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Com Noá Bonoba, Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, encerra a 35ª edição do Cine Ceará

por: Cinevitor
Elenco e equipe no palco do Cineteatro São Luiz

Depois de passar pelo FIDMarseille, na França, e ser premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro como melhor filme pelo Júri da Crítica, Morte e Vida Madalena, escrito e dirigido por Guto Parente, encerrou a 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema nesta sexta-feira, 26/09.

Filmado no Ceará, o longa acompanha Madalena, uma produtora grávida de oito meses que busca concluir um filme de ficção científica escrito pelo pai recém-falecido, enquanto lida com o caos de sua vida pessoal e profissional. Protagonizado por Noá Bonoba, o elenco reúne nomes como Nataly Rocha, Tavinho Teixeira, Marcus Curvelo, David Santos, Carlos Francisco, Linga Acácio, Honório Félix, Jennifer Joingley, Rodrigo Fernandes, Souma, Tavares Neto, Armando Praça, Lui Fontenele, Tuan Fernandes e Raul Lôbo.

Para apresentar o filme na noite de encerramento do festival, depois da premiação, Guto Parente subiu ao palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, com grande parte da sua equipe: “Essa é a sessão mais esperada para mim, com certeza: passar o filme em casa com essa equipe foda que fez tudo isso acontecer. Esse é um filme movido pela paixão pelo cinema, é uma carta de amor ao cinema e para todas essas pessoas, toda essa equipe aqui. O cinema é uma arte coletiva e isso é muito bonito”, disse o cineasta cearense, que já dirigiu obras como A Misteriosa Morte de Pérola, Inferninho, O Clube dos Canibais, Estranho Caminho, entre outros. 

Guto Parente e sua equipe no Cine Ceará: filme de encerramento

A protagonista Noá Bonoba, ovacionada pelo público, também discursou: “Eu vou quebrar um pouco o protocolo, já que tenho algumas coisas para falar. Nós temos profissionais trans maravilhosos nesse estado. Eu acabei de finalizar meu primeiro longa-metragem [Iguaraguá], junto com o izzi vitório, que está aqui na plateia também. É o primeiro longa-metragem dirigido por pessoas trans do estado do Ceará”. E continuou: “E aqui nesse filme, fizemos um esforço que eu acho que todas as produções do Brasil e do mundo precisam fazer: ter um percentual maior de pessoas trans em suas equipes. Além das reservas de vagas para pessoas trans em todos os editais, em todos os processos seletivos”

E seguiu seu discurso: “Agora eu vou deixar um pouco a militância de lado. O Cine Ceará foi um festival muito importante para mim, para a minha formação. Eu acompanho desde os meus 17 anos de idade. Eu tenho 34 anos hoje. E tem uma pessoa que foi fundamental para esse processo, que é o meu pai, que tá aqui hoje. Sempre que tinha o Cine Ceará, ele vinha mais cedo, pegava os ingressos e vinha assistir junto comigo aos filmes. E isso era incrível. Então, queria agradecer a ele hoje, queria dedicar essa sessão ao meu pai”

Produzido por Ticiana Augusto Lima, que também assina a produção executiva com Caroline Louise, Morte e Vida Madalena tem direção de fotografia de Ivo Lopes Araújo e direção de arte de Taís Augusto. O figurino é assinado por Thaís de Campos e a maquiagem por Elen Barbosa; Paulo Gama assina a música original e a mixagem. A montagem é de Guto Parente e Irmãs Augusto Lima; o som direto e a edição de som é de Lucas Coelho. Breno Baptista assina como assistente de direção. A produção é da Tardo Filmes, coprodução do Canal Brasil e C.R.I.M. e distribuição da Embaúba Filmes.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Ribamar Neto e Guilherme Silva.

Cine Ceará 2025: conheça os vencedores; filme equatoriano é consagrado

por: Cinevitor
Misha Vallejo: diretor do premiado Eco de Luz

Foram anunciados nesta sexta-feira, 26/09, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, em cerimônia apresentada por Danilo Castro e Gabriela Dourado, os vencedores da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

O filme equatoriano Eco de Luz, dirigido por Misha Vallejo, foi eleito pelo Júri Oficial como melhor longa-metragem da mostra competitiva ibero-americana. Além disso, conquistou também o Troféu Mucuripe de melhor roteiro e melhor montagem e o Prêmio da Crítica Abraccine/Aceccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema e Associação Cearense de Críticos de Cinema) de melhor longa. A obra é centrada na história da família do próprio diretor, que também é fotógrafo e usa a câmera do avô para tentar se conectar com esse homem que ele nunca conheceu. O filme foi exibido no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, no Festival de Cinema de Guadalajara e no Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias.

Por ter sido eleito o melhor longa-metragem da competição ibero-americana, Eco de Luz também recebeu do festival um prêmio no valor de R$ 40 mil a ser pago sob a forma de recursos para distribuição da obra no Brasil, dentro dos critérios do regulamento. Também foi destaque entre os vencedores o longa Al oeste, en Zapata, de David Beltrán i Mari, coprodução entre Cuba e Espanha, agraciado em três categorias: melhor direção, melhor fotografia e melhor som.

Da mostra competitiva brasileira de curta-metragem, Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni, coprodução entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, levou o Troféu Mucuripe de melhor curta. Na Mostra Olhar do Ceará, o longa Centro Ilusão, de Pedro Diogenes se destacou; o curta Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes foi consagrado e levou também o Prêmio Unifor de Cinema no valor de R$ 5 mil, concedido ao curta da mostra eleito pelo Júri Oficial

O Troféu Samburá de melhor curta-metragem, prêmio especial da mostra concedido pelo jornal O Povo e o Vida & Arte, elegeu como melhor filme o curta paranaense Thayara, de Mila Leão, e como melhor direção o paulista João Toldi, por Brincadeira de Criança. O curta cearense Peixe Morto, de João Fontenele, venceu o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas; o vencedor, além de receber o troféu e um prêmio no valor de R$ 15 mil, entra na grade do canal, que há mais de 27 anos exibe curtas-metragens todos os dias.

O anúncio dos filmes vencedores deu continuidade à programação do festival, iniciada no último sábado, 20/09. A direção do Cine Ceará dedicou a 35ª edição a dois grandes nomes do cinema latino-americano: o cineasta cearense Rosemberg Cariry, que celebra 50 anos de carreira no audiovisual; e o argentino Fernando Birri, que completaria 100 anos e foi um dos fundadores do cinema latino-americano e presidente de honra do festival.

Antes de iniciar a cerimônia de premiação, o Cineteatro São Luiz prestou uma homenagem especial pelos 35 anos do Cine Ceará, como um símbolo de gratidão e parceria. Para este momento, subiram ao palco o diretor do Cineteatro, José Alves Netto, e o diretor do Cine Ceará, o cineasta Wolney Oliveira. Além disso, o filme de encerramento deste ano foi o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente

O Júri Oficial desta 35ª edição foi formado por: Alejandro Bazzano, Jorge Durán, Katia Adler, Marta Aurélia e Patricia Pérez na mostra ibero-americana de longa-metragem; Alfredo Calviño, Bianca Lenti, Julia Evangelista, Marcio Sallem e Roger Pires na mostra brasileira de curta-metragem; Joana Claude, João Batista Silva, Lucas Vitor Scalioni, Marcus Antonius e Rosy Lueji na Mostra Olhar do Ceará; Celso Sabadin, Eduarda Porfírio e Thiago Sena no Prêmio da Crítica; Arthur Gadelha, Marcos Tardin, Chico Marinho, Raquel Aquino e Guilherme Gonsalves no Troféu Samburá; e Diego Benevides, Lilianna Bernartt e Vitor Búrigo no Prêmio Canal Brasil de Curtas.

Confira a lista completa com os vencedores do Cine Ceará 2025:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor Direção: David Beltrán i Mari, por Ao Oeste, em Zapata (Al oeste, en Zapata)
Melhor Atuação Principal: Sergio Prina, por Um Cabo Solto (Un cabo suelto)
Melhor Atuação Coadjuvante: Pilar Gamboa, por Um Cabo Solto
Melhor Roteiro: Eco de Luz, escrito por Misha Vallejo e Mayfe Ortega
Melhor Fotografia: Ao Oeste, em Zapata, por David Beltrán i Mari
Melhor Montagem: Eco de Luz, por Andrés Cornejo
Melhor Trilha Sonora Original: Esta Isla, por Alain Emile
Melhor Som: Ao Oeste, em Zapata, por Jesús Bermúdez e David Beltrán
Melhor Direção de Arte: Esta Isla, por Gerardo Veja

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Melhor Filme: Minha Mãe é uma Vaca, de Moara Passoni (MS/SP)
Melhor Direção: Caio Barretto Briso e Susanna Lira, por Réquiem para Moïse
Melhor Roteiro: Boi de Salto, escrito por Tássia Araújo

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor longa-metragem: Centro Ilusão, de Pedro Diogenes
Melhor curta-metragem: Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes

PRÊMIO DA CRÍTICA | ABRACCINE

Melhor longa-metragem: Eco de Luz, de Misha Vallejo (Equador)
Melhor curta-metragem: Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)

TROFÉU SAMBURÁ | O Povo e Vida & Arte
Melhor Filme: Thayara, de Mila Leão (PR)
Melhor Direção: João Toldi, por Brincadeira de Criança

Foto: Rogerio Resende.

