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Chão

por: Cinevitor

Direção: Camila Freitas

Elenco: Natalina Cândida (Vó), Wilmar Fernandes (P.C.), Valtenir Gomes, Elizabett Conceição, José Bento Reginaldo Pires, Eliane Aparecida do Prado, Nelson Guedes, Camila Evelim do Prado, Ruth Rodrigues Santos, Francisca Estácio, Aline Deueslley, Maria Lúcia, Gilvan Moreira, Lucas Alves, Cleuton de Freitas, Ione Ferreira, Ágatha Bella, Clara Alves, Dilma Sousa Santos, Mirielton Reis Paixão, João Paulo Gomes, Luciene Ferreira, Patrícia Cristiane, Divina das Neves, Márcia da Costa, Elbani Ferreira, Maria Aparecida Alves, Ilda Rosa, José Maria, Elizete Silva Brito, Deusimar da Cruz, Fane de Freitas, Fernanda Brandão, Capoeira, Marcio Denizio, Idalice Rodrigues.

Ano: 2019

Sinopse: Junto ao MST, Movimento Sem Terra, um dos mais longevos movimentos populares brasileiros, Chão vivencia a ocupação das terras de uma usina de cana-de-açúcar em processo de falência. A despeito da estagnação jurídica e da aridez do agronegócio no sul de Goiás, o gesto da ocupação se firma em resistência e reinvenção de uma paisagem em disputa. Vó, PC e os mais de 600 acampados regam diariamente a utopia de um lugar por vir, em um futuro projetado para o horizonte ainda intocável da reforma agrária.

Crítica do CINEVITOR: O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra começou na década de 1980 e hoje está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país. Aproximadamente, 350 mil famílias já conquistaram terras por meio da luta e organização destes trabalhadores, que mesmo assentados, seguem organizados no MST com a intenção de realizar a Reforma Agrária. Para mostrar o cotidiano destas pessoas, a cineasta Camila Freitas registrou, ao longo de quatro anos, a movimentação de um assentamento em Goiás. Com uma proposta interessante e um tema necessário a ser discutido, o filme capta o dia a dia dos familiares com confiança e apresenta imagens muito bem fotografadas dos campos. Porém, fica a sensação de que faltou alguma coisa. Com personagens com alto potencial carismático, como a Vó Cândida, que aparece logo no início, o longa peca por não se aprofundar mais na história destas pessoas, que poderiam servir como fio condutor de uma narrativa pouco estruturada. Com uma apresentação rápida e pouco aproveitados, a aproximação com o público, infelizmente, passa longe de criar um vínculo afetivo. Chão dialoga muito mais com quem já tem afinidade com o tema e com isso perde a chance de contextualizar o espectador historicamente. Ainda que mergulhe naquele universo com intimidade, sob o ponto de vista e vivência da diretora, o documentário deixa de explicar mais sobre a luta e suas propostas para leigos no assunto. Todo mundo já ouviu falar do MST, mas nem todos conhecem a fundo seus ideais. Algumas situações são retratadas como se fossem esquetes, de maneira rápida e sem conflito narrativo. Outros personagens, que tinham tudo para se destacar, são apresentados vagamente e depois somem da trama. Chão é mais importante do que impactante. É necessário. Vale também pelo fato de ser um filme sobre uma luta, que faz parte da nossa história e enfrenta obstáculos diariamente. Ainda que a temática se sobressaia em relação aos outros elementos do documentário, a diretora consegue evidenciar sua preocupação em relação aos trabalhadores e seus adversários políticos e sociais. Chão não deixa de humanizar seus personagens e faz isso muito bem. Porém, não basta apenas ter um tema interessante. Ao final da projeção, por exemplo, letreiros surgem na tela com diversas informações que poderiam ter aparecido durante o filme. Fato é que faltou mostrar algo a mais. Ainda assim, é impossível negar a importância de um documentário como esse nesse momento do país: por colocar o MST em evidência e dar voz a quem precisa e entende do assunto. Chão fala da nossa história, do nosso povo. Enquanto a sociedade tenta calar aqueles que buscam mudanças, a arte está sempre de braços abertos para colocá-los em destaque. (Vitor Búrigo)

*Clique aqui e assista aos melhores momentos da apresentação e do debate do filme no Olhar de Cinema.

