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Conheça os indicados ao European Film Awards 2017

por: Cinevitor

lovelesseuropeanMatvey Novikov em cena de Loveless: três indicações.

Foram anunciados neste domingo, 5/11, os indicados ao 30º European Film Awards, premiação criada pela European Film Academy que elege as melhores produções cinematográficas europeias. Os vencedores serão escolhidos pelos membros da EFA, que conta com mais de três mil integrantes, e serão anunciados no dia 9 de dezembro, em Berlim.

O sueco The Square, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, lidera a lista com cinco indicações, entre elas, a de melhor filme europeu; o húngaro Corpo e Alma, premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, aparece em quatro categorias.

Neste ano, a atriz francesa Julie Delpy, duas vezes indicada ao Oscar, receberá o European Achievement in World Cinema, um prêmio especial pelo reconhecimento de uma carreira rica e diversificada em frente e atrás das câmeras.

Confira a lista completa com os indicados ao European Film Awards 2017:

MELHOR FILME EUROPEU:
120 Batimentos por Minuto (120 battements par minute), de Robin Campillo (França)
Corpo e Alma (Teströl és lélekröl), de Ildikó Enyedi (Hungria)
Loveless (Nelyubov), de Andrey Zvyagintsev (Rússia/França)
O Outro Lado da Esperança (Toivon tuolla puolen), de Aki Kaurismäki (Finlândia/Alemanha)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)

MELHOR DIREÇÃO:
Aki Kaurismäki, por O Outro Lado da Esperança (Toivon tuolla puolen)
Andrey Zvyagintsev, por Loveless (Nelyubov)
Ildikó Enyedi, por Corpo e Alma (Teströl és lélekröl)
Ruben Östlund, por The Square
Yorgos Lanthimos, por O Sacrifício do Cervo Sagrado (The Killing of a Sacred Deer)

MELHOR ATRIZ:
Alexandra Borbély, por Corpo e Alma
Florence Pugh, por Lady Macbeth
Juliette Binoche, por Un beau soleil intérieur
Isabelle Huppert, por Happy End
Paula Beer, por Frantz

MELHOR ATOR:
Claes Bang, por The Square
Colin Farrell, por O Sacrifício do Cervo Sagrado
Jean-Louis Trintignant, por Happy End
Josef Hader, por Stefan Zweig: Adeus, Europa
Nahuel Pérez Biscayart, por 120 Batimentos por Minuto

MELHOR ROTEIRO:
Corpo e Alma, escrito por Ildikó Enyedi
Frantz, escrito por François Ozon
Loveless, escrito por Oleg Negin e Andrey Zvyagintsev 
O Sacrifício do Cervo Sagrado, escrito por Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou
The Square, escrito por Ruben Östlund

MELHOR FILME EUROPEU DE COMÉDIA:
O Rei dos Belgas, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica/Holanda/Bulgária)
The Square, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)
Vincent (Vincent and the End of the World), de Christophe Van Rompaey (França/Bélgica)
Welcome to Germany (Willkommen bei den Hartmanns), de Simon Verhoeven (Alemanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO EUROPEU:
Austerlitz, de Sergei Loznitsa (Alemanha)
Hyvä postimies (The Good Postman), de Tonislav Hristov (Finlândia/Bulgária)
Komunia (Communion), de Anna Zamecka (Polônia)
La Chana, de Lucija Stojevic (Islândia/Espanha/EUA)
Stranger in Paradise, de Guido Hendrikx (Holanda)

MELHOR FILME EUROPEU DE ANIMAÇÃO:
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent), de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polônia)
Ethel & Ernest, de Roger Mainwood (Reino Unido)
Louise en hiver (Louise by the Shore), de Jean-François Laguionie (França/Canadá)
Zombillénium, de Arthur de Pins e Alexis Ducord (França/Bélgica)

EUROPEAN DISCOVERY | PRÊMIO FIPRESCI:
Bezbog (Godless), de Ralitza Petrova (Bulgária/Dinamarca/França)
Die Einsiedler (The Eremites), de Ronny Trocker (Alemanha/Áustria)
Lady Macbeth, de William Oldroyd (Reino Unido)
Petit Paysan (Bloody Milk), de Hubert Charuel (França)
Verão 1993 (Estiu 1993), de Carla Simón (Espanha)

