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Oscar 2018: conheça os apresentadores e as performances musicais confirmadas

por: Cinevitor

emmaapresentaoscarPresença confirmada: Emma Stone, melhor atriz por La La Land: Cantando Estações.

Já está quase tudo pronto para a 90ª edição do Oscar, que acontecerá neste domingo, 04/03, no Dolby Theatre, em Hollywood. A cerimônia, que será apresentada pela segunda vez pelo ator e comediante Jimmy Kimmel, também contará com muitos convidados especiais.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta semana, diversos nomes que pisarão no palco da premiação mais badalada do cinema, que será iluminado com um design de mais de 45 milhões de cristais Swarovski: Gal Gadot, Emily Blunt, Mark Hamill, Margot Robbie, Armie Hammer, Jennifer Garner, Ansel Elgort, Chadwick Boseman, Greta Gerwig, Oscar Isaac, Ashley Judd, Gina Rodriguez, Dave Chappelle, Annabella Sciorra, Maya Rudolph, Eiza González, Wes Studi, Tiffany Haddish, Tom Holland, Eugenio Derbez, Kelly Marie Tran, Kumail Nanjiani, Zendaya e Daniela Vega.

Vencedores e indicados ao Oscar em edições passadas também marcarão presença na cerimônia, como: Sandra Bullock, Jane Fonda, Jodie Foster, Jennifer Lawrence, Nicole Kidman, Matthew McConaughey, Helen Mirren, Rita Moreno, Lupita Nyong’o, Christopher Walken, Lin-Manuel Miranda, Taraji P. Henson, Salma Hayek, Eva Marie Saint, Mahershala Ali, Viola Davis, Laura Dern e Emma Stone.

A categoria de melhor canção original ganhará um destaque nesta edição, como de costume, com apresentações especiais das cinco músicas que disputam a estatueta dourada: o ator mexicano Gael García Bernal, dublador da animação Viva – A Vida é uma Festa, cantará Remember Me acompanhado pelos cantores Miguel e Natalia LaFourcade; a cantora Mary J. Blige, indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi, apresentará Mighty Rive; a performance de Stand Up For Something, do drama Marshall, contará com Common e Andra Day; a atriz Keala Settle, do musical O Rei do Show, cantará This is Me; e o cantor Sufjan Stevens apresentará Mystery of Love, de Me Chame Pelo Seu Nome.

Segundo informações divulgadas pelo site TMZ, Warren Beatty e Faye Dunaway, que no ano passado, por conta de uma confusão entre os envelopes, divulgaram erroneamente o vencedor da categoria de melhor filme, voltarão ao palco para anunciar o premiado na mesma categoria. Além disso, há rumores de que Jodie Foster e Jennifer Lawrence apresentarão a categoria de melhor atriz, já que Casey Affleck, premiado na última edição, não comparecerá ao evento por conta das acusações de abuso sexual; Helen Mirren e Jane Fonda serão as apresentadoras do Oscar de melhor ator.

Clique aqui e relembre os indicados ao Oscar 2018.

Foto: K. Winter.

Projeto Flórida

por: Cinevitor

projetofloridaposterThe Florida Project

Direção: Sean Baker

Elenco: Brooklynn Prince, Bria Vinaite, Willem Dafoe, Christopher Rivera, Aiden Malik, Josie Olivo, Valeria Cotto, Edward Pagan, Patti Wiley, Jasineia Ramos, Rosa Medina Perez, Mela Murder, Krystal Nicole Watts, Bronwyn Valley, Kelly Fitzgerald, Sandy Kane, Jim R. Coleman, Andrew Romano, Carolina Grabova, Terry Allen Jones, Karren Karagulian, Sabina Friedman-Seitz, Caleb Landry Jones, Troy Kohlmaier, Ginger Cook, Shih-Ching Tsou, Marisol Rivera, Carl Bradfield, Joop Katana, Giovanni Rodriguez, Sonya McCarter, John Sutton, Adina Sutton, Betty Jeune, Shail Kamini Ramcharan, Kit Sullivan, Macon Blair, Joanne Moreno, Lauren O’Quinn, Jason Blackwater, Hannah Peterson, Cecilia Quinan, Gary B. Gross, Samantha Parisi.

Ano: 2017

Sinopse: Com a chegada do verão em Orlando, um mundo de aventura e repleto de possibilidades se abre para um grupo de crianças, liderado por uma menina de apenas seis anos. Enquanto eles vivem as maravilhas da infância, os adultos ao seu redor lidam com tempos difíceis.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Operação Red Sparrow

por: Cinevitor

redsparrowposter1Red Sparrow

Direção: Francis Lawrence

Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Mary-Louise Parker, Ciarán Hinds, Joely Richardson, Bill Camp, Jeremy Irons, Thekla Reuten, Douglas Hodge, Sakina Jaffrey, Sergei Polunin, Sasha Frolova, Sebastian Hülk, Ingeborga Dapkunaite, Nicole O’Neill, Kristof Konrad, Chris O’Hara, Judit Rezes, Kata Pálfi, Karen Gagnon, Cameron MacConomy, Hugh Quarshie, Sergej Onopko, David Z. Miller, Makar Zaporozhskiy, Zsolt Viczei, Joel de la Fuente, Kincso Norah Petho, Lauren Glazier, Sokol Cahani, Attila C. Arpa, Simon Szabó, Roy Beck, Karl Farrer, Alex Klaus, Jonathon Michaels, Julia Ubrankovics, Tony Paul West.

Ano: 2018

Sinopse: Dominika Egorova é selecionada contra sua vontade para se tornar uma pardal: uma mulher sedutora treinada no serviço de segurança russo. Ela aprende a usar seu corpo como uma arma, mas luta para manter o senso de si mesma durante o processo de treinamento desumanizante. Descobrindo suas habilidades em um sistema injusto, ela surge como um dos elementos mais fortes do programa. Seu primeiro alvo é Nate Nash, um oficial da CIA que administra a infiltração mais delicada da agência de inteligência russa. Os dois jovens entram em uma espiral de atração e decepção, que ameaça suas carreiras, lealdades e a segurança de ambos os países. Inspirado no livro Roleta Russa, escrito pelo ex-oficial da CIA, Jason Matthews.

Crítica do CINEVITOR: Dominika (Jennifer Lawrence) é selecionada contra sua vontade para se tornar uma pardal: uma mulher sedutora treinada no serviço de segurança russo. Ela aprende a usar seu corpo como arma, mas luta para manter o senso de si mesma durante o desumanizante treinamento. Considerada um dos elementos mais fortes do programa, seu primeiro alvo é um oficial da CIA. Inspirado no livro Roleta Russa, o longa traz um elenco talentoso, mas apela para cenas sensuais pouco necessárias e peca pelo excesso de clichês em sua narrativa de espionagem nada surpreendente. (Vitor Búrigo)

*Crítica publicada na edição 105 (junho/2018) da Revista Preview.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

Todas as Razões para Esquecer

por: Cinevitor

todasrazoesposterDireção: Pedro Coutinho

Elenco: Johnny Massaro, Bianca Comparato, Maria Laura Nogueira, Rafael Primot, Regina Braga, Victor Mendes, Thiago Amaral, Rita Batata, Eduardo Mossri, Marcos Teshima, Paulo Nou, Pedro Betti, Rael Barja, Cadu Batanero, Larissa Ferrara, Marcel Weckx, Isabel Wolfenson, Ricardo Dolla, Mario Surcan, Renata Racy.

Ano: 2018

Sinopse: Ao ver a impossibilidade de controlar seus próprios sentimentos, Antônio passa a boicotá-los para se libertar da lembrança da ex-namorada, usando todos os tipos de medidas paliativas contemporâneas: psicanálise cognitiva, remédios tarja preta e o aplicativo Tinder, entre outras, as quais o levam a passar por inúmeras situações tragicômicas.

