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Independent Spirit Awards 2026: O Agente Secreto e Adolpho Veloso são indicados 

por: Cinevitor
Suzy Lopes, Fafá Dantas, Wagner Moura e Geane Albuquerque em O Agente Secreto

Foram revelados nesta quarta-feira, 03/12, os indicados ao Independent Spirit Awards 2026, prêmio que elege as melhores produções cinematográficas e televisivas independentes do ano. A cerimônia de premiação da 41ª edição acontecerá no dia 15 de fevereiro de 2026 no Hollywood Palladium

Em comunicado oficial, Brenda Robinson, presidente interina do Film Independent, disse: “O trabalho notável e inspirador produzido pelos nossos artistas indicados este ano demonstra tanto a incrível amplitude quanto a natureza essencial da arte independente criada atualmente. Esses artistas demonstram brilhantemente que não há limites para os lugares onde os contadores de histórias podem encontrar drama, humor e beleza, ao mesmo tempo que desafiam o público a permanecer engajado e curioso, para proteger o espaço onde a arte independente pode prosperar”

Neste ano, o drama biográfico Peter Hujar’s Day, dirigido por Ira Sachs, lidera a lista com cinco indicações, entre elas, a de melhor filme. Nas categorias televisivas, Adolescência, Efeitos Colaterais, Para Sempre, Mr Loverman e Ao Norte do Norte se destacam. 

O cinema brasileiro marca presença com o consagrado O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na categoria de melhor filme internacional. Protagonizado por Wagner Moura, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 900 mil espectadores nos cinemas. 

Além disso, vale destacar a presença do brasileiro Adolpho Veloso, indicado na categoria de melhor fotografia por Sonhos de Trem, da Netflix; o longa, protagonizado por Joel Edgerton, recebeu outras três indicações. Natural de São Paulo, Veloso já foi indicado ao prêmio da American Society of Cinematographers por seu trabalho em Jockey e conta com diversas obras em seu currículo, como: Mosquito, On Yoga: Arquitetura da Paz, Tungstênio, Rodantes, Becoming Elizabeth, entre outros. O fotógrafo, que também é membro da Associação Brasileira de Cinematografia, já está confirmado na equipe de Remain, novo filme de M. Night Shyamalan

Os comitês de indicações do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, selecionaram indicados de 18 países com orçamentos variando entre US$ 35.000 e US$ 20 milhões. Os membros contam com roteiristas, diretores, produtores, diretores de fotografia, editores, atores, críticos, diretores de elenco, programadores de festivais e outros profissionais da sétima arte. 

Conheça os indicados ao 41º Independent Spirit Awards nas categorias de cinema:

MELHOR FILME
Peter Hujar’s Day, produzido por Jonah Disend e Jordan Drake
Sonhos de Trem, produzido por Michael Heimler, Will Janowitz, Marissa McMahon, Ashley Schlaifer e Teddy Schwarzman
Sorry, Baby, produzido por Mark Ceryak, Barry Jenkins e Adele Romanski
The Plague, produzido por Derek Dauchy, Joel Edgerton, Roy Lee, Lucy McKendrick, Steven Schneider e Lizzie Shapiro
Twinless: Um Gêmeo a Menos, produzido por David Permut e James Sweeney

MELHOR FILME DE ESTREIA
Blue Sun Palace, de Constance Tsang
Dust Bunny, de Bryan Fuller
East of Wall, de Kate Beecroft
Lurker, de Alex Russell
Um Dia Daqueles, de Lawrence Lamont

MELHOR DIREÇÃO
Clint Bentley, por Sonhos de Trem
Eva Victor, por Sorry, Baby
Ira Sachs, por Peter Hujar’s Day
Lloyd Lee Choi, por Lucky Lu
Mary Bronstein, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

MELHOR ROTEIRO
A Little Prayer, escrito por Angus MacLachlan
Amores à Parte, escrito por Michael Angelo Covino e Kyle Marvin
Soberano, escrito por Christian Swegal
Sorry, Baby, escrito por Eva Victor
Twinless: Um Gêmeo a Menos, escrito por James Sweeney

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Amizade Tóxica, escrito por Andrew DeYoung
Blue Sun Palace, escrito por Constance Tsang
Lurker, escrito por Alex Russell
Outerlands, escrito por Elena Oxman
Um Dia Daqueles, escrito por Syreeta Singleton

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Ben Whishaw, por Peter Hujar’s Day
Chang Chen, por Lucky Lu
Dylan O’Brien, por Twinless: Um Gêmeo a Menos
Everett Blunck, por The Plague
Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
Kathleen Chalfant, por Toque Familiar
Keke Palmer, por Um Dia Daqueles
Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Tessa Thompson, por Hedda
Théodore Pellerin, por Lurker

MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Archie Madekwe, por Lurker
Haipeng Xu, por Blue Sun Palace
Jacob Tremblay, por Soberano
Jane Levy, por A Little Prayer
Kali Reis, por Rebuilding
Kirsten Dunst, por O Bom Bandido
Naomi Ackie, por Sorry, Baby
Nina Hoss, por Hedda
Rebecca Hall, por Peter Hujar’s Day
Zoey Deutch, por Nouvelle Vague

MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO
Kayo Martin, por The Plague
Liz Larsen, por The Baltimorons
Misha Osherovich, por She’s the He
SZA, por Um Dia Daqueles
Tabatha Zimiga, por East of Wall

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Vizinha Perfeita, de Geeta Gandbhir
Embaixo da Luz de Neon, de Ryan White
Endless Cookie, de Peter Scriver
My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev
The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Allly baqi mink (All That’s Left of You), de Cherien Dabis (Palestina/Jordânia/Alemanha/Chipre)
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
On Becoming a Guinea Fowl, de Rungano Nyoni (Zâmbia/Reino Unido/Irlanda)
Sirât, de Oliver Laxe (Espanha)
Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia)

MELHOR FOTOGRAFIA
Blue Sun Palace, por Norm Li
Dust Bunny, por Nicole Hirsch Whitaker
Peter Hujar’s Day, por Alex Ashe
Sonhos de Trem, por Adolpho Veloso
Tempo de Guerra, por David J. Thompson

MELHOR EDIÇÃO
Amores à Parte, por Sara Shaw
Bom Menino, por Ben Leonberg
Eephus, por Carson Lund
O Testamento de Ann Lee, por Sofía Subercaseaux
Tempo de Guerra, por Fin Oates

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Boys Go to Jupiter, de Julian Glander
Eephus, de Carson Lund
Esta Isla, de Cristian Carretero e Lorraine Jones Molina
The Baltimorons, de Jay Duplass
Toque Familiar, de Sarah Friedland

PRODUCERS AWARD
Emma Hannaway
Luca Intili
Tony Yang

SOMEONE TO WATCH AWARD
Annapurna Sriram, diretora de Fucktoys
Neo Sora, diretor de Happyend
Tatti Ribeiro, diretora de Valentina

TRUER THAN FICTION AWARD
Brittany Shyne, diretora de Seeds
Rajee Samarasinghe, diretor de Your Touch Makes Others Invisible
Tony Benna, diretor de André is an Idiot

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, de Francis Lawrence
Direção de elenco: Rich Delia
Elenco: Judy Greer, Mark Hamill, Cooper Hoffman, David Jonsson, Tut Nyuot, Joshua Odjick, Charlie Plummer, Ben Wang e Garrett Wareing

Foto: Divulgação/Cinemascópio.