MELHOR CURTA-METRAGEM EUROPEU:
Copa-Loca, de Christos Massalas (Grécia)
En La Boca, de Matteo Gariglio (Argentina/Suíça)
Fight on a Swedish Beach!!, de Simon Vahlne (Suécia)
Gros Chagrin (You will be fine), de Céline Devaux (França)
Hevêrk (The Circle), de Ruken Tekes (Turquia)
Information Skies, de Daniël van der Velden e Vinca Kruk (Holanda/Coreia do Sul)
Jeunes hommes à la fenêtre (Young Men at Their Window), de Loukianos Moshonas (França)
Los Desheredados (The Disinherited), de Laura Ferrés (Espanha)
Love, de Reka Bucsi (Hungria/França)
Os Humores Artificiais (The Artificial Humors), de Gabriel Abrantes (Portugal)
Scris/Nescris (Written/Unwritten), de Adrian Silisteanu (Romênia)
The Party, de Andrea Harkin (Irlanda)
Timecode, de Juanjo Giménez (Espanha)
Ugly, de Nikita Diakur (Alemanha)
Wannabe, de Jannis Lenz (Áustria/Alemanha)

Foto: Divulgação.

Gabriel e a Montanha

por: Cinevitor

gabrielmontanhaposterDireção: Fellipe Barbosa

Elenco: João Pedro Zappa, Caroline Abras, Alex Alembe, Rashidi Athuman, John Goodluck, Luke Mpata, Manuela Picq, Rhosinah Sekeleti, Leonard Siampala.

Ano: 2017

Sinopse: Antes de entrar para uma universidade americana de prestígio, Gabriel Buchmann, carregado de sonhos, decide viajar o mundo por um ano. Depois de dez meses na estrada, ele chega ao Quênia determinado a descobrir o continente africano. Até alcançar o topo do monte Mulanje, seu último destino.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4,5-estrelas

Dona Flor e Seus Dois Maridos

por: Cinevitor

donaflornovoposter1Direção: Pedro Vasconcelos

Elenco: Juliana Paes, Marcelo Faria, Leandro Hassum, Nívea Maria, Fábio Lago, Duda Ribeiro, Rita Assemany, Prazeres Barbosa, Ana Paula Bouzas, Marco Bravo, Cassiano Carneiro, Alberto Chammus, Haroldo Costa, Andrea Elia, Maria Gal, Dandara Mariana, Roberta Santiago, Bruna Scavuzzi.

Ano: 2017

Sinopse: No início da década de 1940, Dona Flor, sedutora professora de culinária de Salvador, é casada com Vadinho, que só quer saber de farras e jogatina nas boates da cidade. A vida de abusos e noites em claro acaba por acarretar sua morte precoce, deixando Dona Flor viúva. Logo ela se casa de novo, com o recatado e pacífico farmacêutico da cidade, Dr. Teodoro. As saudades do antigo marido que, apesar dos defeitos era um ótimo amante, acabam fazendo com que ele retorne em espírito, visto somente pela viúva. Isso a deixa em dúvida sobre o que fazer com os dois maridos que passam a dividir o seu leito. Nova versão do clássico de Jorge Amado.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas

Terra Selvagem

por: Cinevitor

terraselvagemposterWind River

Direção: Taylor Sheridan

Elenco: Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Graham Greene, Kelsey Asbille, Julia Jones, Teo Briones, Apesanahkwat, Tantoo Cardinal, Eric Lange, Gil Birmingham, Althea Sam, Tokala Black Elk, Martin Sensmeier, Tyler Laracca, Shayne J. Cullen, Dallin Tusieseina, Austin R. Grant, Ian Bohen, Hugh Dillon, Matthew Del Negro, James Jordan, Gabe Casdorph, Mason D. Davis, Chris Romrell, Jon Bernthal, Blake Robbins, Norman Lehnert, Ian Roylance, Gus Sheridan, Dana Anquoe, Duy Beck, David Cardona, Teresa Duran-Norvick, Devin Hansen, Tara Karsian.

Ano: 2017

Sinopse: Cory, caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente, encontra o corpo congelado de uma menina em meio ao nada e inicia uma investigação sobre o crime com o auxílio de uma agente novata do FBI que desconhece a região.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Conheça os vencedores da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

por: Cinevitor

carolinapremiomostraCarolina Jabor recebe o Prêmio Petrobras por Aos Teus Olhos.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 01/11, os vencedores da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que nesta edição apresentou 394 títulos de 59 países, contando os 30 curtas-metragens inseridos em retrospectiva, apresentação especial e programação de realidade virtual.

Depois de exibidos na Mostra, os filmes da Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri Internacional, que escolheu o grande vencedor do Troféu Bandeira Paulista: o chileno O Pacto de Adriana, de Lissette Orozco.

