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Festival Mix Brasil 2025: conheça os longas e curtas brasileiros selecionados

por: Cinevitor
Henrique Barreira e Gabriel Faryas em Ato Noturno: filme selecionado

A 33ª edição do Festival MixBrasil, um dos maiores eventos culturais LGBT+ da América Latina, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de novembro em São Paulo, acaba de divulgar a lista dos 71 filmes brasileiros selecionados entre os 542 títulos nacionais inscritos.

Com o tema A Gente Quer+, a edição de 2025 do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade irá celebrar as diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, bem como formatos e linguagens. A seleção inclui longas, médias e curtas-metragens de 18 estados. Entre os filmes da programação, oito títulos concorrem na Mostra Competitiva Brasil de Longas, 17 na Mostra Competitiva Brasil de Curtas e oito na Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva.

O evento divulgará em breve sua programação completa que inclui cinema, música, exposições, literatura, games, festas, performances, experiências imersivas, workshops e o tradicional Show do Gongo, além dos filmes estrangeiros e da Mostra Competitiva de Inteligência Artificial.

Conheça os filmes brasileiros selecionados para o MixBrasil 2025:

COMPETITIVA BRASIL | LONGAS

A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)
Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco (GO)
Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SE/SP)
Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Ruas da Glória, de Felipe Sholl (RJ)
Torniquete, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Trago Seu Amor, de Cláudia Castro (RJ)

COMPETITIVA BRASIL | CURTAS

A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
Além da Culpa, de Israel Cordova (DF)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Boi de Salto, de Tássia Araújo (PI)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Eu Estou Aqui, de André Santos (RN)
Fardado, de Dan Biurrum (BA)
Feiura Comovente, de Ultra (SP)
Fronteriza, de Rosa Caldeira e Nay Mendl (SP/PR)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Mensagem de Sergipe, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SE/SP)
Meu Pedaço de Mandioca, de Raíssa Castor (PR)
O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE/SP)
Peixe Morto, de João Fontenele (CE)
Sandra, de Camila Márdila (SP)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)
Vulkan, de Julia Zakia (SP)

MOSTRA REFRAME

A Artista Está Online, de Anna Talebi (SP)
Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE/PI)
Ecologia do Naufrágio, de bruCa TeiXeira (DF)
Gravidade, de Leo Tabosa (PE)
Iracema, de Yuri Célico (RS)
Matamortes, de Thiago Martins de Melo (MA/SP)
Resumo da Ópera, de Honório Félix e Breno de Lacerda (CE)
Voz Zov Vzo, de Yhuri Cruz (RJ)

MOSTRA QUEER.DOC

Bate Cabelo!, de Luís Knihs (SP)
Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Desejo de Viver (Mutatis Mutandis), de Giorgia Narciso (SP)
Drags, um Super Filme, de Luciano Oreggia (SP)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)

CURTAS MIXBRASIL

2 de Copas, de Ana Squilanti (SP)
Agapornis, de Gustavo Vinagre (SP)
Ana Sofia, de Beto Besant e Mayara Magri (SP)
Babalu é Carne Forte, de Xulia Doxágui (PE)
Carlinha e André, de Ricky Mastro (SP)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Cybersexo 19, de Chico Ludermir (PE)
Du Bist So Wunderbar (Paradise Europe), de Leandro Goddinho e Paulo Menezes (Alemanha/Brasil)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Sinais e Marés, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski (PR)
Euteamo, Euteamo, Euteamo (…), de Boy Princess (SP)
Fale a Ela o que me Aconteceu, de Pethrus Tibúrcio (PE)
Jantar pra Seis, de Isabela Lisboa (SP)
Jurerê Internacional, de Luiz Fernando Marques Lubi (SP)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Nesta Data Querida, de André Leão (SP)
Nhandê, de Elisa Telles e Begê Muniz (AM)
O Amor Não Cabe na Sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira (BA)
O Mais Profundo é a Pele: LGBT60+, de Rafael Medina (SP)
Picumã, de Sladká Meduza (SP)
Pocas pra Entender, de Stheffany Fernanda e Pedro Miosso (SP)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Posso Te Fazer uma Pergunta?, de Antônio Cortez e Danilo Teixeira (SP)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Quem se Move, de Stephanie Ricci (SP)
Rainha, de Raul de Lima (PA)
Rainha do Carnaval, de Rodrigo Pépe (SP)
Rezbotanik, de Pedro Gonçalves Ribeiro (Brasil/Espanha/Portugal)
Sobre Nós, de Marina Maux (RJ)
Tigrezza, de Vinícius Eliziário (BA)
Tudo o que Quiser, de Mariana Machado (Brasil/Bélgica)
VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), de Asaph Luccas (SP)

Foto: Divulgação/Avante Filmes.

49ª Mostra de São Paulo exibe mais de 80 títulos brasileiros na programação

por: Cinevitor
Danny Barbosa em Gravidade, de Leo Tabosa

Entre os 374 títulos selecionados para a 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o audiovisual brasileiro ganha destaque com 85 títulos na programação: são obras de novos diretores, de realizadores renomados, longas-metragens restaurados, entre outros.

A Mostra Brasil, um panorama contemporâneo da produção audiovisual no país, reúne 60 longas, enquanto seis filmes fazem parte da Competição Novos Diretores: Copinha, de Joaquim Salles; Eclipse, de Djin Sganzerla; Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti; Malaika, de André Morais; Pipas, de Walter Thompson-Hernandez; e Revoada: Versão Steampunk, de Ducca Rios.

A seleção da Mostra Brasil traz também diversos títulos premiados e exibidos em importantes festivais, como: A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo, que levou os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Aline Marta Maria, melhor trilha musical e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado deste ano; o gaúcho Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Candango de melhor filme no Festival de Brasília; Cais, de Safira Moreira, consagrado no Olhar de Cinema; Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, premiado no For Rainbow; o cearense Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, com Noá Bonoba, vencedor do Prêmio da Crítica em Brasília; Papagaios, de Douglas Soares, que rendeu o kikito de melhor ator para Gero Camilo em Gramado e outros prêmios, entre eles, melhor filme pelo Júri Popular; Ruas da Glória, de Felipe Sholl, que consagrou as atuações de Alejandro Claveaux e Diva Menner no Festival do Rio.

E mais: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, premiado no Festival do Rio e exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim; Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini, com Bella Campos e Xamã, que levou o kikito de melhor filme em Gramado e outros prêmios; Quatro Meninas, de Karen Suzane, que recebeu o Prêmio Especial do Júri em Brasília; Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, exibido no Festival de San Sebastián; Eu Não Te Ouço, de Caco Ciocler, que rendeu o prêmio de melhor ator para Márcio Vito no Festival do Rio; o documentário Para Vigo Me Voy!, de Karen Harley e Lírio Ferreira, exibido em Cannes e que destaca a trajetória de Cacá Diegues; Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, que levou o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília; entre muitos outros.

Luisa Arraes em O Homem de Ouro, de Mauro Lima

O cinema brasileiro segue na 49ª Mostra de São Paulo com outros destaques, como: 90 Decibéis, de Fellipe Barbosa, com Benedita Casé e exibido no Festival do Rio; o documentário Vou Tirar Você Desse Lugar, de Dandara Ferreira, sobre o cantor e compositor Odair José; Gravidade, de Leo Tabosa, com Clarisse Abujamra, Hermila Guedes, Danny Barbosa, Marcélia Cartaxo e Helena Ignez no elenco; Virtuosas, de Cíntia Domit Bittar, protagonizado por Bruna Linzmeyer; o documentário Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, de Mini Kerti; o maranhense Terra Devastada, de Frederico Machado; Honestino, de Aurélio Michiles, com Bruno Gagliasso no papel de Honestino Guimarães; o terror Love Kills, de Luiza Shelling Tubaldini; O Homem de Ouro, de Mauro Lima, com Renato Góes, Luisa Arraes e Orã Figueiredo no elenco; Sexa, que marca a estreia de Glória Pires na direção; o documentário Ary, de André Weller, sobre Ary Barroso.

A lista brasileira também destaca outros documentários, como: A Vida de Vlado: 50 Anos do Caso Herzog, de Simão Scholz; Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins; Sérgio Mamberti: Memórias do Brasil, de Evaldo Mocarzel; Nada a Fazer, de Leandra Leal; Massa Funkeira, de Ana Rieper; Cadernos Negros, de Joel Zito Araújo; Milton Gonçalves, Além do Espetáculo, de Luiz Antonio Pilar; Com Causa, de Belisario Franca e Pedro Nóbrega; O Pai e o Pajé, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça; Relâmpagos de Críticas Murmúrios de Metafísicas, de Julio Bressane e Rodrigo Lima; Amora, de Ana Petta; Na Passagem do Trópico, de Francisco Miguez; entre outros.

Entre obras clássicas, redescobertas e filmes restaurados estão títulos como: Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.

Bruno Gagliasso em Honestino, de Aurélio Michiles

Nomes consagrados também marcam presença com mais de uma obra em exibição, como: Flávia Castro, que apresenta As Vitrines e Cyclone; Cristiano Burlan com Nosferatu e Um Espaço que se Move; e José Eduardo Belmonte com Assalto à Brasileira, Aurora 15 e Quase Deserto.

Também fazem parte da programação as séries: Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, que mergulha na trajetória apoteótica de um dos grupos mais revolucionários da MPB; Choque de Cultura: A Série, do Canal Brasil, dirigida por Fernando Fraiha; e Lona Preta, drama de Renato Ciasca e Francisco Garcia.

Há, ainda, apresentações especiais de longas como: O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do português Valter Hugo Mãe, dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro, que faz sua estreia mundial na Mostra; e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, escolhido pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026.

Já a produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a 2ª Mostrinha, seção dedicada à infância e à juventude. Títulos nacionais inéditos no país, como D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, e Aventuras de Makunáima, de Chico Faganello, também compõe a seleção.

*Clique aqui e confira a seleção brasileira completa da 49ª Mostra de São Paulo.

Fotos: Petrus Cariry/Helena Barreto/Divulgação.

49ª Mostra de São Paulo exibe filmes que disputam uma vaga no Oscar 2026

por: Cinevitor
Hanna Heckt no alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski

Como de costume, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo exibirá obras que podem concorrer à estatueta dourada do Oscar em 2026. Dentro da seleção da 49ª edição, estão confirmados 15 títulos indicados pelos seus países para disputar uma vaga na premiação americana na categoria de melhor filme internacional

Além do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura, premiado no Festival de Cannes deste ano, a lista traz também: Foi Apenas um Acidente (Yek Tasadef Sadeh), do iraniano Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro e representante da França para o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas; o cineasta será homenageado na Mostra com o Prêmio Humanidade.

A programação conta também com o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook, exibido no Festival de Veneza e eleito o melhor filme internacional do Festival de Toronto; O Som da Queda (In die Sonne schauen), de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes e representante da Alemanha; o croata Fiume o Morte!, de Igor Bezinović, consagrado no Festival de Roterdã; Feliz Aniversário (Happy Birthday), de Sarah Goher, representante do Egito e grande vencedor do Festival de Tribeca; o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi, premiado na Quinzena de Cineastas em Cannes; Um Mundo Triste e Belo (A Sad and Beautiful World), de Cyril Aris, representante do Líbano, que se destacou na mostra Giornate degli Autori em Veneza; o sueco Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes

Nina Ye em Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou

O representante da Palestina à uma vaga no Oscar será o filme Palestina 36, da realizadora Annemarie Jacir, que retrata vilarejos por toda a região se insurgindo contra o domínio colonial britânico na primeira metade do século 20. Já os irmãos Dardenne, homenageados nesta edição da Mostra com o Prêmio Humanidade, representam a Bélgica com Jovens Mães (Jeunes Mères), vencedor do prêmio de melhor roteiro em Cannes.

E mais: Sirât, de Oliver Laxe, filme de abertura da 49ª Mostra de São Paulo e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, representante da Espanha; o indiano Homebound, de Neeraj Ghaywan, exibido na mostra Un Certain Regard, em Cannes; O Amor que Resta (Ástin sem eftir er), de Hlynur Pálmason, indicado pela Islândia e exibido em Cannes; e o representante de Taiwan, Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou, premiado na Semana da Crítica e que conta com Sean Baker, vencedor do Oscar por Anora, como produtor, coroteirista e montador. 

A 98ª edição do Oscar, premiação anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles. A Mostra de São Paulo 2025 será realizada entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor. 

Fotos: Fabian Gamper/Divulgação/Netflix.

24º Curta-SE: conheça os filmes selecionados para o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe

por: Cinevitor
Samires Costa no curta A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon

A 24ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe acontecerá entre os dias 3 e 9 de novembro em Aracaju, com o tema Amor Fati: território do querer, reunindo realizadores, público e imprensa em um grande evento.

O Curta-SE 2025, considerado o maior festival de cinema de Sergipe, contará com mostras competitivas e uma programação especial, que será divulgada em breve, com mostras temáticas, apresentações artísticas e folclóricas, mesas-redondas, rodas de conversa, debates e lançamentos de livros, reforçando o caráter plural e formativo do festival.

Neste ano, as inscrições alcançaram o recorde de mais de mil filmes; este é um quantitativo excepcional na história do festival, especialmente considerando a exigência do edital atual de que os materiais fossem enviados no formato DCP (Digital Cinema Package), padrão de exibição digital em cinemas, garantindo maior qualidade técnica e estética durante as sessões.

Após criteriosa avaliação da comissão de seleção, foram escolhidas 48 produções que irão integrar as mostras competitivas do Curta-SE 24: 20 curtas ibero-americanos, 8 curtas sergipanos, 5 longas-metragens, 4 trailers, 5 vídeos de bolso, 4 videoclipes e 3 webséries. Além da premiação e troféu para os vencedores das diversas categorias, o festival também oferecerá uma premiação especial para o melhor curta iberoamericano e sergipano através do Júri Popular.

Segundo a produtora executiva Deyse Rocha, o trabalho da curadoria reforça a pluralidade do festival: “Todas as categorias contaram com três júris. Os filmes passaram por uma comissão avaliadora que analisou os conteúdos aptos a participar do festival. Foram dias intensos, maratonando e selecionando criteriosamente os filmes para chegar a essa lista espetacular. Parabéns a todos os realizadores e envolvidos nos filmes selecionados para mais uma edição especial do Curta-SE”, celebrou.

A diretora do festival, Rosângela Rocha, destacou o papel transformador do evento: “Receber mais de mil inscrições é um marco para o Curta-SE e para o audiovisual iberoamericano. Isso demonstra a potência criativa dos realizadores e a força do cinema como ferramenta de resistência, afeto e reflexão. O Curta-SE é, antes de tudo, um espaço de encontro, diversidade e valorização da arte”, afirmou.

Realizado pela AVBR Produções, o Curta-SE tem como missão ampliar o acesso à produção audiovisual iberoamericana, promover o intercâmbio entre realizadores brasileiros e estrangeiros e estimular a formação de público para o cinema brasileiro. O festival também fomenta a acessibilidade, a economia criativa, a cultura popular e a sustentabilidade.

A 24ª edição iniciará sua programação com uma noite memorável que une arte cinematográfica e música de alta qualidade. A abertura oficial será no dia 3 de novembro, no Teatro Tobias Barreto, com a exibição do aguardado filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura. A atriz Suzy Lopes, que integra o elenco do filme, estará presente na sessão e também será a mestre de cerimônia da noite de abertura do festival. 

Encerrando a noite, a cantora Alice Caymmi apresentará o espetáculo Pra minha Tia Nana, um tributo emocionante à sua tia, Nana Caymmi, ícone da música brasileira. No repertório, clássicos como Resposta ao Tempo, Só Louco, Suave Veneno e Oração ao Tempo, além dos boleros Sabe de Mim e Se Queres Saber. Alice será acompanhada pelo pianista Eduardo Farias em uma performance que promete emocionar o público ao revisitar a obra de Nana com arranjos contemporâneos e interpretações carregadas de afeto e profundidade: “A ideia é que eu me torne o elo entre a eternidade e o presente”, afirma Alice.

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 24º Curta-SE:

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS IBEROAMERICANOS

A Fera do Mangue, de Wara e Sivan Noam Shimon (CE)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
A Última Valsa, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet (SP)
Bijupirá, de Eduardo Boccaletti (RJ)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Deixa, de Mariana Jaspe (RJ)
Entre o Mar e o Sertão, de Elle Moon (PE)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
Eu Não Sei se Vou Ter que Falar Tudo de Novo, de Vitória Fallavena e Thassilo Weber (RJ)
Guarapari Revisitada, de Adriana Jacobsen (ES)
Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP/SC)
Más que el Mar (Mais que o Mar), de Marindia (Uruguai)
Mounir, de Javier Rúa e Xose Dopazo (Espanha)
My Ray of Sunshine, de Laís Andrade (Brasil/Portugal)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)
O que Vi, de Victor Gustavo Abreu (SP)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP)
Puzzleak, de Kote Camacho (Espanha)
Soledá, de Howi Álvarez (Espanha)
Yungay, de Marisa Bedoya (Espanha)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS SERGIPANOS

Aracaju: Uma Viagem no Tempo, de Fabio Jaciuk (Aracaju)
Cancioneiras: Embarcações Poéticas, de Elaine Regina Bomfim Gomes (Aracaju)
Coisa de Preto, de Pâmela Peregrino (Poço Redondo)
Donas da Cultura Popular: Madá, de Jonta Oliveira (São Cristóvão)
O Armário de Gisélia, de Eudaldo Monção (São Cristóvão)
Sergipe Way, de Gessica da Silva Lima (São Cristóvão)
Sobre Plantas, Mãos e Fé, de Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara (São Cristóvão)
Sonata Beladona, de Antônio Rafael Gomes Maia (Aracaju)

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS

Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)
Papagaios, de Douglas Soares (RJ)
Resurrexit, de Daniel Muchiut (Espanha/Argentina)
Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (SE)
Vinchuca, de Luis Zorraquin (Argentina/Brasil)

TRAILER

Diz o Nome, de Anne Plein, Lau Graef e Mirela Kruel (RS)
Nevrose, de Ana do Carmo (BA)
Todo Amor do Mundo, de Caio Victor de Arruda (PE)
Tramas, de Júnia Teixeira e Marcus Faria Franco (MG)

VÍDEO DE BOLSO

Desperta, de Laura Becker (RS)
Encantados, de Jonas Sakamoto (MA)
Entre Linhas e Lutas, de Bruna Souza (SP)
Lampejo Cósmico, de Natali Brasil (SE)
LGBTQ+Cuba, de Alek Lean (RJ)

VIDEOCLIPE

Amigo, Amigo, de Flaira Ferro; direção: Amandine Goisbault (PE)
Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá; direção: Ricardo Sékula e Sávio Sabiá (PE)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Movido à Água, de Vida Seca; direção: Ana Clara Gomes (GO)

WEBSÉRIE

Gugu Tecelã, de Dannyel Leite (SP)
Privilégios, de Raíssa Venâncio (RJ)
Trajetórias: Ofícios, Mulheres e Vidas, de Wagner Rodrigo da Silva (SP)

Foto: Divulgação/La Factory des Cinéastes Ceará Brasil.

Goiânia Mostra Curtas 2025: conheça os vencedores da 23ª edição

por: Cinevitor
Os vencedores da 23ª Goiânia Mostra Curtas

Foram anunciados neste domingo, 12/10, os vencedores da 23ª edição da Goiânia Mostra Curtas, que celebrou o talento e a diversidade do cinema brasileiro. Realizada pela produtora Icumam, sob direção geral de Maria Abdalla, a mostra reuniu quase 5 mil pessoas ao longo da semana, consolidando-se como um dos principais eventos audiovisuais do Centro-Oeste.

O Júri Oficial foi composto por: Melina Bomfim, Diego Paulino e Márcia Deretti na Curta Mostra Brasil; e Mariana Queen Nwabasili, Gabriela Romeu e Luciana Damasceno nas mostras Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Origens (curtas universitários goianos). A 22ª Mostrinha contou com o Júri Popular formado por crianças do ensino básico.

Durante a manhã, o Teatro Goiânia recebeu a 22ª Mostrinha com o programa Céu das Infâncias, exibindo cinco curtas voltados ao público infantil. O evento contou com a presença dos curadores convidados Rafael de Almeida (Curta Mostra Brasil), Elinaldo Meira (Curta Mostra Origens) e Gabriela Romeu (22ª Mostrinha), que participaram de um encontro com realizadores; foram mais de duas horas de debate e troca entre criadores e público, fortalecendo o diálogo sobre produção audiovisual. À tarde, a Curta Mostra Origens exibiu mais 11 curtas universitários goianos, reafirmando o compromisso da Mostra com a valorização da produção local e acadêmica.

A noite de encerramento foi conduzida pelas apresentadoras Geórgia Cynara e Van Moraes, que anunciaram os vencedores das mostras competitivas em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento. 

Além das exibições, a programação da 23ª Goiânia Mostra Curtas contou com cursos, aulas e ações afirmativas que ampliaram o alcance e o impacto cultural do festival. Neste ano, a atriz paraibana Marcélia Cartaxo e o produtor cultural, cineasta, quadrinista e músico Márcio Paixão Jr. foram homenageados

Conheça os vencedores da Goiânia Mostra Curtas 2025:

CURTA MOSTRA BRASIL

Melhor Filme: Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta (MG)
Melhor Direção: Vitória Vasconcellos, por Esconde-Esconde
Prêmio Especial do Júri: Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr. (RJ)
Menção Honrosa: Wilson Rabelo pela atuação em Girassóis e Presépio
Menção Honrosa: Eloísa Ferreira pela atuação em Maremoto
Menção Honrosa: Gilson Ferreira e Durval Braga pelas atuações em O Amor Não Cabe na Sala
Prêmio Seleção Especial Sesc TV: Jacaré, de Victor Quintanilha (RJ)

CURTA MOSTRA GOIÁS

Melhor Filme: Canto, de Danilo Daher
Melhor Direção: Gabriel Newton, por A Tela
Prêmio Especial do Júri: Chica Machado: Rainha de Goyaz, de Renata Rosa Franco
Menção Honrosa: A Mulher Esqueleto, de Yolanda Margarida
Prêmio Cardume: Canto, de Danilo Daher

CURTA MOSTRA ORIGENS | Curtas Universitários Goianos

Melhor Filme: Depois do Amém, de Hítallo Torquato
Melhor Direção: Pollyanna Marques, por Mulheres que Abrem Caminhos
Prêmio Especial do Júri: Meça Três Vezes Antes de Cortar, de Zulmí Nascimento
Menção Honrosa: Acorda, João, de João Dorneles
Menção Honrosa: Que Deus o Tenha, de Ana Sifuentes e Maria Alice Rezende

22ª MOSTRINHA

Melhor Filme | Júri Popular: Notícias da Lua, de Sérgio Azevedo (SC)

Foto: Diovanely Abreu.

Festival do Rio 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon: quatro prêmios

Foram anunciados neste domingo, 12/10, no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, em cerimônia apresentada por Clayton Nascimento e Luisa Arraes, os vencedores do Festival do Rio 2025.

Neste ano, 48 filmes, entre longas e curtas-metragens, competiram nas mostras oficiais e disputaram o Troféu Redentor, da Première Brasil, e o Prêmio Felix; juntos consagraram o melhor do cinema nacional contemporâneo. O festival apresentou novidades, como a inclusão da categoria de melhor figurino na competição principal e o retorno do Prêmio do Público, que elegeu os favoritos em melhor filme de ficção e melhor documentário da Première Brasil, além de melhor filme na mostra Novos Rumos.

Em seu discurso no palco do Odeon, Ilda Santiago, diretora do festival, disse: “Foi um ano muito especial, com salas cheias, encontros importantes de mercado, encontros amorosos de novos projetos. Quero agradecer aos júris, agradecer a todos que participaram e estiveram conosco ao longo desses onze dias. É uma rede de paixão pelo cinema. E um agradecimento especial ao público”

A diretora do festival, Walkiria Barbosa, complementou: “O RioMarket este ano foi histórico porque a gente vem de um processo de incluir, pela primeira vez na história do audiovisual brasileiro, do nosso setor dentro do Ministério do Comércio, com o programa da nova indústria do Brasil. E culminou com a presença do Ministério no RioMarket”

O Festival do Rio ainda trouxe para este ano duas novas competições com o Voto Popular. Pela primeira vez, mostras internacionais são competitivas e os vencedores nas categorias Expectativas e Première Latina serão conhecidos no final desta semana, após o encerramento da votação, que segue durante o período do Chorinho, seleção de filmes que continuam sendo exibidos e votados até quarta-feira, 15/10.

Entre os discursos da noite, Fábio Leal, diretor do premiado curta O Faz-Tudo, emocionou: “Minha mãe sofreu um AVC e está muito limitada. Mas quando fui selecionado para o Festival do Rio, eu contei e ela falou ‘oooo’ e fez assim com a mão. Pode parecer pouco, mas é o mundo. Ela era artista e abdicou da arte para me criar. Os filmes que faço são pornochanchadas, talvez o mais brasileiro e o mais esculhambado de todos os gêneros. Precisamos reconhecer a importância do gênero e recuperar essa história”

A vencedora do Redentor de melhor atriz, Klara Castanho, por #SalveRosa, também discursou: “Já que foi citada aqui Fernanda Torres, quero dizer: a vida presta”. Outro momento marcante da noite foi o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Diva Menner, por Ruas da Glória: “Eu sou uma travesti preta e não poderia deixar de dedicar este prêmio às minhas trans-cestrais, que não estão mais aqui porque foram vítimas da sociedade e não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive. E que a minha voz e a minha arte me façam percorrer a distância entre o dedo e a ferida. A arte me salvou!”.

Marcio Reolon, que divide com Filipe Matzembacher a direção de Ato Noturno, discursou ao receber os troféus de melhor filme brasileiro pelo Prêmio Felix e melhor roteiro na Première Brasil: “Hoje no nosso país as forças conservadoras estão organizadas e nós precisamos resistir a isso. E uma coisa que é muito importante, e guia nossos personagens, é o espírito de desobediência. Cabe a nós abraçar isso e usar como uma afirmação”. O filme também venceu nas categoria de melhor ator para Gabriel Faryas e melhor fotografia para Luciana Baseggio

Nesta 27ª edição, o time de jurados foi formado por: Eric Lagesse (presidente), Carolina Kotscho, Claudia Kopke, Elena Manrique, Javier Garcia Puerto, Luciana Bezerra e Paula Astorga na Competição Principal da Première Brasil; Beth Formaggini (presidente), Davi Pretto, Lucas H. Rossi, Rafael Sampaio e Thalita Carauta na Première Brasil Novos Rumo; e Franck Finance-Madureira (presidente), Carolina Durão, Chica Andrade e Hedu Carvalho (em drag, Dudakoo) no Prêmio Felix, que celebra os filmes de temática LGBTQIAP+

Conheça os vencedores do Festival do Rio 2025:

PREMIÈRE BRASIL

Melhor Filme | Ficção: Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães (RJ)
Melhor Filme | Ficção | Voto Popular: #SalveRosa, de Susanna Lira (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins (RJ)
Melhor Direção | Ficção: Rogério Nunes, por Coração das Trevas
Melhor Roteiro: Ato Noturno, escrito por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
Melhor Curta: Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ) e O Faz-Tudo, de Fábio Leal (PE)
Melhor Documentário: Apolo, de Tainá Müller e Isis Broken (SP)
Melhor Documentário | Voto Popular: Cheiro de Diesel, de Natasha Neri e Gizele Martins
Melhor Direção | Documentário: Mini Kerti, por Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui
Melhor Atriz: Klara Castanho, por #SalveRosa
Melhor Ator: Gabriel Faryas, por Ato Noturno
Melhor Atriz Coadjuvante: Diva Menner, por Ruas da Glória
Melhor Ator Coadjuvante: Alejandro Claveaux, por Ruas da Glória
Melhor Fotografia: Ato Noturno, por Luciana Baseggio
Melhor Direção de Arte: Pequenas Criaturas, por Claudia Andrade
Melhor Figurino: #SalveRosa, por Renata Russo
Melhor Montagem: Honestino, por André Finotti
Melhor Som: Love Kills, por Ariel Henrique e Tales Manfrinato
Melhor Trilha Sonora Original: Apolo, por Plínio Profeta

PREMIÈRE BRASIL | NOVOS RUMOS 

Melhor Longa: Uma em Mil, de Jonatas Rubert e Tiago Rubert (RJ)
Melhor Filme | Voto Popular: Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias (RJ)
Melhor Direção: João Borges, por Espelho Cigano
Prêmio Especial do Júri: Ângela Leal e Leandra Leal, por Nada a Fazer
Melhor Atriz: Ana Flavia Cavalcanti e Mawusi Tulani, por Criadas
Melhor Atriz | Menção Honrosa: Docy Moreira, por Espelho Cigano
Melhor Ator: Márcio Vito, por Eu Não Te Ouço
Melhor Curta: Ponto Cego, de Luciana Vieira e Marcel Beltrán (CE)
Menção Honrosa | Curta: Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE)

PRÊMIO FELIX

Melhor Filme Brasileiro: Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (RS)
Melhor Filme Internacional: A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália)
Melhor Documentário: Copacabana, 4 de Maio, de Allan Ribeiro (RJ)
Prêmio Especial do Júri: Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)

Foto: Rogério Resende.

Fest Aruanda 2025 anuncia exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

por: Cinevitor
Geraldo Vandré: 90 anos e homenagem no festival 

A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que acontecerá entre os dias 4 e 10 de dezembro, em João Pessoa, na Paraíba, anunciou as primeiras novidades para este ano: exibições na praia, filme de abertura e homenagem a Geraldo Vandré

Neste ano, o formato do festival terá programação dupla com exibição de filmes na rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, e na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré. O filme de abertura será o documentário musical Ary sobre o compositor, pianista, cantor e apresentador Ary Barroso. A sessão terá a presença do diretor do filme, André Weller, e o patrocínio do longa-metragem, exibido recentemente no Festival do Rio, é assinado pelo Grupo Energisa.

“Nos 20 anos do Fest Aruanda, o público será contemplado com uma programação diferenciada e sem precedentes nos festivais de cinema nordestinos: o evento sai do shopping durante duas noites e se instala nas areias de Tambaú, democratizando ainda mais o acesso a bons filmes e música de excelente qualidade”, disse Lúcio Vilar, fundador e diretor do festival, cuja ideia ele vem amadurecendo desde antes da pandemia.

Na manhã desta quinta-feira, 09/10, no Cine Bangüê, em João Pessoa, o governador João Azevêdo lançou a primeira edição do Fest Aruanda Praia, em comemoração aos vinte anos do mais antigo festival de cinema da Paraíba. O evento será celebrado na primeira semana do mês de dezembro com cinema e música na Praia de Tambaú

O governador destacou que o Fest Aruanda Praia é mais um evento que vai se consolidar e entrar no calendário de eventos de João Pessoa, oferecendo cinema e música em espaço aberto à população: “O Fest Aruanda tem história, já são 20 anos do festival, que hoje é referência nacional, e este ano nós vamos ter uma ampliação ao associar as telas à música, em que a população terá a oportunidade de assistir a vídeos, documentários, mas também a shows. Essa é uma ação extraordinária, reforçando os investimentos que temos feito na cultura que tem vivido um grande momento na Paraíba, dentro da compreensão que temos de que é preciso investir na saúde, na educação, mas também naquilo que nos forma como cidadão e a cultura faz isso”.

O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, falou sobre a importância de unir cinema e música na praia como iniciativa pioneira e ousada da gestão estadual: “O encontro de cinema e música em celebração aos vinte anos do festival é algo extraordinário no cenário artístico cultural da Paraíba. O Governo do Estado reconhece a potência do Fest Aruanda quando incentiva eventos dessa natureza, o que culmina em um desenvolvimento assertivo do fomento às artes e também proporciona visibilidade para o estado de uma maneira que é acessível para todos que vão prestigiar o novo formato do festival. Então, sem dúvida nenhuma, será um momento que ficará marcado na memória do povo paraibano”

Ary Barroso no documentário Ary, de André Weller: filme de abertura

Na programação, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, no dia 4 de dezembro, às 18h, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-X do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores.

Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza

Já no dia 5 de dezembro, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, o espectador acompanha a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Sidney Magal subirá ao palco Aruanda Praia com sua banda para um show que promete ser apoteótico.

Além disso, a 20ª edição do Fest Aruanda terá uma celebração especial: homenagear os 90 anos do cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré. Embora já tenha sido laureado em 2015, “a organização do festival não podia se furtar a registrar tão importante efeméride de um artista da estatura e renome nacional e internacional”, justificou Lúcio Vilar, fundador e diretor executivo do evento que chega esse ano ao vigésimo aniversário enquanto mais longevo festival de cinema da Paraíba. Por conta disso, o evento promete uma grande festa da arte e da cultura audiovisual brasileira, com uma programação rica e diversificada que vai contemplar todos os públicos.

Geraldo Vandré é cantor, compositor e violonista brasileiro, conhecido por suas canções engajadas e poéticas que marcaram a história da música brasileira. Nascido em 12 de setembro de 1935, Vandré completou 90 anos recentemente. Sua carreira é um testemunho de sua paixão pela música e seu compromisso com a arte, especialmente nos anos 1950, 60 e 70, sendo um dos principais nomes da música brasileira. A homenagem ao artista será uma forma de reconhecer sua contribuição para a cultura brasileira e celebrar sua obra. Sua música e sua história continuam a inspirar novas gerações de músicos e fãs.

A programação do Fest Aruanda será composta por uma variedade de atividades, incluindo: exibição de filmes brasileiros, mostras de curtas e longas-metragens, workshops e palestras sobre audiovisual, exibição de filmes internacionais e música ao vivo com artistas convidados.

Fotos: Mano de Carvalho/Divulgação.

Festival do Rio 2025: conheça os filmes internacionais selecionados

por: Cinevitor
Stellan Skarsgård e Elle Fanning em Valor Sentimental, de Joachim Trier

Depois de anunciar os filmes brasileiros, o Festival do Rio 2025, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de outubro, revelou os títulos internacionais que serão exibidos ao longo da programação com produções aclamadas nos maiores festivais do mundo e os indicados por seus países ao Oscar.

Além da Première Brasil, principal vitrine do cinema brasileiro, a seleção internacional também ocupa lugar de destaque, com mostras tradicionais. A Panorama Mundial apresenta os grandes nomes do ano e obras de cineastas consagrados. Já a mostra Expectativas é o espaço para novas vozes, exibindo os primeiros trabalhos de diretores de diversos países que tenham até três filmes em suas filmografias; nesta edição, a mostra ganha caráter competitivo com o Prêmio do Público Expectativas.

A Première Latina traz cerca de 20 produções de todo o território da América Latina. Para quem busca experiências provocadoras, a Midnight Movies reúne obras intensas que transitam do terror ao erótico. Na mostra Itinerários Únicos, o foco está em documentários sobre a vida e o legado de grandes artistas da história mundial, da música à moda e à arquitetura. Por fim, Clássicos & Cults convida o público a redescobrir ou ter seu primeiro contato com títulos representativos da história do cinema global.

Nesta 27ª edição, uma seleção imperdível de produções internacionais ganha destaque na mostra Panorama Mundial, que traz os títulos mais esperados do ano, escolhidos para refletir perspectivas globais e apresentar os trabalhos mais recentes de cineastas consagrados, além de reunir destaques dos principais festivais internacionais.

Dentre os longas pré-selecionados por seus países para representá-los no Oscar 2026, 14 títulos completam a programação, entre eles, o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura; o aguardado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, representante da Tunísia e premiado no Festival de Veneza; o aclamado Valor Sentimental, de Joachim Trier, representante da Noruega e vencedor do Grand Prix em Cannes; o filipino Fernão de Magalhães, de Lav Diaz, com Gael García Bernal; entre outros.

Saja Kilani no premiado A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania

A programação contará também com outros destaques, como: Couture, de Alice Winocour, com Angelina Jolie e Louis Garrel; Alpha, de Julia Ducournau, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Balada de um Jogador, de Edward Berger, exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián; Brincando com Fogo, de Delphine Coulin e Muriel Coulin, que rendeu o prêmio de melhor ator para Vincent Lindon no Festival de Veneza do ano passado; In-I in Motion, de Juliette Binoche, que contará com a presença da diretora no evento; O que a Natureza te Conta, de Hong Sang-soo, que disputou o Urso de Ouro no Festival de Berlim; La Grazia, de Paolo Sorrentino, que abriu o Festival de Veneza e rendeu o prêmio de melhor ator para Toni Servillo; Romaria, de Carla Simón, exibido em Cannes; Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, de Mary Bronstein, que rendeu o prêmio de melhor interpretação para Rose Byrne; Orphan, de László Nemes, exibido em Veneza; entre muitos outros.

O cinema latino-americano tem lugar cativo no Festival do Rio com a Première Latina, mostra que celebra a riqueza e a diversidade das narrativas do continente. Em sua edição de 2025, a seleção reúne longas-metragens que montam um rico panorama de culturas, histórias, estéticas e questões relevantes que atravessam as cinematografias autorais da região.

Entre os destaques estão produções como o drama chileno O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes, obra alegórica sobre a epidemia de AIDS na década de 1980 que foi a grande vencedora da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano, sendo também o longa escolhido para representar seu país na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional. Outro título celebrado nos grandes festivais internacionais que marca presença na seleção é o sensível road movie A Mensageira, de Iván Fund, coprodução entre Argentina e Espanha, que conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Berlim.

Cineastas premiados no circuito internacional também estão representados na seleção, que traz os novos filmes da cultuada realizadora argentina Lucrecia Martel e do chileno Sebastián Lelio. Martel apresenta Nossa Terra, primeiro longa documental de sua carreira, que revisita o assassinato do líder indígena Javier Chocobar e a luta de sua comunidade por justiça; a obra foi reconhecida com o Prêmio Films After Tomorrow em Locarno e exibida em Veneza. Já Lelio retorna às telas com A Onda, musical ousado que representa os eventos reais da primavera feminista que tomou as ruas do Chile em 2018.

O Festival do Rio tem uma mostra dedicada a obras diversas e provocantes, do terror ao erótico, que apresenta o que faz você querer desviar o olhar, mas mantém seus olhos fixos: a Midnight Movies. Neste ano, a seleção reúne filmes de todos os continentes, em sua maioria dirigidos por mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+, dos gêneros cinematográficos mais variados, com participação relevante em Sundance, Berlim, Tribeca, Annecy e festivais de cinema fantástico e temática queer.

Angelina Jolie e Louis Garrel em Couture, de Alice Winocour

A mostra Expectativas, que exibe do primeiro ao terceiro filme de diretores e diretoras, revelando novos talentos e vozes de diferentes partes do mundo, vai contar com o Prêmio do Público Expectativas. Já a mostra Itinerários Únicos leva ao público narrativas sobre figuras públicas notáveis e contará com 16 produções. Com os filmes da seleção, focada no cinema documental, o público poderá conhecer mais sobre as trajetórias marcantes de artistas, pensadores e personalidades políticas como John Lennon, Yoko Ono, Jack Kerouac, George Orwell, Dalai Lama, Elizabeth Bishop e Volodymyr Zelensky.

Com a mostra mostra Clássicos & Cults, o Festival do Rio tem um compromisso com a formação e o fomento do público cinéfilo do Rio de Janeiro. Por isso, além de promover o melhor do cinema contemporâneo do Brasil e do mundo, exibindo produções aclamadas nas principais competições internacionais, o festival celebra obras que resistiram ao teste do tempo, amplificando seu impacto cultural e influência ao longo dos anos.

Vale destacar também que o filme de encerramento desta edição será Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. Inspirado no premiado livro de Maggie O’Farrell, foi o grande vencedor do Festival de Toronto e também aclamado pela crítica durante sua estreia no Festival de Telluride. A trama acompanha Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), enquanto enfrenta a dor da perda de seu único filho, Hamnet. Emocionante e profundamente humano, o filme explora a força do luto e a capacidade de ressignificação, ao mesmo tempo em que revela o pano de fundo para a criação de Hamlet, a obra mais famosa do dramaturgo inglês.

Conheça os filmes internacionais selecionados para o Festival do Rio 2025:

PANORAMA MUNDIAL

& Filhos (& Sons), de Pablo Trapero (EUA/Canadá)
A Aventura (L’Aventura), de Sophie Letourneur (França)
À Beira (Fuori), de Mario Martone (Itália/França)
A Cerca (Le Cri des Gardes), de Claire Denis (França)
A Cláusula do Amor (Ren’ai saiban), de Koji Fukada (Japão/França)
A Costureira Húngara (Ema a smrtihlav), de Iveta Grofova (Eslováquia/Hungria/República Tcheca)
A Cronologia da Água (The Chronology of Water), de Kristen Stewart (EUA/França/Letônia)
A Divina Comédia (Komedie elahi), de Ali Asgari (Irã/Turquia/Itália/França/Alemanha)
A Festa de Aniversário (The Birthday Party), de Miguel Ángel Jiménez (Grécia/Espanha/Holanda/Reino Unido)
A Ilusão da Ilha de Yakushima (L’illusion de Yakushima), de Naomi Kawase (França/Japão/Bélgica/Luxemburgo)
A Mulher Mais Rica do Mundo (La femme la plus riche du monde), de Thierry Klifa (França)
A Vizinha Perfeita (The Perfect Neighbor), de Geeta Gandbhir (EUA)
A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)
Alpha, de Julia Ducournau (França/Bélgica)
Aquilo que Você Mata (Things You Kill), de Alireza Khatami (França/Polônia/Canadá/Turquia)
Ari, de Léonor Serraille (França/Bélgica)
As Provadoras de Hitler (Le Assaggiatrici), de Silvio Soldini (Itália/Bélgica/Suíça)
Balada de um Jogador (Ballad of a Small Player), de Edward Berger (Reino Unido/Alemanha)
Brincando com Fogo (Jouer avec le feu), de Delphine Coulin e Muriel Coulin (França/Bélgica)
Clamor (Bidad), de Soheil Beiraghi (Irã)
Couture, de Alice Winocour (EUA/França)
Diga a Ela que a Amo (Dites-lui que je l’aime), de Romane Bohringer (França)
Divia, a natureza destruída pela guerra, de Dmytro Hreshko (Polônia/Ucrânia/Holanda/EUA)
Dois Pianos (Deux Pianos), de Arnaud Desplechin (França)
Dois Procuradores (Zwei Staatsanwälte), de Sergei Loznitsa (França/Alemanha/Holanda/Letônia/Romênia/Lituânia/Ucrânia)
Dossiê 137 (Case 137), de Dominik Moll (França)
Elefantes Fantasmas (Ghost Elephants), de Werner Herzog (EUA)
Elisa: O Véu da Culpa, de Leonardo Di Costanzo (Itália/Suíça)
Escrevendo a Vida: Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes (Writing Life: Annie Ernaux Through The Eyes Of High School Students), de Claire Simon (França)
Família de Aluguel (Rental Family), de Hikari (EUA/Japão)
Fernão de Magalhães (Magalhães), de Lav Diaz (Portugal/Espanha/França/Filipinas/Taiwan)
Fim de Festa (Fin de fiesta), de Elena Manrique (Espanha)
Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland (República Checa/Polônia/Alemanha/França/Turquia)
Hedda, de Nia DaCosta (EUA)
Honey, Não! (Honey Don’t), de Ethan Coen (EUA/Reino Unido)
In-I in Motion, de Juliette Binoche (França)
Justa, de Teresa Villaverde (Portugal/França)
Kokuho: O Mestre Kabuki, de Sang-il Lee (Japão)
La Duse: A Diva Contra o Facismo, de Pietro Marcello (Itália/França)
La Grazia, de Paolo Sorrentino (Itália)
Made in Europe (Made in EU), de Stephan Komandarev (Bulgária/Alemanha/República Tcheca)
Madre, de Teona Mitesvka (Bélgica/Macedônia/Dinamarca/Suécia)
Marcel Et Monsieur Pagnol (A Magnificent Life), de Sylvain Chomet (França/Luxemburgo/Bélgica)
Meu Mestre do Tênis (Il Maestro), de Andrea Di Stefano (Itália)
Minha Amiga Eva (Mi Amiga Eva), de Cesc Gay (Espanha)
Morra, Amor (Die My Love), de Lynne Ramsay (EUA/Reino Unido/Canadá)
O Acidente do Piano (L’accident de piano), de Quentin Dupieux (França)
O Estrangeiro (L’Étranger), de François Ozon (França)
O que a Natureza te Conta (Geu jayeoni nege mworago hani), de Hong Sang-soo (Coreia do Sul)
O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (Portugal/Brasil/França/Romênia)
O Suflê (The Souffleur), de Gastón Solnicki (Argentina)
Olmo: Entre o Dever e a Festa, de Fernando Eimbcke (EUA/México)
Orphan (Árva), de László Nemes (Hungria/Reino Unido/Alemanha/França)
Remada (Skiff), de Cecilia Verheyden (Bélgica)
Romaria (Romería), de Carla Simón (Espanha/Alemanha)
Rua Málaga (Calle Malaga), de Maryam Touzani (Marrocos/França/Espanha/Alemanha/Bélgica)
Salmo Sami de Sobrevivência: Ativismo Indígena na Fronteira Ártica (The Sami Song of Survival: Indigenous Activism on the Northern Frontier), de Iara lee (EUA/Noruega)
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You), de Mary Bronstein (EUA)
Sobre Tornar-se uma Galinha d’Angola (On Becoming a Guinea Fowl), de Rungano Nyoni (Zâmbia/Reino Unido/Irlanda)
Sonhos (Dreams), de Michel Franco (México/EUA)
Sonhos de Trem (Train Dreams), de Clint Bentley (EUA)
The Mastermind, de Kelly Reichardt (EUA)
Três Despedidas (Tre Ciotole), de Isabel Coixet (Itália/Espanha)
Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová (Eslováquia/República Tcheca/Polônia)
Uma Mulher Diferente (Différente), de Lola Doillon (França)
Valor Sentimental (Sentimental Value/Affeksjonsverdi), de Joachim Trier (Noruega/Alemanha/Dinamarca/França/Suécia/Reino Unido/Turquia)
Vida Privada (Vie privée), de Rebecca Zlotowski (França)
Yes (Ken), de Nadav Lapid (França/Israel/Chipre/Alemanha)

PREMIÈRE LATINA

A Cobra Negra (La Couleuvre Noire), de Aurélien Vernhes-Lermusiaux (Colômbia/França/Brasil)
A Filha Condor (La Hija Cóndor), de Álvaro Olmos Torrico (Bolívia/Peru/Uruguai)
A Hera (Hiedra), de Ana Cristina Barragan (Equador/México/Espanha/França)
A Mensageira (El Mensaje), de Iván Fund (Argentina/Espanha/Uruguai)
A Onda (La Ola), de Sebastián Lelio (Chile)
As Correntes (Las Corrientes), de Milagros Mumenthaler (Argentina/Suíça)
Belén, de Dolores Fonzi (Argentina)
Cobre, de Nicolás Pereda (Canadá/México)
É Sempre Noite (Siempre Es de Noche), de Luis Ortega (Argentina)
Filho Mais Velho (Hijo mayor), de Cecilia Kang (Argentina/França)
Homo Argentum, de Gastón Duprat e Mariano Cohn (Argentina)
Nancy: Entre o Desejo e o Passado, de Luciano Zito (Argentina)
Nossa Terra (Nuestra Tierra), de Lucrecia Martel (Argentina/EUA/México/França/Holanda/Dinamarca)
O Diabo Fuma (e guarda as bitucas todas na mesma caixa) (El diablo fuma (y guarda las cabezas de los cerillos quemados en la misma caja)), de Ernesto Martínez Bucio (México)
O Lago da Perdição (La virgen de la tosquera), de Laura Casabe (Argentina/Espanha/México)
O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes (Chile/França/Alemanha/Espanha)
O Sítio (La quinta), de Silvina Schnicer (Argentina/Chile/Brasil/Espanha)
Um Cabo Solto (Un Cabo Suelto), de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

EXPECTATIVA

1001 Frames, de Mehrnoush Alia (Irã)
A Árvore da Autenticidade (L’arbre de l’authenticité), de Sammy Baloji (Congo)
A Fúria (La Furia), de Gemma Blasco (Espanha)
A Hibernação Humana (The Human Hibernation), de Anna Cornudella (Espanha)
A Marca do Tempo (Timestamp), de Kateryna Gornostai (Ucrânia/Luxemburgo/Holanda/França)
A Useful Ghost (Pee chai dai ka), de Ratchapoom Boonbunchachoke (Tailândia/França/Singapura)
A Vida Luminosa, de João Rosas (Portugal)
A Vida Secreta de Kika (Kika), de Alexe Poukine (Bélgica/França)
Ágon: O Corpo e a Luta (Agon), de Giulio Bertelli (Itália/EUA/França)
Aisha Can’t Fly Away (Eayshat lam taeud qadiratan ealaa altayaran), de Morad Mostafa (Egito/Sudão/Tunísia/Arábia Saudita/Qatar/França/Alemanha)
Alá Não Tem Obrigação (Allah N’Est Pas Obligé), de Zaven Najjar (França/Luxemburgo/Bélgica/Canadá/Arábia Saudita)
Alma de Fibra (Kevlarsjäl), de Maria Eriksson-Hecht (Suécia/Noruega/Finlândia)
Amor, Doce Confusão, de Toti Loureiro (Brasil)
Anotações de um Criminoso (Notes of a True Criminal), de Alexander Rodnyansky e Andriy Alferov (Ucrânia/EUA)
As Garotas Desejo (Les filles désir), de Prïncia Car (França)
As Ilhas (Islands), de Jan-Ole Gerster (Alemanha)
As Meninas (Le bambine), de Valentina Bertani e Nicole Bertani (Itália/Suíça/França)
Cara ou Coroa? (Testa o Croce?), de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis (Itália/EUA)
Como Inventar uma Biblioteca (How to Build a Library), de Christopher King e Maia Lekow (Quênia)
Depois do Verão (Tras el verano), de Yolanda Centeno (Espanha)
Desperta-me (Turn Me On), de Michael Tyburski (EUA)
Emoções Represadas (Zecji nasip), de Čejen Černić Čanak (Croácia/Lituânia/Eslovênia)
Entroncamento, de Pedro Cabeleira (França/Portugal)
Estranho Rio (Estrany riu), de Jaume Claret Muxart (Espanha/Alemanha)
Fragmentos de uma Vida Estrangeira (L’étrangère), de Gaya Jiji (França/Síria)
Frutos do Cacto (Sabar Bonda), de Rohan Parashuram Kanawade (Índia/Reino Unido/Canadá)
Garotas por um Fio (Xiang fei de nü hai), de Vivian Qu (China)
Górgona (Gorgoná), de Evi Kalogiropoulou (Grécia/França)
Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe (Put Your Soul On Your Hand And Walk), de Sepideh Farsi (França/Palestina/Irã)
Histeria (Hysteria), de Mehmet Akif Büyükatalay (Alemanha)
Hotel Amor, de Hermano Moreira (Portugal)
Köln 75, de Ido Fluk (Alemanha/Bélgica/Polônia)
Licença Paternidade (Paternal Leave), de Alissa Jung (Itália/Alemanha)
Living the Land (Sheng Xi Zhi Di), de Meng Huo (China)
Mãe Solo (Solomamma), de Janicke Askevold (Noruega/Letônia/Lituânia/Finlândia)
Me Ame com Ternura (Love Me Tender), de Anna Cazenave Cambet (França/Luxemburgo)
Nawi: Querida Eu no Futuro, de Toby Schmutzler, Kevin Schmutzler, Apuu Mourine Munyes e Vallentine Chelluget (Quênia/Alemanha)
Nino de Sexta a Segunda (Nino), de Pauline Loquès (França)
Nós Acreditamos em Vocês (On vous croit), de Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys (Bélgica)
O Acordo (Al mosta’mera), de Mohamed Rashad (Egito/França/Alemanha/Qatar/Arábia Saudita)
O Lago do Tigre (Vaghachipani), de Natesh Hegde (Índia/Singapura)
O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger (Áustria/Alemanha)
O Sequestro de Arabella (Il rapimento di Arabella), de Carolina Cavalli (Itália)
O Último Rio (La Dernière Rive), de Jean-François Ravagnan (Bélgica/França/Qatar)
Orfeu (Orfeo), de Virgilio Villoresi (Itália)
Paraíso Prometido (Promis Le Ciel), de Erige Sehiri (França/Tunísia/Qatar)
Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić (Eslovênia/Itália/Croácia/Sérvia)
Policiais do Matrimônio (Marriage Cops), de Cheryl Hess e Shashwati Talukar (Índia/EUA)
Reconstrução (Rebuilding), de Max Walker-Silverman (EUA)
Reedland (Rietland), de Sven Bresser (Holanda/Bélgica)
Renoir, de Chie Hayakawa (Japão/França/Singapura/Filipinas/Indonésia/Qatar)
Sem Dó Nem Piedade (No Mercy), de Isa Willinger (Alemanha/Áustria)
Sem Volta (Aux jours qui viennent), de Nathalie Najem (França)
Sudão, Lembrem-se de nós (Sudan, remember us), de Hind Meddeb (França/Tunísia/Qatar)
Surda (Sorda), de Eva Libertad (Espanha)
Twinless, de James Sweeney (EUA)
Um Dia de Sorte em Nova York (Lucky Lu), de Lloyd Lee Choi (Canadá/EUA)
Um Pedido às Estrelas (Wishing on a Star), de Peter Kerekes (Itália/Eslováquia/República Tcheca/Áustria/Croácia)
Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Uma Quinta Portuguesa (Una quinta portuguesa), de Avelina Prat (Espanha/Portugal)
Viva um Pouco (Leva lite), de Fanny Ovesen (Suécia)
Vozes Rachadas (Sbormistr), de Ondřej Provazník (República Tcheca/Eslováquia)

MIDNIGHT MOVIES

A Meia-Irmã Feia (Den stygge stesøsteren), de Emilie Blichfeldt (Dinamarca/Noruega/Polônia/Suécia)
A Sapatona Galáctica (Lesbian Space Princess), de Leela Varghese e Emma Hough Hobb (Austrália)
Bebê da Mamãe (Mother’s Baby), de Johanna Moder (Alemanha/Áustria/Suíça)
Body Blow, de Dean Francis (Austrália)
Chove sobre Babel (Llueve sobre Babel), de Gala del Sol (Colômbia/Espanha/EUA)
Conselhos de um Serial Killer Aposentado (Psycho Therapy: The Shallow Tale of a Writer Who Decided to Write About a Serial Killer), de Tolga Karaçelik (EUA/Turquia)
Fim de Semana Macabro (The Weekend), de Daniel Oriahi (Nigéria)
Lago dos Ossos (Bone Lake), de Mercedes Bryce Morgan (EUA)
Magras! (Thinestra), de Nathan Hertz (EUA)
O Primata (Primate), de Johannes Roberts (EUA)
Quase Amor (Einskonar Ást), de Sigurður Anton Friðþjófsson (Islândia)
Queens of the Dead, de Tina Romero (EUA)
Saída 8 (8-ban deguchi), de Genki Kawamura (Japão)

CLÁSSICOS & CULTS

Amores Brutos (Amores Perros), de Alejandro González Iñárritu (2000)
Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979)
Eu, Tu, Ele, Ela (Je tu il elle), de Chantal Akerman (1974)
Francis Ford Coppola: O Apocalipse de um Cineasta (Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse), de Eleanor Coppola, Fax Bahr e George Hickenlooper (1991)
Incêndios (Incendies), de Denis Villeneuve (2010)
Maria Candelária (Maria Candelaria), de Emilio Fernández (1944)

ITINERÁRIOS ÚNICOS

A Estrada de Kerouac: O Beat de Uma Nação (Kerouac’s Road: The Beat of a Nation), de Ebs Burnough (Reino Unido/EUA)
Aos Pedaços: A Música de Meredith Monk (Monk In Pieces), de Billy Shebar (EUA/Alemanha/França)
Artista dos Rejeitos (Maintenance Artist), de Toby Perl Freilich (EUA)
Como Volodymyr se tornou Zelensky (Et Volodia devint Zelensky), de Yves Jeuland, Ariane Chemin e Lisa Vapné (França)
Dalai Lama e a Sabedoria da Felicidade (Wisdom of Happiness), de Philip Delaquis e Barbara Miller (Suíça)
Elizabeth Bishop: Do Brasil com Amor (Elizabeth Bishop: From Brazil with Love), de Vivian Ostrovsky e Ruti Gadish (EUA)
James Howell: Pensamentos sobre o Infinito (Thoughts of Infinity), de Halina Dyrschka (Alemanha/EUA)
Krishnamurti, A Revolução do Silêncio (Krishnamurti, la révolution du silence), de Françoise Ferraton (França)
Marlee Matlin: Não Mais Sozinha (Marlee Matlin: Not Alone Anymore), de Shoshannah Stern (EUA)
Mugaritz: Um Ateliê de Culinária (Mugaritz. Sin pan ni postre), de Paco Plaza (Espanha)
O Longo Caminho para a Cadeira de Diretora (The Long Road to the Director’s Chair), de Vibeke Løkkeberg (Noruega)
One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edward (Reino Unido)
Orwell: 2 + 2 = 5, de Raoul Peck (EUA/França)
Os Diários de Ozu (The Ozu Diaries), de Daniel Raim (EUA)
Rompendo Rochas (Cutting Through Rocks), de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni (Irã/Alemanha/EUA/Holanda/Qatar/Chile/Canadá)
Sarah McBride: A Primeira Congressista Trans (State of Firsts), de Chase Joynt (EUA)

Fotos: Divulgação.

19ª CineBH e 16º Brasil CineMundi: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Omágua Kambeba, projeto de Adanilo: premiado

Foram anunciados neste domingo, 28/09, no Cine-Theatro Brasil, os vencedores da 19ª edição da CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e do 16º Brasil CineMundi – International Coproduction Meeting.

A cerimônia de encerramento revelou os projetos premiados no maior programa de coprodução do audiovisual brasileiro; e de longas-metragens da Mostra Território, que contou com Daniela Gillone, Ivette Liang, Marília Rocha, Nelson Carlo De Los Santos Arias e Renato Novaes no Júri Oficial.

O prêmio de melhor filme da Mostra Território foi para Quemadura China, produção do Uruguai dirigida por Verónica Perrotta. Pela justificativa do júri oficial, a obra “ousa encarar de frente a fragilidade, lembrando-nos de que os corpos guardam memória e de que, mesmo na perda, pulsa a ternura”. A decisão destacou ainda “a beleza nascida do imperfeito, a ousadia estética e a entrega absoluta de seus intérpretes” e ressaltou a maneira como o filme entrelaça “o íntimo com o coletivo, o grotesco com o lírico, o teatral com o cinematográfico, num gesto de radical originalidade”.

Na categoria Melhor Presença, na qual o júri pode escolher livremente, foi escolhido o elenco de Chicharras, do México, dirigido por Luna Marán. A justificativa apontou que a obra retrata “atos de resistência dentro do território que percorre” e que experimenta “possibilidade de reinventar seus processos criativos e romper com as hierarquias individuais do cinema”. Foi apontada a consciência coletiva da produção: “Fazer filmes é um processo conjunto capaz de retratar a complexidade e o encanto de uma comunidade”.

O júri deu ainda um destaque à montagem de Huaquero, do Peru, dirigido por Juan Carlos Donoso Gómez. Foi enfatizado o caráter político e a densidade histórica do filme, que constitui “uma arqueologia de terras ainda habitadas por mistérios a serem revelados; uma síntese de oito anos que nos lembra que a verdadeira escrita do cinema está na articulação de suas imagens e sons”. A decisão destacou a capacidade do filme de “tornar visível o invisível, como na alquimia da prata, onde os halos ocultos na emulsão se revelam e se transformam em matéria perceptível”.

O Prêmio Abraccine, que contou com Kel Gomes, Natalia Bocanera e Vivi Pistache no júri, foi para Punku, também do Peru, dirigido por Juan Daniel Fernández Molero e descrito como “uma refinada arquitetura do (in)consciente, entre memória, sonho, mito e realidade”. O júri ressaltou a força do feminino na condução da narrativa, que revela “um território íntimo e múltiplo, em que corpos e paisagens se transformam em matéria poética e perturbadora”. A Abraccine ainda conferiu uma menção honrosa para Chicharras, reconhecendo a vitalidade do filme “ao nos envolver em uma comunidade viva e autônoma, que, mesmo diante das caravelas perenes do colonialismo, afirma-se como um corpo político coletivo e insubmisso, uma verdadeira inspiração”.

A 16ª edição do Brasil CineMundi também anunciou os projetos premiados em suas diferentes categorias, vindos dos vários parceiros que compõem a programação do encontro e colaboram nos processos de parceria, coprodução e fomento para o cinema do futuro.

O prêmio principal do Júri Oficial, formado por Luana Melgaço, Jorge Cohen e Juliette Lepoutre, foi concedido ao alagoano Filhas do Mangue, escrito e dirigido por Stella Carneiro e produzido por Rafhael Barbosa (La Ursa Cinematográfica, Alagoas). O júri destacou que o projeto traz “uma voz jovem, promissora e profundamente singular” ancorando-se em vivências íntimas e familiares que, contadas com humor e ternura, ecoam debates mais amplos sobre preservação ambiental, assimetrias regionais e irreverência das novas gerações. Trata-se de um cinema que “nasce nas margens de uma lagoa, em um estado ainda pouco representado, mas que, pela sua especificidade, tem o poder de dialogar com audiências maiores”.

Na categoria Work in Progress, o Prêmio O2 Pós reconheceu O Filho da Puta, a ser dirigido por Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya, com produção de Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre. A escolha chamou atenção pela “narrativa sólida e envolvente, conduzida com humor ácido e estética crua” e ressaltou que “mais do que uma viagem física, a obra é um percurso de identidade e afirmação”. Já o Prêmio Mistika foi para Lusco-Fusco, de Bel Bechara e Sandro Serpa, produzido por Rafaella Costa, pela “sensibilidade em abordar feminismo e violência contra a mulher” e por sua “coragem em demonstrar esperança mesmo nos territórios mais sombrios”.

O prêmio The End foi para A Fabulosa Máquina do Tempo, com direção de Eliza Capai e produzido por Mariana Genescá. O reconhecimento veio por sua “capacidade de unir potência artística e relevância social” e por oferecer “um olhar sensível sobre a infância feminina no sertão do Piauí, revelando como imaginação e ludicidade se tornam ferramentas de resistência”. Na categoria Foco Minas, o Prêmio Cinecolor/CTAV/Edina Fujii/Parati Films foi para Arrudas, de Matheus Moura, com produção de Antonio Pedroni e roteiro de Ian Chang. A justificativa ressaltou que o projeto “nos confronta com a vulnerabilidade de nossas próprias estruturas sociais” e que transforma “a dor em poesia e o caos em uma reflexão lúcida sobre nossa fragilidade compartilhada”.

Você? Mãe?, direção de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos e produzido por Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia, foi agraciado em mais de uma premiação por júris distintos. Recebeu o DocBrasil, pelo “potencial de transformar o íntimo em universal e o pessoal em político” e pela relevância das questões sobre maternidade e capacitismo, e o Prêmio Conecta, pela “coragem em desafiar convenções visuais com uma estética que parte da perspectiva de uma pessoa cega e de uma cineasta com deficiência motora”. Além disso, Você? Mãe? conquistou o Prêmio DocSP pela “continuidade de uma carreira criativa que amplia perspectivas de viver e experimentar o mundo”.

Já o DocSP Study Center foi para Tomba Homem, de Gibi Cardoso, produzido por Lucas Uchôa e Victória Morais, pela importância de resgatar “a história de vida de referência em BH no movimento LGBTQIA+ e na resistência à ditadura”. O Prêmio FIDBA #Link contemplou Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Hofs, pela advertência histórica “em um momento em que discursos autoritários ressurgem”.

O Nuevas Miradas selecionou Toshi Voltou do Japão, direção de Marcos Yoshi e produzido por Rica Saito, por abrir “um espaço de reflexão sobre a experiência silenciada de uma geração de homens imigrantes atravessados pelo sofrimento mental”. Já o RIDM foi atribuído a Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro, produção de Thaís Vidal, por “reinventar a road movie como cartografia afetiva e ecológica” e por entrelaçar “memória e amizade em uma narrativa poética que denuncia os impactos ambientais do nosso tempo”.

O Prêmio Burning foi para Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes, pela ousadia de entrelaçar “ficção, fantasia e experimentalismo a partir de um mito urbano de Belo Horizonte”. Já o WCF – World Cinema Fund premiou Sapatour, direção de Gab Laurenzato e produzido por Well Darwin, por ser “uma celebração rebelde e vibrante, com enorme potencial de ressonância global”.

O MAFF/Projeto Paradiso foi para Diamante, o Bailarina, direção de Pedro Jorge e produzido por Heverton Lima, pela “capacidade de promover a inclusão social ao refletir realidades muitas vezes invisibilizadas” e por inspirar “uma cultura de respeito e aceitação em todas as formas de ser e viver”. Já o coletivo Filmes de Plástico, que concedeu prêmios de incentivo, dividiu sua contribuição em duas distinções: um especial para Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane, pela originalidade e relevância LGBTQIAPN+, e o Prêmio Principal para Omágua Kambeba, de Adanilo e produzido por Ítalo Bruce, por ser “um projeto ambicioso e ousado, capaz de renovar a cinematografia brasileira”.

Conheça os vencedores de 2025 da CineBH e do Brasil CineMundi:

MOSTRA TERRITÓRIO | CineBH

MELHOR FILME
Queimadura Chinesa, de Verónica Perrota (Uruguai/Brasil)

MELHOR PRESENÇA
Elenco de Chicharras, de Luna Marán (México)

DESTAQUE DO JÚRI
Huaquero; montagem de Juan Daniel Fernández Molero

JÚRI DA CRÍTICA | PRÊMIO ABRACCINE
Punku, de J. D. Fernández Molero (Peru/Espanha)
Menção Honrosa: Chicharras, de Luna Marán (México)

BRASIL CineMundi

JÚRI OFICIAL
Filhas do Mangue (AL)
Direção: Stella Carneiro
Produção: Rafhael Barbosa

WIP | WORK IN PROGRESS
Prêmio O2 Pós: O Filho da Puta (MG/RS); direção: Erica Maradona, Otto Guerra, Sávio Leite e Tânia Anaya; produção: Cissa Carvalho, Elisa Rocha e Tatiana Mitre
Prêmio Mistika: Lusco-Fusco (SP); direção: Bel Bechara e Sandro Serpa; produção: Rafaella Costa
Prêmio The End: A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ); direção: Eliza Capai; produção: Mariana Genescá

FOCO MINAS | PRÊMIO Cinecolor/CTAv/Parati Films EDINA FUJII
Arrudas, de Matheus Moura; produção: Antonio Pedroni e Matheus Moura (MG)

PRÊMIO DocBrasil
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO CONECTA
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO DocSP
Você? Mãe?, de Daniel Gonçalves e Nathalia Santos; produção: Dani Nascimento, Daniel Gonçalves, Roberto Berliner e Sabrina Garcia (RJ)

PRÊMIO DocSP Study Center
Tomba Homem, de Gibi Cardoso; produção: Lucas Uchôa e Victória Morais (MG)

PRÊMIO FIDBA #Link
Febre Tropical, de Andy Malafaia e Carolina Höfs; produção: Leonardo Mecchi (SP)

PRÊMIO NUEVAS MIRADAS
Toshi Voltou do Japão, de Marcos Yoshi; produção: Rica Saito (SP)

PRÊMIO RIDM
Enquanto te Escrevo a Paisagem Muda, de Anna Lu Machado e Artur Monteiro; produção: Thaís Vidal (PE)

PRÊMIO BURNING
Soberbo, de Camila Matos e Juliana Antunes; produção: Juliana Antunes (MG)

PRÊMIO MECAS
Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)

PRÊMIO WCF | WORLD CINEMA FUND
Sapatour, de Gab Lourenzato; produção: Well Darwin (SP)

PRÊMIO MAAF | PROJETO PARADISO
Diamante, o Bailarina, de Pedro Jorge; produção: Heverton Lima (SP)

FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO PRINCIPAL
Omágua Kambeba, de Adanilo; produção: Ítalo Bruce (AM)

FILMES DE PLÁSTICO | PRÊMIO ESPECIAL
Brilhante, de Carol Silva e Karen Suzane; produção: Carol Silva (MG)

Foto: Leo Lara/Universo Produção.

XI Recifest: conheça os vencedores do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
William Oliveira, diretor do curta Lança-Foguete: filme premiado

Foram anunciados neste sábado, 27/09, no Cinema São Luiz, no Recife, os vencedores da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que fez jus à história do evento e prezou pela diversidade nas escolhas dos premiados.

Ao todo, 26 obras de 13 estados brasileiros integraram as mostras competitivas, reafirmando o caráter plural do festival. Os vencedores receberam o Troféu Rutílio de Oliveira e o Júri Oficial foi formado por Ziel Karapotó, Sandra Seixas e Ruby Nox. O filme de encerramento deste ano foi o premiado longa pernambucano Salomé, de André Antônio

Além dos prêmios principais, o júri também concedeu Menção Honrosa para Leona Vingativa e todo o elenco de Americana e outra para o ator Buda Lira, pela atuação em Ponto e Vírgula. Para Carla Francine, uma das diretoras do Recifest, os resultados mostram a força da produção contemporânea: “O recorde de inscrições e a qualidade das obras premiadas comprovam a potência do cinema LGBTQIAPN+ em todas as regiões do país. O público caloroso no São Luiz coroou essa trajetória”

Rosinha Assis, também na direção, ressaltou o caráter político do festival: “O Recifest é resistência e celebração. Os filmes premiados carregam histórias de luta, afeto e diversidade, que se tornam ainda mais fortes quando encontram o reconhecimento do público e do júri”.

Com direção e produção de Mauro Lira e Manu Monteiro, a 11ª edição levou sessões e debates ao Recife, às Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, sertão de Pernambuco) e ao ambiente on-line. O festival foi realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Conheça os vencedores da 11ª edição do Recifest:

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI OFICIAL
Lança-Foguete, de William Oliveira

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI OFICIAL
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)

MELHOR FILME NACIONAL | JÚRI POPULAR
Americana, de Agarb Braga (PA)

MELHOR FILME PERNAMBUCANO | JÚRI POPULAR
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel

MELHOR DIREÇÃO
Filipe Travanca e Roberto Simão, por Espelho da Memória

MELHOR ROTEIRO ou ARGUMENTO
Espelho da Memória, escrito por Filipe Travanca e Roberto Simão 

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Érika Beatriz, por Descamar

MELHOR PRODUÇÃO
Janaína Bernardes e Dominique Welinski, por A Vaqueira, a Dançarina e o Porco

MELHOR FOTOGRAFIA
Na Volta Eu te Encontro, por Gabriel Texeira

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Americana, por Beatriz de Oliveira e Ana Júlia Antunes

MELHOR SOM
Ponto e Vírgula, por Matheus Tiengo

MELHOR MONTAGEM
Geni & Thor, por Pedro H. Machado

MENÇÃO HONROSA
Americana, de Agarb Braga (PA)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)

Foto: Heudes Regis.

Festival de San Sebastián 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Alauda Ruiz de Azúa, diretora de Los domingos: Concha de Ouro

Foram anunciados neste sábado, 27/09, os vencedores da 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. O drama Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, recebeu a Concha de Ouro de melhor filme

Neste ano, o Júri Oficial foi presidido pelo cineasta espanhol J.A. Bayona, que já foi premiado no festival com Sete Minutos Depois da Meia-Noite e A Sociedade da Neve. O time contou também com: Laura Carreira, cineasta portuguesa; Gia Coppola, diretora e roteirista estadunidense; Zhou Dongyu, atriz chinesa; Lali Espósito, atriz e cantora argentina; Mark Strong, ator britânico; e Anne-Dominique Toussaint, produtora francesa. 

Além disso, o cinema brasileiro marcou presença com diversos títulos, entre eles, Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, na mostra Horizontes Latinos, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Neste ano, a atriz Jennifer Lawrence foi homenageada com o Prêmio Donostia

O Brasil também se destacou no Foro de Coproducción de Documentales Lau Haizetara, no qual projetos são apresentados em busca de potenciais parceiros para completarem seu financiamento e melhorarem seu acesso no mercado internacional. O título Mariana x BHP, de Renan Flumian, produzido pela Droma Productions e Quijote Films, uma coprodução entre Brasil e Chile, recebeu o Prêmio Music Library & SFX

Conheça os vencedores do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián 2025:

CONCHA DE OURO | MELHOR FILME
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

CONCHA DE PRATA | MELHOR DIREÇÃO
Joachim Lafosse, por Six jours ce printemps-là

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO
José Ramón Soroiz, por Maspalomas
Zhao Xiaohong, por Jianyu laide mama

CONCHA DE PRATA | MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Camila Plaate, por Belén

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Historias del buen valle, de José Luis Guerin (Espanha/França)

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR ROTEIRO
Six jours ce printemps-là, escrito por Joachim Lafosse, Chloé Duponchelle e Paul Ismaël

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FOTOGRAFIA
Los Tigres, por Pau Esteve

OUTROS PRÊMIOS

PRÊMIO NEW DIRECTORS
Melhor Filme: Vaegtloes, de Emilie Thalund (Dinamarca)
Menção Especial: Aro berria, de Irati Gorostidi Agirretxe (Espanha)

PRÊMIO HORIZONTES
Melhor Filme: Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia/Alemanha/Suécia)
Menção Especial: Hiedra, de Ana Cristina Barragán (Equador/México/França/Espanha) e Un cabo suelto, de Daniel Hendler (Uruguai/Argentina/Espanha)

PRÊMIO ZABALTEGI-TABAKALERA
Melhor Filme: La tour de glace, de Lucile Hadzihalilovic (França/Alemanha) e Duas vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques (Portugal)
Menção Especial: Blue Heron, de Sophy Romvari (Canadá/Hungria)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME | CIUDAD DE DONOSTIA
The Voice of Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania (Tunísia/França)

JÚRI POPULAR | MELHOR FILME EUROPEU | CIUDAD DE DONOSTIA
Amélie et la métaphysique des tubes, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han (França)

PRÊMIO FIPRESCI
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

PRÊMIO SIGNIS
Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha/França)

PRÊMIO SEBASTIANE 2025
Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi (Espanha)

*Clique aqui e confira a lista completa com os premiados em outras categorias paralelas

Foto: Iñaki Luis.

49ª Mostra de São Paulo anuncia os primeiros títulos, filme de abertura e homenagens

por: Cinevitor
Sirât, de Oliver Laxe: filme de abertura 

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou os primeiros títulos confirmados e novidades de sua 49ª edição, que acontecerá entre os dias 16 e 30 de outubro e contará com 18 salas em seu circuito exibidor

Neste ano, o longa-metragem Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, vai abrir a 49ª edição. A cerimônia de abertura acontecerá na Sala São Paulo, na Praça Júlio Prestes, com apresentação de Renata de Almeida e Serginho Groisman. O evento contará com a presença de profissionais do setor audiovisual, autoridades e patrocinadores. As atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, que atuam no filme, também estarão presentes na sessão especial.

A produção, distribuída no Brasil pela Retrato Filmes, acompanha um pai e um filho que chegam a uma rave nas montanhas do Marrocos. Ambos estão em busca de Mar, filha e irmã, que desapareceu meses antes em uma dessas festas intermináveis. Cercados por música eletrônica e por uma sensação crua e desconhecida de liberdade, eles saem distribuindo a foto da jovem. A esperança vai se apagando, mas os dois persistem e seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto. À medida que avançam por um cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar os próprios limites.

Vale destacar que Sirât foi escolhido pela Espanha para disputar uma vaga no Oscar 2026 na categoria de melhor filme internacional. O diretor Oliver Laxe nasceu na França em 1982 em uma família de imigrantes espanhóis. Os longas anteriores do cineasta foram exibidos na Mostra: Todos são Capitães (2010), na 34ª edição; Mimosas (2016), na 40ª edição; e O que Arde (2019), na 43ª edição. Além da sessão de abertura, Sirât terá exibições comerciais durante o festival. 

Outro destaque internacional da programação é Bugonia, do diretor grego Yorgos Lanthimos. Distribuída no Brasil pela Universal Pictures, a obra estreou mundialmente na competição do Festival de Veneza e acompanha dois jovens obcecados por teorias da conspiração que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena prestes a destruir o planeta Terra. No elenco estão Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbis, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.

A 49ª Mostra de São Paulo amplia sua programação com a exibição dos novos trabalhos de dois realizadores contemporâneos fundamentais, reforçando o papel do evento como ponto de encontro de diferentes cinematografias e olhares artísticos: Richard Linklater e Radu Jude.

Em Nouvelle Vague, exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián, Linklater homenageia Jean-Luc Godard e o movimento cinematográfico francês, recriando o processo de filmagem de Acossado (1960) no mesmo espírito inventivo que revolucionou o cinema. O longa será distribuído no Brasil pela Mares Filmes em parceria com a Alpha Filmes. Já em Blue Moon, Linklater retorna ao cinema de personagens em crise existencial, construindo um retrato do compositor Lorenz Hart (Ethan Hawke), da dupla Rodgers & Hart, em uma noite de 1943 marcada pelo contraste entre a glória de Richard Rodgers (Andrew Scott) e a derrocada pessoal de seu antigo parceiro artístico. Pela interpretação, Scott venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante do Festival de Berlim; a Sony é a distribuidora do filme no Brasil.

Jesse Plemons em Bugonia, de Yorgos Lanthimos

A Mostra também apresentará Dracula, do romeno Radu Jude, considerado um dos realizadores mais instigantes do cinema europeu atual. Dono de uma obra que articula experimentação estética e crítica social, ele coleciona prêmios em festivais internacionais. No longa, que estreou no Festival de Locarno, com produção da brasileira RT Features e da Saga Film, o cineasta revisita o mito do Drácula em uma colagem radical, que combina caça a vampiros, zumbis, ficção científica e histórias kitsch geradas por inteligência artificial. Ao mesclar gêneros e linguagens, Jude transforma uma das figuras mais icônicas do imaginário popular em ponto de partida para refletir sobre política, cultura e a própria história do cinema.

O outro título do diretor na Mostra, Kontinental ’25, também produzido pela RT e pela Saga, ganhou o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim. O filme acompanha Orsolya, oficial de justiça em Cluj, principal cidade da Transilvânia, que precisa desalojar um homem em situação de rua. Um acontecimento inesperado desencadeia um dilema moral que orienta o desenvolvimento da trama.

Outra novidade anunciada na Mostra SP: o cartaz conta com arte criada pelo escritor português Valter Hugo Mãe, autor de títulos célebres da literatura contemporânea como A Máquina de Fazer Espanhóis, O Filho de Mil Homens, A Desumanização e Homens Imprudentemente Poéticos (clique aqui e confira). Também artista plástico, Valter tem um trabalho visual que dialoga com o que escreve: é detalhista, cheio de repetições gráficas, obsessões e gestos quase caligráficos que lembram a sua cadência textual. Em desenhos e pinturas, ele explora linhas sinuosas, padrões acumulativos e imagens que evocam tanto o orgânico (plantas, corpos, cabelos, ondas) quanto o imaginário (criaturas, olhos, símbolos).

Renata de Almeida, diretora da Mostra, conta que ao ver o pôster pela primeira vez, de cara, pensou no processo curatorial: “Pensei no trabalho de curadoria como um mar de filmes com algumas pérolas. Porque é justamente esse o trabalho de curadoria que um festival como a Mostra faz”.

A 49ª edição da Mostra também vai exibir De Lugar Nenhum, realizado por Miguel Gonçalves Mendes (conhecido por filmes documentais como José e Pilar, de 2010, e O Sentido da Vida, de 2022), documentário que faz um retrato delicado de Valter Hugo Mãe. O longa-metragem foi filmado durante sete anos e acompanha os processos criativo e de escrita do livro A Desumanização, cuja história se passa na Islândia; Macau, Brasil e Portugal também são cenários da obra, que conta com participações especiais como Dona Antónia, mãe de Valter, e a cartunista Laerte.

Para celebrar Valter Hugo Mãe, a 49ª Mostra ainda vai exibir o longa-metragem O Filho de Mil Homens, da Netflix. Com direção de Daniel Rezende, de Bingo: O Rei das Manhãs e Turma da Mônica: Laços, e protagonizado por Rodrigo Santoro, o filme é uma adaptação do best-seller homônimo do português lançado em 2011 e a primeira obra do autor a ser adaptada para o cinema. A história acompanha Crisóstomo (Santoro), um pescador solitário que sonha em ter um filho. A vida desse homem muda quando ele encontra Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que decide acolher. Em uma tentativa de fugir da própria dor, Isaura (Rebeca Jamir) cruza o caminho dos dois, e, em seguida, Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, também se conecta a eles. Juntos, os quatro aprendem o significado de família e o propósito de compartilhar a vida.

A programação da 49ª Mostra segue com filmes inéditos no Brasil, muitos deles premiados nos principais festivais cinematográficos internacionais. Entre as obras já confirmadas para esta edição estão: Sound of Falling, de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes e selecionado pela Alemanha para disputar uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional; Living the Land, de Meng Huo, que venceu o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim; Urchin, ganhador do prêmio de melhor ator para Frank Dillane da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, além do Prêmio da Crítica (a produção marca a estreia na direção do ator Harris Dickinson, de Babygirl e Triângulo da Tristeza); Eddington, dirigido por Ari Aster, que foi exibido na Competição Oficial de Cannes e conta com Joaquin Phoenix, Pedro Pascal e Emma Stone no elenco; e La Petite Dernière, de Hafsia Herzi, que levou o prêmio de melhor atriz para Nadia Melliti no Festival de Cannes, além da Palma Queer

Josh O’Connor e Paul Mescal em A História do Som

Também integram a programação: No Other Choice (Eojjeol suga eopda), de Park Chan-wook, premiado no Festival de Toronto; A História do Som (The History of Sound), de Oliver Hermanus, com Paul Mescal e Josh O’Connor, que disputou a Palma de Ouro em Cannes; Mirrors No. 3, novo trabalho do cineasta alemão Christian Petzold, exibido na Quinzena de Cineastas; Dead Souls, de Alex Cox; Eleanor the Great, exibido na mostra Un Certain Regard em Cannes, que marca a estreia da atriz Scarlett Johansson na direção, e conta com June Squibb como protagonista; Atropia, de Hailey Gates, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance; Dry Leaf, de Aleksandre Koberidze, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Locarno; It Would Be Night in Caracas, de Mariana Rondón e Marité Ugas, exibido no Festival de Veneza na mostra Venezia Spotlight e no Festival de Toronto; Palestine 36, de Annemarie Jacir, com Jeremy Irons no elenco; The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi, vencedor do prêmio Caméra d’Or em Cannes; e o romance White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter, premiado nos festivais de Berlim, Locarno e Sarajevo.

Como era de se esperar, a seleção da Mostra também inclui a preservação de grandes obras do cinema por meio de restaurações. Com o apoio de novas tecnologias, o evento preserva a longevidade desses filmes e mantém inúmeras memórias vivas. As obras são: Queen Kelly, de Erich von Stroheim, com Gloria Swanson no elenco; Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira; Crônica dos Anos de Fogo, de Mohammed Lakhdar-Hamina; Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Garota de Ipanema, de Leon Hirszman; Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio, de Rosemberg Cariry; Sholay, de Ramesh Sippy; Tônica Dominante, de Lina Chamie; e Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral.

A programação documental da 49ª Mostra de São Paulo começa a ganhar forma com os primeiros títulos anunciados, entre eles: Ancestral Visions of the Future, de Lemohang Jeremiah Mosese, exibido na Berlinale; Back Home, de Tsai Ming-liang, que passou pelo Festival de Veneza; Director’s Diary (Zapisnaya knizhka rezhissera), de Aleksandr Sokurov, também exibido em Veneza; Fiume o morte!, de Igor Bezinovic, grande vencedor do Tiger Award e do Prêmio FIPRESCI no Festival de Roterdã e exibido em San Sebastián; Seeds, de Brittany Shyne, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance e exibido no Festival de Guadalajara; e Sotto le nuvole, de Gianfranco Rosi, vencedor do Prêmio Especial do Júri em Veneza

Além disso, a Mostra de São Paulo 2025 celebra a trajetória de Charlie Kaufman, roteirista de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, que será homenageado com o Prêmio Leon Cakoff. E mais: a exibição de seu novo curta-metragem, How to Shoot a Ghost, protagonizado por Jessie Buckley e Josef Akiki, está confirmada na programação e Kaufman participará de uma masterclass durante o festival. 

A 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo também anunciou a segunda edição da Mostrinha, programa dedicado à infância e à juventude com o objetivo de aproximar crianças e adolescentes do cinema, formando uma nova geração de espectadores. A produção brasileira inédita O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre a seção voltada ao público infantojuvenil, com uma exibição especial na Sala São Paulo no dia 16 de outubro. Inspirado na série de livros de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar em uma viagem com Breno e o gato Samba pela floresta amazônica, onde eles fazem novos amigos, Maiara e Bira, e vivem várias aventuras. Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde e Thúlio Naab dão vida às crianças. No elenco adulto estão Nanda Costa, Marcelo Adnet, Emílio Dantas e Babu Santana.

Entre os longas-metragens internacionais estão o francês Maya, Me Dê um Título, que o cineasta Michel Gondry fez para a filha. Na obra animada, Maya e o pai, Michel, vivem em países diferentes. Para manter o contato, todas as noites o pai pede à garota: “Maya, me dê um título”. A partir da resposta, ele cria uma pequena animação em que Maya é a heroína. E também Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini, animação franco-canadense sobre a infância da artista plástica Frida Kahlo. A Mostrinha terá ainda um programa especial de curtas-metragens portugueses e britânicos.

Integram a programação da Mostrinha os títulos nacionais inéditos no país: D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, em que os aventureiros Detetives do Prédio Azul encaram mais uma grandiosa missão; e Colegas e o Herdeiro, de Marcelo Galvão, sequência do sucesso Colegas (2012) que segue um grupo de amigos com Síndrome de Down.

Cena da animação Hola Frida, de André Kadi e Karine Vezini

Os brasileiros Criaturas: Uma Aventura entre Dois Mundos, de Juarez Precioso, que acompanha Stela, uma garota que só acredita no que pode ver, ou nem nisso, e Miguel, o irmão, que acredita em tudo, principalmente no que não existe; Papaya, de Priscilla Kellen, animação sobre uma pequena semente de mamão; e Aventuras de Makunáima: Histórias Encantadas da Amazônia, de Chico Faganello, mistura de ficção com documentário sobre Makunáima, que se transforma em bicho e reencontra narrativas ancestrais vivenciadas por crianças; também serão exibidos.

A 2ª Mostrinha homenageia o quadrinista Mauricio de Sousa, que assina o pôster da edição (clique aqui e confira), com a apresentação das obras: Turma da Mônica: Laços (2019), de Daniel Rezende, e Origens (2024), de Rezende e Marina Maria Iorio; além de Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025), de Fernando Fraiha e da cinebiografia inédita do criador dos moradores do bairro do Limoeiro, Mauricio de Sousa: O Filme, de Pedro Vasconcelos e Rafael Salgado. Sousa receberá da 49ª Mostra o Prêmio Leon Cakoff, que reconhece personalidades da cultura e do mercado audiovisual.

O mineiro A Família Dionti (2017), de Alan Minas, que narra as saudades e os amores do garotinho Kelton (Murilo Quirino), e a animação mexicana Viagem Gelada: O Resgate do Urso Polar (2022), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva Palacio Alatriste, sobre a missão de Toto, que deve devolver um filhote órfão de urso polar ao seu habitat natural, integram a programação. 

Sobre o circuito exibidor desta 49ª edição: onze endereços abrigarão as sessões pagas do evento, totalizando 18 salas. Entre elas estão: Cine Segall, localizado no Museu Lasar Segall; Cinesala; a Sala Petrobras na Mostra e as duas salas da Cinemateca Brasileira; quatro salas do Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta; duas salas do Multiplex Marabá e do Reserva Cultural; CineSesc; IMS Paulista; Sato Cinema; Cine Satyros Bijou; e Cultura Artística.

A Mostra é um festival anual e, a cada ano, cinemas entram e saem da programação: “O princípio fundamental para essa parceria é a autonomia da Mostra na programação das salas. Se cada sala fizer exigências (que até prejudicam as outras salas do circuito), isso torna a realização da Mostra inviável. A liberdade curatorial é um princípio básico de qualquer festival. Afinal, um festival dura no máximo 15 dias, e o ano tem 365 dias!”, disse Renata de Almeida, diretora da Mostra.

Os locais com sessões a preços populares são: Biblioteca Roberto Santos, Centro Cultural São Paulo e Spcine Olido. Entre os espaços gratuitos estão 26 unidades dos Centros Educacionais Unificados, os CEUs, e o Centro de Formação Cultural Tiradentes, que exibirão títulos da 2ª Mostrinha. Além disso, a 49ª Mostra terá exibições especiais na Sala São Paulo e no Museu da Língua Portuguesa.

A seleção completa da 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo será anunciada no sábado, 04/10, em uma coletiva de imprensa. 

Fotos: Divulgação/Star Original Productions.