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7º Festival de Cinema de Caruaru: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor

umdiajerusacaruaruLéa Garcia no filme Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira.

A sétima edição do Festival de Cinema de Caruaru, que acontecerá entre os dias 23 de agosto e 13 de setembro, acaba de anunciar a lista completa com os selecionados deste ano. Ao total, 509 filmes foram inscritos e a curadoria foi assinada por Edvaldo Santos, Luciano Torres, Priscila Urpia, Lucineide Sales e Renata Villa Nova.

O festival é um espaço de difusão da cultura local, de intercâmbio entre realizadores, de incentivo às produções locais e de formação de público para o cinema independente, com exibições, oficinas e debates. Além disso, no site oficial consta uma aba chamada Cinemateca com algumas produções disponíveis, que foram exibidas em edições anteriores.

O evento, que acontece na região do Agreste Pernambucano, no Teatro João Lyra Filho, este ano será realizado de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19. A programação, que estará disponível no site do festival, conta com sete mostras competitivas e filmes de diversos estados brasileiros e também latino-americanos. Neste ano, duas atividades paralelas já estão confirmadas: De Espectador Passivo para Espectador Ativo, oficina de crítica com Sihan Felix; e O Ator no Audiovisual, com Luciano Torres.

Conheça os filmes selecionados para o 7º Festival de Cinema de Caruaru:

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM

A Batalha de Shangri-lá, de Severino Neto e Rafael de Carvalho (MT)
A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Lopes Guelli (SP)
Eldorado – Mengele Vivo ou Morto?, de Marcelo Felipe Sampaio (SP)
Foi no Carnaval que Passou, de Leo Leite (PE)
Mito e Música: A Mensagem de Fernando Pessoa, de Rama de Oliveira e André Luiz Oliveira (DF)
O Céu Perdeu a Cor, de Gustavo Serrate Maia (DF)
Palavras de Rua, de Léo Batista e Paula Monteiro (PE)
Servidão, de Renato Barbieri (DF)
Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira (SP)
Viva o Zé Pereira, de Murilo Almeida (SP)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM

Adalgiza, de Karen Furbino (SP)
ALÊ – Resistir pela Existência, de Vincent Gielen (GO)
Amanhecendo Cicatrizes, de Nelson Brauwers, Juarez Braga Zamberlan, Ivânio Dalagno e Valdinei Vargas (RS)
Antônia, de Flávio Carnielli (SP)
Aperto, de Alexandre Estevanato (SP)
Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Lucas H. Rossi dos Santos e Henrique Amud (RJ)
Baile, de Cíntia Domit Bittar (SC)
Casa com Parede, de Dênia Cruz (RN)
Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE)
Claudete e o Bolo, de Fádhia Salomão (SP)
De Costas pro Rio, de Felipe Aufiero (AM)
Em Cima do Muro, de Hilda Lopes Pontes (BA)
Instável, de Maria Cecília Pampolini Monteiro (MT)
Nimbus, de Marcos Buccini (PE)
O Celaticomus, de Marcelo Tannure (MG)
O Colecionador, de Christian Jafas, Felipe Davson, Tiago Bravo Quintes e Vinícius A. Carvalho (RJ)
Playlist, de Pedro Melo (PE)
Rádio Capital Alvorada, de Rafael Stadniki (DF)
Raízes, de Amanda Braga, Ana Luísa Macedo, Bruna Eiras e Igor Mattos (RJ)
Rarefeito, de Thiago Lira (PE)
Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR)
Trincheira, de Paulo Silver (AL)

MOSTRA AGRESTE

Açude nº 50, de Wagner Ferreira e Paulo Conceição (Caruaru, PE)
Antônia, de Iris Marcolino (Caruaru, PE)
Bravo, de João Gabriel Lourenço (Caruaru, PE)
Era pra Ser o Nosso Road Movie, de Carolina Timoteo, Lucas Menezes, Clécia Borges e Júlia Costa (Aracaju, SE)
O Abraço Logo Vem, de Paulo Accioly (Macéio, AL)
O Caminho das Águas, de Antonio Fargoni e Karla Ferreira (Taquaritinga do Norte, PE)
O Repto, de Ana Carolina e Lays Kislley (Santa Luzia do Itanhy, SE)
Pare, Olhe, Escute, de Maria Ferrera, Urbano Leafa e Davi Batista (Caruaru, PE)
Pega-se Facção, de Thais Braga (Caruaru, PE)
Reisado, de Dan Victor e Val Barreto (Araci, BA)
Remoinho, de Tiago A. Neves (Ingá, PB)
Rocha, de Bianca Rocha (Campina Grande, PB)
Sebá – Faces das Artes, de Robson Santos (Caruaru, PE)
Zanata, Fotógrafo do Campo, de Filipe Gama e Rogério Luiz Oliveira (Vitória da Conquista, BA)

MOSTRA NORDESTE

A Escolha, de Petryk Lucas (Caruaru, PE)
Doce Veneno (Sweet Poison), de Waleska Santiago (Fortaleza, CE)
Hoje Sou Felicidade, de João Luís e Tiago Aguiar (Recife, PE)
Marco, de Sara Benvenuto (Iguatu, CE)
Marie, de Leo Tabosa (Recife, PE)
Natureza do Homem, de André Santos (Natal, RN)
O Quarto Negro, de Carlos Kamara (Orobó, PE)
Pelano!, de Calebe Lopes e Chris Mariani (Salvador, BA)
Sem Nome Nem Endereço, de Amaral Mateus (Vitória da Conquista, BA)
Somente Após o Descanso, de Sihan Felix (Natal, RN)
(Sub)Imersa, de Maria Dias e Lucas Rocha (Recife, PE)

MOSTRA INFANTIL

A Cidade Imortal, de Marco Rodrigues (GO)
A Galinha Ruiva, de Irson Jr (ES)
Acalanto, de Evandro Lunardo (PE)
Antes que Vire Pó, de Danilo Custódio (PR)
Cadê o Amor Que Estava Aqui?, de Adriano Gomez (SP)
Deodema, de Glaucio Viana e Pablo Siviero (RJ)
Onde Fica a Casa do Meu Pai?, de Pedro Furquim (SP)
Sapo Xulé, de Paulo José (SP)

MOSTRA ADOLESCINE

Minha Querida Ansiedade, de Paulo Ernesto (SP)
Pequenos Pedaços, de Luan Monteiro de Lima (RJ)
Pinguinics – O Ataque Vem do Pólo, de Sergio Martinelli (SP)
Quero Ser Helena, de Sunslly Marques (CE)
Quinze, de Caroline (SP)

MOSTRA LATINO

Conventillo, de Lucia Horvath (Argentina)
Da Janela de Jorge, de Bernardo Silvino (Panamá)
Dulce Espera, de Paula Llerena (Equador)
El Futuro Es Lo Incierto, de Miguel Solano J (Colômbia)
Hasta El Fin de Mis Días, de Guillermo Fernandez (Peru)
Isla, de Saeed Pezeshki (Cuba)
Noz, de Aldo. N Carrizalez Palomo (México)
O Que Você Vê?, de Tania Cattebeke (Paraguai)
Ramón, de Natalia Bernal (Colômbia)
Revés, de Teresa Martino (Argentina)
Sin Título, de José Luis Silva Andrade (México)
Trópico, de Pedro Herrera Murcia (Guatemala)
Última Duna, de Juan Pablo Zurita Godoy (Chile)

Foto: Lílis Soares.

10º CINEFANTASY anuncia seleção e edição on-line; atriz Gilda Nomacce será homenageada

por: Cinevitor

seuamordevoltacinefantasyO Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira), de Bertrand Lira: selecionado.

O CINEFANTASY – Festival Internacional de Cinema Fantástico foi criado com o objetivo de incentivar, debater e divulgar o cinema fantástico e seu universo. Mas também, fomentar a reflexão e fortalecer os laços entre realizadores, produtores e distribuidores. Neste ano, o evento promete uma edição histórica, mesmo com os problemas causados pela pandemia de Covid-19.

Com uma seleção de 140 filmes, entre longas e curtas de 30 países, o CINEFANTASY acontecerá entre os dias 6 e 20 de setembro. Pela primeira vez no Brasil, um festival de cinema terá sua abertura em um cine drive-in, no caso, a pré-estreia mundial do filme O Cemitério das Almas Perdidas, do cineasta capixaba Rodrigo Aragão, que acontecerá no Belas Artes Drive-in, no dia 6 de setembro. Logo, a partir do dia 7, o festival continua em uma versão on-line que será exibida no Belas Artes À La Carte. Além do inédito filme de Aragão na noite de abertura, o festival exibirá ainda outros cinco longas-metragens do diretor.

Neste ano, o CINEFANTASY recebeu 780 títulos inscritos, de 58 países e dos cinco continentes. A programação conta com première brasileira de 12 longas-metragens e de vários curtas, muitos inéditos no continente americano. A edição deste ano tem uma marca muito especial de acordo com a diretora do festival, Monica Trigo: “Em meio à pandemia que mudou o comportamento e a economia do planeta, conseguimos construir um festival colaborativo no sentido de grandes parcerias, sem um único centavo de recursos públicos, mas tecido com muitas mãos generosas e qualificadas. Parceiros brasileiros e internacionais, uma plataforma consolidada e eficiente, o apoio da FANTLATAM – Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantastico. Teremos 140 obras e 14 dias de festival”.

O curador geral Eduardo Santana convidou 12 profissionais do audiovisual para compor a equipe da curadoria: Alfredo Suppia, Ana Paula Nogueira, Camila Borca, Carlos Nazareno, Celso Duvecchi, Eduardo Santana, Filippo Pitanga, Francisco Gaspar, Kátia Nascimento, Marcelo Carrard, Marciel Consani e Monica Trigo.

O Brasil está presente em todas as mostras com um total de três longas e 32 curtas-metragens. A Espanha é mais uma vez o segundo país com mais filmes em competição, com um total de 26 filmes; a França aparece com 11 filmes. No terceiro ano consecutivo da Mostra Mulheres Fantásticas, a presença feminina se amplia: em 2018 foram exibidas 10 produções, em 2019 foram 27 e nesta edição são 36 obras com mulheres na direção entre longas e curtas.

Neste momento de pandemia, o CINEFANTASY pensou em um novo público e promoverá duas mostras competitivas inéditas: Pequenos Fantásticos, uma sessão para crianças composta por nove curtas-metragens com filmes falados em português ou sem diálogos; e a mostra FantasTeen, voltada para o público adolescente e composta por dez filmes.

O CINEFANTASY contempla os melhores longas e curtas-metragens de fantasia, horror e ficção científica com o Troféu José Mojica Marins. Há categorias exclusivas de estimulo à cineastas brasileiros como a Mostra Brasil Fantástico para curtas nacionais. O título vencedor recebe como premiação da Mistika o serviço de encode DCP de até 15 minutos e do CTAv o empréstimo de uma câmera blackmagic e acessórios por duas semanas ou até 20 horas de mixagem. Este ano, a AIC, Academia Internacional de Cinema, premia o melhor curta-metragem estudante com uma bolsa integral para o curso de Trilha Sonora e o melhor curta-metragem amador com uma bolsa integral para o curso de Assistente de Direção. Além disso, todos os filmes de curta-metragem brasileiros serão analisados pelo júri da Elo Company e o vencedor receberá como premiação a representação comercial no território nacional pelo período de 12 meses em diversas plataformas.

Pela primeira vez no Brasil será realizada uma mostra de curtas-metragens da FANTLATAM – Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantástico com filmes indicados por nove festivais membros. Uma oportunidade de conhecer os melhores filmes do universo fantástico da América Latina em uma única sessão. Os filmes selecionados representam a produção argentina, brasileira, chilena, mexicana, panamenha e uruguaia.

Nesta 10ª edição, o CINEFANTASY homenageia a atriz Gilda Nomacce, que tem mais de cem filmes na carreira, entre curtas e longas, como: Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra; Ausência, de Chico Teixeira; Trabalhar Cansa e As Boas Maneiras, da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra; Minha Única Terra é na Lua, de Sergio Silva; os recentes Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra; Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza; e os esperados Casa das Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, Adeus ao Comandante, de Sérgio Machado e Obsolência, de João Marcos de Almeida. A atriz também estará presente na programação com o curta-metragem 5 Estrelas, de Fernando Sanches.

Conheça os filmes selecionados para a 10ª edição do CINEFANTASY:

LONGAS-METRAGENS

Adverso (Adverse), de Brian A. Metcalf (EUA)
Animais Anônimos (Les Animaux Anonymes), de Baptiste Rouveure (França)
Antro – O Filme Mais Mortal Já Feito (Antrum – The Deadliest Film Ever Made), de Michael Laicini e David Amito (Canadá)
Cabrito, de Luciano de Azevedo (Brasil)
Chamadas para os Sonhos (Call for Dreams), de Ran Slavin (Israel/França)
O Patalarga (El Patalarga), de Mercedes Moreira (Argentina)
Na Pedreira (En el Pozo), de Bernardo e Rafael Antonaccio (Uruguai)
Exílio (Exile), de Vassilis Mazomenos (Grécia)
George Hilton – O Mundo é dos Audazes (George Hilton – Il Mondo é Degli Audaci), de Daniel Camargo (Brasil/Itália)
A Voz do Pai (Az Úr Hangja), de György Pálfi (Hungria/Canadá)
Jim Botão e Lucas, o Maquinista (Jim Knopf Und Lukas Der Lokomotivführer), de Dennis Gansel (Alemanha)
A Festa Silenciosa (La Fiesta Silenciosa), de Diego Fried (Argentina/Brasil)
Nightshooters, de Marc Price (Reino Unido)
Nogochi, de Toumani Sangaré (Mali)
O Seu Amor de Volta (Mesmo que Ele Não Queira), de Bertrand Lira (Brasil, PB)
Tubarões Voadores (Sky Sharks), de Marc Fehse (Alemanha)
Terminal Praia Grande, de Mavi Simão (Brasil, MA)
A Mulher da Foto (Woman of the Photographs), de Takeshi Kushida (Japão)
Diabo Vermelho (Diablo Rojo Pty), de Sol Charlotte e J. Oskura Nájera (Panamá)
Mareld, de Ove Valeskog (Suécia)

CURTAS-METRAGENS | AMADOR

A Balada dos Anjos e Demônios, de Marcelo Domingues (Brasil, SP)
Boar’s Road, de Jorge F. S. Neto (Brasil, SP)
Eco, de Lucas Carvalho (Brasil, ES)
Náusea, de Thomas Webber (Brasil, PR)
Um Pesadelo Sedoso, de Bia Palmer (Brasil, MG)
O Covarde, de Fillipe Ramos (Brasil, PE)
Astro, de Flora Serra (Brasil, SP)
Olhos de Carvão, de Raquel Alvarez (Brasil, MG)

CURTAS-METRAGENS | ANIMAÇÃO

Sobre o Amor (Armastusest), de Girlin Bassovskaja (Estônia)
Aceitar (Accept), de Chen, Yan-Ting (Taiwan)
Comendo Cérebros, de Almir Correia (Brasil, PR)
O Mergulho de Marianna (Il Tuffo Di Marianna), de Gianfrancesco Iacono (Itália)
Grafite (Mine De Plomb), de Arthur Valter, Robin Delmond, Fanny Lambert, Lino Talfer, Noémie Six e Théo Emsellem (França)
Nimbus, de Marcos Buccini (Brasil, PE)
O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto, de Bruno Caetano (França/Portugal)
Obsolescência, de Jesús Martínez Tormo (Espanha)
Enquanto Nossos Corações Baterem (Tant Que Nos Coeurs Battent), de Jason Mégrelis, Sylvan Charmasson, Charlotte Dudzicki, Kévin Lagrue, Marion Légier, Hradini Parikh e Léa Zafrilla (França)
As Mãos (The Hands), de Shayan Naghibi (Irã)
As Asas (Tiivad), de Riho Unt (Estônia)
De Onde Vem a Chuva (Whence Comes the Rain), de Elio Quiroga (Espanha)

CURTAS-METRAGENS | BRASIL FANTÁSTICO

5 Estrelas, de Fernando Sanches (SP)
O Homem das Gavetas, de Duda Rodrigues (PE)
A Volta, de Flavio Langoni (RJ)
Sussurros, de Fabio Knoll (SP)
O Pequeno Chupa-Dedo, de Emanuel Lavor e Pedro Buson (DF)
Mais Uma Madrugada Fria, de Eduardo Basile (SP)

CURTAS-METRAGENS | ESPANHA FANTÁSTICA

Um Gostinho (A Little Taste), de Victor Català
O Último Pensionista (El Último Pensionista), de David Doménech
Assédio (Grooming), de Francisco Yélamos Martín
O Sinal (La Señal), de Santi Gatto
Maré (Mare), de Guiller Vázquez
Meu Nome é Koji (Mi Nombre Es Koji), de David Muñoz
Não Apropriado para Menores (No Apto Para Menores), de Daniel Noblom
Norman, de Gigi Romero
Quero Te Contar Algo (Quiero Contarte Algo), de J. K. Alvarez
Rotina: a Proibição (Routine: the Proibición), de Sam Orti
Eu, Monstro (Yo, Monstruo), de Paco Ruiz

CURTAS-METRAGENS | ESTUDANTE

Grief, de Pedro Brasil (AIC, Rio de Janeiro/RJ)
A Porta, de Orlando Merola Junior (Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro/RJ)
Limbo, de Anna Gabriela Alves (AIC, Rio de Janeiro/RJ)
O Repto, de Ana Carolina e Lays Kislley (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – Projeto LuCa, Santa Luzia do Itanhy/SE)
Nada Acontece em Curitiba, de Vitor Sawaf (FAP/UNESPAR, Curitiba/PR)
O Filho do Homem, de Fillipe Rodrigues (FAV/UFPA, Belém/PA)
Pequena Jornada até a Praia, de Gabriel de Souza Vieira (UFF, Niterói/RJ)
Sempre que Chove, de Pierre Rodrigues (AIC, São Paulo/SP)

CURTAS-METRAGENS | FANTASIA

Teoria Sobre um Planeta Estranho, de Marco Antonio Pereira (MG)
O Bazar (El Bazar), de Luis Fernández Jardón (Espanha)
Reflexo (Reflet), de Paul Guerin e François Guerin (França)
Rio de Caracóis (Río de Caracoles), de Ángela Tobón Ospina (Colômbia)
Babá de Monstro (Monster Sitter), de Elena Beatrice e Daniele Lince (Itália)
Sob a Espuma (Sous La Mousse), de Ollivier Briand (França)
O Faroleiro (Fyrvaktaren), de Ole-André Rønneberg (Noruega)

CURTAS-METRAGENS | FANTASTEEN

Pólvora (Gunpowder), de Romane Faure, Nathanael Perron, Léa Detrain, Benoît de Geyer D’Orth, Pei-Hsuan e Anne-Lise Kubiak (França)
Querido Sr. Burton (Dear Mr. Burton), de Maj Jukic (Reino Unido)
O Poço (The Well), de Neal Dhand (República Tcheca)
Tumbili, de Brando Benetton (EUA)
Desconfinamento (Deconfinement), de Sebastien Liebus (França)
Pipo e o Amor é Cego (Pipo Et L’amour Aveugle), de Hugo Le Gourrierec (França)
Um Grande Salto para Neil (One Giant Leap for Neil), de Silvester Zwaneveld, Raven Baars e David Mohrmann (EUA)
Star Rock, de Raul Colomer e Aitor Herrero (Espanha)
Você é o que Você Come (You Are What You Eat), de Sheng-Young Ye (Taiwan)
Claudia e o Crocodilo, de Raquel Piantino (Brasil)

CURTAS-METRAGENS | FANTÁSTICA DIVERSIDADE

Amor Sangue Dor, de Magnum Borini (Brasil, SP/RS)
Pilulas Pretas (Black Pill), de Jessi Gaston (EUA)
Meu Querido Perfeito (Mon Cheri Parfait), de Wei-Cheng Chen (Taiwan)
Meu Namorado, o Bicho-Papão (My Boyfriend the Boogeyman), de Nikhail Asnani (EUA)
O Toque dos Meus Lábios te Visita na Penumbra da Noite, de Caio de Santis (Brasil, SP)
Polter, de Álvaro Vicario (Espanha)
Purpleboy, de Alexandre Siqueira (Portugal/França/Bélgica)
Como se Fosse (Things That Might Have Been), de Farhad Pakdel (Canadá)
Seu Dia de Sorte (Tu Dia de Suerte), de Fele Martínez (Espanha)

CURTAS-METRAGENS | FANTLATAM

De Volta à Montanha (Camino al Monte), de Santiago Fabrizio (Argentina)
Who’s That Man Inside My House?, de Lucas Reis (Brasil)
Pinball, de Nicanor Loreti (Argentina)
Pelos Velhos Tempos, de Ulisses da Motta (Uruguai/Brasil, RS)
Sombras de Alicia, de Giordano Wood e Sergio Beltrán (Chile)
Devora-Me (Devórame), de Helena Aguilera (México)
O Lado Maligno (El Lado Perverso), de Miguel Torena (Uruguai)
Juan Melgar Junín, de Sebastian Touma (Panamá)
Seleção (Seleccion), de Diego G. Medina (Argentina)

CURTAS-METRAGENS | FICÇÃO CIENTÍFICA

Corpo (Experiência Necessária) (Bodyman (Experience Required)), de Ryan R. Browne e Nick Ciffone (EUA)
Consuma (Consume), de Bruno Gradaschi (Argentina)
DAR(K)WIN Project, de Charles Mercier (França)
Eco, de Aitor de Miguel (Espanha)
Elétrico (Électrique), de François Le Guen (França)
Mãe (Mutti), de Xavier Baeyens (Alemanha/Bélgica)
Polvotrón 500, de Silvia Conesa (Espanha)
Sobre Nossas Cabeças, de Susan Kalik e Thiago Gomes (Brasil, BA)
Colher (Spoon), de Victor Velasco (EUA)

CURTAS-METRAGENS | HORROR

Celular, de André Pinto e Henrique Spencer (Brasil, PE)
Cinzas, de Gonzalo Mellid (Argentina)
Feroz (Ferine), de Andrea Corsini (Itália)
Seguidores (Follow), de Felix Charin (Alemanha)
Simetria Perfeita (Lay Them Straight), de Robert DeLeskie (Canadá)
Limbo, de Dani Viqueira (Espanha)
O Barbeiro (The Barber), de Sergiy Pudich (Ucrânia)
Wrightwood, de Skyler Caleb e Daniel Weiss (EUA)

CURTAS-METRAGENS | MULHERES FANTÁSTICAS

Nuvem de Fogo (A Cloud on Fire), de Julie Gaston (Alemanha)
Escombro, de Anne Salles (Brasil, SC)
Fúria (Fury), de Paulette Lecaros (Chile)
Crítica Interior (Inner-Critic), de Tara Tusher (EUA)
Lili, de Yfke Van Berckelaer (Holanda)
Terroir, de Dawn Westlake (EUA)
O Presente (The Gift), de Jacintha Charles (EUA)
Monstros Virão (There Will Be Monsters), de Carlota Pereda (Espanha)
Uma Mulher Feliz (Una Mujer Feliz), de Toñi Martín (Espanha)

CURTAS-METRAGENS | PEQUENOS FANTÁSTICOS

Gato The Cat, de Paula de Abreu (Brasil, MG)
Eu, um Monstro? (Me, a Monster?), de Belinda Bonan (Espanha)
Entre Frestas (Entre Baldosas), de Nicolás Conte (Argentina)
Super-Mamãe (Babymon), de Nicolás Conte (Taiwan)
Robô (Bot), de Jing-Yu Wang (Taiwan)
Paraíso (Eden), de Rodrigo Canet (Espanha)
Herói de Brinquedo (Model Fantasy), de Zi-Jie Shu (Taiwan)
Lembrancinhas (Souvenir), de Cristina Vilches Estella (Espanha/Suíça)
A Pequena Menina (The Encounter Story), de Yu–Jie Ciou (Taiwan)

RETROSPECTIVA RODRIGO ARAGÃO

A Mata Negra (2018)
A Noite do Chupa-Cabras (2011)
As Fábulas Negras (2015)
Mangue Negro (2008)
Mar Negro (2015)

Foto: Divulgação.

Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas

por: Cinevitor

lornawashingtonposterDireção: Rian Córdova, Leonardo Menezes.

Elenco: Celso Paulino (Lorna Washington), Alcione, Almir França, Claudette Colbert, Edy Star, Gazelle Paulo, Gilberto Scofield, Gilles Lascar, Isabelita dos Patins, Jerônimo Neto, Julio Luz, Leonardo Ferreira, Luana Muniz, Luis Lobianco, Luiza Moon, Marcela Do Nascimento, Marcia Rachid, Marcio Villard, Meime Dos Brilhos, Milton Cunha, Monica Mattosinho, Nepopo, Neide, Rogéria, Rosa New York, Rose Bombom, Vick Diamond.

Ano: 2020

Sinopse: Ícone do transformismo na cena gay carioca, Lorna Washington é conhecida por sua versatilidade, elegância e pelas opiniões polêmicas. Ela fez história em boates gays durante as décadas de 1980 e 1990. A militância na luta contra o preconceito e na conscientização sobre o HIV também a levaram à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para receber uma homenagem. Quando os holofotes se apagam, as câmeras revelam uma rotina não menos engraçada. Lorna mora num conjunto habitacional, pega transporte coletivo para trabalhar no circuito de saunas e lida com um problema de saúde que a levou a abandonar os saltos, mas nunca o rebolado.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Conheça os vencedores do 3º Fest Cine Pedra Azul

por: Cinevitor

copa181festcinepedraazulSilvero Pereira no filme Copa 181, de Dannon Lacerda.

Foram anunciados neste sábado, 08/08, os vencedores da terceira edição do Fest Cine Pedra Azul – Festival Internacional de Cinema, que aconteceu de forma on-line por conta da pandemia de Covid-19.

Neste ano, entre os longas-metragens, Copa 181, de Dannon Lacerda, foi o grande vencedor com quatro prêmios, entre eles, o de melhor filme de ficção. Já entre os curtas, Marie, de Leo Tabosa, foi consagrado em cinco categorias.

Com direção de Marcoz Gomez e produção executiva de Lucia Caus, o festival recebeu, nesta edição, 788 títulos inscritos e selecionou 66 obras, que foram divididas em mostras competitivas e disputaram o Troféu Rota do Lagarto. A cerimônia de premiação foi transmitida pelo YouTube com a participação de vários convidados, entre eles, Vitor Búrigo, do CINEVITOR, que anunciou a categoria de melhor fotografia em longa nacional. Clique aqui e assista.

O homenageado desta edição foi o ator Marcos Caruso, que fez seu discurso de agradecimento em vídeo e também recebeu mensagens de diversos colegas de trabalho, como Mateus Solano, Alexandra Richter, Nívea Maria e Irene Ravache.

Conheça os vencedores do 3º Fest Cine Pedra Azul:

LONGA-METRAGEM | NACIONAL
Copa 181, de Dannon Lacerda (RJ)

MELHOR DIREÇÃO | LONGA NACIONAL
Dannon Lacerda, por Copa 181

MELHOR ROTEIRO | LONGA NACIONAL
Copa 181, escrito por Dannon Lacerda

MELHOR ATOR | LONGA NACIONAL
Carlos Takeshi, por Copa 181

MELHOR ATRIZ | LONGA NACIONAL
Fernanda Vasconcellos, por Volume Morto

MELHOR FOTOGRAFIA | LONGA NACIONAL
New Life S.A., por Krishna Schmidt
Volume Morto, por Kauê Zilli

MELHOR CURTA-METRAGEM NACIONAL
Marie, de Leo Tabosa (PE)

MELHOR DIREÇÃO | CURTA NACIONAL
Leo Tabosa, por Marie

MELHOR ROTEIRO | CURTA NACIONAL
A Mulher no Fim do Mundo, escrito por Ana do Carmo e Sérgio Loureiro
A Volta para Casa, escrito por Diego Freitas e Diego Olivares

MELHOR ATOR | CURTA NACIONAL
Lima Duarte, por A Volta para Casa
Rômulo Braga, por Marie
Roney Vilella, por Desassossego

MELHOR ATRIZ | CURTA NACIONAL
Wallie Ruy, por Marie

MELHOR FOTOGRAFIA | CURTA NACIONAL
Marie, por Petrus Cariry

MELHOR ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Guilherme Garcia, por Sola
Isadora Leite, por Cuida de Mim

DOCUMENTÁRIO NACIONAL
A Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, de Pablo Lopez Guelli (SP)
Soldados da Borracha, de Wolney Oliveira (CE)

PRÊMIO ESPECIAL | DOCUMENTÁRIO
O Circo Invisível, de Edson Carvalho (BA)

MELHOR ANIMAÇÃO NACIONAL
Hornzz, de Lena Franzz (RJ)

MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
Spiral, de Sofiene Mamdi (França)

MELHOR CURTA-METRAGEM INTERNACIONAL
Planet Earth Calling Ana, de Fernando Bonelli (Espanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL
Cracks in the Patriarchy, de Cagdas Celtikli e Kai Münch (Alemanha)

MELHOR ANIMAÇÃO INTERNACIONAL
Roses in the Night, de Pencho Kunchev (Bulgária)

MELHOR WEBSÉRIE NACIONAL
Nomade 7, de Flavio Langoni
The Stripper, de Nadia Bambirra

MELHOR FILME | PROJETO ESCOLA
Ela, de CIAC Raymundo Andrade

MELHOR DOCUMENTÁRIO | PROJETO ESCOLA
Segunda Guerra Mundial, de EEEMF Fraternidade e Luz

PRÊMIO ESPECIAL ROTA DO BEM
Liga da Mata, de Sergio Kalili

Foto: Divulgação/Cabaré Filmes.

FAM 2020: conheça os filmes selecionados para a Mostra Longas Ficção Mercosul

por: Cinevitor

loopFAM2020Bruno Gagliasso em Loop, de Bruno Bini.

A 24ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul, FAM 2020, que acontecerá entre os dias 24 e 30 de setembro, será on-line por conta da pandemia de Covid-19. Neste ano, 832 produções foram inscritas para seis das oito mostras competitivas do festival.

A lista completa com os selecionados será divulgada nos próximos dias. Porém, aqui no CINEVITOR, anunciamos com exclusividade os filmes que farão parte da Mostra Longas Ficção Mercosul, que recebeu 69 inscrições. Vale lembrar que, ao total, são seis filmes selecionados, porém um deles só poderá ser divulgado após o dia 18 de agosto.

Além disso, pela primeira vez desde a edição inicial, em 1997, o FAM conta com o apoio coletivo para acontecer. Para a realização do FAM 2020 foi criada a campanha #SomosTodosFAMdeCinema no site de crowdfunding (clique aqui). “Nesses 23 anos, duas gerações de catarinenses tiveram acesso ao que se produziu do cinema latino-americano. Esse ano, necessitamos do apoio de todos para que possamos realizar mais a 24ª edição do Florianópolis Audiovisual Mercosul”, disse Celso dos Santos, idealizador e diretor-geral do FAM.

O FAM é um dos quinze festivais mais antigos do Brasil e sempre foi feito com convicção da importância do cinema na vida de todos. Este ano, o festival foi planejado em formato híbrido: on-line e com algumas exibições presenciais, principalmente em tempo real, em plataforma digital, sessão de cinema, debates com realizadores, ações do mercado de coprodução, formação profissional e, caso os protocolos de saúde permitirem, projeções ao ar livre. Cumprindo o papel educador do festival, após a pandemia, estão programadas exibições com palestras em associações de bairro da Grande Florianópolis, Santa Catarina.

“Estamos fazendo essa campanha para manter o nosso propósito de formação de público, conexão com profissionais da área da América Latina, dando suporte a novos projetos e assim gerando nosso futuro, contribuindo com o bem-estar, a saúde mental de todos com cultura e entretenimento”, explica Tiago Santos, produtor executivo do FAM.

O FAM foi contemplado com o Prêmio Catarinense de Cinema de 2019, na linha Arranjos Regionais, fundo de recursos originados pelo próprio setor. Porém, a ANCINE deu início ao processo de contratação há poucos dias e ainda não existe a certeza do recebimento do recurso. O projeto também está apto para captação na Lei Federal de Incentivo à Cultura, já tendo o apoio da Celesc, porém, na situação atual, muitas empresas paralisaram todos os patrocínios via lei de incentivo.

A organização se preocupa com a dificuldades que todos estão passando com a pandemia e quer continuar fortalecendo a cultura, gerando emprego e construindo o futuro. O setor audiovisual também enfrenta grandes dificuldades, por isso os recursos da campanha contemplam a remuneração de todos os colaboradores, selecionadores, palestrantes e todos os filmes selecionados.

“Estes foram os filmes escolhidos pela curadoria do FAM, mas depende de você se eles serão exibidos. Temos poucos dias de campanha para confirmar o festival. Certamente, é importante para o filme ser selecionado, mas será ainda mais importante que ele seja exibido pela força do público, que também irá participar ativamente na premiação com o voto popular”, lembra Marilha Naccari, diretora de programação do FAM.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Longas Ficção Mercosul do FAM 2020:

A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (Brasil, PE/SP) (estreia nacional)
La Pesca Del Atún Blanco, de Maritza Blanco Ruano (Colômbia) (estreia mundial)
Loop, de Bruno Bini (Brasil, MT)
Magalí, de Juan Pablo di Bitonto (Argentina)
Pureza, de Renato Barbieri (Brasil, DF/PA)

Foto: Divulgação.

Morre, aos 88 anos, a atriz Chica Xavier

por: Cinevitor

morrechicaxavierCarreira dedicada ao teatro, TV e cinema.

Morreu na madrugada deste sábado, 08/08, aos 88 anos, a atriz baiana Chica Xavier. Segundo informações divulgadas pelo neto, Ernesto Xavier, ela estava internada em um hospital no Rio de Janeiro e faleceu por consequência de um câncer.

Nascida em Salvador, Francisca Xavier Queiroz de Jesus começou a trabalhar aos 14 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1953 e foi estudar teatro com Pascoal Carlos Magno. Logo depois, ao lado de Haroldo Costa e Léa Garcia, também integrantes do elenco do Teatro Duse, estreou nos palcos na peça Orfeu da Conceição, que marcou o início da parceria de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, com cenários de Oscar Niemeyer.

Seu primeiro papel nas telonas foi no longa O Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Farias, em 1962. Depois disso, atuou em diversos filmes, como: Um Virgem na Praça e Uma Mulata Para Todos, ambos de Roberto Machado; Lerfá Mú, de Carlos Frederico Rodrigues; A Deusa Negra, de Ola Balogun; Inocência, de Walter Lima Jr.; Encontros Imperfeitos, de Jorge Marecos Duarte; A Partilha, de Daniel Filho; Só Deus Sabe, de Carlos Bolado; Nosso Lar, de Wagner de Assis; e Mulheres no Poder, de Gustavo Acioli.

Sua estreia na TV aconteceu em 1968, na novela Legião dos Esquecidos, da TV Excelsior. No ano seguinte, já na Rede Globo, participou de A Cabana do Pai Tomás. Em 1973, interpretou Rosa em Os Ossos do Barão. Ao longo da carreira, acumulou mais de 50 personagens na telinha. Só na emissora carioca foram 26 novelas, além de minisséries e especiais, como: Saramandaia, Dancin’ Days, Coração Alado, Tenda dos Milagres, Sinhá Moça, Fera Radical, As Noivas de Copacabana, Renascer, Memorial de Maria Moura, Pátria Minha, O Rei do Gado, Por Amor, Chiquinha Gonzaga, A Padroeira, Um Só Coração, Cheias de Charme, entre outros.

chicaxaviersoniabragaSonia Braga e Chica Xavier na novela Força de um Desejo, em 1999.

Na TV Bandeirantes trabalhou em Os Imigrantes e Chapadão do Bugre. Na TV Manchete participou de Carmem e Fronteiras do Desconhecido. Além de se dedicar ao teatro, TV e cinema, a atriz também escreveu um livro com cantigas e rezas que compôs ao longo de trinta anos para louvar seus santos de fé. Chica Xavier Canta Sua Prosa apresentava ilustrações de sua filha Izabela, da artista plástica Bela d´Oxóssi e prefácio do amigo Miguel Falabella.

Além disso, também trabalhou no Inep, Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, idealizado pelo seu padrinho, o educador Anísio Teixeira; no CBPE, Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, dirigido por Darcy Ribeiro; e no CLAPCS, Centro Latino Americano de Pesquisas em Ciências Sociais, dirigido por Manuel Diegues Jr.

Em 2011, foi inaugurado o Centro Cultural Atriz Chica Xavier, sede do grupo teatral No Palco da Vida, no Rio de Janeiro, coordenado pelo ator Wal Schneider, onde guarda o acervo contando sua carreira. Em 2013, a biografia Chica Xavier: Mãe do Brasil, escrita por Teresa Montero, foi lançada. Em 2007, foi homenageada no Cine Amazônia – Festival de Cinema Ambiental.

Precursora e símbolo de gerações de atrizes e atores negros, recebeu o Troféu Palmares concedido pelo MINc, em 2010, através da Fundação Cultural Palmares, pelo importante trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira. Era casada, há 64 anos, com o ator Clementino Kelé.

Foto: Marcos Serra Lima/ Divulgação TV Globo.

Projeto Curta em Casa: conheça os dez filmes mais votados pelo público

por: Cinevitor

curtaemcasafinalistasArthur Alfaia no curta Quase me Fizeram Acreditar que Eu Não Existia, de Rachel Daniel.

Depois de alguns dias de votação, o Instituto Criar, Projeto Paradiso e Spcine divulgaram os dez filmes escolhidos por votação popular do Projeto Curta em Casa, iniciativa de fomento ao audiovisual que ofereceu bolsas de 3 mil reais para os realizadores de 200 curtas-metragens e formações profissionais à distância.

Entre as mais de 980 inscrições, vindas de toda a cidade, foram produzidas 200 visões do isolamento social que inspiram e retratam os diferentes aspectos da pandemia de Covid-19 nas periferias de São Paulo. Após quase dois meses de projeto, foram produzidos 71 filmes de ficção, 62 documentários, 51 de gênero híbrido, experimental ou videoarte, nove animações e seis videoclipes.

Os dez mais votados pelo público serão exibidos no Programa Especial do Curta em Casa no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, Curta Kinoforum, além de contarem com uma sessão exclusiva no Drive-In Paradiso, em São Paulo, no dia 22 de agosto, às 18h.

Os curtas-metragens ainda serão legendados em inglês, estarão disponíveis na Spcine Play e concorrem a um prêmio especial do Projeto Paradiso: R$ 10 mil a serem investidos em formação profissional ou desenvolvimento do filme.

Conheça os dez mais votados do Projeto Curta em Casa:

A proCura que vai chegar, de Ícaro Pio
AFLORA, de Joyce Carmo
Aos Olhos de uma Criança, de Thamires Uchôa
Dádiva, de Evelyn Kauane dos Santos
Gatilho, de Glória Maria Brito dos Santos
Hiato, de Gustavo Pera Barroso
O Interior, de Márcio Masselli Dias Filho
Placa-Mãe, de Ignacio Barcelos
Quarentena na Laje, de Bruno Rodrigues dos Santos
Quase me fizeram acreditar que eu não existia, de Rachel Daniel

Foto: Divulgação.

In-Edit Brasil 2020 divulga filmes brasileiros selecionados e edição on-line

por: Cinevitor

quandoelascantamineditCena do curta Quando Elas Cantam, de Maria Fanchin.

A 12ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical anunciou nesta quinta-feira, 06/08, os filmes selecionados para o Panorama Brasileiro, que inclui a Competição Nacional, Mostra Brasil e as seções Brasil.Doc e Curta um Som, além de Sessões Especiais. O evento, que acontecerá entre os dias 9 e 20 de setembro, será on-line por conta da pandemia de Covid-19 e terá acesso em todo território nacional.

Além dos filmes nacionais, o festival apresenta também a Mostra Portugal, em parceria com o Instituto Camões e a Embaixada de Portugal, com uma seleção dos documentários musicais recentes mais destacados do país: “Com o forte crescimento da economia portuguesa, a oferta de documentários musicais no país tem crescido como nunca. Para a ocasião, foram selecionados cinco documentários”, conta Marcelo Aliche, diretor artístico da Mostra.

A programação conta com mais de 50 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial, que serão exibidos na plataforma do festival e também através de plataformas parceiras. O In-Edit Brasil oferecerá documentários a R$ 3,00 e gratuitamente. Os interessados poderão comprar pacotes de tíquetes com desconto. Todo dinheiro arrecado será doado, em solidariedade, aos trabalhadores do setor audiovisual que ficaram sem recursos financeiros nesta época de pandemia.

Para complementar a programação, o 12º In-Edit Brasil ainda traz master class, lives com os diretores e shows exclusivos com Pitty, Autoramas, Flicts e muitos outros. O júri deste ano será formado por Deborah Osborn, Emílio Domingos, Jorge du Peixe e Patrícia Rabello.

Conheça os filmes selecionados para o In-Edit Brasil 2020:

PANORAMA BRASILEIRO | COMPETIÇÃO

Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã, de Tenille Bezerra
Dom Salvador, de Artur Ratton e Lilka Hara (EUA/Brasil)
Dorivando Saravá, de Henrique Dantas
Garoto – Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo
Porfírio do Amaral: A Verdade Sobre o Samba, de Caio Rubens
Orquestra Neojibá – Música que Transforma, de Sérgio Machado e George Walker Torres

MOSTRA BRASIL

Afro-Sampas, de Jasper Chalcraft e Rose Satiko Hijiki
Arto Lindsay 4D, de André Lavaquial
Elton Medeiros, de Pedro Murad
Liberta, de Ivan 13P
Mangueira em 2 Tempos, de Ana Maria Magalhães
MATRIZ.doc, de Otávio Sousa
Memórias Afro-Atlânticas, de Gabriela Barreto
Sambalanço – A Bossa que Dança, de Fabiano Maciel
Tempo Zawose, de Lwiza Gannibal (Brasil/Tanzânia)
Ventos que Sopram – Pará, de Renato Barbieri

BRASIL.DOC

Bernardo na Vida, BMO na Batalha, de Danilo Belchior
Encantadeiras – O Canto e o Encanto das Quebradeiras de Coco Babaçu, de Betse de Paula
Faça Você Mesma, de Letícia Marques
Hip Hop e Mercado: o Rap, de Leo Pappel e Rodrigo Furlani
Mestre Cupijó e seu Ritmo, de Jorane Castro
Na Dança, de Roberto Gervitz

CURTAS UM SOM

13 Horas, de Marco Chagas
Amaro Freitas – O Piano Como Extensão da Alma, de Suzanna Borba
Cantos de Origem, de Matuta Coletivo
Cidade São Mateus, de Gabriel César
Dub Magnificente, de Mario Cezar Rabello
Eu Vejo Névoas Coloridas, de Pedro Jorge
Free Seat, de Ardalan Aram
Jazsmetak, de Bruno Rico e Diego Arvate
Nada Pode Parar os Autoramas, de Bruno Vouzella e Manoel Magalhães
Nas Quebradas do Boi, de Igor Machado
Naticorda, de Taciano Valério
Quando Elas Cantam, de Maria Fanchin
UN, de Sergio Mekler
Viva Alfredinho!, de Roberto Berliner
A Guerra de Michael, de Gregório Gananian e Daniel Tagliari

MOSTRA PORTUGAL

Vadio, de Stefan Lechner
Batida de Lisboa, de Rita Maia e Vasco Viana
Zé Pedro Rock’n’Roll, de Diogo Varela Silva
Variações, de João Maria
Silêncio – Vozes de Lisboa, de Judit Kamár e Céline Coste Carlisle (Portugal/Hungria)

ESPECIAL

Amor Sertanejo, de Fabrício Bittar e Raphael Erichsen

[ATUALIZADO: 01/09 – 17H]

PANORAMA MUNDIAL

Aznavour by Charles, de Marc di Domenico e Charles Aznavour (França)
Gay Chorus Deep South, de David Charles Rodrigues (EUA)
Ibiza – The Silent Movie, de Julien Temple (Reino Unido)
Inner Landscape, de Frank Scheffer (China/Holanda)
Kate Nash: Underestimate the Girl, de Amy Goldstein (EUA)
Keyboard Fantasies: The Beverly Glenn-Copeland Story, de Posy Dixon (Reino Unido/Canadá/Bélgica/EUA)
My Darling Vivian, de Matt Riddlehoover (EUA)
Punk The Capital: Building A Sound Movement, de James Schneider e Paul Bishow (EUA)
Rebel Dread, de William E. Badgley (Reino Unido)
Sarajevo: State In Time (A Story Of Laibach & NSK), de Benjamin Jung e Théo Meurisse (França)
Stiv – No Compromise, No Regrets, de Danny García (Espanha)
Sufi, Saint And Swinger, de Andrés Borda e Camila French (Colômbia/Reino Unido/EUA)
Swans: Where Does A Body End?, de Marco Porsia (Canadá)
The Changin’ Times Of Ike White, de Daniel Vernon (Reino Unido)
The Chills: The Triumph & Tragedy Of Martin Phillipps, de Julia Parnell e Rob Curry (Nova Zelândia)
The El Duce Tapes, de Rodney Ascher e David Lawrence (EUA)
The Men’s Room, de Petter Sommer e Jo Vemund Svendsen (Noruega)
The Quiet One, de Oliver Murray (Reino Unido)
Un Sonido Original De América, de Antony Nicolle e Ariel Broitman (Argentina)
Welcome To The Dark, de Paul Duane (Irlanda)
White Riot, de Rubika Shah (Reino Unido)
Who Let The Dogs Out?, de Brent Hodge (Canadá)

Foto: Divulgação.

Conheça os filmes selecionados para a Mostra Gaúcha de Curtas do 48º Festival de Gramado

por: Cinevitor

desertoestrangeirogramadoMauro Soares e Isabél Zuaa no curta Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto.

O cinema produzido no Rio Grande do Sul tem espaço garantido no Festival de Cinema de Gramado. Nesta edição, 19 títulos de oito cidades concorrem ao Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas.

Este ano, foram 113 inscrições de 17 municípios. Porto Alegre teve o maior número de inscritos, com 60 títulos, seguida por Pelotas, com 12.  A Comissão de Seleção foi composta pelo diretor, roteirista e produtor Lucas Cassales; pela produtora Tatiana Behar; pelo publicitário Rafael Bertoja; pelo crítico Yuri Correa; e pela produtora Gisele Hiltl.

Já adequado ao formato híbrido adotado para a 48ª edição, os curtas gaúchos serão exibidos entre os dias 19 e 22 de setembro pelo serviço de streaming do Canal Brasil Play que pode ser acessado pelos usuários de TV por assinatura pelo site (clique aqui). As produções serão agrupadas em quatro programas, de acordo com a classificação indicativa.

A avaliação e as premiações seguem o formato já conhecido. Os participantes concorrem ao troféu em onze categorias e os vencedores também recebem prêmios em dinheiro no valor de R$ 8 mil para o melhor filme, e R$ 4 mil para as demais categorias.

Vale lembrar que o 48º Festival de Cinema de Gramado, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, não será presencial por conta da pandemia de Covid-19. A programação será transmitida pela grade linear do Canal Brasil e, também, pelo serviço de streaming.

O Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas é fruto de parceria entre o Festival de Cinema de Gramado e Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, e conta com o apoio da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), Instituto Estadual de Cinema (Iecine), Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos (APTC-RS), Fundação de Cinema RS (Fundacine) e Sindicato da Indústria Audiovisual RS (Siav).

Conheça os selecionados para a Mostra Gaúcha de Curtas do Festival de Gramado 2020:

Bochincho, O Filme, de Guilherme Suman (Porto Alegre)
Construção, de Leonardo da Rosa (Pelotas)
Corpo Mudo, de Marcela Schild (Santa Cruz do Sul)
Desencanto, de Richard Tavares (Porto Alegre)
Deserto Estrangeiro, de Davi Pretto (Porto Alegre)
Dois Homens ao Mar, de Gabriel Motta (Porto Alegre)
Fragmentos ao Vento 1945, de Ulisses Da Motta (Porto Alegre)
Lacrimosa, de Matheus Heinz (Porto Alegre)
Letícia Monte Bonito, de Julia Regis (Pelotas)
Magnética, de Marco Arruda (Porto Alegre)
O Céu da Pandemia, de Marina Kerber (Porto Alegre)
O Luto Impossível, de Bruno Carboni (Porto Alegre)
O que Pode um Corpo?, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (Bagé)
Pra ficar perto, de Lucas dos Reis (Sapucaia do Sul)
Quando te Avisto, de Denise Copetti e Neli Mombelli (Santa Maria)
Sopa Noir, de Beatrice Petry Fontana (São Leopoldo)
Teste de Elenco, de Marcos Kligman e Mariany Espíndola (Porto Alegre)
Um Pedal, de Alexandre Derlam (Canoas)
Ver a Vista, de Daniel de Bem (Porto Alegre)

Foto: Divulgação.

Morre, aos 73 anos, o ator Gésio Amadeu

por: Cinevitor

gesioamadeumorreO ator no papel de Olivério, da série ainda inédita Sala dos Professores.

Morreu nesta quarta-feira, 05/08, aos 73 anos, o ator Gésio Amadeu. Ele estava internado desde meados de junho em um hospital em São Paulo depois de ter contraído Covid-19. A confirmação foi divulgada por um dos filhos do ator, Mario Amadeu, nas redes sociais: “Meu pai acabou de falecer. Falência múltipla de órgãos. Por ora, somente essa informação”.

Nascido em Santos Dumont, município de Minas Gerais, Gésio, na infância, cantava em um coral de igreja. Depois de cumprir o serviço militar, conheceu o autor de novelas Bráulio Pedroso, em São Paulo, que acabou lhe dando sua primeira oportunidade na TV: um papel na novela Beto Rockfeller, em 1968, exibida na Rede Tupi. Depois disso, atuou em diversas atrações da emissora, como Éramos Seis, O Direito de Nascer e Gaivotas.

Passou pela TV Bandeirantes, TV Cultura e também se dedicou ao teatro, onde participou de diversas peças como A Moreninha, Macbeth, Jesus Cristo Super Star, Eles não usam Black Tie, A Mosca Azul, A Falecida, Boca de Ouro, entre outras.

Sua estreia nas telonas aconteceu em 1970 no romance A Moreninha, de Glauco Mirko Laurelli. Depois, atuou em: Longo Caminho da Morte, de Júlio Calasso; Eles Não Usam Black-Tie, de Leon Hirszman; O Médium, de Paulo Figueiredo; As Vidas de Maria, de Renato Barbieri; Pé de Pato, de Alain Fresnot; entre outros. Participou dos documentários Porto das Monções, de Vicentini Gomez e Pitanga, de Beto Brant e Camila Pitanga; do curta PR Kadeia, de Eduardo Caron; e do inédito Doutor Hipóteses – uma alma perdida na Pandemia, de Vicentini Gomez, uma comédia sobre a loucura do isolamento no meio da pandemia, no qual Gésio dubla um dos personagens.

Na TV, ganhou grande destaque, em 1997, ao interpretar o cozinheiro Chico na primeira versão brasileira da novela Chiquititas, exibida no SBT. Na mesma emissora, atuou também em Sangue do Meu Sangue e Os Ossos do Barão. Na TV Manchete fez A História de Ana Raio e Zé Trovão, Floradas na Serra e O Fantasma da Ópera.

Na Rede Globo, Gésio Amadeu atuou em diversas novelas, como: Sinhá Moça (nas duas versões), O Cafona, Sol de Verão, Renascer, A Viagem, Terra Nostra, O Beijo do Vampiro, Cabocla, Paraíso, Araguaia, Flor do Caribe, Velho Chico, entre outras. Em 2007, interpretou o personagem Tio Barnabé no Sítio do Picapau Amarelo. Seu último trabalho na TV foi a série inédita Sala dos Professores, do canal CINeBRASiL TV e produzida pela Realejo Filmes.

Foto: Divulgação/Realejo Filmes.

Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, é selecionado para o 68º Festival de San Sebastián

por: Cinevitor

casaantiguidadessansebastianCena do filme brasileiro Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria.

Considerado o mais importante festival de cinema da Espanha e um dos mais antigos da Europa, o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián é também um dos mais prestigiados do mundo. Seu principal prêmio, a Concha de Ouro, é concedido ao melhor filme em competição da Seleção Oficial.

Os selecionados da 68ª edição, que acontecerá entre os dias 18 e 26 de setembro, foram anunciados nesta semana. O cinema brasileiro está na disputa com Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria, na seção New Directors. No longa, também selecionado para Cannes e Toronto, Antonio Pitanga dá vida a Cristovam, um homem simples do interior que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. Porém, ele precisa se adaptar a uma realidade diferente daquela que estava acostumado, sofrendo com a solidão e o preconceito dos moradores locais.

A sinopse diz: Cristovam é um caipira do interior do Brasil que busca em outras terras melhores condições de trabalho. Mas, o contraste cultural e étnico da nova morada em relação à sua terra natal provoca no vaqueiro um processo de solidão e perda de identidade. Boatos e maldades dos habitantes locais o levam ao desespero e a decisões equivocadas, fazendo-o perder a razão e a lucidez. Sem saída, ele passa a reviver o passado para suportar o presente. O elenco conta também com Ana Flavia Cavalcanti, Aline Marta Maia, Gilda Nomacce e Sam Louwyck. A direção de fotografia é de Benjamín Echazarreta, de Uma Mulher Fantástica; a montagem é de Benjamin Mirguet, de Batalla En El Cielo; e a composição sonora musical é de Nicolas Becker, de Gravidade.

Por conta da pandemia de Covid-19, a organização do festival anunciou que a edição deste ano apresentará algumas mudanças necessárias de acordo com os protocolos de segurança. Depois do fim do estado de alerta e na esperança de que os casos do novo coronavírus continuem a diminuir no país, o festival adotou algumas decisões: redução no número de exibições (30% a menos), formato on-line de algumas de suas atividades (fórum de coprodução, mesa redonda, entre outros) e formato presencial e virtual para a WIP Latam, Europa e Ikusmira Berriak. O evento também dispensará alguns de seus locais habituais e exibição de estreias de filmes populares para o público em geral. A retrospectiva sobre cinema coreano das décadas de 1950 e 1960 foi adiada para 2021 e este ano não haverá a seção Klasikoak.

Ainda assim, o festival manterá o restante de sua programação de forma presencial com exibições da Seleção Oficial, New Directors, Horizontes Latinos, Zabaltegi-Tabakalera, Perlak e Nest. O filme de abertura desta edição será a comédia Rifkin’s Festival, de Woody Allen, que traz Gina Gershon, Christoph Waltz, Wallace Shawn, Steve Guttenberg, Louis Garrel e Elena Anaya  no elenco.

Além dos filmes, o festival também presta homenagens a grandes nomes da sétima arte com o Prêmio Donostia, que este ano será entregue para o ator americano Viggo Mortensen, que também exibirá seu primeiro filme como diretor, o drama Falling.

Conheça os filmes selecionados para o Festival de San Sebastián 2020:

SELEÇÃO OFICIAL

Rifkin’s Festival, de Woody Allen (Espanha/EUA/Itália) (filme de abertura)
Akelarre, de Pablo Agüero (Espanha/França/Argentina)
Asa Ga Kuru (True Mothers), de Naomi Kawase (Japão)
Courtroom 3H, de Antonio Méndez Esparza (Espanha/EUA)
Dasatskisi (Beginning), de Dea Kulumbegashvili (França/Geórgia)
Druk (Another Round), de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
Eté 85 (Summer of 85), de François Ozon (França)
In the Dusk, de Sharunas Bartas (Lituânia/França/República Tcheca/Sérvia/Portugal/Letônia)
Nakuko wa ineega (Any Crybabies Around?), de Takuma Sato (Japão)
Antidisturbios (Riot Police), de Rodrigo Sorogoyen (Espanha) (fora de competição)
Patria, de Aitor Gabilondo (Espanha) (fora de competição)

NEW DIRECTORS

16 Printemps (Spring Blossom), de Suzanne Lindon (França)
Ane, de David Pérez Sañudo (Espanha)
Casa de Antiguidades (Memory House), de João Paulo Miranda Maria (Brasil/França)
Chupacabra, de Grigory Kolomytsev (Rússia)
Gal-mae-gi (Gull), de Kim Mi-jo (Coreia do Sul)
Gē shēng yuán hé màn bàn pāi (Slow Singing), de Xingyi Dong (China)
Hil kanpaiak (Death Knell), de Imanol Rayo (Espanha)
Jak Najdalej Stąd (I Never Cry), de Piotr Domalewski (Polônia/Irlanda)
La última primavera (Last Days of Spring), de Isabel Lamberti (Holanda/Espanha)
Limbo, de Ben Sharrock (Reino Unido)
Umibe no Kanojotachi (Along the Sea), de Akio Fujimoto (Japão/Vietnã)

ZABALTEGI TABAKALERA

Autoficción (Autofiction), de Laida Lertxundi (EUA/Espanha/Nova Zelândia)
Correspondencia (Correspondence), de Carla Simón e Dominga Sotomayor (Espanha/Chile)
Un efecto óptico (An optical illusion/Interval), de Juan Cavestany (Espanha)
Ya no duermo, de Marina Palacio Burgueño (Espanha)

PERLAK

El agente topo (The Mole Agent), de Maite Alberdi (Chile/EUA/Alemanha/Holanda/Espanha)

DONOSTIA AWARD SCREENINGS

Falling, de Viggo Mortensen (Canadá/Reino Unido)

*Novos títulos serão anunciados em breve, assim como os selecionados para a mostra Horizontes Latinos.

Foto: Divulgação/Pandora Filmes.

Festival de Veneza 2020: filmes de Pedro Almodóvar e Regina King serão exibidos fora de competição

por: Cinevitor

almodovartildavenezaPedro Almodóvar e Tilda Swinton nos bastidores do curta The Human Voice.

Depois de anunciar a seleção de sua 77ª edição na semana passada, o Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro, acaba de divulgar dois novos títulos em sua programação: The Human Voice, de Pedro Almodóvar e One Night in Miami, de Regina King, que serão exibidos fora de competição.

Em comunicado oficial, Almodóvar disse: “Estou muito empolgado em voltar a Veneza em um ano tão especial, com o Covid-19 como convidado involuntário. Tudo será diferente e estou ansioso para saber como será pessoalmente. É uma honra acompanhar Tilda em um ano em que ela receberá um prêmio muito merecido. De fato, The Human Voice é um festival de Tilda, uma exibição de seus registros infinitos e variados como atriz. Foi um espetáculo dirigi-la”.

O curta-metragem The Human Voice é uma livre adaptação da peça homônima do dramaturgo francês Jean Cocteau, escrita em 1930. Dirigido por Almodóvar, o filme conta a história de uma mulher desesperada, interpretada por Tilda Swinton, que aguarda o telefonema do homem que a abandonou.

Em seu primeiro trabalho filmado em inglês, Almodóvar contou novamente com a companhia de nomes conhecidos em sua trajetória: o fotógrafo José Luis Alcaine e o compositor Alberto Iglesias. O curta foi rodado entre os dias 16 e 27 de julho, seguindo todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19.

“É um prazer extraordinário e uma grande honra dar as boas-vindas a Pedro Almodóvar de volta a Veneza, um ano depois de lhe conceder o Leão de Ouro, com seu novo filme estrelado por Tilda Swinton, a vencedora deste ano do Leão de Ouro. É uma coincidência excepcional em um ano fora do comum: não poderia haver melhor maneira de comemorar, juntos, nosso desejo de voltar ao cinema na companhia de um dos maiores diretores contemporâneos”, disse Alberto Barbera, diretor artístico do festival.

onenightmiamivenezaCena de One Night in Miami, dirigido por Regina King.

Regina King, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Se a Rua Beale Falasse, também se mostrou animada com a presença de seu filme na seleção: “Estamos nos beliscando por fazer parte do Festival de Cinema de Veneza, um evento de muito prestígio. Estou muito animada em anunciar esse novo passo na jornada do filme”.

One Night in Miami, recentemente adquirido pela Amazon, é ambientado na noite de 25 de fevereiro de 1964 e a história acompanha o jovem Cassius Clay, antes de se tornar Muhammad Ali, interpretado por Eli Goree, quando conquistou o título mundial de campeão dos pesos pesados. Contra todas as probabilidades, ele derrotou Sonny Liston e chocou o mundo dos esportes. Enquanto multidões lotavam o Miami Beach Convention Center para comemorar a partida, Clay, incapaz de permanecer na ilha por causa das leis de segregação da era Jim Crow, passa a noite no Hampton House Motel em um dos bairros historicamente negros de Miami, comemorando com três dos seus amigos mais próximos: o ativista Malcolm X, papel de Kingsley Ben-Adir; o cantor Sam Cooke, vivido por Leslie Odom Jr.; e o astro do futebol Jim Brown, interpretado por Aldis Hodge.

Na manhã seguinte, os quatro homens decidem explorar um novo mundo para si e para seu povo. Com roteiro de Kemp Powers, One Night in Miami explora o que aconteceu durante essas horas cruciais através do relacionamento dinâmico entre os quatro homens e a maneira como a amizade, junto com suas lutas compartilhadas, colaborou com o futuro de ícones dos direitos civis, reconhecidos até hoje.

“O filme de Regina King não poderia estar mais de acordo com os eventos dos últimos meses e a importância de lutar contra todas as formas de racismo que continuam a prevalecer em nossa sociedade. Estamos muito satisfeitos que Veneza possa ajudar a trazer à atenção do público um filme que é importante por seu conteúdo e confirma o talento de uma grande atriz como diretora”, disse Alberto Barbera.

Por conta da pandemia de Covid-19, o Festival de Veneza deste ano apresentará algumas mudanças necessárias de acordo com os protocolos de segurança. Para respeitar o distanciamento social, o número total de filmes será menor e as exibições acontecerão nos tradicionais cinemas com todas as medidas estabelecidas pelas autoridades. Neste ano, a atriz australiana Cate Blanchett presidirá o Júri Internacional e, além de Tilda Swinton, a cineasta, produtora, roteirista e atriz Ann Hui também será homenageada com o Leão de Ouro honorário.

Foto: Agustín Almodóvar/Divulgação.