New York Film Critics Circle Awards 2025: O Agente Secreto e Wagner Moura são premiados

por: Cinevitor
Wagner Moura em O Agente Secreto: ator e filme premiados

O New York Film Critics Circle conta com um seleto e respeitado grupo de críticos e jornalistas que elege as melhores produções do ano, tornando-se um termômetro para a temporada de premiações. O evento surgiu com o objetivo de defender filmes que poderiam ser desprezados pelo público e também pela indústria do entretenimento.

Os críticos de Nova York elegem os melhores do cinema desde 1935 e, inicialmente, eram conhecidos por premiar filmes que de certa forma eram injustiçados pelo Oscar, que realizou sua primeira cerimônia em 1929. Cidadão Kane, de Orson Welles, por exemplo, foi eleito o melhor filme de 1941 pelos críticos e não recebeu a famosa estatueta dourada da Academia. O mesmo aconteceu com Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, em 1971; Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese, em 1990; entre outros.

Neste ano, o cinema brasileiro ganha destaque no New York Film Critics Circle Awards com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi eleito o melhor filme internacional do ano e rendeu também o prêmio de melhor ator para Wagner Moura. Em 2020, Kleber venceu nesta mesma categoria, ao lado de Juliano Dornelles, por Bacurau. Na história da premiação do NYFCC, o Brasil já foi premiado outras vezes: em 1981 com Pixote: A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco; e em 2003 com Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund

Premiado no Festival de Cannes, O Agente Secreto é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme já alcançou mais de 900 mil espectadores nos cinemas. 

Vale destacar que vinte anos antes da Academia começar a entregar o Oscar de melhor filme internacional, o NYFCC já reconhecia e celebrava filmes de outros países, incluindo: os franceses A Grande Ilusão, de Jean Renoir, em 1938, e As Diabólicas, de Henri-Georges Clouzot, em 1955; o italiano Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, em 1946; entre outros. 

Confira a lista completa com os vencedores do New York Film Critics Circle Awards 2025:

MELHOR FILME
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson

MELHOR DIREÇÃO
Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente

MELHOR ROTEIRO
Marty Supreme, escrito por Josh Safdie e Ronald Bronstein

MELHOR ATRIZ
Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

MELHOR ATOR
Wagner Moura, por O Agente Secreto

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Madigan, por A Hora do Mal

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra

MELHOR FOTOGRAFIA
Pecadores, por Autumn Durald Arkapaw

MELHOR ANIMAÇÃO
Guerreiras do K-Pop, de Chris Appelhans e Maggie Kang

MELHOR DOCUMENTÁRIO
My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev

MELHOR FILME INTERNACIONAL
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)

MELHOR PRIMEIRO FILME
Eephus, de Carson Lund

PRÊMIO ESPECIAL
Museum of the Moving Image
Screen Slate

STUDENT PRIZES
London Xhudo (NYU)
Tan Zhiyuan (The New School)

Foto: Victor Jucá. 

Gotham Awards 2025: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Jafar Panahi, diretor de Foi Apenas um Acidente: três prêmios

Foram anunciados nesta segunda-feira, 01/12, no Cipriani Wall Street, em Nova York, os vencedores da 35ª edição do Gotham Awards, um dos principais prêmios do cinema independente, organizado pela IFP, Independent Filmmaker Project, que dá início à temporada de premiações.

Neste ano, Foi Apenas um Acidente, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e dirigido pelo cineasta iraniano Jafar Panahi, se destacou com três prêmios, entre eles, melhor filme internacional. Vale destacar que no mesmo dia da premiação, o diretor foi condenado pelo Irã a um ano de prisão e proibido de viajar para fora do país por dois anos. Em um de seus discursos, disse: “Dedico aos cineastas independentes do Irã e de todo o mundo. Espero que esta dedicatória seja considerada uma pequena homenagem a todos os cineastas que foram privados do direito de ver e de serem vistos, mas que continuam a criar e a existir”

Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que liderava a lista com seis indicações, levou o principal prêmio da noite: melhor filme. No palco, o diretor dedicou o prêmio para sua esposa, a atriz Maya Rudolph: “Há 24 anos, no dia 1º de dezembro, eu conheci uma mulher que me tornou um cineasta melhor. Obrigado, Maya!”

O Brasil também estava na disputa desta 35ª edição com O Agente Secreto nas categorias de melhor roteiro original, escrito por Kleber Mendonça Filho, e melhor atuação para Wagner Moura. Porém, o filme brasileiro, infelizmente, não foi premiado. Ainda assim, Moura subiu ao palco e apresentou a categoria de melhor direção revelação ao lado de Rose Byrne

Além dos prêmios, a noite contou também com homenagens: a atriz e cantora Tessa Thompson foi honrada com o Spotlight Tribute; o elenco de Pecadores recebeu o Ensemble Tribute; Guillermo del Toro, Oscar Isaac e Jacob Elordi, de Frankenstein, foram homenageados com o Vanguard Tribute; o cineasta Noah Baumbach recebeu o Director Tribute; Luca Guadagnino e Julia Roberts, de Depois da Caçada, foram honrados com o Visionary Tribute; Kate Hudson e Hugh Jackman, de Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, receberam o Musical Tribute; e Jeremy Allen White e Scott Cooper, de Springsteen: Salve-me do Desconhecido, foram homenageados com o Cultural Icon Tribute

Conheça os vencedores do Gotham Awards 2025:

MELHOR FILME
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson

MELHOR DIREÇÃO
Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente

MELHOR DOCUMENTÁRIO
My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, de Julia Loktev

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (Irã/França/Luxemburgo/EUA)

MELHOR DIREÇÃO REVELAÇÃO
Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Foi Apenas um Acidente, escrito por Jafar Panahi

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Pillion, escrito por Harry Lighton

MELHOR ATUAÇÃO
Sopé Dìrísù, por My Father’s Shadow

MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE
Wunmi Mosaku, por Pecadores

ATUAÇÃO REVELAÇÃO
Abou Sangaré, por A História de Souleymane

Foto: Divulgação/Getty Images.

British Independent Film Awards 2025: conheça os vencedores; brasileira é premiada

por: Cinevitor
Harry Melling e Alexander Skarsgård em Pillion: filme consagrado

O British Independent Film Awards foi criado em 1998 por Elliot Grove e Suzanne Ballantyne, fundadores do Raindance Film Festival, com o objetivo de celebrar o cinema britânico financiado de forma independente, homenageando novos talentos e promovendo tais produções para o grande público.

Neste ano, em sua 28ª edição, os vencedores do BIFA 2025 foram anunciados no domingo, 30/11, em Londres, em cerimônia apresentada pelas comediantes Lou Sanders e Harriet Kemsley. Dirigido por Harry Lighton, o longa Pillion se consagrou com quatro prêmios, entre eles, melhor filme britânico independente

Os premiados nas categorias técnicas do British Independent Film Awards foram revelados anteriormente e vale destacar a presença da brasileira Diandra Ferreira, que levou o prêmio de melhor maquiagem e penteado por Pillion. Formada em Cinema pela PUC, no Rio de Janeiro, Diandra foi morar no Reino Unido, em 2014, e já acumula diversos trabalhos em seu currículo, entre eles, o filme Bob Marley: One Love e a série Heartstopper, da Netflix

Além disso, a consagrada atriz britânica Emily Watson, indicada ao Oscar por Ondas do Destino e Hilary e Jackie, foi homenageada com o Prêmio Richard Harris por sua contribuição artística ao cinema britânico: “Vocês, pensadores críticos, criativos e independentes, vão nos salvar quando as histórias que nos contam, sobre nós ou por nós, forem todas impulsionadas por um algoritmo voraz e faminto. A verdade incômoda dessas histórias é o nosso suporte vital”, disse em seu discurso. 

Conheça os vencedores do British Independent Film Awards 2025:

MELHOR FILME BRITÂNICO INDEPENDENTE
Pillion, de Harry Lighton

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Want in Her, de Myrid Carten

MELHOR FILME INTERNACIONAL INDEPENDENTE
Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)

MELHOR ROTEIRO
The Ballad of Wallis Island, escrito por Tom Basden e Tim Key

MELHOR DIREÇÃO
Akinola Davies Jr., por My Father’s Shadow

MELHOR INTERPRETAÇÃO
Robert Aramayo, por I Swear

MELHOR INTERPRETAÇÃO CONJUNTA
Tempo de Guerra, com D’Pharaoh Woon-A-Tai, Will Poulter, Cosmo Jarvis, Kit Connor, Finn Bennett, Joseph Quinn e Charles Melton

MELHOR INTERPRETAÇÃO PROTAGONISTA CONJUNTA 
Tim Key e Tom Basden, por The Ballad of Wallis Island

MELHOR INTERPRETAÇÃO COADJUVANTE
Jay Lycurgo, por Steve

MELHOR INTERPRETAÇÃO REVELAÇÃO
Posy Sterling, por Lollipop

MELHOR ELENCO
I Swear, por Lauren Evans

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | PRÊMIO DOUGLAS HICKOX
Cal McMau, por Wasteman

MELHOR ROTEIRISTA ESTREANTE
Harry Lighton, por Pillion

MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE | DOCUMENTÁRIO
Myrid Carten, por A Want in Her

MELHOR FOTOGRAFIA
Morra, Amor, por Seamus McGarvey

MELHOR FIGURINO
Pillion, por Grace Snell

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Pillion, por Diandra Ferreira

MELHOR EDIÇÃO
Tempo de Guerra, por Fin Oates

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
The Ballad of Wallis Island, por Tom Basden e Adem Ilhan

MELHOR SUPERVISÃO MUSICAL
Morra, Amor, por Raife Burchell e Ian Neil

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Colheita, por Nathan Parker

MELHOR SOM
Tempo de Guerra, por Glenn Freemantle, Mitch Low, Howard Bargroff, Ben Barker e Richard Spooner

MELHORES EFEITOS
Tempo de Guerra, por Simon Stanley-Clamp e Ryan Conder

RAINDANCE MAVERICK AWARD
A Want in Her, de Myrid Carten

PRODUTOR REVELAÇÃO
Dhiraj Mahey, por Ish

MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO
Magid/Zafar, de Luís Hindman

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Warp Films

RICHARD HARRIS AWARD
Emily Watson

Foto: Divulgação.

Cahiers du Cinéma elege os dez melhores filmes de 2025; O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, fica em quarto lugar

por: Cinevitor
Tânia Maria em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

Fundada em 1951, a revista francesa Cahiers du Cinéma é considera uma das mais prestigiadas publicações sobre a sétima arte. Como de costume, a redação divulga em dezembro a aguardada lista com os 10 melhores filmes do ano.

Para os críticos da revista, o melhor filme de 2025 foi o docudrama Tardes de soledad, do cineasta espanhol Albert Serra, que faz um retrato provocativo e hipnótico das touradas centrado no jovem toureiro peruano Andrés Roca Rey. O longa foi o grande vencedor do Festival de San Sebastián do ano passado e levou a Concha de Ouro.

Vale destacar a presença do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que aparece em quarto lugar na lista; o filme, aliás, é a capa da edição de dezembro. Protagonizado por Wagner Moura, o longa foi consagrado no Festival de Cannes com os prêmios de melhor direção e melhor ator. Este é o terceiro título de Kleber na lista da Cahiers du Cinéma: em 2016 apareceu com Aquarius e em 2019 com Bacurau, codirigido por Juliano Dornelles

E mais: O Riso e a Faca, do cineasta português Pedro Pinho, aparece em quinto lugar entre os melhores filmes de 2025. Batizado a partir de uma música homônima do músico cantor e compositor baiano Tom Zé, o longa foi rodado na Guiné-Bissau e no deserto da Mauritânia entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024 e é coproduzido pela brasileira Bubbles Project, com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

Nas listas individuais dos críticos votantes, o cinema brasileiro também marcou presença com: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente, e Suçuarana, de Clarissa Campolina e Sergio Borges, por Claire Allouche; e A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por Thierry Méranger

Sobre a lista, o editorial diz: “Compilar nosso Top 10 foi particularmente difícil, já que o outono trouxe diversas surpresas agradáveis ​​e pintou um retrato sombrio de um mundo abalado por níveis sem precedentes de violência política”. A publicação também destacou os trabalhos de Cindy Sherman, fotógrafa e diretora norte-americana, e do engenheiro de som Stéphane Thiébaut, de A Substância, Titane e Ainda Estou Aqui, e o último mês do 130º aniversário da invenção do cinema

Conheça o Top 10 de 2025 da Cahiers du Cinéma, publicado no editorial da 826ª edição:

1º: Tardes de soledad, de Albert Serra (Espanha/França/Portugal)
2º: Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson (EUA)
3º: Ken (Yes/Oui), de Nadav Lapid (França/Chipre/Alemanha/Israel)
4º: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Holanda/Alemanha)
5º: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho (França/Portugal/Brasil/Romênia)
6º: L’aventura, de Sophie Letourneur (França)
7º: Sept promenades avec Mark Brown, de Vincent Barré e Pierre Creton (França)
8º: Nouvelle Vague, de Richard Linklater (França/EUA)
9º: Laurent dans le vent, de Anton Balekdjian, Léo Couture e Mattéo Eustachon (França)
10º: Miroirs No. 3, de Christian Petzold (Alemanha)

Foto: Reprodução YouTube/Vitrine Filmes.

Bugonia

por: Cinevitor

Direção: Yorgos Lanthimos

Elenco: Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbis, Alicia Silverstone, Stavros Halkias, Marc T. Lewis, Vanessa Eng, Cedric Dumornay, Momma Cherri, Fredricka Whitfield, J. Carmen Galindez Barrera, Rafael Lopez Bravo, Yaisa, Teneisha Ellis, Roger Carvalho, Atsushi Nishijima, Janlyn Bales, Andy Blackburn, Adam Esufali, Jerskin Fendrix, Aiecia Harper, Sally Kennington, Paul Mansell, Harith Mohammed, Zawadi Phillimore, Parvinder Shergill.

Ano: 2025

Sinopse: Dois jovens obcecados por teorias da conspiração sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena com a intenção de destruir o planeta Terra.

*Filme visto na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Nota do CINEVITOR:

Conheça os vencedores da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Premiado: o curta potiguar Pupá, de Osani 

Foram anunciados na noite desta segunda-feira, 24/11, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, os vencedores da 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso. A cerimônia de encerramento aconteceu na sala de cinema montada ao ar livre nas areias da Praia do Maceió.

Durante cinco dias, o evento atraiu um público recorde superior a 8 mil pessoas, que vibraram com uma programação cinematográfica diversificada e de alta qualidade. A noite de encerramento foi o ponto alto, com a aguardada cerimônia de premiação que revelou os filmes vencedores de 2025, seguida pela exibição especial do longa documental Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui, da diretora Mini Kerti.

Os diretores da Mostra, Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, conduziram a cerimônia, que premiou talentos e produções em diversas categorias escolhidos tanto pelo Júri Popular quanto pelo Júri da Imprensa; a atriz potiguar Tânia Maria, de O Agente Secreto, e o ator Matheus Nachtergaele abriram os envelopes. Os vencedores receberam o Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo

Além das premiações tradicionais, do público e imprensa, também foram entregues os prêmios Mistika e DOT no valor total de R$ 8.000,00 em serviços de pós-produção para um curta-metragem; e R$ 30.000,00 em serviços de pós-produção para um longa-metragem. Neste ano, a Heco Produções, o CDHEC e a Mostra de Cinema de Gostoso, em parceria com a O2 Pós e o apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, entregaram dois prêmios de finalização para longas-metragens potiguares realizados a partir da Lei Paulo Gustavo.

Conheça os vencedores da Mostra de Cinema de Gostoso 2025:

MELHOR LONGA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)

MELHOR CURTA-METRAGEM | JÚRI POPULAR
Pupá, de Osani (RN)

PRÊMIO DA IMPRENSA | LONGA-METRAGEM
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo (DF)

PRÊMIO DA IMPRENSA | CURTA-METRAGEM
Laudelina e a Felicidade Guerreira, de Milena Manfredini (RJ)

PRÊMIO DOT 
Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia (MG)
Ressonância, de Anna Zêpa (RN)

PRÊMIO MISTIKA
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (PB)
Morte e Vida Madalena, de Guto Parente (CE)

PRÊMIO O2 PÓS
Almeidinha, de Gustavo Guedes e Júlio Castro
Paradiso, de Davi Revodero

Foto: Helena Wolfenson.

Matheus Nachtergaele celebra o cinema brasileiro na 12ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Matheus Nachtergaele no evento potiguar

Entre sessões ao ar livre, debates e atividades paralelas, a 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso contou com uma presença ilustre neste ano: o ator e diretor Matheus Nachtergaele, um dos maiores nomes das artes brasileiras.

Presente em todas as exibições, como espectador e convidado especial, Matheus circulou pela Mostra ao lado de amigos, colegas e profissionais do audiovisual. Depois de interpretar Poliana, no remake de Vale Tudo, na Rede Globo, e reviver João Grilo em O Auto da Compadecida 2 nas telonas, Nachtergaele prepara-se para novos projetos no cinema. 

Em um bate-papo descontraído com o CINEVITOR e com o podcast Plano Geral, Matheus elogiou a Mostra de Cinema de Gostoso e o audiovisual produzido no Rio Grande do Norte: “A parte mais bonita aqui foi ver a reação da plateia no que eles chamam de Sessão Potiguar com filmes feitos aqui no Rio Grande do Norte. Os realizadores estão aqui com seus convidados e tem aquela torcida bonita das pessoas daqui vendo os filmes feitos aqui no Rio Grande do Norte. Essa foi uma parte bonita do festival e que de novo nos confirma a impressão de que todo festival de cinema no Brasil é importantíssimo. As maiores pérolas do cinema brasileiro você vai encontrar nos festivais”

E continuou: “Um festival move muitas instâncias da economia de um local. Não só a economia como um todo, com tudo que isso envolve, mas em termos de funções, trabalhos, hospedagem, alimentação… movimenta a economia! E também movimenta as águas da imaginação, a substância interior do ser humano. Nos festivais você vai encontrar os filmes mais corajosos, mais autorais, os filmes que vão ter, muito provavelmente, um lançamento mais discreto nas salas comerciais, os filmes que arriscam um olhar corajoso sobre o país”

Nachtergaele também elogiou a equipe curatorial da Mostra de Gostoso: “Nessa 12ª edição da Mostra de Gostoso, eu fiquei impressionado com a curadoria. O Brasil sempre tem um cinema impressionantemente cômodo, interessante, ao mesmo tempo incompleto, humorado e muito corajoso. Sempre em todos os gêneros. O cinema brasileiro surpreende. Eu percebi que a curadoria procurou observar os temas mais urgentes que o Brasil precisa olhar, para quais os brasileiros precisam se debruçar. As questões fundamentais da nossa identidade, a visibilidade das diferenças, as questões fundamentais, identitárias, de gênero, de raça, de geografia, as questões sociais. Muito bonita a curadoria. Sem contar a projeção linda na praia e na Sala Petrobras”

Matheus Nachtergaele nos debates da 12ª edição

Depois de participar de duas novelas na Rede Globo, Renascer e Vale Tudo, Matheus falou sobre o seu retorno ao cinema: “Eu passei dois anos fazendo novela. Eu estava no palco principal para um ator brasileiro na atualidade, se apresentando no horário nobre da maior TV aberta do país. E em duas novelas muito diferentes, ambas com um sucesso bonito dentro do que elas queriam ser. Então, eu estou aproveitando essas pequenas férias para percorrer um ou outro festival e botar o pé na realidade dos últimos filmes brasileiros realizados. Ah! E estou doido para fazer cinema e saber o que os meus familiares de cinema estão pensando, estão fazendo. Estou encantado. Quero levar daqui algumas sensações para os próximos filmes que eu vou fazer”. Vale destacar que Matheus foi homenageado recentemente na 24ª edição do Curta-SE, Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, em Aracaju

O ator também destacou o sucesso do longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que foi exibido em sessão especial em Gostoso: “Já consegui ver várias coisas legais, inclusive O Agente Secreto, que tá bombando agora com toda a razão porque é um filme muito legal, muito corajoso, inteligente, charmoso, cheio de pirraça mesmo. Kleber fez o filme que ele queria, sem concessão, que está tendo uma entrada e uma aceitação linda. É na ousadia que a gente acerta o nervo. Bonito que seja esse filme que está movendo o Brasil agora nas salas mais comerciais”

Matheus Nachtergaele também celebrou o cinema brasileiro: “Eu percebi aqui em Gostoso que o nosso cinema não tá de bobeira. Eu acho que talvez seja a cinematografia atual mais corajosa nos temas urgentes da humanidade. Não posso afirmar com todas as palavras porque não sei tudo o que tá rolando mundo afora. Mas, minha intuição e o meu pouco saber me dizem que o Brasil tá sendo, como sempre, corajoso nessa aproximação dos temas que queremos falar. Muita coisa bonita com povos originários, muita coisa bonita sobre feminismo, sobre a questão das cores, da raça. Trabalhos corajosas que o cinema brasileiro sempre toca. Eu adoro o nosso cinema, acho o mais bonito de todos. Por ser brasileiro, ele me pertence, me retrata, me forma. O Brasil faz um cinema que tem que ser muito pensado para poder ser feito, tem que ser muito batalhado. O nosso cinema é contundente, fora da curva, surpreendente, colorido, mal-educado, oversexualizado. O nosso cinema é muito vibrante. É o mais legal de todos”

E finalizou: “Eu tinha perdido as esperanças do novo para o Brasil. Mas eu estou agora revigorado. Estou achando que a gente aprumou de novo o nosso barco. Aqui não é só o celeiro da melhor música, dos melhores ritmos, da pluralidade genética, ética. É também um lugar que possa ensinar o novo para o ser humano. Vamos ver se a gente consegue. Aqui da nossa parte, no cinema, garanto que a gente tá cutucando a onça com a vara curta. Tá bonito de ver”

*O CINEVITOR está em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Helena Wolfenson.

Fest Aruanda 2025 anuncia filmes selecionados, homenagens e destaques da programação

por: Cinevitor
Bruno Gagliasso no longa Honestino, de Aurélio Michiles

A 20ª edição do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro acontecerá entre os dias 3 e 10 de dezembro em João Pessoa, na Paraíba, com uma programação diversificada e turbinada, que foi anunciada nesta segunda-feira, 24/11, em uma coletiva de imprensa. 

O fundador e diretor executivo do festival, Lúcio Vilar, destacou a celebração dos 20 anos do evento paraibano, que promete reeditar 2018, ano em que se registrou a primavera do cinema paraibano com um número recorde de longas-metragens sem precedentes na história da cinematografia do estado. O cenário se repete, em 2025, e uma segunda onda primaveril deverá ganhar contornos reveladores de novos filmes em longa-metragem, entre ficções e documentários, no mais antigo festival da Paraíba.

Com curadoria de Amilton Pinheiro e Lúcio Vilar, a Mostra Competitiva Nacional de Longas exibirá quatro títulos; já a Mostra Competitiva Nacional de Curtas, que teve curadoria assinada por Amilton Pinheiro, Rodrigo Fonseca e Vivi Pistache, contará com oito filmes. A seleção segue com: a Mostra Caleidoscópio Universitário, voltada a estudantes de graduação de todos os cursos da UFPB; Mostra Cine Aruandinha, com sessões especiais (sábado e domingo, às 11h) com o objetivo de incentivar o contato de crianças e adolescentes com o cinema nacional e regional, promovendo cultura, educação e inclusão; a Mostra Competitiva Cinema dos 4 Cantos do Mundo, com exibição de curtas-metragens de estudantes da China, França, Alemanha, Portugal e Estados Unidos; e as mostras competitivas Sob o Céu Nordestino com curtas paraibanos e longas-metragens da região

O Fest Aruanda abrirá na próxima quarta-feira, 03/12, no Cinépolis do Manaíra Shopping, com o filme documental Ary, de André Weller, que apresenta a intensa vida do autor de Aquarela do Brasil, Ary Barroso, e é narrado em primeira pessoa pelo ator Lima Duarte. Da infância mineira aos dias de glória no Rio, passando pela parceria com os estúdios Disney, o filme mistura ficção e imagens de arquivo raras, embaladas por clássicos como No Rancho Fundo e No Tabuleiro da Baiana. Um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o Brasil brasileiro. Também será exibido o curta Index, do fotógrafo e artista visual João Lobo, atualmente radicado em Lisboa.

Já no dia 4 de dezembro, às 18h, na Praia de Tambaú, no Busto de Tamandaré, haverá um Tributo Raul Seixas: 80 anos, com a exibição do filme de Walter Carvalho, Raul: O Início, o Fim e o Meio, que conta a trajetória do conhecido cantor e compositor baiano, polêmico, ícone e criador da sociedade alternativa ao lado parceiro inseparável, hoje escritor, Paulo Coelho. Um raio-x do astro do rock brasileiro através de documentos, depoimentos de familiares, ex-esposas, filhas, amigos, músicos e compositores. Após a exibição, às 21h, terá um tributo musical com dez artistas paraibanos e, às 22h, Paula Chalup e Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, trazem pela primeira vez à Paraíba o Rock das Aranhas Show Live, com músicas revisitadas do eterno maluco beleza

No dia seguinte, 05/12, a programação contará com a exibição do filme documental de Joana Mariani, Me Chama que Eu Vou, que conta toda a trajetória musical de Sidney Magal. Através de depoimentos e recortes que mostram os momentos mais significativos da vida do cantor, acompanhamos a trajetória dos 50 anos de carreira do músico, dançarino, dublador e ator que encanta cinco décadas no Brasil. Logo em seguida, o próprio Magal subirá ao palco do Aruanda Praia com sua banda para um show com seus maiores sucessos de todos os tempos.

O Fest Aruanda 2025 também prestará algumas homenagens: a jornalista Maria do Rosário Caetano receberá o Troféu Aruanda por ser considerada uma missionária do cinema nacional; a deputada federal Jandira Feghali também receberá o Troféu Aruanda com Honra ao Mérito Cultural pela criação e legado da Lei Aldir Blanc; e a rede Cinépolis será honrada pela difusão do cinema brasileiro através do Fest Aruanda. Além disso, Jean-Claude Bernardet e Silvio Tendler, que faleceram este ano, receberão homenagens póstumas. E mais: anunciado anteriormente, Geraldo Vandré, cantor e compositor paraibano, será honrado por seus 90 anos

Luiza Mariani e Karine Teles em Cyclone, de Flavia Castro

A sexta edição do Laboratório Aruanda/Energisa também está confirmada: idealizado e ministrado pela diretora, roteirista e produtora Susanna Lira, a atividade resultará em uma imersão de três dias em que serão analisados argumentos, roteiro, estratégia de produção, técnicas de direção, entre outros aspectos importantes para a realização e aprimoramento dos projetos para que as propostas sejam apresentadas em forma de pitching para diversos representantes dos streamings. Vale registrar que vários filmes que passaram por esse processo com Susanna Lira já estão prontos.

Outro destaque da programação é a oficina com o montador Renato Vallone, que trabalhou em filmes como Sertânia, Breve Miragem do Sol e Rua do Pescador, nº6. Em A Montagem e o Trágico no Documentário, será proposta uma reflexão teórica sobre o papel da montagem na forma como o documentário organiza e devolve ao espectador imagens do trágico. Com exemplos de filmes e arquivos documentais, desde o neorrealismo italiano até as novas tendências do cinema contemporâneo, serão discutidos decisões de corte, ritmo e relação entre planos que podem tensionar a imagem técnica e reabrir o olhar para aquilo que muitas vezes já foi normalizado ou espetacularizado. A montagem abordada como gesto político e sensível capaz de desafiar automatismos perceptivos e provocar formas outras de escuta e atenção diante do real

Ministrada pela diretora e pesquisadora Carine Fiúza, a oficina Cartografias do Corpo Negro na Tela propõe uma imersão crítica nas formas como pessoas negras foram representadas na história do cinema produzido na Paraíba. A partir da análise iconográfica e iconológica de Aruanda e do debate aberto pelo artigo África e Sertão da Paraíba: Luanda, Aruanda, o encontro discute o modo como a narrativa de Linduarte Noronha constrói uma visão externa sobre o Quilombo do Talhado, evidenciando tensões entre mito, sertão e raça. Em diálogo com essas leituras, a oficina desloca o debate para as epistemologias do Cinema Negro Paraibano no feminino, destacando processos de memória, autorrepresentação e reelaboração política da imagem desenvolvidos por cineastas negras contemporâneas. O encontro combina exposição teórica, análise de trechos fílmicos e exercícios de leitura crítica de imagens, estimulando participantes a compreender como o ato de olhar também é um ato de poder e como novas práticas de criação e crítica podem reorientar esse olhar.

A programação apresentará também a Masterclass Mistika: Do corte ao DCP, com Thiago Belconfine, gerente técnico da Mistika Post. Thiago é um profissional da área de pós-produção audiovisual e coordenador de projetos, com atuação destacada em cinema, TV e streaming. 

Mesas e debates também estão confirmados na programação do 20º Fest Aruanda, além de uma conversa sobre o Fórum Nacional dos Festivais com Josiane Osório de Carvalho, Sandra Bertini (Cine PE), Rosélis Barbosa (Guarnicê), Hipolito Lucena (Comunicurtas) e Lúcio Vilar (Fest Aruanda). Vale destacar também a mesa Núcleo Memória e Preservação Audiovisual do Fest Aruanda, com o tema Da película ao digital: impasses e desafios da contemporaneidade, que exibirá Os Cinemas Estão Fechando, de Abrão Berman e lançado em 1977, e contará com a presença de José Maria Lopes e Tamires Conceição. A programação contará também com lançamentos literários: Lula, Volume 1, de Fernando Morais; Cultura é Poder, de Jandira Feghali; e Luz & Sombra, de André Cananéa

O júri deste ano será formado por: Caco Ciocler, Fernando Morais e Simone Zuccolotto na Mostra Nacional; Marco Túlio Alencar, Hermila Guedes e Susanna Lira na mostra Sob o Céu Nordestino; João Lobo, Bruna Alves Lobo e Sérgio Rodrigo Ferreira no Júri Internacional; e Amanda Aouad, Hipolito Lucena e Ricardo Félix no Júri da Crítica Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). 

Conheça os filmes selecionados para o Fest Aruanda 2025:

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | LONGAS

Ato Noturno, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (RS)
Corpo da Paz, de Torquato Joel (PB)
Cyclone, de Flavia Castro (RJ)
Honestino, de Aurélio Michiles (DF)

MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL | CURTAS

A Arte de Morrer ou Marta Díptero Braquícero, de Rodolpho de Barros (PB)
A Nave que Nunca Pousa, de Ellen de Morais (PB)
Axé Meu Amor, de Thiago Costa (SP)
Gilson de Souza: Na Corda Bamba, de Brunno Alexandre (SP)
Safo, de Rosana Urbes (SP)
Samba Infinito, de Leonardo Martinelli (RJ)
Vípuxovuko: Aldeia, de Dannon Lacerda (MS)
Vulkan, de Julia Zakia (SP)

MOSTRA COMPETITIVA | SOB O CÉU NORDESTINO | LONGAS

Batguano Returns: Roben na Estrada, de Frederico Benevides e Tavinho Teixeira (PB/CE/RJ/SP)
Malaika, de André Morais (PB)
O Nordeste Sob a Caravana Farkas, de Arthur Lins e André Moura Lopes (PB)
Outono em Gotham City, de Tiago A. Neves (PB)

MOSTRA COMPETITIVA | SOB O CÉU NORDESTINO | CURTAS PARAIBANOS

Aláfia, de Cecilia Fontenele (João Pessoa)
Boi do Mato, de Ana Calline (Cabaceiras)
Cantilena, de Dhiones do Congo (Congo)
Colmeia, de Tatiane de Oliveira (Campina Grande)
Jacu, de Ramon Batista (Nazarezinho)
No Compasso do Coração, de Ary Régis Lima (Alagoa Grande)
Teatro em Jampa Vive, de Kelly Freire Moreira (João Pessoa)
Valéria di Roma, de Carlos Mosca (Campina Grande)

SESSÕES ESPECIAIS 

SESSÃO PATROCINADA CAGEPA | TV & Cinema
*Filme produzido pela Rede Paraíba de Televisão
Jorge Quer Ser Repórter, de Lula Queiroga e Victor Germano (PB)

SESSÃO CINEMA & EDUCAÇÃO
Lendo o Mundo, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira (Brasil/EUA)

SESSÃO PATROCINADA ENERGISA
A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero, de Manuel Dantas Vilar (PB)
Habeas Pinho, de Aluízio Guimarães e Nathan Cirino (PB)

SESSÃO ESPECIAL PBGÁS
A Alma do Onze, de Caetano Moura Alves
A Receita da Felicidade, de Mikaëli Santos
Para o Corpo, a Luta, de Mayara Valentim Pereira
Paris Gaza, de Mariana Inacio Silveira
Saint Germain, 40 graus, de Bruno Soares da Costa Araujo

Fotos: Luciana Melo/Divulgação.

Tânia Maria exibe O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na 12ª Mostra de Cinema de Gostoso

por: Cinevitor
Ela é o momento: a atriz potiguar Tânia Maria na Mostra de Cinema de Gostoso

Na noite de sábado, 22/11, a 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso lotou a sala ao ar livre na Praia do Maceió, no litoral potiguar, para a exibição especial de O Agente Secreto, premiado filme de Kleber Mendonça Filho e escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026.

Protagonizado por Wagner Moura, que levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes deste ano, o longa é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

Sob muitos aplausos do público presente, os artistas potiguares Kaiony Venâncio e Tânia Maria, que fazem parte do elenco do longa, subiram ao palco da Mostra de Gostoso para a apresentação do filme. Ovacionados, discursaram: “Isso é um sonho realizado. Quando eu era criança e assistia televisão nos anos 1980, vendo desenho animado, filmes e novelas, o meu sonho era ser ator de filme de ação. E, por acaso, hoje estou em um filme de ação. Olhar para vocês é como se eu estivesse vendo o meu sonho olhando de volta para mim e dizendo que eu consegui”, disse, emocionado, Kaiony

Na ocasião, Tânia Maria, que é natural de Cobra, povoado de Parelhas, no Rio Grande do Norte, localizado na zona rural do Seridó potiguar, foi homenageada com o Troféu Cascudo, entregue por Eugenio Puppo, por sua participação especial na 12ª edição da Mostra de Cinema de Gostoso: “É um prazer imenso estar aqui. É muito importante esse filme”. Depois disso, parabenizou o cineasta Kleber Mendonça Filho, que fazia aniversário na data, e cantou parabéns junto com o público. 

Sessão Especial do filme na 12ª edição da Mostra

No dia seguinte à exibição, Tânia Maria, que vem sendo aclamada pelo público brasileiro e internacional ao interpretar Dona Sebastiana, esbanjou simpatia ao conversar com o CINEVITOR e com o podcast Plano Geral: “A Mostra de Cinema de Gostoso é bom demais. Tô sendo muito bem recepcionada. É muito bom! Muito carinho aqui em Gostoso. Os filmes são ótimos, tanto os curtas quanto os longas. É nota 10!”.

A artesã de 78 anos, que foi descoberta durante as filmagens de Bacurau, falou sobre o diretor e colegas de elenco: “Trabalhar com Wagner e com Kleber é bom demais. É um sonho e muita emoção! Eu contracenei com atrizes e atores famosos. E eu não tenho curso de nada. Foi uma coisa espontânea”. E brincou: “Agora estou concorrendo com Maria Fernanda Cândido e Alice Carvalho. Tudo famoso! O Wagner nem se fala… mas o Wagner já ganhou como ator. Ninguém passa na frente dele. Ele já é grande”.

Sobre o carinho do público, comentou: “Eu não me sinto cansada. Eu canso porque sou ansiosa. Mas com meus fãs, não. Faço tudo para satisfazer todos. Não rejeito nada. Entrevista e retrato é comigo mesmo! É muito carinho que eu recebo do público. Sou muito aplaudida e Graças a Deus que o público me quer”.

Tânia Maria também falou sobre sua personagem no filme, que recebe aplausos toda vez que aparece em cena: “A vida da Dona Sebastiana é a minha vida real. É a vida que eu vivo. Quem me conhece, sabe. Somos iguais. Eu não sou velha, só tenho 78 anos. Eu gravo tudo. Comecei agora. Quero gravar até os 90, 100 anos. É muito bom filmar!”.

Além do destaque para o filme e para Wagner Moura, que aparecem frequentemente nas previsões da temporada de premiações, Tânia Maria também se destacou recentemente em uma lista da Variety como um possível nome para a categoria de melhor atriz coadjuvante. Sobre o sucesso mundial, falou: “Estou me preparando para as viagens internacionais. Já tirei o passaporte. Vou para Recife pegar o visto para viajar. Vou para os Estados Unidos”. E revelou seu figurino para o tapete vermelho do Oscar: “Eu que vou fazer meu vestido. Vai ser vermelho com brilho. É a cor que eu gosto. Vou brilhar no tapete vermelho do Oscar. Eu deixei de costurar para os outros, mas para mim eu gosto. Eu trabalho sob medida”

Tânia Maria, Fátima Bezerra e Kaiony Venâncio na plateia: pé na areia

Tânia Maria também contou que parou de fumar por conta das possíveis viagens internacionais: “Eu fumei por 65 anos. Comecei a fumar com 13 anos. Até que a mulher do Kleber perguntou se eu tinha coragem de ir para Cannes. Eu falei que tinha e que queria ir para o Festival de Cannes. Começaram a preparar tudinho e fui falar com meu médico. Ele perguntou se eu tinha parado de fumar. Eu disse que não. Ele alertou que eu não aguentaria passar seis horas sem fumar, disse que eu entraria em pânico e me aconselhou a deixar de fumar. Mas faltavam poucos dias para tirar o passaporte. E eu deixei de ir para Cannes por conta do cigarro. No dia 31 de maio eu deixei de fumar. Faz seis meses que eu não fumo. Mas ando, viu? Não fico em casa. Já engordei 12 quilos. Agora eu sinto o gosto da comida. Eu não comia, não. Achava melhor só café e cigarro. Eu passava o dia todinho com uma garrafa de café e com cigarro. Não me dava fome, não”

Sobre sua estreia nas telonas, Tânia contou: “Eu fui descoberta em Cobra, no distrito que eu moro. Foram atrás de figurantes para Bacurau. Eu estava costurando, ouvi uma conversa na sala e fui lá. E aí a Renata Roberta [produtora e diretora de casting] me convidou. Eu ganhava cinquenta reais por dia… foi bom demais! Eu ia toda dia para o povoado de Barra gravar. Era melhor do que costurar. Quando eu terminei de ser figurante, virei atriz. A diária [de filmagem] agora é melhor”

No início de agosto, O Agente Secreto ganhou uma exibição especial no Palácio da Alvorada para o presidente Lula: “A primeira vez que eu vi o filme foi lá em Lula. E eu só vi eu. Não vi ninguém, ninguém. Na segunda vez eu já vi algumas pessoas. Cada vez que eu assisto é uma pessoa diferente que vejo”. E continuou: “Eu fui para a casa do presidente. É muita honra. Em Parelhas, foi a primeira pessoa que foi à casa de Lula, me falaram isso. Eu passei no tapete vermelho de mãos dadas com o Lula. Era Lula e Wagner me levando. Muita honra. Porque não é por ser Lula, é o presidente. É que nem aqui. Não é com Fátima [Bezerra], é com a governadora”

Depois de sua participação em Bacurau, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Dona Tânia participou também do longa Seu Cavalcanti, de Leonardo Lacca, que estreou recentemente. Os próximos trabalhos já rodados são: Yellow Cake, de Tiago Melo; Almeidinha, de Gustavo Guedes e Júlio Castro; e a série Delegado, de Leonardo Lacca, Marcelo Lordello e Tião

*O CINEVITOR está em São Miguel do Gostoso e você acompanha a cobertura do evento por aqui, pelo canal do YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Helena Wolfenson.

Oscar 2026: 86 países disputam o prêmio de melhor filme internacional

por: Cinevitor
Carlos Francisco em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho: representante brasileiro

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta sexta-feira, 21/11, a lista oficial com os títulos elegíveis que estão na disputa pela estatueta dourada de melhor filme internacional no Oscar 2026.

Para esta 98ª edição, 86 países foram classificados, entre eles, Madagascar, que enviou um título pela primeira vez. Ao total, 92 longas foram inscritos, porém, alguns ficaram de fora, como Papua-Nova Guiné, que faria sua estreia na lista; Camarões, Guatemala, Nigéria, Paquistão, Sudão, Ruanda e Zimbábue não enviaram representantes. Pelo terceiro ano consecutivo, Kosovo preferiu não inscrever seu candidato; Malta chegou a receber uma inscrição, mas optou por não submeter nenhum filme. 

Vale lembrar que um longa-metragem internacional é definido como um filme de longa duração (mais de 40 minutos) produzido fora dos Estados Unidos com uma faixa de diálogo predominantemente (mais de 50%) não falada em inglês.

Os membros da Academia, de todos os ramos, são convidados a participar da rodada preliminar de votação e devem atender a um requisito mínimo de visualização para serem elegíveis para votar na categoria. A shortlist com os 15 filmes escolhidos será anunciada no dia 16 de dezembro. Desse grupo saem os cinco finalistas, que serão revelados no dia 22 de janeiro de 2026.

A cerimônia acontecerá no dia 15 de março de 2026, no Dolby Theatre, em Hollywood. O Brasil, que foi o grande vencedor deste ano nesta categoria com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, está na disputa com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. Vencedor dos prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura no Festival de Cannes, o filme é um thriller ambientado no Brasil de 1977. Na trama, Marcelo, interpretado por Moura, é um especialista em tecnologia que foge de um passado misterioso e volta ao Recife, Pernambuco, em busca de paz. Ele logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

Estrelado por Tânia Maria, Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido, Udo Kier, Hermila Guedes, Thomás Aquino, Alice Carvalho e grande elenco, é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films) e tem distribuição nacional pela Vitrine Filmes.

O elenco completa-se com Isabél Zuaa, Edilson Silva, Suzy Lopes, Buda Lira, Carlos Francisco, Wilson Rabelo, Roney Villela, Rubens Santos, Albert Tenório, Ítalo Martins, Joalisson Cunha, Aline Marta, Enzo Nunes, Erivaldo Oliveira, Fabiana Pirro, Fafá Dantas, Geane Albuquerque, Gregorio Graziosi, Igor de Araújo, Isadora Ruppert, João Vitor Silva, Kaiony Venancio, Laura Lufési, Licínio Januário, Luciano Chirolli, Marcelo Valle, Márcio de Paula, Nivaldo Nascimento, Robério Diógenes e Robson Andrade. Produzido por Emilie Lesclaux, o filme, que já alcançou mais de 750 mil espectadores, já é a maior bilheteria nacional de 2025

Além da lista de filmes internacionais, a Academia também divulgou os títulos elegíveis em outras categorias, como: animação (com 35 filmes) e documentário, com 201 longas, entre eles, o brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa

Confira a lista completa com os 86 filmes internacionais candidatos ao Oscar 2026:

ÁFRICA DO SUL: The Heart Is a Muscle, de Imran Hamdulay
ALBÂNIA: Luna Park, de Florenc Papas
ALEMANHA: O Som da Queda (In Die Sonne Schauen), de Mascha Schilinski
ARÁBIA SAUDITA: Hijra, de Shahad Ameen
ARGENTINA: Belén, de Dolores Fonzi
ARMÊNIA: Meus Fantasmas Armênios (Mes fantômes arméniens), de Tamara Stepanyan
AUSTRÁLIA
: The Wolves Always Come at Night, de Gabrielle Brady
ÁUSTRIA: O Pavão (Pfau: Bin ich echt?), de Bernhard Wenger
AZERBAIJÃO
: Taghiev: Oil, de Zaur Gasimli
BANGLADESH: A House Named Shahana (Barir Naam Shahana), de Leesa Gazi
BÉLGICA: Jovens Mães (Jeunes Mères), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
BOLÍVIA: La casa del sur, de Carina Oroza e Ramiro Fierro
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Blum: Gospodari svoje buducnosti, de Jasmila Žbanić
BRASIL: O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
BULGÁRIA: Tarika, de Milko Lazarov
BUTÃO: I, the Song, de Dechen Roder
CANADÁ: Aquilo que Você Mata (The Things You Kill/Öldürdüğün Şeyler), de Alireza Khatami
CHILE: O Olhar Misterioso do Flamingo (La misteriosa mirada del flamenco), de Diego Céspedes
CHINA
: Nanjing: Luz na Escuridão (Nanjing Zhao Xiang Guan), de Shen Ao
COLÔMBIA: Um Poeta (Un Poeta), de Simón Mesa Soto
COREIA DO SUL: No Other Choice (Eojjeol Suga Eopda), de Park Chan‑wook
COSTA RICA: El monaguillo, el cura y el jardinero, de Juan Manuel Fernandez
CROÁCIA: Fiume o Morte!, de Igor Bezinović
DINAMARCA: Mr. Nobody Against Putin, de David Borenstein e Pavel Talankin
EGITO: Feliz Aniversário (Eid Milad Saeed/Happy Birthday), de Sarah Goher
EQUADOR: Chuzalongo, de Diego Ortuño
ESLOVÁQUIA: Um Pai (Otec), de Tereza Nvotová
ESLOVÊNIA: Pequenos Pecados (Kaj ti je deklica), de Urška Djukić
ESPANHA: Sirât, de Oliver Laxe
ESTÔNIA: Rolling Papers, de Mitch Dickman
FILIPINAS: Fernão de Magalhães (Magellan), de Lav Diaz
FINLÂNDIA: 100 litraa sahtia (100 Litres of Gold), de Teemu Nikki
FRANÇA: Foi Apenas um Acidente (Yek tasadef sadeh/It Was Just an Accident), de Jafar Panahi
GEÓRGIA: Panoptikoni (Panopticon), de George Sikharulidze
GRÉCIA: Arcadia, de Yorgos Zois
GROENLÂNDIA: Walls: Akinni Inuk, de Sofie Rørdam e Nina Paninnguaq Skydsbjerg
HAITI: Kidnapping Inc., de Bruno Mourral
HOLANDA: Reedland (Reedland), de Sven Bresser
HONG KONG: The Last Dance (Po · Dei juk), de Anselm Chan
HUNGRIA: Órfão (Árva), de László Nemes
ÍNDIA: Homebound, de Neeraj Ghaywan
INDONÉSIA: Sore: Wife from the Future (Sore: Istri dari Masa Depan), de Yandy Laurens
IRÃ: Cause of Death: Unknown, de Ali Zarnegar
IRAQUE: The President’s Cake (Mamlaket al-qasab), de Hasan Hadi
IRLANDA: Sanatorium, de Gar O’Rourke
ISLÂNDIA: O Amor que Resta (Ástin sem eftir er/The Love That Remains), de Hlynur Pálmason
ISRAEL: Ha’yam (The Sea), de Shai Carmeli-Pollak
ITÁLIA: Família, de Francesco Costabile
JAPÃO: Kokuho: O Mestre Kabuki (Kokuhô), de Sang-il Lee
JORDÂNIA: Allly baqi mink (All That’s Left of You), de Cherien Dabis
LETÔNIA: Dieva suns (Dog of God), de Lauris Abele e Raitis Abele
LÍBANO: Um Mundo Triste e Belo (Nujum Alamal wa Alam), de Cyril Aris
LITUÂNIA: Pietinia Kronikas (The Southern Chronicles), de Ignas Miškinis
LUXEMBURGO: Hors d’haleine (Breathing Underwater), de Eric Lamhène
MACEDÔNIA DO NORTE: The Tale of Silyan, de Tamara Kotevska
MADAGASCAR: Disco Afrika: une histoire malgache, de Luck Razanajaona
MALÁSIA: Pavane for an Infant, de Chong Keat Aun
MARROCOS: Calle Málaga, de Maryam Touzani
MÉXICO: Não nos Moverão (No nos moverán), de Pierre Saint-Martin Castellanos
MONGÓLIA: Chimeegüi khotyn jolooch (Silent City Driver), de Janchivdorj Sengedorj
MONTENEGRO: Obraz (The Tower of Strength), de Nikola Vukčević
NEPAL: Anjila, de Milan Chams
NORUEGA: Valor Sentimental (Affeksjonsverdi/Sentimental Value), de Joachim Trier
PALESTINA: Palestina 36 (Filastin 36), de Annemarie Jacir
PANAMÁ: Querido Trópico, de Ana Endara Mislov
PARAGUAI: Sob as Bandeiras, o Sol (Bajo las banderas, el sol), de Juanjo Pereira
PERU: Kinra, de Marco Panatonic
POLÔNIA: Franz Antes de Kafka, de Agnieszka Holland
PORTUGAL: Banzo, de Margarida Cardoso
QUIRGUISTÃO: Black Red Yellow, de Aktan Arym Kubat
REINO UNIDO: My Father’s Shadow, de Akinola Davies
REPÚBLICA CHECA: Eu Não Sou Tudo o que Eu Quero Ser (Jeste nejsem, kým chci být), de Klára Tasovská
REPÚBLICA DOMINICANA: Pepe, de Nelson Carlo de Los Santos Arias
ROMÊNIA: Reostat (Traffic), de Teodora Mihai
SÉRVIA: Sunce nikad više (Sun Never Again), de David Jovanović
SINGAPURA: Mò shì lù (Stranger Eyes), de Yeo Siew Hua
SUÉCIA: Águias da República (Eagles of the Republic), de Tarik Saleh
SUÍÇA: Heldin (Late Shift), de Petra Biondina Volpe
TAIWAN: Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou
TUNÍSIA: A Voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab/The Voice of Hind Rajab), de Kaouther Ben Hania
TURQUIA: Hemme’nin Öldüğü Günlerden Biri (One of Those Days When Hemme Dies), de Murat Fıratoğlu
UCRÂNIA: 2000 Meters to Andriivka, de Mstyslav Chernov
UGANDA: Kimote, de Hassan Mageye
URUGUAI: Agarrame fuerte, de Ana Guevara e Leticia Jorge
VENEZUELA: Alí Primera, de Daniel Yegres
VIETNÃ: Red Rain (Mưa đỏ), de Đặng Thái Huyền

Foto: Divulgação/Cinemascópio.

Jay Kelly

por: Cinevitor

Direção: Noah Baumbach

Elenco: George Clooney, Adam Sandler, Laura Dern, Billy Crudup, Riley Keough, Grace Edwards, Stacy Keach, Jim Broadbent, Patrick Wilson, Eve Hewson, Greta Gerwig, Alba Rohrwacher, Josh Hamilton, Lenny Henry, Emily Mortimer, Nicôle Lecky, Thaddea Graham, Isla Fisher, Louis Partridge, Charlie Rowe, Stanley Townsend, Erica Sweany, Kevin Shen, David Neumann, Leila Farzad, Juliet Cowan, Eleanor Matsuura, Lucas Aurelio, Tuwaine Barrett, Martha West, Philip Arditti, Nigel Whitmey, Kyle Soller, Parker Sawyers, Giovanni Zeqireya, Doug Cockle, Sadie Sandler, Helene Maksoud, Josh Berger, Christine Crais, Carlos Jacott, Eloise Jacott, John Macmillan, Andreas Muñoz, Lars Eidinger, Ferdi Stofmeel, Rosita Raffaelli, Philippe Spall, Nasser Memarzia, Christophe Guybet, Annabel Mullion, Federico Scribani, Francesco De Vito, Sharon Rooney, Hannah Onslow, Amber Mendez-Martin, Janine Duvitski, Jamie Demetriou, Patsy Ferran, Pippo Crotti, Yinka Awoni, May Nivola, Théo Augier, Alex Jarrett, Alaïs Lawson, Cassius Hackforth, Emily Piggford, Danielle Lewis, Giovanni Esposito, Monica Nappo, Galatea Ranzi, Fabio Vannozzi, Lucian St Aubyn, Arianna Becheroni, Marco Conte, Donald Sabourin, Matilda Thorpe, Ruby Stokes, Alastair Coughlan, Andrew Malik, Carly-Sophia Davies, Martin McDougall, Kit Rakusen, Sadie Stallcup, Daniel P D Smith.

Ano: 2025

Sinopse: Jay Kelly, um famoso astro do cinema, e seu dedicado empresário Ron embarcam juntos em uma jornada repleta de descobertas, em que Jay será confrontado com seu presente e com seu passado.

*Filme visto na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Nota do CINEVITOR: