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Associação Brasileira de Cinematografia anuncia finalistas ao Prêmio ABC 2019

por: Cinevitor

jalooparaisoperdidoabcJaloo em Paraíso Perdido de Monique Gardenberg: filme indicado.

A Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), fundada em 2 de janeiro de 2000, reúne profissionais do audiovisual brasileiro, especialmente diretores de fotografia, com o objetivo de incentivar a troca de ideias e informações para democratizar e multiplicar o aperfeiçoamento técnico e artístico da categoria.

Hoje são mais de 300 associados e uma série de atividades realizadas. Através de um fórum, exclusivo para associados, da Sessão ABC, Prêmio ABC, Semana ABC e do Informe ABC e boletim eletrônico enviado a cerca de dois mil assinantes, procura-se incentivar a troca de ideias e informações a respeito da área, além de dados sobre aperfeiçoamento técnico e artístico.

A ABC ainda atua na área do direito autoral, seguindo a tendência de reconhecimento dos direitos legais de coautoria nas obras audiovisuais nos moldes que já vêm ocorrendo em alguns países europeus. Aperfeiçoando-se no dia a dia da convivência entre os colegas, a Associação, hoje a maior do gênero no país, planeja um crescimento orgânico, com ênfase na qualidade dos seus quadros, para proporcionar uma melhor qualificação técnica, artística e ética para os profissionais da produção audiovisual brasileira.

O Prêmio ABC de Cinematografia, que teve sua primeira edição em 2001, encerra a Semana ABC. Em anos anteriores, foram premiados os filmes: O Palhaço, Ensaio Sobre a Cegueira, O Cheiro do Ralo, Tropa de Elite, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Bingo: O Rei das Manhãs, O Lobo Atrás da Porta, entre outros. Os vencedores deste ano serão anunciados no dia 18 de maio e a cerimônia acontecerá na Cinemateca Brasileira.

Confira a lista com os finalistas do Prêmio ABC 2019:

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | FICÇÃO:
10 Segundos para Vencer, por Lula Carvalho
O Grande Circo Místico, por Gustavo Hadba
Paraíso Perdido, por Pedro Farkas
Tungstênio, por Adolpho Veloso
Unicórnio, por Mauro Pinheiro Jr.

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | LONGA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO:
Ayahuasca, Expansão da Consciência, por André Besen
Bixa Travesty, por Karla Meneghetti
Construindo Pontes, por Heloísa Passos
Estrada de Sonhos, por Bacco Andrade
Pra Ficar na História, por Bruno Polidoro

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE | LONGA-METRAGEM:
Chacrinha: O Velho Guerreiro, por Rafael Targat
O Doutrinador, por Margherita Pennacchi
O Grande Circo Místico, por Artur Pinheiro
Tungstênio, por Dani Vilela
Unicórnio, por André Weller

MELHOR MONTAGEM | LONGA-METRAGEM:
10 Segundos para Vencer, por Sérgio Mekler
Legalize Já – A Amizade Nunca Morre, por Marcelo Junqueira
Motorrad, por Lucas Gonzaga
O Doutrinador, por Federico Brioni
Tungstênio, por Gustavo Giani
Unicórnio, por Flávio Zettel

MELHOR SOM | LONGA-METRAGEM:
10 Segundos Para Vencer
Chacrinha: O Velho Guerreiro
Motorrad
O Grande Circo Místico
Sequestro Relâmpago

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | CURTA-METRAGEM:
Almofada de Penas, por Marcos Vinicius D’Elboux
Concreto Cinza Abstrato
Dead Teenager Séance, por Otavio Pupo
do.C.orpo, por Llano
Riscados pela Memória, por André Carvalheira

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | SÉRIE DE TV:
Carcereiros (2ª temporada, episódio 6)
Ilha de Ferro (1ª temporada, episódio 1)
O Mecanismo (1ª temporada, episódio 8)
Samantha! (1ª temporada, episódio 1)
Sob Pressão (2ª temporada, episódio 5)

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | FILME ESTUDANTIL:
Camaleão, de André Guerra (Anhembi Morumbi)
Copiloto, de Lucas Carrera (Universidade Estadual do Paraná)
Desperados, de Antonio Maria Lopes Jr (FAAP)
Silhueta, de Pedro Valadão (Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Tempo de Ir, Tempo de Voltar, de Lucas Silva Campos (Escola de Comunicações e Artes – USP)

[ATUALIZADO: 13/05 – 16h37]

Foto: Divulgação.

Bond 25 será filmado na Jamaica e Daniel Craig interpretará o agente 007 pela quinta vez

por: Cinevitor

anunciobond25Elenco e diretor reunidos em evento na Jamaica: anúncio das filmagens.

Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli confirmaram hoje, em evento de lançamento na Jamaica, a data para o início das filmagens do vigésimo quinto filme de James Bond: 28 de abril. O longa será dirigido por Cary Joji Fukunaga, de Beasts of No Nation, e Daniel Craig retorna à franquia para seu quinto filme como James Bond 007, de Ian Fleming.

O diretor também confirmou o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco e ainda apresentou Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek como novos personagens.

No filme, Bond está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. Contudo, sua paz dura pouco já que um antigo amigo da CIA, Felix Leiter, surge pedindo ajuda. Sua nova missão é resgatar um cientista raptado, mas tudo indica que a tarefa será mais perigosa do que o esperado, o que levará Bond à uma trilha misteriosa por um vilão altamente armado com uma nova tecnologia. As filmagens acontecerão nos estúdios Pinewood, em Londres, e ainda em locações pela Itália, Jamaica e Noruega.

“Estamos muito animados em voltar à Jamaica com Bond 25, o quinto filme de Daniel Craig para a série 007, onde Ian Fleming criou o icônico personagem James Bond e o Dr. No e ainda filmou Com 007 Viva e Deixe Morrer, comentaram os produtores Wilson e Broccoli.

O vigésimo quatro filme da série James Bond, 007 Contra Spectre foi um sucesso global abrindo em primeiro lugar em 81 territórios pelo mundo, incluindo Estados Unidos. O filme ainda quebrou recorde de bilheteria de todos os tempos no Reino Unido como a maior abertura em sete dias com US$ 63,8 milhões. O longa anterior, 007 – Operação Skyfall arrecadou US$ 1,1 bilhão em escala mundial.

diretorcraigbond25O diretor Cary Joji Fukunaga e o protagonista Daniel Craig.

O anúncio, realizado ao vivo nos canais oficiais de James Bond, aconteceu em GoldenEye, na Jamaica, que foi lar de Ian Fleming onde foi criado o personagem James Bond, em 1952. Fleming escreveu doze histórias e duas coleções de contos na ilha. Porém, a ilha não será usada como locação de Bond 25.

O primeiro filme de 007, O Satânico Dr. No foi baseado na sexta história escrita por Ian Fleming e filmado em locações da Jamaica, em 1962, com Sean Connery. A produção contratou aproximadamente 500 profissionais locais para elenco e equipe e ainda contou com apoio do Governo da Jamaica, Ministério da Cultura, do Turismo e da Comissão de Cinema.

James Bond é uma das mais antigas e uma das franquias de maior sucesso de todos os tempos com vinte e quatro filmes produzidos e o vigésimo quinto prestes a iniciar as filmagens. A MGM será responsável pelo lançamento deste novo longa domesticamente, através do selo United Artists, a partir de 8 de abril de 2020. O lançamento nos demais países e no Reino Unido ficam a cargo da MGM com a Universal Pictures, a partir de 3 de abril de 2020.

Foto: Slaven Vlasic/Getty Images.

MIB: Homens de Preto – Internacional, com Tessa Thompson e Chris Hemsworth, ganha novo trailer

por: Cinevitor

mibnovotrailer2Tessa Thompson e Chris Hemsworth em ação!

Em 1997, MIB: Homens de Preto chegava aos cinemas com Tommy Lee Jones e Will Smith em busca de alienígenas que moravam na Terra. Na época, arrecadou mais de 587 milhões dólares em todo o mundo e foi premiado com um Oscar de melhor maquiagem, além de ter sido indicado em outras duas categorias: melhor direção de arte e trilha sonora.

Com o sucesso do primeiro filme, ganhou duas sequências: MIB: Homens de Preto II, em 2002, e Homens de Preto 3, em 2012. Agora, anos depois, um novo capítulo dessa franquia chega às telonas. MIB: Homens de Preto – Internacional é dirigido por F. Gary Gray, de Velozes e Furiosos 8 e Straight Outta Compton: A História do N.W.A., com roteiro de Matt Holloway e Art Marcum.

No novo filme, os Homens de Preto, que sempre protegeram a Terra da escória do universo, terão uma nova aventura: enfrentar a maior e mais global ameaça de todas, um espião infiltrado na organização MIB. O longa conta com Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Liam NeesonRebecca FergusonEmma ThompsonKumail Nanjiani, Jess Radomska, entre outros.

Confira o novo trailer de MIB: Homens de Preto – Internacional, que chega aos cinemas no dia 13 de junho:

Foto: Sony Pictures/Divulgação.

Netflix anuncia expansão do catálogo de filmes com produções brasileiras; Wagner Moura, Maisa Silva e Fabio Porchat estão confirmados

por: Cinevitor

wagnermouranetflixbrasilBrasil no Cenário Global: conversa entre Wagner Moura e Ted Sarandos na Rio2C 2019.

A Netflix anunciou nesta quarta-feira, 24/04, na Rio Creative Conference 2019, que trabalhará com Maisa Silva, Larissa Manoela e o comediante Fabio Porchat na expansão de seu catálogo de filmes, além de Giovanna Lancellotti e Danilo Mesquita, a autora e roteirista Thalita Rebouças, e os diretores César Rodrigues, Bruno Garotti e Leandro Neri.

Com isso, o número total de séries, filmes e documentários da Netflix produzidos no Brasil nos próximos dois anos será de 30; de thrillers e terrores a romances e comédias, somados a conteúdos para crianças e famílias. “O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”, disse Ted Sarandos, Chief Content Officer da Netflix.

Em 2021, a Netflix trará de volta Menino Maluquinho, a icônica obra do escritor e cartunista brasileiro Ziraldo. Produzida pela Chatrone, da animação Festa no Céu, será a primeira versão animada deste personagem tão querido e aclamado por todos. “Este será um novo capítulo na vida do Menino Maluquinho e a parceria com a Netflix dará aos fãs do mundo inteiro a oportunidade de conhecer suas histórias”, disse Ziraldo.

Maisa Silva protagonizará três produções originais e, seguindo o sucesso da comédia Especial de Natal Porta dos Fundos, Fabio Porchat estrelará três filmes Netflix. A escritora Thalita Rebouças faz sua estreia na plataforma digital com Quem Nunca?, história sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem, paixões inesperadas são reveladas e elas descobrem que têm escondido segredos umas das outras por um longo tempo.

cinderelapoptrailerMaisa Silva em Cinderela Pop: filme lançado em fevereiro desse ano.

Modo Avião será o primeiro filme Netflix de Larissa Manoela. Escrito e dirigido por César Rodrigues, da franquia Vai que Cola e Minha Mãe é uma Peça 2, e produzido por A Fábrica, o enredo gira em torno de Ana, uma jovem influenciadora digital que bate o Mustang de colecionador do avô ao tirar uma selfie e é enviada para a fazenda dele para tentar consertar o carro, com um detalhe crucial: ela não pode usar o celular.

Ricos de Amor é uma comédia romântica dirigida por Bruno Garotti, de Cinderela Pop, e produzida pela Anana Produções. Danilo Mesquita estrela como Teto, o filho rico de 20 anos do Rei do Tomate e futuro herdeiro da bem-sucedida fábrica de tomates do pai, que vê sua vida virar de ponta-cabeça quando conhece Paula, uma moça pé no chão interpretada por Giovanna Lancellotti. Na esperança de ganhar o coração dela, Teto mente sobre ter sido criado pobre, a primeira de uma crescente teia de inverdades que vão colocá-lo em sérios apuros.

Carnaval, dirigida por Leandro Neri e produzida pela Camisa Listrada, é uma comédia sobre Nina, uma garota de 23 anos que vê um vídeo de traição de seu namorado viralizar. Ela, então, decide usar suas conexões de influenciadora digital para ganhar uma viagem com tudo pago e todas as regalias para o mais famoso Carnaval do Brasil com três acompanhantes.

Além desses novos filmes, a Netflix também anunciou recentemente Sergio, filme que será produzido e protagonizado por Wagner Moura. A cinebiografia segue a fascinante vida e a trágica morte do diplomata brasileiro na ONU, Sérgio Vieira de Mello. Ambientado horas após o ataque da Al-Qaeda ao Canal Hotel de Bagdá, o filme encontra Vieira de Mello soterrado pelos escombros, relembrando suas polêmicas escolhas profissionais e o maior romance de sua vida.

ninguemtaolhandoserieNinguém Tá Olhando: criação de Daniel Rezende, Teodoro Poppovic e Carolina Markowicz.

As próximas séries originais filmadas no Brasil incluem: Futebol, drama de Elena Soares que conta a história por trás da relação intensa entre dois jogadores: Toró e Pantera, dois meninos pobres de 15 anos que são escolhidos entre uma multidão para integrar a categoria júnior do maior time brasileiro, o Carioca Futebol Clube; O Escolhido, adaptação dos autores de fantasia Raphael Draccon e Carolina Munhóz, dirigida por Michel Tikhomiroff, estrelando Paloma Bernardi, Renan Tenca e Tuna Dwek; Sintonia, criada por KondZilla, Guilherme Quintella e Felipe Braga; Irmandade, com Seu Jorge e Naruna Costa, dirigida por Pedro Morelli e produzida pela O2; e Ninguém Tá Olhando, comédia que marca o primeiro projeto solo de Daniel Rezende para a Netflix, estrelando Victor Lamoglia, Júlia Rabello e Kéfera Buchmann, com produção da Gullane.

As séries que estão de volta incluem: a segunda temporada de Samantha!, com Emanuelle Araújo, Douglas Silva e Daniel Furlan; a segunda temporada de O Mecanismo, de José Padilha e Elena Soares, com Selton Mello e Caroline Abras; e a terceira temporada de 3%, de Pedro Aguilera, com Bianca Comparato, Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente.

A Netflix vai filmar suas produções por todo o país, em localidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Cimbres e no estado de Tocantins.

Fotos: Alexandre Schneider, Bruna Prado e Aline Arruda.

Vingadores: Ultimato

por: Cinevitor

vingadoresultimatoposter1Avengers: Endgame

Direção: Anthony Russo, Joe Russo.

Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Josh Brolin, Linda Cardellini, Tessa Thompson, Evangeline Lilly, Hayley Atwell, Pom Klementieff, Zoe Saldana, Tom Holland, Jon Favreau, Elizabeth Olsen, Natalie Portman, Taika Waititi, Dave Bautista, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Benedict Cumberbatch, Sebastian Stan, Cobie Smulders, Michelle Pfeiffer, Vin Diesel, Katherine Langford, Tilda Swinton, Carrie Coon, Letitia Wright, Robert Redford, Kerry Condon, Gwyneth Paltrow, Chadwick Boseman, Michael Douglas, Winston Duke, Frank Grillo, Stan Lee, Ty Simpkins, Rene Russo, Ken Jeong, William Hurt, Anthony Mackie, James D’Arcy, Sean Gunn, Emma Fuhrmann, Hiroyuki Sanada, John Slattery, Benedict Wong, Penelope Kathryn Golden, Ross Marquand, Yvette Nicole Brown, Callan Mulvey, Terry Notary, Jacob Batalon, Maximiliano Hernández, Maurice P. Kerry, Michael James Shaw, Kiersten Dolbec, Alexa Whitaker, Miles Webb, Michael A. Cook, Floyd Anthony Johns Jr., Khalid Ghajji.

Ano: 2019

Sinopse: As consequências devastadoras dos atos de Thanos, que dizimaram metade das criaturas do universo e destruíram os Vingadores, leva os heróis remanescentes a tomarem uma atitude final na grande conclusão da sequência de vinte dois filmes da Marvel Studios.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

O Último Lance

por: Cinevitor

oultimolanceposterTuntematon mestari

Direção: Klaus Härö

Elenco: Heikki Nousiainen, Pirjo Lonka, Amos Brotherus, Stefan Sauk, Henrikki Haavisto, Jaani Kekäläinen, Juuso Kuusisto, Kristoffer Möller, Yuha Pihanen, Eero Ritala, Pertti Sveholm, Jakob Öhrman.

Ano: 2018

Sinopse: Um velho negociante de arte, Olavi, de 72 anos, está prestes a se aposentar. O homem, que sempre colocou negócios e arte antes de tudo e não consegue imaginar a vida sem trabalho vê, em um último leilão, a oportunidade de fazer o negócio da sua vida. Ao ver um quadro antigo à venda, ele suspeita que seja muito mais valioso do que o valor do lance inicial e decide correr atrás dessa oportunidade com o apoio do seu neto Otto. Mas, para realizar seu sonho, Olavi vai ter que enfrentar tanto a casa de leilões quanto seus próprios erros do passado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Raúl Ruiz e diálogos no exílio: mostra Olhar Retrospectivo homenageia cineasta chileno no 8º Olhar de Cinema

por: Cinevitor

raulruizolhardecinemaRaúl Ruiz nos bastidores de um dos seus filmes.

A mostra Olhar Retrospectivo da oitava edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba, que acontecerá entre os dias 5 e 13 de junho, apresenta diálogos entre as histórias recentes de dois países de nosso continente. Um lado da retrospectiva oferece oito filmes do grande diretor chileno Raúl Ruiz, a maioria dos quais foram realizados durante o período da ditadura militar do Chile (1973-1990). O período de realização de tais filmes também coincide com o da própria ditadura militar do Brasil (1964-1985), período que será representado pelo outro lado da retrospectiva, onde se exibirá dez filmes realizados durante o período do governo ditatorial por diretores brasileiros em passagens pelo exílio.

Participações especiais de convidados e debates irão complementar as exibições dos filmes e auxiliar o público a refletir sobre os significados desse legado transnacional, dentro do contexto de uma mostra cujo nome se inspira no filme Diálogos dos exilados, o primeiro longa-metragem de Ruiz concluído na França após sua fuga do Chile para a Europa.

“Talvez há um ano uma mostra em torno desse tema pareceria algo que remetesse a um passado mais distante de nossa história”, diz o diretor geral e diretor de programação do Olhar de Cinema, Antônio Júnior. “Contudo, hoje essa mostra reflete um momento em que o exílio, infelizmente, passa a fazer parte do nosso presente. Assim, se a mostra Olhar Retrospectivo surge com a vontade de homenagear o Raúl Ruiz, ao buscar um recorte dentro da obra dele, até por sua enorme magnitude, nos deparamos com um momento que ela estava intimamente ligada com a realidade da América Latina de golpes de estados e ditaduras de 1960-1990, momento em que diversos cineastas se encontravam produzindo fora de seus países, exilados. Com isso, surgiu um anseio de estabelecer um diálogo de Ruiz com uma lista relevante de cineastas brasileiros em forma de diálogos de exílio, como: Helena Solberg, Glauber Rocha, Cacá Diegues, Ruy Guerra, Silvio Tendler, Júlio Bressane, Lúcia Murat, Murilo Salles, Luiz Sanz e Pedro Chaskel”.

leaosetecabecasolharcinemaRada Rassimov em O Leão de Sete Cabeças, de Glauber Rocha.

Raúl Ernesto Ruiz Pino nasceu em Puerto Montt, Chile, em 1941, e morreu em Paris em 2011. Durante sua breve vida, dirigiu mais de 100 filmes em vários países, com uma ênfase especial em seu país sul-americano de origem, que ele deixou para o exílio em decorrência do golpe de estado de 1973, e do país europeu onde ele adotou residência. A obra de Ruiz reinventou o cinema ao romper as fronteiras das formas narrativas tradicionais através de uma busca incansável por novas formas de contar histórias, muitas vezes sob a perspectiva de personagens que se consideravam exilados.

O Olhar de Cinema vai exibir uma breve seleção da sua filmografia, a maioria dos filmes em cópias digitais restauradas, que se inicia cronologicamente com seu primeiro longa-metragem existente realizado no Chile, e termina com um de seus filmes mais celebrados, uma obra inspirada pela literatura europeia e pelo folclore chileno.

“Assim que decidimos que seria preciosa a oportunidade de pensar no cinema de Ruiz pelo signo do exílio, veio a ideia de colocá-lo lado a lado com tantos cineastas brasileiros que também precisaram realizar uma parte das suas obras longe do país”, diz Eduardo Valente, um dos programadores de longas-metragens do Olhar de Cinema. “Acreditamos que a circunstância histórica similar do período ganha ainda mais peso quando vemos caminhos bem diferentes sendo trilhados”, ele complementa.

Os oito filmes a seguir, dirigidos por Raúl Ruiz, foram confirmados para a retrospectiva. Eles serão exibidos em novas cópias em DCP:

Três tristes tigres (Tres tristes tigres) (Chile, 1968) (cópia restaurada fornecida pela Cineteca Nacional de Chile)
Diálogos dos exilados (Diálogos de exiliados/Dialogue d’exilés) (Chile, França, 1975) (cópia restaurada fornecida pela Cineteca Nacional de Chile)
A vocação suspensa (La vocation suspendue) (França, 1977) (cópia restaurada fornecida pela INA)
A hipótese do quadro roubado (L’Hypothèse du tableau volé) (França, 1978) (cópia restaurada fornecida pela INA)
As divisões da natureza (Les divisions de la nature: Quatre regards sur le château de Chambord) (França, 1978) (cópia restaurada fornecida pela INA)
Dos grandes eventos e pessoas comuns (De grands événements et des gens ordinaires) (França, 1979) cópia restaurada fornecida pela INA)
O teto da baleia (Het dak van de walvis) (Holanda, 1982) (cópia restaurada fornecida pela Cinémathèque française)
As três coroas do marinheiro (Les trois couronnes du matelot) (França, 1983) (cópia restaurada fornecida pela INA)

Os 10 filmes a seguir, dirigidos por cineastas brasileiros exilados, também foram confirmados para a retrospectiva. Os filmes serão exibidos em suas cópias digitais:

Meio-dia, de Helena Solberg (Brasil, 1970) (cópia digital fornecida pela Filmes de Quintal)
Un séjour, de Carlos Diegues (França, 1970) (cópia digital fornecida pela Luz Mágica)
O Leão de Sete Cabeças (Der Leone Have Sept Cabeças), de Glauber Rocha (França/Itália/Brasil, 1970) (DCP restaurado fornecido pela Copyrights, com agradecimentos ao Cine Humberto Mauro)
Não é hora de chorar (No es hora de llorar), de Luiz Alberto Barreto Leite Sanz e Pedro Chaskel (Chile, 1971) (cópia digital fornecida pela Cineteca Universidad de Chile)
Memórias de um estrangulador de loiras, de Júlio Bressane (Inglaterra/Brasil, 1971) (cópia remasterizada fornecida pela TB Produções)
A dupla jornada, de Helena Solberg (Argentina/Bolívia/México/Venezuela, 1975) (cópia digital fornecida pela Filmes de Quintal)
Estas são as armas, de Murilo Salles (Moçambique, 1978) (cópia digital fornecida pela Cinema Brasil Digital)
Mueda, memória e massacre, de Ruy Guerra (Moçambique, 1979) (cópia remasterizada fornecido pela Arsenal – Institüt fur film und videokunst e.V.)
O pequeno exército louco, de Lúcia Murat e Paulo Adário (Brasil/Nicarágua, 1984) (cópia em alta resolução fornecida pela Taiga Filmes)
Fragmentos de exílio, de Silvio Tendler (Brasil, 2003) (cópia digital fornecida pela Caliban Produções Cinematográficas)

Fotos: Gemini Films/Divulgação.

Zachary Levi, de Shazam!, será o apresentador do MTV Movie & TV Awards 2019

por: Cinevitor

zacharymtvapresentadorSuper-herói: sucesso nos cinemas!

Depois do sucesso mundial de bilheteria com Shazam!, o protagonista Zachary Levi acaba de ser confirmado como o apresentador do MTV Movie & TV Awards 2019. A premiação acontecerá no dia 17 de junho, no Barker Hangar, em Santa Monica, na Califórnia, e as categorias e os indicados serão anunciados nas próximas semanas.

Além de se destacar como o super-herói Shazam, Levi também atuou em Thor: Ragnarok. Anteriormente, era conhecido por interpretar Chuck Bartowski na popular série Chuck e, mais recentemente, como Benjamin na série Maravilhosa Sra. Maisel, premiada no SAG Awards e no Globo de Ouro.

Zachary segue os passos dos apresentadores das edições passadas do MTV Movie & TV Awards, incluindo Tiffany Haddish, Adam Devine, Dwayne Johnson e Kevin Hart, Amy Schumer, Conan O’Brien, Rebel Wilson, Russell Brand, Jason Sudeikis, Andy Samberg, entre outros.

Vale lembrar que Shazam!, filme da DC e dirigido por David F. Sandberg, liderou as bilheterias brasileiras em seu final de semana de estreia, arrecadando cerca de 19,4 milhões de reais. O longa, que segue em cartaz nos cinemas, foi visto por mais de um milhão de pessoas. Ao redor do mundo, também foi destaque em diversos mercados, como Estados Unidos, China, México, Reino Unido e Rússia, arrecadando mais de US$ 159 milhões.

Foto: Getty Images.

Com Millie Bobby Brown e Vera Farmiga, Godzilla II: Rei dos Monstros ganha novo trailer

por: Cinevitor

godzillaIItrailernovo1 Clima de destruição total e o retorno dos Titãs.

