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Cinema Audio Society anuncia os vencedores do 56º CAS Awards

por: Cinevitor

fordferrariCASChristian Bale em Ford vs Ferrari, de James Mangold.

A Cinema Audio Society é uma organização filantrópica e sem fins lucrativos, que foi fundada em 1964 com o objetivo de compartilhar informações entre os profissionais de som da TV e do cinema. Como de costume, todos os anos realiza uma premiação para eleger a melhor mixagem de som em produções televisivas e cinematográficas.

Os vencedores desta 56ª edição foram anunciados no sábado, 25/01, em Los Angeles, em cerimônia apresentada pela atriz Kirsten Vangsness. Além dos premiados, a noite contou também com homenagens: o engenheiro de som Tom Fleischman, vencedor do Oscar por A Invenção de Hugo Cabret, recebeu o CAS Career Achievement Award; o diretor e roteirista James Mangold foi homenageado com o CAS Filmmaker Award; e Bo Pang, aluno da Chapman University, recebeu o CAS Student Recognition Award.

Conheça os vencedores do 56º CAS Awards nas categorias de cinema:

MELHOR MIXAGEM DE SOM | LONGA-METRAGEM:
Ford vs Ferrari, por Steven A. Morrow, Paul Massey, David Giammarco, Tyson Lozensky, David Betancourt  e Richard Duarte

MELHOR MIXAGEM DE SOM | ANIMAÇÃO:
Toy Story 4, por Doc Kane, Vince Caro, Michael Semanick, Nathan Nance, David Boucher e Scott Curtis

MELHOR MIXAGEM DE SOM | DOCUMENTÁRIO:
Making Waves: The Art of Cinematic Sound, por David J. Turner, Tom Myers, Dan Blanck e Frank Rinella

Foto: Merrick Morton/20th Century Fox.

A Divisão

por: Cinevitor

adivisaoposterDireção: Vicente Amorim

Elenco: Erom Cordeiro, Silvio Guindane, Natália Lage, Thelmo Fernandes, Marcos Palmeira, Dalton Vigh, Vanessa Gerbelli, Bruce Gomlevsky, Paulo Reis, Osvaldo Mil, Marcello Gonçalves, Hanna Romanazzi, Helena Fernandes, Rafaela Mandelli, Cinara Leal, Val Perré, Beatriz Saramago, Paulo Roque, Iziane Mascarenhas, Nill Marcondes, Amaurih Oliveira, Dério Chagas, Ethienne Estevam, Gabriel Moreira, Andre Cowds, Arthur Bispo, Lucio Andrey, Augusto Madeira, Erika Riba, Karina Marthin, Wanderson Brasil, Andre Dread, Sandro Barros, Fabio Araujo, Marcio Oliveira, Samir Abujamra, Eduardo Salles, Giovanna Estefânio, Rafael Spinola, Gustavo Ottoni, Jefferson Schoroeder, Billy Blanco Jr., Guilherme Dellorto, Carlos Fofinho, Lecão Magalona, Adriano de Jesus, Caio Santos, Bruno Lourenço, Claudia Stock, Romulo Medeiros, Wanderson Petão, José Roberto Monteiros, Joyce Alves, Daniel Baruch, Léo Xavier, Fabricio Victorino, Raphael Teixeira, Arthur Monteiro, Alan Pellegrino, Eduardo Machado, Ronieli Barbosa, Clovis Jr, Marcos Vinicius Oliveira, Cassiano de Sena, Lucas Bispo, Alessandro Rocha, Paulo Mileno, Rodrigo Gomes, Takacio dos Santos, Graça Otoni, Ulisses Ferraz, Élane Gonçalo, Jorge Jeronymo, Diogo Nunes, Munike Namour, Rodrigo Santos, José Varela, Dax Gomes, José Luiz Magalhães, Gisele Andrade, Danilo Lemos, Thiago Nunes.

Ano: 2020

Sinopse: No fim dos anos 1990, uma onda de sequestros abala o Rio de Janeiro. Um grupo de policiais assume a DAAS, Divisão de Antissequestro, e a missão de desmontar as quadrilhas que transformaram o crime em indústria. Nos bastidores das investigações, a disputa de poder separa de um lado: Mendonça, policial incorruptível porém extremamente violento; e do outro, Santiago, Ramos e Roberta, eficientes porém corruptos. O resultado: em poucos anos, zero ocorrências.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Modo Avião

por: Cinevitor

modoaviaoposterDireção: César Rodrigues

Elenco: Larissa Manoela, Erasmo Carlos, André Luiz Frambach, Katiuscia Canoro, Michel Bercovitch, Sílvia Lourenço, Mariana Amâncio, Dani Ornellas, Nayobe Nzainab, Phellyx Moura, Eike Duarte, Amanda Orestes, Antônio Destro, Adriano Fanti, Helga Nemeczyk, Victória Maranho, César Cantão, Jackie Obrigon, Melina Barreto Fonseca, Claudio Marcelo Cerqueira Carvalho, Silvana Aparecida Pimpinato, Tony Salomão.

Ano: 2020

Sinopse: Viciada em celular, Ana, uma jovem influenciadora digital, é do tipo que coleciona incidentes de trânsito porque não desgruda do aparelho nem enquanto dirige. Um dia, sofre um acidente de carro, vai parar no hospital e, como punição, é enviada para a fazenda de seu avô Germano: sem telefone, nem redes sociais. Isso mesmo, detox total de internet. Será que Ana vai pirar?

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Adoniran – Meu Nome é João Rubinato

por: Cinevitor

adoniranposterDireção: Pedro Serrano

Ano: 2018

Sinopse: Adoniran Barbosa, autor de sucessos como Trem das Onze e Saudosa Maloca, carrega o título de maior sambista paulista de todos os tempos. A cidade de São Paulo era a personagem principal de suas canções e radionovelas. Através de imagens de arquivos raras e nunca vistas antes, o compositor e cantor paulistano, que faleceu em 1982, é redescoberto pelo público.

*Filme visto no 23º É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

*Clique aqui e leia nossa entrevista com o diretor Pedro Serrano.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

O Melhor Verão das Nossas Vidas

por: Cinevitor

omelhorveraovidasposterDireção: Adolpho Knauth

Elenco: Bia Torres, Laura Castro, Giulia Nassa, Enrico Lima, Maurício Meirelles, Bela Fernandes, Giovana Chaves, Marvio Lúcio “Carioca”, Rafael Zulu, Murilo Bispo, João Quirino, Giselle De Prattes, Carlos Bonow, Fernando Haro, Laura Proença, Daniel Erthal, Micheli Machado.

Ano: 2020

Sinopse: Bia, Giulia e Laura conseguem uma grande chance de participar de um Festival de Música muito famoso no Guarujá. Só que todos os planos dessas três amigas vão por água abaixo quando elas descobrem que ficaram de recuperação na escola. Assim elas terão uma missão arriscadíssima pela frente: ir ao festival sem que seus pais fiquem sabendo.

*Clique aqui e assista aos programas especiais com entrevistas com o elenco: Giulia Nassa, Laura Castro, Bia Torres, Bela Fernandes e Murilo Bispo.

Nota do CINEVITOR:

nota-2-estrelas

1917

por: Cinevitor

1917poster1Direção: Sam Mendes

Elenco: George MacKay, Dean-Charles Chapman, Daniel Mays, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Richard Madden, Pip Carter, Andy Apollo, Paul Tinto, Josef Davies, Billy Postlethwaite, Gabriel Akuwudike, Andrew Scott, Spike Leighton, Robert Maaser, Gerran Howell, Adam Hugill, Mark Strong, Richard McCabe, Benjamin Adams, Anson Boon, Kenny Fullwood, Tommy French, Nabhaan Rizwan, Ryan Nolan, Elliot Baxter, Claire Duburcq, Ivy-l Macnamara, Merlin Leonhardt, Taddeo Kufus, Luke Hornsby, Jack Shalloo, Elliot Edusah, Chris Walley, Michael Jibson, Ian Wilson, Bradley Connor, Justin Edwards, John Hollingworth, Daniel Attwell, Samson Cox-Vinell, Jonny Lavelle, Michael Rouse, Adrian Scarborough, Richard Dempsey, Phil Cheadle, Jonah Russell, Charles Alexandre, Spencer Allum, Kaine Applegate, Jake Burnside, Tom Dunham, Robin Lee, Ketan Majmudar, Charlie McLeod, Callum Needham.

Ano: 2019

Sinopse: Uma corrida contra o tempo na vida de dois soldados britânicos em um dos momentos mais cruciais e marcantes da Primeira Guerra Mundial. Está nas mãos dos jovens Schofield e Blake entregar uma importante mensagem que poderá poupar a vida de 1.600 soldados.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

A Possessão de Mary

por: Cinevitor

possessaomaryposterMary

Direção: Michael Goi

Elenco: Gary Oldman, Emily Mortimer, Manuel Garcia-Rulfo, Stefanie Scott, Chloe Perrin, Owen Teague, Jennifer Esposito, Douglas Urbanski, Claire Byrne, Michael Landes, Natalie Jean, Griffin Hood, Kathryn Kelly, Teance Blackburn, Nicole Ciccarelli, Nicholas Collins, Kenneth Herrington, John Leaptrott, Aaron Mitchell, Caiden Vaughn.

Ano: 2019

Sinopse: David, um marinheiro que luta por uma vida melhor para sua família, se depara com a oportunidade de adquirir um velho barco em leilão. Depois de convencer sua esposa de que a embarcação poderia ser a solução de seus problemas, a família parte para uma esperançosa jornada marítima que rapidamente se torna aterrorizante em um veleiro que guarda terríveis segredos, que serão revelados somente em alto mar.

Nota do CINEVITOR:

nota-1,5-estrelas

CINEVITOR #362: Entrevistas com BFF Girls + elenco | O Melhor Verão das Nossas Vidas

por: Cinevitor

bffgirlscinevitorTrio de sucesso na música: novas aventuras nas telonas!

Giulia Nassa, Laura Castro e Bia Torres são integrantes da BFF Girls, girl band de maior sucesso, e também protagonizam O Melhor Verão das Nossas Vidas, longa dirigido por Adolpho Knauth, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23/01.

Na história, Bia, Giulia e Laura conseguem uma grande chance de participar do Festival do Sol, um evento de música muito famoso no Guarujá. Só que os planos das três amigas vão por água abaixo quando elas descobrem que ficaram de recuperação na escola. Assim, terão uma missão arriscadíssima pela frente: ir ao festival sem que seus pais fiquem sabendo.

As três atrizes e cantoras participaram do The Voice Kids e formaram a banda, que é um fenômeno nacional. A aventura também traz no elenco as estrelas Giovanna Chaves, Bela Fernandes, Enrico Lima e Murilo Bispo. Além de participações especiais de Márvio Lucio, o Carioca; Maurício Meirelles; Giselle De Prattes; Rafael Zulu; entre outros.

Para falar mais sobre o filme, fizemos dois programas especiais com entrevistas com o elenco. Aperte o play e confira:

PARTE 1:
Entrevista com Giulia Nassa, Laura Castro e Bia Torres

PARTE 2:
Entrevista com Bela Fernandes e Murilo Bispo

Foto: Divulgação.

Entrevista: diretor Pedro Serrano fala sobre documentário que acompanha a vida e a obra de Adoniran Barbosa

por: Cinevitor

adonirandoc1O longa acompanha vida e a obra de Adoniran Barbosa.

O documentário Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, de Pedro Serrano, que estreia nesta quinta-feira, 23/01, acompanha a vida e a obra de Adoniran Barbosa, o maior nome do samba paulista, autor de sucessos como Trem das Onze e Saudosa Maloca.

Por meio do acervo pessoal do artista, imagens de arquivo raras e depoimentos de amigos e familiares, o público poderá descobrir um personagem multifacetado, que retratou a sua São Paulo em canções e personagens de rádio. Tendo a cidade como coadjuvante, o documentário traça um paralelo entre a metrópole de hoje e aquela vivida por Adoniran.

Escutando as letras do cantor, o diretor decidiu fazer o curta-metragem Dá Licença de Contar, que abrirá as sessões do documentário em alguns cinemas, uma viagem onírica pelo universo criativo do sambista. O curta fez muito sucesso, foi premiado no Festival de Gramado, ganhou o Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas e acabou sendo o ponto de partida para desenvolver o filme em formato de longa-metragem.

O documentário vai além da figura do grande músico Adoniran Barbosa, é um filme sobre a pessoa Adoniran, o homem por trás do músico e poeta, e não fala apenas sobre seu papel no cenário musical. Intencionalmente, o diretor faz aqui um retrato humano e verdadeiro, que envolve todas as contradições inerentes a uma pessoa.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com o diretor Pedro Serrano. Confira:

O CURTA E O LONGA

Minha primeira abordagem sobre o Adoniran foi ficcional. Ouvindo as narrativas dele, e as músicas sempre muito visuais, tive a ideia de fazer o curta [Dá Licença de Contar], que tem a obra dele, mas com o meu olhar. Quando o curta ganhou os prêmios, recebi uma proposta de transformá-lo em um longa, que até hoje está em captação e desenvolvimento. Com isso, me aprofundei mais na pesquisa. Apesar do curta não ser biográfico, não ser a história dele, claro que eu me debrucei muito no personagem para pesquisar. Por conta do longa, vi que precisava conversar mais com as pessoas que eu já tinha entrevistado. Nesse meio tempo, fui provocado por um jornalista sobre a ideia de fazer um documentário, algo que eu já tinha pensado, mas estava muito relutante porque estava difícil levantar os recursos para o longa de ficção e não sabia como iria viabilizar mais um filme. Logo, comecei a gravar as entrevistas e, com isso, o projeto ganhou corpo e resolvi fazer o documentário, pois percebi que tinha espaço, já que ninguém nunca tinha feito. É uma visão complementar do curta, um entendimento melhor do personagem, para resgatar a figura dele, que já era muito esquecida pelas novas gerações. Achei importante fazer esse resgate cultural”.

adonirandoc3O diretor e sua equipe no Festival de Cinema de Gramado, em 2015.

PESQUISA

Foi uma pesquisa longa e dificultosa. Primeiro por questões financeiras; eu fui fazendo no atropelo e fomos financiando ao longo do processo. Ter sido o filme de abertura do É Tudo Verdade foi o que financiou totalmente e permitiu a realização. Outra dificuldade foi o acesso ao material. Por exemplo, a Cinemateca estava fechada nessa época. Muitos arquivos de filmes que ele fez eu não tinha acesso por lá. Ao mesmo tempo que foi muito trabalho, também foi muito gostoso entrar nos acervos da TV Cultura, Globo, Band, entre outras, e ter acesso a uma infinidade de coisas e começar a fazer o recorte. Todas as emissoras tinham materiais sobre ele, mas também não era uma vastidão impossível de ver tudo. Foi muito legal ter acesso ao acervo de cineastas dos anos 1940 e 1950, como o Jean Manzon, que tinha registros muito bonitos da cidade”.

ARQUIVO PESSOAL

Foi muito legal ter acesso ao arquivo pessoal dele, que era riquíssimo em imagens fotográficas e documentos inéditos, que permitiram ter uma compreensão maior do personagem. Encontramos também roteiros de rádio da época dele, que são registros que não existem gravados; esses roteiros foram guardados pela mulher dele. Do É Tudo Verdade pra cá, eu consegui coisas inéditas de arquivo, que entraram depois. Tem uma cena dele fazendo seu primeiro personagem de cinema, que é um judeu num filme da Cinédia dos anos 1940 [Pif-Paf, de Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga], que eu fui conseguir ano passado só. Um registro raro de um personagem que era do rádio e que ele foi convidado para fazer no cinema”.

RÁDIO

História das Malocas foi o programa de maior sucesso do Adoniran, onde ele fez o Charutinho que talvez tenha sido a maior glória de sua vida profissional como radialista e ator cômico de rádio, talvez mais até do que sambista. Era uma época de ouro do rádio e todo mundo ouvia”.

adonirandoc2O maior nome do samba paulista.

MONTAGEM

Eu fiz uma parte da montagem, dei uma finalizada em alguns aspectos, mas o montador principal é o Christian Grinstein. Para a seleção de materiais dos filmes, tivemos que fazer um recorte, mas decidimos usar materiais que representavam os diferentes trabalhos e personagens que ele fez; para mostrar esse artista multimídia, mas também trechos em que a gente achava que o personagem que ele tava fazendo tinha algum traço do Adoniran que queríamos retratar. Eram muitas horas de material, tanto de arquivo como de entrevista. O Christian teve um papel fundamental de transformar uma infinidade de horas num recorte acessível pra começarmos a determinar um caminho. A partir disso, fizemos uma escolha de privilegiar o Adoniran, um documentário clássico mesmo. Eu não tinha esse desejo de dar um viés pessoal, como é comum no documentário contemporâneo. A intenção sempre foi um formato tradicional e bem realizado, onde ele se destacava como personagem”.

MELANCOLIA

Ele foi um cronista social que usou muito do humor, até na vida pessoal para se comunicar, mas que era profundo, melancólico e que tinha uma obra com um aspecto triste e não só engraçado. Ele era uma figura contraditória. Ao longo do filme, sutilmente, mostramos onde a tristeza está escondida. Se você perceber, Saudosa Maloca e Despejo na Favela são tragédias, crônicas sociais. Como um criador de narrativas, que são baseadas num olhar da realidade, mas querendo ou não são ficcionais, era parte dele como criador de inventar e se divertir com isso”.

O FILME

“Minha expectativa é que as pessoas mais velhas se emocionem muito, se identifiquem e se reconheçam. E que no público mais jovem desperte um novo conhecimento, um novo olhar sob a cidade e que tenham acesso à essa grande figura”, finalizou o diretor.

Fotos: Divulgação/Edison Vara, Agência PressPhoto.

Festival de Berlim 2020 anuncia novos filmes na mostra Generation; seleção conta com mais três filmes brasileiros

por: Cinevitor

alicejuniorberlimAnne Celestino Mota e Thaís Schier em Alice Júnior, de Gil Baroni.

Com 59 produções em competição, incluindo 29 estreias mundiais e onze filmes inéditos, de 34 países, com 58% deles dirigidos por mulheres, a programação da mostra Generation, da 70ª edição do Festival de Berlim, que acontecerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março, está concluída.

“Um olhar atento e aberto, o questionamento de convenções e as transgressões muitas vezes dramáticas das fronteiras tornam os filmes da Generation particularmente poderosos: em suas histórias e tópicos, mas também em sua linguagem cinematográfica”, disse, em comunicado oficial, a curadora Maryanne Redpath.

As mostras Generation Kplus e Generation 14plus, são dois programas de competição que exibem um cinema internacional de qualidade para o público jovem e para todos os outros. Narrativas épicas e momentos fugazes, voos de fantasia e realidades amargas. Histórias sobre a maioridade: impressionantes, selvagens e irritadas, sinceras e obstinadas. Com um programa abrangente de filmes contemporâneos que explora a vida e o mundo de crianças e adolescentes, a Berlinale Generation desfruta de uma posição única como instigadora do cinema de jovens que quebram convenções.

A seleção se concentra em filmes que, em suas narrativas e linguagens cinematográficas, levam os jovens a sério. Histórias que são contadas pelos olhos de seus jovens protagonistas e que tornam seus mundos tangíveis. Filmes que importam, que abrem portas para mundos desconhecidos. Filmes que exigem coragem, exibindo perspectivas intersetoriais e incentivando soluções coletivas. Filmes que sustentam um espelho para o mundo adulto. Os filmes, documentários e animações, filmes de gênero e obras que expandem a linguagem formal do cinema competem em pé de igualdade nas duas competições da seção.

Neste ano, na 43ª edição da mostra Generation, vale destacar a presença do cinema brasileiro com: Alice Júnior, de Gil Baroni e Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, na Generation 14plus; e o curta-metragem , de Ana Flavia Cavalcanti e Julia Zakia, na Generation Kplus. Vale lembrar que o longa Meu nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, já tinha sido anunciado na Generation 14plus.

Alice Júnior conta a história de Alice, interpretada por Anne Celestino Mota, uma garota transexual que quer dar o primeiro beijo, ser feliz e viver as experiências da adolescência sem ser rotulada e reprimida. O longa, escrito por Luiz Bertazzo, já passou por diversos festivais brasileiros e foi premiado no Rio, Brasília e Mix Brasil.

O curta , de Ana Flavia Cavalcanti e Julia Zakia, premiado como melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, mostra uma jovem mãe, em condições precárias de vida e seu cotidiano no subúrbio brasileiro com suas duas filhas. Quando, inesperadamente, adquirem uma carga de pernas de sapo, isso dá origem a uma celebração que não será esquecida em breve. Já em Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, duas irmãs precisam ser fortes enquanto a mãe está morrendo e o pai não se importa com a situação.

Conheça os novos filmes selecionados para a mostra Generation do Festival de Berlim 2020:

GENERATION 14PLUS

Alice Júnior, de Gil Baroni (Brasil)
Babylebbe (Babydyke), de Tone Ottilie (Dinamarca)
Comrades, de Kanas Liu (Hong Kong/China)
The Earth Is Blue as an Orange, de Iryna Tsilyk (Ucrânia/Lituânia)
Grevillea, de Jordan Giusti (Austrália)
Hot Mother, de Lucy Knox (Nova Zelândia)
Irmã (Sisters in the End of the World), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes (Brasil)
Jumbo, de Zoé Wittock (França/Bélgica/Luxemburgo)
Kaze no Denwa (Voices in the Wind), de Nobuhiro Suwa (Japão)
La déesse des mouches à feu (Goddess of the Fireflies), de Anaïs Barbeau-Lavalette (Canadá)
Le mal du siècle (The Great Malaise), de Catherine Lepage (Canadá)
Palazzo di Giustizia (Ordinary Justice), de Chiara Bellosi (Itália/Suíça)
Panteres (Panthers), de Èrika Sánchez (Espanha)
Progresso Renaissance, de Marta Anatra (Itália/França)
White Winged Horse, de Mahyar Mandegar (Irã)
Who Can Predict What Will Move You, de Livia Huang (EUA)
Yalda, la nuit du pardon (Yalda, a Night for Forgiveness), de Massoud Bakhshi (França/Alemanha/Suíça/Luxemburgo/Líbano/Irã)

GENERATION KPLUS

Broken Bird, de Rachel Gordon (EUA)
Elders, de Tony Briggs (Austrália)
El nombre del hijo (The Name of the Son), de Martina Matzkin (Argentina)
El sghayra (Miss), de Amira Géhanne Khalfallah (Argélia/França)
El silencio del río (The Silence of the River), de Francesca Canepa (Peru)
En route, de Marit Weerheijm (Holanda)
Hello Ahma, de Siyou Tan (EUA)
The Kites, de Seyed Payam Hosseini (Irã)
Der kleine Vogel und die Bienen (The Little Bird and the Bees), de Lena von Döhren (Suíça)
Las niñas (Schoolgirls), de Pilar Palomero (Espanha)
Lístek (Leaf), de Aliona Baranova (República Checa)
Mamá, mamá, mamá (Mum, Mum, Mum), de Sol Berruezo Pichon-Riviére (Argentina)
Mishou, de Milen Vitanov (Alemanha/Bulgária)
Money Honey, de Isaac Knights-Washbourn (Nova Zelândia)
Mugge & vejfesten (Monty and the Street Party), de Anders Morgenthaler e Mikael Wulff (Dinamarca)
Ochite mi sini, rokljata sharena (Blue Eyes and Colorful My Dress), de Polina Gumiela (Alemanha)
Onderhuids (Under the Skin), de Emma Branderhorst (Holanda)
Rã (Frogs), de Ana Flavia Cavalcanti e Julia Zakia (Brasil)
Sthalpuran (Chronicle of Space), de Akshay Indikar (Índia)
Sune – Best Man, de Jon Holmberg (Suécia)
toni_with_an_i, de Marco Alessi (Reino Unido)
Qiu shi (Harvest), de Sun Lijun (China)

Foto: Divulgação/Olhar Distribuição.

Exclusivo: confira uma cena de Sertânia, novo filme de Geraldo Sarno

por: Cinevitor

sertaniacenaexclusivaProtagonista: Vertin Moura em cena.

O cineasta baiano Geraldo Sarno desbravou o sertão nordestino em mais de 50 anos de carreira e cerca de 20 produções audiovisuais, entre curtas, longas e programas de TV. Nome representativo do cinema brasileiro, Sarno fez de sua filmografia um mergulho profundo sobre a vida e os costumes do sertanejo, dando voz a um povo que vive sob o sol da miséria, da violência, das relações políticas e da busca por dias melhores.

O diretor de 81 anos marca seu retorno aos cinemas com Sertânia, realizado pela produtora cearense Cariri Filmes e rodado durante quatro semanas nas cidades de Milagres, Brumado e Marcionílio de Souza, no interior da Bahia. Dessa vez, Sarno ambienta a história no período pré-cangaço, na cidade fictícia de Sertânia. O protagonista é Antão, interpretado por Vertin Moura, um homem que nasceu em Canudos e que, após a vida familiar marcada por perdas familiares e pela saída do Nordeste para São Paulo, se vê parte do bando de jagunços de Jesuíno Mourão, papel de Julio Adrião.

A trama de Sertânia explora as relações de poder no interior nordestino, as dores familiares que atormentam a vida do protagonista, a luta pela sobrevivência e os rostos que habitam esse sertão pobre e violento: “O filme tem uma estrutura polifônica que joga no filme uma série de temas que se entrecruzam. Se eu fosse destacar alguns seriam: a questão do olhar, que atravessa todo o filme, a paternidade, a religiosidade e o tema da casa, de como chegar ao lar, encontrar uma morada na terra. Esses quatro pontos poderiam definir o filme, talvez. Eu não quero me estender para buscar os outros temas que estão por ali, mas esses são os principais, dos quais destaco a questão do olhar, do ver, que é, sempre foi, a questão central do cinema”, afirma o diretor Geraldo Sarno.

sertaniacena2A fotografia é assinada por Miguel Vassy.

Sertânia estabelece uma conexão temática com a filmografia anterior de Sarno, ao mesmo tempo que busca novas estratégias para contar essa história, em um processo de atualização da própria carreira do diretor. A obra se distancia da trama tradicional sobre o sertão, ainda que a ambientação no início do milênio traga os signos conhecidos do gênero. Sarno propõe uma narrativa não-linear baseada nos delírios do protagonista que, ao começo do filme, está ferido e rasteja pelo solo árido do sertão.

O enredo parte dos delírios de Antão à beira da morte, momento em que ele revisita suas memórias da infância, especialmente a perda do pai, e de seu envolvimento com o bando de Jesuíno, tendo na fotografia de Miguel Vassy, na montagem, realizada em parceria com Renato Vallone, na música de Lindenbergue Cardoso e na participação da população local trunfos essenciais à realização do filme. O roteiro, desenvolvido por mais de dez anos por Sarno, passeia pela vida de Antão em apenas um dia, enquanto ele agoniza de dor. A proposta da obra está em repensar esse passado, colocando-o em diálogo com as perspectivas atuais da fome e da miséria que ainda assolam o sertão nordestino e da violência crescente do Brasil de hoje.

Com imagens em preto e branco que exploram as locações desérticas do interior baiano, Sertânia culmina em uma reflexão cinematográfica sobre o sertão e o Brasil, que começou com Viramundo (1964): Sertânia é resultado de uma reflexão sobre o nosso país que venho realizando em todos meus filmes desde o primeiro, Viramundo. Nos curtas e longas, de ficção ou documentário, tenho buscado fazer do cinema, de sua linguagem, uma forma de pensar a vida, o mundo e a própria linguagem cinematográfica que se tornou, nesta geração, universal e dominante. Nos anos 1960 nos fizeram crer que o cinema não mudava o mundo. Hoje, creio, não há mais pudor em confessar que o cinema e os meios audiovisuais transformaram aceleradamente a sociedade humana. E nem sempre para melhor. Em meus filmes busco refletir sobre isso também”, finaliza o diretor.

O elenco conta também com Lourinelson Vladmir, Igor de Carvalho, Gilsérgio Botelho, Kécia do Prado, Edgard Navarro, Isa Mei, Marcelo Cordeiro, Rogério Leandro, Marcos Duarte e Teófilo Gobira.

Confira, com exclusividade no CINEVITOR, uma cena de Sertânia, que competirá na Mostra Olhos Livres da 23ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes:

Fotos: Miguel Vassy.

Começam as filmagens de Diários de Intercâmbio, com Larissa Manoela e Thati Lopes

por: Cinevitor

diariointercambio1Bastidores do filme em Niterói.

Dirigido por Bruno Garotti, de Eu Fico Loko e Tudo por um Pop Star, Diários de Intercâmbio reúne duas estrelas ídolos de jovens e adolescentes: Larissa Manoela e Thati Lopes. O filme conta a história de duas amigas que partem para os Estados Unidos num programa de intercâmbio e acabam por encontrar amor, amizade e muitas aventuras divertidas.

As filmagens começaram na última quinta-feira, 16/01. Foram rodadas cenas no aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro e em várias locações na cidade de Niterói, mostrando as praias de Icaraí e Charitas, e o Parque da Cidade. Nesta semana, a equipe e o elenco seguem para Nova York para dar início à etapa americana do set.

Na história, Barbara, interpretada por Larissa Manoela, e Taila, papel de Thati Lopes, decidem fazer intercâmbio nos Estados Unidos, mas não fazem ideia dos obstáculos e choques culturais que as aguardam. Barbara, que sonhava conhecer a vibrante Nova York, descobre que elas vão morar na pacata cidade de Woodstock, a duas horas da metrópole. Acostumada ao conforto da casa da mãe, Barbara tem de executar árduas tarefas domésticas como babá para a sua anfitriã, a severa Sheryll, vivida por Kathy-Ann Hart. Já Taila, uma mulher contestadora e de espírito livre, hospeda-se com um casal patriota e conservador.

diariointercambio2As protagonistas com o americano David James.

As duas intercambistas se tornam amigas de Brad, interpretado por David James, um comissário de bordo americano apaixonado pelo Brasil; e Lucas, vivido por Bruno Montaleone, um brasileiro que trabalha em Bellayere Mountain, uma estância de esqui próxima a Woodstock. Elas vão precisar desses laços de amizade e afeto para passar por dificuldades inesperadas.

O elenco traz ainda a atriz e cantora Emanuelle Araújo, Tania Khalill, Flavia Garrafa, Marcos Oliveira e um elenco internacional com Maiara Walsh, Ray Faiola, Dona Pieroni, entre outros. O longa estreia nos cinemas ainda em 2020.

Foto: Mariana Vianna.