Todos os posts de Cinevitor

Festival de Gramado 2019: conheça os filmes selecionados e os homenageados da 47ª edição

por: Cinevitor

hebegramado2019Andrea Beltrão interpreta Hebe Camargo nas telonas.

Foram anunciados nesta terça-feira, 09/07, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, os filmes selecionados para as mostras competitivas de longas brasileiros e latinos, os curtas-metragens gaúchos e o time completo de homenageados do 47º Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 16 e 24 de agosto.

O evento chega a mais uma edição mantendo a tradição de nunca ter sido interrompido. São 47 anos consecutivos, período em que acompanhou todas as fases do cinema nacional e, a partir de 1992, também do cinema ibero-americano. Em 2019 serão exibidos 19 longas-metragens em competição e 34 curtas-metragens, entre Mostra Gaúcha e Nacional, além de mostras paralelas, exibições especiais, debates e discussões sobre o mercado audiovisual.

Ao longo deste ano, o festival passou por situações que abalaram a organização mas não afetaram a realização da edição. Depois de decidir seguir com os curadores Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho em 2019, sem substituir a curadora argentina Eva Piwowarski, que morreu em janeiro, depois de lutar contra um câncer, o evento focou em pesquisas nacionais e internacionais desde o início do ano. A morte súbita do crítico Rubens Ewald foi um choque para a curadoria e organização, que levou a seleção até o fim.

“Quando perdemos Rubinho, as inscrições já estavam encerradas e vínhamos conversando e vendo filmes desde o início do ano. Na verdade, esse nosso trabalho não para nunca. Cada viagem que fazemos para festivais, vemos filmes e fazemos contatos. Quando chegou a hora de fechar a seleção, já tínhamos tudo muito adiantado. Me restou realmente apenas sacramentar algumas produções, dentro do conceito curatorial já bastante discutido entre nós. Tudo muito claro”, esclareceu o crítico e jornalista Marcos Santuario, curador do festival desde 2013.

“Ainda que o cenário do país não seja favorável, com festivais importantes transferidos ou até cancelados e que tenhamos tido perdas irreparáveis, o Festival de Cinema de Gramado se mantém firme e chega em 2019 preparado para enfrentar as diversidades. Reiteramos também nosso compromisso assumido ao longo dos últimos anos, de maior inclusão nas salas de cinema e produção do audiovisual. Este ano, teremos mais de 20 atividades acessíveis a pessoas com deficiência, que vão contar com a tradução em libras, audiodescrição e legenda descritiva closed caption”, comentou Edson Néspolo, presidente da Gramadotur, autarquia municipal responsável pela realização do evento.

Registrando recorde de inscrições, o interesse crescente revela a importância e o prestígio que é ter a obra projetada na tela do Palácio dos Festivais. São 195 longas-metragens brasileiros inscritos, número que supera com folga os 111 do ano anterior. Já os longas estrangeiros somaram 95 inscrições, número superior às 78 registradas em 2018. A categoria de curtas-metragens brasileiros, que já teve os 12 selecionados divulgados, contou com 777 inscrições, mais do que o dobro dos 365 da edição passada. Os curtas-metragens gaúchos receberam 95 inscrições e terão 20 títulos em competição. A novidade deste ano é a mostra competitiva de longas-metragens gaúchos, cujos concorrentes serão anunciados nas próximas semanas.

Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, já tinha sido anunciado anteriormente como um dos homenageados deste ano. O cartunista receberá o Troféu Cidade de Gramado, que destaca nomes que têm ligação com Gramado e com o festival, contribuindo para o crescimento e a divulgação da cidade e do evento. Completam o time: a cineasta Carla Camurati, que receberá o Troféu Eduardo Abelin, que destaca a trajetória e a contribuição de diretores brasileiros; o ator Lázaro Ramos, que será homenageado com o Troféu Oscarito, deferência aos grandes nomes do cinema brasileiro; e o ator argentino Leonardo Sbaraglia, que receberá o Kikito de Cristal, honraria que destaca nomes do cinema latino-americano.

Em 2019, o espaço de mercado do Festival de Cinema de Gramado está voltado para a potencialidade do audiovisual como setor chave da indústria criativa e as convergências tecnológicas envolvidas. Entre os principais tópicos estarão na pauta jogos digitais, realidade virtual, animação, streaming e sustentabilidade. Além disso, na noite de 15 agosto, antecipando a programação, acontece a exibição do Educavídeo. Realizado desde 2011, o programa tem como objetivo promover a formação cinematográfica e audiovisual de adolescentes e jovens das escolas da rede de ensino de Gramado. Este ano, 75 alunos participaram da realização de 11 vídeos. A exibição acontece no Palácio dos Festivais.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recentemente premiado no Festival de Cannes, será o filme de abertura desta edição; sendo assim, não disputará o cobiçado kikito por ser considerado hors-concours. No longa, um pequeno povoado do sertão brasileiro dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas. Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Além disso, o longa Legalidade, de Zeca Brito, terá uma sessão especial durante o festival. A exibição é uma forma de homenagem ao ator Leo Machado, que morreu precocemente em setembro de 2018, aos 42 anos e foi o apresentador oficial do Festival de Gramado por oito edições, desde 2010.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Gramado 2019:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS BRASILEIROS:

Hebe: A Estrela do Brasil, de Maurício Farias (SP)
O Homem Cordial, de Iberê Carvalho (DF)
Pacarrete, de Allan Deberton (CE)
Raia 4, de Emiliano Cunha (RS)
Veneza, de Miguel Falabella (RJ)
Vou Nadar Até Você, de Klaus Mitteldorf e Luciano Patrick (SP)
30 Anos Blues, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (SP)

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS ESTRANGEIROS:

A Son of Man – La maldición del tesoro de Atahualpa, de Jamaicanoproblem (Equador)
Dos Fridas, de Ishtar Yasin (México/Costa Rica)
El Despertar de las Hormigas, de Antonella Sudasassi Furnis (Costa Rica)
En el pozo, de Bernardo e Rafael Antonaccio (Uruguai)
La forma de las horas, de Paula de Luque (Argentina)
Muralla, de Rodrigo Alfredo Alejandro Patiño Sanjines (Bolívia)
Perro Bomba, de Juan Caceres (Chile)

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS | PRÊMIO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA:

A Maior Locadora do Mundo, de Matheus Mombelli (Porto Alegre)
A Pedra, de Iuli Gerbase (Porto Alegre)
Budapest_v4_FINAL2, de Gabriel Motta (Porto Alegre)
Buitenlanders/Estrangeiros, de Cassio Tolpolar (Porto Alegre)
Dia de Mudança, de Boca Migotto (Porto Alegre)
É Assim que Você Parece, de Pedro Valadão (São Leopoldo)
Êles, Roberto Burd (Porto Alegre)
Endotermia, de Emiliano Cunha (Porto Alegre)
Kerexu, de Denis Rodriguez e Leonardo Remor (Porto Alegre)
Linha Travessão, de Douglas Roehrs (Porto Alegre)
O Carnaval de Gregor, de Kiwi Bertola (Caxias do Sul)
O Menino da Terra do Sol, de Michel Marchetti (Bento Gonçalves)
Quero Ir para Los Angeles, de Juh Balhego (Porto Alegre)
Só sei que foi assim, de Giovanna Muzel (Pelotas)
Sonata, de Felipe Diniz (Porto Alegre)
Stardust, de P.Zaracla (Porto Alegre)
Tempestade e A Janela de Papel, de Viviane Locatelli (Porto Alegre)
Tesourinho, de Bruna Dreyer Nery (Pelotas)
Veraneio, de Nelson Diniz (Porto Alegre)
Who’s That Man Inside My House?, de Lucas Reis (Sapucaia do Sul)

Vale lembrar que a partir do final de julho, os ingressos para as mostras competitivas, que acontecem à noite, no Palácio dos Festivais, estarão à venda. Além disso, todas as manhãs, os filmes exibidos em competição na noite anterior são reprisados, com acesso livre ao Palácio dos Festivais. As mostras paralelas também têm entrada gratuita e acontecem em vários espaços como Sala Elisabeth Rosenfeltd, Bairros, escolas e Hotel Serra Azul, local que sediará a secretaria do evento e o Gramado Film Market.

Clique aqui e confira a lista de curtas-metragens brasileiros selecionados para esta edição.

Foto: Jonas Tucci.

Versão live-action de Mulan, que estreia em março de 2020, ganha primeiro trailer

por: Cinevitor

mulan2020trailerProtagonista: Liu Yifei foi escalada como Hua Mulan após uma busca global que durou um ano.

Lançada nos cinemas brasileiros em julho de 1998, a animação Mulan, dirigida por Tony Bancroft e Barry Cook, agradou o público e a crítica. O longa foi o primeiro de três filmes primeiramente produzidos nos estúdios de animação da Disney no Disney-MGM Studios em Orlando, na Flórida.

No ano seguinte, o filme foi indicado ao Oscar na categoria de melhor trilha sonora e também no Globo de Ouro e no Grammy Awards. No Annie Awards, foi premiado em dez categorias, entre elas, a de melhor animação.

Aproveitando o sucesso de seus filmes em live-action, com atores e cenários reais, a Disney começou a filmar a adaptação da animação Mulan em agosto do ano passado, em locações na China e Nova Zelândia. Dirigido por Niki Caro, de Encantadora de Baleias, Terra Fria e O Zoológico de Varsóvia, o longa conta com a atriz sino-americana Liu Yifei como protagonista.

A aclamada cineasta dá vida à épica lenda da icônica guerreira chinesa em Mulan, da Disney, em que uma jovem destemida arrisca a própria vida por amor à família e à pátria para se tornar uma das maiores guerreiras de toda a China. O roteiro é assinado por Rick Jaffa, Amanda Silver, Elizabeth Martin e Lauren Hynek baseado no poema narrativo The Ballad of Mulan.

Mulan é uma aventura épica de uma jovem destemida que se disfarça de homem para combater os Invasores do Norte que estão atacando a China. A filha mais velha de um honrado guerreiro, Hua Mulan, é espirituosa, determinada e muito ágil. Quando o imperador emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, ela entra em cena para tomar o lugar de seu pai doente como Hua Jun, tornando-se um dos maiores guerreiros da China. A história do guerreiro lendário é um dos contos populares mais populares da China e ainda hoje faz parte do currículo nas escolas chinesas.

O elenco conta também com Donnie Yen, Jason Scott Lee, Yoson Na, Utkarsh Ambudkar, Ron Yuan, Tzi Ma, Rosalind Chao, Cheng Pei-Pei, Nelson Lee, Chum Ehelepola, Gong Li e Jet Li.

Confira o primeiro trailer de Mulan, que chega aos cinemas em março de 2020:

Foto: Divulgação.

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019: evento acontecerá, pela primeira vez, em São Paulo

por: Cinevitor

anunciogpdocinema2Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema, com o prefeito Bruno Covas.

Pela primeira vez em 18 anos, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro migrará do Rio de Janeiro para o Theatro Municipal, na capital paulista. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, 05/07, em cerimônia realizada na Prefeitura de São Paulo, e contou com a presença do prefeito Bruno Covas; do Secretário Municipal de Cultura, Alê Youssef; do Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, Christiano Braga, que representou o Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão; da presidente da Spcine, Laís Bodanzky; e do presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino.

O evento será realizado no dia 14 de agosto, no Theatro Municipal, e passa a integrar o Agendão, calendário cultural integrado do programa São Paulo Capital da Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura, e o Programa SP Audiovisual, do Governo do Estado. “Com muita alegria anunciamos que a entrega do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro vai acontecer aqui na cidade de São Paulo. Eu queria agradecer muito à Academia Brasileira de Cinema pela escolha da cidade para fazer a entrega deste prêmio que é praticamente o Oscar brasileiro. Vamos ter na cidade o evento da premiação deste ano e do ano que vem e teremos a exibição de todos os filmes finalistas nas 20 salas da Spcine e vamos convidar a população para votar na categoria da escolha popular no melhor filme deste ano”, anunciou o prefeito.

“É mais uma ação da Prefeitura para firmar a cidade como capital da cultura, recebendo eventos que mostram que a cidade aposta na difusão, no fomento, na parceria entre setor público e provado para que tenhamos uma cultura cada vez mais forte aqui na cidade. Teremos, inclusive, em breve, boas notícias em relação à Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, mas isso será anunciado em breve”, completou.

A mudança do evento se deu por conta de uma articulação entre a Academia Brasileira de Cinema, que organiza o prêmio, a Spcine, a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado. O local da premiação em 2020 também está definido: será na Sala São Paulo, equipamento cultural do Estado gerido pela Fundação Osesp.

anunciogpdocinema1Laís Bodanzky: premiada pela Academia e diretora-presidente da Spcine.

“O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro passa a ser itinerante a partir de agora. Nosso desejo é estar mais perto dos profissionais do setor, em âmbito nacional, para celebrar a diversidade da nossa indústria não só no eixo Rio-São Paulo como em todo o país”, anunciou Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema.

“A difusão do audiovisual é um dos movimentos estratégicos do programa São Paulo Capital da Cultura, da Prefeitura de São Paulo. A vinda do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para nossa cidade é muito importante nesse contexto, pois dá visibilidade às ações da nossa Spcine e simboliza com clareza São Paulo como a capital da cultura”, afirmou Youssef.

Para Laís Bodanzky, diretora-presidente da Spcine, é uma honra trazer o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para a cidade. “O prêmio é uma importante janela para projetar a produção nacional para o país e para o mundo, uma vez que a academia é responsável por indicar títulos para grandes prêmios internacionais como o Oscar e o Goya. Realizar este evento em uma casa como o Theatro Municipal em 2019 e a Sala São Paulo em 2020 é uma forma de impulsionar o evento para que ele se torne cada vez maior e mais conhecido.”

Vale lembrar que Laís já foi consagrada algumas vezes no Grande Prêmio: venceu na categoria de melhor direção em 2002 por Bicho de Sete Cabeças e em 2018 com Como Nossos Pais. Em 2009 foi indicada por Chega de Saudade e em 2011 por As Melhores Coisas do Mundo. Além disso, recentemente, foi convidada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ao lado de outros brasileiros, para integrar o time de membros da organização e votar no Oscar.

anunciogpdocinema3Equipe reunida no gabinete do prefeito antes do anúncio. 

Os premiados de 2019 com o Troféu Grande Otelo em 30 categorias serão conhecidos durante a cerimônia, que terá transmissão ao vivo pela TV no Canal Brasil e pela internet no Canal Brasil Play. O campeão de indicações deste ano é Chacrinha: O Velho Guerreiro, dirigido por Andrucha Waddington, que concorre em 12 categorias.

Este ano, serão premiados pela primeira vez o melhor filme latino-americano exibido no Brasil e as melhores séries de ficção e documentais independentes exibidas na TV por assinatura e em outras plataformas digitais. Os finalistas da 18ª edição são nomeados pelos sócios da Academia em votação sigilosa pela internet. E, como acontece todo ano, os vencedores serão escolhidos no segundo turno, quando, além dos membros da Academia, o público vota nos seus favoritos nas três principais categorias: melhor longa-metragem de ficção, melhor longa-metragem documental e melhor longa-metragem estrangeiro.

Além disso, entre os dias 18 de julho e 14 de agosto, os finalistas ao Grande Prêmio também entram na programação oficial do Circuito Spcine, nas salas Spcine Roberto Santos, Spcine Olido, Spcine Cidade Tiradentes e nos CEUs. A lista é composta por 22 filmes indicados nas categorias de melhor longa-metragem de ficção.

Fotos: Gabriel Facchini/SECOM.

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, é premiado no Festival de Cinema de Munique

por: Cinevitor

vidainvisivelmuniqueCarol Duarte em cena: atuação elogiada pela crítica.

Depois de ser eleito o melhor filme da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes deste ano, sendo a primeira vez que um filme brasileiro é consagrado com o prêmio máximo nesta categoria, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz e produzido por Rodrigo Teixeira, segue forte em sua carreira no exterior.

Nesta sexta-feira, 05/07, o longa foi premiado no CineCoPro Award no Filmfest München, o segundo festival de cinema mais prestigiado da Alemanha depois da Berlinale, que confere à melhor coprodução local com países estrangeiros uma bonificação no valor de 100 mil euros.

A 37ª edição do Festival de Cinema de Munique também consagrou outro filme brasileiro: Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com o prêmio de melhor filme na principal mostra, a CineMasters Competition. Além disso, os atores Ralph Fiennes e Antonio Banderas receberam o CineMerit Award.

Em cartaz no circuito comercial a partir do dia 31 de outubro, A Vida Invisível de Eurídice Gusmão é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

No longa, Karim repete a parceria de sucesso com a produtora alemã, iniciada com Praia do Futuro, numa colaboração a longo prazo que inclui um novo projeto, ainda confidencial, já em desenvolvimento. “É o coroamento de uma colaboração de muitos anos com a Pola Pandora e The Match Factory, que participaram do projeto desde o desenvolvimento do roteiro, em parceria com a RT Features. Ao mesmo tempo, é fruto da política de investimento do governo brasileiro no cinema nacional nos últimos anos. Este tipo de premiação estreita os nossos laços de colaboração com os alemães e gera uma renovação do cinema deles, além de garantir um filme com potência e vitalidade em sua carreira internacional, provando a sua universalidade”, comemorou o diretor.

“Nesses anos todos em que venho trabalhando com o mercado internacional sempre percebi o valor criativo que cooperações entre talentos de diferentes países trazem aos projetos. Os filmes nascem universais. E, aos poucos, na RT começamos a investir em projetos de coproduções oficiais, primeiro do Brasil com Argentina, Uruguai e depois Chile. E agora com o filme do Karim fizemos a primeira coprodução com a Alemanha dividindo a nacionalidade. E receber esse prêmio do Festival de Munique me faz ainda mais acreditar que o caminho para a produção é global e isso também passa pelo cinema brasileiro”, completou Rodrigo Teixeira.

Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia; e nas próximas semanas novos anúncios virão.

A história se passa no Rio de Janeiro dos anos 1950 e as irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda: duas irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sem namorado, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando encontrar uma a outra, como se só juntas fossem capazes de seguirem suas vidas.

O longa é uma livre adaptação da obra homônima de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Júlia Stockler, Gregorio Duvivier e Maria Manoella no elenco. Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa, ambientado majoritariamente na década de 1950, foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão. A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, de As Praias de Agnès e Lazzaro Felice, que assina seu primeiro longa brasileiro, e a alemã Heike Parplies, de Toni Erdmann, assina a montagem.

Foto: Bruno Machado.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é eleito o melhor filme do Festival de Cinema de Munique

por: Cinevitor

bacurauvencemuniquePremiados: a produtora Emilie Lesclaux e o diretor Juliano Dornelles.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Bacurau venceu o prêmio de melhor filme da 37ª edição do Festival de Cinema de Munique, Filmfest München, na principal mostra, a CineMasters Competition. Em maio, o longa havia sido contemplado com o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, onde teve sua première mundial.

O prêmio em Munique prevê 50 mil euros em equipamentos Arri para o próximo filme dos realizadores. Juliano Dornelles, codiretor e coroteirista, e a produtora Emilie Lesclaux foram à Munique receber o prêmio: “Uma honra poder receber esse prêmio que já permite pensar num próximo projeto”, disse Emilie. Fora isso, Bacurau teve sua première portuguesa sábado à noite abrindo o Festival de Vila do Conde para um Teatro Municipal lotado. A sessão foi apresentada por Kleber Mendonça Filho.

O Festival de Munique também consagrou outro filme brasileiro: A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, com o CineCoPro Award, que confere à melhor coprodução local com países estrangeiros uma bonificação no valor de 100 mil euros. Os atores Ralph Fiennes e Antonio Banderas receberam o CineMerit Award.

Desde a sua estreia na Competição Oficial do Festival de Cannes, Bacurau já recebeu convites para mais de 100 festivais e mostras ao redor do mundo e já foi vendido para inúmeros territórios em cerca de, até agora, 30 países. A distribuição internacional inclui lançamentos em salas, home video e streaming nos Estados Unidos e Canadá, Reino Unido, França, Japão, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, República Checa, Taiwan, em países da América Latina e Escandinávia.

Nos Estados Unidos, os direitos de distribuição foram comprados pela prestigiosa Kino Lorber, que tem lançado filmes como o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, Sono de Inverno, de Nuri Bilge Ceylan, o Urso de Prata em Berlim, Tabu, de Miguel Gomes e A Visitante Francesa, de Hong Sang-Soo. Em entrevista à revista Variety, esta semana, a vice-presidente da distribuidora Wendy Lidell afirmou que Bacurau tem potencial: “Plateias certamente serão seduzidas pela atmosfera fantástica do filme, que mistura questões políticas, humanismo, ficção científica e elementos do gênero western, e há elementos para tornar-se um sucesso de bilheteria”.

Bacurau também já foi exibido no Sydney Film Festival, na Austrália, no SoFilm Summercamp, em Nantes, e no Festival La Rochelle Cinéma, ambos na França (onde o filme estreia em setembro), e segue esta semana para a competição do Neuchâtel International Fantastic Film Festival, na Suíça. No Brasil, o longa terá sua primeira projeção no Festival de Cinema de Gramado, como filme de abertura e fora de competição. A estreia nas salas brasileiras será no dia 29 de agosto, com distribuição da Vitrine Filmes.

Na descrição de seus diretores, Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil daqui a alguns anos. O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, exatamente um ano atrás. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.

A sinopse oficial de Bacurau diz: um western brasileiro, um filme de aventura e ficção científica. Daqui a alguns anos… Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas. Sonia Braga, o alemão Udo Kier e Karine Teles fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Bárbara Colen, Silvero Pereira, Thomás Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.

Foto: Divulgação/Filmfest München.

Minha Mãe é uma Peça 3, com Paulo Gustavo, começa a ser filmado; longa estreia em dezembro

por: Cinevitor

minhamaepeca3filmagensLonga está sendo rodado no Rio de Janeiro, Niterói e Búzios.

Personagem de maior sucesso de Paulo Gustavo, Dona Hermínia e suas confusões em família estão de volta no terceiro filme da franquia de sucesso Minha Mãe é uma Peça, que começou a ser rodado entre o Rio e Niterói. Os filhos são uma fonte de surpresas e preocupações para Dona Hermínia. Nesta nova história, dirigida por Susana Garcia, de Minha Vida em Marte, a supermãe vai ter que encarar a vida com os filhos formando novas famílias em um cenário completamente novo para ela.

A mãe mais divertida do país vai ficar “de bobs em pé” com Marcelina, papel de Mariana Xavier, que está grávida; com Juliano, vivido por Rodrigo Pandolfo, que aparece com uma supernovidade; e com Carlos Alberto, interpretado por Herson Capri, o ex que está sempre por perto e agora resolve ficar ainda mais próximo. A produção é da Migdal Filmes e a distribuição é da Downtown Filmes, em codistribuição com a Paris Filmes. A data de estreia já está marcada: 26 de dezembro.

O filme, protagonizado por Paulo Gustavo, é baseado na peça de mesmo nome, criada e estrelada pelo ator e que levou milhões de espectadores ao teatro ao longo dos anos em cartaz: “Não adianta que não vou dar spoiler. Esse filme está muito divertido. Já contamos sobre a Marcelina, não vou contar o que o Juliano apronta. Mas, falando sério, desta vez a Dona Hermínia está tentando se reencontrar, é um cenário novo para ela. São os filhos casando, saindo de casa, tendo filhos, formando novas famílias e como ela vai lidar com isso. Estou muito feliz de retornar ao personagem no set de filmagem, num momento em que estou vivendo intensamente minha relação com minha mãe, já que estamos fazendo um show juntos. Vamos dividir isso com o público”, contou Paulo Gustavo.

Serão mais de 30 dias intensos de filmagens, que reunirão o elenco principal das produções anteriores: Herson Capri, Mariana Xavier, Rodrigo Pandolfo, Alexandra Richter, Samantha Schmütz, Patricya Travassos e Malu Valle. As cenas estão sendo captadas em locações reais em Niterói, em vários bairros cariocas e em Búzios.

Lançados em 2013 e 2016, os dois primeiros filmes da franquia Minha Mãe é uma Peça levaram juntos mais de 13 milhões de espectadores aos cinemas. No último longa da personagem, Dona Hermínia se tornou uma famosa apresentadora de TV e a sua história bateu, na época, o recorde de maior arrecadação do cinema brasileiro, com R$ 173.798.332,00.

Minha Mãe é uma Peça 3 tem ainda coprodução da Globo Filmes, Telecine, Tribeca, Universal Pictures e Paramount.

Foto: Antônio Teixeira.

Vera Fischer será homenageada no 26º Festival de Cinema de Vitória

por: Cinevitor

verafischerhomenagemvitoriaHomenageada: sucesso na TV, no cinema e no teatro.

Uma das atrizes mais marcantes da teledramaturgia e do cinema brasileiro, Vera Fischer será a homenageada nacional da 26ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontecerá entre os dias 24 e 29 de setembro, no Centro Cultural Sesc Glória, no Centro de Vitória.

Com um extenso currículo, que inclui 22 filmes, 23 novelas e mais de 10 séries e programas especiais de TV, além de 12 peças para o teatro, a atriz receberá o troféu Vitória no dia 26 de setembro. No mesmo dia, às 15h, acontecerá o lançamento do caderno da homenageada, no Hotel Senac Ilha do Boi. A publicação exclusiva será assinada pelo jornalista e escritor Jace Teodoro.

Dona de uma presença marcante nas produções das quais participou, Vera Fischer nasceu em Blumenau, Santa Catarina, e iniciou sua carreira artística como modelo, sendo eleita Miss Brasil em 1969, o que lhe conferiu projeção nacional. Sua primeira incursão no universo audiovisual foi no cinema nacional, em 1973, no longa A Super Fêmea, de Anibal Massaini Neto. Porém, sua estreia nas telenovelas como Diana Queiroz, em Espelho Mágico, de 1977, na Rede Globo, elevou seu status para atriz de grandes produções televisivas, que permanecem na mente de muitos brasileiros, como Sinal de Alerta (1978), Os Gigantes (1979), Coração Alado (1980) e Brilhante (1981).

verafischermissbrasilVera Fischer foi coroada Miss Brasil, em 1969, representando Santa Catarina.

Um dos papéis mais memoráveis da atriz é o de Jocasta Silveira, de Mandala (1987), que elevou ainda mais o seu status de diva televisiva, valendo a indicação para o Troféu Imprensa de melhor atriz no mesmo ano. Antes disso, ela já havia sido contemplada como melhor atriz pela Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, pelo papel de Tânia Velasco, no filme Intimidade, de Perry Salles e Michael Sarne, lançado em 1975; e pelo Festival de Brasília, ganhando o Troféu Candango de melhor atriz por interpretar Anna, em Amor Estranho Amor, produção de 1982, dirigida por Walter Hugo Khouri. Em 2000, venceu como melhor atriz no prêmio Melhores do Ano, pelo papel de Helena Lacerda Soriano, na novela Laços de Família, escrita por Manoel Carlos.

Nas telonas, também atuou em: Anjo Loiro (1973), de Alfredo Sternheim; Macho e Fêmea (1974), de Ody Fraga; Perdoa-me Por Me Traíres (1980) e Bonitinha, mas Ordinária (1981), ambos de Braz Chediak; Eu Te Amo (1981), de Arnaldo Jabor; Dôra Doralina (1982), de Perry Salles; Quilombo (1984), de Cacá Diegues; Doida Demais (1989), de Sergio Rezende; Navalha na Carne (1997), de Neville d’Almeida; Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas (2002), de Paulo Sérgio de Almeida e Rogério Gomes; entre outros.

amorestranhoamorfilme1Com Tarcísio Meira e Xuxa Meneghel em Amor Estranho Amor.

Além do cinema e televisão, a atriz também participou de grandes produções no teatro, como Negócios de Estado, de Louis Verneuil; Macbeth, de Shakespeare; Desejo, de Eugene O’Neill, reprisando um de seus mais memoráveis papéis, como Ana Emília Ribeiro da Cunha Assis, na série televisiva de mesmo nome, que foi ao ar em 1990. Outras grandes produções nos palcos das quais participou foram Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams; A Primeira Noite de um Homem, de Charles Webb; e Porcelana Fina, de Georges Feydeau. Em 2007, além de estrelar a peça Confidências, de Perry Salles, também foi sua diretora. Entre as produções mais recentes estão Ela é o Cara, de Márcio Araújo e Andrea Batitucci, e Doce Pássaro da Juventude, de Tennessee Williams, ambas as peças de 2017.

Sua presença em novelas é sempre motivo de boa audiência, por conta dos fãs e admiradores de seu trabalho. Vera Fischer ainda reina nas produções televisivas, como na elogiada série Assédio, de 2018, transmitida na TV Globo e também disponível na Globoplay. Além disso, a atriz interpretou Ana Tanquerey, personagem da novela Malhação: Vidas Brasileiras, e encarou o desafio de viver três personagens em Espelho da Vida, separadas pelo tempo: Carmo, uma diva do cinema; Gertrude, personagem do passado; e Hildegard, personagem do filme retratado na trama. No teatro, a atriz está escalada para estrelar, ainda em 2019, a peça Quando eu for mãe quero amar desse jeito, de Eduardo Bakr e Tadeu Aguiar.

*Clique aqui e conheça os filmes selecionados para o Festival de Cinema de Vitória 2019.

Fotos: Carol Caminha/Gshow/Divulgação.

Homem-Aranha: Longe de Casa

por: Cinevitor

aranhalongedecasaposterSpider-Man: Far from Home

Direção: Jon Watts

Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Samuel L. Jackson, Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya, Jacob Batalon, Tony Revolori, Angourie Rice, Remy Hii, Martin Starr, J.B. Smoove, Jorge Lendeborg Jr., Cobie Smulders, Numan Acar, Zach Barack, Zoha Rahman, Yasmin Mwanza, Joshua Sinclair-Evans, Tyler Luke Cunningham, Sebastian Viveros, Toni Garrn, Peter Billingsley, Clare Dunne, Nicholas Gleaves, Claire Rushbrook, J.K. Simmons, Dawn Michelle King, Jeroen van Koningsbrugge, Michael de Roos, Brian Law, Giada Benedetti, Lukás Bech, Alessandro Giuggioli, Petr Opava, Giuseppe Andriolo, Pat Kiernan, Shari Abdul, Maria Alexandrova, Kristen Alminta, Vincent Angel, Peter Arpesella, Sitara Attaie, Peter Bankole, Blair Barnette, Bruno Bilotta, Sharon Blynn, Sokol Cahani, Vincent Frattini, Gavin Lee Lewis, Ben Mendelsohn, Rocco Wu.

Ano: 2019

Sinopse: O super-herói amigo da vizinhança embarca com seus melhores amigos Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de Peter Parker de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele relutantemente aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques de seres elementais que espalharam o caos pelo velho continente. Seguindo os eventos de Vingadores: Ultimato, o Homem-Aranha precisará encarar novas ameaças em um mundo que mudou para sempre.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Cézanne e Eu

por: Cinevitor

cezanneeuposterCézanne et moi

Direção: Danièle Thompson

Elenco: Guillaume Gallienne, Guillaume Canet, Alice Pol, Déborah François, Pierre Yvon, Sabine Azéma, Gérard Meylan, Laurent Stocker, Isabelle Candelier, Freya Mavor, Félicien Juttner, Flore Babled, Romain Cottard, Alexandre Kouchner, Romain Lancry, Nicolas Gob, Pablo Cisneros, Christian Hecq, Sophie de Fürst, Emilie Alfieri, Agathe Goussard, Nicolas Messica, Corinne Puget, Didier Constant, Virginie Colemyn, Luc Palun, Alexia Giordano, Philippine Pierre-Brossolette, Julie Villers, Damien Zanoli, Carole Labouze, Patrice Tepasso, Frank Cicurel, Hugo Fernandes, Lucien Belvès, Jérémy Nebot, Tamara Vittoz, Maud-Anaïs Poudra.

Ano: 2016

Sinopse: A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne e o escritor Émile Zola. Paul é rico. Émile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro. Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

A Árvore dos Frutos Selvagens

por: Cinevitor

arvorefrutosselvagensposter2Ahlat Agaci

Direção: Nuri Bilge Ceylan

Elenco: Dogu Demirkol, Murat Cemcir, Bennu Yildirimlar, Hazar Ergüçlü, Serkan Keskin, Tamer Levent, Öner Erkan, Ahmet Rifat Sungar, Akin Aksu, Kubilay Tunçer, Ercüment Balakoglu, Kadir Çermik, Özay Fecht, Sencar Sagdic, Asena Keskinci.

Ano: 2018

Sinopse: Sinan é apaixonado por literatura e sempre quis ser escritor. De volta à aldeia onde nasceu, ele se empenha em juntar o dinheiro que precisa para ter seu trabalho publicado, mas as dívidas de seu pai acabam o encontrando.

*Filme visto na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Boas Intenções

por: Cinevitor

boasintencoesposterLes bonnes intentions

Direção: Gilles Legrand

Elenco: Agnès Jaoui, Alban Ivanov, Claire Sermonne, Tim Seyfi, Michèle Moretti, Philippe Torreton, Eric Viellard, Marie-Julie Baup, Didier Bénureau, Martine Schambacher, Chantal Yam, Romeo Hustiac, GiedRé, Saliha Bala, Nuno Roque, Bass Dhem, Lucy Ryan, Théo Gross, Daria Panchenko, Tatiana Rojo, Prisca Maceléney, Anne-Gaëlle Jourdain, Léonore Confino, Géraldine Martineau, Jenny Bellay, Urbain Cancelier, Marianne de Dainville, Gabriel Washer, Leticia Gutiérrez, Hervé Masquelier, Chica Bigarnet, Yannick Courbe, Alice Pehlivanyan, Jasmin Lujtic, Olivier Faliez, Ariane Naziri, Wahid Mahboobi, Sarah du Villard, Marc-Aurel Bandja-Tchoubian, Ismaël Diakho, Capucine Legrand, Déborah Hassoun, Julie Duval, Charlote Duran, Oudesh Rughooputh.

Ano: 2018

Sinopse: Sempre envolvida em uma série de trabalhos humanitários e causas sociais, Isabelle atua como professora de francês para imigrantes. Ao descobrir que seus alunos na realidade precisam de uma licença de habilitação, ela decide ajudá-los a passar na prova. Ao mesmo tempo, precisa lidar com a própria família que reivindica mais atenção.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Neville D’Almeida: Cronista da Beleza e do Caos

por: Cinevitor

nevillealmeidaposterDireção: Mario Abbade

Elenco: Neville D’Almeida, Regina Casé, Lima Duarte, Carlos Diegues, César Oiticica Filho, Maria Gladys, Pedro Aguinaga, Marco Altberg, Claudio Assis, Flávio Bauraqui, Joel Barcellos, Luiz Carlos Barreto, Sura Berditchevsky, Fernando Ceylão, Denise Dumont, Hélio Ferraz, Bruna Linzmeyer, Johnny Massaro, Julio Uchôa, Mário Bortolotto, Mariana de Moraes, Nelson Hoineff, Carlos Loffer, Marcello, Ludwig Maia, Marco Aurélio Marcondes, Jorge Mautner.

Ano: 2018

Sinopse: Por meio de imagens raras de arquivos, entrevistas e um vasto material iconográfico e de audiovisual, o documentário busca resgatar o papel do cineasta Neville D’Almeida da era do Cinema Marginal até o presente, passando por seus grandes sucessos de bilheteria (A Dama do Lotação e As Sete Gatinhas) e seus problemas com a censura durante o regime militar. Apesar dos inúmeros sucessos e filmes premiados em festivais, Neville não tem projetos selecionados por editais por 20 anos, devido ao que ele chama de “ditadura dos editais”. Neville também é artista plástico e foi responsável, ao lado de Hélio Oiticica, pela criação da videoinstalação Cosmococas.

*Filme assistido no 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas