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Ella e John

por: Cinevitor

ellajohnposterfilmeThe Leisure Seeker

Direção: Paolo Virzì

Elenco: Helen Mirren, Donald Sutherland, Christian McKay, Janel Moloney, Dana Ivey, Dick Gregory, Leander Suleiman, Ahmed Lucan, Gabriella Cila, David Silverman, Lucy Catharine Haskill, Joshua Hoover, Kirsty Mitchell, Mylie Stone, Helen Abell, Joshua Mikel, Robert Walker Branchaud, Sean Michael Weber, Ryan Clay Gwaltney, Matt Mercurio, Marc Fajardo, Elijah Marcano, Denitra Isler, Carl Bradfield, Jerald Jay Savage, Nicholas Barrera, Robert Pralgo, Lucie Carroll, Jacob Cooper.

Ano: 2017

Sinopse: Quando John e Ella Spencer eram jovens, o trailer Winnebago Indian 1975, que eles batizaram de The Leisure Seeker, era onde a família dava suas adoradas escapadas de férias. Agora, aos 70 e poucos anos, já aposentados, Ella e John decidem aproveitar a liberdade e fazer uma última aventura no Leisure Seeker, atravessando o país de Boston até a casa de Ernest Hemingway, em Key West.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Arábia

por: Cinevitor

arabiafilmeposterDireção: Affonso Uchoa, João Dumans.

Elenco: Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Glaucia Vandeveld, Renata Cabral, Renato Novaes, Wederson Neguinho, Adriano Araújo, Renan Rovida.

Ano: 2018

Sinopse: Ao encontrar o diário de um trabalhador, numa vila operária em Ouro Preto, o jovem André entra em contato com a comovente trajetória de vida de Cristiano, em meio às mudanças sociais e políticas do Brasil nos últimos dez anos.

Crítica do CINEVITOR: Em breve.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Conheça os vencedores do 44º Festival Sesc Melhores Filmes

por: Cinevitor

mariapremiosesc2Maria Ribeiro no palco: empate no prêmio de melhor atriz.

Foram anunciados nesta quarta-feira, 04/04, os vencedores do 44º Festival Sesc Melhores Filmes, votação que elege as melhores produções nacionais e estrangeiras de 2017 na opinião da crítica especializada e do público.

Criado em 1974, o festival é o mais antigo e um dos mais tradicionais de São Paulo e oferece ao público a oportunidade de ver ou rever o que passou de mais significativo pelas telas da cidade no ano anterior ao evento, a preços populares e com atenção à acessibilidade.

Os filmes são escolhidos democraticamente por meio de votação, dividida entre público e júri especializado, composto por críticos e jornalistas de todo o Brasil. Participaram da votação desta edição 415 filmes, sendo 121 nacionais (75 ficcionais e 46 documentários) e 294 internacionais. Neste ano, foram mais de 11 mil votos de cinéfilos e mais de 120 críticos votantes, entre eles, Vitor Búrigo, aqui do CINEVITOR.

A cerimônia foi apresentada pela atriz, escritora e cineasta Roberta Estrela D’Alva, marcando a abertura oficial do evento, que traz de volta ao CineSesc, de 5 a 25 de abril, as produções mais votadas.

Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, foi eleito o melhor filme brasileiro pela crítica e recebeu também os prêmios de melhor roteiro e melhor atriz para Maria Ribeiro e Clarisse Abujamra, o primeiro empate na história do festival nesta categoria.

Conheça os vencedores e assista aos melhores momentos da premiação do 44º Festival Sesc Melhores Filmes:

FILMES BRASILEIROS | PÚBLICO:
Melhor Filme: A Glória e a Graça, de Flávio Ramos Tambellini
Melhor Documentário: Arpilleras: Atingidas por Barragens Bordando a Resistência, do Coletivo Mulheres do MAB
Melhor Ator: Daniel Furlan, por La Vingança
Melhor Atriz: Carolina Ferraz, por A Glória e a Graça
Melhor Direção: Eliane Caffé, por Era o Hotel Cambridge
Melhor Roteiro: A Glória e a Graça, escrito por Mikael de Albuquerque e Lusa Silvestre
Melhor Fotografia: A Glória e a Graça, por Gustavo Hadba