*Filme visto no 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Nota do CINEVITOR:

nota-3-estrelas

Os Salafrários

por: Cinevitor

Direção: Pedro Antônio

Elenco: Samantha Schmütz, Marcus Majella, Zeca Carvalho, Thelmo Fernandes, Caito Mainier, Pedroca Monteiro, Pablo Sanábio, Luan Caruzo, Felipe Izzo, Duda Menezes, Helio Ribeiro, Esther Dias, Pâmela Coto, Mabel Cézar, Rodrigo Rosado, Isley Claire, Luciana Malcher, Marina Tourinho, Ricardo Ferreira, Francine Flach, Jorge Lucas, Patricia Batitucci, Ana Carolina Dias, Ricardo Gonçalves, Thaina Gallo, Alexandre David, Natasha Stransky, Alex Pinheiro, Joel Gusson, Aline Menezes, Edi Raffa, Aldo Perrota, Olivia di Oliveira, Maksin Oliveira, Marcelo Menezes, Patricia Ferrer, Marcelo Gonçalves, Edu Porto, Wendel Fernandes, Wilmar Amaral, Matheus Corcione, Alexandre Mofati, Pedro Farah.

Ano: 2021

Sinopse: Destino ou não, o golpista Clóvis e sua irmã adotiva, Lohane, se reencontraram. E agora precisam trabalhar juntos para sair das enrascadas nas quais se meteram.

Nota do CINEVITOR:

Protagonizado por Gloria Pires, Vovó Ninja, de Bruno Barreto, começa a ser filmado

por: Cinevitor
Bastidores: Gloria Pires em cena.

A comédia familiar Vovó Ninja, dirigida por Bruno Barreto, está sendo filmada em um sítio na cidade de Santana de Parnaíba, interior de São Paulo. O longa é liderado por Gloria Pires, que volta aos cinemas como protagonista de uma comédia seis anos depois de Linda de Morrer.

Criada para divertir toda a família, a comédia começa com a avó Arlete, papel de Gloria Pires, que vive reclusa e tem um estilo de vida zen, se preparando para receber os netos Davi (Angelo Vital), Elis (Luiza Salles) e João (Michel Felberg) em sua casa, depois de muito tempo sem vê-los. Arlete não tem muita intimidade ou jeito com as crianças, que são bagunceiras e estão insatisfeitas de estarem em um sítio sem internet, cheio de regras e tarefas domésticas. Após uma tentativa de roubo no local, o caçula Davi descobre que a avó tem habilidades fora do comum e, junto com os irmãos, faz de tudo para descobrir qual é o segredo de Arlete.

O diretor Bruno Barreto, de Dona Flor e Seus Dois Maridos, O que é isso, Companheiro? e Flores Raras, comenta sua relação com o novo projeto: “Vovó Ninja é um dos roteiros mais bonitos que eu já li porque ele é feito para a avó e para o neto. Meu primeiro filme foi Tati, A Garota, sobre uma menina de seis anos que se muda com a mãe do subúrbio do Rio de Janeiro para Copacabana, e como essa criança tem dificuldades em se adaptar. Nesse longa, os personagens femininos são muito importantes e a história é sobre uma família, assim como em Vovó Ninja. Então, hoje, aos 66 anos de idade, de certa maneira eu estou voltando ao meu primeiro filme, que fiz aos 17. Pra mim, Vovó Ninja é a história de uma família e de como três crianças reaproximam a mãe da avó e a avó da mãe”.

Além de Gloria Pires, o filme contará com Matheus Ceará, Dadá Coelho, Leandro Ramos, Luiza Nery, Thiago Justino, Pedro Miranda e Miguel Lobo no elenco. Produzido por Paula Barreto, o roteiro é assinado por Rodrigo Goulart e Gabi Mancini. Além da LC Barreto, a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms assinam a coprodução. A estreia está prevista para o segundo semestre deste ano.

Com três comédias previstas para 2021, Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films Brasil, explica o desenvolvimento de conteúdos audiovisuais: “Vovó Ninja é uma ideia original, desenvolvida a partir da nossa estratégia de oferecer ao público uma comédia leve, com muito valor de produção, além de elenco e equipe renomados, o que cria a oportunidade de uma experiência para toda a família nos cinemas. Começamos a gravar já ansiosos para que o público possa se divertir com a nossa história”.

As filmagens de Vovó Ninja acontecem de acordo com o protocolo de segurança e saúde no trabalho do audiovisual (SIAESP, APRO e SINDCINE), por conta da pandemia de Covid-19, e com consultoria da empresa OnCare, especializada em saúde integrada.

Foto: Stella Carvalho.

CINEVITOR #387: Entrevistas com Luis Miranda e Renato Góes | O Auto da Boa Mentira

por: Cinevitor
Comédia: Luis Miranda e Letrux em cena.

Dirigido por José Eduardo Belmonte, de Carcereiros – O Filme e Entre Idas e Vindas, O Auto da Boa Mentira é baseado nos contos de Ariano Suassuna e apresenta quatro histórias criadas a partir de frases clássicas do poeta paraibano, radicado no Recife.

A primeira história mostra o subgerente de RH Helder, papel de Leandro Hassum, um zé ninguém que é confundido com um comediante de sucesso e passa a gostar do mal-entendido. Mas um encontro inesperado com Caetana, interpretada por Nanda Costa, pode fazê-lo mudar de opinião. Em seguida, conhecemos Fabiano, vivido por Renato Góes, um jovem que não acredita em nada, mas fica intrigado quando ouve um mistério circense envolvendo sua mãe, papel de Cassia Kis, e seu pai, morto há anos. Ele precisa da ajuda do palhaço Romeu (Jackson Antunes) e de ter cuidado para não ser feito de palhaço.

O terceiro conto se passa nas areias do Rio de Janeiro e bares do Vidigal, onde Pierce (Chris Mason, de Pretty Little Liars) é um gringo metido a carioca. Ele inventa que foi assaltado depois de faltar ao aniversário de Zeca, interpretado por Sérjão Loroza, mas não imagina que a mentira pode chegar ao chefe do tráfico, vivido por Jesuita Barbosa. A última história brinca com uma frase de Suassuna sobre o preconceito sofrido por quem nunca foi à Disney. Nela, a estagiária Lorena (Cacá Ottoni) se sente invisível na empresa de publicidade de Norberto, papel de Luis Miranda, e sonha com o pseudointelectual Felipe, papel de Johnny Massaro.

Inspirado em filmes como Relatos Selvagens e longas italianos e franceses dos anos 1960 e 1970, o diretor apresenta um comentário irônico sobre a cultura da mentira na sociedade brasileira. O longa estreia nesta quinta-feira, 29/04, nos cinemas que reabriram recentemente e estão seguindo todos os protocolos de segurança por conta da pandemia de Covid-19.

O elenco conta também com Rocco Pitanga, Giselle Batista, Michelle Batista, Bruno Bebianno, Leo Bahia, Letícia Novaes (Letrux), Letícia Isnard, Karina Ramil, entre outros. Guel Arraes assina a produção associada e Fatima Pereira, Luciana Pires, Mônica Monteiro e Rômulo Marinho, a produção executiva. Com roteiro de João Falcão, Tatiana Maciel e Célio Porto, o longa tem distribuição da Imagem Filmes.

Para falar mais sobre O Auto da Boa Mentira conversamos com os atores Renato Góes e Luis Miranda, que destacaram a importância da obra de Ariano Suassuna e falaram também sobre colegas de cena, fake news e a reabertura dos cinemas.

Aperte o play e confira:

Foto: Helena Barreto.

Conheça os vencedores do Oscar 2021

por: Cinevitor

Chloé Zhao: segunda mulher na história do Oscar a ganhar o prêmio de melhor direção.

Foram anunciados neste domingo, 25/04, os vencedores da 93ª edição do Oscar. Por conta da pandemia de Covid-19, a cerimônia foi realizada em três lugares diferentes para manter os protocolos de segurança, além de outros locais internacionais via satélite.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Oscar não teve um único anfitrião e, por isso, contou com a presença de grandes estrelas de Hollywood, como: Riz Ahmed, Angela Bassett, Halle Berry, Bong Joon Ho, Don Cheadle, Bryan Cranston, Viola Davis, Laura Dern, Harrison Ford, Regina King, Marlee Matlin, Rita Moreno, Steven Yeun, Joaquin Phoenix, Brad Pitt, Reese Witherspoon, Renée Zellweger e Zendaya

Produzida por Jesse Collins, Stacey Sher e Steven Soderbergh, a cerimônia apresentou algo totalmente diferente dos anos anteriores: “O evento será como um filme e cada indicado ou cada pessoa que entregar os prêmios será como um personagem. No final você vai saber que todos fizeram o que quiseram, você irá se conectar com todos nesse show. O que nós queremos fazer é uma espécie de filme de três horas no qual, por acaso, alguns prêmios são distribuídos”, disse Soderbergh em uma entrevista recentemente.

Depois de uma temporada marcada por eventos virtuais, os convidados do Oscar participaram presencialmente e os discursos, sem tempo cronometrado, se destacaram. Outra mudança que chamou atenção foi a categoria de melhor filme não ter sido anunciada por último, como de costume. O vencedor Nomadland foi anunciado por Rita Moreno antes das categorias de melhor atriz e ator, que foram as últimas.

Outra novidade marcou esta edição: as canções indicadas foram interpretadas no novo museu da Academia, com excessão de uma que foi gravada na Islândia. As apresentações foram exibidas antes da cerimônia oficial em um programa chamado Oscars: Into the Spotlight.

Entre os vencedores, Mank, que liderava a lista com dez indicações, foi premiado em duas categorias: design de produção e fotografia. A cineasta Chloé Zhao, de Nomadland, entrou para a história sendo a segunda mulher, em 93 edições, a ganhar a estatueta dourada de melhor direção; categoria esta que, pela primeira vez, indicou duas mulheres.

O Brasil não marcou presença com produções indicadas, mas foi lembrado por Regina King, uma das apresentadoras da noite. A atriz e diretora citou o longa brasileiro Cidade de Deus como referêcia do roteirista Keith Lucas, de Judas e o Messias Negro, que decidiu trabalhar com cinema depois de assistir ao filme. E mais: o vencedor na categoria de melhor curta-metragem de animação, Se Algo Acontecer… Te Amo, conta com a brasileira Julia Gomes Rodrigues na equipe de animadores.

Além disso, a cerimônia contou também com a entrega do Jean Hersholt Humanitarian Award para o cineasta Tyler Perry e também para a MPTF, Motion Picture & Television Fund.

Confira a lista completa com os vencedores do Oscar 2021:

MELHOR FILME
Nomadland

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand, por Nomadland

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR
Anthony Hopkins, por Meu Pai

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Meu Pai, escrito por Christopher Hampton e Florian Zeller

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Druk – Mais uma Rodada, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

MELHOR ANIMAÇÃO
Soul, de Pete Docter e Kemp Powers

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Professor Polvo, de Pippa Ehrlich e James Reed

MELHOR FOTOGRAFIA
Mank, por Erik Messerschmidt

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Mank, por Donald Graham Burt e Jan Pascale

MELHOR FIGURINO
A Voz Suprema do Blues, por Ann Roth

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
A Voz Suprema do Blues, por Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson

MELHOR EDIÇÃO
O Som do Silêncio, por Mikkel E. G. Nielsen

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Soul, por Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Fight For You, por H.E.R; escrita por D’Mile e Tiara Thomas (Judas e o Messias Negro)

MELHOR SOM
O Som do Silêncio, por Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés Navarrete e Phillip Bladh

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Tenet, por Andrew Jackson, David Lee, Andrew Lockley e Scott Fisher

MELHOR CURTA-METRAGEM | FICÇÃO
Dois Estranhos (Two Distant Strangers), de Travon Free e Martin Desmond Roe

MELHOR CURTA-METRAGEM | DOCUMENTÁRIO
Colette, de Anthony Giacchino

MELHOR CURTA-METRAGEM | ANIMAÇÃO
Se Algo Acontecer… Te Amo, de Michael Govier e Will McCormack

Foto: Todd Wawrychuk/Getty Images.

Amor, Sublime Amor, de Steven Spielberg, ganha primeiro trailer oficial

por: Cinevitor
Ansel Elgort em cena do musical.

Em 1962, o musical Amor, Sublime Amor, no original West Side Story, de Jerome Robbins e Robert Wise, foi premiado em dez categorias no Oscar, entre elas, melhor filme, melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Rita Moreno.

Na noite deste domingo, 25/04, durante a premiação do Oscar 2021, o primeiro teaser trailer da nova adaptação cinematográfica do musical, desta vez dirigida por Steven Spielberg, foi divulgado. Com roteiro de Tony Kushner, o longa conta a clássica história de rivalidade e amor jovem na cidade de Nova York em 1957.

A nova adaptação do musical é estrelada por Ansel Elgort, Rachel Zegler, Ariana DeBose, David Alvarez, Mike Faist, Josh Andrés Rivera, Ana Isabelle, Corey Stoll, Brian d’Arcy James e Rita Moreno, que também atua como uma das produtoras executivas do filme. O longa foi adaptado a partir do show original da Broadway de 1957, com livro de Arthur Laurents, música de Leonard Bernstein, letras de Stephen Sondheim e conceito, direção e coreografia de Jerome Robbins.

Confira o primeiro trailer de Amor, Sublime Amor, que tem estreia prevista para dezembro:

Foto: Niko Tavernise.

41º Framboesa de Ouro: conheça os vencedores

por: Cinevitor
Kate Hudson em Music: pior atriz.

Foram anunciados neste sábado, 24/04, os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, divertido prêmio criado pelo publicitário John Wilson que elege os piores da sétima arte e ficou conhecido como uma sátira ao Oscar.

Neste ano, o drama musical Music, dirigido pela cantora Sia, foi premiado em três categorias, entre elas, pior atriz para Kate Hudson. O documentário Absolute Proof levou o prêmio de pior filme; o longa apresenta Mike Lindell, CEO da empresa MyPillow e também diretor do filme, alegando um ataque cibernético chinês durante as eleições do ano passado. Além disso, em tempos de pandemia de Covid-19, 2020 foi homenageado com o Very Special Razzie Governors’ Award como o pior ano civil de sempre.

Os votantes do já tradicional prêmio somam 1.090 membros de todos os estados americanos e mais de 20 pessoas de países estrangeiros, que votaram pela internet e escolheram os cinco principais candidatos em cada categoria.

Conheça os vencedores do 41º Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzie Awards:

PIOR FILME
Absolute Proof, de Brannon Howse e Mike Lindell

PIOR DIREÇÃO
Sia, por Music

PIOR ATOR
Mike Lindell, por Absolute Proof

PIOR ATOR COADJUVANTE
Rudy Giuliani, por Borat: Fita de Cinema Seguinte

PIOR ATRIZ
Kate Hudson, por Music

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Maddie Ziegler, por Music

PIOR ROTEIRO
365 Days, escrito por Tomasz Klimala

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Dolittle

PIOR COMBO EM CENA
Maria Bakalova e Rudy Giuliani, em Borat: Fita de Cinema Seguinte

Foto: Divulgação.

Estados Unidos vs. Billie Holiday

por: Cinevitor

The United States vs. Billie Holiday

Direção: Lee Daniels

Elenco: Andra Day, Trevante Rhodes, Leslie Jordan, Miss Lawrence, Natasha Lyonne, Dusan Dukic, Erik LaRay Harvey, Da’Vine Joy Randolph, Koumba Ball, Kate MacLellan, Kwasi Songui, Adriane Lenox, Letitia Brookes, Tyler James Williams, Warren ‘Slim’ Williams, Orville Thompson, Garrett Hedlund, Jeff Corbett, Damian Joseph Quinn, Robert Alan Beuth, Randy Davison, Melvin Gregg, Kevin Hanchard, Jono Townsend, Morgan Moore, Ray Shell, Arlen John Bonnar, Furly Mac, Blake DeLong, Andrew Zadel, Tristan D. Lalla, Alex Bisping, Don Anderson, Amanda Strawn, Charleine Charles, Evan Ross, Sylvia Stewart, Daphné Archer, Anita Lee, Tony Chao, Linda Sauvé, Alain Goulem, Ramona Clyke, Laurent Beaudin, Alika Autran, Kim Feeney, Diana Carmen Ratycz, Tone Bell, Richard Jutras, Rob Morgan, Jonathan Higgins, Nealla Gordon, Christopher Ricardo Price, Taryn Brown, Zuri Hawkins, Elizabeth Eveillard, Dana Gourrier, Clauter Alexandre, Joe Cobden, Ronda Louis-Jeune, Maxime Paradis, Sarah Levesque, Simon Alain, Karl Graboshas, Yvanna-Rose Leblanc, Cat Lemieux, Miryam Magri, Franklin McCay, Jesse Mitchell, Christopher Wyllie.

Ano: 2021

Sinopse: O drama apresenta a vida de uma das mais importantes cantoras de jazz da história: Billie Holiday. A história explora momentos da década de 1940 em que a artista, no auge da carreira, foi alvo do Departamento Federal de Narcóticos, do FBI, em uma operação para impedi-la de cantar Strange Fruit, música que se tornou um hino do movimento dos direitos civis no século XX.

Nota do CINEVITOR:

Nomadland é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2021

por: Cinevitor
Frances McDormand em Nomadland, de Chloé Zhao: quatro prêmios.

Foram anunciados nesta quinta-feira, 22/04, os vencedores do Independent Spirit Awards 2021, prêmio que elege as melhores produções independentes do ano.

A cerimônia de premiação, realizada em formato virtual, foi apresentada pela atriz e comediante Melissa Villaseñor e contou com a participação de nomes importantes da indústria, como: Maria Bakalova, Cate Blanchett, Don Cheadle, Laura Dern, Daveed Diggs, Dominique Fishback, Julia Garner, Kathryn Hahn, Annie Murphy, Kumail Nanjiani, Leslie Odom Jr., Adam Sandler, Lulu Wang, Phoebe Waller-Bridge e Renée Zellweger.

Neste ano, o brasileiro Bacurau, dirigido por Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, estava na disputa pelo prêmio de melhor filme internacional, mas, infelizmente, não saiu vitorioso. Além disso, o cineasta brasileiro Edson Oda concorreu na categoria de melhor filme de estreia com Nine Days.

Uma novidade nesta 36ª edição é que pela primeira vez na história do Spirit Awards, conhecido como o Oscar do cinema independente, produções televisivas e de streaming também estavam na disputa por suas realizações excepcionais em singularidade de visão, inovação e ousadia.

Conheça os vencedores do Independent Spirit Awards 2021:

CINEMA

MELHOR FILME
Nomadland, produzido por Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears e Chloé Zhao

MELHOR FILME DE ESTREIA
O Som do Silêncio, de Darius Marder

MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao, por Nomadland

MELHOR ROTEIRO
Bela Vingança, escrito por Emerald Fennell

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
Palm Springs, escrito por Andy Siara

MELHOR ATOR
Riz Ahmed, por O Som do Silêncio

MELHOR ATRIZ
Carey Mulligan, por Bela Vingança

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Yuh-Jung Youn, por Minari: Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Raci, por O Som do Silêncio

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Crip Camp: Revolução pela Inclusão, de James Lebrecht e Nicole Newnham

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Quo vadis, Aida?, de Jasmila Žbanić (Bósnia e Herzegovina)

MELHOR FOTOGRAFIA
Nomadland, por Joshua James Richards

MELHOR EDIÇÃO
Nomadland, por Chloé Zhao

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Residue, de Merawi Gerima (EUA)

PRODUCERS AWARD
Gerry Kim

SOMEONE TO WATCH AWARD
Ekwa Msangi, por Farewell Amor

TRUER THAN FICTION AWARD
Elegance Bratton, por Pier Kids

PRÊMIO ROBERT ALTMAN | MELHOR ELENCO
Uma Noite em Miami…, de Regina King
Elenco: Kingsley Ben-Adir, Eli Goree, Leslie Odom Jr. e Aldis Hodge

TV

MELHOR ELENCO
I May Destroy You

MELHOR ATRIZ
Shira Haas, por Nada Ortodoxa

MELHOR ATOR
Amit Rahav, por Nada Ortodoxa

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA
I May Destroy You

MELHOR ROTEIRO DE ESTREIA | SÉRIE DOCUMENTAL
Immigration Nation

Foto: Joshua Richards/Searchlight Pictures.

Minari: Em Busca da Felicidade

por: Cinevitor

Direção: Lee Isaac Chung

Elenco: Alan S. Kim, Steven Yeun, Yeri Han, Noel Cho, Yuh-Jung Youn, Darryl Cox, Esther Moon, Ben Hall, Eric Starkey, Will Patton, Jacob M Wade, James Carroll, Jenny Phagan, Tina Parker, Chloe Lee, Joel Telford, Scott Haze, Kaye Brownlee-France, Skip Schwink, Tea Oh, Laurie Cummings, Daniel Fortman, Laurie Frost, Warren Lane, Jonnie Parnell, Amanda Pearce, Ernie Robinson, Ed Spinelli, Debbi Tucker, April Warren.

Ano: 2020

Sinopse: Um casal coreano se muda, junto com seus dois filhos pequenos, para uma pequena fazenda no Arkansas, Estados Unidos, em busca do sonho americano. A rotina da família se transforma com a chegada de Soonja, a avó fora dos padrões que veio morar com eles. Em meio à instabilidade e aos desafios desta nova vida, o filme mostra a resiliência da família e o que realmente importa em um lar.

Crítica: O cineasta americano Lee Isaac Chung ganhou destaque ao exibir o drama Munyurangabo no Festival de Cannes, em 2007; rodado em Ruanda, foi o primeiro longa-metragem filmado no dialeto kinyarwanda e contava com atores não-profissionais. Ao longo da carreira, realizou outros trabalhos e, recentemente, voltou aos holofotes com Minari: Em Busca da Felicidade, premiado no Festival de Sundance. Filho de imigrantes coreanos, Lee Isaac Chung se baseou na história de sua família para dirigir e escrever o novo filme. A trama, basicamente, fala de esperança. Em busca de um futuro melhor, Jacob e Monica se mudam para uma pequena fazenda ao lado dos dois filhos. Ao desenrolar da narrativa, a nova rotina dessa família é retratada aos poucos. Até aqui, nada de novo. A virada no roteiro se dá com a chegada da avó materna, interpretada por Yuh-Jung Youn. Apesar de fazer parte da mesma árvore genealógica, ela é vista como uma estranha no ninho. Com isso, sua relação com David, o neto mais novo e interpretado brilhantemente pelo jovem Alan Kim, acaba sendo o ponto alto do longa. A dupla é responsável pelos momentos divertidos da trama e a aproximação entre eles, mesmo um pouco clichê, é bonita e convincente. Ao fundo disso tudo, vemos um pai preocupado em ser exemplo para os filhos, uma mãe ciente do desgaste emocional causado pela nova vida e uma responsabilidade não programada em cima das crianças. Há espaço também para mostrar a adaptação dessa família aos costumes locais, os novos amigos e a perseverança em concretizar o tão esperado sonho americano. Mesmo repetindo uma fórmula narrativa já vista diversas vezes no cinema, tratando-se desse tema, como no filme Terra de Sonhos, Lee Isaac Chung ainda consegue segurar o espectador pelo elenco. O trabalho do talentoso e carismático ator Alan Kim, aos nove anos de idade, é surpreendente. Seu personagem é quem traz alegria para o filme. Mesmo com sua ingenuidade infantil, é nele, e também em sua irmã, que a esperança é projetada. Cada esforço é realizado para garantir um futuro melhor para os jovens. Porém, desde o início, a sombra de uma tragédia é anunciada. Ainda que consiga surpreender no final, o roteiro não desapega do clichê. Há também traços de Pequena Miss Sunshine em Minari e outras situações que lembram tantos filmes. A trilha sonora assinada por Emile Mosseri se conecta à narrativa facilmente e combina com a trama, mesmo aparecendo sem necessidade em algumas cenas só pelo fato de querer forçar a emoção. O drama familiar apresentado por Lee Isaac Chung comove ao dialogar diretamente com as dificuldades enfrentadas por estrangeiros em um novo país e convence pela experiência própria vivida por ele. Mas, derrapa por não sair do lugar-comum quando fala-se de sonhos, decepções e esperança. (Vitor Búrigo)

Nota do CINEVITOR:

Cinema Operário e a Obra de Renato Tapajós: debate virtual reúne intelectuais e cineastas

por: Cinevitor
Luiz Inácio Lula da Silva em cena do documentário Linha de Montagem.

O cinema metalúrgico, que teve em Renato Tapajós seu principal nome, será tema de um debate virtual com apresentação de Evaldo Mocarzel e mediação de Maria do Rosário Caetano. O evento on-line acontecerá no sábado, 24/04, às 19h, no YouTube.

Também participarão do Encontros Notáveis – Cinema Operário e a Obra de Renato Tapajós: os professores universitários Ricardo Antunes, da Unicamp; Jean-Claude Bernardet e Ismail Xavier, da USP; e Marcos Corrêa, autor do livro Filmar Operários: Registro e Ação Política de Cineastas Durante a Ditadura Militar no Brasil; e os cineastas Jorge Bodanzky, Roberto Gervitz e Toni Venturi.

Três documentaristas, que também participaram do ciclo do cinema metalúrgico (operário ou social) farão uma participação especial no programa: João Batista de Andrade, Adrian Cooper e Lauro Escorel. O cineasta Joel Zito Araújo, que trabalhou com Renato Tapajós na produtora Tapiri, também dará seu testemunho.

Marcos Corrêa dedicou ao Cinema Metalúrgico, realizado no ABC e na capital paulista, nos anos 1970, início dos 80, sua tese de doutorado. Ele levantou 26 títulos produzidos no período. Volkswagen: Operários na Alemanha e no Brasil, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, realizado em 1974, foi o primeiro título documental a se ocupar dos operários (no caso, um operário brasileiro, visto em seu cotidiano e comparado a um operário da Volks alemã). Os outros 25, realizados entre 1976 e 1984, tiveram seu momento mais efervescente na virada em 1978, 79 e 80, momentos das greves metalúrgicas.

A partir de primeiro de maio, a TVT (TV dos Trabalhadores) dedicará um ciclo de filmes metalúrgicos aos espectadores. Ao longo de três meses, sempre aos sábados, às 21h, a sessão CineTVT apresentará filmes de Renato Tapajós (Linha de Montagem será o título inaugural), João Batista de Andrade, Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, Cláudio Kahns, entre outros.

Vale lembrar que o debate será transmitido no canal do YouTube de Evaldo Mocarzel, jornalista, cineasta e dramaturgo, que criou com o objetivo de disponibilizar gratuitamente quase todos os seus filmes, incluindo curtas, longas e programas de televisão, além de mais de 25 projetos de documentário realizados com diversos grupos de teatro de São Paulo, como Teatro da Vertigem, Companhia Livre, Grupo XIX de Teatro, Os Fofos Encenam, Os Satyros, Teatro Kunyn, Companhia Estável, Club Noir, entre outros. 

Foto: Reprodução YouTube.

Quo Vadis, Aida?

por: Cinevitor

Direção: Jasmila Žbanić

Elenco: Jasna Djuricic, Izudin Bajrovic, Boris Ler, Dino Bajrovic, Johan Heldenbergh, Raymond Thiry, Boris Isakovic, Emir Hadzihafizbegovic, Reinout Bussemaker, Teun Luijkx, Juda Goslinga, Jelena Kordic, Alban Ukaj, Ermin Bravo, Edita Malovcic, Micha Hulshof, Joes Brauers, Sol Vinken, Sanne den Hartogh, Job Raaijmakers, Irena Melcer, Rijad Gvozden, Sasa Orucevic, Jasenko Pasic, Merima Lepic, Kemal Rizvanovic, Emina Muftic, Mario Knezovic, Sanela Krsmanovic, Nusmir Muharemovic, Luna Zimic Mijovic, Jovan Zivanovic, Adi Hrustemovic, Drazen Pavlovic, Aldin Baljic, Alija Aljevic, Hadzija Hadzibajramovic, Hermans Henricius Johannes, Slaven Vidak, Ermin Sijamija, Sasa Krmpotic, Sinisa Udovicic, Irena Mulamuhic, Damir Mahmutovic, Sanin Milavic, Ali Kamer Aksoy, Dalibor Mijan, Thomas Pedevilla, Emir Spahic, Vedran Vilogorac, Mirsad Elezi, Ibrahim Buzaljko, Vitalie Bantas, Nikolina Maric, Niels Gomperts, Thomas Steyaert, Jan Mark Bogmis.

Ano: 2020

Sinopse: Bósnia, 11 de julho de 1995. Aida é uma tradutora da ONU para a pequena cidade de Srebrenica. Quando o exército sérvio toma conta da cidade, sua família está entre os milhares de cidadãos que estão procurando abrigo. Com o seu papel de fonte interna nas negociações, Aida tem acesso a informações cruciais que ela precisa interpretar. O que está no horizonte para a família dela e pessoas: resgate ou morte? Qual atitude ela deve tomar?

Nota do CINEVITOR: