Cinevitor

Toda semana um novo programa sobre cinema, com os mais variados temas.

CINEVITOR #490: Entrevista com Wagner Moura | O Agente Secreto | Edição Especial

por: Cinevitor
Wagner Moura: exibição especial no Recife

Vencedor dos prêmios de melhor direção para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes deste ano, O Agente Secreto foi exibido pela primeira vez para o público brasileiro no dia 10 de setembro em duas sessões especiais no Recife, Pernambuco: no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque (clique aqui e saiba mais).

O longa pernambucano, que também foi eleito o melhor filme da Competição de Cannes pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, e que recebeu o Prix des Cinémas Art et Essai, entregue pelos exibidores independentes da França da AFCAE, Association Française des Cinémas d’Art et d’Essai, é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e terá distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes, Robson Andrade e Tânia Maria.

Produzido por Emilie Lesclaux, as filmagens ocorreram em junho, julho e agosto de 2024 no Recife, Brasília e em São Paulo. O trabalho de montagem foi realizado durante oito meses por Eduardo Serrano e Matheus Farias. A direção de arte é de Thales Junqueira; o figurino é assinado por Rita Azevedo. A direção de fotografia é de Evgenia Alexandrova.

Presente em diversas listas de apostas internacionais para o Oscar 2026, O Agente Secreto abriu a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e seguirá com exibições especiais pelo país até sua estreia oficial no dia 6 de novembro. Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas previsões da temporada de premiações, a atriz potiguar Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, apareceu recentemente na lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Wagner Moura no dia da exibição especial no Recife. No bate-papo, o ator revelou a alegria de exibir pela primeira vez para o público brasileiro na capital pernambucana e exaltou a importância do Cinema São Luiz. Além disso, elogiou o trabalho do diretor Kleber Mendonça Filho, falou de referências, relembrou das filmagens com entusiasmo e da importância do Recife em sua vida, destacou que não filmava em português há doze anos e enalteceu a força do cinema brasileiro e seu momento atual, citando filmes de sucesso como Ainda Estou Aqui, Manas e Homem com H. Wagner também falou da importância de políticas públicas, leis de incentivo, apoio do governo em produtos culturais e a potência da indústria da cultura no Brasil.

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Foto: Nicole Rodrigues.

CINEVITOR #489: Entrevista com Denise Fraga e Paolo Marinou-Blanco | Sonhar com Leões

por: Cinevitor
Denise Fraga em cena: tragicomédia surreal nos cinemas

Depois de passar pela 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, Sonhar com Leões, dirigido por Paolo Marinou-Blanco e protagonizado por Denise Fraga, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11/09. 

Distribuído pela Pandora Filmes e coproduzido pela brasileira Capuri, o longa conta a história de Gilda, uma imigrante brasileira que vive em Lisboa e com apenas um ano de vida devido a um câncer. Ela tem como único desejo morrer enquanto ainda é ela mesma, com dignidade e sem dor.

Além do Festival de Gramado, no qual recebeu uma Menção Honrosa, o filme soma passagens em importantes festivais, como Black Nights Film Festival, na Estônia; Red Sea International Film Festival, na Arábia Saudita; e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México. O longa é uma coprodução entre Brasil, Portugal e Espanha.

Com referências de Aki Kaurismäki, Luis Buñuel, Roy Andersson e Yorgos Lanthimos, o diretor e roteirista grego-português Paolo Marinou-Blanco criou Sonhar com Leões, uma tragicomédia surreal sobre a eutanásia com um retrato ácido e cômico da condição humana. Além de Denise Fraga, o elenco conta também com João Nunes Monteiro, Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, Victoria Guerra, Roberto Bomtempo, António Durães, Alexander Tuji Nam, Felipe Rocha, Beto Coville, Esperança Motta, Julia Bock, Toni Gomila, entre outros. 

Na trama, Gilda, uma imigrante brasileira vivendo em Lisboa, chegou ao fim da linha. Com uma doença terminal e apenas um ano de vida pela frente, seu único desejo é morrer enquanto ainda é ela mesma, ainda tem sua dignidade e sem dor. No entanto, após quatro tentativas de suicídio fracassadas, Gilda tem medo de tentar novamente, o que a leva à organização clandestina Joy Transition International, que alega ensinar pessoas com doenças terminais a se suicidarem sem dor, quando a eutanásia é ilegal.

Lá, ela conhece o jovem Amadeu, um introvertido funcionário de uma agência funerária, que também está em estado terminal. Juntos, eles passam pelos workshops de eutanásia, que acabam sendo um esquema absurdo e caro. Gilda então decide tomar o controle da situação e esses dois heróis improváveis embarcam em uma aventura tragicômica e comovente para tentar morrer nos seus próprios termos.

Para falar mais sobre Sonhar com Leões, conversamos com a protagonista Denise Fraga e com o diretor Paolo Marinou-Blanco. No bate-papo, falaram sobre entrosamento do elenco e equipe, bastidores de filmagens, eutanásia no cinema brasileiro e expectativa para o lançamento.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #488: Entrevista com Cacau Protásio | A Sogra Perfeita 2

por: Cinevitor
Novas aventuras: Cacau Protásio e grande elenco nas telonas

A comédia A Sogra Perfeita 2, estrelada por Cacau Protásio, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 11/09. Dirigida por Cris D’Amato e Bianca Paranhos, a sequência ainda conta com Evelyn Castro, Marcelo Laham, Fafy Siqueira, Ricardo Pereira e Maria Bopp no elenco. 

Na trama, acompanhamos Neide em novas aventuras. Independente e bem-sucedida, a cabeleireira e empresária está feliz da vida, curtindo sua liberdade depois que os dois filhos saíram de casa. Sua paz acaba no dia em que ela é pedida em casamento por Oliveira, seu namorado português. Neide não aceita, mas, quando se dá conta, toda a vizinhança do fictício bairro de Vila Cleide já está sabendo que vai ter casório.

Para complicar, Dona Oliveira, sua quase sogra, chega de Portugal para a suposta festa, trazendo até os bem-casados na mala. Agora, sem poder contar com a ajuda da sua melhor amiga, Sheila, com quem se desentendeu durante a preparação para um disputadíssimo concurso de penteados, Neide terá que lidar com a confusão que se instalou no bairro e com uma sogra que nem é sua ainda. O filme conta também com participações especiais de Luis Miranda e Xande de Pilares. A produção é da Paris Entretenimento, em coprodução com Globo Filmes, Globoplay e Telecine, e distribuição da Paris Filmes.

Em A Sogra Perfeita 2, Flávia Guimarães assina o roteiro com colaboração de Bia Crespo, autora da ideia original. O elenco traz ainda Carolina Borelli, Heloisa Barbosa, Mario Matias, Tuna Dwek, Vera Mancini, Dirce Couto, Mestre Ivamar, Barbára Rìcciardi, Pedro Benevides, Agda Aguiar e Marcio Rosario. 

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a protagonista Cacau Protásio sobre a sequência do filme lançado em 2021. No bate-papo, ela falou sobre entrosamento do elenco, reencontro com a personagem, ideias para um terceiro longa e expectativa para o lançamento. 

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #487: Entrevista Edmilson Filho e Halder Gomes | C.I.C. – Central de Inteligência Cearense

por: Cinevitor
Edmilson Filho interpreta o 007 dos trópicos nas telonas

A comédia de ação C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, dirigida por Halder Gomes e estrelada por Edmilson Filho como o primeiro superespião brasileiro, o Agente Karkará, estreia no circuito comercial nesta quinta-feira, 28/08. O 007 dos trópicos encara missões arriscadas e criminosos perigosos com coragem, carisma, bom humor e sua poderosa mão biônica. 

O filme é resultado de mais uma parceria entre Halder Gomes e Edmilson Filho, que fizeram o público gargalhar com produções como Cine Holliúdy, O Shaolin do Sertão e Bem-vinda a Quixeramobim. Em C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, a dupla mistura suas grandes paixões: o cinema e as artes marciais com doses de comédia e ação. A amizade entre os dois começou nos tatames antes de ganhar as telonas; Halder é mestre em taekwondo e Edmilson é tricampeão brasileiro no esporte. 

A trama acompanha mais uma aventura do Agente Karkará, um espião da agência secreta Central de Inteligência Cearense. Enquanto se prepara para sair de férias, ele é chamado para investigar o assassinato de um cientista brasileiro no Centro de Cooperação Científica Iporã, coordenado por uma parceria entre Brasil, Argentina e Paraguai. Armado com seu braço biônico, ele embarca em uma missão para desvendar quem matou o cientista e quais eram suas motivações em tempo recorde para conseguir pegar o avião e aproveitar suas aguardadas férias. 

Para enfrentar os perigosos vilões Cortez (André Segatti) e Koorola (Tóia Ferraz), Karkará contará com o apoio dos agentes Romerito (Gustavo Falcão), do Paraguai, e Mikaela (Alana Ferri), da Argentina; além da incansável equipe da Central de Inteligência Cearense formada por Espírito Santo (Nill Marcondes), Divina (Monique Hortolani) e a inteligência artificial mais arretada de todas, Mazé (Valéria Vitoriano). O elenco conta também com Falcão, Fabio Goulart, Mateus Honori, Nataly Rocha, entre outros.

Apesar da história se passar em diferentes lugares no Brasil, no Paraguai e na África, todas as cenas foram rodadas no Ceará, em locações escolhidas para representar diversas partes do mundo. Além de protagonizar, Edmilson Filho também assina a coreografia das lutas como action designer da produção, o profissional responsável por planejar e dirigir cada movimento nos combates. Ao lado do diretor Halder Gomes, ele também ajudou na preparação do elenco, introduzindo os atores e atrizes no universo das artes marciais.

A sinopse diz: Wanderley (codinome: Agente Karkará) é um James Bond à brasileira que, com seu braço biônico capaz de resolver qualquer problema, combate os criminosos mais perigosos do Brasil a mando da Central de Inteligência Cearense. Quando um cientista brasileiro, trabalhando em um projeto junto com os governos argentino e paraguaio, é assassinado e tem as informações de sua pesquisa roubadas, Wanderlei precisará usar todas as suas habilidades para recuperar os dados antes que eles caiam em mãos erradas. Ao seu lado, terá aliados inesperados: um agente paraguaio e uma espiã argentina. 

Com roteiro de Marcio Wilson e história original de Edmilson Filho, o longa-metragem é uma produção da Paris Entretenimento, em coprodução com a Globo Filmes, Globoplay e o FSA, Fundo Setorial do Audiovisual, e conta com distribuição da Paris Filmes. A direção de fotografia é de Carina Sanginitto; Juliana Ribeiro assina a direção de arte e Chris Garrido é a responsável pelo figurino. A caracterização é de Emi Sato, a produção de elenco é assinada por Monice Mendes e a direção de produção é de Dayane Queiroz. O som direto é de Márcio Câmara, a edição de som e mixagem é de Érico Paiva Sapão e a trilha sonora original é de Herlon Robson Braz; Helgi Thor assina a montagem. 

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Halder Gomes e com o protagonista Edmilson Filho. No bate-papo, falaram sobre a vontade de realizar um filme com um agente secreto brasileiro e o flerte com gêneros cinematográficos, coordenação de coreografia das lutas, entrosamento do elenco e expectativa para o lançamento. 

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Foto: Arlan Elton e Gabriel Caetano.

CINEVITOR #486: Entrevista com Bella Campos e Xamã | Cinco Tipos de Medo | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Bella Campos e Xamã: estreia nas telonas

Consagrado na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado com quatro kikitos, entre eles, o de melhor filme, Cinco Tipos de Medo, dirigido por Bruno Bini, fez história ao ser o primeiro longa-metragem de Mato Grosso a participar e ser premiado no evento gaúcho.

A produção marca a estreia de Bella Campos e do rapper Xamã nos cinemas. Além disso, também apresenta como protagonistas João Vitor Silva, Rui Ricardo Diaz e Barbara Colen. O quinteto estrela uma trama inspirada em um caso verídico, ocorrido na periferia de Cuiabá, levando para as telonas uma história eletrizante que mistura tensão, afeto e escolhas morais; tudo ambientado em um Brasil que raramente é representado no audiovisual.

A narrativa apresenta Bella no papel de Marlene, uma enfermeira cuja vida é observada de perto e controlada pelo traficante Sapinho, interpretado por Xamã, com quem manteve relações. Depois de reencontrar um antigo paciente, Murilo, vivido por João Vitor Silva, Marlene teme que a nova paixão tenha consequências fatais. Apesar de liderar o movimento do crime local, Sapinho é considerado o responsável pela segurança da comunidade. A história é baseada em um episódio real, quando moradores do bairro do Jardim Novo Colorado se uniram para pagar a fiança do líder do tráfico, temendo que sua ausência deixasse o bairro vulnerável à violência de outras facções. Produzido pela mato-grossense Plano B Filmes e pela gaúcha Druzina Content, em coprodução com a Quanta, Cinco Tipos de Medo tem distribuição da Downtown Filmes.

Rodado em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, no estado de Mato Grosso, o filme envolveu mais de 180 profissionais, de nove estados brasileiros. Bruno Bini, que lançou o longa Loop no Festival de Brasília, em 2019, voltou a Gramado depois de ter participado em 2015 com o curta-metragem S2.

Bella Campos retornou à sua terra natal para as filmagens do longa, o que lhe proporcionou também uma experiência de reconexão com as suas raízes. Já Xamã, no papel de Sapinho, viu no projeto um gesto de transformação e Barbara Colen, que se destacou em Bacurau, disse que foi uma experiência visceral.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Bella Campos e Xamã no dia seguinte à exibição no Palácio dos Festivais. No bate-papo, Bella falou com orgulho de sua trajetória como uma atriz cuiabana e de sua estreia nas telonas; e destacou também sua personagem Maria de Fátima, sucesso na novela Vale Tudo, da Rede Globo. Xamã, que levou o kikito de melhor ator coadjuvante, se revelou um cinéfilo da época das locadoras, falou da relação entre música e cinema, destacou a repercussão do público no festival e também de sua estreia nas telonas.

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Foto: Gustavo Lima. 

CINEVITOR #485: Entrevista com Gabriel Mascaro e Denise Weinberg | O Último Azul | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Denise Weinberg em cena: protagonista

Depois de abrir a 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o premiado O Último Azul, dirigido pelo cineasta pernambucano Gabriel Mascaro, de Ventos de Agosto, Boi Neon e Divino Amor, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 28/08. 

O longa conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, e rendeu também a Gabriel Mascaro o Prêmio do Júri Ecumênico e o Berliner Morgenpost Readers’ Jury Award, além de muitos aplausos. Recentemente, O Último Azul venceu o prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México, evento que também premiou a atriz Denise Weinberg com o Prêmio Maguey de melhor interpretação.

O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, papel de Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Rodrigo Santoro, que foi homenageado em Gramado, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás também integram o elenco. A produção sobre resistência e amadurecimento ao longo dos rios da Amazônia também passou por países como Colômbia, Argentina, Turquia, Portugal e Austrália.

Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile), Viking Film (Países Baixos) e distribuição da Vitrine Filmes no Brasil, O Último Azul foi produzido por Rachel Daisy Ellis e Sandino Saravia Vinay, produtor associado de Roma, de Alfonso Cuarón, e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro.

O elenco de O Último Azul conta também com Rosa Malagueta, Clarissa Pinheiro, Dimas Mendonça, Daniel Ferrat, Heitor Lóris, Rafael Cesar, Isabela Catão, Daniela Reis, Diego Bauer, Aldenor Santos, Tony Ferreira, Karol Medeiros, Erismar Fernandes, Júlia Kahane, Robson Ney, Luana Brandão, Ítalo Rui, Amanda Costa, Ítalo Bruce, Matheus Sabbá, Paulo Queiroz, Wallace Abreu, Jôce Mendes, Rhuann Gabriel, Arthur Gabriel, Maria Alice, Ana Oliveira, Maurício Santtos, Klindson Cruz e Isadora Gibson. O roteiro é assinado por Gabriel Mascaro e Tibério Azul; a direção de fotografia é de Guillermo Garza. A edição é de Sebastían Sepúlveda e Omar Guzmán; Memo Guerra assina a música do filme.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Gabriel Mascaro e com a protagonista Denise Weinberg no dia seguinte à exibição no Festival de Gramado. No bate-papo, falaram sobre entrosamento do elenco e preparação, o encontro dos cinemas do Norte e Nordeste, carreira internacional do longa, expectativas para o lançamento e enalteceram o atual momento do cinema brasileiro.

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Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

CINEVITOR #484: Entrevista com Gero Camilo e Ruan Aguiar | Papagaios | Festival de Gramado

por: Cinevitor
Ruan Aguiar e Gero Camilo no tapete vermelho do Festival de Gramado

Abordando o peculiar universo dos papagaios de pirata, que são pessoas que ficam atrás dos repórteres em busca de algum tipo de fama na região onde moram, o diretor Douglas Soares exibiu na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado o seu primeiro longa-metragem de ficção: Papagaios. 

Vindo do segmento de documentários e com mais de 40 prêmios em sua trajetória, o cineasta carioca estreou mundialmente sua nova produção na mostra competitiva de longas-metragens brasileiros e segue na disputa pelo tão cobiçado kikito.

Papagaios traz uma sátira social sobre os limites éticos da fama em um suspense marcado por mistérios e uma pitada de comédia, indagando sobre o que o ser humano está disposto a fazer para aparecer na televisão. O ator Gero Camilo dá vida a Tunico, o mais famoso papagaio de pirata do Rio de Janeiro, um grande representante da classe e que sempre está perseguindo repórteres para aparecer na TV, seja em tragédias, velórios de famosos ou nos noticiários. Depois de uma matéria sobre um grave acidente em uma parque de diversões da cidade, ele conhece Beto, interpretado por Ruan Aguiar, um jovem misterioso que se torna seu aprendiz. Esse encontro revelará a face oculta da busca pela fama a qualquer custo, em um Brasil com mais de 70 milhões de televisores ligados todos os dias. 

Apesar de serem personagens ficcionais, Tunico e Beto são inspirados em diversos papagaios de pirata que existem. Para deixar a história com essa atmosfera de realidade, Douglas Soares também apresenta no longa figuras televisivas conhecidas pelo público, em participações especiais, como: as apresentadoras Claudete Troiano e Babi Xavier, o jornalista Eduardo Grillo e o cantor e músico Leo Jaime. 

Produzido pela Glaz Entretenimento e Meus Russos com distribuição da Olhar Filmes, o longa conta também com Angela Paz, Ernesto Piccolo, Marcello Escorel, Roney Villela, Jorge Maya, Flavio Birman e Cristiano Lopes no elenco. A preparação de elenco é assinada por Tati Muniz e a direção de fotografia é de Guilherme Tostes. A direção de arte é de Elsa Romero com Dani Lima e Fernanda Garcia no figurino e Ana Simiema na maquiagem e caracterização. O desenho de som é de Bernardo Uzeda, a trilha sonora é de Reno Duarte e a montagem de Allan Ribeiro. 

Para falar mais sobre Papagaios, conversamos com os atores Gero Camilo, que completa 25 anos de cinema, e Ruan Aguiar, que estreia como protagonista nas telonas. No bate-papo, que aconteceu no dia seguinte à exibição no Palácio dos Festivais, em Gramado, falaram sobre entrosamento do elenco, preparação, a importância do público nas salas de cinema e expectativas para o lançamento.

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Foto: Nicolau Mitsuo Satudi.

CINEVITOR #483: Entrevista com Rodrigo Santoro | Festival de Gramado | Homenagem + O Último Azul

por: Cinevitor
Rodrigo Santoro: carreira consagrada

Prestes a completar 50 anos, o consagrado ator brasileiro Rodrigo Santoro vivenciou muitas emoções na noite de abertura da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado: exibiu o longa O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e foi homenageado com o Kikito de Cristal. 

O ator começou a carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas como Bicho de Sete Cabeças (2000), de Laís Bodanzky e, em seguida, Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles. No cinema internacional, atuou em Simplesmente Amor (2003), 300 (2007), Che (2008), O Golpista do Ano (2009), entre outros. Integrou o elenco das séries Lost (2004) e Westworld (2016). Santoro nunca deixou de trabalhar no Brasil, fazendo com que o cinema brasileiro fosse reconhecido em todo o mundo.

Seu projeto mais recente é o filme O Último Azul, de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, além do prêmio de melhor filme ibero-americano de ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, no México. O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão desfrutar seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, interpretada por Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo.

Ovacionado pelo público, Rodrigo se emocionou e discursou: “De repente passou um filme inteiro na minha cabeça… são muitos anos! Primeiro, quero agradecer ao Festival de Gramado. Foi o primeiro festival que eu frequentei como espectador. É uma honra imensa receber esse reconhecimento, especialmente aqui. Pela importância que o festival tem no cinema brasileiro e latino-americano. Me disseram que este reconhecimento é pela minha trajetória internacional. É a primeira vez que eu estou recebendo esse reconhecimento aqui no Brasil”. 

E seguiu seu discurso: “Vou completar 50 anos na semana que vem. E nesse percurso, uma das coisas que eu aprendi foi que fronteiras são mais concretas na geografia. A essência humana, as nossas histórias, os nossos sonhos, as nossas dores são universais”. Santoro também destacou seu carinho pela cultura brasileira: “Toda vez que eu falo do Brasil, do nosso cinema, da nossa arte, da nossa cultura, eu falo de dentro para fora. Eu falo o que eu sinto, eu falo o que eu penso. Eu tenho muito respeito por tudo que a gente construiu e continua construindo dentro da nossa cultura. O meu coração é absolutamente brasileiro”. 

Para falar mais sobre esse momento de celebração, conversamos com Rodrigo Santoro no dia seguinte à exibição e homenagem. No bate-papo, falou sobre carreira internacional e amor pelo Brasil, relembrou o início de sua trajetória e destacou a potência de O Último Azul, que chega aos cinemas no dia 28 de agosto. 

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Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

CINEVITOR #482: Carlota Joaquina, Princesa do Brazil | Marieta Severo + Marco Nanini + elenco

por: Cinevitor
Marieta Severo é Carlota Joaquina nas telonas

Marco da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, Carlota Joaquina, Princesa do Brazil completa 30 anos em 2025 e retorna aos cinemas em cópia remasterizada em 4K, reafirmando sua atualidade e potência criativa.

Ousado e irreverente, o primeiro longa dirigido por Carla Camurati e produzido por ela e por Bianca de Felippes, conquistou o público com sua crítica bem-humorada à formação do Brasil, aliada a uma linguagem estética inovadora. Estrelado por Marieta Severo como Carlota Joaquina, vivida na infância por Ludmila Dayer, Marco Nanini como Dom João, Marcos Palmeira como Dom Pedro I e Vera Holtz no papel de Maria Luísa de Parma, o filme retorna ao circuito comercial no dia 14 de agosto, em cópias acessíveis e restauradas digitalmente, com patrocínio da Petrobras.

A diretora Carla Camurati, que assina também o roteiro ao lado de Melanie Dimantas, destaca o humor, a ironia e a liberdade estética como marcas da obra, que convida o público a refletir sobre as origens do Brasil. Camurati celebra não apenas os 30 anos do filme, mas também a oportunidade de ver sua primeira obra como diretora de volta às telonas.

A narrativa se passa entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Aos dez anos, Carlota Joaquina é prometida a João, de Portugal. Talentosa e instruída, a jovem princesa é aprovada pela corte espanhola e enviada para Lisboa, onde se depara com um destino bem menos glamouroso que o retratado nos quadros e protocolos da nobreza. João, de temperamento introspectivo, prefere o canto sacro e o cultivo de flores à companhia da nova esposa. Com a morte do príncipe herdeiro e o agravamento da saúde mental da rainha D. Maria I, o casal acaba elevado ao trono português. Em meio às turbulências provocadas pela Revolução Francesa e pelas ameaças de invasão napoleônica, a corte portuguesa realiza uma fuga histórica e silenciosa para o Brasil, episódio que marca uma reviravolta no destino da colônia e dá origem a uma nova fase da história luso-brasileira.

Com argumento de Angus Mitchell e Carla Camurati, a fotografia é assinada por Breno Silveira. As músicas são de André Abujamra e Armando Souza, a produção de arte é de Bianca de Felippes e Richard Luiz com cenários de Tadeu Burgos e Emilia Duncan; o figurino é de Tadeu Burgos, Emilia Duncan e Marcelo Pies. O elenco conta também com Brent Hieatt, Maria Fernanda, Eliana Fonseca, Norton Nascimento, Beth Goulart, Antonio Abujamra, Bel Kutner, Ney Latorraca e Maria Ceiça.

Para marcar a celebração dos 30 anos do filme, conversamos com o elenco de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil: Marieta Severo, Marco Nanini, Marcos Palmeira e Ludmila Dayer.

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Foto: Divulgação.

CINEVITOR #481: Entrevista com Leandra Leal | Os Enforcados

por: Cinevitor
Irandhir Santos, Leandra Leal e Thiago Thomé em cena

Depois de passar pelos festivais de Toronto, Rio, Havana e Mostra de São Paulo, Os Enforcados, dirigido por Fernando Coimbra, de O Lobo Atrás da Porta, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 14/08, com distribuição da Paris Filmes.

Estrelado por Leandra Leal e Irandhir Santos, com participações especiais de Irene Ravache e Stepan Nercessian, o filme tem produção da Gullane e coprodução da Fado Filmes, Globo Filmes, Telecine e Pavuna Pictures. Assim como O Lobo Atrás da Porta, que marcou a estreia de Coimbra na direção de longas-metragens, Os Enforcados é o primeiro trabalho do cineasta no Brasil após dirigir episódios das séries internacionais Narcos, Outcast e Perry Mason e do filme Castelo de Areia (Sand Castle), com Nicholas Hoult e Henry Cavill.

Na trama, Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal) formam um casal vivendo confortavelmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro, graças ao império do jogo do bicho construído pelo pai e pelo tio dele. Valério, que acredita ter mantido suas mãos limpas, precisa lidar com as pendências de sua família, em um meio que obedece a leis próprias. Incentivado pela ambiciosa mulher, ele tenta uma jogada que ambos consideram infalível.

O cineasta inspirou-se em Macbeth, de William Shakespeare, mas quis contar a história pela perspectiva de Lady Macbeth. Em Os Enforcados, como na peça, os dois personagens se veem presos em uma escalada de ambição e violência, em uma tragédia à brasileira, com uma boa dose de humor ácido.

Em Os Enforcados, Fernando Coimbra queria tratar da realidade brasileira e da elite econômica do país. A ideia começou a surgir ainda durante as filmagens de O Lobo Atrás da Porta quando Coimbra passava pela Barra da Tijuca a caminho de locações. Em 2015, o roteiro passou pelo Laboratório de Sundance, sendo premiado dois anos depois com o Sundance Global Filmmaking Awards, de reconhecimento e apoio a cineastas independentes emergentes. Os trabalhos fora do Brasil e a pandemia adiaram as filmagens, mas Fernando Coimbra nunca parou de trabalhar no roteiro.

O elenco conta também com Thiago Thomé, Pêpê Rapazote, Ernani Moraes, Augusto Madeira e Ricardo Bittencourt. A direção de fotografia é assinada por Junior Malta e a direção de arte é de Caio Costa e Rafael Torah. A montagem é de Karen Harley e o desenho de som é de Ricardo Cutz. 

Para falar mais sobre Os Enforcados, conversamos com a atriz Leandra Leal, que recentemente foi homenageada no Cine PE. No bate-papo, destacou sua parceria com Fernando Coimbra, falou sobre o trabalho com os colegas Irandhir Santos e Irene Ravache, recepção do público e expectativa para o lançamento.

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Foto: Helena Barreto. 

CINEVITOR #480: Entrevista com Camila Pitanga e Jorge Furtado | Saneamento Básico, o Filme

por: Cinevitor
Camila Pitanga é Silene Seagal: de volta aos cinemas

A partir do dia 29 de maio, o público poderá revisitar nas telonas duas obras essenciais do cinema brasileiro: o curta-metragem Ilha das Flores e o longa Saneamento Básico, o Filme, ambos dirigidos por Jorge Furtado e produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre, em cópias digitais restauradas em 4K pela Sessão Vitrine Petrobras.

A iniciativa, que conta com a coordenação da preservadora audiovisual e restauradora Débora Butruce, visa resgatar e valorizar o patrimônio audiovisual do país, permitindo que novas gerações tenham acesso a filmes fundamentais da nossa cinematografia no formato original para o qual foram concebidos: o cinema.

Com uma carreira marcada por criatividade narrativa, ironia mordaz e olhar atento às contradições sociais brasileiras, o gaúcho Jorge Furtado, de O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara e Rasga Coração, é um dos diretores e roteiristas mais respeitados do país. Fundador da Casa de Cinema de Porto Alegre, criou uma linguagem própria, capaz de transitar entre o documentário, a ficção e a comédia, sempre com inteligência e engajamento.

Seu curta-metragem Ilha das Flores, lançado em 1989, se tornou um dos filmes mais estudados e aclamados da história do cinema brasileiro. Com narração acelerada e montagem fragmentada, a obra denuncia com humor ácido as desigualdades sociais e os absurdos do sistema de consumo. Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1990, é até hoje uma referência em escolas, universidades e mostras de cinema ao redor do mundo: “O Ilha das Flores surgiu da pergunta que eu me fiz de como conseguimos chegar a ser o país mais desigual do planeta. Como é possível que o Brasil, um país rico, uma natureza exuberante e que nos dá tudo, energia, terra, alimento, enfim, chegou a ser o país mais desigual do planeta, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. E como chegamos a esse ponto?”, disse o diretor sobre a origem do curta-metragem.

Já Saneamento Básico, o Filme, lançado em 2007, revela a veia cômica de Furtado em sua forma mais popular e acessível, sem abrir mão da crítica social. O roteiro, também assinado por ele, acompanha os moradores de uma pequena vila de colonização italiana no sul do Brasil que, diante da falta de recursos para construir uma fossa séptica, decidem produzir um filme de ficção para captar uma verba pública destinada à produção audiovisual. A sátira é certeira, e expõe com leveza e sagacidade as burocracias e disparates da gestão pública no Brasil.

No centro da trama está Fernanda Torres, em uma de suas atuações mais carismáticas e emblemáticas. Intérprete da protagonista Marina, a professora que lidera o projeto do filme-fossa, Fernanda equilibra doçura, determinação e humor com enorme precisão. Reconhecida como uma das grandes atrizes brasileiras, Torres venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por Eu Sei que Vou te Amar, em 1986, e recentemente foi consagrada no Globo de Ouro e indicada ao Oscar por sua performance em Ainda Estou Aqui, marcando um momento histórico para o cinema nacional. 

Em Saneamento Básico, o Filme, Fernanda Torres reafirma sua versatilidade, transitando com naturalidade entre a crítica social e o humor popular com um carisma irresistível. Ao seu lado, estão Wagner Moura, recentemente premiado como melhor ator no Festival de Cannes por O Agente Secreto, como o marido prático e bem-humorado Joaquim, e Camila Pitanga, como a amiga ambiciosa e deslumbrada Silene. O elenco ainda conta com Lázaro Ramos, Bruno Garcia, Janaína Kremer, Zéu Britto, Lucio Mauro Filho, Tonico Pereira e o saudoso Paulo José.

A exibição destes dois filmes nos cinemas representa uma oportunidade única para o público redescobrir e apreciar essas obras na janela para a qual foram originalmente concebidas. Além de permitir que novos espectadores entrem em contato com a genialidade de Jorge Furtado, o relançamento reforça a relevância de temas abordados nas produções, que seguem atuais e necessários.

Para falar mais sobre Saneamento Básico, o Filme, conversamos com o diretor Jorge Furtado e com a atriz Camila Pitanga, que interpreta a inesquecível Silene Seagal. No bate-papo, falaram sobre essa ocasião especial do relançamento dos dois filmes em um momento importante para o cinema brasileiro, relembraram histórias de bastidores e memórias das filmagens, entrosamento do elenco e expectativa para as exibições.

Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação/Vitrine Filmes.

CINEVITOR #479: Entrevista com Marcelo Gomes e Sidarta Ribeiro | Criaturas da Mente

por: Cinevitor
Sidarta Ribeiro: neurocientista brasileiro nas telonas

Exibido na abertura da 57ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e na Mostra A Câmera Curiosa: Cinema e Ciência, Criaturas da Mente, nova obra do diretor Marcelo Gomes, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 08/05.

O longa-metragem acompanha a jornada do neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro para melhor entender o universo dos sonhos e do inconsciente a partir da relação do conhecimento científico e dos saberes ancestrais de povos originários e de culturas afrodescendentes, transcendendo o tradicional eurocentrismo da academia.

Sidarta Ribeiro é também professor titular e um dos fundadores do ICe-UFRN, Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Além disso, é formando do Grupo Capoeira Brasil e discípulo de Mestre Caxias, sob a supervisão do Mestre Paulinho Sabiá. Como autor, escreveu os livros O Oráculo da Noite: A História e a Ciência do Sonho, Limiar: Uma Década Entre o Cérebro e a Mente, Sonho Manifesto: Dez Exercícios Urgentes de Otimismo Apocalíptico, As Flores do Bem: A Ciência e a História da Libertação da Maconha e Entendendo as Coisas.

Com imagens imersivas, que incluem trechos da própria filmografia de Marcelo Gomes, entre eles, o curta Maracatu, Maracatus, e depoimentos instigantes, Criaturas da Mente apresenta um universo onde ciência e espiritualidade se complementam, desafiando visões reducionistas e convidando o espectador a repensar sua relação com o inconsciente. O documentário chega para provocar reflexões profundas sobre o papel dos sonhos na construção de novas formas de existência e no resgate de tradições há muito negligenciadas.

“Esse documentário é o resultado de um diálogo entre cinema e ciência, justamente duas áreas que foram muito atacadas durante o governo anterior. Em um momento em que o cinema brasileiro é assistido por milhões de pessoas, eu estou aqui para dizer que o cinema brasileiro resistiu e está mais vivo que nunca”, declarou Marcelo Gomes, que também dirigiu Cinema, Aspirinas e Urubus, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Joaquim, Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, Paloma, Retrato de um Certo Oriente, entre outros.

Além de Sidarta Ribeiro, o documentário também traz as presenças ilustres de Mizziara de Paiva, Waldemar Magaldi, Marcelo Leite, Mãe Beth de Oxum, Mãe Lu, Ailton Krenak, Dráulio Barros de Araújo, Ana Flávia Mendonça, Gilda Gomes, Sérgio Mota Ribeiro e Adolfo Ramos.

A sinopse oficial diz: o sonho como motor da revolução humana. Esse é o mote de Sidarta Ribeiro, neurocientista brasileiro que, há 20 anos, estuda os mistérios do sonhar. No filme Criaturas da Mente, Sidarta explora como os sonhos e outras formas de acesso ao inconsciente podem transformar a experiência humana. Em sua investigação, propõe unir os saberes ancestrais dos povos originários e de origem africana no Brasil ao conhecimento científico, além de uma reavaliação científica das experiências com alucinógenos.

Com argumento e roteiro de Letícia Simões e Marcelo Gomes, Criaturas da Mente é uma produção de João Moreira Salles e Maria Carlota Bruno, da VideoFilmes, realizada em coprodução com Globo Filmes e GloboNews, em associação com a Carnaval Filmes, com distribuição da Bretz Filmes. A direção de fotografia é de Ivo Lopes Araújo com montagem de Fabian Remy; O Grivo assina a trilha sonora. O som direto é de Pedrinho Moreira e Moabe Filho; e o desenho de som e a mixagem é de Denilson Campos e Solo Áudio Estúdio.

Para falar mais sobre Criaturas da Mente, conversamos com o diretor Marcelo Gomes e com o neurocientista Sidarta Ribeiro. No bate-papo, falaram sobre a conexão entre eles, pesquisa, experiências no set de filmagem, participações especiais e bastidores.

Aperte o play e confira:

Foto: Sylara Silvério.