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Mãeconheiras

por: Cinevitor

maeconheirasposterDireção: Oficina Documentando

Elenco: Conceição de Maria, Elaine Cristina, Kátia Maia, Patrícia Albuquerque, Risoneide dos Santos, Rosiveide Almeida.

Ano: 2020

Sinopse: Kátia, Ceça, Riso, Elaine, Patrícia e Ir. Rose: seis mulheres e mães em luta para garantir a qualidade de vida de suas filhas e filhos, que possuem diversas doenças raras. O alívio para suas vidas está no óleo da maconha, cujos compostos foram liberados pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 2019, exclusivamente para uso terapêutico. O filme relata essas histórias que se passam em Pernambuco e aborda a necessidade de se debater o uso e a proibição da cannabis no Brasil. Documentário realizado por alunos da Oficina Documentando em parceria com a Marcha da Maconha e o THCine.

Nota do CINEVITOR:

nota-4-estrelas

Aeroporto Central

por: Cinevitor

aeroportocentralposterZentralflughafen THF

Direção: Karim Aïnouz

Elenco: Ibrahim Al Hussein, Qutaiba Nafer, Maria Alahmad, Christine Kiessig-Kämper, Olivier Bonnet, Mahmoud Sultan, Jihad Mohamad, Gert Köppe, Eva Szybalski, Sigrid Mausch.

Ano: 2018

Sinopse: O extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, foi um importante local de chegadas e partidas. Entre 2015 e 2019, seus enormes hangares foram usados como um dos maiores abrigos de emergência da Alemanha para refugiados que buscavam asilo. Ao longo de um ano, entre 2015 e 2016, o filme acompanha o estudante sírio de 18 anos Ibrahim e o fisioterapeuta iraquiano Qutaiba. À medida que se ajustam ao cotidiano transitório de entrevistas com o serviço social, aulas de alemão e exames médicos, eles tentam lidar com a saudade e a ansiedade para saber se poderão residir no país ou se serão deportados.

Crítica do CINEVITOR: Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, em 2018, Aeroporto Central conquistou o prêmio da Anistia Internacional e, depois disso, rodou o mundo em mais de trinta festivais. Com estreia marcada para março deste ano nos cinemas brasileiros, o longa, dirigido por Karim Aïnouz, de A Vida Invisível e Madame Satã, chega direto às plataformas digitais por conta da pandemia do novo Coronavírus. O extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, na Alemanha, é o grande protagonista deste documentário. Construído durante o nazismo e inaugurado em 1923, era utilizado como oficina de aeronaves durante a Segunda Guerra Mundial. Já desativado, hoje é considerado o maior parque público da capital alemã. Seu passado é narrado brevemente no início do filme quando o cineasta mostra uma visita guiada pelo local. Logo, os turistas desaparecem dando espaço a novos visitantes; nesse caso, moradores. Em 2016, o Aeroporto de Tempelhof tornou-se um gigante centro de refugiados com recém-chegados da Síria, Iraque, Afeganistão e outros países. Para registrar o cotidiano dessas pessoas, Karim destaca dois personagens: o jovem Ibrahim, um estudante sírio de 18 anos, e o fisioterapeuta iraquiano Qutaiba. O longa se torna uma espécie de diário desses protagonistas e é narrado por Ibrahim. No filme, sua história começa em junho e a cada passagem de tempo, apresentada na tela com os meses escritos em árabe, gera uma lembrança de seu passado. Até maio do próximo ano, ele relembra histórias de sua vida na Síria; a relação com a família, o dia anterior à partida, a saudade das macieiras, entre outras recordações, como diz, em tom melancólico: “Sinto falta do interior. Minhas memórias de casa estão desaparecendo”. Mas, o destaque mesmo é o presente e a rotina no aeroporto. Karim não se aprofunda no passado desses refugiados e foca em registrar o dia a dia deles. Não há dados sobre a guerra, conflitos, mortos ou número de pessoas afetadas. Os diálogos, quando aparecem, são mais sobre a convivência diária e momentos de lazer improvisados nos hangares ou na parte externa. Vemos crianças jogando bola nos corredores ou participando de aulas, pessoas cortando o cabelo e levando o lixo, grupos de amigos fumando na rua e até mesmo celebração de datas como Natal e Réveillon, ainda que não tenham muito para comemorar e esbanjar felicidade. Há um choque cultural aqui, também pouco explorado. Entre tantas atividades acontecendo ao mesmo tempo, Karim preocupa-se em registrar o vazio de todas as formas; seja ele sentimental, profissional ou cultural. Porém, não mostra com tanta nitidez os percalços de adaptação destes refugiados. Os momentos do fisioterapeuta Qutaiba em sua consultas, por exemplo, ficam repetitivos, assim como diversas imagens daquele local imenso, muito bem fotografado por sinal. Ali, todos esperam uma resposta, mesmo quando dispersam em atividades de lazer nas pistas desativadas ou naquele lugar imenso, porém limitado. Essa grande comunidade apresentada em Aeroporto Central traz também uma reflexão sobre a sociedade e suas limitações. Como interagir com o novo? Como enfrentar essa nova vida? Como lidar com novas regras e, até então, desconhecidos? Fato é que esses refugiados praticam um exercício diário de adaptação em meio à tantas incertezas. Em certo momento de descontração, por exemplo, enquanto fuma narguilé, um dos personagens revela que “a melhor vista do mundo é a de Tempelhof” e completa, com gargalhadas, que “é melhor comer a comida horrível deles do que ter que cozinhar”. Ibrahim, visivelmente afetado pela atual situação, representa uma parte daquelas pessoas que residem por ali, que trazem na bagagem consequências de um passado de sofrimento, e agora projetam o futuro na esperança de uma vida melhor. Além de documentar estes personagens, Karim Aïnouz faz de Aeroporto Central um registro notável sobre novas formas de sociedade e de como ter que encarar novos desafios e adaptações neste caótico mundo atual. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

IV Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga: conheça os vencedores

por: Cinevitor

rasgamortalhacineparaisoBuda Lira em Rasga Mortalha, de Pattrícia de Aquino: melhor ator.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 23/04, os vencedores da quarta edição do Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga, que foi realizada de forma on-line, pelo YouTube e Facebook do evento, por conta da pandemia de Covid-19.

Os premiados foram revelados em uma cerimônia virtual, apresentada por João Paulo Lima, coordenador do Cine Paraíso, e Lorieli Queiroz. O troféu Oscarina, entregue aos vencedores, representa a força e a luta da mulher juripiranguense da década de 1960.

O júri da mostra Panorama Nacional foi formado por: Hipolito Lucena, cineasta e produtor cultural; Virginia Gualberto, professora da UFPB e cineasta; e Laércio Filho, cineasta paraibano. Já o júri da mostra Amargo da Cana de Filmes Paraibanos contou com: Priscila Urpia, produtora pernambucana; Marcia Loss, produtora do Rio Grande do Norte; e Fabi Penna, cineasta catarinense.

