Índia Morena em cena do longa Mambembe, dirigido por Fabio Meira: em cartaz
Mambembe, novo longa-metragem do premiado diretor Fabio Meira, de As Duas Irenes e Tia Virgínia, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14/05, e retrata a resistência e a potência dos pequenos circos do Norte e do Nordeste do país em uma homenagem ao circo itinerante brasileiro.
No elenco estão: Índia Morena, uma das maiores referências da arte circense no Brasil e Patrimônio Vivo de Pernambuco; a artista circense potiguar Madona Show; e a atriz e assistente de direção carioca Dandara Ohana, que interpreta Jéssica, ex-artista circense de Belém. O filme acompanha um topógrafo nômade, vivido pelo ator brasiliense Murilo Grossi, que cruza o caminho dessas três mulheres.
O projeto nasceu há 16 anos, quando Fabio Meira ainda finalizava seu curso de cinema em Cuba, e foi retomado ao longo do tempo incorporando ao processo criativo a passagem dos anos e as transformações vividas por personagens e realizadores. Ao trazer para a narrativa o próprio gesto de filmar, Mambembe transforma o processo cinematográfico em parte da história. O diretor constrói um filme sobre arte, desejo, memória e encontros, em uma mistura entre documentário e ficção.
Mambembe estreou na Première Brasil do Festival do Rio, em 2024, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, no Forumdoc.BH e no Cine PE. No Festival de Cinema de Vitória, conquistou os troféus de melhor filme, melhor interpretação para Índia Morena e Menção Honrosa para Madona Show, além do Prêmio Sesc Glória. Também venceu nas categorias de melhor filme e melhor montagem no Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e levou os troféus de melhor filme, direção e montagem no FICA.
No Festival Guarnicê de Cinema, no Maranhão, o longa foi consagrado como melhor filme (júris técnico e popular) e conquistou os troféus de melhor atuação para Dandara Ohana, Madona Show e Índia Morena, além dos prêmios de melhor ator para Murilo Grossi e melhor fotografia. No circuito internacional, Meira venceu na categoria de melhor direção no Bravo Film Festival, em Los Angeles. O longa também passou pelo Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata e recebeu o troféu do Prêmio do Júri no Festival Internacional de Cinema Brasileiro em Milão.
Produzido pela Roseira Filmes, Mambembe tem roteiro assinado por Fabio Meira e Susana Barriga; a fotografia é de Daniela Cajías e a montagem de Affonso Uchoa, Fabio Meira e Juliano Castro. A produção é de Fabio Meira, Maya Da-Rin e Paula Pripas.
Para falar mais sobre o premiado filme, conversamos com o diretor e com o elenco: Índia Morena, Madona Show, Dandara Ohana e Murilo Grossi.
Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho: O Agente Secreto consagrado
Foram revelados neste sábado, 09/05, os vencedores do XIII Prêmio Platino (ou Premios Platino del Cine y el Audiovisual Iberoamericano), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas de 23 países.
Nesta 13ª edição, a cerimônia, transmitida pelo Canal Brasil e que aconteceu no Teatro Gran Tlachco, no Parque Xcaret, em Riviera Maya, no México, foi comandada por Carlos Torres e Cayetana Guillén-Cuervo, e contou também com apresentações musicais de Camilo, Manuel Carrasco e María Becerra.
O cinema brasileiro se destacou e foi consagrado com oito prêmios para o longa O Agente Secreto, dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho e produzido por Emilie Lesclaux, entre eles, melhor filme ibero-americano de ficção e melhor ator para Wagner Moura (pelos votantes e pelo público).
Com a ausência de Wagner Moura na cerimônia, Kleber Mendonça Filho recebeu a estatueta pelo ator: “Meu grande amigo Wagner Moura, grande ator, está na Espanha trabalhando em um novo filme”. Na sequência, leu uma mensagem enviada pelo brasileiro premiado: “Amo o Prêmio Platino. Ver nossa cinematografia ser celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em espanhol e em português. Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura mais abrangente e que também é nossa. Amo ver-nos todos juntos. Quero dedicar esse prêmio ao porta-voz dessa mensagem. Esse diretor gênio, grande amigo, grande artista. Esse hombre guapo e sensual. Te amo, Kleber Mendonça! Obrigado”.
Em outro momento no palco, ao subir para receber o prêmio de melhor direção, Kleber discursou: “Muito obrigado! Eu gostaria de compartilhar esse prêmio com Emilie Lesclaux, minha companheira de vida e minha produtora. Ela é a primeira leitora dos meus roteiros. Esse prêmio vai também para Wagner Moura, que é um grande amigo, um grande colaborador e um grande ator. Que prazer trabalhar com Wagner! Quero fazer o próximo filme também com ele. E queria compartilhar com todos os meus amigos que estão aqui e com toda a equipe de mais de 300 pessoas que fizeram O Agente Secreto. São muitos nomes e foi uma grande aventura!”.
No anúncio de melhor filme ibero-americano de ficção, que consagrou O Agente Secreto, a produtora Emilie Lesclaux subiu ao palco: “Estou muito emocionada! Obrigada, Prêmio Platino! É uma grande honra e uma grande alegria que quero compartilhar com nossa equipe técnica que está aqui. Agradecer ao nosso elenco maravilhoso, todos os colaboradores e ao público. É um orgulho fazer parte dessa comunidade audiovisual ibero-americana! Quero cumprimentar também todas as produtoras e produtores dos outros filmes desta categoria. Muito obrigada! E agradecer também, o mais importante, Kleber: muito obrigada por este presente e este caminho que fazemos juntos há mais de vinte anos. Estou muito feliz! Viva o cinema brasileiro!”. E Kleber finalizou: “É um grande prazer estar no México. Viva, México, que país incrível! E para nossas crianças, Martin e Tomás, um beijo, que estão vendo em casa”.
O Brasil, que estava indicado com diversas produções, ainda se destacou com o longa Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, como melhor documentário, que foi representado por Brunno Pacini no palco. E também com a novela Beleza Fatal, de Raphael Montes, que levou o prêmio de melhor série de longa duração (categoria nova, que foi criada nesta edição); a diretora Maria de Médicis, ao lado de Luciano Patrick, da produtora Coração da Selva, e de Anouk Aaron, da HBO Max, discursou: “Queria oferecer esse prêmio para o cara que inventou como se faz novela no Brasil, Dennis Carvalho, meu mestre, que nos deixou esse ano. Obrigada!”.
Neste ano, o Prêmio Platino acrescentou doze novas categorias em cinema e televisão e, por isso, 21 prêmios foram anunciados anteriormente no dia 16 de abril: O Agente Secreto se destacou com as estatuetas de melhor montagem (Eduardo Serrano e Matheus Farias), direção de arte (Thales Junqueira) e trilha sonora original (Tomaz Alves Souza e Mateus Alves).
