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Cinemark e Elo Company lançam Projeta às 7, nova janela para o cinema brasileiro

por: Cinevitor

queridamamaefilmeLetícia Sabatella e Selma Egrei em cena do longa Querida Mamãe: primeiro filme do projeto.

Uma nova janela para o cinema brasileiro foi anunciada nesta quinta-feira, 26/04, em São Paulo. Batizada de Projeta às 7, a iniciativa vai levar em seu primeiro ano de atividade 14 títulos inéditos às salas de cinema da Cinemark, maior rede exibidora do país. A programação será dedicada a obras que normalmente têm pouco espaço no circuito comercial e a curadoria será feita pela Elo Company, responsável pela seleção dos longas-metragens.

A partir do dia 3 de maio, obras brasileiras de ficção e documentais passam a ser exibidas de segunda a sexta-feira, às 7h da noite, em sessões de pré-estreia, com ingressos a preços especiais de R$ 12. Os filmes do Projeta às 7 poderão ser conferidos em 20 cinemas de 19 cidades: São Paulo (Shoppings Eldorado e Santa Cruz), Rio de Janeiro (Downtown), Aracaju (Shopping Jardins), Belo Horizonte (Pátio Savassi), Brasília (Pier 21), Campinas (Iguatemi), Campo Grande (Shopping Campo Grande), Cuiabá (Shopping Goiabeiras), Curitiba (Shopping Miller), Goiânia (Shopping Flamboyant), Londrina (Boulevard Londrina), Natal (Midway Mall), Porto Alegre (Barra Sul), Recife (Riomar), Ribeirão Preto (Novo Shopping), Salvador (Salvador Shopping), Santos (Praiamar), São José dos Campos (Colinas) e Vitória (Shopping Vitória).

“O Projeta às 7 dá ainda mais voz ao cinema brasileiro. Vamos amplificar o portfólio de filmes nacionais para fomentar o interesse do espectador da Cinemark por obras que nem sempre têm a chance de chegar aos cinemas, incluindo documentários, filmes de fora do eixo Rio/São Paulo e assinados por diretores estreantes. Vamos, assim, atender à crescente demanda do público por diversidade de gêneros e narrativas”, afirma a diretora de marketing da rede Bettina Boklis.

“Trata-se de uma iniciativa revolucionária para o audiovisual brasileiro: 20 títulos nacionais serão lançados comercialmente por ano, o que significa um aumento de cerca de 13% dos lançamentos de filmes nacionais de todo mercado (são aproximadamente 150 títulos/ano). Além disso, o público de shoppings e salas comerciais terá acesso a filmes que historicamente não seriam exibidos no circuito. Temos certeza da formação de público e maior visibilidade dos títulos com a parceria”, comemora Sabrina Nudeliman Wagon, sócia-diretora da Elo Company, que já distribuiu mais de 400 títulos brasileiros nas diversas mídias.

Três filmes já estão listados pelo projeto: o longa de ficção Querida Mamãe, de Jeremias Moreira Filho; o documentário Em Um Mundo Interior, de Mariana Pamplona e Flavio Frederico, que acompanha a vida de sete famílias com crianças autistas; e o drama pernambucano Amores de Chumbo, de Tuca Siqueira.

Após as exibições em pré-estreia, os títulos serão lançados comercialmente em outras salas e seguem a vida comercial em outras janelas.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #279: Entrevista com Luiz Bolognesi | Ex-Pajé

por: Cinevitor

expajecinevitorpgmO protagonista Perpera em cena do filme.

Vencedor do Prêmio da Crítica Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema, de melhor documentário de longa ou média-metragem da Competição Brasileira do Festival É Tudo Verdade, Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26/04. Em fevereiro deste ano, o longa recebeu Menção Especial do Júri Oficial de documentários da Mostra Panorama, do Festival de Berlim.

