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Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

por: Cinevitor

cineceara18vencedoresOs vencedores do Cine Ceará 2018 no palco.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, os vencedores da 28ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O drama Petra, de Jaime Rosales, uma coprodução entre Espanha, França e Dinamarca, ganhou o Troféu Mucuripe em cinco categorias, entre elas, a de melhor longa-metragem.

Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, composto pelo júri da Abraccine formado por Daniel Oliveira, João Paulo Barreto, Marina Rossi, Bruno Carmelo e Jaime E. Manrique. O longa cearense O Barco, de Petrus Cariry foi agraciado com quatro prêmios.

O júri da mostra de longas foi composto por Belisario Franca (Brasil), Stephen Bocskay (Estados Unidos), Belisa Figueiró (Brasil), Gustavo Salmerón (Espanha) e Emilio Bustamante (Peru).

Na Competitiva Brasileira de curta-metragem, Nova Iorque, de Leo Tabosa, de Pernambuco, ganhou o Troféu Mucuripe de melhor curta eleito pelo júri oficial da mostra. Foi vencedor também do Prêmio da Crítica, concedido pelo júri da Abraccine. O melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Oficial recebeu ainda o Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços) e Prêmio CiaRio (R$ 27.000,00 em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMAR).

A Mostra Olhar do Ceará, que apresentou 24 curtas-metragens cearenses, teve como vencedor Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis. O júri foi composto por Francisco Carbone, Robledo Milani e Rosane Gurgel. Além do Troféu Mucuripe, o vencedor ganhou: Prêmio Cineboutique (R$ 20.000, em serviços), Prêmio Mistika (R$ 14.000, em serviços), Prêmio UNIFOR de Audiovisual (R$ 5.000,00) e Prêmio Cinecolor Brasil (16 horas de mixagem de som).

O Cine Ceará, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH) lançou este ano o Prêmio Cada Gota Conta voltado para filmes captados em aparelhos celulares. Os inscritos produziram curtas de até três minutos com o tema Preservação dos recursos hídricos: cada gota conta. O vencedor, escolhido pelo júri Olhar Universitário, foi Economize, de Igor Cândido.

Conheça os vencedores do 28º Cine Ceará:

MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM

Melhor Filme: Petra, de Jaime Rosales
Melhor Direção: Jaime Rosales, por Petra
Melhor Roteiro: Petra, escrito por Jaime Rosales, Clara Roquet e Michel Gaztambide
Melhor Atriz: Natalia Aragonese, por Cabras de Merda
Melhor Ator: Joan Botey, por Petra
Melhor Fotografia: O Barco, por Petrus Cariry
Melhor Montagem: Diamantino, por Raphaëlle Martin-Holger
Melhor Som: O Barco, por Yures Viana, Erico Paiva e Petrus Cariry
Melhor Trilha Sonora Original: O Barco, por João Victor Barroso
Melhor Direção de Arte: Cabras de Merda, por Carlos Garrido
Prêmio da Crítica: Petra, de Jaime Rosales
Olhar Universitário: O Barco, de Petrus Cariry

MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

Troféu Samburá | Melhor Direção: Guilherme Gehr, por Plantae
Troféu Samburá | Melhor curta-metragem: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Olhar Universitário: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio Aquisição Canal Brasil: O Vestido de Myriam, de Lucas Rossi
Prêmio da Crítica: Nova Iorque, de Leo Tabosa

JÚRI OFICIAL:

Melhor Produção Cearense: A Canção de Alice, de Barbara Cariry
Melhor Roteiro: Só por Hoje, escrito por Sabrina Garcia
Melhor Direção: Lucas Rossi, por O Vestido de Myriam
Melhor curta-metragem: Nova Iorque, de Leo Tabosa

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Melhor Filme: Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno, de Leon Reis

MOSTRA CADA GOTA CONTA

Melhor Filme: Economize, de Igor Cândido

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Foto: Thiago Gaspar.

Conheça os vencedores do Festival de Cinema de Locarno 2018

por: Cinevitor

locarno2018vencedoresA atriz Luna Kwok e o cineasta Yeo Siew Hua, de A Land Imagined: grande vencedor.

Foram anunciados neste sábado, 11/08, os vencedores da 71ª edição do Festival de Cinema de Locarno. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para o suspense A Land Imagined, de Yeo Siew Hua, uma coprodução entre Singapura, França e Holanda. O júri da Competição Internacional foi presidido pelo cineasta chinês Jia Zhangke.

Neste ano, o cinema brasileiro estava representado com duas produções: Temporada, de André Novais Oliveira e protagonizado por Grace Passô, na mostra Concorso Cineasti del presente, dedicada aos primeiros filmes de jovens diretores de todo o mundo; e Sedução da Carne, de Júlio Bressane, na seção Signs of Life, que destaca a inovação da linguagem cinematográfica com a intenção de investigar novas formas narrativas.

Além disso, coproduções brasileiras também se destacaram na programação, como: Tarde para morir joven, da cineasta chilena Dominga Sotomayor, na Competição Internacional, que acabou premiado; e Familia Sumergida, da argentina María Alché, na seção Concorso Cineasti del presente.

Conheça os vencedores do 71º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)
Prêmio Especial do Júri: M, de Yolande Zauberman (França)
Melhor Direção: Dominga Sotomayor, por Tarde para morir joven (Too Late to Die Young) (Chile/Brasil/Argentina/Holanda/Qatar)
Melhor Atriz: Andra Guti, por Alice T.
Melhor Ator: Joo-Bong Ki, por Gangbyun Hotel (Hotel by the River)
Menção Especial: Ray & Liz, de Richard Billingham (Reino Unido)

MOSTRA CINEASTI DEL PRESENTE:

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Chaos, de Sara Fattahi (Áustria/Síria/Líbano/Qatar)
Prêmio Especial do Júri: Closing Time, de Nicole Vögele (Suíça/Alemanha)
Melhor Direção Emergente: Tarık Aktaş, por Nebula (Dead Horse Nebula) (Turquia)
Menções Especiais: Fausto, de Andrea Bussmann (México/Canadá) e para a personagem Rose, do filme L’Époque (Young And Alive), de Matthieu Bareyre (França)

SIGNS OF LIFE:

Melhor Filme: Hai shang cheng shi (The Fragile House), de Zi Lin (China)
Prêmio Mantarraya: Le Discours d’acceptation glorieux de Nicolas Chauvin (The Glorious Acceptance of Nicolas Chauvin), de Benjamin Crotty (França)

PRIMEIRO FILME:

Melhor Primeiro Filme: Alles ist gut (All Good), de Eva Trobisch (Alemanha)
Prêmio Swatch Art Peace Hotel: Rūgštus miškas (Acid Forest), de Rugile Barzdziukaite (Lituânia)
Menção Especial: Tirss, rihlat alsoo’oud ila almar’i (Erased, Ascent of the Invisible), de Ghassan Halwani (Líbano)

PRÊMIO DO PÚBLICO: Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee (EUA)
PRÊMIO VARIETY PIAZZA GRANDE: Le vent tourne (With the Wind), de Bettina Oberli (Suíça/França)
PRÊMIO FIPRESCI: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti (França/Alemanha/Luxemburgo/Turquia)
PRÊMIO ECUMÊNICO: Sibel, de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti
PRÊMIO ECUMÊNICO | Menção Especial: Diane, de Kent Jones (EUA) e A Land Imagined, de Yeo Siew Hua (Singapura/França/Holanda)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2018.

Foto: Divulgação.

Diamantino encerra a Mostra Competitiva de longas do 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

diamantinoceara2Equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz.

Vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica deste ano no Festival de Cannes, Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, encerrou a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem do 28º Cine Ceará na noite desta sexta-feira, 10/08.

O filme, uma coprodução entre Portugal, Brasil e França, mostra um famoso jogador de futebol, interpretado por Carloto Cotta, que ao ver sua carreira em declínio entra numa odisseia delirante em que confronta o neofascismo, se envolve com a crise de refugiados, modificação genética, até a busca pela origem da genialidade.

As atrizes Maria Leite e Cleo Tavares marcaram presença no Cineteatro São Luiz e participaram da apresentação do longa no palco. No dia seguinte, conversaram com os jornalistas acompanhadas pelo produtor brasileiro Daniel van Hoogstraten e também por Ruan Canniza, representante da distribuidora Vitrine Filmes. Confira os melhores momentos da coletiva de imprensa:

O FILME:

“Fazer o Diamantino foi uma grande alegria pra mim. Eu já conhecia o trabalho do Gabriel Abrantes e do Daniel Schmidt por conta do curta A History of Mutual Respect, filmado no Brasil e o primeiro trabalho dos dois juntos. Fiquei muito fã e logo eles estavam no topo da minha lista de diretores com os quais eu gostaria de trabalhar”, revelou Maria Leite. E completou: “Esse filme aconteceu numa fase muito feliz pra mim, onde comecei a trabalhar com linguagens que me identifico e com pessoas com quem realmente gosto de trabalhar”.

“Eu fazia teatro amador na faculdade e meu primeiro longa foi Verão Danado [de Pedro Cabeleira], que foi premiado no Festival de Locarno. Depois disso, surgiu o teste para Diamantino e eu não conhecia nada do trabalho do Gabriel e do Daniel. Eu não queria fazer o teste, mas meus amigos me convenceram. Ao longo do processo, fui conhecendo melhor os dois”, contou Cleo Tavares.

diamantinoceara3Daniel van Hoogstraten, Cleo Tavares e Maria Leite na coletiva de imprensa.

ÍCONE:

“O filme nunca quis ser só sobre um jogador de futebol. A ideia era ter um ícone da cultura pop, que hoje em dia poderia ter sido um cantor, um ator. Os realizadores queriam falar sobre ícones. Diamantino mudou muito ao longo do processo. Quando entramos no filme, em 2012, era outra história. Inicialmente, o filme se passava 70% no Brasil e acabou sendo todo filmado em Portugal”, revelou o produtor Daniel van Hoogstraten.

“Resolvemos fazer essa parceria porque gostamos muito da proposta de tratar sobre temas sociais, políticos e contemporâneos. É um risco falar desses temas tão importantes de uma forma tão rápida. Não é um documentário que tenta se aprofundar. Mas, a essência, que é jogar luz sob temas complexos, está lá para abrir uma discussão para o público”.

TEMAS:

“É o público que vai escolher o tema mais tocante. Quando fazemos arte ou qualquer outra coisa, não conseguimos controlar o que vai nos tocar mais. E o filme aborda vários temas. A questão de gênero, por exemplo, está sempre presente no trabalho dos diretores e nesse roteiro também. E é necessário que isso seja discutido. Acho que o filme, mesmo não abordando profundamente todas as questões, aborda o suficiente para que as pessoas pensem depois. É um discurso universal”, disse Cleo.

Diamantino é também uma história de amor, muito mais do que uma história sobre gênero, transexualidade. No contexto biopolítico, pra mim, acrescenta-se uma outra camada que é a autodeterminação do indivíduo sob o seu corpo. E, na minha opinião, esse assunto é ainda mais global do que a transexualidade. É um tema que transparece mais sobre duas pessoas que estão perdidas e se encontram num momento bizarro de suas vida. A forma como o Carloto [Cotta] se relaciona com seu corpo é muito bem representada e emocionalmente profunda”, reflete Maria.

diamantinoceara1A equipe reunida ao final da coletiva.

ROTEIRO E LINGUAGENS:

“A primeira vez que eu li o roteiro gostei muito dessa mistura de gêneros. Porque o cinema que eu gosto de fazer não tem gênero. A maneira como os diretores trabalham dá uma certa abertura para que o ator não fique constrangido. Eu prefiro trabalhar com linguagens mistas”, disse Maria.

“Nós tínhamos um roteiro que não era estático. Os diretores nos deram abertura para discutirmos juntos as cena antes das filmagens. Não era um roteiro fechado, tínhamos liberdade de mudar e dar nossa contribuição”, revelou Cleo.

“Eles queriam contar uma história contemporânea e o roteiro acabou mudando diversas vezes porque algumas coisas já não estavam fazendo mais sentido para a época em que seria filmado”, disse Daniel.

PÚBLICO:

“Em cada lugar que o filme passa, o público recebe de uma maneira diferente. O espectador começa esperando uma coisa e aos poucos vai sendo surpreendido. Gosto de assistir ao filme em festivais para perceber as diferentes reações”, revelou Daniel.

DISTRIBUIÇÃO:

“A Vitrine Filmes tem trabalhado bastante, nesses últimos anos, com cinema de autor, algo mais independente, desviando o foco do cinema comercial e obtendo ótimos resultados. Temos trabalhado bastante nesse nicho e fomentando o mercado de cinema independente”, finalizou Ruan Canniza.

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Fotos: Thiago Gaspar.

Antonio Pitanga é homenageado no 28º Cine Ceará com o Troféu Eusélio Oliveira

por: Cinevitor

pitangacearahomenagemEmoção: Rocco Pitanga entrega o troféu para o pai, Antonio Pitanga.

Na noite desta quinta-feira, 09/08, o Cineteatro São Luiz recebeu mais um convidado ilustre: o ator Antonio Pitanga foi homenageado com o troféu Eusélio Oliveira, entregue anualmente pelo Cine Ceará a grandes personalidades da cultura e do cinema.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1960, com Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto, e, desde lá, o ator participou de mais de 60 produções. A convivência com grandes diretores do Cinema Novo também despertou a vontade de dirigir filmes, concretizada em 1978, com Na Boca do Mundo.

Nascido em 1939, na cidade de Salvador, Pitanga, ainda estudante, exerceu diversas profissões: alfaiate, sapateiro, gráfico e carteiro, até chegar ao mundo das artes pelo movimento Cinema Novo, no qual se tornou um dos atores preferidos de Glauber Rocha, com quem trabalhou em Barravento, Câncer e A Idade da Terra. A partir de então, seu caminho estaria definitivamente vinculado aos movimentos culturais do Brasil e sua figura de ator estaria ligada a grandes diretores brasileiros.

pitangaroccocearaPai e filho em noite emocionante.

Teve uma longa carreira na televisão, em novelas e minisséries, além de atuar em curtas-metragens. Trabalhou na Europa, África, Ásia e América Latina. Recebeu diversos prêmios e troféus como o Candango de melhor ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por A Grande Cidade, em 1966, e o prêmio de melhor ator em filme colombiano no Festival de Bogotá, por La mansión de Araucaima, em 1986. No ano passado teve sua história retratada no documentário Pitanga, dirigido por Beto Brant e pela filha Camila Pitanga.

No palco do Cineteatro São Luiz recebeu o troféu das mãos do filho Rocco Pitanga, também ator. Em seu discurso, relembrou colegas com quem trabalhou, falou sobre cultura, elogiou o cinema brasileiro e se emocionou com o carinho da plateia: “Nessa noite generosa eu só quero agradecer. Obrigado pelo carinho”, disse.

Aperte o play e confira os melhores momentos da homenagem a Antonio Pitanga no 28º Cine Ceará:

Fotos: Thiago Gaspar.

Anjos de Ipanema: Conceição Senna leva o movimento hippie para o 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

anjosipanema1Equipe reunida durante a apresentação do filme no Cineteatro São Luiz.

A produção brasileira Anjos de Ipanema, de Conceição Senna, abriu a Mostra Competitiva Ibero-Americana de longa-metragem desta quinta-feira, 09/08, do 28º Cine Ceará. O documentário fez sua estreia mundial no festival e conta a história do Píer de Ipanema, ícone da contracultura e do surf no Rio de Janeiro dos anos 1970.

Anjos de Ipanema, segundo a sinopse, é um documentário memorialista sobre um verão mágico. Entre 1971 e 1972, enquanto o planeta se encontrava em convulsão, os jovens de Ipanema, felizes e gloriosos, dançam, saúdam o sol, se abraçam, se beijam e brincam. Hoje, mais de quatro décadas depois, essa geração está espalhada pelo mundo, alguns ainda fiéis ao poder da flor, alguns disfarçados com paletós executivos, mas todos marcados para sempre.

No dia seguinte à exibição, a diretora Conceição Senna participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Aída Marques, diretora de produção, e de seu marido, o cineasta Orlando Senna. Confira os melhores momentos:

A IDEIA:

“Eu fico assustada com esses momentos obscuros que estamos vivendo e a nossa geração, que já viveu um golpe, fica assustada. Então, resolvi buscar meus amigos, que viveram comigo lá nas dunas do píer. Quis encontrar as pessoas que mantinham esse mesmo sentimento, do amor, da paz, da solidariedade”, revelou Conceição.

“Eu não tenho nenhuma relação direta com a realização do filme; apenas incentivei a Conceição nesse projeto, que foi feito durante um tempo bastante longo. O filme começou sem nenhum edital”, contou Orlando Senna.

NOTAS DA PRODUÇÃO:

“Há uma particularidade muito honrosa da Conceição. Seus três filmes, nos quais eu trabalhei, são muito pessoais; mais do que isso, são amorosos com os assuntos que ela trata. Eu acho que isso transparece ainda mais nesse último filme. É uma forma muito particular, de se colocar no filme e falar da relação que ela estabelece com suas personagens”, disse Aída Marques.

anjosipanema2Orlando e Conceição Senna na coletiva de imprensa.

MULHERES:

“Eu tenho uma ligação maior com as mulheres. Mas o que estava acontecendo naquela época é que a mulher estava liberada de mil preconceitos. Éramos revolucionários e veio também a liberação sexual. Havia uma atuação política forte, não éramos alienados”, contou a diretora.

PAZ E AMOR:

“A violência não acontece só no Rio de Janeiro. Ela está em todos os lugares, no país inteiro. Além da idade, eu não posso mais andar tranquilamente na praia de Ipanema. A gente anda assustado. Estamos vivendo um momento muito terrível, então vir pra cá pra falar de amor e paz tem um interesse muito maior”, disse Conceição.

MOVIMENTO HIPPIE E O CINEMA:

“O movimento hippie se relacionou com todas as expressões artísticas que estavam sendo feitas na época. Em relação ao Cinema, temos o Cinema Marginal. É um movimento muito forte, único, que aparece nessa época e, inclusive, contesta o Cinema Novo e é basicamente filho do píer. Nascem aí os filmes realizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Estivemos relacionados com alguns destes filmes, como Caveira My Friend [de Álvaro Guimarães], que eu fui o produtor e a Conceição atuou. Também estivemos muito perto de outros filmes baianos, paulistas e cariocas que foram realizados nessa mesma linha de preocupação, ou seja, um cinema mais solto, aparentemente sem compromisso político, porém evidente. Basta pensar um pouco nesse filme com uma ingerência na política e todo um interesse forte em discutir aqueles momentos terríveis que o Brasil viveu naquela época”, refletiu Orlando.

anjosipanema4Cena do filme: imagem de arquivo.

MOVIMENTO HIPPIE E A POLÍTICA:

“O movimento hippie esteve sempre muito próximo da política tradicional, que era utilizada para circunstâncias e panoramas que já não cabiam naquele tipo de política. Daí nasce o hippieismo como um posicionamento absolutamente político, não só o brasileiro, mas também o europeu e o norte-americano. Foi uma geração política fortíssima que modificou muitas vidas. Aqui no Brasil houve uma palavra de ordem política que desfez o movimento”, relembrou Orlando.

“Mesmo vivendo aquela grande aventura existencial, a nossa intenção era nitidamente de mudar tudo e isso, naquela época, significava sair da ditadura militar violentíssima. A relação é muito próxima entre a guerrilha tradicional e a guerrilha lisérgica dos hippies”, comentou Orlando.

MOVIMENTO HIPPIE NO BRASIL:

“O tropicalismo faz parte desse movimento e é inspirador. O movimento hippie no Brasil é completamente diferente do europeu e do norte-americano, inclusive chega atrasado. Quando esse movimento tem um epicentro ali na praia de Ipanema, nos EUA e na Europa ele já estava indo pro brejo, enquanto a gente estava começando o movimento”, revelou Orlando.

O TÍTULO:

“A palavra anjos no título vem dos próprios entrevistados. Falávamos que éramos puros, pois não se cobrava para fazer sexo, por exemplo. Não fui eu que inventei esse termo, eles que me deram. Mas foi durante as entrevistas que surgiu essa ideia”, revelou Conceição.

anjosipanema3A equipe do filme conversa com os jornalistas.

AMOR E AMIZADE:

“Queria falar da estratégia que a Conceição usou para fazer esse filme. Ela era hippie, umas das primeiras. Viveu todo aquele movimento, aquela aventura. Mas, ao fazer o filme não se jogou naquela enorme comunidade que se encontrava diariamente em Ipanema. Ela procurou exatamente quem era de sua turma particular dentro do movimento hippie. Eram várias tribos dentro de uma grande tribo. E ela escolheu apenas a dela; ou seja, um grupo de pessoas que mantêm uma amizade e um tipo de comportamento e pensamento há quarenta e cinco anos. São amigos que nunca se afastaram um do outro e isso corresponde muito ao comportamento hippie da época, ou seja, todos juntos, com a mesma energia e a mesma percepção de mundo. Eu acho que essa estratégia é que oferece ao filme essa simpatia que ele tem, que são amigos de meio século que voltam a conversar agora diante da câmera, mas que nunca deixaram de se amar e se abraçar”, disse Orlando Senna.

ONTEM E HOJE:

“O píer era um centro de criação e havia também uma harmonia. Essa coisa do corpo era importante, cada encontro era um abraço, um afago, um carinho. Era um alimento muito grande para aquele mundo que a gente estava vivendo escondido atrás das dunas. Hoje, estamos vivendo um novo golpe terrível e não temos mais pernas pra correr. Eu sinto a juventude muito perdida e me assusta muito esses jovens de hoje. Onde eles estão?”, finalizou a diretora.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Divulgação/Cine Ceará.

Amália, a secretária é exibido no 28º Cine Ceará com a presença da atriz colombiana Marcela Benjumea

por: Cinevitor

amaliaceara1Diversão em cena: a comédia dramática agradou o público do festival.

O colombiano Amália, a secretária foi exibido na terça-feira, 07/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem da 28ª edição do Cine Ceará. Com direção de Andrés Burgos, a comédia dramática foi apresentada pela protagonista Marcela Benjumea, que marcou presença no palco do Cineteatro São Luiz.

No longa, Amália é uma secretária rigorosa e chata, que vê sua vida monótona virar de pernas para o ar ao conhecer Lazaro, papel de Enrique Carriazo, o novo responsável pela manutenção da empresa onde trabalha. Ela vive à procura de coisas que precisam de reparo só para passar o tempo com ele e, sem perceber, acaba se contagiando com o desembaraço do faz-tudo.

Marcela Benjumea, conhecida e premiada por seus trabalhos em telenovelas colombianas, fez um discurso antes da exibição do filme: “Quero agradecer ao festival pelo convite. É a primeira vez que venho ao Brasil e estou muito feliz de estar aqui com esse filme que me fez muito feliz”.

amaliaceara2Marcela Benjumea durante a coletiva de imprensa.

No dia seguinte à exibição, Marcela participou de uma coletiva de imprensa e falou sobre o processo de construção de sua personagem: “Visitei um bairro em Bogotá onde ficam todas as oficinas e encontrei muitas Amélias caminhando por lá. Conhecer essas pessoas anônimas foi muito enriquecedor para o meu trabalho. Todas essas mulheres merecem ter suas histórias contadas nas telonas”.

Além disso, falou sobre Lazaro, personagem interpretado por seu colega de cena, o colombiano Enrique Carriazo: “O Lazaro é um personagem masculino diferente e muito interessante, pois traz uma identidade do latino-americano”.

Escrito e dirigido por Andrés Burgos, Amália, a secretária é o terceiro longa do cineasta, que em 2012 foi premiado em diversos festivais com o drama Sofía y el Terco. “O roteiro estava muito bem escrito. Eu faço televisão também e nem sempre os textos chegam completos. Neste filme, as anotações estavam perfeitamente apresentadas de como o elenco tinha que se movimentar. Com o figurino foi diferente, fomos testando até encontrar o ponto certo, já que a mudança dessa personagem era interna”, finalizou a atriz.

Fotos: Divulgação.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto ganha exibição especial no 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

checineceara1A diretora Margarita Hernández apresenta o filme no palco do Cine Ceará.

Dirigido por Margarita Hernández, Che, Memórias de um Ano Secreto teve exibição especial durante o 28º Cine Ceará nesta quarta-feira, 08/08, no Cineteatro São Luiz. O documentário conta a história do misterioso desaparecimento de Ernesto Che Guevara em dezembro de 1965, no auge da Guerra Fria.

O guerrilheiro esconde-se em alguns lugares, aguardando que o serviço de inteligência cubano prepare seu próximo destino. Três ex-agentes secretos que o acompanharam nesse trajeto revelam pela primeira vez os detalhes da operação.

No dia seguinte à exibição, Margarita participou de uma coletiva de imprensa ao lado de Enrique Hernández, que colaborou na pesquisa para a realização do documentário. Confira os melhores momentos da conversa:

O COMEÇO:

“A primeira ideia era fazer um filme sobre o dentista [um dos personagens do filme]. Quando teve uma mostra sobre o Che aqui no Cine Ceará, em 2009, eu vi todos os filmes. Inclusive o do Steven Soderbergh, Che 2: A Guerrilha, que abriu o festival. Logo, começaram a aparecer coisas interessantes que não estavam em outros filmes e acabei lendo todas as biografias. Com isso, Enrique [Hernández] fez a pesquisa”, revelou a diretora.

“A Margarita fez uma grande busca na internet e descobriu muita coisa. Eu fiz uma cobertura no final. Tem muito arquivo fotográfico que apareceu bem disperso. Mas tínhamos que encontrar aquilo que fosse fundamental para contar a história”, disse Enrique.

checineceara2Enrique Hernández e Margarita Hernández na coletiva de imprensa.

ARQUIVO:

“As fotos até estão em outros filmes, mas com uma qualidade muito ruim. Então, o Instituto Che fez um livro sobre o Congo, restaurou as fotos e eu restaurei em cima da restaurada. Agora está muito boa [a foto no Congo], que não tem autor. Ninguém sabe quem fez”, revelou Margarita.

OS PERSONAGENS:

“Essas pessoas não têm acesso fácil. Eu só consegui acesso a duas pessoas, o resto dos personagens foi através de uma negociação oficial com o Itamaraty. Um coronel ou um comandante não vão me dar entrevista se eu chegar e bater na porta deles. Tive que fazer uma negociação demoradíssima com a Embaixada de Cuba, Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores de Havana e Comitê Central do Partido”, contou a diretora.

“O Benicio Del Toro [que interpretou Che Guevara nos filmes de Soderbergh] me deu uma entrevista muito boa, mas acabou não entrando no filme. Eu descartei tanta coisa boa! Por isso, quero fazer uma série, pois tem muita coisa, principalmente do Congo. Espero que alguma televisão tope”.

EQUIPE:

“A trilha sonora é do cubano José María Vitier, que tem uma brilhante carreira e formação clássica. Inclusive ele foi premiado no Festival de Veneza com o filme Un señor muy viejo con unas alas enormes [de Fernando Birri]. Ele é um grande músico”.

“Eu tive dois grandes montadores comigo: uma foi a Leyda Nápoles, que é formada em História, é cubana e é uma pessoa muito crítica. E tinha também o Mair Tavares, um dos melhores montadores do cinema brasileiro. Então, nós três ficávamos debatendo e exercendo esse trabalho de montador, que é tirar coisas, botar, enxergar e limar até chegar no ponto”, contou Margarita.

checineceara3A equipe do filme no palco do Cineteatro São Luiz, em Fortaleza.

FAMÍLIA:

“Se a Aleida [March, viúva de Che] desse entrevista pra mim, eu ficaria muito feliz. Mas ela não quis. Ela escreveu um livro e falou o que tinha que falar nesse livro e pronto. Ela também pediu pra eu não usar suas fotos porque fica com ciúmes dessa história e não aceita nenhuma outra coisa que saia da forma como ela vê tudo isso. A família precisa entender que o Che é do mundo. Então a relação com eles é delicada”, revelou a diretora.

LANÇAMENTO:

“A distribuidora do filme é a ArtHouse, do Rio de Janeiro, e ainda não temos o dinheiro para a distribuição. Agora que vamos entrar num edital de comercialização para fazer o lançamento. Porém, tudo demora muito. Eu gostaria muito que esse filme fosse pra Havana e tenho convite pra ir para dois festivais na República Checa”.

“Eu comecei a fazer qualquer coisa com o filme depois do É Tudo Verdade [festival de documentários] e agora que vamos pensar como vai ser lançado. Tomara que as pessoas assistam, não somente aquelas interessadas em política, em história. Quero que as pessoas possam se entreter com esse tipo de filme”, finalizou Margarita.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 28º Cine Ceará por aqui e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Thiago Gaspar.

O Animal Cordial

por: Cinevitor

animalcordialposternovo1Direção: Gabriela Amaral Almeida

Elenco: Murilo Benício, Luciana Paes, Ernani Moraes, Jiddu Pinheiro, Camila Morgado, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Ariclenes Barroso, Thais Aguiar, Eduardo Gomes, Diego Avelino.

Ano: 2017

Sinopse: Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio, o homem pacato, o chefe amistoso e cordial, precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.

*Clique aqui e assista aos programas especiais sobre o filme com entrevistas com a diretora e os atores Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes e Humberto Carrão.

*Filme assistido no 19º Festival do Rio.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Aparição

por: Cinevitor

aparicaoposterL’apparition

Direção: Xavier Giannoli

Elenco: Vincent Lindon, Galatéa Bellugi, Patrick d’Assumçao, Anatole Taubman, Elina Löwensohn, Claude Lévèque, Gérard Dessalles, Bruno Georis, Alicia Hava, Candice Bouchet, Marie-Hélène Aubert, Aurore Broutin, Geoffroy De La Taille, Sandrine Ferraro, Cidney Khosta, Marc Raffray, Axelle Simon, Philippe Garnier.

Ano: 2018

Sinopse: Jacques é jornalista em um grande jornal regional na França. Sua reputação como um investigador imparcial e talentoso atrai a atenção do Vaticano, que o recruta para uma tarefa especial: integrar uma comissão para investigar a veracidade de uma aparição santa em uma pequena vila francesa; uma verdadeira investigação canônica. Após sua chegada, ele conhece a jovem e sensível Anna, que afirma ter testemunhado pessoalmente a aparição da Virgem Maria. Uma profunda devota, ela conquistou um público impressionante na aldeia e está dividida entre sua fé e as muitas solicitações que recebe. Confrontado com visões opostas de membros do clero e céticos no grupo, Jacques gradualmente revela as motivações e pressões ocultas no trabalho e vê seu sistema de crenças ser profundamente abalado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Eduardo Galeano Vagamundo, de Felipe Nepomuceno, é exibido no 28º Cine Ceará

por: Cinevitor

galeanocineceara1A produtora Tereza Álvarez, Florência Galeano e Felipe Nepomuceno no palco.

O documentário Eduardo Galeano Vagamundo, dirigido por Felipe Nepomuceno, fez sua estreia mundial na noite desta terça-feira, 07/08, na Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem da 28ª edição do Cine Ceará.

Em 2010, o escritor uruguaio Eduardo Galeano recebeu Felipe Nepomuceno em sua casa em Montevidéu para uma entrevista. Após sua morte, ocorrida em abril de 2015, amigos e leitores ao redor do mundo realizaram uma homenagem com leituras de sua obra que foram documentadas para este longa. Ricardo Darín, João Miguel, Joaquín Sabina, Lila Rodríguez, Helena Villagra, Paulo José, Walter Carvalho, Mia Couto e o poeta Armando Freitas Filho foram alguns dos convidados.

No dia seguinte à emocionante sessão, que aconteceu no Cineteatro São Luiz, o diretor participou de uma coletiva de imprensa ao lado da produtora Tereza Álvarez e de Florência Galeano, uma das filhas do escritor uruguaio: “A sessão de ontem foi muito linda. Eu conheci o Galeano na barriga da minha mãe. Morei com meus pais na Argentina, na Espanha e depois no México. Minha relação com a América Latina é longa e muito querida”, revelou o cineasta.

Confira os melhores momentos da coletiva de imprensa de Eduardo Galeano Vagamundo:

O FILME:

“Eu sinto muito falta do Galeano e a principal necessidade de fazer esse filme era a de continuar conversando com ele. O documentário foi uma forma de continuar nossas conversas sobre coisas que sempre falamos. Fazer esse filme foi uma experiência muito forte. Existem coisas que vão acontecendo durante as filmagens que acabam nos guiando durante o processo. Galeano é uma pessoa muito próxima e eu não tive a pretensão de fazer uma biografia ou um perfil sobre tal. Muitos filmes virão sobre ele com o papel de narrar sua interessante trajetória”, disse o diretor.

AS LEITURAS:

“Filmamos várias leituras que não entraram no filme. Não foi fácil fazer essa seleção. Muitas pessoas queriam participar. Porém, mais difícil do que fazer essa seleção foi editar esse filme sem o Galeano. Poucas vezes na vida eu me senti tão sozinho como nesse momento na ilha da edição, virando noite, na madrugada. Muitas vezes eu conversava com ele em voz alta, tentando imaginar o que ele faria e o que estaria pensando”, revelou Nepomuceno. “Eu escolhi os textos que mais me emocionavam. Basicamente eram os textos em que eu chorava; esse foi um dos critérios”, completou.

galeanocineceara3O ator argentino Ricardo Darín lê o texto Cerimônia no longa.

OS CONVIDADOS:

“O plano do Darín foi muito forte e emocionante. Depois que filmamos, eu chorei muito. Ele é uma potência como artista, não conhecia aquele texto e foi take único. Filmamos com uma câmera só, sem cortes. O [ator brasileiro] João Miguel também me comoveu muito. Todas essas emoções me guiavam”, disse o diretor.

POLÍTICA:

“Eu nunca conversei com o Galeano sobre política, nunca tive essa conversa com ele. Falamos muito de futebol e de questões pessoais. Por outro lado, as questões políticas do Galeano atraíram muitas pessoas a ele, mas também afastaram pessoas de sua literatura. Galeano é um grande escritor, a literatura dele é muito potente”, revela Felipe.

LIVROS:

“O Galeano tem muitos livros lindos e maravilhosos. E eu tive o prazer de reler esses livros. No filme tem uma frase dele que diz que escrever é uma festa. Eu acho que ler Galeano também é uma festa, é um grande prazer”.

galeanocineceara2O diretor durante a coletiva de imprensa no Hotel Oásis Atlântico, em Fortaleza.

PRODUÇÃO:

“Eu e o Felipe fizemos juntos o Sangue Latino, no Canal Brasil, onde fui coordenadora de produção por muitos anos. O programa foi a origem desse filme e o Galeano é a pedra fundamental do Sangue Latino; foi o primeiro convidado que moldou como seria o programa. Esse encontro com ele foi o que deu forma ao projeto”, revelou a produtora executiva Tereza Álvarez.

FAMÍLIA:

“Meu pai adorava o silêncio e isso está muito bem refletido no filme. As imagens fazem jus ao que ele era. Foi interessante ver meu pai como um personagem, ainda mais nesse filme feito de coração pelo Felipe”, disse Florência Galeano.

“É muita alegria ter a Florência aqui e saber que ela gostou do filme. É uma forma de imaginar que ele também gostou do filme”, finalizou o diretor.

Fotos: Thiago Gaspar e Divulgação.

Vidas à Deriva

por: Cinevitor

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Direção: Baltasar Kormákur

Elenco: Shailene Woodley, Sam Claflin, Jeffrey Thomas, Elizabeth Hawthorne, Grace Palmer, Tami Ashcraft, Siale Tunoka, Kael Damlamian, Lei-Ming Caine, Neil Andrea, Apakuki Nalawa, Tim Solomon.

Ano: 2018

Sinopse: Tami Oldham e Richard Sharp, namorados, partem em uma viagem do Taiti até a costa do Pacífico, a bordo de um veleiro, e enfrentam uma terrível tempestade ao serem surpreendidos por um dos piores furacões da história. Quando Tami acorda, encontra Richard gravemente ferido e seu barco em ruínas. Sem esperança de resgate, ela deve encontrar força e determinação para salvar a si mesma e o único homem a quem já amou. Adaptado do livro homônimo escrito por Tami Oldham Ashcraft.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Acrimônia – Ela Quer Vingança

por: Cinevitor

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Direção: Tyler Perry

Elenco: Taraji P. Henson, Lyriq Bent, Crystle Stewart, Jazmyn Simon, Ptosha Storey, Danielle Nicolet, Nelson Estevez, Kendrick Cross, Jay Hunter, Ajiona Alexus, Antonio Madison, Shavon Kirksey, Racquel Bianca John, Bresha Webb, Angelique Valentine, Jarvis Shaffer, Moses Jones, Terayle Hill, Katie Carpenter, Shamea Morton, Douglas Dickerman, Bob Lanoue, Jason Vail, Alonzo Ward, Scott Deal, Leonard R. Butler, George Bryant, Karen Beyer, John Schmedes, Lela Dawn Barrett, Haley Goldman, Jill Ginsberg, Denise Woods, Remington Steele, CC Ice.

Ano: 2018

Sinopse: Uma esposa fiel e cansada de ficar ao lado de seu marido desonesto fica furiosa quando fica claro que ela foi traída. Por meio de flashbacks, acompanhamos a história de como ela conheceu seu marido e todos os abusos que silenciosamente sofreu ao longo dos anos, antes de se tornar cruel e vingativa.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas