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7º Olhar de Cinema terá retrospectiva dupla com filmes de Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch

por: Cinevitor

pequenavendedoradesolA atriz Lissa Balera em A Pequena Vendedora de Sol, de Djibril Diop Mambéty.

A sétima edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 6 e 14 de junho, fará sua primeira retrospectiva dupla. A mostra Olhar Retrospectivo deste ano apresenta um diálogo entre dois influentes realizadores da história do cinema: Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch.

No ano em que completa vinte anos de seu falecimento, algumas semanas após a exibição na mostra Cannes Classics da nova restauração digital de seu filme Hienas, será apresentado um conjunto quase completo de filmes do mestre senegalês Mambéty e um recorte de filmes de Rouch, que contará com oito cópias restauradas em homenagem ao seu centenário.

“A escolha dessa dupla nos permite o mergulho em duas facetas de uma mesma história. Ambas as cinematografias se completam, ao mesmo tempo em que se chocam, propiciando assim uma oportunidade única de reflexão sobre o cinema e o nosso mundo”, disse o diretor e diretor de programação do Olhar de Cinema, Antônio Junior.

Nascido na França em 1917, Jean Rouch faleceu em 2004 em um acidente automobilístico no Níger, país que tomou como seu lar e que visitou pela primeira vez em 1941. Rouch ficou fascinado pelos rituais e cerimônias locais que passaria a registrar, criando uma série de filmes no país e em outras colônias e ex-colônias francesas da África subsariana ao longo de mais de meio século. Grande parte de seus filmes foram considerados documentários na época do lançamento, como Os Mestres Loucos e Eu, um negro, embora resultassem de uma elaborada mescla de cenas roteirizadas e reencenações com registros captados em estilo vérité. Quase todos estes filmes foram o resultado de íntimas parcerias com as pessoas filmadas, como o curandeiro tradicional Damouré Zika, que se tornou personagem frequente do cineasta francês. Rouch dirigiu mais de 100 trabalhos nesse estilo, os quais denominou etnoficções, filmados tanto em paisagens africanas quanto em seu país de origem.

cacaleaoarcofilmeCena do documentário A Caça ao Leão com Arco, de Jean Rouch.

Djibril Diop Mambéty nasceu no Senegal, em 1945, e faleceu prematuramente de câncer de pulmão na França, em 1998. Ele foi poeta, artista do teatro, orador e músico, além de diretor de sete filmes marcantes ao longo de 30 anos. Vários de seus filmes são ficções alegóricas, tragicômicas por natureza, realizados com atores do Senegal em seus locais de origem. Os protagonistas dos filmes de Mambéty, como em A Viagem da Hiena e Le Franc, são cidadãos autônomos que transitam entre visões de utopia e distopia, à medida que lutam contra o sentimento de serem sujeitos do colonialismo.

A carreira de Rouch teve início duas décadas antes dos primeiros trabalhos de cineastas da África subsariana. O filme inaugural de Mambéty, o curta anárquico Contras’city, foi realizado oito anos após o governo do Senegal ter declarado independência e dois anos após a estreia de Garota Negra (1966) de seu compatriota Ousmane Sembène, frequentemente considerado o primeiro longa-metragem da África subsariana. Rouch se tornou uma importante referência para Jean-Luc Godard e os demais integrantes da Nouvelle Vague francesa, assim como para cineastas africanos, dentre os quais a senegalesa Safi Faye, estrela do filme de Rouch, Pouco a Pouco (1969).

Mambéty também é tido como uma potente influência para realizadores africanos, como Souleymane Cissé e Abderrahmane Sissako, e para cineastas contemporâneos de outros continentes, incluindo o americano Billy Woodberry e sua própria sobrinha Mati Diop, diretora e atriz de origem francesa.

aviagemdahienafilmeMagaye Niang e Mareme Niang em cena de A Viagem da Hiena, de Djibril Diop Mambéty.

As atividades da retrospectiva incluem uma mesa de debate acerca dos legados das obras de Djibril Diop Mambéty e Jean Rouch, além de debates com convidados após algumas sessões. Os colaboradores na realização da retrospectiva incluem a empresa norte-americana Icarus Films e Teemour Diop Mambéty, filho de Djibril Diop Mambéty e fundador da empresa MD Crossmedia.