Ex-Pajé mostra o drama contemporâneo dos povos indígenas a partir da história de Perpera, um índio Paiter Suruí que viveu até os 20 anos num grupo isolado na floresta onde se tornou pajé. Após o contato com os brancos, um pastor evangélico afirma que os atos e saberes do pajé são coisas do diabo e Perpera passa a viver um conflito interno. Apesar de se dizer evangélico e se definir como ex-pajé, continua tendo visões dos espíritos da floresta.

Para falar mais sobre o longa, batemos um papo com o diretor Luiz Bolognesi. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Vingadores: Guerra Infinita

por: Cinevitor

vingadoresguerrainfinitaposterAvengers: Infinity War

Direção: Anthony Russo, Joe Russo.

Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Elizabeth Olsen, Chris Pratt, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Benedict Cumberbatch, Chadwick Boseman, Danai Gurira, Letitia Wright, Don Cheadle, Tom Hiddleston, Zoe Saldana, Tom Holland, Paul Bettany, Dave Bautista, Josh Brolin, Karen Gillan, Carrie Coon, Pom Klementieff, Idris Elba, Vin Diesel, Benicio Del Toro, Kerry Condon, Bradley Cooper, Gwyneth Paltrow, Peter Dinklage, Tom Vaughan-Lawlor, Callan Mulvey, Terry Notary, Sean Gunn, Winston Duke, Benedict Wong, Florence Kasumba, Jacob Batalon, Perla Middleton, Harrison Osterfield, Tiffany Espensen, Marija Juliette Abney, Isabella Amara, Marie Mouroum, Ethan Dizon, Sergio Briones, Cobie Smulders, Samuel L. Jackson.

Ano: 2018

Sinopse: Em uma jornada cinematográfica sem precedentes que está sendo elaborada há dez anos e abrange todo o Universo Cinematográfico Marvel, Vingadores: Guerra Infinita leva às telas o maior e mais mortal confronto de todos os tempos. Os Vingadores e seus aliados super-heróis devem se dispor a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos antes que seu ataque de devastação e ruína dê um fim ao universo.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Ex-Pajé

por: Cinevitor

expajeposterDireção: Luiz Bolognesi

Elenco: Perpera Suruí, Kabena Cinta Larga, Agamenon Saruí, Kennedy Suruí (Caciquinho), Ubiratan Suruí (Bira), Mopidmore Suruí (Rone), Arildo Gapamé Suruí.

Ano: 2018

Sinopse: Até o contato do povo Paiter Suruí com os brancos, em 1969, Perpera era um pajé poderoso. Após chegada dos brancos, um pastor evangélico afirma que pajelança é coisa do diabo e Perpera perde seu papel na tribo, passando a viver com medo dos espíritos da floresta. Mas quando a morte ronda a aldeia, o poder de falar com os espíritos pode novamente ser necessário.

*Clique aqui e confira o programa especial sobre o filme com entrevista com o diretor.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Estrelas de Cinema Nunca Morrem

por: Cinevitor

estrelascinemamorremposterFilm Stars Don’t Die in Liverpool

Direção: Paul McGuigan

Elenco: Annette Bening, Jamie Bell, Julie Walters, Vanessa Redgrave, Stephen Graham, Frances Barber, Kenneth Cranham, Leanne Best, Isabella Laughland, Peter Turner, James Bloor, Tom Brittney, Suzanne Bertish, Gemma Oaten, Tim Ahern, Vaslov Goom, Bentley Kalu, Jay Villiers, Joey Batey, Adam Lazarus, Gino Picciano, Karl Farrer, Ify Mbaeliachi, Lasco Atkins, Joanna Brookes, Michael Billington, David Decio, Edward Bourne, Paul Dallison, Rick Bacon, Luana Di Pasquale, Michael Brand, David Soffe, Roy Beck, Gintare Beinoraviciute, Jason Redshaw.

Ano: 2017

Sinopse: Gloria Grahame foi musa do cinema nos anos 1950 e ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Assim Estava Escrito. Em 1981, o ator britânico Peter Turner, com quem se envolveu por um tempo no passado, recebe uma ligação inesperada: Gloria passou mal em um hotel. Como ela se nega a ser atendida pelos médicos, não há outra saída a não ser levá-la para a humilde casa do ator, na cidade de Liverpool. Ali, enquanto cuida dela, ele relembra os momentos mágicos que os uniram por anos e também os motivos que levaram à separação.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Pagliacci

por: Cinevitor

pagliacciposterDireção: Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça, Pedro Moscalcoff, Luiz Villaça.

Elenco: Fernando Sampaio, Domingos Montagner, Alexandre Roit, Alice Viveiros de Castro, Carla Candiotto, Cesar Guimarães, Chico Pelúcio, Claudio Carneiro, Erica Stoppel, Fernando Cavarozzi, Fernando Paz, Filipe Bregantim, Keila Bueno, Luciana Lima, Marcelo Lujan, Roger Avanzi (Picolino), Teófanes Silveira, Verônica Tamaoki.

Ano: 2018

Sinopse: O documentário celebra, de maneira poética, o que é ser palhaço. O filme aborda questões filosóficas e simbólicas sobre a necessidade do homem de rir de si mesmo. Em uma mescla sensorial e emocionante, o longa parte do que há de mais humano e verdadeiro: o riso.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevistas com o palhaço Fernando Sampaio e com Luiz Villaça, um dos diretores.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Rogério Duarte, o Tropikaoslista

por: Cinevitor

rogerioduarteposterDireção: José Walter Lima

Elenco: Rogério Duarte, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Paquito, Carlos Rennó, Luiz Caldas, Armandinho, Diogo Duarte, Hélio Oiticica, Glauber Rocha, Torquato Neto.

Ano: 2018

Sinopse: Um mergulho na vida e na obra de Rogério Duarte, uma das figuras seminais das artes e do pensamento brasileiro dos últimos 50 anos. Músico, compositor, artista gráfico, um dos criadores do Tropicalismo, Rogério sempre esteve por trás, e sempre à frente, de tudo que havia de mais moderno e contemporâneo na cultura brasileira. O percurso artístico de Rogério Duarte envolve o período de gestação do Tropicalismo, na efervescente Bahia dos anos 1950 e 1960, o engajamento na programação visual da UNE, União Nacional dos Estudantes, as agitações tropicalistas com o grupo baiano e Hélio Oiticica, seus contatos com a Bossa Nova e o Cinema Novo e a brutalidade da tortura em 1968, no Rio de Janeiro, ao ser sequestrado com irmão depois da missa de sétimo dia do estudante Edson Luís. As sessões de tortura levaram dez dias e a prisão dos irmãos Duarte tornou-se um caso acompanhado pelos jornais brasileiros, às vésperas do AI-5. Em liberdade, Rogério tomaria novos rumos artísticos e espirituais: aproximou-se do movimento Hare Krishna, iniciou traduções do Bhagavad Gita e mergulhou em experiências marginais como o semanário Flor do Mal, ao lado de Luiz Carlos Maciel. O filme dimensiona as contribuições de seu protagonista à contracultura no Brasil, mas também oferece imagens de seu cotidiano no interior da Bahia, onde cuidava de uma fazenda desde os anos 1980. Pouco antes de morrer, declarou que gostaria de ser enterrado nesse refúgio rural.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

A Cidade do Futuro

por: Cinevitor

cidadedofuturoposterDireção: Cláudio Marques, Marília Hughes.

Elenco: Milla Suzart, Gilmar Araújo, Igor Santos.

Ano: 2016

Sinopse: Em uma região marcada pelo machismo e pela homofobia, na Serra do Ramalho, no sertão da Bahia, Milla, Gilmar e Igor formarão uma família fora dos padrões. Milla é professora de teatro e Gilmar é professor de história. Em suas aulas, ambos buscam resgatar as marcas que a remoção forçada deixou em seus pais e avós, assim como nos do vaqueiro Igor. Seus parentes não tiveram opção, mas eles estão determinados a resistir à opressão conservadora, sexista e machista.

