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Começam as filmagens de A Vida Invisível, novo filme de Karim Aïnouz e produzido por Rodrigo Teixeira

por: Cinevitor

avidainvisivelfilmagemAs protagonistas do filme com o diretor Karim Aïnouz e o produtor, Rodrigo Teixeira.

O cineasta Karim Aïnouz, de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, O Abismo Prateado e Praia do Futuro, vai dirigir a livre adaptação de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. Com produção de Rodrigo Teixeira, da RT Features, o longa traz as atrizes Carol Duarte e Júlia Stockler como protagonistas da história e também com Gregorio Duvivier no elenco.

No Rio de Janeiro dos anos 1950, as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: duas irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sem namorado, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando encontrar uma a outra, como se só juntas fossem capazes de seguirem suas vidas.

A Vida Invisível é um melodrama contemporâneo sobre sororidade e também uma crônica da condição feminina nos anos 1950 no Rio de Janeiro, década marcada por um conservadorismo profundo. Ao longo da história, revelam-se a vida adversa de mãe solo que Guida levou longe da família e o apagamento vivido por Eurídice, que acabou por abandonar o sonho de ser uma pianista profissional para se tornar uma dona de casa exemplar e satisfazer o marido e os pais.

Para Aïnouz, a história o tocou de maneira profunda: “Por razões pessoais, eu fiquei impressionado quando li o livro pela primeira vez. Ecoou memórias vividas da minha vida. Fui criado numa família na sua maioria de mulheres, num Nordeste conservador, na década de 1960. Minha mãe foi mãe solo, minha tia trabalhava como dona de casa. A maioria dos homens da minha família tinha ido embora ou era muito ausente. Era um mundo muito machista. As mulheres eram guerreiras, que tiveram que lutar para manter a cabeça fora d’água em um mundo violentamente machista. ‘A Vida Invisível’ é sobre isso; sobre a resiliência, o desafio de ser mulher em um mundo que insistia, e insiste, em deixá-las invisíveis”, revela o diretor.

Durante a pesquisa para o roteiro, Karim entrevistou várias senhoras entre 70 e 90 anos, perguntando sobre suas primeiras experiências sexuais, o casamento e suas vidas privadas. Refletindo sobre o mundo hoje, a partir destas histórias e das mulheres de sua família, Aïnouz compreendeu a urgência de A Vida Invisível como um filme que jogasse luz em tantas vidas e histórias invisíveis, como um filme necessário: “Eu estou ciente de que as histórias particulares não necessariamente fazem bons filmes. Filmes são bons quando eles contam uma história ainda não contada, histórias que precisam ser contadas”, completa Karim.

Esta é a segunda vez que Karim Aïnouz e Rodrigo Teixeira trabalham juntos. Em 2011, o filme O Abismo Prateado teve sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde foi exibido na Quinzena dos Realizadores. Para Rodrigo, repetir essa parceria é uma grande alegria: “Depois do ‘Abismo Prateado’, eu procurava um projeto para trabalharmos novamente juntos e, quando eu recebi o manuscrito deste livro, enxerguei uma compatibilidade entre a filmografia e a história de vida do Karim e o momento histórico que vivemos. Passamos algum tempo trabalhando no desenvolvimento do roteiro, construindo esse grande desencontro na vida dessas irmãs e estou muito contente com o início das filmagens”.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser e colaboração de Inés Bortagaray, o longa começou a ser rodado nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristovão, onde o Rio de Janeiro dos anos 1950 ganhará vida. Quem assina a fotografia é Hélène Louvart, que foi fotógrafa dos longas Pina, de Wim Wenders, O Cheiro da Gente, de Larry Clark e As Praias de Agnès, de Agnès Varda, entre outros. Com coprodução do Canal Brasil e distribuição da Sony Pictures, A Vida Invisível tem previsão de estreia para 2019.

Foto: Divulgação.

CINEVITOR #283: Entrevista com Luiz Fernando Carvalho + A Paixão Segundo G.H. e Objetos Perdidos

por: Cinevitor

luizfernandocarvalhofilmesLuiz Fernando Carvalho nos bastidores da apresentação de seus novos filmes.

Em 2001, o cineasta Luiz Fernando Carvalho lançou Lavoura Arcaica, filme baseado no romance homônimo de Raduan Nassar, publicado em 1975. Elogiado pelo público e pela crítica, entrou para a lista de melhores filmes brasileiros de todos os tempos realizada pela Abraccine, Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Com Selton Mello, Caio Blat e Simone Spoladore no elenco, Lavoura Arcaica colecionou mais de 50 prêmios ao redor do mundo. Depois disso, Luiz Fernando Carvalho se dedicou à televisão, onde realizou obras marcantes, como: Os Maias, O Rei do Gado, Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, Velho Chico, entre outras.

Agora, o diretor está de volta às telonas com dois novos projetos. Para apresentá-los, abriu o galpão que abriga o processo criativo dos próximos longas: A Paixão Segundo G.H., a partir da obra homônima de Clarice Lispector e Objetos Perdidos, roteiro do diretor em parceria com o escritor João Paulo Cuenca.

O evento, que aconteceu em dezembro de 2017, em São Paulo, contou com performances do coreógrafo Ismael Ivo, do bboy Taz Crewest, da cantora Marina de La Riva, da Orquestra Mundana Refugi e da atriz Maria Fernanda Cândido.

O CINEVITOR marcou presença no lançamento dos projetos e registrou os melhores momentos das apresentações, além de conversar com o diretor Luiz Fernando Carvalho. Aperte o play e confira:

Foto: Rodrigo Trevisan.

VI Festival de Cinema Feminino abre inscrições para edição de 2018

por: Cinevitor

festivalmulheresalmodovarMarisa Paredes e Cecilia Roth em Tudo Sobre Minha Mãe: filme inspirou o nome do festival.

O Festival Tudo Sobre Mulheres ganhará uma edição em 2018. Este ano, o evento acontecerá de 5 a 9 de setembro na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, depois de um hiato de sete anos.  As inscrições para a sexta edição do Festival de Cinema Feminino já começaram e vão até o dia 29 de junho. Para participar, as produções precisam ser brasileiras e com até 25 minutos de duração. A temática tem que abordar, de alguma forma, o universo feminino.

O nome Tudo Sobre Mulheres foi inspirado no longa Tudo Sobre Minha Mãe, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, dirigido por Pedro Almodóvar, cineasta espanhol conhecido por retratar o universo das mulheres em sua filmografia. O principal objetivo do evento é estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores. O festival ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, na Chapada dos Guimarães, patrimônio ambiental da humanidade.

Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o festival também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais.

Os prêmios serão entregues nas seguintes categorias: melhor curta-metragem, melhor média-metragem e melhor documentário, em parceria com a CiaRio que oferecerá locação em equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa Naymar. O curta-metragem vencedor também será premiado com uma consultoria de produção executiva via Skype oferecida pelo Coletivo C/as4tro.

Na categoria melhor filme da região Conne (Centro Oeste, Norte e Nordeste) serão entregues: o Prêmio Mistika, que oferece serviços de pós-produção digital; Prêmio Estúdio MIX em serviços de pós produção de Som; e Prêmio Bússola Brasil, que consiste em 4 horas de consultoria on line sobre Direitos Autorais e Contratos com o advogado Petrus Barreto. O melhor filme da região Fames (Minas Gerais, Espírito Santo e Região Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e o melhor filme RJ/SP também serão consagrados com os prêmios Mistika e Estúdio MIX.

O melhor da categoria filme universitário receberá uma bolsa de R$ 2.000 no curso de documentário nas unidades RJ ou SP da Academia Internacional de Cinema. O bônus deste ano será a categoria Prêmio Aquisição Elo Company, com a premiação de representação comercial de um curta escolhido pelo júri Elo com duração de 18 meses.

O júri será composto por Beto Rodrigues, graduado em história pela UFRGS e pós-graduado em Produção Audiovisual pela Universidad Complutense de Madrid; Elisa Lucinda, fundadora da Casa-Poema, poetisa, jornalista e cantora; Leonardo Esteves, professor do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Mato Grosso, mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em Comunicação Social pela PUC-Rio; Julia Katherine, atriz e roteirista trans beneficiária do projeto Transcidadania da Prefeitura do Estado de São Paulo; Juliana Segóvia, diretora e roteirista, também graduada em comunicação e mestre em estudos de cultura contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso; e Vera Zaverucha, criadora do OCA, Observatório do Cinema e do Audiovisual, e professora especialista na regulação do audiovisual.

Clique aqui para saber mais sobre a inscrição.

Foto: Divulgação.

Alguém Como Eu

por: Cinevitor

posteralguemcomoeuDireção: Leonel Vieira

Elenco: Paolla Oliveira, Ricardo Pereira, Júlia Rabello, Arlindo Lopes, Sara Prata, José Pedro Vasconcelos, José Martins, Paulo Pires, Dânia Neto, Manuel Marques, Eduardo Madeira, Mariza, Júlia Lund, Ângela Pinto, Raimundo Cosme, João Velho, Yaron Alves, Julia Oristano, Cláudio Handrey, Leo Rosa, Andrey Lopes, João Tempera, Catarina Morazzo, Rita De La Rochezoire.

Ano: 2018

Sinopse: O filme narra um ano na vida de Helena, uma jovem e bem-sucedida mulher de 30 anos, que toma uma decisão radical depois de várias decepções amorosas: viver em Lisboa, solteira e independente. Porém, Helena não controla o destino e dá de cara com uma nova paixão, Alex. Mas, se a princípio as coisas parecem perfeitas, com o passar do tempo ela está estagnada em mais uma relação rotineira. O problema é quando Helena deseja que Alex se torne um pouco mais parecido com ela e algo inesperado acontece: quando ela olha para ele, vê a figura de uma bela mulher. Seu desejo foi atendido, porém não da forma que ela imaginava.

*Clique aqui e assista ao programa especial sobre o filme com entrevistas com os atores Ricardo Pereira e Paolla Oliveira; e aqui para conferir a segunda parte com entrevistas com o diretor e os atores Arlindo Lopes e Júlia Rabello.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

Tully

por: Cinevitor

tullyposterDireção: Jason Reitman

Elenco: Charlize Theron, Mackenzie Davis, Mark Duplass, Ron Livingston, Kitty Crystal, Emily Haine, Elaine Tan, Katie Hayashida, Elfina Luk, Asher Miles Fallica, Marceline Hugot, Michael Patrick Lane, Lia Frankland, Gameela Wright, Maddie Dixon-Poirier, Steven Roberts, Colleen Wheeler, Joshua Pak, Candus Churchill, Stormy Ent, Bella Star Choy, Shade Rupe, Johnny Serret.

Ano: 2018

Sinopse: Marlo tem três filhos, um deles recém-nascido, e vive uma vida muito atarefada e cansativa. Certo dia, seu irmão oferece a ela, como presente, a ajuda de uma babá para cuidar das crianças durante o período da noite. Mesmo hesitante, ela aceita e acaba se surpreendendo com a jovem ajudante chamada Tully.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Câmera de Claire

por: Cinevitor

cameradeclaireposterLa caméra de Claire

Direção: Hong Sang-soo

Elenco: Isabelle Huppert, Kim Minhee, Chang Mihee, Jung Jinyoung, Yoon Heesun, Wanmin Lee, Taewoo Kang, Shahira Fahmy, Mark Peranson, Wanmin Lee.

Ano: 2017

Sinopse: Manhee é agente de filmes e foi demitida por sua chefe sem explicações. Claire é uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Através das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

CINEVITOR #282, parte 2: Entrevista com Júlia Rabello, Arlindo Lopes e Leonel Vieira | Alguém Como Eu

por: Cinevitor

juliapaollaoliveira2Júlia Rabello e Paolla Oliveira em cena: amizade em Portugal.

Dirigido pelo cineasta português Leonel Vieira e filmado em Lisboa e no Rio de Janeiro, Alguém Como Eu chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 24/05.

O longa conta a história de Helena, interpretada por Paolla Oliveira, uma jovem e bem-sucedida mulher de 30 anos, que toma uma decisão radical depois de várias decepções amorosas: viver em Lisboa, solteira e independente. Porém, ela não controla o destino e dá de cara com uma nova paixão, Alex, vivido por Ricardo Pereira. O problema é quando Helena deseja que Alex se torne um pouco mais parecido com ela e algo inesperado acontece: quando ela olha para ele, vê a figura de uma bela mulher. Seu desejo foi atendido, porém não da forma que ela imaginava.