Conheça os filmes confirmados na mostra Olhar Retrospectivo do 7º Olhar de Cinema:

DJIBRIL DIOP MAMBÉTY

Contras’city (1968)
A Viagem da Hiena (Touki Bouki) (1973)
Parlons grand-mère (1990)
Hienas (Hyènes) (1992)
Le franc (1994)
A Pequena Vendedora de Sol (La Petite Vendeuse de Soleil) (1999)

JEAN ROUCH

Os Mestres Loucos (Les Maîtres fous) (1955)
Mammy Water (1956)
Eu, um negro (Moi, un noir) (1958)
Crônica de um Verão (Chronique d’un été), codireção de Edgar Morin (1961)
A Pirâmide Humana (La Pyramide humaine) (1961)
A Punição (La Punition ou les fausses rencontres) (1962)
A Caça ao Leão com Arco (La Chasse au lion à l’arc) (1965)
Jaguar (1967)
Pouco a Pouco (Petit à petit) (1969)

Fotos: Divulgação.

Premiado em Berlim, Entre-Laços, de Naoko Ogigami, ganha trailer e data de estreia no Brasil

por: Cinevitor

entrelacosfilmetrailerKenta Kiritani, Rin Kakihara e Tôma Ikuta em cena: filme premiado.

Dirigido pela cineasta japonesa Naoko Ogigami, Entre-Laços chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de maio, data conhecida como o Dia Internacional contra a Homofobia, comemorado pela comunidade LGBT.

O longa relata a história de uma garotinha de onze anos chamada Tomo, papel de Rin Kakihara, que ao se ver abandonada pela mãe, recebe auxílio de seu tio Makio, interpretado por Kenta Kiritani, que tem um relacionamento com a transexual Kinko, vivida por Tôma Ikuta, uma enfermeira de coração bondoso que acolhe a garota com muito amor, fazendo o papel que caberia a sua mãe. Em pouco tempo, a relação entre os três floresce e a pequena Tomo descobre o verdadeiro significado de uma família.

Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Teddy Award, premiação paralela ao Festival de Berlim, e premiado também no Queer Lisboa, o filme retrata a sexualidade não normativa como uma forma natural de vida e descreve os valores familiares definidos não por convenção, mas por um ambiente de amor e carinho.

A cineasta Naoko Ogigami escreveu e dirigiu todos os seus filmes, que foram classificados como iyashi-kei eiga, isto é, filmes que proporcionam cura emocional. Tematicamente, todos os seus trabalhos abordam temas como a natureza, choque de cultura; estrangeiros que chegam em outros países e se deparam com práticas e elementos desconhecidos. Megane, um de seus filmes mais conhecidos pelo público, foi apresentado no Festival de Sundance, em 2008, no Festival Internacional de Cinema de São Francisco e também no Festival de Berlim, onde ganhou o Prêmio Manfred Salzgeber.

Confira o trailer de Entre-Laços, que levou o prêmio do público no 25º Festival Mix Brasil de melhor longa-metragem internacional:

Foto: Divulgação/Lança Filmes.

Verdade ou Desafio

por: Cinevitor

verdadeoudesafioposterTruth or Dare

Direção: Jeff Wadlow

Elenco: Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane, Sophia Ali, Nolan Gerard Funk, Landon Liboiron, Sam Lerner, Brady Smith, Hayden Szeto, Morgan Lindholm, Aurora Perrineau, Leslie Stratton, Tom Choi, Carlo Sciortino, Ezmie Garcia, Myron Natwick, Tim Neff, Lisa Catara, Bradley Snedeker, Nefetari Spencer, Joe Ochman, Alexis Jacknow, Gregg Daniel, Dominic Vedder, Logan William McPeak, Omar Leyva, Jake Delaney, Alexander Roberts, Marcie Jean, Noah Staggs, Alex Montalban, Chasen Banks, Sierra Heuermann.

Ano: 2018

Sinopse: Um grupo de amigos passa a ser perseguido por algo ou alguém depois de jogarem Verdade ou Desafio durante uma viagem de férias. Com o passar dos dias, o jogo se torna mortal e começa a punir os jogadores que se recusam a contar verdades e a participar dos desafios.

Nota do CINEVITOR:

nota-1-estrelas

Os Fantasmas de Ismael

por: Cinevitor

fantasmasismaelposterLes fantômes d’Ismaël

Direção: Arnaud Desplechin

Elenco: Mathieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg, Louis Garrel, Alba Rohrwacher, László Szabó, Hippolyte Girardot, Jacques Nolot, Catherine Mouchet, Samir Guesmi, Mélodie Richard, Marc Prin, Bruno Todeschini, Pascal Ternisien, Philippe Fretun, Bernard Bloch, Guillaume Briat, Marc Berman, Eric Franquelin, Philippe Soutan, Zohar Wexler, Yann Coridian, Ahmed Benaïssa, Isabelle Sadoyan, Rémy Roubakha.

Ano: 2017

Sinopse: Ismael e Sylvia levam juntos uma vida tranquila. Enquanto ele se prepara para o início das filmagens do seu novo filme, sua vida sai fora de controle com a volta de sua esposa Carlotta, desaparecida há 20 anos.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos

por: Cinevitor

teumundonaocabeposterDireção: Paulo Nascimento

Elenco: Edson Celulari, Leonardo Machado, Soledad Villamil, Giovana Echeverria, Roberto Birindelli, Héctor Bidonde, Thalles Cabral, Carlos Cunha, Matheus Prestes, José Vitor Castiel.

Ano: 2018

Sinopse: Vitório, cego de nascença, é dono de uma pizzaria herdada de seu pai no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo. Vivendo feliz com a mulher Clarice, a filha Alícia e seu assistente na pizzaria, Cleomar, Vitório está em pleno controle da vida, adaptado à sua cegueira. Mas após um infeliz incidente, seguido pela descoberta de que existe a possibilidade de enxergar, ele inicia um conflito consigo mesmo e vai precisar tomar uma grande decisão que influenciará todos à sua volta.

*Clique aqui e confira a primeira parte do programa especial sobre o filme com entrevistas com o diretor e Edson Celulari; clique aqui e confira a segunda parte com entrevistas com os atores Leonardo Machado e Soledad Villamil.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas

Se Você Soubesse

por: Cinevitor

sevocesoubesseposterSi tu voyais son coeur

Direção: Joan Chemla

Elenco: Gael García Bernal, Nahuel Pérez Biscayart, Marine Vacth, Karim Leklou, Wojciech Pszoniak, Mariano Santiago, Manuel ‘Manole’ Muñoz, Antonia Malinova, Patrick de Valette, Abbes Zahmani, Théophile Sowié, Dolores ‘Loca’ Muñoz, Maurice ‘Cala’ Lloret, Alba Galocha, Jean ‘Petane’ Fernandez, Angélique Molin, Nicolas Jouhet, Clément Bresson, Grégoire Colin, Dominique Maurin, Jean-Pol Dubois, Trinité Campos, Antoinette Navarro, Magalie Contreras, Quiya Luna Alvarez Coussy, Luc Palun.

Ano: 2017

Sinopse: Daniel vive em uma comunidade excluída socialmente e faz parte do mundo do crime. Seu melhor amigo, Costel, morre assim que se torna seu parceiro, deixando Daniel transtornado e seu irmão Lucho furioso. Depois do ocorrido, Daniel tenta se recuperar assim que conhece Francine, porém precisará pagar a morte de Costel à sua família.

Nota do CINEVITOR:

nota-2,5-estrelas

CINEVITOR #281: Entrevista Soledad Villamil + Leonardo Machado | Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, parte 2

por: Cinevitor

soledadmundocabeolhosA atriz e cantora argentina Soledad Villamil em cena do filme.

Dirigido por Paulo Nascimento, de A Oeste do Fim do Mundo e Diário de um Novo Mundo, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos chega aos cinemas nesta quinta-feira, 03/05.

Na história, Edson Celulari interpreta um cego de nascença, dono de uma pizzaria e que vive com a mulher Clarice, papel de Soledad Villamil, a filha Alícia, vivida por Giovana Echeverria, e com seu assistente na pizzaria, Cleomar, interpretado por Leonardo Machado. Após um infeliz incidente, seguido pela descoberta de que existe a possibilidade de enxergar, ele inicia um conflito consigo mesmo e vai precisar tomar uma grande decisão.

Filmado em Porto Alegre e São Paulo, o longa traz uma história que envolve uma paixão que se esvai pela falta de compreensão, uma amizade que transcende todas as barreiras e as paixões pelo futebol e por oferecer uma pizza perfeita.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais. Nesta segunda parte você confere um bate-papo com a atriz argentina Soledad Villamil, de O Segredo dos Seus Olhos, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, e com o ator gaúcho Leonardo Machado.

Aperte o play e confira:

*Clique aqui e confira a primeira parte do programa com o diretor Paulo Nascimento e com o protagonista Edson Celulari.

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

CINEVITOR #280: Entrevista Edson Celulari + Paulo Nascimento | Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, parte 1

por: Cinevitor

edsoncelulariolhoscinevitorEdson Celulari: protagonista e produtor.

Filmado em Porto Alegre e São Paulo, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos chega aos cinemas nesta quinta-feira, 03/05. Dirigido por Paulo Nascimento, de A Oeste do Fim do Mundo e Diário de um Novo Mundo, o longa fala sobre a necessidade de tolerância e respeito ao desejo dos outros, mesmo que seja para não ver o mundo tal qual enxergamos.

Na história, Vitório, interpretado por Edson Celulari, é cego de nascença e dono de uma pizzaria herdada de seu pai no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo. Vivendo feliz com a mulher, com a filha e com seu assistente na pizzaria, ele está em pleno controle da vida, adaptado à sua cegueira. Mas após um infeliz incidente, seguido pela descoberta de que existe a possibilidade de enxergar, Vitório inicia um conflito consigo mesmo e vai precisar tomar uma grande decisão, que influenciará todos à sua volta.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com o diretor e com o protagonista Edson Celulari sobre bastidores, futebol, novos projetos e entrosamento com a equipe.

Aperte o play e confira:

*Clique aqui e confira a segunda parte do programa especial sobre o filme com os atores Leonardo Machado e Soledad Villamil.

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2018

por: Cinevitor

tiojoelhodeporcocinepeCena do documentário Meu Tio e o Joelho de Porco, de Rafael Terpins: selecionado.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 02/05, os filmes selecionados para a 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 4 de junho, no Cinema São Luiz, em Recife. Neste ano, foram 503 inscritos para as mostras competitivas, resultando em seis longas de ficção e documentário, oito curtas-metragens pernambucanos e dezesseis nacionais.

Fora de competição, a Mostra Hors-Concours recebe na noite de abertura a estreia nacional do filme Mulheres Alteradas, de Luis Pinheiro e adaptado dos quadrinhos de Maitena, com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi, Sergio Guizé e Daniel Boaventura. Na mesma noite, será exibido o curta em animação Desculpe, me afoguei, de Hussein Nakhal e David Hachby, também dentro da mostra hors-concours, inspirado em uma carta alegadamente encontrada junto ao corpo de uma pessoa que se afogou no mar Mediterrâneo.

Realizado por Sandra Bertini, a curadoria do 22º Cine PE contou com três profissionais ligados ao audiovisual: Edina Fujii, consultora e representante comercial da empresa CiaRio; o crítico e programador do circuito Cine Materna, Edu Fernandes; e o crítico e palestrante de cinema Danilo Calazans.

Nesta 22ª edição, o Cine PE homenageia a atriz Cássia Kis Magro, pela sua competência e importância para o audiovisual, e a cineasta Katia Mesel, pelos 50 anos de carreira e contribuição para o cinema pernambucano. Como parte das homenagens a Katia Mesel, o Cine PE promoverá a Mostra Katia Mesel: 50 anos de Audiovisual, com exibição de oito filmes da diretora.

A programação conta também com a Mostra Infantil, fora de competição, com exibição dos longas: D.P.A. – O Filme, de André Pellenz e A Bailarina, de Eric Summer e Éric Warin. Além disso, o Cine PE 2018 também abrirá espaço para a literatura, realizará um workshop de Ilustração Digital aplicada ao Ambiente Cinematográfico, ministrado pelo professor Erick Frantto, e traz ainda uma grande novidade com o propósito de ampliar os horizontes do festival: o CINE PE Mercado e seminários.

Conheça os filmes selecionados para o Cine PE – Festival do Audiovisual 2018:

MOSTRA COMPETITIVA | LONGAS-METRAGENS:

Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho (RJ)
Henfil, de Angela Zoé e Gabriela Javier (RJ)
Meu Tio e o Joelho de Porco, de Rafael Terpins (SP)
Marcha Cega, de Gabriel Di Giacomo (SP)
Christabel, de Alex Levy-Heller (RJ)
Dias Vazios, de Robney Bruno Almeida (GO)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS:

Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli (RJ)
Cine S. José, de William Tenório (PE)
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro (SP)
Marias, de Yasmim Dias (RJ)
Plantae, de Guilherme Gehr (RJ)
Insone, de Breno Guerreiro e Débora Pinto (SP)
Peripatético, de Jessica Queiroz (SP)
Através de Ti, de Diego Tafarel (RS)
Balanceia, de Juraci Júnior (RO)
Não Falo Com Estranhos, de Klaus Hastenreiter (BA)
Abismo, de Ivan de Angelis (RJ)
Sweet Heart, de Amina Jorge (SP)
Banco Brecht, de Tiago Aguiar e Marcio Souza (PE)
Sob o Delírio de Agosto, de Carlos Kamara e Karla Ferreira (PE)
Teodora Quer Dançar, de Samantha Coldebella (MT)
Lençol de Inverno, de Bruno Rubim (RJ)

MOSTRA COMPETITIVA | CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS:

Frequências, de Adalberto Oliveira
Uma Balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo
O Consertador de Coisas Miúdas, de Marcos Buccini
Dia-Um, de Natália Lima
Cara de Rato, de Benedito Serafim
Deep Dive, de Pedro Arruda
Edney, de João Roberto Cintra
Seja Feliz, de Diego Melo

Foto: Divulgação.

Uma Mulher Fantástica é o grande vencedor do Prêmio Platino 2018

por: Cinevitor

mulherfantasticaplatinovenceDaniela Vega: melhor atriz por Uma Mulher Fantástica.

Foram anunciados neste domingo, 29/04, em cerimônia apresentada pelo ator Eugenio Derbez, em Riviera Maya, no México, os vencedores do Prêmio Platino (ou Premios Platino), premiação criada em 2014 que destaca as melhores produções ibero-americanas.

Nesta quinta edição, o drama chileno Uma Mulher Fantástica, dirigido por Sebastián Lelio, que liderava a lista com nove indicações, se consagrou como o grande campeão em cinco categorias, incluindo melhor filme ibero-americano; Zama, de Lucrecia Martel, uma coprodução entre o Brasil e diversos outros países, venceu três prêmios, entre eles, o de melhor direção de arte para a brasileira Renata Pinheiro.

O cinema brasileiro também estava presente com: O Filme da Minha Vida, de Selton Mello, indicado a melhor trilha sonora; Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, na categoria Premio Platino al Cine y Educación en Valores; as animações História Antes de uma História e Lino – Uma Aventura de Sete Vidas; e Julio Andrade concorria a melhor ator pela série 1 Contra Todos.

A mexicana Adriana Barraza, indicada ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante por Babel, recebeu o Prêmio Platino de honra por sua contribuição ao cinema ibero-americano. Sua carreira começou em 1993 e ao longo dos anos se destacou em diversas produções, como: La paloma de Marsella, Amores Brutos, O Paraíso é Logo Aqui, Arraste-me para o Inferno, Thor, Cake – Uma Razão para Viver, Os 33, entre outros.

Além da cerimônia oficial, o público também teve a oportunidade de escolher seus preferidos em três categorias e os vencedores foram anunciados no dia anterior. O Prêmio Platino do Público 2018 foi entregue para: Javier Bardem, na categoria de melhor ator por Amando Pablo; e o chileno Uma Mulher Fantástica foi eleito o melhor filme ibero-americano e ainda rendeu o prêmio de melhor atriz para Daniela Vega.

Conheça os vencedores Prêmio Platino do Cinema Ibero-Americano 2018:

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO | FICÇÃO:
Uma Mulher Fantástica (Chile/Espanha)

MELHOR DIREÇÃO:
Sebastián Lelio, por Uma Mulher Fantástica

MELHOR ROTEIRO:
Uma Mulher Fantástica, escrito por Sebastián Lelio e Gonzalo Maza

MELHOR ATRIZ:
Daniela Vega, por Uma Mulher Fantástica

MELHOR ATOR:
Alfredo Castro, por Los Perros

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL:
A Cordilheira, por Alberto Iglesias

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO:
As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO:
Muitos Filhos, um Macaco e um Castelo (Muchos hijos, un mono y un castillo), de Gustavo Salmerón (Espanha)

MELHOR PRIMEIRO FILME IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO:
Verão 1993, de Carla Simón (Espanha)

MELHOR EDIÇÃO:
Uma Mulher Fantástica, por Soledad Salfate

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Zama, por Renata Pinheiro

MELHOR FOTOGRAFIA:
Zama, por Rui Poças

MELHOR SOM:
Zama, por Guido Berenblum

PREMIO PLATINO AL CINE Y EDUCACIÓN EN VALORES:
Handia, de Aitor Arregi e Jon Garaño (Espanha)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
El Ministerio del Tiempo (Espanha)

MELHOR ATOR | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Julio Chávez, por El Maestro

MELHOR ATRIZ | MINISSÉRIE OU FILME PARA TV IBERO-AMERICANO:
Blanca Suárez, por As Telefonistas

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para o Festival Varilux de Cinema Francês 2018

por: Cinevitor

custodiavarilux2O ator Thomas Gioria em cena de Custódia, de Xavier Legrand: destaque na programação.

O Festival Varilux de Cinema Francês 2018 já tem data para acontecer: de 7 a 20 de junho, cerca de 61 cidades brasileiras recebem o evento, que no ano passado conquistou o ranking de maior festival de cinema francês do mundo ultrapassando o australiano Alliance Française French Film Festival, e levou 180 mil pessoas aos cinemas apontando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Em 2018, serão 21 longas-metragens da nova safra da cinematografia francesa, entre eles um clássico e um documentário a serem confirmados em breve. O público terá a oportunidade de assistir aos mais novos trabalhos de cineastas e atores já consagrados e também de premiados jovens talentos que imprimem diversidade e originalidade ao cinema francês.

A identidade visual da edição deste ano, assinada pela Dínamo Design, é inspirada no cartaz do filme O Amante Duplo (L’amant double), de François Ozon, com Marine Vacth e Jérémie Rénier, uma das produções que integram a programação e que foi exibido na Competição Oficial do Festival de Cannes do ano passado. O ator e diretor Jérémie Reniér virá ao Brasil para prestigiar o festival. Além de protagonizar O Amante Duplo, interpretando dois papéis, ele assina ao lado do irmão Yannick Rénier, que também confirmou presença no país, o drama Carnívoras (Carnivores), outro filme do festival. Aos dois, se juntará a atriz do longa Zita Hanrot. Os outros nomes que integrarão a delegação artística francesa serão anunciados em breve.

amanteduplovariluxJérémie Renier e Marine Vacth em O Amante Duplo, de François Ozon.

Além disso, também serão exibidos na programação: o drama Custódia (Jusqu’à la garde), de Xavier Legrand, vencedor do Leão de Prata de melhor direção no Festival de Veneza e premiado também na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e nos festivais de Zurique, Glasgow e San Sebastián; a comédia 50 São os Novos 30 (Marie-Francine), de Valérie Lemercier; o terror A Noite Devorou o Mundo (La nuit a dévoré le monde), de Dominique Rocher e protagonizado por Golshifteh Farahani; o drama Nos Vemos no Paraíso (Au revoir là-haut), vencedor de cinco prêmios no César 2018, o Oscar francês; a ficção científica O Último Suspiro (Dans la brume), de Daniel Roby, com Olga Kurylenko; o drama Razzia, de Nabil Ayouch, exibido no Festival de Toronto e representante do Marrocos na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro; a animação A Raposa Má (Le grand méchant Renard et autres contes…), de Patrick Imbert e Benjamin Renner, indicada ao Annie Awards; a comédia O Retorno do Herói (Le retour du héros), de Laurent Tirard, com Jean Dujardin.

Destacam-se também nesta edição: a comédia Diane (Diane a les épaules), de Fabien Gorgeart; a cinebiografia Gauguin – Viagem ao Taiti (Gauguin – Voyage de Tahiti), de Edouard Deluc e protagonizada por Vincent Cassel, no papel do pintor francês Paul Gauguin; a comédia romântica A Excêntrica Família de Gaspard (Gaspard va au mariage), de Antony Cordier, com Laetitia Dosch e Marina Foïs; o drama A Aparição (L’apparition), com Vincent Lindon e dirigido por Xavier Giannoli; o drama de época Troca de Rainhas (L’échange des princesses), de Marc Dugain, indicado ao César 2018; o drama Marvin (Marvin ou la belle éducation), de Anne Fontaine, premiado no Festival de Veneza; o drama biográfico Promessa ao Amanhecer (La promesse de l’aube), com Pierre Niney e Charlotte Gainsbourg, baseado no livro homônimo de Romain Gary e dirigido por Eric Barbier; a comédia dramática O Orgulho (Le brio), de Yvan Attal, que rendeu o prêmio de atriz revelação para Camélia Jordana no César 2018; e a comédia romântica Tout le monde debout, de Franck Dubosc.

retornodoheroivariluxJean Dujardin e Mélanie Laurent em O Retorno do Herói, de Laurent Tirard.

A abertura em São Paulo será no dia 6 de junho com a presença da delegação artística, formada por diretores e atores. O Rio de Janeiro receberá os artistas a partir do dia 07/06. Antes disso e pela primeira vez fora do eixo Rio/São Paulo, o Festival Varilux levará parte da delegação para o Nordeste: Salvador ganhará uma pré-estreia do evento no dia 4 de junho.

Pela primeira vez, o festival, em parceria com a UniFrance Films, apresentará uma seleção de sete curtas-metragens franceses e promoverá também, pela segunda vez, uma Mostra de Realidade Virtual com curadoria do cineasta e especialista francês Fouzi Louahem, que ministrará uma masterclass de Realidade Virtual.

Além da exibição dos filmes, as atividades paralelas contemplam debates com os integrantes da delegação, ações e sessões educativas, laboratório franco-brasileiro de roteiros sob a coordenação de François Sauvagnargues, especialista de ficção e diretor geral do FIPA (Festival Internacional de Programação Audiovisual) e também um encontro entre profissionais franceses e brasileiros do audiovisual.

Fotos: Divulgação.

Conheça os destaques do 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo

por: Cinevitor

goliaspanoramasuicoSven Schelker e José Barros em cena de Golias: exibido no Festival de Locarno.

Entre os dias 9 e 21 de maio, acontecerá em São Paulo a 7ª edição do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, uma parceria entre o Centro Cultural Banco do Brasil, o Sesc SP e o Consulado da Suíça em São Paulo.

Para a abertura do evento, o filme escolhido foi o documentário Hafis & Mara, do cineasta Mano Khalil, que virá ao Brasil para participar da exibição e também de dois debates realizados no CCBB, dia 10 de maio, às 18h30 e no CineSesc, dia 12 de maio, às 19h30.

Nesta edição, além do filme de abertura, o público terá acesso a mais de 15 longas-metragens nos gêneros documentário e ficção, entre eles: o inédito Diário da Minha Cabeça (Journal de ma tête), de Ursula Meier; O Som da Voz (Der Klang der Stimme), de Bernard Weber, que recebeu o Prêmio do Público no 53º Solothurner Filmtage; O Tribunal do Congo (Das Kongo Tribunal), dirigido por Milo Rau, que recebeu Menção Honrosa no DOK Leipzig; Sobre Ovelhas e Homens (Des moutons et des hommes), de Karim Sayad, vencedor do Prêmio do Júri no Solothurner Filmtage 2018; Animais (Tiere), de Greg Zglinski, premiado no Zurich Film Festival e exibido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo; entre outros.

animaispanoramasuicoBirgit Minichmayr em Animais, de Greg Zglinski: destaque na programação.

O Panorama também apresenta uma seleção especial de curtas-metragens, formada por oito títulos: Rewind Forward, Between Lands, La Bataille de San Romano, Casa Son Duno, In Takt, Blind Date, Au large e Parzival.

“O 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo traz uma seleção de filmes em diferentes formatos, estéticas, vozes e questionamentos. Os longas e curtas-metragens selecionados (documentários, ficções, animações, experimentais), dirigidos por homens e mulheres, de diversas partes da Suíça, convidam o público a mergulhar na atual cinematografia do país com suas singularidades e pluralidades”, afirmam Celia Gambini e Talita Rebizzi, curadoras do Panorama.

A 7ª edição do Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo será exibida no CineSesc, de 9 a 16 de maio, e no CCBB SP, de 9 a 21 de maio. Além disso, terá duas itinerâncias em sua programação: uma no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, de 22 de maio a 10 de junho; e outra no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, de 30 de maio a 16 de junho.

Fotos: Divulgação.