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é exibido em sessão especial no Cine Ceará 2025

por: Cinevitor
Elenco de O Agente Secreto no 35º Cine Ceará

Com ingressos esgotados em minutos, a sessão de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, lotou o Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, na quarta-feira, 24/09. 

Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de novembro

Para apresentar o longa no Cine Ceará, integrantes do elenco e da equipe subiram ao palco. O diretor Kleber Mendonça Filho, que estava em viagem internacional, mandou um recado em vídeo que foi exibido na telona para o público do Cineteatro São Luiz: “Queria muito estar com vocês no Cinema São Luiz, de Fortaleza. Durante esse tempo que eu tava fazendo O Agente Secreto, sempre imaginava como seria estar na sessão de première do filme no São Luiz de Fortaleza, que é uma das salas mais espetaculares do mundo. E eu adoro essa sala. Tenho até um histórico de ver filmes nos anos 1990 nesta sala, nas vezes que eu fui a Fortaleza muitos anos atrás. Eu lembro que em 1997 exibi Enjaulado no Cine Ceará. Foi o primeiro festival que exibiu esse meu curta. É muito curioso como festivais fazem parte da sua vida, né? E é muito incrível que O Agente Secreto esteja passando aí hoje”

Kleber finalizou: “Estou na na Espanha e tô mandando um beijo para parte do meu elenco, que são monstros. E monstro significa que são pessoas incríveis, são artistas incríveis que entendem a lógica do nosso país. Eu acho que isso tá muito no filme O Agente Secreto. Vocês são incríveis! No mais, peço para a equipe de projeção que passe o filme com som forte para balançar os esqueletos. Espero que vocês tenham uma sessão eletrizante, incrível, massa, que vocês se divirtam e que vejam O Agente Secreto, que é um filme que eu estava há muito tempo querendo que fosse visto em Fortaleza. Um beijo para vocês! Boa sessão!”

Na sequência, a atriz potiguar Alice Carvalho discursou: “Estou muito feliz de estar aqui. Soube da loucura que foi o esgotamento dos ingressos… Gente, que honra estar aqui apresentando esse filme no Ceará! É um filme de época, mas é um filme que também fala dos últimos dez anos do nosso país. É fundamental que esse filme encontre o público brasileiro nessa corrida que estamos fazendo”

Wagner Moura em cena: na telona do São Luiz

Geane Albuquerque, atriz cearense, se emocionou ao falar com o público: “Eu não sei como começar a falar porque estou especialmente emocionada de estar aqui em casa. É o primeiro longa que eu faço e com um elenco que admiro tanto. É muito especial esse filme e também estar aqui. Ver meus amigos, ver minha mãe, minhas irmãs na plateia. Esperamos que vocês gostem, que celebrem o cinema nacional, o cinema nordestino”

Outro representante do Ceará no elenco, Robério Diógenes também discursou: “É muito emocionante apresentar esse filme aqui no Cine São Luiz. É um cinema que eu frequentava na minha adolescência. O sonho do meu pai é que eu fosse um militar e eu fui fazer teatro. Nesse filme, eu faço um delegado. Então, dedico esse delegado ao meu pai, que está aqui na plateia”

A apresentação do filme no Cine Ceará seguiu com mais discursos. Dessa vez, da atriz mineira Laura Lufési: “Estou muito honrada de estar aqui. É muito incrível tudo o que está acontecendo: filas dobrando a esquina, ingressos esgotados em segundos. Eu acho que isso já é um marco histórico para o nosso cinema. É um filme que se passa em 1977, mas vocês vão entender, né? As coisas se refletem. Aproveitando o momento: sem anistia!”

Hermila Guedes, que exibiu Gravidade, de Leo Tabosa, na noite de abertura do Cine Ceará, voltou para apresentar O Agente Secreto: “Gostei tanto de ter recebido esse recado do Kleber Mendonça. Isso diz muito sobre como ele é respeitoso e generoso com todo o elenco. Estamos felizes de exibir o filme aqui em Fortaleza, nesse festival tão importante. Estar aqui só acende e reforça a força do filme de Kleber Mendonça, do seu trabalho e do cinema brasileiro. Viva o cinema!”

Para finalizar, Joana Claude, da equipe de direção de arte, discursou: “Eu fui assistente do Thales Junqueira e, para mim, é uma honra estar de volta nesse Cineteatro que é incrível e irmão do nosso São Luiz do Recife. Queria falar que foi um trabalho realmente muito incrível de reconstituição, falando do ponto de vista da direção de arte. Thales Junqueira já é um grande mestre, uma grande referência. É um filme que foi feito por muitas mãos. Tem muito do Recife nesse projeto. Uma boa sessão!”

Na mesma noite, antes da sessão de O Agente Secreto no Cine Ceará, foram exibidos três curtas-metragens da mostra competitiva: O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira; Canto, de Danilo Daher; e Thayara, de Mila Leão

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Fotos: Luiz Alves.

Cine Ceará 2025: longa Gravidade, de Leo Tabosa, abre a 35ª edição

por: Cinevitor
Danny Barbosa, Clarisse Abujamra, Leo Tabosa e Hermila Guedes no festival

Além da homenagem para a consagrada atriz Mariana Ximenes, a noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema contou também com a exibição do filme Gravidade, dirigido por Leo Tabosa, que abriu, neste sábado, 20/09, a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem.

O drama familiar é ambientado às vésperas do fim do mundo e a obra marca a estreia de Leo Tabosa como diretor de longas-metragens após uma trajetória premiada de curtas, entre eles, Cavalo Marinho (2024), Dinho (2023), Marie (2019), Nova Iorque (2018), Baunilha (2017) e Tubarão (2013).  

No filme, Sydia, interpretada por Clarisse Abujamra, e Nina, vivida por Hermila Guedes, são mãe e filha que passam uma noite isoladas na antiga mansão da família. Enquanto enfrentam uma relação difícil, elas são surpreendidas com a chegada de uma desconhecida, Lara, papel de Danny Barbosa, e com o retorno de Joana, interpretada por Marcélia Cartaxo, uma funcionária da casa que havia sumido sem explicações e agora carrega notícias do mundo exterior. Diante de um colapso iminente, as quatro mulheres se deparam com traumas do passado e são confrontadas com o peso de suas escolhas.

Tabosa assina o roteiro do filme com o cineasta cearense Arthur Leite, amigo e colaborador de longa data. O argumento surgiu, inicialmente, como um espetáculo de teatro homônimo que não chegou a ser montado. Tabosa e Leite perceberam as potencialidades da história e decidiram adaptar para o formato cinematográfico, acentuando os conflitos familiares que se revelam aos poucos na vida de cada personagem. As realizadoras e roteiristas Renata Sofia e Julia Katharine participaram como consultoras do roteiro.

Profissionais que já colaboraram com Tabosa em trabalhos anteriores participaram das filmagens de Gravidade, entre eles, Petrus Cariry (direção de fotografia e montagem), Sérgio Silveira (direção de arte) e Bárbara Cariry (produção executiva). A equipe do filme é formada, em sua maioria, por profissionais nordestinos, principalmente de Pernambuco e do Ceará. Destacam-se, ainda, Guma Farias (som direto) e Érico Paiva (mixagem), que realizaram um trabalho expressivo na construção da atmosfera do filme.

Na telona: Hermila Guedes em cena

Hermila Guedes, que estrelou os curtas-metragens Dinho e Nova Iorque, assume mais um papel central na filmografia de Tabosa. Marcélia Cartaxo também retoma a parceria com Leo após Nova Iorque, enquanto Danny Barbosa, que trabalhou como assistente de direção em Cavalo Marinho, participa de Gravidade como atriz. O elenco ainda traz uma participação especial de Helena Ignez

Para apresentar o filme no Cine Ceará 2025, Leo Tabosa subiu ao palco acompanhado por grande parte de sua equipe: “É nosso primeiro longa-metragem e o mais importante é que ele está sendo exibido aqui no Cine Ceará, numa estreia mundial. Eu sou pernambucano, mas meu coração é cearense. Segundo a Bete Jaguaribe, eu tenho até o green card cearense”, disse o diretor. 