Conheça os vencedores do IV Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga:

MOSTRA PANORAMA NACIONAL

Melhor Direção de Arte: Nova Iorque, por Isabela Stampanoni
Melhor Montagem: Acúmulo, por Gilson Junior
Melhor Som: Um Café e Quatro Segundos, por Saulo Moretzsohn
Melhor Fotografia: Francisco Xavier, por Da Curva pra Cá
Melhor Roteiro | Ficção: Nome Provisório, escrito por Bruno Arrivabene e Victor Allencar
Melhor Roteiro | Documentário: O Malabarista, escrito por Iuri Moreno
Melhor Ator: Samir Murad, por Um Café e Quatro Segundos
Melhor Atriz: Léa Garcia, por Acúmulo
Melhor Direção: Leo Tabosa, por Nova Iorque
Melhor Filme | Júri Popular: (será anunciado no dia 25/04)

MOSTRA AMARGO DA CANA DE FILMES PARAIBANOS

Melhor Direção de Arte: Rasga Mortalha, por Carlos Mosca
Melhor Montagem: Caetana, por João Paulo Palitot
Melhor Som: Rasga Mortalha, por Aderaldo Jr.
Melhor Fotografia: Rasga Mortalha, por João Carlos Beltrão
Melhor Roteiro | Ficção: Caetana, escrito por Caio Bernardo
Melhor Roteiro | Documentário: Ramal 17 – Dos Encontros e Despedidas, escrito por Clara Geysa
Melhor Ator: Buda Lira, por Rasga Mortalha
Melhor Atriz: Eliana Figueiredo, por Quando Decidi Ficar
Melhor Direção: Pattrícia de Aquino, por Rasga Mortalha
Melhor Filme | Júri Popular: (será anunciado no dia 25/04)

Foto: Divulgação.

Festival Curta Taquary 2020 anuncia seleção e programação virtual

por: Cinevitor

ultimosromanticostaquaryO ator Carlos Eduardo Ferraz no curta Os Últimos Românticos do Mundo.

A 13ª edição do Festival Curta Taquary – Festival Internacional de Curta-metragem, que acontece em Taquaritinga do Norte, agreste de Pernambuco, será realizada entre os dias 22 e 25 de abril de forma virtual. Com o isolamento social, por conta da pandemia da Covid-19, a organização decidiu manter a data e assim oferecer um conteúdo diferenciado para quem está em casa.

“Antes da quarentena, passei em várias escolas públicas e privadas pegando o contato de alunos e educadores interessados em receber o conteúdo. Com isso, preparamos uma curadoria que pudesse levar histórias de pessoas extraordinárias. Nesse momento que vivemos, creio que é necessário levarmos um pouco de humanidade”, disse Alexandre Soares, diretor e curador do Curta Taquary, em entrevista ao CINEVITOR.

O comunicado oficial, divulgado nas redes sociais, também diz: “Esse é um período que consideramos ideal para a realização do festival. Entendemos que o distanciamento social é a melhor maneira de diminuir a velocidade de contágio do coronavírus, por isso mudamos a dinâmica do festival e, assim, seremos úteis para a população que está em casa e terá acesso a todo conteúdo”.

Neste ano, serão sete mostras competitivas e uma especial, com 82 produções selecionadas. Foram 744 filmes inscritos e a partir do dia 22 de abril os curtas poderão ser vistos por meio de links que estarão disponíveis no site (na aba Programa 2020); cada filme terá sinopse, link de acesso e informações gerais. Clique aqui.

O corpo de jurados será formado por 21 profissionais do audiovisual, de atores, diretores, jornalistas e técnicos, que vão avaliar os trabalhos nas mostras competitivas. O Grande Prêmio será decidido pelo júri popular. Será mais uma vitrine de entretenimento para a população que está em casa, terá acesso a todo conteúdo e poderá votar e eleger o seu favorito.

O Festival Curta Taquary sempre presta homenagem a alguém ou alguma ação que contribua para o desenvolvimento do audiovisual, especialmente no interior do país. Em 2020, o homenageado é o Projeto ViAção Paraíba, ação para formação crítica na linguagem cinematográfica, através de minicurso e mostra de filmes de curta duração, que acontece ao longo de um final de semana em pequenas cidades do interior paraibano. Coordenado pelo cineasta Torquato Joel, o projeto ViAção Paraíba já percorreu 53 cidades paraibanas desde sua criação, em 2006, e contemplou 1.050 jovens. Durante esse período, despertou o surgimento de realizadores cinematográficos e estimulou a criação de mostras e festivais de cinema em pequenas cidades.

O festival começou em 2005 e já exibiu, em suas 12 edições, mais de 1.600 filmes para um público superior a 70 mil pessoas, tornando-se um importante espaço para a difusão da produção audiovisual do Brasil e da América Latina. Em sua 13ª edição, acredita-se que o festival vai ultrapassar países, em sua versão histórica, totalmente virtual, onde as pessoas de todos os continentes poderão conferir os curtas de casa com toda comodidade e seguros da pandemia do novo coronavírus.

Conheça os filmes selecionados para a 13ª edição do Festival Curta Taquary:

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL

A ÉTICA DAS HIENAS, de Rodolpho de Barros (PB)
AOS CUIDADOS DELA, de Marcos Yoshi (SP)
APNEIA, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (PR)
BAILE, de Cíntia Domit Bittar (SC)
CARANGUEJO REI, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE)
COMO FICAMOS DA MESMA ALTURA, de Laís Santos Araújo (AL)
EM REFORMA, de Diana Coelho (RN)
FAIXA DE GAZA, de Lúcio Cesar Fernandes (PB)
SANGRO, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)
TEMPESTADE, de Fellipe Fernandes (PE)

MOSTRA COMPETITIVA CRIANCINE

A VIDA É COISA QUE SEGUE, de Bruna Schelb Corrêa (MG)
ACALANTO, de Evandro Lunardo (PE)
ANTES QUE VIRE PÓ, de Danilo Custódio (PR)
CARPE DIEM, de Eddie Silva (SP)
HISTÓRIAS DE YAYÁ – EPISÓDIO 1: A CONCHA, de Reinaldo Sant´ana (RJ)
NANA & NILO EM DIA DE SOL E CHUVA, de Sandro Lopes (RJ)
O CARREIRO ANSELMO, de Rosa Berardo (GO)
OS PELÚCIAS, de Sérgio Gambier e Vivian Altman (SP)
SONHOS DA ISAH: O BAÚ DO PAPAI, de João Ricardo Costa (SC)
TRINCHEIRA, de Paulo Silver (AL)

MOSTRA COMPETITIVA CURTAS FANTÁSTICOS

1996, de Rodrigo Brandão (MG)
AS VIAJANTES, de Davi Mello (SP)
DISTORÇÃO, de Davi Revoredo e Paula Pardillos (RN)
ESCOLA SEM SENTIDO, de Thiago Foresti (DF)
GLÓRIA, de Yaminaah Abayomi e Nádia Oliveira (RJ)
INVASÃO ESPACIAL, de Thiago Foresti (DF)
MÃTÃNÃG, A ENCANTADA, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG)
O MENINO QUE MORAVA NO SOM, de Felipe Soares (PE)
O PEQUENO CHUPA-DEDO, de Emanuel Lavor e Pedro Buson (DF)
TODA SOMBRA PARECE VIVA, de Leandro Afonso (SP)

MOSTRA COMPETITIVA DÁLIA DA SERRA

A MENINA DA ILHA, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
ANA TERRA, de Direção Coletiva (AL)
ELEMENTO SUSPEITO, de Gustavo Paixão (SP)
MBYA ARANDU – SABER GUARANI, de Produção Coletiva: Claudemir Moreira, Elida T. Benites, Edson Acosta, Gabriel Alves, Júlio Benites, Andrielly T. da Silva, Marisa Beatriz T. Menites, Nelson C. C. Gimenes, Edson A. Timóteo, Marcelina Timóteo, Mila Acosta, Adriano, Neli Mombelli, Heitor Leal, Tayná Lopes e Paulo Tavares (RS)
O CINEMA É UM ENCONTRO, de URBANOCINE (RN)
O MENINO QUE TINHA MEDO DO RIO, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
REINADO IMAGINÁRIO, de Hipólito Lucena (PB)
RENASCIDA DAS ÁGUAS, de Julio Quinan (GO)
RIO MAR, de Coletivo Cinema no Interior (PE)
SER TÃO NOSSA, de Antonio Fargoni (CE)

MOSTRA COMPETITIVA DIVERSIDADE

AQUELE CASAL, de William de Oliveira (PR)
AS RENDAS DE DINHO, de Adriane Canan (SC)
DOMINIQUE, de Tatiana Issa e Guto Barra (RJ)
HOMENS INVISÍVEIS, de Luis Carlos de Alencar (RJ)
IRACEMA MON AMOUR, de Cesar Teixeira (CE)
MANSÃO DO AMOR, de Renata Pinheiro (PE)
MINHA HISTÓRIA É OUTRA, de Mariana Campos (RJ)
OS ÚLTIMOS ROMÂNTICOS DO MUNDO, de Henrique Arruda (PE)
PIU PIU, de Alexandre Figueirôa (PE)
SELMA DEPOIS DA CHUVA, de Loli Menezes (SC)

MOSTRA COMPETITIVA PRIMEIROS PASSOS

ADALGIZA, de Karen Furbino (SP)
AMANHÃ, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro (SP)
AS CONSTITUINTES DE 88, de Gregory Baltz (RJ)
BARBAS DE MOLHO, de Leanndro Amorim e Eduardo Padrão (PE)
D20 VERMELHA, de Djaelton Quirino (PE)
DEUS TE DÊ BOA SORTE, de Jacqueline Farias (PE)
O LUCAS CHAMOU O MAR, de Ani Cires (SP)
O VERBO SE FEZ CARNE, de Ziel Karapotó (PE)
QUÂNTICA, de Tati Lenna (SP)
VOLTA SECA, de Roberto Veiga (PE)

MOSTRA COMPETITIVA UNIVERSITÁRIA

ABRAÇO, de Matheus Murucci (RJ)
AQUELES QUE SE FORAM, de Bruno Christofoletti Barrenha (PE)
CÃO MAIOR, de Filipe Alves (DF)
COPACABANA MADUREIRA, de Leonardo Martinelli (RJ)
MARGARIDAS, de Luana Gregório e Valtyennya Pires (PB)
OS RETRATOS, de Amanda Julia Campos, Vitor Duarte e Juliana Naomi Eda (SC)
PEGA-SE FACÇÃO, de Thais Braga (PE)
PELANO!, de Chris Mariani e Calebe Lopes (BA)
REBENTO, de Vinicius Eliziario (BA)
REDUTO, de Michel Santos (BA)
ROSA, de Matheus Leite Pereira (MG)
VAZÃO, de Cecília Assy e Márcia Rezende (PE)

MOSTRA SESSÃO ESPECIAL

DESASSOSSEGO, de Fabi Penna (SC)
EU SOU, de Euller Felix Amorim (PE)
MEMÓRIAS SUBMERSAS, de William Tenório (PE)
MENINO AZUL, de Odécio Antonio (PB)
MUCUNÃ, de Carol Correia (PE)
O GRANDE AMOR DE UM LOBO, de Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa (RN)
O MUNDO DE CLARA, de Ayodê França (PE)
O SENTIDO DA SOLIDÃO, de Everton Amorim (PE)
SEIVA, de Ramon Batista (PB)
TAMBOR OU BOLA, de Sergio Onofre (AL)

Foto: Bárbara Hostin.

IV Cine Paraíso: conheça os filmes selecionados; programação será on-line

por: Cinevitor

apenassabermimcineparaisoAlice Doro e Aleff Resler no curta Apenas o que Você Precisa Saber Sobre Mim.

A quarta edição do Cine Paraíso – Festival de Cinema de Juripiranga, na Paraíba, será realizada de forma on-line, através do YouTube e Facebook do evento, entre os dias 21 e 22 de abril, com exibição dos filmes, debate virtual com realizadores e premiação.

Neste ano, 557 curtas foram inscritos e o filme de abertura será o documentário Ramiro do Disco: O Rei da Sinuca, realizado pelos alunos da oficina Documentando, em dezembro do ano passado, e ministrada pelo cineasta Marlom Meirelles.

A proposta do evento sempre foi democratizar o acesso às produções regionais e nacionais por meio de sessões na cidade de Juripiranga, porém, por conta da pandemia do novo coronavírus, os organizadores resolveram apostar no formato virtual para esta edição.

“Esta edição seria realizada em 2019, mas não tivemos recurso. Então, resolvemos fazer agora, mas por conta da pandemia vamos realizar de forma on-line”, disse João Paulo Lima, coordenador do Cine Paraíso, ao CINEVITOR. E completou: “Foi a forma que encontramos de nos reinventar e continuar levando o cinema nacional de qualidade para as pessoas que não possuem acesso ao cinema. Só que desta vez elas poderão acompanhar o festival no conforto de suas próprias casas para a segurança de todos. O cinema brasileiro e paraibano precisa ser assistido, mesmo em tempos difíceis, pois ele educa, conscientiza, forma opiniões e faz com que sejamos representados nas telas”.

O júri da mostra Panorama Nacional será formado por: Hipolito Lucena, cineasta e produtor cultural; Virginia Gualberto, professora da UFPB e cineasta; e Laércio Filho, cineasta paraibano. Já o júri da mostra Amargo da Cana de Filmes Paraibanos contará com: Priscila Urpia, produtora pernambucana; Marcia Loss, produtora do Rio Grande do Norte; e Fabi Penna, cineasta catarinense.

Conheça os curtas-metragens selecionados para o IV Cine Paraíso:

MOSTRA PANORAMA NACIONAL
Da Curva pra Cá, de João Oliveira (ES)
Nome Provisório, de Bruno Arrivabene e Victor Allencar (SP)
Arquitetura do Abismo, de Pietro Santurbano (SP)
Um Café e Quatro Segundos, de Cristiano Requião (RJ)
Um Filme de Baixo Orçamento, de Paulo Leierer (RJ)
Acúmulo, de Gilson Junior (RJ)
O Malabarista, de Iuri Moreno (GO)
Meninas Formicida, de João Paulo Miranda Maria (SP)
Narrativas de um Crime, de Alison Zago (SP)
Nova Iorque, de Leo Tabosa (PE)

MOSTRA INFANTOJUVENIL
O Malabarista, de Iuri Moreno (GO)
Apenas o que Você Precisa Saber Sobre Mim, de Maria Augusta V. Nunes (SC)
Qual Será a Sua Marca?, de Nathan Sampaio (CE)
8 Patas, de Fabrício Rabachim, Gabriel Barbosa e Pietro Nicolodi (SP)
Sublime Luz da Tua Memória, de Nádia Oliveira e João Veiga (RJ)
Meu Pequeno Herói Não Sabe Voar, de Pedro Jorge (SP)
O Menino Leão e Menina Coruja, de Renan Montenegro (DF)
Filho do Vento, de Boni e Janine Rodrigues (RJ)
Cadarço, de Eduardo Mattos (SP)
A Luta, de Bruno Bennec (RJ)

MOSTRA AMARGO DA CANA DE FILMES PARAIBANOS
Rasga Mortalha, de Pattrícia de Aquino (São Domingos do Cariri)
Julian, sem A, sem O, de Mayara Caroline (Campina Grande)
Quando Decidi Ficar, de Maycon Carvalho (Sousa)
Rot, Os Contos da Bruxa Vermelha, de Arthur Lopes (Campina Grande)
Ramal 17 – Dos Encontros e Despedidas, de Cosme Martins (São João do Rio do Peixe)
Entoado Negro, de Valtyennya Pires (Ingá)
Memórias da Nossa Terra, de Anderson Bruce (Cabaceiras)
Caetana, de Caio Bernardo (Coxixola)

MOSTRA MINUTO
Inside, de Joel Caetano (SP)
Magrela Fever, de Rostand Costa (PE)
Lithium, de Mirela Kruel (RS)
Destino, de Moisés Pantolfi (SP)
Ao Vivo, de Mateus F. de Souza e Samuel Moreira (SC)
Estatística(s), de Nádia Maria (MA)
Match, de Raquel Freire (SP)
Essa Moça, de Rafael Jardim (RJ)
O Saldo da Guerra, de Mário Zeymison (AL)
Misofonia, de Lara Novais (PE)
Professora Elisa, de Luiz Henrique (RN)

Para saber as datas e os horários de exibição, clique aqui.

Foto: Divulgação/Novelo Filmes.

Festival de Cinema de Gramado confirma sua 48ª edição para agosto e inscrições seguem até maio

por: Cinevitor

gramado2020confirmadoRealização do evento foi confirmada pela Gramadotur.

A 48ª edição do Festival de Cinema de Gramado deve acontecer nas mesmas datas previstas, de 14 a 22 de agosto. A decisão foi tomada durante uma reunião virtual da diretoria da Gramadotur, autarquia responsável pela realização do evento.

Em comunicado, Edson Néspolo, presidente da Gramadotur, disse: “Ainda estamos vivendo um período de muita incerteza global, mas nossa disposição é fazer mais essa edição do evento. Mesmo considerando a redução de orçamento, que certamente irá nos impactar e de não termos ainda patrocinadores confirmados, Gramado entende o significado do festival para a cultura audiovisual do país e que sua realização é importante quando começar a retomada plena das atividades”.

É válido destacar que a pandemia mundial do novo coronavírus trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. No Brasil, salas foram fechadas e estreias de filmes e alguns festivais adiados. O mesmo tem acontecido no mundo todo, como por exemplo, as mostras paralelas ao Festival de Cannes, que aconteceriam em maio e foram canceladas.

Enquanto aguarda os acontecimentos, a equipe de conteúdo e produção segue trabalhando e planejando eventuais mudanças que venham a acontecer. O esforço de Gramado para manter o evento no calendário do país não descarta adaptações no formato e no regulamento, medidas que ainda não foram definidas, mas que serão apresentadas no decorrer do período.

Sobre as inscrições, os realizadores de longas nacionais, estrangeiros e de curtas brasileiros podem enviar seus filmes até o dia 2 de maio pela ficha de inscrição no site. Clique aqui.

Ainda nesta semana, foi apresentada a identidade visual da 48ª edição, que pode ser conferida no site, já de cara nova. O conceito foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura e design Nowhere juntamente com trabalho desenvolvido pela agência Gemelo, de Gramado. Nessa etapa, foram desenvolvidos site e redes sociais já com a nova identidade. O conceito apresentado estará presente em todas as mídias que serão utilizadas durante o evento.

Daniela Corso, diretora da Nowhere, comenta que o trabalho, desenvolvido em conjunto, levou em conta a transformação e evolução que faz parte do DNA do festival ao longos das 48 edições. “O projeto de apresentação do kikito como imagem a ser construída de acordo com o olhar teve início em 2018 e, se em 2019 trabalhamos com a figura tomando forma a partir de conexões, agora ela torna-se reticular e seu simbolismo fica ainda mais evidente”, comenta Gustavo Melo, diretor de criação da Gemelo.

Com modificações que começaram a ser percebidas ainda na edição passada, a comunicação visual faz parte das transformações que preparam o evento para os 50 anos, comemorados em 2022. “A escolha cromática do branco, preto e ouro envelhecido misturam-se para facilitar a compreensão do todo num degradê sobreposto que, ao mesmo tempo que brinda o público com uma verdadeira obra interpretativa, se inspira no conceito da ilusão de ótica. O site do evento respeita toda essa trilha criativa”, completa Gustavo.

Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphoto.

BIFF 2020: Brasília International Film Festival será totalmente on-line com mostras competitivas e atividades formativas

por: Cinevitor

fendasBIFFA atriz Roberta Rangel em Fendas, de Carlos Segundo.

A edição 2020 do BIFF, Brasília International Film Festival, acontecerá totalmente on-line. Serão quatro mostras: Competitiva, Grandes pré-estreias, Spotlight Brasília e Homenagem a Kirk Douglas, além da realização do inédito BIFF Junior, com uma programação especialmente criada para o público teen, além de um título inédito na abertura e de uma intensa grade de atividades formativas.

O evento acontecerá entre os dias 21 e 26 de abril, com acesso pelo site (clique aqui). Para assistir, basta clicar no filme da mostra e, após preencher um cadastro, ter acesso a toda programação diária gratuitamente. A maior parte dos filmes estará disponível durante todo o período de duração do festival, mas alguns títulos só poderão ser acessados em horários predeterminados. O conselho é seguir a sugestão da programação ofertada pelo festival e participar da votação popular.

Maior festival internacional de cinema da região central do Brasil, o BIFF acontecerá on-line, transferindo toda a programação originalmente concebida para as salas de cinema para a sala da casa de cada um dos espectadores. Coube à equipe do evento transformar o que viria a ser um empecilho, a pandemia do coronavírus, em motor de maior alcance do festival. Com acesso livre pela internet, espectadores de todo o Brasil poderão assistir aos filmes selecionados para o festival, que tem direção geral e curadoria da jornalista, produtora e cineasta Anna Karina de Carvalho.

A 7ª edição do Festival Internacional de Cinema de Brasília apresenta outras novidades, como o BIFF Junior, que oferece uma programação especial com atrações voltadas para crianças e adolescentes, e as mostras Grandes pré-estreias e Spotlight Brasília. A primeira apresenta títulos premiados em alguns dos maiores festivais de cinema no mundo e inéditos no Brasil e na América Latina. A segunda dedica-se a mostrar um pouco do cinema produzido no Distrito Federal.

lugarlegalBIFFSara Luna Zoric em Me Leve para um Lugar Legal, de Ena Sendijarevic.

Já na abertura, o festival confirma sua vocação para o ineditismo. O filme que dará início à programação do 7º BIFF é o inédito Anna Karina, para você lembrar (Anna Karina, souviens-toi), de Dennis Berry, companheiro da atriz falecida em dezembro passado, documentário no qual a musa da Nouvelle Vague relembra sua trajetória, desde a infância em Copenhagen, na Dinamarca, a fuga para Paris, aos 17 anos, a carreira de modelo, e o convite para estrelar O Pequeno Soldado, de Jean-Luc Godard, que daria início a uma parceria profissional e amorosa que durou seis anos e lançaria a atriz como um dos maiores nomes do cinema na França. Também cantora e escritora, Anna Karina foi homenageada na primeira edição do BIFF.

A mostra Competitiva apresenta oito títulos, entre ficções e documentários, selecionados  por uma curadoria que, além de Anna Karina de Carvalho, inclui o jornalista e crítico de cinema Pedro Butcher, a produtora e criadora da distribuidora Fênix Filmes, Priscila Miranda, e o cineasta e repórter Marcio de Andrade.

Integram a mostra: o polonês Corpus Christi, de Jan Komasa, indicado ao Oscar de melhor filme internacional; o comovente The French Teacher – Um amor a três, drama dirigido por Stefania Vasconcellos sobre a relação entre mãe e filha num triângulo amoroso; Encantado, o Brasil em Desencanto, de Filipe Galvon, que conta com a participação de Jean Wyllys e Leandro Karnal numa análise da mais recente história brasileira; Me Leve para um Lugar Legal (Take Me Somewhere Nice), road movie dirigido por Ena Sendijarevic e premiado nos festivais de Roterdã, Sarajevo e Vancouver; Mapa de sonhos Latino-americanos (Mapa de Sueños Latinoamericanos), documentário de Martin Weber, que investiga a concretização de desejos alimentados há décadas por diferentes povos da América Latina; a ficção brasileira Fendas, do cineasta Carlos Segundo, que parte do universo subjetivo de uma pesquisadora de física quântica; Hálito Azul, documentário dirigido pelo cineasta português Rodrigo Areias, sobre os pescadores da Ilha São Miguel, nos Açores; e o documentário Blue Girl, de Keivan Majidi, uma coprodução entre Curdistão e Irã, sobre as crianças das montanhas e a paixão pelo futebol.

corpusBIFFBartosz Bielenia em Corpus Christi: representante polonês no Oscar 2020.

Estes oito títulos concorrem aos prêmios de melhor filme da Mostra Competitiva pelo Júri Oficial (R$ 10.000,00) e Júri Popular (R$ 10.000,00) e o Prêmio da Crítica José Carlos Avellar. O Júri Oficial será presidido pela atriz, diretora e produtora Bárbara Paz e contará com o crítico de cinema Miguel Barbieri e com a cineasta, roteirista, atriz e produtora Sabrina Fidalgo. O crítico e professor Pablo Gonçalo será jurado do Prêmio José Carlos Avellar. A votação do Júri Popular será feita pela própria plataforma da Looke.

Também de cunho competitivo, o BIFF Junior, apresentará seis filmes, que concorrerão ao troféu de melhor filme concedido por um júri formado por crianças e adolescentes convidados. Sob a curadoria da CEO da Druzina Content, Luciana Druzina, e da diretora do festival, Anna Karina de Carvalho, estão na programação títulos como: a animação espanhola Mortadelo e Salaminho: Missão Inacreditável, de Javier Fesser; e a animação brasileira Peixonauta – O Filme, de Célia Catunda, Kiko Mistrorigo e Rodrigo EBA!.

Em parceria com grandes distribuidoras, o BIFF exibe, em primeira mão, relevantes obras do cinema mundial, destaques em importantes festivais internacionais. São filmes inéditos como: Liberté, a mais recente produção do espanhol Albert Serra, vencedor do Prêmio Especial do Júri na mostra Un Certain Regard, em Cannes; o suspense Até que Você me Ame (Hippopotamus), de Edward A. Palmer; o italiano Um Sonho de Família (Magari), de Ginevra Elkann e exibido em Locarno, sobre o anseio de ter uma família perfeita; e Uma Lição de Amor (Drôle de père), da cineasta belga Amélie van Elmbt, sobre a relação de um pai com a filha de cinco anos que ele havia abandonado.

kirk2O homenageado desta edição em Spartacus, de Stanley Kubrick: sucesso nas telonas.

Outro destaque da programação é o espaço especial que o 7º BIFF dedica ao cinema da capital brasileira, hoje um importante polo de produção audiovisual. Serão exibidos: o longa-metragem Cano Serrado, filme de ação produzido e filmado na capital federal com direção de Erik de Castro; e o documentário O Tesouro Esquecido, de Tom Ehrhardt, que conta a história de uma importante coleção de arte da Alemanha Oriental que se encontra escondida em Brasília.

O jornalista, crítico de cinema, escritor, professor, pesquisador e cineasta brasileiro Mario Abbade selecionou cinco filmes que percorrem o período de ouro da carreira do grande ator Kirk Douglas, falecido em fevereiro. Estão na programação: A Montanha dos Sete Abutres, de Billy Wilder; Assim Estava Escrito e Sede de Viver, ambos de Vincente Minnelli; o épico Spartacus, de Stanley Kubrick; e Sua Última Façanha, de David Miller.

O BIFF também concebeu uma programação formativa totalmente gratuita, com acesso on-line. Entre os dias 21 e 26 de abril, será possível participar do workshop Documentário: Da origem à Produção Contemporânea, com a documentarista e jornalista Flavia Guerra; do debate Mulheres em Protagonismo: A batalha feminina por espaço no mercado audiovisual, com mediação da cineasta Cibele Amaral e tendo como convidadas a advogada e produtora cinematográfica Debora Ivanov, Flavia Guerra e Krishna Mahon, criadora do canal Imprensa Mahon, no Youtube; e cinco aulas magnas sobre o homenageado Kirk Douglas, ministradas pelo curador Mario Abbade antes de cada filme da Mostra Tributo a Kirk Douglas.

Confira a programação completa, com datas e horários, aqui.

Fotos: Divulgação.

Semana da Crítica, Quinzena dos Realizadores e ACID, mostras paralelas ao Festival de Cannes, são canceladas

por: Cinevitor

cannes2020covid1Noite de abertura do Festival de Cannes, em maio do ano passado.

Em dezembro do ano passado, o mundo entrou em alerta quando foi identificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro caso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Depois disso, os casos se espalharam pelo mundo.

Em março, a OMS, Organização Mundial da Saúde, definiu o surto da doença como pandemia. Com isso, diversas medidas foram tomadas para alertar e prevenir a população, como a quarentena. Porém, mesmo com o isolamento social decretado por vários governantes, os números ainda assustam. Desde o início da crise, o novo coronavírus já infectou quase dois milhões de pessoas e causou 127.590 mortes no mundo todo.

Essa pandemia mundial trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. No Brasil, salas foram fechadas e estreias de filmes e festivais adiados. O mesmo tem acontecido no mundo todo. Com tantas incertezas, é impossível saber como ficará o calendário de premiações, festivais e estreias deste ano.

Nesta quarta-feira, 15/04, a Quinzena dos Realizadores, Semana da Crítica e ACID, Association du cinéma indépendant pour sa diffusion, mostras paralelas ao Festival de Cannes, cancelaram suas edições por conta da pandemia. A França, até agora, soma 15.729 mortes e 103.573 casos confirmados de COVID-19. Em comunicado oficial, o presidente francês Emmanuel Macron adiou o fim da quarentena no país para 11 de maio.

semanacritica58vencedoresOs premiados e o júri da Semana da Crítica do ano passado.

Por conta disso, tais eventos, que aconteceriam a partir do dia 13 de maio, em Cannes, foram cancelados. O comunicado oficial diz: “Após o anúncio do presidente francês, que proibiu qualquer festival de ocorrer até meados de julho, as seções paralelas do Festival de Cannes reconhecem que o adiamento anteriormente considerado para o final de junho e/ou início de julho já não é mais uma opção. Consequentemente, a Quinzena dos Realizadores, a Semana da Crítica e a ACID lamentam anunciar o cancelamento de suas edições de 2020 em Cannes. A crise de saúde que enfrentamos neste momento torna impossível antecipar o curso prático dos acontecimentos. No entanto, a fim de apoiar toda a indústria cinematográfica afetada pelas circunstâncias atuais, cada seção, em consulta com o Festival de Cannes, buscará uma forma melhor de continuar a apoiar os filmes apresentados à sua edição de 2020”.

A incerteza assombra também a 73ª edição do Festival de Cannes, que estava marcada para acontecer entre os dias 12 e 23 de maio. No começo de abril, Thierry Frémaux, diretor geral do evento, declarou, em entrevista à Variety, que descartava a hipótese de uma edição on-line: “Para Cannes, sua alma, sua história, sua eficiência, é um modelo que não funcionaria. O que é um festival digital? Uma competição digital? Deveríamos começar perguntando aos detentores de direitos se eles concordam. Filmes de Wes Anderson ou Paul Verhoeven em um computador? Assistir Top Gun 2 ou Soul, da Pixar, em outro lugar que não nos cinemas? Esses filmes foram adiados para serem exibidos em uma tela grande; por que queremos mostrá-los antes, em um dispositivo digital?”.

E completou: “Os realizadores são movidos pela ideia de exibir seus filmes em uma tela grande e compartilhá-los com outras pessoas em eventos como festivais, não para que seus trabalhos terminem em um iPhone. Se todos os festivais forem cancelados, teremos que pensar em uma maneira de exibir filmes, para evitar desperdiçar um ano, mas não acho que uma alternativa precária e improvisada de Cannes ou Veneza seja a solução”.

thierrycannescovidThierry Frémaux na coletiva de imprensa do Festival de Cannes, em 2019.

Depois do pronunciamento de Macron, a organização do festival também enviou um comunicado oficial: “Após a declaração do presidente francês, reconhecemos que o adiamento do 73º Festival de Cannes, inicialmente considerado para o final de junho e o início de julho, não é mais uma opção. É claramente difícil supor que o festival poderia ser realizado este ano em sua forma original. No entanto, desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais, na França e no exterior. Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial para a indústria cinematográfica, deve explorar todas as contingências que permitam apoiar o ano do cinema, tornando real Cannes 2020, de uma maneira ou de outra”.

E continua: “Quando a crise da saúde, cuja resolução continuar sendo a prioridade de todos, passar, teremos de reiterar e provar a importância do cinema e o papel que seu trabalho, artistas, profissionais, cinemas e seu público desempenham em nossas vidas. É assim que o Festival de Cannes, a Marché du Film e as seções paralelas (Semana da Crítica, Quinzena dos Realizadores e ACID) pretendem contribuir. Estamos comprometidos com isso e gostaríamos de agradecer a todos que estão ao nosso lado, funcionários públicos, membros da indústria e parceiros. Todos sabem que muitas incertezas ainda reinam sobre a situação internacional da saúde. Esperamos poder nos comunicar rapidamente sobre as formas que Cannes 2020 terá”.

Em uma nova entrevista, publicada na manhã desta quarta-feira, 15/04, na Variety, Frémaux também falou sobre uma possível aliança com outros festivais: “Como todos os anos, falo muito com o diretor de Veneza, Alberto Barbera, que está preocupado, obviamente. Desde o início da crise, aumentamos a possibilidade de fazer algo juntos se Cannes for cancelado. Continuamos discutindo. Outros festivais nos convidaram: Locarno, San Sebastián, Deauville. São gestos que nos tocam bastante. E em Lyon, no Lumiere Festival, em outubro, planejamos sediar várias estreias mundiais como parte do programa”.

bacuraucannescovidBárbara Colen e Udo Kier, atores de Bacurau, no tapete vermelho de Cannes.

Sobre os selecionados para esta possível 73ª edição, Thierry falou: “A denominação Seleção Oficial implica que o festival seja organizado em sua forma inicial. Como dissemos, é difícil imaginar isso a partir de hoje. Podemos imaginar um rótulo ‘Cannes 2020’, que nos permita acompanhar e ajudar a promover os filmes que assistimos e assistiremos até o final de junho. Existem belos filmes chegando do mundo inteiro; precisamos e queremos destacá-los para que possam alcançar uma audiência quando chegar a hora de seus lançamentos neste outono”.

E finalizou: “O cinema e suas indústrias estão ameaçados, teremos que reconstruir, reafirmar sua importância com energia, unidade e solidariedade! O diálogo é um pouco diferente este ano por causa da crise. A incerteza domina todo lugar. Cannes representa para muitos uma espécie de casa comunitária”.

No Brasil, a situação não está diferente. A 25ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, que aconteceria entre os dias 26 de março e 5 de abril, em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi adiada para setembro, porém já disponibilizou alguns filmes na internet. Entre os adiamentos, também estão: Mostra Tiradentes SP, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Sesc Melhores Filmes, Festival de Cinema de Vitória, Curta Caicó, entre outros que devem anunciar novas datas em breve.

Fotos: Dominique Charriau/Getty Images Europe.

Lua de Cristal, com Xuxa Meneghel, completa 30 anos e ganha documentário

por: Cinevitor

luadecristal1Xuxa e as Paquitas em cena: tudo pode ser, se quiser será.

Dirigido por Tizuka Yamasaki, Lua de Cristal estreou nos cinemas brasileiros no dia 21 de junho de 1990. Protagonizado por Xuxa Meneghel, que na época apresentava o Xou da Xuxa, na Rede Globo, o longa alcançou a marca de cinco milhões de espectadores e foi a maior bilheteria da década de 1990 no Brasil. Só na primeira semana somou mais de 920 mil espectadores, recorde que só foi quebrado dezesseis anos depois com Dois Filhos de Francisco, em 2005.

O longa conta a história de Maria da Graça, uma jovem sonhadora que se muda para a cidade grande com a intenção de fazer aulas de canto. Lá, ela se hospeda na casa de sua tia Zuleika e de seus primos Lidinha e Mauricinho, que vivem atormentando sua vida, fazendo-a trabalhar como escrava. Em meio a tantos problemas, Maria conhece a pequena Duda, sua vizinha, e o desajeitado Bob, que se tornam seus amigos. Bob é a materialização do príncipe dos sonhos de Maria e vai ajudá-la a se transformar em uma estrela.

Para celebrar esse clássico do cinema brasileiro, o carioca Gabriel Silva, o paulista Rodrigo Nicodemo e o mineiro Diego Alexandre resolveram produzir um documentário sobre o filme com depoimentos inéditos. Os três fazem parte de uma geração que cresceu assistindo às constantes exibições do filme na Sessão da Tarde e resolveram homenageá-lo. Tirando recursos do próprio bolso, os produtores superam as limitações impostas pelo baixo orçamento com muita criatividade e confiança nos depoimentos dos profissionais que trabalharam no longa-metragem.

luadecristal4Os protagonistas do filme: cinco milhões de espectadores.

Produzido de forma totalmente independente e sem fins lucrativos, Lua de Cristal 30 Anos irá revisitar a história por trás da maior bilheteria do cinema brasileiro na década de 1990 e que marcou toda uma geração, traçando um panorama do filme estrelado por Xuxa Meneghel e Sérgio Mallandro através de entrevistas e um vasto material de arquivo.

Cerca de 80% das filmagens já foram realizadas, inclusive com Tizuka Yamasaki, diretora do filme. Também já foram entrevistados: o produtor Diler Trindade, a roteirista Yoya Wursch, o compositor Michael Sullivan, as atrizes Julia Lemmertz e Marilu Bueno, o cantor Avellar Love (do grupo João Penca e seus Miquinhos Amestrados), entre outros, como o humorista Paulo Vieira, fã declarado de Xuxa, que foi tocado pela mensagem do filme na infância e teve seu depoimento registrado.

Em entrevista exclusiva para o CINEVITOR por e-mail, Diego Alexandre, um dos realizadores, falou sobre o tão aguardado depoimento da estrela principal, Xuxa Meneghel: “Ela já está sabendo sobre o projeto e sinalizou de forma positiva. Mandamos um convite para a assessoria e também pessoalmente. Agora, aguardamos o retorno em relação à agenda da Xuxa, que é muito lotada. Estamos com dificuldade nessa parte. Já com o Sérgio Mallandro, a conversa está mais adiantada. Só que por conta do coronavírus tivemos que adiar a entrevista”.

luadecristal2Xuxa em cena com a atriz Duda Little.

Diego também comentou sobre outros entrevistados fundamentais para o filme: “Queríamos um Paquito e uma Paquita porque seria inviável gravar com todos. Gostaríamos muito de entrevistar a Leticia Spiller, pois ela teve uma carreira bem sucedida como atriz depois do filme e Lua de Cristal foi seu primeiro trabalho como atriz, mas ainda não conseguimos falar com ela. Dos Paquitos, conseguimos o Marcello Faustini. Ele foi super simpático e deu um depoimento muito bacana para nós”.

Vale destacar que o documentário não é direcionado apenas aos fãs saudosistas. Há espaço para reflexões sobre o turbulento período em que o longa foi lançado, com a extinção da Embrafilme durante o governo Collor, e discussões sobre a produção audiovisual para o público infantojuvenil na atualidade. Críticos e pesquisadores debatem o preconceito com o cinema popular e comercial feito no Brasil através das críticas que o filme recebeu na época de seu lançamento.

Lua de Cristal foi produzido numa época em que registros de making of ainda não eram comuns no Brasil, o que torna a realização do documentário ainda mais importante. Através dele será resgatado um pedaço marcante da história do nosso cinema pelas palavras de quem fez e quem viu. Lua de Cristal 30 Anos segue em fase de produção e será disponibilizado para o público ainda esse ano. Até lá, a produção promete abastecer os fãs com conteúdo produzido especialmente para as redes sociais do filme.

Fotos: Divulgação.

Ricos de Amor, com Danilo Mesquita e Giovanna Lancellotti, ganha trailer

por: Cinevitor

ricosdeamortrailer1Comédia romântica estreia no dia 30 de abril na Netflix.

Com roteiro assinado por Sylvio Gonçalves, de S.O.S. Mulheres ao Mar e Eu Fico Loko, e Bruno Garotti, de Cinderela Pop, que também assina a direção, Ricos de Amor, filme brasileiro original Netflix, acaba de divulgar seu trailer oficial. A produção é de Julio Uchôa, da Ananã.

Vida boa, dinheiro, fazenda e mulheres resumem a rotina de Teto, interpretado por Danilo Mesquita. Filho do poderoso Teodoro, papel de Ernani Moraes, conhecido como o Rei do Tomate, o futuro herdeiro do império de plantações e fábricas Trancoso vê sua vida virar do avesso quando conhece Paula. Interpretada por Giovanna Lancellotti, em sua estreia na Netflix, Paula é uma moça pé no chão que estuda para ser médica e sonha com sua independência.

Prestes a fazer aniversário, Teto leva um choque de realidade quando o pai anuncia qual será seu presente naquele ano: um emprego. Sim, a farra do Príncipe do Tomate está com os dias contados. A tradicional Festa do Tomate, com participação especial do DJ Alok, talvez seja uma das últimas chances de curtir a vida mansa em sua cidade. E é no festival regado a molho, música eletrônica e sertanejo que o personagem de Danilo Mesquita conhece a estudante de medicina interpretada por Giovanna Lancellotti.

Na esperança de ganhar o coração da moça centrada, e agarrando também a chance de provar seu valor para o pai e para si mesmo, Teto mente sobre quem ele é e diz ter origem humilde. Essa é a primeira de muitas mentiras que vão colocá-lo em enrascadas no Rio de Janeiro. Seu melhor amigo, Igor, vivido por Jaffar Bambirra, filho de funcionários da fazenda, é o fiel escudeiro do riquinho mimado nessa aventura romântica e atrapalhada que traz também a consultora de RH da Trancoso, Alana, papel de Fernanda Paes Leme, a batalhadora Monique, interpretada por Lellê, além de Raíssa e Kátia, amigas de Paula interpretadas por Bruna Griphao e Jeniffer Dias, respectivamente.

Confira o trailer de Ricos de Amor, que estreia no dia 30 de abril na plataforma digital:

Foto: Reprodução YouTube.

CINEVITOR #368: DICAS DE FILMES BRASILEIROS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

por: Cinevitor

cinemabrasilcinevitor1Filmes brasileiros de todos os gêneros para todos os públicos.

Em dezembro do ano passado, foi identificado na cidade de Wuhan, na China, o primeiro caso de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Depois disso, os casos se espalharam pelo mundo. Em fevereiro, a Itália sofreu um grande surto, principalmente no norte, perto de Milão.

No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no dia 25 de fevereiro. Em março, a OMS, Organização Mundial da Saúde, definiu o surto da doença como pandemia. Com isso, diversas medidas foram tomadas para alertar e prevenir a população, como a quarentena. Em São Paulo, por exemplo, o governador do Estado, João Doria, decretou quarentena por quinze dias, a partir de 24/03, com possibilidade de ser prolongado ou reduzido.

Porém, antes mesmo dos decretos oficias de governantes, milhares de pessoas no país optaram pela quarentena para evitar o pior, já que o novo coronavírus é altamente contagioso. A regra, nesse momento, é clara: fique em casa, lave as mãos com água e sabão, passe álcool em gel e evite locais com aglomerações.

Essa pandemia trouxe muitas consequências na rotina das pessoas e afetou diversos setores, entre eles, o cinema. Por aqui, salas foram fechadas e estreias de filmes e festivais adiados. Na semana do dia 19/03, por exemplo, nenhum filme estreou nos cinemas brasileiros. O mesmo tem acontecido no mundo todo.

Para entreter nossos leitores, seguidores e espectadores cinéfilos nesta época de quarentena, resolvemos realizar dois programas especiais com dicas de filmes brasileiros disponíveis nas plataformas digitais, como Netflix, Telecine Play, NOW, entre outras. Para isso, convidamos a crítica de cinema Flavia Guerra, do site Tela Tela, para nos ajudar nessa missão.

Com um cardápio variado, com produções nacionais de todos os gêneros e para todos os públicos, as plataformas digitais ganharam um impulso, que deve se expandir ao longo da quarentena.

No primeiro programa, selecionamos diversos títulos que estão disponíveis em serviços de streaming gratuitos e pagos. Aqui, destacamos filmes que podem ser encontrados na Netflix, Spcine Play, Petra Belas Artes À La Carte, Filme Filme e Canal Brasil Play (Curta na Tela).

Além disso, também destacamos: títulos que foram disponibilizados por cineastas e produtores, como Allan Deberton, Aly Muritiba e Esmir Filho, com links abertos no YouTube e no Vimeo; um acervo diverso de filmes paraibanos disponíveis gratuitamente; e documentários realizados na oficina Documentando, de Pernambuco. E também: a seleção do É Tudo Verdade 2020 – Festival Internacional de Documentários (ver programação no site), que disponibilizará alguns filmes online depois de adiar sua 25ª edição, que aconteceria no final de março.

Na segunda parte, falamos sobre produções nacionais atuais, alguns clássicos e também de filmes premiados de diretores consagrados e promissores disponíveis no Telecine Play, Canal Brasil Play e NOW. Além disso, destacamos o site Porta Curtas, que conta com um acervo de mais de mil curtas-metragens.

Aperte o play e confira:

PARTE 1:

PARTE 2:

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 1

Netflix: O Som ao Redor e Aquarius (Kleber Mendonça Filho); Como Nossos Pais (Laís Bodanzky); Califórnia (Marina Person); Democracia em Vertigem, Olmo e a Gaivota e Elena (Petra Costa); La Vingança (Fernando Fraiha); Colegas (Marcelo Galvão); Chatô – O Rei do Brasil (Guilherme Fontes); Na Quebrada (Fernando Grostein Andrade); Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós); Mais Forte que o Mundo (Afonso Poyart); Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert); Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar e Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes); Operações Especiais (Tomás Portella); Temporada (André Novais Oliveira); O Homem do Futuro (Cláudio Torres); O Filme da Minha Vida (Selton Mello); Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro); Todas as Razões para Esquecer (Pedro Coutinho); Elon Não Acredita na Morte (Ricardo Alves Jr.); Fala Comigo (Felipe Sholl); Ponte Aérea (Julia Rezende); O Último Cine Drive-in (Iberê Carvalho); A Estrada 47 (Vicente Ferraz); Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (Fernanda Pessoa).

Spcine Play: José Mojica Marins, Tata Amaral, Laís Bodanzky, Lucia Murat; O Rei da Noite, Coração Iluminado e Carandiru (Hector Babenco); ABC da Greve (Leon Hirszman); A Dama do Cine Shanghai (Guilherme de Almeida Prado); A Hora da Estrela (Suzana Amaral).

Petra Belas Artes À La Carte: Domésticas (Nando Olival e Fernando Meirelles); O Rei da Noite e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Hector Babenco).

Filme Filme: Central do Brasil (Walter Salles); Ferrugem (Aly Muritiba); Gabriel e a Montanha (Fellipe Barbosa); Morto Não Fala (Dennison Ramalho); Los Silencios (Beatriz Seigner); Aos Teus Olhos (Carolina Jabor); Divinas Divas (Leandra Leal); O Auto da Compadecida (Guel Arraes).

Telecine Play: Bacurau (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles); Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert); Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz).

Canal Brasil Play (Curta na Tela): Recife Frio (Kleber Mendonça Filho); Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas.

NOW: Joaquim (Marcelo Gomes)

LINKS/OUTROS: Doce de Coco e O Melhor Amigo (Allan Deberton); Pixote: A Lei do Mais Fraco (Hector Babenco); Para Minha Amada Morta (Aly Muritiba); Batguano (Tavinho Teixeira); Mubi (O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho); Esmir Filho; Filmes Paraibanos; É Tudo Verdade; e Documentando.

*FILMES, DIRETORES E PLATAFORMAS CITADAS | PARTE 2

Telecine Play: Todas as Canções de Amor (Joana Mariani), Turma da Mônica – Laços (Daniel Rezende), De Pernas Pro Ar 3 (Julia Rezende), TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva (Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic), Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert), Legalize Já – Amizade Nunca Morre (Johnny Araujo e Gustavo Bonafé), Cidade de Deus (Fernando Meirelles), Sangue Azul (Lírio Ferreira), Meu Pé de Laranja Lima (Marcos Bernstein) e Era Uma Vez Eu, Verônica (Marcelo Gomes).

Canal Brasil Play: Tatuagem (Hilton Lacerda), O Palhaço (Selton Mello), Ex-Pajé (Luiz Bolognesi), Casa Grande (Fellipe Barbosa), Pastor Cláudio (Beth Formaggini), Waiting for B. (Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel) e Jonas e o Circo Sem Lona (Paula Gomes).

NOW: Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga); Sócrates (Alexandre Moratto); Hebe: A Estrela do Brasil (Mauricio Farias); Bixa Travesty (Kiko Goifman e Claudia Priscilla); A Sombra do Pai e O Animal Cordial (Gabriela Amaral Almeida); Deslembro (Flavia Castro); Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos); O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte); Auto de Resistência (Natasha Neri e Lula Carvalho); Flores Raras e Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto); O Segredo de Davi (Diego Freitas); Benzinho (Gustavo Pizzi); Greta (Armando Praça); A História da Eternidade (Camilo Cavalcante); O Quatrilho (Fábio Barreto); Divino Amor (Gabriel Mascaro); Big Jato (Cláudio Assis); A Luta do Século (Sérgio Machado); O Roubo da Taça (Caito Ortiz); Alguma Coisa Assim (Esmir Filho e Mariana Bastos); Babilônia 2000 (Eduardo Coutinho); Bete Balanço (Lael Rodrigues); O Processo (Maria Augusta Ramos); Diários de Classe (Maria Carolina da Silva e Igor Souza); Jogo de Cena (Eduardo Coutinho); Arábia (Affonso Uchoa e João Dumans); Cinema Novo (Eryk Rocha); A Luneta do Tempo (Alceu Valença); Corpo Elétrico (Marcelo Caetano); As Boas Maneiras (Juliana Rojas e Marco Dutra); Tito e os Pássaros (André Catoto, Gabriel Bitar e Gustavo Steinberg); Bicho de Sete Cabeças (Laís Bodanzky); Madame Satã, Praia do Futuro e A Vida Invisível (Karim Aïnouz); Inferninho (Guto Parente e Pedro Diogenes); Mormaço (Marina Meliande); Bingo: O Rei das Manhãs (Daniel Rezende); Meu Nome é Daniel (Daniel Gonçalves); Rasga Coração (Jorge Furtado); O Silêncio do Céu (Marco Dutra); Baronesa (Juliana Antunes); e Amazônia Groove (Bruno Murtinho).

Foto: Montagem CINEVITOR.

Crip Camp: Revolução pela Inclusão

por: Cinevitor

cripcampposterDireção: James Lebrecht, Nicole Newnham.

Elenco: James Lebrecht, Lionel Je’Woodyard, Joseph O’Conor, Ann Cupolo Freeman, Denise Sherer Jacobson, Larry Allison, Ellie Abrashkin, Jean Malafronte, Carl, Steve Hofmann, Michael Tannenbaum, Judith Heumann, Howard Gutstadt, Nancy Rosenblum, Neil Jacobson, Nanci D’Angelo, Pat Figueroa, Bobby Muller, Al Levy, Ed Roberts, Corbett O’Toole, Joseph A. Califano, T.J. O’Rourke, Eunice Fiorito, HolLynn D’Lil, Dennis Billups, Joseph Maldonado, Kitty Cone, Ronald Washington, Brad Lomas, Cecil Williams, Sandra Thaler, Jan Balter, Valerie Vaslena, Margaret Irvine, Evan White, Phillip Burton, George Miller, Eugene Eidenberg, Dusty Irvine, Ronald Reagan, Ted Kennedy, Jennifer Keelan, Tom Harkin, George Bush, Emily Hofmann, William Bronston, Jimmy Carter, Richie Havens, Sheldon Koy, George Moscone, Richard Nixon, Geraldo Rivera, William Ronan, Ed Bradley, John Chancellor.

Ano: 2020

Sinopse: Um acampamento de verão inovador motiva um grupo de jovens com deficiência a criar um movimento em busca de novos caminhos para um mundo com mais igualdade.

Nota do CINEVITOR:

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