no Palácio dos Festivais na noite de sábado, 16/08. A série de cinco episódios retrata um período de tensão no Brasil, a epidemia da AIDS durante a década de 1980. Baseada em fatos reais, a história acompanha um grupo de comissários de bordo que, ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento, inicia uma operação arriscada de trazer ilegalmente o medicamento AZT do exterior, mobilizando uma rede de solidariedade em meio à negligência do governo frente à crise. No elenco, estão Johnny Massaro, Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Igor Fernandez, Hermila Guedes, Julio Machado, Andréia Horta e Carla Ribas.
A série teve estreia internacional no Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. Recebeu uma Menção Honrosa da Queer Media Society, reforçando seu impacto e relevância na representação de narrativas LGBTQIAPN+, e também foi premiada no Festival Luna de Valência como melhor série de TV e como melhor série pelo Júri Jovem, além de ter recebido Menções Honrosas nas categorias de melhor roteiro, melhor som e trilha sonora original. Com lançamento previsto para 31 de agosto no canal por assinatura e na plataforma HBO Max, a obra é uma coprodução da HBO com a Morena Filmes. Thiago Pimentel, Mariza Leão e Tiago Rezende assinam a produção. Por parte da Warner Bros. Discovery, o projeto conta com produção de Mariano Cesar, Anouk Aaron e Vanessa Miranda. O roteiro é de Leonardo Moreira e Patrícia Corso.
As homenagens do 53º Festival de Cinema de Gramado terão início na sexta-feira, 15/08, na noite de abertura do festival, com o Kikito de Cristal, que será concedido a Rodrigo Santoro, que em agosto completa 50 anos. O ator começou a carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas como Bicho de Sete Cabeças (2000), de Laís Bodanzky e, em seguida, Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles. No cinema internacional, atuou em Simplesmente Amor (2003), 300 (2007), Che (2008), O Golpista do Ano (2009), entre outros. Integrou o elenco das séries Lost (2004) e Westworld (2016). Santoro nunca deixou de trabalhar no Brasil, fazendo com que o cinema brasileiro fosse reconhecido em todo o mundo.
Seu projeto mais recente é o filme O Último Azul, de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, além do prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México. O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, interpretada por Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. O Último Azul, que chega aos cinemas no dia 28 de agosto, será exibido logo após a homenagem no dia 15/08, noite de abertura de Gramado.
Uma das maiores produtoras de cinema do país, Mariza Leão será homenageada com o Troféu Eduardo Abelin na segunda-feira, 18/08. O prêmio leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho e já foi entregue para nomes como Carlos Reichenbach, Cacá Diegues e Arnaldo Jabor. Mariza iniciou sua carreira no cinema ao lado de Sérgio Rezende quando o casal fundou, há exatos 50 anos, a Morena Filmes. Mariza foi a primeira diretora geral da RioFilme e presidente do SICAV, Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual. Ao longo de sua carreira, dirigiu curtas e produziu sucessos de público que somam mais de 20 milhões de espectadores, como a trilogia De Pernas pro Ar (2010, 2012 e 2019), que teve os dois primeiros filmes dirigidos por Roberto Santucci e o terceiro por Julia Rezende, e as comédias Meu Passado me Condena 1 e 2 (2013 e 2015), de Julia Rezende.
Rodrigo Santoro: carreira consagrada
Outro marco foi o fenômeno Meu Nome Não é Johnny (2008), de Mauro Lima. Além dos blockbusters, sua filmografia inclui obras de grande prestígio artístico e histórico, como Lamarca (1994), Guerra de Canudos (1997) e O Homem da Capa Preta (1986), todas dirigidas por Sergio Rezende; o clássico Nunca Fomos Tão Felizes (1984), de Murilo Salles; e títulos da nova geração do cinema nacional, como Ponte Aérea, de Julia Rezende, e Apenas o Fim, de Matheus Souza. Nos últimos anos, Mariza expandiu sua atuação para as séries de televisão e streamings, produzindo títulos como Todo dia a Mesma Noite e Questão de Família. Em fase mais recente, produziu A Porta ao Lado, também de Julia Rezende, entre outros, e está à frente do longa Perrengue Fashion, comédia com Ingrid Guimarães. Com uma carreira que une excelência artística, sucesso comercial e compromisso com o desenvolvimento do audiovisual nacional, Mariza Leão permanece como referência incontornável da produção cinematográfica brasileira.
Na terça-feira, 19/08, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo receberá o Troféu Oscarito, pelos seus mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro. Sua estreia nas telonas aconteceu em 1985, em A Hora da Estrela, quando interpretou uma das personagens mais emblemáticas da literatura brasileira: Macabéa, do livro homônimo de Clarice Lispector. Ao dar vida a ingênua datilógrafa, que se muda do Nordeste para São Paulo, no filme de Suzana Amaral, Marcélia ganhou o mundo e recebeu, entre outros prêmios, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim.
Nascida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, Marcélia é um dos grandes nomes da atuação no Brasil. Já interpretou os mais diversos tipos: de freira a prostituta, de mãe a avó, ela imprime o sonho, a força, a luta e a realidade da mulher brasileira em suas atuações. Com participações no teatro e na televisão, foi no cinema que ela construiu uma carreira sólida e com personagens que entraram para a história do audiovisual brasileiro.
Entre os destaques estão: a prostituta Laurita, de Madame Satã, de Karim Aïnouz, quando foi escolhida a melhor atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro; a bailarina incomum em Pacarrete, de Allan Deberton, que lhe rendeu diversos prêmios, entre eles, melhor atriz em Gramado e Vitória; a mãe do protagonista Francisco, no longa-metragem Big Jato, de Cláudio Assis, que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Brasília; A Mãe, de Cristiano Burlan, que lhe rendeu seu segundo kikito de melhor atriz; entre outros. Nos últimos anos, além da atuação, Cartaxo também vem atuando atrás das câmeras e exercendo a função de diretora. São dela os curtas-metragens Tempo de Ira (2003), De Lua (2013), Redemunho (2016) e Casa do Louvor (2020) que ampliam o seu universo de grande contadora de histórias e comprovam a sua importância para a cultura brasileira.
Marcéia Cartaxo também se destacou em diversos curtas e longas-metragens, como: Lispectorante, Umbilina e Sua Grande Rival, A Praia do Fim do Mundo (que estreia em breve), Ela que Mora no Andar de Cima, Helen, A Ética das Hienas, A História da Eternidade, Baixio das Bestas, O Céu de Suely; entre muitos outros. Na TV, participou de diversas novelas e, recentemente, se destacou na série Cangaço Novo, do Prime Video, renovada para a segunda temporada; e atualmente está no ar em Guerreiros do Sol, novela original Globoplay.
O 53º Festival de Cinema de Gramado também anunciou que o nome do próximo homenageado, que receberá o Troféu Cidade de Gramado, será anunciado em breve. Criada em 2012, quando foi entregue à atriz Eva Wilma, tal honraria já homenageou nomes como Tony Ramos, Ney Latorraca, Antonio Pitanga, Wagner Moura e Ingrid Guimarães. Em 2024, foi concedido à atriz Vera Fischer.
Isabella Guido e Gabriel Novaes em Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho
A 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que acontecerá entre os dias 7 e 12 de outubro, no Teatro Goiânia, selecionou 87 filmes que serão exibidos gratuitamente em diversas mostras. São 42 curtas de ficção, 5 animações, 19 documentários e 12 experimentais, sendo produções de 25 estados brasileiros e Distrito Federal. Além dessas, a Mostra Especial, não competitiva, somará mais nove filmes, que serão divulgados posteriormente.
A Goiânia Mostra Curtas 2025 recebeu um número expressivo de inscrições este ano, demonstrando a vitalidade e a diversidade do cinema brasileiro. De acordo com a diretora-geral, Maria Abdalla, os curtas-metragens atuais estão abordando questões políticas e sociais de forma potente e inovadora, oferecendo novas perspectivas e vozes: “Os curtas-metragens hoje navegam em outras narrativas com uma forte potência para discutir questões políticas e sociais. Essa edição mostra como o formato continua fundamental para erguer vozes a novas perspectivas”, destacou.
A diretora-geral também enfatizou a importância da participação de cineastas de quase todo o Brasil, revelando uma grande força para alavancar a produção audiovisual brasileira: “A 23ª Goiânia Mostra Curtas se apresenta como um espaço de reforço à continuidade da produção de curtas-metragens, assim como discute sua importância no Brasil, e de como este formato é fundamental para representar o cinema brasileiro no exterior”. Com essa edição, a Goiânia Mostra Curtas reafirma sua posição como um importante evento para o cinema brasileiro, promovendo a diversidade e a inovação no setor audiovisual.
Ao todo, foram inscritas 665 produções de ficção, 365 documentários, 139 experimentais e 112 animações, somando um total de 1.281 títulos. As maiores participações foram de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais; apenas o Amapá não enviou filmes.
A 23ª Goiânia Mostra Curtas terá quatro mostras competitivas. Na Curta Mostra Brasil, que apresenta um panorama da produção nacional em curta-metragem, com curadoria de Rafael de Almeida, são 42 filmes: “No Cerrado, o fogo é parte vital do ciclo da terra e da vida: queima para renovar, destrói para fecundar, arde para transformar. A curadoria da Curta Mostra Brasil se deixa atravessar pelo fogo, pensado como matéria, metáfora e método: em busca de filmes que, ao arder, iluminam tensões, criam fendas e reinventam modos de existir no presente”, comenta o curador da Curta Mostra Brasil, Rafael de Almeida, diretor, pesquisador e professor de audiovisual.
Para dar visibilidade à produção local, que se encontra em franco desenvolvimento e ascensão, a Curta Mostra Goiás apresenta 11 filmes, tendo como curador Fábio Rodrigues Filho: “Esta seleção sublinha traços da diversidade pulsante no conjunto de quase cem filmes inscritos. O trabalho da memória com fotografias, animações, ficções a partir de conflitos geracionais ou raciais, além de protocolos experimentais são algumas características marcantes nas obras. Destaca-se ainda a eficácia dos editais públicos, tendo uma presença marcante de filmes financiados”.
Já na 22ª Mostrinha, dedicada ao público infantil, serão 5 filmes exibidos e a seleção passou por um forte desafio: “A curadoria da Mostrinha em 2025 encontrou o ótimo desafio de selecionar filmes em uma safra muito boa, especialmente de curtas de ficção apresentando fortes protagonistas crianças em diferentes estados do país. Algo a se comemorar na produção audiovisual para as infâncias”, afirma a curadora Gabriela Romeu.
Na Curta Mostra Origens, que destaca curtas universitários goianos, novidade desta edição, estão 20 produções selecionadas pelo curador Elinaldo Meira: “A curadoria da Curta Mostra Origens se propôs seguir rastros e afetos que emergem do audiovisual universitário goiano. Dos lugares poéticos, éticos e políticos, das cartografias do sensível, as obras revelam territórios em disputa, pulsando (r)existências e reimaginações”. Em breve serão divulgados os filmes selecionados para a Curta Mostra Especial, com curadoria de Mariana Queen Nwabasili, pesquisadora, curadora e jornalista cinematográfica.
Neste ano, a consagrada atriz paraibana Marcélia Cartaxo, que recentemente se destacou na novela Guerreiros do Sol, será a grande homenageada. Na ocasião, será exibido o curta-metragem Umbilina e Sua Grande Rival, de Marlom Meirelles, no qual Cartaxo protagoniza.
Conheça os filmes selecionados para a 23ª Goiânia Mostra Curtas:
CURTA MOSTRA BRASIL
A Menina e o Pote, de Valentina Homem e Tati Bond (PE) A Natureza, de Rodrigo Ribeyro (SP) Além da Culpa, de Israel Cordova (DF) Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP) Atentado ao Monegasco, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ) Boca Dura, de Alexandre Dal Farra (SP) Boi de Conchas, de Daniel Barosa (SP) Boiuna, de Adriana de Faria (PA) Capturar o Fantasma, de Davi Mello (SP) Caracóis, de Nestor Jr (SC) Dança dos Vagalumes, de Maikon Nery (PR) Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE) Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ) Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG) E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ) Entressonho, de Leandro Pimentel (GO) Entre Corpos, de Mayra Costa (AL) Enxofre, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes (RJ) Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE) Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE) Frutafizz, de Kauan Okuma Bueno (SP) Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ) Inflamável, de Rafael Ribeiro Gontijo (DF) Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ) Jupiter, de Carlos Segundo (MG) Linda do Rosário, de Vladimir Seixas (RJ) Logos, de Britney (RS) Mãe da Manhã, de Clara Trevisan (RS) Mais um Dia, de Vinícius Silva (SP) Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE) Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra (RN) Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA) O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG) O Som do Trovão no Deserto, de Diego Zon (ES) Palavra, de DF Fiuza (BA) Potenciais à Deriva, de Leonardo Pirondi (SP) Presépio, de Felipe Bibian (RJ) Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE) Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP) Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ) Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
CURTA MOSTRA GOIÁS
A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida A Tela, de Gabriel Newton Canto, de Danilo Daher Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco Desta Terra Viverei, de Lidiana Reis Entressonho, de Leandro Pimentel Lobeira, de Larissa Siqueira O Conto da Bixa, de Karvalio/Stella de Eros O Lado que a Cidade Não Vê, de Thomas Toledo TV Insônia, de Diego Robert Última Geração, de Matheus Amorim
CURTA MOSTRA ORIGENS
Acorda, João, de João Dorneles Aparecer do Sol, de Ravi Dourado Atenciosamente, de William Almeida Bendito Seja o Beck, de Marcus Vinicius Diniz Cupins Comem Arte, de Iago Mendonça Depois de Você, de Gustavo Marques Depois do Amém, de Hítallo Torquato Distante de Mim, de Aari Diaz, Maria Fernanda Pelles e Tharso Marques IRAÊ, de Gabriel Vilela Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento Mulheres que Abrem Caminhos, de Pollyanna Marques Oficina, de Geraldo Cesario Órfãos do Imperador, de Thiago Alonso Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende Relicário, de Amanda Rosa e Hítallo Torquato Santa Muerte: O Culto a Mictecacihuatl, de Bruno Karasiaki Filene Sonho que Vivia Acordado, de Luca M. Fraietta e Yare Sobreira Takana: A Casa dos Espíritos, de Vandimar Marques The Little Chronicles About Love, de Andy Wolf Último Corre, de João Paulo Rabello e Erik Gondim
22ª MOSTRINHA
A Menina que Queria Voar, de Tais Amordivino (BA) Debaixo do Pé de Pequi, de Maiári Iasi (GO) Lagrimar, de Paula Vanina (RN) Menina Espoleta e os Super-heróis secretos, de Pedro Perazzo, Paula Lice e Tais Bichara (BA) Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)
Foram anunciados nesta segunda-feira, 14/07, os filmes selecionados para a 36ª edição do Curta Kinoforum, que acontecerá entre os dias 21 e 31 de agosto. Com todas as atividades gratuitas, o evento ocupará diversas salas e espaços da cidade de São Paulo.
Neste ano, foram quase três mil títulos inscritos para o Festival Internacional de Curtas de São Paulo; a seleção conta com filmes brasileiros, latinos e internacionais que traduzem a potência criativa da produção recente do curta-metragem mundial através de uma proposta de leitura mais otimista e propositiva do mundo contemporâneo, acolhendo o gesto criativo, o diverso e o imprevisível na forma de cinema. A seleção completa do festival será anunciada em breve e inclui filmes convidados que completam os diversos Programas Especiais da programação.
Os comitês de visionamento das mostras Internacional, Latino-Americana e dos Programas Brasileiros foram compostos por: Amanda Pó, Andréa Cals, Anne Fryszman, Beth Sá Freire, Bethania Maia, Bruno Dias, Christian Saghaard, Clarissa Kuschnir, Felipe Gayotto, Flavia Candida, Guilherme Cândido, Julia Katharine, Livia Leite, Marcio Miranda Perez, Otávio Osaki Cruz, Rafael Sampaio, Ricky Mastro, Rodrigo Fonseca, Sofia Wickerhauser, Thays Costa, Vitor Velloso, Viviane Pistache e Zoe di Cadore.
A seleção contou ainda com a colaboração dos estudantes participantes do Visionamento em Curso: Catharina Strobel, Deivison Chioke, Giovanna Culpian de Oliveira, Heitor Beluco, Helena Alves Pacheco, Luan Matheus da Silva Souza, Marcus Vinicius Diniz de Lima, Maria Victoria Martins, Melkides Diniz, Nina Varela, Rhero Silva e Vitória Campos.
Criado em 1990, o Festival Internacional de Curtas de São Paulo é reconhecido como um dos mais importantes eventos mundiais dedicados ao filme de curta duração. Dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa, o evento é organizado pela Associação Cultural Kinoforum, entidade também responsável pelas Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual, entre outras atividades.
Conheça os filmes selecionados para o 36º Curta Kinoforum:
PROGRAMAS BRASILEIROS
A Cabana, de Barbara Sturm (SP) A Carta de Mudan e as Oito Primaveras, de Pedro Nishi (SP) A Dita Filha de Claudia Wonder, de Wallie Ruy (SP) A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB) A Tragédia do Lobo-guará, de Kimberly Palermo (RJ) Abandonar um Cavalo, de Arthur Maciel (SP) Amarela, de André Hayato Saito (SP) Americana, de Agarb Braga (PA) Arame Farpado, de Gustavo de Carvalho (SP) Bela LX-404, de Luiza Botelho (RJ) Benedita, de Cadu Azevedo e Lane Lopes (RJ) Chevette, de Felipe Palmieri (SP) Conselho, de Alice Riff (SP) Da Viela pra Cá, de Mayra Russo (SP) Das Cinzas às Cinzas, de Artur Ianckievicz (PR) Desconstruindo Lene, de Guilherme Maia (BA) Dia dos Pais, de Bernardo Ale Abinader (AM) Dois Nilos, de Samuel Lobo (RJ) Drunk Car, de Brunella Martina (SP) E Assim Aprendi a Voar, de Antonio Fargoni (RO) Elegia, de André Quevedo Pacheco (SP) Entre Corpos, de Mayra Costa (AL) Entre Latidos e Ruídos, de Lucas Lespier (SP) Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE/RN) Escorpionikas: Contramanifiesto, de Bruna Kury, Matheus Mello e Nisha Platzer (SC) Feiura Comovente, de Ultra Martini (SP) Filme Sem Querer, de Lincoln Péricles (SP) Fim de Jogo, de Clara Leal (RN) Fronteriza, de Nay Mendl e Rosa Caldeira (SP) Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ) Homenagem a Kiarostami, de Jean-Claude Bernardet (SP) Inflamável, de Rafael Gontijo (DF) Iracema, de Yuri Correa (RS) Janete, de Rebecca Cerqueira (SP) Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP) Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN) Mãe da Manhã, de Clara Trevisan Farret (RS) Malmequer, de Maria Julia Gonçalves (SP) Marmita, de Guilherme Peraro (SP) Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP) Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR) Minha Câmera é Minha Flecha, de Natália Tupi (SP) Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (SP) Moti, de Andre Okuma (SP) O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol AÓ (SP/BA) O Homem-Som, de Giovani Beloto (SP) O Impulso e Outras Aversões, de Marcos Fábio Katudjian (SP) O Medo tá Foda, de Esaú Pereira (CE) O Primo Holandês, de Nuno Lindoso (AL) Onde Morrem os Cães, de Pedro Jordaim (SP) Ontem Lembrei de Minha Mãe, de Leandro Afonso (PR) Peixe Morto, de João Fontenele (CE) Picumã, de Sladká Meduza (SP) Quando Sair Lá Fora Serei Ana, de Edson Lemos Akatoy e Jamila Facury (PB) Quase Trap, de Filipe Barbosa (SP) Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP) Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira (RJ/SP) Ressonância, de Anna Zêpa (RN) Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal) Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ) Sonhos à Margem, de Daniel Finamore (SP) Sonhos de Diadema, de Giu Valentim (SP) Trajeto do Desmoronamento, de Helena Antunes (RN) Vênus Visitou São Paulo, de Socorro Lira (SP) Veredas, de Igor Rossato (SP) Video Connection, de Sérgio Rizzo (SP) Viventes, de Fabrício Basílio (RJ) Vozes do Mangue, de JP Resende (SP)
MOSTRA LIMITE
Al Basateen, de Antoine Chapon (França) Casca, de Bianca Toloi (SP) Chaika, de Ingrid Paola Bonilla Rodríguez (Colômbia) Cherry, Passion Fruit, de Renato José Duque (SP/Portugal) Common Pear, de Gregor Božič (Eslovênia/Reino Unido) Denominador Comum, de Henrique Guimarães (SP) Die Schöne Tote, de Jan Soldat (Áustria/Alemanha) Echoes of a Wet Finger, de Vitória Cribb (RJ/Emirados Árabes Unidos) Espero que Não se Importe, de Natalia Lemos (SP) O Ano da Serpente, de Bruno Vilela (PE) O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (RJ/Bélgica) Película | Film, de Sofia Leão e Brenda Barbosa (RJ) Post: Familia, de Alexis Tafur (Colômbia) Saarvocado, de Victor Orozco Ramirez (Alemanha/México) Safo, de Rosana Urbes (SP) Sonho em Ruínas, de Priscila Nascimento (PE) The Alignment Problem, de Guilherme Peters, Matias Mariani e Roberto Winter (SP) The Garden of Electric Delights, de Billy Roisz (Áustria) Vesuvio, de Bruno Christofoletti Barrenha (Alemanha)
MOSTRA LATINO-AMERICANA
Akababuru: Expresión de Asombro, de Irati Dojura (Colômbia) Bailes Inverosímiles en Cajeros Automáticos Nocturnos, de Gustavo Hernández de Anda (México) Cenizas de Leche, de Amelia Eloisa (México) Domingo Familiar, de Gerardo Del Razo (México) El Ascenso y Caída de Zara Zilverstein, de Brian Kazez (Argentina/França/Espanha/EUA) Entre Tormentas, de Fran Zayas (Porto Rico) Estela, de Maria Ines Pijuan e Armel Hostiou (Costa Rica/França) James, de Andrés Rodríguez (Guatemala/México) Kanekalon, de Sara J. Asprilla Palomino (Colômbia) Luz Diabla, de Gervasio Canda, Patricio Plaza e Paula Boffo (Argentina/Canadá) Marahoro, de Sofía Rodriguez (Chile/EUA) MDB, de Milagros Aquilia (Argentina) Miren Felder, de Malen Otaño (Argentina) Mutsk Wuäjxtë’ (Pequeños Zorros), de Ximena Guzmán e Balam Toscano (México) Niño Halcón Duerme Entre Visiones de un Incendio, de Mauricio Sáenz-Cánovas (México) Nocturno, de Ana Apontes e Sol Muñoz (Argentina) Novia Ke Te Veamos, de Valentina Lambach e Melanie Catan (Uruguai) Petra y El Sol, de Malu Furche e Stefania Malacchini (Chile) Rito de Paso, de Jose Luis Jiménez (Cuba) Servicio Necrológico para Usted, de María Salafranca (Cuba) Sukua, de Omar E. Ospina Giraldo (Colômbia) Susana, de Amandine Thomas e Gerardo Coello Escalante (México/EUA) Tres, de Juan Ignacio Ceballos (Argentina)
MOSTRA INTERNACIONAL
1:10, de Sinan Taner (Suíça) 400 Cassettes, de Petraki Thelyia (Grécia) Amarelo Banana, de Alexandre Sousa (Portugal/Hungria) Amazeze, de Jordy Sank (África do Sul) Apocalypse, de Benoit Méry (França) Autokar, de Sylwia Szkiladz (Bélgica) Bād, de Moeinoddin Jalali (Irã/Ucrânia) Beneath Which Rivers Flow, de Yahya Ali (Iraque) Blueberry, de Emil Brulin e Hampus Hallberg (Suécia) Born a Celebrity, de Luay Awwad (Palestina) Candy Bar, de Nash Edgerton (Austrália) Chao Somnop Chet, de Chheangkea (Camboja/França/EUA) De Sucre, de Clàudia Cedó (Espanha) Die Sänger, de Fabian Rausch e Zorah Berghammer (Áustria) Don’t Wanna Die, de Woo Joohyun (Coréia do Sul) Don’t You Dare Film Me Now, de Cade Featherstone (EUA) Enfin Elle Les Tue Tous, de Céline Novel (França) Eraserhead in a Knitted Shopping Bag, de Lili Koss (Bulgária) Fire Drill, de Villwock Maximilian (Alemanha) Frères De Lait, de Kenza Tazi (Marrocos/França) Ghost Protists, de Sasha Waters (EUA) Hayom Ze Hayom, de Roee Naggan (Israel) I’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom (França/Palestina/Grécia) Idüll, de Rao Heidmets (Estônia) Kámen Osudu, de Julie Cerná (República Tcheca) Kotowari, de Coralie Watanabe Prosper (França) La Sangre, de Joaquín León (Espanha) Laissez-Moi Danser, de Lou Zidi (França) Lamento, de Demian Wohler e Jannik Giger (Suíça) Luanda, de Muriel Brunier (França) Mother is a Natural Sinner, de Taheri Hoda e Boris Hadžija (Alemanha/Irã) Nesting, de Iyanah Bativala (República Tcheca) O, de Rúnar Rúnarsson (Islândia/Suécia) One Day This Kid, de Alexander Farah (Canadá) Paysage Après La Bataille, de João Paulo Miranda Maria (França) Quai Sisowath, de Stéphanie Lansaque e François Leroy (França) Red Flag, de Dimitri Krassoulia-Vronsky (França) Sammi, Who Can Detach His Body Parts, de Rein Maychaelson (Indonésia) Sheng Qi Shou, de Zhizheng Qu (China) Sie Puppt Mit Puppen, de Karin Fisslthaler (Áustria) The Day After, de Shira Chait (EUA/Israel) The Eggregore’s Theory, de Andrea Gatopoulos (Itália) The Spectacle, de Bálint Kenyeres (Hungria/França) Three Keenings, de Oliver Mcgoldrick (Reino Unido/EUA) Through Your Eyes, de Nelson Yeo (Singapura) Touche Pipi, de Philippe Chatard (França) Træer Malet I Tjære, de Casper Rudolf (Dinamarca) Voyeur, de Maryam Hashempour (Irã) We Beg To Differ, de Ruairi Bradley (Irlanda) We Will Be Who We Are, de Priscillia Kounkou Hoveyda (Serra Leoa) What If They Bomb Here Tonight?, de Samir Syriani (Líbano) Who Loves The Sun, de Arshia Shakiba (Canadá) Zodiac, de Hans Buyse (Bélgica)
MOSTRA INFANTOJUVENIL
A Fogueira Já Queimou o Meu Amor, de Maria Ianne Santos (RJ) A Garota e a Pipa, de Neta Lavor (SP) A Mais Bela História de Princesa, de Belise Oliveira (SP) Camilly Quer Ser Cantora de Ópera, de Camila C. Bastos (RJ) Carrinho de Rolimã: Uma Aventura em Alta Velocidade, de Rafael Nzinga (PA) La Carpe Et L’enfant, de Arnaud Demuynck e Morgane Simon (Bélgica, França) Le Tunnel De La Nuit, de Annechien Strouven (Bélgica/França) Memória de Pivete, de Pedro Santi (SP) Menina Espoleta e os Super-heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Tais Bichara (SP) Mytikah: O Livro dos Heróis de Carolina Maria de Jesus, de Hygor Amorim (SP) Passa a Bola, de Guilherme Falchi (SP) Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP) Seu Vô e a Baleia, de Mariana Elisabetsky (SP) Uma Menina, Um Rio, de Renata Martins Alvarez (SP)
PROGRAMAS ESPECIAIS: NOCTURNU | CINE FANTÁSTICO E DE HORROR
Playing God, de Matteo Burani (França/Itália) Tente Sua Sorte, de Guenia Lemos (PR) Verso, de Olivier Seibert Ludot (França) Zoé, de Rémi St-Michel (Canadá)
André Antônio, Aura do Nascimento e Dora Amorim, de Salomé: filme premiado
Foram anunciados neste sábado, 12/07, em cerimônia apresentada pela atriz Giovanna Araújo, no Auditório da Reitoria da UFRN, os vencedores da 11ª edição do Festival Goiamum Audiovisual, que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte.
Durante uma semana imersiva com o melhor do cinema brasileiro, com projeção em 4K e som de alta qualidade, o festival exibiu mais de 50 títulos em sua programação gratuita. Ao todo, foram centenas de pessoas que passaram pela 11ª edição, com dezenas de filmes, debates, oficina, sessões e mostras ao longo de seis dias de evento.
Pela primeira vez, o Goiamum apresentou uma mostra competitiva de longas-metragens e o grande vencedor foi A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert, com cinco prêmios, entre eles, melhor filme e melhor atuação para Shirley Cruz. O Júri Oficial foi formado por Ana Paola Ottoni, Carito Cavalcanti e Rosália Figueiredo.
Entre os curtas-metragens, a animação potiguar Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós, levou o Troféu Boi de Prata de melhor filme: “Pela universalidade do tema e pela abordagem sensível sobre questões humanas comuns”, disse o Júri Oficial, que foi formado por Danielle Brito, Márcio Blanco e Rodrigo Almeida.
A ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, foi responsável pelo Prêmio da Crítica, e contou com Ana Karla Batista Farias, Aryanne Queiroz, Danilo E. Souza, Felipe Rocha, Paula Pardilhos e Rômulo Sckaff no júri.
Entre os curtas, o potiguar Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz, foi premiado pelos críticos: “Pelo modo como o filme preserva a identidade da mulher e acentua a emoção com seus planos detalhes e closes delicados, ampliando a força do tema da violência de gênero”, diz a justificativa. Já entre os longas, o vencedor foi o pernambucano Salomé, de André Antônio: “Por trazer um cinema que, mais do que simplesmente representar, apresenta outros mundos; pela direção precisa, cujo tempo da cena é esculpido de modo a externar as emoções das personagens e sedimentá-las no espectador; pela mise-en-scène hipnótica que se valoriza ainda mais pela entrega carismática do elenco e, sobretudo, pela performance contranormativa arrojada e surpreendente”.
Além da premiação, o último dia do Goiamum foi marcado por sessões especiais. O longa Filhos do Mangue, de Eliane Caffé, rodado integralmente no Rio Grande do Norte com participação de moradores e pescadores de Barra do Cunhaú, do Povo Potiguara Katu, da AOCA e de artistas locais de Natal, foi exibido no Auditório da Reitoria com a presença do público e integrantes da equipe, entre eles, o ator Roney Villela e a atriz Genilda Maria. O documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, também foi exibido fora de competição e emocionou o público do Goiamum; as artistas Suelanny Tigresa, Raquel Simpson e Christiane Falcão, personagens do longa, fizeram uma apresentação antes da sessão.
A noite encerrou com a exibição de Macaléia, de Rejane Zilles, e um show especial de Jards Macalé, que trouxe sua singularidade, verdade e liberdade criativa para ecoar no palco do Goiamum, atraindo um público diverso e ávido por celebrar a junção da sétima arte, com a musicalidade inconfundível do artista.
Conheça os vencedores do Festival Goiamum Audiovisual 2025:
CURTA GOIAMUM
Melhor Filme: Medo de Cachorro, de Ítalo Tapajós (RN) Melhor Direção: Gustavo de Carvalho, por Arame Farpado Melhor Roteiro: Junho de 2002, escrito por Tainá Lima Prêmio Especial do Júri: Victor Henrique Oliver, por Americana
LONGA GOIAMUM
Melhor Filme: A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert (SP) Melhor Direção: Victoria Álvares e Quentin Delaroche, por Tijolo por Tijolo Prêmio Especial do Júri: Sem Vergonha, de Rafael Saar (RJ) Melhor Roteiro: A Melhor Mãe do Mundo, escrito por Anna Muylaert Melhor Atuação: Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo Melhor Fotografia: Salomé, por Linga Acácio Melhor Direção de Arte: A Melhor Mãe do Mundo, por Maíra Mesquita e Juliana Ribeiro Melhor Trilha Sonora: Salomé, por Mateus Alves e Piero Bianchi Melhor Som: A Melhor Mãe do Mundo, por Ricardo Reis Melhor Montagem: Tijolo por Tijolo, por Quentin Delaroche
PRÊMIO DA CRÍTICA
Melhor curta-metragem: Liberdade Sem Conduta, de Dênia Cruz (RN) Melhor longa-metragem: Salomé, de André Antônio (PE)