Tabosa continuou seu discurso: “Filmamos aqui no Ceará. Filmamos também neste cinema São Luiz, nesse templo. Cinema irmão do São Luiz lá do Recife. O cinema histórico, o cinema de rua, o cinema que resiste”. E seguiu: “O filme é de todos nós. Então, qualquer um aqui estaria habilitado a falar e apresentar o filme. Eu agradeço do fundo do meu coração a essa equipe maravilhosa, ao meu elenco de atrizes consagradas, de mulheres vibrantes, de atrizes que são ícones do cinema brasileiro. Atrizes potentes”

Ao final de sua fala, Leo relembrou sua trajetória no festival cearense: “Eu quero agradecer ao Cine Ceará e agradecer ao Cinema São Luiz. Eu já subi algumas vezes aqui nesse palco para apresentar outras curtas, onde fui premiado. É um festival que sempre me acolheu muito bem, sempre foi muito receptivo, sempre foi muito carinhoso comigo. Então, tenho muito orgulho”

A atriz Clarisse Abujamra também discursou: “Eu só tenho a desejar a vocês uma belíssima exibição. Eu tô tão curiosa, mas tão curiosa, que vocês não fazem ideia. Foi um prazer inenarrável participar dessa produção e contracenar com essas mulheres maravilhosas”

Leo Tabosa e equipe no palco do Cineteatro São Luiz

Hermila Guedes também aproveitou o momento para falar com o público: “Tô bem feliz de voltar a Fortaleza para exibir o filme. Agradeço ao festival e a todos vocês que estão aqui. Agradeço toda a equipe do filme porque como o Leo falou, a gente realmente não faz cinema sozinho. E agradecer minhas colegas de cena e mandar um beijo para as duas deusas que não estão aqui: Marcélia Cartaxo e Helena Ignez”

A atriz paraibana Danny Barbosa também discursou: “Estou muito ansiosa para saber como que o Leo Tabosa, que é um especialista e mestre em trabalhar questões de identidade de gênero e sexualidade, transformou essa história. Se borboletas no estômago representam alguma coisa ou representam vida, eu tô cheia de vida porque tem muita borboleta aqui dentro de ansiedade. Então, tenham uma excelente sessão e obrigada a todos que sonharam junto com o Leo Tabosa e acreditaram na gente”

Ao final da apresentação, a produtora executiva Bárbara Cariry finalizou: “Estamos felizes com essa exibição. Como o Leo comentou, grande parte dessa equipe é cearense. O filme foi filmado aqui, então é uma alegria. Quero dizer que esse filme foi feito a partir de recursos do FSA, ou seja, dinheiro público. Filme feito por brasileiros para brasileiros, para o mundo. É o que foi dito aqui hoje sobre o retorno: investe-se um real e vem mais três reais. E isso é muito. Isso quer dizer que o nosso setor é uma indústria potente. Que bom que vocês estão aqui prestigiando esse momento”

Gravidade é uma produção da Pontilhado Cinematográfico por meio de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O longa-metragem tem previsão de lançamento comercial para 2026 pela Sereia Filmes.

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Fotos: Luiz Alves e Rogerio Resende.

Mariana Ximenes é homenageada na abertura da 35ª edição do Cine Ceará

por: Cinevitor
Mariana Ximenes homenageada: carreira consagrada

A noite de abertura da 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema foi marcada pela emocionante homenagem, realizada no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, neste sábado, 20/09, para a consagrada atriz Mariana Ximenes.

A artista começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, vem conquistando o público, as marcas e a crítica ao longo de sua trajetória, acumulando inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro

Ovacionada pelo público, Ximenes subiu ao palco e recebeu o Troféu Eusélio Oliveira das mãos do cineasta cearense Halder Gomes: “Que emoção ver esse teatro cheio. Que lindo! Eu tô profundamente emocionada”, disse a atriz. 

Em seu discurso, enalteceu sua ancestralidade: “O Ceará é parte de mim. É a terra da minha mãe, Fátima, que está sentada com meus tios e meus primos aqui na plateia. E eu recebo essa homenagem como filha de uma cearense que me transmitiu, mesmo à distância, o orgulho de pertencer a esta terra. E sempre que retorno, eu transbordo de emoção”

E seguiu: “É muito emocionante estar aqui hoje nesse palco, nessa terra e receber essa linda homenagem do 35º Cine Ceará, esse festival precioso. E levar esse troféu que carrega o nome de Eusélio Oliveira, que plantou a semente desse festival”. Ximenes também comentou a atual situação do cinema brasileiro: “Fizemos história com Ainda Estou Aqui, O Pagador de Promessas, O Quatrilho, Cidade de Deus, Central do Brasil e tantos outros. E já estou na torcida por O Agente Secreto”

Em seu discurso, Mariana ainda citou a atriz e diretora norueguesa Liv Ullmann e a aclamada Fernanda Montenegro: “O cinema é uma arte coletiva. Estar num set me faz me faz sentir viva e em comunhão com tudo que eu acredito. É onde o meu ofício ganha sentido e onde a magia acontece. Como disse Liv Ullmann no livro Mutações, existe dentro de mim uma menina que se recusa a morrer. Eu diria que entusiasmo é a palavra. Eu conservo dentro de mim essa chama e o frio na barriga é um eterno companheiro. E como disse sabiamente nossa grande dama Fernanda Montenegro, sem isso não tem vida”

Aplaudida pelo público e esbanjando simpatia, Ximenes finalizou: “Essa homenagem é um presente, mas também é um impulso, um estímulo para seguir adiante, para aprender, trocar e continuar transformando a minha arte e a mim mesma através dela. Eu gosto muito de estudar, eu gosto de buscar a origem, a originalidade. Muito obrigada, Ceará, por me acolher como filha e como atriz. Obrigada!”

Depois da homenagem, a noite de abertura do Cine Ceará 2025 seguiu com a exibição do curta-metragem Cada um na sua Tomada, produzido por estudantes de escolas públicas de Fortaleza, que participaram do projeto Compartilha Animação. Na sequência, foi exibido o filme Gravidade, de Leo Tabosa, que abriu a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem

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Foto: Rogerio Resende.

Conheça os vencedores do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

por: Cinevitor
Karol Maia: prêmio de melhor direção por Aqui Não Entra Luz

Foram anunciados neste sábado, 20/09, no Cine Brasília, os vencedores da 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento reuniu um público de 39 mil pessoas ao longo dos nove dias de atividades e distribuiu um total de 50 prêmios aos filmes e profissionais participantes da seleção.

Mais tradicional e longeva mostra cinematográfica do país, a edição que marca os 60 anos da fundação do festival premiou com o Troféu Candango na mostra competitiva nacional de longa-metragem, Futuro Futuro como melhor filme pelo Júri Oficial. A produção gaúcha do diretor Davi Pretto ainda levou os prêmios de melhor roteiro, montagem e Menção Honrosa para o ator Zé Maria Pescador.

O paraibano Corpo da Paz, de Torquato Joel, arrematou os demais troféus técnicos de longas (melhor edição de som, fotografia, trilha sonora e direção de arte). Já o público preferiu Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte, eleito pelo Júri Popular, em votação ao final das sessões, como melhor longa.

Dentre os curtas, o grande vencedor foi Laudelina e a Felicidade Guerreira, que arrematou o Candango de melhor filme pelo Júri Oficial, além de melhor montagem e os prêmios Zózimo Bulbul e Abraccine (Júri da Crítica); Couraça foi o favorito do público. Também ganharam destaque os curtas Replika e A Pele do Ouro.

Na Mostra Brasília, em disputa pelo 27º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, os filmes vencedores dividiram os R$ 290 mil em prêmios oferecidos pela CLDF. O grande vencedor foi Maré Viva Maré Morta, de Cláudia Daibert, melhor longa tanto do Júri Oficial como do Júri Popular, além de ser lembrado por melhor edição de som e pelo Prêmio Sesc.

Julgados por um Júri Internacional, em parceria inédita com a FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, os filmes vencedores do Troféu Candango na Mostra Caleidoscópio foram: Uma Baleia Pode Ser Despedaçada como uma Escola de Samba, eleito o melhor longa; o Júri Jovem da UnB subiu ao palco para escolher o seu favorito da Caleidoscópio, que foi agraciado com o Prêmio Jean-Claude Bernardet: Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela.

Ao final da premiação, o Festival de Brasília concedeu o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra para Fernanda Montenegro, que foi a primeira a receber o prêmio de melhor atriz no festival, em 1965, com A Falecida. Dona Fernanda, aos 95 anos, não pôde vir e enviou um vídeo de agradecimento.

O júri deste ano foi formado por: Fabrício Boliveira, Vera Egito, Lúcia Murat, Alessandra Negrini e Jimi Figueiredo na mostra competitiva nacional de longas-metragens; Evaldo Mocarzel, Henrique Dantas, Fernanda Lomba, Cecilia Barroso e Alan Schvarsberg na mostra competitiva nacional de curtas-metragens; Alice Stefânia, Ewerton Belico e Bertrand Lira na Mostra Brasília; Flávia Guerra, Thierry Méranger e Valentina Giraldo Sánchez no Júri FIPRESCI da Mostra Caleidoscópio; Angelo Pignaton, Anna Lia, Cindy Abrantes, Helena Versiani e Luca Almeida no Júri Jovem UnB da Mostra Caleidoscópio; e Janaina Santos Oliveira, Maíra Brito e Marcela Lisboa no Prêmio Zózimo Bulbul.

Em 2025, a programação somou 80 filmes, entre curtas e longas-metragens, escolhidos de um total de 1.702 produções inscritas. Todas as sessões realizadas no festival tiveram 100% de acessibilidade, com recursos para inclusão de pessoas cegas, pessoas surdas e com adequação dos espaços físicos para acessibilidade motora.

Antes de anunciar os premiados, Bárbara Colen e Maeve Jinkings leram a Carta de Brasília, preparada como resultado das discussões sobre urgência da regulação do VoD, direitos autorais e políticas públicas realizadas durante a 5ª Conferência do Audiovisual do Festival de Brasília. A carta foi escrita pelos conferencistas, que pediram urgência e mobilização do setor e dos atores governamentais e empresariais do audiovisual. A carta destaca: “O audiovisual brasileiro vive um momento de conquistas e reconhecimentos internacionais, mas também de grande preocupação. Celebramos nossos prêmios e talentos, mas sabemos que colhemos frutos de políticas passadas. O que angustia é o futuro, diante da falta de políticas estruturantes no presente”.

Na edição comemorativa de 60 anos, que foi sua 58ª edição, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro reuniu um público total de aproximadamente 40 mil pessoas em todas as suas atividades. Somente no Cine Brasília, foram 35 mil espectadores que prestigiaram o Festivalzinho, as mostras paralelas, a Mostra Brasília e a Mostra Competitiva Nacional.

Além disso, o festival registrou um número de quase 5 mil participantes nas exibições no Complexo Cultural de Planaltina, Complexo Cultural Samambaia e nos teatros do Sesc Paulo Gracindo (Gama), Newton Rossi (Ceilândia), Silvio Barbato (Setor Comercial Sul) e Ary Barroso (504 Sul). O total de empregos gerados direta e indiretamente pelo Festival de Brasília 2025 soma 571.

Para o próximo ano, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal já escolheu a data de realização do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: de 11 a 19 de setembro de 2026.

Conheça os vencedores do 58º Festival de Brasília:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS-METRAGENS

MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL
Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS)

MELHOR FILME | JÚRI POPULAR
Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte (SP)

MELHOR DIREÇÃO
Karol Maia, por Aqui Não Entra Luz

MELHOR ATOR
Murilo Benício, por Assalto à Brasileira

MELHOR ATRIZ
Dhara Lopes, por Quatro Meninas

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Malheiros, por Assalto à Brasileira

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Maria Ibraim, por Quatro Meninas

MELHOR ROTEIRO
Futuro Futuro, escrito por Davi Pretto

MELHOR FOTOGRAFIA
Corpo da Paz, por Rodolpho de Barros

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Corpo da Paz, por Romero Sousa

MELHOR TRILHA SONORA
Corpo da Paz, por Haley Guimarães

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Corpo da Paz, por Bruno Alves

MELHOR MONTAGEM
Futuro Futuro, por Bruno Carboni

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Quatro Meninas, de Karen Suzane (RJ)

MENÇÃO HONROSA
Zé Maria Pescador, por Futuro Futuro

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS-METRAGENS

MELHOR FILME | JÚRI OFICIAL
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)

MELHOR FILME | JÚRI POPULAR
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)

MELHOR DIREÇÃO
Piratá Waurá e Heloisa Passos, por Replika

MELHOR ATOR
Os 4 “Menor”, por Ajude os Menor

MELHOR ATRIZ
Laís Machado, por Couraça

MELHOR ROTEIRO
A Pele do Ouro, escrito por Patri, Marcela Ulhôa, Daniel Tancredi e Yare Perdomo

MELHOR FOTOGRAFIA
A Pele do Ouro, por Daniel Tancredi

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Safo, por Rosana Urbes

MELHOR MONTAGEM
Laudelina e a Felicidade Guerreira, por João Araió

MELHOR TRILHA SONORA
Ajude os Menor, por Paulo Gama

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Replika, por O Grivo

MOSTRA CALEIDOSCÓPIO

MELHOR FILME | JÚRI FIPRESCI
Uma Baleia Pode Ser Dilacerada como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança (RJ)

MELHOR FILME | JÚRI JOVEM UnB | Prêmio Jean-Claude Bernardet
Atravessa Minha Carne, de Marcela Borela (GO)

MOSTRA BRASÍLIA | 27º Troféu Câmara Legislativa 

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI OFICIAL
Três, de Lila Foster

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Rainha, de Raul de Lima

MELHOR DIREÇÃO
Edileuza Penha de Souza e Edymara Diniz, por Vozes e Vãos

MELHOR ATOR
Leonardo Vieira Teles, por A Última Noite da Rádio

MELHOR ATRIZ
Tuanny de Araújo, por Terra e Notas Sobre a Identidade

MELHOR ROTEIRO
O Cheiro do Seu Cabelo, escrito por Clara Maria Matos

MELHOR FOTOGRAFIA
Dois Turnos, por Elder Miranda Jr.

MELHOR MONTAGEM
Rainha, por Raul de Lima

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Última Noite da Rádio, por Douglas Queiroz

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Maré Viva Maré Morta, por Olivia Hernandez

MELHOR TRILHA SONORA
Rainha, por C-Afrobrasil

PRÊMIO SESC-DF DE CINEMA
Maré Viva Maré Morta, de Claudia Daibert; Rainha, de Raul de Lima; Dois Turnos, de Pedro Leitão; e O Cheiro do Seu Cabelo, de Clara Maria Matos

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO DE MELHOR FILME DE TEMÁTICA AFIRMATIVA
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)

PRÊMIO ZÓZIMO BULBUL
Melhor curta-metragem: Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)
Melhor longa-metragem: Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)
Menção Honrosa: Cantô Meu Alvará, de Marcelo Lin (MG)

PRÊMIO MARCO ANTÔNIO GUIMARÃES
Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel (SP)

PRÊMIO ABRACCINE | Associação Brasileira dos Críticos de Cinema
Melhor longa-metragem: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Melhor curta-metragem: Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Couraça, de Susan Kalik e Daniel Arcades (BA)

TROFÉU SARUÊ | Correio Braziliense
José Eduardo Belmonte

PRÊMIO CANAL LIKE
Futuro Futuro, de Davi Pretto (RS)

Foto: Humberto Araujo.

Curta Caicó 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Titina Medeiros no curta Ladeira Abaixo, de Ismael Moura

Foram anunciados nesta segunda-feira, 15/09, em uma live apresentada por Vitor Búrigo no YouTube, os selecionados para as mostras competitivas e paralelas da oitava edição do Curta Caicó, que acontecerá entre os dias 9 e 15 de novembro

Ao todo, serão exibidos mais de 60 títulos, distribuídos entre mostras competitivas, paralelas e produções resultantes do 4º Laboratório de Roteiro do Curta Caicó. No primeiro semestre, o festival também promoveu oficinas de cinema em Caicó, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Ouro Branco, Santana do Seridó e Equador, que culminaram na produção de filmes orientados por profissionais convidados.

Com a temática Cinema, Educação e Sustentabilidade, a edição 2025 traz uma programação totalmente gratuita em Caicó e em outros municípios do Seridó potiguar. As exibições acontecerão em universidades, escolas, praças públicas e centros culturais, aproximando o cinema de diferentes públicos e territórios.

De acordo com o coordenador curatorial do festival, Júlio Oliveira, o processo de seleção teve como foco a diversidade de olhares e a potência transformadora da arte cinematográfica: “Buscamos filmes que apresentam um olhar próprio da linguagem do cinema e que dialoguem com o nosso público, sempre celebrando a pluralidade de culturas e abordagens. Trouxemos obras com coração, cérebro e alma, equilibrando desafios estéticos com a sensibilidade que só o cinema pode proporcionar”. A curadoria contou ainda com a participação de Leonardo Lima, Luana Meira, Sthefanyi Henriques, Caique Henry, Guilherme Pereira, Vitória Batalha, João Manoel de Lima e Benji Duma.

Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o Curta Caicó se consolida como uma das principais vitrines de exibição e fomento ao cinema potiguar, nordestino e nacional. Nesta edição, o festival recebeu 1.225 inscrições de títulos de todo o Brasil.

A edição contará ainda com um simpósio em parceria com o Centro de Ensino Superior do Seridó (SERES) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Campus Caicó. O evento ocorrerá dentro do XIII SEPE Seminário de Ensino Pesquisa e Extensão, no dia 22 de outubro de 2025, e terá como tema Cinema, Educação e Sustentabilidade contando com palestras e mostras de filmes.

Conheça os filmes selecionados para o 8º Curta Caicó:

MOSTRA POTIGUAR

Ando me Perguntando, de Clara Leal
Canto de Acauã, de Jaya Pereira
Divagar, de Lupa Silva
Entre Dunas, de Manoel Batista
Liberdade sem Conduta, de Dênia Cruz
Lírico, de Bibia
Não Olhe para Mim, de Mateus Barbosa e Sidenei da Silva
Nilsão, de Nícolas de Sousa

MOSTRA SERIDÓ

Cinco Marias, de Bruno Cesar
Cordões, de Adriano Dantas
Corraveara, de Julhin de Tia Lica
Maria Fulô e o Chafariz, de Andreza Edna e Anderson Bruno
Mariana e Ludovina, de Lourival Andrade
Pupá, de Osani
Quanta Violência uma Cidade Tão Pequena Suporta?, de Maria Júlia Barbosa

MOSTRA NACIONAL

A Sombra de um Futuro, de Gabriel Borges (PR)
Eu Tenho uma Voz, de Barbara Ramos e Juliana Albuquerque (SP)
KM 100, de Lucas Ribeiro (SP)
Ladeira Abaixo, de Ismael Moura (PB)
O Nome da Vida, de Amanda Pomar (MG)
O Pintor, de Victor Castilhos (RS)
Os Cravos, de Renan Amaral (ES)
Sobre Ruínas, de Carol Benjamin (RJ)
Via Sacra, de João Campos (DF)

MOSTRA ACAUÃ | AMBIENTAL

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
Correnteza, de Diego Muller e Pablo Muller (RS)    
Lendas Vivas, de Anna Karla Lima (PA)
O Presente de Cecília, de Bruno Bask (RN)
Queimatório, de Direção Coletiva (Alunos da Oficina Dulapis Lab) (PE)

MOSTRA SÃO FRANCISCO | NORDESTE

Marcado em Barro, de Monique Morais (PE)
O Vento 2, de Kamilla Farias e Beissá (CE)
Serão, de Caio Bernardo da Silva (PB)
Tempo de Vaqueiro, de Ramon Batista (PB)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

MOSTRA RIO BRANCO | INFANTOJUVENIL

Eu e o Boi, o Boi e Eu, de Jane Carmen Oliveira (MG)
Jardim da Imagem, de Guilherme Amado (RS)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Vovó Foi pro Céu, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter (BA)
Zé Lins e o Cangaceiro, de Eduardo P. Moreira (PB)

MOSTRA PAX | DIVERSIDADE

Fidèle, de Yorrana (GO)
Fuji, de Kauê André (SP)
Maral, de Julia K. Rojas (SC)
O Sonho de Anu, de Vanessa Kypá (PB)
Travessia, de Karol Felicio (ES)

MOSTRA ALVORADA | FILMES FANTÁSTICOS

Ataques Psicotrônicos, de Calebe Lopes (BA)
Erva Daninha, de Fabio Salvador (SP)
O Medo Tá Foda, de Esaú Pereira (CE)
Quarto Vazio, de Julia Vidal (PR)
Visagens e Visões, de Rod Rodrigues (PA)

VIDEOCLIPES

D’Áfrika, de Chico Rasta e Preto Tipuá (Artista: Preto Tipuá) (PI) 
Inferno Astral, de Ana Barbieri e João Augusto (Artista: Gracinha) (RN)
Receita de Vó, de Carlon Hardt (Artista: Renan Inquérito e Liah Vitória) (PR)
Timbete no Capim, de Julio Quinan (Artista: Caique Borges e Davi Jr.) (GO)
Voguebike, de Lucas Sá (Artista: Getúlio Abelha) (MA)

Foto: Divulgação.

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026

por: Cinevitor
Tânia Maria em cena: atriz potiguar interpreta Dona Sebastiana

A Academia Brasileira de Cinema anunciou na manhã desta segunda-feira, 15/09, o filme selecionado para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2026

Escolhido pela Comissão de Seleção, em reunião virtual, o longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, vai disputar uma indicação na categoria de melhor filme internacional na 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles

Presidida por Sara Silveira, a Comissão de Seleção deste ano foi composta por: Ailton Franco Junior (RJ), Cecilia Amado (BA), Cibele Amaral (DF), Eva Pereira (TO), Felipe Lopes (RJ), Hsu Chien Hsin (RJ), Jeferson De (RJ), Lázaro Ramos (BA), Maíra Oliveira (RS), Marcelo Serrado (RJ), Rodrigo Teixeira (SP), Simone Zuccolotto (RJ), Solange Moraes (BA) e Tatiana Issa (SP). 

Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, além de ser eleito o melhor filme da Competição pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, e de ter recebido o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai, O Agente Secreto disputou a vaga com outros 16 longas inscritos e habilitados e, na semana passada, passou para o segundo turno com outros cinco títulos: Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; Manas, de Marianna Brennand; O Último Azul, de Gabriel Mascaro; e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi

O filme pernambucano é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

As filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

Presente em diversas listas de apostas internacionais para o Oscar 2026, O Agente Secreto foi exibido pela primeira vez para o público na semana passada em duas sessões especiais no Recife, Pernambuco: no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque (clique aqui e saiba mais). Além disso, abriu a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e seguirá com exibições especiais pelo país até sua estreia oficial no dia 6 de novembro. Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas apostas, a atriz potiguar Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, apareceu recentemente na lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante

Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e levou o primeiro Oscar para o país; além disso, o longa também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres

A Academia Brasileira de Cinema é a única entidade responsável pela seleção do filme brasileiro que irá concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor longa-metragem internacional no Oscar, sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.

Foto: Reprodução/YouTube.

Festival de Cinema de Toronto 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Jessie Buckley e Paul Mescal em Hamnet, de Chloé Zhao: filme premiado

Foram anunciados neste domingo, 14/09, os vencedores da 50ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Conhecido como um termômetro para o Oscar, o evento, um dos mais importantes do mundo, entrega o prêmio de melhor filme para o longa mais votado pelo público. Neste ano, o drama Hamnet, de Chloé Zhao, se consagrou como o grande campeão.

O filme, protagonizado por Jessie Buckley e Paul Mescal, fala sobre um dos mais importantes escritores do cânone ocidental, William Shakespeare, que vive uma tragédia ao lado de sua esposa Agnes quando o casal perde o filho de 11 anos para uma das várias pragas que assolaram o século XVI. Hamnet era o nome do menino. Explorando os temas da perda e da morte, o filme acompanha a rotina e o dia a dia de uma família, as alegrias e as tristezas de viver numa pequena vila na Inglaterra do passado e a história de amor poderosa que inspirou a criação da peça Hamlet. Vale lembrar que em 2020, a diretora Chloé Zhao ganhou o mesmo prêmio no festival com Nomadland.

Neste ano, nomes importantes foram homenageados no 50º Festival de Toronto: o ator Brendan Fraser recebeu o TIFF Tribute Awards Honorary Chair; o cineasta mexicano Guillermo del Toro foi honrado com o TIFF Ebert Director Award; a diretora japonesa Hikari recebeu o TIFF Emerging Talent Award; a consagrada atriz e diretora Jodie Foster foi homenageada com o TIFF Share Her Journey Groundbreaker Award; o ator sul-coreano Lee Byung-hun foi honrado com o TIFF Special Tribute Award; o ator britânico Idris Elba recebeu o TIFF Tribute Award in Impact Media; o maquiador japonês Kazu Hiro foi homenageado com o TIFF Variety Artisan Award; a atriz alemã Nina Hoss e o ator Channing Tatum foram honrados com o TIFF Tribute Performer Award; o cineasta iraniano Jafar Panahi e o diretor e produtor canadense Zacharias Kunuk foram homenageados com o TIFF Special Tribute Award; e a atriz Catherine O’Hara recebeu o TIFF Norman Jewison Career Achievement Award.

Entre os filmes desta edição, o cinema brasileiro marcou presença com alguns títulos, entre eles: o curta-metragem O Véu, dirigido pelo cineasta gaúcho Gabriel Motta; o premiado O Último Azul, de Gabriel Mascaro; o aclamado O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho; e Noviembre, de Tomás Corredor, uma coprodução entre Colômbia, México, Noruega e Brasil.

Confira a lista completa com os filmes premiados no Festival de Toronto 2025:

MELHOR FILME | People’s Choice Awards
Hamnet, de Chloé Zhao (Reino Unido)
2º lugar: Frankenstein, de Guillermo del Toro (EUA)
3º lugar: Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery, de Rian Johnson (EUA)

MELHOR FILME | International People’s Choice Awards
Eojjeol suga eopda (No Other Choice), de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
2º lugar: Sentimental Value (Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/França/Dinamarca/Alemanha/Suécia/Reino Unido)
3º lugar: Homebound, de Neeraj Ghaywan (Índia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | People’s Choice Documentary Award
The Road Between Us: The Ultimate Rescue, de Barry Avrich (Canadá)
2º lugar: EPiC: Elvis Presley in Concert, de Baz Luhrmann (Austrália)
3º lugar: You Had to Be There: How the Toronto Godspell Ignited the Comedy Revolution…, de Nick Davis (EUA)

PRÊMIO MOSTRA MIDNIGHT MADNESS | People’s Choice Awards
Nirvanna the Band the Show the Movie, de Matt Johnson (Canadá)
2º lugar: Obsession, de Curry Barker (EUA)
3º lugar: The Furious, de Kenji Tanigaki (Hong Kong/China)

PRÊMIO MOSTRA PLATFORM
Júri: Carlos Marqués-Marcet, Marianne Jean-Baptiste e Chloé Robichaud
Melhor Filme: To The Victory! (За Перемогу!), de Valentyn Vasyanovych (Ucrânia/Lituânia)
Menção Especial: Hen, de György Pálfi (Alemanha/Grécia/Hungria)

FILMES CANADENSES
Júri: Jennifer Baichwal, Sophie Jarvis e R.T. Thorne
Melhor Filme Canadense: Uiksaringitara (Wrong Husband), de Zacharias Kunuk
Menção Honrosa | Filme Canadense: There Are No Words, de Min Sook Lee
Prêmio Discovery: Blue Heron, de Sophy Romvari
Menção Honrosa | Prêmio Discovery: 100 Sunset, de Kunsang Kyirong

CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO
Júri: Ashley Iris Gill, Marcel Jean e Connor Jessup
Melhor Filme Internacional: Talk Me, de Joecar Hanna (Espanha/EUA)
Menção Honrosa | Filme Internacional: Agapito, de Arvin Belarmino e Kyla Danelle Romero (Filipinas)
Melhor Filme Canadense: The Girl Who Cried Pearls, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski
Menção Honrosa | Filme Canadense: A Soft Touch, de Heather Young 

PRÊMIO FIPRESCI
Júri: Katharina Dockhorn, Francisco Ferreira, Jean-Philippe Guerand, Andy Hazel e Justine Smith
Forastera, de Lucía Aleñar Iglesias (Espanha/Itália/Suécia)

PRÊMIO NETPAC
Júri: Dina Iordanova, Helen Lee e Keoprasith Souvannavong
In Search of The Sky (Vimukt), de Jitank Singh Gurjar (Índia)

*Clique aqui e confira a lista com as justificativas dos júris

Foto: Agata Grzybowska/Focus Features.

Mostra Sumé de Cinema 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ellen Morais: diretora do premiado A Nave que Nunca Pousa

Foram anunciados neste sábado, 13/09, em cerimônia apresentada por Dudha Moreira e Ana Célia Gomes, os vencedores da quinta edição da Mostra Sumé de Cinema, realizada no Cariri paraibano

Com exibições de mais de vinte títulos, além de diversas atividades paralelas, como a Oficina de Atuação para Audiovisual com André da Costa Pinto, a Mostra homenageou o consagrado diretor de fotografia paraibano João Carlos Beltrão, que recebeu o troféu das mãos da filha Adne Abintes. As sessões foram realizadas na Praça Adolfo Mayer, no Museu Miguel Guilherme e na Praça José Américo; além do Hospital e Maternidade Alice de Almeida e o Abrigo de Idosos Rosália Paulino

Este ano, a Mostra também prestou uma homenagem a Luiz Custódio, jornalista, professor da UFPB e UEPB e grande incentivador do movimento cineclubista em Campina Grande. Luiz Custódio nos deixou em fevereiro deste ano, mas segue presente através do legado que construiu e do cinema que acreditava como ferramenta de transformação. A Mostra Itinerante Luiz Custódio de Cinema é um tributo à sua trajetória e ao impacto que deixou no cinema e na educação da Paraíba

O cinema brasileiro se faz memória, resistência e poesia, e nomes como o de Vladimir Carvalho representam de forma magistral essa força. Documentarista paraibano, mestre da imagem e da palavra, sua obra abriu caminhos e inspirou gerações a enxergarem o Brasil através das lentes da verdade e da arte. Na V Mostra Sumé de Cinema, sua trajetória foi celebrada com o Prêmio Vladimir Carvalho de melhor filme da Mostra Cariri Céu de Poesia. Na noite de encerramento, seu irmão Walter Carvalho mandou um recado especial que foi exibido na telona ao ar livre. 

O júri desta quinta edição foi formado por: Daniella Hinch, Lúcio Vilar e Virginia Gualberto na Mostra Brasil; Arlindo Bezerra, Eduardo Kishimoto e Vitor Búrigo na Mostra Paraíba; e Helton Paulino e Soia Lira na Mostra Cariri Céu de Poesia

Além da premiação, a noite de encerramento contou com a exibição do curta-metragem realizado por alunos da Oficina Jovem Cineasta, que foi ministrada por Marcelo Paes de Carvalho. A Orquestra Sanfônica do Cariri e Adilson Trovão e Forró do Candeeiro também se apresentaram. 

Conheça os vencedores da V Mostra Sumé de Cinema:

MOSTRA BRASIL

Melhor Filme | Júri Oficial: As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
Melhor Filme | Júri Popular: As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
Melhor Direção: Karol Felício, por Travessia
Melhor Roteiro: Aquela Mulher, escrito por Cristina Lago
Melhor Ator: Pedro Lucas, por Queimando por Dentro
Melhor Atriz: Cristina Lago, por Aquela Mulher
Melhor Fotografia: Aquela Mulher, por Bia Mauro
Melhor Direção de Arte: Aquela Mulher, por Branca Bronstein e Patricia Tinoco
Melhor Montagem: As Marias, por Nina Galanternick
Melhor Trilha Sonora: PiOinc, por Sascha Kratzer
Melhor Desenho de Som: Travessia, por Diego Teixeira
Menção Honrosa: DaSilva DaSelva, de Anderson Mendes (MA); pela importância e legado do personagem

MOSTRA PARAÍBA

Melhor Filme | Júri Oficial: A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (Campina Grande)
Melhor Filme | Júri Popular: O Vaqueiro, de Ron Barboza (Sumé)
Melhor Direção: Ellen Morais, por A Nave que Nunca Pousa
Melhor Roteiro: Ninguém (Mais) Verá, escrito por Fabiano Raposo
Melhor Atriz: Carminha Abrantes, por Memórias no Espelho
Melhor Ator: Caio Lins e Samuel dos Santos, por Zé Lins e o Cangaceiro
Melhor Fotografia: Flora: A Mãe do Rei, por João Carlos Beltrão
Melhor Direção de Arte: Memórias no Espelho, por Leudo Lima
Prêmio Ely Marques de Montagem: Diego Pontes, por Ninguém (Mais) Verá
Melhor Desenho de Som: Para Onde Eu Vou?, por Vinícius Mousinho
Melhor Trilha Sonora: Flora: A Mãe do Rei, por Genário Dunas
Menção Honrosa: Quem Disse que Era Impossível?, de Maraisa Quintino; para as personagens do documentário: pela força discursiva feminina que atravessa as trajetórias apresentadas e pela potência subjetiva das personagens, que em suas histórias individuais revelam universos de afeto, resistência e superação; pelas narrativas que emocionam e provocam reflexões profundas, transformando experiências particulares em ecos universais capazes de dialogar e provocar o espectador

MOSTRA CARIRI CÉU DE POESIA

Melhor Filme | Júri Oficial | Prêmio Vladimir Carvalho: Colmeia, de Tatiane de Oliveira (PB)
Melhor Filme | Júri Popular: Ilha do Ferro: A Arte do Imaginário, de Guilherme Bacalhao (DF)

Foto: Kennel Rogis.

19ª CineBH anuncia seleção com 101 filmes em pré-estreias e mostras temáticas

por: Cinevitor
Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez em Nosferatu, de Cristiano Burlan

A 19ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte acontecerá entre os dias 23 e 28 de setembro. O evento, realizado na capital mineira, conjuga a efervescência do cinema latino-americano com a produção contemporânea brasileira, em diálogo com realizadores locais e internacionais.

Para ampliar ainda mais essa presença, a CineBH é ainda espaço do 16º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting, o evento de mercado do cinema brasileiro e o principal encontro de coprodução internacional do Brasil.

Em 2025, serão exibidos 101 filmes em pré-estreias e mostras temáticas, sendo 48 longas, 1 média e 52 curtas-metragens selecionadas pela equipe de curadoria. Estes filmes estão distribuídos nas mostras Território, Conexões, Vertentes, Praça, Homenagem, CineMundi, Diálogos Históricos, A Cidade em Movimento, Curtas Contemporâneos, WIP, Cine-Expressão: A Escola Vai ao Cinema, Mostrinha, além da abertura e um Cine-Concerto, em 71 sessões de cinema.

A CineBH é espaço de exibição e reflexão com destaque para a produção latino-americana, promovendo o intercâmbio cultural e artístico entre realizadores e filmes do continente. A programação deste ano conta com narrativas que abordam questões sociais, políticas e culturais ao mesmo tempo em que propõem caminhos estéticos ousados, numa seleção diversificada de obras, muitas delas inéditas no Brasil. A temática central deste ano, Horizontes Latinos: Nós Somos o Nosso Futuro?, reflete sobre a soberania cultural e política do cinema latino-americano e incentiva narrativas que rompam com o eurocentrismo.

Em comunicado oficial, Raquel Hallak, diretora geral da Universo Produção e coordenadora geral da 19ª Mostra CineBH e 16º Brasil CineMundi, disse: “A Universo Produção reafirma seu compromisso com a construção de um cinema que pensa o país, dialoga com o mundo e valoriza a potência da produção latino-americana. A cada edição, a CineBH e o Brasil CineMundi se renovam como espaços vivos de encontro, criação e reflexão. Celebramos o cinema não apenas como arte e linguagem, mas como território de pertencimento e transformação. Diante de um cenário marcado por mudanças e desafios globais, é urgente defender a soberania cultural e fortalecer os vínculos entre realizadores, público e mercado. Ao reunir olhares diversos, reafirmamos a importância de construir pontes, ampliar vozes e projetar uma visão coletiva para o futuro do audiovisual brasileiro e latino-americano”.

A sessão de abertura da 19ª CineBH acontecerá na noite de 23 de setembro, terça, às 20h, no Cine Theatro Brasil, com a pré-estreia de O Agente Secreto, produção pernambucana de Kleber Mendonça Filho e consagrada no Festival de Cannes com dois prêmios oficiais: melhor direção e melhor ator para Wagner Moura. A homenagem da mostra este ano será para o ator mineiro Carlos Francisco, que está no elenco do longa.

Cena do documentário Cais, de Safira Moreira

A partir do tema Horizontes Latinos: Nós Somos o Nosso Futuro?, a 19ª CineBH destaca 16 filmes nas mostras Território (competitiva) e Conexões, com produções de Brasil, Uruguai, México, Equador, Peru, Chile, Argentina, Porto Rico e Colômbia, várias delas em coproduções com países europeus e asiáticos. A seleção privilegia títulos inéditos ou com pouca circulação no Brasil e explora perspectivas únicas do continente, com curadoria de Cléber Eduardo, Ester Fér, Leonardo Amaral e Mariana Queen Nwabasili. A Mostra Território chega ao terceiro ano competitivo com filmes desafiadores, nos limites da linguagem e de realizadores de até três longas-metragens no currículo. Já a Conexões, novidade desta edição, destaca a inventividade em formas amplas e serve de ampliação do panorama no continente a partir da visão dos curadores.

Na MOSTRA TERRITÓRIO, os filmes são:

Bienvenidos Conquistadores Interplanetários y Del Espacio Sideral, de Andrés Jurado (Colômbia/Portugal)
Chicharras, de Luna Marán (México)
Huaquero, de Juan Carlos Donoso Gómes (Equador/Peru/Romênia)
Movimento Perpétuo, de Leandro Alves (Brasil)
Punku, de J. D. Fernández Molero (Peru/Espanha)
Queimadura Chinesa, de Verónica Perrota (Uruguai/Brasil)
Uma Casa com Dois Cachorros, de Matías Ferreyra (Argentina)

Na MOSTRA CONEXÕES, os filmes são:

Álbum de Família, de Laura Casabé (Argentina)
Cais, de Safira Moreira (Brasil)
Crónicas del absurdo, de Miguel Coyula (Cuba)
Memória Implacable, de Paula Rodríguez (Chile/Argentina)
Notas Sobre um Desterro, de Gustavo Castro (Brasil)
Todo documento de civilización, de Tatiana Mazú González (Argentina)
Todo parecía posible, de Ramón Rivera Moret (Porto Rico/EUA)
Un cuento de pescadores, de Edgar Nito (México)

Criada no ano passado para abrigar filmes brasileiros de destaque em festivais do país, em 2025 a mostra Vertentes se ampliou para um recorte mais geral de produções contemporâneas realizadas no país, sendo assim uma seção representativa da diversidade nacional. Sejam suas trajetórias em festivais, trajetória de seus realizadores ou expectativa gerada em torno das obras, a seleção reflete caminhos criativos em andamento, narrativas que exploram conflitos, transformações e descobertas multifacetadas. A curadoria é de Marcelo Miranda e Rubens Fabrício Anzolin e conta com pré-estreias, todas inéditas em Belo Horizonte.

Na MOSTRA VERTENTES, os filmes são:

A Voz de Deus, de Miguel Antunes Ramos (SP)
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO)
Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)
Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte (SP)
Enquanto o Céu Não me Espera, de Christiane Garcia (AM)
Enterre Seus Mortos, de Marco Dutra (SP)
Meu Pai e Eu, de Thiago Moulin (ES)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Nosferatu, de Cristiano Burlan (SP)
Paraíso, de Ana Rieper (RJ)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)
Verde Oliva, de Wellington Sari (PR)

O tributo da 19ª CineBH será ao ator mineiro Carlos Francisco, uma das presenças mais marcantes e carismáticas do cinema brasileiro contemporâneo. Celebrado por sua versatilidade, Carlos iniciou a carreira no teatro amador nos anos 1980, fundou o Grupo Folias em São Paulo e estreou no cinema em 2005 com O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto. Sua atuação é marcada por gestos sutis, domínio corporal e transmissão de solidez paterna aliada à vulnerabilidade.

Tornou-se mundialmente conhecido por suas participações especialmente em Bacurau (2019), Marte Um (2021) e Estranho Caminho (2023). A celebração a Carlos Francisco acontecerá na noite de 23 de setembro, no Cine Theatro Brasil Vallourec, com a presença do ator e a exibição do filme de abertura O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, no qual Carlos atua ao lado de Wagner Moura. Outros filmes com sua presença na programação são Enterre seus Mortos e Suçuarana. Especialmente em sua homenagem estão em exibição:

MOSTRA HOMENAGEM | LONGAS

Marte Um, de Gabriel Martins (MG)
Estranho Caminho, de Guto Parente (CE)

MOSTRA HOMENAGEM | CURTAS

A Máquina Infernal, de Francis Vogner Dos Reis (SP)
Nada, de Gabriel Martins (MG)
Um Homem que Voa: Nelson Prudêncio, de Maurílio Martins e Adirley Queirós (MG)

Carlos Francisco no longa mineiro Marte Um, de Gabriel Martins

Em 2025, a Diálogos Históricos, recorte da CineBH que expande os conceitos de outras mostras e da temática a partir de uma pequena seleção de títulos com debates, faz um destaque-homenagem ao dominicano Nelson Carlo de los Santos Arias. Jovem em idade e experiente em realizações, Nelson tem obras emblemáticas que o tornam um dos nomes mais singulares do continente. Nascido em 1985 em Santo Domingo, Nelson formou-se em Cinema pela CalArts e ganhou projeção com filmes que rompem convenções narrativas por sua visão decolonial e pluralidade cultural caribenha.

Com curadoria de Marcelo Miranda e colaboração de Cléber Eduardo, a seleção exibe quase toda a obra de Nelson ao longo de três dias. Todas as sessões vão ter a presença do cineasta, que irá conversar com os espectadores, e os títulos exibidos serão: Canciones de Cuna (2014); Cocote (2017); Pareces una carreta de esas que no la para ni lo’ bueye (2013); e Santa Teresa y Otras Historias (2015).

Celebrando os 16 anos do Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting, com curadoria de Pedro Butcher, o recorte exibe filmes cujos primeiros projetos passaram pelo programa de coprodução, realizado anualmente em Belo Horizonte. Tendo firmado parcerias no país e no exterior, todos eles vêm tendo ampla repercussão no cenário mundial em anos recentes.

Na MOSTRA CINEMUNDI, os filmes são:

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
A Vida Secreta dos Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE)
As Muitas Mortes de Antonio Parreras, de Lucas Parente (RJ)
Nimuendajú, de Tania Anaya (MG)
Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sérgio Borges (MG)

A Mostra Praça acontecerá a céu aberto na Praça da Liberdade, integrando o cinema à paisagem urbana de Belo Horizonte. Para este ano, o foco está na música como elemento de ligação entre os filmes, com ritmos a compor corpos, memórias e narrativas e a ampliar a experiência coletiva. Cada filme traduz a musicalidade como forma de resistência, invenção lúdica ou conexão cultural.

Na MOSTRA PRAÇA, os filmes são:

Lagoa do Nado: A Festa de um Parque, de Arthur B. Senra (MG)
Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes (SP)
Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley (SP)

Além disso, o Cine-Concerto Tela Sonora vai unir uma pequena série de curtas-metragens de animação brasileiros para toda a família à música eletrônica ao vivo do francês Jérôme Lopez.

Com produções independentes de Belo Horizonte e região metropolitana em diálogo direto com a vivência nas cidades, a curadoria da Mostra A Cidade em Movimento, por Bruna Piantino, adotou o tema Um lugar ao sol, numa reflexão sobre ocupar o lugar de direito, reconhecer a pluralidade de subjetividades e abrir espaço para relações não convencionais entre corpos que se transformam ao sonhar novos cenários de vida. Serão 13 filmes, entre curtas e longas-metragens, em sessões temáticas com rodas de conversa sobre maternidade solo, corpo-território, existências trans, arte e desejo e entrelaços geracionais, com a presença de convidados.

MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO | CURTAS

Babilônia, de Duda Gambogi
Carlito(s), de Pedro Rena
Escuta pra cê vê, de Arthur Medrado e Thamira Bastos
Não Quero ser Capeta, Não!, de Duna Dias e Leonardo Augusto
Pandeminas, de Ben-Hur Nogueira
PPL é Quem?, de Ludmilla Cabral
Ressaca, de Pedro Estrada
Mandinga, de Mariana Starling
Tudo o que Quiser, de Mariana Machado
Um Ato de Corpo Inteiro, de Marianna Fagundes
Vidas (ou)vidas: Yusuf, de Luís Evo

MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO | LONGAS

Lagoa do Nado: A Festa de um Parque, de Arthur B. Senra
Sou Amor, de André Amparo e Cris Azzi

Os 18 curtas-metragens selecionados por Rubens Fabricio Anzolin foram agrupados em quatro sessões, com obras que exploram poéticas singulares de se relacionar com o mundo. São filmes sobre o território e o Brasil, desviando do realismo puro para mergulhar em texturas, experimentações e brechas narrativas. Diminuir os ritmos, subverter os campos, esticar durações e oferecer sensações amalgamadas e deformadas é aquilo que parece estar em jogo nestes filmes. Assistir a essas produções é se conectar com trabalhos de diversos estados, que utilizam a linguagem para refletir questões políticas contemporâneas, mantendo o compromisso de reinventar, com mais ou menos recursos, uma linguagem da brevidade.

Na MOSTRA CURTAS, os filmes são:

Aparição, de Camila Freitas (RJ/SP)
Bailinho, de Gabriel Vieira de Mello (SP)
Confluências, de Dácia Ibiapina (DF)
Desvios Diários: Domingo, de Bruno Risas (SP)
Dois Nilos, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro (RJ)
Entre Aulas, de Marizele Garcia (RS)
Goiânia: Notas Pendulares sobre a Metrópole, de O. Juliano Gomez (GO)
Jamais Visto, de Natália Reis (MG)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Lagoa Armênia, de Leonardo da Rosa (RS)
Mãe do Ouro, de Maick Hannder (MG)
Marmita, de Guilherme Peraro (SP/PR)
Moscou, de Victória Correa Silva (MG)
Pequeno B, de Lucas Borges (MG)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Sutura, de Felipe Fuentes e Miller Martins (MG)
Terra Mãe, Mãe Terra, de Júlia Mattar (MG)
Três, de Lila Foster (DF)

Cena do curta Kabuki, de Tiago Minamisawa

Para toda a família, tem a Mostrinha de Cinema, com sessões no Cine Petrobras na Praça e no Cine Santa Tereza. As sessões serão acompanhadas pelos personagens da Turma do Pipoca e intervenções circenses. E o programa Cine-Expressão: A Escola Vai ao Cinema conta com a curadoria de Ramina El Shadai com oferta de sessões Cine-Escola, seguidas de cine-debates com exibição de filmes brasileiros entre longas e curtas, programados para atender estudantes por faixas etárias (5 a 7 anos, 8 a 10 anos, 11 a 13 anos e a partir de 14 anos) no Teatro de Câmara Cine Theatro Brasil e Cine Santa Tereza.

Na MOSTRINHA, os filmes são:

Menino Gepeto, de Cláudio Constantino e Rafael Guimarães (MG)
Sacis, de Bruno Bennec (MG)
Sobre Amizades e Bicicletas, de Julia Vidal (PR)

Em sua 16ª edição, o Brasil CineMundi, evento de mercado do cinema brasileiro, realizado em edições anuais e consecutivas desde 2010 dentro da programação da CineBH, é a principal plataforma de rede de contatos e negócios à produção do país ao colocar profissionais do mundo todo em interação durante todo o evento. São intercâmbios entre mercado e projetos de filmes brasileiros, conexões entre realizadores independentes, parcerias de ações e informações, seleção de projetos para rodadas de negócio com produtores e buscas por viabilidade de propostas.

Serão 37 convidados de 16 países representado a indústria mundial do audiovisual, agentes de vendas, distribuidores, tutores, fundos de financiamento, programadores de festivais e representantes de players nacionais de circulação multimídia, como canais de streaming e televisão.

Com o objetivo de apresentar projetos de longas-metragens brasileiros em desenvolvimento ou em finalização, o Brasil CineMundi facilita parcerias produtivas, trocas de informações e ações de difusão. Assim contribui para que filmes brasileiros ganhem visibilidade em festivais e mercados mundiais. Ao longo de 16 anos, o evento registrou impactos significativos, como a articulação de projetos que se transformaram em obras exibidas no Brasil e no exterior, e fortaleceu a diversidade e a inovação no audiovisual do país.

Para a edição de 2025 foram selecionados 37 projetos, divididos em cinco categorias: 32 em desenvolvimento (distribuídos em Horizonte, DocBrasil Meeting, Foco Minas e Paradiso Multiplica) e 5 em WIP – Primeiro Corte. Os projetos participam do CineMundi Lab, com atividades formativas como labs de desenvolvimento, workshops, mentorias e consultorias, além de rodadas de negócios com profissionais internacionais interessados em coproduções e vendas audiovisuais. A comissão de seleção, composta por especialistas nacionais e internacionais, incluiu Cecília Gabrielan (Brasil), Isona Admetlla (Alemanha), Ivan Melo (Brasil), Paulo de Carvalho (Alemanha), Pedro Butcher (Brasil) e Séverine Roinssard (França).

Cena do longa Assalto à Brasileira, de José Eduardo Belmonte

Todos os projetos escolhidos para o Brasil CineMundi participam do programa de formação CineMundi Lab, com laboratórios de desenvolvimento, workshops, mentorias de roteiro, consultorias com tutores especializados, masterclasses, estudo de caso, debates e painéis de mercado.

Nas atividades do Brasil CineMundi, com foco na conexão entre o Brasil e o cenário internacional, a programação inclui debates e rodas de conversa que abordam temas fundamentais para o setor. O Seminário Internacional ocorrerá de 24 a 27 de setembro com o tema Audiovisual em Conexão: Regulação, Coprodução e os Desafios do Mercado. Profissionais do audiovisual, empresas, agentes de mercado e instituições públicas estarão reunidos para discutir a regulação e a coprodução internacional, além de explorar as transformações que o setor enfrenta atualmente. Os participantes terão a oportunidade de trocar experiências e construir parcerias estratégicas.

A programação do seminário se estrutura em três eixos temáticos principaisPolíticas Públicas, Regulação, Soberania e Inclusão, sobre a importância das políticas públicas para garantir a diversidade e o acesso democrático ao audiovisual, considerando as novas tecnologias e os desafios da soberania culturalCoprodução Internacional como Estratégia, focado nas dinâmicas de financiamento e distribuição; Futuro do Audiovisual: Tecnologias e Novos Modelos, sobre inovações tecnológicas que impactam o setor.

O evento também contará com mesas redondas sobre a circulação de filmes e as redes de resistência no cinema autoral latino-americano. As discussões visam identificar estratégias para fortalecer a presença das obras no mercado local e internacional, promovendo diálogos sobre a diversidade cultural. Assim, a 19ª CineBH e o Brasil CineMundi reafirmam seu compromisso com o fortalecimento do ecossistema audiovisual, promovendo a troca de saberes e a articulação de políticas que impulsionem a indústria cultural, tanto no Brasil quanto no exterior.

Além disso, diversos títulos da Mostra A Cidade em Movimento da 19ª CineBH estarão disponíveis na programação on-line que poderá ser acessada gratuitamente na plataforma do evento. E mais: um recorte especial de filmes vão compor uma seleção na plataforma IC Play, numa parceria com o Itaú Cultural no período de 29 de setembro a 13 de outubro.

Fotos: Divulgação.

Cine Ceará 2025: Mariana Ximenes será homenageada na 35ª edição

por: Cinevitor
Mariana Ximenes no filme Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane

A 35ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de setembro, em Fortaleza, acaba de anunciar que a consagrada atriz Mariana Ximenes será a grande homenageada deste ano e receberá o Troféu Eusélio Oliveira

Mariana Ximenes começou sua carreira aos 14 anos. Formada pelo Centro de Artes e Educação Célia Helena, vem conquistando o público, as marcas e a crítica ao longo de sua trajetória, acumulando inúmeros prêmios por suas atuações. Além de atriz, tornou-se também produtora, realizando diversos projetos no cinema e no teatro: “O Ceará é parte de mim, é a terra da minha mãe. Recebo esta homenagem também como filha de uma cearense que me transmitiu, mesmo à distância, o orgulho de pertencer a essa terra e o sangue que corre nas minhas veias, raiz que carrego no coração, nas memórias de família, nas conversas e nos gestos que me formaram”, disse a homenageada

Aos seis anos, Ximenes, que nasceu em São Paulo, fez sua primeira peça de teatro, na escola onde estudava, interpretando a personagem Cinderela do clássico conto de fadas. Estreou como atriz em 1998, aos dezessete anos, na telenovela Fascinação, do SBT. Em seguida, fez sua estreia na Rede Globo participando do episódio Dupla Traição, do Você Decide, do episódio piloto do seriado Sandy & Junior, e também no cinema, no filme Caminho dos Sonhos, de Lucas Amberg.

No ano seguinte, atuou em Andando nas Nuvens, sua primeira personagem em uma novela da Rede Globo. Depois fez uma participação especial em Força de um Desejo e ganhou destaque em Uga Uga, que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O sucesso seguiu em novelas, minisséries e seriados, como: A Padroeira, Os Normais, A Casa das Sete Mulheres, A Grande Família, As Brasileiras, Cobras & Lagartos, Paraíso Tropical, A Favorita, América, Guerra dos Sexos, Joia Rara, Haja Coração, Supermax, Nos Tempos do Imperador, Amor Perfeito, Mania de Você, entre outros. Em 2003, ganhou outro papel de grande destaque popular: Ana Francisca na novela Chocolate com Pimenta, assim como a vilã Clara, de Passione, em 2010, que lhe rendeu o Troféu Imprensa

Em cena no filme Um Homem Só, de Claudia Jouvin

Além do sucesso nas telinhas, Mariana Ximenes também se dedicou ao teatro, apresentou o Superbonita, na GNT, e se destacou no cinema em diversos filmes, entre eles, O Invasor, de Beto Brant, que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de melhor atriz coadjuvante, além de ter sido premiada no Cine PE. Com Um Homem Só, de Claudia Jouvin, recebeu o kikito de melhor atriz no Festival de Gramado, em 2015

Seu currículo na sétima arte conta ainda com: O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca; A Máquina, de João Falcão; Muito Gelo e Dois Dedos d’Água, de Daniel Filho; Os Penetras, de Andrucha Waddington; Zoom, de Pedro Morelli; Prova de Coragem, de Roberto Gervitz; Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, de Claudia Jouvin; Capitu e o Capítulo, de Julio Bressane; Nem Deus é Tão Justo Quanto Seus Jeans, de Sergio Silva; o inédito Cacilda Becker em Cena Aberta, de Julia Moraes, no qual interpreta Tônia Carrero; entre muitos outros.

Sobre o reconhecimento à sua rica atuação na dramaturgia, em especial no cinema, Ximenes finalizou: “Receber esta homenagem é como voltar para casa; é reconhecer a herança que me atravessa e me constitui. E também me lembra que minha trajetória ainda está em construção. Tenho muito a agradecer pelos lindos encontros que já tive e sei que ainda tenho muito a aprender, a viver e a trocar com o cinema”

A entrega do Troféu Eusélio Oliveira acontecerá na cerimônia de abertura do Cine Ceará, no sábado, 20/09, que contará também com: a exibição do curta-metragem Cada um na sua Tomada, criação coletiva de 20 crianças e adolescentes, selecionados dentre 100 estudantes da rede pública de ensino de Fortaleza que participaram este ano do Compartilha Animação; e a exibição de Gravidade, de Leo Tabosa, que integra a mostra competitiva ibero-americana de longa-metragem

Fotos: Viviane D’Avilla/Divulgação.