Crítica do CINEVITOR: Um casal termina o relacionamento. Um deles sofre mais do que outro. Acompanhamos sua amargura desde o fundo do poço até o grand finale com sua volta por cima e pronto para um novo amor. Sim, você já viu essa história diversas vezes no cinema. E ainda verá muito mais. Porém, cada obra tem sua marca e sua maneira de ser contada. Todas as Razões para Esquecer, primeiro longa de Pedro Coutinho na direção, não traz uma ideia original, mas se consolida como uma comédia dramática bem contada e bem realizada. Aqui, fala-se de solidão e de como se reerguer depois de um término de relacionamento de maneira tragicômica e atual. É o amor nos dias de hoje, nessa era tecnológica de aplicativos e redes sociais. Johnny Massaro, que interpreta o protagonista, é um talento admirável em cena. Longe do caricato, ele constrói um personagem real e carismático que oscila entre o cômico e o drama na medida certa. Além disso, há um entrosamento perfeito com sua colega, Bianca Comparato, outro talento singular. Fato é que Todas as Razões para Esquecer não funcionaria tão bem se não tivesse um elenco talentoso; seus coadjuvantes também se destacam e colaboram para o desenrolar da narrativa, que traz diálogos rápidos e divertidos que poderiam parecer incoerentes se interpretados sem verossimilhança. É notório também que Coutinho coloca diversas referências cinematográficas em seu filme: vemos um pouco de Woody Allen nas externas em São Paulo e até mesmo de Frances Ha, de Noah Baumbach, quando retrata a crise existencial de seu protagonista. Se formos mais perto, podemos relembrar de Amores Urbanos, dirigido por Vera Egito e produzido pela Paranoid, mesma produtora deste longa. Todas as Razões para Esquecer aborda temas simples, só que de maneira diferente sem criar estereótipos ou situações forçadas para arrancar uma sensação premeditada do espectador. Aqui não há mocinha ou vilão; temos o amigo que consola, a terapeuta, o vício em remédios tarja preta para esquecer os problemas, os encontros fracassados marcados por meio de aplicativos de relacionamento, o amigo gay, o telefonema desaforado, entre tantos outros clichês do nosso cotidiano. Mas, Coutinho consegue sair do lugar comum ao deixar o espectador se identificar livremente com qualquer situação que seja. É um filme que fala não só de amor, mas também das descobertas e das necessidades do indivíduo quando se encontra em um momento delicado, melancólico e de renovação pessoal. A vida segue, ou pelo menos tem que seguir, mesmo com o coração dilacerado. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Maldição da Casa Winchester

por: Cinevitor

casawinchesterposterWinchester

Direção: Michael Spierig, Peter Spierig.

Elenco: Helen Mirren, Sarah Snook, Jason Clarke, Finn Scicluna-O’Prey, Emm Wiseman, Alana Fagan, Rebecca Makar, Tyler Coppin, Michael Carman, Angus Sampson, Alice Chaston, Eamon Farren, Laura Brent, Adam Bowes, Bruce Spence, Phoenix Suhrou-Dimarco, Curtis Bock, Tom Heath, Andy de Lore, Laura Sutton, Amos Ciza, Xavier Gouault, Douglas Embry, Jeffrey W. Jenkins, Dawayne Jordan, Jeff Lipary, Homero Lopez, Marcus Orelias, John Lobato.

Ano: 2018

Sinopse: Em um ponto isolado, a 50 milhas de distância de São Francisco, fica a casa mais assombrada do mundo. Construída por Sarah Winchester, herdeira da fortuna dos Winchester, a casa não conhece seu fim. Construída durante décadas de forma incessante, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, ela tem sete andares e abriga centenas de quartos. Para um estranho, parece um monumento monstruoso que reflete a loucura de uma mulher perturbada. Mas Sarah não está construindo para si, mas sim para sua sobrinha ou para o brilhante Dr. Eric Price, que ela convocou para ir à casa. Ela está construindo uma prisão, um asilo para centenas de fantasmas vingativos e os mais aterrorizantes deles têm o intuito de se estabelecer com os Winchesters.

Nota do CINEVITOR:

nota-1-estrelas

Cartas Para um Ladrão de Livros

por: Cinevitor

cartasladraoposterDireção: Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros.

Elenco: Laéssio Rodrigues de Oliveira.

Ano: 2018

Sinopse: Laéssio Rodrigues de Oliveira é considerado pelas autoridades brasileiras o maior ladrão de livros raros do país. Ao longo dos últimos cinco anos, este documentário tentou narrar sua trajetória, num percurso que inclui quatro passagens pelo sistema carcerário. Não é uma história comum a do jovem balconista de uma padaria, apaixonado por Carmen Miranda e obcecado por papéis antigos, que passa a frequentar as altas rodas de merchants e colecionadores de arte e, em seguida, as páginas dos cadernos policiais. Ao mesmo tempo, a decisão de contá-la envolve dilemas para os quais nem Laéssio nem o próprio documentário estavam preparados. Ainda que por caminhos tortos, Laessio evidencia a necessidade de que o Brasil precisa cuidar de sua própria História.