FILMES BRASILEIROS | CRÍTICA:
Melhor Filme: Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky
Melhor Documentário: Martírio, de Vincent Carelli
Melhor Ator: Nelson Xavier, por Comeback
Melhor Atriz (empate): Maria Ribeiro e Clarisse Abujamra, por Como Nossos Pais
Melhor Direção: Eliane Caffé, por Era o Hotel Cambridge
Melhor Roteiro: Como Nossos Pais, escrito por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi
Melhor Fotografia: Joaquim, por Pierre de Kerchove

FILMES ESTRANGEIROS | PÚBLICO:
Melhor Filme: Com Amor, Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman
Melhor Ator: Ashton Sanders, por Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Atriz: Adèle Haenel, por A Garota Desconhecida
Melhor Direção: Barry Jenkins, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

FILMES ESTRANGEIROS | CRÍTICA:
Melhor Filme: Corra!, de Jordan Peele
Melhor Ator: James McAvoy, por Fragmentado
Melhor Atriz: Sandra Hüller, por Toni Erdmann
Melhor Direção: Barry Jenkins, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

*Clique aqui e saiba mais sobre a programação do festival.

Foto: Aline Arruda.

Todos lo saben, de Asghar Farhadi, será o filme de abertura do Festival de Cannes 2018

por: Cinevitor

losabencannesabreFilme falado em espanhol na abertura do evento francês.

O Festival de Cannes 2018, que acontecerá entre os dias 8 e 19 de maio, anunciou nesta quinta-feira, 05/04, que o filme de abertura desta 71ª edição será Todos lo saben, dirigido pelo cineasta iraniano Asghar Farhadi.

O oitavo longa-metragem de Farhadi, filmado inteiramente em espanhol na Península Ibérica, conta a história de Laura, que mora com o marido e com os filhos em Buenos Aires. Quando voltam para sua cidade natal, na Espanha, por conta de uma celebração familiar, um acontecimento inesperado muda o rumo de suas vidas. A família, seus laços e as escolhas morais impostas a eles se destacam na trama.

Protagonizado por Penélope Cruz e Javier Bardem, o thriller psicológico conta também com Ricardo Darín, Bárbara Lennie, Carla Campra, Inma Cuesta, Eduard Fernández, Elvira Mínguez e Ramón Barea no elenco. José Luis Alcaine, que já trabalhou diversas vezes com Pedro Almodóvar, assina a direção de fotografia; Sonia Grande, de Meia-Noite em Paris e Abraços Partidos, é a figurinista; e a montagem ficou por conta da iraniana Hayedeh Safiyari, que continua sua colaboração com o diretor depois de trabalharem juntos em quatro de seus filmes, incluindo os dois vencedores do Oscar.

Na última década, Asghar Farhadi se estabeleceu como um dos cineastas iranianos mais influentes e internacionalmente reconhecidos. No Festival de Berlim, levou o Urso de Ouro por A Separação, que também foi premiado no Oscar e no Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro. Em Cannes, marcou presença pela primeira vez em 2013 com O Passado e em 2016 com O Apartamento, vencedor do prêmio de melhor roteiro e também do Oscar de filme estrangeiro.

A última vez que um filme não falado em inglês ou francês foi exibido na abertura do evento foi em 2004, com Má Educação, de Pedro Almodóvar. Neste ano, o júri da Competição Oficial será presidido pela atriz Cate Blanchett; o ator porto-riquenho Benicio Del Toro vai comandar a mostra Un Certain Regard; e a francesa Ursula Meier presidirá o júri da Caméra d’or.

Na mostra Cannes Classics, o aclamado 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, terá uma exibição especial em 70 mm, apresentada por Christopher Nolan, por seus 50 anos de lançamento; o cineasta americano Martin Scorsese será homenageado na Quinzena dos Realizadores, mostra paralela ao evento.

Os filmes selecionados para a Competição Oficial serão anunciados na quinta-feira, 12/04.

Foto: Divulgação/Memento Filmes.

Um Lugar Silencioso

por: Cinevitor

umlugarsilenciosoposterA Quiet Place

Direção: John Krasinski

Elenco: Emily Blunt, John Krasinski, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Cade Woodward, Leon Russom.

Ano: 2018

Sinopse: Uma família tenta se manter em total silêncio para sobreviver à ameaça que ronda a sua casa e que pode atacá-los ao menor sinal de barulho.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

1945

por: Cinevitor

1945filmeposternovoDireção: Ferenc Török

Elenco: Péter Rudolf, Bence Tasnádi, Tamás Szabó Kimmel, Dóra Sztarenki, Ági Szirtes, József Szarvas, Eszter Nagy-Kálózy, Iván Angelus, Marcell Nagy, István Znamenák, Sándor Terhes, Miklós B. Székely, György Somhegyi, Tünde Szalontay, Béla Gados, Mari Nagy, János Derzsi, Tibor Mertz, Bálint Adorjáni, Vivianne Bánovits, Rita Kerkay, Zsolt Dér, Gergö Mikola, Máté Novkov, Gyula Fehér, Boglárka Kósa, Miklós Hajdu, Géza Sziklai, Farkas Angelus, Vivien Rujder, Zoltán Rajkai, Nikita Ivanov, Jevgenyíj Liszjuk.

Ano: 2017

Sinopse: Em um escaldante dia de agosto na Hungria em 1945, moradores se preparam para um casamento no vilarejo onde vivem. Enquanto isso, dois estranhos chegam à estação de trem local com misteriosas caixas etiquetadas com a palavra “fragrâncias”. Os habitantes do povoado temem que os homens possam ser herdeiros dos judeus deportados da aldeia e que mais sobreviventes possam vir, representando uma ameaça às propriedade e bens que adquiriram durante a guerra.

*Filme assistido na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

O Caso Morel, novo filme de Suzana Amaral, será protagonizado por Maria Casadevall e Rodrigo Lombardi

por: Cinevitor

mariacasadevallfilmeMaria Casadevall será a protagonista do longa.

O novo filme da cineasta Suzana Amaral, O Caso Morel, será protagonizado por Rodrigo Lombardi e Maria Casadevall. As filmagens do longa, que tem roteiro assinado pela escritora Patrícia Melo e pela própria Suzana, começam em agosto deste ano.

Consagrada diretora de A Hora da Estrela, filme indicado ao Urso de Ouro e vencedor do prêmio da crítica no Festival de Berlim, em 1986, Suzana Amaral levará às telonas, aos 89 anos, O Caso Morel, romance policial de Rubem Fonseca, publicado em 1973, que recebeu o Prêmio Camões de Literatura. Na trama, um artista plástico se torna o principal suspeito no assassinato de uma de suas três mulheres.

Com codireção de Jean Paulo Lasmar, o projeto venceu o edital de coprodução entre Brasil e Argentina, operado pela Ancine e pelo INCAA, Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales. Além disso, a Bossa Nova Films mais uma vez se associa à produtora argentina El Campo Cine, de Diego Lerman, diretor do recém-lançado no Brasil Uma Espécie de Família.

Foto: Divulgação/Rede Globo.

Entrevista: Lucrecia Martel fala sobre Zama, coprodução brasileira e América Latina

por: Cinevitor

lucrecia1Diretora premiada esteve no Brasil recentemente.

Nascida na Argentina, a cineasta Lucrecia Martel, um dos maiores nomes do cinema contemporâneo, tem colocado seu trabalho na comunidade internacional do cinema e seus filmes costumam participar de importantes festivais. Em Cannes, apresentou A Menina Santa, em 2004, e A Mulher Sem Cabeça, em 2008, na Competição Oficial; no Festival de Berlim, em 2001, concorreu ao Urso de Ouro com O Pântano.

Zama, seu mais novo trabalho, que já está em cartaz nos cinemas brasileiros, foi indicado ao Goya e ao Prêmio Sur, premiado nos festivais de Havana e Roterdã e escolhido como o representante argentino para disputar uma vaga entre os finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O longa, com coprodução brasileira de Vania Catani, da Bananeira Filmes, retrata a trajetória de Zama, vivido por Daniel Giménez Cacho, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, que aguarda uma carta do Rei autorizando-o a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Para garantir a transferência, Zama se ver forçado a aceitar todas as ordens e tarefas que são passadas por consecutivos governantes ao longo dos anos. Quando percebe que a tal carta não vai chegar, ele decide se unir a um grupo de soldados em busca de um perigoso bandido.

zamaator2Daniel Giménez Cacho: protagonista.

Para divulgar o filme, Lucrecia esteve no Brasil recentemente e participou de uma conversa com a imprensa, na qual o CINEVITOR foi convidado, na sede da Vitrine Filmes, em São Paulo. Acompanhada pela produtora Vania Catani, falou sobre Zama, coprodução brasileira, história da América Latina e refletiu sobre o presente, o passado e o futuro.

Confira os melhores momentos do bate-papo com Lucrecia Martel:

ROTEIRO E FOTOGRAFIA:

“Eu escrevi o roteiro [baseado no livro homônimo de Antonio Di Benedetto] entre 2011 e 2015. Quando eu leio um livro, imagens e sons vão surgindo em minha mente. E tudo isso que aparece quando lemos um livro, junto com seus significados, fica próximo do cinema”.

“Quando eu converso com o diretor de fotografia, debatemos imagens de referência para estabelecer um critério. O mais importante para Zama foi a instrução de situar o espectador no passado”.

EQUIPE BRASILEIRA:

“A Vania Catani está desde o início do projeto. Na época do lançamento de A Mulher Sem Cabeça, ela entrou em contato comigo para pensarmos em alguma história sobre a Clarice Lispector. Mas acabou não acontecendo. Retomamos o contato quando eu comecei a procurar produtores para financiar o Zama e nos conectamos imediatamente. Esse filme é diferente de todos, pois se passa na fronteira. Então, a participação do Brasil, particularmente, era muito importante. Tinha muito sentido ter alguém do Brasil, não só financeiramente, mas também como suporte. E fico muito feliz com isso, pois a coprodução com outros países não significa apenas dinheiro. O Brasil está presente em diversas partes, temos a Renata Pinheiro na direção de arte, por exemplo, e conversamos muito sobre as referências, como o barroco latino-americano. Tem muito elemento da cultura brasileira”.

“Na equipe, temos quatro atores brasileiros [entre eles, Matheus Nachtergaele e Mariana Nunes], a diretora de arte [Renata Pinheiro] e a equipe de cenografia, tem a Karen Harley na montagem e a música dos índios Tabajara, completou Vania Catani.

matheuszamaMatheus Nachtergaele em cena do filme.

COPRODUÇÃO:

“O fato de ir atrás de tantos produtores é porque está cada vez mais difícil realizar um filme com uma certa liberdade, sem compromisso com o mercado, mas sim, com o espectador. Não foi fácil conseguir esse dinheiro, por isso procurei tantos produtores”.

[Os países que assinam a coprodução de Zama são: Brasil, Espanha, República Dominicana, França, Holanda, México, Suíça, EUA, Portugal e Líbano].

REALIDADE:

“Muitos críticos pensam que a relação mais forte que um diretor tem com o cinema é o próprio cinema. Mas, não. Nossa relação está relacionada com a maneira em que observamos o mundo. Precisamos refletir mais a realidade, ainda que não tenha sentido. Como aceitamos, por exemplo, um trabalho que não estamos de acordo? Quem aqui tem o tempo livre que precisa?”.

“Não só no Brasil, mas em muitos outros lugares, há uma cobrança por mais participação das mulheres em muitas áreas, assim também está acontecendo com os negros e com os índios, culturalmente falando. Tudo isso reflete na realidade”.

“Todos os países latino-americanos seguem dependentes economicamente. Está muito claro neste governo brasileiro e também no argentino, que eles governam não para nós, mas sim para outros negócios. Então, quão independente nós somos?”.

zamaatriz1Lola Dueñas interpreta Luciana Piñares de Luenga.

