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Conheça os vencedores do V ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games

por: Cinevitor
Cena do curta Corações Encouraçados, de Jamile Coelho e Cintia Maria.

Foram anunciados neste sábado, 08/05, os vencedores da quinta edição do ANIMAÍ! – Encontro Baiano de Animação e Games. Foram dezenas de horas de webnários, palestras e workshops; e 51 trabalhos exibidos entre os entre os meses de abril e maio. A premiação contemplou filmes em curtas e longas metragens de animação, bem como jogos e rendeu menções honrosas.

Além de homenagear o designer e ilustrador Sandro Lopes, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), falecido em abril devido a complicações da Covid-19, o ANIMAÍ! rendeu também homenagens àquelas pessoas que levam para frente a animação brasileira. Junto com isso, o evento trouxe boas notícias como a criação do canal de streaming Nordestina Play, organizado pelos produtores Anderson Soares, Aline Cléa e Leonardo Silva, cujo foco em produções brasileiras permitirá uma maior divulgação do que é feito tanto no Nordeste quanto em outras regiões.

Com um alcance de visualizações dos filmes que chegou a mais de 500 transmissões pelos canais de streaming, além das presença de mais de 600 pessoas em palestras, workshops e webnarios, o ANIMAÍ!, após um hiato de dez anos, volta a se consolidar como um dos mais expressivos eventos da animação brasileira.

Conheça os vencedores do V ANIMAÍ!:

MOSTRA COMPETITIVA ANIMAÇÕES

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO BAIANO
Corações Encouraçados, de Jamile Coelho e Cintia Maria

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO NACIONAL
@disexta, de André Catoto (SP)

MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO
Icamiabas na Cidade Amazônia, de Otoniel Oliveira (PA)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO 
Ritos de Passagem, de Chico Liberato (BA)

MENÇÃO HONROSA DE CURTA DE ANIMAÇÃO BAIANO
Maria Quitéria – Honra e Glória, de Antonio Silva

MENÇÃO HONROSA DE CURTA DE ANIMAÇÃO NACIONAL
Mitos Indígenas em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues (SP)

MENÇÃO HONROSA PELO CONJUNTO DA OBRA
Wesley Rodrigues, por Viagem na Chuva e O Violeiro Fantasma

MENÇÃO HONROSA PELA TRAJETÓRIA HISTÓRICA NA ANIMAÇÃO  
Marcelo Marão, por O Muro Era Muito Alto e Até a China

MENÇÃO HONROSA | SÉRIE DE ANIMAÇÃO
Pixcodelics, de Marco Alemar (BA)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA DIRIGIDA POR MULHER
Apneia, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA DIRIGIDA POR REALIZADORES NEGROS
Quando a Chuva Vem?, de Jeferson Batista (PE)

DESTAQUE DA DIVERSIDADE NA ANIMAÇÃO | OBRA JOVEM REALIZADOR/REALIZADORA
O Menino Cabeça de Flor, de Vanessa Heeger (BA)

MOSTRA COMPETITIVA DE GAMES

DESTAQUE DA DIVERSIDADE PARA JOVEM REALIZADOR
Nyanroo The Supercat, de Golden Shelves (BA)

MELHOR GAME DESIGNER
Nova Island, de Behemutt (SP)

MELHOR ÁUDIO
No Place for Bravery, de Glitch Factory (DF)

MELHOR ARTE
No Place for Bravery, de Glitch Factory (DF)

MELHOR GAME DA BAHIA
Spaceship for Newbies, de Molotov Estúdios (BA)

MELHOR JOGO
Nova Island, de Behemutt (SP)

Foto: Divulgação.

FESTCiMM 2021: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Isabela Catão em Enterrado no Quintal, de Diego Bauer: curta premiado.

Foram anunciados neste sábado, 08/05, os vencedores da terceira edição do FESTCiMM, Festival de Cinema no Meio do Mundo, que aconteceu em formato totalmente on-line, por conta da pandemia de Covid-19, com caráter independente, cultural e educacional com filmes nacionais e internacionais.

A cerimônia virtual foi apresentada por Suzy Jardim e Alexandre Araújo e contou com uma apresentação especial de Levi Cintra. Neste ano, o ambientalista e documentarista Fernando Vitor, que produziu um legado de importantes registros que são atos de memória da luta ambiental e da história de Diadema, em São Paulo, foi o grande homenageado. Além dos filmes, divididos em categorias competitivas e não competitivas, a programação contou também com debates, oficinas e webnários.

O time de curadores para esta terceira edição foi formado por: João Paulo Campos e Gustavo Maan na Mostra Brasil; Oliver Stiller na Mostra Internacional; Augusto Bozzetti na Mostra Animação; Amanda Ramos na Mostra Foco: Pernambuco; Caio Luiz na Mostra No Meio da Noite; e Ricardo Peres na Mostra de longas-metragens

O Júri Oficial contou com Amanda Mansur, Breno César e Murilo Morais na Mostra Brasil; Thaiz Freitas, Georges Senga e Tommy Germain na Mostra Internacional; Gabi Etinger, Thais Scabio e Vinícius Neves na Mostra Animação; Fábio Rogério, Manuela Aguiar e Joel Caetano na Mostra No Meio da Noite; Clarissa Kuschnir, Diomédio Piskator e Cristiane Oliveira na Mostra Longa-metragem; Cely Farias, Dayane Teles e Raildon Lucena na Mostra Foco: Pernambuco; e Paula Valadares, Marcos Buccini e Renan Bal-Heitz no Prêmio Seu Zé de melhor cartaz.

O Prêmio da Crítica foi formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte: Arthur Zé, Beatriz Vaccari, Dênia Cruz, Gianfranco Marchi, Humberto Silva, Marcela Freire, Plínio Sá, Rômulo Sckaff, Sihan Felix e Tatiana Lima.

Conheça os vencedores do 3º FESTCiMM:

MOSTRA BRASIL

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Enterrado no Quintal, de Diego Bauer (AM)
Melhor Direção: Marco Antônio Pereira, por 4 Bilhões de Infinitos
Menção Honrosa: Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi (RJ) e Último Gás, de Duda Gambogi (MG)

MOSTRA ANIMAÇÃO

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Melhor Direção: Marco Arruda, por Magnética
Melhor Roteiro: Missão Berço Esplêndido, escrito por Joel Caetano
Melhor Fotografia: Nimbus, por Ricardo Bicudo
Melhor Direção de Arte: Rasga Mortalha, por Raul Luna
Melhor Som: Exterminador, por Gustavo Hikaru e Pedro Jácome
Menção Honrosa: Maria Quitéria Honra e Glória, de Antonio Silva (BA)

MOSTRA LONGA-METRAGEM

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Selvagem, de Diego da Costa (SP)
Melhor Direção: Luan Cardoso e Milton Allencar Jr, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Roteiro: Selvagem, escrito por Vinícius Cabral, Vitor Drumond e Gabriela Gois
Melhor Atriz: Prisma da Mata, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Ator: Roberto Bomtempo, por 21 Mão na Cabeça
Melhor Fotografia: Ménage, por Luan Cardoso e Vinícius Duran
Melhor Direção de Arte: Selvagem, por Patrícia Passos
Melhor Montagem: A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, por Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques
Melhor Música: Para Miguel, com Amor, por Evandro Correia, Lyon Autoestima, Nivaldo D’avila, Vitrola Mágica, Banda Pedra Roxa e Dois Imersos
Melhor Som: Selvagem, por Fernando Ianni, Joyce Brandão, Eduardo Barbosa, Rafael Ribeiro e Carolina Barranco
Menção Honrosa: Francisco Gaspar, por Ménage
Menção Honrosa: Luciene, de Juliana Curvo (MT)
Menção Honrosa: Para Miguel, com Amor, de Daniel Neves (SP)

MOSTRA FOCO: PERNAMBUCO

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Memórias Submersas, de William Tenório (Afogados da Ingazeira)
Melhor Direção: Djaelton Quirino, por D-20 Vermelha
Melhor Roteiro: Pega-se Facção, escrito por Thaís Braga
Melhor Atriz: Rosa Amorim, por Canudos em Minha Pele
Melhor Ator: Alex Pessoa, por D-20 Vermelha
Melhor Fotografia: Memórias Submersas, por Adalberto Oliveira
Melhor Direção de Arte: Canudos em Minha Pele, por Rosa Amorim
Melhor Montagem: Pega-se Facção, por Silara Silvério e Twany Moura
Melhor Música: D-20 Vermelha, por Alba Chalegre, Ju Vieira, Leandro Vaz, Luca Lemos, Tocha Ribeiro, Lula Calixto, Coco Raízes e Cícero Gomes
Melhor Som: Memórias Submersas, por Richard Soares
Menção Honrosa: Nhandesy, de Graciela Guarani (Jatobá)
Menção Honrosa: Vídeo-poema sobre Maternidade, de Amandine Goisbault (Paudalho)

MOSTRA NO MEIO DA NOITE

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli (RJ)
Menção Honrosa: Miragem, de Bruna Guido (PB)
Menção Honrosa: Tumbaká, de Fabinho Santinho (SP)
Menção Honrosa: Antônia, de Flávio Carnielli (SP)

MOSTRA INTERNACIONAL

Prêmio Seu Zé | Melhor Filme: Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh, de Saheer Abbas (Índia)
Melhor Direção: Kaan Orgunmat, por Stimuli
Melhor Roteiro: Anagnórisis, escrito por Laurentino J. Dueñas Herrero
Melhor Atriz: Dibyajyoti Marndi, por Kukli
Melhor Ator: Rashin Khan, por Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh
Melhor Fotografia: Snake Oil, por Remy Archer
Melhor Direção de Arte: Mariam, por Dana Durr
Melhor Montagem: Snake Oil, por Juanan Arasa
Melhor Música: Mariam
Melhor Som: Death Offers Life – Last Moments of Vincent Van Gogh
Menção Honrosa: Letter to my mother, de Amin Maher (Irã)

PRÊMIO SEU ZÉ | MELHOR CARTAZ

1º: D-20 Vermelha, de Djaelton Quirino (PE)
2º: Snake Oil, de Remy Archer (Reino Unido)
3º: Ménage, de Luan Cardoso (SP)

PRÊMIO DA CRÍTICA

Mostra Brasil: 4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira (MG)
Mostra Animação: Magnética, de Marco Arruda (RS)
Mostra Longa-metragem: Luciene, de Juliana Curvo (MT)
Mostra Foco: Pernambuco: D-20 Vermelha, de Djaelton Quirino (Arcoverde)
Mostra No Meio da Noite: Antônia, de Flávio Carnielli (SP)
Mostra Internacional: Snake Oil, de Remy Archer (Reino Unido)

Foto: Larissa Martins.

Sala municipal de cinema na Galeria Olido, em São Paulo, homenageará Paulo Gustavo

por: Cinevitor

Paulo Gustavo em Minha Mãe é uma Peça 3: homenagem.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, anunciou que renomeou a Sala Cine Olido, sala de cinema do Centro Cultural Olido, como Sala Paulo Gustavo, em homenagem ao ator e comediante que morreu nesta terça-feira.

Uma das principais salas de cinema do Circuito Spcine, na região central da cidade, o espaço foi renomeado por articulação do prefeito em exercício Ricardo Nunes, do Secretário Municipal de Cultura, Alê Youssef, e da presidente da Spcine, Viviane Ferreira. O Decreto Nº 60.225 foi publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira, 7 de maio de 2021.

A sala será reinaugurada com nova infraestrutura, o novo nome e uma mostra de filmes de Paulo Gustavo quando as obras de reforma na Galeria Olido forem concluídas. A previsão é que isso ocorra em julho de 2021. “Além da sua marcante contribuição à cultura brasileira por meio do teatro e do cinema, Paulo Gustavo foi um homem ativo na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e tolerante, e teve sua vida interrompida, ainda muito jovem, aos 42 anos, pela Covid-19”, diz o texto do decreto.

Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em Niterói em 30 de outubro de 1978 e estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio. A primeira peça da qual participou foi O Surto, codirigida com Fernando Caruso, em 2004. Foi no espetáculo que apresentou pela primeira vez Dona Hermínia. A personagem ganhou peça própria em 2006 e chegou ao cinema sete anos depois. Os três filmes da franquia Minha Mãe é uma Peça venderam mais de 26 milhões de ingressos entre 2013 e 2020. O terceiro filme teve a maior arrecadação da história do cinema brasileiro, com R$ 182 milhões de bilheteria.

Além do sucesso de Dona Hermínia, o ator fez os filmes Minha Vida em Marte e Os Homens São de Marte… e É Para Lá Que Eu Vou. Na TV, Paulo apresentou prêmios e programas no Multishow, inclusive a série Vai que Cola, um sucesso também na adaptação para o cinema, em 2015.

Paulo Gustavo se casou com o dermatologista Thales Bretas em 2015. Após um processo de barriga de aluguel nos Estados Unidos, eles se tornaram pais de Romeu e Gael. O ator morreu nesta terça-feira, aos 42 anos, por complicações de Covid-19.

Foto: Divulgação/Site Oficial.

Pequenos Guerreiros: filme de Bárbara Cariry é selecionado para festivais internacionais

por: Cinevitor
Longa cearense: destaque internacional.

Depois de sua estreia mundial em fevereiro na competição do Children’s Film Festival Seattle, importante festival internacional de cinema infantojuvenil, o longa-metragem cearense Pequenos Guerreiros, dirigido por Bárbara Cariry, já tem duas novas exibições confirmadas nos Estados Unidos.

Entre os dias 6 e 20 de maio, o filme participará da programação do 13º Milwaukee Film Festival, em Wisconsin, e do 40º Minneapolis St. Paul International Film Festival, entre os dias 13 e 23 de maio, em Minnesota.

Na trama, uma família de pescadores do litoral do Ceará decide viajar para o sertão, indo até a cidade de Barbalha, na região do Cariri, com o objetivo de pagar uma promessa durante a Festa do Pau da Bandeira. O festejo reúne anualmente milhares de pessoas para missas e cortejos em torno da fé em Santo Antônio. O pai Cosme, papel de Bruno Goya, a mãe Maria, interpretada por Georgina Castro, o filho Benedito, vivido por Juan Calado, e os sobrinhos Matheuzinho (Daniel Almeida) e Bruna (Lara Ferreira) sobem em um jipe para encarar a estrada de terra e sol escaldante.

Bárbara Cariry sempre se interessou pela temática infantojuvenil, tendo roteirizado os curtas-metragens Uma Jangada Chamada Bruna, em 2004, e Reisado Miudim, em 2008, ambos dirigidos por Petrus Cariry. Para a diretora, Pequenos Guerreiros é um filme de dramaturgia e de ações mínimas, que deixa espaço para que a criança também possa projetar a sua imaginação e as suas fantasias: “Quero abrir um diálogo entre a criança da grande cidade, frequentadora de shopping e dos espaços marcados pelas muralhas de edifícios, com a amplidão dos sertões, das serras e dos vales, com as festas e os folguedos populares, sobretudo com o encontro, a solidariedade e a emoção de uma turminha que viaja junta para fazer suas pequenas descobertas e ritos de iniciação”, afirma.

Em Pequenos Guerreiros, a família mergulha nas belezas da cultura nordestina, fazendo dessa jornada uma forma de se conectar com a história, a memória e a identidade de seu povo. Uma narrativa suave, com espaço para imaginação, feita de pequenas surpresas e descobertas. Artistas de rua, parques de diversões, salas de cinema, paisagens deslumbrantes, figuras tradicionais do sertão nordestino e até mesmo dinossauros surgem para conduzir a experiência cultural das três crianças.

Com roteiro de Bárbara e Rosemberg Cariry, o filme conta com trilha sonora original de João Victor Barroso, fotografia de Petrus Cariry e direção de arte de Sérgio Silveira; Érico Paiva assina a mixagem e desenho de som, com Yures Viana no som direto. A direção de produção é de Teta Maia.

Formada em Audiovisual e Novas Mídias pela Universidade de Fortaleza e com mestrado em Estudos Curatoriais pela Universidade de Coimbra, em Portugal, Bárbara dirigiu os curtas-metragens Verão (2009), O Silêncio do Mundo (2011) e A Canção de Alice (2018) e atuou como produtora executiva em diversos curtas e longas-metragens brasileiros, como Mãe e Filha (2012), de Petrus Cariry; Os Pobres Diabos (2013), de Rosemberg Cariry; Sertânia (2019), de Geraldo Sarno, entre outros. Pequenos Guerreiros é a sua estreia como diretora de longas-metragens.

Foto: Priscila Smiths.

Morre, aos 42 anos, o ator Paulo Gustavo

por: Cinevitor
Paulo Gustavo: um dos artistas mais queridos do Brasil.

Morreu nesta terça-feira, 04/05, aos 42 anos, o ator, humorista, diretor, roteirista e apresentador Paulo Gustavo. Ele estava internado desde 13/03, no Rio de Janeiro, com quadro de Covid-19.

O boletim médico divulgado na tarde desta terça dizia: “Após a constatação da embolia gasosa disseminada ocorrida no último domingo, em decorrência de fístula brônquio-venosa, o estado de saúde do paciente vem deteriorando de forma importante. Apesar da irreversibilidade do quadro, o paciente ainda se encontra com sinais vitais presentes”.

O último boletim divulgado pela assessoria e pelo Hospital Copa Star relatou: “Às 21h12 desta terça-feira, 04/05, lamentavelmente o paciente Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros faleceu, vítima da Covid-19 e suas complicações. Em todos os momentos de sua internação, tanto o paciente quanto os seus familiares e amigos próximos tiveram condutas irretocáveis, transmitindo confiança na equipe médica e nos demais profissionais que participaram de seu tratamento. A equipe profissional que participou de seu tratamento está profundamente consternada e solidária ao sofrimento de todos”.

No domingo à tarde, Paulo Gustavo chegou a apresentar uma melhora, mas piorou horas depois: “Após a redução dos sedativos e do bloqueador neuromuscular, o paciente acordou e interagiu bem com a equipe profissional e com o seu marido. À noite, subitamente, houve piora acentuada do nível de consciência e dos sinais vitais, quando novos exames demonstraram ter havido embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central, em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa”, dizia o boletim médico.

Em abril, ao apresentar uma piora do quadro clínico, o ator foi introduzido à terapia de oxigenação por membrana extracorporal, conhecida como ECMO, uma espécie de pulmão artificial. No dia 3 de maio, mesmo após melhoras nos dias anteriores, Paulo sofreu uma embolia pulmonar, o que causou uma piora significativa em seu estado de saúde.

Dona Hermínia no cinema: o maior sucesso de Paulo Gustavo.

Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, Paulo Gustavo conquistou o Brasil com seus trabalhos na TV, no teatro e no cinema. Ganhou visibilidade no final de 2004, quando integrou o elenco da peça Surto e apresentou a personagem Dona Hermínia, inspirada em sua mãe, Déa Lúcia. Logo depois integrou o elenco da peça Infraturas. Nesse período também começou a fazer pequenas participações na TV.

Em 2006, estreou o espetáculo Minha Mãe é uma Peça, de sua autoria. No monólogo, voltou a interpretar Dona Hermínia. Por conta do sucesso da personagem, levou o teatro para os cinemas. Em junho de 2013, estreou Minha Mãe é uma Peça – O Filme, que alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Em 2016, Dona Hermínia ganhou uma nova história em Minha Mãe é uma Peça 2; o filme atingiu mais de 9 milhões de espectadores. Já em 2019, o terceiro longa da franquia, Minha Mãe é uma Peça 3, entrou para a história do cinema brasileiro com onze milhões de espectadores.

Paulo Gustavo apresentou o programa 220 Volts e participou de séries televisivas como Vai que Cola e A Vila, todos no canal Multishow. No teatro, também apresentou Hiperativo, 220 Volts e On-line. No cinema, além de seus filmes, atuou em A Guerra dos Rocha, Divã, Xuxa em O Mistério de Feiurinha, Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!, Vai que Cola: O Filme, Fala Sério, Mãe! e Minha Vida em Marte.

Casado com o dermatologista Thales Bretas e pai de Gael e Romeu, Paulo Gustavo foi eleito, em 2018, o Homem do Ano no Entretenimento pela revista GQ Brasil. Além disso, foi premiado pelo roteiro de Minha Mãe é uma Peça 2 no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e foi indicado ao Prêmio Shell, em 2006.

Em uma entrevista recente, o ator disse: “O Brasil sempre precisa de mais humor. O humor cura, transforma e, principalmente, educa”.

Fotos: Divulgação/Site Oficial/Antônio Teixeira.

II AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta Meninos Rimam, de Lucas Nunes: selecionado.

A segunda edição do AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+ acontecerá entre os dias 5 e 9 de maio em formato virtual. O evento teve o cuidado em representar a pluralidade da sigla LGBTQIAP+ na frente e atrás das telas, desta vez não apenas por profissionais que ocupam o cargo de direção, mas ampliando a representação para outros cargos chaves.

Neste ano, foram 227 filmes inscritos, das cinco regiões do Brasil, e 26 selecionados divididos em quatro mostras competitivas: “Os filmes que compõem as quatro mostras reverberam de uma forma potente em nosso imaginário, e com suas temáticas e personagens marcantes nos mostram representações que nos fazem confirmar que é possível nos vermos em nossa amplitude e diversidade. As obras, cada uma com sua singularidade, nos fizeram rir, nos emocionar, ter medo, e sentir esperança ao nos possibilitarem acessar outra realidade possível, seja ela do presente, futuro ou passado”, disse André Santos, diretor geral do festival.

A curadoria foi formada por André Santos, Ronaldo Melo, Rosy Nascimento, Tereza Duarte e Vitória Real. O Júri Oficial conta com Anti Ribeiro, Helio Ronyvon, Julia Morais, Pipa Dantas, Fabíola Silva e Marlom Meirelles; o Júri da Crítica, formado por membros da ACCiRN, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte, conta com Laisa Trojaike, Sihan Felix e Thales Azevedo.

O festival tem caráter competitivo e serão concedidos oito prêmios livres e três prêmios de melhor filme (premiação no valor de R$ 500,00) pelo Júri Oficial; além de quatro prêmios do Júri Popular, com votação pelo site. Os títulos estarão disponíveis durante todos os dias do evento.

Além disso, a programação conta com oficinas e bate-papos com os realizadores dos filmes, que serão mediados por Franco Fonseca e Rosy Nascimento. Eles serão transmitidos no canal do YouTube do festival, assim como a cerimônia de encerramento e premiação.

O AFRONTE teve sua primeira edição em dezembro de 2019 e se preocupou em ser o primeiro festival de cinema do Rio Grande do Norte a trazer em sua programação apenas filmes dirigidos por profissionais LGBTQIAP+, priorizando as narrativas que dessem destaque ao protagonismo desse nicho.

A violência contra a população LGBTQIAP+ está diretamente conectada com a discriminação que transpassa a sociedade. Em 2013, o Rio Grande do Norte foi considerado um dos estados mais violentos para a comunidade LGBTQIAP+ no Brasil. Recentemente, em 2018, um mapeamento inédito, feito no estado pela ativista Rebecka de França, mostra um cenário de violência moral, física e de exclusão sobre a população LGBTQIAP+.

Conheça os filmes selecionados para o II AFRONTE:

MOSTRA AFETOS

À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente, de Bruna Barros e Bruna Castro (BA)
Acesso, de Julia Leite (SP)
Aonde Vão Pés, de Débora Zanatta (PR)
Marie, de Leo Tabosa (PE)
Meninos Rimam, de Lucas Nunes (SP)
O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (RS)

MOSTRA DEVIRES

Abjetas 288, de Júlia da Costa e Renata Mourão (SE)
Ada, de Rafaela Uchoa (BA)
Aliena, de Pedro Spieker (RS)
Etruska Waters em: O Tombamento da Republiqueta, de Thiago Bezerra Benites (PR)
Onde a Fé Tem Nos Levado, de Neto Asterio (SE)
Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda (PE)

MOSTRA O QUE NÃO SOMOS

Agachem, Segurem, Formem, Arrasem, de Caio Baú (SP)
Piu Piu, de Alexandre Figueirôa (PE)
Primavera de Fernanda, de Débora Zanatta e Estevan de la Fuente (PR)
Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR (SP)
Tenebrosas?, de Jhonatan Bào (SP)
Véu, de Stéphanie Moreira (RN)
Você Já Tentou Olhar nos Meus Olhos?, de Tiago Felipe (PR)

MOSTRA TRAJETÓRIAS

Canudos em Minha Pele, de Rosa Amorim (PE)
Encruza, de Bruna Andrade, Gleyser Ferreira, Maíra Oliveira e Uilton Oliveira (RJ)
Espírito que Caminha, de Gabriela Barreto Daldegan (AC)
Joãosinho da Goméa, O Rei do Candomblé, de Janaina Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (RJ)
Pátria, de Lívia Costa e Sunny Maia (CE)
Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

*O II AFRONTE – Festival de Cinema LGBTQIAP+ é uma realização da Caboré Audiovisual e tem patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc.

Foto: Divulgação.

Amigas de Sorte, com Arlete Salles, Rosi Campos e Susana Vieira, ganha data de estreia nas plataformas digitais

por: Cinevitor
História centrada em três personagens femininas da terceira idade.

Dirigido por Homero Olivetto, de Reza a Lenda, com roteiro de Lusa Silvestre, de Estômago e do inédito Medida Provisória, e argumento de Alexandre Machado e Fernanda Young, Amigas de Sorte estreia em VOD no dia 17 de maio nas plataformas Now, Sky, Vivo, Oi, Looke, iTunes e Google Play.

Protagonizado por Arlete Salles, Rosi Campos e Susana Vieira, a história é centrada em três personagens femininas da terceira idade: Nelita, Nina e Rita. Elas moram no bairro Bexiga, em São Paulo, e são amigas desde a juventude, cultivando sempre o sonho de um dia se tornarem ricas, pois vivem com o dinheiro contado de seus respectivos trabalhos: Nelita é dona de um antiquário, Nina tem uma cantina e Rita é professora aposentada.

Um dia a sorte chega com um valor suficiente para que as três tenham uma vida confortável. Mas, antes de pensar nesse futuro elas se dão o direito de embarcar numa aventura em um país não tão longe daqui, mas que lhes permite o descanso do cotidiano sempre dedicado aos maridos, filhos, sobrinhos e netos.

Produzido por Tatiana Quintella, da Popocon, com coprodução da Globo Filmes, o longa foi filmado em São Paulo, Montevidéu e Punta del Este. O elenco conta também com Klebber Toledo, Otávio Augusto, Luana Piovani, Julio Rocha e Bruno Fagundes.

Confira o trailer de Amigas de Sorte:

Foto: Catarina Sousa.

11º CINEFANTASY: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Grace Passô no curta República: diretora e atriz.

Foram anunciados neste sábado, 01/05, os vencedores da 11ª edição do CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico. O ator Silvero Pereira apresentou a cerimônia virtual realizada no canal do YouTube do evento.

Os títulos das mostras competitivas concorreram ao Troféu José Mojica Marins, exceto a Mostra Fantastic Black Power, que estreou este ano na programação e prestou uma homenagem ao ator João Acaiabe, falecido recentemente, com o Troféu João Acaiabe. Os filmes premiados permanecem disponíveis até domingo, 09/05, na plataforma Belas Artes à La Carte.

Entre os vencedores, o longa Rosa Tirana, de Rogério Sagui, e o curta Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo, receberam o Prêmio Tanu Distribuicion, que conta com um ano de distribuição dos filmes em festivais da América Latina e irão representar o Brasil no disputado Prêmio FANTLATAM, premiação internacional da Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico. O curta Vizinhança, de Lucas Carvalho, e Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos, levaram o Prêmio AIC; Rasga Mortalha também foi contemplado com o Prêmio CTAv com o Kit Black Magic e lentes por até 15 dias.

Neste ano, o cineasta Neville D’Almeida, um dos maiores ícones do cinema nacional, foi o grande homenageado. Além disso, a programação contou com diversas atividades paralelas gratuitas, encontros, debates e workshops com nomes como Rodrigo Teixeira, Mariana Jaspe, Jefferson De, a escritora Robin R. Means Coleman, o cineasta argentino Hernán Moyano, entre outros; além da exposição on-line Xirê Dos Orixás, de Jan Brapa.

O time de jurados deste ano foi formado por: Celso Sabadin, Cavi Borges e Lina Chamie na mostra de longas documentais; Claudia Ruiz, Emilio Bustamante e Leopoldo Muñoz na mostra de longas de ficção; Ivo Costa, Maria Izabel Casanovas e William Cristiano na mostra Amador; Marta Russo, Matheus Rufino e Otavio Moulin na mostra Animação; Bertrand Lira, Francisco Gaspar e Ingrid Soares na mostra Brasil Fantástico; Alejandro Yamgotchian, Juan Lozano e Tatiana Lechner Quiroga na mostra Espanha Fantástica; Filipe Falcão, Marciel Consani e Tamires Serket na mostra Estudante; Aryanne Ribeiro, Eduardo Nasi e Renato Chocair na mostra Fantasia; Clarissa Vieira, Juliana Lima e Lobo Mauro na mostra Fantastic Black Power; Celso Curi, Marcio Rosario e Paula Ferreira na mostra Fantástica Diversidade; Julia Maria, Lucia Caus e Chan Suan na mostra Fantasteen; Alfredo Suppia, Getro e Susan Kalik na mostra Ficção Científica; Bruno Carmelo, Helena Albergaria e Marcos Debrito na mostra Horror; Ana de Hollanda, Maria Clara Spinelli e Tati Regis na mostra Mulheres Fantásticas; e Daniella Peneluppi, Lilian Trigo e Mayra Alarcón na mostra Pequenos Fantásticos.

Conheça os vencedores da 11ª edição do CINEFANTASY:

LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme | Longa-metragem | Ficção: Sayo, de Jeremy Rubier (Canadá)
Melhor Filme | Longa-metragem | Documentário: A Vingança de Jairo (La Venganza de Jairo), de Simon Hernandez (Colômbia)
Melhor Direção | Longa-metragem: Porcelana (Porcelain), por Jenneke Boeijink
Melhor Roteiro | Longa-metragem: Sayo, escrito por Jeremy Rubier
Melhor Ator: Levente Molnár, por Ravina (Hasadék)
Melhor Atriz: Arlete Dias, Mary Dias e Wall Diaz, por Voltei!

CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta Amador: Vizinhança, de Lucas Carvalho (Brasil)
Melhor Curta Animação: Resta Um (One Left), de Sebastian Doringer (Áustria)
Melhor Curta Brasil Fantástico: Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
Melhor Curta Espanha Fantástica: Continua Aí? (¿Sigues Ahí?), de Mónica Zamora
Menção Honrosa | Espanha Fantástica: Rostos (Faces), de Iván Sáinz-Pardo
Melhor Curta Estudante: Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos (Brasil)
Melhor Curta Fantasia: Toque Poderoso (Big Touch), de Christopher Tenzis (EUA)
Menção Honrosa | Curta Fantasia: 2030, de Julio Urbano (Brasil)
Melhor Curta FantasTeen: Cuco! (Cuckoo!), de Jörgen Scholtens (Holanda)
Melhor Curta Fantástica Diversidade: Primeiro Carnaval, de Alan Medina (Brasil)
Melhor Curta Ficção Científica: O Homem da Reciclagem (The Recycling Man), de Carlo Ballauri (Itália)
Melhor Curta Horror: O Matar de uma Criança (The Killing Of a Child), de Kim Kokosky Deforchaux (Holanda)
Melhor Curta Mulheres Fantásticas: Rong, de Indira Iman (Indonésia)
Menção Honrosa | Mulheres Fantásticas: Eu Tenho o Blues (J’ai Le Cafard), de Maysaa Almumin (Kuwait/Qatar)
Melhor Curta Pequenos Fantásticos: Latitude de Primavera (Latitude du Printemps), de Sylvain Cuvillier, Chloé Bourdic, Théophile Coursimault e Noémie (França)
Menção Honrosa | Pequenos Fantásticos: Om, de Gabriela Fernández (Argentina)
Melhor Curta Fantastic Black Power | Troféu João Acaiabe: República, de Grace Passô (Brasil)

PRÊMIO TANU DISTRIBUICION AMÉRICA LATINA
Longa-metragem: Rosa Tirana, de Rogério Sagui (Brasil)
Curta-metragem: Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo (Brasil)

PRÊMIO CTAv
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo

PRÊMIO AIC
Melhor Curta Amador: Vizinhança, de Lucas Carvalho
Melhor Curta Estudante: Um Breve Estado de Ser Humano, de Lucas Calegari Bastos

INDICADOS FANTLATAM 2021
Melhor longa-metragem: Rosa Tirana, de Rogério Sagui
Melhor curta-metragem: Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo

Foto: Divulgação.

Protagonizado por Gloria Pires, Vovó Ninja, de Bruno Barreto, começa a ser filmado

por: Cinevitor
Bastidores: Gloria Pires em cena.

A comédia familiar Vovó Ninja, dirigida por Bruno Barreto, está sendo filmada em um sítio na cidade de Santana de Parnaíba, interior de São Paulo. O longa é liderado por Gloria Pires, que volta aos cinemas como protagonista de uma comédia seis anos depois de Linda de Morrer.

Criada para divertir toda a família, a comédia começa com a avó Arlete, papel de Gloria Pires, que vive reclusa e tem um estilo de vida zen, se preparando para receber os netos Davi (Angelo Vital), Elis (Luiza Salles) e João (Michel Felberg) em sua casa, depois de muito tempo sem vê-los. Arlete não tem muita intimidade ou jeito com as crianças, que são bagunceiras e estão insatisfeitas de estarem em um sítio sem internet, cheio de regras e tarefas domésticas. Após uma tentativa de roubo no local, o caçula Davi descobre que a avó tem habilidades fora do comum e, junto com os irmãos, faz de tudo para descobrir qual é o segredo de Arlete.

O diretor Bruno Barreto, de Dona Flor e Seus Dois Maridos, O que é isso, Companheiro? e Flores Raras, comenta sua relação com o novo projeto: “Vovó Ninja é um dos roteiros mais bonitos que eu já li porque ele é feito para a avó e para o neto. Meu primeiro filme foi Tati, A Garota, sobre uma menina de seis anos que se muda com a mãe do subúrbio do Rio de Janeiro para Copacabana, e como essa criança tem dificuldades em se adaptar. Nesse longa, os personagens femininos são muito importantes e a história é sobre uma família, assim como em Vovó Ninja. Então, hoje, aos 66 anos de idade, de certa maneira eu estou voltando ao meu primeiro filme, que fiz aos 17. Pra mim, Vovó Ninja é a história de uma família e de como três crianças reaproximam a mãe da avó e a avó da mãe”.

Além de Gloria Pires, o filme contará com Matheus Ceará, Dadá Coelho, Leandro Ramos, Luiza Nery, Thiago Justino, Pedro Miranda e Miguel Lobo no elenco. Produzido por Paula Barreto, o roteiro é assinado por Rodrigo Goulart e Gabi Mancini. Além da LC Barreto, a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms assinam a coprodução. A estreia está prevista para o segundo semestre deste ano.

Com três comédias previstas para 2021, Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films Brasil, explica o desenvolvimento de conteúdos audiovisuais: “Vovó Ninja é uma ideia original, desenvolvida a partir da nossa estratégia de oferecer ao público uma comédia leve, com muito valor de produção, além de elenco e equipe renomados, o que cria a oportunidade de uma experiência para toda a família nos cinemas. Começamos a gravar já ansiosos para que o público possa se divertir com a nossa história”.

As filmagens de Vovó Ninja acontecem de acordo com o protocolo de segurança e saúde no trabalho do audiovisual (SIAESP, APRO e SINDCINE), por conta da pandemia de Covid-19, e com consultoria da empresa OnCare, especializada em saúde integrada.

Foto: Stella Carvalho.

Conheça os vencedores do Oscar 2021

por: Cinevitor

Chloé Zhao: segunda mulher na história do Oscar a ganhar o prêmio de melhor direção.

Foram anunciados neste domingo, 25/04, os vencedores da 93ª edição do Oscar. Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia foi realizada em três lugares diferentes para manter os protocolos de segurança, além de outros locais internacionais via satélite.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Oscar não teve um único anfitrião e, por isso, contou com a presença de grandes estrelas de Hollywood, como: Riz Ahmed, Angela Bassett, Halle Berry, Bong Joon Ho, Don Cheadle, Bryan Cranston, Viola Davis, Laura Dern, Harrison Ford, Regina King, Marlee Matlin, Rita Moreno, Steven Yeun, Joaquin Phoenix, Brad Pitt, Reese Witherspoon, Renée Zellweger e Zendaya

Produzida por Jesse Collins, Stacey Sher e Steven Soderbergh, a cerimônia apresentou algo totalmente diferente dos anos anteriores: “O evento será como um filme e cada indicado ou cada pessoa que entregar os prêmios será como um personagem. No final você vai saber que todos fizeram o que quiseram, você irá se conectar com todos nesse show. O que nós queremos fazer é uma espécie de filme de três horas no qual, por acaso, alguns prêmios são distribuídos”, disse Soderbergh em uma entrevista recentemente.

Depois de uma temporada marcada por eventos virtuais, os convidados do Oscar participaram presencialmente e os discursos, sem tempo cronometrado, se destacaram. Outra mudança que chamou atenção foi a categoria de melhor filme não ter sido anunciada por último, como de costume. O vencedor Nomadland foi anunciado por Rita Moreno antes das categorias de melhor atriz e ator, que foram as últimas.

Outra novidade marcou esta edição: as canções indicadas foram interpretadas no novo museu da Academia, com excessão de uma que foi gravada na Islândia. As apresentações foram exibidas antes da cerimônia oficial em um programa chamado Oscars: Into the Spotlight.

Entre os vencedores, Mank, que liderava a lista com dez indicações, foi premiado em duas categorias: design de produção e fotografia. A cineasta Chloé Zhao, de Nomadland, entrou para a história sendo a segunda mulher, em 93 edições, a ganhar a estatueta dourada de melhor direção; categoria esta que, pela primeira vez, indicou duas mulheres.

O Brasil não marcou presença com produções indicadas, mas foi lembrado por Regina King, uma das apresentadoras da noite. A atriz e diretora citou o longa brasileiro Cidade de Deus como referêcia do roteirista Keith Lucas, de Judas e o Messias Negro, que decidiu trabalhar com cinema depois de assistir ao filme. E mais: o vencedor na categoria de melhor curta-metragem de animação, Se Algo Acontecer… Te Amo, conta com a brasileira Julia Gomes Rodrigues na equipe de animadores.

Além disso, a cerimônia contou também com a entrega do Jean Hersholt Humanitarian Award para o cineasta Tyler Perry e também para a MPTF, Motion Picture & Television Fund.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2021:

MELHOR FILME
Nomadland

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand, por Nomadland

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR
Anthony Hopkins, por Meu Pai

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Meu Pai, escrito por Christopher Hampton e Florian Zeller

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

MELHOR ANIMAÇÃO
Soul, de Pete Docter e Kemp Powers

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Professor Polvo, de Pippa Ehrlich e James Reed

MELHOR FOTOGRAFIA
Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Mank, por Donald Graham Burt e Jan Pascale

MELHOR FIGURINO
A Voz Suprema do Blues, por Ann Roth

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Voz Suprema do Blues, por Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson

MELHOR EDIÇÃO
O Som do Silêncio, por Mikkel E. G. Nielsen

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Soul, por Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Fight For You, por H.E.R; escrita por D’Mile e Tiara Thomas (Judas e o Messias Negro)

MELHOR SOM
O Som do Silêncio, por Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés Navarrete e Phillip Bladh

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Tenet, por Andrew Jackson, David Lee, Andrew Lockley e Scott Fisher

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Dois Estranhos (Two Distant Strangers), de Travon Free e Martin Desmond Roe

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Colette, de Anthony Giacchino

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Se Algo Acontecer… Te Amo, de Michael Govier e Will McCormack

Foto: Todd Wawrychuk/Getty Images.

Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg, ganha primeiro trailer oficial

por: Cinevitor
Ansel Elgort em cena do musical.

Em 1962, o musical Amor, Sublime Amor, no original West Side Story, de Jerome Robbins e Robert Wise, foi premiado em dez categorias no Oscar, entre elas, melhor filme, melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Rita Moreno.

Na noite deste domingo, 25/04, durante a premiação do Oscar 2021, o primeiro teaser trailer da nova adaptação cinematográfica do musical, desta vez dirigida por Steven Spielberg, foi divulgado. Com roteiro de Tony Kushner, o longa conta a clássica história de rivalidade e amor jovem na cidade de Nova York em 1957.

A nova adaptação do musical é estrelada por Ansel Elgort, Rachel Zegler, Ariana DeBose, David Alvarez, Mike Faist, Josh Andrés Rivera, Ana Isabelle, Corey Stoll, Brian d’Arcy James e Rita Moreno, que também atua como uma das produtoras executivas do filme. O longa foi adaptado a partir do show original da Broadway de 1957, com livro de Arthur Laurents, música de Leonard Bernstein, letras de Stephen Sondheim e conceito, direção e coreografia de Jerome Robbins.

Confira o primeiro trailer de Amor, Sublime Amor, que tem estreia prevista para dezembro:

Foto: Niko Tavernise.

41º Framboesa de Ouro: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Kate Hudson em Music: pior atriz.

Foram anunciados neste sábado, 24/04, os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson que elege os piores da sétima arte e ficou conhecido como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, o drama musical Music, dirigido pela cantora Sia, foi premiado em três categorias, entre elas, pior atriz para Kate Hudson. O documentário Absolute Proof levou o prêmio de pior filme; o longa apresenta Mike Lindell, CEO da empresa MyPillow e também diretor do filme, alegando um ataque cibernético chinês durante as eleições do ano passado. Além disso, em tempos de pandemia de Covid-19, 2020 foi homenageado com o Very Special Razzie Governors’ Award como o pior ano civil de sempre.

Os votantes do já tradicional prêmio somam 1.090 membros de todos os estados americanos e mais de 20 pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria.

Conheça os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
Absolute Proof, de Brannon Howse e Mike Lindell

PIOR DIREÇÃO
Sia, por Music

PIOR ATOR
Mike Lindell, por Absolute Proof

PIOR ATOR COADJUVANTE
Rudy Giuliani, por Borat: Fita de Cinema Seguinte

PIOR ATRIZ
Kate Hudson, por Music

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Maddie Ziegler, por Music

PIOR ROTEIRO
365 Days, escrito por Tomasz Klimala

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Dolittle

PIOR COMBO EM CENA
Maria Bakalova e Rudy Giuliani, em Borat: Fita de Cinema Seguinte

Foto: Divulgação.