*Clique aqui e confira nossa matéria especial sobre o filme com entrevistas com os diretores.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Duda e os Gnomos

por: Cinevitor

dudagnomosposterGnome Alone

Direção: Peter Lepeniotis

Elenco: Becky G, Josh Peck, Tara Strong, Olivia Holt, David Koechner, Jeff Dunham, Patrick Stump, Nash Grier, Madison De La Garza, George Lopez, Ben Diskin, Taylore Rayne, Salli Saffioti, Carlos Alazraqui, Dee Bradley Baker, Jim Cummings, Rob Tinkler.

Ano: 2017

Sinopse: Duda e sua mãe estão de mudança para a antiga casa da tia Silvia. O local tem muitos gnomos e eles estranhamente parecem estar mudando de lugar todo tempo. Duda percebe que coisas ainda mais esquisitas estão acontecendo na casa e que na verdade elas podem não estar sozinhas. Logo, Duda descobre que os gnomos podem ganhar vida e uma grande amizade surgirá entre eles com o propósito de proteger a casa.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Motorrad

por: Cinevitor

motorradposterDireção: Vicente Amorim

Elenco: Guilherme Prates, Carla Salle, Emilio Dantas, Juliana Lohmann, Pablo Sanábio, Rodrigo Vidigal, Alex Nader, Jayme Del Cueto.

Ano: 2018

Sinopse: O jovem Hugo está determinado a ser parte da turma de motocross do irmão mais velho. Ele rouba peças para sua moto e alcança o grupo numa cachoeira remota. Cheios de adrenalina, eles sobem a serra por uma trilha que é interrompida por um antigo muro. Hugo se dá conta que eles podem desmontar o muro, pedra por pedra, e abre uma passagem que os leva a um encontro inesperado com a dona do ferro-velho de onde Hugo roubou as peças. Ela os convida para fazer uma trilha ainda mais eletrizante. Nessa trilha, a diversão fica para trás e eles passam a ser caçados por um grupo de motoqueiros sádicos e sobrenaturais. Baseado em personagens criados pelo quadrinista Danilo Beyruth.

*Clique aqui e confira nosso programa especial sobre o filme com entrevistas com o diretor, com a atriz Carla Salle e com o ilustrador Danilo Beyruth.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

O Filho Uruguaio

por: Cinevitor

filhouruguaioposterUne vie ailleurs

Direção: Olivier Peyon

Elenco: Isabelle Carré, Ramzy Bedia, María Dupláa, Virginia Méndez, Dylan Cortes, Lucas Barreiro, Olivier Ruidavet, Flavio Quintana, Gabriela Freire, Angélica Cuenca, Nelsa Deluca.

Ano: 2017

Sinopse: É no Uruguai que Sylvie finalmente encontra a pista sobre o paradeiro de seu filho, sequestrado há quatro anos pelo ex-marido. Com a ajuda preciosa de Mehdi, ela vai recuperá-lo, mas ao chegar lá, nada acontece como previsto: a criança, criada por sua avó e sua tia, parece feliz e radiante. Sylvie percebe que Felipe cresceu sem ela e que agora sua vida é em outro lugar.

Crítica do CINEVITOR: Depois de ser exibido no Festival Varilux de Cinema Francês, em 2017, O Filho Uruguaio, dirigido por Olivier Peyon, chega aos cinemas brasileiros quase um ano depois de seu lançamento na França. Porém, antes tarde do que nunca. Esse drama francês, que se passa no Uruguai, conta a história de uma mãe desesperada que está prestes a reencontrar o filho que não vê há quatro anos, desde quando a criança foi sequestrada pelo ex-marido e levado para morar com a avó, em Florida, cidade perto de Montevidéu. Para retratar essas relações familiares, o diretor, que assina o roteiro ao lado de Cécilia Rouaud e Patricia Mortagne, constrói uma narrativa sensível sem cair no melodrama. Com um elenco talentoso, O Filho Uruguaio se destaca ao oferecer para o espectador diversas alternativas para embarcar nessa história: ora você se comove com a dor de uma mãe que está disposta a fazer tudo para ter seu filho de volta, ora você se encanta com aquele garoto feliz que se diverte com os amigos em uma pequena cidade sem saber a verdade sobre seu passado. Sem reviravoltas surpreendentes, o longa ainda assim se desenrola de maneira instigante ao apresentar, aos poucos, as consequências das atitudes de seus personagens, que, não coincidentemente, estão ligados por um único motivo: o pequeno Felipe, interpretado por Dylan Cortes. Olivier Peyon comove o espectador ao revelar com sutileza os sentimentos de seus protagonistas e sua relações; além disso, abre um diálogo sobre a questão da maternidade: será possível uma mãe reconquistar seu lugar mesmo depois de ter seu filho criado por outras mães? O Filho Uruguaio é afetuoso e fala de amor em diversas camadas: desde o lado mais puro até o mais dolorido. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Entrevista: diretores de Cartas Para um Ladrão de Livros falam sobre o protagonista Laéssio Rodrigues de Oliveira

por: Cinevitor

laessio1O protagonista Laéssio Rodrigues de Oliveira: dez anos em penitenciárias.

Dirigido por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, o documentário Cartas Para um Ladrão de Livros conta a história de Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado o principal ladrão de obras raras do país pelas autoridades brasileiras. Ele é acusado de furtar bibliotecas em pelo menos cinco estados, à procura de obras de elevado valor histórico, artístico e econômico: fotos da corte brasileira do século 19, passando pelos primeiros mapas do país feitos à mão e gravuras assinadas por artistas europeus, como o alemão Johann Moritz Rugendas.

O documentário tem como ponto de partida as correspondências trocadas entre um dos diretores do filme e o próprio Laéssio, nos períodos em que ele estava preso. Ao todo, Laéssio já passou mais de dez anos detido em penitenciárias de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde se encontra atualmente recolhido.

Resultado de um projeto de cinco anos, o longa-metragem, exibido no Festival do Rio do ano passado e na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, traça um perfil da polêmica figura de Laéssio a partir de depoimentos reveladores e levanta também um debate sobre a preservação da memória do país.

Para falar mais sobre Cartas Para um Ladrão de Livros, conversamos com os diretores sobre o começo do projeto, a relação com Laéssio e expectativas para o lançamento do filme, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 1º de março. Confira:

O PRIMEIRO CONTATO COM LAÉSSIO:

“Eu sou jornalista e escrevo para várias revistas, além de trabalhar com documentários, principalmente em parceria com o Caio. O editor de uma de uma das revistas me propôs um perfil sobre o Laéssio, então, tentei entrar em contato pelas vias protocolares, como: Secretaria da Administração Penitenciária e advogados, mas não consegui. Como último recurso, resolvi mandar uma carta pra ele. Depois de alguns meses, recebi uma ligação do Laéssio, de dentro de Bangu, dizendo que conversaria comigo e que tinha gostado da minha carta. Ele me pediu uma biografia da Carmen Miranda, do Ruy Castro, que foi onde toda a história começou. Depois disso, ele mandou a primeira carta e eu comentei com o Caio, que achou sensacional e disse que essa história tinha que virar filme”, disse Carlos Juliano Barros.

laessio2Laéssio em uma das entrevistas para o documentário: na prisão.

O PROTAGONISTA:

“Esse filme, sobretudo, é sobre vaidade, sobre existência. Pouco importa se o Laéssio é um ladrão de livros, de carros ou de bancos. É um filme sobre um personagem que é completamente amoral, que fala abertamente sobre os crimes que cometeu com cinismo e com um humor que incomoda. Algumas pessoas acham engraçado, outras ficam completamente ofendidas com a maneira como ele fala. Mas, essa é a função do filme. Trazer esse personagem totalmente contraditório e estranho para provocar”, revelou Carlos.

“O barato de fazer um documentário é deixar você se surpreender um pouco, porém, esse nos surpreendeu muito mais. Além disso, o Laéssio tem um lado cativante com as pessoas e o filme ganha com essa característica dele”, completou Caio Cavechini.

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA BRASILEIRA:

“Há muitas instituições que cuidam muito bem dos seus acervos, com muita responsabilidade e gestores muito preocupados. Mas, ao mesmo tempo, também sabemos que muitas instituições sofrem com a falta de recursos humanos, materiais, problemas de segurança e organização, que, aliás, não é uma avaliação só minha, mas também do próprio delegado da Polícia Federal que aparece no filme. O Laéssio se aproveitou dessas fragilidades para cometer os crimes”, analisa Carlos.

laessio3Homenagem para Carmen Miranda no carro alegórico da Paraíso do Tuiuti: ídolo de Laéssio.

NAS TELONAS:

“Queremos mostrar esse filme para o Laéssio porque ainda não conseguimos. Ele só viu um trailer e queremos muito trocar uma ideia com ele pra saber sua opinião. E também, é um momento em que as pessoas estão polarizadas, defendendo isso ou aquilo, e assim, queremos levar esse filme para plateias que possam enxergar o ser humano complexo que é o Laéssio, com seus defeitos, suas graças e suas falhas”, revela Caio.

“É mostrar a vida como ela é. Nada é tão preto e tão branco. Existe uma zona cinzenta. O Laéssio é um personagem muito fascinante, com uma história de vida muito curiosa e isso precisava ser contado”, finaliza Carlos.

Cartas Para um Ladrão de Livros é o quarto longa-metragem dirigido pela dupla Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros, que assinam juntos: Entre os Homens de Bem, Jaci: Sete Pecados de Uma Obra Amazônica e Carne Osso.

*Clique aqui e confira nossa matéria realizada no 24º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade sobre o documentário Entre os Homens de Bem.

Fotos: Divulgação.

Com Maria Luisa Mendonça e Débora Falabella, Todo Clichê do Amor, de Rafael Primot, ganha trailer

por: Cinevitor

clicheamortrailerDébora Falabella e Rafael Primot em cena.

Protagonizado por Maria Luisa Mendonça, Débora Falabella e Marjorie Estiano, Todo Clichê do Amor, segundo longa do diretor Rafael Primot, de Gata Velha Ainda Mia, que também atua neste filme, é uma comédia sobre temas comuns em quatro histórias que se entrelaçam numa grande metrópole como São Paulo, um clichê que não se satura e que possui abordagens infinitas.

O longa conta a história de uma prostituta passional que decide se tornar mãe; de um entregador que comete um assassinato como prova de amor a uma garçonete comprometida; e mostra a última chance que uma madrasta tem para conquistar o afeto de sua enteada durante velório de seu esposo. Um entrechoque de carências e erros desses outsiders que emerge novas e inesperadas formas de afeto.

Todo Clichê do Amor conta também com a participação de Eucir de Souza, um homem sem paladar e sua esposa cega, interpretada por Clarissa Kiste; Amanda Mirásci, uma deficiente auditiva; Gilda Nomacce como uma divertida atendente de lanchonete; Giovana Zotti, como uma divertida maquiadora; e João Baldasserini, que vive um ator pornô.

Confira o trailer de Todo Clichê do Amor, que tem estreia marcada para o dia 12 de abril:

Foto: Divulgação.

54º Cinema Audio Society Awards: conheça os vencedores

por: Cinevitor

dunkirkvenceCASKenneth Branagh em Dunkirk, de Christopher Nolan: filme premiado.

Foram revelados neste sábado, 24/02, em cerimônia apresentada pelo comediante Michael Kosta, os vencedores do 54º CAS Awards, prêmio organizado pela Cinema Audio Society, que elege a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Neste ano, a sonoplasta Anna Behlmer, indicada ao Oscar por Coração Valente, Evita, Los Angeles: Cidade Proibida, Além da Linha Vermelha, Moulin Rouge: Amor em Vermelho, Seabiscuit – Alma de Herói, O Último Samurai, Guerra dos Mundos, Diamante de Sangue e Star Trek, recebeu o Career Achievement Award; Joe Wright, diretor de O Destino de uma Nação, foi homenageado com o Filmmaker Award; o Prêmio Edward J. Greene, entregue pela primeira vez este ano, foi para o engenheiro de som Tomlinson Holman, de Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi e Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Dunkirk, de Christopher Nolan, venceu na categoria de melhor mixagem de som em um filme de ficção; A Forma da Água, Em Ritmo de Fuga, Mulher-Maravilha e Star Wars: Os Últimos Jedi também estavam na disputa.

Conheça os vencedores do 54º Cinema Audio Society Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM:
Dunkirk, por Mark Weingarten

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO:
Viva – A Vida é uma Festa, por Vince Caro

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Jane, por Lee Smith

Foto: Melinda Sue Gordon.