INDEPENDÊNCIA:

“Há um discurso histórico no Brasil, na Argentina, no Chile, no Peru, no México, em toda a América Latina, que indicava que uma grande mudança aconteceria a partir da independência. Mas, eu penso que o pior da história dos nossos países começou com a independência. O momento mais obscuro da nossa história começa com a independência porque nossa própria burguesia criou a escravidão e a expulsão indígena, por exemplo. Claro que algumas coisas mudaram, mas mesmo depois da abolição ainda existem pessoas trabalhando em condições precárias na Argentina. Então, que distância temos das colônias? Por isso, neste filme, me preocupava ficar distante dessa coisa heroica do passado”.

FICÇÃO CIENTÍFICA:

“As próximas gerações terão oportunidade de pensar no passado como ficção científica. Porque o passado, oficialmente contado para nós, é muito falso. É mais provável acertar na ficção do que com a própria história. Por isso, em Zama trago esse passado como uma espécie de ficção científica, já que esse gênero traz uma certa liberdade para pensarmos no futuro. Quais são as fontes que realmente temos pra saber sobre o passado? Há muito pouco. É preciso pensar no passado com mais liberdade”.

REFLEXÃO:

“Chega de pensar só no futuro. Pense no agora, pois há algo urgente, imediato. As mulheres, por exemplo, estão cansadas porque já não querem mais saber só do futuro, elas querem que se resolva agora, já! O que eu gosto de Zama é essa mensagem contrária ao neocristianismo que está tão forte e presente em nossa cultura”, finalizou Lucrecia.

Fotos: Divulgação.

CINEVITOR #275: Entrevista com Affonso Uchoa e João Dumans | Arábia

por: Cinevitor

arabiapgmcinevitorProtagonista: o premiado ator Aristides de Sousa.

Dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans, Arábia foi o grande vencedor do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com cinco prêmios: melhor filme, melhor ator para Aristides de Sousa, montagem, trilha sonora e Prêmio da Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema. O longa, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 05/04, também foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Roterdã na Competição Oficial.

Na história, acompanhamos a vida comum de um trabalhador, com frustrações, sofrimento e felicidade, revelando uma realidade obscura do desenvolvimento social e econômico no Brasil dos últimos dez anos. O filme narra diversas situações através da trajetória de Cristiano, um operário de uma velha fábrica de alumínio, que sofre um acidente no trabalho e desperta a curiosidade de André, um jovem morador do bairro vizinho. Narrado em primeira pessoa, ou seja, é o personagem Cristiano que conta a própria história, o longa é um retrato político da vida de pessoas marginalizadas.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com os diretores sobre cinema brasileiro, festivais, distribuição e bilheterias. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.

Confira o trailer de Além do Homem, filme de Willy Biondani, com Sergio Guizé e Débora Nascimento

por: Cinevitor

alemdohomemfilmesergioguizeSergio Guizé e Débora Nascimento em cena.

Dirigido por Willy Biondani, que também assina o roteiro ao lado de Eliseo Altunaga e Daniel Tavares, Além do Homem, que chega aos cinemas em junho, foi rodado no interior de Minas Gerais e em Paris.

O filme conta a história do escritor brasileiro Alberto Luppo, papel de Sergio Guizé, que mora na capital francesa há muitos anos e não tem vontade de retornar ao país de origem. Mas quando o antropólogo francês Marcel Lefavre, interpretado por Pierre Richard, é supostamente devorado por canibais no interior do Brasil, Alberto é obrigado a retornar à terra natal para investigar o mistério e transformar a história em um livro. Chegando lá, recebe a ajuda do taxista Tião, vivido por Fabrício Boliveira, que o leva até o local. Alberto vai penetrando em um Brasil alegórico e misterioso. Temendo por um final como o do francês, se desespera. Mas encantado com a beleza brasileira de Bethânia, papel de Débora Nascimento, se entrega ao destino e redescobre sua identidade.

Além do Homem também traz no elenco Marilyne Fontaine, vivendo a namorada francesa de Alberto, Flávia Garrafa, Stéphan Wojtowicz, Giselle Motta, Maurício de Barros, além de participações especiais de Otávio Augusto e Jai Baptista.

Confira o trailer de Além do Homem, que chega aos cinemas no dia 28 de junho:

Foto: Divulgação.

Começam as filmagens de Veneza, novo filme de Miguel Falabella, protagonizado por Carmen Maura

por: Cinevitor

venezamiguelfilme1A atriz espanhola Carmen Maura será a protagonista.

Começaram em Montevidéu as filmagens de Veneza, segundo filme de Miguel Falabella como diretor e roteirista, dez anos depois de Polaroides Urbanas. O longa, produzido por Júlio Uchoa, será filmado no Uruguai e na Itália, com locações como a Cidade Velha, na capital uruguaia, a Estância Taranco, o bairro de Lezica, além de cenas emblemáticas filmadas em Veneza.

Na história conhecemos Gringa, uma cafetina que tem como sonho reencontrar o único homem que amou. Para realizar seu desejo, as prostitutas que trabalham em seu bordel se unem a uma trupe circense e idealizam um plano que atravessa a realidade para levá-la de encontro ao seu amado.

Veneza será estrelado pela atriz espanhola Carmen Maura, conhecida pelas atuações nos filmes do cineasta Pedro Almodóvar, como: Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, Volver, Maus Hábitos, Que Fiz Eu Para Merecer Isto?, A Lei do Desejo e Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão.

Além disso, o elenco conta também com Dira Paes, Eduardo Moscovis, Carol Castro, Caio Manhente, Danielle WinitsMaria Eduarda de CarvalhoAndré MattosCamila Vives, Carolina VirguezPia ManfroniLaura LoboRoney VillelaMagno BandarzYuri RibeiroGiovanni Venturini e Georgina Barbarossa, famosa atriz argentina.

“Veneza é o filme da minha maturidade. Ele mostra a angústia de uma mulher que, na velhice e na cegueira, percebe que foi cruel com o único homem que a amou. É um filme intenso e desejo que seja visto, também, fora do Brasil”, resume Falabella.

Com desenho de produção de Tulé Peak e fotografia de Gustavo Hadba, o projeto é uma adaptação da peça homônima do escritor argentino Jorge Accame.

Foto: Divulgação/Imagem Filmes.

CINEVITOR #274: Entrevista com Pedro Jezler e Fabio Furtado | Górgona

por: Cinevitor

gorgonapgmcinevitorLuciano Chirolli, Maria Alice Vergueiro e Danilo Grangheia em cena.

Dirigido pelos estreantes Fabio Furtado e Pedro Jezler, o documentário Górgona já está em cartaz nos cinemas. Ao longo de cinco anos, durante as temporadas da peça As Três Velhas, os cineastas acompanharam os bastidores da montagem dirigida e estrelada por Maria Alice Vergueiro, considerada uma das maiores atrizes de sua geração.

O longa traz um recorte sensível desse momento na vida da atriz de 83 anos, que convive com a Doença de Parkinson desde 2001. O documentário aborda temas como a proximidade da morte, o envelhecer em cena, o custo das convicções artísticas e os impasses da produção cultural no Brasil.

A vontade de fazer um filme com a atriz surgiu quando Fabio, que é cofundador da companhia Pândega com Maria Alice e o ator Luciano Chirolli, registrou algumas cenas do processo da peça de Alejandro Jodorowsky. Mas foi somente com a chegada de Pedro que surgiu a ideia de fazer um documentário sobre Maria Alice.

Em cena, além de Maria Alice Vergueiro, estão Luciano Chirolli, companheiro de longa data, e os atores Pascoal da Conceição, Danilo Grangheia e Marco Luz, além de Carolina Splendore, jovem atriz que também fez assistência de direção para a montagem. O cotidiano da equipe foi registrado nos diferentes teatros por onde passou o espetáculo.

Para falar mais sobre o filme, batemos um papo com os diretores. Aperte o play e confira:

Foto: Divulgação.