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Casa do Louvor: Marcélia Cartaxo dirige curta baseado em peça teatral

por: Cinevitor
Diretora: Marcélia Cartaxo nos bastidores.

O descaso e o preconceito sentidos pelas operárias do sexo no bairro Alto do Louvor em Mossoró, no Rio Grande do Norte, é o tema principal do curta-metragem, em processo de pós produção, chamado Casa do Louvor, que originalmente era um espetáculo encenado nos palcos entre 2015 e 2019 pela Cia Bagana de Teatro, com a direção dramatúrgica de Carla Pires Martins.

Porém, com a pandemia de Covid-19 e a inviabilidade de estar nos palcos, o coletivo decidiu adaptar a peça teatral para a linguagem do audiovisual. Essa adaptação para o cinema se tornou realidade em 2021 após o projeto ser contemplado pela Lei Aldir Blanc com apoios do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da FJA, Fundação José Augusto, e também da Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Cultura.

O curta-metragem que conta a história das mulheres do Alto do Louvor, do poder masculino sobre a mulher em uma sociedade machista e patriarcal do interior nordestino, já nasce sob o comando de mulheres: Ana Carla Azevedo e Joriana Pontes, primeiras roteiristas da obra, que compreenderam a importância de ter outra mulher à frente do  projeto e convidaram a consagrada Marcélia Cartaxo para a direção geral do filme: “O nome de Marcélia Cartaxo veio automaticamente devido a algumas oficinas de cinema e encontros com a atriz e diretora dando início a uma longa jornada de sonhos, que aos poucos se tornaram realidade”, ressalta a corroteirista que também é atriz e produtora executiva do filme, Joriana Pontes.

Marcélia, atriz paraibana com 40 anos de carreira profissional, possui em sua trajetória artística o Urso de Prata do Festival de Berlim por sua atuação em A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, e um kikito de melhor atriz por Pacarrete, de Allan Deberton, no Festival de Gramado; além de inúmeros outros prêmios ao longo da carreira.

Casa do Louvor será o quarto trabalho de Marcélia como diretora cinematográfica, que realizou também os curtas: Tempo de Ira, que recebeu os prêmios de melhor filme e melhor roteiro no Festival de Cinema, Vídeo e DCine de Curitiba, em 2003, e Redemunho, agraciado em 2016 com quatro prêmios no Cine PE, entre eles, melhor filme, ambos adaptações de contos do escritor Ronaldo Correia de Brito; e De Lua (2013).

Bastidores das filmagens.

Sobre o novo projeto, Marcélia disse: “Aceitamos esse convite e percebemos a importância desse trabalho da Cia  Bagana, que cria esse movimento partindo do teatro para ao audiovisual na cidade. Sabemos que é o começo de muitos outros trabalhos que virão”.

Logo que firmou a parceria com a Cia Bagana, Marcélia também convidou os cineastas paraibanos Bertrand Lira para realizar a consultoria de roteiro e Cristiane Fragoso para atuar como diretora assistente. Durante a pré-produção, sob a tutela de Bertrand, o roteiro passou por novos tratamentos para adaptá-lo ainda mais à linguagem cinematográfica. A partir do quinto tratamento, as diretoras Marcélia e Cristiane, que já vinham indicando algumas diretrizes durante esse processo, se aliaram a Ana Carla Azevedo e Joriana Pontes e passaram a integrar o time de roteiristas do filme. A partir dessa parceria entre as quatro roteiristas, novos elementos foram incorporados ao roteiro e também foram realizadas algumas alterações basilares (na sua linha de ação, estrutura e narrativa), modificando assim o rumo da história e das personagens.

Assim, com uma equipe que carrega o histórico do cinema e do teatro na veia e nos frames, a obra foi filmada na última quinzena de julho, com locações em Mossoró, Florânia e Currais Novos. Todo o processo foi desenvolvido pelos artistas da Cia Bagana e das localidades para também potencializar e valorizar os artistas locais. A equipe de produção foi feita pelos artistas da própria companhia e agregaram-se outros profissionais como Marcos Leonardo e Damásio Costa, que assinam a direção de arte. A fotografia e a captação de som ficaram a cargo da equipe feminina da Ribeiro Produções: Wigna Ribeiro e Samya Alves, respectivamente.

“As filmagens tiveram também uma dinâmica pedagógica de preparar os artistas da Cia Bagana de Teatro para futuros projetos dentro do audiovisual, assim como também uma parceria de alunos de teatro do NAC-PROEC da UFERSA e nas cidades onde gravamos o curta. Esse é um trabalho visceral e com muitos desdobramentos. Será uma emoção pra quem participou e outra para o público que irá degustar a nossa história no cinema”, concluiu Joriana Pontes.

Fotos: Bertrand Lira.

Festival de Gramado 2021 começa com filme protagonizado por Gloria Pires

por: Cinevitor
Gloria Pires em cena: comissária exemplar da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou nesta sexta-feira, 13/08, com exibição pela internet, televisão por assinatura (Canal Brasil) e televisão aberta (TVE-RS). 

Com apresentação de Roger Lerina e Marla Martins, a primeira noite contou com as exibições do curta maranhense Quanto pesa, dirigido por Breno Nina, premiado com o kikito de melhor ator, em 2015, por O Último Cine Drive-in; e o curta paulista O que há em ti, de Carlos Adriano. O longa gaúcho Cavalo de Santo, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez, também foi exibido.

O primeiro filme em competição entre os longas-metragens brasileiros foi A Suspeita, de Pedro Peregrino. O drama policial conta a história de Lúcia, interpretada por Gloria Pires, uma renomada investigadora policial. Aos 55 anos, ela dedicou toda a sua vida à profissão e é um nome respeitado entre seus colegas. Tudo muda durante uma investigação: um famoso escritor, que estava trabalhando nas memórias de um dos chefes do tráfico no Rio de Janeiro e teve seu telefone grampeado por Lúcia, é assassinado. A policial se torna alvo de investigação de seus superiores, ao mesmo tempo em que descobre que tem Alzheimer.

Com roteiro de Thiago Dottori, dos filmes da Turma da Mônica, e argumento do cientista político Luiz Eduardo Soares, o longa conta ainda com Charles Fricks, Gustavo Machado, Bukassa Kabengele, Daniel Bouzas, Júlia Gorman, Joelson Medeiros, Kizi Vaz, Paulo Vespúcio, Genézio de Barros e Alexandre Rosa Moreno no elenco.

No dia seguinte à exibição, alguns integrantes da equipe de A Suspeita participaram de um debate, que foi mediado pelo jornalista Roger Lerina. Marcaram presença: o diretor Pedro Peregrino; a produtora Daniela Busoli; o ator Gustavo Machado; e o diretor de fotografia Fabricio Tadeu. A protagonista Gloria Pires, que não conseguiu participar por conta de outros compromissos, disse, em comunicado oficial: “Estar na 49ª edição de um festival tão emblemático e poder mostrar o fruto de quatro anos de trabalho é um sonho que se realiza”

Pedro Peregrino, que faz sua estreia na direção de um longa de ficção com A Suspeita, é diretor na TV Globo, com trabalhos como Éramos Seis e Órfãos da Terra, e falou sobre referências para o longa: “O filme não tem uma grande referência, mas sim, um conjunto de referências de coisas que eu vi e estudei a vida inteira [Pedro é formado em cinema pela Universidade Estácio de Sá]. Meu trabalho de referência foi ir atrás de parcerias potentes”.

O diretor também falou sobre a pesquisa para abordar o tema policial: “Além do Luiz [Eduardo Soares], conversamos com policiais em diversas situações. Essa trama traz inter-relações que são muito características do Rio de Janeiro, como essa promiscuidade que acontece em relação à polícia, tráfico, milícia e religião. Tínhamos um cenário propício para contar essa história”. Pedro também destacou o tema da doença de Alzheimer: “Houve um processo de pesquisa e tínhamos a consultoria de uma neurologista o tempo todo, desde o início da pré-produção. Lemos algumas coisas sobre essa doença e também assistimos alguns filmes. Pesquisamos na literatura, no cinema e na ciência o que foi necessário para contar essa historia”.

Debate: Roger Lerina conversa com a equipe do filme.

Gustavo Machado, que interpreta o Delegado Gouveia, falou sobre a preparação de seu personagem: “Tivemos o auxílio luxuoso do Magalhães, um policial super experiente que estava o tempo todo, na preparação e no set; ele que dizia o que era crível. A presença dele e seu humor eram inspiradores. Tinha a Lucia Fernandes também, uma policial super parceira que dava vários toques na dinâmica toda. Tivemos a sorte de ter essas duas pessoas conosco. Além disso, eu, Pedro e Gloria fizemos uma visita à Cidade da Polícia [CIDPOL] e todos foram super generosos”.

A produtora Daniela Busoli falou sobre o filme e também sobre o trabalho de Gloria Pires como produtora: “O projeto nasceu com o Luiz Eduardo Soares e logo me apaixonei pela história que ele me apresentou. Como produtora, temos a função de juntar as peças de um quebra-cabeça para atrair os melhores talentos para o projeto e para conseguir viabilizar economicamente. A Gloria, além de uma atriz fantástica, é um ser humano maravilhoso. Como parceira de produção, ela ficou mais na parte de produção artística junto com o Pedro. Foi um grande encontro. A energia nesse trabalho era muito boa. Foi muito gratificante”.

Gustavo também falou sobre as filmagens: “O clima no set, apesar dos temas pesados do filme, foi muito leve e saboroso. Todos muito unidos. O Pedro como diretor tem uma característica que eu adoro que é esse diretor muito assertivo, que sabe o que quer, mas tem também uma abertura enorme para descobrir nas filmagens. Como ator, eu adoro esse tipo de set onde você vai para construir junto”

Fabricio Tadeu, que assinou a direção de fotografia de filmes como Noites de Reis, O Matador e Alemão 2, falou sobre suas escolhas para A Suspeita: “Trabalhar com o Pedro é muito especial porque ele é muito ligado na construção da fotografia do filme. Este longa tem algo peculiar que é a personagem da Gloria Pires; os corredores e labirintos simbolizam momentos da vida da personagem. Muitos movimentos de câmera buscam traduzir o estado emocional dessa personagem e dessa fragilidade que é só dela. Aqui, a fotografia busca ser discreta nesse sentido, de não roubar a cena e conviver com a personagem”.

Ao final da coletiva, Pedro falou sobre a estreia do filme no festival: “Eu acho que Gramado transcende o evento em si. Não é só um festival, é um símbolo de cinema. Ele comunica com quem faz e quem não faz cinema. Minha vida é um pouco isso. Eu vivo isso, que é estudar e ler sobre filmes, mesmo quando estou trabalhando na televisão. Cinema é minha grande paixão e estrear meu primeiro filme em Gramado é uma realização”.

As exibições dos longas-metragens brasileiros acontecem entre 13 e 19 de agosto, a partir das 21h30, na grade linear do Canal Brasil, para toda a base de assinantes, e nos serviços de streaming Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo somente durante o horário da exibição na TV.

*Você acompanha a cobertura do CINEVITOR por aqui, pelo canal no YouTube e pelas redes sociais: Twitter, Facebook e Instagram.

Fotos: Desirée do Vale (Gloria) e Edison Vara/Ag. Pressphoto (Gramado).

Festival de Locarno 2021: curta brasileiro Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, é premiado com o Leopardo de Ouro

por: Cinevitor
Leopardo de Ouro para o cinema brasileiro!

Foram anunciados neste sábado, 14/08, os vencedores da 74ª edição do Festival de Cinema de Locarno, considerado um dos principais festivais de cinema autoral do mundo. O Leopardo de Ouro, prêmio máximo do evento, foi entregue para Vengeance Is Mine, All Others Pay Cash, de Edwin, da Competição Internacional de longas.

O brasileiro Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli, que traz Dennis Pinheiro e Silvero Pereira no elenco, recebeu o Leopardo de Ouro de melhor curta-metragem internacional na mostra Pardi di domani, território de experimentação expressiva e poesia formal inovadora, que exibe curtas e médias-metragens em estreia mundial ou internacional. Além disso, o filme também foi reconhecido pela Internationale Kurzfilmtage Winterthur.

O Brasil também estava representado com outro filme na competição internacional de curtas: A Máquina Infernal, de Francis Vogner Dos Reis. E mais: a cineasta brasileira Ivete Lucas, que hoje mora nos Estados Unidos, apresentou o curta Happiness Is a Journey, codirigido por Patrick Bresnan, na seção Pardi di domani: Concorso Corti d’autore.

Neste ano, a cineasta Eliza Hittman presidiu o júri da Competição Internacional de longas, que apresentou filmes em estreias mundiais e que disputaram o Leopardo de Ouro; o time de jurados contava também com Kevin Jerome Everson, Philippe Lacôte, Leonor Silveira e Isabella Ferrari. Já o júri da mostra Pardi di domani foi formado por: Kamal Aljafari, cineasta palestino; Marie-Pierre Macia, produtora francesa; e Adina Pintilie, cineasta romena.

A 74ª edição foi marcada pelo retorno da mostra Piazza Grande, que acontece ao ar livre, e que não foi realizada no ano passado por conta da pandemia de Covid-19.

Conheça os vencedores do 74º Festival de Cinema de Locarno:

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Seperti Dendam, Rindu Harus Dibayar Tuntas (Vengeance Is Mine, All Others Pay Cash), de Edwin (Indonésia/Singapura/Alemanha)
Prêmio Especial do Júri: Jiao ma tang hui (A New Old Play), de Qiu Jiongjiong (Hong Kong/França)
Melhor Direção: Abel Ferrara, por Zeros and Ones
Melhor Atriz: Anastasiya Krasovskaya, por Gerda
Melhor Ator: Mohamed Mellali e Valero Escolar, por Sis dies corrents (The Odd-Job Men)
Menção Especial: Espíritu sagrado (The Sacred Spirit), de Chema García Ibarra (Espanha/França/Turquia) e Soul of a Beast, de Lorenz Merz (Suíça)

MOSTRA CINEASTI DEL PRESENTE

Leopardo de Ouro | Melhor Filme: Brotherhood, de Francesco Montagner (República Tcheca/Itália)
Prêmio Especial do Júri: L’Été l’éternité (Our Eternal Summer), de Émilie Aussel (França)
Melhor Direção Emergente: Hleb Papou, por Il legionario (The Legionnaire)
Melhor Ator: Gia Agumava, por Wet Sand
Melhor Atriz: Saskia Rosendahl, por Niemand ist bei den Kälbern (No One’s with the Calves)

PARDI DI DOMANI | COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Leopardo de Ouro | Melhor curta-metragem internacional: Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (Brasil)
Leopardo de Prata: Les Démons de Dorothy (The Demons of Dorothy), de Alexis Langlois (França)
Melhor Direção: Eliane Esther Bots, por In Flow of Words
Medien Patent Verwaltung AG Award: Imuhira (Home), de Myriam Uwiragiye Birara (Ruanda)
Menção Especial: FIRST TIME [The Time for All but Sunset – VIOLET], de Nicolaas Schmidt (Alemanha)
Curta-metragem indicado ao European Film Awards: In Flow of Words, de Eliane Esther Bots (Holanda)

PARDI DI DOMANI | Concorso Corti d’autore | Leopardo de Ouro: Criatura (Creature), de María Silvia Esteve (Argentina/Suíça)

PRIMEIRO FILME

Melhor Primeiro Filme: She Will, de Charlotte Colbert (Reino Unido)
Menção Especial: Agia Emi (Holy Emy), de Araceli Lemos (Grécia/França/EUA)

PRÊMIO DO PÚBLICO: Hinterland, de Stefan Ruzowitzky (Áustria/Luxemburgo)
PRÊMIO VARIETY PIAZZA GRANDE: Rose, de Aurélie Saada (França)
PRÊMIO FIPRESCI: After Blue (Paradis sale), de Bertrand Mandico (França)
PRÊMIO ECUMÊNICO: Soul of a Beast, de Lorenz Merz (Suíça)
PRÊMIO EUROPA CINEMAS LABEL: Sis dies corrents (The Odd-Job Men), de Neus Ballús (Espanha)

Clique aqui e confira a lista completa com os vencedores do Festival de Locarno 2021.

Foto: Alessandro Crinari/Locarno Film Festival/Ti-Press.

49º Festival de Cinema de Gramado: conheça os integrantes dos júris

por: Cinevitor
Carol Castro: kikito de melhor atriz coadjuvante, em 2019.

A 49ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que começa nesta sexta-feira, 13/08, e segue até 21 de agosto, exibirá sua programação pela internet, televisão por assinatura (Canal Brasil) e televisão aberta (TVE-RS). 

A cada ano, realizadores, produtores, atores e atrizes, pesquisadores, acadêmicos e críticos de cinema têm a missão de escolher quem leva os prêmios do Festival de Cinema de Gramado. Cada categoria tem um júri próprio que define os vencedores, além do Júri da Crítica, que escolhe os melhores do ponto de vista dos jornalistas especializados. Neste ano, 25 nomes compõem os seis júris.

Os jurados dos curtas-metragens gaúchos são: Danielle Bertolini da Silva, diretora, roteirista e produtora executiva; Fernando Alves Pinto, ator; Humberto Pereira da Silva, professor e crítico de cinema; e Nathália Tereza, roteirista, diretora e fotógrafa. Já na categoria de curtas-metragens brasileiros, o time é formado por: Marco Antônio Pereira, cineasta; Janaina Oliveira ReFem, cineasta; Ulisses Arthur, diretor e roteirista; Valéria Verba, produtora; e Elisa Volpatto, atriz.

Nos longas-metragens, os jurados que vão eleger os melhores entre as produções brasileiras são: Catarina Apolonio, editora de som; Carol Castro, atriz; Fabricio Boliveira, ator; Ana Paula Mendes, produtora da Novelo Filmes; e Tabajara Ruas, cineasta. Os kikitos para os longas-metragens estrangeiros serão escolhidos por: Jessica Luz, produtora; Luiz Alberto Cassol, cineasta e cineclubista; e Ítala Nandi, atriz, produtora e roteirista.

Os longas-metragens gaúchos serão avaliados por: Fatimarlei Lunardeli, professora, pesquisadora e jornalista; Pedro Guindani, produtor, roteirista e diretor; e Liliana Sulzbach, diretora e roteirista. Já o Júri da Crítica é composto pelos jornalistas André Bozzeti, Ela Bittencourt, Daniel Rodrigues, Joyce Pais e Pedro Butcher.

O resultado da escolha dos jurados será revelado no dia 21 de agosto, sábado, na grande noite premiação do 49º Festival de Cinema de Gramado

Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

Duas Tias Loucas de Férias

por: Cinevitor

Barb and Star Go to Vista Del Mar

Direção: Josh Greenbaum

Elenco: Kristen Wiig, Annie Mumolo, Jamie Dornan, Andy Garcia, Reba McEntire, Reyn Doi, Adrian Makala, Patrick Bristow, Jordan Black, Rachel Ramras, Ian Gomez, Wendi McLendon-Covey, Vanessa Bayer, Fortune Feimster, Phyllis Smith, Rose Abdoo, Sergio Rogalto, Natasha Esca, Michael Hitchcock, Yennefer Giovanni, Samantha Beltrán, Carlos Bono, Marisol Gasé, Santiago Vázquez, Rodrigo Santacruz, Sofia Tennenbaum, Narjara Fuentes Alfonso, Kerry Ardra, Paulina Washington, Ariane Price, Alan Rubén Ramírez Gaytán, Andres Dardon, Gerry Bednob, Ernesto Godoy, Mark Jonathan Davis, Kwame Patterson, Amy Keys, Damon Wayans Jr., Nevada Arnold, Mike Miller, Elizabeth Kelly, Jayde Martinez, Arina Gancicova, Hank Rogerson, Karen Maruyama, Avi Rothman, Josh Robert Thompson, David A. Nelson, Shannon Shea, Shantira Jackson, Carl Mergenthaler, Emilia Garcia, April Wilson, Tom Lenk, Beate Antares, Gabe Baca, Roberto Cavazos, Stephen R. Estler, Yvette Fazio-Delaney, Mika Kubo, David McGlade, Lucy Paez, David Phyfer, Destiny Pearl Salgado, Sully Seagull, Mario Telles, Erick Velarde.

Ano: 2021

Sinopse: Barb e Star são melhores amigas e deixam, pela primeira vez, sua pequena cidade no meio-oeste para uma viagem de férias em Vista Del Mar, na Flórida. Na maior aventura de suas vidas, elas se encontram emaranhadas em diversão, amor e um plano maligno de uma vilã, que pretende matar todos que estão na cidade.

Nota do CINEVITOR:

Morre, aos 85 anos, o ator Tarcísio Meira

por: Cinevitor
O ator na novela Páginas da Vida, da Rede Globo, em 2006.

Morreu nesta quinta-feira, 12/08, aos 85 anos, o ator Tarcísio Meira, considerado um dos maiores de sua geração. Internado na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com apoio de ventilação mecânica invasiva e diálise contínua, depois de ter sido diagnosticado com Covid-19, não resistiu às complicações.

Na sexta-feira, 06/08, Tarcísio e sua esposa, a atriz Glória Menezes, também diagnosticada com Covid-19, deram entrada no hospital. Segundo o último boletim médico informado, ela apresentou melhoras no tratamento e segue no quarto com auxílio de oxigênio via nasal.

Nascido em São Paulo, em 5 de outubro de 1935, Tarcísio Pereira de Magalhães Sobrinho começou sua carreira artística no teatro, em 1957, na peça A Hora Marcada. Logo depois, se destacou em O Soldado Tanaka, convidado por Sérgio Cardoso. Nos palcos, foram mais de 30 peças.

Sua estreia na televisão aconteceu em 1959, na TV Tupi, em Noites Brancas. Dois anos depois, atuou em outro teleteatro da mesma emissora, chamado Uma Pires Camargo, no qual contracenou pela primeira vez com Glória Menezes. Depois disso, os dois se casaram e tiveram um único filho, o também ator Tarcísio Filho. Juntos desde 1962, são considerados um dos casais mais famosos da TV brasileira.

Tarcísio foi o galã da primeira telenovela diária brasileira, chamada 2-5499 Ocupado e lançada em 1963 na Excelsior, ao lado da mulher Glória. Na mesma emissora, atuou em mais sete trabalhos e depois estreou na Rede Globo em Sangue e Areia, também com a esposa. Ao longo dos anos, consagrou-se como um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Só na Globo foram mais de 60 programas, entre minisséries, especiais e novelas.

Tarcísio e Glória em Cavalo de Aço, de 1973.

Entre tantos trabalhos marcantes na TV, destacam-se: Irmãos Coragem, Cavalo de Aço, Brilhante, Guerra dos Sexos, O Tempo e o Vento, Roque Santeiro, Grande Sertão: Veredas, Tieta, Desejo, Araponga, De Corpo e Alma, Fera Ferida, Pátria Minha, O Rei do Gado, Torre de Babel, A Muralha, O Beijo do Vampiro, Páginas da Vida, Duas Caras, A Favorita, Gabriela, Velho Chico, Orgulho e Paixão, entre outros.

Nas telonas, Tarcísio também se destacou em mais de 20 longas-metragens, dirigidos por cineastas como Glauber Rocha, Walter Hugo Khouri, Anselmo Duarte, Hugo Carvana e Bruno Barreto. Sua estreia no cinema aconteceu em 1963 na comédia dramática Casinha Pequenina, de Glauco Mirko Laurelli, ao lado de Mazzaropi.

Sua filmografia conta também com: A Desforra (1966), Máscara da Traição (1969), Verão de Fogo (1970), Quelé do Pajeú (1970), As Confissões de Frei Abóbora (1971), Missão: Matar (1972), Independência ou Morte (1972), O Marginal (1974), República dos Assassinos (1979), O Caçador de Esmeraldas (1979), A Idade da Terra (1980), Eu Te Amo (1981), Beijo no Asfalto (1981), Amor Estranho Amor (1982), O Cangaceiro Trapalhão (1983), Eu (1987), Solidão, Uma Linda História de Amor (1989), Boca de Ouro (1990), Boca (1994), Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo (2011), entre outros.

Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, entre eles: três vezes o Troféu Imprensa por Roda de Fogo, Pátria Minha e O Beijo do Vampiro; três vezes o Troféu APCA; Prêmio Shell e Prêmio Bibi Ferreira pela peça O Camareiro; Prêmio Diploma de Mérito aos Melhores do Cinema pelo filme Independência ou Morte, em 1973; foi homenageado no Festival de Gramado, em 2005, com o Troféu Oscarito, junto com a esposa; entre muitas outras honrarias.

Em uma entrevista ao Memória Globo, Tarcísio disse: “O trabalho do ator é bonito e útil. Diz respeito à sensibilidade. Eu procuro desempenhá-lo da melhor maneira possível, com a máxima eficácia. Tento convencer as pessoas das verdades daquele personagem. Essa carreira me gratifica muito”.

Fotos: João Miguel Júnior/TV Globo.

Dirigido por Sergio Rezende, O Jardim Secreto de Mariana, com Andréia Horta, ganha trailer

por: Cinevitor
Andréia Horta em cena: em breve nos cinemas!

Escrito e dirigido pelo premiado cineasta Sergio Rezende, de O Homem da Capa Preta, Lamarca, Guerra de Canudos, Zuzu Angel, entre outros, O Jardim Secreto de Mariana chega aos cinemas no dia 16 de setembro, com distribuição da H2O Films.

Em um processo de investigação emocional vivido por João, interpretado por Gustavo Vaz, e Mariana, papel de Andréia Horta, a trama sensível destaca que o amor é o instinto mais forte. O casal apaixonado parece ter uma vida tranquila e perfeita, morando em uma chácara cercada pela natureza e produzindo o próprio alimento, mas a relação começa a sofrer com o desgaste infligido pela impossibilidade de gerar um filho, o maior sonho de Mariana.

Cinco anos depois de uma separação traumática, João decide partir numa longa jornada de bicicleta para reencontrar Mariana e convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que apesar de toda a mágoa e ressentimento ainda é intenso entre os dois, é então posto em xeque à medida que eles são obrigados a confrontar as dores do passado.

Para amadurecer as reflexões propostas neste novo trabalho, Sergio Rezende buscou inspiração em um dos documentários de sua própria filmografia, o ensaio cinematográfico O Cinema é Meu Jardim, de 2004, além de ter contado no roteiro com a parceria da filha, a escritora, poeta e editora de cinema Maria Rezende: “A narrativa e a construção cinematográfica deste filme não são tradicionais. É meu filme mais sensível, poético e intuitivo”, revela o diretor, que enxerga o filme como uma “resposta artística ao momento truculento que estamos vivendo no Brasil”.

O longa foi rodado ao longo de quatro semanas no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. O elenco conta também com Paulo Gorgulho e Denise Weinberg.

Confira o trailer de O Jardim Secreto de Mariana:

Foto: Mariana Vianna.

Morre, aos 84 anos, o ator Paulo José

por: Cinevitor
O ator, em 2017, homenageado na Mostra de São Paulo.

Morreu nesta quarta-feira, 11/08, aos 84 anos, o ator, roteirista e diretor Paulo José. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele estava internado há 20 dias e faleceu por conta de uma pneumonia.

Nascido em Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul, em março de 1937, Paulo José Gómez de Sousa começou sua carreira no teatro amador, na década de 1950, em Porto Alegre. Nessa mesma época, ajudou a fundar o Teatro de Equipe, ao lado de nomes como Paulo César Pereio, Lilian Lemmertz, Ítala Nandi e Fernando Peixoto. Em 1958, fez sua estreia como diretor na peça Rondó 58 junto com Mário de Almeida. Ao longo de sua carreira, participou de diversas montagens, como ator e diretor, entre elas, O Testamento do Cangaceiro, Os Fuzis da Senhora Carrar, entre outras.

Já em São Paulo, na década de 1960, dirigiu e coordenou as atividades do TUSP, Teatro dos Universitários de São Paulo. Além disso, adquiriu o Teatro de Arena junto com os colegas Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Juca de Oliveira, Paulo Cotrim e Flávio Império. Recebeu o Prêmio Molière duas vezes: em 1963, como melhor figurinista pela peça A Mandrágora; e em 1988, como melhor ator em Delicadas Torturas.

Dos palcos, Paulo José migrou para a televisão. Sua estreia aconteceu em 1969 na novela Véu de Noiva, da Rede Globo. O reconhecimento nacional aconteceu logo em seguida, em 1970, ao interpretar o personagem Samuca em Assim na Terra Como no Céu. Em 1972, se destacou ao lado de Flavio Migliaccio na telenovela O Primeiro Amor, com quem depois formou uma dupla de sucesso em Shazan, Xerife & Cia. O artista, um dos maiores do país, ascendeu junto com as telenovelas inspiradas pela dramaturgia realista brasileira, e, além de atuar, também dirigiu minisséries e especiais para a TV. 

Nas telinhas, acumulou diversos trabalhos entre novelas e seriados, como: O Tempo e o Vento, Armação Ilimitada, Tieta, Delegacia de Mulheres, Araponga, O Mapa da Mina, Olho no Olho, Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados, Explode Coração, A Justiceira, Por Amor, Era Uma Vez…, A Muralha, Um Só Coração, Ciranda de Pedra, As Brasileiras, entre muitos outros.

Paulo José também brilhou nas telonas. Sua estreia no cinema aconteceu em 1966 no longa O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, no qual recebeu o Prêmio Saci de melhor ator. No mesmo ano apareceu em Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos Oliveira, que lhe rendeu diversos prêmios, entre eles, o Troféu Calango no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o Prêmio Air France de Cinema. Depois disso, atuou em Bebel, Garota Propaganda, de Maurice Capovilla, e em Edu, Coração de Ouro, de Domingos Oliveira, que lhe rendeu, novamente, um prêmio em Brasília.

Paulo José em Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos Oliveira.

Ao longo da carreira, acumulou diversos prêmios por seu trabalho em filmes como: O Palhaço, no Sesc Melhores Filmes e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (no qual também foi indicado por Quincas Berro d’Água e Benjamim); Policarpo Quaresma, Herói do Brasil, no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá e Prêmio Estação Botafogo; O Rei da Noite, de Hector Babenco, no Festival de Brasília; Faca de Dois Gumes, com o Prêmio Air France de Cinema; o curta-metragem Morte, de José Roberto Torero, no Festival de Vitória; Pequenas Histórias, no Festival de Cinema de Paulínia; entre outros.

A trajetória do ator, que foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1992, inclui muitos outros filmes como: O Homem Nu (1968), de Roberto Santos; As Amorosas (1968), de Walter Hugo Khouri; Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra, do qual foi roteirista; Cassy Jones, o Magnífico Sedutor (1972), de Luiz Sergio Person; Dias de Nietzsche em Turim (2002), de Júlio Bressane; 500 Almas (2004), de Joel Pizzini; Insolação (2009), de Felipe Hirsch e Daniela Thomas; Saneamento Básico, O Filme (2007), de Jorge Furtado; A Festa da Menina Morta (2008), de Matheus Nachtergaele; O Homem que Copiava (2003), de Jorge Furtado; Anahy de las Misiones (1997), de Sérgio Silva; Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman; entre outros.

Em 2017, Paulo José foi homenageado na 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo com o Prêmio Leon Cakoff por sua carreira no cinema, teatro e televisão. Na mesma ocasião, foi lançado o documentário Todos os Paulos do Mundo, de Rodrigo de Oliveira e Gustavo Ribeiro, que faz um ensaio cinematográfico sobre ele. Clique aqui e assista aos melhores momentos da homenagem.

Entre tantas honrarias, também foi consagrado no Festival de Gramado com o Troféu Oscarito, em 2000, além de ter recebido um prêmio especial de Mérito Artístico, em 2008, pelo filme Juventude, de Domingos Oliveira. Foi homenageado no Prêmio ACIE de Cinema e também no Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro.

Na vida pessoal, foi casado com Dina Sfat, com quem teve três filhas: as atrizes Bel Kutner, Ana Kutner e Clara; com a atriz Beth Caruso, com quem teve um filho, Paulo Caruso; e com Zezé Polessa. No ano passado, três dos quatro irmãos de Paulo morreram de câncer.

Fotos: Claudio Pedroso/Agência Foto e Divulgação.

Festival de Guadalajara 2021: filmes brasileiros são selecionados

por: Cinevitor
Cena do curta potiguar Sideral, de Carlos Segundo: selecionado.

O Festival Internacional de Cine en Guadalajara, um dos mais fortes da América Latina, anunciou nesta semana os primeiros filmes selecionados para a sua 36ª edição, que acontecerá entre os dias 1 e 9 de outubro na cidade mexicana.

Além do destaque para o cinema mexicano com o Prêmio Mezcal, o evento, que terá Duna, de Denis Villeneuve, como filme de abertura, também apresenta uma programação com produções ibero-americanas. Neste ano, o Brasil está representado com diversos títulos, entre eles, três longas na Competição ibero-americana de ficção: Medusa, de Anita Rocha da Silveira; Matar a la Bestia, de Agustina San Martín, coprodução entre Argentina, Brasil e Chile; e O Empregado e o Patrão, de Manolo Nieto, coprodução entre Uruguai, Argentina, Brasil e França.

Além disso, quatro curtas-metragens na Competição Oficial: A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro; Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci; Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli; e Sideral, de Carlos Segundo. E mais: o longa Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral na Competição Internacional de Animação; e A Última Floresta, de Luiz Bolognesi, Edna, de Eryk Rocha, e Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz, na Competição ibero-americana de documentário. O documentário La Opción Cero, de Marcel Beltrán, uma coprodução entre Cuba, Brasil e Colômbia será exibido, fora de competição, na mostra Cinema Libre.

O festival também anunciou os filmes que disputam o Prêmio Maguey, que divulga e promove um cinema que começa com histórias acompanhadas por uma orientação sexual aberta e diversa, celebrando o melhor da cinematografia LGBTQ do mundo.

O evento também apresenta a mostra Guadalajara Construye, com sete obras de ficção em andamento (works in progress) em fase de pós-produção e/ou montagem. Entre os selecionados, dois títulos brasileiros: Hospício Colônia, de André Ristum; e Saudade fez morada aqui dentro, de Haroldo Borges. Além de Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, uma coprodução entre Argentina, Brasil e França.

E mais: esta edição conta com o Prêmio Projeto Paradiso Guadalajara Construye, que consiste em um subsídio de dez mil dólares doado pelo Projeto Paradiso a um projeto cinematográfico brasileiro em fase de pós-produção escolhido pelo júri selecionado.

[ATUALIZADO: 19/08 – 19h35]

Conheça os filmes selecionados para o 36º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara:

COMPETIÇÃO OFICIAL

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO

Alegría, de Violeta Salama (Espanha)
Cadejo Blanco, de Justin Lerner (Guatemala/EUA/México)
Clara Sola, de Nathalie Álvarez Mesén (Costa Rica/Bélgica/Suécia/Alemanha)
Corazón Azul, de Miguel Coyula (Cuba)
Inmersión, de Nicolás Postiglione (Chile/México)
Las Consecuencias, de Claudia Pinto Emperador (Espanha/Holanda/Bélgica)
Matar a la Bestia, de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (Brasil)
Mis Hermanos Sueñan Despiertos, de Claudia Huaiquimilla (Chile)
O Empregado e o Patrão (El Empleado y el Patrón), de Manolo Nieto (Uruguai/Argentina/Brasil/França)
Piedra Noche, de Iván Fund (Argentina/Chile/Espanha)

CURTA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE FICÇÃO

A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro (Brasil)
Before I Die, de Iker Esteibarlanda (Espanha)
Bizimina, de Migueltxo Molina, Pablo Iraburu e Jon Maya (Espanha)
Canto Porque Tengo que Vivir, de Santiago Moga Perpén e Carlos Reverte Gómez (Espanha)
Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci (Brasil/Islândia)
Cuando se Calme la Lluvia, de Guillermo Argueta (El Salvador)
El Nombre del Hijo, de Martina Matzkin (Argentina)
Fantasma Neon, de Leonardo Martinelli (Brasil)
Golpe de Vida, de Luis Alejandro Rodríguez (Venezuela)
Inefable, de Gerard Oms (Espanha)
La Colcha y la Madre, de David Pérez Sañudo (Espanha)
Las Partes Perdidas, de Iñaki Dubirg (Cuba/Argentina)
Los Enemigos, de Ana Katalina Carmona (Colômbia)
Lupita y las Sirenas, de Tomás Pinzón Lucena (Colômbia/França)
Luz de Presença, de Diogo Costa Amarante (Portugal)
Made In, de Eva Marín (Espanha)
Manchester Acatitla, de Selma Cervantes (México)
Medusa, de Carlos Trujano (México)
Mindanao, de Borja Soler (Espanha)
Noite Turva, de Diogo Salgado (Portugal)
O Nosso Reino, de Luís Costa (Portugal)
Pepedrilo, de Víctor Cartas Valdivia (México)
Romina e Iván, de Balam Toscano (México)
Salto, de Nuno Baltazar (Portugal)
Sideral, de Carlos Segundo (Brasil/França)
Soñé que Vivía, de Eymeraude Cordon Le Beurier (Chile)
Te Sueño y No Estás, de Lily Caballero (México)
Una Casa en la Arena, de Cristóbal García (Chile)
Una Historia de Amor Imposible, de Javier Mardones (Chile)

LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO DE DOCUMENTÁRIO

A Última Floresta, de Luiz Bolognesi (Brasil)
Bosco, de Alicia Cano Menoni (Uruguai/Itália)
Cantos que Inundan el Río, de Germán Arango Rendón (Colômbia)
Edna, de Eryk Rocha (Brasil)
El Cielo Está Rojo, de Francina Carbonell (Chile)
El Silencio del Topo, de Anaïs Taracena (Guatemala)
Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz (Brasil/França/Alemanha)
Non Dago Mikel?, de Amaia Merino e Miguel Ángel Llamas (País Basco)
Nuestra Libertad, de Celina Escher (El Salvador/Suécia)
Rancho, de Pedro Speroni (Argentina)
Vals de Santo Domingo, de Tatiana Fernández Geara (República Dominicana)

LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO

Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente, de Cesar Cabral (Brasil)
Calamity – Une Enfance de Martha Jane Cannary, de Rémy Chayé (França/Dinamarca)
Charlotte, de Rémy Chayé (França/Canadá)
Flee, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca/França/Suécia/Noruega)
La Traversée, de Florence Miailhe (França/República Checa/Alemanha)
My Sunny Maad, de Michaela Pavlátová (República Checa/França/Eslováquia)

CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO | PRÊMIO INTERNACIONAL RIGO MORA

Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)
Deshabitada, de Camila Donoso Astudillo (Chile)
Espejo de Agua, de Jimena Medina (México)
Los Huesos, de Cristóbal León e Joaquín Cociña (Chile)
Just for the Record, de Vojin Vasovic (Sérvia/Canadá)
Llueve, de Carolina Corral Paredes e Magali Rocha Donnadieu (México)
Mesdemoiselles les Palourdes, de Mickaël Delalande (França)
Noir-Soleil, de Marie Larrivé (França)
O Teu Nome é, de Paulo Patrício (Portugal/Bélgica)
Pilar, de Janis Joy Epping, Diana Van Houten e Yngwie Boley (Holanda)
Reflejo, de Juan Carlos Mostaza (Espanha)
Steakhouse, de Špela Čadež (Eslovênia/Alemanha/França)
Tío, de Juan Medina (México)
Transtierro, de Susana Arrazola (México)
冬 (The Winter), de Xin Li (Austrália)

PRÊMIO MEZCAL

Comala, de Gian Cassini (México)
Dirty Feathers, de Carlos Alfonso Corral (México/EUA)
Domingo, de Raúl López Echeverría (México/França/Áustria)
El Comediante, de Rodrigo Guardiola e Gabriel Nuncio (México)
El Viaje de Paty, de Santiago Pedroche de Samaniego (México)
La Llevada y la Traída, de Ofelia Medina (México)
Mostro, de José Pablo Escamilla (México)
Nos Hicieron Noche, de Antonio Hernández (México)
Plaza Catedral, de Abner Benaim (Panamá/México)
Poderoso Victoria, de Raúl Ramón (México)
The Gigantes, de Beatriz Sanchis (México/EUA)

PRÊMIO MAGUEY

Blood Red Ox!, de Rodrigo Bellott (EUA/Bolívia)
Colors of Tobi, de Alexa Bakony (Hungria)
Efímera, de Luis Mariano García (México)
El Apego, de Valentin Javier Diment (Argentina)
Finlandia, de Horacio Alcalá (Espanha/México)
Hasahyan, de Adam Kalderon (Israel)
LA Queenciañera, de Pedro Peira (Espanha)
Matar a la Bestia, de Agustina San Martín (Argentina/Brasil/Chile)
Medusa, de Anita Rocha da Silveira (Brasil)
Mi Novia es la Revolución, de Marcelino Islas Hernández (México)
O Anthropos me tis Apantiseis, de Stelios Kammitsis (Chipre/Grécia/Itália)
Our Bodies Are Your Battlefields, de Isabelle Solas (França)
The Gigantes, de Beatriz Sanchis (México/EUA)
The Man with the Answers, de Stelios Kammitsis (Chipre/Grécia/Itália)
The Swimmer, de Adam Kalderon (Israel)
Tobi Színei, de Alexa Bakony (Hungria)

HECHO EN JALISCO | LONGA-METRAGEM

Domingo, de Raúl López Echeverría (México/França/Áustria)
Finlandia, de Horacio Alcalá (Espanha/México)
La Llevada y la Traída, de Ofelia Medina (México)
Poderoso Victoria, de Raúl Ramón (México)

Foto: Divulgação/Casa da Praia Filmes.

CINEVITOR #394: Entrevista com Mariana Ximenes e Claudia Jouvin | L.O.C.A.

por: Cinevitor
Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor: Mariana Ximenes em cena.

Dirigida por Claudia Jouvin, de Um Homem Só, e produzida por Carolina Jabor, de Aos Teus Olhos e Boa Sorte, a comédia L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor, terá lançamento exclusivo pelo selo Première Telecine a partir do dia 15 de agosto.

O filme conta a história de três mulheres diferentes, mas que ficam amigas em uma reunião da L.O.C.A., Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor. Manuela, Elena e Rebeca são interpretadas por Mariana Ximenes, Debora Lamm e Roberta Rodrigues, respectivamente: três mulheres que vivem grandes paixões, mas não aguentam mais serem chamadas de loucas. As personagens decidem se unir, tomar as rédeas da situação e dar um fim a seus relacionamentos tóxicos.

O elenco conta também com Fabio Assunção, que interpreta Carlos, um professor que se envolve com a jornalista Manuela; Erico Brás como Jorge, que vive um romance com Rebeca; e Luis Miranda, que dá vida ao motorista Edson, marido de Elena.

Para falar mais sobre o filme, conversamos com a diretora Claudia Jouvin e também com a atriz Mariana Ximenes, em sua décima entrevista para o CINEVITOR.

Aperte o play e confira:

Foto: SerendipityInc.

Cine Ceará 2021: inscrições abertas para as mostras competitivas da 31ª edição

por: Cinevitor
Festival acontecerá em formato presencial e on-line.

A 31ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro, em formato presencial e virtual, está com inscrições abertas para as mostras competitivas ibero-americana de longa-metragem, brasileira de curta-metragem e Mostra Olhar do Ceará.

O regulamento e os formulários de inscrição estão disponíveis no site oficial (clique aqui) e ficam disponíveis entre os dias 10 de agosto e 10 de setembro; as inscrições são gratuitas. Cada mostra tem um formulário próprio e as condições específicas de cada uma delas podem ser consultadas no regulamento.

A Mostra Olhar do Ceará é aberta a realizadores cearenses, radicados ou não no Ceará, e residentes no Ceará há mais de três anos. Podem ser inscritos filmes de curta e longa-metragem, concluídos a partir de janeiro de 2020, nos gêneros de ficção, documentário, animação ou experimental.  

A Competitiva Brasileira de curta-metragem é aberta a trabalhos de produtores e diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos. Podem ser inscritos curtas de ficção, documentário, animação ou experimental de até 25 minutos, concluídos a partir de janeiro de 2020, que não tenham participado do processo seletivo de outras edições do Cine Ceará.  

A Mostra Competitiva ibero-americana de longa-metragem é direcionada a produtores ou diretores de países da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha com filmes de animação, ficção, documentário ou experimental. Os longas inscritos devem ter sido concluídos a partir de 2020 com duração mínima de 60 minutos. 

A curadoria do festival prioriza trabalhos inéditos e, no conjunto das mostras competitivas, reserva no mínimo 30% de participação para mulheres diretoras. O resultado será anunciado no dia 10 de outubro.  

A edição de 2021 terá programação presencial em Fortaleza com o limite de público determinado pelo Governo do Estado no período do evento. No Cineteatro São Luiz serão exibidos os longas-metragens das mostras ibero-americana e Olhar do Ceará. No Cinema do Dragão e no canal do Cine Ceará no YouTube serão exibidos os curtas-metragens da Competitiva Brasileira e da Mostra Olhar do Ceará.   

A exemplo do formato adotado em 2020, por conta da pandemia de Covid-19, os longas-metragens da mostra competitiva poderão ser assistidos de casa e de qualquer lugar do país, através do Canal Brasil e da plataforma de streaming dos Canais Globo e Globoplay, que exibirão esta programação do Cine Ceará simultaneamente e em única exibição. Haverá também atividades nas mídias sociais do festival. 

O Júri Oficial das mostras competitivas escolherá os vencedores do Troféu Mucuripe em diversas categorias. Além disso, o Cine Ceará inova nesta edição com o cachê de 6 mil reais, que será concedido para cada filme selecionado para a Mostra Competitiva Ibero-americana de longa-metragem.

Foto: Rogerio Resende.

FAM 2021: conheça os filmes selecionados

por: Cinevitor
Roney Villela no longa Achados Não Procurados, de Fabi Penna.

A 25ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual MercosulFAM 2021 acontecerá entre os dias 23 e 29 de setembro, em formato on-line, com oito mostras competitivas e uma convidada de animação.

Este ano, das oito mostras competitivas, quatro delas tiveram inscrições (Work in Progress, Videoclipe, Curtas Catarinense e Infantojuvenil) e as outras quatro foram por convite realizado pela curadoria do festival (Rally Universitário, Curtas Mercosul, Longas Ficção Mercosul e DOC-FAM).

Os filmes que farão parte da Mostra Curtas Mercosul estão em curadoria com instituições internacionais parceiras e em breve serão divulgados, assim como os representantes da Mostra Convidada Animação. As outras sete mostras que serão exibidas este ano contam com 33 filmes de nove países.

A organização do festival segue na busca por mais apoiadores para sua realização e aceita doações através do link Colabore: “É com muito carinho que fazemos cada seleção, pensando na experiência do público, o momento de cada produção, como podemos colaborar com cada trajetória e tantos outros cuidados. Este ano tivemos recorde de inscrição de videoclipes e filmes para a infância e juventude, muitos pedidos para seleção de filmes convidados, em um trabalho que foi muito intimista, junto à equipe do festival, já que seguimos o evento com 10% do orçamento captado”, ressalta Marilha Naccari, diretora de programação do FAM.

Temas como esperança, amizade, bullying, lendas da Amazônia, descobertas e aquecimento global estão entre os assuntos em foco dos seis filmes selecionados para a Mostra Infantojuvenil, que traz curtas-metragens que representam a Argentina, Brasil e Uruguai. Já a Mostra Videoclipe completa cinco anos na programação do FAM e foram selecionadas seis produções da Argentina, Colômbia e Brasil (estados do Maranhão, Minas Gerais e São Paulo).

Pelo terceiro ano consecutivo, o FAM exibirá filmes que ainda não foram finalizados na Mostra Work in Progress. Os seis títulos selecionados vêm do Uruguai, Argentina, Equador, Brasil, Peru e há uma coprodução Argentina, Bolívia, Brasil e Colômbia; metade é dirigida por mulheres. Na Mostra Rally Universitário serão exibidos os quatro filmes vencedores na atividade de formação realizada pelo FAM. A Mostra Curtas Catarinense, que este ano exigia filmes em première, selecionou cinco produções, sendo três delas dirigidas por mulheres.

A Mostra de Longas (ficção e documentário) vai exibir seis filmes; as produções foram escolhidas através da curadoria da Panvision. Na DOC-FAM, mostra de documentários, dois filmes são estreias e retornam ao festival, agora para todo o público, depois de passaram pelo Encontro de Coprodução do Mercosul em 2019; já na Mostra Longas Ficção Mercosul são duas estreias.

Em comunicado oficial, Marilha Naccari disse: “Nos seus 25 anos de história seguimos acompanhando a evolução do cinema latino-americano e de nossa produção local. É muito gratificante poder contar com filmes de diretores que já fazem parte da trajetória do FAM em tantos diferentes papéis, diretor que estreou seu primeiro curta no festival e retorna pela segunda vez com longa-metragem, com produções que nasceram de encontros no festival, filmes que se fortaleceram no ECM, evento de mercado do Mercosul no FAM. E claro, é muito importante realizar a estreia mundial do longa-metragem catarinense de uma diretora estreante”.

Conheça os filmes selecionados para o FAM 2021:

MOSTRA LONGAS FICÇÃO MERCOSUL

Achados Não Procurados, de Fabi Penna (Brasil, SC)
A Teoria dos Vidros Quebrados, de Diego Parker (Brasil/Uruguai)
Matar Pinochet, de Juan Ignacio Sabatini (Chile)

DOC-FAM

El Film Justifica los Medios, de Juan Jacobo Del Castillo (Colômbia/México)
Iwianch, el Diablo Venado, de José Cardoso (Equador)
O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov (Brasil, RJ/BA)

MOSTRA CURTAS CATARINENSE

A Árvore de Alfajor, de Marcela Soares (Florianópolis/São José)
Entrando no País das Maravilhas, de François Muleka (Florianópolis)
Espelho Espelho Meu, de Laura Bassani (Palhoça)
eth_OS, de Victor Galles (Palhoça/Florianópolis/Bauru, SP)
Les Petits Rats, de Bruna Boita Meoti (Chapecó/Pinhalzinho)

MOSTRA INFANTOJUVENIL

4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antonio Pereira (Brasil, MG)
A Menina e o Velho, de Luciano Fusinato (Brasil, SC)
Clara de Huevo, de Sol Infante Zamudio e Andrea Treszczan Azar (Uruguai)
Jamary, de Begê Muniz (Brasil, AM)
Olho Além do Ouvido, de Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino (Brasil, MG)
Pingüino y ballena, de Ezequiel Torres e Pablo Roldán (Argentina)

MOSTRA VIDEOCLIPE

Breathe, de Francesco Santalucia; por Fernando Haddad e Larissa Korolkovas (Brasil, SP)
Chapadô, de Lutty part. Jeffy e The Bochado; por Guilherme Jardim e Samuel Fávero (Brasil, MG/SP)
Joven Consciente, de Ha’e Kuera Ñande Kuera; por Fernando Paul Wheden (Argentina)
Rolowood, de El Venue; por Carla Melo (Colômbia)
Sinal Fechado, de Getúlio Abelha; por Lucas Sá (Brasil, MA)
Tirem as Cercas, de Regiane Araújo part. Núbia e Débora Melo; por Thais Lima (Brasil, MA)

MOSTRA WORK IN PROGRESS

Ese soplo, de Valentina Baracco Pena (Uruguai)
La Danza de Los Mirlos, de Alvaro Luque (Peru)
Las Fronteras se Movian, de Marina Belaustegui Keller (Argentina)
Los de Abajo, de Alejandro Quiroga Guerra (Argentina/Bolívia/Brasil/Colômbia)
Puka Urpi, de Segundo Fuérez (Equador)
Vai e Vem (título provisório), de Fernanda Pessoa e Adriana Barbosa (Brasil)

MOSTRA RALLY UNIVERSITÁRIO

El gran día, de Hanna Valentina Gómez (Florianópolis)
E quem vai dizer?, de Guilherme Inã Ferreira (Florianópolis)
Luto, de Edu Camargo (Florianópolis)
Sociedade Etiquetada, de Helena Creczynski

Foto: Marx Vamerlatti.