Neste ano, pela primeira vez, a Mostra contemplou dois filmes brasileiros com o Prêmio Petrobras de Cinema, avaliados por júris especializados, num total de R$ 300 mil, sendo R$ 200 mil para o melhor longa de ficção e R$ 100 mil para o melhor documentário. O objetivo do prêmio é apoiar a distribuição dos respectivos filmes em pelo menos 15 salas e cinco praças ao longo dos primeiros 90 dias de lançamento comercial, no caso da ficção, e 10 salas e três praças no mesmo período, para o documentário.

A imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação. O júri contou com diversos jornalistas e críticos de cinema, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR, que subiu ao palco ao lado de Flavia Guerra e Maria Do Rosário Caetano para a entrega dos prêmios.

Confira a lista completa com os vencedores da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

PRÊMIO DO JÚRI | MELHOR FILME (Competição Novos Diretores)
TROFÉU BANDEIRA PAULISTA:

O Pacto de Adriana (El Pacto de Adriana), de Lissette Orozco (Chile)

PRÊMIO PETROBRAS DE CINEMA | MELHOR FILME BRASILEIRO | FICÇÃO:
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor

PRÊMIO PETROBRAS DE CINEMA | MELHOR FILME BRASILEIRO | DOCUMENTÁRIO:
Em Nome da América, de Fernando Weller

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FICÇÃO INTERNACIONAL:
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent), de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polônia)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR FICÇÃO BRASILEIRA:
Legalize Já, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL:
Visages, Villages, de Agnès Varda e JR (França)

PRÊMIO DO PÚBLICO | MELHOR DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO:
Tudo é Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano

PRÊMIO DA CRÍTICA | MELHOR FILME INTERNACIONAL:
Custódia (Jusqu’à la garde), de Xavier Legrand (França)

PRÊMIO DA CRÍTICA | MELHOR FILME BRASILEIRO:
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

PRÊMIO DA CRÍTICA | MENÇÃO HONROSA:
Visages, Villages, de Agnès Varda e JR (França)

PRÊMIO ABRACCINE | MELHOR FILME:
Yonlu, de Hique Montanari

PRÊMIO HUMANIDADE:
Agnès Varda
Ai Weiwei

PRÊMIO LEON CAKOFF:
Alain Tanner
Paul Vecchiali
Paulo José

Foto: Claudio Pedroso/Agência Foto.

Conheça os filmes selecionados para a repescagem da 41ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

repescagem41mostraChristos Loulis e Eleni Roussinou em Não Me Ame, de Alexandros Avranas.

A partir desta quinta-feira, 2/11, começa a repescagem da 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, com sessões extras, sempre no CineSesc, de alguns dos filmes que foram exibidos no decorrer desta edição.

A repescagem, que apresenta 30 títulos de 11 países, entre eles, diversos filmes do cineasta suíço Alain Tanner, que ganhou uma retrospectiva no evento, acontece até o dia 8/11.

Conheça os filmes escolhidos:

2/11 – QUINTA-FEIRA:
15h: Não Me Ame (Love Me Not), de Alexandros Avranas (Grécia/França)
17h: O Jovem Karl Marx (Le jeune Karl Marx), de Raoul Peck (Alemanha/França/Bélgica)
19h20: A Trama (L’atelier), de Laurent Cantet (França)
22h: Legalize Já, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé (Brasil)

3/11- SEXTA-FEIRA:
15h: O Universo de Jacques Demy (L’univers de Jacques Demy), de Agnès Varda (França/Bélgica/Espanha)
16h50: Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor (Brasil)
18h45: Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent), de Dorota Kobiela e Hugh Welchman (Reino Unido/Polônia)
20h45: The Square, de Ruben Östlund (Suécia/Alemanha/França/Dinamarca)

4/11- SÁBADO:
15h: Em Nome da América, de Fernando Weller (Brasil)
17h: Tudo é Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano (Brasil)
18h30: O Amante de Um Dia (L’amant d’un jour), de Philippe Garrel (França)
20h10: Visages, Villages, de Agnès Varda e JR (França)
22h: Custódia (Jusqu’à la garde), de Xavier Legrand (França)

5/11 – DOMINGO:
15h: Zombillénium, de Arthur de Pins e Alexis Ducord (França/Bélgica)
16h40: Meu Tio e o Joelho de Porco, de Rafael Terpins (Brasil)
18h20: Uma Espécie de Família (Una especie de familia), de Diego Lerman (Argentina/Brasil/França/Polônia/Alemanha/Dinamarca)
20h15: O Pacto de Adriana (El Pacto de Adriana), de Lissette Orozco (Chile)
22h15: 9 Dedos (9 doigts), de F.J. Ossang (França/Portugal)

6/11 – SEGUNDA-FEIRA:
15h: Messidor, de Alain Tanner (França/Suíça)
17h30: Na Cidade Branca (Dans la ville blanche), de Alain Tanner (Suíça/Portugal/Reino Unido)
19h40: Jonas Que Terá Vinte e Cinco Anos no Ano 2000 (Jonas qui aura 25 ans en l’an 2000), de Alain Tanner (Suíça/França)
21h50: Jonas e Lila, Até Amanhã (Jonas et Lila, à demain), de Alain Tanner (França/Suíça)

7/11 – TERÇA-FEIRA:
15h: A Salamandra (La salamandre), de Alain Tanner (Suíça/França)
17h30: Yonlu, de Hique Montanari (Brasil)
19h20: O Motorista de Táxi (Taeksi Woonjunsa), de Jang Hoon (Coreia do Sul)
22h: Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe (Suíça)

8/11 – QUARTA-FEIRA:
15h: Abaixo a Gravidade, de Edgard Navarro (Brasil)
17h10: Amantes no Meio do Mundo (Le milieu du monde), de Alain Tanner (França/Suíça)
19h30: O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício (Brasil)
21h30: Pequenas Asas (Tyttö nimeltä Varpu), de Selma Vilhunen (Finlândia/Dinamarca)

Foto: Divulgação.

Não Me Ame

por: Cinevitor

naomeamepostermostraLove Me Not

Direção: Alexandros Avranas

Elenco: Eleni Roussinou, Christos Loulis.

Ano: 2017

Sinopse: Um casal contrata uma jovem imigrante para ser barriga de aluguel e a trazem para morar com eles. Enquanto o homem passa os dias trabalhando, a mulher e a garota se aproximam e aproveitam a vida abastada do casal. Mas por trás de sua alegria forçada, a mulher parece cada vez mais deprimida. Depois de uma discussão com a jovem, ela sai para dar uma volta de carro. Na mesma noite, o marido recebe uma ligação: sua mulher está morta e seu corpo foi encontrado dentro do veículo destruído.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Respiro

por: Cinevitor

respiropostermostraNafas

Direção: Narges Abyar

Elenco: Sareh Nour Mousavi, Mehran Ahmadi, Pantea Panahiha, Gelare Abasi, Jamshid Hashempur, Shabnam Moghadami.

Ano: 2016

Sinopse: A jovem Bahar vive em Yazd, no Irã, com seu pai e sua avó. São tempos turbulentos. Primeiro a Revolução Iraniana e, depois, a longa guerra entre o Irã e o Iraque. Mas Bahareh tem seus pensamentos mergulhados em um livro e imersos em suas próprias fantasias para tentar fazer com que o mundo à sua volta faça sentido.

Crítica do CINEVITOR: Em seu segundo longa-metragem de ficção, a cineasta iraniana Narges Abyar, que também assina o roteiro, narra a história da jovem Bahar, uma criança estudiosa que em meio ao caos do cotidiano, usa e abusa de sua imaginação para tentar compreender seu dia a dia. Representante do Irã na disputa por uma vaga entre os finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Respiro lembra um conto de fadas moderno, que se passa em Yazd, uma cidade localizada no centro do país, declarada Patrimônio Mundial da UNESCO. Porém, há uma diferença entre esta história e aquelas protagonizadas por príncipes e princesas. Aqui, a diretora traz como pano de fundo o contexto social e político do país, em meio aos devaneios da jovem protagonista. Bahar, interpretada pela carismática e talentosa Sareh Nour Mousavi, é apaixonada por literatura. Com a pureza de uma criança, encara as dificuldades com uma maturidade de dar inveja a qualquer adulto. Mas, para isso, recorre à sua imaginação, que aparece para o público em forma de animação; seja quando lê um livro ou quando imagina seu futuro já adulta. Bahar só se preocupa em tirar boas notas na escola para se tornar uma excelente médica e cuidar da tosse do pai quando crescer. Enquanto isso, ao seu redor, a pobreza toma conta da população e o país encara uma violenta situação em meio a uma guerra que parece não ter fim. Porém, é a ingenuidade de Bahar e sua maneira esperançosa de enxergar a vida que trazem um alívio/respiro para a narrativa. Seus sonhos e pensamentos lúdicos costuram o arco dramático da história, que trata também de relações e tradições familiares. Respiro é comovente porque mostra a vida como ela é sob o ponto de vista de uma jovem protagonista com altas expectativas sobre um futuro que pode nem chegar. (Vitor Búrigo)

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Happy End

por: Cinevitor

happyendpostermostraDireção: Michael Haneke

Elenco: Isabelle Huppert, Jean-Louis Trintignant, Mathieu Kassovitz, Fantine Harduin, Franz Rogowski, Laura Verlinden, Aurélia Petit, Toby Jones, Hille Perl, Hassam Ghancy, Nabiha Akkari, Joud Geistlich, Philippe du Janerand, Dominique Besnehard, Bruno Tuchszer, Alexandre Carrière, Nathalie Richard, David Yelland, Waël Sersoub, Marie-Pierre Feringue, Maryline Even, Maëlle Bellec, David El Hakim, Frédéric Lampire, Timothé ‘Tim’ Buquen, Sophie Bourdon, Jack Claudany, Jackee Toto.

Ano: 2017

Sinopse: “Ao nosso redor, o mundo, e nós, no centro dele, cegos”. Um retrato da vida de uma família burguesa europeia.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Helena Ignez apresenta A Moça do Calendário na 41ª Mostra de São Paulo

por: Cinevitor

helenaignezmostra1Helena Ignez na apresentação do filme na Mostra de São Paulo.

Considerada um ícone do Cinema Marginal, Helena Ignez, que começou sua carreira como atriz no final da década de 1950, apresentou neste domingo, 29/10, na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, A Moça do Calendário, seu quinto longa-metragem como diretora.

Baseado em um roteiro escrito por Rogério Sganzerla, o filme conta a história de Inácio, interpretado por André Guerreiro Lopes, um ex-gari que trabalha como dublê de dançarino e mecânico na oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário, vivida por Djin Sganzerla.

“É um filme de um grande elenco e estar na Mostra de São Paulo é uma felicidade”, disse a diretora antes da exibição do longa, que contou com a presença de diversos integrantes da equipe e elenco.

“A Moça do Calendário é um filme de uma mulher feminista, que enxerga o mundo dos homens, pois o personagem central que liga toda essa história é o Inácio, um mecânico que vive entre os automóveis, ou seja, um mundo masculino”, completou Ignez. “Tinha que ser muito feminista para lidar com todos esses símbolos, inclusive da própria mulher do calendário. É mais um filme que se interessa pela descolonização do pensamento. É um filme utópico que acredita na felicidade”, finalizou.

Mário Bortolotto, Zuzu Leiva, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Naruna Costa e Vera Valdez completam o elenco do longa, que ainda não tem previsão de estreia em circuito comercial.

Foto: Claudio Pedroso/Agência Foto.

Félicité

por: Cinevitor

felicitepostermostraDireção: Alain Gomis

Elenco: Véro Tshanda Beya Mputu, Gaetan Claudia, Papi Mpaka, Nadine Ndebo, Elbas Manuana, Diplome Amekindra, Célestin Mokono, François Kasonga, Prince Mbasi, Ferdinand Minga, Aziza Kengumbe, José Lusala, Plaisir Mumbula, Nathan Mulumba, Claudine Lumbu, Médecin Chef Veyi, Sephora Françoise, Mua Mbuyi, Léon Makola, Firo Mafuka, Sylvie Kandala, Kakiese Matuala, Gloire Mengi, Modero Totokani, Bavon Diana Landa, Jean-Paul Landa, Charly Kyungu, Bonaventure Kabamba, Godefroid Kuhitika, Mechack Ciamueny.

Ano: 2017

Sinopse: Félicité é uma mulher orgulhosa e independente que trabalha como cantora em um bar de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. Sempre que ela sobe ao palco, parece deixar todas as preocupações de lado. Mas um dia, seu filho sofre um terrível acidente. Enquanto ele está no hospital, ela tenta desesperadamente conseguir dinheiro para sua operação, e começa uma jornada pelas ruas pobres e pelos bairros ricos da cidade. Um dos clientes do bar, um homem chamado Tabu, se oferece para ajudá-la. Relutante, Félicité aceita.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Animais

por: Cinevitor

animaispostermostraTiere

Direção: Greg Zglinski

Elenco: Birgit Minichmayr, Philipp Hochmair, Mona Petri, Mehdi Nebbou, Michael Ostrowski, Philip Lenkowsky.

Ano: 2017

Sinopse: Um acidente com uma ovelha em uma estrada no interior inicia uma série de experiências estranhas e perturbadoras para Anna e Nick, deixando-os incertos de onde estão exatamente: no mundo real, em suas próprias imaginações ou nos devaneios de outra pessoa.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas