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Festival de Gramado 2025: Marcélia Cartaxo é homenageada com o Troféu Oscarito

por: Cinevitor
Marcélia Cartaxo: carreira consagrada e ovacionada pelo público

A noite de terça-feira, 19/08, começou com fortes emoções na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com a entrega do Troféu Oscarito para a consagrada atriz e diretora paraibana Marcélia Cartaxo

Nascida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, Marcélia é um dos grandes nomes da atuação no Brasil. Já interpretou os mais diversos tipos em cena: de freira a prostituta, de mãe a avó, ela imprime o sonho, a força, a luta e a realidade da mulher brasileira em suas atuações. Com participações no teatro e na televisão, foi no cinema que construiu uma carreira sólida e com personagens que entraram para a história do audiovisual brasileiro.

Com mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro, sua estreia nas telonas aconteceu em 1985, em A Hora da Estrela, quando interpretou uma das personagens mais emblemáticas da literatura brasileira: Macabéa, do livro homônimo de Clarice Lispector. Ao dar vida a ingênua datilógrafa, que se muda do Nordeste para São Paulo, no filme de Suzana Amaral, Marcélia ganhou o mundo e recebeu, entre outros prêmios, o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim.

Ovacionada pelo público presente no Palácio dos Festivais, em Gramado, Marcélia subiu ao palco e recebeu o Troféu Oscarito das mãos da atriz Isabel Fillardis: “Te entrego esse troféu com muita honra e com muita admiração. A grandeza da sua arte é algo que realmente vai perpetuar e vai nos inspirar. Não só a mim, mas a todas essas crianças que estão vindo por aí. Eu te entrego para que te dê mais energia, criatividade e inspiração para nos encantar”, disse Fillardis.

Entre muitos aplausos, Marcélia Cartaxo emocionou com seu discurso: “É com muita alegria que recebo o Oscarito em minha vida. Esperei um tempão, depois de receber o convite, para encontrar essa maravilha que está aqui na minha frente. É uma felicidade enorme ter galgado esses 40 anos de carreira com muita resistência e atravessando todas as adversidades dentro da minha família, dentro do meu trabalho, na convivência com muitos muitos artistas e muitas pessoas. Mas também encontrei coisas que superassem tudo isso: que foi exatamente a alegria de viver esses personagens com muita intensidade, com muito amor e com muita sinceridade”

No palco, Cartaxo também relembrou o início de sua carreira: “Eu comecei no teatro muito cedo, com 12 anos de idade, e tive a oportunidade de estar com uma peça em São Paulo onde encontrei a cineasta Suzana Amaral realizando seu primeiro longa-metragem. Eu quero compartilhar esse prêmio com a minha grande diretora Suzana Amaral porque foi ela que botou nesse universo, foi ela que acreditou em mim enquanto muitas pessoas não acreditavam. Foi ela que me levou para o audiovisual, para o cinema brasileiro”

Marcélia Cartaxo e Isabel Fillardis no palco

E continuou seu discurso de homenageada: “Eu não fiz esse trajeto todo sozinha. Eu tive muitos mestres. Participei de muitos filmes, de muitos curtas, de muitos médias. E toda essa experiência acrescentou demais na minha vida. E eu tive que fazer escolhas: ou estudava e ficava na minha cidade ou eu abraçava A Hora da Estrela e iria para o mundo. Foi tudo muito lindo, muito incrível toda essa trajetória. Eu quero agradecer a todos os diretores que me formaram enquanto atriz. Quero agradecer a esse público maravilhoso, que respeita a minha arte, que gosta e que se emociona”

Marcélia também relembrou momentos emocionantes no Festival de Gramado quando foi ovacionada ao exibir Pacarrete, de Allan Deberton, e acabou sendo premiada com o kikito de melhor atriz, em 2019; cena que se repetiu em 2022 com o longa A Mãe, de Cristiano Burlan: “Foi aqui no Festival de Gramado que eu tive as minhas mais maiores alegrias. Ser aplaudida em cena aberta e ser aplaudida lá fora pelo reconhecimento da minha arte. É muita gratidão! Eu estou muito feliz e muito realizada”

Ainda no palco, Cartaxo aproveitou o momento para fazer agradecimentos especiais: “Eu quero agradecer profundamente a Bertrand Lira, que acompanhou a minha vida inteira e que está aqui sentado na plateia. Quero agradecer também a Vitor Búrigo, do CINEVITOR, que faz uma assessoria para mim e que me leva para o mundo. Depois de Pacarrete, esse rapaz foi muito importante na minha vida. Agradeço também aos curadores Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario”

E finalizou: “Estar aqui segurando esse Oscarito é muito importante na minha vida e na minha carreira. Muito obrigada, Festival de Gramado! Eu amo esse lugar, amo essa plateia e amo estar aqui. Viva meus diretores queridos que me prepararam a vida inteira para eu estar aqui. Que eu tenha mais quarenta anos para viver muitos outros personagens. Esperei por esse momento e ele chegou: estou aqui abraçada com meu Oscarito. Muito obrigada!”. Clique aqui e assista aos melhores momentos do discurso.

Ainda em Gramado, antes da homenagem, no período da tarde, Marcélia Cartaxo participou de uma coletiva de imprensa, que foi mediada por Flavia Guerra e Vitor Búrigo, na Sociedade Recreio Gramadense, na qual se emocionou ao relembrar sua trajetória e também revelou novos projetos, como o longa Sobre Dora e Dores. Já no tapete vermelho, a atriz e diretora deixou sua marca na Calçada da Fama do festival. 

Depois da homenagem no Palácio dos Festivais, o 53º Festival de Cinema de Gramado seguiu com sua programação de filmes e exibiu, em competição, o longa A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Na sequência, foram exibidos os curtas-metragens: Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário; FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu; e Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Filmes de Laís Melo e Rafaela Camelo são exibidos em competição no 53º Festival de Cinema de Gramado

por: Cinevitor
Laís Melo: diretora do filme

A mostra competitiva de longas-metragens brasileiros da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou no sábado, 16/08, com a exibição de , dirigido pela cineasta Laís Melo, no Palácio dos Festivais.

A história acompanha Glória, interpretada por Saravy, que, após a separação, sai da periferia e se muda com as três filhas para um prédio antigo no centro da cidade. Ameaçada pelo ex-marido, que pede a guarda das crianças, e com recursos limitados, Glória toma a difícil decisão de disputar uma vaga de supervisora com sua melhor amiga, que vive situação semelhante, na indústria de alimentos processados onde ambas trabalham no chão da fábrica. A coragem vai se fazendo conforme a angústia toma a carne.

Depois de dirigir os curtas Tentei e Me Deixe Ali, Laís estreia na direção de um longa-metragem com , que integra o Selo Elas, iniciativa criada pela Elo Studios para fomentar o cinema feito por mulheres e impulsionar a equidade de gênero no audiovisual.

Acompanhada por diversas integrantes da equipe, Laís subiu ao palco do Palácio dos Festivais para apresentar o filme: “É uma honra estar aqui em Gramado, que faz parte da história do cinema brasileiro. Eu gosto muito de pensar o kikito, esse símbolo do festival, como esse ser com a cabeça de sol. Deus do humor. Acho muito bonito”. E seguiu seu discurso: “Quando eu penso em cinema, eu penso em costura. Costura de pedaços, de retalhos, de histórias, de perspectivas para construir um novo. Novos pedaços, novas histórias, novas perspectivas”.

Ao final da apresentação, Laís destacou a importância das políticas públicas para o audiovisual: “O filme foi financiado por edital público. Então, um salve para as políticas públicas que permitem que outras vivências ocupem esse espaço. Do contar a sua história dentro do cinema. Sempre são muitos desafios. E muitos aprendizados no caminho. Queria também agradecer a cada um da equipe por terem partilhado um pedaço da história de vocês, dos saberes de vocês, dos estudos, dos talentos”.

A atriz Fernanda Silva também aproveitou o momento da apresentação do filme para discursar: “Eu sou uma artista do Piauí, do litoral do Piauí. E lá tem praia, tá? Esquece essa imagem do retirante do Portinari lá do sertão. É oceânico. A minha vida é brisa marítima. Então assim, em nome do mar e das montanhas e dos pequenos insetos e das araucárias… Em nome da natureza lá fora, eu saio da cultura. A gente não pode separar natureza e cultura. Eu quero, realmente, do fundo do meu coração, de uma criança que tinha irmão circense, e vem de uma família circense, agradecer pela sensibilidade de cada um de vocês”.

Equipe do longa A Natureza das Coisas Invisíveis no tapete vermelho 

Ainda na mesma noite, também foi exibido o primeiro episódio da série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente, que tem direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm. A série de cinco episódios retrata um período de tensão no Brasil, a epidemia da AIDS durante a década de 1980. Baseada em fatos reais, a história acompanha um grupo de comissários de bordo que, ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento, inicia uma operação arriscada de trazer ilegalmente o medicamento AZT do exterior, mobilizando uma rede de solidariedade em meio à negligência do governo frente à crise. No elenco, estão Johnny Massaro, Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Igor Fernandez, Hermila Guedes, Julio Machado, Andréia Horta e Carla Ribas.

Outra estreia na direção de um longa-metragem que se destacou na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado foi A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Depois de ser exibido na mostra Generation Kplus do Festival de Berlim, o filme fez sua estreia brasileira no Palácio dos Festivais na terça-feira, 19/08.

O longa é um coming of age sobre amizade, despedidas e descobertas. Durante as férias de verão, Glória e Sofia, duas meninas de dez anos, se encontram em um hospital e, unidas pelo desejo de sair dali, embarcam em uma jornada agridoce sobre vida e morte, enfrentando verdades que os adultos tentam suavizar. O elenco conta com Laura Brandão, Serena, Larissa Mauro, Camila Márdila e Aline Marta Maia.

Ao lado de sua equipe, Rafaela discursou no palco: “Tô muito feliz, muito ansiosa, é meio doido assim. Mas, primeiro, queria agradecer ao Festival de Gramado por nos receber aqui. Esse é o meu primeiro filme como diretora e roteirista. Então, chegar nesse festival, nesse nesse palco tão nobre do cinema brasileiro, sem dúvida, é uma grande honra e estamos todos muito felizes”.

As atrizes mirins Serena e Laura Brandão prepararam uma surpresa para a diretora no palco e entregaram um buquê de flores sob aplausos da plateia. Empolgadas, também discursaram: “Meu nome é Serena, tenho 12 anos e é uma honra participar desse festival. Passar um pouco desse friozinho. E também é uma honra porque esse é o maior festival do Brasil”. Laura completou: “Como a Serena disse, é uma honra para todos nós. Todo mundo aqui é maravilhoso, uma cidade muito linda. Os gaúchos são muito educados e eu queria agradecer minha mãe, que não está aqui hoje, e o meu pai também, que me apoiaram desde o início para eu seguir essa carreira de atriz”.

Na mesma noite de A Natureza das Coisas Invisíveis, a consagrada atriz paraibana Marcélia Cartaxo foi homenageada com o Troféu Oscarito. Além disso, foi exibido o segundo bloco de curtas-metragens brasileiros em competição: Aconteceu a Luz da Lua, de Crystom Afronário; FrutaFizz, de Kauan Okuma Bueno; Samba Infinito, de Leonardo Martinelli; O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.; Na Volta Eu Te Encontro, de Urânia Munzanzu; e Réquiem para Moïse, de Caio Barretto Briso e Susanna Lira.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

V Mostra Sumé de Cinema: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Vitória Mellissa e Michelle Maciel no curta Amaná, de Antonio Fargoni

A quinta edição da Mostra Sumé de Cinema, que acontecerá entre os dias 11 e 13 de setembro, no Cariri paraibano, anunciou os filmes selecionados para este ano: serão mais de 20 títulos exibidos na programação. 

O evento, idealizado e coordenado por Ana Célia Gomes, recebeu 495 inscrições de quase todos os cantos do país; foram 25 estados e o Distrito Federal: “O que trouxemos aqui é maior do que uma seleção: é a certeza de que o audiovisual brasileiro está vivo, pulsante, múltiplo e profundamente necessário. A cada realizador(a), coletivo, produtora e artista que confiou sua obra à nossa curadoria, o nosso muito obrigada. É uma honra ser ponte entre tantas vozes, olhares e territórios. A Mostra Sumé é feita disso: afeto, resistência e cinema que brota da terra, do corpo e da memória. São histórias que nascem daqui e de tantos outros cantos, trazendo olhares diversos, memórias vivas e narrativas potentes que vão iluminar a tela e o coração de quem assistir”, disse Ana Célia

Além das exibições de filmes, a Mostra Sumé de Cinema contará também com oficinas de formação, exposições fotográficas e de artesanato, além de debates e atrações culturais. O pôster desta quinta edição é assinado pelo artista Arturo Antony.

A V Mostra Sumé de Cinema segue como uma ferramenta de promoção ao acesso da arte e cultura, levando a magia do cinema a todos os cantos com uma programação diversa e gratuita, fazendo do Cariri paraibano ponto não apenas de encontro da sétima arte, mas de espaço para conexões e celebração do fazer artístico.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Sumé de Cinema 2025

MOSTRA BRASIL

Aquela Mulher, de Marina Erlanger e Cristina Lago (RJ)
As Marias, de Dannon Lacerda (MS)
DaSilva DaSelva, de Anderson Mendes (AM)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Travessia, de Karol Felício (ES)

MOSTRA PARAÍBA

A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (Aparecida)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (Campina Grande)
Flora: A Mãe do Rei, de Geóstenys Melo (Alagoa Grande)
Memórias no Espelho, de Deleon Souto (Patos)
Ninguém (Mais) Verá, de Fabiano Raposo (Campina Grande)
O Vaqueiro, de Ron Barboza (Sumé)
Para Onde Eu Vou?, de Fabi Melo (Campina Grande)
Quem Disse que Era Impossível?, de Maraisa Quintino (Sousa)
Zé Lins e o Cangaceiro, de Eduardo P. Moreira (Pilar)

MOSTRA CARIRI CÉU DE POESIA

Amaná, de Antonio Fargoni (CE)
Cabeça de Fogo, de Lidiana Reis (GO)
Colmeia, de Tatiane de Oliveira (PB)
Divagar, de Lupa Silva (RN)
Ilha do Ferro: A Arte do Imaginário, de Guilherme Bacalhao (DF)
O Casaco, de Alisson Affonso (RS)
O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)

Foto: Divulgação.

I Fresta – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta alagoano O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr.

A primeira edição do Fresta – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco acontecerá entre os dias 27 e 31 de agosto no Cinema São Luiz e no Cinema do Museu (Fundaj), no Recife. Este será o primeiro festival do Nordeste dedicado exclusivamente ao cinema feito em película.

Filmes produzidos em super 8, 16mm e 35mm compõem a programação, que se divide entre mostras especiais e competitivas com títulos do mundo todo. Além disso, o evento também promoverá oficinas e mesas de debate sobre a produção audiovisual analógica. Os ingressos para as sessões são gratuitos e já podem ser retirados através da plataforma Sympla (clique aqui).

Ao todo, serão exibidos 65 filmes. Dentre eles, quinze curtas nacionais e doze curtas internacionais compõem as mostras competitivas. Os filmes foram escolhidos depois de um criterioso trabalho de curadoria do I Fresta: “Recebemos inscrições de muitos filmes e de grande qualidade, o que mostra que o cinema analógico no Brasil e no mundo continua resistindo com potência e apenas precisando de novos espaços para chegar ao público”, aponta Douglas Henrique, diretor geral do festival.

Em seu ano de estreia, o projeto homenageia o jornalista e cineasta pernambucano Fernando Spencer, que faleceu em 2014 deixando uma extensa obra de filmes em película. Conhecido como o cineasta das três bitolas, por conta da produção nos três formatos analógicos, o diretor destacou-se especialmente pelos trabalhos em super 8, que renderam um importante acervo de imagens sobre Pernambuco. Sua história será prestigiada em sessão especial, no Cinema do Museu, que contará com curtas-metragens do autor, como Vicente é o Galo (1974) e Estrelas de Celulóide (1987).

Outros títulos emblemáticos do cinema nacional também serão exibidos especialmente em cópias de 35mm no Cinema São Luiz: O Palhaço, de Selton Mello; Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho; e Eles Voltam, de Marcelo Lordello.

Entre os filmes internacionais, o destaque é a sessão especial com filmes em 16mm do cineasta espanhol Ion de Sosa. O diretor já levou seus títulos aos principais festivais de cinema do mundo, como Berlim, Roterdã e San Sebastián, e agora conta com exibição do curta Leyenda Dorada e do média-metragem Mamántula como parte da programação fora da competitiva do 1º Fresta.

Para encerrar com chave de ouro, o festival contará com uma sessão de filmes de Paulo Caldas no Cinema São Luiz. Na ocasião, será exibida pela primeira vez a cópia restaurada do curta em super 8 Morte no Capibaribe. A cada ano, o Fresta se propõe a restaurar pelo menos um filme analógico e o curta em questão foi o escolhido desta primeira edição. Para completar, a sessão também contará com a projeção em 35mm de Deserto Feliz, do mesmo diretor pernambucano.

O resgate de clássicos do cinema brasileiro a partir de projeções em 35mm tem a proposta de matar as saudades dos cinéfilos veteranos e proporcionar uma experiência única para os mais jovens: “O São Luiz é, atualmente, o único cinema de Recife que conta com um projetor 35mm funcionando. Queríamos aproveitar essa oportunidade para mostrar ao público tanto clássicos do nosso cinema quanto produções em curta que tiveram uma boa trajetória, mas que as novas gerações talvez nunca tenham tido acesso”, comenta Douglas Henrique.

O I Fresta contará com oficinas práticas de produção de filmes analógicos e de preservação,  que é um dos principais pilares do Fresta. O festival tem o objetivo de promover ações de salvaguarda de acervos cinematográficos através de ações formativas, como a oficina de Preservação Audiovisual, que será ministrada por Lila Foster, coordenadora do Talents Preservação do Festival do Rio e presidente da ABPA, Associação Brasileira de Preservação Audiovisual.

A proposta do Fresta faz parte de um movimento de resgate do cinema analógico e dos festivais que, até o final dos anos 2000, ainda separavam suas mostras competitivas pelas bitolas (super 8, 16mm e 35mm). O projeto passa a integrar um circuito de festivais do mesmo segmento que se espalham pelo Brasil, como o Curta 8, em Curitiba; o Super OFF, em São Paulo; o 1666 – Festival de Cinema 16mm, no Rio de Janeiro; e o Inflamável – Festival de Curtas em Super 8, em Florianópolis.

O Fresta Festival é idealizado por Douglas Henrique, que é curador no Cinema da UFPE, um dos poucos cinemas de rua em Pernambuco, além de diretor do MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco e do Jorra! – Festival de Cinema Negro. A iniciativa é uma realização da Inferno Produções e conta com incentivo do Funcultura, através da Fundarpe, Secretária de Cultura de Pernambuco e Governo de Pernambuco.

Conheça os filmes selecionados para o I Fresta:

COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS

Busca, de Rodrigo Sousa & Sousa (SP)
Carmilla, de Dieges Lima (SP)
Cidade Desgraça, de Lucas Lyrio (BA)
Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (CE)
Efeito Laranja, de Lucas Lyrio (SP)
Encorpo, de Felipe Rodrigues Costa (SP)
Esconde-Esconde, de Vitória Vasconcellos (PE)
Fantasma Memória, de Nicolas Thomé Zetune (SP)
Faraó Marginal, de GIVVA (SP)
February Answers, de Melissa Dullius (RS)
Jaqueline, de Julia Balista (BA)
Lamento às Águas, de Vilma Carla Martins (BA)
Miopia, de Raíssa Castor (PR)
O Mapa em que Estão Meus Pés, de Luciano Pedro Jr. (AL)
Pavilhão, de Victoria Fiore (RJ)

COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

Analogue Natives, de Bernd Lützeler
Desert Cruising, de Charles Lum e Todd Verow
Few More Centuries, de Raphaël Martin-Dumazer
God Ain’t Dead He’s Gone Fishing, de Emma Parker
Here or Here, de Shayma Awawdeh, Maxime Faure, Ariane Zevaco, Fuad Hindieh, Julie Mengelle, Emmanuel Piton, Hélène Rastegar e Collectif Hasard
On Plains Of Larger River & Woodlands, de Miguel de Jesus
Red Ropes, de Alessio Pasqua
Remember Me As a Time of Day, de Bruno Adorno Alves
Synthetic Forest, de Jesed Francis Moreno
We, Women, de Laura Gabay
When our eyes meet, de Maud Challier Bourgeois
Who the F**k is Jacky Bumpers?, de Alan Halls

MOSTRA DE CURTAS PERNAMBUCANOS EM 35mm

A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante
Corpo Presente, de Marcelo Pedroso
Fuloresta do Samba, de Marcelo Pinheiro
Poeta Urbano, de Antonio Carrilho
São, de Pedro Severien
Tejucupapo: Um filme sobre Mulheres Guerreiras, de Marcílio Brandão

SESSÃO ESPECIAL: 8 POR 8: Renovação do Ciclo de Cinema em Super 8 na Paraíba

Anomalia, de Torquato Joel
Brujeria, de Ian Abé
Conserva, de Diego Benevides
Cósmica, de Ana Bárbara Ramos
La Caramella, de Gian Orsini
Mar-Pedra-Rio, de Mariah Benáglia 
Pai e Filho, de Rodolpho De Barros
Preciso Falar do Futuro Além Mar, de Carine Fiúza

SESSÃO ESPECIAL: CINEMA DOCUMENTAL DE EUNICE GUTMAN

Duas Vezes Mulher
E o Mundo Era Muito Maior que a Minha Casa
Só no Carnaval
Vida de Mãe é Assim Mesmo?

SESSÃO ESPECIAL: PERNAMBUCOS RESTAURADOS

A Peleja do Bumba Meu Boi Contra o Vampiro do Meio-Dia, de Lula Lourenço e Pedro Aarão
Sulanca: A Revolução Econômica das Mulheres de Santa Cruz do Capibaribe, de Katia Mesel

SESSÃO HOMENAGEM: O CINEMA DE FERNANDO SPENCER

Cinema Glória, de Fernando Spencer e Felix Filho
Estrelas de Celulóide, de Fernando Spencer
História de Amor em 16 Quadros por Segundo, de Fernando Spencer e Amin Stepple
Valente é o Galo, de Fernando Spencer

SESSÃO ESPECIAL: DISTRUKTUR

A Máquina do Tempo, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Abril, de Gustavo Jahn
El Meraya, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Éternau, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn

SESSÃO ESPECIAL

Colagem, de David Neves (1968)
Eles Voltam, de Marcelo Lordello (2014)
O Palhaço, de Selton Mello (2011)
Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho (2023)
Um é Pouco, Dois é Bom, de Odilon Lopez (1970)

SESSÃO ESPECIAL: ION DE SOSA

Leyenda Dorada, de Chema García Ibarra e Ion de Sosa (2019)
Mamántula, de Ion de Sosa (2023)

SESSÃO DE ABERTURA
O Tubérculo, de Lucas Camargo de Barros e Nicolas Thomé Zetune (Brasil)

SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Deserto Feliz, de Paulo Caldas
Morte no Capibaribe, de Paulo Caldas

Foto: Divulgação/La Ursa Cinematográfica.

Festival de Gramado 2025: Miguel Falabella apresenta Querido Mundo e Mariza Leão é homenageada

por: Cinevitor
Elenco e equipe de Querido Mundo no tapete vermelho 

Na última segunda-feira, 18/08, o tapete vermelho da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado contou com a presença de integrantes da equipe e elenco do filme Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, que foi exibido em competição.

Com produção da Ananã Produções, coproduzido pela Star Original Productions, o título é o terceiro longa-metragem dirigido por Falabella, que tem em sua filmografia as obras Polaroides Urbanas (2008) e Veneza (2019), premiado em Gramado. A história de Querido Mundo investiga um encontro improvável numa véspera de Ano Novo. A queda de uma ponte numa noite de tempestade une os mundos de Elsa, interpretada por Malu Galli, e Oswaldo, papel de Eduardo Moscovis, que acabam por se encontrar no Rio de Janeiro nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores.

No palco do Palácios dos Festivais, acompanhado por seus colegas e amigos, entre eles, o codiretor Hsu Chien, Miguel Falabella discursou: “Esse filme é uma adaptação de uma peça que eu escrevi com minha saudosa parceira Maria Carmem Barbosa nos anos 90”. E continuou: “Na verdade, é uma experimentação de uma linguagem teatral com o cinema. Uma história muito bizarra, gótica e eu tive esse elenco maravilhoso que abraçou essa guerrilha de fazer esse filme. Um filme fora dos padrões mercadológicos, digamos assim. E tive esse parceiro que é meu irmão, Hsu Chien, que é uma alegria tê-lo no set”

Ao lado de Malu Galli, Eduardo Moscovis e Danielle Winits no palco do Palácio dos Festivais, Falabella finalizou seu discurso: “Quero agradecer enormemente esse elenco maravilhoso! E quero que vocês aproveitem a sessão. Fizemos com muita dedicação e com uma equipe enorme”. Antes de deixar o palco, Malu Galli, que está no ar na novela Vale Tudo, da Rede Globo, falou: “Vamos ver o filme pela primeira vez junto com vocês. Tô super nervosa. Boa sessão! Viva o cinema brasileiro!”. O elenco conta também com Marcello Novaes, Cintia Rosa, Pia Manfroni e Maria Eduarda de Carvalho

Com lançamento previsto para 2026 pela O2 Play, Querido Mundo é produzido por Julio Uchôa. A direção de fotografia é de Gustavo Hadba com direção de arte de Tulé Peake. A música é assinada por Plínio Profeta e a montagem é de Marilia Moraes. Bia Salgado assina o figurino com caracterização de Bob Paulino. O desenho de som é de Simone Petrillo, o som é de Valéria Ferro e a mixagem de Ariel Henrique; Cibele Santa Cruz e Junior Prado assinam a direção de elenco. 

Mariza Leão: trajetória consagrada no audiovisual brasileiro 

Ainda na mesma noite de Querido Mundo, a consagrada produtora Mariza Leão foi homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, que foi entregue pelo ator Eduardo Moscovis: “Set de filmagem pra mim é um templo. Nele, a gente comemora uma paixão conjunta. Para isso, a gente tem que ter afeto, delicadeza e afeto pelo outro. Em cada filme que produzo, eu ganho mais amigos”, disse a homenageada

Ovacionada pelo público, seguiu seu discurso: “A emoção de subir ao palco nessa noite para receber esse troféu só se compara na ocasião que pela primeira vez estive nesse mesmo palco apresentando nosso filme O Sonho Não Acabou, de Sérgio Rezende. Naquele momento, a Morena Filmes dava seus primeiros passos para se inserir na comunidade cinematográfica brasileira. Fomos recebidos de braços abertos e estimulados a seguir. Ao longo dos anos, compreendi que não haveria um cinema brasileiro potente e capaz de competir no mercado se não houvesse sustentáculos de uma política pública que enfrentasse a hegemonia do império de Hollywood”

E finalizou seu discurso: “Por fim, dedico essa noite aos meus dois netos: João e Luzia. Garotos, que vocês cresçam amando o cinema brasileiro. Vocês serão seres humanos melhores!”

Além disso, também foram exibidos os primeiros curtas-metragens brasileiros em competição: Jeguatá Xirê, de Ana Moura e Marcelo Freire; Boiuna, de Adriana de Faria; Cabeça de Boi, de Lucas Zacarias; Jacaré, de Victor Quintanilha; Quando Eu For Grande?, de Mano Cappu; e As Musas, de Rosa Fernan

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Cleiton Thiele e Edison Vara/Agência Pressphoto.

Circuito Penedo de Cinema 2025: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Edvana Carvalho no curta cearense Fenda, de Lis Paim

Da junção de quatro consagrados eventos do cinema alagoano nasceu o Circuito Penedo de Cinema, que em 2025 chega à sua 15ª edição já consolidado no calendário brasileiro do audiovisual. O festival acontecerá entre os dias 10 e 16 de novembro

Entre 1.450 obras cinematográficas inscritas, 70 foram selecionadas e serão exibidas na programação. A seleção de filmes contempla quatro mostras: Mostra Infantil, de caráter não competitivo; Mostra de Cinema Nacional; Mostra de Cinema Universitário; e Mostra de Cinema Ambiental, também conhecida como Mostra Velho Chico. Cada mostra é avaliada por uma comissão responsável pela análise dos projetos inscritos e pela seleção dos filmes que irão compor a programação.

“Esse resultado, para além da qualidade técnica, estética e artística das obras, buscou trazer a diversidade da produção nacional, contemplando temas e questões fundamentais para a sociedade brasileira. Com isso, reafirma-se a importância e o compromisso do Circuito Penedo de Cinema na formação crítica da sociedade e no fortalecimento da cena do audiovisual nacional”, argumenta o coordenador-geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre.

A programação de cada mostra será exibida ao longo de três dias, em três espaços distintos: a Mostra Infantil será apresentada pela manhã; a Mostra Ambiental, à tarde; e a Mostra de Cinema Nacional, à noite, durante toda a semana do evento.

Conheça os filmes selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema:

18º FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO DE PENEDO

A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Ana Cecilia, de Julia Regis (RS)
Descamar, de Nicolau (DF)
E Seu Corpo é Belo, de Yuri Costa (RJ)
Entre Corpos, de Mayra Costa (AL)
Espinho Remoso, de Heraldo de Deus (BA)
Estrela Brava, de Jorge Polo (RJ)
Fenda, de Lis Paim (CE)
It’s Not a Road Movie, de R.B. Lima (PB)
Mar de Dentro, de Lia Letícia (PE)
O Silêncio Elementar, de Mariana de Melo (MG)
Sebastiana, de Pedro de Alencar (RJ)
Seus Lábios, de Leonardo Amaral (AL)
Vermelho de Bolinhas, de Joedson Kelvin e Renata Fortes (CE)

15º FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE ALAGOAS

A Pior Dor que Há, de Ana Clara Miranda Lucena (DF)
Absorta, de Luiza Pugliesi Villaça (SP)
Bitoquinha, de Giordano Gadelha (SP)
Cartas à Tia Marcelina, de João Igor Macena (AL)
Castelos de Areia, de Giuliana Zamprogno (ES)
Cine Guarani: Entre Imagens e Canções, de Laura Viana (PE)
Quem Ficou Fui Eu, de Maria Garé e Luiza Pace (SP)
Retorno, de Arthur Paiosi (ES)
Suco de José, de Pedro Nunes (SP)
Um Breve Respiro Democrático, de Rafael de Luna (RJ)

12º FESTIVAL VELHO CHICO DE CINEMA AMBIENTAL

A Menina da Serra, de Cleyson Gomes (PB)
A Travessia, de Sergio Martinelli (SP)
Azul Marinho, de Stefhany Gabrielly e Paulo Conceição (PE)
Chorumelas, de Raquel de Medeiros Deliberador (PR)
Comadre Florzinha, de Rai Diniz e Carlos Mosca (PB)
Comida de Caboco: Heranças à Beira do Rio Negro, de Dante Abner (AM)
Contatos Encantados, de Fillipe Gomes (SE)
Corraveara, de Julhin de Tia Lica (RN)
Encontro das Águas, de Victor Quixabeira e Souza (GO)
Insustentável: A Realidade do Petróleo na Amazônia, de André Borges e Fer Ligabue (SP)
Invertebrado, de Fernando Monegalha, João Dias e Rodrigo Barros Gewehr (AL)
Menina Semente, de Túlio Beat (PE)
Mulheres da Restinga e O Extrativismo no Baixo São Francisco, de Cynira França (AL)
Nonato, o Barato: A Ciclovia, de Thiago Barba (SC)
O Despertar de Aiyra, de Duda Rodrigues e Juliana Rogge (SP)
O Mar nas Mãos, de Caio Sales (RJ)
O Surubim Barbado, de Lucas Carvalho e Henrique Rodrigues (MG)
Saudosa Floresta, de Marcia Mah (SP)
Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite (ES)
Troncos Velhos, de Rosane Gurgel (CE)
Vânia e Valéria, de Isabela Alves e Isabella Milena Nascimento (SP)
Vida e Morte Submarina, de Thiago Ismael Hara (AL)

15ª MOSTRA DE CINEMA INFANTIL

A Colmeia de Aziza, de Rodrigo França e Victor Flores (PE)
A Menina que Amava Gatos, de Maria Tereza Azevedo (PB)
A Tapioca da Vovó, de Deleon Souto (PB)
Fotossíntese, de Rodrigo do Viveiro (CE)
Fruto Desse Chão, de Carlon Hardt (PR)
Garota Dínamo e o Super-Heróis Secretos, de Paula Lice, Pedro Perazzo e Thais Bichara (BA)
Lá Vem o Boi-de-Mamão, de Thiago Barba (SC)
Min e as Mãozinhas em Olhe Ali, é Iara, de Paulo Henrique Rodrigues (SC)
Não me Esqueças, de Estúdio Escola de Animação (RJ)
No Início do Mundo, de Camilla Osório de Castro (CE)
O Viajante Entre Livros, de João Paulo Ferreira (PB)
Os Guardiões da Cobra Grande, de Yago de Almeida (PA)
Oxum Osun, O Poder do Feminino, de Célia Harumi (SP)
Pela Água, Sempre!, de Douglas de Magalhães e Juraci Júnior (AM)
PiOinc, de Alex Ribondi e Ricardo Makoto (DF)
Porcelanas pela Janela, de Vanessa Macedo (PE)
Quando as Ondas do Mar Desligam, de Yasoda Nanda e Assaggi Piá (BA)
Rios Aéreos, de Francisco de Paula Dutra (AM)
Sebastiana, de Cláudio Martins (CE)
Seu Próprio Mundo Minúsculo, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy (BA)
Tsuru, de Pedro Anias (BA)
Zé Lins e o Fora da Lei, de Eduardo P. Moreira (PB)

Foto: Petrus Cariry.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas

por: Cinevitor
Igor Costa: melhor ator pelo curta O Pintor

Foram anunciados neste domingo, 17/08, no Palácio dos Festivais, os vencedores do 22º Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

O curta-metragem Trapo, dirigido por João Chimendes e realizado em Uruguaiana, se destacou com o prêmio de melhor filme segundo o Júri Oficial, que foi formado pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha. O filme conta a história do garoto Leo, que precisa conseguir um novo celular depois que a sua melhor amiga Manu vai embora da cidade.

Tradicional janela de exibição do cinema gaúcho, o Prêmio Assembleia Legislativa novamente celebra o melhor da mais recente safra do cinema em curta-metragem produzido no Rio Grande do Sul com trabalhos realizados na capital Porto Alegre e em outras cidades do Estado. O famoso Gauchão, nome carinhosamente adotado pelo público para se referir à mostra, é realizado pelo Festival de Cinema de Gramado em parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Além dos curtas gaúchos, o Festival de Cinema de Gramado também reserva espaço na sua programação para prestar homenagens a personalidades que se destacam na produção gaúcha. Nesta noite, a atriz, dançarina e cantora Gloria Andrades recebeu o Troféu Sirmar Antunes

Conheça os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas 2025:

Melhor Filme | Júri Oficial: Trapo, de João Chimendes (Uruguaiana)
Melhor Filme | Júri da Crítica: Gambá, de Maciel Fischer (Teutônia)
Melhor Direção: Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff, por Fuá: O Sonho
Melhor Atriz: Mikaela Amaral, por Bom Dia, Maika!
Melhor Ator: Igor Costa, por O Pintor
Melhor Roteiro: Imigrante/Habitante, escrito por Cassio Tolpolar
Melhor Fotografia: Gambá, por Takeo Ito
Melhor Direção de Arte: Mãe da Manhã, por Clara Trevisan
Melhor Trilha Sonora/Música: Bom Dia, Maika!, por Zero
Melhor Montagem: Imigrante/Habitante, por Alfredo Barros
Melhor Figurino: A Sinaleira Amarela, por Samy Silva
Melhor Edição de Som/Desenho de Som: Mãe da Manhã, por Vini Albernaz
Melhor Produção/Produção Executiva: Renata Wotter, por O Jogo

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

Festival de Locarno 2025: conheça os vencedores; brasileiros são premiados

por: Cinevitor
Felipe Casanova: premiado pelo curta O Rio de Janeiro Continua Lindo

Foram anunciados neste sábado, 16/08, os vencedores da 78ª edição do Festival de Cinema de Locarno, considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o japonês Tabi to Hibi, de Sho Miyake

Além disso, o Brasil se destacou na mostra Pardi di Domani, que traz um território de experimentação expressiva e de formas inovadoras de poesia. A seleção é composta por três competições: Concorso Internazionale, com obras de cineastas emergentes de todo o mundo; Concorso Nazionale, com produções suíças; e Concorso Corti d’Autore, com curtas-metragens de cineastas consagrados.

Na seleção nacional da Pardi di Domani, o cineasta brasileiro Felipe Casanova, atualmente radicado entre Genebra e Bruxelas, foi o grande vencedor do Leopardo de Ouro com o curta-metragem O Rio de Janeiro Continua Lindo, uma coprodução entre Bélgica, Brasil e Suíça; o filme também foi escolhido para participar do European Film Awards. A sinopse diz: em meio à folia do Carnaval carioca, Ilma escreve ao filho. Como ela sente a presença dele na multidão? Suspensa no tempo, a celebração se torna um espaço de memória e resistência política.

Entre os títulos internacionais da Pardi di Domani, destaque para o curta-metragem Primera Enseñanza, uma coprodução entre Cuba e Espanha, que levou o prêmio de melhor direção para a cubana Aria Sánchez e para a brasileira Marina Meira. Com Mia Hernandez, Lucero Montero, Wendy G. Castellanos, Raiza De Beche e Omar Durán no elenco, a sinopse diz: a voz de Daniela precisa estar completamente descansada antes que ela possa usá-la novamente. Dada a incapacidade dos adultos de lidar com a situação, seus colegas veem a oportunidade perfeita para silenciá-la definitivamente.

O júri do 78º Festival de Locarno foi formado por: Rithy Panh (presidente), Joslyn Barnes, Ursina Lardi, Carlos Reygadas e Renée Soutendijk na Competição Internacional; Asmara Abigail, La Frances Hui e Kani Kusruti no Concorso Cineasti del Presente; Jihan El Tahri, Lemohang Mosese e Sara Serraiocco na mostra Pardi di Domani; James Hawkinson, Judith Lou Lévy e Patricia Mazuy no prêmio First Feature; e Michael Almereyda, Martina Parenti e Seta Thakur na mostra Pardo Verde; além do voto popular e dos júris independentes

Com onze mostras, sendo três competitivas, o festival suíço explora o cinema sob todas as perspectivas, selecionando cuidadosamente filmes realizados para inspirar, surpreender, abrir a mente e questionar seus pressupostos.

Conheça os vencedores do 78º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tabi to Hibi (Two Seasons, Two Strangers), de Sho Miyake (Japão)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
White Snail, de Elsa Kremser e Levin Peter (Áustria/Alemanha)

MELHOR DIREÇÃO
Abbas Fahdel, por Tales of the Wounded Land

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Manuela Martelli e Ana Marija Veselčić, por Bog neće pomoći
Marya Imbro e Mikhail Senkov, por White Snail

MENÇÃO ESPECIAL
Dry Leaf, de Alexandre Koberidze (Alemanha/Geórgia)

CONCORSO CINEASTI DEL PRESENTE

LEOPARDO DE OURO | MELHOR FILME
Tóc, giấy và nước…, de Nicolas Graux e Trương Minh Quý (Bélgica/França/Vietnã)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Gioia mia, de Margherita Spampinato (Itália)

MELHOR DIREÇÃO EMERGENTE
Cecilia Kang, por Hijo mayor

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Aurora Quattrocchi, por Gioia mia
Levan Gelbakhiani, por Don’t Let the Sun

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
HYENA, de Altay Ulan Yang (EUA)

LEOPARDO DE PRATA
Still Playing, de Mohamed Mesbah (França)

MELHOR DIREÇÃO
Aria Sánchez e Marina Meira, por Primera Enseñanza

MEDIEN PATENT VERWALTUNG AG AWARD
Force Times Displacement, de Angel WU (Taiwan)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO NACIONAL

LEOPARDO DE OURO | MELHOR CURTA-METRAGEM SUÍÇO
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

LEOPARDO DE PRATA
Tusen Toner, de Francesco Poloni (Suíça)

PRÊMIO REVELAÇÃO
L’Avant-Poste 21, de Camille Surdez (Suíça)

CURTA-METRAGEM CANDIDATO AO EUROPEAN FILM AWARDS
O Rio de Janeiro Continua Lindo, de Felipe Casanova (Bélgica/Brasil/Suíça)

PARDI DI DOMANI | Concorso Corti d’Autore

LEOPARDO DE OURO
A Very Straight Neck, de Neo Sora (Japão/China)

*Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2025

Foto: Mattia Martegani/Locarno Film Festival/Ti-Press.

53º Festival de Cinema de Gramado começa com O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e homenagem a Rodrigo Santoro

por: Cinevitor
Equipe do filme O Último Azul em Gramado

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou oficialmente nesta sexta-feira, 15/08, com a exibição, fora de competição, do premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro.

Inédito no Brasil e com lançamento nos cinemas brasileiros confirmado para 28 de agosto, o longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano. O filme rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Na noite desta sexta-feira, Gramado fez história e pela primeira vez teve um tapete que não fosse vermelho. Como homenagem ao longa de abertura, estava completamente azul. Ao lado de sua equipe, Mascaro subiu ao palco do Palácio dos Festivais e apresentou o longa: “É uma alegria imensa poder lançar o filme no Brasil depois de uma linda trajetória que nos emocionou ao trazer o Urso de Prata para o país”. E continuou: “Acho que a gente viveu um momento muito desafiador no nosso país. A Ancine [Agência Nacional do Cinema] em algum momento, quis esconder o cinema brasileiro: os cartazes foram retirados da instituição. E hoje, o Palácio da Aurora abre as portas para ver o cinema brasileiro. Então, acho que é um momento muito especial”.

Aplaudido pelo público, Mascaro seguiu seu discurso: “Hoje é um dia de festa. É o dia do cinema brasileiro que está aqui em Gramado, festival que nos recebe vestindo-se de azul. É para celebrar a diversidade do olhar. Um Brasil que, na verdade, entendeu que é importante dar pluralidade de vozes. De descentralizar os recursos. Estamos colhendo algo que foi plantado quinze anos atrás. Esse filme não existiria se não fosse esse olhar para a diversidade”.

O diretor também destacou sua relação com o festival: “Estar aqui, depois de 20 anos da exibição do meu curta universitário, é muito especial para mim. Eu queria agradecer lindamente essa equipe e espero que vocês se conectem. É um filme muito apaixonado pela vida e inspirado na minha vó que me deu essa centelha. É uma distopia, mas é o filme, eu garanto, mais utópico que vocês vão assistir. O Brasil, além de ser o país do futebol, seguramente é o país do cinema. Viva o cinema brasileiro!”.

Rodrigo Santoro: homenagem 

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

A noite também foi marcada por outro momento emocionante antes da exibição do longa: a homenagem para o consagrado ator Rodrigo Santoro, que recebeu o Kikito de Cristal. Ele começou sua carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas.

Ovacionado pelo público, Rodrigo se emocionou e discursou: “De repente passou um filme inteiro na minha cabeça… são muitos anos! Primeiro, quero agradecer ao Festival de Gramado. Foi o primeiro festival que eu frequentei como espectador. É uma honra imensa receber esse reconhecimento, especialmente aqui. Pela importância que o festival tem no cinema brasileiro e latino-americano. Me disseram que este reconhecimento é pela minha trajetória internacional. É a primeira vez que eu estou recebendo esse reconhecimento aqui no Brasil”.

E seguiu seu discurso: “Vou completar 50 anos na semana que vem. E nesse percurso, uma das coisas que eu aprendi foi que fronteiras são mais concretas na geografia. A essência humana, as nossas histórias, os nossos sonhos, as nossas dores são universais”. Santoro também destacou seu carinho pela cultura brasileira: “Toda vez que eu falo do Brasil, do nosso cinema, da nossa arte, da nossa cultura, eu falo de dentro para fora. Eu falo o que eu sinto, eu falo o que eu penso. Eu tenho muito respeito por tudo que a gente construiu e continua construindo dentro da nossa cultura. O meu coração é absolutamente brasileiro”.

O homenageado falou também da exibição especial de O Último Azul na noite de abertura do Festival de Gramado: “Esse filme torna esta noite ainda mais especial. É um ciclo que que se completa, não se fecha. É a primeira vez que O Último Azul vai ser exibido no Brasil. É a nossa estreia e para o público brasileiro. Isso é muito importante”.

Muito emocionado, Rodrigo finalizou: “É muita história, é muita coisa. São muitos sentimentos e eu não tenho vergonha de me emocionar. Para terminar, queria dedicar esse prêmio ao cinema independente brasileiro, que foi onde eu comecei há mais de 20 anos com Bicho de Sete Cabeças [dirigido por Laís Bodanzky] e sigo acreditando nele como é o caso do filme que vocês vão ver hoje. Dedico esse prêmio à resistência cultural e à coragem de todos os profissionais do nosso meio, que apesar dos grandes desafios que temos enfrentado, continuam trabalhando para contar as nossas poderosas histórias para o mundo. Viva o cinema brasileiro!”.

*O CINEVITOR está em Gramado e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Diego Vara/Edison Vara/Agência Pressphoto.

53º Festival de Cinema de Gramado: conheça os integrantes dos júris

por: Cinevitor
Petrus Cariry: cineasta cearense está confirmado no júri de 2025

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial nesta sexta-feira, 15/08, revelou os nomes dos profissionais que escolherão os vencedores dos kikitos deste ano.

Profissionais de diferentes áreas do audiovisual e da crítica cinematográfica também sobem à Serra Gaúcha para integrar o time de jurados do 53º Festival de Cinema de Gramado. Ao todo, 20 nomes serão responsáveis pelos premiados nas mostras competitivas de longas brasileiros, longas documentais, longas gaúchos e curtas brasileiros, além do Prêmio Assembleia Legislativa da Mostra Gaúcha de Curtas.

Avaliando os seis títulos em competição na mostra de longas-metragens brasileiros estão: o ator Edson Celulari, a atriz Isabel Fillardis e os cineastas Sergio Rezende, Fernanda Lomba e Petrus Cariry. Já na mostra de longas documentais, o professor e realizador Bertrand Lira, o ator Marcos Breda e a jornalista e cineasta Thais Fernandes são os nomes que formam o júri. Ainda nos longas-metragens, o jornalista e crítico Daniel Fernandes, a atriz e produtora Gabrielle Fleck e a produtora Keyti Souza respondem pela seleção de vencedores da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos.

No segmento de curtas-metragens, a mostra nacional será avaliada pelo produtor Ailton Franco Jr., pela crítica de cinema Dríade Aguiar, pela atriz Polly Marinho e pela comunicadora Sarah Oliveira. Por fim, o Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas terá seus laureados escolhidos pela roteirista e diretora Ceci Alves dos Santos, pela produtora Daniela Marinho, pelo cineasta e pesquisador Donny Correia da Silva, pelo cineasta Flávio Botelho Jr. e pela consultora em Legislação Audiovisual, Vera Zaverucha.

O olhar fundamental da crítica na apreciação cinematográfica também se faz presente com o Júri da Crítica, formado por profissionais integrantes da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, e da Abraccine, Associação Brasileira de Críticas de Cinema. São eles: Arthur Gadelha (CE), Cristian Verardi (RS), Ivana Silva (RS), Paulo Henrique Silva (MG) e Raquel Carneiro (SP).

O Festival de Cinema de Gramado 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira com a exibição especial do premiado longa brasileiro O Último Azul, de Gabriel Mascaro, com Denise Weinberg, Adanilo e Rodrigo Santoro no elenco.

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Oscar 2026: 16 longas estão habilitados e disputam indicação brasileira na categoria de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Jesuíta Barbosa interpreta Ney Matogrosso em Homem com H: sucesso de público

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quinta-feira, 14/08, a lista com os 16 longas-metragens brasileiros que estão habilitados e seguem na disputa por uma indicação à vaga na categoria de melhor filme internacional no Oscar 2026

As reuniões da Comissão de Seleção acontecerão em duas etapas: dia 8 de setembro de 2025, quando serão revelados os seis títulos pré-selecionados entre os inscritos; e a reunião final, no dia 15 de setembro, para a escolha do título que representará o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme internacional da 98ª edição do Oscar, premiação realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que acontecerá no dia 15 de março de 2026, em Los Angeles.

Vale destacar que na última edição do prêmio da Academia, o Brasil foi premiado com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e levou o primeiro Oscar para o país; além disso, o longa também foi indicado a melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres

Conheça os 16 longas-metragens brasileiros habilitados:

A Melhor Mãe do Mundo, de Anna Muylaert
A Praia do Fim do Mundo, de Petrus Cariry
Baby, de Marcelo Caetano
Homem com H, de Esmir Filho
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
Malu, de Pedro Freire
Manas, de Marianna Brennand
Milton Bituca Nascimento, de Flavia Moraes
O Agente Secreto, de Kleber de Mendonça Filho
O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
Os Enforcados, de Fernando Coimbra
Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes
Um Lobo Entre os Cisnes, de Marcos Schechtman e Helena Varvaki
Vitória, de Andrucha Waddington

Foto: Marina Vancini.

XI Recifest: conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero

por: Cinevitor
Sharlene Esse no curta pernambucano A Volta, de Anny Stone

Foram anunciados os 26 curtas-metragens que compõem as mostras competitivas da 11ª edição do Recifest – Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, que acontecerá entre os dias 23 de setembro e 5 de outubro com programação no Recife e nas Terras Indígenas Pankararu (Tacaratu e Jatobá, no sertão de Pernambuco), além de atividades on-line.

As sessões competitivas serão realizadas entre os dias 23 e 27 de setembro no Cinema São Luiz reunindo obras de 13 estados brasileiros. Esta edição registrou o maior número de inscrições da história do festival: 271 filmes, dos quais foram selecionados 16 ficções, seis documentários, três animações e um híbrido.

Os curtas refletem a pluralidade da produção audiovisual contemporânea com equipes formadas por pessoas cis, trans, travestis, não-binárias e de diferentes identidades raciais e étnicas. As obras abordam temas como afetos e relações LGBTQIAPN+, questões de gênero, sexualidade, ancestralidade indígena e afro-brasileira, enfrentamento à violência, lutas por direitos e narrativas experimentais que exploram novas linguagens no cinema.

Seis títulos concorrem ao prêmio de melhor filme pernambucano e outros 20 ao prêmio de melhor filme nacional. A curadoria das mostras competitivas foi formada por Galba Gogóia, Graciela Guarani e Davi Barros. O Recifest é realizado pela Olinda Produções e pela Casa de Cinema de Olinda, com incentivo do Funcultura e apoio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

Neste ano, Ruby Nox, vencedora da segunda temporada do reality show Drag Race Brasil, será a apresentadora do evento. E mais: o documentário Filhas da Noite, de Henrique Arruda e Sylara Silvério, com Sharlene Esse, Raquel Simpson, Márcia Vogue, Christiane Falcão, Suelanny Tigresa e Paloma Pitt, será o filme de abertura

Conheça os filmes selecionados para as mostras competitivas do 11º Recifest:

2/1, de Mateus Lacerda (SP)
A Vaqueira, a Dançarina e o Porco, de Stella Carneiro e Ary Zara (CE)
A Volta, de Anny Stone (PE)
Americana, de Agarb Braga (PA)
Ana Cecília, de Julia Regis (RS)
Ana e as Montanhas, de Julia Araújo e Carla Villa-Lobos (GO/RJ)
Cissa Tempo, de Oaj (SP)
Como Nasce um Rio, de Luma Flôres (BA)
Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO)
Descamar, de Nicolau (DF)
Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP)
Geni & Thor, de Pedro H. Machado (PR)
Lá na Frente, de Márcio Andrade (PE)
Lança-Foguete, de William Oliveira (PE)
Mãe, de Jöão Monteiro (RS)
Na Volta Eu te Encontro, de Urânia Munzanzu (BA)
Os Quatro Exílios de Herbert Daniel, de Daniel Favaretto (SP)
Pacto pela Vida, de Luiza Côrte (PE)
Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Queima Minha Pele, de Leonardo Amorim (AL)
Queimando por Dentro, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
Todas as Memórias que Você Fez para Mim, de Pedro Fillipe (PE)
Todo Romance Termina Assim, de Marco Aurélio Gal (SP)
Tudo que Importa, de Coraci Ruiz (SP)
Valéria di Roma, de Carlos Mosca (PB)
Velcro, de Carol Lima e Renata Pimentel (PE)

Foto: Divulgação.