*Filme assistido no 5º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

 

CINEVITOR #278: Entrevista com Luiz Villaça e Fernando Sampaio | Pagliacci

por: Cinevitor

pagliaccicinevitorpgmDomingos Montagner e Fernando Sampaio: amizade além do picadeiro.

Dirigido por Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça, Pedro Moscalcoff e Luiz Villaça, o documentário Pagliacci estreia nesta quinta-feira, 26/04. O filme aborda questões filosóficas e simbólicas sobre a necessidade do homem de rir de si mesmo ao acompanhar Fernando Sampaio, fundador da companhia La Mínima, ao lado do ator Domingos Montagner e de sua mulher Luciana Lima.

Pagliacci mostra como um homem tímido fora dos palcos se transforma quando assume a persona do palhaço. Desde o falecimento do amigo e sócio Domingos Montagner, em 2016, Fernando conduz o processo da construção de uma versão teatróloga e circense da ópera homônima pela primeira vez sem a presença física de Domingos, mas com novos parceiros que encontrou durante oficinas ministradas pela dupla Fernando Paz e Filipe Bregantim. O documentário narra a construção do espetáculo desde os primeiros ensaios até uma montagem mais madura, duas semanas após a estreia. Os momentos iniciais da preparação, a ansiedade, o nervosismo e os últimos ajustes estão em pauta.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com Fernando Sampaio e com Luiz Villaça, um dos diretores. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Primeiro trailer de Venom, com Tom Hardy, é divulgado

por: Cinevitor

venomtrailerProtagonista: Tom Hardy em cena.

A Sony Pictures acaba de divulgar o primeiro trailer oficial de Venom, filme baseado no personagem homônimo do Universo Marvel, conhecido como um dos inimigos do Homem-Aranha.

O vilão, também chamado de Eddie Brock, interpretado por Tom Hardy, de Mad Max: Estrada da Fúria, é um jornalista fracassado que se transforma em um simbionte alienígena com um uniforme negro, que se apodera de um hospedeiro, com propriedades regenerativas e adaptativas que potencializam sua agressividade.

O filme, que não se trata de um spin-off de Homem Aranha: De Volta ao Lar e sim de uma nova aventura da parceria entre Sony e Marvel, é dirigido por Ruben Fleischer, de Zumbilândia e da série Santa Clarita Diet, com roteiro de Jeff Pinkner e Scott Rosenberg.

Um dos mais enigmáticos, complexos e durões personagens da Marvel chega às telas de cinema com Michelle Williams, Woody Harrelson, Riz Ahmed, Jenny Slate e Michelle Lee no elenco.

Confira o primeiro trailer de Venom, que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de outubro:

Foto: Divulgação.

Conheça os vencedores do 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

por: Cinevitor

vencedoresetudoverdade2018Lula Carvalho e Natasha Neri, diretores de Auto de Resistência: filme premiado.

Foram anunciados neste sábado, 21/04, no Itaú Cultural, em São Paulo, os vencedores do do 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, principal evento dedicado à cultura do documentário na América Latina, fundado e dirigido por Amir Labaki.

O júri internacional foi formado pela documentarista americana Pamela Yates, pelo curador equatoriano Alfredo Mora Manzano e pela produtora brasileira Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; o júri brasileiro contou com o cineasta Fernando Grostein Andrade, com a diretora Betse de Paula e com o cineasta Tyrell Spencer.

Desde 2015, os vencedores da Competição Brasileira de Curtas-Metragens e da Competição Internacional de Curtas-Metragens estão automaticamente qualificados para exame pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood visando uma vaga na disputa do Oscar de melhor curta documental.

Conheça os vencedores do É Tudo Verdade 2018:

COMPETIÇÃO BRASILEIRA | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Auto de Resistência, de Natasha Neri e Lula Carvalho

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)

MENÇÃO HONROSA | DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM:
Inconfissões, de Ana Galizia (RJ)
Catadora de Gente, de Mirela Kruel (RS)

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
O Distante Latido dos Cães (The Distant Barking of Dogs), de Simon Lereng Wilmont (Dinamarca/Finlândia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM:
Ressonâncias, de Nicolas Khoury (Líbano)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Naila e o Levante (Naila and the Uprising), de Julia Bacha (EUA)

MENÇÃO HONROSA | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
The Cleaners, de Hans Block e Moritz Riesewieck (Alemanha/Brasil)

COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA | JÚRI OFICIAL:

MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
Roubar Rodin (Robar a Rodin), de Cristóbal Valenzuela (Chile)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI | DOCUMENTÁRIO LONGA OU MÉDIA-METRAGEM:
A Flor da Vida (La Flor de la Vida), de Claudia Abend e Adriana Loeff (Uruguai)

PREMIAÇÕES PARALELAS:

PRÊMIO CANAL BRASIL DE CURTAS
Júri: Amilton Pinheiro, Barbara Demerov, Clarissa Kuschnir, Flavia Guerra e Luiza Lusvarghi
MELHOR DOCUMENTÁRIO | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Mini Miss, de Rachel Daisy Ellis (PE)

PRÊMIO ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)
Júri: Julio Bezerra, Lúcio Vilar e Nayara Reynaud
MELHOR DOCUMENTÁRIO | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Inconfissões, de Ana Galizia

PRÊMIO MISTIKA
MELHOR DOCUMENTÁRIO | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda

PRÊMIO EDT. (Associação de Profissionais de Edição Audiovisual)
Júri: Fernanda Bastos, Júlia Bernstein e Mariana Becker
MELHOR MONTAGEM | LONGA OU MÉDIA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan
MELHOR MONTAGEM | CURTA-METRAGEM | COMPETIÇÃO BRASILEIRA: Inconfissões, de Ana Galizia

Foto: Divulgação.

Morre, aos 89 anos, o cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos

por: Cinevitor

nelsonpereirasantosmorreGrande nome do cinema brasileiro: mais de 25 trabalhos como diretor.

Morreu na tarde deste sábado, 21/04, aos 89 anos, o cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos, conhecido como um dos precursores do Cinema Novo. Segundo informações divulgadas pela Academia Brasileira de Letras, no qual fazia parte, ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia e sofreu falência múltipla de órgãos por conta de um tumor no fígado descoberto recentemente.

Nascido em São Paulo, estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e começou sua carreira como diretor no final da década de 1940, com o curta-metragem documental Juventude. Depois disso, realizou o aclamado Rio, 40 Graus, em 1955, protagonizado por Modesto De Souza, Glauce Rocha e Jece Valadão, tornando-se um marco do Cinema Novo.

Em 1963, dirigiu Vidas Secas, filme baseado na obra homônima de Graciliano Ramos, exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes. Não ganhou a Palma de Ouro, mas foi consagrado com o Prêmio OCIC. Voltou ao festival com outros três trabalhos: Azyllo Muito Louco (1970), O Amuleto de Ogum (1974) e Memórias do Cárcere (1984), que levou o Prêmio FIPRESCI.

Presença constante em importantes festivais ao redor do mundo, Nelson foi indicado ao Urso de Ouro, do Festival de Berlim, com quatro filmes: Fome de Amor (1968), Como Era Gostoso o Meu Francês (1971), Tenda dos Milagres (1977) e A Terceira Margem do Rio (1994).

Considerado o primeiro cineasta brasileiro a se tornar membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupava a cadeira 7, Nelson realizou diversos filmes que marcaram a história do cinema nacional, como: Rio Zona Norte, Mandacaru Vermelho, Boca de Ouro, Na Estrada da Vida, Jubiabá, Guerra e Liberdade – Castro Alves em São Paulo, Raízes do Brasil: Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda, Brasília 18%, A Música Segundo Tom Jobim, entre outros.

Foto: Divulgação/Itaú Cultural.