Para falar mais sobre o filme, dividimos o programa em duas partes: aqui, você confere nosso bate-papo com o diretor Leonel Vieira e com os atores Arlindo Lopes e Júlia Rabello, que interpretam os melhores amigos da protagonista.

Aperte o play e confira:

*Clique aqui e confira a primeira parte do programa com entrevista com Paolla Oliveira e Ricardo Pereira.

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

CINEVITOR #282, parte 1: Entrevista com Paolla Oliveira e Ricardo Pereira | Alguém Como Eu

por: Cinevitor

alguemcomoeupgm1Protagonistas: Paolla Oliveira e Ricardo Pereira em cena.

Filmado em Lisboa e no Rio de Janeiro, Alguém Como Eu, dirigido pelo português Leonel Vieira e que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 24/05, conta um ano na vida de Helena, papel de Paolla Oliveira, uma jovem e bem-sucedida mulher de 30 anos, que toma uma decisão radical depois de várias decepções amorosas: viver em Lisboa, solteira e independente. Porém, Helena não controla o destino e dá de cara com uma nova paixão, Alex, interpretado por Ricardo Pereira.

Mas, se a princípio as coisas parecem perfeitas, com o passar do tempo ela está estagnada em mais uma relação rotineira. O problema é quando Helena deseja que Alex se torne um pouco mais parecido com ela e algo inesperado acontece: quando ela olha para ele, vê a figura de uma bela mulher. Seu desejo foi atendido, porém não da forma que ela imaginava.

Para falar mais sobre essa comédia romântica, dividimos o programa em duas partes: aqui, você confere nosso bate-papo descontraído com os protagonistas Ricardo Pereira e Paolla Oliveira. Divertidos e carismáticos, eles falaram sobre entrosamento do elenco, bastidores, viagem para Portugal, astrologia, fama, entre outros assuntos.

Aperte o play e divirta-se:

*Clique aqui e confira a segunda parte do programa com entrevista com Leonel Vieira, Júlia Rabello e Arlindo Lopes.

Foto: Divulgação/Paris Filmes.

Rodrigo Santoro será homenageado no Cine PE – Festival do Audiovisual 2018

por: Cinevitor

rodrigosantorocinepe1Rodrigo Santoro completa o time de homenageados do Cine PE 2018.

Além da atriz Cássia Kis, da cineasta Katia Mesel e da empresa Box Brasil, a 22ª edição do Cine PE, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 4 de junho, também homenageará o ator Rodrigo Santoro. O astro, que estava entre os homenageados do festival no ano passado, não pôde comparecer ao evento por causa do nascimento de sua primeira filha, Nina. Santoro desembarca no Recife no dia da abertura do festival, quando acontece a solenidade de reconhecimento à sua trajetória.

Rodrigo fez diversos trabalhos marcantes na TV brasileira, com papéis em novelas como Explode Coração, Suave Veneno e Mulheres Apaixonadas e na minissérie Hilda Furacão. Nos cinemas, é lembrado por suas atuações no premiado Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, no qual recebeu o Calunga de melhor ator no Cine PE, em 2001; Abril Despedaçado, de Walter Salles; Carandiru, de Hector Babenco; A Dona da História, de Daniel Filho; Heleno, de José Henrique Fonseca; entre outros.

O ator brasileiro tem se destacado também em Hollywood com diversos trabalhos, como: As Panteras: Detonando, Simplesmente Amor, 300, O Golpista do AnoGolpe DuploBen-Hur. Além disso, ganhou reconhecimento com as séries Lost e Westworld.

Sandra Bertini, diretora do Cine PE – Festival do Audiovisual, reforça a importância de Santoro para o mercado cinematográfico no país: “Este é um espaço de celebração. Escolhemos Rodrigo e Cássia no ano passado porque reconhecemos a dimensão e o valor de seus currículos para o audiovisual. Infelizmente, as agendas deles não coincidiram com a do festival, então esse ano resolvemos manter a homenagem”.

Clique aqui e confira a lista completa com os filmes selecionados para esta edição.

Foto: Frederick M. Brown.

Os Príncipes

por: Cinevitor

osprincipesposter1Direção: Luiz Rosemberg Filho

Elenco: Igor Cotrim, Alexandre Dacosta, Patrícia Niedermeier, Ana Abbott, Tonico Pereira, Jorge Caetano, Ora Figueiredo, Otávio Terceiro, Lucília de Assis, Cristina Mayrink.

Ano: 2018

Sinopse: Dois homens perambulam pela noite do Rio de Janeiro com duas prostitutas em busca de prazer e violência.

*Filme visto no 22º Cine PE – Festival do Audiovisual.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Conheça os vencedores do Festival de Cannes 2018

por: Cinevitor

spikeleecannes2018O cineasta americano Spike Lee recebeu o Grand Prix.

Foram anunciados neste sábado, 19/05, os vencedores da 71ª edição do Festival de Cannes, que este ano contou com a atriz Cate Blanchett na presidência do júri. Ava DuVernay, Chang Chen, Robert Guédiguian, Khadja Nin, Léa Seydoux, Denis Villeneuve, Kristen Stewart e Andrey Zvyagintsev completavam o time responsável por avaliar e premiar os filmes da Competição Oficial.

Neste ano, o drama Manbiki kazoku (Shoplifters), dirigido pelo cineasta japonês Hirokazu Kore-eda, recebeu a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival. Pela primeira vez na história do evento, uma Palma de Ouro Especial foi concedida pelo júri, que foi entregue ao francês Jean-Luc Godard pelo filme Le livre d’image.

O filme Girl, dirigido por Lukas Dhont e exibido na mostra Un Certain Regard, recebeu o prêmio Câmera de Ouro, dedicado a diretores estreantes, que contou com a cineasta Ursula Meier na presidência do júri.

Além disso, antes da premiação também foram divulgados os vencedores dos três prêmios concedidos pela FIPRESCI, Federação Internacional de Críticos de Cinema, que elege as melhores produções da Competição Oficial, da mostra Un Certain Regard e da Semana da Crítica ou Quinzena dos Realizadores. A crítica brasileira Neusa Barbosa fez parte do júri.

Confira a lista completa com os vencedores do Festival de Cannes 2018:

COMPETIÇÃO OFICIAL:

Palma de Ouro: Manbiki kazoku (Shoplifters), de Hirokazu Koreeda (Japão)
Palma de Ouro Especial: Le livre d’image, de Jean-Luc Godard (França)
Grand Prix: BlacKkKlansman, de Spike Lee (EUA)
Melhor Direção: Pawel Pawlikowski, por Zimna wojna (Cold War) (Polônia/França/Reino Unido)
Prêmio do Júri: Capharnaüm, de Nadine Labaki (Líbano)
Melhor Ator: Marcello Fonte, por Dogman
Melhor Atriz: Samal Yeslyamova, por Ayka
Melhor Roteiro (empate): Lazzaro felice, escrito por Alice Rohrwacher (Itália/Suíça/França/Alemanha) e Three Faces, escrito por Jafar Panahi e Nader Saeivar (Irã)
Palma de Ouro | Curta-metragem: All These Creatures, dirigido por Charles Williams (Austrália)
Menção Especial do Júri | Curta-metragem: Yan Bian Shao Nian (On the Border), de Shujun Wei (China)

CÂMERA DE OURO | Caméra d’Or: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)

MOSTRA UN CERTAIN REGARD | UM CERTO OLHAR:

Prêmio Un Certain Regard: Gräns (Border), de Ali Abbasi (Suécia)
Melhor Interpretação: Victor Polster, por Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Prêmio Especial do Júri: Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others), de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)
Melhor Direção: Sergey Loznitsa, por Donbass (Alemanha/Ucrânia/Holanda/Romênia)
Melhor Roteiro: Sofia, escrito por Meryem Benm’Barek (Marrocos)

QUINZENA DOS REALIZADORES:

Prêmio Art Cinema: Climax, de Gaspar Noé (França)
Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): En Liberté!, escrito por Pierre Salvadori, Benjamin Charbit e Benoît Graffin (França)
Label Cinema Europa: Troppa Grazia, de Gianni Zanasi (Itália)
Prêmio illy | Melhor curta-metragem: Skip Day, de Patrick Bresnan e Ivete Lucas (EUA)

SEMANA DA CRÍTICA:

Grande Prêmio Nespresso: Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt (Portugal/França/Brasil)
Prêmio SACD (Society of Dramatic Authors and Composers): Kona fer í stríð (Woman at War), escrito por Benedikt Erlingsson e Ólafur Egilsson
Prêmio Gan Foundation de Distribuição: Sir (Monsieur), de Rohena Gera (Índia/França)
Prêmio Canal+ | Curta-metragem: Un jour de mariage (A wedding day), de Elias Belkeddar (Argélia/França)
Prêmio Louis Roederer Foundation | Revelação: Félix Maritaud, por Sauvage
Prêmio Leica Cine Discovery | Curta-metragem: Ektoras Malo: I Teleftea Mera Tis Chronias (Hector Malot: The Last Day of the Year), de Jacqueline Lentzou (Grécia)

PRÊMIOS FIPRESCI | Federação Internacional de Críticos de Cinema:

Competição Oficial: Buh-Ning (Burning), de Chang-dong Lee (Coreia do Sul)
Un Certain Regard: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Semana da Crítica/Quinzena dos Realizadores: Egy Nap (One Day Un jour), de Zsófia Szilágyi (Hungria)

JÚRI ECUMÊNICO:
Melhor Filme: Capharnaüm (Capernaum), de Nadine Labaki (Líbano)
Menção Especial: BlacKkKlansman, de Spike Lee (EUA)

L’Œil d’or (Olho de Ouro) | MELHOR DOCUMENTÁRIO:
La strada dei Samouni (Samouni Road), de Stefano Savona (Itália/França)
Menção Especial: The Eyes of Orson Welles, de Mark Cousins (Reino Unido) e Libre (To the Four Winds), de Michel Toesca (França/Itália)

CINÉFONDATION:

Primeiro Prêmio: El verano del león eléctrico (The Summer of the Electric Lion), de Diego Céspedes (Chile)
Segundo Prêmio (empate): Kalendar (Calendar), de Igor Poplauhin (Rússia) e Dong wu xiong meng (The Storms in Our Blood), de Di Shen (China)
Terceiro Prêmio: Inanimate, de Lucia Bulgheroni (Reino Unido)

QUEER PALM:

Melhor longa-metragem: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)
Melhor curta-metragem: O Órfão (The Orphan), de Carolina Markowicz (Brasil)

Foto: Pascal Le Segretain.

Festival de Cannes 2018: coprodução brasileira é premiada na mostra Un Certain Regard

por: Cinevitor

chuvacantoriacannesCena do filme Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos: prêmio especial do júri.

Foram anunciados nesta sexta-feira, 18/05, os vencedores da mostra Un Certain Regard, também conhecida como Um Certo Olhar, que coloca em evidência filmes dirigidos por novos cineastas, porém mais atípicos aos da Competição Oficial do Festival de Cannes.

Neste ano, o ator Benicio Del Toro presidiu o júri, que contou também com a cineasta palestina Annemarie Jacir, com o diretor russo Kantemir Balagov, com a atriz francesa Virginie Ledoyen e com a produtora americana Julie Huntsinger.

Entre os premiados, vale destacar o português Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, uma coprodução brasileira dirigida por João Salaviza e pela brasileira Renée Nader Messora. Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

O filme é produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da Entre Filmes (responsável pela produção do longa Elon Não Acredita na Morte), em coprodução com a portuguesa Karõ Filmes e a Material Bruto, de São Paulo.

Conheça os vencedores da mostra Un Certain Regard 2018:

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD:
Gräns (Border), de Ali Abbasi (Suécia)

MELHOR ROTEIRO:
Sofia, escrito por Meryem Benm’Barek (Marrocos)

MELHOR INTERPRETAÇÃO:
Victor Polster, por Girl, de Lukas Dhont (Bélgica)

MELHOR DIREÇÃO:
Sergey Loznitsa, por Donbass (Alemanha/Ucrânia/Holanda/Romênia)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (The Dead and the Others), de João Salaviza e Renée Nader Messora (Portugal/Brasil)

Foto: Divulgação.