Além disso, personalidades brasileiras marcaram presença na cerimônia e apresentaram algumas categorias, como: os atores André Lamoglia e Christian Malheiros; e o recordista olímpico Giba, ex- jogador de voleibol. E mais: o consagrado ator argentino Guillermo Francella, da série Meu Querido Zelador e dos filmes O Clã e O Segredo dos Seus Olhos, foi homenageado com o Platino de Honor.
Conheça os vencedores do 13º Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano:
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Brasil/França/Alemanha/Holanda)
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | PRÊMIO DO PÚBLICO Los domingos, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)
MELHOR COMÉDIA IBERO-AMERICANA DE FICÇÃO La cena, de Manuel Gómez Pereira (Espanha/França)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO Olivia & Las Nubes, de Tomás Pichardo-Espaillat (República Dominicana)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa (Brasil)
MELHOR FILME DE ESTREIA Surda, de Eva Libertad (Espanha)
MELHOR DIREÇÃO Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
MELHOR ROTEIRO O Agente Secreto, escrito por Kleber Mendonça Filho
MELHOR ATRIZ Blanca Soroa, por Los domingos
MELHOR ATRIZ | PRÊMIO DO PÚBLICO Patricia López Arnaiz, por Los domingos
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Camila Pláate, por Belén: Uma História de Injustiça
MELHOR ATOR Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATOR | PRÊMIO DO PÚBLICO Wagner Moura, por O Agente Secreto
MELHOR ATOR COADJUVANTE Álvaro Cervantes, por Surda
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Sirât, por Mauro Herce
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE O Agente Secreto, por Thales Junqueira
MELHOR FIGURINO La cena, por Helena Sanchís
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO O Cativo, por Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz
MELHOR MONTAGEM O Agente Secreto, por Eduardo Serrano e Matheus Farias
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL O Agente Secreto, por Tomaz Alves Souza e Mateus Alves
MELHOR SOM Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS Sirât, por Pep Claret
PRÊMIO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | FICÇÃO ou DOCUMENTÁRIO O Eternauta (Argentina)
MELHOR MINISSÉRIE OU SÉRIE IBERO-AMERICANA | PRÊMIO DO PÚBLICO Chespirito: Sem Querer Querendo (México)
MELHOR SÉRIE LONGA Beleza Fatal (Brasil)
MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE Ricardo Darín, por O Eternauta
MELHOR ATOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO Álvaro Morte, por Anatomía de un instante
MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE Paulina Gaitán, por As Mortas
MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE ou SÉRIE | PRÊMIO DO PÚBLICO Candela Peña, por Estado de Fúria
MELHOR ATOR COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE César Troncoso, por O Eternauta
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE Andrea Pietra, por O Eternauta
MELHOR CRIADOR | MINISSÉRIE ou SÉRIE Bruno Stagnaro, por O Eternauta (Argentina)
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Álex Catalán
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Pepe Domínguez del Olmo
MELHOR FIGURINO | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Fernando García
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO | MINISSÉRIE ou SÉRIE Menem: El Show del Presidente, por Marcos Cáceres e Dolores Giménez
MELHOR MÚSICA ORIGINAL | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Federico Jusid
MELHOR SOM | MINISSÉRIE ou SÉRIE Anatomía de un instante, por Daniel de Zayas
MELHOR MONTAGEM | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Alejandro Broderson e Alejandro Parysow
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS | MINISSÉRIE ou SÉRIE O Eternauta, por Ezequiel Rossi, Pablo Accame e Ignacio Pol
Evento com reconhecimento internacional e um dos mais importantes palcos do país para debates com temática LGBTI+, o festival reúne anualmente filmes de diversas partes do mundo e atividades culturais com foco na diversidade.
Podem ser inscritos, nas mostras competitivas, filmes de qualquer duração e gênero cinematográfico (ficção, documentário, animação ou experimental), contanto que finalizados após 1º de janeiro de 2024, e cujas temáticas abordem o universo LGBTIQA+. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através da plataforma FilmFreway (clique aqui).
Não há limitação de filmes inscritos por diretor/a/e ou produtor/a/e e são aceitos títulos de qualquer nacionalidade. Os títulos selecionados concorrerão nas mostras competitivas internacionais de longas-metragens e de curtas-metragens aos troféus Elke Maravilha nas categorias de melhor filme, direção, roteiro, atriz, ator, fotografia, direção de arte, direção de som, trilha sonora e edição. O melhor filme receberá um prêmio de R$ 10 mil reais.
Além disso, haverá também premiação para o melhor filme da Mostra Cearense e do Júri da Crítica para o melhor longa e o melhor curta-metragem do For Rainbow 2026.
Veronica Cavalcanti e Luciana Souza no longa Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha
Foram anunciados nesta terça-feira, 05/05, em uma coletiva de imprensa, os filmes selecionados para a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 4 e 13 de junho, com mais de 70 títulos na programação.
Considerado um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil, o festival contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON: Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca e o Teatro da Vila.
“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo e que mostram a importância das especificidades das variadas artes de como fazer cinema, com produções apresentadas anos antes de sua circulação nacional e uma grade voltada a diferentes idades”, comenta Gabriel Borges, codiretor artístico do Olhar de Cinema.
“O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do festival.
Para este ano, o evento anuncia mais de 70 filmes em sua programação, entre curtas, médias e longas-metragens, que estão divididos nas mostras Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, filme de abertura e encerramento.
O longa-metragem que abrirá a edição de 2026 do Festival Internacional de Curitiba será Yellow Cake, filme de Tiago Melo, que retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção, que foi exibida no Festival de Roterdã, conta com Rejane Faria, Tânia Maria, Valmir do Côco, Spencer Callahan, Wolfgang Pannek, Alli Willow, Rosa Malagueta, Galeguinho Zé Matias e Severino Dadá no elenco. A exibição ocorrerá na Ópera de Arame em uma tela especial com mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas.
As produções selecionadas para as Mostras Competitivas, tanto a Internacional quanto a Brasileira, concorrem aos prêmios de melhor filme, direção, roteiro, atuação, entre outros, concedidos pelo júri, além das premiações do público, responsável por eleger o melhor longa e o melhor curta nas duas mostras.
A programação segue com a mostra Novos Olhares, que é voltada para produções ousadas, que flertam com o risco, a invenção e caminhos desconhecidos em seu uso da linguagem cinematográfica optando pela radicalidade e desprendimento das convenções do cinema; mostra Pequenos Olhares, que reúne uma seleção de produções voltada às crianças, entre longas e curtas-metragens, com o intuito de promover aos pequenos uma experiência única dentro do festival; Mirada Paranaense Sanepar, que promove um panorama da produção audiovisual do Paraná, com um olhar dedicado a filmes de todo o estado; mostra Exibições Especiais, espaço dedicado a obras inéditas no Brasil de grandes nomes do cinema mundial, assim como filmes brasileiros incontornáveis da última temporada que estrearam em outros eventos, mas chegam para Curitiba no Olhar de Cinema; e Olhares Clássicos Cine Passeio, que reúne uma seleção diversa de filmes de todo o mundo que marcaram a história da sétima arte, integrando a mostra como uma homenagem a seus realizadores, assim como por seus posicionamentos inovadores em relação às produções contemporâneas da edição.
O longa selecionado para encerrar o Olhar de Cinema 2026 será Salvação (Kurtulos), dirigido por Emin Alper, que levou o Urso de Prata pelo Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim deste ano. O filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?
Depois do sucesso no último ano, o Olhar de Cinema apresenta em sua programação o 2º MECI: Mercado do Cinema Independente, com o objetivo de fortalecer o cinema independente em um espaço dedicado à conexão entre realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas de streaming, canais e profissionais do setor audiovisual. A nova edição do MECI acontecerá entre os dias 9 e 11 de junho no MON, Museu Oscar Niemeyer. O evento foi a primeira iniciativa no Brasil a oferecer um encontro de mercado audiovisual focado em longas-metragens independentes com foco na ampliação de oportunidades, fomento de parcerias estratégicas e impulsionamento de negócios que movimentam e fortalecem o cinema.
A arte desta 15ª edição foi criada pelo artista Rafael Silveira e foi inspirada no conceito de coming of age. A imagem reflete as transformações do Olhar ao longo do tempo em um processo contínuo de amadurecimento e descoberta. Em um retrato que se desdobra em paisagem, elementos como araucárias, Serra do Mar e manacá-da-serra atravessam o interior e o exterior da figura, revelando camadas de memória, experiência e imaginação.
Conheça os filmes selecionados para o 15º Olhar de Cinema:
COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS
A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans Adulto/Homem, de Pedro Diogenes Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques Maxita, de Mariana Machado e Ana Maria Machado Olhe para Mim, de Rafhael Barbosa Quase Inverno, de Rodrigo Grota Reparação, de Marcus Curvelo Telúrica, a íntima utopia, de Mariana Lacerda
COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS
Cerimônia, de Fabio Ramalho, André Antonio e Chico Lacerda Disciplina, de Affonso Uchoa Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho O Segredo Sagrado, de Everlane Moraes Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan Pirexia, de Nico da Costa Um Filme para Lembrar da Utopia, de Reinaldo Cardenuto
COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS
A Noite Já Está Partindo (La noche está marchándose ya), de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas (Argentina) Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA) Cartas a Meus Pais Mortos (Cartas a Mis Padres Muertos), de Ignacio Aguero (Chile) Não Me Deixe Morrer (Nu mă lăsa să mor), de Andrei Epure (Romênia/Bulgária/França) O Profeta, de Ique Langa (Moçambique/África do Sul) Se Pombos Virasse Ouro (If Pigeons Turned to Gold), de Pepa Lubojacki (República Tcheca/Eslováquia) Um Calendário Incompleto (An Incomplete Calendar), de Sanaz Sohrabi (Canadá/Irã/Turquia/Vanuatu/Venezuela)
COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS
Cada Época Sonha com a Próxima (Every Epoch Dreams the Next), de Johannes Gierlinger (Áustria/Albânia) Desencaixar (Detach), de Danielle Kaganov (França) Dragão (Dragón), de Yashira Jordán (Bolívia/México) Má Sorte (Bad Luck), de Jan Eilhardt (Alemanha) Nan Ginen, de Feguenson Hermogène (Cuba) O Inimigo (Il nemico), de Andrej Chinappi (Itália) Outra Terra (Another Earth), de Ben Russell (França) Sussuros de um Perfume Ardente (Whispers of a Burning Scent), de Mo Harawe (Somália/Áustria/Alemanha)
NOVOS OLHARES
A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil) Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiro (Países Baixos/Espanha) Gato na Cabeça (Es domāju par kaķi), de Laila Pakalnina (Letônia) Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman (Joy Boy: a tribute to Julius Eastman), de Walking Backwards Collective (Bélgica/República Democrática do Congo/França) O Mez da Gripe, de William Biagioli (Brasil) Passado Futuro Contínuo (Past Future Continuous), de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand (Irã/Noruega/Itália) Segunda Pele, de Dea Ferraz (Brasil)
PEQUENOS OLHARES | LONGA
Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)
PEQUENOS OLHARES | CURTAS
A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (Brasil) Aterro Zeitgeist, de Kapel Furman (Brasil) Canção de Peixes e Pássaros (Balada de peces y pájaros), de Anny Uribe e Juan José Arévalo (Espanha) Ecos do Amanhã, de Antônio Eder (Brasil) Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (Brasil) Nosso Tempero, de Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor (Lagoa Nova/RN) e Equipe Animazul (Vitória/ES) (Brasil) O Jardim Mágico, de Carlon Hardt e Naira Carneiro (Brasil) Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (Brasil)
MIRADA PARANAENSE SANEPAR | LONGA
A Holandesinha, de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi
MIRADA PARANAENSE SANEPAR | CURTAS
Enluarada, de Pedro Nascimento Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira Imunidade, de Milla Jung e Candida Monte Las Vegas, Cuba, de Felipe Eugênio Lovo O Caçador, de Lucas Mancini Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola, de Bea Gerolin Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Savignon Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá: Os Quatro Guerreiros e o Jatei, de Coletivo Ava Guarani de Cinema
EXIBIÇÕES ESPECIAIS
Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil) Barbara para Sempre (Barbara Forever), de Brydie O’Connor (EUA) Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay (Brasil) Futuro Futuro, de Davi Pretto (Brasil) Histórias de um Bom Vale (Histoires de la bonne vallée), de José Luis Guerin (Espanha/França) Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape, de Sérgio Santos Barroso (Brasil)
OLHARES CLÁSSICOS CINE PASSEIO
Aqui e em Qualquer Lugar (Ici et ailleurs), de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville (1976) (França) As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed), de Lotte Reiniger (1926) (Alemanha) As Harmonias de Werckmeister (Werckmeister harmóniák), de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky (2000) (Hungria) Beirute Fantasma (Ashbah Beyrouth), de Ghassan Salhab (1998) (Líbano/França) Corações Desertos (Desert Hearts), de Donna Deitch (1986) (EUA) Eles Não Existem (Lays lahum wujud), de Mustafa Abu Ali (1974) (Palestina) High School, de Frederick Wiseman (1968) (EUA) Hollywood Studios, de Arthur Rogge (1930) (Brasil) Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA) Vento Norte, de Salomão Scliar (1951) (Brasil)
FILME DE ABERTURA Yellow Cake, de Tiago Melo (Brasil)
FILME DE ENCERRAMENTO Salvação (Kurtulos), de Emin Alper (Turquia/França/Países Baixos/Grécia/Suécia)
Presidido pelo diretor, roteirista e produtor sul-coreano Park Chan-wook, o júri da 79ª edição do Festival de Cannes agora está completo. Foram anunciados nesta segunda-feira, 04/05, os nomes das personalidades da sétima arte que terão a missão de avaliar e premiar os longas-metragens em competição.
O time que escolherá o grande vencedor da Palma de Ouro, entre 22 filmes selecionados, conta com: a consagrada atriz e produtora americana Demi Moore, que passou recentemente pelo festival com A Substância, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar; a atriz e produtora etíope-irlandesa Ruth Negga, que se destacou com Loving, exibido em Cannes em 2016; a cineasta belga Laura Wandel, que exibiu, em 2014, o curta-metragem Les corps étrangers e também dirigiu o longa Un monde, que recebeu o Prêmio FIPRESCI na mostra Un Certain Regard, em 2021; a diretora e roteirista chinesa Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland e indicada por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, que passou por Cannes com Songs My Brothers Taught Me, em 2015, e Domando o Destino, em 2017, premiado na Quinzena de Cineastas.
E mais: o cineasta chileno Diego Céspedes, vencedor do prêmio principal da mostra Un Certain Regard do ano passado com O Olhar Misterioso do Flamingo, seu primeiro longa-metragem, e que também exibiu o curta Las criaturas que se derriten bajo el sol na Semana da Crítica, em 2022, e foi premiado com o curta-metragem El verano del léon eléctrico na mostra La Cinef, em 2018; o ator costa-marfinense Isaach de Bankolé, que passou pelo Festival de Cannes com Chocolat, de Claire Denis, e se destacou em filmes como O Brutalista, Pantera Negra: Wakanda para Sempre, 007: Cassino Royale e o inédito Duna: Parte 3; o roteirista escocês Paul Laverty, grande parceiro de Ken Loach e da produtora Rebecca O’Brien, que já foi premiado em Cannes pelo roteiro de Felizes Dezesseis e também assinou os roteiros de Ventos da Liberdade e Eu, Daniel Blake, vencedores da Palma de Ouro; e o consagrado ator sueco Stellan Skarsgård, recentemente indicado ao Oscar por Valor Sentimental, que foi premiado em Cannes no ano passado.
Além disso, o Festival de Cannes 2026, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, também anunciou os integrantes do júri das mostras de curtas-metragens (Competição e La Cinef), que será presidido pela cineasta e roteirista catalã Carla Simón e contará com: Park Ji-min, atriz e artista visual francesa; Ali Asgari, diretor iraniano; Salim Kechiouche, ator e diretor francês; e Magnus von Horn, cineasta e roteirista sueco.
Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Justin Theroux, Simone Ashley, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Tracie Thoms, Pauline Chalamet, Caleb Hearon, B.J. Novak, Patrick Brammall, Lady Gaga, Donatella Versace, Rachel Bloom, Helen J Shen, Amanda Morrow, Jenna Bush Hager, Conrad Ricamora, Karolina Kurkova, Kiara Gomez Glad Bak, Tibor Feldman, Maria Bata, Swanmy Sampaio, Bria Condon, Holden Goodman, Ciara, Emily Hunt, Kara Swisher, Naomi Campbell, Law Roach, Jon Batiste, Tom Johnson, Vincent De Paul, Geneva Meredith, Larry Mitchell, Daniel Congleton, Abbie Van Lee, Colin Foley, Daniel Liu, Eloise Ro, Walter Belenky, Wes McGee, Dirk Higgins, Candice Lam, Craig Castaldo, Matthew Heister, Sarah Hamrick, Jonathan Noah Esposito, Amanda L. Miller, Jonathan Bender, Elizabeth Holder, Kim Exum, Sabrina Cappellino, Attila Abuk, Ver Best, Rob Guglielmo, Bridget Winder, Ken Parrish, Nyajuok Kueth, John Fiduccia, Veronica Universo, Michael Sabanos, Marc Jacobs, Veronica Otto, Leonardo Algozzino, Brunello Cucinelli, Tina Brown, Kevin D. Benton, Eric Patrick Cameron, Linda Glisson Clarkson, John DiGiorgio, Ken Holmes, Brendan Manning, Daniel Jeffrey May, Talya L Moore, Karie O’Donnell, Edward Olaie, Leroy Phillips Jr., Greg Rubenacker, Mako San, Sebastian Torrente.
Ano: 2026
Sinopse: Duas décadas após a trama original, O Diabo Veste Prada 2 acompanha o retorno de Andy Sachs à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly. Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton, ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.
Sinopse: Mahnaz, uma enfermeira viúva de 40 anos, tenta equilibrar uma rotina marcada por tensões crescentes, desde um filho rebelde até um relacionamento controverso. A situação se agrava quando um trágico acidente leva Mahnaz a confrontar limites emocionais e escolhas que podem transformar seu destino para sempre.
Cláudia Abreu no filme O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho: homenageada
Com três décadas de história, o Cine PE – Festival do Audiovisual chega à sua 30ª edição entre os dias 1º e 7 de junho, no Recife, com todas as sessões gratuitas. As exibições competitivas acontecem no Cine Teatro do Parque, com a tradicional programação noturna; enquanto as sessões da Mostra Matinê, fora da competição, serão realizadas no Cinema São Luiz, reunindo 12 filmes em uma programação paralela voltada a novos olhares e experimentações.
Em 2026, o festival dá um passo importante rumo ao reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial. O Cine PE já está com projetos em tramitação nas comissões responsáveis pela concessão do título, tanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara de Vereadores do Recife. As propostas são, respectivamente, de autoria do deputado Jarbas Vasconcelos Filho e do vereador Samuel Salazar.
Para o produtor Alfredo Bertini, esse avanço representa o reconhecimento de uma história construída ao longo de décadas: “O Cine PE sempre foi mais do que um festival, é um espaço de encontro, de formação de público e de valorização do nosso cinema. Ver esse movimento em direção ao reconhecimento como patrimônio é muito significativo, porque reafirma a importância do audiovisual na identidade cultural de Pernambuco”, afirma.
A abertura do festival, no dia 1º de junho, será marcada pela exibição do longa Doutor Monstro, dirigido por Marcos Jorge, de Estômago. O filme acompanha Cláudia Ferreira, vivida por Taís Araujo, uma promotora obstinada que enfrenta um dos casos mais brutais de sua carreira. Diante da tentativa de sustentar uma tese de legítima defesa para livrar um médico feminicida, interpretado por Marat Descartes, ela precisa recorrer a todos os meios possíveis para evitar que o crime fique impune. Inspirado na história real de Farah Jorge Farah, o filme mergulha em uma narrativa intensa onde verdade e mentira se misturam em uma tragédia que expõe as falhas e tensões do sistema de justiça.
Marcos Jorge e Taís Araujo nos bastidores de Doutor Monstro: filme selecionado
A grande homenageada desta edição será a atriz Cláudia Abreu, um dos nomes mais consagrados da dramaturgia brasileira. Com uma trajetória que começou ainda jovem nos palcos do Tablado, construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema, marcada pela versatilidade e pela intensidade de suas interpretações. Ao longo dos anos, protagonizou trabalhos marcantes em novelas, séries e filmes, além de se destacar também como roteirista e produtora. Reconhecida pela crítica e pelo público, acumula importantes premiações e indicações, consolidando seu lugar entre as grandes artistas do país. “Celebrar os 30 anos do Cine PE com uma homenagem para Cláudia Abreu é reconhecer uma artista que atravessa gerações com talento e consistência”, afirma a diretora do festival, Sandra Bertini.
A programação inclui também, como já é tradição, entrevistas e debates, além do lançamento do livro comemorativo Cine PE: Uma grande história feita de muitas, obra de autoria coletiva que celebra a trajetória do festival. A curadoria do Cine PE 2026 é assinada por Diego Edu Fernandes e Carissa Vieira.
Ao final, os premiados recebem o Troféu Calunga, símbolo máximo do festival, que será entregue aos vencedores das mostras competitivas de curtas e longas-metragens. Criado pela artista plástica Juliana Notari, o troféu homenageia a Calunga, boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante o maracatu. Representando uma divindade e símbolo de proteção e força, a Calunga reforça a conexão do festival com a ancestralidade e a cultura popular. Os filmes premiados receberão a Calunga de Prata, enquanto os homenageados da edição serão contemplados com a Calunga de Ouro.
Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2026:
MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai (RJ) Buenosaires, de Tuca Siqueira (PE) Doutor Monstro, de Marcos Jorge (PR/SP) Mapas, de Rafael Lobo (DF) Onde Estamos Seguros, de Thais Scabio (SP) Resta Um, de Fernando Ceylão (RJ)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS NACIONAIS
A Ascensão da Cigarra, de Ana Clara Ribeiro (RO) Da Aldeia à Universidade, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo (TO) João-de-Barro, de Daniel Jaber e Lu Damasceno (MG) Mercado Central, de Tássia Dhur (MA) O Véu, de Gabriel Motta (RS) Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) Punhal, de Clementino Júnior (RJ) TV Entreaberta, de Mateus Compart (MG) Um Certo Cinema Brasileiro, de Fábio Rogério (SE) Via Sacra, de João Campos (DF)
MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS
A Física dos Invisíveis, de Camilo Soares Magritte, de Tom Nogueira Medo Monstro, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão Os Ursos e Nós, de Maria Acselrad Salam, de Bruna Tavares Velha Roupa Colorida, de Pedro Fillipe
MOSTRA HORS CONCOURS
Guardiões da Floresta, de Estudantes da Rede Pública de Ensino do Jaboatão dos Guararapes (PE) O Cobrador de Fraque, de Tomás Portella (SP)
MOSTRA INFANTIL DE CINEMA
Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (SP) D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima (SP)
MOSTRA PARALELA | SESSÃO MATINÊ
MOSTRA OFÍCIO: ARTÍSTICA
Caldeirão, de Oliveira Júnior, Milena Rocha e Weslley Oliveira (PI) Espelho da Memória, de Filipe Travanca e Roberto Simão (SP) José Bezerra, Artista, de Karen Black e Lucas Van de Beuque (RJ) Normalidade, de Lico Cardoso (SP) O Pintor, de Victor Castilhos (RS) Roteiro para uma Fuga, de Priscila Nascimento (PE)
MOSTRA SONORIDADE PERNAMBUCANA
Carnaval de Corpo e Alma, de PC Pereira (PE) Festa Infinita, de Ander Beça (PE) Presente de Aniversário, de Uilma Queiroz (PE) Roda Gigante, de Leonardo Macena e Jefferson Ribeiro (PE)
MOSTRA PERFORMANCE DO OCULTO
Arrenego, de Fernando Weller e Alan Oliveira (PE) Teia, de Claudia Castro (RJ)
A 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de julho, acaba de anunciar que o cineasta Rodrigo Aragão, autor de uma cinematografia criadora de mundos fantásticos, será o Homenageado Capixaba deste ano. Como parte da homenagem, ele receberá o Troféu Vitória e o Caderno do Homenageado, publicação inédita que traz uma extensa reportagem sobre a sua trajetória artística assinada pelos jornalistas Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos.
Em comunicado oficial, Aragão disse: “Uma frase que repito muito desde que faço filmes e que aprendi sobre regionalismo é: ‘canta sua aldeia e encantará o mundo’. Estou muito feliz porque estou sendo homenageado na minha aldeia, que é o lugar mais importante do mundo pra mim. Sempre cantei minha aldeia para o mundo, por isso essa é a homenagem mais importante que eu poderia receber”.
Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo Simões Aragão é um dos nomes mais importantes do cinema de horror no Brasil. Nascido em 18 de janeiro de 1977, na cidade de Guarapari, filho de uma dona de casa com um mágico, que também foi dono de um cinema, tendo o lúdico e o fantástico como constantes na sua infância, ele cresceu desenhando, criando monstros e assustando os vizinhos. Aragão trilhou um caminho singular no cinema onde a sua vontade de contar histórias foi materializada em grande parte pelo seu talento para os efeitos especiais práticos.
Rodrigo estreou no cinema em 1994, aos 17 anos, no curta-metragem A Lenda de Proitner, da diretora Luiza Lubiana, onde foi o responsável pela maquiagem. Antes de chegar às telas como diretor, Aragão idealizou e atuou no espetáculo de terror Mausoleum, apresentado entre 2000 e 2004, nas cidades de Guarapari, Belo Horizonte e Salvador, se apresentando para um público de aproximadamente 30 mil pessoas.
Gilda Nomacce no longa Prédio Vazio, de Rodrigo Aragão
Diretor, roteirista e produtor, Aragão é um dos nomes mais importantes do cinema de horror do país e um dos profissionais do audiovisual brasileiro de maior expressão no mercado internacional. Com uma carreira autoral independente, seus trabalhos já foram exibidos em mais de 140 festivais pelo mundo, tendo recebido 36 prêmios nacionais e internacionais, realizado parcerias com grandes empresas do audiovisual como Globo Filmes, O2 e RT Features. Em 2023, inaugurou seu estúdio, a Fábula Filmes, que realiza uma série de formações nas diversas áreas do audiovisual.
No currículo, ele possui oito longas-metragens, como o recente Prédio Vazio (2025), sua primeira produção urbana e com parte da equipe formada pelas oficinas da Fábulas Filmes, que foi premiada na 28ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes; O Cemitério das Almas Perdidas (2020), uma das suas obras mais ambiciosas e exibida no 27º Festival de Cinema de Vitória; e Mangue Negro (2008), que marca sua estreia na direção de longas e foi filmado na manguezal de Guarapari. O filme faz parte de uma trilogia que inclui os títulos Mar Negro (2013) e A Mata Negra (2018). Seu projeto mais recente, em fase de pós-produção, é Folclórica, voltada para o público infantojuvenil e todo feito com bonecos.
Juntamente com Petter Baiestorf, José Mojica Marins e Joel Caetano, importantes nomes do cinema de terror, Rodrigo Aragão assina a direção e produção de As Fábulas Negras (2015), uma antologia fílmica composta por cinco histórias macabras tipicamente brasileiras. A sua filmografia também inclui sete curtas-metragens com destaque para o clássico Chupa-Cabra (2004), sua estreia como diretor audiovisual. Ele também dirigiu a websérie Assombrações (2022), além de ter dirigido um dos episódios da série Noturnos, do Canal Brasil, baseada em textos de Vinicius de Moraes.
O diretor é um dos profissionais mais requisitados nas áreas de maquiagem de efeitos especiais e direção de efeitos especiais práticos. Entre as dezenas de trabalhos em que atuou, destaque para o recente Enterre Seus Mortos (2024), de Marco Dutra, e o ainda inédito Nova Éden, de Aly Muritiba.
Marcelo Pinheiro e Allan Deberton: dois prêmios para o longa Feito Pipa
Foram anunciados neste sábado, 25/04, em cerimônia apresentada pelo ator mexicano Andrés Zuno, os vencedores da 41ª edição do Festival Internacional de Cine en Guadalajara, considerado um dos mais fortes da América Latina.
O longa Querida Fátima, dirigido por Lorena Gutiérrez Rangel, Su Kim, Jesús Quintana Vega, Rodrigo Reyes e Dawn Valadez, recebeu o Prêmio Mezcal de melhor filme, que destaca o cinema mexicano; a categoria de melhor interpretação consagrou o ator Oustin de León por seu trabalho em Soy Mario.
Neste ano, o cinema brasileiro se destacou na premiação com diversos títulos, entre eles, o cearense Feito Pipa, de Allan Deberton, que foi consagrado no Prêmio Maguey, seção que exibe títulos que abordam temas queer relacionados à comunidade LGBTQ+; o longa levou os prêmios de melhor filme e melhor interpretação para Yuri Gomes e Teca Pereira. O júri, formado por Andreas Bühlmann, Keith Bennie, Trinidad González, Michel Salazar e Coty Camacho justificou: “Este filme nos mostra a magia, a inocência e o amor por meio de seus personagens. O filme constrói uma história universal a partir do ponto de vista de um personagem, complementada pelo design de produção, pelas atuações e pela cinematografia. E, especialmente, nos convida a trabalhar e a construir em espaços seguros para as identidades queer e para as pessoas que amamos”.
Feito Pipa acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino que sonha em se tornar jogador de futebol e vive com a avó Dilma, papel de Teca Pereira, que o cria de forma livre e afetuosa. Quando a saúde de Dilma se fragiliza, ele tenta esconder a situação para evitar ser separado dela e precisar ir morar com o pai, vivido por Lázaro Ramos. Rodado em Quixadá, no interior do Ceará, o longa constrói uma narrativa sensível sobre amadurecimento, pertencimento e afeto.
O diretor Allan Deberton, que também dirigiu Pacarrete e O Melhor Amigo, esteve presente na premiação, ao lado do produtor Marcelo Pinheiro, e comentou a conquista: “Foram dias incríveis em Guadalajara, com uma recepção carinhosa do público em todas as sessões. Sair duplamente premiado é uma honra. Dedico a todos que fizeram parte do filme, que o apoiaram e o fizeram existir. Agradeço a curadoria, a direção e a equipe do festival pela acolhida. A história de Gugu e Dilma tem emocionado por onde passa. Desde Berlim, o filme e o elenco têm encantado o público e é muito bom estar acompanhando essa recepção tão calorosa”.
O Brasil também se destacou com outros títulos premiados: o curta-metragem Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos, recebeu uma Menção Honrosa; Coração das Trevas, de Rogério Nunes, foi eleito o melhor longa-metragem internacional de animação; e o longa A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai, recebeu o Prêmio Técnico-Artístico entre os documentários.
Além dos premiados, o cinema brasileiro marcou presença com diversos títulos na seleção, como: Precisamos Falar, de Rebeca Diniz e Pedro Waddington; Eu Vou Ter Saudades de Você, de Daniel Ribeiro; os curtas-metragens Apnea, de Thales Pessoa e O Véu, de Gabriel Motta; La couleuvre noire, de Aurélien Vernhes-Lermusiaux, uma coprodução entre França, Colômbia e Brasil; e a animação Mi amigo el sol, de Alejandra Pérez González, uma coprodução entre México e Brasil. Rosebush Pruning, do diretor brasileiro Karim Aïnouz, foi exibido fora de competição.
Já no DocuLab, um programa da indústria do FICG, cujo objetivo é promover o desenvolvimento de cineastas ibero-americanos e seus filmes documentários na fase de montagem, o Brasil se destacou com Boy, de Michel Carvalho, e Os Arquivos Impossíveis, de José Eduardo Lins; Tempo Meio Azul Piscina, de Sofia Federico, foi exibido no Guadalajara Construye, que apresenta longas-metragens de ficção em versão preliminar buscando financiamento para a conclusão e distribuição.
Nesta 41ª edição, o cineasta Darren Aronofsky foi o Homenageado Internacional e, durante a cerimônia de premiação, subiu ao palco para receber tal honraria: “Estar aqui, neste festival de cinema, é um lembrete de como a narrativa é importante. Contar histórias é a tecnologia humana original. É o que nos torna humanos. É o que nos torna seres humanos melhores. E estar neste festival de cinema com todos esses contadores de histórias, todas as histórias e o público que as recebe é, para mim, um lembrete constante de como é importante continuar criando. Então, para todos os jovens estudantes de cinema em Guadalajara, os jovens cineastas, lembrem-se de que vocês estão fazendo a coisa certa. Precisamos de vocês. Continuem trabalhando, continuem lutando. Eu sei que é muito difícil lá fora. Mas se você contar uma história que tenha significado para você, encontrará um público, com sorte não apenas em festivais como este, mas em todo o mundo”, discursou.
O filme de encerramento deste ano foi Un hijo propio, da aclamada diretora chilena Maite Alberdi. O documentário conta a história de Alejandra, uma mexicana que finge estar grávida por vários meses diante de sua família, levando-a a enfrentar uma complexa crise psicológica e social que acaba se tornando um escândalo midiático.
Conheça os vencedores do 41º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara:
PRÊMIO MEZCAL
Melhor Filme Mexicano: Querida Fátima, de Lorena Gutiérrez Rangel, Su Kim, Jesús Quintana Vega, Rodrigo Reyes e Dawn Valadez Melhor Direção: Lorena Gutiérrez Rangel, Su Kim, Jesús Quintana Vega, Rodrigo Reyes e Dawn Valadez, por Querida Fátima Melhor Realização Técnico-Artística | Fotografia: Ciudad de muertos, por Diego Tenorio Melhor Interpretação: Oustin de León, por Soy Mario Prêmio do Público: Querida Fátima, de Lorena Gutiérrez Rangel, Su Kim, Jesús Quintana Vega, Rodrigo Reyes e Dawn Valadez Prêmio do Júri Jovem: La misma sangre, de Ángel Ricardo Linares Colmenares
LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO
Melhor Filme: Hangar rojo, de Juan Pablo Sallato (Chile/Argentina/Itália) Melhor Direção: Juan Pablo Sallato, por Hangar rojo Melhor Roteiro: Hangar rojo, escrito por Luis Emilio Guzmán Melhor Interpretação: Nicolás Zárate, por Hangar rojo e María Magdalena Sanizo, por La hija cóndor Melhor Realização Técnico-Artística: Hangar rojo, de Juan Pablo Sallato Melhor Filme de Estreia: Barrio triste, de STILLZ (Colômbia/EUA) Menção Honrosa | Filme de Estreia: Nunkui, de Verenice Benitez (Equador/Chile/Alemanha)
CURTA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
Melhor Curta: Tres, de Juan Ignacio Ceballos (Argentina) Menção Honrosa: Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos (Brasil/EUA/Reino Unido)
PRÊMIO MAGUEY
Melhor Filme: Feito Pipa, de Allan Deberton (Brasil) Menção Honrosa: Nuestro cuerpo es una estrella que se expande, de Semillites Hernández Velasco e Tania Hernández Velasco (México) Prêmio do Júri: Soy Mario, de Sharon Kleinberg (México) Melhor Interpretação: Yuri Gomes e Teca Pereira, por Feito Pipa
LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO
Melhor Filme: Coração das Trevas, de Rogério Nunes (Brasil/França)
LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE DOCUMENTÁRIO
Melhor Filme: Niñas escarlata, de Paula Cury (República Dominicana/México/Alemanha) Menção Honrosa: Flores para Antonio, de Elena Molina e Isaki Lacuesta (Espanha) Melhor Direção: Paula Cury, por Niñas escarlata Prêmio Técnico-Artístico: A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
MOSTRA HECHO EN JALISCO
Melhor Longa: El círculo de los mentirosos, de Nancy Cruz Orozco (México) Melhor Curta: Mi lugar favorito, de Alejandro Hidrogo Arechiga, Luis Zamarroni, Mariana Salazar e Sergio Campestre (México)
PRÊMIO CINE SOCIOAMBIENTAL
Melhor Filme: Black Water, de Natxo Leuza (Espanha)
PRÊMO CINE DE GÉNERO
Melhor Filme: Alpha, de Julia Ducournau (França/Bélgica) Menção Honrosa: Motherwitch, de Minos Papas (Chipre/Macedônia do Norte/EUA) Menção Honrosa: Hablando con extraños, de Adrián García Bogliano (México)
PRÊMIO RIGO MORA
Melhor curta de animação: Una vez en un cuerpo, de María Cristina Pérez González (Colômbia/EUA) Menção Honrosa: El fantasma de la Quinta, de James A. Castillo (Espanha)
OUTROS PRÊMIOS
Prêmio FIPRESCI: Oca, de Karla Badillo (México/Argentina) Prêmio FEISAL: Aquí se escucha el silencio, de Gabriela Pena e Picho García (Chile)
Em sua estreia no cinema, o cantor e compositor Zé Ibarra será o narrador de Refestança: Diário, Fotos e Música (título provisório), no qual o diretor Vinícius Reis, de Homem Onça, Noites de Reis e Praça Saens Peña, reconstitui a turnê que Rita Lee e Gilberto Gil fizeram em 1977.
Ibarra encarna o repórter e fotógrafo de 23 anos, personagem misto de real e ficcional que, por um mês, viajou por oito capitais brasileiras com Rita, Gil e seus grupos, Tutti Frutti e Refavela.
O compositor, arranjador, multi-instrumentista e cantor brasileiro Zé Ibarra, nascido no Rio de Janeiro, chamou a atenção de grandes nomes da música popular brasileira como Milton Nascimento, Gal Costa e Ney Matogrosso. Em 2022, venceu o Grammy Latino como integrante da banda Bala Desejo na categoria de melhor álbum pop em português com Sim Sim Sim. Ele também foi indicado em setembro de 2025 na categoria de melhor canção em língua portuguesa com Transe.
Ibarra fez parte da banda Dônica, formada ao lado de Tom Veloso, filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne, com quem lançou o disco Continuidade dos Parques. Depois disso, participou da criação do grupo Bala Desejo, ao lado de Dora Morelenbaum, Julia Mestre e Lucas Nunes, que surgiu durante a pandemia de Covid-19 nas lives de Teresa Cristina. O álbum de estreia do grupo trouxe forte inspiração dos anos 1970 e uma sonoridade carnavalesca, marcada por temas ligados ao desejo, ao prazer e à vida urbana contemporânea. Em carreira solo, Zé Ibarra lançou em 2025 o disco AFIM e, em 2023, o trabalho Marquês, 256.
Bastidores das filmagens de Refestança
O longa-metragem Refestança é um documentário feito a partir de cenas e entrevistas da época, reunindo Super-8, 16mm, reportagens e as cerca de 600 fotos que o fotógrafo Antônio Carlos Miguel fez para o Jornal de Música nos anos 1970. Para o diretor Vinícius Reis, o material resgatado revela muito mais do que um show: “Refestança foi um sopro de liberdade em plena ditadura, movido a amizades e com uma alta voltagem de boas músicas”.
Além da direção, Reis assina também o roteiro ao lado de Jô Serfaty; a direção de fotografia é assinada por Mariana Bley e a direção de arte é de Tainá Xavier. A equipe segue com consultoria de Antônio Carlos Miguel, Rosângela Nascimento no figurino, pesquisa iconográfica de Antônio Venâncio e produção musical de Alexandre Kassim; a edição é de Waldir Xavier e Eduardo Martino. Paula Cosenza, João Queiroz Filho, André Novis, Vinícius Reis e Mário Patrocínio assinam como produtores; a produção executiva é de Marina Pessoa.
Produzido pelo Ventre Studio, Trema, Tacacá e Uno Filmes, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e a portuguesa BRO Filmes, Refestança será distribuído no Brasil pela O2 Play e chegará aos cinemas em 2027, no aniversário de 50 anos do encontro e do álbum ao vivo lançado por Rita e Gil.
Adam Driver, Miles Teller e James Gray nos bastidores de Paper Tiger: coprodução brasileira
Depois de anunciar os primeiros filmes de sua 79ª edição, que acontecerá entre os dias 12 e 23 de maio, o Festival de Cannes revelou novos títulos que completam sua seleção.
Entre os novos selecionados, vale destacar a presença de Paper Tiger, do cineasta James Gray, que disputará a tão cobiçada Palma de Ouro. O longa é produzido pela brasileiraRT Features, junto com a Leone Film Group e Keep Your Head Productions. A obra, recém-adquirida pela Neon, é a terceira parceria entre a RT Features e o diretor americano e conta com Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller no elenco principal.
A trama acompanha dois irmãos que, em busca do sonho americano, envolvem-se em uma operação duvidosa e são arrastados para um submundo de corrupção e violência. À medida que se tornam alvos da máfia russa, o vínculo entre eles começa a se desgastar, tornando uma traição impensável em ameaça real. No Brasil, a obra terá distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina.
A parceria entre a RT Features e o cineasta americano vem se consolidando com o passar dos anos. Paper Tiger é o terceiro filme que surge desse processo. Em comunicado oficial, Rodrigo Teixeira, fundador e produtor da RT Features, disse: “Trabalhar com James Gray é muito prazeroso. Eu sempre fui fã dele como cineasta e hoje posso dizer que ele se tornou um grande amigo e um parceiro cinematográfico. Nosso primeiro longa foi Ad Astra, em 2019, e depois fizemos Armageddon Time, em 2022, que também foi selecionado em Cannes”.
Gray é um rosto conhecido no Festival de Cannes há muitos anos. Ao longo de sua filmografia, ele teve cinco obras selecionadas pelo festival: Armageddon Time, Era Uma Vez em Nova York, Amantes, Os Donos da Noite e Caminho sem Volta. Paper Tiger marca seu sexto longa na Croisette.
Outra novidade revelada para esta edição foi o pôster oficial inspirado no longa Thelma & Louise, de Ridley Scott e protagonizado por Susan Sarandon e Geena Davis, que celebra 35 anos de sua estreia no festival, que aconteceu no dia 20 de maio de 1991.
O comunicado oficial diz: “Essas duas lutadoras inesquecíveis subverteram os estereótipos de gênero, tanto sociais quanto cinematográficos; elas personificaram a liberdade absoluta e a amizade inabalável; mostraram o caminho para a emancipação quando ela se torna essencial. Lembrar disso hoje significa celebrar a jornada já percorrida, sem negligenciar o que ainda está por vir. Com uma regata branca e uma pose descontraída, Louise nos encara e nos desafia com o olhar. Com um revólver no bolso de trás da calça jeans, Thelma observa o horizonte por trás dos óculos escuros. Ambas as mulheres sentam-se orgulhosamente em um Ford Thunderbird conversível de 1966. Sob o sol do Arkansas, em uma América deserta, elas pegam a estrada, escapam, fogem – da vida, da sociedade, dos homens que as maltratam – para trilhar seu próprio caminho. Temas inovadores em 1991 permeiam Thelma & Louise e ainda ressoam fortemente nos dias de hoje. Para representá-los, o Festival de Cannes escolheu esta imagem em preto e branco do set de um filme colorido que celebra a vida e as lutas atemporais pela liberdade de ser quem se é”.
E mais sobre o filme: “Após seu lançamento nos Estados Unidos, este Easy Rider feminino provocou debates e controvérsias. Mas o sucesso foi inegável. Como uma detonação libertadora, o filme transgressor de Ridley Scott marcou um momento histórico na representação da mulher no cinema. Rapidamente se tornou um clássico de uma geração e agora é um filme cult. Graças a uma dupla de atrizes deslumbrantes que lembram a parceria de Redford e Newman em Butch Cassidy e Sundance Kid, o filme é uma ode à amizade feminina, tendo como pano de fundo as paisagens selvagens e majestosas do meio-oeste americano, filmado no estilo de um faroeste, com trilha sonora de Hans Zimmer. Duas atrizes fenomenais, Geena Davis e Susan Sarandon, entregam-se de corpo e alma às suas personagens, que se tornaram icônicas devido à intensidade de suas performances. Há trinta e cinco anos, as duas protagonistas do primeiro road movie feminista do cinema decidiram dar o salto, impulsionadas por um vento de libertação. Elas se tornaram ícones imortais. Hoje, elas nos confrontam e observam seu próprio legado”.
Além disso, também foram revelados os integrantes do júri da mostra Un Certain Regard: a atriz francesa Leïla Bekhti, que será a presidente do júri; Angèle Diabang, produtora e diretora senegalesa; Laura Samani, cineasta italiana; Thomas Cailley, diretor e roteirista francês; e Khaled Mouzanar, compositor libanês. E mais: o brasileiro André Fischer, diretor do Festival Mix Brasil, fará parte do júri da Queer Palm, que elege o melhor filme com temática LGBTQIA+ do Festival de Cannes, ao lado de Anna Mouglalis, Thomas Jolly, Raya Martigny e Jehnny Beth.
Conheça os novos filmes selecionados para o Festival de Cannes 2026:
COMPETIÇÃO
Paper Tiger, de James Gray (EUA/Itália/Brasil)
UN CERTAIN REGARD
Mémoire de fille, de Judith Godrèche (França/Bélgica) Titanic Ocean, de Konstantina Kotzamani (Grécia/França/Japão/Alemanha/Romênia/Espanha) Ulysse, de Laetitia Masson (França) (filme de encerramento) Victorian Psycho, de Zachary Wigon (EUA/Reino Unido)
CANNES PREMIÈRE
Aqui, de Tiago Guedes (Portugal/França) Mariage au goût d’orange, de Christophe Honoré (França) Marie Madeleine, de Gessica Généus (Haiti/França/Bélgica/Luxemburgo/Canadá) Si tu penses bien, de Géraldine Nakache (França/Bélgica) The End Of It, de Maria Martinez Bayona (Reino Unido/Canadá/Espanha/Noruega)
SESSÕES ESPECIAIS
Ceniza en la Boca, de Diego Luna (México/Espanha) Groundswell, de Joshua Tickell e Rebecca Harrell Tickell (EUA) Le Triangle d’or, de Hélène Rosselet-Ruiz (França/Bélgica/Canadá) Tangles, de Leah Nelson (EUA) Vesna, de Rostislav Kirpičenko (Lituânia/Ucrânia/França)