Na sequência do sucesso mundial de Godzilla e Kong: A Ilha da Caveira, chega o próximo capítulo do MonsterVerse da Warner Bros. Pictures e da Legendary Pictures para os cinemas: Godzilla II: Rei dos Monstros, uma aventura de ação épica que coloca Godzilla contra alguns dos monstros mais conhecidos da história da cultura popular.

O filme tem direção de Michael Dougherty, de Contos do Dia das Bruxas, e é estrelado por Vera Farmiga, Kyle Chandler, Ken Watanabe e Sally Hawkins, os dois últimos reprisando seus papéis em Godzilla; Millie Bobby Brown, da série Stranger Things, fazendo sua estreia no cinema; Bradley Whitford, Thomas Middleditch, Charles Dance, O’Shea Jackson Jr., Aisha Hinds e Zhang Ziyi.

A história inédita acompanha os esforços heroicos da agência cripto-zoológica Monarch à medida que seus membros enfrentam uma sequência de monstros gigantescos, incluindo o poderoso Godzilla, que luta contra Mothra, Rodan e seu arqui-inimigo de três cabeças, King Ghidorah. Quando estas criaturas milenares, que se acreditava serem mitos, ressurgem, elas lutam pela supremacia, colocando em risco a existência da humanidade.

Confira o novo trailer de Godzilla II: Rei dos Monstros, que chega aos cinemas no dia 30 de maio:

Foto: Divulgação.

Dirigido por Ang Lee, Projeto Gemini, com Will Smith, ganha primeiro trailer

por: Cinevitor

projetogeminitrailer1Protagonista: Will Smith interpreta um atirador de elite.

Dirigido por Ang Lee, de O Tigre e o Dragão, O Segredo de Brokeback Mountain e As Aventuras de Pi, a ação Sci-Fi Projeto Gemini, protagonizada por Will Smith, que estreia no dia 10 de outubro, acaba de ganhar seu primeiro trailer.

No longa, Smith vive um atirador de elite que vira alvo de um assassino muito mais novo e mais forte: sua versão mais nova. “Esta história não é aquela que poderia ter sido contada no cinema como o conhecemos. No entanto, graças à incrível nova tecnologia digital, não só podemos finalmente ver tanto o jovem quanto o velho Will Smith juntos na tela, mas também podemos vivenciar a história de uma forma profundamente imersiva. É uma grande sorte poder experimentar e testar os limites do que o novo cinema digital tem para nos oferecer. Não menos do que isso, poder trabalhar com dois Will Smiths”, revela o diretor. “Eu realmente espero que este filme proporcione uma experiência cinematográfica completamente nova para o público em todo o mundo”, completa Ang Lee.

O longa é um inovador thriller de ação estrelado por Will Smith como Henry Brogan, um assassino de elite, que é subitamente alvo e perseguido por um misterioso jovem agente que aparentemente pode prever cada movimento seu. O elenco conta também com Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen, Benedict Wong, Douglas Hodge, Ralph Brown, Theodora Miranne, entre outros.

Confira o trailer de Projeto Gemini:

Foto: Reprodução/YouTube.

Mostra Vera Chytilová: A Grande Dama do Cinema Tcheco exibirá os principais filmes da diretora

por: Cinevitor

verachytilovamostraVera Chytilová nos bastidores do documentário televisivo Zlatá sedesátá, em 2009.

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo realiza a mostra Vera Chytilová: A Grande Dama do Cinema Tcheco, entre os dias 24 de abril e 13 de maio. Serão exibidos 20 longas-metragens, a maioria inédita no Brasil, e seis curtas, em duas sessões especiais.

Com meia entrada em todas as sessões para clientes do Banco do Brasil, a programação conta ainda com debates e masterclass com profissionais convidados, além de sessões com acessibilidade (libras e audiodescrição) e gratuitas para alunos da rede pública de ensino. Antes de chegar ao CCBB São Paulo, a mostra passou pelo CCBB Brasília e está em exibição pelo CCBB Rio de Janeiro até o dia 6 de maio.

Entre os longas inéditos, destaque para Armadilhas, vencedor do prêmio Elvira Notari no Festival de Veneza, em 1998; O Chalé do Lobo, que concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, em 1987; e Fruto do Paraíso, que foi exibido no Festival de Cannes em 1970.

A masterclass com a jornalista, professora e filmaker paulista, Joyce Pais, será realizada no dia 3 de maio, às 19h. Já no sábado, 4 de maio, haverá um debate sobre a obra da diretora, com a participação da curadora da mostra, Rosa Monteiro, de Joyce Pais e da jornalista e editora do site Mulher no Cinema, Luísa Pécora. Ambas as atividades são gratuitas e para participar é necessário retirar senha na bilheteria do cinema, uma hora antes.

Vera Chytilová foi uma revolucionária da cinematografia tcheca. O início de sua carreira foi durante o governo da União Soviética na Checoslováquia e o clima político teve forte impacto em seu trabalho. Seus filmes eram permeados por humor negro, crítica social e sátiras sobre o regime comunista, dando início ao que se chamou posteriormente de Nouvelle Vague Tcheca.

Quando a liberdade artística foi tolhida pelo governo, Vera foi uma das poucas a resistir e continuar produzindo em seu próprio país. O longa As Pequenas Margaridas, de 1966, que poderá ser conferido na mostra, foi o que a tornou conhecida internacionalmente ao fazer críticas ao regime comunista e à misoginia, temas que a acompanharam tornando-se marcas de seu trabalho.

chaledolobofilmeElenco de O Chalé do Lobo em cena: filme exibido no Festival de Berlim.

Os filmes de Chytilová não dissociam a visão subjetiva (e subjetivista) da mulher moderna de uma objetividade crítica feminista. Suas personagens são prisioneiras das palavras dos homens, da linguagem e do julgamento masculinos, nesse sentido seria uma cineasta antipatriarcal. Com o passar dos anos, suas produções se tornaram menos experimentais, mas nunca perderam as características subversivas e os elementos de paródia do estilo de vida e cotidiano da Checoslováquia. Até o fim de sua carreira, Vera lutou intensamente em sua tentativa de produzir arte dentro de um meio complexo e asfixiante de intensa censura, no qual mesmo os diretores homens mais respeitados do país sofriam. Ela resistia a rótulos e quando questionada sobre o feminismo dizia: “Eu era ousada o suficiente para querer liberdade absoluta, mesmo se isso fosse um erro”.

Vera Chytilová nasceu em 2 de fevereiro de 1929, em Ostrava, Tchecoslováquia (atualmente, República Checa). Depois de trabalhar como modelo, assistente de produção e claqueteira, foi aceita na renomada Academia Superior de Cinema de Praga, a FAMU, na qual veio a estudar com diretores como Jiří Menzel, Jan Nemec Ji e Milos Forman.

Seu primeiro filme que teve expressão internacional foi As Pequenas Margaridas, de 1966, que criticava o governo comunista e a misoginia. Após a invasão da União Soviética passou a ser impossível para Chytilová encontrar trabalho e ela passou a dirigir comerciais sob o nome de seu marido, Jaroslav Kučera. Mesmo após esse hiato, sua produção prosseguiu até os anos 2000. Até o fim de sua carreira, Vera lutou intensamente em sua tentativa de produzir arte dentro de um meio complexo e asfixiante de intensa censura no qual mesmo os diretores homens mais respeitados do país sofriam. Morreu aos 85 anos, no dia 12 de fevereiro de 2014.

Conheça os filmes que serão exibidos na mostra Vera Chytilová: A Grande Dama do Cinema Tcheco:

LONGAS-METRAGENS:

Algo Diferente (O něčem jiném) (1963)
Armadilhas (Pasti, Pasti, Pastičky) (1998)
Banidos do Paraíso (Vyhnání z Ráje) (2001)
O Bobo da Corte e a Rainha (Sasek a Kralóvna) (1987)
Calamidade (Kalamita) (1981)
O Chalé do Lobo (Vicl Bouda) (1986)
Chytilova Versus Forman (1982)
Os Cidadãos de Praga me Entendem (Mí Pražané Mi rozumějí) (1991)
Conjunto Habitacional (Panelstory aneb jak se Rodí Sídliště) (1979)
Fruto do Paraíso (Ovoce stromu rajských jíme) (1970)
A Herança (Dedictví aneb Kurvahosigutntag) (1992)
Jornada – Um Retrato de Vera Chytilová (Cesta – Portret Věra Chytilová) (2004)
Momentos Agradáveis (Hezké Chvilky bez Záruky) (2006)
As Pequenas Margaridas (Sedmikrásky) (1966)
Pérolas das Profundezas (Perlicky na dne) (1965)
Praga – O Incansável Coração da Europa (Praha – neklidné srdce Evropy) (1984)
Procurando Ester (Pátráni po Ester) (2005)
Tainted Horseplay (Kopytem Sem, kopytem tam) (1989)
Tomáš Garrigue Masaryk (TGM Osvoboditel) (1990)
Voos e Quedas (Vzlety a Pády) (2000)

CURTAS-METRAGENS:

Green Street (Zelená ulice) (1960)
Miado (Kocicina) (1960)
Teto (Strop) (1961)
Saco de Pulgas (Pytel blech) (1962)
Camarada (Kamarádi) (1971)
O Tempo é Inexorável (Cas je neúprosný) (1978)

Fotos: Divulgação.

Cannes 2019: filme brasileiro é selecionado para a Quinzena dos Realizadores

por: Cinevitor

semseusanguecannes2019Cena de Sem Seu Sangue, de Alice Furtado: filme brasileiro selecionado.

Organizada pela La Société des réalisateurs de films (la SRF), em 1969, a Quinzena dos Realizadores (Quinzaine des Réalisateurs), mostra paralela ao Festival de Cannes, colabora com a descoberta de novos cineastas independentes e contemporâneos.

Com o objetivo de ser eclética e receptiva a todas as formas de expressão cinematográfica, a Quinzena destaca a produção anual de filmes de ficção, curtas e documentários no cenário independente e também popular, com diretores talentosos e originais.

Neste ano, em sua 51ª edição, vale destacar a presença da produção brasileira Sem Seu Sangue, de Alice Furtado. O longa conta a história de Silvia, interpretada por Luiza Kosovski, uma adolescente introspectiva e desinteressada pela rotina, que acredita ter encontrado em Artur, papel de Juan Paiva, algo que a faça se sentir mais viva. Ele surge inesperadamente em sua turma depois de ter sido expulso de várias escolas. Silvia vê-se fascinada pela vitalidade do garoto, que no entanto é hemofílico. Os dois mergulham em uma convivência intensa, interrompida por um grave acidente. O elenco conta também com Digão Ribeiro, Silvia Buarque, Lourenço Mutarelli, Ismar Tirelli Neto, Valentina Luz e Nahuel Pérez Biscayart.

Em comunicado, Alice declarou: “Sempre foi muito incerto para mim o que aconteceria quando o filme chegasse até as pessoas, porque ele se construiu a partir de uma reflexão muito pessoal e porque desde o início fui fazendo escolhas que sabia serem arriscadas, sobretudo por ser um primeiro filme. Foi uma grande aposta, minha e da equipe inteira, e um longo processo de muito trabalho também. É muita satisfação saber que a Quinzena acredita no filme e quer levá-lo ao encontro de um público atento como o de Cannes. Estou muito feliz e ansiosa, também para que conheçam o belo trabalho do nosso elenco, a maioria se apresentando lá pela primeira vez”.

Além disso, o novo filme de Robert Eggers, de A Bruxa, também foi selecionado. The Lighthouse é produzido pela RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, junto com a New Regency e com a A24, e narra um conto hipnótico e alucinante de dois guardas de farol em uma remota ilha na Nova Inglaterra nos idos de 1890. O elenco conta com Robert Pattinson e Willem Dafoe. “A produção foi um processo incrível, algo que nunca havia vivenciado. Robert Eggers é um diretor visionário, com o qual tenho muito orgulho de trabalhar novamente. Preciso agradecer todos da RT, Lourenço Sant’Anna, também produtor do filme, que ficou ao meu lado desde o começo. Estamos todos muito felizes”, disse Teixeira em comunicado oficial.

Confira a lista completa com os filmes selecionados para a Quinzena dos Realizadores 2019, que acontecerá entre os dias 15 e 25 de maio:

LONGAS-METRAGENS:

Alice et le Maire (Alice and the Mayor), de Nicolas Pariser (França)
And Then We Danced, de Levan Akin (Suécia/Geórgia/França)
Ang Hupa (The Halt), de Lav Diaz (Filipinas/China)
Canción sin nombre (Song Without a Name), de Melina León (Peru/Suíça)
Le Daim (Deerskin), de Quentin Dupieux (França)
Ghost Tropic, de Bas Devos (Bélgica)
Give Me Liberty, de Kirill Mikhanovsky (EUA)
Hatsukoi (First Love), de Takashi Miike (Japão/Reino Unido)
Huo zhe chang zhe (To Live to Sing), de Johnny Ma (China/França)
Koirat eivät käytä housuja (Dogs Don’t Wear Pants), de Jukka-Pekka Valkeapää (Finlândia/Letônia)
The Lighthouse, de Robert Eggers (Canadá/EUA)
Lillian, de Andreas Horwath (Áustria)
Oleg, de Juris Kursietis (Letônia/Bélgica/Lituânia/França)
On va tout péter (Blow It to Bits), de Lech Kowalski (França)
Les Particules (Particles), de Blaise Harrison (Suíça/França)
Parwareshgah (The Orphanage), de Shahrbanoo Sadat (Dinamarca/Alemanha/Luxemburgo/França/Afeganistão)
Perdrix, de Erwan Le Duc (França)
Por el dinero (For the Money), de Alejo Moguillansky (Argentina)
Sem Seu Sangue (Sick Sick Sick), de Alice Furtado (Brasil/Holanda/França)
Tlamess, de Ala Eddine Slim (Tunísia/França)
Une fille facile (An Easy Girl), de Rebecca Zlotowski (França)
Wounds, de Babak Anvari (EUA)
Yves, de Benoît Forgeard (França)
Zombi Child, de Bertrand Bonello (França)

CURTAS E MÉDIAS-METRAGENS:

Deux sœurs qui ne sont pas sœurs (Two Sisters Who Are Not Sisters), de Beatrice Gibson (Reino Unido/Alemanha/Canadá/França)
Les Extraordinaires Mésaventures de la jeune fille de pierre (The Marvelous Misadventures of the Stone Lady), de Gabriel Abrantes (França/Portugal)
Grand Bouquet, de Nao Yoshigai (Japão)
HãY TỉNH THứC Và SẵN SàNG (Stay Awake, Be Ready), de An Pham Thien (Vietnã/Coreia do Sul/EUA)
Je te tiens, de Sergio Caballero (Espanha)
Movements, de Dahee Jeong (Coreia do Sul)
Olla, de Ariane Labed (França/Reino Unido)
Piece of Meat, de Jerrold Chong e Huang Junxiang (Cingapura)
Plaisir fantôme (Ghost Pleasure), de Morgan Simon (França)
That Which Is to Come Is Just a Promise, de Flatform (Itália/Holanda/Nova Zelândia)

SESSÕES ESPECIAIS:

The Staggering Girl, de Luca Guadagnino (Itália)
Red 11, de Robert Rodriguez (EUA) + MasterClass com o diretor

Foto: Felipe Quintelas.