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Os 8 Magníficos

por: Cinevitor

8magnificosposterDireção: Domingos Oliveira

Elenco: Alexandre Nero, Carolina Dieckmann, Eduardo Moscovis, Fernanda Torres, Maria Ribeiro, Mateus Solano, Sophie Charlotte, Wagner Moura, Domingos Oliveira.

Ano: 2017

Sinopse: Em um dia de domingo, os atores Wagner Moura, Maria Ribeiro, Fernanda Torres, Carolina Dieckmann, Sophie Charlotte, Mateus Solano, Alexandre Nero e Du Moscovis almoçam na casa de um deles. O evento dá início a uma discussão sincera, divertida, instigante, descontraída e existencialista sobre a arte de representar, a profissão, a alma do ator e, sobretudo, às dúvidas sobre o amor e a vida.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Nazinha Olhai Por Nós, de Belisario Franca, é exibido no 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

nazinhaceara2Círio de Nazaré em Belém, no Pará: destaque no filme.

Dirigido por Belisario Franca, o documentário Nazinha Olhai Por Nós foi exibido na terça-feira, 08/12, na Mostra Competitiva ibero-americana de longa-metragem da 30ª edição do Cine Ceará.

O cineasta, que não conseguiu participar do evento presencialmente, mandou um vídeo de apresentação, que passou na telona do Cineteatro São Luiz: “É uma alegria estar no Cine Ceará, que marcou minha vida. Foi aqui que eu estreei o filme Menino 23, o primeiro da Trilogia do Silenciamento; a seguir veio o Soldados do Araguaia e agora Nazinha Olhai Por Nós. É sempre um prazer participar do Cine Ceará, um evento extremamente bem organizado e com uma curadoria que sempre nos reserva algumas pérolas”.

O filme se passa às vésperas do Círio de Nazaré, uma das maiores festividades católicas do mundo, e apresenta quatro presidiários que aguardam por um indulto especialmente concedido para aqueles que desejam celebrar Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade de Belém, no Pará.

nazinhaceara1O Brasil é a terceira maior população carcerária no mundo.

No dia seguinte à exibição, Belisario participou de um debate virtual, que foi mediado pela crítica Neusa Barbosa: “Essa última década eu fiquei muito interessado nessas questões ligadas ao silenciamento; a negação que nós, brasileiros, exercemos em muitos aspectos e muitas áreas. Isso sempre me chamou muita atenção. Em 2013, eu viajei para Belém, no Pará, e estive lá durante o Círio. Aquilo me deixou extremamente impactado pela demonstração de fé. Me impactou muito mais e me deixou comovido ver as pessoas muito simples nesses eventos e nos cortejos durante os dias que duram o Círio de Nazaré. Com isso, começamos uma especulação sobre que tipo de olhar poderia nos trazer lá. Chegamos à questão da saída temporária para presos, que possuem um determinado processo de bom comportamento, que permite que eles passem essa data específica com a família. Chegamos nesse caminho e começou o início de uma investigação para saber se tinha um filme ali”, disse o diretor.

Sobre o início e a ideia do projeto, Belisario comentou: “Estávamos interessados na questão de como a fé atravessava a vida dessas pessoas. A autorização para entrar naquele espaço aconteceu e começamos a falar com os presos. Claro que foi uma etapa mais demorada porque passamos antes por uma seleção [de personagens]; quem topava e quais histórias poderiam ser diferentes para que essa diversidade ficasse interessante. E aí chegamos nessas quatro pessoas que seguimos durante três anos e meio. Tudo teve que ser feito com muito cuidado e eles compreenderam que estávamos ali apenas observando essa trajetória”.

nazinhaceara3Manifestação religiosa em Belém, no Pará.

O diretor também comentou a abordagem utilizada no documentário: “O filme permite olhar sem glamourizar a violência dentro da prisão. Não precisa mostrar uma guerra de facção para mostra violência. Nesse filme, olhamos para as pessoas, demos voz a elas, acompanhamos suas histórias e entendemos que são pessoas como nós; com famílias, sonhos, irmãos, filhos, que se arrependem, que querem reconstruir suas vidas, que não conseguem se redimir, que falham de novo. É humano. Vemos quatro histórias com suas dificuldades, sonhos e decepções”.

Sobre a escolha dos personagens, comentou: “Selecionamos alguns personagens e começamos a gravar. Logo no início tínhamos um personagem que cuidava dos porcos, mas ele fugiu, desapareceu. Fizemos alguns outros acompanhamentos, mas, aos poucos, fomos gostando mais dos quatro que ficaram no filme. Um dos critérios de seleção era a diversidade e também a história e abordagem”.

Segundo dados informados no filme, o Brasil é a terceira maior população carcerária no mundo: “A nossa abordagem era deixar as histórias acontecerem na nossa frente e foi o que a gente pretendeu mostrar. Mas o dado, para bom entender, tá claro; qual é a questão de gênero, raça e classista. Claramente, com mínimo de recurso, você já tem outro tratamento diante da justiça, outras possibilidades. Notamos que dentro de um cárcere há pessoas oriundas de camadas menos favorecidas da sociedade brasileira. E isso também forma o quanto a justiça e o sistema penitenciário não estão preparados para lidar de uma maneira eficiente com essas pessoas, em qualquer aspecto. O Brasil tem mais de 800 mil pessoas em suas prisões com histórias muitas vezes parecidas, melhores ou piores que a gente conta”, finalizou.

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Fotos: Divulgação/Giros Filmes.

Era Uma Vez na Venezuela: Anabel Rodríguez Ríos fala sobre o documentário exibido no 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

anabelvenezuela1A cineasta venezuelana durante o debate.

Depois de passar pelos festivais de Sundance, Toronto, Miami, Málaga, Atlanta, Hot Docs e ser premiado no Hot Springs Documentary Film Festival e no Festival de Cine Venezolano, o documentário Era Uma Vez na Venezuela (Érase Una Vez en Venezuela, Congo Mirador), de Anabel Rodríguez Ríos, foi exibido na Mostra Competitiva ibero-americana de longas da 30ª edição do Cine Ceará.

Sob os relâmpagos silenciosos do Catatumbo existe uma cidade aquática chamada Congo Mirador, ao sul do Lago Maracaibo, o maior campo petrolífero da Venezuela. Lá, as pessoas se preparam para as eleições parlamentares. Para a líder chavista do povoado, Tamara, cada voto conta, e faz todo o possível para obtê-los. Para Natalie, timidamente oposta, a política é uma arma para tirá-la do emprego de professora. A pequena Yoaini observa sua comunidade ficar lamacenta com a sedimentação e sua infância sendo dissolvida. Como pode uma vila de pescadores sobreviver à corrupção, poluição e devastação política?

Depois da exibição na segunda-feira, 07/12, no Cineteatro São Luiz, a diretora participou presencialmente de um debate mediado por Neusa Barbosa, que também foi transmitido no canal do YouTube do festival. Entre tantos assuntos, Anabel Rodríguez Ríos comentou sobre o seu primeiro contato com Congo Mirador: “Em 2008, eu estava me preparando para fazer uma série documental sobre os latino-americanos, que era coproduzida pelo Brasil [por Malu Campos]. Para falar da Venezuela, começamos a filmar naquela região para mostrar o fenômeno dos raios [Relâmpago do Catatumbo] que abre o documentário. Logo, as crianças se aproximaram em uma embarcação improvisada e assim tive o primeiro contato”.

Vale destacar que Relâmpago do Catatumbo, segundo a Wikipédia, é um fenômeno atmosférico que ocorre na Venezuela, somente sobre a foz do rio Catatumbo, onde ele deságua no lago Maracaibo. Os poderosos e frequentes relâmpagos sobre esta área relativamente pequena são considerados o maior gerador único do mundo de ozônio troposférico.

eraumavezvenezuela1Premiado: cena do documentário que rodou diversos festivais.

Depois desse primeiro contato, Anabel se aproximou ainda mais daquelas pessoas: “Um pouco depois, voltamos para filmar um curta, também produzido pela Malu, que se chama El Galón (The Barrel). E aí já foi uma aproximação mais direta com a população”. Com isso, ao longo de muitos anos, se tornou íntima daquelas pessoas: “Eu quis começar a contar essa nova história através das crianças. Foi um processo longo e decidimos focar na história da professora Tamara. Durante aqueles anos, aconteceram várias eleições, pois na Venezuela elas acontecem quase que anualmente. Só que nesse momento, em 2015, foi uma eleição muito tensa e aí decidimos focar nessa específica por ser a mais importante para mostrar”.

Recentemente, Era Uma Vez na Venezuela, também conhecido como Once Upon a Time in Venezuela, foi o escolhido do país para disputar uma vaga entre os finalistas na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2021: “É uma honra ter o nosso filme escolhido. Primeiro porque quem seleciona é uma comunidade de cineastas [independente do governo] e ali haviam chavistas e não chavistas. Por isso, chegar nesse acordo foi incrível. Tinham outros filmes muito interessantes, como La Fortaleza [de Jorge Thielen Armand], que passou em Roterdã e Guadalajara”.

E falou mais sobre o prêmio da Academia: “Agora temos essa responsabilidade de empurrar o filme para que ele se torne visível. Temos uma estratégia, uma equipe; há também um apoio econômico de um distribuidor nos Estados Unidos, mas também estamos levantando recursos por crowdfunding. É como se fosse uma campanha eleitoral para conseguir chamar atenção dos membros da Academia. É publicidade pura e muito custoso. Me sinto uma formiga na Amazônia. Parece uma missão impossível… mas, vamos lá! Para Venezuela é uma esperança e funciona como um grito”.

Sobre a atual situação de seu país de origem, Anabel comentou: “A Venezuela vive algo muito complexo. A começar que as pessoas estão passando fome, não só o mais pobres, mas também da classe média como alguns dos meus familiares. As pessoas estão inventando formas de sobrevivência; uma forma de economia de escambo”.

anabelmalucinecearaAnabel e a produtora brasileira Malu antes da exibição do filme no São Luiz.

A cineasta, que hoje mora na Áustria, também revelou dados importantes sobre o cinema feito na Venezuela: “A situação atual é: no momento, não temos fundo para a realização dos filmes. Existe o Instituto de Cinema, que foi formado, há 30 anos, por uma lei através de cineastas. Há um concurso, mas perdeu-se a pluralidade. Quando tem dinheiro, por exemplo, consegue-se pouco, algo como mil dólares para fazer um filme. Não existe um interesse econômico em nossas histórias e por isso temos que procurar coproduções fora. Neste ano, foram produzidos apenas 15 filmes na Venezuela. Sempre dentro desse esquema de coprodução ou com cineastas que moram fora do país. Antes produziam três vezes mais”.

Ao final do debate, Malu Campos, produtora brasileira do filme, falou sobre sua participação no projeto: “Há alguns anos tenho acompanhado o trabalho de Anabel. Neste, queríamos realmente que fosse uma coprodução de fato e não só algo burocrático. Fizemos toda a parte de finalização de som no Brasil, com o Daniel Turini, que Anabel tem muita admiração. Essa foi a nossa grande contribuição para o trabalho”.

Sobre o lançamento do filme, Anabel comentou: “Já apresentamos o filme de forma on-line na Venezuela, mas nisso há um filtro porque nem todos conseguem pagar para assistir. Porém, a recepção tem sido muito boa. Através do IFDA estamos com um projeto de exibição pública para a população”.

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Fotos: Rogerio Resende/Chico Gadelha/Divulgação.

AmarElo – É Tudo Pra Ontem

por: Cinevitor

amareloposteremicidaDireção: Fred Ouro Preto

Elenco: Emicida, Fernanda Montenegro, Wilson das Neves, Majur, Pabllo Vittar, MC Tha, Zeca Pagodinho, Lélia Gonzalez, Ruth de Souza, Carlinhos 7 Cordas, Marissol Mwaba, Indy Naíse, Nina Oliveira, Mateus Aleluia, Fabiana Cozza, Pastor Henrique Vieira, Pixinguinha, Ismael Silva, Clara Nunes, Mestre Marçal, Os Originais do Samba, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Johnny Alf, Marcos Valle, Marcelo D2, Negra Li, Maria Rita, Rappin’ Hood, Angela Davis, Leci Brandão, Wilson Simonal, Abdias do Nascimento, Jé Santiago, Larissa Luz, Nave, Jamah, Toniquinho Batuqueiro, Veronica Valenttino, Evandro Fióti, Marielle Franco.

Ano: 2020

Sinopse: O documentário do rapper, escritor e pensador contemporâneo Emicida joga luz sobre a história da cultura brasileira e evidencia acontecimentos, movimentos e personagens negros que foram responsáveis pela formação histórica e cultural do país, mas foram invisibilizados ao longo dos anos. O artista costura a narrativa com outro marco na linha do tempo: o show que ele fez no Theatro Municipal de São Paulo, em 2019. O filme ainda traz cenas do processo criativo e da gravação do projeto de estúdio AmarElo, além de imagens dos bastidores do show e entrevistas com personalidades brasileiras.

Nota do CINEVITOR:

nota-3,5-estrelas

Era Uma Vez na Venezuela

por: Cinevitor

Érase Una Vez en Venezuela, Congo Mirador

Direção: Anabel Rodriguez Rios

Ano: 2020

Sinopse: Sob os relâmpagos silenciosos do Catatumbo existe uma cidade aquática chamada Congo Mirador, ao sul do Lago Maracaibo, o maior campo petrolífero da Venezuela. Lá, as pessoas se preparam para as eleições parlamentares. Para a líder chavista do povoado, Tamara, cada voto conta, e faz todo o possível para obtê-los. Para Natalie, timidamente oposta, a política é uma arma para tirá-la do emprego de professora. A pequena Yoaini observa sua comunidade ficar lamacenta com a sedimentação, e sua infância sendo dissolvida. Como pode uma vila de pescadores sobreviver à corrupção, poluição e devastação política?

*Clique aqui e leia a matéria especial sobre o filme no Cine Ceará.

*Filme visto no 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

Nota do CINEVITOR:

Filmes de Ana García Blaya e Victor Furtado são exibidos no 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

victorultimacidade1Victor Furtado no debate: primeiro longa como diretor.

A segunda noite da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema exibiu duas produções da Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem: o argentino As Boas Intenções (Las buenas intenciones), de Ana García Blaya; e o brasileiro Última Cidade, de Victor Furtado, em première mundial.

Lembrando que, este ano, o evento conta com exibições presenciais dos longas em competição no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, e também on-line no Canal Brasil pelo serviço de streaming Canais Globo, no YouTube e na TV Ceará.

Com Javier Drolas e Amanda Minujin no elenco, As Boas Intenções levou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Havana do ano passado, Menção Especial no Festival Biarritz Amérique Latine e o Prêmio Jovem no Festival de San Sebastián. Além disso, foi exibido em Toronto, Mar del Plata, Palm Springs, entre outros.

A trama se passa em Buenos Aires, início dos anos noventa. Amanda tem 10 anos, dois irmãos mais novos e pais separados com quem os filhos vivem alternadamente. O pai, Gustavo, ama os filhos um pouco mais do que a si mesmo. Quando com ele, Amanda é obrigada a assumir o lugar de um adulto e a cuidar de todos como pode. Um dia, a mãe propõe a alternativa de levar os filhos morar fora do país, longe da crise econômica e da vida complicada do pai. A proposta coloca Amanda em xeque.

boasintencoescineceara2Amanda Minujin e Javier Drolas em As Boas Intenções.

Responsável pela trilha sonora do longa, Pablo García Blaya, irmão da diretora, marcou presença no Cine Ceará no debate realizado no dia seguinte com mediação de Neusa Barbosa; Ana García Blaya participou virtualmente: “O filme é bastante autobiográfico e poderia ter várias versões; do meu irmão, do meu pai, da minha mãe. Foi escrito há dez anos de forma muito livre e sincera e tem a ver com minha infância e meus pais. Também respeita um ponto de vista e um momento específico da minha vida. Fui muito fiel com minhas lembranças”, disse a diretora.

Sobre o uso de imagens antigas e caseiras no longa, ela revelou: “Eu tinha muitos vídeos que meu pai filmava quando éramos crianças e sempre usei esse material como referência para a direção de arte, figurino e atores. Não pensava em utilizá-lo no filme. Porém, percebi que poderia complementar a história e fui buscar mais arquivos”.

Pablo também falou sobre as influências familiares: “Nós crescemos em um ambiente musical, já que meu pai foi dono de uma loja de discos e também músico. Absorvemos muito isso e diversas situações do filme traduzem o ambiente sonoro que crescemos. Foi uma forma de reconstruir a cena musical da década de 1990”. E completou: “A realização do filme foi uma viagem sonora e uma reconstrução afetiva da nossa infância. Tivemos a colaboração de pessoas que eram clientes da loja de discos, que eram compositores e músicos e que oferecerem suas músicas, já que seria difícil conseguir versões originais de cantores consagrados”, finalizou.

boasintencoescineceara1Debate: Neusa BarbosaPablo García Blaya.

Depois da exibição do argentino, foi a vez do cearense Última Cidade, dirigido por Victor Furtado, tomar conta do Cineteatro São Luiz. O elenco conta com Julio Adrião, Hector Briones, Danilo Pinho, Yasmin Salvador, Cristina Costa, Liduina Costa, Maria do Carmo e José Rufino.

Montado em seu cavalo Cruzeiro, e na companhia de um andarilho chamado Tahiel, João adentra uma grande cidade do nordeste brasileiro para enfrentar àquele que tomou suas terras e acabou com sua família.

O diretor também participou do debate e comentou sobre a ideia do longa: “Foi um processo muito particular e singular. O argumento foi escrito em três noites durante um réveillon que fiquei sozinho; talvez concatenando algumas ideias em cima dessa intenção de despistar nosso imaginário nordestino e brasileiro. De lá pra cá, tive a imensa colaboração do corroteirista Thiago Mendonça. O processo de pré-produção refez esse roteiro e tivemos a participação de vários integrantes da equipe quando percebemos que precisávamos mudar um pouco o rumo da narrativa. Filmamos em 2018, enquanto nosso absurdo presidente estava recebendo uma facada, e isso foi alterando um pouco o estado de espírito do filme”.

ultimacidadecineceara2Julio Adrião em Última Cidade.

E completou sobre o processo de criação: “Os elementos principais do filme já estavam lá. Acredito que mudamos a consistência e o tom de algumas cenas no processo criativo antes de filmá-lo. O tema latino-americano já estava e acredito que essa contribuição que fizemos traz uma tradição do cinema brasileiro de lidar com esse tema da migração. Essa invenção do Nordeste que a gente tem caminhou junto com a abordagem desse tema pelas artes. O filme bebe muito de Glauber Rocha, por exemplo”.

O cineasta também falou sobre os atores: “A presença do elenco foi muito importante para dar corpo ao filme. Eu escrevi pensando nessas pessoas. O Julio Adrião foi um desafio porque ele é um carioca maravilhoso e tem a ver com a construção de um arquétipo; é um personagem difícil de ser interpretado porque é um personagem superficial que absorve uma complexidade que o filme pode ensaiar. Para isso, eu precisava de uma ator com a experiência do Julio. E a escola de teatro que ele carrega no corpo é um pouco a pegada de registro de atuação do nosso filme. Foi um trabalho gostoso de fazer porque nos preocupamos muito em compor esse elenco”.

Sobre referências e simbologias, Victor falou: “Eu não estou criando nada novo. A gente se propõe a remexer no que a América Latina e o Brasil já construíram. Miguel de Cervantes, por exemplo, é um autor que eu adoro e poderia ser uma ponte com o nosso universo sertanejo. É a velha história que a gente ainda não conseguiu romper e articular a sociedade para que os espaços de poder consigam transformar essa história. O passado parece ser a constatação desse futuro. Então, como mudar isso? É um filme muito de superfície e trabalhamos muito com símbolos. Acredito que eu não trato de uma maneira muito aprofundada a complexidade desse projeto de desenvolvimento, que nasce com a colonização europeia, mas embaralho isso em uma série de símbolos para que o espectador faça diversas interpretações”, finalizou.

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Fotos: Rogerio Resende/Divulgação.

Entrevista: Eduardo Morotó fala sobre A Morte Habita à Noite, filme de abertura do 30º Cine Ceará

por: Cinevitor

diretormoroto1cinecearaO cineasta pernambucano durante o debate do filme.

Depois dos discursos e da homenagem à atriz Gloria Pires, a noite de abertura da 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema contou com a exibição do primeiro filme da Mostra Competitiva de longas: A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó.

Protagonizado por Roney Villela e inspirado em contos do autor Charles Bukowski, o filme fez sua estreia nacional e presencial em Fortaleza. Antes disso, passou pelo Festival de Roterdã, Viña del Mar e Inffinito Film Festival, que rendeu um prêmio de atuação para Villela. Em breve, será exibido no Festival de Havana.

Aos cinquenta anos, alcoólatra e desempregado, a tábua de equilíbrio de Raul é sua paixão por Lígia, que nos últimos anos foi sua parceira de uma vida sem regras. Mas a relação entre os dois não é mais a mesma. Durante uma noite conturbada, Raul cruza com Cássia, uma jovem desgarrada e cheia de vida que vai despertar nele um lado antes desconhecido. O elenco conta também com Mariana Nunes, Endi Vasconcelos, Rita Carelli e Pedro Gracindo.

mortehabitanoite1Roney Villela e Endi Vasconcelos em cena.

Formado em Cinema, o pernambucano Eduardo Morotó já roteirizou e dirigiu curtas-metragens que têm acumulado mais de 80 prêmios em festivais nacionais e internacionais, como: Agreste Adentro, Mar Exílio, Quando Morremos À Noite, Eu Nunca Deveria Ter Voltado e Todos Esses Dias em que Sou Estrangeiro. Em 2017, rodou seus mais recentes filmes, o curta Repulsa, selecionado para vários festivais internacionais, e seu primeiro longa-metragem, A Morte Habita À Noite. Atualmente trabalha no desenvolvimento do seu segundo longa, Irmãos Karaiba.

Para falar mais sobre o filme de abertura do 30º Cine Ceará, exibido na competição ibero-americana de longas, conversamos com o diretor sobre a ideia do roteiro, referências, elenco e a importância de exibir o filme nos cinemas.

Aperte o play e confira:

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Fotos: Rogerio Resende/Divulgação.

30º Cine Ceará começa em formato híbrido e com homenagem à atriz Gloria Pires

por: Cinevitor

cineceara2020aberturaCineteatro São Luiz, em Fortaleza, recebe a edição comemorativa.

A 30ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema começou neste sábado, 05/12, em formato híbrido. Com exibições presenciais dos longas em competição no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, o evento acontece também on-line no Canal Brasil pelo serviço de streaming Canais Globo, no YouTube e na TV Ceará.

A noite de abertura foi gravada e exibida na telona do São Luiz para um público reduzido, já que a organização do evento segue todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19. No telão, Wolney Oliveira, diretor executivo do festival, celebrou a edição especial: “Não é todo dia que um evento completa 30 anos seguidos de atividades. Portanto, é uma noite de comemorar conquistas e agradecer”.

A cerimônia contou também com um vídeo realizado pelo Canal Brasil com momentos especiais de várias edições do Cine Ceará e seus convidados ilustres que marcaram presença ao longo dos anos, como: as atrizes Sara Montiel, Sonia Braga e Fernanda Montenegro; o dramaturgo Ariano Suassuna; os atores Nelson Xavier, Renato Aragão, Matheus Nachtergaele e Luiz Fernando Guimarães; os cineastas Fernando BirriKarim Aïnouz e José Mojica Marins; entre muitos outros.

Logo depois, Graziela Costa, que comandou a solenidade de abertura, apresentou a primeira homenageada deste ano: Gloria Pires, que recebeu o Troféu Eusélio Oliveira. Ao longo de sua carreira, a atriz já protagonizou diversos personagens que marcaram a televisão, cinema e teatro brasileiros. Atuou em novelas e minisséries como As Brasileiras, O Rei do Gado, Mulheres de Areia, Paraíso Tropical, Insensato Coração, Babilônia e a mais recente O Outro Lado do Paraíso.

Além disso, participou de grandes filmes nacionais como: O Quatrilho, a franquia Se Eu Fosse Você, É Proibido Fumar, Linda de Morrer, Memórias do Cárcere, A Partilha, Lula, o Filho do Brasil, Flores Raras, Nise: O Coração da Loucura, entre muitos outros. Em 2019, voltou às telinhas no remake de Éramos Seis, na Rede Globo. Em 2021, estará no longa A Suspeita, de Pedro Peregrino, onde vive Lúcia, uma comissária da Polícia Civil que sofre de Alzheimer.

A homenageada mandou um vídeo para o festival, direto de sua casa no Rio de Janeiro, para agradecer tal honraria: “Eu não posso estar mais feliz e agradecida pela lembrança do meu nome para receber essa linda homenagem. Eu espero que vocês que trabalham para realizar todos os anos esse festival tenham muita saúde e vida longa ao Cine Ceará”, disse.

Para encerrar a noite de abertura, foi exibido o filme A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó, que abriu a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem.

*O CINEVITOR está em Fortaleza e você acompanha a cobertura do 30º Cine Ceará por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Foto: Rogerio Resende.

A Morte Habita à Noite

por: Cinevitor

Direção: Eduardo Morotó

Elenco: Roney Villela, Mariana Nunes, Rita Carelli, Endi Vasconcelos, Pedro Gracindo.

Ano: 2020

Sinopse: Raul, um escritor desempregado, serve-se de outra taça de vinho enquanto um vizinho de cima salta para a morte. Sua namorada Lígia fica claramente mais aflita com o incidente. O que antes poderia ser mais facilmente digerido, agora não é mais. Durante uma noite conturbada, Raul conhece Cássia, uma jovem desgarrada e cheia de vida que faz com que ele ressignifique o amor e a morte, numa busca cautelosa por almas gêmeas em um mundo cheio de melancolia e autodestruição. Baseado nos escritos de Bukowski.

*Filme visto no 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema.

*Clique aqui e assista ao vídeo com entrevista com o diretor Eduardo Morotó no Cine Ceará.

Nota do CINEVITOR:

O Som do Silêncio

por: Cinevitor

somdosilencioposterSound of Metal

Direção: Darius Marder

Elenco: Riz Ahmed, Olivia Cooke, Paul Raci, Lauren Ridloff, Mathieu Amalric, Domenico Toledo, Chelsea Lee, Shaheem Sanchez, Chris Perfetti, Bill Thorpe, Michael Tow, William Xifaras, Rena Maliszewski, Tom Kemp, Elan Sicroff, Jeremy Lee Stone, Ezra Marder, Hartmut Teuber, Hillary Baack, Joe Toledo, Adam Preston, Jonathon LeJeune, Sean Powell, Dani Miller, Alex Kilgore, Marisa Defranco, Jamie Ghazarian, Samantha Kelly, Alan Resnic, David Arthur Sousa, Thomas O’Brien Vallor.

Ano: 2019

Sinopse: O baterista e ex-viciado Ruben começa a perder a audição. Quando um médico lhe diz que seu estado vai piorar, ele pensa que sua vida e carreira acabaram. Sua namorada, Lou, o leva para um lar de reabilitação para surdos a fim de evitar uma recaída e ajudá-lo a se adaptar à nova vida. Depois de ser bem recebido e aceito como é, Ruben deve escolher entre seu novo normal ou a vida como conhecia.

Nota do CINEVITOR:

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Mank

por: Cinevitor

mankposterDireção: David Fincher

Elenco: Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Tuppence Middleton, Monika Gossmann, Joseph Cross, Sam Troughton, Toby Leonard Moore, Tom Burke, Charles Dance, Ferdinand Kingsley, Jamie McShane, Jack Romano, Adam Shapiro, John Churchill, Jeff Harms, Derek Petropolis, Sean Persaud, Paul Fox, Tom Simmons, Nick Job, Colin Ward, Cooper Tomlinson, Julie Collis, Arlo Mertz, Craig Welzbacher, Jessie Cohen, Desiree Louise, Amie Farrell, Ian David Boyd, Jay Villwock, Lou George, John Lee Ames, Bill Nye, Richmond Arquette, David Lee Smith, Mario Di Donato, James Patrick Duffy, Flo Lawrence, Sebastian Faure, Randy Davison, Christian Prentice, Leven Rambin, Rick Pasqualone, Gary Teitelbaum, Eden Wattez, Roslyn Cohn, Mark Fite, John Patrick Jordan, Ben Mankiewicz, Natalie Denise Sperl, Brian Michael Jones, Craig Robert Young, Camille Montgomery, Paul Carafotes, Anne Beyer, Joey Hagler, Sean Donnellan, Kaytlin Borgen, Jaclyn Bethany, Christopher Bustos, Francesco Capussela, Zachary Chicos, Cary Christopher, Elizabeth Claire, Scarlet Cummings, Brett Matthew Davidson, Mark Deliman, Isabel Dresden, Glenn Edward, Serena Hendrix, Daniel Hoffman, Kyleigh Hoye, Rachel Karp, Emily Joy Lemus, Alex Leontev, Justin Lotito, T Wade Martin, Sean Michael McGrory, Marcello Padilla, Christian Roberts, Benjamin Schnau, Tyler Schweer, Helen Shephard, Joanne Thomson, Michelle Twarowska, Kingston Vernes, Trevor Wooldridge.

Ano: 2020

Sinopse: A Hollywood da década de 1930 é vista pelo olhar crítico do roteirista Herman J. Mankiewicz, em meio aos seus esforços para terminar o roteiro de Cidadão Kane.

Nota do CINEVITOR:

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Conheça os vencedores do 15º Comunicurtas UEPB

por: Cinevitor

trincheiracomunicurtasCena do curta alagoano Trincheira, de Paulo Silver: premiado.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 03/12, em uma cerimônia virtual transmitida pelo YouTube, os vencedores da 15ª edição do Festival Audiovisual de Campina Grande – Comunicurtas UEPB, que aconteceu em formato híbrido, na Paraíba, por conta da pandemia de Covid-19.

Com o tema Reinvenções, a curadoria foi realizada por Hipólito Lucena, Nivaldo Rodrigues e Tiago A. Neves. Ao todo, foram 597 trabalhos inscritos e 77 filmes escolhidos para competição. Os premiados deste ano receberam o Troféu Machado Bittencourt.

Completando 15 anos, o Comunicurtas UEPB realizou uma edição especial com a proposta de lançar olhares para os novos caminhos que estão sendo construídos no cinema e na sociedade, extremamente afetados pela pandemia.

Conheça os vencedores do 15º Comunicurtas – Festival Audiovisual:

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM
Júri: Fábio Rogério, Cely Farias e Bertrand Lira

Melhor Filme: Trincheira, de Paulo Silver (AL)
Melhor Direção: A Beleza de Rose, por Natal Portela (CE)
Melhor Roteiro: Em Quadro, escrito por Luiza Campos (SP)
Melhor Atriz: Cássia Damasceno, por Vai Melhorar
Melhor Ator: Everaldo Pontes, por Naticorda
Melhor Fotografia: Naticorda, por Bira Nunes e Taciano Valério
Melhor Som: Trincheira, por Paulo Silver e Pedro Macedo
Melhor Montagem: A Beleza de Rose, por Natal Portela
Melhor Trilha Sonora: Naticorda, por Anderson do Pife, Daniel Nunes e Ronaldo França
Melhor Direção de Arte: Trincheira, por Nina Magalhães

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM
Júri: Amilton Pinheiro, Paulo Vieira e Suzy Lopes

Melhor Filme: As Órbitas da Água, de Frederico Machado (MA)
Melhor Direção: Cracolândia, por Edu Felistoque
Melhor Roteiro: As Órbitas da Água, escrito por Frederico Machado
Melhor Atriz: Rejane Arruda, por As Órbitas da Água
Melhor Ator: Antonio Saboia, por As Órbitas da Água
Melhor Fotografia: As Órbitas da Água, por Frederico Machado e Ben Hur Real 
Melhor Som: Cavalo, por Lucas Coelho e Simone Dourado
Melhor Montagem: Cracolândia, por Raffy Dias, Edu Felistoque, Sarah Trevisan e Marina Franzolim
Melhor Trilha Sonora: Cavalo, por Luciano Txu e Glauber Xavier
Melhor Direção de Arte: Cavalo, por Nina Magalhães e Weber Salles
Menção Honrosa: Ziraldo – Uma Obra que pede Socorro, de Guga Dannemann

MOSTRA TROPEIROS DA BORBOREMA
Júri: Alexandre Taquary, Clarissa Kushinir e Leandro Alves

Melhor Filme: Faixa de Gaza, de Lúcio César Fernandes (João Pessoa, PB)
Melhor Direção: Tiago A. Neves, por Remoinho
Melhor Roteiro: Fim, escrito por Ana Isaura
Melhor Atriz: Cely Farias, por Remoinho
Melhor Ator: Joseph Anderson, por A Pontualidade dos Tubarões
Melhor Fotografia: Remoinho, por Erik Clementino
Melhor Direção de Arte: Fim, por Ana Dinniz
Melhor Som: Faixa de Gaza, por Diogo Rocha
Melhor Montagem: Faixa de Gaza, por Diego Benevides
Melhor Trilha Sonora: Faixa de Gaza, por Jambo Jones
Menção Honrosa: Margaridas, de Luana Gregório e Valtyennya Pires (Remígio/PB) e Banco de Dados, de Paulo Philippe e Raysa Prado (João Pessoa/PB)

MOSTRA SOM DA SERRA
Júri: Toninho Borbo, Marlos Machado e Gitana Pimentel

Melhor Videoclipe: Poet, de Yuri da Costa
Melhor Direção: Poet, de Yuri da Costa

MOSTRA TROPIQUEERS
Júri: Marcos Rocha, Devyd Santos, Raphael Barbosa e R.V. Lucena Valadares

Melhor Filme: Eu Vejo Névoas Coloridas, de Pedro Jorge (SP)
Melhor Direção: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira
Melhor Roteiro: Perifericu, escrito por Rosa Caldeira, Winnie Carolina, Stheffany Fernanda, Nay Mendl e Vita Pereira
Melhor Atriz: Doroty Marques, por Doniara
Melhor Fotografia: Marie, por Petrus Cariry
Melhor Som: O Fim é o Princípio, por Lucas Stefanuto
Melhor Montagem: Perifericu, de Rosa Caldeira e Samya Carvalho
Melhor Trilha Sonora: Aqueles Dois, por Pedro Motta
Melhor Direção de Arte: Doniara, por Carol Breviglieri

MOSTRA ESTALO
Júri: Erik Marinho, Lucas Marinho, Kassandra Brandão e Ricardo Peres

Melhor Filme: Cumplicidad Brasileña, de Nelson Rossiter (João Pessoa, PB)

MOSTRA TROPEIROS DE TELEJORNALISMO
Júri: Antônio Nunes, Ada Guedes, Luciellen Lima, Rafael Melo Poeta e Tatiana Brandão

Melhor repórter cinematográfico: Charles Dias e Ebert Viana, por Temper Artes em Caiana dos Matias
Melhor reportagem: O Legado, da série Jackson sem moderação, do jornalista Herbert Araújo (TV Cabo Branco, João Pessoa, PB)

TROFÉU LUIZ CUSTÓDIO DE FOLKCOMUNICAÇÃO

Reportagens: Temper Artes em Caiana dos Matias, do jornalista Paulo Ítalo (TV Itararé, Campina Grade/PB), Jackson sem moderação, do jornalista Herbert Araújo (TV Cabo Branco, João Pessoa/PB) e Cordel no Ônibus, de Anderson Santana (João Pessoa/PB)

PRÊMIO DA CRÍTICA | ACCiRN – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte
Júri: Laísa Trojaike, Marcela Freire, Igor Gomes e Jonathan DeAssis

MOSTRA TROPIQUEERS: Marie, de Leo Tabosa (PE)
Menção Honrosa: Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP)

MOSTRA TROPEIROS: Remoinho, de Tiago A. Neves (PB)
Menção Honrosa: Banco de Dados, de Paulo Philippe e Raysa Prado (PB)

MOSTRA BRASIL | CURTA-METRAGEM: Em Quadro, de Luiza Campos (SP)
Menção Honrosa: A Beleza de Rose, de Natal Portela (CE)

MOSTRA BRASIL | LONGA-METRAGEM: Cavalo, de Rafhael Barbosa e Werner Salles (AL)

Foto: Divulgação.